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sábado, 11 de novembro de 2017

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2017 superam números do ano passado em Santa Rosa

Polícia investiga mais de 20 casos de estupro de vulnerável na cidade. Na maioria dos casos abusos acontecem dentro de casa.
 Casos de estupro de vulnerável aumentaram em Santa Rosa em 2017 (Foto: Reprodução / RBS TV)

Os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em Santa Rosa, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, superaram o número registrado em 2016. Desde o começo de 2017, mais de 20 casos foram investigados.
Entre os casos investigados no ano, 17 são referentes a estupro de meninas. Os registros são referentes ao que foi contabilizado até o mês de outubro. Em todo o ano passado foram 12 casos semelhantes na cidade.
Conforme a polícia, a maioria dos casos foi cometido dentro de casa. "O que chama mais atenção é que os abusos têm acontecido dentro de casa, onde se imagina que as crianças tenham maior proteção, e nem sempre é assim. Não que esse abuso ocorra em regra, digamos, que ele seja praticado pelos pais, mas sim por pessoas que convivem naquele ambiente familiar", afirma a delegada Josiane Froehlich.
Além dos abusos terem sido cometidos dentro de casa, as vítimas têm em média 12 anos de idade. A delegada diz que os pais devem ficar atentos para mudanças no comportamento.
"Daí o alerta, a atenção que deve ser dada pelos pais, pelas pessoas do convívio do ambiente familiar, assim como pelos professores e as demais pessoas que têm contato com aquelas crianças e adolescentes. Situação que a criança passa a não mais conviver, não brinca mais com os coleguinhas, não tem mais aquela iniciativa para nossas brincadeiras ou então para fazer os deveres da escola, torna-se triste, são comportamentos que se identificam, muitas vezes agressivas", detalha a delegada.
Em todo o estado o número é considerado alto. De janeiro a outubro foram quase 2,3 mil denúncias de estupro de vulnerável no Rio Grande do Sul. E são, justamente, essas denúncias que ajudam a combater esse tipo de crime.
A denúncia pode ser feita de forma anônima junto à Polícia Civil de sua cidade por meio do número 197, através do disque-denúncia 181, ou por meio do Disque 100. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Famílias pedem autorização para matar filhas e evitar estupro em Aleppo

LONDRES — Moradores do leste da cidade síria de Aleppo estão pedindo permissão a religiosos para que pais possam matar as filhas, mulheres e irmãs antes que elas sejam capturadas e estupradas pelas forças do regime de Bashar al-Assad, da milícia libanesa do Hezbollah ou do Irã, de acordo com relatos que circulam. As histórias ganharam força com a reprodução nas redes sociais da carta de uma enfermeira da área cercada da cidade explicando por que havia escolhido o suicídio diante da possibilidade de “cair nas mãos de animais do Exército sírio”. Outros postam mensagens desesperadas à medida que as tropas do governo se aproximam, trazendo para mais perto do mundo o drama vivido na área rebelde da cidade síria.

“Sou uma das mulheres em Aleppo que em breve serão violadas. Não há mais armas ou homens que possam ficar entre nós e os animais que estão prestes a vir, o chamado Exército do país. Eu não quero nada de você. Nem mesmo suas orações. Ainda sou capaz de falar e acho que a minhas orações são mais verdadeiras do que as suas. Tudo o que peço é que não assuma o lugar de Deus e me julgue quando eu me matar. Eu vou me matar e não me importo se você me condenar ao inferno! Estou cometendo suicídio porque não quero que meu corpo seja alguma fonte de prazer para aqueles que sequer ousavam mencionar o nome de Aleppo dias atrás. E quando você ler isso saiba que eu morri pura apesar de toda essa gente”, diz a carta. O nome não foi divulgado e a veracidade não pode ser comprovada.

A carta era endereçada a líderes religiosos e da oposição e, segundo o jornal britânico “Metro”, o post foi compartilhado pelo trabalhador humanitário Abdullateef Khaled. Ela reforça os rumores de mulheres cometendo o suicídio para evitar o estupro à medida que as forças sírias avançam e surgem denúncias de execuções.

Outros relatos que circulam nas redes sociais dizem que pais estão pedindo a permissão de autoridades religiosas para assassinar as próprias filhas antes que sejam capturadas. As forças sírias executaram mais de 80 pessoas em Aleppo na segunda-feira, incluindo mulheres e crianças ainda em suas casas.

Muhammad Al-Yaqoubi, um conhecido líder religioso que fugiu da Síria, tuitou na terça-feira que estava recebendo consultas de Aleppo, incluindo algumas inquietantes: “Pode um homem matar sua mulher ou irmã antes que ela seja estuprada pelas forças de Assad na frente dele?”

DESESPERO NAS REDES SOCIAIS


Uma trégua deveria ter permitido a saída de moradores da cidade. Mas com a retomada dos bombardeios nesta quarta-feira, a retirada foi suspensa. O desepero aumenta e, isolados por terra, moradores da área cercada enviam apelos pelas redes sociais.

Filmado pelo próprio celular, o professor de inglês Abdulkafi al-Hamdo aparece encolhido atrás de um muro. Afirmando que as forças de Assad estão chegando e que podem estar a 300 metros dali, ele resume a situação:

- Não há mais para onde ir. Este é o último lugar - diz no vídeo divulgado pelo Twitter. Espero que algo possa deter os massacres. Ninguém dormiu esta noite. Minha mulher, minha filha, todos os que conheço estão... - disse, até que o vídeo foi interrompido de repente.

Não se sabe a situação dentro de um dos últimos bolsões controlados pelos rebeldes na cidade. A última mensagem do jornalista americano Bilal Abdul Kareem na região veio na segunda-feira. Com o som de explosões ao fundo, ele disse poderia ser um de seus últimos vídeos.

- Talvez não possamos mais enviar mensagens à medida que o regime se aproxima cada vez mais.

Outros enviam mensagens de despedida, temendo a morte ou a captura. São agradecimentos a quem ajudou os sírios, pedidos para que habitantes de outros países protestem contra o que ocorre no país. Outras são reproduzidas por jornalistas que recebem mensagens de ativistas na cidade.

"Ativistas estão tuitando seus momentos finais. Eles quase certamente serão detidos/torturados/mortos após a captura. O aperto que se sente no estômago após ler as últimas mensagens de Aleppo. Que Deus nos perdoe por não ajudar essas pessoas", escreveu um jornalista no Twitter.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Bebê milagre sobrevive depois de ser esfaqueado 14 vezes e ser enterrado vivo pela própria mãe

A chegada de um bebê é sempre uma alegria para os pais. Mas no caso dessa família, as coisas foram completamente diferentes.

Um bebê de sete meses chamado Aidin, foi jogado em uma cova na Tailândia poucos dias depois de seu nascimento e como se não bastasse a crueldade, ele ainda foi esfaqueado 14 vezes.
No entanto, por uma sorte divina, ele foi encontrado por um fazendeiro Kachit Krongyut, que andava pela região e viu um pé saindo do chão debaixo de uma árvore de eucalipto. Em seguida, ele ouviu gritos do menino e então percebeu que era um bebê enterrado vivo.
No início, eu pensei que alguém tinha enterrado seu animal de estimação vivo, mas então eu vi um pé. Eu tentei me controlar para conseguir pedir ajuda, mas o bebê foi enterrado com sua face voltada para baixo, foi horrível", conta Kachit Krongyut.
Krongyut começou a cavar freneticamente a terra com as próprias mãos para tirar o recém-nascido de lá de dentro. Finalmente ele conseguiu, então, levou Aidin ao hospital para se recuperar dos graves ferimentos em seu pequeno corpo. Os médicos prontamente disseram que a pressão do solo contra o corpo de Aidin que impediu que ele sangrasse até a morte.
"Ele tem muita sorte. Algumas horas mais tarde e ele poderia não ter sobrevivido. Estamos muito felizes que ele tenha encontrado um lar amoroso para viver. Ele vai fazer o bem na terra, temos certeza disso", afirma Krongyut.
Quanto ao responsável pela atrocidade, algumas pegadas e uma trilha de moto deixadas na cena ajudaram a polícia a encontrar a criminosa: a própria mãe de Aidin. A mulher tem 42 anos de idade e segundo os médicos, ela pode ter abusado do menino antes de cometer a barbaridade. A mãe de Aidin foi acusada de tentativa de homicídio e abandono de incapaz. A suspeita é de que a mulher tenha feito isso pois abortos são ilegais na Tailândia.
Agora, Aidin se recupera bem e parece estar realmente muito contente pela nova chance de viver!

Esperamos que a justiça seja feita, mas o mais importante é que Aidin se recupere e seja imensamente feliz com sua nova família.

Fonte: best of web

sábado, 1 de outubro de 2016

Ela Confia A Filha Ao Pai. 1 Hora Depois Seu Bebê Está Em Coma. O Motivo É Apavorante!

Cheyenne Rae Owensby é uma criança feliz, cheia de vida que chegou ao mundo em perfeita saúde. A menininha é a razão de viver de sua mãe, que não consegue imaginar a vida sem ela. Porém, tudo muda um dia quando Cheyenne vai visitar o pai.

Os pais de Cheyenne são separados e compartilham a guarda da filha. A cada 2 semanas, ela passa o fim de semana na casa do pai. Mas em um fim de semana como outro qualquer, um incidente terrível vira a vida de mãe e filha de cabeça para baixo. Apenas 1 hora depois de deixar a filha com o pai, a mãe de Cheyenne recebe um telefonema que ela jamais esquecerá.

Na época, Cheyenne tinha acabado de completar 8 meses. E como todos os bebês da sua idade, ela chora bastante. Quando ele não consegue acalmá-la, o pai de Cheyenne a pega no colo e a sacode, na esperança de que ela pare. Só que ele a sacode tão forte que seu pequeno crânio é fraturado e a pequena Cheyenne tem uma hemorragia cerebral.

Cheyenne é rapidamente transportada por helicóptero até o hospital mais próximo. A equipe médica então informa sua mãe, Amy, que ela não está respirando.

Desesperada, Amy chega ao local e tem um novo e terrível choque: sua filhinha poderá ficar em coma o resto de sua vida. “Eu comecei a chorar, a tremer de puro pânico e não conseguia parar de vomitar”, diz ela. “Eu rezei, pedi a Deus que a salvasse ou que me levasse no seu lugar. Quando vi Cheyenne na cama do hospital, ela estava coberta de ataduras, picada por várias agulhas e suas pernas estavam escuras por causa de uma trombose. A polícia me ligou mais tarde e disse que James, o pai de Cheyenne, tinha confessado que a sacudira”.

“O homem que eu amei, meu primeiro amor, meu colega de classe, um homem que eu havia conhecido toda a vida e com quem havia dividido 10 anos da minha vida, tinha feito isso com a NOSSA filhinha. Minha vida desmoronou” explicou.

O pai de Cheyenne admite o que fez. Ele diz que simplesmente “perdeu o controle”. James acabou sendo condenado a 20 anos de prisão. Mas enquanto ele é preso, Amy luta com unhas e dentes pela vida de sua filha. Seu quadro é tão grave que os médicos não têm muita esperança. Em sua opinião, na pior das hipóteses, Cheyenne não vai sobreviver, na melhor, vai viver o resto da vida em coma.

Então um milagre acontece. Apesar de ter tido metade do cérebro removido, Cheyenne recupera a consciência. Ela consegue articular sons e se mexer, mas o lado direito do seu pequeno corpo permanece paralisado. Mesmo assim, e apesar da deficiência, esta garotinha não perde sua alegria de viver.]

Cheyenne hoje tem 3 anos e vive uma vida feliz, apesar das dificuldades que ainda tem de superar no dia a dia. Mas ninguém que a vê sorrir imagina o que ela passou.

A mãe de Chayenne escreve regularmente no Facebook para informar familiares e amigos do progresso da filha. Hoje, ela faz questão de lembrar a todos: “Cuidado com quem você deixa seus filhos!”. Compartilhe esta história com quem você conhece para evitar que esta história se repita!

Fonte: diariodaweb

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Rede de pedofilia mantinha cativeiro em Campos dos Goytacazes, no Rio

Deputado federal suplente, Nelson Nahim, foi condenado por estupro e outros crimes / Divulgação

Vereadores, empresários e homens da alta sociedade estão presos no Complexo de Bangu


O irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, Nelson Nahim, que é ex-vereador de Campos de Goytacazes, está preso junto com outros políticos locais pelos crimes de estupro e submissão de criança e adolescentes à prostituição e exploração sexual. Eles estão no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro.

Os quatro políticos e outras dez pessoas, incluindo um policial militar, foram condenados pelo caso que ficou conhecido como “As Meninas de Guarus”, investigado desde 2009, mas nenhum dos acusados tinha sido preso até junho passado.

Cerca de 12 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos de idade foram mantidas presas em uma casa, localizada em Guarus, distrito de Campos, onde eram obrigadas fazer sexo com homens adultos e a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha.

A sentença foi divulgada, no mês passado, pela juíza Daniela Barbosa Assunção, da terceira Vara Criminal de Campos, após 17 juízes se declararem suspeitos para julgar o caso, justamente por envolver figurões de cidade. “A juíza veio do Espírito Santo, veio escoltada, quase em uma operação de guerra, para julgar o caso”, conta a professora Odisséia Carvalho, que na época era vereadora (PT), e foi uma das pessoas que denunciou o caso e batalhou para que fosse investigado.

Nelson Nahim, que nesse momento é deputado federal suplente (PSD-RJ), foi apontado como um dos integrantes da rede pedofilia por uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, com quem manteve relação por diversas vezes. Ele também foi acusado de ameaçar uma das vítimas, para não revelar o esquema.

Segundo Odisséia Carvalho, essa organização criminosa atuou durante pelo menos 3 anos seguidos. “O chefão da rede, conhecido como Alex, chegou a construir uma pousada, onde eram feitos os ‘atendimentos’. Inclusive os materiais de construção fornecidos em troca de sexo com as crianças e adolescentes”, afirma a professora.

As crianças chegaram a fazer 30 programas por dia. Muitas vezes com o nariz sangrando, devido ao uso de cocaína. Duas dela morreram em 2009. Uma das meninas, de 12 anos, fugiu e procurou a mãe. Ela tinha presenciado a morte de uma criança de 8 e outra de 12 anos, que tinham se recusado a fazer sexos com os comerciantes Thiago Calil e Fabricio Calil, segundo informações delacionadas às investigações.

As duas tinham sido estupradas, em uma visita anterior dos dois homens. Muito machucadas, as crianças se recusaram a praticar o ato sexual e foram obrigadas a cheiras cocaína até a morte por overdose. “Uma espécie de punição, para servir de exemplo”, relata a ex-vereadora Odisséia Carvalho.

O caso que só foi denunciado porque uma das vítimas conseguiu fugir do cativeiro. A casa tinha as portas e janelas trancadas com correntes e cadeados e era vigiada por homens armados. Os clientes eram políticos, empresários e homens ricos e influentes de Campos Goytacazes.

Algumas dessas crianças vinham de casas-abrigos do Conselho Tutelar de Campos e muitas eram de outros estados, como Minas Gerais e Espírito Santo. “Algumas delas estavam em listas de desaparecidas, vítimas de tráfico de pessoas”, explica Odisséia.

Os condenados recorreram da decisão da juíza e agora, presos, esperam novo julgamento.

A reportagem procurou o escritório Bergher & Mattos Advogados Associados, que faz a defesa de Nelson Nahim, mas não foi atendida.

Fonte: Brasil de Fato

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Criança indígena de oito anos é queimada viva por madeireiros

Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidar e agredir os índios

Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.

O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de São Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.

Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.

Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.

E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).

Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.

Mas isso não vai ocorrer.

E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.

A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.

Os ruralistas brasileiros – aqueles que dizem que o atual Código Florestal representa uma ameaça à “classe produtora” brasileira – matam dois (sem terra ou quilombola ou sindicalista ou indígena ou pequeno pescador) por semana. E o MST (ou os índios ou os quilombolas) é violento. Ou os sindicatos são radicais.

Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.

E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.

Até quando?

Atualização

CIMI CONFIRMA ASSASSINATO DE CRIANÇA INDÍGENA

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) confirmou a informação que uma criança da etnia Awá-Gwajá, de aproximadamente 8 anos, foi assassinada e queimada por madeireiros na terra indígena Araribóia, no município de Arame, distante 476 km de São Luis. A denúncia feita pelo Vias de Fato, foi postada logo após receber um telefonema de um índio Guajajara denunciando o caso.

De acordo com Gilderlan Rodrigues da Silva, um dos representantes do CIMI no Maranhão, um índio Guajajara filmou o corpo da criança carbonizado. ”Os Awá-Gwajás são muito isolados, e madeireiros invasores montaram acampamento na Aldeia Tatizal, onde estavam instalados os Awá. Estamos atrás desse vídeo, ainda não fizemos a denúncia porque precisamos das provas em mãos” disse Gilderlan.

Rogério Tomaz Jr., Conexão Brasília Maranhão

Fonte: http://www.viasdefato.jor.br/





terça-feira, 14 de junho de 2016

Bebê é hospitalizado com marcas de mordida e mãe depõe à polícia no AM

Menino tem marcas por todo corpo e ferimento no pênis, dizem médicos.
Mãe foi encaminhada para delegacia; família nega violência contra vítima.


A mãe de um menino de um ano e quatro meses foi encaminhada à polícia após seu filho ser atendido no Pronto-Socorro da Criança João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, neste domingo (12). De acordo com uma médica do hospital, a criança tinha marcas de mordidas, hematomas de espancamento por todo corpo e ferimentos no pênis. A família negou ao G1 que tenha ocorrido violência contra o bebê.
De acordo com familiares de pacientes, o caso revoltou a equipe médica e pessoas que estavam na unidade de saúde no momento do atendimento, nesta manhã. A mãe e o padrasto da criança - de 22 e 17 anos respectivamente - levaram o menino até o hospital.
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"As mães estão revoltadas. Tinha mãe querendo bater nela dentro do hospital. Inclusive, ela foi amparada para dentro da observação, porque as mães queriam pegá-la", relatou a pediatra Aline Coelho Cordeiro.

Segundo informações repassadas por funcionários da unidade, a criança tinha múltiplas lesões causadas possivelmente por socos e mordidas. "A criança chegou chorando. A mãe, super fria, chegou dizendo que a criança tinha caído do velocípede. Achei muito estranho porque a gente conhece quando a criança cai e, ele estava cheio de mordidas pelo corpo inteiro, perna, tronco, cabeça, bochecha, inclusive na área genital. O 'pintinho' dele estava dilacerado com mordidas", disse a pediatra.

A médica disse ainda que a equipe do hospital questionou a mãe e o padrasto sobre a causa dos ferimentos. "Ela [mãe] disse que ele [menino] caiu do velocípede, depois ela mudou de assunto, dizendo que ela dormiu e que já tinha acordado com a criança daquele jeito. Mas como? Só se tinha um tigre dentro do quarto?", afirmou a médica.

O menino permaneceu por três horas em observação. Após ser submetido ao exame de raio-x, ele foi avaliado por um pediatra, um cirurgião e um ortopedista. "Ele não tem sinais de fratura. A única coisa que esta ruim é a urina, como o 'pintinho'’ dele foi muito mordido, ele não esta conseguindo urinar", disse Aline.

Família
No estacionamento do Pronto Socorro, familiares da mãe e da criança, sustentaram a informação que o menino havia caído da escada, mas que ele estava bem. Nervosos, não quiseram gravar entrevista com a imprensa.

Ainda pela manhã, a criança e a mãe foram encaminhadas em uma viatura da Polícia Civil para o Instituto Médico Legal (IML) no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.
Realizado o exame de corpo delito, mãe e criança foram levadas à Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no bairro Planalto, Zona Centro-Oeste.

Delegacia
A delegada titular Juliana Tuma afirmou que o flagrante foi instaurado e que o a perícia do IML poderá identificar a natureza das mordida. "Esse caso dessa lesão corporal deixou toda equipe da delegacia sensibilizada. Iniciamos as diligências no sentido de apontar a natureza das mordidas, até para que a gente verifique se a mordida foi feita por um adulto, uma criança, se foi por alguém que usa ou não aparelho (dentário)", disse.

Na tarde deste domingo, a mãe e outras pessoas foram ouvidas na delegacia. “Estamos trabalhando no sentido de ouvir todos os envolvidos, as pessoas que estavam na casa. Agora, o que causa espécie em toda a equipe é: essa criança não reagiu? Não gritou? Então a mãe possivelmente responderá no mínimo pela omissão”, afirmou a delegada.

Ela adiantou que o menino será encaminhado ao serviço de acolhimento institucional, ainda neste domingo (12), até o caso ser elucidado.
A polícia informou que os procedimentos cabíveis para o caso devem continuar durante o restante do domingo, e que mais informações só devem ser obtidas na manhã desta segunda-feira (13)

Fonte: G1

terça-feira, 24 de maio de 2016

ISTO E DE FATO REVOLTANTE UM ABSURDO.


ISTO E DE FATO REVOLTANTE UM ABSURDO.

Alguém pode me dizer se isso é educar uma criança, pelo simples fato dela fazer xixi na cama😡😡😡😡 o safado que se diz pai falou que estava apenas educando ela 😭😭

Aconteceu em Santa Maria DF

Fonte: Facebook

terça-feira, 1 de março de 2016

Tratado como cão: mãe é presa após publicar fotos de filho preso a coleira e comendo ração

Filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi encontrada pela polícia após o caso repercutir na internet

A filipina Ayra Dela Cruz Francisco foi presa após publicar fotos de seu filho sendo arrastado por uma coleira no Facebook. Ela foi encontrada pela polícia, que iniciou uma busca depois do caso repercutir na internet.
Ela recebeu diversas críticas nas redes sociais pelo tratamento desumano dado ao seu filho, que aparece pelado e agachado próximo a uma tigela com ração de cachorro. As informações são do Daily Mail.
A mãe tentou abafar o caso excluindo sua conta do Facebook, mas as imagens já haviam sido salvas e amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Após a prisão da mãe, que está sendo avaliada psicologicamente por especialistas, a criança foi entregue ao Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social do país, de acordo com o The Mirror.
Fundadora da ONG No Longer Victims (Vítimas Nunca Mais), entidade que visa alertar as pessoas sobre todas as formas de abuso e fornece ajuda para proteger e resgatar vítimas, a ativista Lurleen Hilliard viu as imagens na internet e denunciou a mãe por abuso infantil.
– Quando vi as imagens, fiquei furiosa. Meu sangue estava fervendo, literalmente em ponto de ebulição. Casos como esse não podem ser tolerados.
Ela entrou em contato com seus contatos nos Estados Unidos, que avisaram as autoridades filipinas sobre o caso.183763_ext_arquivo– Nós, como sociedade, temos que lutar contra o abuso de crianças. Para isso, temos que assegurar que pessoas como esta mulher, que para mim é um insulto para as mulheres, seja considerada responsável. A criança deve ser tirada dela e protegida para poder crescer com a inocência de uma criança, sem ter que conviver com abusos.


Fonte: R7

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Casal é preso suspeito de sequestrar e abusar de criança de 3 anos


Vizinho viu mulher raptando criança para dentro de um carro.
Suspeita confessou para a polícia que homem tirou a roupa da menina.


Um casal foi preso na noite deste sábado (13), em Ibirá (SP), suspeito de raptar e tentar abusar de uma criança de 3 anos. A criança estaria brincando na rua em frente de casa quando foi raptada, segundo a polícia.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, um vizinho viu quando um veículo se aproximou da garota e uma mulher a pegou a força, a jogando para dentro do carro. Depois disso, eles fugiram pela rodovia.

A testemunha então passou a placa e as características do veículo para a polícia, que fez buscas pela região. Os suspeitos foram encontrados na vicinal Abel Pinho Maia, entrando para a cidade de Potirendaba (SP). Segundo a polícia, o homem foi questionado sobre a criança e ele disse que tinha apenas dado uma volta com a menina e após 20 minutos, a deixou em uma rua.

A polícia então levou o casal de volta para Ibirá e encontrou a criança em uma rua, ferida com marcas nas costas e no pescoço. O casal então foi levado para a delegacia para prestar depoimento. A mulher confessou que o homem tirou a roupa da criança e teria abusado dela sexualmente. Ele só soltou a criança, segundo a mulher, porque a criança começou a chorar muito. No carro do casal a polícia encontrou dois pacotes de corda, dois celulares e um objeto erótico.

A criança foi submetida a exame de corpo de delito, que comprovou marcas nas costas e no pescoço, devido ao sequestrador a segurar contra sua vontade. A polícia então deu voz de prisão e registrou o caso como estupro e sequestro. Segundo a polícia, o homem já tinha passagem por outros crimes. O homem foi encaminhado para a cadeia de São José do Rio Preto (SP) e a mulher para a cadeia feminina de Santa Adélia (SP). A criança foi entregue aos pais.

Fonte : G1

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Mãe se desespera no enterro da menina Micaella, de 4 anos, no Rio


Tremendo, Marcele chorou muito ao ver caixão; amigos pediram 'justiça'.
Pai e madrasta estão presos por suspeita do homicídio em Brás de Pina.


Sob forte comoção, foi enterrada na tarde desta quinta-feira (21) o corpo da menina Micaella Almeida Ramos, de 4 anos, encontrada morta na terça-feira (19) dentro do condomínio onde vivia, em Brás de Pina, Subúrbio do Rio. Cerca de 80 pessoas estiveram no Cemitério de Irajá, também no Subúrbio, para se despedir da criança. Muito abalada, a mãe da menina, Marcele Almeida, se desesperou ao ver a filha.

Pouco antes do enterro, familiares e amigos fizeram uma oração e bateram palmas, antes de um grande coro pedindo "justiça". O pai de Micaela e a madrasta estão presos pelo homicídio. O corpo foi achado com marcas de espancamento.

"Ela era um doce de criança, muito querida. Muito meiga. Vai fazer muita falta", disse a doméstica Verônica Machado, uma das vizinhas de Micaela, que relatou histórico de agressões de Joelma Souza Silva, a madrasta. "A gente percebia, mas tínhamos medo daquele monstro. Qualquer coisa que falávamos, já éramos agredidos verbalmente. Ela era uma pessoa muito agressiva."

De acordo com ela, o pai, Felipe Ramos da Silva, via as agressões, mas não impedia a ação da madrasta. Segundo Verônica, o próprio pai também apanhava da madrasta.

O corpo chegou ao cemitério aproximadamente às 15h20, num pequeno caixão. O velório, que a princípio não ocorreria, começou assim que mãe da menina chegou ao cemitério. Tremendo, ela foi direto à capela e chorou desesperadamente ao ver a filha no caixão, que foi aberto.

'Pauladas', diz tio
Mais cedo, o tio dela, Marcelo Arcanjo, se disse chocado e revelou que uma paulada na cabeça foi a causa da morte da criança.

De acordo com Marcelo, Micaela teria pegado um iogurte na geladeira sem a permissão da madrasta, Joelma Souza Silva, e como castigo teria levado uma paulada na cabeça. "Após a agressão, a madrasta deu um banho em Micaela e a colocou para dormir", contou o tio, indignado.

Micaela foi encontrada morta, em casa, com marcas de espancamento. O pai e a madrasta foram indiciados por homicídio e fraude processual, já que teriam alterado a cena do crime.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML), obtido com exclusividade pela GloboNews, mostra que a criança tinha feridas e escoriações no rosto, no pescoço e nas pernas. A causa da morte, no entanto, ainda depende de exames laboratoriais já solicitados.

Arcanjo também afirmou que a mãe da criança, Marcele de Almeida, não tinha condições de criá-la, mas sempre foi uma boa mãe. "Ela está sem chão com o que aconteceu. Estavam dizendo que Marcele era usuária de drogas e que não ligava para a filha, mas isso é mentira. Ela sempre passou dificuldades na vida, inclusive precisou morar na minha casa por cerca de um ano. Um pouco antes do Natal a Marceli tentou ver a filha, mas o pai não deixou, alegando que não tinha tempo para recebê-la porque estava trabalhando muito. Provavelmente ele deu essa resposta porque a criança já não estava bem", contou o tio.

Marcelo ainda revelou ao G1 que Joelma era tão agressiva que tinha passagem pela polícia e inclusive batia no marido, Felipe Ramos, pai de Micaela. "Até o Felipe apanhava da mulher. Todo mundo sabia disso, vários amigos dele me contaram. Ele era muito trabalhador, mas não tinha pulso firme com a mulher", completou.

Problemas no cemitério
Na manhã desta quinta-feira (21), a família da criança enfrentou dificuldade para conseguir marcar o enterro, no Cemitério de Irajá, também no subúrbio. Segundo Marcelo, o cemitério alegou que não tinha horário disponível. Entretanto, após muita discussão, o cemitério de Irajá autorizou o sepultamento para esta quinta.

"Não queriam liberar o enterro da Micaela hoje porque não tinha vaga. Os funcionários disseram que só havia a possibilidade de enterrá-la na sexta ou no sábado", acrescentou.

Também nesta quinta, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária informou que o pai e a madrasta da criança foram encaminhados a presídios após terem a prisão preventiva decretada.

De acordo com a Secretaria, Joelma Souza Silva encontra-se na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza e Felipe Ramos na Cadeia Pública José Frederico Marques. Ambas no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.

'Ele não sabia das agressões'
O advogado de Felipe, Rafael Faria, afirmou que não teve acesso integral ao depoimento de Felipe, mas diz que seu cliente não sabia das agressões da madrasta à sua filha:

"Ele trabalhava o dia inteiro fazendo pequenas entregas e confiava na guarda da madrasta. Ele não sabia, não fazia ideia", afirmou o advogado.Segundo Rafael, Felipe afirma que a madrasta de Micaela foi a responsável pela morte da criança. "Ele está sofrendo muito com a morte da filha, e vamos lutar para que ele responda em liberdade", garante.

Fonte: G1

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Crianças refugiadas são mantidas em prisões na Grécia

Criança síria chega à ilha de Kos. Menores são detidos em prisões em condições precárias na Grécia - AP


Crianças compartilham celas com adultos criminosos e só recebem uma refeição diária

ATENAS - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) precisou intervir para salvar dezenas de crianças órfãs em prisões policiais em condições sanitárias precárias na ilha grega de Kos, após reclamações dos menores passarem despercebidas. Crianças a partir de 11 anos que saíram da Turquia e chegaram ao país sem os pais ou qualquer responsável adulto estão há semanas nas celas de detenção, compartilhando o espaço sujo de fezes com criminosos enquanto as autoridades gregas determinam para onde serão realocadas, informou o jornal inglês “The Independent”.

O jornal informou que, em duas delegacias de Kos, há cerca de 11 menores entre 12 e 17 anos. Na quarta-feira, havia sete menores na delegacia central da ilha, junto a dezenas de adultos. As autoridades policiais afirmam que são obrigadas a manter as crianças protegidas pela própria segurança delas como menores legais. Voluntários de uma organização não-governamental que visitam prisioneiros na delegacia central de Kos diariamente afirmaram que estavam chocados com as condições “medievais” constatadas.

— É realmente imundo — disse um voluntário sob condição de anonimato. — Há fios elétricos saindo do teto, fezes no chão e saindo da cela. Elas têm que estender o braço pelas grades para receber comida. Isso não é normal na Europa.

As crianças recebem uma refeição por dia, além de frutas e água fornecidas por organizações de caridade e ajuda humanitária. Elas não podem sair e, caso remanejadas para outro local, são algemadas, de acordo com testemunhas.

Tim Ubhi, diretor clínico da organização britânica Children’s E-Hospital, visitou a delegacia central de Kos três vezes durante visita recente para ajudar refugiados na ilha.

— É uma cela horrível — afirmou. — É como uma masmorra medieval, não há outra maneira de descrever.


INTERVENÇÃO DA ONU


O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) alertou o governo grego e as autoridades locais sobre as condições precárias desde que passou a atuar na ilha em maio. O governo tem lutado para lidar com a chegada de milhares de refugiados e migrantes em barcos vindos da Turquia.

A agência da ONU chegou a um acordo com o Minsistério Público de Kos para que essas crianças estejam sob cuidados de uma ONG, que vai estabelecer um abrigo próprio com financiamento da ONU.

— Claramente (a custódia) permanece como responsabilidade do Estado. Porém, visto que isso não está acontecendo com a velocidade necessária de acordo com o número de refugiados chegando na Grécia, a ONU está feliz em intervir em ajudar — delcarou Marco Procaccini, diretor do escritório da Acnur em Kos.

Desde maio, a Acnur estimula a polícia de Kos a transferir alguns juvens da delegacia central para outra a cerca de 20 quilômetros do centro da ilha, onde as crianças ficariam detidas em células individuais, ao menos separadas de outros presos.

— Nós não os deixamos sair porque são menores de 18 anos — afirmou Sevastianos Marangos, chefe do Escritório de Proteção Civil de Kos. — Nós os mantemos lá pela própria segurança deles.

Maragons afirma que Kos estava despreparada para o volume de refugiados que começou a chegar no primeiro semestre. Segundo ele, a ilha, que tem uma população de quase 31 mil habitantes, não recebe financiamento ou equipe suficientes para atender às necessidades dos refugiados. Mais de 42 mil já chegaram à ilha este ano.

— Esse problema surgiu pela primeira vez em Kos — disse Marangos. — Tentamos nosso melhor para manter a ilha limpa e segura.

De acordo com a legislação grega, os menores de idade desacompanhados que solicitam abrigo ficam automaticamente sob custódia do Ministério Público até que possam ser supervisionados por um guardião legal apropriado. Na prática, eles ficam sob responsabilidade da polícia enquanto esperam abrigo de algum centro de cuidados em algum lugar da Grécia, o que pode levar dias ou várias semanas, segundo Procaccini.

A Convenção de Direitos da Criança da ONU estabelece que crianças detêm proteção e ajuda especial caso sejam refugiadas e não devem ser alojadas em prisões com adultos. Enquanto acordos da União Europeia determina linhas de proteção para menores desacompanhados, cada país estabelece sua legislação específica.

Stella Nanou, autoridade do Escritório de Informação Pública da Acnur na Grécia, afirmou que a prática de deter crianças sob custódia policial enquanto aguardam abrigo de longo prazo tem sido recorrente em outras partes do país. A agência alertou o governo repetidamente sobre a capacidade de acomodar menores desacompanhados em busca de asilo, mais recentemente em abril.


Fonte: O Globo

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Que país é esse, minha gente?

"O Brasil, um país com enormes desigualdades econômicas e sociais e historicamente classista, adultocêntrico, machista e racista, é extremamente violento com crianças e adolescentes pobres. Trata-se de uma violência cumulativa e excludente."

Fonte: Facebook de Carmen Monari

FALEIROS - (2007)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Menina espancada pelo pai sofre paralisia e família pede ajuda para o tratamento




A mãe da pequena Manoela, de dois anos e meio, foi morta pelo marido e pai da menina no início deste ano em Anchieta


A família da menina Manoela Nascimento Pontes de Oliveira, de dois anos e dois meses, está lutando para conseguir custear o seu tratamento e as despesas dela. Manoela foi agredida pelo próprio pai, que matou a esposa e mãe da criança estrangulada. O crime foi no dia 03 de janeiro deste ano, em Anchieta, no Litoral Sul. Hoje a menina mora com a família em Piúma.
Após ser agredida pelo pai, Manoela, mais conhecida como Manu, esperou cerca de 10 horas para ser socorrida. Essa demora fez com que ela ficasse sem oxigenização no cérebro, provocando uma paralisia cerebral e cegueira na menina. Ela se alimenta através de sonda, respira por uma cânula na traqueia e ainda precisa fazer o uso de seis medicamentos.

A avó materna de Manu, a dona de casa Vera Lúcia Negrini, mudou o estilo de vida para se dedicar a neta. “Tive que largar meu serviço, fico 24 horas cuidando dela, não saio de perto. Hoje mesmo o que eu estava querendo era levar ela para um médico fora daqui para ver se tem alguma coisa para fazer por ela. Os médicos daqui falaram que o que eles puderam fazer por ela já fizeram”, disse.

O avô paterno da menina, o aposentado Manoel Francisco Negrini, gostaria que ela voltasse a ser uma criança normal. “ É muito triste, agora mesmo eu chorei... Meu sonho é ver a Manu andando ”, lamentou.

A família de Manoela precisa de um berço de UTI, pois o que o hospital cedeu é baixo, o que causa dificuldade no tratamento dela. Necessita ainda de fraldas.

Quem quiser ajudar a família de Manoela pode entrar em contato pelo número de telefone: (28) 99939-2572.

Entenda o crime

A mãe da menina, Lilyan de Freitas Nascimento de Oliveira, foi agredida e estrangulada pelo pastor João Pontes de Oliveira, 33 anos, no dia 03 de janeiro. Ele ainda ainda agrediu a filha do casal, Manoela, que precisou ser transferida de helicóptero para o Hospital Infantil de Vitória.

João ainda ligou para a sogra depois do crime, confessou o assassinato e fugiu em seguida. Ele foi preso quatro dias após o crime.

Fonte: GAZETAONLINE


segunda-feira, 27 de julho de 2015

CUIDAR É PRECISO. ABUSAR É PROIBIDO


MARIA BERENICE DIAS
Advogada, vice-presidente do Ibdfam

Todo o Rio Grande chorou ao ler as reportagens sobre os maus-tratos cometidos contra crianças e adolescentes por quem deveria cuidá-las e protegê-las (ZH de 26 e 27/7).

Não há como não se sensibilizar com a verdade escancarada, de maneira nua e crua, do que acontece nos abrigos, que, como o próprio nome diz, deveria abrigar, acolher.

Quem lá está depositado já passou por situação de negligência, maus-tratos, violência física ou abuso sexual. Ou tudo isso junto.
Foram retirados do lar _ que deveria ser um lugar de proteção _ para serem cuidados pelo Estado. Não são.
Claro que, diante de tudo o que passam, anos a fio, não é difícil entender porque, ao serem adotados, acabam testando quem as acolhe. Afinal, foram inúmeras vezes traídas pelas pessoas nas quais confiaram: primeiro os pais e depois os chamados “educadores”. Quem sabe não é esta a origem de algumas devoluções que acontecem o que, é claro, gera mais traumas e a crença de que se tornaram um verdadeiro estorvo social.

Na reportagem chama a atenção a história de José. Foi institucionalizado aos quatro anos por ter sido abusado sexualmente pelo companheiro da avó. Por que não foi imediatamente disponibilizado à adoção? O que levou o Estado a permitir que lá permanecesse até a adolescência? Acabou sendo encaminhado à internação psiquiátrica por apresentar depressão, automutilação e ingestão de substâncias não alimentares. Durante anos continuou sendo abusado, inclusive depois que se encontrava hospitalizado, oportunidade em que denunciou os abusos de que foi vítima.

Às claras que situações como esta, e todas as demais retratadas nas reportagens, não podem se perpetuar. É necessário que o Estado assuma a responsabilidade de garantir a crianças e adolescente o direito à convivência familiar, que lhes é assegurado constitucionalmente.
Não é buscando de maneira negligente e morosa a reinserção na família biológica ou tentando encontrar alguém da família extensa e que, muitas vezes, sequer a criança conhece, para só então ter início o processo de destituição do poder familiar.

Fonte: Opinião ZH

terça-feira, 7 de julho de 2015

Rio: laudo do IML comprova que motorista de van escolar estuprou menina de cinco anos, diz delegada


Polícia investiga se João Batista Freitas, o tio João, teria feito outras vítimas

Um laudo do IML (Instituto Médico-Legal) comprovou que uma menina de cinco anos foi estuprada pelo motorista de uma van escolar no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. João Batista Freitas, de 52 anos, está preso e foi indiciado por estupro de vulnerável. Conhecido como tio João, ele fazia transporte de estudantes na comunidade.

A delegada responsável pelo caso, Cristiana Bento, disse que não há dúvidas de que Freitas é culpado.

— O depoimento da criança é muito firme e muito preciso. Ela conta com riquíssimos detalhes o fato. Também há um laudo, que deu positivo. As provas são contundentes.

Por trabalhar o dia inteiro, a mãe da menina pagava R$ 400 para que a mulher de Freitas cuidasse da criança. Ela também pagava R$ 200 para que seus dois filhos fossem levados para a escola. Dessa forma, o suspeito tinha total acesso à garota.

A mãe desconfiou que havia algo errado porque a menina estava fazendo muito xixi na roupa e tinha noites agitadas, com pesadelos. Por duas vezes a criança, chorando, pediu para não ir para a casa da moça. Ela se ressente de não ter tomado uma atitude imediata após ver tantos indícios de que as coisas não estavam bem.

— Eu me sinto muito culpada, porque minha filha mostrou vários sintomas e eu não acreditei nela.


Traumatizada, a menina não queria voltar pra escola e não tem dormido direito. A família morava em uma casa alugada pela mãe de Freitas. Todos eram vizinhos.

Nas redes sociais, amigos e parentes dele têm insultado a mãe da vítima, dizendo que a história é uma grande mentira e que vão conseguir provar isso. Depois da confusão, com medo, a família da menina teve que se mudar.

— Eu não sei o que eles são capazes, já percebi que são uma família que tem dinheiro, tem condições e, assim, eu tenho muito medo.

A polícia investiga se outras crianças também foram abusadas sexualmente pelo homem.

Fonte: R7

Casal é preso no DF por abuso sexual, agressão e morte de filha de 3 anos

Raquel Morais  
Do G1 DF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um casal suspeito de violentar sexualmente, espancar e matar a filha de 3 anos. O crime aconteceu em novembro do ano passado na região administrativa de São Sebastião, mas as circunstâncias só foram divulgadas na quinta-feira (2). Os pais da garota – um motoboy e uma universitária – negam as agressões.

De acordo com o delegado André Leite, o casal levou a garota para a UPA em um domingo alegando que ela estava vomitando e tinha febre. A menina morreu cerca de três horas depois. O Conselho Tutelar recebeu uma denúncia anônima a respeito, e o caso foi encaminhado para a delegacia da região.
Durante as investigações, os pais afirmaram supor que a menina tivesse sido agredida na creche ao longo da semana. Os laudos do Instituto Médico Legal apontaram, porém, que a menina sofreu um golpe na cabeça instantes antes de ser levada à unidade de saúde. Ela tinha manchas roxas no pescoço, nas costas e perto dos ombros, além de indícios de estupro.
“O conjunto de lesões apresentadas é visivelmente compatível com violência sexual. Não houve penetração, mas possivelmente essa violência sexual foi provocada com a introdução de um dedo. Essas lesões podem ter sida produzidas até dois dias antes da morte, mas o fator determinante foi mesmo esse golpe que aconteceu horas ou minutos antes da entrada na UPA”, explica o delegado.

A corporação ouviu ainda todos os funcionários da creche que a criança frequentava. A irmã da menina, atualmente com 2 anos, mora com a avó materna, mas vai ser encaminhada para o Conselho Tutelar e também deve passar por exames.
“Eles seguem negando, evocam justiça divina, mas não souberam ao mesmo tempo explicar como, porque, com o quê a garota foi atingida”, diz Leite. “O quadro que se desenha é de um pai que tenha se excedido e uma mãe que foi conivente ou tenta acobertar a versão do pai. É inverossímil que uma criança não tenha gritado após receber o golpe, que ela não tenha percebido.”
O casal está preso temporariamente e vai responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e tortura. Se condenados, o pai e a mãe da criança podem passar mais de 20 anos presos.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Pai espanca filha para que seguisse ‘as regras da igreja’, e ela morre

Por Paulo Lopes

Por estar namorando na praça da cidade, Cafelândia (SP), no começo da noite de terça-feira (23), Larissa primeiro apanhou da mãe e depois do pai, quando ele chegou do trabalho.
A garota levou chutes no abdômen e na cabeça e apanhou de cinta.
Algumas horas depois, na madrugada do dia 24, a garota passou mal, vomitou. Seus pais levaram-na para Santa Casa. Como piorou, eles a transferiram às pressas, já inconsciente, para um hospital de Bauru, uma cidade vizinha. Às 6h da manhã Larissa morreu em consequência de um edema pulmonar.
A polícia prendeu Lima em flagrante por lesão corporal dolosa seguida de morte, mas não descartou a possibilidade de ter havido um suicídio -- a jovem, nesse caso, teria tomado algum veneno após ter levado a surra.
Lima foi solto às 20h e não pôde ir ao sepultamento do corpo da filha, às 18h30. Em estado de choque, a mãe também não conseguiu ir ao cemitério. Cafelândia tem 16 mil habitantes e fica a 412 km de São Paulo.
Adilson Carlos Vicentini Batanero, delegado da cidade, disse que a mãe acusou o marido de ter exagerado no castigo ao chutar a cabeça da filha. Lima nega ter dado o chute. Mesmo assim, disse o delegado, o pai vai ser indiciado e terá de responder na Justiça pela morte da filha.
Colegas de escola de Larissa afirmaram que ela se queixava da rigidez do seu pai, o que que seria uma consequência de seu fervor religioso. “Ela não podia conversar com garotos”, disse uma colega. "O pai não deixava."
Um ex-namorado contou que pretendia falar com Lima, mas Larissa pediu que desistisse. “Se você for, ele te mata e me mata também”, teria dito a adolescente.
Uma professora afirmou que Larissa era alegre e tinha boas notas. “Ela queria ser médica.”

Fonte: Portal Metrópole
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