Um relatório da ONU afirma que o Brasil deixa de acrescentar US$ 3,5 bilhões (mais de R$ 7 bilhões) à sua riqueza nacional por ano devido à gravidez de milhares de adolescentes.
O documento "O Estado da População Mundial 2013", do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), divulgado nesta quarta-feira, analisa a situação de jovens que dão à luz.
A cada ano, 7,3 milhões de meninas com menos de 18 anos têm filhos em países em desenvolvimento. Destas, 2 milhões têm menos de 14 anos. O texto enfatiza os problemas que isso causa na vida das jovens, com consequências na sua saúde, educação e direitos humanos.
"Em geral, a sociedade culpa as meninas por engravidarem", diz o diretor-executivo da UNFPA, Babatunde Osotimehin. "A realidade é que a gravidez adolescente costuma ser não o resultado de uma escolha deliberada, mas sim a ausência de escolhas, bem como circunstâncias que estão fora do controle da menina. É consequência de pouco ou nenhum acesso a escola, emprego, informação e saúde."
O relatório também fala que as economias nacionais sofrem com as consequências da gravidez considerada precoce.
Riquezas não geradasCitando um estudo feito em 2011 para o Banco Mundial pelos pesquisadores Jad Chaaban e Wendy Cunningham, o UNFPA tenta estimar quanta riqueza países como Quênia, Índia e Brasil deixam de acrescentar às suas economias, dado que as meninas que ficaram grávidas poderiam estar trabalhando e gerando renda.
"O Brasil teria maior produtividade – de mais de US$ 3,5 bilhões – caso meninas adolescentes retardassem sua gravidez até os 20 e poucos anos", diz o documento.
No caso da Índia, esse "ganho" seria de até US$ 7,7 bilhões. No Quênia, a receita "não gerada" é equivalente a todos os ganhos da indústria da construção civil. E, em Uganda, equivale a um terço do PIB do país.
O relatório também afirma que muitas meninas ficam grávidas quando estão no ensino secundário, e acabam abandonando a escola. Isso faz com que o investimento feito pelos países na sua educação primária acabe sendo desperdiçado, já que elas não dão sequência aos seus estudos.
O estudo do Banco Mundial ressalta que, além dos custos econômicos, há também problemas sociais: filhos de mães precoces costumam ter desempenho escolar mais baixo.
O relatório faz ainda algumas considerações sobre os programas de natalidade do Brasil.
"O Brasil é um dos países que avançou para aumentar o acesso a meninas grávidas a tratamentos pré-natal, natal e pós-natal", diz o UNFPA, citando o Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) como um "centro de referência para gravidez de alto risco na Bahia".
O Iperba tem tratamento especializado para mães adolescentes, que representam 23% do total de suas pacientes.
BBC Brasil
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sábado, 2 de novembro de 2013
Seminário reúne 500 jovens para debater violência infantojuvenil
Autonomia, realização, superação. Incentivar esses fatores é o objetivo na reunião de 500 jovens vítimas de violência sexual, em Brasília, para trocar suas experiências no 4º Seminário Nacional ViraVida, entre 31 de outubro e 2 de novembro. No primeiro dia, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, assinou o decreto que adota o projeto ViraVida como um programa oficial de políticas públicas do governo distrital, tornando-se piloto para atingir também outros estados.
Com o tema “Poder Jovem – Inovar e Transformar”, o evento pretende mostrar como educação e capacitação profissional podem transformar a vida e resgatar a cidadania dos jovens vítimas de violência. “Esse é um resgaste de vida, não só de autoestima. Esses jovens têm talento, inteligência, precisam apenas de oportunidade para mostrar capacidades”, conta o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, ao Promenino. “Eles não vem para o seminário apenas para ouvir palestras sobre experiências, mas sim também mostrar o seu poder”.
Cerca de três mil crianças de escolas públicas do Distrito Federal, além de representantes de instituições públicas, privadas e ONGs, poderão participar das oficinas, palestras e debates sobre questões ligadas à juventude até sábado, relacionando cuidados com a saúde, sexualidade, redes sociais, emprego e empreendedorismo, no seminário.
“Esses jovens mostram diariamente sua autonomia. Temos um jovem que participa do projeto que se tornou professor em mecatrônica, por exemplo. Por isso a troca de experiências como pilar para mostrar que há caminhos de superação”, ressalta Meneguelli.
Durante o seminário, os participantes do projeto escreverão a Carta da Juventude ViraVida, manifesto que expõe os desejos dos participantes por uma sociedade mais justa, democrática e sustentável. O documento será entregue à presidenta Dilma Rousseff.
ViraVida
O 4º Seminário Nacional ViraVida faz parte do projeto ViraVida, criado em 2008, pelo Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), que atende jovens com idade entre 16 e 21 anos, de baixa renda e com histórico de violência sexual. Durante um ano, o projeto prepara os beneficiados para o mercado de trabalho, oferecendo cursos técnicos profissionalizantes e educação básica, além de atendimento psicossocial, médico e odontológico. Atualmente, o programa está presente em 23 cidades, de 19 estados brasileiros e já atendeu mais de 3,7 mil jovens.
promenino
Com o tema “Poder Jovem – Inovar e Transformar”, o evento pretende mostrar como educação e capacitação profissional podem transformar a vida e resgatar a cidadania dos jovens vítimas de violência. “Esse é um resgaste de vida, não só de autoestima. Esses jovens têm talento, inteligência, precisam apenas de oportunidade para mostrar capacidades”, conta o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, ao Promenino. “Eles não vem para o seminário apenas para ouvir palestras sobre experiências, mas sim também mostrar o seu poder”.
Cerca de três mil crianças de escolas públicas do Distrito Federal, além de representantes de instituições públicas, privadas e ONGs, poderão participar das oficinas, palestras e debates sobre questões ligadas à juventude até sábado, relacionando cuidados com a saúde, sexualidade, redes sociais, emprego e empreendedorismo, no seminário.
“Esses jovens mostram diariamente sua autonomia. Temos um jovem que participa do projeto que se tornou professor em mecatrônica, por exemplo. Por isso a troca de experiências como pilar para mostrar que há caminhos de superação”, ressalta Meneguelli.
Durante o seminário, os participantes do projeto escreverão a Carta da Juventude ViraVida, manifesto que expõe os desejos dos participantes por uma sociedade mais justa, democrática e sustentável. O documento será entregue à presidenta Dilma Rousseff.
ViraVida
O 4º Seminário Nacional ViraVida faz parte do projeto ViraVida, criado em 2008, pelo Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), que atende jovens com idade entre 16 e 21 anos, de baixa renda e com histórico de violência sexual. Durante um ano, o projeto prepara os beneficiados para o mercado de trabalho, oferecendo cursos técnicos profissionalizantes e educação básica, além de atendimento psicossocial, médico e odontológico. Atualmente, o programa está presente em 23 cidades, de 19 estados brasileiros e já atendeu mais de 3,7 mil jovens.
promenino
Pais escrevem cartas para filhos mortos em tragédias
Adherbal Ferreira perdeu a filha, de 22 anos, na tragédia de Santa Maria (RS)
O pai de Jennefer Ferreira, 22 anos, morta no incêndio na boate Kiss, e a mãe de Caroline Lee, assassinada em um assalto em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, escreveram, a pedido do R7, uma carta para os filhos. Eles relataram a saudade, uma dor e um amor que não terão mais fim.
Adherbal Ferreira fundou a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria como uma tentativa de cobrar Justiça após o incêndio que deixou 242 mortos no dia 27 de janeiro deste ano. Ele perdeu Jennefer Ferreira, 22 anos. Em sua carta, ele diz que ainda lembra de pequenos detalhes da filha, como o perfume.
“Querida filha sua falta é enorme, nunca imaginei estar separado assim. Para mim, sua viagem está demorando, não vejo a hora de lhe encontrar. Aqui estou tomando a frente de assuntos relacionados a uma tragédia infeliz. Apesar de dizerem que são 242 jovens, ainda não acredito que você estava lá, minha cabeça está bloqueada para isso.
No máximo quero, devo, preciso, acreditar que você está morando com Deus. Também creio que estás bem e aí é lindo. Seu quarto ainda intacto. As vezes para matar a saudade eu durmo em sua cama, também seu irmão. Ah.. não se preocupe, deixamos tudo arrumadinho, sua mãe sente muito sua falta. Ela fala todos os dias como você era destemida, dirigia muito bem, levava ela ao mercado... Ahhhh guria que falta, queria que voltasse logo. Nunca me afastei de você, é pior assim. Pergunto a Deus por que, mas não ouço resposta. Hoje enfrento o mundo atrás da justiça, pessoas são contra nós, e outros pais, não conseguimos entender, pois eles têm os filhos perto, ali na frente, tocam neles, abraçam, beijam e brigam, o que será que lhes faltam... Será FÉ...?
Filha se vocês estão aí, se isso é verdade, deve haver uma razão, gostaria muito de saber. Eu estou me esforçando para entender. Ainda bem que tenho muita FÉ e acredito infinitamente em Deus e sei que ele é um paizão para vocês e muito melhor que eu, também aprendi que, Ostra feliz não produz pérola, sim ela precisa se irritar e transformar daí produz uma linda pérola. Mas diga a Deus que eu estou aqui à sua disposição para o que der e vier, fico no aguardo de respostas. Filha sua família aqui te ama muito.... Mas muito mesmo. Em breve nos encontraremos. Bem, fico no aguardo de Deus. Beijos e abraços de todos nós EU TE AMO DEMAIS”.
Caroline Lee, de 15 anos, foi morta no dia 21 de outubro de 2012, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. A estudante e o namorado dela voltavam a pé de uma festa quando foram abordados por dois dos criminosos na rua Piauí. Um terceiro bandido armado participou da ação. Eles tentaram levar a bolsa de Carolina, porém, ela reagiu e levou dois tiros. Marcos Vinícios Correia Gomes, de 19 anos, Alex Rodrigues Venâncio, de 18, e Claudinei Avelino Modesto, de 18, foram condenados a 33 anos de prisão pelo crime. A mãe de Coroline, Maria Lee, afirma que é difícil escapar da culpa pelo o que ocorreu.
“A Caroline tinha perdido o pai há sete anos. Ela tinha nove anos. Era muito inteligente. Fazia tudo, corria atrás de tudo, violão, inglês, escola. Tinha um lindo futuro. Eu confiava demais nela e me culpo por não ter impedido que ela namorasse. Ele que a convidou para ir a uma festa e decidiu voltar para a casa tarde da noite. Eu não estou falando que ele é culpado, mas ela tinha apenas 15 anos e ele 24. Foram irresponsáveis. Eu vivo uma angustia sem fim porque sei que ela não vai voltar. Fui levar rosas no túmulo dela com o namorado quando fez um ano. Quando eu saí, senti que ela me deu tchau, se despediu.
Filha, você me deixou numa situação muito difícil. Me dê forças de onde você está porque aqui está sendo muito difícil. Você me abandonou. Quem perde um filho sente uma dor que não passa e sei que milhares de pessoas vivem isso. Hoje eu só tenho um filho. Ele me fala que não tem vontade de viver porque perdeu o pai, a irmã e agora só tem eu, que apenas sobrevivo.
Sou recepcionista e sempre trabalhei muito para deixar um bom futuro. Onde ela esteja, eu só quero que você esteja bem e feliz. Vendo as estrelas caírem, como você sempre falava. Sua mãe está triste e sofrendo, mas tento ter força para que vocês não me vejam triste. Espero que esteja em um bom lugar com o seu pai. Com muita luz. Eu te amo”.
R7
O pai de Jennefer Ferreira, 22 anos, morta no incêndio na boate Kiss, e a mãe de Caroline Lee, assassinada em um assalto em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, escreveram, a pedido do R7, uma carta para os filhos. Eles relataram a saudade, uma dor e um amor que não terão mais fim.
Adherbal Ferreira fundou a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia em Santa Maria como uma tentativa de cobrar Justiça após o incêndio que deixou 242 mortos no dia 27 de janeiro deste ano. Ele perdeu Jennefer Ferreira, 22 anos. Em sua carta, ele diz que ainda lembra de pequenos detalhes da filha, como o perfume.
“Querida filha sua falta é enorme, nunca imaginei estar separado assim. Para mim, sua viagem está demorando, não vejo a hora de lhe encontrar. Aqui estou tomando a frente de assuntos relacionados a uma tragédia infeliz. Apesar de dizerem que são 242 jovens, ainda não acredito que você estava lá, minha cabeça está bloqueada para isso.
No máximo quero, devo, preciso, acreditar que você está morando com Deus. Também creio que estás bem e aí é lindo. Seu quarto ainda intacto. As vezes para matar a saudade eu durmo em sua cama, também seu irmão. Ah.. não se preocupe, deixamos tudo arrumadinho, sua mãe sente muito sua falta. Ela fala todos os dias como você era destemida, dirigia muito bem, levava ela ao mercado... Ahhhh guria que falta, queria que voltasse logo. Nunca me afastei de você, é pior assim. Pergunto a Deus por que, mas não ouço resposta. Hoje enfrento o mundo atrás da justiça, pessoas são contra nós, e outros pais, não conseguimos entender, pois eles têm os filhos perto, ali na frente, tocam neles, abraçam, beijam e brigam, o que será que lhes faltam... Será FÉ...?
Filha se vocês estão aí, se isso é verdade, deve haver uma razão, gostaria muito de saber. Eu estou me esforçando para entender. Ainda bem que tenho muita FÉ e acredito infinitamente em Deus e sei que ele é um paizão para vocês e muito melhor que eu, também aprendi que, Ostra feliz não produz pérola, sim ela precisa se irritar e transformar daí produz uma linda pérola. Mas diga a Deus que eu estou aqui à sua disposição para o que der e vier, fico no aguardo de respostas. Filha sua família aqui te ama muito.... Mas muito mesmo. Em breve nos encontraremos. Bem, fico no aguardo de Deus. Beijos e abraços de todos nós EU TE AMO DEMAIS”.
Caroline Lee, de 15 anos, foi morta no dia 21 de outubro de 2012, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. A estudante e o namorado dela voltavam a pé de uma festa quando foram abordados por dois dos criminosos na rua Piauí. Um terceiro bandido armado participou da ação. Eles tentaram levar a bolsa de Carolina, porém, ela reagiu e levou dois tiros. Marcos Vinícios Correia Gomes, de 19 anos, Alex Rodrigues Venâncio, de 18, e Claudinei Avelino Modesto, de 18, foram condenados a 33 anos de prisão pelo crime. A mãe de Coroline, Maria Lee, afirma que é difícil escapar da culpa pelo o que ocorreu.
“A Caroline tinha perdido o pai há sete anos. Ela tinha nove anos. Era muito inteligente. Fazia tudo, corria atrás de tudo, violão, inglês, escola. Tinha um lindo futuro. Eu confiava demais nela e me culpo por não ter impedido que ela namorasse. Ele que a convidou para ir a uma festa e decidiu voltar para a casa tarde da noite. Eu não estou falando que ele é culpado, mas ela tinha apenas 15 anos e ele 24. Foram irresponsáveis. Eu vivo uma angustia sem fim porque sei que ela não vai voltar. Fui levar rosas no túmulo dela com o namorado quando fez um ano. Quando eu saí, senti que ela me deu tchau, se despediu.
Filha, você me deixou numa situação muito difícil. Me dê forças de onde você está porque aqui está sendo muito difícil. Você me abandonou. Quem perde um filho sente uma dor que não passa e sei que milhares de pessoas vivem isso. Hoje eu só tenho um filho. Ele me fala que não tem vontade de viver porque perdeu o pai, a irmã e agora só tem eu, que apenas sobrevivo.
Sou recepcionista e sempre trabalhei muito para deixar um bom futuro. Onde ela esteja, eu só quero que você esteja bem e feliz. Vendo as estrelas caírem, como você sempre falava. Sua mãe está triste e sofrendo, mas tento ter força para que vocês não me vejam triste. Espero que esteja em um bom lugar com o seu pai. Com muita luz. Eu te amo”.
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'Eles atiravam como loucos', relata sobrevivente de tiroteio em Bangu, RJ
Maria José da Silveira foi atingida por estilhaços na perna, nariz e abdômen.
Criança e PM morreram após tiroteio iniciado dentro do Fórum de Bangu.
Muito abalada e emocionada, a camareira Maria José da Silveira, que foi atingida por estilhaços de balas durante uma tentativa de resgate de presos, no Fórum de Bangu, na Zona Oeste do Rio, na quinta-feira (31), contou como foi a ação dos criminosos, conforme mostrou o RJTV deste sábado (2). "Eu estava sentada na frente e aí o ônibus parou no sinal e eu vi aqueles dois homens saindo do carro, puxando aquela arma grandona e atirando que nem uns loucos", relatou.
A camareira, que foi atingida por estilhaços de bala no abdômen, na perna e no nariz, disse que está abalada e com medo. “Foi muito tiro. Eu não sei que mundo é esse. Eu agradeço a Deus pela minha vida", concluiu.
Durante a ação, Kayo da Silva Costa e o terceiro sargento Alexandre Rodrigues de Oliveira, de 40 anos, morreram após uma tentativa de resgate dos presos. Além de Maria José, outro PM também ficou ferido durante a troca de tiros. Eduardo Gonçalves dos Santos seguia internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Ele foi operado e seu quadro de saúde ainda inspira cuidados.
Homenagem
Na manhã deste sábado (2), amigos e familiares de Kayo fizeram uma homenagem ao menino durante um protesto em Bangu. Ele era jogador da escolinha do clube do bairro. Juamir Farias do Rosário, avô da vítima, declarou que o que aconteceu à sua família "parece um pesadelo". "É entregar nas mão de Deus. Ele era um menino alegre, cheio de sonhos. Está muito difícil para a família. Parece um pesadelo", desabafou.
Os corpos de Kayo e Alexandre foram enterrados na sexta-feira (1º). Além de colegas do futsal do menino, também foram ao enterro colegas da turma da terceira série da Escola Municipal Bangu.
Nove presos
Policiais militares do 14º BPM (Bangu), com o apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), realizaram uma operação na manhã de sexta-feira (1º) nas favelas Vila Vintém, Curral das Éguas, Minha Deusa e Sete Sete, todas na Zona Oeste do Rio, para prender os responsáveis pelo crime. Nove pessoas foram presas.
G1
Criança e PM morreram após tiroteio iniciado dentro do Fórum de Bangu.
Muito abalada e emocionada, a camareira Maria José da Silveira, que foi atingida por estilhaços de balas durante uma tentativa de resgate de presos, no Fórum de Bangu, na Zona Oeste do Rio, na quinta-feira (31), contou como foi a ação dos criminosos, conforme mostrou o RJTV deste sábado (2). "Eu estava sentada na frente e aí o ônibus parou no sinal e eu vi aqueles dois homens saindo do carro, puxando aquela arma grandona e atirando que nem uns loucos", relatou.
A camareira, que foi atingida por estilhaços de bala no abdômen, na perna e no nariz, disse que está abalada e com medo. “Foi muito tiro. Eu não sei que mundo é esse. Eu agradeço a Deus pela minha vida", concluiu.
Durante a ação, Kayo da Silva Costa e o terceiro sargento Alexandre Rodrigues de Oliveira, de 40 anos, morreram após uma tentativa de resgate dos presos. Além de Maria José, outro PM também ficou ferido durante a troca de tiros. Eduardo Gonçalves dos Santos seguia internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Ele foi operado e seu quadro de saúde ainda inspira cuidados.
Homenagem
Na manhã deste sábado (2), amigos e familiares de Kayo fizeram uma homenagem ao menino durante um protesto em Bangu. Ele era jogador da escolinha do clube do bairro. Juamir Farias do Rosário, avô da vítima, declarou que o que aconteceu à sua família "parece um pesadelo". "É entregar nas mão de Deus. Ele era um menino alegre, cheio de sonhos. Está muito difícil para a família. Parece um pesadelo", desabafou.
Os corpos de Kayo e Alexandre foram enterrados na sexta-feira (1º). Além de colegas do futsal do menino, também foram ao enterro colegas da turma da terceira série da Escola Municipal Bangu.
Nove presos
Policiais militares do 14º BPM (Bangu), com o apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), realizaram uma operação na manhã de sexta-feira (1º) nas favelas Vila Vintém, Curral das Éguas, Minha Deusa e Sete Sete, todas na Zona Oeste do Rio, para prender os responsáveis pelo crime. Nove pessoas foram presas.
G1
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
REALIZATTO - Bagagens
Às 19:00 hs do dia 17.10.2013, hospedei-me no Kubitscheck Plaza Hotel, apenas para dormir, pois havia passado o dia inteiro agravando o que nem merece agravo.
No dia seguinte, sexta feira, fui informada para retirar todos os meus pertences do apartamento onde estava, pois o hotel estaria lotado.
Como ainda havia tarefas a serem cumpridas em Brasília-DF, só consegui voltar ao hotel às 19:00 horas do dia 18.10.2013.
Retirei minhas duas malas, impressoras, caixas com documentos de trabalho, agendas pastas e documentos comprovantes de pagamentos efetuados.
Quando fui pagar a conta, informaram que não aceitariam cheque, sem nem terem consultado o cheque, e que se eu não fizesse o pagamento em dinheiro ou cartão de crédito, os gerentes desse hotel se apossariam de todos os meus bens, inclusive documentos de trabalho, agendas, jóias, dinheiro, tudo que estivesse em meu poder naquele momento.
Os gerentes do hotel Kubitsheck Plaza foram instados a emitirem um boleto para que eu pudesse efetuar o pagamento, ou informarem a conta bancária do hotel para depósito, mas se negaram a fornecer qualquer dessas opções de pagamento. Perguntados sobre o CNPJ do hotel, também se negaram a responder.
Para completar, depois de se apoderarem de todos os meus bens, dizendo que eu poderia sair apenas com a bolsa e a identidade, formaram que chamaram a viatura da polícia militar para me conduzir até o 5o. DP de Brasília-DF.
Na delegacia, o escrivão de polícia informou que estava fazendo um Termo Circunstanciado, ao qual eu não tive acesso para ler de qual crime estaria sendo acusada. E, esse escrivão de polícia, ao ser indagado por mim sobre qual delito estava indiciada, respondeu: "outras fraudes"
Não pude ler o Termo Circunstanciado, e fui obrigada a assinar uma cientificação de comparecimento em juízo. Aliás, foi dito que eu me desse por satisfeita de não estar sendo presa.
Ao final, o escrivão da polícia civil, me disse que os meus bens podem não valer nada, pois depende do juíz, a avaliação. Quer dizer: ele, escrivão de polícia sequer cogita a possibilidade de pagamento da dívida. Dá como favas contadas, a apropriação de duas impressoras, jóias, livros e documentos de terceiros, que talvez sejam vendidos a bandidos dos mesmo sistema.
E, mais os dois gerentes do Kubitsheck Plaza, apesar de estarem acusando uma pessoa, não se sabe bem de que, sequer assinaram o tal Termo Circunstanciado, que em síntese tomou lugar do que deveria ser um BO.
Como é sabido, não existe lei que dê amparo à apropriação de todos os bens do hóspede que não paga a conta. O hotel pode penhorar bens até o valor do débito, tornando-se responsável por estes bens.
Pior que isso, é terem vendido o mesmo hotel, ao meu melhor amigo, e depois terem roubado o contrato de compra e venda dentro do mesmo hotel, usando a mesma artimanha, deixaram-no apenas com a roupa do corpo.
É a terra sem lei, como num "far west" . Esta é a capital federal.
Lá, também estou tentando receber um valor depositado em juízo em meu nome, mas que a cada instante e dilapidado, inclusive com subtração dos juros de mora. PODE? Fui levada no carro de polícia porque não tinha dinheiro em espécie para pagar a conta do hotel, mas não me pagam o que me devem. Constrangimento ilegal e apropriação indébita (que são crimes previstos no Código Penal).
Este é o cenário do Estado de Direito no Brasil.
Postado por Fátima Leme no REALIZATTO em 10/27/2013 12:36:00 PM
No dia seguinte, sexta feira, fui informada para retirar todos os meus pertences do apartamento onde estava, pois o hotel estaria lotado.
Como ainda havia tarefas a serem cumpridas em Brasília-DF, só consegui voltar ao hotel às 19:00 horas do dia 18.10.2013.
Retirei minhas duas malas, impressoras, caixas com documentos de trabalho, agendas pastas e documentos comprovantes de pagamentos efetuados.
Quando fui pagar a conta, informaram que não aceitariam cheque, sem nem terem consultado o cheque, e que se eu não fizesse o pagamento em dinheiro ou cartão de crédito, os gerentes desse hotel se apossariam de todos os meus bens, inclusive documentos de trabalho, agendas, jóias, dinheiro, tudo que estivesse em meu poder naquele momento.
Os gerentes do hotel Kubitsheck Plaza foram instados a emitirem um boleto para que eu pudesse efetuar o pagamento, ou informarem a conta bancária do hotel para depósito, mas se negaram a fornecer qualquer dessas opções de pagamento. Perguntados sobre o CNPJ do hotel, também se negaram a responder.
Para completar, depois de se apoderarem de todos os meus bens, dizendo que eu poderia sair apenas com a bolsa e a identidade, formaram que chamaram a viatura da polícia militar para me conduzir até o 5o. DP de Brasília-DF.
Na delegacia, o escrivão de polícia informou que estava fazendo um Termo Circunstanciado, ao qual eu não tive acesso para ler de qual crime estaria sendo acusada. E, esse escrivão de polícia, ao ser indagado por mim sobre qual delito estava indiciada, respondeu: "outras fraudes"
Não pude ler o Termo Circunstanciado, e fui obrigada a assinar uma cientificação de comparecimento em juízo. Aliás, foi dito que eu me desse por satisfeita de não estar sendo presa.
Ao final, o escrivão da polícia civil, me disse que os meus bens podem não valer nada, pois depende do juíz, a avaliação. Quer dizer: ele, escrivão de polícia sequer cogita a possibilidade de pagamento da dívida. Dá como favas contadas, a apropriação de duas impressoras, jóias, livros e documentos de terceiros, que talvez sejam vendidos a bandidos dos mesmo sistema.
E, mais os dois gerentes do Kubitsheck Plaza, apesar de estarem acusando uma pessoa, não se sabe bem de que, sequer assinaram o tal Termo Circunstanciado, que em síntese tomou lugar do que deveria ser um BO.
Como é sabido, não existe lei que dê amparo à apropriação de todos os bens do hóspede que não paga a conta. O hotel pode penhorar bens até o valor do débito, tornando-se responsável por estes bens.
Pior que isso, é terem vendido o mesmo hotel, ao meu melhor amigo, e depois terem roubado o contrato de compra e venda dentro do mesmo hotel, usando a mesma artimanha, deixaram-no apenas com a roupa do corpo.
É a terra sem lei, como num "far west" . Esta é a capital federal.
Lá, também estou tentando receber um valor depositado em juízo em meu nome, mas que a cada instante e dilapidado, inclusive com subtração dos juros de mora. PODE? Fui levada no carro de polícia porque não tinha dinheiro em espécie para pagar a conta do hotel, mas não me pagam o que me devem. Constrangimento ilegal e apropriação indébita (que são crimes previstos no Código Penal).
Este é o cenário do Estado de Direito no Brasil.
Postado por Fátima Leme no REALIZATTO em 10/27/2013 12:36:00 PM
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Medo e falta de estrutura afastam 70% das crianças nas escolas na República Centro-Africana desde 2012
Cerca de 65% das escolas foram saqueadas, ocupadas ou danificadas por balas ou bombas na República Centro-Africana (RCA). Sete em cada 10 alunos do ensino básico ainda não voltaram para a escola desde que o conflito começou, dezembro de 2012. É o que revela uma recente pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), realizada em agosto em 11 das 17 províncias do país.
Para o representante do UNICEF na RCA, Souleymane Diabaté, a escola deveria ser um espaço seguro para o ensino e a aprendizagem. “Em algumas áreas não há mais nada. Sem professores, mesas, livros, como uma criança pode aprender?”.
Quatro em cada cinco pessoas disseram que o medo da violência é a principal razão dos alunos para não voltar à escola. Quase metade das escolas permanecem fechadas e os alunos perderam uma média de seis meses de estudo.
Assolado por décadas de instabilidade e conflito, o país assistiu a uma retomada da violência em dezembro de 2012, quando a coalizão rebelde Seleka realizou uma série de ataques. Foi alcançado um acordo de paz em janeiro de 2013, mas os rebeldes tomaram a capital Bangui em março, forçando o presidente François Bozizé a fugir.
O governo atual – de transição – está encarregado de restaurar a lei e a ordem e abrir caminho para eleições democráticas. No entanto, os confrontos armados no nordeste do país têm aumentado desde o início de agosto, com o país enfrentando uma terrível situação humanitária que afeta toda a população de cerca de 4,6 milhões.
O Unicef informou que cerca de 25 mil crianças afetadas pelos conflitos estão no momento se preparando para os exames finais deste ano, com 40 mil outras crianças se preparando para voltar às aulas nas próximas semanas.
A crise já deslocou mais de 394 mil pessoas dentro do país e outras 64 mil pessoas para países vizinhos. A insegurança persistente, a ausência do Estado de Direito e os ataques contra o pessoal humanitário continuam a impedir a assistência às pessoas em necessidade.
promenino
Para o representante do UNICEF na RCA, Souleymane Diabaté, a escola deveria ser um espaço seguro para o ensino e a aprendizagem. “Em algumas áreas não há mais nada. Sem professores, mesas, livros, como uma criança pode aprender?”.
Quatro em cada cinco pessoas disseram que o medo da violência é a principal razão dos alunos para não voltar à escola. Quase metade das escolas permanecem fechadas e os alunos perderam uma média de seis meses de estudo.
Assolado por décadas de instabilidade e conflito, o país assistiu a uma retomada da violência em dezembro de 2012, quando a coalizão rebelde Seleka realizou uma série de ataques. Foi alcançado um acordo de paz em janeiro de 2013, mas os rebeldes tomaram a capital Bangui em março, forçando o presidente François Bozizé a fugir.
O governo atual – de transição – está encarregado de restaurar a lei e a ordem e abrir caminho para eleições democráticas. No entanto, os confrontos armados no nordeste do país têm aumentado desde o início de agosto, com o país enfrentando uma terrível situação humanitária que afeta toda a população de cerca de 4,6 milhões.
O Unicef informou que cerca de 25 mil crianças afetadas pelos conflitos estão no momento se preparando para os exames finais deste ano, com 40 mil outras crianças se preparando para voltar às aulas nas próximas semanas.
A crise já deslocou mais de 394 mil pessoas dentro do país e outras 64 mil pessoas para países vizinhos. A insegurança persistente, a ausência do Estado de Direito e os ataques contra o pessoal humanitário continuam a impedir a assistência às pessoas em necessidade.
promenino
Criança sofre com síndrome rara que inibe produção de sangue
Desde o nascimento, Isabela, de apenas 5 anos, luta para ter uma vida nornal. O problema é que a garota sofre com uma síndrome rara, que inibe a produção de sangue. Com apenas 50 dias de vida, Isabela já teve que ser submetida a primeira transfusão de sangue. Acompanhe a reportagem de Lorena Coutinho.
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Parabéns, mamãe! Simony da à luz o quarto filho
Cantora esteve na sala da parto de uma maternidade de São Paulo ao lado do namorado, Patrick Silva
Dois dias depois de ter dado entrada na maternidade, em São Paulo, Simony deu à luz sua quarto ao quarto filho, Anthony, às 18h40 de sexta-feira (25). Durante o nascimento, a cantora esteve acompanhada do namorado e pai do bebê, Patrick Silva. A criança nasceu com 3,455 quilos, de acordo com a assessoria de imprensa da maternidade.
Momentos antes, a apresentadora Sônia Abrão havia compartilhado fotos do trabalho de parto no Instagram. Em uma das imagens, o filho mais velho, Ryan, aparece ao lado da mãe. "Deu tudo certo e a mãe passa bem. Ele [o pai] esteve acompanhando dentro da sala de parto. Os filhos assistiram do lado de fora", disse a assessora do hospital. "Os familiares conseguem acompanhar parte do parto. A previsão é que ela saia na segunda-feira (25) antes do almoço, mas é só a médica que pode dar certeza. Só fica mais tempo no hospital tiver alguma complicação, mas, pelo jeito, isso não vai ser necessário."
Em conversa com QUEM, Patrick Silva falou sobre a alegria do nascimento do filho e disse com quem o bebê se parece. "Comigo. Boca e nariz são bem parecidos", contou o pai babão. "Os irmãos mais velhos ficaram maravilhados assim que viram o bebê. Eles estão bem felizes", disse ele, que não escondeu a euforia pela chegada do primeiro filho. "Ser mais pai é uma experiência maravilhosa, uma coisa indescritível."
Segundo Patrick, Simony ainda não tem previsão de deixar a maternidade. "Precisa esperar a médica para ver quando ela vai sair. Ela ainda está na sala de cirurgia para dar os pontos. Foi de cesariana. Ela já teve três partos de cesaria e, por isso, não tinha como ser normal." Os três filhos da cantora ficaram sob os cuidados da babá na maternidade enquanto acontecia o parto.
Quarto filho da ex-integrante do grupo Balão Mágico, Anthony será o caçula de Ryan (do relacionamento de Simony com o rapper Afro X), Pyetra (filha do jogador de futebol Diego, da Portuguesa) e Aysha Benelli (atriz e também filha de Afro X).
Expectativa
Por conta de aumento de pressão, Simony precisou ser levada para a maternidade com dois dias de antecedência. Em conversa com QUEM, Patrick contou que nada de grave havia acontecido com a mãe e o bebê. “Está previsto para nascer na quinta ou na sexta. Ela chegou mais cedo porque a médica pediu para monitorar e para não ter problema nenhum. Não aconteceu nada demais”, explicou ele.
Desde que chegou ao hospital, Simony já recebeu a visita dos três filhos, na quarta-feira (23). “Eles já vieram vê-la e estão tranquilos, mas ela está ansiosa. É o quarto filho, mas fica nervosa do mesmo jeito. Não tem jeito”, disse, aos risos, no mesmo dia.
Gestação
Ao longo dos nove meses em que a barriga crescia, Simony dividiu com os fãs vários momentos da gestação. Em julho, a cantora mostrou empolgada uma foto do ultrassom do bebê. "Hoje pude ver um pouquinho dele, benção de Deus Anthony. Nariz da mamãe e boca do papai @patricksilvasouza", comentou na época.
Em maio, Simony já exibia a barriguinha de quatro meses de gestação. O look usado pela cantora no aniversário de Aysha evidenciava a leve saliência. Ela confirmou a gravidez em 10 de maio. "Estamos bem felizes, Patrick Silva. Filho sempre é um presente de Deus. Meu Dia das Mães vai ser perfeito", comemorou.
QUEM
Dois dias depois de ter dado entrada na maternidade, em São Paulo, Simony deu à luz sua quarto ao quarto filho, Anthony, às 18h40 de sexta-feira (25). Durante o nascimento, a cantora esteve acompanhada do namorado e pai do bebê, Patrick Silva. A criança nasceu com 3,455 quilos, de acordo com a assessoria de imprensa da maternidade.
Momentos antes, a apresentadora Sônia Abrão havia compartilhado fotos do trabalho de parto no Instagram. Em uma das imagens, o filho mais velho, Ryan, aparece ao lado da mãe. "Deu tudo certo e a mãe passa bem. Ele [o pai] esteve acompanhando dentro da sala de parto. Os filhos assistiram do lado de fora", disse a assessora do hospital. "Os familiares conseguem acompanhar parte do parto. A previsão é que ela saia na segunda-feira (25) antes do almoço, mas é só a médica que pode dar certeza. Só fica mais tempo no hospital tiver alguma complicação, mas, pelo jeito, isso não vai ser necessário."
Em conversa com QUEM, Patrick Silva falou sobre a alegria do nascimento do filho e disse com quem o bebê se parece. "Comigo. Boca e nariz são bem parecidos", contou o pai babão. "Os irmãos mais velhos ficaram maravilhados assim que viram o bebê. Eles estão bem felizes", disse ele, que não escondeu a euforia pela chegada do primeiro filho. "Ser mais pai é uma experiência maravilhosa, uma coisa indescritível."
Segundo Patrick, Simony ainda não tem previsão de deixar a maternidade. "Precisa esperar a médica para ver quando ela vai sair. Ela ainda está na sala de cirurgia para dar os pontos. Foi de cesariana. Ela já teve três partos de cesaria e, por isso, não tinha como ser normal." Os três filhos da cantora ficaram sob os cuidados da babá na maternidade enquanto acontecia o parto.
Quarto filho da ex-integrante do grupo Balão Mágico, Anthony será o caçula de Ryan (do relacionamento de Simony com o rapper Afro X), Pyetra (filha do jogador de futebol Diego, da Portuguesa) e Aysha Benelli (atriz e também filha de Afro X).
Expectativa
Por conta de aumento de pressão, Simony precisou ser levada para a maternidade com dois dias de antecedência. Em conversa com QUEM, Patrick contou que nada de grave havia acontecido com a mãe e o bebê. “Está previsto para nascer na quinta ou na sexta. Ela chegou mais cedo porque a médica pediu para monitorar e para não ter problema nenhum. Não aconteceu nada demais”, explicou ele.
Desde que chegou ao hospital, Simony já recebeu a visita dos três filhos, na quarta-feira (23). “Eles já vieram vê-la e estão tranquilos, mas ela está ansiosa. É o quarto filho, mas fica nervosa do mesmo jeito. Não tem jeito”, disse, aos risos, no mesmo dia.
Gestação
Ao longo dos nove meses em que a barriga crescia, Simony dividiu com os fãs vários momentos da gestação. Em julho, a cantora mostrou empolgada uma foto do ultrassom do bebê. "Hoje pude ver um pouquinho dele, benção de Deus Anthony. Nariz da mamãe e boca do papai @patricksilvasouza", comentou na época.
Em maio, Simony já exibia a barriguinha de quatro meses de gestação. O look usado pela cantora no aniversário de Aysha evidenciava a leve saliência. Ela confirmou a gravidez em 10 de maio. "Estamos bem felizes, Patrick Silva. Filho sempre é um presente de Deus. Meu Dia das Mães vai ser perfeito", comemorou.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Trio de ativistas leva oito beagles para São Paulo após invadirem laboratório
Ativista que invadiu o laboratório está com dois cães em seu apartamento.
Ao todo, 178 animais foram levados; instituto registrou boletim por furto.
"Um pesadelo. Era uma cena horrível, eles estavam todos presos dentro de uma sala clara [o que dá a entender que não dormiam direito], cheio de cocô no chão. Para você ter uma ideia, os nossos pés deslizavam no chão, de tanto cocô que tinha no chão. Era um cheiro horrível", disse a ativista, que não quis se identificar nem mostrar o rosto porque teme que o instituto a encontre e leve os cães de volta ao laboratório.
Dezenas de ativistas derrubaram um portão e invadiram, por volta das 2h desta sexta-feira, o laboratório do Instituto, que fica a 59 km de São Paulo. Eles levaram em carros próprios 178 cães que estavam no complexo, motivados pelas suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos no local, e registraram boletim de ocorrência. Um segundo boletim, por furto qualificado, foi feito contra os ativistas, com base no relato dos policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto.
Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, ainda não concluída. "Foram feitas duas visitas. Uma delas por uma veterinária de uma organização internacional. Na época, nenhuma irregularidade foi encontrada", disse o promotor Wilson Velasco Júnior. De acordo com ele, as pesquisas eram de empresas de cosméticos, mas a lei permite que os clientes do laboratório sejam mantidos em sigilo. Ele disse ainda que a prática de vivissecção – a dissecação de animais vivos para estudos – é autorizada.
Amedrontado
O G1 foi ao apartamento em que estão dois cães do instituto. Os animais aparentavam estar contentes e brincaram durante a reportagem, apesar de um deles ainda estar "amedrontado" – ele tremia um pouco e pedia por carinho. "Ele está assim por tudo o que passou, pelas condições que estava vivendo", afirmou a ativista que levou os cães..
Ela e a amiga saíram da capital ontem por volta das 23h, de carro, para encontrar o grupo de ativistas que entraram no laboratório para retirar os cães. Ela disse que, quando chegou, as portas já tinham sido abertas e que o grupo buscava as salas onde estavam os animais.
A ativista relatou que estava com um grupo de pessoas quando abriram a porta de uma das salas e encontraram cerca de 40 cachorros. De acordo com ela, os cães estavam separados por grupos em salas diferentes. "Eles estavam trancados na sala. Tinha uma sala com uns com os pelos raspados, outros em outra", disse. "Nós fomos pegando um a um e passando de mão em mão", relembrou.
Os beagles que ficaram com a ativista foram trazidos para a capital dentro do carro. "Eles estavam nervosos, vomitaram no caminho, foi muito tenso", disse. De acordo com ela, as pessoas que participaram da ação são de lugares diferentes. Ela mesma ficou sabendo do movimento pelas redes sociais.
Além das duas amigas, uma terceira ativista, que também não quis se identificar, ficou sabendo do movimento pela internet e saiu ontem da capital, às 21h, para ajudar. "Eu não sabia o que ia acontecer. Eu nunca imaginei que faria isso [levar os cães]. Eu fui lá mais para ajudar", disse ela, que está com outros dois animais.
Agora, segundo as ativistas, a intenção e levar os cachorros para tratamento em um veterinário e encontrar alguém que queira adotar os animais. "Agora vamos levar para um veterinário para saber a situação de saúde deles." A ativista disse que sempre gostou de animais. Ela tem três cachorros em seu apartamento, todos vira-latas.
Instituto admite testes, mas nega maus-tratos
A gerente-geral do Instituto Royal, Sílvia Ortiz, que registrou boletim de ocorrência contra a invasão da empresa por ativistas ligados à associações protetoras dos animais, classificou o ato dos ativistas como terrorismo. Ela admite que a empresa realiza testes com animais, mas nega qualquer tipo de maus-tratos. Afirma ainda que o laboratório segue as regras e tem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No boletim de ocorrência de furto qualificado, policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto disseram que dependências do estabelecimento foram depredadas e que os cães ali mantidos foram subtraídos. Eles afirmaram ainda que não houve agressões por parte dos manifestantes contra seguranças do local.
Pastas com documentos, computadores, medicamentos e placas de acrílico contendo o que parecem ser testes foram recolhidos e apresentados na delegacia. Segundo o delegado Marcelo Sampaio Pontes, a polícia faria uma perícia no local ainda pela manhã. Ele disse que a única coisa comprovada até o momento é que os cachorros foram furtados.
O promotor Wilson Velasco Júnior afirmou que, em reunião com representantes de ONGs na quarta-feira (16), orientou para que os ativistas não invadissem o laboratório. "Quando eles invadiram e depredaram o laboratório eles destruíram provas", afirmou. "É primordial neste momento encontrar esses cães e apurar se eles podem causar algum dano à saúde de outros animais e das pessoas. Também precisamos examiná-los para saber se foram vitimas de maus tratos", completou o promotor.
Nota de esclarecimento
A empresa Royal Canin, multinacional de origem francesa que fabrica alimentos para animais domésticos, divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira (18) informando que, apesar da similaridade entre os nomes das duas empresas, não possui qualquer relação com o Instituto Royal.
G1
Ao todo, 178 animais foram levados; instituto registrou boletim por furto.
"Um pesadelo. Era uma cena horrível, eles estavam todos presos dentro de uma sala clara [o que dá a entender que não dormiam direito], cheio de cocô no chão. Para você ter uma ideia, os nossos pés deslizavam no chão, de tanto cocô que tinha no chão. Era um cheiro horrível", disse a ativista, que não quis se identificar nem mostrar o rosto porque teme que o instituto a encontre e leve os cães de volta ao laboratório.
Dezenas de ativistas derrubaram um portão e invadiram, por volta das 2h desta sexta-feira, o laboratório do Instituto, que fica a 59 km de São Paulo. Eles levaram em carros próprios 178 cães que estavam no complexo, motivados pelas suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos no local, e registraram boletim de ocorrência. Um segundo boletim, por furto qualificado, foi feito contra os ativistas, com base no relato dos policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto.
Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, ainda não concluída. "Foram feitas duas visitas. Uma delas por uma veterinária de uma organização internacional. Na época, nenhuma irregularidade foi encontrada", disse o promotor Wilson Velasco Júnior. De acordo com ele, as pesquisas eram de empresas de cosméticos, mas a lei permite que os clientes do laboratório sejam mantidos em sigilo. Ele disse ainda que a prática de vivissecção – a dissecação de animais vivos para estudos – é autorizada.
Amedrontado
O G1 foi ao apartamento em que estão dois cães do instituto. Os animais aparentavam estar contentes e brincaram durante a reportagem, apesar de um deles ainda estar "amedrontado" – ele tremia um pouco e pedia por carinho. "Ele está assim por tudo o que passou, pelas condições que estava vivendo", afirmou a ativista que levou os cães..
Ela e a amiga saíram da capital ontem por volta das 23h, de carro, para encontrar o grupo de ativistas que entraram no laboratório para retirar os cães. Ela disse que, quando chegou, as portas já tinham sido abertas e que o grupo buscava as salas onde estavam os animais.
A ativista relatou que estava com um grupo de pessoas quando abriram a porta de uma das salas e encontraram cerca de 40 cachorros. De acordo com ela, os cães estavam separados por grupos em salas diferentes. "Eles estavam trancados na sala. Tinha uma sala com uns com os pelos raspados, outros em outra", disse. "Nós fomos pegando um a um e passando de mão em mão", relembrou.
Os beagles que ficaram com a ativista foram trazidos para a capital dentro do carro. "Eles estavam nervosos, vomitaram no caminho, foi muito tenso", disse. De acordo com ela, as pessoas que participaram da ação são de lugares diferentes. Ela mesma ficou sabendo do movimento pelas redes sociais.
Além das duas amigas, uma terceira ativista, que também não quis se identificar, ficou sabendo do movimento pela internet e saiu ontem da capital, às 21h, para ajudar. "Eu não sabia o que ia acontecer. Eu nunca imaginei que faria isso [levar os cães]. Eu fui lá mais para ajudar", disse ela, que está com outros dois animais.
Agora, segundo as ativistas, a intenção e levar os cachorros para tratamento em um veterinário e encontrar alguém que queira adotar os animais. "Agora vamos levar para um veterinário para saber a situação de saúde deles." A ativista disse que sempre gostou de animais. Ela tem três cachorros em seu apartamento, todos vira-latas.
Instituto admite testes, mas nega maus-tratos
A gerente-geral do Instituto Royal, Sílvia Ortiz, que registrou boletim de ocorrência contra a invasão da empresa por ativistas ligados à associações protetoras dos animais, classificou o ato dos ativistas como terrorismo. Ela admite que a empresa realiza testes com animais, mas nega qualquer tipo de maus-tratos. Afirma ainda que o laboratório segue as regras e tem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No boletim de ocorrência de furto qualificado, policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto disseram que dependências do estabelecimento foram depredadas e que os cães ali mantidos foram subtraídos. Eles afirmaram ainda que não houve agressões por parte dos manifestantes contra seguranças do local.
Pastas com documentos, computadores, medicamentos e placas de acrílico contendo o que parecem ser testes foram recolhidos e apresentados na delegacia. Segundo o delegado Marcelo Sampaio Pontes, a polícia faria uma perícia no local ainda pela manhã. Ele disse que a única coisa comprovada até o momento é que os cachorros foram furtados.
O promotor Wilson Velasco Júnior afirmou que, em reunião com representantes de ONGs na quarta-feira (16), orientou para que os ativistas não invadissem o laboratório. "Quando eles invadiram e depredaram o laboratório eles destruíram provas", afirmou. "É primordial neste momento encontrar esses cães e apurar se eles podem causar algum dano à saúde de outros animais e das pessoas. Também precisamos examiná-los para saber se foram vitimas de maus tratos", completou o promotor.
Nota de esclarecimento
A empresa Royal Canin, multinacional de origem francesa que fabrica alimentos para animais domésticos, divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira (18) informando que, apesar da similaridade entre os nomes das duas empresas, não possui qualquer relação com o Instituto Royal.
G1
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Plenária discute crianças e adolescentes em conflitos armados e o aumento da rede de exploração sexual
Como parte da programação da III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, a semi-plenária “Violação de Direitos de Crianças e Adolescentes em Atividades Ilícitas” discutiu, entre outras violações listadas na Lista TIP como Piores Formas de Trabalho Infantil, a situação de aproximadamente 5,5 milhões de crianças escravizadas no mundo.
Entre as obrigações dessas meninas e meninos estão principalmente a colheita de algodão, agricultura, mineração, exploração sexual, tráfico de drogas e trabalho infantil doméstico. A afirmação é do diretor da Organização Internacional Anti-escravidão, Aidan McQuade. “20% do trabalho forçoso são de crianças africanas e asiáticas. No oeste da África, meninos e meninas são forçosamente colocados em trabalho agrícola e trabalho doméstico”.
Se antes os grupos de rebeldes e facções criminosas só recrutavam garotos, países como a República do Congo, a Síria e o Uzbequistão agora também têm como foco garotas. “As crianças são retiradas de seus pais para exploração sexual ou situações de escravidão, isso demonstra as práticas que representam socialmente várias questões econômicas e sociais dessas regiões”, afirma o diretor.
As guerras e conflitos armados também são responsáveis por terem pessoas com menos de 15 anos na linha de frente das batalhas. São crianças forçadas a maltratar e verem cadáveres de outras crianças, muitas só podiam se alimentar de pó de ouro das minerações, além da lavagem cerebral e de toda a violência física e verbal que sofrem 24 horas por dia.
O impacto, segundo a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados (ONU), Leila Zerrugui, afeta também as crianças das comunidades próximas às zonas de conflitos na Síria e em países vizinhos, por exemplo. “Não só as crianças recrutadas são afetadas, mas também as de outras regiões próximas às zonas de conflitos armados. As crianças são exploradas pelo trabalho infantil e sexualmente, é uma situação de extrema vulnerabilidade, além de terem escolas destruídas por guerrilheiros ou serem privadas de estudar, outro grande agravante”.
“Só para entender esses ataques, o foco desses grupos são as crianças. As escolas são atacadas e o alvo são as meninas. A maioria da população desses países é de jovem ou de crianças e, se eles não podem ir à escola porque são obrigados ou forçados a ingressarem nos conflitos, isso significa a decadência do presente e do futuro dessa nação”, explica Zerrugui.
No Brasil, crianças em conflitos armados podem ser facilmente comparadas às recrutadas pelo tráfico de drogas. A aproximação é feita muito pela falta de oportunidades, políticas públicas e garantia de direitos fundamentais, como aponta a representante da ONU. “As crianças entram nesses conflitos por uma falta de opções e recursos econômicos. Precisamos de reintegração econômica e educação, como sugere o Programa Internacional de Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec)”.
Muitas vezes se a criança para de trabalhar a família fica sem renda, e logo ela volta ao trabalho por falta de opções e recursos. Em relação a conflitos armados, quando se encerram, e as crianças não são bem reintegradas, acabam sendo novamente recrutadas por gangues e grupos armados para serem utilizadas de outra forma. “Ou seja, no momento em que a paz é estabelecida, as crianças não são reintegradas e isso só é possível com boa educação, acompanhamento psicossocial, proteção integral. As crianças, em muitos casos, são a maioria. A educação precisa ser o elo que consiga realizar os sonhos das crianças para que elas possam ser introduzidas na sociedade”, afirma diretor da Organização Internacional Anti-Escravidão, Aidan McQuade.
“Precisamos tratar da reintegração que é o ponto fraco durante os nossos processos. Centenas de milhares de crianças saem dos conflitos armados, mas e depois?”, questiona a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados (ONU), Leila Zerrugui.
Exploração sexual
Devido ao acesso crescente ao turismo e a possibilidade de reservar hospedagem via internet, o número de casos de exploração sexual ao redor do mundo também aumentou. A afirmação é da diretora executiva da ONG ECPAT International, Dorothy Rozga. “Estamos num estágio de crise. Não faz muito tempo havia 500 mil imagens de crianças em situação de abuso sexual na internet. Recentemente acompanhamos uma apreensão de um grupo com cinco milhões de imagens”.
De acordo com os dados apresentados, a idade das crianças que sofrem violência sexual também vem diminuindo. 71% tinham menos de 10 anos em 2013. “Cada vez mais surgem imagens online de crianças recém-nascidas, com 3 dias de vida, sofrendo abuso”, afirma Rozga.
Segundo a diretora, é difícil identificar a rede de exploração e escravização sexual, além dela ser altamente lucrativa. “Não temos bons dados, sempre lutamos com estimativas. Também não há números específicos de quanto custa esse comércio”. Além disso, há um baixo envolvimento político na questão. “A proteção de crianças não é prioridade no mundo, e ainda há uma tolerância e falta de legislação”.
Atividades consideradas Piores Formas de Trabalho Infantil:
Escravidão, tráfico de crianças, trabalho forçado, recrutamento compulsório para conflitos armados, exploração sexual, atividades ilícitas como produção e tráfico de drogas e outras atividades que sejam nocivas à moral, saúde ou segurança das crianças e adolescentes.
promenino
Entre as obrigações dessas meninas e meninos estão principalmente a colheita de algodão, agricultura, mineração, exploração sexual, tráfico de drogas e trabalho infantil doméstico. A afirmação é do diretor da Organização Internacional Anti-escravidão, Aidan McQuade. “20% do trabalho forçoso são de crianças africanas e asiáticas. No oeste da África, meninos e meninas são forçosamente colocados em trabalho agrícola e trabalho doméstico”.
Se antes os grupos de rebeldes e facções criminosas só recrutavam garotos, países como a República do Congo, a Síria e o Uzbequistão agora também têm como foco garotas. “As crianças são retiradas de seus pais para exploração sexual ou situações de escravidão, isso demonstra as práticas que representam socialmente várias questões econômicas e sociais dessas regiões”, afirma o diretor.
As guerras e conflitos armados também são responsáveis por terem pessoas com menos de 15 anos na linha de frente das batalhas. São crianças forçadas a maltratar e verem cadáveres de outras crianças, muitas só podiam se alimentar de pó de ouro das minerações, além da lavagem cerebral e de toda a violência física e verbal que sofrem 24 horas por dia.
O impacto, segundo a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados (ONU), Leila Zerrugui, afeta também as crianças das comunidades próximas às zonas de conflitos na Síria e em países vizinhos, por exemplo. “Não só as crianças recrutadas são afetadas, mas também as de outras regiões próximas às zonas de conflitos armados. As crianças são exploradas pelo trabalho infantil e sexualmente, é uma situação de extrema vulnerabilidade, além de terem escolas destruídas por guerrilheiros ou serem privadas de estudar, outro grande agravante”.
“Só para entender esses ataques, o foco desses grupos são as crianças. As escolas são atacadas e o alvo são as meninas. A maioria da população desses países é de jovem ou de crianças e, se eles não podem ir à escola porque são obrigados ou forçados a ingressarem nos conflitos, isso significa a decadência do presente e do futuro dessa nação”, explica Zerrugui.
No Brasil, crianças em conflitos armados podem ser facilmente comparadas às recrutadas pelo tráfico de drogas. A aproximação é feita muito pela falta de oportunidades, políticas públicas e garantia de direitos fundamentais, como aponta a representante da ONU. “As crianças entram nesses conflitos por uma falta de opções e recursos econômicos. Precisamos de reintegração econômica e educação, como sugere o Programa Internacional de Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec)”.
Muitas vezes se a criança para de trabalhar a família fica sem renda, e logo ela volta ao trabalho por falta de opções e recursos. Em relação a conflitos armados, quando se encerram, e as crianças não são bem reintegradas, acabam sendo novamente recrutadas por gangues e grupos armados para serem utilizadas de outra forma. “Ou seja, no momento em que a paz é estabelecida, as crianças não são reintegradas e isso só é possível com boa educação, acompanhamento psicossocial, proteção integral. As crianças, em muitos casos, são a maioria. A educação precisa ser o elo que consiga realizar os sonhos das crianças para que elas possam ser introduzidas na sociedade”, afirma diretor da Organização Internacional Anti-Escravidão, Aidan McQuade.
“Precisamos tratar da reintegração que é o ponto fraco durante os nossos processos. Centenas de milhares de crianças saem dos conflitos armados, mas e depois?”, questiona a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados (ONU), Leila Zerrugui.
Exploração sexual
Devido ao acesso crescente ao turismo e a possibilidade de reservar hospedagem via internet, o número de casos de exploração sexual ao redor do mundo também aumentou. A afirmação é da diretora executiva da ONG ECPAT International, Dorothy Rozga. “Estamos num estágio de crise. Não faz muito tempo havia 500 mil imagens de crianças em situação de abuso sexual na internet. Recentemente acompanhamos uma apreensão de um grupo com cinco milhões de imagens”.
De acordo com os dados apresentados, a idade das crianças que sofrem violência sexual também vem diminuindo. 71% tinham menos de 10 anos em 2013. “Cada vez mais surgem imagens online de crianças recém-nascidas, com 3 dias de vida, sofrendo abuso”, afirma Rozga.
Segundo a diretora, é difícil identificar a rede de exploração e escravização sexual, além dela ser altamente lucrativa. “Não temos bons dados, sempre lutamos com estimativas. Também não há números específicos de quanto custa esse comércio”. Além disso, há um baixo envolvimento político na questão. “A proteção de crianças não é prioridade no mundo, e ainda há uma tolerância e falta de legislação”.
Atividades consideradas Piores Formas de Trabalho Infantil:
Escravidão, tráfico de crianças, trabalho forçado, recrutamento compulsório para conflitos armados, exploração sexual, atividades ilícitas como produção e tráfico de drogas e outras atividades que sejam nocivas à moral, saúde ou segurança das crianças e adolescentes.
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