
Quase 250 crianças com menos de cinco anos de idade já morreram no Peru devido a uma onda de frio intenso que atingiu a região sul do país três meses antes do esperado.
De acordo com o correspondente da BBC em Lima Dan Collyns, um terço das mortes ocorreu na região da cidade de Puno. A maior parte desta região é coberta por um planalto conhecido como altiplano, que se estende até a Bolívia.
Segundo o jornal El Comercio,as temperaturas nesta região chegaram aos -20ºC desde março.
Até o momento, um total de 246 crianças morreram. Este número representa um aumento de 40% em relação ao número registrado no mesmo período de 2008, segundo o jornal peruano El Comercio.
Hipotermia
Collyns disse que dezenas de crianças morrem todos os anos durante o inverno no Peru devido a pneumonia e outros problemas respiratórios, principalmente no sul dos Andes.
No entanto, em 2009, as temperaturas baixas começaram em março. Especialistas acreditam que a mudança climática no planeta pode estar por trás da chegada do inverno mais cedo.
Funcionários de organizações de ajuda afirmaram que a exposição prolongada ao frio está causando hipotermia e as infecções respiratórias como a pneumonia.
As crianças, frequentemente mal nutridas, são as mais vulneráveis neste clima frio. Collyns relata que o sul do país é uma região marcada pela pobreza e a falta de serviços básicos de saúde.
O El Comercio relatou que a maioria das mortes não ocorreu nos hospitais, pois muitas vezes os pais das crianças não conhecem os r
iscos apresentados em quadros de pneumonia.
"Lamentavelmente, muitos pais de família levam os filhos afetados por problemas respiratórios muito tarde para os serviços de saúde, por isso é impossível para os médicos salvar suas vidas", disse ao jornal Felipe Zea Vilca, diretor regional de saúde de Puno.
O governo declarou estado de emergência nas áreas afetadas, mas críticos afirmam que as ondas de frio podem ser previstas e as mortes anuais, evitadas.
Muitos culparam a ineficiência do governo pelas mortas. Mas o ministro da Saúde, Oscar Ugarte, afirmou que as autoridades regionais não distribuíram os recursos públicos de forma eficaz.
O correspondente da BBC na capital peruana acrescenta que as campanhas para doação de cobertores, roupas e alimentos para as vítimas do frio no sul do país já se transformaram em um ritual anual para empresas e cidadãos peruanos.
De acordo com o correspondente da BBC em Lima Dan Collyns, um terço das mortes ocorreu na região da cidade de Puno. A maior parte desta região é coberta por um planalto conhecido como altiplano, que se estende até a Bolívia.
Segundo o jornal El Comercio,as temperaturas nesta região chegaram aos -20ºC desde março.
Até o momento, um total de 246 crianças morreram. Este número representa um aumento de 40% em relação ao número registrado no mesmo período de 2008, segundo o jornal peruano El Comercio.
Hipotermia
Collyns disse que dezenas de crianças morrem todos os anos durante o inverno no Peru devido a pneumonia e outros problemas respiratórios, principalmente no sul dos Andes.
No entanto, em 2009, as temperaturas baixas começaram em março. Especialistas acreditam que a mudança climática no planeta pode estar por trás da chegada do inverno mais cedo.
Funcionários de organizações de ajuda afirmaram que a exposição prolongada ao frio está causando hipotermia e as infecções respiratórias como a pneumonia.
As crianças, frequentemente mal nutridas, são as mais vulneráveis neste clima frio. Collyns relata que o sul do país é uma região marcada pela pobreza e a falta de serviços básicos de saúde.
O El Comercio relatou que a maioria das mortes não ocorreu nos hospitais, pois muitas vezes os pais das crianças não conhecem os r

"Lamentavelmente, muitos pais de família levam os filhos afetados por problemas respiratórios muito tarde para os serviços de saúde, por isso é impossível para os médicos salvar suas vidas", disse ao jornal Felipe Zea Vilca, diretor regional de saúde de Puno.
O governo declarou estado de emergência nas áreas afetadas, mas críticos afirmam que as ondas de frio podem ser previstas e as mortes anuais, evitadas.
Muitos culparam a ineficiência do governo pelas mortas. Mas o ministro da Saúde, Oscar Ugarte, afirmou que as autoridades regionais não distribuíram os recursos públicos de forma eficaz.
O correspondente da BBC na capital peruana acrescenta que as campanhas para doação de cobertores, roupas e alimentos para as vítimas do frio no sul do país já se transformaram em um ritual anual para empresas e cidadãos peruanos.
BBC Brasil
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