quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Os filhos da pós-repressão


Sem medo que digam que estou me aproveitando do saber de outrem ou que eu estou plagiando, vou colocar hoje, aqui, um conto da escritora Heloisa Seixas. Esse conto foi publicado no Jornal do Brasil de 10 de setembro de 2000, no caderno Contos Mínimos. Era um caderno antigo do JB que eu costumava ler e cuja folha mantive nos meus "guardados" (Nossa! Que antigo!). Seu título, “Os Filhos do sim”. Acho muito pertinente levar Você, interessado em assuntos sobre crianças e adolescentes, a uma reflexão.
Está se falando demais em compulsão. São dadas outras nomenclaturas, mas na verdade, todas essas histórias de patologias em torno de alimentação, dependência das drogas ilícitas e alcoolismo e o uso excessivo da WEB têm sua base na estrutura compulsiva da personalidade de algumas pessoas.
A influência do meio é constituinte do modo de ser (humano) e aí entra especialmente a influência da família. Claro que essa influência não é determinante, mas o constitui. As neurociências muitas vezes discordam disso, mas o fato é que a subjetividade humana tem essa complexidade. A minha pergunta para os neurocientistas é sempre: é o corpo físico que gera problemas psíquicos ou o contrário? São as disfunções nos neurotransmissores que levam a alterações comportamentais ou é o inverso? “O que veio primeiro o ovo ou a galinha?”
Esse conto da Heloisa Seixas vai levar você a uma reflexão sobre a questão da mudança de comportamento na relação pais e filhos nos últimos tempos contemporâneos; nos tempos pós-repressão.

“Os Filhos do sim"
A mulher estava sentada lendo um livro, na sala, quando ouviu o grito da filha. Depois, um estrondo de porta batendo. Murmúrios, passos. E a mocinha apareceu na sala, com uma expressão terrível no rosto. Tinha acabado de se pesar na balança do banheiro. Engordara um quilo. “Um quilo!”, dizia, aos gritos, a ponto de a mãe pedir que baixasse a voz, por causa dos vizinhos.
E a menina saiu da sala, com o rosto amarrado. Pouco depois, entrou o filho. Suando, chegava da academia. Tinha, também, um ar atormentado. Entrou, cumprimentou a mãe e desapareceu a caminho do chuveiro, parecendo imensamente cansado. E a mulher ficou outra vez sozinha na sala, pensando. Fechou o livro e levantou-se, caminhando até a janela. Pensava no sofrimento dos jovens de hoje.
Filhos e filhas daqueles que fizeram a revolução da contracultura – dos hippies, loucos, guerrilheiros – esses jovens poucas vezes ouvem um NÃO na vida. É uma geração para a qual quase nada é proibido. Os pais de agora, que foram jovens nos anos loucos, têm enorme dificuldade em impor disciplina. Deixam os filhos fazer tudo. Chegar tarde, sair durante a semana, trancar-se no quarto e dormir com a namorada ou o namorado – tudo.
Talvez isso tenha criado um vazio na vida desses rapazes e moças, refletiu a mulher, olhando as luzes da rua. Os jovens de hoje formam uma geração que pode tudo. Com acesso livre a todas as informações, têm, diante de si, enorme variedade de ofertas de consumo.... Biscoitos, por exemplo, pensou a mulher. No tempo dela, só havia dois ou três tipos de biscoito doce. Hoje, em qualquer lojinha de posto de gasolina, há prateleiras inteiras de biscoitos de todos os tipos, recheados ou não, com chocolate amargo ou de leite, com nozes ou passas, tudo. Biscoitos demais. Mas, para quê? Inútil paisagem. Não se pode comer! E quem proíbe? São eles mesmos, os jovens.
Eles mesmos inventam aquilo que não se pode fazer. Precisaram criar suas próprias impossibilidades – talvez pelo excesso de vezes em que ouviram um SIM dos pais. Porque o ser humano precisa do proibido. Então agora é proibido comer, é proibido não ter músculos, é proibido ser feio, é proibido envelhecer. O padrão de beleza vigente é irreal. Parece ter sido criado apenas para fazer sofrer – pois é inalcançável. Qualquer mocinha que não viva à base de alface e água – a não ser as que, por natureza, tenham a sorte de ser excessivamente magra – vai se olhar no espelho e chorar porque não tem aquele aspecto de campo de concentração que se vê nos anúncios de moda (incluindo os olhares, tão tristes).
É essa a vida dos jovens, hoje – concluiu a mulher, dando de ombros. Coitados. São os filhos do sim.”

Tania Melo


Queda da Aids no mundo não se reflete no Brasil


Ao contrário da tendência mudial divulgada esta semana pelo Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), no Brasil o número de novos casos não está diminuindo. Segundo o Ministério da Saúde, está estável desde 2000, com cerca 18 casos para cada 100 mil habitantes. As mortes também estabilizaram no patamar de 6 mortos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Aids migra para as cidades pequenas

Cidades do Sul são as campeãs de incidência

Em números absolutos, há uma média de 11 mil óbitos pela doença a cada ano e 33 mil novos casos. De acordo com o departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde, o mundo está colhendo os frutos do avanço no tratamento. “O Brasil trata a população contaminada e doente desde o início da epidemia e passamos por esses índices positivos há uma década”, avalia Mariângela Simão, diretora do departamento.
Segundo ela, 10 milhões de pessoas no mundo precisam de tratamento contra a aids e apenas 4 milhões tem acesso a ele. “No Brasil, 200 mil precisam de tratamento e todos recebem”, garante.


Último Segundo

Morfina pode acelerar alastramento do câncer, diz estudo


Testes com ratos em laboratório sugerem que a morfina teria o efeito de encorajar o alastramento do câncer, doença cujo tratamento com frequência envolve o uso de morfina para diminuir a dor resultante de cirurgias e tumores.

Cientistas americanos dizem que opiáceos como a morfina promovem o crescimento de novos vasos sanguíneos que levam oxigênio e nutrientes aos tumores.
Em uma conferência da American Association for Cancer Research, em Boston, os pesquisadores também disseram ter identificado uma droga que teria a propriedade de anular esse efeito.
Comentando o anúncio pelos especialistas americanos, a entidade britânica de fomento a pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK disse que são necessários mais testes antes de que sejam feitas mudanças nos tratamentos.

Estudo
O pesquisador Patrick Singleton, da University of Chicago, disse que testes mostraram que a morfina não apenas fortaleceu a circulação sanguínea como também pareceu facilitar a invasão de outros tecidos e o alastramento de câncer.
Singleton disse, no entanto, que o efeito negativo da morfina poderia ser bloqueado com uma droga chamada metilnaltrexona, desenvolvida na década de 80 para combater a prisão de ventre associada ao uso da morfina.
Segundo o especialista, a metilnaltrexona, cujo uso só foi aprovado recentemente nos Estados Unidos, parece funcionar sem interferir com as propriedades analgésicas da morfina.
Nos testes em ratos com câncer de pulmão, a metilnaltrexona inibiu em 90% o alastramento do câncer supostamente encorajado pelo opiáceo - dizem os especialistas.
"Se confirmado clinicamente, isto poderia mudar a maneira como fazemos anestesias cirúrgicas nos nossos pacientes com câncer", disse Singleton.
"(O estudo) também indica novas aplicações em potencial para essa nova classe de drogas", acrescentou, em referência à metilnaltrexona.
Os testes foram iniciados após um colega de Singleton ter notado que vários pacientes sendo tratados com a nova droga sobreviveram mais tempo após a cirurgia do que o esperado.
Mas uma médica da entidade Cancer Research UK, Laura Bell, disse que a morfina apresenta um longo histórico de oferecer alívio efetivo para a dor.
Ela observou que as pesquisas sobre o assunto estão em fase inicial e, portanto, é muito cedo para que se possa afirmar que os analgésicos baseados em opiáceos possuem de fato um efeito sobre o crescimento do câncer.
"Muitas pesquisas seriam necessárias para justificar mudanças na forma como os opiáceos são usados para tratar pessoas com câncer".


FIA distribui no Rio novo cartaz com crianças desaparecidas


Rio - A Fundação da Infância e Adolescência (FIA) começa a distribuir nesta quinta-feira o novo cartaz de crianças e adolescentes desaparecidos, produzidos pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Serão distribuídos 40 mil cartazes para divulgação em escolas, delegacias, aeroportos, rodoviárias, juizados, hospitais e empresas privadas de todo o país.
O cartaz tem 80 fotos de crianças e adolescentes que integram o cadastro do Programa SOS Crianças Desaparecidas da FIA. O material divulga ainda o DISQUE 100 (central de denúncias) e a Lei Federal Nº. 11.259/2005, que determina registro e busca imediatamente após ocorrência policial.
Os cartazes podem ser retirados na FIA, que fica na Rua Voluntários da Pátria, nº 120, Botafogo. Informações podem ser obtidas pelo telefone do SOS, (21) 2286-8337.
O Programa SOS Crianças Desaparecidas está completando 13 anos e,durante este período, 2.430 crianças já foram localizadas, alcançando um índice de 84% de êxito. Existem ainda 344 adolescentes e 105 crianças desaparecidas cadastradas. Neste ano de 2009, foram registrados 103 desaparecidos, dos quais 75 foram localizados. O gerente do Programa, Luiz Henrique Oliveira, faz planos para alcançar novas metas, buscando incentivar a sociedade através da divulgação e de campanhas para prevenir o desaparecimento, fazendo do programa uma referência nacional na localização e reintegração familiar de crianças e adolescentes desaparecidos.
O trabalho conta com a parceria da Rede Nacional de Identificação de Crianças e Adolescentes-ReDESAP, Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente-RJ, Defensoria Pública, Comissão Disque Criança da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Obra Social do Rio de Janeiro-RIOSOLIDÁRIO ecom apoio da Supergasbrás, Bustv, Helaiz e Banco ITAU.

Fonte: O Dia Online

França testará pulseira eletrônica para controlar violência contra a mulher


PARIS, França — Um crime tipificando a "violência psicológica contra a mulher" será criado na França, que, a exemplo da Espanha, testará o uso da pulseira eletrônica para monitorar maridos e companheiros violentos, anunciou nesta quarta-feira, em Paris, o primeiro-ministro, François Fillon.
"Em matéria penal, o delito de violência psicológica doméstica será consagrado na legislação", declarou Fillon, em discurso pronunciado por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, comemorado nesta quinta-feira.
"Com base no exemplo espanhol, vamos lançar a experiência de um dispositivo de vigilância eletrônico para controlar as medidas de afastamento do cônjuge violento", acrescentou Fillon.
O bracelete começará a ser usado a partir de 2010.
Na Espanha, o dispositivo é aplicado em 12.000 homens.
Em 2008, na França, 157 mulheres morreram vítimas de maus-tratos por parte de maridos ou companheiros.

Fonte: AFP

OS JOVENS E A VIOLÊNCIA


Além de quantificar o elevado percentual de jovens brasileiros expostos à violência, duas pesquisas coordenadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pedido do Ministério da Justiça, confirmam na prática uma associação direta entre os níveis de criminalidade na faixa até 29 anos e as condições adversas a que são submetidos. Por isso, os resultados precisam ser vistos tanto pelas suas constatações quanto pelas razões apontadas para elas, pois permitem um melhor enfrentamento do problema. A excessiva exposição da juventude à criminalidade é um desafio a ser enfrentado de imediato e de forma eficaz, para evitar que tantas gerações continuem sendo prejudicadas por essa chaga, muitas vezes de forma irreversível.
Um dos levantamentos, realizado pelo Instituto Datafolha entre junho e julho deste ano, mede a percepção de mais de 5 mil jovens sobre a violência em 31 cidades. O outro, elaborado pela Fundação Seade com base em dados de 2006, define um índice que avalia a vulnerabilidade dos jovens à violência em 266 cidades do país com mais de 100 mil habitantes. Entre os exemplos de baixa vulnerabilidade juvenil à violência, estão Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, assim como Florianópolis e Porto Alegre entre as capitais, cuja experiência bem-sucedida nessa área deveria servir de inspiração para outras administrações.
O que chama a atenção nas pesquisas a serem usadas para nortear ações do Ministério da Justiça na prevenção da criminalidade, porém, é a excessiva exposição dos jovens à violência e a associação direta do fenômeno com más condições de vida. Entre os entrevistados, 55% alegam já ter visto uma pessoa assassinada. Nada menos de 30,3% dos jovens estão em contato direto com a criminalidade. As causas são as óbvias e é por elas que as ações deveriam ter início. Adolescentes mais vulneráveis à violência, na maioria dos casos, já concluíram a escola e não têm qualquer perspectiva de trabalho. Além disso, na maioria dos casos, moram em residências precárias e têm origem em famílias desagregadas, além de não contarem nas imediações com praças, quadras de esportes ou bibliotecas. Com tanta privação e falta do que fazer, muitos desses jovens acabam sendo empurrados para drogas como o crack e para o mundo do crime, de onde dificilmente conseguem sair sem uma ajuda efetiva.
Preservar a juventude brasileira das consequências da criminalidade implica um combate firme ao narcotráfico, mas também providências de âmbito social que assegurem melhor qualidade de vida. Os jovens precisam frequentar a escola e ter oportunidades de emprego quando concluem os estudos, precondição para que possam conquistar condições sociais superiores às de seus pais. Entre os pressupostos para avanços, estão moradia mais digna e um espaço de convivência no qual possam contar com opções saudáveis de lazer e acesso facilitado a atendimento médico e hospitalar, muitos deles supridos por líderes do narcotráfico, que se aproveitam das brechas deixadas pelo poder público para preenchê-las.
Preservar a juventude brasileira das consequências da criminalidade implica um combate firme ao narcotráfico, mas também providências de âmbito social.

Fonte: Zero Hora

Juiz vai desconsiderar exame que mostra que ex-deputado Carli Filho dirigia bêbado ao causar acidente


CURITIBA - A Justiça vai desconsiderar o exame de dosagem alcoólica que comprovou que ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho dirigia embriagado quando se envolveu em acidente em Curitiba, causando a morte de dois jovens em maio passado. A decisão foi tomada pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. Ele considerou ilegal a utilização do exame de dosagem alcoólica no processo, pois o exame não foi autorizado pelo acusado.
De acordo com o resultado, havia no sangue do então deputado 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, quase quatro vezes o nível considerado tolerável pela legislação de trânsito. Para o Código de Trânsito, Artigo 306, 6 decigramas já são considerados crime, com abertura de processo penal, e o nível tolerado é de 2 decigramas de álcool por litro de sangue.
A defesa do ex-deputado argumentou que o sangue colhido para o exame de dosagem alcoólica foi colhido sem a prévia autorização do acusado. O juiz aceitou o pedido e declarou ilegal o uso do material. "Há que se ressaltar que a desconsideração do resultado do exame de sangue, não significa dizer que o réu não se encontrava embriagado...", afirmou o juiz no despacho.
O exame foi pedido pela polícia. O hospital onde ele foi atendido chegou a informar que não existia material para fazer o exame de sangue solicitado pelo delegado Armando de Moraes, para determinar a dosagem alcoolica. A coleta é praxe no pronto-socorro, mas o Hospital havia dito que o sangue colhido foi descartado após exames, o que seria comum.
O ex-deputado estava dirigindo com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Garçons do restaurante onde ele estavam afirmaram que ele havia bebido vinho e um amigo disse em depoimento que chegou a oferecer carona , por considerar que Carli Filho não estava em condições de dirigir, mas ele teria recusado.

Juiz decidirá sobre júri popular
A audiência de instrução e julgamento do ex-deputado foi marcada para o dia 4 de fevereiro de 2010. De acordo com informações publicadas no site do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), a audiência começará às 9h30m e serão ouvidas 38 pessoas. Prestarão depoimento as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa, peritos e por último será interrogado o acusado.
Carli Filho responde por duplo homicídio qualificado pelas mortes de Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. O acidente envolvendo o ex-deputado aconteceu na madrugada do dia 7 de maio. Carli Filho dirigia um Volkswagen Passat de cor preta, que acabou batendo contra um Honda Fit de cor prata. Os dois rapazes morreram na hora.
O advogado Elias Mattar Assad, que atua no processo como assistente do Ministério Público em nome da família Yared, de um dos jovens mortos no acidente, diz que Existem outros elementos que evidenciam o 'estado etílico' do acusado.
- O importante é que as acusações de duplo homicídio doloso eventual na forma qualificada foram mantidas, o que assegura julgamento pelo Tribunal do Júri - disse Assad.
O juiz definirá se o caso irá para Júri Popular na audiência do dia 4. O advogado Roberto Brzezinski Neto, que defende Carli Filho, não foi localizado para comentar o assunto.
Na denúncia, os promotores do Ministério Público destacaram a alta velocidade em que o ex-deputado dirigia no momento do acidente. Laudos do Instituto de Criminalística (IC) apontaram que Carli Filho estava entre 161 km/h e 173 km/h, aproximadamente 188% superior a máxima permitida no local, que é de 60 km/h.
Caso o ex-deputado seja condenado por todos os crimes, que lhe foram imputados na denúncia, poderá receber pena mínima de 15 anos e máxima de 30 anos. Ainda poderá ter o direito de dirigir suspenso por prazo entre dois meses e cinco anos. Por se tratar de homicídio qualificado, crime considerado hediondo, deverá cumprir pena inicialmente em regime fechado.
No dia 29 de maio, Carli Filho renunciou ao cargo de deputado estadual e perdeu o foro privilegiado. O ex-deputado prestou depoimento à polícia no apart hotel onde estava hospedado em São Paulo no dia 9 de junho. Ele disse não se lembrar de nada do acidente


O Globo

Crianças transformam sucata em música no Passeio das Lanternas

Crianças já fizeram suas lanternas e agora ensaiam para a grande noite com instrumentos musicais - Miro de Souza

Pequenos artistas se preparam para a atração que ocorrerá domingo em Novo Hamburgo

Ao transformar latas de refrigerante, caixas de sapato e garrafas plásticas em instrumentos musicais, os pequenos artistas de Novo Hamburgo inovam e prometem emocionar o público no tradicional Passeio das Lanternas, organizado há 26 anos na cidade, sempre no primeiro domingo de Advento.
As lanternas já estão prontas, mas agora eles ensaiam com os instrumentos que eles próprios produziram e decoraram. As crianças têm entre dois e 12 anos e frequentam o ateliê infantil Fazendo Arte, que promove o passeio todos os anos.
A ideia dos instruMentos virou festa e eles prometem interpretar Um Feliz Natal, de Ivan Lins, com o diferencial da alegria.
– Eles ficaram realizados de poder se apresentar com os instrumentos que eles mesmos confeccionaram. É assim que a gente tenta resgatar o sentimento e mostrar para eles a importância do Natal, da família e não só do brinquedo novo que eles vão ganhar – observa Simone Schilling, proprietária do ateliê.
Com três anos, Eduardo Batista de Matos sabe exatamente a marca do videogame que espera do Papai Noel, mas esquece completamente do presente quando Simone pega o violão.
Do outro lado, Sofia Demuth, cinco anos, se distrai com a lanterna que puxa a atenção de todos com a luz e a simplicidade.
Juntas, as 45 crianças do ateliê e as professoras já finalizaram 350 lanternas que serão entregues aos pais, aos amigos e aos vizinhos que vão esperar anoitecer para, às 21h deste domingo, iluminar o quarteirão e cantar Um Feliz Natal e Noite Feliz.
Ao transformar latas de refrigerante, caixas de sapato e garrafas plásticas em instrumentos musicais, os pequenos artistas de Novo Hamburgo inovam e prometem emocionar o público no tradicional Passeio das Lanternas, organizado há 26 anos na cidade, sempre no primeiro domingo de Advento.
As lanternas já estão prontas, mas agora eles ensaiam com os instrumentos que eles próprios produziram e decoraram. As crianças têm entre dois e 12 anos e frequentam o ateliê infantil Fazendo Arte, que promove o passeio todos os anos.
A ideia dos instrumentos virou festa e eles prometem interpretar Um Feliz Natal, de Ivan Lins, com o diferencial da alegria.
– Eles ficaram realizados de poder se apresentar com os instrumentos que eles mesmos confeccionaram. É assim que a gente tenta resgatar o sentimento e mostrar para eles a importância do Natal, da família e não só do brinquedo novo que eles vão ganhar – observa Simone Schilling, proprietária do ateliê.
Com três anos, Eduardo Batista de Matos sabe exatamente a marca do videogame que espera do Papai Noel, mas esquece completamente do presente quando Simone pega o violão.
Do outro lado, Sofia Demuth, cinco anos, se distrai com a lanterna que puxa a atenção de todos com a luz e a simplicidade.
Juntas, as 45 crianças do ateliê e as professoras já finalizaram 350 lanternas que serão entregues aos pais, aos amigos e aos vizinhos que vão esperar anoitecer para, às 21h deste domingo, iluminar o quarteirão e cantar Um Feliz Natal e Noite Feliz.

Programe-se
- Quando – 21h de domingo
- Onde – Rua Curitiba, 594, bairro Boa Vista, em Novo Hamburgo
- Em caso de chuva, o passeio será transferido para dia 13, um domingo


Tocantins realiza ações para lembrar o 1º de dezembro

SEXO NÃO TEM IDADE PROTEÇÃO TAMBÉM NÃO

Para lembrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado no dia 1º de dezembro, a Sesau – Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência de Núcleo de DST/Aids, vem realizando uma ampla programação, que foi iniciada na semana de 17 a 21 de novembro. Os atores da Cia. Paulista de Artes percorreram cinco municípios do Estado, incluindo a Capital, com a intervenção teatral “Labirinto das Sensações”, realizando também um carnaval fora de época, com o tema ”Carnaval Campeão só em Ritmo de Prevenção", que animou os servidores da Sesau.
As ações do Dia Mundial de Luta contra a Aids no Estado de Tocantins continuam nesta quarta-feira, 26, no pátio da Sesau, em Palmas, quando será fixado o laço vermelho da consciência da aids. O objetivo é dar visibilidade ao Dia Mundial de Luta contra a Aids e incentivar o engajamento da sociedade civil na luta contra a epidemia no Brasil e no mundo.
Já no dia 1º de dezembro, no mesmo local, acontece o lançamento da Exposição Humor Aids, doada pelo Programa Nacional de DST/Aids. Realizada a partir de um concurso nacional em 2007, a mostra reuniu o que há de melhor em termos de caricaturas do cotidiano. A mostra reúne um conjunto de 30 painéis que retratam de uma maneira divertida, as várias nuances da prevenção a Aids, no contexto das diferentes práticas sexuais. A exposição ficará no local, até o dia 10 do mesmo mês, ficando logo após, a disposição dos municípios e Instituições que desejarem expor as telas.
“Apesar da campanha enfocar a população acima de 50 anos, vale lembrar que a prevenção serve para todos e deve ser praticada todos os dias, principalmente com o uso de preservativo”, disse a técnica da área de DST/Aids da Sesau, Valéria Ribeiro.
A Campanha também chegará aos municípios, através da divulgação e motivação das secretarias municipais de saúde, sendo cada uma responsável pelas atividades locais. Para o incremento destas ações, a Gerência de Núcleo DST/Aids disponibilizará: camisetas, materiais informativo/educativo, gel lubrificante íntimo, preservativos masculinos e femininos para serem distribuídos à população geral do Estado. E para o alcance ainda maior da população geral do Estado foi firmada parceria com as Empresas de fornecimento de energia Celtins, e de água, Saneatins, para divulgação do slogan da Campanha nas contas entregues nos lares tocantinenses.
De acordo com os dados divulgados pela Área Técnica, no período de 1989 a novembro de 2008 foram notificados 1.073 casos de Aids, destes 769 são residentes no Estado. Dos 769 casos, 473 são masculinos e 296 são femininos. No ano de 2007, na faixa etária acima 50 anos, foram notificados 16 casos e em 2008, até o momento, foram 13 casos.

Laço
O laço é vermelho de lona inflável, com três metros de altura e foi criado em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte de Nova Iorque em homenagem aos amigos mortos ou infectados pelo vírus da aids. A idéia foi baseada na união das duas pontas de uma fita em forma de um abraço, simbolizando a solidariedade. Tornou-se um símbolo de comprometimento, de mobilização e de solidariedade. Segundo seus idealizadores, a cor vermelha foi escolhida por lembrar o sangue e a paixão.

O que é Síndrome de Aspeger




O síndrome de Asperger ou o transtorno de Asperger ou ainda Desordem de Asperger é um síndrome que está relacionado com o autismo, diferenciando-se deste por não comportar nenhum “atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem”. O termo “síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma honrar Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990, mais precisamente em 1994 no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua quarta edição.
Suspeita-se que Albert Einstein, o físico Isaac Newton, o compositor Mozart e o pintor renascentista Miguel Ângelo também fossem portadores da síndrome, além do cineasta Stanley Kubrick e do filósofo Wittgenstein, bem como Andy Warhol. Outra Asperger de sucesso chama-se Temple Grandin, nos Estados Unidos, uma engenheira e zoóloga, professora universitária. Outro Asperger de sucesso é Syd Barret, vocalista, guitarrista e compositor do Pink Floyd, que devido ao Síndrome de Asperger, viria a só participar no primeiro álbum (maioritariamente) e, minoritariamente, no segundo álbum da banda. Também o vocalista da banda australiana The Vines, Craig Nicholls, foi diagnosticado com a síndrome. Nicholls catalisa toda a sua inteligência na música, criando climas energéticos e totalmente psicadélicos, estando, no entanto, afastado de quase todo o relacionamento social.

Características

Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras actividades;
Rituais ou comportamentos repetitivos;
Peculiaridades na fala e na linguagem;
Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interacção inter pessoal;
Problemas com comunicação não-verbal;
Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.

Sinais de Alerta
1. Dificuldade em ler as mensagens sociais e emocionais dos olhares – portadores de SA geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não os conseguem “ler”.

2. Interpretar literalmente – indivíduos com SA têm dificuldade em interpretar coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

3. Ser considerado rude e ofensivo – propensos a um comportamento egocêntrico, os Aspergers não captam indirectas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.

4. Honestidade - portadores de Asperger são geralmente considerados “honestos demais” e têm dificuldade em enganar ou mentir, mesmo às custas de magoar alguém.

5. Percepção de erros sociais – à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua “cegueira emocional”, começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar numa fobia.

6. Paranóia – por causa da “cegueira emocional”, pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre as atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.

7. Lidar com conflitos – ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

8. Consciência de magoar os outros – uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

9. Consolar os outros – como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com SA têm pouca noção sobre como consolar alguém.

10. Reconhecer sinais de enfado – a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem bastante desatentos e geralmente não percebem quando o seu interlocutor está entediado ou desinteressado.

11. Introspecção e auto-consciência – os indivíduos com SA têm dificuldade de entender os seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.

12. Vestuário e higiene pessoal – pessoas com SA tendem a ser menos afectadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma como se vestem e aos cuidados com a própria aparência.

13. Amor e rancor – como os Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, as suas expressões de afecto e rancor são em geral curtas e fracas.

14. Compreensão de embaraço e passo em falso – apesar do fato de pessoas com SA terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.

15. Lidar com críticas – pessoas com SA sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.

15. Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais – como respondem às interacções sociais com a razão e não com a intuição, os portadores de SA tendem a processar informações de relacionamento muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incómodas.

16. Exaustão – quando um indivíduo com SA começa a entender o processo de abstracção, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito frequentemente leva a exaustão mental


Daniela Mann

Amar-Ela
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