
Não por acaso, agressores sexuais podem procurar infiltrar-se em profissões onde teriam fácil acesso a jovens.
A literatura internacional menciona: pediatria,odontologia infantil, psicologia infantil, enfermagem pediátrica, magistério, assim como baby-sister, escotismo, etc.
Em muitos desses campos, o atendimento é feito no consultório "em caráter privado" e isso é considerado "normal" dentro das respectiva prática profissional, enquanto forma de "preservar o segredo". O trágico é que essas garantias, criadas com a finalidade de beneficiar - podem ser usadas pelo profissional agressor como álibis cômodos para acobertar o segredo de uma prática fraudulenta hedionda. Não raro também, agressores sexuais procuram aumentar e consolidar a aura de "respeitabilidade profissional", publicando trabalhos em ritmo frenético, inserindo seus nomes em cadastros internacionais, angariando prêmios, etc. O "discurso da competência profissional" passa a ser uma camuflagem de que se vale o agressor para afastar de si possíveis suspeitas, camuflagem essa tanto mais efetiva quanto mais o rótulo de "competente" for baseado em indicadores superficiais não aferidos de mérito verdadeiro.
Poder-se-ia retrucar que os casos de profissionais que abusam sexualmente de seus pacientes/clientes são raros. A resposta é de que esse pode ser mais um mito na área da VSCA (violência sexual contra crianças e adolescentes). O que parece mais correto afirmar é que se trata de uma prática raramente descoberta.Por isso mesmo, quando um caso vem à luz, ele é tratado como um escândalo na estrutura profissional.
Maria Amélia Azevedo - Psicologia, Infância e Violência DOméstica - SP (IPUSP, 1997)
Poder-se-ia retrucar que os casos de profissionais que abusam sexualmente de seus pacientes/clientes são raros. A resposta é de que esse pode ser mais um mito na área da VSCA (violência sexual contra crianças e adolescentes). O que parece mais correto afirmar é que se trata de uma prática raramente descoberta.Por isso mesmo, quando um caso vem à luz, ele é tratado como um escândalo na estrutura profissional.
Maria Amélia Azevedo - Psicologia, Infância e Violência DOméstica - SP (IPUSP, 1997)
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