quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Meninas de 13 anos eram exploradas em ponto de prostituição no interior de SP



As meninas se reuniam em um ponto de prostituição, em São José do Rio Preto (SP), que foi fechado pelo MP. As investigações duraram cinco meses até que a polícia conseguiu desativar o local.

R7

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Corregedoria recomenda federalização de processos contra prefeito de Coari

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

A Corregedoria Nacional de Justiça recomendou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que peça a transferência dos julgamentos de três processos instaurados contra o prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro (PRP), da Justiça do Amazonas para a Justiça federal. Acusado de abuso sexual infantil e de formação de quadrilha, entre outros crimes, Pinheiro foi preso a pedido do Ministério Público do Amazonas. Ele está detido em uma cela da Polícia Militar, em Manaus (AM), desde o último sábado (8). Segundo a assessoria da PGR, a recomendação da corregedoria ainda está sendo analisada e não há data para que o procurador-geral, Rodrigo Janot, se manifeste sobre a federalização dos processos.

Além de pedir a transferência dos casos para a esfera federal, a corregedoria decidiu incluir no Programa Justiça Plena os três processos em que Pinheiro é acusado de abusar sexualmente de meninas com menos de 18 anos.

promenino

Escola e educadores são fundamentais no combate ao trabalho infantil

Juliana Sada, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz

“Quando a professora começou a falar – claro, faltei tanto na aula que não entendi nadinha – me senti assim: [desenho da criança triste e com orelhas de burro]. A professora acha que falto de malandragem... Se ela soubesse o tanto que tenho que trabalhar...”. Mais para frente, a criança relata em seu diário: "...me dei muito mal na prova. Claro, não sabia nada e não tive tempo de estudar. A Xereta me encontrou no recreio e veio perguntar por que eu tô sempre cansada”.

O relato, fictício, vem do “Meu diário – diário de uma trabalhadora infantil”, revista em quadrinhos que conta a história de uma criança responsável por todas as tarefas da casa da madrinha, onde mora. Ainda que fictícia, a publicação traz a realidade das meninas e meninos que trabalham e mostra a importância da escola nesse contexto, já que as consequências imediatas do trabalho infantil aparecem na sala de aula.

"Uma importante forma de atuação da escola é identificar e encaminhar para a rede de atendimento os casos de alunos vítimas do trabalho infantil. Um olhar mais atento do professor vai perceber coisas incomuns nos alunos, que podem indicar também outros tipos de violência", explica o coordenador do curso A Escola Contra o Trabalho Infantil (ECTI), Propercio Rezende. Nesse sentido, aumenta a importância dos professores terem uma relação próxima com seus alunos, conhecendo suas trajetórias e cotidianos. Para o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Antonio Oliveira Lima, “é fundamental que a escola conheça a situação de seus alunos para que possa fazer esse acompanhamento e dar apoio às crianças”.

Sinais importantes

Ao Promenino, os entrevistados trouxeram elementos que podem auxiliar diretores de escola, professores e demais educadores a identificar crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Um primeiro sinal são as faltas recorrentes e sem justificativa, já que muitas vezes o trabalho pode coincidir com o horário escolar. Ainda assim, há crianças que trabalham e frequentam a escola regularmente, mas o trabalho infantil tira o tempo do estudo e afeta o rendimento. “Em geral, a criança apresenta falta de tempo para fazer o dever de casa, falta de vivência na questão do brincar e do esporte”, explica Lima.

Dentro da sala de aula, há outros sinais ainda aos quais o educador deve ficar atento. “Com um olhar mais preocupado o professor pode perceber, por exemplo, que, entre os alunos, tem sempre um mais quieto, que está sempre sonolento”, relata Rezende. “A criança em situação de trabalho infantil apresenta cansaço, muitos não conseguem prestar atenção”, conta o procurador do trabalho. “Outro caso é uma criança que está com dores incomuns, dores nas costas, nas pernas, e que, por exemplo, nunca quer jogar bola”, exemplifica o coordenador do ECTI.

Além de dores e cansaço, crianças que trabalham costumam trazer no corpo marcas e machucados, já que nessa idade nem sempre há a habilidade necessária para manusear determinados produtos e nem as ferramentas de trabalho, uma vez que foram pensadas para adultos. “Outro sinal incomum, é o de um menino que tem sempre as mãos machucadas, tem as mãos sofridas, que é a mão de quem trabalha muito e não de uma criança”, analisa Rezende. Já Antonio Lima complementa, “tem sinais físicos que decorrem das lesões causadas pelo trabalho, as mãos das crianças com calos, por puxar uma enxada ou usar ferramentas de trabalho impróprias, e as marcas de acidente”.

Diante da identificação de um aluno que trabalha, a escola deve encaminhar o caso para a rede de atendimento a fim de que seja realizada uma ação junto à família e à criança para retirá-la do trabalho infantil. “O caminho para fazer isso é a secretaria de educação. A escola faz um encaminhamento para a secretaria e ela, junto à rede de atendimento, lida com a questão. A ideia é que seja um trabalho intersetorial, junto à assistência social, à saúde e demais áreas”, explica o procurador. Ele afirma ainda que, se a secretaria não possuir esse trabalho, a escola pode entrar em contato diretamente com o conselho tutelar. "Às vezes, o professor fica preocupado de se envolver com isso. É legal explicar que é a escola que tem que fazer esse encaminhamento, com ofício assinado pelo diretor, e não o professor diretamente”, esclarece Propercio Rezende.

Outras formas de atuação


Além de agir diretamente nos casos de alunos que trabalham, as escolas podem contribuir de diferentes maneiras no combate ao trabalho infantil. A escola é vista pelos entrevistados como um espaço privilegiado para desconstruir a questão cultural que admite e até incentiva crianças e adolescentes a trabalhar. Tanto o curso online A Escola no Combate ao Trabalho Infantil, quanto o Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca), ligado ao MPT, buscam levar às salas de aula a temática para discussão e conscientização.

“Se o aluno debater, ler um texto ou fizer um trabalho junto dos colegas, ele vai crescer sem fortalecer essa cultura de que o trabalho é bom. Você vai ter adultos que não têm essa cultura de aceitação de trabalho infantil, eles crescem entendendo que essa cultura de aceitação é equivocada”, explica o coordenador do ECTI. Rezende ainda completa: “Além de trabalhar a questão com os próprios alunos, a escola pode falar com os pais e até levar a questão para a comunidade”.

Para o procurador Antonio Lima é relevante levar a questão aos adultos, "é importante um trabalho de conscientização das crianças, adolescentes e, ainda mais, dos pais". "Essa é uma das grandes dificuldades que encontramos em nossa atuação, que é quando os pais acham que isso é normal, faz parte da história”, relata Lima.

Outra maneira de participação das escolas nesse processo vem da experiência do Peteca, que traz uma iniciativa em que as escolas sondam o contexto dos alunos e encaminham para a rede de atendimento. “Várias escolas realizam uma pesquisa para identificar crianças em situação de trabalho infantil e em que contexto. Com base nesse instrumental, o município consegue fazer uma verificação dessas regiões com mais ocorrências de trabalho infantil”, diz Lima.

O procurador do MPT é categórico em afirmar a importância da educação e da escola para lidar com a questão do trabalho precoce, “a educação é a resposta certa para o trabalho infantil, na medida em que assegura direitos e proteção. A violação de direitos ocorre nos espaços em que não há proteção, não há política de atendimento. Quando ampliamos os espaços de proteção, a violação diminui – e o contrário também é verdadeiro”.

promenino

Duplas ao mar

Importada do Havaí e da Califórnia, a prática do stand-up paddle por cães (e seus donos) entrou para o rol de novidades do verão carioca. "O Rio é a única cidade do mundo que sedia um campeonato dessa modalidade disputado por cachorros", assegura Marco Antônio Totó, idealizador do torneio, que chega à segunda edição neste domingo (16), às 9 horas, no Quebra-Mar da Barra. Serão aceitas quarenta duplas na prova, que consiste em completar um percurso de 300 metros no menor tempo possível, sem poder sentar na prancha nem cair na água. As inscrições serão feitas no local, uma hora antes da competição, mediante doação de 5 quilos de alimento não perecível. Qualquer animal pode participar, desde que não demonstre stress.

Mundo Animal

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nova lei afegã proíbe que mulheres denunciem abusos sexuais

Crimes como abuso sexual, venda, prostituição forçada e assassinato por conta de comportamento “imoral” não poderão mais ser denunciados ao Ministério Público

Uma alteração em lei no Afeganistão vai proibir que mulheres denunciem homens por abusos sexuais. A mudança no Código Penal vai impedir que qualquer mulher deponha contra um parente que tenha abusado sexualmente dela. Ativistas consideram que a lei é um retrocesso na luta contra a violência de gênero no Afeganistão.

A mudança do Código Penal já foi aprovada pelo parlamento e aguarda a assinatura do presidente, Hamid Karzai. Em entrevista ao The Guardian, a ativista Manizha Naderi, do grupo Women for Afghan Women, declarou que a nova lei fará “com que seja impossível julgar casos de violência contra as mulheres, as pessoas mais vulneráveis não vão conseguir”.

De acordo com o texto da lei, casos como o de Sahar Gul, de 15 anos, que ficou acorrentada pelos sogros no porão, passando fome e sofrendo agressões, porque se recusou a se prostituir, não poderão mais ser registrados no Ministério Público. Além disso, os assassinatos cometidos por pais e irmãos que considerarem o comportamento de uma mulher negativo, o casamento forçado, venda de meninas, não serão mais punidos.

Revista Forum

sábado, 8 de fevereiro de 2014

As creches de Dilma: governo não cumpre promessas e aposta na confusão para enganar a população

No discurso que fez no Plenário nesta sexta-feira, em que elencou diversos compromissos e promessas de campanha feitas por Dilma e que foram totalmente ignoradas, abandonadas e esquecidas no decorrer de seu mandato, o senador Alvaro Dias lembrou a meta de construção de creches feita nas eleições de 2010. O senador citou reportagens recentes de grandes órgãos de imprensa, que mostram que a presidente, para cumprir a promessa feita aos brasileiros na campanha de 2010, precisa fazer, neste ano de 2014, quatro vezes mais do que fez nos três primeiros anos de mandato.
“O que se verifica neste governo Dilma é o seu total descompromisso com a população. Não só promessas de campanhas são ignoradas, mas os compromissos assumidos no decorrer do mandato são absolutamente esquecidos. O que estamos assistindo neste governo é o desapreço à verdade, é a afronta à nossa inteligência”, afirmou o senador.

Alvaro Dias, no Plenário, afirmou que a própria presidente Dilma não apenas não sabe dizer o quanto já fez em matéria de construção de creches, como ainda foi desmentida na sua tentativa de iludir a opinião pública quanto às metas que havia traçado para o seu mandato. O senador fez um histórico das distorções e confusões da presidente em relação à promessa de construção de creches Brasil afora. Alvaro Dias lembrou que, em outubro de 2013, em cerimônia de inauguração de uma creche em Belo Horizonte, a presidente Dilma fez a seguinte afirmação: “tem umas coisas estranhas que eu sempre estou dizendo que são estranhas. De repente, meu compromisso é de seis mil e virou oito mil. Não sei muito bem onde apareceram os oito mil”.

Como relembrou Alvaro Dias, em abril de 2013, no programa de rádio “Café com a Presidenta”, Dilma disse: “Nós vamos chegar a 8.685 creches. O nosso compromisso era de seis mil, mas é muito possível que seja um número maior que nós vamos entregar de creches.”
Depois, como destacou Alvaro Dias, em setembro de 2013, em encontro na Organização das Nações Unidas, o então ministro da Educação, agora ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante, disse: “Por isso que estamos construindo nove mil creches.”

Repassadas as promessas, o senador paranaense concluiu: “então, vejam que os números são díspares: em determinado momento, seis mil; depois, oito mil; oito mil e seiscentos; depois, nove mil. E nós não sabemos quantas creches foram construídas de verdade, porque este é o governo da fantasia, este é o governo da produção cinematográfica, dos efeitos especiais, da propaganda maravilhosa. Este, enfim, é um governo diz uma coisa numa semana e, na outra, já se esqueceu do que disse, e ainda aposta que os brasileiros esqueceram as promessas”.

Alvaro Dias

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Esse Produto Promete o Fim do Afogamento de Crianças


O afogamento em piscinas pode estar chegando ao fim, pelo menos para crianças. É o que promete essa faixa de cabeça chamada iSwimband.


A faixa, feita de borracha, pode ser colocada em qualquer criança, desde os bebês até os adolescentes. Os pais sincronizam o equipamento com seu smartphone via bluetooth através de um aplicativo, ajustando os limites. Eles são alertados se uma criança que não sabe nadar entra na piscina ou se uma que sabe mantém sua cabeça por um determinado tempo debaixo d’água.

Um dos três sócios que criaram a empresa sofreu na pele esse problema, quando perdeu um filho de 9 anos em uma piscina de um parque. Apesar de muita gente na piscina, que inclusive contava com a observação de salva-vidas, não puderam evitar que a criança ficasse 5 minutos debaixo d’água e morresse afogada.

Depois de 8 anos desenvolvendo o produto com a intenção de diminuir ou erradicar de vez esse problema, o produto está disponível para reserva por $124,99 dólares.

Existem milhares de idéias, mas aquelas que salvam vidas são as melhores. O que acham? Conhecem outros problemas que precisam ser erradicados.

Via Springwise

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Professores universitários ironizam foto de passageiro em aeroporto

Uma professora do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) está no meio de uma polêmica após um comentário no Facebook. Rosa Marina Meyer publicou uma imagem em seu perfil, onde aparece um homem lanchando antes do embarque no Aeroporto Santos Dumont. Na legenda, uma pergunta irônica: “aeroporto ou rodoviária?”.

Entre os comentários no perfil pessoal da professora, está a do reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Luiz Pedro Jutuca. “O ‘glamour’ foi pro espaço”, escreveu o também doutor em Matemática, ao que Rosa responde: “Para glamour falta muito! Está mais para estiva!”.
Logo abaixo, a professora de Português para Estrangeiros completa: “O pior é que o Mr. Rodoviária está no meu voo! Ao menos, não do meu lado! Ufa!”. Outra professora da PUC-Rio, também de Letras, Daniela T. Vargas, também comenta: “O pior é quando esse tipo de passageiro senta exatamente do seu lado e fica roçando o braço peludo no seu, porque - claro - não respeita (ou não cabe) nos limites do assento”.

A conversa foi compartilhada e chegou até a página da personagem Dilma Bolada, onde já teve mais de seis mil e duzentas curtidas e mais de mil compartilhamentos. Para os internautas, os comentários foram preconceituosos.
“Deve ser do tipo que acha certo acorrentar bandido pelado em poste.”, postou Caio Costa. Outro seguidor da página de humor, Marcus Vinícus, também se indignou: “Que mania feia de julgar o próximo por sua aparência ... conheço tanta gente que tem bala na agulha e anda de chinelo e calção. Sabe pq ? Pq o dinheiro não subiu a cabeça, não o faz achar que é melhor que ninguém .... Lamentável ...”.

No início da noite desta quinta-feira, a professora Rosa Marina se desculpou publicamente em seu perfil na rede social.
"Sabedora do desconforto que posso ter criado com um post meu publicado ontem à noite, peço desculpas à pessoa retratada e a todos os que porventura tenham se sentido atingidos ou ofendidos pelo meu comentário. Absolutamente não foi essa a minha intenção."

Extra



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