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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Governo muda critério de microcefalia para crânios menores do que 32 cm
O governo federal vai mudar os critérios para a definição de casos de microcefalia. A decisão, que começou a valer nessa quinta, 3, em Pernambuco e nos próximos dias deverá ser estendida para todo o território nacional, reduz de 33 para 32 centímetros o perímetro cefálico do bebê considerado portador da má-formação. Na prática, menos pacientes serão considerados como casos "suspeitos".
"Estávamos até agora pecando pelo excesso. Adotávamos uma marca mais rígida do que a Organização Mundial da Saúde (OMS), que há anos considera microcefalia apenas bebês com perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros", afirmou a secretária executiva de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Luciana Albuquerque.
O Estado lidera as estatísticas de notificação de casos da microcefalia, cuja relação com o zika vírus já foi confirmada. Até a semana passada, eram 646 casos e 1.248 no país.
"Verificamos que somente uma pequena parte dos pacientes que estão entre 32 e 33 centímetros apresentava calcificações, uma espécie de cicatriz que se forma no cérebro depois dos processos infecciosos", disse Angela Rocha, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "Não estamos relaxando os critérios. Agora, poderemos saber melhor o perfil dos bebês que de fato têm a má-formação relacionada com o zika", afirmou.
A mudança dos parâmetros começou a ser discutida há uma semana, em uma reunião de especialistas organizada pelo Ministério da Saúde, em Brasília.
Acompanhamento
Além da alteração do critério, Pernambuco anunciou nessa quinta, 3, que vai acompanhar as gestantes com suspeita de zika. A medida também deverá ser estendida para outros Estados para tornar mais ágil a identificação e o acompanhamento dos bebês com microcefalia.
Em Pernambuco, as mulheres que apresentarem sintomas de zika - manchas pelo corpo, coceira, febre - serão encaminhadas para um serviço de referência. Elas farão exames e, na última fase da gestação, a partir da 32.ª semana, serão submetidas a um ultrassom. Atualmente, um exame já é garantido, mas o período em que é feito fica a critério do médico.
Agora, havendo suspeitas de microcefalia, a mulher fará mais de um exame. "É na fase final da gestação que podemos avaliar com mais precisão se o bebê tem ou não a má-formação", disse Angela.
A gravidez não é considerada de risco e, mesmo que identificada a microcefalia do feto, a gestante continuará na rede básica. A mudança terá efeito sobretudo no atendimento do bebê. Uma vez diagnosticado, a ideia é deixar planejados exames e atendimentos necessários. O protocolo de Pernambuco também prevê a oferta de uma assistência psicológica para gestantes. O acompanhamento também será útil para reunir informações que poderão ser usadas por autoridades sanitárias.
Minas
A Secretaria Estadual de Saúde de Minas informou nessa quinta que investiga as causas de 11 casos de microcefalia. A intenção é verificar se a má-formação do crânio tem relação com o zika vírus. Os registros foram feitos a partir do dia 11 de novembro, quando a notificação passou a ser obrigatória.
"Cabe destacar que esta investigação é um processo que envolve diagnóstico não somente do zika, mas de outros agentes que possam ser responsáveis pela má-formação. Então, a gente precisa fazer um diagnóstico laboratorial com um painel ampliado", disse Rodrigo Said, superintendente de Vigilância Epidemiológica. Ele afirmou que ainda não há confirmação de que o zika esteja circulando no Estado.
Fonte: UOL
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Grávidas relatam seu cotidiano de medo em relação ao zika
Ministério da Saúde conclui nesta quinta plano de combate ao ‘Aedes’
RIO — Em uma semana, veio a confirmação da gravidez, cuidadosamente planejada. Na outra, o início de um bombardeio de informações sobre a associação entre zika e microcefalia, uma malformação que até então não fazia parte do rol de preocupações da gestante Katharina Kelecom. Grávida de primeira viagem, ela não esconde a sensação de desamparo, especialmente após o Ministério da Saúde confirmar, no último sábado, que o vírus realmente provoca a anomalia congênita, e que o risco maior seria o de uma infecção nos três primeiros meses de gestação.
— Eu tive uma alegria muito grande com a gravidez e, pouco tempo depois, ouvi autoridades do governo recomendando não engravidar! Isso me alarmou e, por mais que tente me informar, continuo cheia de dúvidas. Por que o zika provoca microcefalia? Qual é a ação do vírus? Como isso passa para o feto? Ninguém consegue ainda responder isso — lamenta ela, que é professora de um colégio da Tijuca onde vários alunos e funcionários já tiveram dengue, e alguns, o próprio zika.
Ontem, a Secretaria de Saúde do Rio informou que o estado totaliza 23 registros de microcefalia este ano, 19 em bebês já nascidos. Oito destas gestantes relataram manchas vermelhas na pele, mas ainda não há confirmação de que elas tiveram zika. A taxa de microcefalias é quase do dobro da média histórica anual do estado, que é de 12 ocorrências.
Diante disso, os repelentes viraram assunto rotineiro para as grávidas fluminenses. Katharina é alérgica, então não pode usar muitos desses produtos. Ela tem comprado alguns nas versões em spray e em creme e, ao chegar em casa, faz pequenos testes para ver se tem alguma reação.
— Minha próxima consulta de pré-natal é daqui a 20 dias e espero que minha médica já tenha mais orientações sobre isso — anseia ela. — Eu tento me acalmar para não preocupar mais quem está ao redor. Mesmo assim, minha mãe, por exemplo, me liga de manhã e à noite para perguntar se eu passei o repelente para ir ao trabalho.
Até mesmo as mulheres com gestações mais avançadas se mantêm em alerta. Com 27 semanas, Luana Rodrigues não deixa de usar repelente e descreve esses últimos dias como “angustiantes”:
— É uma sensação de impotência, porque evitar o mosquito não depende só da gente. E não é uma questão de tomar uma vacina, porque simplesmente não existe.
Luana mora no Grajaú, bairro com grande quantidade de casas, o que faz aumentar sua preocupação em relação a possíveis criadouros do Aedes perto de sua residência. Além disso, ela trabalha duas vezes por semana em Belford Roxo, onde vê muitos terrenos baldios.
— Quando vou para Belford Roxo, sempre visto calças grossas, tento me proteger o máximo possível. Mas as grávidas sentem mais calor do que o normal, ainda mais perto do verão, então isso é muito difícil — conta ela, que não consegue passar um dia sequer sem que essa angústia volte à sua mente. — Qualquer pessoa que venha falar comigo pergunta “e aí, e o zika?”. Hoje mesmo, ouvi isso três vezes!
OMS E OPAS LANÇAM ALERTA
O Ministério da Saúde garante que os esforços para orientar melhor a população não param. Segundo informou ontem o ministro Marcelo Castro, o previsto é que seja concluído hoje o plano nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti. Castro também afirmou que, dos 646 casos suspeitos da malformação em Pernambuco, cerca de 150 estão confirmados.
— Estamos dando os ajustes finais, combinando com a Casa Civil, com a comunicação do governo federal, para fazer tudo conjugado. Já discutimos com os secretários estaduais, os secretários municipais — comentou.
Ainda ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) lançaram um alerta epidemiológico para que os países membros fiquem vigilantes para detectar e confirmar casos de infecção pelo vírus zika. No comunicado, as organizações destacam a epidemia de microcefalia no Brasil e pedem para que as demais nações reforcem o combate ao mosquito Aedes aegypti.
Com instituições internacionais endossando a gravidade do problema e o risco de ele se espalhar por mais lugares, Daniele Alves Ribeiro, que é moradora do Alto da Boa Vista, se preocupa ainda mais, já que tem um caso de zika na própria família. Sua mãe teve a doença há poucos meses. Após saber sobre o risco de microcefalia, ela chegou a experimentar um repelente caseiro feito de álcool, óleo e cravo, mas o efeito era curto demais. Agora, Daniele começa a pensar em colocar telas nas janelas de casa.
— Estou num momento de incertezas. E é uma frustração que isso esteja acontecendo logo agora, porque esperei tanto para ter um bebê — lamenta Daniele, que tem 30 anos.
Ao passo que, em condições normais, grande parte das gestantes aproveita cada segundo do crescimento do bebê, a contadora Danívia Vargas, de 25 anos, “quer que tudo acabe logo”. Passou a ficar neurótica, como ela mesma definiu, com a possibilidade de ser picada ou pelo Aedes aegypti ou pelo Aedes albopictus — uma variante que também pode causar zika, dengue e chicungunha, mas é menos encontrada.
— Eu e meu marido já estamos enxergando um mosquito a três quilômetros de distância — brinca Danívia. — Além do repelente, vou colocar tela na minha casa neste final de semana mesmo. Por enquanto, não abro mais as janelas.
Ela conta que um casal que mora em seu condomínio, em Jacarepaguá, teve zika recentemente, e ela já denunciou a presença de focos do mosquito a autoridades.
— Como o condomínio onde moro é novo, algumas coberturas não estão ocupadas. Mas as piscinas estão lá, abertas, e por isso acumulam água — observa a futura mãe. — Eu mesma já achei um Aedes morto na minha casa. Não sei se me picou, mas não tive nenhuma reação.
Danívia participa até de um grupo no WhatsApp que reúne gestantes do Brasil inteiro e cujo assunto principal é, claro, o zika.
— Algumas relatam muita dificuldade para comprar repelente porque estão em falta no mercado, e outras, por não terem condições financeiras. Eu já paguei R$ 50 num frasco. A cada hora aparece uma nova dúvida e, sempre que alguém escuta ou lê algo novo, compartilha. As meninas do Norte e do Nordeste estão muito mais preocupadas.
INCERTEZAS SOBRE REPELENTES
O assunto divide até mesmo dermatologistas: enquanto uns garantem que a substância icaridina é segura, outros afirmam que o melhor é recorrer a outros compostos ou mesmo a produtos naturais.
— O melhor para as grávidas é o repelente com IR3535 — recomenda Carlos Milhomens, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que descarta o uso de repelentes ligados em tomada e aqueles aplicados em tecidos.
Já Murilo Drummond, professor titular do Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas, recomenda apenas repelentes naturais para aquelas que estão no primeiro trimestre de gravidez:
— O problema dos outros repelentes é que são tóxicos e alérgicos. Se uma grávida tiver uma reação alérgica, poderá ter que tomar remédios que não são bons para a época da gestação.
De acordo com Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fiocruz, a principal característica do Aedes é ser oportunista.
— O mosquito tem hábitos mais diurnos que noturnos. Mas, se você chegar em casa à noite e ele estiver lá, com fome, vai picar. Voar baixo é uma característica comum aos mosquitos, mas mais uma vez: o Aedes é oportunista, se tiver que ir a uma calha a dois metros do chão colocar ovos, ele irá — pontua ela.
Fonte: O Globo
RIO — Em uma semana, veio a confirmação da gravidez, cuidadosamente planejada. Na outra, o início de um bombardeio de informações sobre a associação entre zika e microcefalia, uma malformação que até então não fazia parte do rol de preocupações da gestante Katharina Kelecom. Grávida de primeira viagem, ela não esconde a sensação de desamparo, especialmente após o Ministério da Saúde confirmar, no último sábado, que o vírus realmente provoca a anomalia congênita, e que o risco maior seria o de uma infecção nos três primeiros meses de gestação.
— Eu tive uma alegria muito grande com a gravidez e, pouco tempo depois, ouvi autoridades do governo recomendando não engravidar! Isso me alarmou e, por mais que tente me informar, continuo cheia de dúvidas. Por que o zika provoca microcefalia? Qual é a ação do vírus? Como isso passa para o feto? Ninguém consegue ainda responder isso — lamenta ela, que é professora de um colégio da Tijuca onde vários alunos e funcionários já tiveram dengue, e alguns, o próprio zika.
Ontem, a Secretaria de Saúde do Rio informou que o estado totaliza 23 registros de microcefalia este ano, 19 em bebês já nascidos. Oito destas gestantes relataram manchas vermelhas na pele, mas ainda não há confirmação de que elas tiveram zika. A taxa de microcefalias é quase do dobro da média histórica anual do estado, que é de 12 ocorrências.
Diante disso, os repelentes viraram assunto rotineiro para as grávidas fluminenses. Katharina é alérgica, então não pode usar muitos desses produtos. Ela tem comprado alguns nas versões em spray e em creme e, ao chegar em casa, faz pequenos testes para ver se tem alguma reação.
— Minha próxima consulta de pré-natal é daqui a 20 dias e espero que minha médica já tenha mais orientações sobre isso — anseia ela. — Eu tento me acalmar para não preocupar mais quem está ao redor. Mesmo assim, minha mãe, por exemplo, me liga de manhã e à noite para perguntar se eu passei o repelente para ir ao trabalho.
Até mesmo as mulheres com gestações mais avançadas se mantêm em alerta. Com 27 semanas, Luana Rodrigues não deixa de usar repelente e descreve esses últimos dias como “angustiantes”:
— É uma sensação de impotência, porque evitar o mosquito não depende só da gente. E não é uma questão de tomar uma vacina, porque simplesmente não existe.
Luana mora no Grajaú, bairro com grande quantidade de casas, o que faz aumentar sua preocupação em relação a possíveis criadouros do Aedes perto de sua residência. Além disso, ela trabalha duas vezes por semana em Belford Roxo, onde vê muitos terrenos baldios.
— Quando vou para Belford Roxo, sempre visto calças grossas, tento me proteger o máximo possível. Mas as grávidas sentem mais calor do que o normal, ainda mais perto do verão, então isso é muito difícil — conta ela, que não consegue passar um dia sequer sem que essa angústia volte à sua mente. — Qualquer pessoa que venha falar comigo pergunta “e aí, e o zika?”. Hoje mesmo, ouvi isso três vezes!
OMS E OPAS LANÇAM ALERTA
O Ministério da Saúde garante que os esforços para orientar melhor a população não param. Segundo informou ontem o ministro Marcelo Castro, o previsto é que seja concluído hoje o plano nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti. Castro também afirmou que, dos 646 casos suspeitos da malformação em Pernambuco, cerca de 150 estão confirmados.
— Estamos dando os ajustes finais, combinando com a Casa Civil, com a comunicação do governo federal, para fazer tudo conjugado. Já discutimos com os secretários estaduais, os secretários municipais — comentou.
Ainda ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) lançaram um alerta epidemiológico para que os países membros fiquem vigilantes para detectar e confirmar casos de infecção pelo vírus zika. No comunicado, as organizações destacam a epidemia de microcefalia no Brasil e pedem para que as demais nações reforcem o combate ao mosquito Aedes aegypti.
Com instituições internacionais endossando a gravidade do problema e o risco de ele se espalhar por mais lugares, Daniele Alves Ribeiro, que é moradora do Alto da Boa Vista, se preocupa ainda mais, já que tem um caso de zika na própria família. Sua mãe teve a doença há poucos meses. Após saber sobre o risco de microcefalia, ela chegou a experimentar um repelente caseiro feito de álcool, óleo e cravo, mas o efeito era curto demais. Agora, Daniele começa a pensar em colocar telas nas janelas de casa.
— Estou num momento de incertezas. E é uma frustração que isso esteja acontecendo logo agora, porque esperei tanto para ter um bebê — lamenta Daniele, que tem 30 anos.
Ao passo que, em condições normais, grande parte das gestantes aproveita cada segundo do crescimento do bebê, a contadora Danívia Vargas, de 25 anos, “quer que tudo acabe logo”. Passou a ficar neurótica, como ela mesma definiu, com a possibilidade de ser picada ou pelo Aedes aegypti ou pelo Aedes albopictus — uma variante que também pode causar zika, dengue e chicungunha, mas é menos encontrada.
— Eu e meu marido já estamos enxergando um mosquito a três quilômetros de distância — brinca Danívia. — Além do repelente, vou colocar tela na minha casa neste final de semana mesmo. Por enquanto, não abro mais as janelas.
Ela conta que um casal que mora em seu condomínio, em Jacarepaguá, teve zika recentemente, e ela já denunciou a presença de focos do mosquito a autoridades.
— Como o condomínio onde moro é novo, algumas coberturas não estão ocupadas. Mas as piscinas estão lá, abertas, e por isso acumulam água — observa a futura mãe. — Eu mesma já achei um Aedes morto na minha casa. Não sei se me picou, mas não tive nenhuma reação.
Danívia participa até de um grupo no WhatsApp que reúne gestantes do Brasil inteiro e cujo assunto principal é, claro, o zika.
— Algumas relatam muita dificuldade para comprar repelente porque estão em falta no mercado, e outras, por não terem condições financeiras. Eu já paguei R$ 50 num frasco. A cada hora aparece uma nova dúvida e, sempre que alguém escuta ou lê algo novo, compartilha. As meninas do Norte e do Nordeste estão muito mais preocupadas.
INCERTEZAS SOBRE REPELENTES
O assunto divide até mesmo dermatologistas: enquanto uns garantem que a substância icaridina é segura, outros afirmam que o melhor é recorrer a outros compostos ou mesmo a produtos naturais.
— O melhor para as grávidas é o repelente com IR3535 — recomenda Carlos Milhomens, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que descarta o uso de repelentes ligados em tomada e aqueles aplicados em tecidos.
Já Murilo Drummond, professor titular do Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas, recomenda apenas repelentes naturais para aquelas que estão no primeiro trimestre de gravidez:
— O problema dos outros repelentes é que são tóxicos e alérgicos. Se uma grávida tiver uma reação alérgica, poderá ter que tomar remédios que não são bons para a época da gestação.
De acordo com Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fiocruz, a principal característica do Aedes é ser oportunista.
— O mosquito tem hábitos mais diurnos que noturnos. Mas, se você chegar em casa à noite e ele estiver lá, com fome, vai picar. Voar baixo é uma característica comum aos mosquitos, mas mais uma vez: o Aedes é oportunista, se tiver que ir a uma calha a dois metros do chão colocar ovos, ele irá — pontua ela.
Fonte: O Globo
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
1º de Dezembro - Dia Mundial da Luta Contra Aids
O dia 1° de dezembro é o dia mundial de combate à AIDS (Acquired Immune Deficiency Syndrome).
A AIDS é uma doença que ataca o sistema imunológico do homem, permitindo que seu organismo fique fragilizado, podendo ser contaminado com o vírus de várias outras doenças.
O vírus responsável pela doença é o HIV (vírus humano da imunodeficiência), fazendo da AIDS a quarta doença que mais causa morte no mundo.
Instituído no final da década de oitenta, o dia primeiro de dezembro une pessoas do mundo todo a fim de fazer um manifesto de conscientização sobre a doença e seus maiores problemas.
As formas de contágio são através de uso compartilhado de seringas, alicates de unha, instrumentos não esterilizados que furam e cortam, gravidez de mulheres infectadas e, principalmente, relações sexuais.
As transfusões de sangue também são uma forma de contágio, mas no Brasil este risco chega a quase zero. Porém, tivemos casos de milhares de pessoas infectadas dessa maneira, como o caso do sociólogo Herbert José de Sousa, o Betinho, que em 1986 foi contaminado em razão da hemofilia. Numa triste história, seus dois irmãos, Henfil e Chico Mário, faleceram da mesma maneira no ano de 1988.
Com isso, foram criadas campanhas de defesa aos direitos dos portadores do vírus HIV, fundando-se a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS.
Segundo informações do ministério da saúde, no Brasil, entre 1980 e 2007, foram constatados mais de 470 mil casos de contaminação.
No âmbito mundial, a contaminação chega a sete mil e quinhentos casos por dia, sendo que até o fim de 2007 os casos atingiram trinta e três milhões de pessoas, por dados da Organização Mundial de Saúde.
Os principais sintomas da doença são: diarreias, herpes, infecções cerebrais e o aparecimento de câncer. Além desses, como o organismo da pessoa infectada encontra-se muito fraco e debilitado, surgem outras doenças como gripes, pneumonia, tuberculose, meningite e demência – já em estágio bem mais avançado.
O tratamento da doença é feito através de um coquetel de drogas, descoberto em 1995. Porém a medicação, por ser muito forte, causa efeitos colaterais como a diminuição das disfunções renais e do fígado.
Além disso, os pacientes necessitam de acompanhamento médico constante, além de auxílio nas áreas da psicologia, psiquiatria, serviço social, nutrição e outras.
Fonte: Espaço Conscência de Viver
A AIDS é uma doença que ataca o sistema imunológico do homem, permitindo que seu organismo fique fragilizado, podendo ser contaminado com o vírus de várias outras doenças.
O vírus responsável pela doença é o HIV (vírus humano da imunodeficiência), fazendo da AIDS a quarta doença que mais causa morte no mundo.
Instituído no final da década de oitenta, o dia primeiro de dezembro une pessoas do mundo todo a fim de fazer um manifesto de conscientização sobre a doença e seus maiores problemas.
As formas de contágio são através de uso compartilhado de seringas, alicates de unha, instrumentos não esterilizados que furam e cortam, gravidez de mulheres infectadas e, principalmente, relações sexuais.
As transfusões de sangue também são uma forma de contágio, mas no Brasil este risco chega a quase zero. Porém, tivemos casos de milhares de pessoas infectadas dessa maneira, como o caso do sociólogo Herbert José de Sousa, o Betinho, que em 1986 foi contaminado em razão da hemofilia. Numa triste história, seus dois irmãos, Henfil e Chico Mário, faleceram da mesma maneira no ano de 1988.
Com isso, foram criadas campanhas de defesa aos direitos dos portadores do vírus HIV, fundando-se a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS.
Segundo informações do ministério da saúde, no Brasil, entre 1980 e 2007, foram constatados mais de 470 mil casos de contaminação.
No âmbito mundial, a contaminação chega a sete mil e quinhentos casos por dia, sendo que até o fim de 2007 os casos atingiram trinta e três milhões de pessoas, por dados da Organização Mundial de Saúde.
Os principais sintomas da doença são: diarreias, herpes, infecções cerebrais e o aparecimento de câncer. Além desses, como o organismo da pessoa infectada encontra-se muito fraco e debilitado, surgem outras doenças como gripes, pneumonia, tuberculose, meningite e demência – já em estágio bem mais avançado.
O tratamento da doença é feito através de um coquetel de drogas, descoberto em 1995. Porém a medicação, por ser muito forte, causa efeitos colaterais como a diminuição das disfunções renais e do fígado.
Além disso, os pacientes necessitam de acompanhamento médico constante, além de auxílio nas áreas da psicologia, psiquiatria, serviço social, nutrição e outras.
Fonte: Espaço Conscência de Viver
sábado, 28 de novembro de 2015
Polícia apura denúncia de estupro dentro de alojamento da UFRJ
Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor
Aluno do curso de física é acusado de ter forçado jovem de 18 anos a fazer sexo
RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro dentro do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, na madrugada de quinta-feira. A vítima, que não é aluna da instituição e tem 18 anos, foi ao local encontrar uma amiga, estudante de psicologia. Ela acusa o namorado, um estudante de física, de ter forçado relações sexuais. Em protesto, alunos da universidade atearam fogo à cama do acusado. Na madrugada desta sexta-feira, a jovem foi à 37ª DP (Ilha do Governador) para registrar a ocorrência.
O suspeito do estupro é Rodrigo dos Santos Freire, aluno do curso de física da universidade. Esta não seria a primeira vez que ele se envolve em confusão. Em abril de 2013, o estudante participou de uma briga que terminou num acidente de ônibus, na Avenida Brasil. Ele agrediu o motorista e o veículo acabou despencando do viaduto. Rodrigo mora no alojamento da federal.
A vítima, que é moradora de Petrópolis, foi encaminhada para exame de corpo de delito. Na tarde desta sexta-feira, ela, o acusado e testemunhas prestaram depoimento na delegacia. A jovem contou que conheceu o rapaz na segunda-feira, quando começaram a se relacionar. Na noite de quarta-feira, após uma festa no alojamento, o casal foi para um dos quartos do prédio. Os dois, de acordo com ela, começaram a ter relações sexuais, mas o rapaz não teria aceitado quando ela decidiu parar. De acordo com o delegado que investiga o caso, José Otílio Bezerra, a vítima contou que Rodrigo insistiu.
— A relação sexual foi iniciada com o consentimento de ambos. Num determinado momento, a jovem desistiu. É esse momento entre a desistência e a insistência do acusado que será analisado. A princípio, é um suposto caso de estupro. Ainda vou ouvir pessoas que estavam com eles na festa — explicou o delegado.
Na delegacia, a jovem contou ainda que decidiu abrir a ocorrência graças à insistência de algumas amigas. Outros depoimentos estão marcados para segunda-feira. Enquanto isso, agentes trabalham na busca de informações que possam ajudar a solucionar o caso.
PROTESTO NO CAMPUS
Alunos da universidade, ao saberem do caso, realizaram um protesto. Conforme informou o Jornal Extra, eles invadiram o quarto onde o suposto autor do crime dorme, no interior do alojamento, e levaram a cama dele para fora do prédio, onde atearam fogo. Próximo ao objeto, estava um cartaz com os dizeres “Aqui jaz o leito de um estuprador".
Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor
Por meio de nota, a universidade informou que a Superintendência Geral de Políticas Estudantis da UFRJ acompanha o caso desde o momento que tomou conhecimento da denúncia.
OUTROS TRÊS REGISTROS POR AGRESSÃO
Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas quando um ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de uma altura de oito metros do Viaduto Brigadeiro Tromposwski, na Avenida Brasil, na saída da Ilha do Governador. O acidente foi provocado por uma agressão praticada por Rodrigo dos Santos Freire, no dia 2 de abril de 2013. Revoltado porque o motorista não havia parado no ponto, ele o chutou, fazendo com que o coletivo ficasse desgovernado.
Acusado de lesão corporal qualificada, lesão seguida de morte e atentado contra a segurança do transporte viário, Rodrigo se exaltou durante a primeira audiência do caso: falou palavrões, mas acabou admitindo a agressão.
Ele também aparece em outros dois registros de ocorrência na delegacia da Ilha do Governador, ambos por agressão. Um deles se refere a uma briga num condomínio em 2012, onde o estudante teria agredido o cunhado. No outro, de 2010, Rodrigo teria participado de uma confusão em que sua irmã foi acusada de jogar um vaso contra a dona do apartamento onde eles moravam com os pais.
Apesar desse histórico, professores, amigos e a família disseram que Rodrigo era bom aluno e bem-humorado. Na época do acidente na Avenida Brasil, ele trabalhava como técnico de relojoaria com o pai.
Fonte: O Globo
Aluno do curso de física é acusado de ter forçado jovem de 18 anos a fazer sexo
RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro dentro do alojamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no campus da Ilha do Fundão, na madrugada de quinta-feira. A vítima, que não é aluna da instituição e tem 18 anos, foi ao local encontrar uma amiga, estudante de psicologia. Ela acusa o namorado, um estudante de física, de ter forçado relações sexuais. Em protesto, alunos da universidade atearam fogo à cama do acusado. Na madrugada desta sexta-feira, a jovem foi à 37ª DP (Ilha do Governador) para registrar a ocorrência.
O suspeito do estupro é Rodrigo dos Santos Freire, aluno do curso de física da universidade. Esta não seria a primeira vez que ele se envolve em confusão. Em abril de 2013, o estudante participou de uma briga que terminou num acidente de ônibus, na Avenida Brasil. Ele agrediu o motorista e o veículo acabou despencando do viaduto. Rodrigo mora no alojamento da federal.
A vítima, que é moradora de Petrópolis, foi encaminhada para exame de corpo de delito. Na tarde desta sexta-feira, ela, o acusado e testemunhas prestaram depoimento na delegacia. A jovem contou que conheceu o rapaz na segunda-feira, quando começaram a se relacionar. Na noite de quarta-feira, após uma festa no alojamento, o casal foi para um dos quartos do prédio. Os dois, de acordo com ela, começaram a ter relações sexuais, mas o rapaz não teria aceitado quando ela decidiu parar. De acordo com o delegado que investiga o caso, José Otílio Bezerra, a vítima contou que Rodrigo insistiu.
— A relação sexual foi iniciada com o consentimento de ambos. Num determinado momento, a jovem desistiu. É esse momento entre a desistência e a insistência do acusado que será analisado. A princípio, é um suposto caso de estupro. Ainda vou ouvir pessoas que estavam com eles na festa — explicou o delegado.
Na delegacia, a jovem contou ainda que decidiu abrir a ocorrência graças à insistência de algumas amigas. Outros depoimentos estão marcados para segunda-feira. Enquanto isso, agentes trabalham na busca de informações que possam ajudar a solucionar o caso.
PROTESTO NO CAMPUS
Alunos da universidade, ao saberem do caso, realizaram um protesto. Conforme informou o Jornal Extra, eles invadiram o quarto onde o suposto autor do crime dorme, no interior do alojamento, e levaram a cama dele para fora do prédio, onde atearam fogo. Próximo ao objeto, estava um cartaz com os dizeres “Aqui jaz o leito de um estuprador".
Alunos queimam cama de suposto estuprador durante protesto - Foto de leitor
Por meio de nota, a universidade informou que a Superintendência Geral de Políticas Estudantis da UFRJ acompanha o caso desde o momento que tomou conhecimento da denúncia.
OUTROS TRÊS REGISTROS POR AGRESSÃO
Nove pessoas morreram e sete ficaram feridas quando um ônibus da linha 328 (Castelo-Bananal) despencou de uma altura de oito metros do Viaduto Brigadeiro Tromposwski, na Avenida Brasil, na saída da Ilha do Governador. O acidente foi provocado por uma agressão praticada por Rodrigo dos Santos Freire, no dia 2 de abril de 2013. Revoltado porque o motorista não havia parado no ponto, ele o chutou, fazendo com que o coletivo ficasse desgovernado.
Acusado de lesão corporal qualificada, lesão seguida de morte e atentado contra a segurança do transporte viário, Rodrigo se exaltou durante a primeira audiência do caso: falou palavrões, mas acabou admitindo a agressão.
Ele também aparece em outros dois registros de ocorrência na delegacia da Ilha do Governador, ambos por agressão. Um deles se refere a uma briga num condomínio em 2012, onde o estudante teria agredido o cunhado. No outro, de 2010, Rodrigo teria participado de uma confusão em que sua irmã foi acusada de jogar um vaso contra a dona do apartamento onde eles moravam com os pais.
Apesar desse histórico, professores, amigos e a família disseram que Rodrigo era bom aluno e bem-humorado. Na época do acidente na Avenida Brasil, ele trabalhava como técnico de relojoaria com o pai.
Fonte: O Globo
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Surto de microcefalia vai se espalhar para outros Estados, diz ministro da Saúde
Ministério tem quase 100% de certeza de que a má-formação é causada pelo zika virus]
O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), diz já trabalhar com a possibilidade de que o surto de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, se espalhará para outros Estados do Brasil. Ele apresentou dados sobre a perspectiva do problema nesta terça-feira (24).
A hipótese encontra base na provável ligação da microcefalia com o zika. De acordo com o Castro, pesquisadores afirmam “com mais de 90% de certeza” que o vírus é o causador do surto epidêmico recente no Brasil. Por conta disso, o ministério já comunicou o problema à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).
Governo não vai poupar recursos para conter surto de microcefalia, diz ministro
"Estamos diante de algo desconhecido" diz especialista, sobre surto de bebês com má-formação
— Por enquanto, os casos estão restritos ao Nordeste, mas o que todos os infectologistas dizem, ou pelo menos os que eu tenho conversado, é que não ficará restrito ao Nordeste. Se é um vírus que está causando a microcefalia e este vírus está espalhado por outros estados do Brasil, ele vai causar em todos os outros Estados. E mais, devido a mobilização que tem hoje no mundo, ele vai se espalhar por outros países.
Com relação ao zika, o ministério registrou um aumento no número de estados que registraram casos da doença, de 14 para 18.
Já a microcefalia tem 739 casos suspeitos em nove unidades da federação, sendo que, pela primeira vez neste ano, um Estado fora do Nordeste (Goiás) registrou suspeita da má-formação.
Proliferação do mosquito
O Ministério da Saúde elaborou levantamento de índices do mosquito Aedes aegypti, que indica 199 municípios brasileiros em situação de risco para surto de dengue, chikungunya e zika. O estudo foi realizado nos últimos dois meses, e divulgado pela pasta nesta terça-feira (24).
O levantamento identificou 665 municípios que devem ficar em alerta sobre as doenças, pois têm até 3,9% dos imóveis com focos do mosquito. Dentre as capitais brasileiras, somente o Rio de Janeiro está em situação de risco, enquanto outras seis estão em alerta (Aracaju, Recife, São Luis, Cuiabá, Belém e Porto Velho).
Por conta da proliferação do mosquito, o número de casos de dengue aumentou 176% em relação ao mesmo período do ano passado, e 7% na comparação com 2013, com mais de 1,5 milhão de casos prováveis em todo o País.
Em 2015, também foram registrados 17 mil casos suspeitos de chikungunya, sendo que 6.700 foram confirmados. O ministério avalia que os números mostram um fortalecimento do mosquito, que estaria se adaptando às condições climáticas do Brasil.
Por isso, a pasta reforça que o combate ao Aedes aegypti precisa ser feito de forma a impedir que ele nasça, e em todas as épocas do ano.
Resultados de exames em fetos com malformação no Nordeste revelam infecção por zika vírus
Constrangimento de mães de bebês microcéfalos demanda auxílio terapêutico
Fonte: R7
O ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), diz já trabalhar com a possibilidade de que o surto de microcefalia, que causa a má-formação no cérebro de bebês no período de gestação, se espalhará para outros Estados do Brasil. Ele apresentou dados sobre a perspectiva do problema nesta terça-feira (24).
A hipótese encontra base na provável ligação da microcefalia com o zika. De acordo com o Castro, pesquisadores afirmam “com mais de 90% de certeza” que o vírus é o causador do surto epidêmico recente no Brasil. Por conta disso, o ministério já comunicou o problema à OMS (Organização Mundial da Saúde) e à OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).
Governo não vai poupar recursos para conter surto de microcefalia, diz ministro
"Estamos diante de algo desconhecido" diz especialista, sobre surto de bebês com má-formação
— Por enquanto, os casos estão restritos ao Nordeste, mas o que todos os infectologistas dizem, ou pelo menos os que eu tenho conversado, é que não ficará restrito ao Nordeste. Se é um vírus que está causando a microcefalia e este vírus está espalhado por outros estados do Brasil, ele vai causar em todos os outros Estados. E mais, devido a mobilização que tem hoje no mundo, ele vai se espalhar por outros países.
Com relação ao zika, o ministério registrou um aumento no número de estados que registraram casos da doença, de 14 para 18.
Já a microcefalia tem 739 casos suspeitos em nove unidades da federação, sendo que, pela primeira vez neste ano, um Estado fora do Nordeste (Goiás) registrou suspeita da má-formação.
Proliferação do mosquito
O Ministério da Saúde elaborou levantamento de índices do mosquito Aedes aegypti, que indica 199 municípios brasileiros em situação de risco para surto de dengue, chikungunya e zika. O estudo foi realizado nos últimos dois meses, e divulgado pela pasta nesta terça-feira (24).
O levantamento identificou 665 municípios que devem ficar em alerta sobre as doenças, pois têm até 3,9% dos imóveis com focos do mosquito. Dentre as capitais brasileiras, somente o Rio de Janeiro está em situação de risco, enquanto outras seis estão em alerta (Aracaju, Recife, São Luis, Cuiabá, Belém e Porto Velho).
Por conta da proliferação do mosquito, o número de casos de dengue aumentou 176% em relação ao mesmo período do ano passado, e 7% na comparação com 2013, com mais de 1,5 milhão de casos prováveis em todo o País.
Em 2015, também foram registrados 17 mil casos suspeitos de chikungunya, sendo que 6.700 foram confirmados. O ministério avalia que os números mostram um fortalecimento do mosquito, que estaria se adaptando às condições climáticas do Brasil.
Por isso, a pasta reforça que o combate ao Aedes aegypti precisa ser feito de forma a impedir que ele nasça, e em todas as épocas do ano.
Resultados de exames em fetos com malformação no Nordeste revelam infecção por zika vírus
Constrangimento de mães de bebês microcéfalos demanda auxílio terapêutico
Fonte: R7
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
“Vocês não terão o meu ódio”. Francês que perdeu a mulher nos atentados de Paris escreve carta aos terroristas e emociona o mundo inteiro
Depois de ter a esposa assassinada no ataque ao Bataclan na última sexta (13/11), o jornalista francês Antoine Leiris publicou desabafo comovente no Facebook
A carta de um viúvo que perdeu a esposa nos ataques terroristas em Paris na última sexta (13/11) tem emocionado o mundo. O jornalista francês Antoine Leiris publicou um desabafo no Facebook na segunda-feira (16) e o depoimento já atingiu a marca de 168 mil compartilhamentos.
A emocionante carta fala, entre outras coisas, que os terroristas jamais terão o seu ódio e que ele e o filho, um bebê de apenas 17 meses, continuarão a viver, fortes e unidos.
Confira a carta de Antoine na íntegra:
“Vocês não terão o meu ódio.
Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho, mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.
Por isso, eu não vos darei esse presente de vos odiar. Vocês procuraram por isso, mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que fez vocês serem quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus conterrâneos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.
Eu a vi esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela vai nos acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que vocês nunca terão acesso.
Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar para vocês, eu quero juntar-me a Melvil que acorda de seu cochilo. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer a vocês a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio”.
Fonte: METROPOLES
A carta de um viúvo que perdeu a esposa nos ataques terroristas em Paris na última sexta (13/11) tem emocionado o mundo. O jornalista francês Antoine Leiris publicou um desabafo no Facebook na segunda-feira (16) e o depoimento já atingiu a marca de 168 mil compartilhamentos.
A emocionante carta fala, entre outras coisas, que os terroristas jamais terão o seu ódio e que ele e o filho, um bebê de apenas 17 meses, continuarão a viver, fortes e unidos.
Confira a carta de Antoine na íntegra:
“Vocês não terão o meu ódio.
Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho, mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.
Por isso, eu não vos darei esse presente de vos odiar. Vocês procuraram por isso, mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que fez vocês serem quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus conterrâneos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.
Eu a vi esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela vai nos acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que vocês nunca terão acesso.
Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar para vocês, eu quero juntar-me a Melvil que acorda de seu cochilo. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer a vocês a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio”.
Fonte: METROPOLES
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segunda-feira, 16 de novembro de 2015
O perigo das “House Parties - Cuidado com seus filhos adolescentes
Você tem filhos entre 12 e 18 anos? Você sabe o que é uma House Parties? Não?
Pois é House Parties ou simplesmente HP é como os adolescentes chamam as festinhas na casa de amigos muito comum nos EUA (vejam foto ao lado) e também no Brasil.
Ora, todo e pai e mãe geralmente recebem por parte dos seus filhos pedidos para que estes os liberem para uma "happy hour" entre adolescentes na casa de um amiguinho qualquer.
Os pais naturalmente permitem a ida de seus filhos a estes ajuntamentos sociais, confiados que os responsáveis pelo adolescente anfitrião estarão presentes no evento. O problema é que na maioria dos casos, os adolescentes organizam tais festas longe de seus pais, proporcionando com isso problemas seríssimos.
Para exemplificar o que eu estou dizendo, vejam os relatos abaixo que originalmente foram publicados num blog de São Paulo, blog este indicado pela minha amiga Norma Braga. ( Texto original aqui).
"Eles chamam apenas de HP.
Vou em uma HP na casa do Flávio, vou em uma HP no prédio da Maria, não importa o nome, é sempre alguém conhecido do colégio, ou amigo de amigo. Geralmente, o horário é das 16 às 23 h, um horário até que confortável. Você leva, você busca. Parece inofensivo, mas não é. Eles sempre dizem que vai ter um pai ou adulto junto. Mentira. E, todo o mundo vai, desde a amiga santinha, até as mais “saidinhas”. Tenho uma filha adolescente, de 14, e é um ritual, todas vem se arrumar em casa, felizes e amáveis. Usam roupas até que normais e vão. Vão até o banheiro do lugar, levam micro-shorts na mochila e aí começa. A idade varia, desde 12 (pasmem) até 18 ou mais, no caso dos meninos.
Sei disso, porque um dia fui levar um grupo em uma HP , numa casa no Morumbi e (instinto de mãe), resolvi entrar. Tinha segurança na porta, que depois de muita conversa me liberou, ameacei chamar a polícia. Quis falar com os pais, os donos da casa e me disseram que eles já chegariam.
Quando entrei, me deparei com o pior pesadelo de uma mãe. Cheiro de maconha, copos de plástico com vodka, todas as meninas dançando, agachando até o chão e os meninos mau conseguiam andar. A dança,parecia cena de sexo explícito, mas com roupa. Ouvi um grito, olhei. Uma garota de uns 12 anos, não passava disso, poderia ser até menos, bem magrinha, caiu no chão com tudo de fora e os garotos jogavam bebida nela como se fosse urina e ela ria e ria….ninguém ajudou a levantar, ela ficou um tempo ali, achando o máximo. Nunca mais deixei minha filha ir a nenhuma HP.
Não era um baile funk da favela, eram filhos como os nossos. Foi no Morumbi, mas isso acontece igualzinho aqui, sem dúvidas. Aliás aqui acontece toda a semana. Lembram do garoto que morreu perto do Edifício Ghaia? Estava voltando de uma HP.
Gente, já fomos adolescentes e com certeza aprontamos muito. Mas, o que está acontecendo agora é diferente, como se não existisse o certo e errado, o medo, o amor próprio.
Pais, não liberem a casa ou salão de prédio para seus filhos, sem supervisão. Não dá. Acho que a maioria de nós conversamos, aconselhamos, etc… mas os hormônios falam mais alto.
Não dá para prender….eles podem dizer que vão à um amigo e ir à uma HP. Como saberemos? Por isso a responsabilidade é dos pais e de mais ninguém.
Quando meus filhos estiverem em suas casas, cuidem deles, pois é esse o desejo que vocês têm para os seus. Bjs"
Caro leitor, vivemos dias difíceis onde o pecado se multiplica a olhos vistos. Isto posto, os aconselho a estarem bem próximos de seus filhos procurando saber detalhes da festa que pretendem ir. Se for o caso, converse com os pais do adolescente organizador da festa procurando saber detalhes do evento.
Lembre-se: Filhos são herança do Senhor e nós não os tivemos para que satanás os arrebate de nossas mãos.
Cuide deles, proteja-os e Deus será glorificado!
Pense nisso!
Fonte: Renato Vargens
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domingo, 15 de novembro de 2015
Fotojornalista Sebastião Salgado propõe fundo para recuperação do Rio Doce
O fotojornalista Sebastião Salgado antecipou a vinda ao Brasil para se inteirar da tragédia ambiental em Mariana cuja lama atinge a bacia do Rio Doce. Nesta sexta-feira (13), Salgado encontrou-se com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir propostas para recuperar a área, incluindo a criação de um “fundo” subsidiado pelas empresas responsáveis pelo desastre para recuperação das áreas.
A região é onde está sediado a organização não-governamental (ONG) Instituto Terra, criado por ele e a mulher Lélia Wanick Salgado, para recuperação de área vegetal e, principalmente, nascentes degradadas. O Instituto fica no município mineiro de Aimorés, onde Salgado nasceu.
Durante a semana, no perfil do Instituto Terra, no Facebook, vários internautas cobraram um posicionamento do fotojornalista sobre a tragédia. Hoje, Salgado está radicado na França. “Instituto Terra. Nenhum comentário sobre o desastre no rio Doce? Vamos ter mais um livro sobre as misérias?! Ou nem isso? Vocês são um instituto de preservação, são patrocinados por uma mineradora (!!) que é no mínimo responsável por 50% de tudo que está acontecendo. E não vão falar NADA????????”, questionou um dos internautas.
Outro internauta disse que o pronunciamento de Sebastião Salgado, “sobre algo que se confunde com a própria biografia dele, teria uma repercussão significativa nesse momento”. Para uma internauta, era “estranho o silêncio do Instituto Terra, sobre a destruição, provavelmente total, do Rio Doce”, mesmo quase dez dias após o acidente.
Sebastião Salgado deve permanecer no Brasil até a próxima semana. Está prevista a ida do fotojornalista até Aimorés. No final da tarde desta sexta-feira, a assessoria de comunicação do Instituto publicou nota no perfil da rede social e no site da ONG.
Acompanhe a íntegra do texto:
“COMUNICADO SOBRE O RIO DOCE"
Autor: Comunicação - 13/11/2015
Solidário a todos os atingidos pelo rompimento das barragens de rejeitos no município de Mariana, em Minas Gerais, em especial aos familiares das vítimas, o Instituto Terra entende que o momento exige ações urgentes dos poderes constituídos, no sentido de minimizar o sofrimento da população envolvida e dos impactos causados ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que deve atuar na responsabilização das empresas envolvidas, de acordo com a legislação brasileira, no sentido de efetivar a integral compensação pelos danos causados.
Durante toda a sua existência, o Instituto Terra pautou-se pelo verdadeiro sentido da palavra sustentabilidade, buscando ser interlocutor, mediador dos conflitos locais, mas também apresentando soluções técnicas efetivas para promover o equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente.
Diante do acontecido, o Instituto Terra imediatamente mobilizou todo o seu corpo técnico na elaboração de um projeto para recuperação do Rio Doce. A proposta prevê a criação de um Fundo com recursos financeiros subsidiados pelas empresas responsáveis pelo desastre, que possibilite, além da recuperação de nascentes, absorver todos os investimentos e ações destinados à reconstrução das condições ecológicas, bem como gerar recursos contínuos para projetos sociais, econômicos e de geração de emprego e renda em toda a região que constitui essa bacia hidrográfica.
O fundo deve permitir a criação de um patrimônio perpétuo para promover uma grande transformação no Vale do Rio Doce, saindo de um quadro de intensa devastação para um ambiente equilibrado, desenvolvido e produtivo.
O projeto já foi discutido com os Governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, bem como com o Governo federal. Cofundador e Vice-Presidente do Instituto Terra, Sebastião Salgado tratou do tema diretamente com a presidente Dilma Rousseff, na manhã desta sexta-feira (13 de novembro), em Brasília, que se mostrou empenhada e favorável à iniciativa, e assumiu o compromisso de criar um comitê para negociar com as empresas responsáveis pelas barragens de Mariana.
Além do Governo federal e dos Governos Estaduais, o plano para recuperação do Rio Doce deve envolver os governos municipais, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, para pleno direcionamento dos recursos e tecnologias a serem empregados na região.
Já sabíamos que restabelecer a vida do Rio Doce seria um processo difícil e de longo prazo. Agora, exigirá mais empenho e urgência nas ações, bem como uma aprendizagem ambiental compartilhada com a sociedade.
Mais do que nunca, o resgate do Rio Doce, destruído ecologicamente pelo desastre, passará por medidas de recuperação de todas as nascentes da bacia, para garantir uma maior produção de água, bem como a reconstituição das matas ciliares e das reservas legais, para evitar a sobreposição e acúmulo de mais resíduos, assim como o fortalecimento de um modelo agroecológico de produção rural. Somadas a outras ações socioambientais e de monitoramento, de toda a cadeia produtiva, em especial a industrial, acreditamos que será possível alcançar o pleno restabelecimento da região.
O Instituto Terra reafirma seu compromisso com a missão de replantar a Mata Atlântica e trazer de volta a vida, a água, ao Vale do Rio Doce, com projetos conectados e voltados diretamente para a promoção do desenvolvimento pleno de um Vale que há anos sofre com os efeitos da degradação ambiental”.
Fonte: hojeemdia
A região é onde está sediado a organização não-governamental (ONG) Instituto Terra, criado por ele e a mulher Lélia Wanick Salgado, para recuperação de área vegetal e, principalmente, nascentes degradadas. O Instituto fica no município mineiro de Aimorés, onde Salgado nasceu.
Durante a semana, no perfil do Instituto Terra, no Facebook, vários internautas cobraram um posicionamento do fotojornalista sobre a tragédia. Hoje, Salgado está radicado na França. “Instituto Terra. Nenhum comentário sobre o desastre no rio Doce? Vamos ter mais um livro sobre as misérias?! Ou nem isso? Vocês são um instituto de preservação, são patrocinados por uma mineradora (!!) que é no mínimo responsável por 50% de tudo que está acontecendo. E não vão falar NADA????????”, questionou um dos internautas.
Outro internauta disse que o pronunciamento de Sebastião Salgado, “sobre algo que se confunde com a própria biografia dele, teria uma repercussão significativa nesse momento”. Para uma internauta, era “estranho o silêncio do Instituto Terra, sobre a destruição, provavelmente total, do Rio Doce”, mesmo quase dez dias após o acidente.
Sebastião Salgado deve permanecer no Brasil até a próxima semana. Está prevista a ida do fotojornalista até Aimorés. No final da tarde desta sexta-feira, a assessoria de comunicação do Instituto publicou nota no perfil da rede social e no site da ONG.
Acompanhe a íntegra do texto:
“COMUNICADO SOBRE O RIO DOCE"
Autor: Comunicação - 13/11/2015
Solidário a todos os atingidos pelo rompimento das barragens de rejeitos no município de Mariana, em Minas Gerais, em especial aos familiares das vítimas, o Instituto Terra entende que o momento exige ações urgentes dos poderes constituídos, no sentido de minimizar o sofrimento da população envolvida e dos impactos causados ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que deve atuar na responsabilização das empresas envolvidas, de acordo com a legislação brasileira, no sentido de efetivar a integral compensação pelos danos causados.
Durante toda a sua existência, o Instituto Terra pautou-se pelo verdadeiro sentido da palavra sustentabilidade, buscando ser interlocutor, mediador dos conflitos locais, mas também apresentando soluções técnicas efetivas para promover o equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente.
Diante do acontecido, o Instituto Terra imediatamente mobilizou todo o seu corpo técnico na elaboração de um projeto para recuperação do Rio Doce. A proposta prevê a criação de um Fundo com recursos financeiros subsidiados pelas empresas responsáveis pelo desastre, que possibilite, além da recuperação de nascentes, absorver todos os investimentos e ações destinados à reconstrução das condições ecológicas, bem como gerar recursos contínuos para projetos sociais, econômicos e de geração de emprego e renda em toda a região que constitui essa bacia hidrográfica.
O fundo deve permitir a criação de um patrimônio perpétuo para promover uma grande transformação no Vale do Rio Doce, saindo de um quadro de intensa devastação para um ambiente equilibrado, desenvolvido e produtivo.
O projeto já foi discutido com os Governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, bem como com o Governo federal. Cofundador e Vice-Presidente do Instituto Terra, Sebastião Salgado tratou do tema diretamente com a presidente Dilma Rousseff, na manhã desta sexta-feira (13 de novembro), em Brasília, que se mostrou empenhada e favorável à iniciativa, e assumiu o compromisso de criar um comitê para negociar com as empresas responsáveis pelas barragens de Mariana.
Além do Governo federal e dos Governos Estaduais, o plano para recuperação do Rio Doce deve envolver os governos municipais, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, para pleno direcionamento dos recursos e tecnologias a serem empregados na região.
Já sabíamos que restabelecer a vida do Rio Doce seria um processo difícil e de longo prazo. Agora, exigirá mais empenho e urgência nas ações, bem como uma aprendizagem ambiental compartilhada com a sociedade.
Mais do que nunca, o resgate do Rio Doce, destruído ecologicamente pelo desastre, passará por medidas de recuperação de todas as nascentes da bacia, para garantir uma maior produção de água, bem como a reconstituição das matas ciliares e das reservas legais, para evitar a sobreposição e acúmulo de mais resíduos, assim como o fortalecimento de um modelo agroecológico de produção rural. Somadas a outras ações socioambientais e de monitoramento, de toda a cadeia produtiva, em especial a industrial, acreditamos que será possível alcançar o pleno restabelecimento da região.
O Instituto Terra reafirma seu compromisso com a missão de replantar a Mata Atlântica e trazer de volta a vida, a água, ao Vale do Rio Doce, com projetos conectados e voltados diretamente para a promoção do desenvolvimento pleno de um Vale que há anos sofre com os efeitos da degradação ambiental”.
Fonte: hojeemdia
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
LEMBRA DELA? Segredo sobre a morte de Isabella Nardoni vai mudar tudo
A reviravolta no caso se deu depois que uma carcereira procurou o Ministério Público para revelar segredos que podem mudar os rumos do caso Isabela Nardoni, que foi morta pelo pai e madrasta covardemente, jogava viva da janela de um prédio no ano de 2008, a carcereira que não quis que sua identidade fosse revelada por segurança, afirma com toda certeza revelou que ouviu da madrasta de Isabella que o avô da menina estaria envolvido no caso da morte.
Ela deu entrevista ao fantástico e as revelações feitas por ela já foram ouvidas e colhidas pelo departamento de homicídios, vai ao encontro de outro fornecido por outra testemunha e também revelado pelo “Fantástico”.
Segundo essas duas funcionárias na medida que ela foi pegando confiança pelas guardas femininas, a madrasta foi se abrindo e revelando coisas que nunca havia sido reveladas, e que a questionaram, __ Quem foi quem fez? e ela respondeu que foi ela a mando de uma terceira pessoa, ” falou que teria sido a mando de mais alguém, mas que alguém? questionei ela ” daquele véio! ” que velho? seu sogro? ‘ e ela chorando muito abaixou a cabeça e disse que sim com um sinal de balançar a cabeça, afirmando.
Não foi somente para as carcereiras que ela se abriu, as presas que dividem a cela com ela também ouviram a confissão. Se isso for verdade a principal beneficiária é exatamente Ana Carolina Jatobá condenada a 26 anos de prisão, contra os 31 de Alexandre Nardoni também preso acusado de matar a filha. Seu pai, Antônio Nardoni, por meio do advogado que representa o casal, disse que não comentaria as novas denúncias.
Fonte: Fantástico
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