sábado, 13 de junho de 2009

Dieta rica em antioxidantes pode melhorar fertilidade do homem, diz estudo

Uma baixa ingestão de frutas, legumes e verduras pode levar à baixa capacidade reprodutiva do homem, segundo estudo realizado na Espanha.

Cientistas das Universidades de Múrcia e de Alicante concluíram que a presença dos chamados antioxidantes nestes alimentos melhoram a qualidade do sêmen, afetando positivamente os parâmetros de concentração de espermatozoides, e ainda sua morfologia e sua mobilidade.
Ao mesmo tempo, uma dieta à base de alimentos mais gordurosos pode produzir um efeito negativo na fertilidade masculina.
"Um estudo anterior nosso mostrou que homens que comem muita carne e laticínios gordurosos têm uma qualidade de sêmen inferior à dos que consomem mais frutas, legumes e laticínios desnatados", explicou Jaime Mendiola, da Universidade de Múrcia e principal autor da pesquisa, publicada na revista especializada Fertility and Sterility, da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Suplementos
Para o atual estudo, os cientistas analisaram 61 voluntários - 30 deles com problemas reprodutivos e os demais como grupo de controle.
"Observamos que nos casais com problemas de fertilidade que chegavam à clínica, os homens com melhor qualidade seminal consumiam mais verduras e frutas - portanto mais vitaminas, ácido fólico e fibras, e menos proteínas e gorduras - do que os homens com baixa qualidade do sêmen", afirmou Mandiola.
O pesquisador admitiu, no entanto, que sua equipe ainda não chegou a uma conclusão sobre se seria suficiente para um homem com problemas de fertilidade ingerir suplementos vitamínicos, em vez de aumentar o consumo de legumes e frutas.
"Vamos realizar um estudo nos Estados Unidos, onde o consumo de suplementos é muito comum, para avaliarmos este aspecto", disse Mandiola.
Os antioxidantes são um dos grandes chamarizes das indústrias de cosméticos e suplementos alimentares, que alegam que essas substâncias têm a propriedade de combater os chamados radicais livres, moléculas de oxigênio altamente reativas que circulam pelo organismo e provocariam o envelhecimento celular.

Em queda
Cada vez mais estudos científicos indicam que a qualidade do sêmen humano e da fecundidade masculina vêm caindo nas últimas décadas.
Uma pesquisa realizada com homens europeus entre 2001 e 2008, pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, os portugueses ocuparam o primeiro lugar da lista de qualidade do sêmen e sua capacidade de conceber um feto, seguido dos espanhóis.
Nos países do norte da Europa, como na Escandinávia, cerca de 40% dos jovens apresentam uma qualidade de sêmen inferior à recomendável para ser fértil.
"Os especialistas dinamarqueses estão estudando o assunto porque esses números são preocupantes", explicou Mandiola. "Os hábitos de vida podem estar muito relacionados com a qualidade do esperma e com os parâmetros da fertilidade em humanos."
O pesquisador lembra ainda que a comunidade médica tem feito um esforço para aconselhar mulheres grávidas a evitarem a exposição a agentes tóxicos, que poderiam afetar a fertilidade do bebê na idade adulta.



BBC Brasil

Ahmadinejad e adversário reivindicam vitória em eleição no Irã


Enquanto a contagem dos votos das eleições presidenciais no Irã continua, os dois principais candidatos declararam, nesta sexta-feira, terem vencido o pleito.
Segundo as últimas informações da comissão eleitoral do país, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que concorre à reeleição, estaria liderando a contagem de votos por uma margem de 65%, com cerca de 77% da urnas apuradas.
A vantagem fez com que a agência estatal iraniana Irna chegasse a declarar o atual presidente como vitorioso.Pouco antes, no entanto, o reformista Mir Hossein Mousavi, principal candidato de oposição, disse, em coletiva de imprensa, ter vencido o pleito por uma ampla margem.
Mousavi também afirmou que houve irregularidades durante as eleições desta sexta-feira.
Apesar de os dados da comissão eleitoral indicarem uma grande vantagem de Ahmadinejad, o correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, afirma que ainda é cedo para que ele seja considerado vitorioso.
Segundo ele, a maior parte dos votos apurados até o momento vem de áreas rurais, onde o atual presidente é bastante popular.
A votação nesta sexta-feira foi estendida por várias horas devido ao grande comparecimento de eleitores, no que vem sendo considerada uma das mais acirradas disputas da história do país.
Se nenhum dos candidatos conseguir a maioria absoluta dos votos nesta sexta-feira, os dois primeiros colocados disputarão um segundo turno já no próximo dia 19.Além dos dois principais rivais, também estão na disputa o candidato conservador Mohsen Rezai e o reformista Mehdi Karroubi.

Irregularidades
Em uma entrevista coletiva após o fechamento das urnas, o candidato Mir Houssein Mousavi reclamou de irregularidades na votação e da falta de cédulas. Segundo o candidato, milhões de eleitores não puderam votar.
Ele disse ainda que seus monitores não tiveram acesso suficiente aos locais de votação e que irá responder com firmeza a qualquer tipo de fraude eleitoral.
"Estamos esperando que a contagem dos votos seja encerrada oficialmente e que sejam dadas explicações para essas irregularidades", disse Mousavi. "Esperamos comemorar com o povo muito em breve."
Eleitores
Estas eleições registraram comparecimento em massa dos iranianos e foram marcadas por debates transmitidos pela televisão e comícios com a presença de milhares de pessoas.
Todos os iranianos com mais de 18 anos puderam votar nestas eleições, o que constitui um eleitorado de 46,2 milhões de pessoas. Cerca de 50% dos eleitores têm menos de 30 anos de idade.
Segundo o analista da BBC para assuntos ligados ao Irã, Sadeq Saba, grande parte deste eleitorado jovem parece apoiar Mousavi.
Já Ahmadinejad tem bastante apoio entre as classes mais empobrecidas das áreas urbanas e em áreas rurais.
De acordo com Saba, as mulheres também têm demonstrado um grande interesse pelas eleições e tenderiam a votar em candidatos mais moderados, que prometeram um aumento nas liberdades individuais.
O correspondente para assuntos diplomáticos da BBC, Jonathan Marcus, diz que o resultado das eleições também será acompanhado de perto pelos governos dos Estados Unidos, de Israel e de países europeus.
Uma eventual derrota de Ahmadinejad poderia representar uma mudança na abordagem belicosa do governo iraniano para com os Estados Unidos e Israel.
Além disso, segundo Marcus, uma eventual mudança na política dos Estados Unidos para o país só poderá ser colocada realmente em prática quando os resultados das eleições ficarem claros.



BBC Brasil

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia Mundial contra o Trabalho Infantil


TRABALHO INFANTIL é toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes, que estejam abaixo da idade mínima estabelecida por lei. No Brasil, o trabalho é PROIBIDO para crianças e adolescentes abaixo de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos.

VOCÊ SABIA QUE

O BRASIL TEM 189,8 MILHÕES DE HABITANTES
58,5 MILHÕES SÃO CRIANÇAS E ADOLESCENTES
E DESTAS, 4,8 MILHÕES ESTÃO SUBMETIDAS AO TRABALHO INFANTIL
PORQUE CRIANÇA NÃO PODE TRABALHAR

Porque o trabalho infantil provoca o fracasso ou o abandono escolar.
Porque crianças são mais vulneráveis às doenças e aos acidentes de trabalho.
Porque o esforço físico de uma criança pode retardar o crescimento, ocasionar lesões na medula espinhal e produzir deformidades.
Porque o trabalho precoce provoca problemas de saúde como: fadiga excessiva, distúrbios do sono, irritabilidade, alergia e problemas respiratórios.
Porque as estatísticas mostram percentuais alarmantes de incapacidades permanentes, mutilações e mortes de crianças e adolescentes submetidas aos rigores do trabalho.
Porque começar a trabalhar cedo provoca a perda da alegria natural da infância e transforma a criança num adulto antes do tempo.
E PRINCIPALMENTE, PORQUE CRIANÇA TEM QUE ESTUDAR E BRINCAR, PARA GARANTIR SEU DESENVOLVIMENTO SAUDÁVEL E TER REAIS CHANCES DE QUEBRAR O CICLO DA POBREZA A QUE SUA FAMÍLIA ESTÁ SUBMETIDA E TER UM FUTURO MELHOR.

Idades permitidas

Até 14 anos – não pode trabalhar em hipótese alguma.
A partir de 14 anos – pode ser aprendiz, de acordo com a Lei 10.097.
De 16 a 18 anos – pode trabalhar, sendo registrado em carteira profissional, porém não pode exercer atividades noturnas, perigosas ou insalubres.
O trabalho infantil é considerado crime quando envolve tráfico de crianças e adolescentes, exploração sexual, venda de drogas e trabalho escravo.

Dia 12 de junho

A data foi instituída em 2002 em virtude da publicação do relatório da Conferência sobre o Trabalho Infantil de Genebra. No Brasil, a semana de mobilização é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pela OIT.
O dia marca um momento especial na luta pela implementação das ações de promoção de cidadania e inclusão social de crianças e adolescentes precocemente inseridos no mundo do trabalho, expostos à situação de violência e exploração que comprometem seu desenvolvimento pleno.
A campanha desse ano, considera a Educação como direito fundamental, adotou o tema: “Com Educação nossas crianças aprendem a escrever um novo presente, sem trabalho infantil”. Em todo o país, milhares de pessoas e instituições se unem no intuito de fortalecer a mensagem central de combate ao trabalho infantil pela promoção da Educação.
Propõe-se, mais uma vez, que governo, organizações de trabalhadores e de empregadores e sociedade civil assumam o compromisso de combater o trabalho infantil, no marco do dia 12 de junho de 2009.

Fonte: Fundação Abrinq

Rondonia: Tribunal de Justiça lança guia para adoção de crianças


Um guia para quem pretende adotar um filho. Este é o maior objetivo da cartilha e o vídeo documentário "Caminhos da adoção", lançado na última segunda-feira pelo Tribunal de Justiça do Estado. O material esclarece dúvidas e orienta sobre os procedimentos legais para a adoção de crianças. O lançamento foi realizado no Juizado da Infância e Juventude, em Porto Velho.
Durante o lançamento, a presidente do TJ/RO, desembargadora Zelite Andrade Carneiro, parabenizou a iniciativa e reiterou o compromisso do Judiciário em desenvolver ações que facilitem o acesso do cidadão aos direitos assegurados pela lei. A cartilha e o vídeo serão apresentados a presidentes de Tribunais de Justiça de todo o Brasil, durante o Encontro do Colégio Permanente de Presidentes, que inicia amanhã em Porto Velho.
O juiz titular da Infância e Juventude, Dalmo Antônio de Casto Bezerra, agradeceu aos servidores do Juizado pelo empenho na elaboração do material. Para o magistrado, a informação é essencial para que mais pessoas dêem a si mesmas e às crianças que aguardam a adoção, a oportunidade da constituição de um lar.
O material foi elaborado com base em textos e informações reunidas por psicólogos e assistentes sociais do Juizado da Infância e Juventude. A cartilha tem 47 páginas e apresenta etapas, prazos, contatos, documentação e estudos necessários para a adoção, além da desmistificação de vários pontos. Esclarece, por exemplo, que adoção não é restrita apenas a pessoas casadas legalmente. A intenção do TJRO é dar informação e confiança às pessoas que tenham interesse em dar um novo lar a crianças que estão em abrigos, com o esclarecimento de algumas formalidades, requisitos e medidas de prevenção e segurança para as famílias.
Também há no documento alertas para a chamada "adoção à brasileira", quando casais simplesmente fazem o registro do recém-nascido em seu nome, ao invés de procurarem os trâmites legais. Entre outras complicações, o ato de "dar parto alheio como próprio" é definido como crime pelo artigo 242 do Código Penal Brasileiro, passível de punição com reclusão de dois a seis anos. Na cartilha também são sugeridas leituras e filmes por meio dos quais é estimulada a doação de afeto e a adoção.
Os interessados em receber mais informações, receber a cartilha ou ver o documentário produzido pela Coordenação de Comunicação Social, devem procurar a Seção de Colocação Familiar do TJRO, na avenida Rogério Weber, 2396, no centro de Porto Velho ou ligar para os telefones 3217-1258 / 1252.

CPI aprova urgência para projetos de combate à pedofilia


BRASÍLIA - Três projetos de lei que tratam do crime de pedofilia serão votados com urgência em Plenário, conforme requerimento com essa finalidade aprovado nesta quarta-feira (10) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia. Dois deles referem-se à agravação da pena para tais crimes e um terceiro trata do prazo de prescrição de crimes contra crianças e adolescentes. As propostas são de autoria da comissão.
No que se refere à prescrição de crimes contra crianças e adolescentes, a lei vigente determina que a pessoa abusada, após completar 18 anos, tem seis meses para denunciar abusos sofridos quando criança ou adolescente. Após esse prazo, o crime prescreve e ela não pode mais registrar a denúncia, ficando o criminoso sem punição. De acordo com uma das propostas (PLS 234/09) apresentadas pela CPI da Pedofilia, caso a família não denuncie os abusos, a vítima poderá apresentar denúncia no momento em que se sentir em condições de fazê-lo, independentemente da idade que tiver.
Já o PLS 201/09 visa alterar os artigos 286 e 287 do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para agravar pena dos delitos de incitação e de apologia a crime. O PLS 177/09 também altera o Código Penal, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) e as leis de prisão temporária (Lei 7.960/89) e a de crimes hediondos (Lei 8.072/90), para agravar a pena dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor, quando cometidos contra criança.

Sindicâncias

Por iniciativa do senador José Nery (PSOL-PA), a CPI da Pedofilia fará sindicâncias nos estados do Amazonas, Pará e Roraima. As oitivas, explicou o senador, têm a finalidade de investigar denúncias de abusos contra crianças e adolescentes, e conhecer a situação de violência por que elas passam.
No Pará, disse Nery, a prioridade será a Ilha de Marajó. Ele ressaltou que a idéia é estimular ações para combater a miséria que estimula a população a concordar com situações de violência e abuso contra seus filhos.
José Nery informou ainda que membros da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunidos no Simpósio Internacional Mudanças Climáticas e Justiça Social, que se realiza até esta quarta-feira, em Brasília, comunicaram que vão encaminhar carta à CPI na qual manifestam total apoio ao trabalho da comissão.

Apologia

Durante a reunião da CPI da Pedofilia, foi apresentado vídeo de show realizado pela banda de rock gaúcha Bidê ou Balde, no qual o grupo apresenta a música "E por que não?". No vídeo, o vocalista canta "Estou convencendo minha menina a entrar na minha" e o refrão pergunta "E por que não? teu sangue é igual ao meu, teu nome fui eu quem deu, te conheço desde que nasceu, e por que não?".
O presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), informou que vai encaminhar o vídeo ao Ministério Público, acompanhado de ofício solicitando que a banda seja convocada a dar explicações sobre o assunto.
- Isso é inaceitável, é apologia aberta à pedofilia. Que as pessoas [do grupo] digam qual a intenção de divulgar essa mensagem nojenta. Ninguém me convence que isso é cultura. Se o Ministério Público não fizer [o pedido de explicações], eu farei - disse Magno Malta.

Fonte: Agência Senado

Segunda é dia de combate à violência contra idosos


O Instituto Melhor Idade – IMI, em parceria com o governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado Adjunta do Esporte, promove nesta segunda-feira (15), data alusiva ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, um ato público contra a violência sofrida pelos idosos em todos os segmentos da sociedade. O evento terá como palco a Praça dos Martírios, a partir das 13:00h, e contará com a participação do governador Teotonio Vilela Filho, secretários de Estado e autoridades.O IMI é uma Organização não Governamental, fundada em 9 de julho de 1998, que realiza trabalho de convivência com pessoas idosas em 12 grupos, em bairros da Capital, com a finalidade da melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa, através da elevação da auto-estima com atividades voltadas para a prática regular de atividades físicas, terapia musical, cursos de reciclagem de materiais de difícil degradação, danças folclóricas, palestras educativas, oficinas dos mais variados temas, que vão sendo vivenciados e apreendidos com maior clareza e participação, arte terapia, jogos de mesa, gincanas, passeios, viagens, bailes, comemoração de datas festivas, direitos estabelecidos por Lei, cidadania, entre outros. Segundo os responsáveis pelo projeto cerca de 2.000 idosos e 55 profissionais do IMI; autoridades envolvidas com a questão e público em geral participarão do evento, que terá distribuição de panfletos informativos; apresentações dos grupos com atividade física (ginástica aeróbica, laboral, aquecimento, alongamento, relaxamento, biodança); danças folclóricas; coral de 500 vozes, barraca com comidas típicas e exposição de artesanato.O dia 15 de junho foi instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU – no ano de 2002, como o “DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA”, com a finalidade de chamar a atenção da sociedade civil, Poderes Públicos: Executivo, Legislativo e Judiciário sobre as diversas formas de violência que a pessoa idosa sofre.Segundo a assistente social, Sonály Bastos da Rocha, coordenadora técnica do instituto, os tipos de violência mais comuns no município de Maceió passam pela violência doméstica; no trânsito; nos aeroportos; nos transportes coletivos; urbana; na mídia; institucional; na área da saúde. “A violência que permeia o município é fruto da falta de políticas públicas eficazes, de prevenção, promoção, tratamento e recuperação da pessoa humana e da inversão de valores à que esta sociedade está submetida. Não há política específica para a população idosa o que faz com que as organizações não governamentais atuem onde o poder público deveria atuar”, explicou Sonály.Este ano, o IMI comemorará este dia, enfatizando que a prática desportiva é um dos pilares para se combater a violência e não há espaços públicos no âmbito municipal destinado a este tipo de prática em toda a capital, cabendo ao poder público estadual realizar o que o município deixa de fazer, de acordo com a Lei Federal 8.080/ 90.Neste sentido, o IMI pretende enfatizar a questão da violência contra a pessoa idosa, principalmente evidenciando que dentre outros fatores, a prática desportiva que, sendo ofertada em todas as faixas etárias, promove a cultura da paz, pois deve ser realizada na promoção e/ou recuperação da pessoa que passa a ter como objetivo uma vida saudável, a elevação da auto-estima em detrimento ao uso de álcool e outras drogas, diminuindo consideravelmente a violência instalada em Maceió.

Fonte: Gazetaweb - com Assessoria

OIT: Mais de 200 milhões de crianças forçadas a trabalhar

Mais de 200 milhões de crianças continuam a ser forçadas a trabalhar diariamente no Mundo, alerta a Organização Internacional do Trabalho, salientando que «três em cada quatro desses menores estão expostos às piores formas de exploração laboral».
Numa mensagem divulgada no âmbito do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que se assinala sexta-feira, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que mais de 200 milhões de rapazes e raparigas estejam envolvidos em alguma forma de trabalho.
O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil é sempre assinalado a 12 de Junho. Este ano, as comemorações marcam também a adopção da simbólica Convenção nº 182 da OIT sobre a proibição das piores formas de trabalho infantil.
A OIT destaca que três em cada quatro das crianças e adolescentes que trabalham estão expostas às piores formas de exploração laboral infantil (tráfico humano, conflitos armados, escravatura, exploração sexual e trabalhos de risco, entre outros), actividades que «prejudicam de forma irreversível o seu desenvolvimentos físico, psicológico e emocional».
Segundo a OIT, as comemorações deste ano vão procurar salientar os desafios que ainda restam no combate ao trabalho infantil, sobretudo aquele tipo de trabalho que envolve raparigas, discutir o impacto que a crise económica mundial pode ter no agravamento deste flagelo, bem como enfatizar o papel fundamental da educação na solução do problema.
No entender da OIT, a «abolição efectiva» da exploração laboral das crianças - que «são privadas de direitos básicos, como educação, saúde, lazer e liberdades individuais» - é um «dos maiores e mais urgentes desafios do nosso tempo».
A expansão do acesso ao ensino básico, com muitos países a eliminaram as propinas escolares, a implementação de programas de transferência social e uma maior participação dos Governos, que estão agora a ratificar as convenções da OIT sobre o trabalho infantil, são alguns dos progressos mundiais mencionados pela organização.
Por ocasião desta efeméride, a OIT divulga sexta-feira um novo relatório com o título: «Dar às raparigas uma possibilidade: Enfrentar o trabalho infantil, uma chave para o futuro». O documento refere que a crise económica mundial pode levar mais raparigas a abandonarem a escola para trabalhar.

Diário Digital / Lusa

Escola e assistência não afastam crianças do trabalho infantil

Pesquisa aponta que maioria (98%) das crianças e adolescentes entrevistados em 17 municípios paulistas frequentava escola e também recebia alguma ajuda de organizações sociais. Mesmo assim, 67% estavam trabalhando

Dados da pesquisa Retratos do Trabalho Infantil apontam que medidas de combate ao trabalho infantil não têm sido suficientes para enfrentar o problema. O levantamento constatou que quase todas as crianças e os adolescentes entrevistados (98%) em 17 municípios de São Paulo estavam na escola e eram atendidos de alguma forma por organizações sociais (governamentais e não-governamentais). Mesmo assim, 67% dos entrevistados estavam se dedicando a algum tipo de trabalho.

Do universo pesquisado, outros 20,8% de crianças e adolescentes estariam em condições vulneráveis à inserção no trabalho. Essa vulnerabilidade é caracterizada por algumas constatações como: a de que as crianças e adolescentes já trabalharam alguma vez no passado, a de que elas têm irmãos menores de 16 anos trabalhando e a de que elas vivem em famílias grandes, nas quais muitos dependem da renda de poucos.

Apenas 12,2% do público infantil consultado não trabalhavam e não faziam parte desse grupo vulnerável. Também foi aferido que quase todas as famílias das crianças entrevistadas mantinham contato e acionavam as instâncias dos programas de assistência social e de transferência de renda.

De acordo com o trabalho, a ação de programas e informações de prevenção e combate ao trabalho infantil "ainda não é suficientemente articulada e eficaz". "Apesar das contribuições das famílias, das escolas e entidades sociais, cuja relevância é inquestionável, há ainda um contingente bastante considerável de crianças e adolescentes submetidos a índices elevados de vulnerabilidade social – sendo alguns desses casos dramáticos, o que demanda esforços de ampliação, qualificação e articulação dos serviços de proteção social atualmente existentes", emenda o texto que acompanha os dados.

O estudo, realizado pela organização não-governamental (ONG) Ação Educativa - a pedido da Fundação Telefônica - ouviu mais de cinco mil crianças e adolescentes em território paulista, entre 2007 e 2008. A distribuição por gênero dos entrevistados foi de 56,8% de meninos e 43,2% de meninas.

"A pesquisa levantou questões que apontam a necessidades de um aperfeiçoamento das ações que combatem o problema. O fato de estar na escola e receber assistência de programas sociais não é suficiente. E mostra que é necessária uma complementação do combate, envolvendo a família inteira", avalia Sérgio Mindlin, presidente da Fundação Telefônica.

A questão do "valor social" do trabalho é abordada no estudo por Renato Mendes, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para ele, apesar das políticas compensatórias para aumentar a renda familiar, "o trabalho infantil ainda persiste". "E por que persiste? Porque culturalmente o trabalho ainda é um valor para a educação da criança. Além do elemento pobreza, há um elemento cultural de que o trabalho é um valor social, é bom para a socialização de crianças e adolescentes".

"Dada a forma de atuação das escolas católicas no país, isso ficou muito impregnado na consciência da opinião pública brasileira, a idéia de que a única via de socialização de uma criança e de um adolescente era por via dotrabalho e não por via do esporte, do lazer, da educação etc. Priorizou-se o trabalho e está difícil de erradicar essa cultura arraigada, especialmente quando se trata do filho do outro, e do filho do outro pobre”, emenda.

No estado de São Paulo, em um universo de mais de 8 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, mais de 640 mil estão ocupadas em situação de trabalho (7%). Mais de 10% dos registros de trabalho infantil do país inteiro estão no Estado de São Paulo, que juntamente com Minas Gerais e Bahia, representa cerca de 40% do total de trabalho infantil no país.]

Entre as crianças e adolescentes que trabalham, 92% exercem atividades essencialmente urbanas, enquanto 7% estão em atividade agrícola, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior parte (53%) trabalha em situação de rua, na qual a forma de ocupação predominante é a coleta de material reciclável (77,9%). Já o trabalho doméstico na própria casa ocupa 20% das crianças e adolescentes do país. O trabalho para terceiros representa 7,6%.

Em casa, na rua...

No Brasil, ainda não há um consenso sobre o conceito do trabalho doméstico executado por crianças e adolescentes. "Para realizar a pesquisa, nós consideramos trabalho doméstico aquele que combina três atividades: limpar a casa, preparar a comida e cuidar dos irmãos de segunda a sexta-feira", define Sérgio Mindlin. Para o IBGE, a atividade doméstica na própria casa não é trabalho porque não é remunerado.
O levantamento encomendado pea Fundação Telefônica mostrou que essa ocupação é predominantemente feminina (57,9%). Do total de crianças e adolescentes que executam atividades domésticas, 53% tem entre 10 e 13 anos. Os dados também apontam que meninas e meninos que se dedicam ao trabalho doméstico moram em casas com maior número de pessoas.

"Ao ocupar parte significativa do tempo das crianças e dos adolescentes, essas atividades causam prejuízos no desenvolvimento e podem ter efeitos tão danosos quanto os de outros tipos de trabalho", explica Sérgio Mindlin.

O novo estudo sobre trabalho infantil mostrou ainda que as atividades na rua são exercidas, majoritariamente, por crianças com idades entre 5 e 9 anos (54%). As crianças e adolescentes iniciam o trabalho de coleta de materiais recicláveis quando vão acompanhar os pais, mas depois passam a trabalhar sozinhos, aponta o levantamento. Os riscos desta atividade incluem: contaminação biológica e química, ferimentos e violência. O sexo masculino é maioria dos casos de trabalho infantil na rua (68%).

Dos que realizam trabalhos para terceiros, 27% ajudam o pai ou a mãe e 15% fazem trabalho doméstico. A menor ocorrência deste tipo de ocupação (7%) se deve aos esforços de prevenção e erradicação do trabalho infantil realizados nas últimas décadas, com fiscalização do poder público.

Na parte quantitativa, questões sobre tráfico de drogas e exploração sexual não foram abordadas. Porém, pesquisadores observaram, na fase qualitativa (entrevistas com as famílias), indícios do envolvimento com essas piores formas de trabalho infantil, de acordo com os conceitos da OIT.

O estudo conclui que essa inserção se deve ao contexto familiar. As crianças e adolescentes vivem muito próximas ao narcotráfico e de circuitos de prostituição porque alguns membros da família participam desses círculos.

Recursos e propostas
O orçamento de 2009 para o combate ao trabalho infantil, aprovado no Congresso Nacional, diminuiu 16% em relação ao ano anterior. Para 2009, estão previstos R$ 281,3 milhões. Em 2008, o Orçamento Geral da União apontava R$ 335,8 milhões para o desenvolvimento de ações de combate e prevenção do trabalho infantil.

Isa Oliveira, do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, propõe uma mudança de foco no tratamento da questão no depoimento coletado pelo estudo. Ela defende, entre outras medidas, a articulação dos programas de transferência de renda já existentes com a educação em tempo integral. "Não basta apenas colocar na escola, é preciso uma perspectiva muito maior do que é direito das crianças, que envolve, além da escolarização, o acesso à prática esportiva e cultural, à saúde".

"Além disso, é preciso articular os programas educativos, escolares ou não escolares, com políticas de atendimento à família e de inclusão produtiva,para que elas não fiquem na dependência permanente da transferência de renda", emenda Isa de Oliveira. "O Brasil tem de mudar o foco do assistencialismo para a promoção de cidadania. Não basta atender as crianças. É preciso investir na melhoria da escolarização dos adultos, particularmente das mães, pois vários estudos indicam claramente que quando a mãe tem maior escolaridade, ela protege os filhos, não só da exploração do trabalho infantil, como também de outras violências".

Na visão dela (captada pela publicação), o investimento na qualidade dos programas de educação complementar são imprescindíveis, pois "sem parâmetros pedagógicos definidos, vamos confirmar o que temos assistido de 2001 para cá, ou seja, o trabalho infantil vem se reduzindo muito lentamente, com momentos até de elevação, como se deu em 2006".

A pesquisa Retratos do Trabalho Infantil foi realizada com crianças e adolescentes que participam de 21 projetos sociais apoiados pelo Programa Pró-Menino - Combate ao Trabalho Infantil - sendo 62% organizações não-governamentais (ONGs) e 38% órgãos do poder público municipal.

A maioria das instituições (12) é do interior paulista: Campinas, Ribeirão Preto, Araçatuba, Mococa, Guairá, Hortolândia, Bebedouro, Espírito Santo do Pinhal, Bauru, Ourinhos, Sumaré e Várzea Paulista. Duas estão no litoral, em Santos e em São Vicente. Na região metropolitana, há projetos em Embu, Guarulhos e Diadema. Há município com mais de um projeto da Fundação.


Por Bianca Pyl


Repórter Brasil

Caso Goldman: demora na decisão do TRF pune apenas o pai


Mesmo quando o caso Goldman corria sob “Segredo de Justiça” no Brasil, sempre tive convicção que a imprensa brasileira não iria se entregar. Afinal, os nossos jornais e revistas são feitos por gente de carne e osso, e não por ordens judiciais ou sobrenomes influentes.

Hoje, Paulo Moreira Leite, diretor da sucursal da revista “Época” em Brasília, tocou na verdade sobre o caso Goldman como poucos já se atreveram a tocar. Para ele, “de certa forma, Sean pode ser considerado um caso-síntese da justiça brasileira.”

Quando Leite disse este caso “reune a demanda de uma família rica e influente para ficar com um filho que não é seu,” ele resumiu algo que falamos aqui por meses.

“A familia do padastro, que quer ficar com o garoto, está errada em seus pleitos. Em minha opinião, sua postura é um abuso, de quem se prevalece de uma situação injusta para tentar criar um direito,” disse.

Agora que o destino do garoto retornou ao Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro fica a pergunta: será que mesmo com a vitória esmagadora no STF, tudo não passa de um jogo para ganhar tempo?

Porque, agora o ministro Carlos Ayres Britto, do STF, já fala em ouvir a fita em que menino fala que gostaria de ficar no Brasil. Que brincadeira é essa, se todo o Supremo Tribunal entendeu como inválido o recurso baseado justamente num suposto direito constitucional do garoto, como agora Britto quer pensar melhor sobre o assunto?

“Quem tinha que ouvir o garoto foram as psicólogas, e elas já o ouviram,” me disse Ricardo Zamariola Jr, advogado de David Goldman no Brasil. Na verdade, o laudo das peritas não só disse que Sean sofria de alienação parental, como não tinha qualquer condição psicológica de decidir onde deseja morar.

Até o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, reforçou que o laudo pericial dos médicos concluiu que as escolhas de Sean não podem ser decisórias devido à sua falta de "maturidade."

"Essa criança tem um pai. Ele existe e moveu uma ação contra a mãe quando ela não retornou de férias com o filho. O pai agiu em defesa do seu interesse," disse Toffoli.

Pela firmeza de Toffoli pode-se dizer que o Brasil está tentando tomar a decisão certa, mas ainda esbarra numa tradição coronelista, onde quem tem mais influência pode até se sobrepor às verdades jurídicas.

Ricardo Zamariola também disse que a maior vitória no STF foi ver o processo correr de novo. E o que foi mais “interessante” foi ouvir a ministra Ellen Gracie falar sobre a Convenção de Haia.

“A residência habitual eram os Estados Unidos, onde a família residia até o afastamento da figura paterna”, disse. A ministra também criticou a demora na resolução do caso.

“O atraso ou a demora no cumprimento da convenção causa repercussão negativa no âmbito internacional para o Brasil. O prazo já se alonga para além do razoável.”

Informações desencontradas dão conta de que o TRF da 2ª Região do Rio de Janeiro já teria até dito a David Goldman que passe um tempo transitório com Sean no Brasil.

Voltamos àquela espera em que David Goldman é o único punido. Amigos, não se esqueçam que as tristezas e as alegrias que esse caso tem trazido são todas pagas por um único ser humano: o pai.

“Vamos pensar em momentos da vida que não tem preço, não podem ser recuperados e apenas lembrados por quem estava por perto: quem vai poder amá-lo, estar a seu lado durante o crescimento, ajudar na lição de casa, receber um abraço demorado no fim do dia, encarar seu rosto todas as manhãs, dizer palavras amáveis nas horas tristes?,” questionou Leite na “Época.”
Brasil com Z

Trabalho infantil vitimiza mais de 100 milhões de meninas

Garota trabalha na Índia

NOVA YORK - Um relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, publicado nesta quarta-feira, sugere que 100 milhões de meninas estão sendo vítimas do trabalho infantil em todo o mundo.
De acordo com o documento "Dê uma Chance às Meninas: Combata o Trabalho Infantil", a crise financeira global deve agravar ainda mais a situação das crianças.

Avanço
Leia o boletim de Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
"O relatório da OIT foi divulgado como parte das atividades da agência para marcar o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, em 12 de junho.
De acordo com a OIT, apesar de o número de crianças no trabalho ter diminuído, a crise econômica mundial pode reverter esse avanço.
O relatório também chama a atenção para a realidade de muitas famílias que preferem mandar os meninos para a escola, deixando as meninas em casa.

Consequências
Com a crise financeira, muitas crianças que se beneficiavam das remessas enviadas por familiares, que vivem no exterior, passam agora a sofrer as consequências.
A OIT também advertiu que muitas das vítimas do trabalho infantil sofrem moléstias sexuais.
Meninas que trabalham em suas próprias casas tendem a fazer mais que os meninos, e muitas crianças acabam abandonando a escola por causa da pressão.

Futuro Melhor
O estudo da OIT confirma que meninas que recebem instrução conseguem empregos bem remunerados, casam-se mais tarde e têm menos filhos.
E mães com acesso à educação fazem questão de enviar seus filhos à escola aumentando a chances de um futuro melhor".
O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil será marcado em 12 de junho em cerca de 60 países.

Radio das Nações Unidas

Jornal do Brasil

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