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segunda-feira, 6 de junho de 2016
Galgos são forçados a operar máquina de abastecimento de água na Espanha
Na Espanha, cerca de 50 mil cães galgos são abandonados ou mortos todos os anos, após serem explorados principalmente na indústria das corridas.
Trata-se de um universo cruel, em que os cães são treinados por meio de choques elétricos, espancamentos e outras formas de tortura, para que gerem lucros aos apostadores. Depois de chegarem à exaustão, os cães demoram aproximadamente um ano para se tornarem aptos para adoção, tamanhos os traumas causados.
Mas as corridas não são o único problema dos galgos. Uma nova denúncia, feita pela Comunidade Proteção e Ativismo Animal, mostra cães galgos sendo obrigados a operar um tipo de máquina para abastecimento de água, onde ficam presos a um mecanismo e precisam girá-lo o dia todo embaixo de sol e chuva.
De maneira geral, esses cães são vistos de forma utilitarista, como máquinas de performance que podem ser exploradas, ao invés de vidas sencientes. A imagem revoltante mostra mais um trabalho escravo a que esses animais são submetidos, e provavelmente também serão abandonados ou mortos quando não suportarem mais a carga.
Há uma petição para impedir a tortura e abuso contra os galgos na Espanha, que pode ser assinada aqui.
Fonte: Direitos dos Animais
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Sem incubadora livre, bebê é enrolado em saco de lixo em hospital do MA
Bebê prematuro foi enrolado em manta e saco de lixo para manter temperatura corporal
A foto de um recém-nascido prematuro enrolado em um saco de lixo no hospital municipal de Santa Inês (246 km de São Luís), no interior do Maranhão, causou revolta nas redes sociais.
A imagem foi compartilhada por vários meios de comunicação e políticos do Estado nesta segunda-feira (6) e gerou uma série de críticas.
Segundo o diretor do hospital municipal de Santa Inês, Tomaz Martins, o bebê que aparece na foto nasceu prematuramente e tinha um irmão gêmeo. Ele explicou que não havia incubadora no momento para colocar os dois recém-nascidos.
"A mãe foi atendida antes do parto e recebeu atendimento durante e depois do parto. Só que foram gêmeos e temos duas incubadoras; uma já estava ocupada. Então um dos bebês foi para a desocupada e o outro ficou em um berço, que foi aquecido da maneira correta", disse ao UOL. O parto aconteceu no dia 30 de junho.
Para Martins, houve um interpretação equivocada da foto. "Era um plástico que não era nada usado. A criança foi para casa assim. A pediatra enrolou com uma manta por baixo, colocou o plástico por cima e iria enrolar outra manta. Antes dela proceder o fechamento, tiraram essa foto e fizeram essa interpretação. O importante é que as crianças estão bem", assegurou. Um dos tios das crianças disse que os bebês seguem internados no hospital Juvêncio Matos, porque nasceram com sete meses de gestação e estão ainda em desenvolvimento.
Técnicas pouco ortodoxas
O diretor ainda defendeu o procedimento feito pela médica que realizou o parto. "A pediatra que fez esse procedimento é especialista, não é uma clínica geral. Ela fez tudo seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, que diz que a temperatura, nesses casos, tem que ser melhorada. E, para isso, é preciso algumas vezes usar técnicas pouco ortodoxas", afirmou.
Martins disse ainda que os bebês foram transferidos por "procedimento praxe" para São Luís. "Houve o pedido da médica, mas ão houve questionamento dos médicos de São Luís sobre o que foi feito por nós", explicou.
O diretor defendeu a estrutura do hospital, que, para ele, é adequada para o porte da cidade. "Nós somos um hospital municipal muito bem estruturado. Para você ter ideia, o hospital regional mais próximo fica a 50 km daqui, no município de Monção, e só tem uma incubadora. E estamos prestes a inaugurar uma nova ala com quatro incubadoras", informou.
Fonte: UOL Notícias
A foto de um recém-nascido prematuro enrolado em um saco de lixo no hospital municipal de Santa Inês (246 km de São Luís), no interior do Maranhão, causou revolta nas redes sociais.
A imagem foi compartilhada por vários meios de comunicação e políticos do Estado nesta segunda-feira (6) e gerou uma série de críticas.
Segundo o diretor do hospital municipal de Santa Inês, Tomaz Martins, o bebê que aparece na foto nasceu prematuramente e tinha um irmão gêmeo. Ele explicou que não havia incubadora no momento para colocar os dois recém-nascidos.
"A mãe foi atendida antes do parto e recebeu atendimento durante e depois do parto. Só que foram gêmeos e temos duas incubadoras; uma já estava ocupada. Então um dos bebês foi para a desocupada e o outro ficou em um berço, que foi aquecido da maneira correta", disse ao UOL. O parto aconteceu no dia 30 de junho.
Para Martins, houve um interpretação equivocada da foto. "Era um plástico que não era nada usado. A criança foi para casa assim. A pediatra enrolou com uma manta por baixo, colocou o plástico por cima e iria enrolar outra manta. Antes dela proceder o fechamento, tiraram essa foto e fizeram essa interpretação. O importante é que as crianças estão bem", assegurou. Um dos tios das crianças disse que os bebês seguem internados no hospital Juvêncio Matos, porque nasceram com sete meses de gestação e estão ainda em desenvolvimento.
Técnicas pouco ortodoxas
O diretor ainda defendeu o procedimento feito pela médica que realizou o parto. "A pediatra que fez esse procedimento é especialista, não é uma clínica geral. Ela fez tudo seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, que diz que a temperatura, nesses casos, tem que ser melhorada. E, para isso, é preciso algumas vezes usar técnicas pouco ortodoxas", afirmou.
Martins disse ainda que os bebês foram transferidos por "procedimento praxe" para São Luís. "Houve o pedido da médica, mas ão houve questionamento dos médicos de São Luís sobre o que foi feito por nós", explicou.
O diretor defendeu a estrutura do hospital, que, para ele, é adequada para o porte da cidade. "Nós somos um hospital municipal muito bem estruturado. Para você ter ideia, o hospital regional mais próximo fica a 50 km daqui, no município de Monção, e só tem uma incubadora. E estamos prestes a inaugurar uma nova ala com quatro incubadoras", informou.
Fonte: UOL Notícias
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Peritos dizem que ciclovia desabou porque pista não estava amarrada
Após o desabamento, ciclovia se transformou em um precipício - Guito Moreto / O Globo
Segundo laudo, força das ondas levantou tabuleiro provocando o desabamento
RIO - Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirmaram, na manhã desta quarta-feira, que a causa da queda de parte da Ciclovia Tim Maia, há 14 dias, foi o fato de as plataformas, que funcionam como vigas de sustentação, não estarem amarradas aos pilares. Segundo laudo preliminar da perícia do ICCE, a força das ondas, no sentido de baixo para cima, levantou o tabuleiro, provocando o desabamento do trecho. Duas pessoas que passavam a pé no local morreram. O laudo final ficará pronto na próxima sexta-feira.
Havia um estudo do impacto das ondas do mar de São Conrado sobre os pilares, mas não sobre a plataforma. Segundo a perícia, que analisou 11 volumes de documentos, o estudo avaliou o comportamento de marés até quatro metros e a uma velocidade de 65 quilômetros por hora.
— Fazer os cálculos para analisar o tipo de ancoragem para se fixar a passarela é uma etapa muita complexa. Requer muito fundamento teórico. Tem que fazer cálculos e cálculos. Não havia isso em nenhum documento — explicou um dos peritos.
Segundo o diretor do ICCE, Sérgio William Silva, os técnicos estiveram no local três vezes.
— A conclusão é de que o projeto não previu o impacto das ondas na plataforma, no sentido ascendente, de baixo para cima. Deveriam ter feito cálculo estrutural. Analisamos as memórias de cálculo e só encontramos o estudo das marés nos pilares — explicou o diretor.
O chefe do serviço de engenharia do ICCE, Liu Tsun, disse que o castelinho localizado embaixo do local da queda, construído há anos, não fez a onda dissipar:
— A onda atingiu a plataforma de maneira ascendente. O obstáculo serviu como rampa. Todos sabem que a onda faz este movimento há décadas. Poderiam ter pensado na amarração da plataforma ao pilar ou na construção de um quebra-mar. Tinha que ser prevista uma forma de bloquear a onda. Há relatos anteriores, inclusive, de que ondas quebraram janelas de imóveis em frente ao local da ciclovia.
Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de risco e pesquisador da Coppe/UFRJ, chegou a comparar, logo após a tragédia, a construção da ciclovia a uma montagem feita com o brinquedo Lego: uma obra modular, formada por pranchas (trechos de pista), colunas e apoios semelhantes. Na época, ele disse que “o que fica patente é que ela é alinhada no início, mas quando chega mais adiante começa a aparecer afastamentos, irregularidades, apoios irregulares, desalinhamento das vigas que são absolutamente injustificáveis”.
Duarte ressaltou a falta de um estudo sobre as ressacas na região e destacou ainda que, ao longo de todo o costão, o projeto é para que a onda mais forte suba o costão de pedra, passe por debaixo da ciclovia e acerte a pista de asfalto por onde trafegam os veículos. No entanto, o engenheiro explica que foi formada uma corrente de água de baixo para cima no ponto, que levantou o leito da passarela e o derrubou de cima das colunas. Segundo ele “a questão foi o sentido de ataque da onda e aquele ponto específico ter a presença daquele obstáculo. É bem peculiar”.
Fonte: O Globo
Segundo laudo, força das ondas levantou tabuleiro provocando o desabamento
RIO - Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) afirmaram, na manhã desta quarta-feira, que a causa da queda de parte da Ciclovia Tim Maia, há 14 dias, foi o fato de as plataformas, que funcionam como vigas de sustentação, não estarem amarradas aos pilares. Segundo laudo preliminar da perícia do ICCE, a força das ondas, no sentido de baixo para cima, levantou o tabuleiro, provocando o desabamento do trecho. Duas pessoas que passavam a pé no local morreram. O laudo final ficará pronto na próxima sexta-feira.
Havia um estudo do impacto das ondas do mar de São Conrado sobre os pilares, mas não sobre a plataforma. Segundo a perícia, que analisou 11 volumes de documentos, o estudo avaliou o comportamento de marés até quatro metros e a uma velocidade de 65 quilômetros por hora.
— Fazer os cálculos para analisar o tipo de ancoragem para se fixar a passarela é uma etapa muita complexa. Requer muito fundamento teórico. Tem que fazer cálculos e cálculos. Não havia isso em nenhum documento — explicou um dos peritos.
Segundo o diretor do ICCE, Sérgio William Silva, os técnicos estiveram no local três vezes.
— A conclusão é de que o projeto não previu o impacto das ondas na plataforma, no sentido ascendente, de baixo para cima. Deveriam ter feito cálculo estrutural. Analisamos as memórias de cálculo e só encontramos o estudo das marés nos pilares — explicou o diretor.
O chefe do serviço de engenharia do ICCE, Liu Tsun, disse que o castelinho localizado embaixo do local da queda, construído há anos, não fez a onda dissipar:
— A onda atingiu a plataforma de maneira ascendente. O obstáculo serviu como rampa. Todos sabem que a onda faz este movimento há décadas. Poderiam ter pensado na amarração da plataforma ao pilar ou na construção de um quebra-mar. Tinha que ser prevista uma forma de bloquear a onda. Há relatos anteriores, inclusive, de que ondas quebraram janelas de imóveis em frente ao local da ciclovia.
Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de risco e pesquisador da Coppe/UFRJ, chegou a comparar, logo após a tragédia, a construção da ciclovia a uma montagem feita com o brinquedo Lego: uma obra modular, formada por pranchas (trechos de pista), colunas e apoios semelhantes. Na época, ele disse que “o que fica patente é que ela é alinhada no início, mas quando chega mais adiante começa a aparecer afastamentos, irregularidades, apoios irregulares, desalinhamento das vigas que são absolutamente injustificáveis”.
Duarte ressaltou a falta de um estudo sobre as ressacas na região e destacou ainda que, ao longo de todo o costão, o projeto é para que a onda mais forte suba o costão de pedra, passe por debaixo da ciclovia e acerte a pista de asfalto por onde trafegam os veículos. No entanto, o engenheiro explica que foi formada uma corrente de água de baixo para cima no ponto, que levantou o leito da passarela e o derrubou de cima das colunas. Segundo ele “a questão foi o sentido de ataque da onda e aquele ponto específico ter a presença daquele obstáculo. É bem peculiar”.
Fonte: O Globo
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Criança que caiu de 5º andar de prédio continua internada na UTI
Criança caiu da janela de apartamento que está no quinto andar de prédio (Foto: Reprodução/TV Globo)
Menina de 5 anos caiu na Zona Leste de SP; estado de saúde é grave.
Polícia investiga circunstâncias da queda, que teria sido acidental.
A menina de 5 anos que na terça-feira (29) caiu do 5º andar de um prédio na Zona Leste de São Paulo, segue internada nesta quinta-feira (31). De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Santa Marcelina, a criança está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da sua unidade, em Itaquera. O estado de saúde dela é considerado grave, mas estável.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda da garota. Em princípio, a informação inicial é a de que a menina teria caído acidentalmente do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim. A criança estaria estaria sozinha no momento da queda.
A mãe da menina chegou ao local do acidente enquanto a Polícia Militar (PM) prestava socorro à criança. Ela teria dito que foi ao mercado enquanto a filha dormia.
Elas são as únicas moradoras do apartamento.
O Hospital Santa Marcelina informou que a menina deu entrada na unidade por volta das 13h40 de terça-feira em "estado gravíssimo". Às 18h30, ela foi operada. A assessoria não informou qual cirurgia foi feita.
Polícia
De acordo com a 7ª Delegacia Seccional, de Itaquera, a garota teria caído da janela de seu quarto. Nele, foi encontrado um banco, colocado em cima do colchão da menina e ao lado do parapeito da janela, e uma tesoura infantil, que teria sido usada para cortar a rede de proteção.
Uma faca de serra foi encontrada no chão da sala de estar do apartamento, onde a rede de proteção das janelas também apresentava um corte.
O caso foi registrado no 65°Distrito Policial (DP), em Artur Alvim.
Mãe
A mãe da menina disse que a queda foi acidental. “Não há possibilidade nenhuma de ninguém ter entrado no meu apartamento. Uma coisa que fique bem clara: foi uma travessura de criança”, disse a auxiliar de escritório Cristiane Arantes.
Ela prestou depoimento na quarta-feira (30) na Polícia Civil, um dia após a queda.
A garota caiu no jardim do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim, na Zona Leste, na tarde de terça. Ela teve afundamento de crânio e foi levada ao hospital em estado gravíssimo. Lá, passou por cirurgia.
A mãe contou à polícia que saiu para comprar comida e deixou a filha dormindo “Quando eu voltei minha filha já estava no jardim, caída.” Segundo a perícia, a TV do quarto de onde a menina caiu estava ligada e havia uma tesoura escolar em cima da cama, bem embaixo da janela. A tela de proteção estava cortada. A principal suspeita é que a menina tenha cortado a rede ao perceber que estava sozinha.
O delegado que cuida do caso disse que ouviu aproximadamente dez testemunhas, inclusive o ex-marido de Cristiane, pai da menina. Todos deixaram claro a relação amorosa que existe entre mãe e filha. O caso está sendo tratado como queda acidental, mas a polícia ainda vai investigar se houve negligência por parte da mãe.
Fonte: G1
Menina de 5 anos caiu na Zona Leste de SP; estado de saúde é grave.
Polícia investiga circunstâncias da queda, que teria sido acidental.
A menina de 5 anos que na terça-feira (29) caiu do 5º andar de um prédio na Zona Leste de São Paulo, segue internada nesta quinta-feira (31). De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Santa Marcelina, a criança está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da sua unidade, em Itaquera. O estado de saúde dela é considerado grave, mas estável.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda da garota. Em princípio, a informação inicial é a de que a menina teria caído acidentalmente do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim. A criança estaria estaria sozinha no momento da queda.
A mãe da menina chegou ao local do acidente enquanto a Polícia Militar (PM) prestava socorro à criança. Ela teria dito que foi ao mercado enquanto a filha dormia.
Elas são as únicas moradoras do apartamento.
O Hospital Santa Marcelina informou que a menina deu entrada na unidade por volta das 13h40 de terça-feira em "estado gravíssimo". Às 18h30, ela foi operada. A assessoria não informou qual cirurgia foi feita.
Polícia
De acordo com a 7ª Delegacia Seccional, de Itaquera, a garota teria caído da janela de seu quarto. Nele, foi encontrado um banco, colocado em cima do colchão da menina e ao lado do parapeito da janela, e uma tesoura infantil, que teria sido usada para cortar a rede de proteção.
Uma faca de serra foi encontrada no chão da sala de estar do apartamento, onde a rede de proteção das janelas também apresentava um corte.
O caso foi registrado no 65°Distrito Policial (DP), em Artur Alvim.
Mãe
A mãe da menina disse que a queda foi acidental. “Não há possibilidade nenhuma de ninguém ter entrado no meu apartamento. Uma coisa que fique bem clara: foi uma travessura de criança”, disse a auxiliar de escritório Cristiane Arantes.
Ela prestou depoimento na quarta-feira (30) na Polícia Civil, um dia após a queda.
A garota caiu no jardim do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim, na Zona Leste, na tarde de terça. Ela teve afundamento de crânio e foi levada ao hospital em estado gravíssimo. Lá, passou por cirurgia.
A mãe contou à polícia que saiu para comprar comida e deixou a filha dormindo “Quando eu voltei minha filha já estava no jardim, caída.” Segundo a perícia, a TV do quarto de onde a menina caiu estava ligada e havia uma tesoura escolar em cima da cama, bem embaixo da janela. A tela de proteção estava cortada. A principal suspeita é que a menina tenha cortado a rede ao perceber que estava sozinha.
O delegado que cuida do caso disse que ouviu aproximadamente dez testemunhas, inclusive o ex-marido de Cristiane, pai da menina. Todos deixaram claro a relação amorosa que existe entre mãe e filha. O caso está sendo tratado como queda acidental, mas a polícia ainda vai investigar se houve negligência por parte da mãe.
Fonte: G1
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Criança morre após ficar presa em escada rolante na China
O acidente ocorreu às 11h (horário local). Menino ficou preso entre as engrenagens do corrimão, na parte de acesso à escada
Uma criança perdeu a vida hoje, depois de ficar presa sob o corrimão de uma escada rolante. O acidente ocorreu em uma estação de metrô em Chongqing, localizada no sudoeste da China.
Segundo o jornal South China Morning Post, o braço da criança ficou preso no corrimão, enquanto ela estava brincando na escada rolante. O menino foi puxado para baixo do corrimão, ficando preso no acesso à escada. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas morreu horas depois. O acidente ocorreu às 11h (horário local) e toda a equipe da estação agiu rapidamente para ajudar o menino, que ficou preso entre as engrenagens. O operador do metrô disse que a criança foi deixada sozinha, sem vigilância no saguão, e que teria ido brincar na escada.
De acordo com o jornal, no mês de agosto funcionários públicos de Chongqing realizaram uma verificação de segurança em todas as escadas rolantes, após o trágico acidente que tirou a vida de uma mulher em Jingzhou, na província de Hubei, em 26 de julho. Xiang Liujuan foi engolida pela escada rolante. Um dia depois deste acidente, um menino de um ano de idade, de Guangxi, sul da China, ficou com o braço preso em uma escada rolante após cair. Felizmente ele foi salvo.
Fotografias e um vídeo já divulgados na internet mostram a mobilização em torno do menino preso na escada rolante. No momento, a escada foi fechada para investigação. A polícia local deve divulgar um comunicado nas próximas horas, segundo a imprensa chinesa.
Fonte: Época
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Criança sendo esmagada por carro após cair da garupa de moto
A cena chocante foi filmada por câmeras de segurança em uma rua na China, antes de ser publicada no site Weibo.
Uma moto é vista passando por um cruzamento, antes da criança, que estava sentada na parte de trás do banco do veículo, cair ao chão.
O momento se tornou mais tenso porque um carro que passava atropelou a vítima antes de perceber o que estava acontecendo e parar imediatamente.
O veículo freou antes de a roda traseira chegar a esmagar a criança.
Um policial de trânsito correu para ajudar no resgate à criança.
Não se sabe quão sérios foram os ferimentos da vítima.
Fonte: GADOO
sábado, 16 de agosto de 2014
Calouro fica em coma após trote em Santa Maria
Jovem de 18 anos chegou a ingerir gasolina
Um calouro de 18 anos ficou em coma nessa quarta-feira (13) em Santa Maria. Ele chegou a ingerir gasolina durante o trote. O aluno de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já teve a liberação dos médicos e passa bem.
A mãe do garoto pediu que seu nome e o do jovem fossem preservados. Ela afirma que o jovem tem sua parcela de culpa por aceitar ingerir as bebidas oferecidas pelos outros estudantes. Já a Universidade afirma não se responsabilizar, já que o fato ocorreu fora do campus.
Além do risco de exageros de consumo de álcool, como neste caso, moradores das proximidades da Praça Saturnino de Brito, na área central de Santa Maria, reclamam de barulho e sujeira excessivos. A prefeitura diz acompanhar a movimentação, que dura até o começo da madrugada, e influencia o trânsito nas ruas dos arredores, mas que não há nenhuma medida sendo elaborada para impedir ou alterar a forma de comemoração dos estudantes.
Essa semana é a primeira do semestre letivo na UFSM e tem comemorações que reúnem centenas de jovens todos os dias, tanto no Campus do bairro Camobi, quanto no centro da cidade.
GAÚCHA
terça-feira, 22 de julho de 2014
Em abrigos, programa resgata história de crianças e adolescentes com brincadeiras e expressões artísticas
Acolhido em abril de 2013, Roberto* sempre teve dificuldade em se comunicar e desabafar sobre o que acontecia na sua casa e os motivos dele estar num abrigo. Porém a voluntária Julia*, do Instituto Fazendo História, percebeu que o garoto de 11 anos de idade gostava muito de brincar e encontrou no lúdico a oportunidade de se aproximar e conhecer mais sobre Roberto. Juntos, faziam um resgate de sua história por meio de conversas e brincadeiras, e ainda registravam em um álbum, com pinturas, fotos e colagens, imagens que expressavam suas memórias para que conhecesse e se apropriasse de sua história passada e presente.
É dessa forma que funciona o programa Fazendo Minha História, do Instituto Fazendo História, localizado na capital paulista. “Buscamos o direito de a criança ter sua história de vida, elaborada, contada, vivenciada por ela. Isso contribui para trabalhar melhor algumas questões com ela e com sua família”, explica a coordenadora técnica dos programas do Instituto, Isabel Penteado. “Antes, pensavam que a história dessas crianças e adolescentes era cheia de mazelas e coisas ruins, então era omitida, mas todos nós temos vivencias boas e ruins em nossas vidas e elas não são esquecidas. Vimos que é preciso compreender o que se viveu e buscar transformarem potencias as dificuldades.”
Esse é o fio condutor do programa que, a partir da mediação de leitura e brincadeiras com fantasias e personagens, traz como resultado o prazer em ler, o valor de se registrar a própria história e ainda incentiva os profissionais dos serviços de acolhimento a conversarem de forma afetiva com as crianças e adolescentes sobre suas próprias histórias de vida. “É um trabalho inovador. Não é fácil para as crianças falarem, então criar personagens ou histórias fictícias são ótimas formas para ajudar a criança a enfrentar o que viveram”, aponta Isabel.
Todo o trabalho desse programa é feito em parceria com voluntários ou profissionais dos abrigos, que se encontram semanalmente com as crianças durante um ano, para ler e compartilhar histórias, além de ajudar na construção do álbum. “Os educadores, psicólogos e voluntários passam por formação de mediação de leitura e aprendem como trabalhar as histórias dos livros e das crianças. Dessa forma, os acolhidos conseguem trabalhar a própria história, os motivos de estar ali e as suas relações, com os pais, com os colegas e com seu redor”, relata a coordenadora do Instituto.
Espaço de proteção
Dados do Ministério do Desenvolvimento Social apontam que, em 2010, 36.929 crianças e adolescentes estavam sob medida de acolhimento, espalhados entre os 2.624 serviços de atendimento no Brasil. Negligência na família (37,6%), pais ou responsáveis dependentes químicos ou alcoolistas (21%) e abandono (19%) são os principais motivos para que uma criança seja afastada por um tempo de sua família.
De acordo com a coordenadora técnica dos programas do Instituto, Isabel Penteado, há crianças que estão esperando por uma família adotiva, outras que ainda não estão disponíveis para adoção, mas que as famílias não foram encontradas. E ainda há aquelas que somente ficam por alguns meses até que a situação em sua casa se resolva. “Quando se denuncia uma família, os órgãos responsáveis verificam essa denúncia e, se entendem que essa família não pode cuidar dessa criança, ela fica abrigada por um tempo.”
Previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para casos de violação ou ameaça dos direitos de meninos e meninas, os abrigos institucionais, casas lares ou famílias acolhedoras, devem oferecer um espaço de proteção que favoreça o desenvolvimento da autonomia e da criatividade dessas crianças e adolescentes. A permanência máxima é de, no máximo, dois anos, salvo casos em que seja necessário um tempo maior. “Antigamente os meninos eram esquecidos no abrigo, hoje isso é menos frequente”, compara Isabel.
Fazendo história
Formado por um grupo de psicólogas, o Instituto Fazendo História é uma organização não governamental que atua há quase 10 anos na cidade de São Paulo, colaborando com o desenvolvimento de meninos e meninas nos serviços de acolhimento e junto à rede de proteção à infância. “A ideia é que a rede de atendimento ajude a família a se reorganizar para receber a criança de volta. Lugar de criança e adolescente crescer é na sua família e estamos aqui para ajudar”, afirma a coordenadora.
Hoje são 144 abrigos parceiros que recebem o Instituto, dividido em cinco principais programas de acolhimento institucional, que oferecem desde rede de psicólogos voluntários e formação de educadores a serviços de desenvolvimento para bebês, crianças e adolescentes. “Muitas vezes os voluntários e educadores são pessoas sem conhecimento técnico, então precisamos sempre alinhar com eles a importância, os cuidados e proteções com a criança”, explica Isabel.
Ela destaca também a relação com os adolescentes, que pode ser um pouco mais delicada. “Os abrigos têm muita dificuldade em trabalhar com adolescentes. É uma fase intensa e de descobrimento, de autonomia e ao mesmo tempo dependência”. Nesse sentido, outro programa do Instituto, o Grupo Nós ajuda os abrigos em como trabalhar com esses meninos e traça com eles projetos de vida para os próximos três anos, pensando em moradia, profissionalização, estudos e nos vínculos de suporte desses adolescentes.
“Muitas histórias se repetem, a família é violenta com seu filho e, diversas vezes, os adultos responsáveis viveram isso com seus pais. Essas crianças têm especificidades, foram retiradas e precisam de acolhimento. Então, devemos quebrar esse ciclo de violência e não alimentar o pensamento de que não há nada a ser feito com essas famílias”.
*Os nomes foram alterados para preservar a identidade das pessoas citadas
promenino
sexta-feira, 27 de junho de 2014
No PA, ao saber sobre morte, família descobre corte em bebê após cesárea
Atestado diz que bebê morreu de 'sofrimento fetal agudo circular de cordão'.
Médico alega que corte não afetaria na saúde e pode ocorrer em urgências.
Uma família de Santarém, no oeste do Pará, descobriu um corte no corpo de um bebê logo após o parto feito no Hospital Municipal de Santarém (HMS), na tarde de segunda-feira (23). Os familiares contam que o médico que fez o parto cesárea disse que a criança já nasceu morta e que a causa da morte não foi o corte.
No atestado de óbito consta que a causa da morte foi “sofrimento fetal agudo circular de cordão”, que ocorre quando a criança nasce com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Segundo a avó do bebê, Raimunda Batista, a família acredita que, apesar do corte, a principal causa da morte foi a demora no atendimento. Ela explica que a mãe, Marcilene Dias da Cruz, de 22 anos, foi levada ao Hospital Municipal no sábado (21) com dores e perda de líquido, mas somente na segunda-feira foi operada.
Raimunda destaca que, ainda no sábado, Marcilene recebeu uma injeção e foi mandada de volta para casa, mas retornou ao hospital no dia seguinte com dores. “Eles abandonaram ela na sala de espera. O primeiro médico que atendeu falou que ela ia ter filho normal, mas do jeito que ela era grande, ela não ia ter normal. Ele falou que até as 7hs da manhã de segunda a gente operava ela, mas não fizeram isso. Ela foi operada quatro horas da tarde”, ressaltou. Ainda segundo ela, a cirurgia foi feita por outro médico, diferente do que atendeu a paciente pela manhã.
Após o parto, Raimunda conta que o bebê estava enrolado em um pano no necrotério e que a família só descobriu o corte ao observá-lo detalhadamente.
Ao G1, o obstetra Waldir Mesquita disse que recebeu a paciente, que estava no atendimento de pré parto desde o dia anterior, por volta das 15h15 de segunda-feira, "com diagnóstico de sofrimento fetal agudo, que é um acidente que ocorre de forma rápida. Eu a submeti à operação cesariana, que é o procedimento indicado e, ao retirar o bebê, ele estava com três circulares de cordão e essa é que foi a causa da morte”, afirma.
Em relação ao corte no corpo da criança, ele explicou que se trata de um procedimento que pode ocorrer, principalmente em situações urgentes, mas garante que não prejudica a saúde do paciente. “O que existe é o que chamamos de escoriação no bebê, que vai do dorso, pega a nádega e parte da coxa. Isso se deve ao risco das duas pinças podem fazer quando você tira o bebê. Como o caso dela era urgente, a gente foi tirar o bebê apressadamente para tentar ver se conseguia reanimá-lo. E provavelmente, repito, provavelmente, essas pinças-corte devem ter riscado o dorso do bebê, mas isso não tem nada a ver com a causa da morte”, alegou o médico.
A família chegou a ir ao Propaz para registrar Boletim de Ocorrência, mas foi orientada a levar a informação ao Ministério Público do Estado.
Por telefone, a diretora do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Stael Rejane, informou que o corpo da criança foi necropsiado na tarde desta terça (24), e que o prazo para entrega do resultado é de 10 a 30 dias.
Posicionamento do HMS
Em nota, o HMS informou que a morte do recém-nascido, de Marcilene Dias Amorim, atestada em prontuário, foi por Asfixia de Cirtcular de Cordão Umbilical no Pescoço, considerado de difícil reversão para nascimento com vida. Todos os esforços foram tomados pela equipe médica, mas a criança não resistiu.
Em relação ao corte no lado esquerdo, que vai da região torácica à coxa, o HMS disse que ele ocorreu durante a retirada do bebê, já sem os sinais vitais por instrumental médico. O fato será apurado e devidamente encaminhado aos órgãos competentes para imputação de responsabilidades.
No Hospital Municipal, Marcilene Dias foi prontamente atendida, realizando exames e foi acompanhada 24h pela equipe obstétrica.
G1
sábado, 31 de maio de 2014
Médicos erram diagnóstico trinta vezes e mulher morre de câncer, conclui inquérito
O resultado de um inquérito para investigar a morte de Jeannine Harvey, de 33 anos, concluiu que a mulher morreu de câncer de cólo do útero, depois dos médicos terem errado por trinta vezes o diagnóstico da doença. De acordo com o médico legista do escritório Birmingham e Solihull, repetidos fracassos foram cometidos pela equipe médica na tentativa de reconhecer , diagnosticar e tratar a paciente.
Jeannine morreu em 2012. No estágio final da doença, ela não consegui sair da cama por causa das dores. Os médicos chegaram a investigar uma crise de ansiedade, ‘problema nos nervos’, rompimento de um ligamento, entre outras causas incompatíveis com o câncer. A mulher, mãe de quatro crianças, morreu oito meses após um exame de sangue indicar que havia algo de errado. Outro resultado chegou a apontar para câncer, mas os médicos ignoraram os resultados.
“Tudo o que queria era alguém para nos dizer como foi possível para médicos profissionais perder tantas oportunidades em diagnosticar corretamente e tratar a nossa irmã, cujo sofrimento e morte eram totalmente evitaveis”, desabafou Marie Donovan, irmã de Jeannine, após a divulgação do inquérito.
A família de Jeannine criou uma campanha na internet para mobilizar a sociedade e cobrar uma resposta das autoridades. Com o resultado do inquérito, elas esperam obter respostas mais concretas sobre o caso.
“Este é um dos casos mais trágicos e angustiantes que eu vi. Tem implicações para o diagnóstico e tratamento oportuno de câncer em uma base nacional. Mesmo que Jeannine não pudesse ter sido curada, é possível que com um diagnóstico correto, meses de dor no final da sua vida tivessem sido evitados”, declarou Jill Davies, advogada da família.
Após a divulgação do inquérito, Roger Stedman, diretor-médico do Sandwell and West Birmingham Hospitais NHS Trust, confessou a falha no diagnóstico.
"Nossas investigações indicam que uma ressonância magnética em Jeannine deveria ter sido realizada, após uma laparoscopia realizada em fevereiro de 2012. Estamos verdadeiramente arrependidos. É claro que o tratamento apropriado teria antecipado a data do diagnóstico e teria impedido a dor e o sofrimento. Infelizmente, parece que o câncer de Jeannine já estava em um estágio que não teria sido curável", afirmou.
Extra
sábado, 10 de maio de 2014
Rapto de meninas expõe ao mundo fraquezas do governo da Nigéria
Mãe de estudante sequestrada de Chibok chora em protesto no dia 29 de abril, em Abuja, na Nigéria (Foto: Gbemiga Olamikan/AP)
Segundo Anistia Internacional, governo sabia de ameaça e falhou em agir.
Analistas dizem que caso 'envergonhou' país internacionalmente.
Na manhã em que 276 meninas foram sequestradas de uma escola pública no norte da Nigéria, em abril, o Exército do país recebeu telefonemas e avisos com até quatro horas de antecedência do crime.
Abubakar Shekau, líder do Boku Haram, em imagem
de vídeo em que assume o sequestro das meninas
(Foto: AFP)
Os insurgentes do grupo islâmico ultraradical Boku Haram não acharam nenhuma resistência para ficar por três horas na escola e saíram depois de incendiar o local, levando as meninas em 20 caminhonetes e 30 motos.
Dias depois, o sequestro virou notícia pelo mundo e foi parar nas hashtags do Twitter - acompanhado de imagens de famosos com plaquinhas e protestos em diversos países pedindo: 'tragam de volta nossas meninas' (#bringbackourgirls).
Mas, além de virar fenômeno na web, o sequestro também escancarou a ineficiência de um governo afundado em acusações de corrupção, que tem de lidar com uma pobreza extrema da população e com um exército decadente.
"Se você quer mostrar quão desprezível um governo ou um 'homem poderoso' é, você simplesmente ataca aqueles que ele deveria proteger. Ao sequestrar e escravizar essas meninas, o Boko Haram está mexendo com o governo em seu ponto mais fraco: mostrando que ele não consegue nem proteger suas mulheres e crianças. Nem mesmo em escolas públicas", avalia Murray Last, professor emérito de antropologia da Universidade de Londres, em entrevista ao G1. Segundo ele, o governo do presidente Goodluck Jonathan está “tão distanciado da realidade do povo, que as reações ao sequestro, tanto internas quanto internacionais, forçaram-no a acordar de seu estado de negação. O presidente e sua esposa não mostraram, até recentemente, nenhuma empatia pelo desastre.”
O sequestro ocorreu no dia 14 de abril e até agora não há informações concretas sobre o paradeiro das meninas. O Reino Unido e a Grã-Bretanha já anunciaram o envio de ajuda em inteligência. França e China também ofereceram apoio, e a polícia da Nigéria divulgou que pagará uma recompensa de 50 milhões de nairas (cerca de US$ 300 mil, ou R$ 669 mil) para quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro das vítimas
Esse não é o primeiro sequestro do Boko Haram, uma seita que se tornou grupo armado em 2009, mas é o rapto mais numeroso. Só neste ano, eles mataram 1.500 pessoas em sua luta para impor a lei islâmica (sharia) no país. O grupo liberou um vídeo em que mostra um de seus membros rindo ao dizer que venderá as meninas como escravas.
“Quando você fala com as pessoas na Nigéria, elas te dizem que o aumento dos níveis de desemprego e pobreza entre os jovens do norte do país tem levado a um maior recrutamento desses jovens pelo Boko Haram”, disse ao G1 o coordenador de campanhas para a África Ocidental da organização humanitária Anistia Internacional, Makmid Kamara. Segundo ele, a pressão internacional pode ajudar a pressionar o governo nigeriano a se comprometer mais com o assunto. “As pessoas afetadas pela violência não acham que há sinceridade e empenho genuíno do governo para lidar com a questão. [..] Não é questão de dinheiro. O que os nigerianos precisam é uma liderança melhor, mais comprometida. Por exemplo, muitos dos pais com que falamos nos disseram que não receberam informações sobre os esforços de resgate.”
Outra questão evidente é a falta de recursos das forças armadas. O governo argumenta que a insurgência é nova e que ainda não há certezas de como lidar com o grupo - além de afirmar que há militantes infiltrados no exército. O porta-voz militar, Olajide Laleye, reconheceu em uma entrevista para imprensa na última terça-feira (6) as falhas de investimento, ao dizer que o exército faria “uma auditoria de equipamentos para identificadas as áreas em que há falta de suprimento, quebras ou materiais obsoletos.”
Mas pelo menos no papel, não parece faltar dinheiro. Segundo a agência de notícias Reuters, em 2014, um quarto do orçamento federal (US$ 5,8 bilhões) vai para a segurança. Desse montante, a maior parte vai parar no ministério da Defesa.
"É muito vergonhoso", disse o nigeriano Toyin Falola, professor do departamento de história da Universidade do Texas Austin. "Estou muito triste e também bravo, como muita gente. Mas essa raiva e tristeza se transformam em mobilização. E falar disso traz questões à tona. Questões de má administração, de falta de capacidade de defender seus cidadãos, questões de lei e ordem."
Além do extremismo
O Boko Haram tem assumido vários ataques no norte da Nigéria desde 2009, ultimamente tendo como alvo qualquer um que discorde de seus princípios. Fundado em 2002 como uma seita, ele virou uma guerrilha depois que seu líder morreu sob custódia da polícia, em 2009. “Desde então o grupo vem retaliando e atacando primeiro o departamento de polícia, depois bases militares e prédios do governo e mais recentemente escolas e igrejas. Até mesquitas eles atacam - já mataram clérigos muçulmanos também. No momento o alvo dos seus ataques é qualquer um que esteja contra eles ou contra seus princípios.
Em maio de 2013, o governo decretou estado de emergência nos estados do norte. "O Boku Haram é hoje a insurgência que mais mata no mundo. E ficou pior esse ano. [...] Eles são motivados pela religião, mas é uma visão distorcida, não é nem consistente com a Al-Qaeda, por exemplo. O que eles estão fazendo é muito, muito extremo, e muito, muito violento. Eles estão realmente matando civis indiscriminadamente. Mesmo na Jihad [guerra santa para os muçulmanos], há regras de guerra no Islã, e eles não cumprem essas regras. Por isso, muitos muçulmanos se opõem a eles. [...] É confuso mesmo para a maioria dos muçulmanos. Eles estão atacando até os salafistas na Nigéria, têm uma doutrina muito estranha”, disse ao G1 o pesquisador da Universidade de Cambridge e doutor em estudos africanos Adam Higazi.
Embora o Boko Haram se identifique como um grupo islâmico, autoridades islâmicas do mundo se prontificaram em condenar suas ações. Na Árabia Saudita, a autoridade máxima religiosa disse que o grupo foi “criado para denegrir a imagem do Islã” e que o Islã “é contra assassinatos, matanças e agressões". Acrescentou que "casar-se com uma garota sequestrada não é permitido”.
No Brasil, o Instituto de Cultura Árabe, em conjunto com a Federação das Associações Muçulmanas, também divulgou um documento em que diz que “o sequestro, a venda e o uso de mulheres como escravas sexuais são crimes contra a humanidade, tanto na dimensão moral da expressão como no seu sentido legal. Estão entre os piores crimes igualmente condenados pelo direito internacional e pela Sharia islâmica. Nada, no Islã ou fora dele, pode servir a explicar e muito menos a justificar tais crimes” (leia a íntegra aqui).
Salvando o mundo com hashtags
Logo após o sequestro das meninas ter sido divulgado pela imprensa internacional, as campanhas online começaram a se propagar no Twitter e Facebook. A primeira-dama americana, Michelle Obama, até posou para uma foto com uma placa pedindo que devolvam as garotas.
A mobilização tem entusiastas e críticos. Para o professor Toyin Falola, o falatório cria um alerta e também pressiona o governo. "É um momento de mudança. Você é a sexta pessoa a me entrevistar apenas hoje! Isso significa que se tornou um assunto global. [...] isso é muito bom. Primeiro porque cria um alerta, e depois talvez alguém consiga identificar alguma dessas meninas. Os recados pela rádio e redes sociais penetram em várias partes da África. Também envergonha o governo, que deve fazer algo a respeito, e descredencia a polícia e o Exército, o que também significa que eles devem fazer algo a respeito."
Outro que defende as mobilizações é o professor Omolade Adunbi, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "As redes sociais se tornaram uma ferramenta poderosa e já estão fazendo uma enorme diferença. Por exemplo, um dia após o sequestro, o presidente agiu como se nada tivesse acontecido, mas o poder das redes sociais iluminou o fato e de repente se tornou um assunto internacional, não deixando brecha ao presidente e sua equipe."
Mas há quem critique o "ativismo de sofá", especialmente aquele que é feito por quem é afetado pelo problema. O escritor nigeriano Teju Cole, por exemplo, ironizou as hashtags de protesto adotadas pelo Ocidente. O movimento original #bringbackourgirls (#tragamdevoltanossascrianças) começou na Nigéria e Teju diferenciou os dois ativismos, criticando a adoção da sigla por ocidentais. Em sua conta do Twitter, ele escreveu posts como: "Por quatro anos, os nigerianos têm tentado entender esses monstros homicidas. Seu novo interesse (obrigado) não simplifica nada, não resolve nada" e "Encantado em conhecer todos esses novos especialistas em Nigéria."
Outra nigeriana, Jumoke Balogun, editora de um portal sobre o continente, escreveu um recente artigo no jornal britânico "The Guardian" dizendo: "Você pode não saber, mas o Exército dos EUA ama suas hashtags porque elas dão legitimidade para invadir e aumentar sua presença na África."
O Globo
Segundo Anistia Internacional, governo sabia de ameaça e falhou em agir.
Analistas dizem que caso 'envergonhou' país internacionalmente.
Na manhã em que 276 meninas foram sequestradas de uma escola pública no norte da Nigéria, em abril, o Exército do país recebeu telefonemas e avisos com até quatro horas de antecedência do crime.
Abubakar Shekau, líder do Boku Haram, em imagem
de vídeo em que assume o sequestro das meninas
(Foto: AFP)
Os insurgentes do grupo islâmico ultraradical Boku Haram não acharam nenhuma resistência para ficar por três horas na escola e saíram depois de incendiar o local, levando as meninas em 20 caminhonetes e 30 motos.
Dias depois, o sequestro virou notícia pelo mundo e foi parar nas hashtags do Twitter - acompanhado de imagens de famosos com plaquinhas e protestos em diversos países pedindo: 'tragam de volta nossas meninas' (#bringbackourgirls).
Mas, além de virar fenômeno na web, o sequestro também escancarou a ineficiência de um governo afundado em acusações de corrupção, que tem de lidar com uma pobreza extrema da população e com um exército decadente.
"Se você quer mostrar quão desprezível um governo ou um 'homem poderoso' é, você simplesmente ataca aqueles que ele deveria proteger. Ao sequestrar e escravizar essas meninas, o Boko Haram está mexendo com o governo em seu ponto mais fraco: mostrando que ele não consegue nem proteger suas mulheres e crianças. Nem mesmo em escolas públicas", avalia Murray Last, professor emérito de antropologia da Universidade de Londres, em entrevista ao G1. Segundo ele, o governo do presidente Goodluck Jonathan está “tão distanciado da realidade do povo, que as reações ao sequestro, tanto internas quanto internacionais, forçaram-no a acordar de seu estado de negação. O presidente e sua esposa não mostraram, até recentemente, nenhuma empatia pelo desastre.”
O sequestro ocorreu no dia 14 de abril e até agora não há informações concretas sobre o paradeiro das meninas. O Reino Unido e a Grã-Bretanha já anunciaram o envio de ajuda em inteligência. França e China também ofereceram apoio, e a polícia da Nigéria divulgou que pagará uma recompensa de 50 milhões de nairas (cerca de US$ 300 mil, ou R$ 669 mil) para quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro das vítimas
Esse não é o primeiro sequestro do Boko Haram, uma seita que se tornou grupo armado em 2009, mas é o rapto mais numeroso. Só neste ano, eles mataram 1.500 pessoas em sua luta para impor a lei islâmica (sharia) no país. O grupo liberou um vídeo em que mostra um de seus membros rindo ao dizer que venderá as meninas como escravas.
“Quando você fala com as pessoas na Nigéria, elas te dizem que o aumento dos níveis de desemprego e pobreza entre os jovens do norte do país tem levado a um maior recrutamento desses jovens pelo Boko Haram”, disse ao G1 o coordenador de campanhas para a África Ocidental da organização humanitária Anistia Internacional, Makmid Kamara. Segundo ele, a pressão internacional pode ajudar a pressionar o governo nigeriano a se comprometer mais com o assunto. “As pessoas afetadas pela violência não acham que há sinceridade e empenho genuíno do governo para lidar com a questão. [..] Não é questão de dinheiro. O que os nigerianos precisam é uma liderança melhor, mais comprometida. Por exemplo, muitos dos pais com que falamos nos disseram que não receberam informações sobre os esforços de resgate.”
Outra questão evidente é a falta de recursos das forças armadas. O governo argumenta que a insurgência é nova e que ainda não há certezas de como lidar com o grupo - além de afirmar que há militantes infiltrados no exército. O porta-voz militar, Olajide Laleye, reconheceu em uma entrevista para imprensa na última terça-feira (6) as falhas de investimento, ao dizer que o exército faria “uma auditoria de equipamentos para identificadas as áreas em que há falta de suprimento, quebras ou materiais obsoletos.”
Mas pelo menos no papel, não parece faltar dinheiro. Segundo a agência de notícias Reuters, em 2014, um quarto do orçamento federal (US$ 5,8 bilhões) vai para a segurança. Desse montante, a maior parte vai parar no ministério da Defesa.
"É muito vergonhoso", disse o nigeriano Toyin Falola, professor do departamento de história da Universidade do Texas Austin. "Estou muito triste e também bravo, como muita gente. Mas essa raiva e tristeza se transformam em mobilização. E falar disso traz questões à tona. Questões de má administração, de falta de capacidade de defender seus cidadãos, questões de lei e ordem."
Além do extremismo
O Boko Haram tem assumido vários ataques no norte da Nigéria desde 2009, ultimamente tendo como alvo qualquer um que discorde de seus princípios. Fundado em 2002 como uma seita, ele virou uma guerrilha depois que seu líder morreu sob custódia da polícia, em 2009. “Desde então o grupo vem retaliando e atacando primeiro o departamento de polícia, depois bases militares e prédios do governo e mais recentemente escolas e igrejas. Até mesquitas eles atacam - já mataram clérigos muçulmanos também. No momento o alvo dos seus ataques é qualquer um que esteja contra eles ou contra seus princípios.
Em maio de 2013, o governo decretou estado de emergência nos estados do norte. "O Boku Haram é hoje a insurgência que mais mata no mundo. E ficou pior esse ano. [...] Eles são motivados pela religião, mas é uma visão distorcida, não é nem consistente com a Al-Qaeda, por exemplo. O que eles estão fazendo é muito, muito extremo, e muito, muito violento. Eles estão realmente matando civis indiscriminadamente. Mesmo na Jihad [guerra santa para os muçulmanos], há regras de guerra no Islã, e eles não cumprem essas regras. Por isso, muitos muçulmanos se opõem a eles. [...] É confuso mesmo para a maioria dos muçulmanos. Eles estão atacando até os salafistas na Nigéria, têm uma doutrina muito estranha”, disse ao G1 o pesquisador da Universidade de Cambridge e doutor em estudos africanos Adam Higazi.
Embora o Boko Haram se identifique como um grupo islâmico, autoridades islâmicas do mundo se prontificaram em condenar suas ações. Na Árabia Saudita, a autoridade máxima religiosa disse que o grupo foi “criado para denegrir a imagem do Islã” e que o Islã “é contra assassinatos, matanças e agressões". Acrescentou que "casar-se com uma garota sequestrada não é permitido”.
No Brasil, o Instituto de Cultura Árabe, em conjunto com a Federação das Associações Muçulmanas, também divulgou um documento em que diz que “o sequestro, a venda e o uso de mulheres como escravas sexuais são crimes contra a humanidade, tanto na dimensão moral da expressão como no seu sentido legal. Estão entre os piores crimes igualmente condenados pelo direito internacional e pela Sharia islâmica. Nada, no Islã ou fora dele, pode servir a explicar e muito menos a justificar tais crimes” (leia a íntegra aqui).
Salvando o mundo com hashtags
Logo após o sequestro das meninas ter sido divulgado pela imprensa internacional, as campanhas online começaram a se propagar no Twitter e Facebook. A primeira-dama americana, Michelle Obama, até posou para uma foto com uma placa pedindo que devolvam as garotas.
A mobilização tem entusiastas e críticos. Para o professor Toyin Falola, o falatório cria um alerta e também pressiona o governo. "É um momento de mudança. Você é a sexta pessoa a me entrevistar apenas hoje! Isso significa que se tornou um assunto global. [...] isso é muito bom. Primeiro porque cria um alerta, e depois talvez alguém consiga identificar alguma dessas meninas. Os recados pela rádio e redes sociais penetram em várias partes da África. Também envergonha o governo, que deve fazer algo a respeito, e descredencia a polícia e o Exército, o que também significa que eles devem fazer algo a respeito."
Outro que defende as mobilizações é o professor Omolade Adunbi, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "As redes sociais se tornaram uma ferramenta poderosa e já estão fazendo uma enorme diferença. Por exemplo, um dia após o sequestro, o presidente agiu como se nada tivesse acontecido, mas o poder das redes sociais iluminou o fato e de repente se tornou um assunto internacional, não deixando brecha ao presidente e sua equipe."
Mas há quem critique o "ativismo de sofá", especialmente aquele que é feito por quem é afetado pelo problema. O escritor nigeriano Teju Cole, por exemplo, ironizou as hashtags de protesto adotadas pelo Ocidente. O movimento original #bringbackourgirls (#tragamdevoltanossascrianças) começou na Nigéria e Teju diferenciou os dois ativismos, criticando a adoção da sigla por ocidentais. Em sua conta do Twitter, ele escreveu posts como: "Por quatro anos, os nigerianos têm tentado entender esses monstros homicidas. Seu novo interesse (obrigado) não simplifica nada, não resolve nada" e "Encantado em conhecer todos esses novos especialistas em Nigéria."
Outra nigeriana, Jumoke Balogun, editora de um portal sobre o continente, escreveu um recente artigo no jornal britânico "The Guardian" dizendo: "Você pode não saber, mas o Exército dos EUA ama suas hashtags porque elas dão legitimidade para invadir e aumentar sua presença na África."
O Globo
domingo, 20 de abril de 2014
CRIME
Essa médica merece ser aplaudida em pé!
"Dilma, deixa eu te falar uma coisa!
Sou Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...
Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.
Por que comprei?
Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.
Você sabe o que é puxadinho?
Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?
Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?
Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.
Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.
Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...
Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...
Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.
Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...
Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?
Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?
De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?
A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.
Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!
E você sabe bem disso.
Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...
As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas...
Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!
O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!
Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho?
Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!
Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!
Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!"
(Fernanda Melo)
"Dilma, deixa eu te falar uma coisa!
Sou Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...
Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.
Por que comprei?
Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.
Você sabe o que é puxadinho?
Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?
Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?
Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.
Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.
Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...
Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...
Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.
Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...
Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?
Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?
De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?
A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.
Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!
E você sabe bem disso.
Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...
As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas...
Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!
O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!
Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho?
Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!
Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!
Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!"
(Fernanda Melo)
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Caso Bernardo: como identificar o pedido de ajuda de uma criança
Retração, agressividade, choro fácil e queda no desempenho escolar estão entre os sinais de que algo vai mal
A morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, chocou o Estado e o país. A Polícia Civil acredita que o menino tenha sido morto depois de receber uma injeção letal. Os principais suspeitos do crime são o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Boldrini, e a amiga do casal Edelvania Wirganovicz. Eles estão presos.
Bernardo chegou a procurar o Fórum de Três Passos para reclamar de insultos recebidos da madrasta e da falta de interesse do pai. Na ocasião, não houve relato de violência física. A primeira notícia sobre o abandono afetivo do qual Bernardo seria vítima chegou à Promotoria da Infância e da Juventude em novembro passado, quando foi aberto expediente para apurar a situação familiar. O menino era alvo de comentários na cidade e frequentemente se hospedava na casa de amigos da escola.
Depois de conversar com Bernardo e confirmar as queixas sobre o pai e a implicância da madrasta, a promotora responsável pela apuração, Dinamárcia de Oliveira, preparou a ação judicial pedindo que a guarda do menino fosse dada para a avó materna. O juiz Fernando Vieira dos Santos optou por uma conciliação entre o pai e o garoto. Em uma audiência em 11 de fevereiro, Boldrini pediu uma chance para melhorar a relação com o filho. Em 13 de maio, pai e filho seriam novamente ouvidos.
Pedido de ajuda — "O caso de Bernardo foi excepcional. É raro uma criança procurar a Justiça para pedir a ajuda, mesmo em episódios graves de abuso", diz a psiquiatra Maria Conceição do Rosário, professora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Afinal, um dos principais sinais comportamentais de que a criança está sofrendo alguma privação emocional ou abuso sexual é a retração. "A criança se cala, não quer brincar e fica no canto dela." Outras evidências são episódios de agressividade (como bater em colegas), choro fácil e queda no desempenho escolar.
Os sintomas físicos também são claros: distúrbios do sono, como pesadelo e insônia, acompanhados de mudanças dos hábitos alimentares — a criança perde o apetite ou passa a comer mais do que o usual. Por fim, são indícios de que algo vai mal: fazer xixi na cama e reportar queixas físicas sem motivo aparente, a exemplo de febre, tremores, constipação e dor muscular. "Acordar com indisposição um dia ou outro é normal. Mas, se a mudança de comportamento se estende por mais de uma semana, é preciso ter uma conversa com a criança ou, se for o caso, procurar ajuda médica", diz Maria Conceição.
A partir dos seis anos, a criança tem discernimento para se comparar com as demais e entender se ela está sendo bem tratada ou não. Mas, como normalmente ela não se queixa, é preciso ficar atento aos sinais. "Se um professor ou pediatra notar uma mudança de comportamento em uma criança, é dever dele falar com os pais ou até mesmo procurar o Conselho Tutelar", diz Maria Conceição.
Carência perigosa — Quando uma criança se sente afetivamente abandona pelos pais, ela costuma se apegar a qualquer pessoa que lhe dê atenção — e isso pode ser perigoso. "Ela fica vulnerável à ação de pedófilos em redes sociais, por exemplo", afirma a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo. De acordo com ela, as redes sociais são, hoje, a principal ferramenta de crianças e adolescentes para expor os seus sentimentos. Músicas, imagens e frases tristes podem ser um reflexo do que ela está vivendo. "Por isso, os pais e parentes precisam monitorar as atividades da criança ou do adolescente na internet."
Uma pessoa que sofreu abuso quando pequena pode carregar o trauma pelo resto da vida. "A maioria dos transtornos psiquiátricos tem como pano de fundo uma carência emocional na infância", afirma Ivete Gattas, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Upia. Quando adultas, essas crianças terão mais tendência à depressão e à ansiedade. "Claro que nem todos adultos depressivos ou ansiosos sofreram privação emocional na infância, mas essa relação é muito alta."
VEJA
A morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, chocou o Estado e o país. A Polícia Civil acredita que o menino tenha sido morto depois de receber uma injeção letal. Os principais suspeitos do crime são o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Boldrini, e a amiga do casal Edelvania Wirganovicz. Eles estão presos.
Bernardo chegou a procurar o Fórum de Três Passos para reclamar de insultos recebidos da madrasta e da falta de interesse do pai. Na ocasião, não houve relato de violência física. A primeira notícia sobre o abandono afetivo do qual Bernardo seria vítima chegou à Promotoria da Infância e da Juventude em novembro passado, quando foi aberto expediente para apurar a situação familiar. O menino era alvo de comentários na cidade e frequentemente se hospedava na casa de amigos da escola.
Depois de conversar com Bernardo e confirmar as queixas sobre o pai e a implicância da madrasta, a promotora responsável pela apuração, Dinamárcia de Oliveira, preparou a ação judicial pedindo que a guarda do menino fosse dada para a avó materna. O juiz Fernando Vieira dos Santos optou por uma conciliação entre o pai e o garoto. Em uma audiência em 11 de fevereiro, Boldrini pediu uma chance para melhorar a relação com o filho. Em 13 de maio, pai e filho seriam novamente ouvidos.
Pedido de ajuda — "O caso de Bernardo foi excepcional. É raro uma criança procurar a Justiça para pedir a ajuda, mesmo em episódios graves de abuso", diz a psiquiatra Maria Conceição do Rosário, professora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Afinal, um dos principais sinais comportamentais de que a criança está sofrendo alguma privação emocional ou abuso sexual é a retração. "A criança se cala, não quer brincar e fica no canto dela." Outras evidências são episódios de agressividade (como bater em colegas), choro fácil e queda no desempenho escolar.
Os sintomas físicos também são claros: distúrbios do sono, como pesadelo e insônia, acompanhados de mudanças dos hábitos alimentares — a criança perde o apetite ou passa a comer mais do que o usual. Por fim, são indícios de que algo vai mal: fazer xixi na cama e reportar queixas físicas sem motivo aparente, a exemplo de febre, tremores, constipação e dor muscular. "Acordar com indisposição um dia ou outro é normal. Mas, se a mudança de comportamento se estende por mais de uma semana, é preciso ter uma conversa com a criança ou, se for o caso, procurar ajuda médica", diz Maria Conceição.
A partir dos seis anos, a criança tem discernimento para se comparar com as demais e entender se ela está sendo bem tratada ou não. Mas, como normalmente ela não se queixa, é preciso ficar atento aos sinais. "Se um professor ou pediatra notar uma mudança de comportamento em uma criança, é dever dele falar com os pais ou até mesmo procurar o Conselho Tutelar", diz Maria Conceição.
Carência perigosa — Quando uma criança se sente afetivamente abandona pelos pais, ela costuma se apegar a qualquer pessoa que lhe dê atenção — e isso pode ser perigoso. "Ela fica vulnerável à ação de pedófilos em redes sociais, por exemplo", afirma a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo. De acordo com ela, as redes sociais são, hoje, a principal ferramenta de crianças e adolescentes para expor os seus sentimentos. Músicas, imagens e frases tristes podem ser um reflexo do que ela está vivendo. "Por isso, os pais e parentes precisam monitorar as atividades da criança ou do adolescente na internet."
Uma pessoa que sofreu abuso quando pequena pode carregar o trauma pelo resto da vida. "A maioria dos transtornos psiquiátricos tem como pano de fundo uma carência emocional na infância", afirma Ivete Gattas, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Upia. Quando adultas, essas crianças terão mais tendência à depressão e à ansiedade. "Claro que nem todos adultos depressivos ou ansiosos sofreram privação emocional na infância, mas essa relação é muito alta."
VEJA
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Já basta!!!!!
Preciso da ajuda de todos vocês em nome daqueles que não podem se defender sozinhos. Preciso que vocês reverberem e amplifiquem esta denúncia nas redes sociais porque esta vai ser a luta dos cavaleiros que não esqueceram seu compromisso de amor e lealdade a seus animais contra o poder do dinheiro e da influência, que trata esses animais como cifras e objetos.
Na manhã deste sábado, 05 de Abril de 2014, dois cavalos morreram eletrocutados nas dependências da Sociedade Hípica Brasileira (SHB) e outros dois estão feridos em estado grave devido a um acidente com uma instalação elétrica precária. Os animais participariam do evento de abertura do calendário hípico da Feerj e foram alojados em baias improvisadas com fiação elétrica exposta. Cavalos, como os responsáveis pela SHB e pela Feerj certamente sabem, são animais irracionais e curiosos que não entendem o que é eletricidade e que representa perigo. Um deles mordeu o fio que pendia solto em sua baia, causando o curto circuito que vitimou os animais. Essa crueldade, esse descaso com a vida e segurança de seres vivos, não aconteceu nas ruas, não aconteceu em uma favela. Aconteceu na zona sul carioca, em um clube de elite e por isso tende a ficar impune.
Nós que vivemos com cavalos, sabemos que acidentes acontecem e é nossa responsabilidade para com esses animais que estejamos alertas para evitar esse tipo de fatalidade. Acontece que um acidente que se repete a cada ano não é mais um acidente. É descaso, é crime ambiental porque deixar fiação elétrica pendendo dentro de uma baia é nada além de negligência e desleixo. Quando você conhece um risco e o assume, existe o dolo não a fatalidade. A SHB expôs voluntariamente esses animais à dor e morte.
Expõe frequentemente e impunemente. Em 2013, durante o concurso de aniversário da SHB, cavalos também foram eletrocutados no mesmo cenário, sob as mesmas condições. O que aconteceu hoje foi uma tragédia anunciada, da qual a administração da SHB e a federação que deveria zelar prioritariamente pelo bem estar dos animais envolvidos em suas provas tentam se esquivar, como é de costume. Só no ano de 2013, um animal morreu de exaustão em uma prova chancelada da Feerj na SHB, outro teve uma parada cardíaca também por exaustão e outros foram eletrocutados com graus diversos de gravidade e agora, graças ao profundo descaso que estas instituições têm pelos seus cavaleiros e cavalos, dois tiveram uma morte dolorosa. Animais amados por seus donos, animais que deram a seus cavaleiros o melhor de si, seu esforço e confiança.
A Feerj, como sempre, alega que não pode fazer nada, embora conste do seu estatuto postura muito diferente. A SHB tentará novamente abafar este novo, reincidente, episódio de maus tratos e negligência. Cavaleiros e amazonas do Rio de Janeiro temem retaliações dentro dos órgãos a que estão filiados. Por eles, amigos e companheiros das pistas, pessoas decentes e honestas que amam seus animais, e pelos cavalos, que foram tirados de nós dessa forma brutal, eu peço a ajuda de vocês e vou ser sincera em meu apelo: não é a primeira vez que tentamos responsabilizar tanto a Feerj quanto a Sociedade Hípica Brasileira pelo que acontece em suas dependências e competições, e repetidas vezes, esbarramos no profundo silêncio com que nossas denúncias são recebidas devido ao poder da influência de seus membros. Quantos cavalos mais morrerão na SHB vítimas de exploração, maus tratos e descaso até que sua administração seja responsabilizada? Para que a morte brutal desses animais não esbarre novamente nesta barreira de silêncio e normalidade erguida em torno dessas instituições, é preciso que a denúncia alcance o maior número possível de pessoas, que lote as caixas de entrada de jornalistas e ouvidorias. Este é o meu pedido de ajuda, e estes são os animais que perderam a vida por causa do descaso da Sociedade Hípica Brasileira e da Federação que deveria protegê-los. “Não podemos fazer nada”, disse a Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Mas eu posso. E farei.
Isso é por eles e é só o começo, Sociedade Hípica Brasileira e FEERJ - Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Por eles. — com Suzete Zete.
Na manhã deste sábado, 05 de Abril de 2014, dois cavalos morreram eletrocutados nas dependências da Sociedade Hípica Brasileira (SHB) e outros dois estão feridos em estado grave devido a um acidente com uma instalação elétrica precária. Os animais participariam do evento de abertura do calendário hípico da Feerj e foram alojados em baias improvisadas com fiação elétrica exposta. Cavalos, como os responsáveis pela SHB e pela Feerj certamente sabem, são animais irracionais e curiosos que não entendem o que é eletricidade e que representa perigo. Um deles mordeu o fio que pendia solto em sua baia, causando o curto circuito que vitimou os animais. Essa crueldade, esse descaso com a vida e segurança de seres vivos, não aconteceu nas ruas, não aconteceu em uma favela. Aconteceu na zona sul carioca, em um clube de elite e por isso tende a ficar impune.
Nós que vivemos com cavalos, sabemos que acidentes acontecem e é nossa responsabilidade para com esses animais que estejamos alertas para evitar esse tipo de fatalidade. Acontece que um acidente que se repete a cada ano não é mais um acidente. É descaso, é crime ambiental porque deixar fiação elétrica pendendo dentro de uma baia é nada além de negligência e desleixo. Quando você conhece um risco e o assume, existe o dolo não a fatalidade. A SHB expôs voluntariamente esses animais à dor e morte.
Expõe frequentemente e impunemente. Em 2013, durante o concurso de aniversário da SHB, cavalos também foram eletrocutados no mesmo cenário, sob as mesmas condições. O que aconteceu hoje foi uma tragédia anunciada, da qual a administração da SHB e a federação que deveria zelar prioritariamente pelo bem estar dos animais envolvidos em suas provas tentam se esquivar, como é de costume. Só no ano de 2013, um animal morreu de exaustão em uma prova chancelada da Feerj na SHB, outro teve uma parada cardíaca também por exaustão e outros foram eletrocutados com graus diversos de gravidade e agora, graças ao profundo descaso que estas instituições têm pelos seus cavaleiros e cavalos, dois tiveram uma morte dolorosa. Animais amados por seus donos, animais que deram a seus cavaleiros o melhor de si, seu esforço e confiança.
A Feerj, como sempre, alega que não pode fazer nada, embora conste do seu estatuto postura muito diferente. A SHB tentará novamente abafar este novo, reincidente, episódio de maus tratos e negligência. Cavaleiros e amazonas do Rio de Janeiro temem retaliações dentro dos órgãos a que estão filiados. Por eles, amigos e companheiros das pistas, pessoas decentes e honestas que amam seus animais, e pelos cavalos, que foram tirados de nós dessa forma brutal, eu peço a ajuda de vocês e vou ser sincera em meu apelo: não é a primeira vez que tentamos responsabilizar tanto a Feerj quanto a Sociedade Hípica Brasileira pelo que acontece em suas dependências e competições, e repetidas vezes, esbarramos no profundo silêncio com que nossas denúncias são recebidas devido ao poder da influência de seus membros. Quantos cavalos mais morrerão na SHB vítimas de exploração, maus tratos e descaso até que sua administração seja responsabilizada? Para que a morte brutal desses animais não esbarre novamente nesta barreira de silêncio e normalidade erguida em torno dessas instituições, é preciso que a denúncia alcance o maior número possível de pessoas, que lote as caixas de entrada de jornalistas e ouvidorias. Este é o meu pedido de ajuda, e estes são os animais que perderam a vida por causa do descaso da Sociedade Hípica Brasileira e da Federação que deveria protegê-los. “Não podemos fazer nada”, disse a Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Mas eu posso. E farei.
Isso é por eles e é só o começo, Sociedade Hípica Brasileira e FEERJ - Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Por eles. — com Suzete Zete.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Bebê passa fome e frio em dez horas de voo da US Airways
Mulher é impedida de embarcar com bolsa com fraldas, comida e agasalho para seu bebê
Companhia americana terá de indenizar mãe e filho em R$ 40 mil
RIO - A 27ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou a companhia aérea US Airways a indenizar um bebê de dois anos em R$ 20 mil por danos morais. Segundo a ação, a mãe da criança foi impedida de entrar no avião com uma bolsa com itens para cuidado infantil, como fraldas, alimento e agasalhos e o bebê passou fome e frio durante cerca de dez horas de viagem.
A mãe do bebê também afirma que, após o desembarque, notou que as malas da família estavam com o fecho danificado e que alguns itens foram furtados. Ela também receberá indenização de R$ 20 mil por danos morais.
Os desembargadores consideraram que os fatos narrados pela passageira não são meros aborrecimentos cotidianos e destacam o descaso e desrespeito com mãe e filho.
O Globo
Companhia americana terá de indenizar mãe e filho em R$ 40 mil
RIO - A 27ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou a companhia aérea US Airways a indenizar um bebê de dois anos em R$ 20 mil por danos morais. Segundo a ação, a mãe da criança foi impedida de entrar no avião com uma bolsa com itens para cuidado infantil, como fraldas, alimento e agasalhos e o bebê passou fome e frio durante cerca de dez horas de viagem.
A mãe do bebê também afirma que, após o desembarque, notou que as malas da família estavam com o fecho danificado e que alguns itens foram furtados. Ela também receberá indenização de R$ 20 mil por danos morais.
Os desembargadores consideraram que os fatos narrados pela passageira não são meros aborrecimentos cotidianos e destacam o descaso e desrespeito com mãe e filho.
O Globo
sábado, 8 de fevereiro de 2014
As creches de Dilma: governo não cumpre promessas e aposta na confusão para enganar a população
No discurso que fez no Plenário nesta sexta-feira, em que elencou diversos compromissos e promessas de campanha feitas por Dilma e que foram totalmente ignoradas, abandonadas e esquecidas no decorrer de seu mandato, o senador Alvaro Dias lembrou a meta de construção de creches feita nas eleições de 2010. O senador citou reportagens recentes de grandes órgãos de imprensa, que mostram que a presidente, para cumprir a promessa feita aos brasileiros na campanha de 2010, precisa fazer, neste ano de 2014, quatro vezes mais do que fez nos três primeiros anos de mandato.
“O que se verifica neste governo Dilma é o seu total descompromisso com a população. Não só promessas de campanhas são ignoradas, mas os compromissos assumidos no decorrer do mandato são absolutamente esquecidos. O que estamos assistindo neste governo é o desapreço à verdade, é a afronta à nossa inteligência”, afirmou o senador.
Alvaro Dias, no Plenário, afirmou que a própria presidente Dilma não apenas não sabe dizer o quanto já fez em matéria de construção de creches, como ainda foi desmentida na sua tentativa de iludir a opinião pública quanto às metas que havia traçado para o seu mandato. O senador fez um histórico das distorções e confusões da presidente em relação à promessa de construção de creches Brasil afora. Alvaro Dias lembrou que, em outubro de 2013, em cerimônia de inauguração de uma creche em Belo Horizonte, a presidente Dilma fez a seguinte afirmação: “tem umas coisas estranhas que eu sempre estou dizendo que são estranhas. De repente, meu compromisso é de seis mil e virou oito mil. Não sei muito bem onde apareceram os oito mil”.
Como relembrou Alvaro Dias, em abril de 2013, no programa de rádio “Café com a Presidenta”, Dilma disse: “Nós vamos chegar a 8.685 creches. O nosso compromisso era de seis mil, mas é muito possível que seja um número maior que nós vamos entregar de creches.”
Depois, como destacou Alvaro Dias, em setembro de 2013, em encontro na Organização das Nações Unidas, o então ministro da Educação, agora ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante, disse: “Por isso que estamos construindo nove mil creches.”
Repassadas as promessas, o senador paranaense concluiu: “então, vejam que os números são díspares: em determinado momento, seis mil; depois, oito mil; oito mil e seiscentos; depois, nove mil. E nós não sabemos quantas creches foram construídas de verdade, porque este é o governo da fantasia, este é o governo da produção cinematográfica, dos efeitos especiais, da propaganda maravilhosa. Este, enfim, é um governo diz uma coisa numa semana e, na outra, já se esqueceu do que disse, e ainda aposta que os brasileiros esqueceram as promessas”.
Alvaro Dias
“O que se verifica neste governo Dilma é o seu total descompromisso com a população. Não só promessas de campanhas são ignoradas, mas os compromissos assumidos no decorrer do mandato são absolutamente esquecidos. O que estamos assistindo neste governo é o desapreço à verdade, é a afronta à nossa inteligência”, afirmou o senador.
Alvaro Dias, no Plenário, afirmou que a própria presidente Dilma não apenas não sabe dizer o quanto já fez em matéria de construção de creches, como ainda foi desmentida na sua tentativa de iludir a opinião pública quanto às metas que havia traçado para o seu mandato. O senador fez um histórico das distorções e confusões da presidente em relação à promessa de construção de creches Brasil afora. Alvaro Dias lembrou que, em outubro de 2013, em cerimônia de inauguração de uma creche em Belo Horizonte, a presidente Dilma fez a seguinte afirmação: “tem umas coisas estranhas que eu sempre estou dizendo que são estranhas. De repente, meu compromisso é de seis mil e virou oito mil. Não sei muito bem onde apareceram os oito mil”.
Como relembrou Alvaro Dias, em abril de 2013, no programa de rádio “Café com a Presidenta”, Dilma disse: “Nós vamos chegar a 8.685 creches. O nosso compromisso era de seis mil, mas é muito possível que seja um número maior que nós vamos entregar de creches.”
Depois, como destacou Alvaro Dias, em setembro de 2013, em encontro na Organização das Nações Unidas, o então ministro da Educação, agora ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante, disse: “Por isso que estamos construindo nove mil creches.”
Repassadas as promessas, o senador paranaense concluiu: “então, vejam que os números são díspares: em determinado momento, seis mil; depois, oito mil; oito mil e seiscentos; depois, nove mil. E nós não sabemos quantas creches foram construídas de verdade, porque este é o governo da fantasia, este é o governo da produção cinematográfica, dos efeitos especiais, da propaganda maravilhosa. Este, enfim, é um governo diz uma coisa numa semana e, na outra, já se esqueceu do que disse, e ainda aposta que os brasileiros esqueceram as promessas”.
Alvaro Dias
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Liberem o medicamento veterinário para Leishmaniose - MILTEFORAN 20mg
Por que isto é importante
Esse medicamento é usado para tratar a Leishmaniose Visceral em cães, com êxito. Ele é permitido em diversos países e no Brasil que é o 4º país no panorama mundial e responde por 90% dos casos da doença na América Latina, o medicamento é proibido. O Laboratório VIRBAC que o produz, tem filial no Brasil e não tem autorização para vendê-lo no Brasil. Milhões de cães são assassinados inutilmente em todo o território nacional por estarem com a doença, sendo que há tratamento para eles. Precisamos desse medicamento em nosso país, bem como, medidas efetivas para combate ao VETOR da leishmaniose. Esse medicamento salvará animais e ajudará a proteger a sociedade dessa doença terrível. Cães sem o parasita, diminuirão a transmissão em pessoas. As medidas de responsabilidade do Estado que diminuem a incidência da doença envolvem a promoção da saúde e nutrição da população mais excluída; diagnóstico precoce e tratamento imediato em humanos e cães, ou seja, exterminar cães que podem ser tratados, não é a saída.
Esse medicamento é usado para tratar a Leishmaniose Visceral em cães, com êxito. Ele é permitido em diversos países e no Brasil que é o 4º país no panorama mundial e responde por 90% dos casos da doença na América Latina, o medicamento é proibido. O Laboratório VIRBAC que o produz, tem filial no Brasil e não tem autorização para vendê-lo no Brasil. Milhões de cães são assassinados inutilmente em todo o território nacional por estarem com a doença, sendo que há tratamento para eles. Precisamos desse medicamento em nosso país, bem como, medidas efetivas para combate ao VETOR da leishmaniose. Esse medicamento salvará animais e ajudará a proteger a sociedade dessa doença terrível. Cães sem o parasita, diminuirão a transmissão em pessoas. As medidas de responsabilidade do Estado que diminuem a incidência da doença envolvem a promoção da saúde e nutrição da população mais excluída; diagnóstico precoce e tratamento imediato em humanos e cães, ou seja, exterminar cães que podem ser tratados, não é a saída.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Aflição: Bebê anda em borda de janela no 9º andar de um prédio
São três minutos de imagens de tirar o fôlego. O vídeo abaixo, postado nesta terça-feira (21) na internet, mostra um bebê andando na borda de uma janela, no 9º andar de um prédio. O vídeo foi publicado por um usuário na Índia, mas não há informações sobre onde o fato aconteceu.
Ao que parece, as imagens são captadas por um cinegrafista amador no edifício vizinho. Há momentos em que a criança olha para baixo e se segura na parede. Também senta na janela. Ao final, pelo o que o vídeo mostra, uma pessoa puxa o bebê para dentro. Ufa!
Época
domingo, 24 de novembro de 2013
Moradores ameaçam Guilherme Longo durante reconstituição do caso Joaquim
Nesta sexta-feira (22) a Polícia Civil iniciou a reconstituição da morte do menino Joaquim em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Durante a ação dos policiais e peritos, moradores da região ameaçaram Guilherme Longo que também estava presente no local.
R7
sábado, 16 de novembro de 2013
Caso Joaquim: tese de superdosagem ganha força após novos depoimentos
Polícia acredita que menino foi morto após dose exagerada de insulina dentro de casa
A polícia de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, acredita cada vez mais que o menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, encontrado morto em um rio há seis dias, pode ter tido uma overdose de insulina, medicamento que precisava tomar por ser diabético. A aplicação da superdosagem teria sido feita pelo padrasto ou pela mãe da criança. Ambos estão presos.
Nesta sexta-feira (15), dois médicos especializados em diabetes foram ouvidos pela polícia. O objetivo do delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelo caso, era tentar entender se a morte do menino poderia ter sido provocada pelo excesso ou falta de insulina.
A discussão girou em torno do uso da “caneta” que é utilizada para injetar insulina no corpo. Os investigadores queriam saber se seria possível analisar o equipamento e averiguar o tamanho da última dose feita com essa caneta.
Tanto os policiais quanto o MP (Ministério Público) não acreditam no envolvimento de uma terceira pessoa no caso. Outros indícios também apontam para a participação do casal no crime, segundo a polícia. Além de trechos conflitantes nos depoimentos de Guilherme Rayme Longo, de 28 anos, padrasto de Joaquim, e de Natália Ponte, de 29, a polícia estranhou encontrar, por exemplo, a cama do menino arrumada logo ao chegar na casa do casal, após ter sido acionada pelo desaparecimento da criança.
Outro ponto investigado diz respeito a uma conversa entre o casal pela internet, há um mês, na qual Natália teria demonstrado um descontentamento com as atitudes de Longo, que já naquela época estaria fazendo uso de drogas.
Em Ribeirão Preto, as manifestações pedindo por Justiça continuam. O andamento das investigações faz com que o delegado responsável acredite em uma conclusão do inquérito até a próxima sexta-feira (22), após mais alguns depoimentos e possíveis reconstituições do crime com o casal. Uma acareação entre os dois ainda não foi descartada.
Outra novidade importante, ainda não confirmada pelos policiais, é de que o homem que estaria com o celular de Longo já estaria identificado. O aparelho telefônico é visto como peça fundamental para traçar os passos do padrasto de Joaquim nas horas posteriores ao crime.
A defesa de Longo já entrou com pedido de habeas corpus para libertá-lo da prisão, mas a solicitação ainda não obteve resposta da Justiça.
R7
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