sábado, 4 de julho de 2009

Síndrome do bebê sacudido




A cabeça de um bebê é grande e pesada em proporção ao resto do corpo. Entre o cérebro e crânio existe um espaço livre destinado ao crescimento e desenvolvimento; os músculos do pescoço do bebê ainda não estão desenvolvidos.
Quando se sacode um bebê ou uma criança pequena (geralmente abaixo dos 2 anos de idade), o cérebro ricocheteia contra o crânio, provocando contusão, inchaço, pressão e sangramento (hemorragia intracerebral). Isso pode resultar em dano cerebral grave e permanente, ou mesmo em morte. O ato de sacudir um bebê ou criança pequena também pode provocar lesões no pescoço e na coluna vertebral. As hemorragias da retina podem resultar em perda da visão.
Quase sempre, esta síndrome é causada por trauma não-acidental (abuso infantil), provocado por um pai, mãe ou babá irritados, que sacodem o bebê para puni-lo ou fazê-lo ficar quieto. Em casos raros, esta lesão pode resultar, acidentalmente, de ações como arremessar o bebê para o alto ou correr com ele em um "baby bag" preso às costas.

Orientações

Não se deve:
- erguer ou sacudir a criança visando acordá-la.
- administrar nenhuma substância à criança por via oral.

Procure imediatamente assistência médica de emergência se:
- a criança apresentar qualquer um dos sinais e sintomas já mencionados
- houver suspeita de que uma criança tenha sofrido este tipo de lesão

Prevenção
- Nunca sacuda um bebê ou criança pequena, seja por brincadeira ou sob efeito de irritação.
- Não use força física quando sua irritação contra uma criança ficar fora de controle.
- Chame um amigo ou parente para cuidar da criança e ficar com ela se você perceber que está fora de controle.
- Coloque a criança em um local seguro, como o berço ou o cercado, e chame um serviço local de ajuda ou de assistência à criança maltratada.
- Procure ajuda de um profissional e participe das reuniões de pais.
- Não ignore as evidências, caso haja suspeita de abuso contra a criança em sua casa ou na de alguém conhecido.

Fonte: Enciclopédia da Saúde

Sob aparência de calma, Honduras vive clima de apreensão


Polícia pode prender sem acusações formais por mais de 24 horas
O intenso movimento no Mall Multiplaza, um dos maiores shopping centers da capital hondurenha, leva a crer que tudo segue como antes em Tegucigalpa, pouco menos de uma semana após a deposição do presidente Manuel Zelaya.
Mas após as 22h, a capital hondurenha, com seus cerca de 770 mil habitantes, mais se parece uma cidade fantasma, sem que se veja um único habitante ou um único veículo circulando pelas suas ruas.
A partir deste horário e até 5h da manhã do dia seguinte, o governo instituiu um toque de recolher, que permite às forças policiais realizar prisões sem acusações formais por mais de 24 horas e que restringe os direitos assegurados pela Constituição de reunião e livre circulação.
Nos últimos dias, as ruas da capital também vêm se alternando em receber manifestações de ativistas a favor do atual governo interino do país ou de defensores do líder deposto, Manuel Zelaya.
Retorno
A população da cidade também aguarda com ansiedade os acontecimentos dos próximos dias, o possível retorno ao país de Zelaya, ou 'Mel', o diminutivo pelo qual ele é conhecido por aqui.
Zelaya foi afastado do poder após um grupo de militares ter invadido o Palácio Presidencial, na manhã do domingo passado, obrigando-o a embarcar para a Costa Rica, ainda de pijamas.
Para muitos, Mel é uma figura polêmica, que cometeu erros, mas sua deposição acabou sendo um equívoco ainda maior do que aquele que ela pretendia remediar.
Para outros, o líder deposto deve retornar ao país, mas para responder pelos delitos dos quais ele é acusado - 18 ao todo, pelas contas do atual governo interino comandado por Roberto Micheletti, ex-líder do Congresso.
As acusações vão de abuso de poder a traição à pátria, motivadas, em boa parte, pela intenção de Zelaya de realizar uma consulta popular para reformar a Constituição e, assim, abrir caminho para uma possível nova candidatura.
A Constituição hondurenha só admite que o líder máximo do país exerça um único mandato de quatro anos.
Sem tranquilidade
''Neste momento, não há tranquilidade. Alguns dizem que Mel voltará, outros que Micheletti é o presidente. Talvez Mel não tenha razão, dizem que ele violou a Constituição, mas seus direitos constitucionais também foram violados. Eu quero paz, democracia e segurança, vinda de ambos os lados. Poder ir trabalhar e me divertir normalmente. Estamos funcionando a meio vapor'', disse à BBC Brasil o vendedor Cris Manzanares.
Yollande Murillo, que trabalha na mesma loja de instrumentos musicais que Manzanares, tem uma visão distinta.
''O país vive um momento de manifestações (políticas), que em nenhum momento foram violentas, exceto pelas promovidas pelos defensores de Mel Zelaya. As manifestações do governo foram feitas em benefício da paz. Quanto a Mel, ele tem que regressar, mas para ser julgado por ter violado a Constituição. O erro do atual governo foi tê-lo deposto sem tê-lo julgado antes.''
Deposição e Chávez
Nesta quinta-feira, o principal assessor jurídico do Exército hondurenho, o coronel Herberth Bayardo Inestroza, admitiu que a deposição de Zelaya constituiu um desrespeito às leis do país, mas defendeu a medida alegando que ela foi tomada a fim de evitar ''derramamento de sangue''.
Em entrevista ao site noticioso salvadorenho El Faro, disse que o Exército acabou não tendo alternativas a não ser a de depor Zelaya, visto que ele os vinha pressionando a descumprir a legislação do país ao pedir que os militares colocassem em prática a consulta popular com vistas à reforma da Constituição.
O coronel acrescentou que para os militares do país é impossível manter relações com um governo de esquerda e considera igualmente impossível que Zelaya volte ao país.
''Se é inteligente, não vai regressar a Honduras. Já Chávez (o líder venezuelano, Hugo Chávez) disse que não viria a Honduras e disse por que, e vocês sabem muito bem - porque tinha medo de ser vítima de um franco atirador."
Chávez foi um dos maiores defensores da recondução de Zelaya à liderança do país e chegou a ameaçar enviar tropas para Honduras para trazer o presidente deposto de volta à presidência.
Indagado se os supostos temores de Chávez de ser vítima de um franco atirador hondurenho são fundamentados, o militar afirmou: "Ele tem por que ter medo, claro. Porque faltou com respeito a todos nós. Nos chamou de gorilas e coisas assim. Não entendo como um golpista pode ter moral para insultar alguém".

Bruno Garcez
Enviado especial da BBC Brasil a Tegucigal

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Juiz aplica Lei Maria da Penha a uma mulher


Em SC, decisão provisória proíbe chegar perto do ex-marido
Júlio Castro

Em decisão inédita, a Lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, foi aplicada para dar tutela a um homem. A decisão, provisória, foi expedida pelo juiz Rafael Fleck Arnt, da Comarca de Dionísio Cerqueira, no oeste de Santa Catarina. Ele proibiu uma mulher de se aproximar do ex-marido e da atual companheira dele. Na ação, B.B. é acusada pelo Ministério Público de perseguir, ameaçar e perturbar o ex, V.M., no local de trabalho e em lugares que ele frequentava. Essa atitude foi caracterizada pelo magistrado como violência doméstica. Em sua decisão, o juiz Rafael Arnt explicou que a Lei Maria da Penha é lei mista e, por contemplar os dispositivos penais, deve ser aplicada em favor da mulher contra o homem e do homem contra a mulher."Desde que preenchidos os requisitos legais, especialmente quanto à hiposuficiência (vulnerabilidade) da parte ofendida, violada em relação praticada no ambiente doméstico ou dela decorrente", destacou. Além disso, o juiz citou o artigo 5º da Constituição, que afirma a igualdade entre os sexos. "Com o advento da ?Constituição Cidadã?, homens e mulheres foram considerados iguais em direitos e deveres", frisou o juiz. A medida é válida por 30 dias.JURISPRUDÊNCIA A decisão do juiz catarinense abre jurisprudência na aplicação da lei, independentemente do sexo dos envolvidos. A Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006 na integralidade, cita apenas proteção à mulher. Fundamenta-se, conforme seu artigo 1º, na "criação de mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do parágrafo oitavo do artigo 226 da Constituição Federal, da convenção sobre a eliminação de todas as formas de violência contra a mulher, da Convenção Interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher e de outros tratados internacionais ratificados pelo Brasil".A lei ainda dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.Em SC, decisão provisória proíbe chegar perto do ex-marido

Fonte: Estadão

Os bastidores da ascenção de Hitler

Por Stefano Barbosa Oliveira *
Hitler foi nomeado chanceler pelo então presidente Hindenburg em janeiro de 1933. Em fevereiro, Hitler ordenou aos seus capangas que ateassem fogo no Reichstag e depois colocassem a culpa nos comunistas. Ele convenceu Hindenburg a assinar uma lei que decretava o estado de sítio no país. Além disso, os comunistas foram perseguidos e presos e o partido comunista foi posto na ilegalidade.
O clima tenso causado pelo Estado de Sítio deu motivo para Hitler conseguir convocar o Parlamento e promover a votação da “Ermächtigungsgesetz” (Lei de habilitação de grandes poderes). O Ermächtigungsgesetz era um poder especial permitido pela Constituição de Weimar para dar grandes poderes ao Chanceler, como, por exemplo, decretar leis sem a intervenção do Reichstag. O Ermächtigungsgesetz só poderia ser votado em casos de estado de sítio (ou emergência). O Ermächtigungsgesetz só poderia entrar em vigor se conseguisse 2/3 dos votos do Reichstag.
Hitler fez acordos com vários partidos, que aceitaram votar a favor dessa lei habilitante. Mas ainda faltava negociar com os deputados do Zentrumspartei (partido católico, cujo líder era o padre Ludwig Kaas) a votarem a favor da lei e, con isto, conseguir os 2/3 necessários para a aprovação. O Zentrum, entretanto, só aceitaria votar a favor da lei se o NSDAP concedesse privilégios à Igreja Católica, além de assinar uma concordata.
No final de março , a lei foi aprovada e o NSDAP ganhou plenos poderes e dissolveu o Reichstag. Depois, a Igreja começaou a negociar uma nova concordata com a Alemanha. Nesse cenário, ela sacrifica o Zentrum, então o único partido significativo que o NSDAP não tinha proibido. Na realidade ele ajudou o NSDAP a conquistar o poder absoluto.
Em 5 de julho de 1933, o Zentrum se dissolve sob solicitação da hierarquia católica, deixando o caminho livre para o NSDAP, então, o partido único. Os nazistas fizeram a concordata com o Vaticano. Hitler enviou von Papen (e Kaas) a Roma para assinar a concordata com o Secretário de Estado do Vaticano, Eugenio Pacelli, futuro Pio XII (o bispo Montini, futuro Paulo VI, também participou da assinatura da concordata. Anos depois, ele se envolveria com as Ratlines).
A concordata garantiu o reconhecimento diplomático do regime nazi pelo Vaticano, o que era muito vantajoso para Hitler no plano internacional. Por outro lado, a Igreja aceitou cooperarcom Hitler e fechar os olhos para os abusos cometidos por ele. Além disso, a Igreja ganharia escravos do regime nazi (curiosidade: o NSDAP teria como membro-honorário o bispo Alois Hudal, que mais tarde seria um dos protagonistas das Ratlines). O NSDAP também fez acordos com as Igrejas Protestantes, que apoiaram os nazis em troca de privilégios. Um dos mais notáveis líderes protestantes pró-NSDAP era o pastor Ludwig Müller, líder do Deutsche Christen. A Igreja Adventista também foi uma notável cúmplice do nazismo, tanto que recentemente os adventistas pediram perdão por esta cumplicidade.

Foto: Padres nazistas
*Stefano Barbosa Oliveira é membro da União Nacional dos Ateus

Número de casos de gripe suína no Brasil mais que dobra em uma semana; total chega a 131


O número de casos confirmados no Brasil de gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- subiu para 131, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira. Segundo o Ministério da Saúde, todos os pacientes passam bem. Em apenas um dia, foram confirmados mais 17 casos, sendo 14 somente no Estado de São Paulo.
O número é mais que o dobro do total de casos registrados até a sexta-feira passada (12), quando havia 54 pessoas infectadas com a doença no país. Na ocasião, o Ministério da Saúde investigava 70 casos suspeitos. Hoje, há 166 casos suspeitos em análise em diversos Estados brasileiros.
Entre os 131 pacientes infectados pelo vírus da Influenza A (H1N1), 23 foram contaminados no Brasil ao ter contato com pacientes vindos do exterior (autóctone).
"Desse modo, o Ministério da Saúde considera que a transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de sustentabilidade da transmissão do vírus da Influenza A (H1N1) de pessoa a pessoa", informou a pasta. Ao todo, foram descartados 530 casos.
Os Estados onde há confirmação da doença são: São Paulo (55), Santa Catarina (26), Minas Gerais (19), Rio de Janeiro (15), Tocantins (4), Distrito Federal (3), Espírito Santo (2), Goiás (2), Mato Grosso (2), Bahia (1), Rio Grande do Norte (1) e Rio Grande do Sul (1).

Escola

Nesta sexta-feira, a escola Pueri Domus de São Paulo confirmou que dois alunos contraíram o vírus da gripe suína. Porém, o Ministério da Saúde não confirmou se os dois casos estão contemplados na lista divulgada hoje. A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta casos isolados.
Devido aos casos, a escola cancelou a festa junina que aconteceria neste sábado (20) e recomendou que todos os alunos que tiveram contato com os estudantes infectados ficassem em casa.

Suspeita

O secretário de Saúde do Estado do Rio, Sérgio Côrtes, pode estar com gripe suína. Segundo nota divulgada pela secretaria, Côrtes está em isolamento domiciliar e todos os funcionários que tiveram contato próximo com ele serão monitorados.
Ainda de acordo com a nota, amostras de secreção respiratórias foram colhidas para exames específicos de detecção do vírus influenza A (H1N1), que causa a nova gripe. A assessoria de comunicação não informou quando será divulgado o resultado do exame nem se Côrtes será substituído no cargo.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Saiba quais hospitais procurar no Brasil
Saiba mais sobre a gripe suína
Fonte: Folha Online

Polícia da Irlanda do Norte prende dois adolescentes por ataques a ciganos


A Polícia norte-irlandesa (PSNI) revistou várias casas no sul de Belfast e deteve nesta sexta-feira dois adolescentes supostamente envolvidos nos ataques racistas que provocaram a fuga de mais de 20 famílias romenas de etnia cigana de suas casas nessa região da cidade.
Os suspeitos, de 15 e 16 anos, foram detidos depois que as forças de segurança fizeram uma operação no distrito popular The Village, uma região de maioria protestante na capital da Irlanda do Norte.
"Os agentes que averiguam a intimidação de cidadãos romenos cometida entre os dias 11 e 15 de junho efetuaram duas operações de busca. Um dos detidos está ajudando a Polícia em suas investigações", explicou uma porta-voz da PSNI.
No último final de semana, vários indivíduos atacaram duas casas de romenos, o que fez com que 115 pessoas de origem romena cigana abandonassem suas casas para se refugiar nesta quarta-feira em uma igreja protestante da região.
No mesmo dia, as autoridades acomodaram temporariamente as 20 famílias em um bairro com casas agora abandonadas perto de uma universidade.
O êxodo das famílias mobilizou toda a classe política norte-irlandesa, assim como representantes comunitários e organizações humanitárias, que trabalham agora para reforçar sua segurança e evitar a volta delas à Romênia.
A porta-voz da PSNI comunicou que as forças de segurança também trabalham para identificar os responsáveis por outro ataque racista cometido contra uma residência de romenos nesta quinta-feira no leste de Belfast, ao mesmo tempo em que descartou o envolvimento de grupos paramilitares protestantes, cujos líderes condenaram os incidentes.
Uma onda de violência racista cresceu nos últimos anos na cidade, coincidido com o declínio do tradicional conflito entre grupos paramilitares de distritos católicos e protestantes.
Parte da violência tem sido atribuída a jovens protestantes, alguns dos quais anteriormente voltavam sua revolta contra católicos ou aderiam a grupos paramilitares ilegais pró-britânicos.
A violência entre grupos católicos que lutavam pela independência da Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido e os unionistas protestantes caiu drasticamente no início da década de 90, quando o IRA (Exército Republicano Irlandês) começou a diminuir a ênfase em ações armadas e atentados contra o domínio britânico. Em 1998, foi assinado o Acordo da Sexta-feira Santa entre o Sinn Fein, braço político do IRA, e os grupos paramilitares protestantes, que abriu caminho para um governo de união.
Em maio de 2007, dois adversários históricos --o líder do Partido Unionista Democrático (DUP, sigla em inglês), Ian Paisley, e o líder do católico Sinn Féin, Martin McGuinness-- dividiram o poder na Irlanda do Norte, como primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro, respectivamente, após o fim de cinco anos de governo direto britânico. Alguns grupos radicais ainda contestam os acordos, e no início deste ano houve atentados que mataram dois soldados britânicos e um policial.

Folha Online
Com Efe e Associated Press

E quando os chatos são eles e não elas?


Atenção, mulheres e homens: agora que elas fizeram sua autocrítica com as dicas preciosas de Isabel e se olharam no espelho perguntando “sou chata assim sempre ou só de vez em quando”… agora que a gente admitiu que o humor, o sorriso e a tolerância nos tornam mais belas e atraentes e que chega de ser cricri e fresca… agora que a gente sabe que a chatice e a amargura pioram com a idade, provocam rugas… agora que os homens aderiram entusiasmados ao 7×7 e à nossa isenção… chegou a hora de pensar todos juntos.
Como é a chatice masculina?
Você já viu a seguinte cena no restaurante. A mulher conversa com o marido e só tem olhos para ele. Ele responde monossilabicamente - resmunga. Bebe mais do que come. Aí, você entra e se dirige até o casal para cumprimentar, ela é sua amiga. O homem se acende como se fosse árvore de Natal na Lagoa Rodrigo de Freitas. Olha para você com um sorriso, puxa a cadeira, pergunta o que você quer beber, e engata numa conversa animada. E aí você pensa: esse aí eu não ia querer nem embrulhado pra presente.
Fora o galinha profissional, quais são os tipos que mais encarnam o mala-padrão?
Depois das terríveis chatices femininas, fiquei pensando, a pedido das leitoras, quais são as maiores chatices de homem ou se eles são sempre vítimas. Para mim, é até difícil porque sempre vivi bem no mundo masculino, tenho dois filhos homens – e os acho adoráveis. Gosto do jogo de cintura dos homens – e adoro futebol na tv e no Maracanã.
Mas já tive de ligar o radar anti-chato muuuuuuitasss vezes na vida e no trabalho. Como agem os homens-mala no dia a dia? Será que eles também vão se identificar com algumas das atitudes abaixo e comentar aqui no blog – ou as chatas são sempre elas?
Fiz uma enquete com as amigas. Tem o chatinho, o chato médio e o chato insuportável – que nem os amigos homens de infância aguentam.
Como age aquele que leva a mulher a se desapaixonar com o tempo, a ficar com baixa autoestima, a se encantar com aquele colega de trabalho ou a pensar em se tornar lésbica?
O chato…
- Nunca encontra nada e pergunta sempre onde está tudo, mesmo que esteja diante de seus olhos, ou logo abaixo da superfície de uma gaveta. “Onde está o cotonete? Onde está a pasta de dente? Onde estão as meias cinzas? Onde está o remédio de dor de cabeça?”

- Implica com a empregada. “Ela não sabe passar roupa, e essa mancha na camiseta é água sanitária?, ela vive quebrando copo, né?, não estamos pagando muito não?.”
- É monotemático na conversa. Só fala de futebol. Só fala de carro. Só fala de golfe. Só fala de Bolsa. Só fala dele (esse é o pior). Se acha.
- O porta-voz: ele interrompe a mulher e resolve falar por ela, exatamente no momento em que ela está explicando, de seu jeito, um projeto dela. É constrangedor.

- Sempre reclama da comida, por mais que a mulher se esmere; no meio da refeição inovadora, comenta: “ficou meio salgado esse feijão, né?”

- Fala o tempo todo do trabalho, do chefe, dos subordinados, da grana, mesmo nos fins de semana. Fulaninho isso, fulaninha aquilo. Não consegue desligar.
- Tem uma síncope com qualquer arranhãozinho no carro se você abre a porta e encosta na árvore.
- Não suporta quando a mulher tem dificuldade de encontrar o celular tocando na bolsa.
- Não consegue deixar passar uma bunda sem conferir por trás na rua, ou pelo espelho retrovisor se estiver dirigindo. “Achei que fosse uma amiga minha”.

- Tudo dele é importante mas, quando a mulher fala de seu próprio trabalho, desliga total ou minimiza. “É bobagem, larga esse trabalho, você não ganha muito mesmo”.

- Quando chega em casa, liga a televisão, “amor, aproveita que você está em pé e pega uma cerveja”, “a que horas sai a janta?”, depois volta para o sofá e apaga.
- Implica com a enteada e com o jeito da mulher de ser mãe: “Você não sabe controlar essa menina, é muito mole, tem que ter mais rigor, ah se fosse minha filha…”

- Discute no trânsito e se vinga fechando o outro, abaixa a janela do carro pra xingar.

- Diz, quando os dois já estão na porta prestes a sair: “Mas você vai assim?”, sem especificar exatamente o problema.

- Anda sempre à frente da mulher na rua, nunca ao lado – mas, se for uma amiga, torna-se o gentleman em pessoa, vira Cary Grant.

- Jamais divide tarefas domésticas, quase nem passa da sala para a cozinha, e continua achando que trocar fralda (com cocô) só a mulher tem a técnica.

- Dá importância sobrenatural a colarinho, gravata e abotoadura.
Homens, portanto, podem ser tão incrivelmente chatos quanto mulheres. Chatice não é uma questão de gênero. Assim, se é para dar certo, vamos tentar sempre não sucumbir a essas manias que a maioria dos casais desenvolve com o tempo e com a danada da intimidade: implicar um com o outro, esquecer o prazer da companhia, ignorar as pequenas delicadezas, não fazer concessões, falar e não escutar, olhar e não ver…cobrar, cobrar, cobrar…



Mulher 7 por 7

Época

China investiga caso de preso que bebeu muita água e ficou cego


O governo da China está investigando o caso de um jovem que teria ficado cego após ser obrigado a ingerir diariamente algo entre 10 e 15 litros de água enquanto aguardava julgamento na prisão.
O jovem Qin Yingfei, de 27 anos, foi inocentado da acusação de estupro, mas sofreu abusos dos colegas de cela durante os oito meses em que permaneceu preso no centro de detenção de Zanhuang, na província de Hebei.
Qin esteve detido entre setembro de 2006 e abril de 2007 e perdeu a vista em junho de 2007.
De acordo com os médicos, a pressão alta causada pelo excesso de água no organismo de Qin foi o que causou a cegueira.
As autoridades chinesas investigam agora se houve negligência ou conivência da carceragem com os presidiários que cometeram os abusos, informou nesta sexta-feira o jornal estatal China Daily.

Abuso

Qin alega que foi acorrentado enquanto esteve detido e era diariamente obrigado a jogar pôquer com um assassino convicto, Yu Zhenrong.
Quando perdia para Yu, Qin tinha que beber muita água como “punição” pela derrota.
“Eu não ousava desobedecer Yu, pois ele batia nos detentos com frequência”, disse Qin ao jornal de Hong Kong South China Morning Post.
“Eu tive as pernas acorrentadas até mesmo quando estava no hospital, mas Yu não. Ele podia andar livremente no centro de detenção, apesar de ele estar aguardando a pena de morte”, reclamou o jovem.
De acordo com os médicos de Qin, o excesso de água também causou edema pulmonar, que é o acúmulo de líquido nas vias respiratórias.
O vice-diretor da casa de detenção, Zhao Yumin, disse à imprensa chinesa que Qin já estava doente antes de ser preso, mas não mostrou nenhum laudo médico sustentando essa afirmação.
Além do caso de Qin, o governo também está investigando outras duas mortes suspeitas ocorridas na mesma penitenciária.
A imprensa estatal revelou se tratar de casos de abuso perpetrados pelo mesmo condenado Yu, mas não divulgou mais detalhes.
Yu foi executado em janeiro de 2007 por ter assassinado a irmã da ex-namorada.

Repercussão

Fóruns de discussão na internet tem mobilizado a opinião pública chinesa em torno de casos de negligência policial e abuso ocorridos dentro de penitenciárias.
Em fevereiro a imprensa estatal deu vasta cobertura a denúncia feita contra os guardas de uma prisão na província de Yunnan que tentaram encobrir o assassinato de um presidiário pelos colegas de cela.
Os carcereiros disseram que o prisioneiro havia morrido acidentalmente.
A família do preso, no entanto, contestou a versão oficial e conseguiu persuadir o governo a investigar o caso.
Ficou comprovado que o prisioneiro foi assassinado a pancadas dentro de sua cela e a carceragem não fez nada para impedir o crime.

Marina Wentzel
BBC Brasil

Autoajuda ‘não beneficia pessoas com baixa autoestima’


Repetir pensamentos positivos para si pode acabar tendo efeito contrário ao desejado em indivíduos com baixa autoestima, afirma um estudo de pesquisadores canadenses.Segundo o estudo, frases encorajadoras e positivas a respeito de si funcionam apenas para quem já tem autoestima alta.
Os pesquisadores das universidades de Waterloo e de New Brunswick pediram a participantes do seu projeto que repetissem para si mesmos a frase “sou uma pessoa adorável”. Depois, eles analisaram a impressão dos participantes sobre si.
No grupo com baixa autoestima, os que tentaram este recurso de autoajuda se sentiram piores do que antes. Já pessoas com alta autoestima se sentiram – levemente – melhores após repetir o mantra positivo.
Os psicólogos pediram então que os participantes listassem pensamentos positivos e negativos a respeito de si. Eles descobriram que, paradoxalmente, aqueles com baixa autoestima se sentiam melhor quando podiam ter pensamentos negativos a respeito de si, e não quando eram obrigados a se focar nos pontos positivos.
Em um artigo na revista científica Psychological Science, os cientistas sugerem que, assim como elogios exagerados, asseverações puramente positivas tais como “eu me aceito completamente” podem produzir pensamentos contraditórios em indivíduos com baixa autoestima.
“Repetir afirmações positivas pode beneficiar algumas pessoas, como indivíduos com alta autoestima, mas sair pela culatra no caso das pessoas que mais precisam deles”, afirmou a psicóloga que coordenou a pesquisa, Joanne Wood.
Ela destacou, entretanto, que os pensamentos positivos funcionam como parte de uma terapia mais ampla.
A ideia de que as pessoas devem “se ajudar” a fim de se sentir melhor foi elaborada há 150 anos pelo médico escocês Samuel Smiles. Seu livro sobre o tema, que trazia orientações como “os céus ajudam aqueles que se ajudam”, vendeu 250 mil cópias.
Hoje, o negócio da autoajuda virou uma indústria multibilionária.

Fonte: BBC Brasil

Decisão de Justiça abre brecha para soltar casal Nardoni


Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e um parecer da Procuradoria da República podem ser decisivos no desenrolar do caso Nardoni. Ao negar a possibilidade de o processo contra Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá - pai e madrasta de Isabella Nardoni e acusados de matar a garota - ser analisado pelos tribunais superiores, o desembargador Eduardo Pereira Santos, presidente da Seção Criminal do TJ-SP abriu a chance para que os réus sejam julgados neste ano. Ao mesmo tempo, o criminalista Roberto Podval, que defende o casal, obteve em Brasília uma primeira vitória que pode livrar seus clientes da acusação de fraude processual. “Acreditamos que isso abrirá o caminho para que eles sejam postos em liberdade, pois esse era o principal motivo para mantê-los presos”, disse Podval.
O crime aconteceu em São Paulo, em 29 de março do ano passado. A defesa do casal Nardoni havia entrado no TJ com dois recursos. Um alegava desrespeito à lei federal e pedia que o processo sobre o assassinato de Isabella fosse enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O outro alegava desrespeito à Constituição durante o processo e pedia, portanto, que o TJ enviasse o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não preenchidos os requisitos exigidos, não se admitem o recurso especial e extraordinário interpostos. Devolvam-se os autos à origem”, decidiu o desembargador. Com isso, o processo deve voltar à 2ª Vara do Júri. O caso estava no TJ desde novembro passado, quando a defesa havia recorrido da decisão do juiz Maurício Fossen de submeter o casal Nardoni ao júri popular.
“Essa é uma decisão muito importante. Tudo indica que, agora, o processo poderá ser julgado ainda neste ano”, disse o promotor Francisco José Taddei Cembranelli. Os Nardonis são acusados de homicídio triplamente qualificado - meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por matar para ocultar outro crime - e fraude processual porque teriam alterado a cena do crime.
É justamente em relação a essa segunda acusação que a defesa entrou com habeas corpus que está sob análise no STJ. Depois de ser distribuído para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, da 5ª Turma do STJ, o caso foi para a Procuradoria da República, a fim de que o Ministério Público se manifestasse. Foi isso o que fez o subprocurador-geral da República Eugênio José Guilherme de Aragão, que entregou ontem seu parecer.
Aragão opinou que o habeas corpus não deve ser devolvido ao TJ para que o tribunal se manifeste sobre o mérito da fraude processual, pois ele somente o teria feito em relação ao homicídio, para só então o caso ser analisado pelo STJ.
Mas, ao mesmo tempo, o procurador afirmou que, caso o STJ decida julgar o caso, sua opinião é de que seja trancada (paralisada) a ação penal em relação à acusação sobre fraude processual. Com o chamado trancamento da ação, os réus deixariam de responder por esse crime, ficando assim livres da acusação. Os tribunais decidem trancar uma ação quando não existe justa causa para o seu prosseguimento, o que a torna um constrangimento ao réu.
Na opinião do subprocurador geral, os réus não podem ser acusados de fraude processual, pois o local do crime - o apartamento dos Nardonis - ainda estava sob sua guarda quando supostamente foi alterado, antes da chegada da polícia. Os réus não são obrigados, portanto, a se autoincriminar, deixando provas intactas para a polícia acusá-los.

Fonte: Portal Jurídico

Teerã: Governo enforca mais 20 prisioneiros


Segundo relato da agência de notícias estatal iraniana Fars, 20 pessoas foram enforcadas na prisão de Rajaee Shahr Karaj (a oeste de Teerã) nesta manhã de 4 de julho. O relatório também diz que "todos os enforcados haviam sido condenados pelo tráfico de drogas entre 2004 e 2008, e tinham entre 35 e 48 anos de idade". Em 3 de julho os grupos de Direitos Humanos no Irã alertaram que 29 prisioneiros no corredor da morte estavam programados para serem executados hoje 4 de julho em Teerã. Os grupos de Direitos Humanos no Irã estão investigando se entre os executados, estavam pessoas detidas em conexão com as recentes manifestações pró-democracia no Irão. A prisão Rajaee Shahr não é comumente utilizada para execuções, mas apenas em situações especiais. 34 pessoas já foram executadas no Irã nos últimos quatro dias, e 26 delas ocorreram em Teerã. Não há dúvida de que estas execuções almejam espalhar o medo entre a população e reprimir ainda mais o movimento pró-democracia no Irão", disse Mahmood Amiry-MOGHADDAM, porta-voz dos grupos de defesa dos Direitos Humanos no Irã. Ele acrescentou: "Várias milhares de pessoas foram detidas no decorrer das últimas três semanas de manifestações no Irã. Muitas delas estão em risco de tortura, confissão forçada e execução. A comunidade mundial, ONU, UE e todos os países com laços diplomáticos com o Irã deve fazer tudo o que podem para evitar o derramamento de sangue desencadeado pelo regime iraniano. " Amiry-MOGHADDAM continuou: "O mundo deve agir agora, antes que seja tarde demais! Pedimos também à comunidade mundial para apoiar as legítimas reivindicações do povo iraniano, e não reconhecer os resultados das recentes eleições iranianas"

Fonte: Comissão de Direitos Humanos no Irã
http://iranhr.net/spip.php?..

Parentalpolitik: Bruto e Patria Potestas



‘Crimes parentais’ definem-se por um termo amplo que utilizamos para englobar todos os tipos de crimes que acontecem no espaço domiciliar e que se estabelecem por relações de parentescos (que vão além de crimes que se circunscrevem aos cônjuges) demarcadas, em geral, no espaço da casa.

Constrói-se, então, uma ‘geografia do crime passional’ capaz de territorializar atos criminosos na escala doméstica, da casa, como por exemplo, um caso amplamente divulgado pela imprensa, o caso de Eloá: Eloá, de 15 anos, foi morta com dois tiros, um deles na cabeça, disparados pelo ex-namorado Lindemberg Alves, 22.

O crime ocorreu em outubro do ano passado, ao fim de um seqüestro de cem horas em Santo André, no ABC paulista. Trata-se de parricídios, como o complexo enredo do crime realizado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, assassinos confessos dos pais de Suzane Von Richthofen; como o parricida, ex-seminarista Gil Rugai de 25 anos, acusado de matar o pai e a madrasta em 2004.

São crimes parentais que não envolvem apenas parricídios, mas também filicídios, como o caso de Isabella Nardoni: com Isabella no colo, o pai (Alexandre Nardoni) subiu nas camas, deixando no lençol marcas dos chinelos que usava. Aproximou-se da janela, introduziu Isabella no orifício da tela e soltou-a de uma altura de 20 metros.

Sem tanta repercussão na mídia quanto o crime de Isabella, o esquartejamento de duas crianças pelo pai e pela madrasta aterrorizaram o Brasil em 2008: João Alexandre Rodrigues, 40, preso ao lado da mulher, a dona-de-casa Eliane Aparecido Rodrigues, 36, sob a acusação de ter assassinado e esquartejado os irmãos Igor Giovani, 12, e João Vítor, 13, filhos de Rodrigues em outro relacionamento. A madrasta dos meninos confessou que Rodrigues os asfixiou com um saco e teria dado detalhes sobre como ambos foram esquartejados.

Foice e pá foram usadas para esquartejar os corpos dos dois irmãos. Percebe-se, então que os esquartejamentos e as torturas são práticas soberanas, ou seja, práticas de soberania que são capazes de gerir a morte, conforme destacou Michel Foucault em “Vigiar e Punir” e “A Vontade de Saber”, afinal são formas de suplícios que ostentam a morte como finalidade do poder, mesmo que estejam presentes freqüentemente nos dias atuais.

De um lado, o esquartejamento é uma prática de suplício que manifesta a territorialização da morte como mecanismo privilegiado das antigas sociedades de soberania, bem como ilustra a patria potestas, poder de vida e morte do soberano que deriva da força dos pais ao destinarem seus filhos à morte.

A tortura também é uma técnica de suplício, dispositivo soberano, utilizado por policiais e criminosos. Em caso de crime passional que ficou incógnito por muito tempo, a tortura foi utilizada por policiais. Os jovens, Renato Correia de Brito, 24, William César de Brito Silva, 28, e Wagner Conceição da Silva, 25, deixaram o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, em setembro de 2008.

Eles dizem ter sofrido tortura numa base da Polícia Militar e no 1º Distrito Policial de Guarulhos, como asfixiamento com saco plástico, choque elétrico, espancamento com a mão, cadeiradas.

Após serem mantidos presos por dois anos em uma cela superlotada sob a acusação de terem violentado sexualmente e assassinado uma garota de 22 anos, os três, que dizem só ter assumido o crime após serem torturados por policiais militares e civis, foram soltos por decisão da Justiça “cinco dias depois de Leandro Basílio Rodrigues, 19, chamado pelos policiais civis de ‘maníaco de Guarulhos’, ter admitido o assassinato de Vanessa Batista de Freitas, 22, ex-namorada de Renato” (Folha de S. Paulo, 2008).

Torturas e esquartejamentos ilustram bem à força pela qual as relações de poder em uma sociedade de soberania se exercem. Não é da vida que se tratam essas técnicas, mas é sobre a morte que esquartejamentos e torturas recaem.

No direito romano, vita [vida] não é um conceito jurídico, ao contrário, indica apenas, como no uso latino comum, o simples fato de viver como um modo particular de vida, um “modo de vida”.

O que relaciona a vida ao direito soberano é que ela aparece originariamente, no direito romano, apenas como contraparte de um poder que ameaça com a morte. Este poder é absoluto e irrompe imediatamente e somente da relação pai-filho.

Por muito tempo, conforme afirmou Michel Foucault em seu livro “A Vontade de Saber”, um dos privilégios característicos do poder soberano foi o direito de vida e morte e sem dúvida, ele derivava formalmente da velha patria potestas que concedia ao pai de família romano o direito de ‘dispor’ da vida de seus filhos e de seus escravos; podia retirar-lhes a vida, já que a tinha ‘dado’.

Patria potestas é um poder que se exerce na relação pai-filho, de acordo com Giorgio Agamben em seu livro “Homo Sacer”, assim, quando analisamos crimes que envolvem parricídios e filícidios, semelhantemente observamos essa prática soberana, que tem mais por direito a morte que a vida. Deste modo, , quando lemos, em uma fonte tardia, que Bruto, mandando à morte os seus filhos, ‘havia adotado em seu lugar o povo romano’, é um mesmo poder de morte que, através da imagem da adoção, se transfere agora sobre todo o povo, restituindo o seu originário, sinistro significado ao epíteto hagiográfico de ‘pai da pátria’, reservado em todos os tempos aos chefes investidos no poder soberano.

Derivando dessa patria potestas, o soberano só exerce seu direito sobre a vida, exercendo seu direito de matar. Massacres se tornam vitais e como gestores da vida e da sobrevivência dos corpos que tantos regimes puderam travar tantas guerras, causando a morte de tantos homens.

Há alguns pesquisadores que tratam da transição entre a modernidade disciplinar e a sociedade de controle, mas nossa preocupação é analisar a persistência de práticas sociais de soberania nos vacúolos deixados pela sociedade disciplinar, ou melhor, definir a coexistência entre essas três formas de sociedade, enquanto milhares de Brutos ressurgem infinitamente na banalidade cotidiana.

mundobrasil

Grávida chega em estado grave ao Miguel Couto e médico escreve em seu braço a maternidade para ir e o ônibus para pegar

RIO - O prefeito Eduardo Paes cobrou todo o rigor na apuração do caso da grávida Manuela Costa, de 29 anos, que perdeu o filho após ter ido de ônibus para o hospital municipal Fernando Magalhães ao ter sua internação recusada no hospital Miguel Couto. Paes determinou a demissão dos profissionais envolvidos, caso as denúncias fiquem comprovadas.
O sonho de ter uma filha menina, que viria a se juntar a dois garotos mais velhos, estava prestes a se tornar realidade, mas foi interrompido pela irresponsabilidade e pelo descaso médico durante um atendimento no Hospital Miguel Couto. No último dia 2, quinta-feira, Manuela foi ao hospital sentindo fortes dores e com sangramento. Depois de ser examinada pelo obstetra de plantão, ela teve seu braço rabiscado de caneta com os dizeres: "Fernando Magalhães" e "476 e 460". Significavam o nome da maternidade que a paciente deveria procurar e os ônibus que, por conta própria, pegaria para chegar lá. Assim como ela, mais duas grávidas depois de examinadas foram "marcadas" pelo plantonista e encaminhadas para a maternidade de São Cristóvão.
Manuela chegou à maternidade, foi submetida a uma cesariana de emergência e a criança nasceu morta. Ela agora espera receber alta na segunda-feira para poder assistir ao enterro da neném.
- O caso era uma emergência, um quadro clássico de descolamento prematuro da placenta, o chamado DPP. O médico do Miguel Couto jamais poderia ter encaminhado esta grávida para outro hospital, muito menos sem pedir uma ambulância. Ela tinha que ter sido operada no Miguel Couto para só depois seguir para outro hospital - denuncia um médico da Fernando Magalhães, indignado com a história. Ele garantiu que as outras duas gestantes também não tinham condições de seguir por conta própria para outro hospital.
Os casos de Manuela e das outras duas grávidas marcadas a caneta geraram revolta na maternidade, onde foram fotografadas por um funcionário. Segundo uma fonte do hospital, que passou a denúncia ao GLOBO, a direção da Fernando Magalhães acionou a Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC).
A secretaria esclareceu, em nota, que, ao saber dos casos das gestantes, abriu sindicância no Hospital Municipal Miguel Couto para apurar de quem foi a responsabilidade do ato; abriu sindicância na Superintendência Materno Infantil, no nível central, para que as medidas cabíveis sejam tomadas; e enviou carta ao Comitê de Ética do Hospital Miguel Couto para os encaminhamentos necessários. A secretaria informou ainda que, "no prazo máximo de três semanas, terá todos os esclarecimentos a respeito do caso e que todos os responsáveis serão punidos com o rigor da lei".
O chefe da Obstetrícia do Hospital Miguel Couto, Mário Guilherme da Fonseca, disse que o ocorrido já foi comunicado à direção do hospital e que a sindicância interna foi aberta.
- Se este comportamento estranho e lamentável ficar comprovado, as questões administrativas serão tratadas com o maior rigor - explicou Mario Guilherme da Fonseca.


O Globo On Line

Cidadãos impotentes diante de uma Justiça falida!


Casal Nardoni consegue a 1ª vitória na Justiça
TJ nega envio de processo a Brasília; defesa considera que decisão do STJ abre brecha para libertação

Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e um parecer da Procuradoria da República podem ser decisivos no desenrolar do caso Nardoni. Ao negar a possibilidade de o processo contra Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá ser analisado pelos tribunais superiores, o desembargador Eduardo Pereira Santos, presidente da Seção Criminal do TJ-SP abriu a chance para que os réus sejam julgados neste ano. Ao mesmo tempo, o criminalista Roberto Podval, que defende o casal, obteve em Brasília uma primeira vitória que pode livrar seus clientes da acusação de fraude processual. "Acreditamos que isso abrirá o caminho para que eles sejam postos em liberdade, pois esse era o principal motivo para mantê-los presos", disse Podval.
O crime aconteceu em São Paulo, em 29 de março do ano passado. A defesa do casal Nardoni havia entrado no TJ com dois recursos. Um alegava desrespeito à lei federal e pedia que o processo sobre o assassinato da menina Isabella, de 6 anos, fosse enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O outro alegava desrespeito à Constituição durante o processo e pedia, portanto, que o TJ enviasse o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF).
"Não preenchidos os requisitos exigidos, não se admitem o recurso especial e extraordinário interpostos. Devolvam-se os autos à origem", decidiu o desembargador. Com isso, o processo deve voltar à 2ª Vara do Júri. O caso estava no TJ desde novembro passado, quando a defesa havia recorrido da decisão do juiz Maurício Fossen de submeter o casal Nardoni ao júri popular.
"Essa é uma decisão muito importante. Tudo indica que, agora, o processo poderá ser julgado ainda neste ano", disse o promotor Francisco José Taddei Cembranelli. Os Nardonis são acusados de homicídio triplamente qualificado - meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por matar para ocultar outro crime - e fraude processual porque teriam alterado a cena do crime.
É justamente em relação a essa segunda acusação que a defesa entrou com habeas corpus que está sob análise no STJ. Depois de ser distribuído para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, da 5ª Turma do STJ, o caso foi para a Procuradoria da República, a fim de que o Ministério Público se manifestasse.
Foi isso o que fez o subprocurador-geral da República Eugênio José Guilherme de Aragão, que entregou ontem seu parecer. Aragão opinou que o habeas corpus não deve ser devolvido ao TJ a fim de que o tribunal se manifeste sobre o mérito da fraude processual, pois ele somente o teria feito em relação ao homicídio, para só então o caso ser analisado pelo STJ.
Mas, ao mesmo tempo, o procurador afirmou que, caso o STJ decida julgar o caso, sua opinião é de que seja trancada (paralisada) a ação penal em relação à acusação sobre fraude processual. Com o chamado trancamento da ação, os réus deixariam de responder por esse crime, ficando assim livres da acusação. Os tribunais decidem trancar uma ação quando não existe justa causa para o seu prosseguimento, o que a torna um constrangimento ao réu.
Na opinião do subprocurador geral, os réus não podem ser acusados de fraude processual, pois o local do crime - o apartamento dos Nardonis - ainda estava sob sua guarda quando supostamente foi alterado, antes da chegada da polícia. Os réus não são obrigados, portanto, a se autoincriminar, deixando provas intactas para a polícia acusá-los.

STJ diz que não é crime pagar por sexo com menores de idade e revolta juízes e promotores
Fabiana Parajara, O Globo, Portal RPC

SÃO PAULO e CURITIBA - A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou ser crime pagar por sexo com menores de idade que se prostituem. Na semana passada, o ministro Arnaldo Esteves Lima, relator do caso, e os demais ministros da Quinta Turma do STJ mantiveram a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul que rejeitou acusação de exploração sexual de menores contra dois réus, por entender que cliente ou usuário de serviço oferecido por prostituta não se enquadra no crime previsto no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A decisão revoltou magistrados, promotores e defensores dos direitos da Criança e do Adolescente.
Segundo o processo, os dois réus, que não tiveram os nomes revelados, contrataram os serviços de três garotas de programa que estavam em um ponto de ônibus, mediante o pagamento de R$ 80 para duas adolescentes, que na época tinham 12 e 13 anos, e R$ 60 para uma mulher. O programa foi realizado em um motel, em 2006. O Tribunal de Mato Grosso do Sul absolveu os dois por considerar que as adolescentes já eram prostitutas reconhecidas, mas ressaltou que a responsabilidade penal dos apelantes seria grave caso eles tivessem iniciado as vítimas na prostituição. Para especialistas em Direito da Criança e do Adolescente, a decisão abre um precedente perigoso.
- É uma aberração, uma interpretação equivocada e absurda do Estatuto da Criança e do Adolescente. O estatuto é claro ao afirmar que a exploração de menores é um crime permanente. Não importa quem iniciou o processo, mas todos aqueles que se utilizam ou participam do esquema têm de ser punidos - afirma Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
Para a procuradora Ariadne Cantú Silva, que, na época foi promotora do processo, os tribunais desconsideraram que as duas menores já tinham sofrido.
- O processo deixou muito claro que as meninas não tinham qualquer domínio de sua liberdade sexual. Não era uma opção. Elas entraram na prostituição por viverem em situação de risco. A decisão levou em conta apenas um Código Penal ultrapassado e desprezou o ECA, que é uma legislação moderna e mundialmente reconhecida - afirma Ariadne.
O juiz estadual absolveu os réus porque, de acordo com ele, "as prostitutas esperam o cliente na rua e já não são mais pessoas que gozam de uma boa imagem perante a sociedade". O magistrado afirma ainda que a "prostituição é uma profissão tão antiga que é considerada no meio social apenas um desregramento moral, mas jamais uma ilegalidade penal". O STJ manteve essa posição e apenas condenou os dois jovens por portarem material pornográfico. Além do programa, eles aproveitaram para fazer fotos das meninas nuas.
- A decisão é quase uma licença para que o abuso e a exploração sejam cometidos sem punição. Atualmente, casos como esses dificilmente são punidos. É um processo difícil, que envolve constrangimentos e, muitas vezes, ameaças às vítimas e aos familiares delas. Quando se pode punir, temos uma decisão absurda dessas - diz Alves.
Alves afirma que os conselheiros do Conanda ainda não definiram uma estratégia para tentar derrubar a decisão, mas afirma que o conselho está confiante de que ela será derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, caso o STF não reverta a decisão, o caso poderá levado para cortes internacionais.
- Essa decisão não fere só o ECA ou a Constituição, mas também os acordos internacionais assinados pelo Brasil sobre proteção de crianças e adolescentes. O caso poderá ser levado, por exemplo, à OEA (Organização dos Estados Americanos) - diz.
Para o promotor Murillo Digiácomo, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias (Caop) de Infância e Juventude do Ministério Público do Paraná, o caso é uma vergonha para o Brasil no cenário internacional.
- É uma situação inqualificável. Qualquer pessoa que entende minimamente de direito da criança, qualquer cidadão, fica chocado. Como uma corte de Justiça pode tomar uma atitude dessa, contrária a tudo o que a lei determina? A gente fica perplexo - diz o promotor.
Para os especialistas, não punir quem explora sexualmente crianças e adolescentes é ignorar que há uma rede criminosa agindo.
- Colocar o cliente como não responsável pela exploração é um pensamento que viola direitos humanos e incentiva a impunidade. É um grande retrocesso - afirma Neide Castanha, pesquisadora e presidente do Comitê de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

"A SOCIEDADE VIVE ENTRE A OMISSÃO E A HISTERIA"
ARIEL DE CASTRO ALVES

Imagem do dia


Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive.


Sayuri Yamane

Conselho da Criança tenta intervir para ‘proteger’ Sean


O presidente do Cedca, Carlos Nicodemos, disse que Sean já sofre danos psicossociais.

O Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedca) exigiu hoje uma nova direção no tratamento da disputa de custódia do americano Sean Goldman.

Para o presidente do Cedca, Carlos Nicodemos, Sean já está sofrendo dano na sua integridade psicossocial. Ele pediu a retirada imediata de alguns dos sites de trechos da entrevista de Sean, que foi encomendada pela família brasileira.

O pedido de Nicodemos mais confunde do que defende o garoto. Porque Nicodemos foi uma das “autoridades independentes” convidadas para assistir a referida entrevista na Santa Casa da Misericórdia.

Fica difícil acreditar que ele não sabia que o objetivo da realização da entrevista era divulgar a “vontade” de Sean. Aliás, não me lembro de ter visto Nicodemos se contrapor à exposição de Sean na CBS.

Vocês se lembram? Quem interveio pelo bem estar do garoto foi Patricia Apy, advogada de David Goldman.

Mas, quando toma-se conhecimento das opiniões de Nicodemos podemos ter uma idéia melhor sobre que tipo de ‘proteção’ ele está falando.

"É preciso deslocar o eixo de análise desta questão para o campo dos direitos humanos das crianças, especialmente quando o Brasil é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (CDC-ONU). A CDC, que completa 20 anos em 2009, preconiza o superior interesse da criança frente a todo e qualquer interesse," disse ele.

A tentativa de apontar quem pensa mesmo no interesse da criança é antiga. Em debate sobre censura à imprensa no caso Goldman, em março, o desembargador Siro Darlan disse que o padrasto de Sean se preocupa mais com a integridade física do que seu pai.

Darlan, que também assistiu a entrevista de Sean no Rio de Janeiro, disse que David Goldman expõe o filho de forma prejudicial. No mesmo debate, chegou-se a criticar a imprensa americana por falar sobre um assunto que no Brasil corria em segredo de Justiça.

Mas tanto a mídia americana (com a primeira emenda constitucional), quanto a brasileira (com o artigo 220 da Constituição Federal) não pode ser impedida de exercer o direito de liberdade de expressão pelos respectivos Judiciários.

Mas nem tudo está perdido. A mídia brasileira ainda tem muita gente séria, como o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Maurício Azêdo. “Hoje o grande inimigo da liberdade de imprensa é o Poder Judiciário... ... um juiz não tem o poder, nos termos da Constituição, de impedir um jornal de publicar qualquer assunto.”

Talvez não exista motivo para duvidar da isenção da opinião de Carlos Nicodemos. Mas não faz mal nenhum saber que ele participou de coletânea de artigos que homenagearam Evandro Lins e Silva, como “o patrono da liberdade.”

Enquanto isso, David Goldman, um ‘gringo qualquer’ que resolveu lutar pelo filho que dizem ser “brasileiro nato,” aguarda a Justiça, que ‘tanto zela pelo bem do garoto,’ decidir uma pendenga que não deveria ter durado mais do que 6 semanas.



Brasil com Z

sexta-feira, 3 de julho de 2009

RONDÔNIA : Justiça constata irregularidades em Unidade Socioeducativa


O juiz Dalmo Antônio de Castro Bezerra, titular da vara da Infância e da Juventude da Comarca de Porto Velho (RO), acompanhado de técnicos da UnidadeO juiz Dalmo Antônio de Castro Bezerra, titular da vara da Infância e da Juventude da Comarca de Porto Velho (RO), acompanhado de técnicos da Unidade de Fiscalização, comissários de menores e funcionários ligados à área de proteção à criança e ao adolescente, inspecionou a Unidade de Internação Socioeducativa I, situada na Avenida Rio de Janeiro, e identificou o descumprimento das normas contidas no art. 94da Lei 8069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Após a constatação das irregularidades o magistrado estabeleceu prazo imediato para o órgão gestor realizar as devidas adequações. "Infelizmente observamos colchões em péssimo estado de conservação e em número insuficiente para atender à totalidade de socioeducandos em cumprimento de medida de internação, bem como ausência de produtos de higiene pessoal (papel higiênico, creme dental e escova) e ausência de material de limpeza (sabão em pó e água sanitária)", enfatizou.
Ainda de acordo com o juiz, "a unidade de internação conta com dezenas de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas por atos cometidos contra a sociedade. Contudo, o que se espera, no mínimo, é um ambiente saudável para possibilitar a reeducação e ressocialização deles, e um futuro reingresso ao convívio social como pessoas reabilitadas. Não se pode admitir os retrocessos que estão acontecendo na Unidade de Internação visitada. A situação deve ser sempre de avanço na garantia de direitos, justamente para legitimar a cobrança dos deveres dos internos".
A visita faz parte de uma série de ações desenvolvidas pelo Juizado da Infância e Juventude e busca a fiscalização pelo Juizado da Infância e Juventude das condições estruturais e situação dos adolescentes nas Unidades de Internação e Medidas de Meio Aberto, efetuadas mensalmente pelo corpo técnico e pessoalmente pelo juiz.
Dentre outras ações atualmente desenvolvidas pelo Juizado da Infância, destaca-se, ainda, a fiscalização e combate à prostituição infantil, com atuação pelo Comissariado de Menores como agentes de proteção; agilização dos processos de adoção e guarda, com busca de família substituta para as crianças que estão no abrigo, sob a responsabilidade do corpo técnico e o desenvolvimento de ações entre os diversos órgãos governamentais na busca de garantia de direitos da criança e adolescente.

Fonte: Rondonia Dinâmica

Região cafeicultora brasileira sofre com criminalidade



ALFENAS, Minas Gerais (Reuters) - Um fazendeiro assassinado, furto de máquinas, dinheiro e armas em fazendas e roubo de carga a caminho dos portos. Crimes como esses inquietam as belas cidades cafeicultoras brasileiras e elevam os custos dos produtores de café.
"Tivemos problemas com quadrilhas roubando café e caminhões. Fomos obrigados a obter uma escolta armada para proteger as cargas por todo o trajeto até o porto de Santos", disse Washington Rodrigues, diretor da Ipanema Coffees, uma das maiores fazendas de café do mundo.
Os ladrões que desfalcaram nove contêineres com café da empresa no caminho para o principal porto brasileiro deram um prejuízo de 200 mil reais e causaram uma surpresa desagradável quando os contêineres chegaram ao seu destino, no exterior.
"Quando foram abertos, havia apenas areia e tijolos", disse Rodrigues, contado como os ladrões retiraram o café por meio de um buraco feito na lateral do contêiner, deixando as portas intactas.
As metrópoles brasileiras são conhecidas pela criminalidade endêmica, retratada em filmes como "Cidade de Deus", mas os furtos e alguns assaltos nas áreas rurais do país que é o maior produtor de café do mundo colocam em alerta fazendeiros e comerciantes.
Alguns exportadores uniram-se para levar o café até os portos em comboios a fim de dividir os custos das escoltas armadas. A Ipanema Coffees agora reabre seus contêineres na chegada aos portos e fotografa o produto antes de embarcá-lo.
"O custo adicional total para essa precaução e para a escolta é de cerca de 3 reais por saca," afirmou ele.

PATRULHA RURAL

Numa tentativa de combater a criminalidade na zona rural, incluindo a que afeta cafeicultores e comerciantes, a polícia conta agora diariamente com as "patrulhas rurais" em Minas Gerais, Estado que produz cerca de metade do café brasileiro.
"É bom porque pelo menos ela assusta as pessoas com más intenções", disse o cafeicultor Paulo Rogério Gerald, perto da cidade mineira de Varginha, oferecendo laranjas da sua propriedade para os policiais em patrulha.
O tenente Alexandre Milhomem e o capitão Hausler Ribamar deram seu telefone para Gerald e para os funcionários dele, enquanto os grãos de café secavam ao sol na frente da sede, que já foi invadida uma vez este ano.
Milhomem disse que o número de furtos caiu para 22 no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, pois as patrulhas começaram no fim do ano passado. Os assaltos também pararam após três incidentes no período do ano passado.
Um fazendeiro de Varginha, entretanto, foi morto a golpes de faca há alguns meses numa tentativa de assalto. Um suspeito, um trabalhador da fazenda que conhecia o lugar e a rotina diária, foi preso.
"Acho que o mataram porque não queriam ser reconhecidos... A primeira notícia que tivemos foi a de que ele havia desaparecido e começamos a procurá-lo. Eles o enterraram numa área escondida na própria fazenda", disse Milhomem.
A polícia diz que em geral os ladrões querem dinheiro e equipamentos agrícolas leves, enquanto as quadrilhas organizadas não se intimidam em roubar grandes quantidades de café. Armas de fogo mantidas nas fazendas também atraem ladrões em busca de armas para o uso em outros crimes.
"Costumava ter muito mais pessoas na zona rural e sempre havia festas nas fazendas", disse Gerald, que não vive na fazenda e agora usa uma colheitadeira mecânica na lavoura, no lugar de dezenas de trabalhadores.

Por Peter Murphy
para: O Globo

STJ nega liberdade a padre acusado de violentar três meninas em Rio Grande (RS)


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta quinta-feira o pedido de habeas corpus ao padre acusado de abusar sexualmente de três menores em Rio Grande (RS). O religioso foi preso em fevereiro do ano passado e a defesa dele pedia que ele respondesse às acusações em liberdade.

O acusado é ex-diretor de um colégio na cidade e foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por atentado violento ao pudor contra duas jovens e tentativa de estupro de uma. A reportagem não conseguiu localizar os advogados de defesa do religioso.
Na época, ele foi preso em flagrante pela polícia. De acordo com a Corte, após o crime, o padre "comprava" o silêncio das vítimas e de alguns de seus familiares, "por meio de promessas de emprego e doação de dinheiro."
Segundo o STJ, o acusado chegou a confessar que praticava "atos libidinosos" com as adolescentes. No pedido de liberdade, a defesa do religioso alega, entretanto, que ele sofreu "constrangimento ilegal em sua prisão preventiva, que teria sido decretada pela Justiça gaúcha sem a fundamentação adequada".
O Ministério Público Federal opinou favoravelmente à concessão de habeas corpus ao padre, porém, os ministros do Tribunal defenderam que o decreto de prisão do acusado estava suficientemente fundamentado.
Pesou na decisão ainda o fato de que o padre já foi condenado em primeira instância pela Justiça do Rio Grande do Sul, com a proibição de que ele recorra dessa decisão em liberdade.


Fonte: JusBrasil

Toque de recolher infanto-juvenil gera discussões


Para o Conanda, além de ser feito por profissionais despreparados, o toque de recolher contraria o direito à convivência familiar e comunitária, restringindo, também, direitos de adolescentes que estudam à noite

Juízes da Infância e da Juventude de alguns municípios de quatro estados brasileiros, São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Paraíba, decretaram, por meio de portaria, o toque de recolher para crianças e adolescentes. A justificativa é que a medida visa à diminuição da violência infanto-juvenil. Os horários e idades limite para estar desacompanhado de um responsável variam. Em São Paulo, por exemplo, nos municípios de Fernandópolis, Ilha Solteira e Itapura, quem tiver menos de 18 anos não pode estar nas ruas desacompanhado dos pais ou responsáveis a partir das 20h. O modelo foi copiado em Santo Estevão (BA). Desde 15 de junho, em Patos de Minas (MG), somente adolescentes de 16 a 18 anos podem circular após o horário estipulado, se tiverem uma carteira de identificação expedida pela Vara da Infância e Juventude da cidade. O juiz da Vara da Infância e Juventude de Patos de Minas (MG), Joamar Gomes Vieira Nunes, afirma que a portaria foi editada para preencher o vácuo deixado pelo Estado, pela família e pela sociedade. “A família não tem mais poder sobre o adolescente”, diz. Para ele, a sociedade acha que os adolescentes são um problema sem solução e o Estado não oferece os aparatos necessários, como educação integral e programas para recuperá-los do vício das drogas. Para tentar derrubar a portaria, o Ministério Público de Minas Gerais apelou ao Tribunal de Justiça do estado e protocolou reclamações na Corregedoria Geral de Justiça de Minas Gerais e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas nenhum dos órgãos se manifestou até agora. O promotor de Justiça Jaques Souto Ferreira garante que o toque de recolher é inconstitucional e fere o Estado democrático de direito. “O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) permite a criação de portarias para regulamentar a presença de crianças em eventos, mas não permite restrições genéricas”, explica o promotor. Apesar das contestações, segundo Gomes, relatório divulgado pela polícia militar na quarta-feira (01) mostra que a taxa de atos infracionais infanto-juvenis cometidos entre 23h e 6h foi zerada. As ocorrências registradas pelo Conselho Tutelar caíram 95%. Polícias Militar e Civil, agentes do corpo de bombeiros, conselheiros tutelares e voluntários são os responsáveis pela vigilância das ruas. No caso de descumprimento da regra, pais e comerciantes podem receber multa de três a 20 salários mínimos. O presidente da Comissão Nacional de Legislação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, acredita que, caso seja provocada, a entidade pode entrar com uma ação civil pública contra as portarias, que seriam inconstitucionais.

Visão do Conanda – O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) pediu providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o toque de recolher. O parecer enviado ao CNJ reforça o descumprimento do artigo 149 do ECA que não prevê a restrição do direito à liberdade de crianças e adolescentes de forma genérica, e sim restrições de entrada e permanência em certos locais, que devem ser decididos caso a caso. O parecer destaca, ainda, que a apreensão desses adolescentes nos estabelecimentos e ruas da maneira como vem sendo feita é ilegal porque os coloca em situação vexatória e humilhante. “Em muitos casos, a atuação dos órgãos envolvidos no toque de recolher denota caráter de limpeza social, perseguição e criminalização de crianças e adolescentes, sob o viés da suposta proteção”, diz o relatório. Para o conselheiro do Conanda Ariel de Castro Alves, as recentes portarias são um atestado de incompetência das autoridades que não desenvolvem programas de apoio às famílias e políticas públicas que garantam os direitos desses menores. “Os juízes alegam que a violência infanto-juvenil vai diminuir. Mas a violência de maneira geral, praticada por adultos, vai aumentar, porque a polícia nesses municípios foi tirada de suas atribuições para vigiar crianças e adolescentes”, acredita o conselheiro. Para o Conanda, a abordagem de crianças e adolescentes que se encontrem em situação de rua ou risco deve ser feita por educadores sociais e não pela polícia. E o toque de recolher contraria o direito à convivência familiar e comunitária, restringindo, também, direitos de adolescentes que estudam à noite. “Os juízes dizem que as famílias concordam. A sociedade apoia porque no Brasil se vive entre a omissão e a histeria”, conclui Alves.

[Jornal do Brasil (RJ), Luciana Abade, 03/07/2009]

Pais não deveriam impor uma religião aos filhos, diz Dawkins


Dizer que uma criança tem religião, que é católica, por exemplo, é um erro porque ela é jovem demais para se decidir por uma crença, disse hoje o biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins (foto), ateu militante e autor do best-seller “Deus, um delírio”.
“O correto é dizer que a criança tem pais católicos”, afirmou à plateia da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty).
As crianças não deveriam ser doutrinadas, mas estimuladas a pensar com a sua própria cabeça, falou Dawkins. “Quando crescer, ela saberá em que acreditar.”
O cientista começou a sua palestra – transmitida ao vivo pela internet - tentando desfazer a imagem de que é intolerante para com os religiosos e as religiões.
Observou que as pessoas são educadas para não criticar as religiões e isso faz com que tudo que ele fale “soe agressivo”.
Ele admitiu que a religião conforta as pessoas em situação de crise e reconheceu a importância da crença religiosa como fonte de inspiração aos artistas. Mas acrescentou que isso não serve de atestado de que as religiões expressam verdades.
Referindo às obras de arte como os afrescos da Capela Sistina, falou que o dinheiro atrai os grandes artistas. “E por isso que obras fabulosas foram feitas para Igreja Católica.”
Falou que procura tirar o máximo proveito de “uma oportunidade maravilhosa”, que é estar vivo.
“É um desperdício terrível viver a sua vida pensando no que vem depois. Não desperdice a única vida que você tem”, disse.
A plateia aplaudiu.

Fonte: Blog do jornalista Paulo Lopes

Seminário sobre pedofilia trás ao sudoeste senador Magno Malta

O senador Magno Malta (PR-ES) e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia estará no sudoeste neste sábado, 4. Ele participa a partir das 16h, no Espaço da Arte, em Francisco Beltrão, do seminário regional “Pedofilia e o papel da sociedade na prevenção”. O evento, que é coordenado pela Acamsop/13 (Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná – micro de Francisco Beltrão) e ADHONEP, reunirá prefeitos, vereadores, promotores, juizes, membros dos conselhos tutelares dos municípios da região, integrantes de conselhos municipais dos direitos da criança e adolescente, representantes de departamentos municipais de ação social, além de pessoas ligadas ao trabalho voltado à proteção de menores de idade.
A programação do seminário terá como foco à palestra ministrada por Magno Malta, que falará sobre o tema pedofilia, além de destacar o trabalho da comissão parlamentar de inquérito. O senador também abordará o papel da sociedade na prevenção da pedofilia. Haverá ao final espaço para pronunciamentos dos organizadores e autoridades da região. A noite, Magno Malta participa de um jantar organizado pela ADHONEP, no Santa Fé Clube de Campo.
Os organizadores do seminário destacam que o encontro reunirá diversos setores da sociedade para debater um importantíssimo tema, que muitas vezes passa despercebido no dia-a-dia das cidades da região. Além disso, todas as entidades, a sociedade civil e autoridades devem ter um papel participativo no combate à pedofilia.

CPI Pedofilia
Magno Malta destaca em seu site na internet que o Brasil é um dos três países onde mais se comete abusos sexuais e o que mais comete crimes cibernéticos no mundo. O senador destaca também que a CPI tem feito um importante trabalho no combate a pedofilia no país.


Rinet

Polícia apreende zepelim e frustra plano de resgate de traficante preso na Espanha

Dirigível iria levar equipamento de alpinismo para dentro de cadeia.Polícia impediu e prendeu três suspeitos em Las Palmas, nas Canárias

Foto divulgada pela polícia espanhola nesta sexta-feira (3) mostra um zepelim e material de escalada apreendidos pelos policiais. Segundo as autoridades, o zepelim guiado por controle remoto iria voar até o interior da prisão de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, em uma tentativa de libertar um traficante de drogas italiano, identificado como Giulio B, de 51 anos.

Foto mostra detalhe da cesta do dirigível. O plano era ajudar Giulio a escalar a parte mais alta do muro da prisão, um lugar supostamente livre da vigilância dos guardas. Lá fora, ele seria esperado por um motorista que o conduziria para longe da cadeia. Giulio está preso condenado por tentar contrabandear 200 kg de cocaína da Mauritânia para a Espanha em um hidravião. Três suspeitos foram presos -inclusive um que estava a 600 metros da prisão, camuflado, observando a ação de binóculos. A polícia disse que estava investigando a tentativa de fuga desde fevereiro.
G1

Internet é usada para ajudar jovens a parar de fumar nos EUA

Projeto da Universidade de Illinois investe cerca de R$ 5,6 milhões.Ato de fumar começa a aumentar gradativamente entre os 18 e 24 anos.

A Universidade de Illinois, em Chicago (EUA), está liderando um projeto avaliado em US$ 2,9 milhões (cerca de R$ 5,6 milhões) do Instituto Nacional de Câncer norte-americano sobre o uso da internet em tratamentos para fazer com que jovens entre 18 e 24 anos parem de fumar.
"Surpreendentemente, esse grupo tem a maior taxa de fumantes em comparação a qualquer outra faixa etária", disse o professor de psicologia e principal investigador do estudo, Robin Mermelstein.
"De fato, o ato de fumar começa a aumentar gradativamente entre os 18 e 24 anos de idade e, mesmo assim, muitos jovens pensam em largar e realmente querem parar, mas eles têm as taxas mais baixas de desistência ou tentativa."
Quando jovens fumantes tentam largar o vício, disse Mermelstein, "eles tendem a não usar o que sabemos que funciona. Muitos jovens realmente pensam que os tratamentos não funcionam ou que estão melhores usando métodos caseiros e meios naturalistas, e tendem a evitar métodos cientificamente comprovados".

Método
Mermelstein e colegas da UIC, em parceria com a Universidade de Iowa e a American Legacy Foundation, trabalharão com a agência de publicidade GDS &amp para desenvolver anúncios interativos na internet e avaliar quais mensagens motivam os jovens fumantes a utilizar o BecomeAnEx.org, site que orienta sobre como parar de fumar e reaprender a viver sem o cigarro.
"Esse é um programa cientificamente comprovado e envolvente para parar de fumar desenvolvido pela American Legacy Foundation", observou ele.
"Para atingir jovens fumantes, você tem que ir onde eles estão e a internet é o lugar", acrescentou o professor.
Para Mermelstein, outra meta importante do projeto é achar estratégias para aumentar a motivação e conseguir que o jovem fumante pense que "agora é hora de parar, não daqui a cinco anos, nem daqui a 10 anos, mas agora".
O estudo de abrangência nacional nos Estados Unidos inscreverá mais de três mil jovens fumantes por meio da internet, que serão recrutados através de sites como o Craigslist.


G1

'Vínhamos cantando, felizes, na van'

Estudante relata momentos de pavor no acidente, mas inocenta motorista

Rio - 'Tempo, mestre de todas as horas e dias, passou sem ver. Te amar de verdade, sentir saudades’. Os versos do novo sucesso de Ivete Sangalo, ‘Agora eu sei’, eram cantados pelos alunos do Colégio Pedro II de São Cristóvão quando a van em que estavam bateu em reboque e matou quatro estudantes, quinta-feira, na Linha Vermelha.
Vínhamos cantando, felizes, na van, quando o veículo levou uma fechada de um ônibus e de um carro e bateu no reboque, que estava parado, sem sinalização, capotando duas vezes. As imagens e o desespero dos meus colegas gravemente feridos, morrendo, não me saem um minuto da mente”, contou Gabrielle Moraes Severino, 12 anos, estudante do 6º ano, descrevendo os instantes trágicos do acidente na via expressa.
"Deus provou que me ama de verdade”, desabafa a menina sobrevivente, que sofreu apenas um corte no pé esquerdo. Ela conta que o motorista, Carlos Alberto Rodrigues de Souza, 57 anos, não estava em alta velocidade. “Foi um barulho terrível, como se a van tivesse explodido. Só tive tempo de me abraçar a Maria Clara (que ainda está internada)”, lembrou Gabrielle, que viajava atrás do motorista. Ela e alguns colegas não usavam cinto de segurança. O veículo também não tinha monitor. O uso do acessório e a presença de auxiliar são duas exigências que motoristas legalizados de transporte escolar têm que cumprir.
“Preso às ferragens, Carlos gritava para os bombeiros o retirarem porque precisava nos salvar”, lembrou, contando que, apesar de feridos, os alunos tentavam se ajudar. “O Matheus gritava sem parar para que alguém socorresse seu irmão, Lucas”. Matheus Telles, 8 anos, está internado com gravidade no Hospital Miguel Couto, no Leblon. Seu irmão, André Lucas Couto Telles, 7, foi enterrado ontem no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. Sua mãe, Vanessa Cristina de Jesus Couto, precisou ser amparada todo o tempo.
Pelo celular, Gabrielle — devota de São Judas Tadeu, santo das causas impossíveis — conseguiu ligar para o pai, o funcionário público Adilson da Silva Severino, 47. “Foi um desespero. Ela chorava muito e ainda escutei os gritos de pavor das crianças pedindo socorro. Como o trânsito ficou engarrafado, desci do carro na Linha Vermelha e corri, chorando, gritando por Gabrielle, por três quilômetros”, contou Adilson. No local do acidente, ele recebeu um abraço de um bombeiro, que lhe disse: “Sua filha nasceu de novo”.
Adilson inocentou Carlos Alberto: “Nós o conhecemos há mais de oito anos. Sempre foi atencioso com as crianças, a quem tratava como se fosse seus filhos”, comentou. Os parentes de André Lucas também evitaram culpá-lo. “Foi um acidente. Não temos como neste momento responsabilizar ninguém”, disse o tio do menino, Adelino de Jesus Filho. Já a mãe de Raianny da Silva Souza, 14 anos, aluna do 9º ano, quer vê-lo preso. Debruçada sobre o caixão, a jornalista Rosana Maria da Silva Souza, 46, gritava por justiça ontem no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. “Ela não poderia ir embora assim, de forma tão estúpida, por causa de uma imprudência no trânsito! Raianny era minha filha única! Era tudo para mim! Quero que a polícia investigue tudo a fundo e puna quem tiver que ser punido”, desabafou, diante de 300 parentes, amigos e colegas de colégio da filha. Vinícius Lopes da Silva, 11, e Esther Reis Fernandes da Rocha, 8, foram enterrados ontem. Dos seis feridos, só Gabrielle recebeu alta.

Pagamento para ser indicado
A Associação de Pais e Alunos do Pedro II de São Cristóvão cobrava anuidade dos 51 motoristas para indicar o serviço aos pais. Carlos Alberto admitiu que pagava R$ 76 para constar no cadastro distribuído às famílias: “Não entregue seu tesouro a qualquer pessoa. Exija sempre um transportador cadastrado na APA, pois só ele pode lhe proporcionar a tranquilidade e certeza de que seu filho estará em boas mãos”.
Além de ser pirata e de ter sido multado por isso, seu carro estava sem a vistoria de 2008. “Era visível pneus carecas e a falta da faixa lateral amarela”, disse a delegada Leila Goulart, que chamará representantes da APA para se explicar. Semana que vem, a direção do Pedro II convocará reunião com as 13 APAs do colégio para tomar uma medida. Em luto, as aulas foram suspensas até segunda. O ministro da Educação, Fernando Haddad, ligou para a escola oferecendo “todo apoio possível às famílias”.


O DIA ONLINE

Tribunal condena padre à prisão perpétua por genocídio em Ruanda

O padre católico hutu ruandês Aime Mategeko foi condenado a prisão perpétua depois de ter sido considerado culpado de participação no genocídio contra os tutsis de 1994.
Mategeko, 45, foi julgado em um tribunal popular "gacaca" de Gihundwe, sudoeste de Ruanda.
Ele foi condenado por incitar as matanças dos tutsis que haviam se refugiado na paróquia de Shangi, na antiga capital de Cyangugu.
Durante o genocídio, Mategeko era padre de Hanika, outra paróquia católica da região.
Inspirados pelas antigas assembleias locais nas quais os sábios solucionavam as divergências sentados na grama (gacaca, no idioma do país), os tribunais "gacaca" são responsáveis por julgar os acusados pelos genocídio de 1994, com exceção daqueles que planejaram o crime a nível nacional --que são julgados pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Genocídio
O genocídio em Ruanda começou após o avião do presidente Juvenal Habyarimana ter sido derrubado em abril de 1994. Nos cem dias seguintes, cerca de 800 mil pessoas, a maioria integrantes da etnia tutsi, foram mortos por milícias da etnia hutu.
O genocídio terminou quando rebeldes tutsis assumiram controle do país. Cerca de dois milhões de hutus se refugiaram no vizinho Congo desde então.


Folha Online

"A Era do Gelo 3" desbanca "Shrek 2" em bilheteria; ouça Sérgio Rizzo


Principal estreia dos cinemas nesta semana, "A Era do Gelo 3" entrou em cartaz na quarta-feira e não na sexta, como geralmente ocorre, diz Sérgio Rizzo, crítico da Folha.

Segundo Rizzo, somente no primeiro dia em cartaz, os cinemas norte-americanos arrecadaram cerca de US$ 14 milhões. Com isso, a animação bateu um recorde que era de "Shrek 2". Ouça outros podcasts com a participação do crítico.
Na última sexta-feira (26), foram exibidas algumas cópias da animação no formato 3D em 19 salas. Desde então, o longa vendeu no Brasil mais de 500 mil ingressos. "Nos Estados Unidos, desde quarta-feira, o desempenho foi excelente também", afirma o crítico.
Na animação, comandada pelo brasileiro Carlos Saldanha, Manny e Diego tentam resgatar o azarado Sid, aventurando-se por um misterioso mundo subterrâneo onde acabam perseguidos por um dinossauro.



Folha Online

Mulher acusada de assassinar o marido na Barra se apresenta à Justiça

RIO - A mulher acusada de assassinar o marido, o empresário Renato Biasotto , se apresentou no início da tarde desta sexta-feira à juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, no III Tribunal do Júri. Alessandra Ramalho D´Ávila Nunes, que tem dupla nacionalidade, responderá por homicídio (artigo 121, §2º, incisos II e IV do Código Penal). Ela entregou os dois passaportes - brasileiro e americano -, se prontificou a estar presente em todas as fases do processo e foi citada para apresentar defesa prévia.
Depois de tomar ciência formal do processo, Alessandra deixou o Fórum, acompanhada do advogado Mário Oliveira Filho, mas evitou entrevistas. Alessandra deve responder ao processo em liberdade, uma vez que teria se apresentado antes do prazo de cinco dias estipulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que garantiu um habeas corpus para Alessandra suspendendo o pedido de prisão preventiva.
"Analisando-se os autos, verifica-se que já não subsistem quaisquer das razões elencadas no artigo 312 do Código Penal a motivar a ordem de prisão. Isso porque, diante do comparecimento espontâneo da ré perante este juízo, dentro do prazo assinalado na decisão liminar proferida em sede de Habeas Corpus, inclusive entregando seus passaportes, demonstra não ter o intuito de causar qualquer embaraço à instrução criminal, ou se furtar à aplicação da lei penal. É de ressaltar ainda, que não há indícios de que se trate de pessoa capaz de, em liberdade, causar perigo à coletividade, colocando em perigo à ordem pública", afirmou a juíza na decisão que revogou o mandado de prisão que havia sido expedido contra a ré, logo após o crime.
Na quarta-feira, o advogado de Alessandra esteve no Tribunal de Justiça e, em entrevista coletiva, informou que vai pedir que o filho do casal, de 5 anos, seja chamado como testemunha de defesa da mãe, em audiência sem danos, com o acompanhamento de psicólogos. O menino teria assistido a toda a cena do crime. O advogado disse ainda que vai questionar na Justiça uma série de irregularidades que ele verificou no inquérito.
Renato Biasotto morreu na madrugada do dia 13 de junho na portaria do prédio onde morava com a família. Segundo o advogado, Alessandra esfaqueou o marido em legítima defesa e em defesa do filho, que teria ameaçado matá-los durante uma briga do casal. O corpo de Renato foi sepultado na sexta-feira no Cemitério São João Batista, 13 dias depois do crime. A família queria cumprir o desejo do empresário de ser cremado, mas desistiu de esperar por uma decisão da Justiça. A autorização não foi dada por se tratar de uma vítima de crime.



O Globo On Line

Adolescente dependente de drogas pede para ser preso

Uma idéia que já havia amadurecido há cerca de um mês terminou num gesto desesperado na madrugada de quinta-feira.
Querendo se livrar da dependência da cocaína, o adolescente Tiago (nome fictício), 16 anos, procurou uma base da Guarda Municipal, entregou 51 porções de droga de uso pessoal e pediu para ser preso. Sua intenção era receber tratamento, mesmo que atrás das grades.
Tiago estava em sua casa, no bairro Nova Esperança, zona leste de Sorocaba, e havia consumido 19 “balas” (porções) de cocaína quando, por volta das 3h, decidiu procurar pelos guardas municipais que passam a noite em uma base do bairro. “Eu tentei ser preso porque queria que todo meu acesso às drogas fosse cortado”, afirma o jovem, que só na noite de anteontem gastou em cocaína R$ 400 que havia ganho em bicos como pintor.
Tiago usa cocaína há seis meses. “Dinheiro para pagar um tratamento em clínica nós não temos”, diz uma irmã.Para o promotor da Vara da Infância e Juventude, Antônio Farto Neto, o rapaz precisa de tratamento, não de internação. Após prestar depoimento, ele foi liberado.

Nais e Caps farão o acompanhamento
Ontem à tarde Tiago começou a participar das atividades no Clube do Nais, braço da Secretaria da Juventude que lida com adolescentes envolvidos em delitos. Lá ele receberá acompanhamento psicológico.
O tratamento médico deverá ser conduzido pelo Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) Jovem, da Secretaria de Saúde, que trata, de graça, de menores dependentes químicos.


Jornal Bom Dia
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