domingo, 11 de abril de 2010

Polícia diz ter encontrado os corpos dos seis meninos desaparecidos em Goiás



Neste sábado, suspeito confessou assassinatos e indicou local.
Polícia Civil disse que os corpos irão para o IML para identificação.


A Polícia Civil de Goiás informou neste domingo (11) que os corpos dos seis meninos desaparecidos na cidade de Luziânia (GO) desde o fim do ano passado foram encontrados. No sábado um suspeito de cometer os assassinatos foi preso e confessou o crime. Segundo a polícia, o suspeito, um pedreiro que já teria cumprido pena em Brasília por outro crime, indicou o local onde enterrou as vítimas- uma fazenda entre Luziânia e Cristalina (GO).
Nesta manhã, durante uma operação da Polícia Civil em conjunto com a Polícia Federal, os corpos foram desenterrados.De acordo com o delegado-chefe de Comunicação da Polícia Civil de Goiás, Norton Luíz Ferreira, a área é de difícil acesso. “Os corpos estavam num vale muito íngreme, de 100 metros de profundidade”, disse ao G1.
No local foram apreendidas, segundo Ferreira, duas bicicletas, que seriam das vítimas, e uma marreta, provavelmente utilizada no crime. “Foram apreendidas duas bicicletas que tudo indica serem das vítimas e uma marreta, que achamos ter sido usada para matar os meninos”, contou. De acordo com o delegado, o trabalho de busca foi acompanhado com comoção por familiares. Os corpos serão transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) para a identificação oficial por teste de DNA.
Segundo o delegado, o assassino oferecia dinheiro para convencer os jovens a ter relações sexuais com ele. Depois, o criminoso atraia os meninos para o vale, onde existe um lago, prometendo “uma pescaria”. O suspeito afirmou que matava as vítimas a pauladas, segundo a polícia. Ele está preso no Complexo de Delegacia Especializada de Goiânia. De acordo com Ferreira, o suspeito foi transferido para a cidade “por questões de segurança”. “O clima em Luziânia não é bom”, disse.

Caso
Os seis jovens que desapareceram tinham em comum o fato de morarem todos no mesmo bairro, o Parque Estrela D’Alva. No início das investigações, a polícia chegou a considerar os desaparecimentos como caso de sequestro para trabalho escravo.
Em fevereiro passado, o secretário de Segurança Pública do estado recusou a ajuda da Polícia Federal nas investigações. "Eu confio na competência, na dedicação e na qualidade da Polícia Civil de Goiás. Neste momento, as nossas estruturas técnicas de investigação, todos os profissionais que estão trabalhando nesse sentido, não apresentaram essa necessidade", afirmou na época.
A Polícia Federal só entrou no caso depois repercussão do caso e das intervenções do então ministro da Justiça, Tarso Genro, e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


G1

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