Dezenas de indígenas estão reunidos neste momento na Escola Araporã, localizada na Aldeia Bororó, Reserva de Dourados, para discutir o combate à violência na comunidade indígena.
O evento conta com a participação de autoridades representativas do Ministério Público Federal e lideranças caiuás, guaranis e terenas.
A criminalidade é um dos principais fatores da evasão escolar nas escolas. A declaração é de educadores que participaram de protesto na manhã de sexta-feira, no centro de Dourados. De acordo com os educadores, os adolescentes são as principais vítimas das drogas e alcoolismo nas aldeias.
Com isto, muitos acabam desistindo da escola e ingressando em organizações criminosas. O grupo pede segurança nas aldeias, para que haja desarticulação de grupos que estão colocando em risco a convivência no local. Em passeata, o grupo formado por mais de 100 pessoas percorreu a Avenida Marcelino Pires, levando faixas e cobrando das autoridades a volta do policiamento ostensivo nas aldeias, extinto há três anos, após a morte de policiais civis. A operação Sucuri também deixou de fazer a segurança na Reserva em janeiro deste ano, o que contribuiu para aumentar o índice de violência.
O diretor da Escola Tengatui Marangatu, Josias Marques, da etnia guarani, disse que toda a grade curricular da escola já foi afetada devido aos altos índices de violência. "Inserimos debates e palestras nas escolas, orientando sobre os riscos das drogas e alcoolísmo. Trabalhamos com o público adolescente, que é a categoria mais vitimizada pelo tráfico. Isso gera violência e temor nas aldeias", explica.
Em reunião com a administradora regional da Fundação Nacional do Índio, Margarida Nicoletti, semana passada, os manifestantes reclamaram da falta da segurança e cobraram o retorno das forças policiais nas aldeias. Eles pediram para que ela assinasse um documento, se comprometendo a intensificar os trabalhos no intuito de levar as forças policiais de volta para dentro da Reserva. O grupo pretende denunciar a situação de Dourados em Brasília caso a Funai não apresente soluções concretas para o problema nos próximos dias.
Fonte: Aquidauana
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