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domingo, 6 de novembro de 2011

Adoção por casais gays aumenta à medida que caem restrições legais nos Estados Unidos


NOVA YORK - Há dois domingos, Farid Ali Lancheros e George Constantinou reuniram 164 parentes e amigos em Nova York para o chá de bebê de seus filhos gêmeos que nascerão de uma barriga de aluguel nos próximos dias. Gustavo e Milena, os bebês gerados por inseminação artificial, vão participar do fenômeno de transformação da família americana, com crescente número de adoções e gestações de crianças que vão viver em famílias nas quais os pais são homossexuais. Na festa, Constantinou disse que eles são a verdadeira família moderna, brincando com o nome do seriado "Modern family", um hit da TV, no qual um casal gay adota uma menina. Nos Estados Unidos, estima-se que 1,2 milhão de crianças vivam em famílias com pai ou mãe homossexual.

- Sei que estamos rompendo barreiras, mas todo o amor e o apoio que estamos recebendo são medidas da aceitação social que uma família gay pode receber. Nossos pais estão eufóricos, minha mãe virá da Colômbia passar o primeiro mês dos bebês com a gente - disse Farid Ali.

Juntos há dez anos, Farid, de 47 anos, e George, de 35, são sócios no restaurante Bogotá Bistro, no Brooklyn, e começaram a planejar uma família há dois anos. A opção inicial foi pela adoção, mas os dois se sentiram inseguros com a falta de informações sobre a saúde da criança e de sua família biológica.

- Era uma aposta muito alta. Fiquei nervoso com a ideia de não saber o histórico dessa criança, da possibilidade de ela ter sofrido, de não ter sido bem alimentada durante a gravidez, um monte de problemas. Aí surgiu a ideia da barriga de aluguel - conta Farid Ali.

O casal procurou uma agência especializada em Boston e levou adiante o projeto, que custou US$ 160 mil, entre o valor pago à gestante e à doadora dos óvulos (uma mulher latina), mapeamento genético, plano de saúde, despesas de viagem, pagamento de advogados.

"Você realmente se sente no fim da fila"

O processo enfrentado por Farid e George foi curto, se comparado aos sete anos que Jeff Friedman e Andrew Zwerin esperaram para adotar Joshua, hoje com 8. Friedman, advogado, e Zwerin, gerente de firma de computação, são casados no papel e moram juntos há 26 anos em Long Island, Nova York. Apesar da estabilidade, viveram a experiência de muitos casais gays, que se sentem preteridos por agências de adoção.

- Você realmente se sente no fim da fila. Como gay, você se acostuma a atravessar a vida com uma dose de vergonha, com a sensação de ser um cidadão de segunda classe - disse Friedman, de 43 anos.

O caso de Joshua confirma uma das principais conclusões do estudo mais recente sobre o assunto, uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Evan B. Donaldson Adoption Institute: 60% das adoções feitas por gays são interraciais. Os homossexuais tendem a adotar mais as crianças que estão nos abrigos, crianças mais velhas (10% dos adotados por gays têm mais de 6 anos), negras ou com algum problema de saúde.

- Uma assistente social deixou claro que casais heterossexuais teriam preferência sobre crianças "mais desejáveis". Mas não poderíamos estar mais felizes com o Joshua. Desde o dia em que o pegamos nos braços, recém-nascido, sentimos que ele era o nosso filho, e ele não poderia estar mais bem ajustado - disse Friedman.

As adoções por casais gays vêm crescendo significativamente, ao passo que caem as barreiras legais. No Censo de 2009, as crianças adotadas por gays eram cerca de 32 mil, em comparação com 8.300 no anterior, de 2000. Segundo estimativas do demógrafo Gary Gates, da UCLA (Universidade da Califórnia), o número de crianças e adolescentes em famílias onde o pai ou a mãe é gay chega a 1,2 milhão.

- A grande maioria não é adotada, provavelmente filha de relações anteriores, de antes de a pessoa se assumir como gay. Mas, como hoje as pessoas estão se assumindo mais jovens, a tendência é o número dessas situações diminuir, e o de adoções aumentar - disse Gates.

O Globo

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Portaria deve aumentar doação de sangue entre jovens, mas não muda situação de homossexuais


Ministério da Saúde divulgou ontem uma portaria ampliando a faixa etária de doadores e proibindo o critério da orientação sexual

Uma nova portaria divulgada ontem pelo Ministério da Saúde amplia a faixa etária para a doação de sangue e proíbe que a orientação sexual seja usada como critério de descarte do doador, no caso dele ser homossexual. Sobre a última questão, o texto diz que "não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero...". Contudo, na prática, pouco deve mudar, pois, de acordo com uma restrição prevista na legislação de 2004, o homem que tenha tido relações sexuais com outro homem nos últimos 12 meses não está apto a doar sangue.

— Antes, havia uma pergunta no questionário de triagem sobre a orientação sexual da candidato. Se ele fosse homossexual, não poderia doar sangue. Agora esta pergunta não será mais critério, vai depender da atividade sexual, mas ainda não sabemos bem como vai ser — afirma a médica gerente do serviço de hemoterapia da Santa Casa, Mirna Barison.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esta restrição continua valendo porque o risco de contágio pelo vírus HIV neste grupo é maior comparado ao dos heterossexuais. A limitação, segundo o Ministério, seria semelhante a feita aos heterossexuais que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses.

Os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, no entanto, questionam a validade da portaria. A diretora do grupo Somos Claudia Penalvo acredita que a proibição não traz nenhum avanço em relação à atual situação.

— É significativo que o ministro da Saúde esteja preocupado com a questão, mas me parece contraditório. Na prática não vai mudar nada, pois ainda existe essa restrição e também porque, como não está claro, os profissionais da saúde vão se sentir inseguros e continuar agindo da mesma forma — defende.

Ampliação da faixa etária
Além da questão da orientação sexual, a portaria também ampliou a faixa etária para doação de sangue: entre os jovens, de 18 para 16 anos e, entre os idosos, de 65 para 68 anos. Segundo a hemoterapeuta Mirna, essa, sim, representa uma mudança considerável e importante para os bancos de sangue do país.

— Os adolescentes geralmente são pessoas de boa saúde e que não fazem uso de medicamentos. Vai ser ótimo para nós. Além disso, dessa forma, a cultura da doação vai começar cedo. Isso é importante em um país que está tão atrasado neste quesito — comemora.

Para a doação de sangue dos menores de 18 anos, será necessário a apresentação de uma autorização do responsável. A estimativa do Ministério da Saúde é que com a nova portaria, cerca de 14 milhões de brasileiros, que antes não o eram, agora tornam-se potenciais doadores.

BEM-ESTAR

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O QUE É A PEDOFILIA


“O Silêncio é a alma das Agressões Sexuais”Anna Salter

Não se pode falar em pedofilia sem se fazer uma breve referência aos desvios da sexualidade, ou seja às parafilias, perturbações da sexualidade que podem ser constantes ou episódicas, que se manifestam através de fantasias ou de comportamentos recorrentes e que são sentidas pelo próprio como sexualmente excitantes.
As parafilias específicas mais conhecidas são o exibicionismo (exposição dos genitais); o fetichismo (uso de objectos inanimados); o frotteurismo (tocar ou roçar-se numa pessoa que não consente); a pedofilia (foco em crianças prépubertárias); masochismo sexual (ser objecto de humilhação ou sofrimento); o sadismo sexual (infligir dor); o fetichismo travestido (traves-tir-se); e o voyeurismo (observar actividade sexual).
Temos de estar alerta para o facto de que os indivíduos com desvios da sexualidade estão muito atentos ao mundo que os rodeia e, sempre que possível, procuram trabalho em locais ou junto de pessoas que, sem o saberem, lhes proporcionam gratificação sexual.
As perturbações da sexualidade são normalmente crónicas, embora se saiba que podem diminuir com a idade avançada. Supõe-se que algumas fantasias associadas às parafilias, podem iniciar-se na infância ou no princípio da adolescência, mas têm uma expressão mais acentuada durante a adolescência e na vida adulta.
O tratamento das parafilias tem apresentado limitações e muitas resistências. É de salientar que a tão falada “castração química” não é um tratamento propriamente dito, mas sim uma contenção social.
Como já ficou dito, a pedofilia é uma parafilia específica, mas não se sabe ao certo o porquê desta perturbada orientação sexual, conforme não se sabe porque é que há quem prefira pessoas mais velhas.
Sabe-se, sim, que nem todas as crianças que foram vítimas de abuso sexual se tornam adultos abusadores, mas que muitos adultos abusadores foram vítimas de abuso sexual durante a infância.
O termo pedofilia, que há muitos anos é descrito nos manuais de psicopatologia e que só agora entra no vocabulário de todos nós, é, por definição, o acto ou a fantasia de ter contactos sexuais com crianças em idade pré-pubertária (13 anos ou menos) e que o pedófilo tem de ter mais de 16 anos e ser cinco anos mais velho que a vítima. Quem recorre a material pornográfico com crianças deve também ser inserido neste conceito.
Os pedófilos repetem com frequência os seus comportamentos, e tentam justificar os seus actos dizendo que os mesmos têm valor educativo para a criança; que a criança tem prazer sexual, e que são elas quem os provoca ou, ainda, que com crianças não contraem tão facilmente doenças. Os pedófilos, por regra, não sentem remorsos ou mal-estar pela prática dos seus actos.
Os pedófilos podem ser homossexuais, heterossexuais ou bissexuais; casados ou solteiros; homens ou mulheres, e pertencer a todas as profissões e classes sociais.
Os indivíduos que só mantêm práticas sexuais com crianças em idade pré-pubertária são chamados pedófilos exclusivos. Os que, para além dos seus contactos sexuais ditos normais, recorrem ainda a práticas sexuais com crianças em idade pré-pubertária, são denominados pedófilos não exclusivos.
Os pedófilos que sentem uma predileção por crianças do sexo feminino preferem habitualmente meninas com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos, enquanto os que têm preferências por meninos procuram crianças ligeiramente mais velhas.
É comum ouvir-se alguns pedófilos justificarem as suas práticas fazendo referência ao momento em que, eles próprios, foram vítimas. Dizem que, nessa altura, o adulto representava o medo, a angústia, o terror e que nunca mais se conseguiriam libertar dessa imagem ameaçadora. Por isso hoje, nos seus contactos sexuais, preferem as crianças, para não se sentirem postos em causa; é uma questão de poder. Estes indivíduos são por regra imputáveis (responsáveis pelos seus atos) e sabem disso, por isso praticam os seus actos às escondidas.
Tal como acontece em outros desvios de sexualidade, também a pedofilia tem uma evolução crónica, com comportamentos que vão do despir as crianças, a observá-las, ao toque, ao sexo oral, à masturbação, até à penetração.
O traumatismo causado à criança depende não só do tipo de ato a que foi sujeita, mas também da idade que tinha no momento em que foi vítima, e do apoio que na altura lhe foi prestado.
Lembro que, normalmente, o pedófilo procura uma vítima indefesa que, por coação, é por ele silenciada, vítima essa que lhe está normalmente muito próxima, embora possa também pertencer a um espaço exterior à família ou ao seu meio natural (padres, professores, médicos).
Não existe uma definição única do conceito de abuso sexual infantil, no entanto todas subescrevem que se trata de uma das piores formas de violência sobre as crianças.
A maioria das definições de abuso sexual infantil fazem referência a uma multiplicidade de atividades sexuais, incluindo situações em que não existem contactos físicos, propriamente ditos. Deve considerar-se abuso sexual quando se utilizam crianças e/ou adolescentes para a satisfação do desejo sexual de pessoas mais velhas.
São ainda consideradas situações de abuso sexual todas as que vão do telefonema obsceno, até a penetração.
Neste contexto devemos relembrar ainda a questão da Exploração Sexual de Crianças, que está presente quando há uma das seguintes situações: assédio sexual, intra ou extra familiar; prostituição infantil; pornografia infantil; turismo sexual e tráfico de crianças.
Não nos podemos esquecer que um pedófilo é sempre um abusador sexual; mas um abusador sexual pode não ser um pedófilo.
No meu entender, sempre que um adulto utiliza um menor para satisfazer os seus desejos sexuais deve, preferencialmente, ser considerado abusador sexual, e não pedófilo, porque o abusador sexual infantil, vitima crianças de qualquer idade, enquanto o pedófilo abusa de crianças em idade prépubertária.

MANUEL COUTINHO
Psicólogo clínico

O PORQUÊ DO SILÊNCIO…São inúmeros os factores que levam a criança a ocultar o abuso a que foi sujeito, mas destacamos: medo de represálias por parte do agressor; sentimentos de vergonha, culpa, vergonha, e insegurança ou protecção (irmão mais novos); medo dos interrogatórios e da devassa da sua intimidade ou família; exposição pública; estigma social.
Contudo, este silêncio permite que o abuso se perpetue, convertendo-se no pior inimigo do menor e no maior aliado do agressor.
Leva a criança a experienciar um sentimento de culpabilidade que o impede de confiar, de amar e de estabelecer uma relação saudável como futuro adulto.
Assim, é indispensável que os adultos tenham consciência dos sinais e sintomas que podem indicar que o menor está a ser vítima de abuso sexual.

SINAIS E SINTOMAS
A presença de sinais e sintomas, se muito intensos e combinados, devemos alertar para a possibilidade de abuso sexual:
– Mudança súbita de comportamento na escola, incapacidade de concentração, diminuição do rendimento escolar.
– Mudança na personalidade, insegurança e necessidade cons-tante de ser estimulada.
– Falta de confiança num familiar adulto, ou não querer ficar sozinha ou com determinado adulto.
– Isolamento de amigos, familiares ou das actividades usais.
– Medo a algumas pessoas e lugares.
– Excesso de limpeza ou total despreocupação com a higiene.
– Incontinência para a urina ou fezes ou alterações dos hábitos intestinais.
– Pesadelos ou perturbações do sono.
– Interesse especial pelo sexo, inapropriado à idade da criança.
– Retorno à infância, inclusive a comportamentos típicos dos bebés.
– Depressão, ansiedade, afastamento, tristeza, indiferença.
– Auto-mutilação
– Tentativa de suicídio.
– Fuga.
– Problemas de álcool e/ou drogas.
– Problemas de disciplina ou actos delinquentes.
– Actividade sexual precoce (simulações, vocabulário, masturbação, desenho).
– Problemas médicos como infecções urinárias, leucorreias, rectorragias, dor pélvica ou hemorragia vaginal inexplicáveis e recorrentes.
– Dores, inchaços, fissuras ou irritações na boca, vagina e ânus.
Pode gerar a cura ou repetir a exploração e traição. Assim devemos acautelar as seguintes condições:
– Criar um clima de confiança e abertura para com as crianças e seus problemas.
– Mostar que acreditamos. Devemos dizer e mostrar à criança que acreditamos no que está a contar, mesmo que nos pareça estar a fantasiar ou a ocultar informação, sobretudo porque, em muitos casos, a criança procura proteger o seu agressor.
– Apelar à livre narrativa da criança. Procurar observar sinais e sintomas; fazer perguntas abertas, se a narrativa da criança não forneceu suficiente informação (“podes contar-me mais sobre o que aconteceu?”); aceitar a ignorância e o esquecimento da criança sobre o sucedido, é normal acontecer; apelar à importância da verdade; assegurar apoio e discrição.
– Providenciar avaliação médica (centro de saúde/hospital).

UMA PALAVRA DE ATENÇÃO AOS CASOS INTRA-FAMILIARES
Frequentemente, na relação entre abusado e abusador, além de ser poderosa, a figura provedora de cuidados da criança pode estar mais presente e ser mais carinhosa e amorosa do que qualquer outra pessoa na vida da criança. A criança pode assim convencer-se de que se contar o segredo, o seu relacionamento com o abusador e a única pessoa que ama pode ser ameaçado.
Muitas vezes, a criança não consegue tolerar a “maldade” no membro parental e defende -se psiquicamente procurando assimilar a “maldade” e incorpora-a como arte de si mesma. Isto permite à criança ver o familiar abusador como “bom”, e a revelação do segredo pode ferir uma parte de si própria.


ALEXANDRA SIMÕES
Psicóloga clínica e de aconselhamento
Diga Não À Erotização Infantil

domingo, 3 de maio de 2009

Transtornos da Sexualidade - III




Parafilias
De acordo com os novos critérios do DSM - IV, da Associação Psiquiátrica Americana, os transtornos sexuais dividem-se em: disfunções sexuais, transtornos da identidade de gênero e parafilias.
Especificamente a respeito das parafilias, também conhecidas como anomalias, desvios sexuais ou perversões, observamos que o DSM - IV elenca, no capítulo das parafilias, apenas oito quadros bem conhecidos e aceitos: exibicionismo, fetichismo, fetichismo transvéstico, frotteurismo, pedofilia, masoquismo sexual, sadismo sexual e voyeurismo, colocando todas as demais sob a denominação de parafilias sem outra especificação.
A Classificação Internacional de Doenças (CID - 10), não varia muito do preconizado pelo DSM - IV, mas inclui as parafilias em uma seção diferente das tradicionais em sexologia, razão pela qual poderão existir modificações na próxima revisão (Serrano, 2002, p. 19).
Além dos descritos pelo DSM - IV, podem ser considerados desvios: auto-erotismo ou aloerotismo, clismafilia, coprofilia, coprolalia, cromo-inversão, edipismo, erotismo, erotografia ou erotografomania, erotomania, escatologia telefônica, etno-inversão, gerontofilia ou crono-inversão, lubricidade senil, necrofilia, ninfomania ou uteromania, onanismo, parcialismo, pigmalionismo, pluralismo ou triolismo, riparofilia, satiríase, topo-inversão, urofilia, vampirismo e zoofilia.
Neste artigo, procuramos trazer outras possíveis parafilias. Incluímos termos modernos que grassam na Internet, como ballooning, BBW, dolismo, cybersex, trampling, übersexual e outros relacionados, que apresentam sites específicos e possuem comunidades virtuais inteiras dedicadas ao tema.
A lista (em ordem alfabética), apesar de extensa, não é exaustiva:
Acomioclitismo - Atração sexual por genitais depilados.
Acrofilia - Atração sexual por aviões ou pela prática sexual no interior de aeronaves.
Acusticofilia - Prazer em ouvir sons específicos.
Agorafilia - Não é propriamente uma parafilia, mas indica o desejo incontrolável de praticar a cópula em lugares abertos, ou ao ar livre.
Alveofilia - Desejo de manter relações sexuais dentro de uma banheira.
Amaurofilia - Forma de fetichismo em que há atração sexual por parceiros cegos ou vendados.
Amomaxia - Prazer em manter relações sexuais no interior de veículos estacionados.
Anaclitismo - Excitação por objetos infantis como fraldas e chupetas.
Androginofilia - Preferência por figuras andróginas e hermafroditas.
Anofelorastia ou hierofilia - Prazer sexual decorrente da profanação de objetos sagrados.
Asfixiofilia - Ou asfixia erótica, é uma parafilia em que o estímulo sexual decorre do ato de constrição do pescoço do parceiro até quase a perda da consciência antes ou durante a penetração.
A.S.F.R. - Sigla que em inglês significa "alt sex fetish robot", prática fetichista em que o prazer sexual está em manter relações sexuais com autômatos ou pessoas que se fazem passar por robôs, obedecendo rigorosamente aos comandos do "programador".
Autoagonistofilia - Forma de exibicionismo em que o estímulo sexual provém de se deixar ver por terceiros durante o ato sexual.
Autonefiofilia - Prazer em praticar sexo caracterizado como uma criança.
Autoescopofilia - Forma de narcisismo em que há prazer na admiração dos próprios genitais.
ATM ou A2M - Modalidade de coprofilia. A sigla em inglês significa "ass-to-mouth" (do ânus para a boca). Não é propriamente uma parafilia, mas uma prática sexual bastante difundida em filmes pornográficos, em que após o coito anal o pênis é colocado diretamente na boca da parceira ou de terceira pessoa.
Auto-erotismo ou aloerotismo - Nessa modalidade, o ápice sexual é atingido sem a presença do parceiro, apenas de modo contemplativo, perante uma pessoa ou um retrato.
Ballooning - Forma de fetichismo em que os portadores, denominados looners, sentem excitação sexual ao ver ou tocar balões de látex ou ver mulheres interagindo com eles.
BBW - A sigla significa "big beautiful woman" (mulher gorda e bonita), ou seja, indica atração sexual por mulheres gordas, porém bonitas ou atraentes. Os admiradores de mulheres com esse tipo físico se chamam "fat admirers" ou simplesmente "FA".
Biastofilia e raptofilia - Termo derivado do grego biastes (violação) a biastofilia é uma parafilia em que o desejo sexual depende ou responde ao ato de atacar de forma inesperada e violenta a uma pessoa, preferencialmente estranha, sem o seu consentimento. É um desvio que pode ser observado nos assassinos seriais. Em sentido oposto, quando o desejo sexual surge da possibilidade de ser vítima desses ataques, estamos diante de uma raptofilia.
Body integrity identity disorder, apotemnofilia e acrotomofilia - Descrita originalmente em 1977 como Amputee Identity Disorder (AID) a Body Integrity Identity Disorder (BIID) é uma condição psicológica na qual os afetados experimentam desejo incontrolável de ver amputadas partes de seus próprios corpos, de modo a atingir a imagem ideal que têm de si mesmos. Vivem o paradoxo de perder um ou mais membros para poderem tornar-se completos (menos é mais).
Os portadores desse quadro não são psicóticos, até porque o diagnóstico de esquizofrenia ou outros transtornos psicóticos exclui o da BIID. Na verdade o quadro pode ser comparado ao transtorno da identidade de gênero, porque em ambas as condições os pacientes relatam que a insatisfação com o corpo atual está presente desde a pré-adolescência.
Quando o desejo de ser amputado está relacionado com o prazer sexual, então estamos diante de uma parafilia denominada apotemnofilia, caracterizada pela excitação ou facilitação do orgasmo em razão da fantasia de se sentir amputado. Os indivíduos portadores desse quadro são conhecidos como wannabes (pessoa que deseja ser igual à outra, no caso, aos deficientes físicos).
Quando a excitação sexual ou o orgasmo está ligado à necessidade de manter relações com uma pessoa amputada a parafilia é denominada de acrotomofilia e as pessoas portadoras desse quadro denominadas devotees (devotos, dedicados) ou amelotatistas.
Braquioproctosigmoidismo - fisting - Atividade sexual relativamente comum entre homossexuais masculinos em que o parceiro reclama, como principal forma de prazer, a introdução dos dedos, mão ou mesmo o antebraço através do ânus até o reto. A prática é também conhecida como fist fuck ou simplesmente fisting. A denominação inglesa vulgar engloba também o ato de introduzir o punho através da vagina.
Cleptolagnia ou cleptofilia - Prazer sexual no ato de subtrair bens alheios.
Crematistofilia - Excitação proveniente do ato de pagar pela prática sexual.
Dacriofilia - Forma de sadismo em que o prazer sexual decorre de presenciar as lágrimas do parceiro.
Dismorfofilia - Atração sexual por pessoas deformadas.
Dolismo - Neologismo formado do vocábulo inglês "doll" (boneca), que indica a atração sexual por bonecas, manequins e similares. É uma forma de pigmalionismo.
Dom-juanismo - Personalidade que se manifesta compulsivamente às conquista amorosas, sempre de maneira ruidosa e exibicionista e sem que se estabeleça uma relação emocionalmente estável.
Emetofilia - Prazer sexual com a visão de pessoas vomitando ou contato com a substância emética.
Entomocismofilia - Atividade sexual que incorpora insetos como moscas, abelhas, aranhas etc.
Escoptofilia - Forma de voyeurismo caracterizada pelo prazer em observar relacionamento sexual de terceiros pelo telescópio.
Estigmatofilia - Excitação por tatuagens, cicatrizes, piercings e similares.
Falofilia - Predileção por parceiros sexuais com pênis avantajados.
Figefilia - Pratica sexual com cartas ou correspondência.
Filatelofilia - Prazer sexual com selos postais.
Flagelatismo ou flagelação - Forma de fetichismo, geralmente relacionado com o sadomasoquismo, em que o sofrimento do parceiro é especificamente infligido por meio de chicotadas.
Uma variante é o bondage (escravidão, servidão), na qual o prazer é obtido pelo ato de amarrar e imobilizar o parceiro ou pessoa envolvida. Pode ou não envolver a prática de sexo com penetração.
Flatofilia - Forma de coprofilia caracterizada pelo prazer em sentir o odor dos gases intestinais provenientes do parceiro.
Fobofilia - Excitação sexual através do medo. Prazer em sentir medo.
Frutifilia - Atividade sexual envolvendo frutas.
Hibristofilia - Atração sexual por pessoas que tenham cometido crimes graves ou atos de atrocidade.
Hipnofilia ou onirofilia - Excitação em contemplar pessoas adormecidas.
Hirsutofilia - Atração sexual por pessoas com grande quantidade de pelos.
Homiliofilia - Prazer sexual em assistir conferências.
Iatronudia - Excitação no ato de desnudar-se perante o médico.
Iconolagnia ou pictofilia - Estímulo sexual exacerbado diante de arte erótica ou pornográfica.
Lactofilia - Atração sexual por mulheres em período de amamentação.
Metrossexualismo e übersexualismo - Uma forma de narcisismo masculino é atualmente denominada metrossexualidade. O termo metrossexual, cunhado em 2003, é utilizado para definir o homem urbano de grande senso estético e que gasta boa parcela de seu tempo e dinheiro (mais de 30%) com sua aparência e estilo de vida. Já o übersexual é o homem que tem estilo, preocupa-se com a aparência, mas sem exagero.
Ofidiofilia - Prazer na prática de manobras sexuais envolvendo serpentes.
Partenofilia - Excessiva atração por mulheres virgens.
Pigofilia - Excitação sexual pela visão ou contato com as nádegas do parceiro.
Pregnofilia e maieusofilia - A pregnofilia é o desejo ou atração sexual por mulheres grávidas. A maieusofilia consiste em sentir excitação sexual pela visualização do trabalho de parto.
Sexo virtual, cybersex, computer sex, internet sex ou net sex - Forma de masturbação em grupo, praticada através da Internet. Como o foco do desejo fica centrado na virtualidade do prazer sexual, contribui para um isolamento sócio-afetivo.
Tafofilia - Prazer mórbido em manter relações sexuais em cemitérios.
Timofilia - Atividade sexual com a utilização de dinheiro.
Trampling - O trampling (pisoteamento) é uma forma de fetichismo em que o prazer sexual consiste em ser pisado por um ou mais parceiros, geralmente do sexo oposto, sendo mais comum a mulher pisotear o homem.

Troca de casais e sexo grupal

Troca de casais ou troca interconjugal - Também chamada de swing, pode não significar mais que um simples desejo da troca de parceiros para aquecer a vida sexual do casal e, nesse sentido, não pode ser tido como uma aberração ou desvio. Caso se torne uma obsessão, então poderá ser tomada como desvio. A prática do sexo grupal, ainda que pelo casal, pode ser classificada como pluralismo.
Como salientamos anteriormente, não há um consenso entre os autores a respeito de quais sejam as aberrações, quais os simples desvios do instinto sexual sem maior importância ou mesmo quais as práticas consideradas normais, até porque é correto admitir que se possam incorporar novos elementos, formas de expressão e satisfação de modo a enriquecer e atingir a plenitude da vida sexual.
A sexualidade alcança níveis de anormalidade ou desvio somente quando não há flexibilidade do desejo, quando a expressão, a satisfação e o prazer só podem ser obtidos mediante práticas específicas e determinadas, dirigidas a uma modalidade sexual atípica, objetos inanimados ou animais.
Necessário, ainda, considerar as convenções sociais e o momento histórico. Determinadas práticas como o homosexualismo ou a masturbação, já foram consideradas sérios distúrbios e atualmente são tidas como mera expressão da sexualidade.


Você poderá obter mais informações no Portal da Sexualidade
Foto: José Ferreira (Olhares Fotografia On-line)

sábado, 2 de maio de 2009

Transtornos da Sexualidade - II

Como vimos na postagem "Disfunções Sexuais" da série "Transtornos da Sexualidade", para o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais) da Associação Psiquiátrica Americana, os transtornos sexuais englobam as disfunções sexuais, os transtornos da identidade de gênero e as parafilias.
O Manual divide os Transtornos de Identidade de gênero em vários tipos: Transtorno de Identidade de Gênero da Infância, Transtorno de Identidade de Gênero da Adolescência ou Idade Adulta e Transtorno de Identidade de Gênero Não-especificado. Além disso, o ICD-10 apresenta cinco tipos de diagnósticos para os Transtornos de Identidade de Gênero:
1)Transexualismo
2)Travestismo de Dupla Função
3)Transtornos de identidade de gênero
4)Outros Transtornos de Identidade de Gênero
5)Distúrbio de Identidade Genérica Não-especificado

Os transexuais são diagnosticados quando apresentam um desejo de viver e de serem aceitos como membros do sexo oposto, juntamente com o desejo de transformar o corpo com cirurgia de redesignação de gênero e terapia hormonal. A identidade transexual deve ser persistente por pelo menos dois anos e o desejo de mudança de gênero não pode ser um sintoma de outro transtorno ou de uma anomalia dos cromossomos.
NoTravestismo de Dupla Funçãoos pacientes são diagnosticados quando não apresentam o desejo de mudança permanente para o sexo oposto.
Diagnósticos de Transtorno de Identidade de Gênero não-especificados e outros são freqüentemente utilizados para descreverem uma condição intersexual, ou seja, quando um indivíduo nasce com genitália ambígua. A genitália ambígua é um raro defeito de nascença em que os genitais da criança não são claramente masculinos ou femininos por serem mal-formados, deformados ou incluírem aspectos da genitália masculina e feminina ao mesmo tempo.
Os possíveis candidatos para a cirurgia devem trabalhar com um profissional de saúde mental para o diagnóstico. Entretanto, o profissional de saúde mental oferece aconselhamento extra sobre opções de tratamento e implicações, bem como terapias e indicações para o indivíduo, sua família e empregadores.
Após o diagnóstico, ainda restam três fases para completar o processo: a terapia hormonal,a experiência de vida real, também conhecida como teste de vida reale acirurgia para mudar a genitália e outras características sexuais.Para alguns transexuais masculinos (pessoas biologicamente nascidas mulheres em transição para homens), as fases podem começar com terapia hormonal, além de cirurgia de remoção de mamas que pode acontecer antes da experiência de vida real.
Leia a postagem que finaliza a sequência: Sexo Grupal e Troca de Casais seria um transtorno Sexual?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Transtornos da Sexualidade - I



Elemento dos mais importantes na determinação da personalidade humana, o sexo - e particularmente o comportamento sexual - é ainda um dos temas mais delicados e controvertidos da atualidade, com grande repercussão na área jurídica. Na medicina legal apresenta particular importância a questão dos transtornos sexuais. Segundo o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais) da Associação Psiquiátrica Americana, os transtornos sexuais englobam as disfunções sexuais, os transtornos da identidade de gênero e as parafilias.

Disfunções Sexuais: Neste grupo temos as perturbações do desejo sexual ou as alterações psicofisiológicas da resposta sexual que conduzem a uma total incapacidade copulativa ou a uma redução na qualidade do impulso sexual, levando a sofrimento acentuado e a dificuldades no relacionamento interpessoal. Dentro do capítulo das disfunções sexuais podemos citar:

 transtorno de desejo sexual hipoativo, caracterizado por uma persistente diminuição do impulso sexual ou da libido que não pode ser atribuída a outra origem, como depressão, por exemplo;

 transtorno de aversão sexual, no qual o paciente tende a evitar, esquivar-se do contato sexual genital com o parceiro;

 transtorno da excitação sexual feminina, evidenciada por incapacidade persistente ou recorrente de manter uma resposta de excitação sexual de lubrificação e turgescência até a conclusão do ato sexual;

 transtorno erétil masculino, que se traduz pela incapacidade de ter ou manter a ereção pelo tempo necessário à conclusão do ato sexual;

 transtorno orgásmico feminino (antigo orgasmo feminino inibido), caracterizado pelo atraso ou inexistência de orgasmo após a normal fase de excitação sexual;

 transtorno orgásmico masculino (antigo orgasmo masculino inibido), que se manifesta pelo atraso ou inexistência de orgasmo após a normal fase de excitação sexual;

 ejaculação precoce, que se traduz pelo orgasmo ou ejaculação, persistente ou recorrente, que ocorre com um estímulo sexual mínimo, antes ou logo após a penetração ou, de qualquer modo, sem que o paciente a deseje;

 dispareunia, evidenciada por dor genital recorrente, relacionada com o intercurso sexual e não provocada, nas mulheres, por vaginismo ou lubrificação insuficiente e nos homens ou mulheres por outras causas físicas. Embora a dor seja mais comumente experimentada durante a cópula, pode ocorrer antes ou depois;

 vaginismo, indicado por contração involuntária (espasmódica) recorrente ou persistente, dos músculos do períneo próximos ao terço exterior da vagina, sempre que tentada a penetração pelo órgão masculino, dedo, tampão ou espéculo e que não pode ser atribuída a outra causa física;

 transtorno sexual decorrente de uma condição médica geral, evidenciada por uma disfunção sexual significativa e que claramente é secundária a uma entidade mórbida primária, física ou psíquica, como, por exemplo, hipertensão, diabetes, hipotireoidismo, depressão ou dependência química.



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domingo, 15 de março de 2009

Parafilias: tipos e sub-tipos

Em postagem anterior (Delitos Sexuais e Parafilias), abordamos a conceituação das parafilias, sua classificação e aspectos jurídicos ligados a este transtorno da sexualidade. Hoje iremos mostrar os diferentes tipos de parafilia, lembrando que a existência pura e simples da Parafilia não justifica nenhuma condenação legal, desde que essas pessoas não transgridam e vivam em sua privacidade sem prejudicar terceiros.
Listamos abaixo as principais parafilias, tentando juntar as que mais se parecem em "sub-grupos". Entretanto essa não é uma classificação médica ou psicológica, mas sim uma forma de visualizar como algumas preferências sexuais podem ser algo motivante, no bom sentido, e como podem ser fruto de uma perversão, principalmente quando se torna a principal atividade sexual na vida de alguém.

SER O OUTRO

Travestismo: são pessoas que só conseguem ter prazer se tratados como o sexo oposto. Na maioria das vezes, homens que se vestem como mulheres. Observação: não são homossexuais.
Andromimetofilia: o homem que sofre de andromimetofilia prefere transar com mulheres que representem e se relacionem sexualmente como se fossem homens.
Ginemimetofilia: parecido com a andromimetofilia. Mas nesse caso, a preferência é por homens que se relacionem eroticamente como mulheres.
Autonepiofilia: a pessoa se excita ao fingir que é um bebê de fraldas e seu parceiro precisa trata-la como tal. Já quando a pessoa finge que é uma criança, o caso é de infatilismo parafílico, e quando é uma adolescente, estamos falando de juvenilismo parafílico.


IMAGENS
Voyeurismo: são pessoas que gostam de observar pessoas nuas ou tendo relações sexuais, sem o consentimento destes. É um risco, e é isso que provoca a excitação no voyeuristas. Enquanto assistem, eles se masturbam.
Agalmatofilia: nesse caso, a excitação não é com pessoas, mas com a observação de uma estátua ou modelo representativo de pessoa nua. Quando acontece da pessoa não apenas observar, mas também usar a estátua, chamamos de pigmalionismo.
Pictofilia: excitação obtida através da visualização de fotografias, imagens ou vídeos de atividades pornográficas ou obscenas, na presença do parceiro.

O OUTRO
Exibicionista: Sabe aqueles homens nojentos que às vezes, seja na praia ou em um canto da rua, mostram seus órgãos genitais e começam a se masturbar? Pois é, esse é o chamado exibicionista, e geralmente são homens tímidos que têm medo de contato sexual e, para sentir prazer, precisam chocar mulheres desconhecidas. Algumas vezes, essas pessoas têm a fantasia de que o observador ficará sexualmente excitado, o que só aumenta sua própria excitação.
Biastofilia: o indivíduo se excita quando, ao atacar uma pessoa desconhecida, esta aparenta estar aterrorizada.
Frotteurismo: pessoas que tocam e se esfregam em uma pessoa sem seu consentimento, geralmente em locais de grande movimento. Ele esfrega seus genitais contra as coxas e nádegas ou acaricia com as mãos a genitália ou os seios da pessoa, fantasiando um relacionamento exclusivo e/ou carinhos com essa.
Escatofilia: é quando a pessoa precisa ter conversas íntimas com pessoas conhecidas ou desconhecidas, com um linguajar vulgar. Tambem conhecida como telefonescaptofilia.
Somnofilia: o indivíduo só consegue se excitar quando acorda um desconhecido fazendo-lhe carícias eróticas, até mesmo o sexo oral, mas sem que seja preciso o emprego da força ou violência.
Narratofilia: A pessoa só obtem excitação se contar histórias eróticas ao parceiro, principalmente aquelas consideradas sujas, pornográficas ou obcenas.

IDADE
Pedofilia: Pedófilos são aqueles que se excitam com crianças ou pré-adolescentes, geralmente menos de 13 anos. Essa excitação pode ter natureza homossexual ou heterossexual e, geralmente, são homens tímidos que não se satisfazem com mulheres adultas, mas com crianças eles se sentem no controle da situação. A pedofilia pode se limitar a atividade de despir e observar a criança, ou tocá-la e afagá-la, ou mesmo exibir-se e masturbar-se na presença dela.
Efebofilia: atração por parceiros púberes ou adolescentes.
Gerontofilia: atração sexual por parceiros muito mais velhos (com a idade de seus pais ou avós, por exemplo).

ANIMAIS
Zoofilia: praticar sexo com animais ou assistir momentos de cópula é o que dá prazer ao praticante da zoofilia. Pode parecer estranho, mas isso acontece em regiões rurais. Normalmente, a prática desaparece quando a pessoa inicia um relacionamento com humanos.
Formicofilia: consiste na excitação através do contato com pequenos animais, tais como caracóis, rãs, formigas e outros insetos que deslizam, arrastam-se ou mordam os genitais, a região do períneo e os mamilos.

OBJETOS
Fetichismo: o fetichismo é um tipo de parafilia bastante comum, e nem sempre é prejudicial. Os meios que despertam o interesse sexual costumam ser calcinhas, soutiens, meias, sapatos, botas ou outras peças do vestuário feminino. O fetichista normalmente pede para que o parceiro use o objeto em durante as relações, ou pode ter uma relação especial com tal objeto, como se masturbar enquanto o segura, esfrega-lo ou cheira-lo. Algumas vezes, o objeto de fetiche pode ser partes do corpo - com tanto que não sejam diretamente ligadas ao sexo. Ou seja, mãos e pés podem ser um objeto de fetiche, mas não os seios ou a vagina.
Hifefilia: é quando a pessoa fica excitada por meio do toque ou roçar na pele de materiais que sejam utilizados nas áreas eróticas do corpo, tais como pelo, couro e tecido.
Misofilia: cheirar, mastigar ou realizar outra ação com roupas sujas, suadas ou com artigos de higiene menstrual é o que deixa o misófilo excitado.

CHEIROS E EXCREÇÕES
Olfatofilia: é a excitação a partir de odores das diferentes partes do corpo, principalmente os órgãos genitais.
Coprofilia: Outra doidera da parafilia são as pessoas que gostam de um sexo com fezes, urina ou vômito. O indivíduo excita-se e obtém prazer através do contato com excrementos ou inalação de seu cheiro. Quando a estimulação erótica se dá através do cheiro da urina, pode ser chamada de renifleurismo; se a urina for ingerida, chama-se urofilia.

MORTE E DOR
Necrofilia: pessoas que tem preferência por ter relações sexuais com cadáveres. São considerados psicóticos.
Acrotomofilia: preferência por pessoas que tenham alguma parte de seus corpos amputada, pois a excitação é proporcionada justamente pela falta daquela parte. Quando a excitação acontece quando um membro do próprio corpo é amputado, chama-se apotemnofilia ou amelotatista.
Sadomasoquismo: geralmente, para que o ato sadomasoquista aconteça, precisa ter um sádico e um masoquista. Mas é possível que haja uma relação apenas de sadismo ou de masoquismo, e nesse caso o outro parceiro não necessariamente entra na dança.O sádico é quem sente prazer quando provoca dor, sofrimento e humilhação moral a outra pessoa, que pode ou não consentir. Essa dor pode ser desde pequenas dimensões, como tapas e palmadas, passando por chicote, queimaduras, cortes, estupro, até a morte. O importante é que esses atos não são simulados, mas sim reais.Já o masoquista fica excitado com sofrimento. Algemas, roupas de couro e chicotes fazem parte da sua fantasia sexual. Assim como o sadismo, há o masoquismo "leve", mas também há o masoquismo do tipo "heavy".A mistura dessas duas práticas consiste no sadomasoquismo. Ora a pessoa causa a dor, ora a pessoa sofre. O sadomasoquismo de maneira leve é considerada uma prática comum.
Asfixiofilia: também conhecido como hipoxifilia, é quando a pessoa tenta intensificar o estímulo sexual pela privação de oxigênio, seja através da utilização de um saco plástico amarrado sobre a cabeça ou de alguma técnica de estrangulamento. Estima-se que só nos Estados Unidos entre 500 a mil pessoas morram acidentalmente por ano vítimas desta prática.
Autoasesinofilia: é a excitação relacionada à possibilidade de encenar ou manejar uma morte masoquista de si mesmo por assassinato.
Erotofonofilia: quando o sujeito se excita com a possibilidade de matar o companheiro, sendo a morte o seu momento de orgasmo.
Simforofilia: A excitação advém da possibilidade de ocorrência de um desastre, como um acidente de trânsito, por exemplo, e observação de suas consequências.

ROUBO
Hibristofilia: é a atração por criminosos perigosos, que tenham cometido crimes como violação, assassinato ou roubo armado.
Crematistofilia: o indivíduo se excita quando é obrigado a pagar ou então é roubado por sua parceira sexual.
Kleptolagnia: é a gratificação erótica provocada pelo roubo. Quando o roubo é na casa de um desconhecido ou parceiro em potencial, pode ser chamado de Kleptofilia.

CORPO
Estigmatofilia: atração por parceiros que tenham tatuagens, cicatrizes ou perfurações no corpo com finalidade de uso de jóias de ouro, principalmente na região genital.
Morfofilia: atração sexual por parceiros que possuam uma ou mais características particularizadas no corpo.
Clismafilia: refere-se à excitação erótica provocada pela injeção de alguma substância no reto, geralmente água ou solução medicamentosa.

E OS NORMAIS?
Normofilia: por incrível que pareça, ser certinho demais também pode ser considerado um parafílico. A normofilia é a excitação através da plena concordância com os padrões sociais, religiosos e legais.!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Delitos Sexuais e Parafilias

Parafilia é o termo atualmente empregado para os transtornos da sexualidade, anteriormente referidos como "perversões", uma denominação ainda usada no meio jurídico.
A Parafilia, pela própria etimologia da palavra, diz respeito à "para" de paralelo, ao lado de, "filia" de amor à, apego à. Portanto, para estabelecer-se uma Parafilia, está implícito o reconhecimento daquilo que é convencional (estatisticamente normal) para, em seguida, detectar-se o que estaria "ao lado" desse convencional.
Mas como definir o que é normal? O médico inglês Havelock Ellis afirma que "todas as pessoas não são como você, nem como seus amigos e vizinhos, inclusive, seus amigos e vizinhos podem não ser tão semelhantes a você como você supõe."
Culturalmente se reconhece o sexo convencional como sendo heterossexual, coital, com finalidade prazerosa e/ou procriativa, momentaneamente monogâmico.
Veja que o termo atrelado às condições sexuais supracitadas é "convencional" , evitando-se o termo "normal", devido ao fato das pessoas confundirem (erroneamente) o "não-normal" com o "patológico".
O DSM-IV fala das Parafilias como uma sexualidade caracterizada por impulsos sexuais muito intensos e recorrentes, por fantasias e/ou comportamentos não convencionais, capazes de criar alterações desfavoráveis na vida familiar, ocupacional e social da pessoa por seu caráter compulsivo. Trata-se de uma perturbação sexual qualitativa constando no CID(Código Internacional de Doenças) como Transtornos da Preferência Sexual, o que não deixa de ser absolutamente verdadeiro, já que essa denominação reflete o principal sintoma da Parafilia.
Está configurada a Parafilia quando há necessidade de se substituir a atitude sexual convencional por qualquer outro tipo de expressão sexual, sendo este substitutivo a preferida ou única maneira da pessoa conseguir excitar-se. Assim sendo, na Parafilia os meios se transformam em fins, e de maneira repetitiva, configurando um padrão de conduta rígido o qual, na maioria das vezes, acaba por se transformar numa compulsão opressiva que impede outras alternativas sexuais.
Algumas Parafilias incluem possibilidades de prazer com objetos, com o sofrimento e/ou humilhação de si próprio ou do parceiro(a), com o assédio à pessoas pre-púberes ou inadequadas à proposta sexual. Estas fantasias ou estímulos específicos, entre outros, seriam pré-requisitos indispensáveis para a excitação e o orgasmo.
Em graus menores, às vezes, a imaginação fantasiosa do parafílico encontra solidariedade com o(a) parceiro(a) na iniciativa, por exemplo, de transvestir-se de sexo oposto ou de algum outro personagem para conseguir o prazer necessário ao orgasmo.
Quanto ao grau, a Parafilia pode ser leve, quando se expressa ocasionalmente, moderada, quando a conduta é mais freqüentemente manifestada e severa, quando chega a níveis de compulsão.
A Psiquiatria Forense se interessa, predominantemente, pela forma grave, que para se caracterizar exige os seguintes requisitos:
1. Caráter opressor, com perda de liberdade de opções e alternativas. O parafílico não consegue deixar de atuar dessa maneira.
2. Caráter rígido, significando que a excitação sexual só se consegue em determinadas situações e circunstâncias estabelecidas pelo padrão da conduta parafílica.
3. Caráter impulsivo, que se reflete na necessidade imperiosa de repetição da experiência.
Essa compulsão da Parafilia severa pode vir a ocasionar atos delinqüenciais, com severas repercussões jurídicas. É o caso, por exemplo, da pessoa exibicionista, a qual mostrará os genitais a pessoas publicamente, do necrófilo que violará cadáveres, do pedófilo que espiará, tocará ou abusará de crianças, do sádico que produzirá dores e ferimentos deliberadamente, e assim por diante.
Ao analisar o agressor sexual dentro do Código Penal, deve-se estudar a conduta sexual de cada individuo particularizado, deve-se ter em mente que estes delitos também podem ser cometidos por indivíduos considerados "normais", em determinadas circunstâncias (como uso de drogas e/ou álcool, por exemplo). Também é importante levar em conta que as Parafilias não são, só por si mesmas, obrigatoriamente produtoras de delitos, e nem acreditar que os delitos sexuais são mais freqüentemente produzidos por pessoas com Parafilias.
Os delitos sexuais mais comuns são: violação, abuso sexual desonesto, estupro, abuso sexual de menores, exibicionismo, prostituição, sadismo, etc, mais ou menos nessa ordem.
Para o estudo do delito sexual da Parafilia (delito parafílico), deve-se considerar que a existência pura e simples da Parafilia não justifica nenhuma condenação legal, desde que essas pessoas não transgridam e vivam em sua privacidade sem prejudicar terceiros. Não devemos confundir a eventual intolerância sócio-cultural que a Parafilia desperta, com necessidade de apenar-se o parafílico.
A orientação profissional, quando acontece, precisa convencer a pessoa a tomar consciência de que deve viver sua sexualidade parafílica com a mesma responsabilidade civil da sexualidade convencional e que, apesar dela não ser responsável por suas tendências, ela o é em relação à forma como as vive. A Parafilia deve ajustar-se às normas de convivência social e respeito ao próximo.
Há referências científicas sobre o fato de muitos indivíduos parafílicos apresentarem um certo mal estar antecipatório ao episódio de descontrole da conduta, mal estar este que alguns autores comparam com os pródromos das epilepsias temporais. Não raras vezes essas pessoas aborrecem-se com seu transtorno e, por causa da compulsão, acham-se vítimas de sua própria doença.

Psicopatia Sexual e Parafilia
Como já dissemos, a Parafilia, por si só, não implica em delito obrigatoriamente. Muitas vezes trata-se, no caso de delito sexual, de uma psicopatia sexual e não de Parafilia. Os comportamentos parafílicos são modos de vida sexual simplesmente desviados do convencional, sem alcançar, na expressiva maioria das vezes, o grau de verdadeira psicopatia sexual. Assim sendo, os comportamentos sexopáticos não se limitam a condutas parafílicas e, comumente, podemos encontrar uma sexualidade vivida de forma bastante psicopática.
Também deve ser suspeitada de psicopatia sexual quando há Maldade na atitude perpetrada, isto é, quando o contraventor é indiferente à idéia do mal que comete, não tem crítica de seu desvio e nem do fato deste desvio produzir dano a outros. O sexopata goza com o mal e experimenta prazer com o sofrimento dos demais. Ainda de acordo com o perfil sociopático (ou psicopático), seu delito sexual costuma ser por ele justificado, distanciando-se da autocrítica. Normalmente dizem que foram provocados, assediados, conduzidos, etc.
Um dos cenários comuns à psicopatia sexual é a falta de escrúpulos do psicopata. Normalmente ele reduz sua vítima ao nível de objeto, destruindo-a moralmente através de escândalos, mentiras e degradação. Comumente ele tenta atribuir à vítima um caráter de cumplicidade, alegando com freqüência que "ele não é o único".
Outra peça comum ao teatro psicopático é a Refratariedade, ou seja, a incapacidade que eles têm de corrigir seu comportamento, seja por falta de crítica, seja por imunidade às atitudes corretivas (não aprendem pelo castigo). Quando se submetem voluntariamente a alguma terapia é, claramente, no sentido de despertar complacência, condescendência e aprovação. Depois de conquistada nova confiança, invariavelmente reincidem no crime.
No próximo artigo entenda as parafilias mais comuns: exibicionismo, fetichismo, frotteurismo, pedofilia, masoquismo, sadismo, fetichismo transvéstico, voyeurismo


Fonte: PsiqueWeb
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