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sábado, 2 de junho de 2012
‘Bullying’ pode virar crime com pena de até quatro anos de prisão
Os juristas que integram comissão especial designada pelo Senado para elaborar proposta para um novo Código Penal aprovaram nesta segunda-feira (28) sugestão para a criminalização do bullying, prática de assédio moral que vitima crianças e jovens dentro do ambiente escolar. Tipificada com o nome de “intimidação vexatória”, a conduta pode ser punida com prisão de um a quatro anos de prisão, se o autor for maior de idade.
Quando o bullying for praticado por um adolescente, será considerado ato infracional, que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, corresponde aos crimes ou contravenções da esfera penal. Aos atos infracionais não se aplica pena, mas medidas socioeducativas, como prestação de serviços, acompanhamento e internação.
– O bullying não é brincadeira. É coisa muito séria, uma ameaça permanente e contínua – comentou o professor Luiz Flávio Gomes, ao defender o novo tipo penal.
A prática nunca foi tipificada na legislação brasileira, apesar de ser tema de debate recorrente, com diversos projetos de lei em tramitação nas duas Casas do Congresso. Como destacado pelo professor, o bullying no ambiente escolar é praticado até por professores.
Pela proposta dos juristas, a intimidação vexatória se caracterizará pela produção de sofrimento físico, psicológico ou dano patrimonial, por meio dos seguintes atos: intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar, seja assédio contra criança, adolescente ou grupo de indivíduos, valendo-se o autor ou autores de “pretensa situação de superioridade”. A intimidação poderá ser de forma direta ou indireta – quando o autor mobiliza terceiros para obter o resultado pretendido.
Perseguição obsessiva
A tipificação do bullying ocorreu em reunião onde os juristas finalizaram o exame dos crimes contra a liberdade individual. Outra inovação foi a previsão do crime de “perseguição obsessiva ou insidiosa”, um tipo sugerido para enquadrar o ato de perseguir alguém, de forma continuada e reiterada, ameaçando sua integridade física e psicológica, com restrição da sua capacidade de locomoção, ou que se destine de alguma forma a invadir, perturbar ou restringir a liberdade ou privacidade de outra pessoa. Para o delito, foi sugerida prisão de dois a seis anos.
Fonte: Agência Senado
promenino
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As TVs onipresentes matam a conversa?
Amadas por muitos e odiadas por outros, as tevês dividem as atenções. Veja como lidar com elas sem entrar em pé de guerra com seu interlocutor
A televisão chegou ao Brasil em 18 de abril de 1950. Os aparelhos, caros e raros, eram a atração do bairro: a casa com um televisor geralmente era onde os vizinhos se reuniam no horário nobre para assistirem juntos às poucas horas da programação noturna.
Em apenas 50 anos telas de TV de todos os tipos e tamanhos se espalharam pelos cômodos de quase todas as casas do planeta, ocuparam espaços públicos, como bares, restaurantes e praças, estão dentro dos carros, nos elevadores, nas salas de espera de médicos e hospitais, tornaram-se o ponto focal de ambientes privados e públicos e reinam, absolutas, no cotidiano das pessoas.
Isso não significa que o papel agregador da televisão tenha se perdido. Qualquer final de campeonato importante está aí para provar que ela ainda une pessoas por afinidades.
“ Jogos, posse de presidente da república, todo mundo gosta de assistir junto”, diz a consultora de etiqueta Célia Leão. “Nessas circunstâncias, a tevê ligada num canal de notícias em escritórios ou numa sala de espera é inclusive de utilidade pública”, diz a consultora.
Mas fora de situações de interesse específico, o que leva amigos ou casais a saírem para jantar e deixarem o papo morrer diante do estímulo da tela?
Antonio Carlos Amador Pereira, psicólogo, psicoterapeuta e professor no Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, acredita que, se as vozes calam enquanto o olhar gruda na tela, a culpa não é da tevê. “O problema não é um aparelho de televisão no local. As pessoas não se falam no elevador, mal se cumprimentam. O aparelho de tevê só potencializa algo que já existe”, acredita o professor.
Ele compara esse silêncio diante da TV ao de um casal que lê jornais ou revistas no café da manhã de um domingo. “As pessoas tendem a se isolar, principalmente em cidades grandes. Vivem em função dos próprios problemas, de forma individualista. Elas têm seu computador, seu iPad, seu smartphone, sua televisão; se isolam. Vivemos como em um automóvel, em bolhas.”
Apesar da presença maciça, a tevê está longe de ser uma unanimidade, pelo menos nos espaços públicos. Como resolver o conflito entre os fãs de ambientes com tevês e os que não as suportam? Preparamos um pequeno manual para a tevê não se tornar motivo de guerra.
1 – Evite o silêncio
“Sempre que estiver na presença de outras pessoas, o ideal é interagir”, acredita a consultora de boas maneiras Lígia Marques. Claro que numa sala de espera, entre desconhecidos, não tem problema focar na tevê. Mas convidar alguém para um chope e perder o rumo da conversa por causa dela é desagradável.
2 – Marcando: com ou sem tevê?
Se você foi convidado para um lugar com telas por toda parte e não gosta delas, escolha seu lugar estrategicamente. Sentar de costas para elas ajuda. “Sua prioridade tem que ser quem está à mesa, então tente ficar longe da dita. Se não for possível, você vai ter que se esforçar para manter a atenção na pessoa com quem está”, diz Lígia.
3 - Pode pedir para mudar de canal?
De jeito nenhum! “É falta de educação. Só se muda o canal da tevê da própria casa”, diz Célia. Se você não mudaria por conta própria a decoração de um bar, não faz sentido pedir ao dono do estabelecimento para escolher a programação. Já Lígia acredita que se a pessoa estiver sozinha numa sala de espera ou se ninguém mais estiver acompanhando o conteúdo da tevê, o constrangimento é menor.
4 – Pode pedir para desligar ou abaixar o volume?
Se estiver incomodando demais, atrapalhando as conversas ou causando um desconforto no ambiente, pode. “Diga que está alto demais e não está conseguindo conversar. Mudar de lugar é uma boa opção”, afirma Lígia.
5 – A TV dispersa o grupo
O papo começa animado, mas os gols da rodada, a abertura da novela ou até o começo do jornal disputam a atenção com a conversa. O que fazer? Célia Leão sugere dar um toque. “Viemos para beber e conversar ou ver tevê? É você que tem que dar um toque no parceiro – com sutileza”, recomenda. “Ser humano bom de papo é bom ouvinte. Que deselegância você falar e a pessoa estar ligada no futebol, no Faustão”, diz Célia.
6 – Mudar de endereço
Se o foco for mesmo a convivência e a conversa e não for possível conciliar com o lugar escolhido, propor uma mudança de endereço pode salvar a reunião. Nada pior do que não estar no clima do ambiente... “É uma ótima ideia se a TV está fazendo o encontro ficar dividido”, diz Lígia.
7 – E na hora de reunir os amigos em casa? TV or not TV?
Na intimidade do lar, cada família tem suas regras. A programação da tevê pode se tornar o assunto central do bate-papo ou exterminar de vez a conversa. Uma boa solução são DVDs de shows, que dão um clima agradável à reunião, tanto com a tela da tevê ligada quanto desligada. “Outros programas dispersam a conversa. Se ligar a tevê no futebol, não conte com a participação dos homens na festa!”, brinca Lígia.
Gazetaweb
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Caso de mulher que teve língua cortada por marido choca Afeganistão
Mesmo após o fim do regime do Talebã, o recente crescimento no número de mulheres vítimas de violência doméstica voltou a assustar o Afeganistão.
Nesta semana, um homem de 22 anos foi preso no norte do país após cortar a língua da esposa durante uma discussão.
A agressão ocorreu na casa do casal no vilarejo de Jangory, na região de Balkh, no norte do Afeganistão.
Policiais identificaram o nome do agressor como Saleh e afirmaram que a mulher, de apenas de 20 anos, estava grávida de sete meses. Segundo as autoridades, ela perdeu o bebê por causa do ataque.
Ela foi encaminhada imediatamente a um hospital da região, onde os médicos de plantão conseguiram reimplantar a língua. Ainda não se sabe, contudo, se ela poderá voltar a falar.
A jovem, que está sendo tratada em um abrigo para mulheres, apareceu em uma coletiva de imprensa em Balkh na última quarta-feira com sua mãe e autoridades locais.
Um repórter da BBC disse que ela estava em choque e não podia falar, mas que queria "mostrar sua repugnância" ao ocorrido.
Na mesma ocasião, a mãe da vítima disse que Saleh agredia repetidamente sua filha durante os 12 meses em que eles permaneceram casados.
"Ele já chegou a incendiar o quarto dela, além de agredi-la por pelo menos três vezes. Os mais velhos, entretanto, diziam que se tratava de uma típica briga de casal e que não deveriam interferir", disse ela aos repórteres.
"Da última vez, ele cortou a língua dela e eu percebi que ele havia ultrapassado todos os limites", acrescentou.
'Pressão mental extrema'A agressão em Jangory é o episódio mais recente de uma série de incidentes de violência doméstica que vêm ocorrendo no Afeganistão.
No início deste mês, os padrastos de Sahar Gul, de 15 anos, da província de Baghlan, no norte do país, foram condenados a 10 anos de prisão depois de serem acusados de torturá-la, aparentemente porque ela se recusava a trabalhar como prostituta.
Há duas semanas, duas meninas de 10 e 13 anos se enforcaram na província central de Ghor depois de serem vistas vestidas como meninos para que pudessem visitar um vilarejo próximo.
Em algumas partes das zonas rurais do Afeganistão, mulheres são proibidas de viajar sozinhas ou sair de casa sem permissão. Autoridades afirmaram que as duas meninas foram submetidas a uma "pressão mental extrema" de seus parentes por, supostamente, envergonharem suas famílias.
Freba Majidi, responsável pelo escritório de proteção à mulher na região do Balkh, disse à BBC que ela lida diariamente com vários casos semelhantes de violência doméstica. Segundo ela, o que rendeu destaque internacional ao caso de Jangory foi a maneira como a mulher foi atacada.
"Trata-se da primeira vez em que vemos um homem cortar a língua de sua mulher", disse ela à BBC.
Apesar de a Constituição da era pós-Talebã promulgada no Afeganistão conferir direitos iguais a homens e mulheres, a ONU estima que a grande maioria das afegãs já foi submetida a algum tipo de violência doméstica.
Grupos feministas já realizaram seguidos protestos nos últimos meses para expressar preocupação sobre o fato de que as melhorias conquistadas até agora nos direitos das mulheres podem sofrer uma reviravolta com a eventual inclusão de representantes do Talebã em um futuro governo.
Na última quarta-feira, na capital do país, Cabul, representantes da Rede de Mulheres Afegãs - uma organização nacional de ativistas feministas - afirmaram estar preocupadas sobre o que poderia acontecer com as mulheres após a saída das tropas internacionais em 2014.
Elas reivindicaram ao governo uma proteção mais ampla às estudantes das escolas do país após uma série de misteriosos envenenamentos, que teriam sido cometidos pelo Talebã.
BBC Brasil
Morre menina queimada em centro radioterápico na Tijuca, no Rio
Maria Eduarda se tratava de leucemia grave e foi queimada em outubro.
Pais entraram com ação judicial contra o Centro San Peregrino.
Pais de Maria Eduarda, de 7 anos, estão inconformados com a morte da menina na quarta-feira (30). A menina, que tinha uma forma rara de leucemia diagnosticada em 2010, foi vítima de queimaduras graves durante tratamento da doença, no Centro Radioterápico San Peregrino, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, como informa o RJTV.
Segundo os pais, Maria Eduarda começou a fazer as sessões de quimioterapia logo após o diagnóstico. Mas os médicos informaram que seria necessário complementar o tratamento com radioterapia.
As sessões foram feitas no centro radioterápico, que funciona dentro do Hospital Venerável da Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, em outubro do ano passado. A família percebeu que a pele da menina escureceu, mas segundo o pai de Maria Eduarda, a médica responsável pelo tratamento disse que era um dos efeitos colaterais.
“Quando começaram a se manifestar as lesões na cabeça no couro cabeludo, ainda estava no início e eu ainda levei foto, expliquei a ela que não era normal. Inclusive os médicos nunca viram coisa igual”, disse o pai de Maria Eduarda, Ronaldo Rodrigues Rosa.
As sessões continuaram e a menina começou a apresentar queimaduras na orelha, na cabeça e danos cerebrais, que levaram a dificuldades para falar e andar.
Os pais de Maria Eduarda a levaram ao hospital para fazer curativos. Segundo a equipe médica que atendeu a menina, ela desenvolveu a Síndrome Cutânea da Radiação, que acontece quando o paciente é exposto a radioterapia. No caso da menina, ela apresentou o grau mais profundo do problema. O lobo direito frontal do cérebro foi afetado. Esta parte é responsável, entre outras funções, pelo comportamento e capacidade de locomoção.
O pai entrou com uma ação na 4ª Vara Cível de Bangu, na Zona Oeste. O juiz responsável pelo caso nomeou um médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para fazer uma perícia no equipamento de radioterapia usado na menina durante as sessões.
De acordo com o laudo, a máquina não tinha nenhum defeito na regulagem. Mas o perito não pode analisar a dose ministrada na paciente, porque as informações ficam na ficha de tratamento. As fichas que já tinham sido enviadas para o advogado de defesa do centro radioterápico.
O perito concluiu que o protocolo de atendimento foi seguido, mas não descartou a possibilidade de ter havido erro humano no cálculo ou na aplicação da dose durante o tratamento.
Segundo a família de Maria Eduarda, o centro radioterápico propôs um acordo para resolver a questão. Mas eles preferiram o levar o caso adiante e esperam que os culpados sejam punidos.
Homicídio culposo
O caso está na 19ª DP (Tijuca), de acordo com a polícia, a física Lídia Cristina Salzberg e os técnicos Hosana Pereira Cirino e Richardson Magno Medeiros de Moura responder homicídio culposo. O caso foi encaminhado à Justiça.
Lídia é a física que calculou a quantidade das sessões de radioterapia, e os outros dois são as pessoas que operavam a máquina de radioterapia.
O Centro Radioterápico San Peregrino foi interditado no dia 17 de fevereiro e continua interditado até hoje. Em nota, a Clínica San Peregrino disse que, assim que as causas das lesões foram identificadas, começou a prestar tratamento especializado. Ainda determinou a seus médicos e advogados que se prontificassem a oferecer toda a ajuda necessária e solicitada pelos pais da menina.
Sobre os funcionários que vão responder por homicídio culposo, a clínica disse que espera o pronunciamento das autoridades para definir a condução do caso.
O Tribunal de Justiça, em nota, disse que, até agora, não houve comunicação oficial sobre a morte de Maria Eduarda. Ainda segundo o TJ-RJ, também não houve petição e a juíza tomou conhecimento do caso pela imprensa.
G1
Pais entraram com ação judicial contra o Centro San Peregrino.
Pais de Maria Eduarda, de 7 anos, estão inconformados com a morte da menina na quarta-feira (30). A menina, que tinha uma forma rara de leucemia diagnosticada em 2010, foi vítima de queimaduras graves durante tratamento da doença, no Centro Radioterápico San Peregrino, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, como informa o RJTV.
Segundo os pais, Maria Eduarda começou a fazer as sessões de quimioterapia logo após o diagnóstico. Mas os médicos informaram que seria necessário complementar o tratamento com radioterapia.
As sessões foram feitas no centro radioterápico, que funciona dentro do Hospital Venerável da Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, em outubro do ano passado. A família percebeu que a pele da menina escureceu, mas segundo o pai de Maria Eduarda, a médica responsável pelo tratamento disse que era um dos efeitos colaterais.
“Quando começaram a se manifestar as lesões na cabeça no couro cabeludo, ainda estava no início e eu ainda levei foto, expliquei a ela que não era normal. Inclusive os médicos nunca viram coisa igual”, disse o pai de Maria Eduarda, Ronaldo Rodrigues Rosa.
As sessões continuaram e a menina começou a apresentar queimaduras na orelha, na cabeça e danos cerebrais, que levaram a dificuldades para falar e andar.
Os pais de Maria Eduarda a levaram ao hospital para fazer curativos. Segundo a equipe médica que atendeu a menina, ela desenvolveu a Síndrome Cutânea da Radiação, que acontece quando o paciente é exposto a radioterapia. No caso da menina, ela apresentou o grau mais profundo do problema. O lobo direito frontal do cérebro foi afetado. Esta parte é responsável, entre outras funções, pelo comportamento e capacidade de locomoção.
O pai entrou com uma ação na 4ª Vara Cível de Bangu, na Zona Oeste. O juiz responsável pelo caso nomeou um médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para fazer uma perícia no equipamento de radioterapia usado na menina durante as sessões.
De acordo com o laudo, a máquina não tinha nenhum defeito na regulagem. Mas o perito não pode analisar a dose ministrada na paciente, porque as informações ficam na ficha de tratamento. As fichas que já tinham sido enviadas para o advogado de defesa do centro radioterápico.
O perito concluiu que o protocolo de atendimento foi seguido, mas não descartou a possibilidade de ter havido erro humano no cálculo ou na aplicação da dose durante o tratamento.
Segundo a família de Maria Eduarda, o centro radioterápico propôs um acordo para resolver a questão. Mas eles preferiram o levar o caso adiante e esperam que os culpados sejam punidos.
Homicídio culposo
O caso está na 19ª DP (Tijuca), de acordo com a polícia, a física Lídia Cristina Salzberg e os técnicos Hosana Pereira Cirino e Richardson Magno Medeiros de Moura responder homicídio culposo. O caso foi encaminhado à Justiça.
Lídia é a física que calculou a quantidade das sessões de radioterapia, e os outros dois são as pessoas que operavam a máquina de radioterapia.
O Centro Radioterápico San Peregrino foi interditado no dia 17 de fevereiro e continua interditado até hoje. Em nota, a Clínica San Peregrino disse que, assim que as causas das lesões foram identificadas, começou a prestar tratamento especializado. Ainda determinou a seus médicos e advogados que se prontificassem a oferecer toda a ajuda necessária e solicitada pelos pais da menina.
Sobre os funcionários que vão responder por homicídio culposo, a clínica disse que espera o pronunciamento das autoridades para definir a condução do caso.
O Tribunal de Justiça, em nota, disse que, até agora, não houve comunicação oficial sobre a morte de Maria Eduarda. Ainda segundo o TJ-RJ, também não houve petição e a juíza tomou conhecimento do caso pela imprensa.
G1
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Polícia investiga morte de bebê de 6 meses em creche de SP
Um bebê de seis meses morreu na tarde de quinta-feira (31) após passar mal em uma creche da zona norte de São Paulo. O menino foi socorrido, mas já chegou com parada cardiorrespiratória ao Hospital 21 de Junho, na região de Pirituba.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a criança foi deixada na creche no período da manhã e, no decorrer do dia, teria passado mal. Há registro que o garoto tinha escoriações na região do nariz, mas ainda não foi confirmado o que teria provocado o hematoma.
A dona da creche afirmou à polícia que o local estava em reforma e em processo de regularização com a Prefeitura de São Paulo.
Ela foi detida, solta após pagamento de fiança e deve responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O nome da dona da creche não foi informado pela polícia.
Folha OnLine
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Suspeito de matar adolescente de 12 anos é preso no Vale do Rio Pardo
Marciele Freitas Pinheiro foi morta com 15 facadas no dia 17, quando ia para a escola
A Polícia Civil de Rio Pardo prendeu nesta quinta-feira um suspeito de matar a adolescente Marciele Freitas Pinheiro. Ele foi localizado depois que a investigação rastreou e localizou o telefone celular da vítima, roubado no dia do crime, e que estava com uma mulher que disse ter comprado o aparelho de um jovem de 22 anos.
Na casa desse jovem, no bairro Ramiz Galvão, em Rio Pardo, a polícia encontrou uma faca suja de sangue. O suspeito, que não estava em casa, foi localizado e preso por volta do meio-dia.
Segundo o delegado Anderson Faturi, o jovem prestou, ao longo da tarde, três depoimentos contraditórios. No primeiro, negou qualquer envolvimento com o assassinato e com o telefone celular. No segundo, disse ter comprado o aparelho de um usuário de drogas. E, no terceiro, acusou outra pessoa de cometer o assassinato, dando, segundo Faturi, detalhes que só poderiam ser conhecidos por alguém que estivesse na cena do crime.
O suspeito, que teve decretada prisão temporária de 30 dias, foi encaminhado ao presídio de Rio Pardo.
O corpo de Marciele foi encontrado em um matagal próximo à travessia que usava como atalho para chegar à escola onde cursava a 7ª série, no dia 17. Ela havia saído pela manhã para ir ao colégio e foi encontrada com a mochila nas costas.
O laudo da necropsia revelou que a adolescente foi atingida com 15 facadas entre a região do peito e o pescoço. Segundo o documento, a garota não sofreu outro tipo de agressão, não foi vítima de crime sexual nem entrou em luta corporal com o assassino. O caso causou comoção na comunidade de Rio Pardo.
Zero Hora
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Polícia encontra ossada em terreno de faculdade
Segundo Maria Aurélia Varella, corpos pertenciam ao laboratório de anatomia há 20 anos
A reitora da Universidade São Marcos, Maria Aurélia Varella, afirmou que os ossos encontrados no terreno da instituição de ensino na quinta-feira (31) eram de cadáveres usados para estudo. A polícia descobriu os restos mortais após uma denúncia anônima. Ao todo, foram localizados 15 crânios, quatro fetos e partes de corpos.
De acordo com a reitoria, os corpos pertenciam ao laboratório de anatomia da instituição há 20 anos, mas estavam contaminados por fungos por falta de manutenção, porque o local já havia sido desativado há dois anos. A reitora teria pedido que os ossos fossem enterrados em um cemitério, em abril deste ano.
...—Na minha concepção, enterro é em cemitério. Enterro em cemitério é pago. Alguém precisaria viabilizar a verba. Quem faz esta parte? Quem faz a parte administrativa. Quem é que faz isso? Em regra, a mantenedora. No caso da São Marcos, o representante legal dela, que é a intervenção judicial.
Só o Instituto de Criminalística poderá dizer há quanto tempo os ossos estavam ali. A polícia já ouviu o depoimento de cinco pessoas, entre elas, o zelador que teria enterrado os restos mortais. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) vai investigar se os corpos chegaram à universidade de forma lícita. O diretor do departamento, delegado Jorge Carrasco, quer saber quem deu a ordem para que as ossadas fossem enterradas no terreno da instituição de ensino.
—A investigação vai prosseguir para saber os responsáveis e como eles adquiriram esses corpos, se vieram em nível de universidade ou como esses corpos estavam lá para estudo.
Uma vizinha da universidade contou que vinha sentindo cheiro forte vindo da instituição, mas pensou que fosse o bueiro. Uma aluna da instituição, que estuda em uma sala em frente aonde os ossos foram enterrados ficou escandalizada com a história. Ela já não tem mais certeza se vai conseguir o diploma.
A Universidade São Marcos foi descredenciada pelo Ministério da Educação. A instituição contava com cerca de 1.300 alunos em São Paulo e 800 em Paulínia (no interior), e estava sob intervenção judicial e em processo de readequação às normas do ministério.
R7
20,9 milhões de pessoas no mundo são vítimas de trabalho forçado
3 em cada mil pessoas estão presas em empregos que lhes foram impostos por meio de coração ou de engano, diz estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Há hoje 20,9 milhões de pessoas no mundo vítimas de trabalho forçado. Ou seja, cerca de três em cada mil cidadãos estão presos em empregos que lhes foram impostos por meio de coação ou de engano. Nessas situações também podem ser incluídos o tráfico de seres humanos ou práticas análogas à escravidão. Os dados são de um estudo divulgado nesta sexta-feira (1º) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
"O tráfico de seres humanos também pode ser considerado trabalho forçado e, assim, essa estimativa capta o tráfico de seres humanos para exploração laboral e sexual ou o que alguns chamam de escravidão moderna", descreve o estudo. O último relatório da organização sobre o assunto havia sido divulgado em 2005.
Quem são os trabalhadores encontrados em situação de escravidão no Brasil
De acordo com o levantamento, o sexo feminino representa 55% (11,4 milhões) do total de trabalhadores forçados, enquanto o masculino soma 9,5 milhões (45%). Além disso, os adultos são mais afetados do que as crianças: 74% (15,4 milhões) das vítimas são maiores de 18 anos e 26% (5,5 milhões) estão abaixo dessa faixa etária.
Região
A região da Ásia e do Pacífico apresenta o número mais alto de trabalhadores forçados no mundo: 11,7 milhões (56%). Em seguida vem a África, com 3,7 milhões (18%), e a América Latina, com 1,8 milhão de vítimas (9%). Nos países da Europa Central e do Leste Europeu são registrados 1,6 milhão (7%) de pessoas trabalhando de forma forçada. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia há 1,5 milhão (7%), enquanto no Oriente Médio, o número de vítimas é estimado em 600 mil (3%).
Campo de trabalho
O estudo mostra ainda que 90% dos trabalhadores (18,7 milhões) são explorados na economia privada, por indivíduos ou empresas. Desses, 4,5 milhões (22%) são vítimas de exploração sexual forçada e 14,2 milhões (68%) são forçados em atividades econômicas como agricultura, construção civil, trabalho doméstico ou industrial.
Além disso, 2,2 milhões (10%) são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado – como nas penitenciárias, o que viola as normas da OIT – ou por forças armadas rebeldes ou exércitos nacionais.
Migração
O documento também aborda a migração. Há 9,1 milhões de vítimas (44%) que estão presas no trabalho forçado após um processo migratório, ou seja, um deslocamento dentro de seus países ou para o exterior. A maioria dessas pessoas, 11,8 milhões (56%), está submetida a trabalho forçado em seus países de origem ou residência.
"Os deslocamentos entre fronteiras estão estreitamente vinculados à exploração para fins sexuais. Em contrapartida, a maioria dos trabalhadores forçados em atividades econômicas e quase todos os que são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado não se afastaram de suas áreas de origem”, mostra o estudo.
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Curada de uma depressão que a fez perder 17 quilos
Como vidente de Chayene (Cláudia Abreu) em ‘Cheias de charme’ , atriz conta que teve um branco e esqueceu quem era na hora de gravar
RIO - Lady Francisco quase não cabe em si de tanta alegria. Após atravessar um período de sete anos de “vacas mais que magras” - como ela própria define - e enfrentar uma depressão profunda, a atriz está de volta à TV. No capítulo deste sábado de “Cheias de charme”, Lady aparece como um vidente que faz previsões para Chayene (Cláudia Abreu).
- Fiquei dois anos de cama, fui a 18 médicos, fiz 55 exames, mas ninguém sabia o que eu tinha e eu não queria tomar remédios. Cheguei a pesar 50 quilos (17 a menos que seu peso normal). Minha filha que mora nos Estados Unidos teve uma crise de choro quando me viu. Até que um dia bati forte no peito e falei: ‘Chega’. Comecei a dizer uma frase abençoada, ‘Maria, passa na frente’, e meu caminho foi ficando iluminado - festeja ela, aos 76 anos, que foi convidada para a novela pela diretora Denise Saraceni.
O dia da gravação, na quarta-feira passada, foi “glorioso”, ela revela. Ao chegar no Projac, conta que logo se deparou com uma árvore que plantou há 15 anos. Em seguida, ganhou uma recepção calorosa da equipe, principalmente de Cláudia Abreu, com quem trabalhou em “Barriga de aluguel”, em 1990.
- Claudinha me deu um abraço muito gostoso, fez a maior festa. Chorei de emoção ao vê-la - empolga-se Lady, acrescentando que se sentiu como uma estrela diante de tanto paparico.
Porém, na hora do “gravando”, Lady confessa que a emoção falou mais alto.
- Eu fiquei confusa, me deu um branco, não sabia quem eu era. Pedi desculpas a Denise - relembra.
Embora por enquanto seja de apenas um capítulo - “ uma formiguinha já falou que vou fazer mais cenas”- , a participação já rendeu frutos para a Lady. Ela já está envolvida com mais dois projetos: o primeiro é o longa “Ódio”, em que fará par romântico com Luciano Szafir. O segundo é o documentário “Nunca fui santa”, baseado em seu livro homônimo.
- Vou contar tudo. Sou muita verdadeira e não importa o que vão pensar de mim. Digo mesmo que não gosto de relação sexual e de beijo. Tem gosto de cuspe, você não acha? - indaga ela, que também não bebe, não fuma e não usa drogas: - Nunca fiz isso. Sou uma pessoa muito sadia. No momento tenho malhado.
Arrependida por ter negado papéis e ter permanecido tanto tempo longe da TV, Lady Francisco conta que a partir de agora os “nãos” estão proibidos em sua vida.
- O (Federico) Fellini me convidou para trabalhar com ele, mas não aceitei com medo de deixar meus animais sozinhos. A Denise, quando trabalhava na Manchete, me chamou para um papel ótimo, mas recusei porque estava com uma crise de hemorroida. Agora eu digo “sim” pra tudo. Prefiro me arrepender do que fiz.
O Globo
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
Estudo causa polêmica ao comparar Doença de Chagas à Aids
O artigo científico Doença de Chagas: A Nova HIV/Aids das Américas causou polêmica ao sugerir que o mal transmitido pelo inseto popularmente conhecido como barbeiro esteja em franca expansão no continente.
O estudo diz que a doença ameaça até os Estados Unidos, onde imigrantes latino-americanos seriam um dos potenciais focos de infecção.
Escrito por dez cientistas baseados nos EUA e no México, o artigo foi publicado no Journal of Neglected Tropical Diseases (focado em doenças tropicais negligenciadas por políticas de saúde pública) na última terça-feira.
Para os cientistas a situação da doença tropical no continente hoje em dia tem semelhanças com a epidemia de HIV registrada no início dos anos 1980. Falta de medicamentos, alto custo de tratamento (que se estende durante anos) e a transmissão por transfusão sanguínea seriam parecidos.
Também seria parecido o estigma em torno de grupos atingidos: pobres, agricultores e imigrantes, no caso da Doença de Chagas atualmente, e homossexuais, no caso da Aids há 30 anos.
O estudo destaca o fato de que em alguns países como Paraguai e Bolívia o estágio de controle e tratamento da doença continua sendo muito deficiente.
Leia: Clique No Brasil, 95% dos casos se concentram no Pará e Amapá
'Alarmismo'
Especialistas consultados pela BBC Brasil dizem que vários pontos da comparação não se aplicam a grande parte da região e que o cenário alarmante estaria restrito a países como México e Bolívia, onde a doença ainda não foi controlada.
João Carlos Pinto Dias, que já chefiou o Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas brasileiro e é membro do Comitê de Doenças Tropicais Neglicenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que o "trabalho é válido e provocador", embora hajam comparações "forçadas".
"São formas de chamar a atenção para algo geralmente muito negligenciado", diz o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, que tem mais de 220 artigos científicos e sete livros publicados sobre o assunto.
Pinto Dias diz que é a comparação é "forçada" sobretudo por se referir aos anos iniciais da epidemia do HIV, quando a contaminação aumentava de forma exponencial. "No caso da doença de Chagas estamos longe disso. Não se trata de um momento de expansão".
Ele acrescenta que o Brasil está numa situação "bastante confortável", com uma diminuição drástica do contágio. "Nos anos 1970 tínhamos mais de 100 mil novos casos por ano. Hoje temos entre 150 e 200 novas contaminações anuais".
Em toda a América Latina são atualmente 8 a 9 milhões de infectados e no Brasil cerca de 2 milhões. Nos Estados Unidos vivem cerca de 300 mil pessoas com o mal de Chagas, em sua maioria imigrantes latino-americanos vindos de regiões mais pobres.
Bolívia e México
O especialista explica que países como Brasil, Chile, Uruguai e partes da Argentina encontram-se em situação avançada de controle da doença. Outros como Colômbia, Equador, Honduras e Peru estão em estágio intermediário.
A situação descrita pelo estudo americano, de descontrole sobre as transfusões sanguíneas, falta de medicamentos e de políticas públicas e aumento dos casos, no entanto, se aplica à Bolívia e ao México.
"No caso boliviano, no final dos anos 1990 o governo obteve recursos do Banco Mundial e montou uma equipe ótima, mas com o passar dos anos as administrações subsequentes abandonaram o programa nacional", diz Pinto Dias.
"No México, desde 1949 cientistas e pesquisadores de renome vêm alertando o governo sobre a necessidade de se montar um programa consistente para conter a doença. Uma histórica falta de vontade política, no entanto, fez com que o país jamais montasse ações públicas para conter o problema", acrescenta.
O artigo americano aponta ainda o Paraguai como um dos países onde o combate à doença é deficiente, sobretudo pela falta do medicamento que pode levar à cura nos três primeiros meses após o contágio.
'Doença rara'
Para João Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o mal de Chagas já é considerado "doença rara" no Brasil.
"O que falta é a alguns países é alcançar o que o Brasil já fez. Precisam acelerar o processo de eliminação da transmissão vetorial e depois pela transmissão de sangue", disse em entrevista à BBC Brasil.
Barbosa diz que o contágio vetorial (por diferentes espécies do inseto barbeiro) foi considerado oficialmente eliminado no Brasil pela OMS em 2006.
Quanto às contaminações por transfusão sanguínea e congênita, de mãe para filho, os especialistas apontam para a idade média de 35 a 40 anos entre as mulheres, fora de idade fértil, e para um controle em bancos de sangue há mais de 20 anos, o que coloca o Brasil em posição confortável.
No país a principal forma de contágio atualmente é pela via oral, quando o barbeiro ou suas fezes contendo o parasita são moídas junto a sucos e alimentos.
Doença de Chagas
A doença foi descoberta em 1909 pelo médico brasileiro Carlos Chagas. Causada por um parasita transmitido pelo inseto barbeiro (Trypanosoma cruzi e suas variações), pode ser letal mas apresenta grande taxa de cura se tratada nos três meses seguintes à contaminação.
Embora muito rara, há uma variação da doença que pode ser fatal pouco tempo após o contágio.
Atualmente entre 60% e 70% das pessoas infectadas pelo parasita vivem em média de 65 a 70 anos. Na década de 1970 a expectativa de vida era de 30 a 40 anos.
Entre 70% e 80% dos infectados tratados não desenvolvem problemas causados pelo mal de Chagas, mas de 20% a 30% podem desenvolver doenças cardíacas e intestinais. Deste segundo grupo, até 20% podem ter morte súbita devido ao inchaço exacerbado do coração ou intestinos.
A eliminação total do parasita é praticamente impossível para os infectados. Medicamentos existentes só conseguem obter a cura se administrados até três meses após o contágio. Pacientes mais jovens têm mais chances de sucesso.
BBC Brasil
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