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quarta-feira, 2 de julho de 2014
Pai morre após participar de brincadeira de internet onde pessoas batem umas nas outras
Um jovem pai morreu depois de participar de uma nova mania de internet. A brincadeira consiste em um grupo de amigos baterem uns nos outros.
Tommy Main, de 23 anos, estava em uma festa em sua casa quando decidiu brincar com outras pessoas. Ele vivia em Londres, na Inglaterra.
Os participantes deveriam se revezar e bater uns nos outros até que um desista. Este é forçado a pagar uma “prenda”, a qual, normalmente, é beber alguma bebida alcoólica.
Tommy foi levado às pressas para um hospital depois de desmaiar. Ele foi declarado morto pouco tempo depois.
Os irmãos da vítima se juntaram para homenageá-lo pela internet. Uma página memorial no Facebook foi criada para que pessoas publicassem suas frases e despedidas a Tommy.
A polícia prendeu um dos envolvidos sob suspeita de assassinato. Ele foi liberado após pagamento de fiança.
Os detetives seguem investigando o ocorrido.
A brincadeira tem gerado polêmica na internet. Ela tem crescido entre os internautas, onde uns devem socar os estômagos dos outros podendo gerar lesões graves.
Gadoo
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Especialista em direito digital dá dicas de segurança na internet
A advogada especialista em direito digital, Sandra Tomazi, é enfática ao afirmar: “é preciso que os pais participem efetivamente da vida digital de seus filhos”. Tomazi recomenda que os responsáveis sejam amigos das crianças e adolescentes nas redes sociais e nos comunicadores instantâneos e que, além disso, reservem um tempo para sentar ao lado deles no computador e participar do processo de descoberta da rede, ao invés de proibi-lo.
Também existe a possibilidade de monitoramento da navegação a partir de softwares de controle parental. “Aderir ou não a essa prática fica a critérios dos pais. O importante é que eles saibam que são responsáveis por todos os atos praticados pelos filhos nas redes, e por tudo o que venha a acontecer com eles”, assegura. “A educação digital dos filhos depende também da orientação e conscientização dos pais para o uso das novas tecnologias.”, conclui a profissional.
A especialista reuniu dicas que podem apoiar os responsáveis a garantir uma navegação segura a crianças e adolescentes:
• - Ler e estar ciente dos termos de uso dos serviços digitais que os filhos utilizam;
• - Usar um software de controle parental;
• - Criar perfis no computador quando usado por mais de um integrante da família para saber quem está fazendo o que (e isso apoia também dar maior liberdade a quem tem mais maturidade e idade);
• - Fazer busca periódica na Internet com nome dos filhos (inclusive busca por imagem);
• - Frequentar a vida digital dos filhos (falar com eles pelo comunicador instantâneo, visitar eles no Blog e Comunidades que participam);
• - Orientar sobre excesso de exposição (especialmente para que evitem publicar fotos mais íntimas e de situações da família que possam gerar riscos até de segurança, ex: atrair sequestro, assalto, outros);
• - Ensinar velhos conselhos que se aplicam ao mundo digital: não falar com estranhos na web, não pegar carona em qualquer comunidade, não cobiçar e copiar o conteúdo do próximo, não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem com você e só usar fotos autorizadas pela pessoa fotografada.
promenino
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Casal descobre agressão à filha em creche por vídeo postado na internet
Imagens mostram menina sendo arrastada pelo braço na sala de aula
A Polícia Civil abriu investigação nesta quarta-feira (11) para apurar o caso de agressão de uma menina de dois anos dentro de uma creche filantrópica em Pedreira (SP). Os pais da criança descobriram que a filha era maltratada pela monitora do local por um vídeo (ao lado) publicado na internet na segunda-feira (9). A mãe da garota, a decoradora Edilaine Dias, conta que assistiu às imagens na noite de terça-feira (10) após ser avisada por um amigo.
Segundo a família, a direção da creche sabia do fato e demitiu a funcionária em janeiro, quando o vídeo foi feito, mas não informou os pais para 'preservar a imagem do local'. As imagens mostram a garota no canto da sala da Casa Espírita de Assistência à Criança (CEAI) chorando e a monitora gritando com a criança. Em seguida, a funcionária segura a menina por um dos braços e a arrasta até outro lado do cômodo. A monitora continua gritando com a menina enquanto coloca um sapato nela e dá um tapa na boca dela.
O material foi fornecido ao G1 pelos pais e está sendo analisado pelo delegado de Pedreira, Munir Prestes, que registrou o caso como crime de maus-tratos consumado. O autor do vídeo e a pessoa que publicou o material ainda não foram identificados pela polícia. Nesta quarta-feira, o vídeo não estava mais disponível para visualização no Youtube. "Nós já ouvimos os pais e queremos ouvir a monitora que está nas imagens", explica o delegado.
Na data da agressão, a menina tinha 1 ano e 11 meses. "Até o ano passado, era outra monitora, e ela adorava ir para a escola. Mas depois ela começou a aparecer com marcas 'roxas' no corpo, até na orelha, e arranhada. Eu perguntei o que estava acontecendo, mas me disseram que era normal, coisa que acontecia nas brincadeiras entre as crianças", conta a mãe. Os pais também perceberam mudança no comportamento da garota, que chorava muito quando ia para a creche.
Após tomarem conhecimento do vídeo, os responsáveis pela menina procuraram a direção da creche e ficaram sabendo que a monitora havia sido demitida por conta dos casos de maus-tratos aos alunos e que sabiam do vídeo e do caso relacionado à menina. Os pais alegam que em nenhum momento foram procurados para serem informados sobre o assunto e que a justificativa da direção foi 'preservar a imagem da entidade'. "O pior de tudo é saber que aconteceu, que a creche ficou sabendo, que ela [diretora] viu, demitiu a monitora e não falou para nós", lamenta a mãe da menina.
A diretora também será chamada para prestar esclarecimentos na delegacia. "Queremos ouvir todos os envolvidos, mesmo os que não estão no vídeo", alega o delegado Munir Prestes. O G1 procurou a direção da Casa Espírita de Assistência à Criança para falar sobre o assunto, mas ninguém foi encontrado. A monitora também não foi localizada pela reportagem.
A menina deixou de frequentar a creche nesta quarta-feira. A mãe dela, Edilaine Dias, informou que vai parar de trabalhar para poder cuidar da criança. "Não tenho mais confiança", diz a decoradora. A família também pretende entrar com processo na Justiça contra a monitora.
G1
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Participe nesta terça-feira, 07/02, da mobilização pelo Dia da Internet Segura
O uso responsável e seguro das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC´s) é o tema de diversas atividades que acontecem pelo mundo no dia 7 de fevereiro, data em que é promovido o Dia da Internet Segura. Neste ano, mais de 70 países estão participando da mobilização que tem como tema “Conectando gerações: descobrindo o mundo digital juntos... com segurança!”.
Aqui no Brasil, já estão programadas 50 ações distribuídas em todos os estados. Dessas, 14 ocorrerão em São Paulo como debates em colégios, em organizações da sociedade, além de outras atividades junto à Polícia Federal e o Ministério Público.
O Dia da Internet Segura (http://www.diadainternetsegura.org.br) é uma idéia proveniente da INSAFE, uma rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Européia (EU). No Brasil a organização do evento está sob a responsabilidade da SaferNet Brasil (http://www.safernet.org.br/) , do Ministério Público (http://www.prsp.mpf.gov.br/) e do Comitê Gestor da Internet (http://www.cgi.br/). Qualquer pessoa pode participar dessa mobilização, divulgando, por exemplo, os vídeos e materiais educativos da campanha por meio do e-mail e das redes sociais.
promenino
domingo, 15 de janeiro de 2012
Internet tem efeito similar ao de drogas ou álcool no cérebro, diz pesquisa
Viciados em internet têm alterações similares no cérebro àqueles que usam drogas e álcool em excesso, de acordo com uma pesquisa chinesa.
Cientistas estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em internet e descobriram diferenças na massa branca - parte do cérebro que contém fibras nervosas - dos viciados na rede em comparação a pessoas não-viciadas.
A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.
"Os resultados também indicam que o vício em internet pode partilhar mecanismos psicológicos e neurológicos com outros tipos de vício e distúrbios de controle de impulso", disse o líder do estudo Hao Lei, da Academia de Ciências da China.
Computadores
A pesquisa analisou o cérebro de 35 homens e mulheres entre 14 e 21 anos. Entre eles, 17 foram classificados como tendo Desordem de Dependência da Internet, após responder perguntas como "Você fez repetidas tentativas mal-sucedidas de controlar, diminuir ou suspender o uso da internet?"
Os resultados então descritos na publicação científica Plos One, que poderiam levar a novos tratamentos para vícios, foram similares aos encontrados em estudos com viciados em jogos eletrônicos.
"Pela primeira vez, dois estudos mostram mudanças nas conexões neurais entre áreas do cérebro, assim como mudanças na função cerebral, de pessoas que usam a internet ou jogos eletrônicos com frequência", disse Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em Londres.
O estudo chinês também foi classificado de "revolucionário" pela professora de psiquiatria do Imperial College London Henrietta Bowden-Jones.
"Finalmente ouvimos o que os médicos já suspeitavam havia algum tempo, que anormalidade na massa branca no córtex orbitofrontal e outras áreas importantes do cérebro está presente não apenas em vícios nas quais substâncias estão envolvidas, mas também nos comportamentais, como a dependência de internet."
BBC Brasil
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Enfermeiro fingia ser adolescente lésbica para se aproximar de meninas na internet

Um enfermeiro britânico que fingia ser uma adolescente lésbica para se aproximar de meninas na internet foi condenado a seis anos e oito meses de prisão e vai ser monitorado pelo resto da vida.
Barry McCluskey, de 39 anos, admitiu ter tido contato com 49 meninas, com idades de 10 a 15 anos, entre 2007 e 2010.
Ele contatava as meninas na rede social Bebo e depois por MSN, dizendo se chamar Clare ou Missy, uma jovem que seria "gay ou bissexual".
Segundo a acusação, ele nunca teve contato pessoal com suas vítimas, mas manipulava as meninas para que elas se despissem ou fizessem atos sexuais para a câmera, enquanto ele gravava as imagens pelo computador.
"Àquelas que eram ou se tornavam relutantes, ele pedia que se exibissem mais, dizendo que se elas não o fizessem ele mandaria os vídeos que já tinha feito para amigos", afirmou a promotora Alison Di Rollo.
'Tendências suicidas'
Segundo as acusações feitas no tribunal, uma das vítimas ficou com tanto medo, que passou a ter tendências suicidas e seu cabelo começou a cair.
Outra menina, em idade escolar, implorou a McCluskey que não divulgasse as imagens, dizendo que sua mãe estava muito doente.
"Mais três vídeos e estou fora da sua vida", McCluskey respondeu a ela.
A polícia começou a investigar o comportamento do enfermeiro, que era casado e tem dois filhos, em fevereiro de 2010, após receber uma denúncia da mãe de uma menina de 13 anos.
Ela tinha sido forçada a realizar atos sexuais na frente de uma webcam.
Quando os policiais chegaram à casa de McCluskey, ele não estava. Ele foi encontrado em uma ponte, supostamente pensando em suicídio, dizendo ter "feito algo errado".
Acesso à rede
Mais tarde, uma investigação revelou detalhes do comportamento do enfermeiro.
McCluskey, que agora está separado da mulher, também filmava meninas enquanto elas faziam compras e mulheres no vestiário de um clube.
Mais de 10 mil imagens indecentes foram encontradas em seu computador.
"Espertamente, você manipulou seu caminho até as casas, quartos e mentes de crianças que você escolheu especificamente", disse a juíza no caso, Rita Rae.
Segundo ela, o caso ilustra a necessidade de os pais controlarem melhor o acesso dos filhos à internet.
"Elas (crianças) podem se comunicar, às vezes por câmera, com estranhos, alguns dos quais escondem sua verdadeira identidade. O risco é que crianças vulneráveis possam acabar em uma posição na qual elas são forçadas a fazer coisas dolorosas e que geram sentimentos de culpa, vergonha, degradação e humilhação."
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Jovem é achada morta em SP após encontro pela internet, diz delegado
Polícia Civil apura se há relação entre conversas virtuais e assassinato.
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, investiga as causas e tenta identificar suspeitos pelo assassinato de uma adolescente encontrada morta na noite de quarta-feira (9) num conjunto habitacional popular no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul da capital paulista. De acordo com o delegado Maurício Guimarães Soares, da Divisão de Homicídios do DHPP, a família da estudante Thayna de Oliveira, de 16 anos, afirmou em depoimento que ela havia saído de casa por volta das 15h de quarta após ter conversado e marcado um encontro com alguém pela internet.
“A jovem, que tem cerca de 16 anos e se chama Tainá, foi ao encontro às escuras marcado por uma dessas redes sociais na internet, chat de bate-papo, e apareceu morta. A investigação vai analisar o computador dela para tentar levantar com quem ela se relacionava no mundo virtual. Esse vínculo virtual surgiu de um mês para cá, segundo parentes dela”, disse o delegado Maurício Soares ao G1 nesta quinta (10).
De acordo com o delegado, será apurado se a morte da jovem tem relação com algum amigo virtual com o qual ela se relacionava na internet. “Tudo ainda é muito recente, mas o departamento está trabalhando com afinco para esclarecer o caso e chegar aos culpados pela morte dela. Só posso dizer que foi uma morte violenta. Ainda não tenho informações de como ela foi morta. Terei esses dados mais tarde, após ver os relatórios da investigação”, disse Soares.
O corpo dela foi achado no interior do conjunto de prédios próximo à Rua Antonio Canuti. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, o caso havia sido registrado inicialmente no 37º Distrito Policial, no Campo Limpo, como homicídio qualificado.
Pelo boletim de ocorrência, uma mulher que caminhava pela rua viu a jovem momentos antes do crime dentro de um carro com um homem. Perto do veículo havia uma corda. Posteriormente, quando a testemunha passou novamente pelo automóvel, percebeu que o veiculo não estava mais no local. Perto dali, viu a adolescente caída morta na calçada, perto dela um pedaço de corda. Havia marcas pelo pescoço da vítima.
A cerca de 30 metros dali, tinha outro pedaço de corda amarrado num poste. Ele era similar ao encontrado próximo da estudante. Posteriormente, um homem também passou pelo local quando a mulher lhe chamou para mostrar o corpo da garota. Em seguida, ele ligou para a Polícia Militar.
A PM foi até a rua onde estava a jovem. O tio dela reconheceu o corpo da sobrinha. Em depoimento à polícia, a mãe da estudante afirmou que ela não tinha inimigos e nem usava drogas.
Por conta da complexidade do crime, a delegacia da área pediu para que a investigação fosse conduzida por um departamento especializado, no caso o DHPP.
G1
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Comitê Gestor da Internet publica estudo sobre o uso das TIC por crianças
Em relação ao acompanhamento na navegação de crianças, a pesquisa mostra que mais de 1/3 das crianças utilizam a ferramenta sem a presença de parentes ou professores. Quando há a supervisão de adultos, mães e outros parentes são os maiores companheiros dos pequenos, somando 64% dos casos. Além disso, a preocupação dos pais é maior com meninas. Dos adultos que têm o costume de acompanhar os filhos em suas atividades na rede, 25% tenta acessar o histórico de sites acessados pelas filhas. Com os meninos, esse número cai para 15%.
prómenino
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Fotos de consumo de álcool no Facebook podem ser um alerta para o vício de jovens

NOVA YORK - As páginas de universitários no Facebook podem oferecer pistas quanto àqueles que correm risco de abuso e dependência de bebidas alcoólicas, segundo um estudo americano.
Pesquisadores liderados por Megan Moreno, da Universidade de Wisconsin-Madison, constataram que estudantes que exibiam fotos ou textos que os mostravam bêbados ou desacordados por consumo exagerado de álcool tinham maior probabilidade de enfrentar problemas de alcoolismo.
- Os resultados sugerem que os critérios clínicos para definir problemas com a bebida são aplicáveis às referências ao consumo de álcool no Facebook - afirmaram Moreno e seus colegas no estudo, publicado pela revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.
Eles acrescentaram ser possível que páginas do Facebook ajudassem as escolas a constatar quem precisa ser avaliado por problemas relacionados ao álcool - embora questões éticas e de privacidade possam complicar esse processo.
A questão era determinar se "aquilo que se pode encontrar nesses sites... pode de fato prever condições clínicas", disse James Rosenquist, pesquisador de mídia social e psiquiatra do Massachusetts General Hospital, que não participou do estudo.
Ele disse, no entanto, que as constatações sugerem que mensagens no Facebook parecem estar conectadas ao que acontece "no mundo real".
Moreno comandou uma equipe de pesquisadores de sua universidade e da Universidade de Washington em Seattle, que estudaram páginas de Facebook, incluindo textos e fotos, de 224 alunos de graduação universitária cujos perfis estão abertos ao público.
Cerca de 65% dos universitários estudados não fazem referência a álcool em suas páginas. Os demais ou mencionavam bebida em situações sociais, consideradas não problemáticas, ou uso de álcool mais grave e arriscado, o que incluía conduzir veículos enquanto embriagados ou se envolver em problemas pelo excesso de bebida.
Depois, os universitários responderam um questionário de dez perguntas para determinar quem corre risco de ter problemas de alcoolismo. O questionário avalia a frequência do consumo de álcool e das situações de embriaguez, além das consequências negativas do consumo de álcool.
Quase 60% dos universitários cujas páginas no Facebook faziam referências a embriaguez e hábitos de bebida considerados perigosos tiveram resultados que indicavam risco de abuso e dependência alcoólica, entre outros problemas relacionados à bebida.
O Globo
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Governo defende parceria de escolas públicas com lan houses para ampliar acesso à internet
Ele credita esse atraso a uma decisão estratégica do governo, que optou pela migração da frequência de rádio usada pela Polícia Federal (450 MHz) a fim de abrir espaço para a interiorização da internet. “Atrasarmos em dois anos [aguardando a liberação da frequência, pela PF, e a licitação para uso] com o objetivo de evitar preços maiores na transmissão de internet por satélites”, disse Alvarez. O governo ainda está aguardando a migração da PF para outra faixa de frequência para abrir a licitação da faixa de 450 MHz.
Ele acenou também com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pessoas do meio rural à banda larga.
O secretário propôs, ainda, a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses para torná-las um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação. “As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S”, disse Alvarez. O Sistema S é um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes.
Alvarez acrescentou que estão sendo analisadas parcerias com o Ministério da Educação com o objetivo de incluir as lan houses no Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), para usar dessas estruturas na rede pública de ensino.
Fonte: Agência Brasil
prómenino
terça-feira, 13 de setembro de 2011
PM flagrado acessando redes sociais dentro do BEP é condenado a 48 anos de prisão por três assassinatos

De acordo com a sentença do juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, Raleigh “quis impor respeito à ordem criminosa no local para ganhar notoriedade do mal. Ao lado de terceiros, sentia-se o dono da lei na respeitável cidade de Campos dos Goytacazes e a justiça em suas mãos”. O magistrado cita ainda que “conforme depoimento hoje prestado pelo delegado de Polícia Luiz Armond, sua personalidade está resumida nesta frase: ´que em Campos, Raleigh é temido como o maior assassino da localidade´”.
Segundo o promotor Leandro Navega, durante o julgamento, Raleigh chegou a confessar que dividia um telefone celular com outros quatro
presos e que isso era “comum” no presídio. O ex-PM confessou ainda que atendeu a ligação do EXTRA no local e que acessava o Facebook, o Twitter e o Orkut através do aparelho.
Extra Online
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Polícia desmonta rede internacional de pedofilia online
Foram presos ontem (1/9) pela polícia da Espanha três homens ligados a uma rede de pedofilia na Internet. Segundo as autoridades locais, eles eram responsáveis pela distribuição de imagens de crianças e adolescentes de países como Brasil, Colômbia e México.
A ação envolveu agências de combate ao crime de vários países, incluindo a Brigada de Investigação Tecnológica da Polícia Nacional da Espanha, o FBI (a agência federal de investigação dos EUA) e a Polícia Federal brasileira. A operaçao já levou à prisão de 19 pessoas em vários países.
Segundo a polícia, em apenas um computador dos espanhóis presos foram localizados 120 GB de arquivos com pornografia infantil, com mais de 120 mil fotos de crianças.
Os integrantes da quadrilha utilizavam as redes sociais para sua comunicação. Os pedófilos compartilhavam arquivos usando um software gratuito, que só era acessado por meio de um convite para os integrantes da rede. A estratégia teria dificultado o rastreamento pelas autoridades da atividade criminosa.
Jornale
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Polícia Federal investiga pedofilia na internet em Londrina .
Cidade registra quatro casos de fotos que caíram na rede internacional
A Polícia Federal (PF) de Londrina está investigando quatro casos de pedofilia, ligados a fotos de adolescentes que caíram em sites de pornografia internacional. O delegado Elvis Secco informou que os casos desse tipo de crime vêm sendo constantes no município e fez um alerta aos pais para que sejam mais atentos ao teor de informações que os filhos divulgam na internet e, principalmente, às fotos que são disponilizadas nas redes sociais.
Os casos investigados começaram em São Paulo, quando a Polícia Federal geralmente recebe informações do Google sobre páginas de conteúdo indevido. Por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, a Google tem esse acordo com o Ministério Público, para que ajude no controle de crimes pela internet. Os casos são enviados à Polícia Federal, pois envolvem sites internacionais de pornografia.
O delegado Elvis Secco explicou que os pedófilos trabalham segundo um modus operandi. Eles visualizam uma adolescente que divulga várias informações de foro íntimo, fotos e começam a frequentar a página da rede social. Passando-se por adolescentes, eles começam um relacionamento virtual com as meninas.
Outra maneira de conseguir fotos é se passando por agenciadores de modelo, por exemplo. Primeiro pedem uma foto com roupa, depois de biquini e por último acabam exigindo uma foto nua. Passando para a chantagem, ameaçam as vítimas, dizendo que criarão um perfil falso como se ela fosse uma garota de programa, caso não mande a imagem dela nua.
Geralmente com medo dos pais, elas cedem à pressão e sem saber acabam parando em sites de pornografia e rede de pedófilos. Quando o caso chega à Polícia Federal, é pedido a quebra de sigilo do número do IP, que identifica o computador, por meio do qual se chega ao dono da máquina. Secco disse que a investigação é demorada, pois é preciso uma análise criteriosa do serviço de inteligência para descobrir qual pessoa da casa é a responsável pela pedofilia.
"Às vezes o responsável pela máquina é o pai ou a mãe que já estão na faixa dos 60 anos. Nós temos que descobrir quem são os filhos que residem naquela casa. Às vezes são os filhos, às vezes é próprio pai. Nós pedimos um mandado de busca e apreensão e acessamos os dados do computador, onde encontramos todo o material pornográfico", comentou.
O delegado afirmou que a maior chance de prender o pedófilo é através do flagrante, por meio de um monitoramento das atividades na internet autorizado judicialmente. Nos quatro casos investigados atualmente alguns já estão em sua fase final, alguns já tiveram os computadores periciados e devem ouvir os envolvidos.
Dos quatro inquéritos, um envolvido negocia as fotos. "Muitos nem vendem, repassam o arquivo, transmitem através de uma rede social só de pedófilos, só de pessoas que têm esse tipo de distúrbio", disse Secco.
O Diário de Maringá
Jornale
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Hackers do Anonymous anunciam que vão destruir o Facebook em 5 de novembro
RIO - Insatisfeitos com a forma como o Facebook lida com a privacidade de seus usuários, hackers do grupo Anonymous querem destruir a rede social no dia 5 de novembro. O plano foi divulgado em vídeo publicado no YouTube com o nome de "Mensagem do Anonymous: Operação Facebook, 5 de novembro de 2011" .
"Se você é um ativista hacker ou um cara que quer apenas proteger a liberdade de informação, junte-se à causa e mate o Facebook pelo bem de sua própria privacidade", afirma o narrador do vídeo. "O Facebook passa informações para agências do governo e dá acesso clandestino aos dados a empresas de segurança de modo que elas possam espionar cidadãos de todo o mundo. Algumas dessas firmas, como WhiteHat e InfoSec, trabalham para governos autoritários, como os de Egito e Síria"
Em tweet, o grupo Anonymous informou que a OpFacebook está sendo organizada por alguns de seus membros, "o que não significa que todos os membros do Anonymous concordem com ela".
Mesmo assim, muita gente desconfia que a operação seja falsa. O especialista em segurança Eugene Kaspersky twittou que a ação não passa de uma blefe.
O Facebook não quis comentar o caso.
Especula-se que a ofensiva contra o Facebook por hackers do Anonymous tenha a ver com a decisão do grupo de criar uma rede social própria , após suas contas no Google+ terem sido excluídas por serem anônimas (o que a Google não permite).
A rede social de Zuckerberg já foi atacada anteriormente, mas nunca numa escala parecida com as já impetradas pelo Anonymous. O grupo foi o responsável pelo vazamento dos dados de 77 milhões de usuários da rede de jogos e conteúdo on-line da Sony em abril, além de já ter atacado as redes da Visa, da MasterCard, da Amazon e sites do governo da Síria, entre outros.
O Globo
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Especialistas temem pela saúde de crianças que assistem a TV enquanto usam tablets, smartphones e laptops

Segundo especialistas, a nova geração está cada vez mais à vontade para usar até cinco dispositivos interativos ao mesmo tempo. Pesquisadores ingleses revelaram que crianças de apenas dez ou onze anos estão constantemente visualizando mais de uma tela de uma só vez. Quer dizer, elas assistem a TV enquanto usam tablet, smartphone ou laptop.
Embora possa parecer uma habilidade louvável, os pesquisadores alertam que isso pode estimular o sedentarismo e, consequentemente, aumentar os riscos de problemas com obesidade e saúde mental nos jovens. Hoje em dia, é possível assistir a TV "on demand" por meio da Internet, jogar games em laptops, aparelhos portáteis e celulares, manter contato com amigos através de mensagens de texto, Facebook, Skype e MSN; tudo isso ao mesmo tempo.
O estudo entrevistou 63 crianças de dez e onze anos de idade e descobriu que elas fazem questão de visualizar mais de uma tela ao mesmo tempo. O segundo dispositivo é normalmente usado para preencher as pausas durante o entretenimento; como quando mandam SMS para os amigos durante os anúncios de TV ou enquanto os jogo estão carregando.
A televisão também acaba sendo jogada para escanteio. Especialmente se o programa escolhido pela família tiver sido considerado "chato". Um dos entrevistados do estudo disse: "eu uso meu Nintendo DSi e o laptop na mesma hora. No DSi, estou no MSN, e no laptop, no Facebook; depois ainda ligo a TV".
O Dr. Russ Jago, da Universidade de Bristol, disse que "programas de TV podem ser assistidos em computadores, consoles de videogame podem ser usados para navegar na Internet, smartphones, computadores, tablets e portáteis podem tocar músicas e computadores podem fazer tudo junto".
Campanhas de saúde têm recomendado a redução da quantidade de tempo que as crianças gastam assistindo a TV. No entanto, os jovens que participaram da pesquisa tiveram acesso a pelo menos cinco diferentes dispositivos, na maioria das vezes, portáteis.
Jago conclui: "isso significa que as crianças ainda conseguem mover os equipamentos do quarto para a sala, por exemplo, quer queiram privacidade ou companhia. Isso indica que precisamos estimular as famílias a desenvolver estratégias que limitem o tempo total gasto visualizando mais de uma tela ao mesmo tempo, onde quer que isso ocorra dentro de casa".
techtudo
terça-feira, 26 de julho de 2011
Em apenas 90 segundos, ex-investigador atrai pedófilos na rede
Alguns testam para saber se Mark realmente é a adolescente que diz ser. Mas ele consegue disfarçar. Os abusadores perguntam quais são suas preferências, seus hobbies e em que escola estudam. Uma vez convencidos da identidade da criança, fazem convites para encontrá-la. Os pedófilos também criam perfis falsos, se passando por outros adolescentes para tentar convencer a criança de que fazer sexo é bom. “Faça sexo com ele. Eu já fiz e foi bom”, disse um deles. Mesmo com sua vasta experiência nesse campo, Mark escreve que se sentiu absolutamente chocado em perceber que apenas uma hora na internet foi o suficiente para atriar tantos pedófilos.
No Brasil, segundo dados da IBOPE/Netratings são cerca de 1,3 milhão de crianças entre seis e 11 anos que estão na rede. A questão é como controlar o uso do computador sem cercear a liberdade delas. Em 2007, fiz com minha colega de ÉPOCA Luciana Vicária a matéria Os Filhos da Era Digital que constamos os benefícios dos pequenos em usarem a internet.
Com uso adequado, a rede pode trazer muitos benefícios às crianças. Até porque, é muito difícil isolá-las do mundo digital. Então, como protegê-las? A ONG SaferNet dá dicas de como proteger seu filho. Uma das mais importantes é instruir as crianças a nunca dar dados pessoais a quem não conhece. Outra é limitar a rede de amigos pela web a apenas pessoas conhecidas. Se souber de algum caso, não deixe de denunciar: discando 100 (discagem gratuita) ou pelos endereços da Agência Nacional dos Direitos da Infância e da ONG Safernet.
O assunto é muito sério. Tanto é que o ex-investigador resolveu se passar por uma adolescente para provar que é muito fácil ser ludibriado. Ele fez isso logo depois de ser noticiada na mídia europeia a morte da jovem inglesa Ashleigh Hall, de 14 anos, que foi estuprada e assassinada por um homem que conheceu no Facebook.
E você, o que acha que deve ser feito para impedir uma criança a ter contato com pedófilos na rede?
Katia Mello
domingo, 24 de julho de 2011
Redes sociais estão transformando a vida amorosa e dando origem a um novo código de conduta
Para a ex-mulher, ele justificou o ato - sacramentado na rede social três dias após a separação - dizendo que preferiu dar a notícia a todos logo de uma vez a ter que ficar se explicando a cada amigo que encontrasse no Baixo Gávea. Seria menos doloroso, alegou ele. Ela, por sua vez, ainda tenta assimilar a dimensão que o rompimento tomou, com sessões extras de terapia particulares e em grupo.
Para alguns, ele teve uma atitude egoísta. Para outros, não. Comunicar o fim de um namoro ou casamento na internet é uma decisão unilateral? Qual é a medida para anunciar ao mundo, literalmente, o término de uma relação, sem desrespeitar o luto alheio? Estas e outras questões, nascidas no mundo virtual mas com implicações bem reais, têm alimentado reflexões e discussões, seja em mesas de bar, em consultórios de psicanálise ou em teses acadêmicas. O fato é que as redes sociais, em diferentes graus, estão causando uma série de transformações nos relacionamentos amorosos. Após saias justas, crises de ciúme e muito bafafá, aos poucos está surgindo um conjunto de novas regras de etiqueta entre os 38,4 milhões de brasileiros que usam Facebook, Orkut e Twitter, segundo números da pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online no mês passado.
- Os códigos estão sendo criados, entre erros e acertos, pois ninguém sabe ainda aonde isso tudo vai dar - diz o psicanalista Miguel Calmon, que não tem conta em nenhum site de relacionamento, mas costuma participar de debates sobre o tema no jantar com os filhos ou em seu consultório. - O mais importante é ser cauteloso e não fazer uma crítica radical e reacionária das relações intermediadas pelo Facebook, caracterizando-as como de segunda ou quinta categoria, já que as pessoas tendem a achar que amor verdadeiro era o vivido no passado. Essa revolução comportamental está transformando a forma de pensar o amor.
Para muita gente, principalmente as pessoas que ainda não entraram nessa onda, o amor nos tempos das redes sociais é mais impessoal. O psicanalista Joel Birman pondera: o momento é mesmo de repensar os preconceitos.
- Para usar uma metáfora grega, diria que o Facebook é a Acrópole contemporânea - compara. - É um espaço social legítimo, real. A rede social abriu um espaço onde as pessoas podem restaurar laços de amizade e sentimentais numa época em que a dinâmica da metrópole moderna é uma correria só. E isso tudo precisa ser visto com leveza, de preferência sem moralismo.
A professora Fernanda Paixão, de 29 anos, demorou seis meses até conseguir excluir o ex-namorado de sua lista de amigos no Facebook. Por questão de dias, não deu de cara com as fotos do casamento dele no mural. Ela diz que foi difícil se livrar dos vínculos, a história era antiga. O rolo começou em 2006, num tempo em que o Orkut ainda reinava absoluto - não há dados oficiais, mas calcula-se que hoje, no Brasil, existam 22 milhões de usuários do Facebook e 30 milhões do Orkut.
- Namoramos de 2006 a 2007, e após o término encerrei minha conta no Orkut. Mas continuamos enrolados por mais alguns anos e, nesse tempo, nós dois entramos no Facebook. Foram muitas sessões de análise para saber se o tirava, ou não, da minha lista de amigos. Quando vi que acompanhar o perfil dele estava virando um vício, tomei coragem - conta Fernanda que, até hoje, segura o dedinho para não convidar o ex para ser mais um entre os seus 460 amigos.
Autoras do livro "Mulher, vamos descomplicar?", as psicanalistas Luciana de la Peña e Ana Franqueira lembram que as crises sentimentais deflagradas em redes sociais dominaram o seminário "Encontros & Desencontros - Ele simplesmente não está a fim de você", realizado no mês passado no Espaço Trocando Ideias, no Jardim Botânico.
- O que você vai ganhar rastreando a vida do ex pelo Facebook? No máximo, vai ficar sabendo em tempo real que ele entrou numa boate e, no dia seguinte, conferir em fotos o quanto ele se divertiu - diz Luciana. - O problema dos relacionamentos não é o mundo virtual, mas o uso que as pessoas fazem dele.
Após um rompimento, a faxina nos álbuns de fotos criados no Facebook ou Orkut é procedimento de praxe. Mas o problema é que tem sempre aquele melhor amigo do casal que acaba postando uma foto antiga que pode dar aquela angústia no peito de um deles, ou de ambos. Pior é quando alguém repassa uma mensagem cheia de duplos significados que o ex escreveu, mostrando que a vida vai muito bem, obrigado. No mundo virtual, os "falecidos" costumam ressuscitar com a maior desenvoltura.
Não à toa, foi lançado um programinha chamado Ex-Blocker, que tem a missão de bloquear tudo (tu-do!) relacionado à antiga cara-metade. Basta inserir o primeiro e o último nome do dito(a) cujo(a) na conta no Twitter e no Facebook. O site da empresa criadora do software, em blockyourex.com , informa que, hoje, cerca de 14.900pessoas são bloqueadas através dele.
A administradora de empresas Vivian Mattos, de 28 anos, precisa urgentemente ser apresentada ao Ex-Blocker. Há dois meses, ela entregou sua conta do Facebook nas mãos de uma amiga, pediu para que ela trocasse a senha e, desde então, não entrou mais na rede. Tudo para não ficar com vontade de fuxicar a vida do ex, no melhor estilo "o que os olhos não veem o coração não sente".
- Nunca fui muito adepta de redes sociais, mas acabei entrando na onda do Facebook e, quando terminei, fui obrigada a mudar meu status para solteira. Quando fui ver o dele, adivinha?, ele já havia mudado antes de mim. Que decepção! A tristeza aumentou - lamenta. - E ainda tive que ouvir de uma colega do trabalho que se ele mudou de status é porque acabou mesmo...
Nada como um dia após o outro: Vivian jura que está conseguindo se recuperar e que está mais feliz sem a tentação de acessar o Facebook a todo momento através do celular, como antes.
- Quando quero falar com algum amigo, pego o telefone e ligo. As pessoas estão ficando loucas com o Facebook, os relacionamentos estão frios e a exposição, enorme - opina a moça.
Na alegria ou na tristeza, o Facebook faz parte do enredo de muitas histórias de amor. A teia criada por Mark Zuckerberg em 2004, tema do filme "A rede social" (que, aliás, começa com o fim de um namoro), foi o fio condutor do último relacionamento da estudante de administração Paula Pires, de 20 anos. Ela estava saindo com um carinha que conheceu na PUC fazia meses. Ele tinha feito até a proposta de os dois assumirem um "relacionamento enrolado". Eis que certo dia Paula foi pedida em namoro oficialmente - pelo Facebook.
- Recebi uma mensagem pelo site com uma declaração de amor fofa, com uma solicitação de relacionamento sério. Sou contra assumir um namoro no Facebook assim tão rápido, mas foi tão bonitinha a atitude dele que acabei aceitando - conta Paula, que namorou o rapaz por 11 meses.
Solteira há menos de um mês, optou por deixar o campo do status de relacionamento em branco:
- Me recuso a botar que estou solteira. Quem põe isso é porque está querendo provocar alguém ou porque está desesperada.
A troca de status é uma das ações de maior audiência no Facebook. Bote o aplicativo Social Statistics, que coleciona mais de dois milhões de fãs, para rodar no seu perfil e confira o resultado. No quesito Top Posts, a alteração de status sempre figura entre os dez mais comentados.
- As pessoas costumam comentar mais o término de um namoro do que o início. Quando assumi o namoro, meia dúzia de amigas curtiu, desejou felicidades. Mas quando terminei, todo mundo da faculdade me chamou no chat para mostrar uma suposta solidariedade - alfineta Paula.
Curtir a solteirice alheia também pode pegar mal na rede. Em abril, após o término de um namoro de dez meses, a gaúcha Karen Marcelja, de 32 anos, acabou mudando o status de relacionamento para solteira. Dez minutos depois, sua melhor amiga simplesmente "curtiu", o verbo mais conjugado no Facebook, num ato de apoio. Pronto: o barraco online foi parar no Twitter.
- Meu ex-namorado ficou magoado com a atitude dela e foi desabafar no Twitter. Ele começou a mandar um monte de indiretas, essa minha amiga ficou furiosa, e os dois brigaram por mensagens no Facebook - conta Karen, que, no geral, acabou vendo o lado positivo da mudança de status. - Virar solteira desperta um monte de paquerinhas que estavam adormecidas.
No fundo, todo mundo quer é ser amado, dentro e fora da internet, observa Ana Maria Sabrosa, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio:
- De alguma maneira, o ser humano é marcado pelo desamparo e tem necessidade imensa de ser amado. Toda publicação em rede social tem um objetivo. Mas como tudo é subjetivo, às vezes o retorno pode causas frustração, às vezes pode causar felicidade.
Há quatro anos estudando o ambiente social do Facebook, os pesquisadores Amy Muise, Emily Christofides e Serge Desmarais, do Departamento de Psicologia da Universidade de Guelph, do Canadá, não têm dúvidas de que a rede social está tornando o exibicionismo online algo, digamos, mais natural. Mas divulgar aos quatro ventos se é solteiro, noivo, casado, viúvo ou está num relacionamento sério ou numa amizade colorida (ao todo, são nove opções de status no Facebook) tem suas implicações. Não divulgar, também. O ponto mais latente é o ciúme.
- Algumas mulheres se tornam mais ciumentas quando passam muito tempo no Facebook. Num estudo recente, notamos que a exposição detona o gatilho do ciúme, e isso compromete a relação, deixando a pessoa menos satisfeita e menos comprometida com o parceiro - adverte Amy.
Faz sentido. De acordo com uma recente pesquisa da empresa de antivírus Norton, o uso do Facebook é uma das principais causas de divórcios nos Estados Unidos atualmente. A canadense poderia fazer uma extensa lista de dicas para casais evitarem este desfecho e terem uma vida amorosa saudável mesmo sem abrir mão das redes sociais.
- Se você encontrar algo que te deixe desconfortável no mural do seu parceiro, converse sobre isso. Muita informação divulgada no Facebook pode ser mal interpretada - diz Amy.
A forma encontrada pelo casal Luciana e Gustavo Thorstensen, ambos de 37 anos e 16 de casados, para se blindar de ti-ti-tis online foi criar um perfil compartilhado no Facebook.
- Achava ridículo ter um Facebook com o marido, porque isso tira a individualidade. Mas foi o jeito encontrado para evitarmos futuros aborrecimentos. Está dando certo - conta Luciana, que quando escreve uma mensagem no mural de algum dos 253 amigos do casal assina "/LU". - Conheço muitos casais que têm contas separadas no Facebook, mas um tem a senha do outro. Prefiro ser cafona a ser hipócrita.
Perfis compartilhados levam a alguns problemas. Quando o relacionamento termina, a quem pertence a conta? Para alguns, a saída é extinguir o perfil. Em outros casos, um assume a conta, e muda a senha (algo como trocar a fechadura da porta na vida real). A questão da privacidade, como se vê, é complexa. E virou objeto de estudo do mestrando Gustavo Rauber, do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Indraprastha Institute of Information Technology, de Nova Délhi. No total, 744 pessoas participaram da pesquisa, que será divulgada em outubro, no evento WebMedia'11, em Florianópolis. Entre as conclusões, ele confirmou que os indianos, por exemplo, são mais cautelosos do que os brasileiros nas redes sociais.
- A maioria das pessoas ignora os controles de privacidade existentes. Pode ser por desleixo, por autopromoção ou pela falta de intimidade com o sistema - avalia Gustavo.
Especialista no assunto, ele divide bem o que compartilha entre os seus cerca de 250 amigos no Facebook. Menos da metade deste total, por exemplo, soube que ele ficou noivo da namorada há seis meses.
- Dá trabalho, mas através das configurações de privacidade é possível definir os diversos níveis de intimidade por grupos. Apenas os amigos que eu gostaria foram avisados do meu noivado - diz o pesquisador mineiro, de 28 anos. - Todos nós estamos limitados a um certo número de amizades, seja por falta de tempo ou pela nossa capacidade cognitiva. O valor mediano para tal limite é estimado em 150 amizades, conhecido como número de Dunbar. E esse número foi confirmado no Facebook: apesar de você ter dois mil amigos, não consegue manter contato com muito mais de 150 pessoas.
A administradora Bárbara Bretas, de 34 anos, é um exemplo de usuária seletiva. Em seu perfil, são 134 amigos contados nos dedos. Para ela, rede social é coisa séria. Foi através do Facebook, inclusive, que conheceu seu atual namorado, o piloto Gustavo Perrota, de 29. A história é um conto de fadas com toques bem contemporâneos: certo dia, uma amiga em comum resolveu bancar o cupido e sugeriu que ela desse um confere na ficha e nas fotos de Gustavo na sua lista de amigos (encontro às escuras entrou mesmo em extinção). Mas qual não foi a surpresa ao dar de cara com o aviso "Gustavo Perrota está em um relacionamento sério", que parecia piscar no monitor. Hoje, aos risos, ele explica o acidente de percurso:
- Eu já estava de saco cheio da quantidade de periguetes querendo me adicionar, então resolvi mudar meu status de relacionamento.
Sobrou para a amiga-cupido desfazer o mal-entendido. Em cinco minutos, o status de relacionamento dele ostentava um atraente "solteiro" de novo.
- Quando vi que ele estava solteiro mesmo, comecei a olhar as fotos, vi que era gatinho, e dei o aval para a nossa amiga nos apresentar - conta Bárbara.
Os dois saíram pela primeira vez no último carnaval e não se largaram mais. Quer dizer, já rolaram umas briguinhas, o suficiente para para ela tirar do perfil que estava em um "relacionamento sério com Gustavo Perrota"...
- Para não virar bagunça, depois da terceira troca de status, resolvemos agora deixar essa lacuna em branco. Não quero mais dar satisfação para ninguém sobre a nova vida amorosa - avisa Bárbara.
Roteirista da peça "Adultério", em cartaz no Teatro do Leblon até o fim do mês, o dramaturgo Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura, levou o mito da traição virtual para o palco:
- É uma discussão aberta. Há quem pense que a chamada traição virtual alivie o desejo da traição na carne - comenta Daniel, casado e com a lacuna do status de relacionamento em branco no Facebook. - Nós conversamos sobre isso e optamos pela discrição.
Pode ser apenas uma coincidência, mas acabou de desembarcar no Brasil um site de relacionamentos que facilita a vida de pessoas casadas que querem pular a cerca. De origem americana, o Ohhtel é gratuito para mulheres. Homens pagam R$ 60 para enviar emails para as pretendentes. Nos sete primeiros dias por aqui, o site atingiu a marca de 63.317 inscritos (no total, são um milhão e 300 mil participantes, de diversos países). Neste caso, só a troca de mensagens é virtual. O objetivo final é a "traição na carne" mesmo.
DIGITAL E MÍDIA
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Mais da metade dos pais 'espionam' filhos no Facebook, diz pesquisa

Segundo a pesquisa, 55% dos pais monitoram os filhos através do site de mídia social e 5% só não o fazem porque não sabem como.
Quatro em cada dez pais checam regularmente o status dos filhos, outros 40% monitoram os perfis para monitorar as mensagens no mural, e 30% visitam a seção de fotos postadas pelos amigos.
O levantamento foi realizado pela empresa de pesquisa de opinião One Poll a pedido da fabricante de antivírus e softwares de segurança BullGuard.
Segundo o levantamento, mais de um terço dos pais admite estar sendo superprotetor ao monitorar os filhos pelo Facebook, enquanto 24% creem que a estratégia é a única maneira de saber ao certo o que os jovens estão aprontando.
“Esses números certamente são surpreendentes a princípio”, disse o especialista em segurança da BullGuard Claus Villumsen.
“Mas já que são conhecidos os casos em que terceiros tentam se aproveitar dos indivíduos online, é possível que muitos tenham preocupações legítimas.”
Um em cada dez pais admitiu que espionar o dia-a-dia dos filhos é a única razão de terem aberto uma conta no Facebook.
E dezesseis por cento dos pais disseram que até tentaram ser amigos dos filhos no site de mídia social – entretanto, 30% destes tiveram o pedido de amizade recusado, indicou a pesquisa.
BBC Brasil
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Líder que levou o Google às aldeias indígenas sofre ameaças de morte

Parceria entre Google Earth e povo Suruí ajuda índios a proteger suas terras de madeireiros ilegais. Agora, invasores reagem, e ameaçam de morte o chefe Almir Suruí e sua família
Os índios Paiter Suruí estão conseguindo fazer o que o homem branco quebra a cabeça para fazer: unir sua tradição e a proteção ao meio ambiente com tecnologia de ponta. Eles usam ferramentas como o YouTube para divulgar sua cultura e têm uma eficiente parceria com o Google Earth, que permite monitorar suas terras e denunciar invasões. Com o suporte da tecnologia – e de acordos com governos e ONGs – os Suruí conseguiram proteger a floresta e expulsar madeireiros ilegais que invadiam suas terras. Agora, os invasores reagem, e ameaçam de morte o líder do povo, Almir Narayamoga Suruí, e sua família.
Os Suruí viveram por séculos como nômades na Amazônia, até o primeiro contato com não-índios, no dia 7 de setembro de 1969. Inicialmente, o contato foi prejudicial: disputas e doenças reduziram o povo de cerca de 5 mil pessoas a menos de 250. Por pouco os Suruí não desapareceram, como aconteceu com outras tribos encontradas em Rondônia. Mesmo após a demarcação de seu território, a Terra Indígena 7 de Setembro, os Suruí continuaram enfrentando problemas. Serrarias e madeireiros aliciavam os índios para trabalho prometendo dinheiro e bebidas alcoólicas.
A situação começou a mudar há cerca de 15 anos. Os Suruí foram buscar parcerias com os governos e ONGs para melhorar a qualidade de vida. Certos de que precisavam de uma nova trajetória, que os tornassem independentes dos homens brancos, os Suruí criaram um plano de desenvolvimento que prevê ações para saúde, educação, cultura e tecnologia. A estratégia está funcionando. Hoje, somam cerca de 1.300 pessoas, espalhadas em 25 aldeias na terra indígena que se estende pelo norte de Mato Grosso até Cacoal, em Rondônia.
Mas o passo mais ousado aconteceu em 2007. Almir foi à cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, e fechou uma parceria com o Google. Com o gigante da internet, os Suruí tiveram acesso aos mais recentes computadores do mundo, a um sistema de comunicação para as aldeias e ao uso do Google Earth.
"Temos uma visão de melhorar a vida do nosso povo, um trabalho para os próximos 50 anos. Mas não vamos fazer isso sozinhos. Estamos em parceria com os governos, com a sociedade, e com empresas como o Google", diz Almir. A parceria faz parte do projeto Google Earth Outreach, que tem como objetivo usar a tecnologia para atender demandas sociais e ambientais em várias partes do mundo. A iniciativa da parceria foi do próprio Almir. Quando ele conheceu o Google Earth e conseguiu visualizar suas terras na tela do computador, viu uma grande oportunidade para o seu povo. A ONG Equipe de Conservação da Amazônia (ACT-Brasil) fez a ponte entre a empresa e os índios.
"Eles não tinham equipamentos suficientes, então ajudamos a equipar o escritório, em Cacoal, com computadores, GPS e outros equipamentos", diz Félix Ximenes, diretor de Comunicações do Google no Brasil. "Trouxemos uma equipe de São Franciso, liderada pela pesquisadora Rebecca Moore, para treinamento, e o próprio Almir visitou o Google nos Estado Unidos."
O que Almir considera mais importante é capacitar as pessoas do seu povo para usar a tecnologia. "Hoje usamos Skype, Gmail, Youtube, que facilitam muito a comunicação na aldeia. Mas a grande oportunidade é aprender o que é tecnologia, para que os Suruí possam estar preparados no futuro".
Com o suporte tecnológico, os Suruí passaram a alimentar a web com sua cultura. Eles puderam marcar no Google Earth seus lugares sagrados, aldeias, áreas históricas, como o local onde ocorreu o primeiro contato com não-índios. O GPS não é necessário para os índios se locomoverem em seu próprio território, mas permite que o povo marque áreas invadidas por madeireiros com precisão no Google Earth, chamando a atenção de autoridades. As denúncias de invasão são levadas à Fundação Nacional do Índio (Funai) e aos procuradores do Ministério Público Federal. "Isso afeta os interesses das pessoas que querem explorar o meio ambiente de maneira errada. Não acho que a floresta é intocável, mas você tem que fazer certo, com plano de manejo, com sustentabilidade. Por causa dessas ações, a gente começou a receber ameaças de morte", diz Almir.
As ameaças chegam por telefone ou por "recados" enviados por outros índios. Como o povo Suruí já teve envolvimento com os madeireiros da região no passado, muitos usam alguma proximidade ainda existente para enviar recados ameaçadores. A situação ficou mais preocupante quando Almir soube que sua família estava sendo "mapeada". "Quando cheguei de Brasília, descobri que pessoas estavam 'contando' a minha família. Queriam saber quantos irmãos eu tenho, quantos estão em outras aldeias".
No dia 15 de junho, o líder indígena foi a Brasília e se reuniu com Fernado Matos, diretor do Departamento de Defesa dos Direitos Humanos, órgão ligado à Presidência da República, para relatar a situação de perigo que as lideranças locais estão vivendo. Até o momento, nenhuma medida foi tomada, mas o chefe é otimista. "Nossa luta é no dia a dia, e eu acredito que estamos contribuindo com o bem-estar do meu povo e da população". Apenas otimismo, no entanto, não basta: o Estado precisa agir para manter a segurança do líder que conseguiu unir a tradição com o mundo globalizado.
Época



