sábado, 17 de dezembro de 2011

País de luto com a morte de Sérgio Britto e Joãosinho Trinta


Artistas, falecidos neste sábado, deixam um grande vazio na cultura brasileira

RIO – O país (e especialmemente o Rio) recebeu neste sábado duas tristes notícias sobre importantíssimos personagens da nossa cultura. Morreram Sérgio Britto e Joãosinho Trinta, grandes figuras dedicadas às artes do espetáculo, do saber e do entretenimento, que atingiram e influenciaram com seu trabalho um variado espectro de público, do mais popular ao mais intelectual.

Aos 88 anos, o ator e diretor carioca Sérgio Britto, ícone do teatro nacional que ajudou a construir as bases da dramaturgia nacional - nos palcos, na TV e no cinema - morreu neste sábado, aos 88 anos, no Hospital Copa D'Or, em Copacabana. Ele estava internado há cerca de um mês, com problemas cardiorrespiratórios. O corpo do ator está sendo velado na Assembleia Legislativa do Rio, no Centro, e será sepultado neste domingo, às 11h, no cemitério do Caju.

Colegas como Fernanda Montenegro, José Wilker, Domingos Oliveira e Gerald Thomas lamentaram a morte de Britto e falaram de sua contribuição para a dramaturgia.

- Ele não é um irmão meu, ele é o meu irmão. Convivemos intimamente desde 1948, a vida inteira juntos. Não existe renovação de peça, ele é insubstituível. O que fica são as pessoas formadas por ele, que o amaram e conviveram com ele. Do grupo formado por mim, Fernando (Torres), Italo (Rossi), Sergio e Natália Thimberg, só ficamos eu e Natália. Enquanto estivermos vivas, vamos perpetuar esse sonho artístico que ele liderou. Na verdade, ele não foi um líder, ele é um líder, ainda mais num país em que se vive uma crise de ética. Sempre foi extremamente honesto, generoso. Sempre passou por cima das desavenças. Não é porque morreu que digo isso, é porque viveu uma grande vida – disse em entrevista, muito emocionada, a atriz Fernanda Montenegro.

Em São Luís, no Maranhão, morreu, aos 78 anos, o carnavalesco João Clemente Jorge Trinta, considerado um mago na arte de produzir e comandar um desfile de carnaval. Ganhador de vários títulos com a Beija-Flor de Nilópolis, Joãosinho Trinta pregava o luxo nas escolas, mas assombrou o Sambódromo levando mendigos para a avenida, no enredo “Ratos e Urubus”, em 1989, considerado por especialistas um dos maiores desfiles de todos os tempos, talvez o mais revolucionário.

Ele estava internado em estado grave e respirava com a ajuda de aparelhos no Hospital UDI, na capital maranhense, onde nasceu. O velório acontece no Museu Histórico do Maranhão e o enterro será na manhã de segunda-feira, no Cemitério do Gavião.

Na Beija-Flor, o sábado foi de homenagens ao mestre.

- Era uma pessoa super simples e inesquecível na minha vida — disse o cantor Neguinho da Beija-Flor.

A presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes divulgaram notas lamentando a morte dos dois ícones da cultura nacional e carioca.


O Globo

Mulher que agrediu cão vai depor na semana que vem, diz delegado


Mulher está em local isolado por medida de segurança, afirmou.
Parente afirma que ela está arrependida e chora maior parte do tempo.


A mulher que aparece em um vídeo postado no YouTube agredindo um cão da raça Yorkshire em frente a uma criança na cidade de Formosa (GO) vai prestar depoimento na semana que vem, afirmou o delegado Carlos Firmino Dantas, que investiga o caso. O animal morreu.

Dantas disse ao G1 que a mulher está em um local isolado por medida de segurança, devido à repercussão negativa do caso. Segundo o delegado, a data do depoimento está sendo acertada com os advogados dela.

“Ela está muito mal, foi o que os advogados dela disseram”, relatou o delegado. Neste sábado, o G1 conversou com uma parente próxima da mulher, que disse que ela passa a maior parte do tempo chorando e se dizendo arrependida pelos maus-tratos ao animal.

Segundo a familiar, ela sofre de depressão e teve o quadro agravado depois de mudar para Formosa e ficar distante da família, que vive em outra cidade.

"Ela nunca foi ladra, nunca foi bandida, nunca usou droga, mas agora está assim por uma coisa dessas. Ela está arrependida, está sofrendo muito por isso, por uma atitude num momento de nervoso”, disse a parente da mulher, que diz ter conversado com ela pela última vez na quinta-feira (15) à noite, depois que o vídeo ganhou repercussão na internet.

A Polícia Civil de Formosa abriu inquérito no último dia 21 para investigar a denúncia de maus-tratos ao cachorro. Segundo o delegado, a dona do cachorro afirmou na delegacia, logo após a abertura do inquérito, que agrediu o animal porque estava em um "mau dia".

Gravação
No vídeo, a mulher aparece agredindo o cão na frente de uma criança. O animal chega a ser arremessado para o alto e preso dentro de um balde. O vídeo mostra a mulher chutando o cachorro e jogando o animal no chão. A gravação foi feita do alto, do que aparenta ser um andar com vista para a área de serviço da casa da mulher.

Dantas disse que a pena prevista por maus-tratos pode chegar a até dois anos, caso a mulher seja processada e condenada. Como as agressões ocorreram em frente a uma criança, ele disse que a mulher pode ainda ser denunciada com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

‘Supertranquila’
Na última sexta-feira (16), o G1 esteve no prédio onde a mulher mora com o marido e a filha, mas não encontrou ninguém no apartamento. Vizinhos ouvidos pela reportagem a descreveram como “calma” e “boa pessoa”.

Moradora do mesmo andar da mulher, Annelise Maschke afirmou que mudou para o prédio no mesmo dia que a suspeita de maltratar e matar o cão, em junho passado.

“Ela é minha vizinha de porta. É uma pessoa supertranquila, muito calma. A filha dela parece ser feliz, uma menina que brinca e conversa bastante. Nunca ouvi nada e nem sabia que ela tinha cachorro. Ela nunca falou sobre isso”, disse Annelise Maschke, moradora do mesmo andar da mulher.

Uma mulher que mora do outro lado da rua, que não quis se identificar, afirmou que a suspeita é “boa pessoa” e que mantinha uma relação cordial com ela. Um vizinho que mora no mesmo prédio da suspeita, no entanto, disse que já tinha ouvido barulho do cachorro chorando.


G1

Novo modelo de trabalho da 1ª VIJ pretende acelerar processos de adoção



O juiz titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF (1ª VIJ), Renato Scussel, aprovou novo plano de trabalho para acelerar a preparação psicossocial e jurídica das famílias que pretendem adotar crianças e adolescentes. A proposta é realizá-la pelos próprios técnicos da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª VIJ (SEFAM) e simultaneamente à fase seguinte, a da avaliação psicossocial dos pretendentes, necessária para verificar se os candidatos à adoção oferecem um ambiente saudável e favorável à criança.

A preparação psicossocial é exigência legal contida no artigo 28, § 5º, do Estatuto da Criança e do Adolescente, e constitui requisito para os pretendentes ingressarem no cadastro de adotantes. A preparação vinha sendo realizada pelos parceiros da 1ª VIJ, tais como as instituições de ensino superior nas áreas de Psicologia e Assistência Social. Com a nova medida, os psicólogos e assistentes sociais da Vara ficarão à frente das duas etapas e irão conhecer as famílias desde o início do processo de acolhimento, o que irá acelerar o procedimento e aumentar a produtividade do trabalho.

A partir deste novo modelo, as instituições parceiras cuidarão de prestar atendimento psicoterápico focal e breve aos postulantes que demonstrarem dificuldades de caráter psicológico, no transcorrer do processo de habilitação.

O cronograma do Programa de Habilitação Psicossocial e Jurídica está previsto para iniciar em fevereiro de 2012, com duração de dois meses para cada turma de 48 postulantes. Inicialmente serão proferidas duas palestras pela Defensoria Pública e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sobre aspectos sociojurídicos, para esclarecimentos dos ritos processuais, questões jurídicas e sociais.

Nas semanas seguintes, a turma será separada em quatro grupos, coordenados por técnicos da 1ª VIJ, para se reunirem em três encontros, visando tratar dos seguintes temas: motivação para adoção, receios ao acolher uma pessoa no núcleo familiar e na família extensa e as dificuldades pessoais e adaptação do adotando.

Após os encontros de grupo, as famílias que demonstrarem condições adequadas serão conduzidas imediatamente à fase de avaliação individual e/ou do casal, composta de entrevistas e visitas domiciliares, a serem executadas pelos mesmos técnicos que acompanharam os grupos.

A expectativa da novidade é que o acompanhamento próximo das famílias desde o início da habilitação torne proveitoso e célere o processo de adoção e atenda em tempo hábil o direito da criança e do adolescente à convivência familiar.

Fonte: SECOM/ 1ª vara da Infância e Juventude


prómenino

Polícia encontra pistas de Mizael Bispo e está perto de prender foragido


Mizael Bispo de Souza é um dos foragidos da Justiça mais procurados do estado de São Paulo. Ele responde pelo assassinato da namorada Mércia Nakashima, ocorrido em maio do ano passado. Em Guarulhos (SP), a polícia encontrou três pessoas que ajudaram Mizael. Um deles deu abrigo por um mês para o suspeito. Já os outros o ajudaram financeiramente. O Jornal da Record teve acesso exclusivo à investigação.

R7

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Justiça condena gravadora por racismo em música de Tiririca



A Sony terá que pagar indenização de 1,2 milhão de reais por danos morais provocados pela letra da música 'Veja os Cabelos Dela', do deputado federal Tiririca

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro avaliou como racista a letra da música Veja os Cabelos Dela, de autoria do deputado federal Tiririca. A decisão condena a gravadora Sony, detentora dos direitos autorais da música, a pagar indenização de 1,2 milhão de reais. A ação foi movida por dez organizações não governamentais que lutam contra o racismo.

As entidades alegaram que trechos da música são ofensivos aos negros. Num trecho, a canção diz: "Veja veja veja veja veja os cabelos dela/Parece bom-bril, de ariá panela/Parece bom-bril, de ariá panela/Eu já mandei, ela se lavar/Mas ela teimo, e não quis me escutar/Essa nega fede, fede de lascar"

De acordo com o advogado Humberto Adami, que defendeu as entidades no processo, o valor é o mais alto já pago a uma indenização por ato racista. "A quantia é pequena ainda se comparada com outros segmentos de danos morais, como injúria e difamação."

A gravadora ainda não se manifestou sobre a decisão. O deputado federal Tiririca disse que não vai falar sobre o assunto porque apenas a Sony é acionada no processo.

A ação é movida pelas mesmas entidades desde 2004, quando a gravadora recorreu da condenação. Na época, a Sony foi condenada a pagar indenização de 300 milhões de reais, valor que foi reajustado nesta decisão desta quinta-feira.


Veja

Mulher é flagrada espancando cãozinho yorkshire na frente do filho


Tortura durou bastante tempo; agressora é uma enfermeira e está foragida


Uma imagem chocante abriu o Record Notícias desta sexta-feira (16): uma enfermeira espancou e torturou um cãozinho da raça yorkshire.


Ela fez tudo isso na frente de seu filho, de apenas três anos.


Um yorkshire não pesa mais do que 3 kg. Esse animal, que acabou morrendo, foi arremessado diversas vezes pela agressora.


A mulher está foragida, mas sendo procurada pela polícia.


Ela deve responder por crime de maus-tratos a animais.


R7

Temporada de chuvas testa sistemas de prevenção instalados no Brasil

Enchentes e deslizamentos já são parte integrante da temporada de chuvas no Brasil. A quase um ano da maior tragédia climática do país, as autoridades dizem, no entanto, estarem melhor preparadas para lidar com situações de emergências.


Às vésperas de mais um verão chuvoso, serviços de Defesa Civil trabalham para minimizar o poder inevitável dos temporais, sobretudo, para reduzir o número de mortes.


Em janeiro deste ano, mais de mil pessoas morreram na região serrana do Rio de Janeiro.


A tragédia serviu como alerta para algumas administrações municipais, como a prefeitura do Rio, que instalou sirenes em 66 comunidades cariocas.


"Nosso principal objetivo é salvar vidas e por isso a cidade do Rio de Janeiro investiu em um moderno radar meteorológico, para nos alertar da chegada de chuva, e na instalação de sirenes para que a população possa ser alertada e busque abrigo", explicou o subsecretário de Defesa Civil do município, Márcio Motta.


As sirenes foram instaladas em áreas classificadas como de alto risco de deslizamento. Elas são acionadas três horas antes da chegada de fortes tempestades.


Equipamentos similares também foram colocados em cidades da região serrana do Rio, bem como bairros da cidade de São Paulo sujeitos a enchentes, como a Freguesia do Ó, na zona norte da capital paulista.


Moradia


Embora tenha havido significativo investimento nos sistemas de alarme, o problema fundamental permanece: milhões de brasileiros ainda vivem em áreas perigosas como morros sujeitos a deslizamentos ou vales onde inundações são inevitáveis.


O especialista em gestão de riscos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Moacyr Duarte, diz que não há dados confiáveis sobre o número exato dos brasileiros que vivem em situação de risco como essa.


"O que a gente percebe quando vê imagens desses desastres, como nas enchentes em Santa Catarina ou nos deslizamentos na região serrana do Rio, é que há muitas ocupações em lugar de risco evidente. Ou então intervenções humanas que criam riscos, como cortar barrancos de qualquer jeito", observa.


Segundo Duarte, "existe uma preocupação muito grande e correta hoje em dia com a avaliação dos impactos que um empreendimento pode ter na natureza".


"Mas ainda não nos acostumamos a olhar com mais atenção para os impactos da natureza sobre os empreendimentos", observa.


Morros cariocas


Na cidade do Rio de Janeiro, grande parte do risco está nas comunidades construídas nos morros em condições precárias e sem planejamento. Em abril de 2010, quase 70 pessoas morreram em deslizamentos nas favelas da cidade.


"Um levantamento da GeoRio indicou que 117 comunidades no Rio de Janeiro incluem áreas de alto risco, onde vivem 18 mil famílias. Retirar as pessoas dessas locais ou fazer obras que os tornem seguros é um trabalho essencial, mas não é uma coisa que possa ser feita num passe de mágica", diz Márcio Motta. "Por isso nossa prioridade agora é salvar vidas."


A auxiliar de enfermagem Alessandra de Oliveira, de 31 anos, mora em uma dessas 18 mil residências que passam todos os verões sob a constante ameaça de deslizamentos.


No verão passado, a ameaça tornou-se realidade: numa madrugada de chuva intensa um pedaço do barranco no Morro dos Cabritos, na zona sul, deslizou arrastando pedras e plantas. Por sorte, a parede do quarto em que ela dormia resistiu e ninguém saiu ferido.


A Prefeitura interditou a casa de Alessandra, mas ela continua vivendo no local, sob tensão frequente, sempre que nuvens escuras cobrem o Morro dos Cabritos.


"Mesmo que tenha casa do governo para gente, vai ser muito longe, nos subúrbios da cidade. Então a gente prefere ficar aqui mesmo", diz ela, que vive em Copacabana e prefere continuar morando próximo do trabalho.


"Meu sonho mesmo seria que o governo fizesse um muro de contenção no barranco para que a gente pudesse viver em segurança aqui mesmo", diz.


Pesquisa


A fim de minimizar o risco de pessoas como Alessandra, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) trabalha na combinação de dados climáticos com informações detalhadas do terreno de modo a estabelecer quais são as áreas de maior risco nas cidades.


"Nosso objetivo é poder dizer às autoridades com mais segurança o que pode acontecer caso uma chuva forte ocorra em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outras grandes cidades brasileiras. O que precisamos é conhecer a realidade pluviométrica (o volume de chuvas) de cada área para combinar com dados sobre o solo, como ocupação humana e estabilidade, para saber direito qual o tamanho do problema", explica o diretor-geral do INPE, Gilberto Câmara.


Este ano o INPE começou a operar com plena capacidade um supercomputador para análises climáticas – batizado de Tupã – para evitar que o governo e a população sejam pegos de surpresa por desastres naturais.


"Acredito que esse ano já será possível sentir uma significativa evolução na qualidade dos dados meteoreológicos em relação ao que tínhamos no ano passado", diz Câmara.


BBC Brasil

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Lei da Palmada é aprovada por unanimidade em comissão da Câmara


A Lei da Palmada foi aprovada por unanimidade na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, com o objetivo de reforçar o controle da Justiça sobre casos de violência contra crianças e adolescentes.


A legislação que vigora atualmente, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), menciona "maus-tratos", mas não especifica quais castigos não podem ser aplicados pelos pais ou responsáveis.


A partir da aprovação, os parlamentares da Casa terão um prazo para se manifestem sobre a necessidade de votação em plenário. Caso a votação pela comissão seja considerada conclusiva, o projeto irá diretamente para o Senado.


O texto do projeto de lei 7.672/2010 foi modificado ontem (13) pela relatora Teresa Surita (PMDB-RR) -- o termo "castigo corporal" foi substituído por "agressão física" --, o que não agradou os representantes dos direitos da criança e do adolescente e causou polêmica, adiando a apreciação para hoje.


Após mais um dia de debate, firmou-se consenso em torno da expressão "castigo corporal".


Houve um destaque no texto para que a palavra "sofrimento" fosse suprimida da definição de castigo físico (ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso de força física que resulte em sofrimento ou lesão), mas a sugestão foi negada pela maioria dos deputados.


A Folha apurou que a solução textual de Surita agradou os segmentos envolvidos no debate, que se sentiram contemplados pelo projeto de lei.


As mudanças no texto da relatora teriam sido feitas após reunião da deputada com líderes da bancada evangélica na Casa --desfavoráveis ao uso do termo "castigo", argumentando que o projeto levaria a ingerência demasiada no âmbito das famílias.


Teresa Surita negou que tenha havido discordância entre membros da comissão e da bancada evangélica. Segundo ela, eles "só estavam querendo conhecer o projeto" e contribuíram para aperfeiçoar o texto final.


De acordo com o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), representante dos evangélicos, em nenhum momento a bancada teve o intuito de vetar o projeto.


"Agradeço a relatora por ter melhorado o texto. Agora ficou bonito", disse Feliciano.


Sobre uma possível ingerência da Secretaria de Direitos Humanos na troca dos termos do projeto, que não teria gostado da supressão da palavra "castigo", Teresa Surita afirmou que foram aceitas sugestões de diversas instâncias, como na elaboração de qualquer projeto de lei.


Folha OnLine

Vídeo flagra policiais espancando mulher turca, presa por não portar RG


Fevziye Cengiz foi presa sem documentos durante operação em boate.
Ela foi depois acusada de resistir à prisão; caso gerou revolta na Turquia.

Um vídeo feito dentro de uma delegacia turca tem causado revolta no país por mostrar um grupo de policiais agredindo uma mulher, jogando-a ao chão e puxando seus cabelos.


As imagens do circuito de segurança mostram Fevziye Cengiz, presa em uma operação numa casa noturna por não portar sua carteira de identidade, recebendo golpes na face em uma delegacia da cidade de Izmir, mesmo após ser algemada.


O que mais deixou a população indignada foi que a mulher pode ser sentenciada a seis anos na cadeia por "resistir à prisão e comportamento imprudente.


O caso foi noticiado pelo jornal britânico "Daily Mail". Segundo o site do tabloide, a ministra de políticas sociais turca, Fatma Sahin, classificou o incidente de "inaceitável" e disse que os responsáveis devem ser punidos. Ela afirmou, no entanto, que foi um caso individual que não tipifica a polícia turca.


As agressões ocorreram em julho, mas só agora vieram à tona com a divulgação das imagens na televisão turca.


G1

Em 30 anos, Brasil teve mais de um milhão de vítimas de homicídio


Dados são do Mapa da Violência divulgado na manhã desta quarta-feira


SÃO PAULO - Nos últimos 30 anos, a violência no país praticamente dizimou uma cidade inteira de grande porte. Cerca de 1,1 milhão de pessoas foram vítimas de homicídio. A média das últimas três décadas é de quatro brasileiros assassinados por hora. Só em 2010, foram mortas 50 mil pessoas, numa contabilidade de 137 assassinatos por dia. É mais que um massacre do Carandiru diariamente, quando 111 presos perderam a vida no confronto com a polícia. Uma pessoa foi morta a cada dez minutos no Brasil no ano passado.


- Foram mortas exatamente 1.091.125 pessoas. Para se ter uma ideia da tragédia, só 13 cidades brasileiras têm uma população que ultrapassa 1 milhão. Se matou no Brasil muito mais gente do que em países onde há conflito armado - disse Júlio Waiselfisz, responsável pela pesquisa que consta do Mapa da Violência 2012, elaborado e divulgado na manhã desta quarta-feira pelo Instituto Sagari, em São Paulo.


Com dados compilados desde 1980, o estudo revela o avanço da violência ano a ano. Se 30 anos atrás 13.910 pessoas foram vítimas de homicídio no país, em 2010, o número de mortes chegou a 49.932. Foi um crescimento de 258%. A população também aumentou no período, mas não na mesma velocidade. Passou de 119 milhões para 190 milhões de habitantes, registrando crescimento de 74%.


Em relação a outros países, a situação é alarmante. Enquanto no Brasil 1,1 milhão de pessoas foram mortas nos últimos 30 anos, a guerra civil da Guatemala, que durou 24 anos, registrou 400 mil mortes. A disputa religiosa entre Israel e Palestina, entre 1947 e 2000, foi marcada pelo assassinato de 125 mil pessoas.


Desde 1980, a taxa de homicídio para cada 100 mil habitantes também deu um salto considerável, passando de 11,7 para 26,2. Segundo o estudo, na última década foi observado crescimento rápido das taxas até 2003, quedas relevantes até 2005 e, a partir deste ano, equilíbrio instável, com cerca de 26 homicídios para cada 100 mil habitantes. A década fechou com taxa de 26,2 homicídios, semelhante ao verificado em 2000: 26,7.

O estudo ainda mostra que 17 estados que tinham as menores taxas do país no ano 2000 viram seus índices aumentar. Alagoas é o estado que ocupa a primeira posição no ranking dos mais violentos. Passou da décima-primeira colocação dez anos atrás, com taxa de 25,6 mortes por 100 mil habitantes, para o topo do pódio com a marca mais preocupante: 66,8.


Dois estados fizeram o caminho inverso. Enquanto, na última década, São Paulo diminuiu a taxa de homicídio de 42,2 para 13,9 por 100 mil habitantes, (4º para 25ª lugar no ranking), o Rio de Janeiro reduziu a taxa 51,0 para 26,2 (passou de 2º para 17º).


- Três fatores explicam a redução das taxas de homicídios em alguns lugares: campanha do desarmamento, investimento em segurança pública e políticas estaduais - disse Waiselfisz.


Num recorte feito por raça e cor, o estudo mostra que enquanto pessoas brancas estão morrendo cade vez menos vítimas de homícidios, boletins de ocorrências registram elevação de assassinatos contra os negros. Em relação aos brancos, diz o mapa: foram assassinados 18.852, em 2002, 15.753 (2006) e 13.668 (2010). Sobre os negros, a situação é mais crítica: foram mortos 26.952 (2002), 29.925 (2006) e 33.264 (2010).


O documento revela ainda que o Espírito Santo é o estado que registra o maior número de homicídios de mulheres: 9,4 para cada 100 mil habitantes, segundo os dados de 2010. Alagoas está em segundo lugar, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo ocupam, respectivamente, 25ª e 26ª colocações.


Em relação aos assassinatos de jovens, entre 15 e 24 anos de idade, os números também são alarmantes. Mais de 201 mil pessoas nessa situação foram mortas em 2010. Na comparação com 2000, o mapa registrou crescimento de 11,1% de homicídios contra jovens.



O Globo

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