sábado, 5 de dezembro de 2009

Homem se faz passar por professor e violenta menino de 6 anos em Brasília

BRASÍLIA - Um homem de 32 anos foi preso nesta sexta-feira em Brasília por abusar de uma criança. O pedófilo se passou por professor de matemática e de violão e violentou um menino de 6 anos durante as aulas. O homem foi flagrado pelo pai do garoto e já havia sido condenado por abusar de cinco crianças, todas menores de 10 anos.
- Na primeira ou segunda aula, o garoto já começou a mudar o comportamento. Se apresentava agressivo, diferente do usual. E o pai resolveu, no momento em que o autor estava dando aula para a criança, observar o comportamento dele de um local escondido; momento em que ele viu o autor abusando do filho dele - conta a delegada Alessandra Figueiredo.
O homem pode pegar até 15 anos de prisão. Foragido há um ano, ele foi levado novamente ao presídio da Papuda.


Professora que mandou aluno pintar pichação em escola paga à Justiça para evitar processo


PORTO ALEGRE - A professora Maria Denise Bandeira - que ficou conhecida por ter obrigado um aluno de 14 anos a pintar as paredes da escola pichadas por ele em Viamão, no Rio Grande do Sul - vai pagar à Justiça meio salário mínimo, o equivalente a R$ 232,50. O valor será pago a título de transação penal.
Em setembro, a promotora Daniela Lucca da Silva encaminhou ação por uma possível infração do Estatuto da Criança e do Adolescente, a de submeter criança ou adolescente a vexame ou a constrangimento.
Como Maria Denise não tinha condenações anteriores, a promotora ofereceu um dispositivo comum nestes casos, a chamada transação penal. Com o procedimento utilizado em juizados especiais, a ação é arquivada, evitando um processo. A professora optou pelo acordo e pagará o valor em duas parcelas.
- Ela não foi condenada a nada. O Ministério Público ofereceu um acordo e ela aceitou - disse o advogado Diogo Saltz.
Um dia depois de ter aceitado o acordo, a professora recebeu dezenas de ligações de apoio. Todos queriam ajudá-la a pagar o valor da transação penal estabelecida pela Justiça.
Como o número de pessoas dispostas a ajudar é maior que o valor, ela pediu que as doações fossem depositadas na conta do Conselho de Pais e Mestres da instituição. O dinheiro deve ser usado para comprar brinquedos.
- A gente vai fazer um Natal Luz bem legal para as crianças carentes da escola - disse Maria Denise.
O adolescente de 14 anos pichou a escola onde estuda dias após a comunidade ter feito um mutirão e pintado o prédio. A professora liderou um movimento para saber quem tinha sido o autor da pichação. Identificado o garoto, ela determinou que ele apagasse as marcas e fizesse retoques na pintura de outras oito salas de aula da Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Lucena. Parte da punição aplicada ao estudante, que estuda na 6ª série, foi gravada em vídeo por colegas de outras turmas e entregue ao pai do aluno. Revoltados, os familiares se queixaram à direção da escola e encaminharam e-mail à Secretaria Estadual da Educação criticando a ação da professora.
O pai do garoto saiu em defesa do filho e disse que ele apenas escreveu o nome dele na parede. " Nem sei dá para chamar de pichação ", afirmou.
A professora disse que o garoto já havia pichado outras vezes e que sequer havia contribuído com o valor de R$ 1 pedido aos alunos para ajudar a comprar tinta para o mutirão realizado pela comunidade.
Maria Denise afirmou que os professores se sentem abandonados nas escolas, diante da destruição, sem que ninguém tome providência: "No dia seguinte à pintura, eu estava com o braço tão dolorido que nem conseguia escrever no quadro. Mas ele disse para os colegas: 'eu vou ser o primeiro a pichar'.", contou a professora.
Na ocasião, o site do Globo perguntou aos leitores se eles achavam que a professora exagerou. Mais de 3 mil leitores participaram e a maioria deles 89,99% afirmou que a professora apenas externou sua revolta pela atitude do aluno. A parcela dos que acharam que ela exagerou foi de 10,01%. Confira o resultado


Ex-secretário de Sorocaba tinha mais de 2.100 imagens de pornografia infantil em computador da Prefeitura

SÃO PAULO - Preso desde agosto passado, quando foi flagrado com três adolescentes em um motel , o ex-secretário de Administração de Sorocaba, Januário Renna, 63 anos, tinha mais de 2.100 imagens de pornografia infantil no computador que usava na sede da secretaria. As fotos estão em poder da CPI da Pedofilia. Nesta sexta-feira, Renna foi a uma audiência da CPI no Fórum de Sorocaba e chegou com a cabeça coberta.
O senador Magno Malta, presidente da CPI da pedofilia, fez com que Renna se sentasse na cadeira a seu lado e começou a mostrar as fotos encontradas pela perícia no computador que ele utilizava na secretaria. Mesmo pressionado, o ex-secretário permaneceu calado durante todo o tempo e não quis falar sobre o assunto. A todas as perguntas feitas pelo senador, o ex-secretário deu a mesma resposta: "me reservo o direito de permanecer calado".
A audiência pública foi acompanhada por várias pessoas, inclusive um assessor da Prefeitura de Sorocaba.
A polícia de Sorocaba identificou outras seis meninas, todas menores de idade, que tivera, relacionamento com o secretário.
Renna foi preso em flagrante em um motel de Itu, a 80 km da capital paulista, vizinha a Sorocaba. Ele estava em um quarto com uma menina de 15 anos e duas de 14. As garotas disseram à polícia que cada uma receberia R$ 100 pelo programa.
Todos foram levados para a sede do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), em São Paulo. Foi uma denúncia anônima que fez a polícia investigar Renna por duas semanas, até fazer o flagrante.
Casado, pai de três filhos, Renna estava à frente da Secretaria de Administração de Sorocaba desde maio de 2005. Com o escândalo, foi exonerado.
Renna foi indiciado por induzir à prostituição menores de idade. Se condenado, o ex-secretário pode pegar até dez anos de prisão.
O ex-secretário está preso no Centro de Detenção Provisória de Sorocaba, com outros condenados por pedofilia, como o pediatra Eugênio Chipkevitch, condenado a 114 anos de prisão por abusar sexualmente de adolescentes, e o ex-padre Alfieri Eduardo Bonpani, que recebeu pena de 93 anos também por ter abusado de menores.


Orangotango que tira fotos faz sucesso com álbum no Facebook

Olhar de macaco

As fotos de uma "orangotango fotógrafa" que vive no zoológico de Viena, na Áustria, estão fazendo sucesso na internet.
Em apenas três dias, os retratos tirados por Nonja, uma fêmea de 33 anos, atraíram mais de 20 mil "fãs" para a página dela no site de relacionamentos Facebook.


O zoológico diz que teve a idéia de emprestar uma câmera a Nonja e aos outros orangotangos que compartilham a mesma jaula para quebrar a monotonia do ambiente.
Nonja foi a mais entusiasmada e tirou diversas fotos com uma câmera digital adaptada, que libera uma uva-passa cada vez que ela tira uma foto.
"Claro que os orangotangos não estão nem aí para as fotos, só sabem que apertando um botão aparece uma uva-passa", disse o porta-voz do zoológico, Gerhard Kasbauer.
Mas os milhares de fãs de Nonja não parecem se importar com a motivação das fotos, e já deixaram centenas de comentários a respeito do material.


As fotos de Nonja e informações do projeto podem ser encontradas no link para a página dela no Facebook: www.facebook.com/pages/Nonja/190010092116


Polícia de SP confirma atentado a bomba durante Parada Gay e prende sete de grupo neonazista


SÃO PAULO - Um grupo neonazista denominado Impacto Hooligan foi identificado como autor do atentado contra participantes da Parada Gay em São Paulo, ocorrido em junho passado. Mais de 40 pessoas ficaram feridas . Sete integrantes do grupo - quatro homens e três mulheres - foram presos e dois adolescentes foram identificados e responsabilizados pela explosão de uma bomba caseira na Rua Vieira de Carvalho, tradicional reduto de bares gays no centro de São Paulo. Apenas nesta sexta-feira os policiais da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi) confirmaram que o artefato era uma bomba caseira. Até então, a polícia paulista afirmava que os manifestantes tinham sido feridos por um rojão , provavelmente jogado do alto de um prédio. Mais de 3 milhões participaram da Parada Gay em junho passado. A explosão ocorreu por volta de 21h, na dispersão dos manifestantes.
A delegada Margarette Barreto, responsável pelo Decradi, afirmou que os neonazistas se misturaram no meio da multidão para jogar a bomba e que o atentado foi planejado pelo grupo. Segundo ela, o líder do Impacto Hooligan é um universitário de 19 anos - apelidado de Chucky - e todos os integrantes são jovens, com prováveis ligações com grupos neonazistas investigados no Sul do país. Eles costumavam se reunir na região das avenidas Augusta e Paulista e também em algumas estações do metrô da cidade. Em São Paulo atua ainda um grupo acusado pela morte de um casal de neonazistas no Paraná. O líder do grupo, um executivo, está preso.
Margarette afirmou que a identificação dos autores do atentado foi possível porque um dos organizadores da Parada Gay recebeu um email com ameaças e um link para um site na internet, onde podia ser vista uma foto em que alguns acusados da explosão aparecem. As imagens da foto, aliadas às da câmera de segurança de uma boate da Rua Vieira de Carvalho, permitiram chegar aos autores do crime. Ainda em junho, a polícia apreendeu na casa de um indivíduo identificado como neonazista farto material, como máscaras de terror, armas falsas, munição, roupas usadas no dia do atentado, botas com aço no bico e cadernos com anotações que comprovam a participação dos integrantes na explosão da bomba no centro de São Paulo.
Segundo a delegada, foi achado ainda um estatuto do 'Impacto Hooligan', no qual alguns princípios são "não ter dó dos inimigos", "jamais passais os locais de encontro do grupo para outros" e "nunca fugir de tretas", em referência a brigas. Os integrantes, segundo ela, agem principalmente contra homossexuais, mas apregoam também a discriminação a negros e judeus. Dois dos sete integrantes tinham sido detidos 10 dias atrás, acusados de crime de intolerância.
De acordo com a delegada, o objetivo dos acusados ao explodir a bomba depois da Parada Gay era deixar uma "marca" do grupo.
- Para eles isso era considerado um trofeu - disse Margarette.
Os sete presos foram indiciados e vão responder por lesão corporal contra 12 pessoas, uma vez que apenas 12 das mais de 40 vítimas da explosão da bomba compareceram à polícia para registrar boletim de ocorrência. Ambulâncias do Samu socorreram 21 vítimas e as demais procuraram hospitais com ajuda de amigos ou por conta própria. Os sete responderão ainda por formação de quadrilha e explosão. Segundo Margarette, alguns dos integrantes do grupo confessaram o crime, mas outros negam a participação.
- Com esta prisão as investigações da explosão na Parada Gay estão encerradas - disse a delegada.
A polícia descobriu que uma pessoa foi agredida por dois integrantes do grupo durante a parada, mas a vítima não quis que os acusados fossem processados.

Cozinheiro de 35 anos foi morto após a Parada Gay
Esta não foi a única agressão ocorrida na última Parada Gay em São Paulo. Na região da Consolação, quatro pessoas foram vítimas de agressão. Um dos agredidos, o cozinheiro Marcelo Campos Barros, de 35 anos, morreu. Barros foi agredido na Praça da República. Ele não teria participado da Parada e estaria apenas passando pelo local, segundo amigos dele.
A polícia paulista ainda investiga se o grupo neonazista Impacto Hooligan tem relação com a morte do garçom. O inquérito do assassinato de Marcelo Campos Barros ainda não foi concluído.
O último ato de violência durante a Parada havia ocorrido em junho de 2007. Depois da Parada Gay daquele ano, o turista francês Gregor Erwan Landouar, de 35 anos, foi morto com uma facada no abdômen, ao sair da lanchonete Ritz, na Alameda Franca, nos Jardins. Ele estava acompanhado de três pessoas, que tinha conhecido no local naquele dia. Menos de um mês depois, o punk Genésio Mariuzzi Filho, de 23 anos, apelidado de Antrax, foi detido. O rapaz, dizendo-se integrante da gangue Devastação Punk, confessou à polícia que praticou o crime para descontar a raiva por seu grupo ter perdido uma briga com uma gangue rival. Segundo a polícia, Genésio também tinha relações com o grupo Impacto Hooligan.
Durante o julgamento, ele afirmou que "deu azar" porque o caso foi amplamente divulgado pela mídia. Ele foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão.


O Globo

Baterista de 3 anos consegue patrocínio; assista



Um menino holandês de três anos de idade conseguiu um contrato de patrocínio como baterista.

Apesar de nunca ter tido aulas, o talento do menino impressionou os especialistas.
Agora, o nome de Valentijn figura ao lado de músicos profissionais nos livros do patrocinador, alguns deles famosos no país, e o menino também ganhou uma bateria profissional.
"Isso quase nunca acontece. Eu acredito que ele seja o menino mais jovem do mundo a assinar um contrato de patrocínio. Mas ele é um ótimo baterista. Ele é um talento verdadeiro", diz o patrocinador, Niels van den Berg.
A partir de agora, Valentijn vai começar a ter aulas.
"Eu quero ser um baterista de verdade", diz ele.


BBC Brasil

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Deficiência em perícia destrói grandes investigações


Deficiência estrutural e falta de procedimentos durante perícias, destruíram investigações importantes em Campo Grande, como o Caso Motel e o desaparecimento do menino Dudu.

As falhas voltaram a ser discutidas hoje, durante debate com a perita criminal Rosângela Monteiro, de São Paulo, responsável pelo caso que ficou conhecido como “Isabella Nardoni”. A presença dela deixou evidente como o trabalho correto pode solucionar casos até quando não existe testemunha.
Em Campo Grande, o “Caso Motel”, como ficou conhecido o duplo assassinato dos jovens Murilo Boarin Alcalde e Eliane Ortiz, é o típico exemplo do insucesso da perícia. Eles foram encontrados mortos em um quarto do motel Chega Mais, no Jardim Paulista, em 21 junho de 2005, e ninguém está preso pelos crimes.
“Começou mal e está terminando mal”, afirma a diretora da Coordenadoria de Perícias de Mato Grosso do Sul, Ceres Maksoud. Ela explica que quando a equipe de peritos chegou ao local onde os jovens foram encontrados havia muitas pessoas.
Ela explica que, desta maneira, não se sabe se o que foi deixado no motel era da cena do crime ou foi acrescentado.
Segundo Ceres, coletaram carrapicho, um indício de que a pessoa passou por outro local do casal ir ou ser deixado morto no quarto.
Foi apreendida uma bituca de cigarro e por meio de DNA a perícia identificou material genético compatível com o de Eliane.

Festa - Na sala onde era feita a necropsia dos jovens havia mais de 30 pessoas, entre funcionários da boate onde Eliane trabalhava como garota de programa, pessoas ligadas ao motel e policiais não relacionados à investigação.
Resolução criada em 2007 surgiu como um divisor de águas. Ceres garante que a norma define o que cada um deve fazer para não alterar a cena do crime.
Para Ceres, a regulamentação dá melhores condições de trabalho aos peritos. “Agora ele se tornou o verdadeiro dono do local do crime”, completa.
O caso Dudu, como ficou conhecido o desaparecimento do menino Luiz Eduardo Gonçalves, 11 anos, também tem deficiência de provas materiais. O menino foi morto, conforme a confissão de alguns envolvidos, e pedaços de ossos foram encontrados na área onde supostamente o corpo foi enterrado.
Duas pessoas estão presas e três adolescentes apreendidos pelo assassinato. No entanto, o DNA feito nos pedaços de ossos não comprovam que se trata do corpo do menino Dudu, que sumiu na região do Jardim das Hortênsias em 22 de dezembro de 2007.

Sucesso - Com uma realidade bastante diferente da sul-mato-grossense, peritos paulistas conseguiram desvendar o caso da menina Isabella Nardoni, crime ocorrido em 29 de março de 2008. O pai da garota, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Ana Carolina Nardoni, estão presos pela morte de Isabella.
Logo ao chegar no apartamento de onde a menina foi jogada, os peritos suspeitaram da versão do casal. Alexandre e Ana Carolina diziam que a casa havia sido invadida por um desconhecido.
A local do crime foi devidamente preservado e, desta maneira, foi possível elucidar o caso.
Com uma empresa terceirizada, e os peritos, a Coordenadoria de Perícias de São Paulo fez uma demonstração animada, rica em detalhes, que mostra o que ocorreu no dia do crime. O material, de nove minutos, traz até a expressão da menina quando foi agredida.
O trabalho aponta que dentro do carro, na chegada da garagem do prédio, a menina foi agredida na testa. O sangue foi limpo com uma fralda, que não havia sido localizada no primeiro momento da investigação.
No colo do pai, a menina chegou à sala, onde foi jogada no chão. Aos prantos, Isabella foi esganada pela madrasta e morreu.
Com base na perícia, foi concluído que Alexandre foi à cozinha, pegou uma faca e uma tesoura, usados para cortar a tela de proteção do quarto do apartamento de onde a menina foi jogada.

Rosângela ressalta que a perícia é fundamental para esclarecer um caso destes, onde não há testemunhas. No apartamento havia pingos de sangue e marcas deixadas na colcha da cama em que Alexandre subiu para jogar a menina.
Para Rosângela, como a cena do crime foi preservada, a equipe conseguiu traçar uma linha de investigação. Ela destaca que a prova testemunhal ou técnica têm o mesmo peso.

A perita criminal é coordenadora técnica do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística de São Paulo e atuou na investigação da morte de Isabella. Rosângela participa hoje do X Seminário Regional dos Peritos Oficiais de Mato Grosso do Sul, evento promovido pela APO/MS (Associação dos Peritos Oficiais do Mato Grosso do Sul).


Campo Grande NEWS

Justiça bloqueia bens de Abdelmassih



O médico está preso desde agosto, e responde a processo criminal, acusado de abusar sexualmente de mais de 50 mulheres.

Também foram bloqueados os bens do filho dele, Vicente Abdelmassih e da clínica de reprodução humana que eles mantêm no Jardim Europa, zona sul de São Paulo.
Foi determinado também o bloqueio de contas bancárias para garantir a possibilidade de indenização de pacientes que se apresentaram como vitimas do médico.
Roger Abdelmassih está preso desde agosto, e responde a processo criminal, acusado de abusar sexualmente de mais de 50 mulheres. O bloqueio atendeu a um pedido do Ministério Público Estadual. Os advogados do médico disseram que estão perplexos com a decisão. Segundo eles, as contas já teriam sido desbloqueadas.


SPTV

Juri Popular – Como Participar


O Júri Popular é formado por pessoas da sociedade e é responsável pelo veredicto de uma condenação. Geralmente o Júri é chamado em casos de crimes que deixam toda a sociedade chocada, assim com o assassinato da menina Isabela Nardoni e o caso de Suzana Von Richthofen. As pessoas não são escolhidas por classe social ou atividade e sim por antecedentes criminais.
A ficha do escolhido deve ser completamente limpa, sem nenhum problema com a justiça. Ele pode se candidatar ou ainda ser escolhido. Seu nome passa a constar numa lista elaborada pelo juiz-presidente da Comarca. Nas grandes cidades são enviados ofícios à empresas, bancos e outros tipos de locais para que sejam indicados funcionários para o júri.
Muitos profissionais aceitam a tarefa e participam do júri. Na verdade você não pode negar ao pedido do júri, apenas por uma alegação muito convincente e concisa. Quem tiver interesse em ser jurado voluntário também pode se inscrever no Tribunal do Júri de sua cidade. Sendo assim, o juiz-presidente escolhe os nomes que irão compor o júri de determinado julgamento.
Em caso de assassinatos polêmicos em que há provas e evidencias de que o suspeito realmente é o grande assassino, é difícil o júri não ser unânime na decisão de condenar o rel. Por isso se você deseja participar saiba que precisa estar em dia com a justiça e deve se candidatar no Tribunal do Júri de sua cidade. Se você não sabe onde fica, pode se informar no Fórum ou ainda na Câmara Municipal.


Mãe é suspeita de matar e jogar bebê no lixo em Florianópolis


FLORIANÓPOLIS - Uma jovem de 22 anos é suspeita de ter matado o próprio bebê e jogado o corpo da criança no lixo em Florianópolis. Ela teria escondido da família que estava grávida. A mulher deu entrada no Hospital Universitário (HU), no bairro Trindade, no fim da tarde de terça-feira, com uma hemorragia vaginal, alegando ter expelido um mioma. Ao atendê-la, os médicos desconfiaram das condições da jovem, que apresentava sinais de quem havia passado por trabalho de parto recentemente.
A equipe do hospital acionou a polícia e registrou um Boletim de Ocorrência (BO). Um médico legista foi chamado para diagnosticar a paciente. Resultado: os exames hormonais e de colo do útero apontaram para uma gestação completa.
Sem nunca ter admitido aborto, a mulher revelou que havia jogado o mioma no lixo do banheiro de casa e levado para o posto de coleta do condomínio. A polícia entrou em contato com a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), responsável pelo recolhimento de lixo na cidade, para averiguar a possibilidade de se achar o corpo do bebê.
A coleta, no entanto, ocorreu por volta das 17h de terça-feira. E, assim como grande parte dos dejetos coletados no município, os sacos de lixo do condomínio foram compactados e encaminhados para o aterro sanitário em Biguaçu, na Grande Florianópolis.
- Nós procuramos pela prova, todos os exames científicos comprovaram que ela havia acabado de ter tido um filho, mas a busca se tornou praticamente impossível. O corpo do bebê deve estar no aterro, em meio a 800 toneladas de lixo - disse a delegada Sandra Mara, da 6ª Delegacia de Polícia da Capital.

Família desconhecia gravidez
O marido da suspeita desconhecia a gravidez. Na casa da jovem, foram encontradas uma seringa e duas ampolas de um medicamento usado em hospitais para acelerar o parto, segundo a delegada. Ela teria confessado o uso do medicamento e contado que o havia comprado pela internet.
A mulher conversou com um psicólogo, mas não foi confirmado nenhum distúrbio mental.
- Acreditamos que foi um crime premeditado. Ela pensou no remédio que usaria, no horário em que o lixo seria recolhido e na desculpa que deu no hospital - afirma Sandra Mara.
Foi aberto inquérito para apurar o caso. A polícia está investigando se foi cometido um infanticídio (a suspeita teria tido a criança e depois matado) ou aborto (ela teria injetado medicamentos em si mesma para provocar a expulsão do feto).


Artesãs de comunidades pobres expõem seus produtos


A Mostra fica em cartaz no shopping Tacaruna até o dia 10 de dezembro

Artesãs que integram o Programa de Associativismo da Diretoria de Economia Popular e Solidária da Prefeitura do Recife expõem seus produtos até o dia 10 de dezembro no Espaço Cidadania do Shopping Tacaruna. Os produtos também estão à venda no horário de funcionamento do centro de compras.
Entre os trabalhos estão peças decorativas em madeira, artesanato em geral, reciclados, e artigos de cama e mesa confeccionados por mulheres de comunidades assistidas nos Grupos Lar Fabiano de Cristo, D’Art e Ilha de Deus.



Espaço Cidadania
O local vem acolhendo trabalhos desenvolvidos por muitas instituições filantrópicas e comunitárias de Recife e também outras vinculadas a órgãos públicos e privados.



Programa
O Programa de Associativismo da Prefeitura do Recife foi criado em 2001, e segundo a diretora Chris Campelo, tem o objetivo de apoiar e articular parcerias, acompanhar a organização de grupos informais, de associação e cooperativas com relação à formação, legalização jurídica e acesso ao crédito. A ação envolve 50 grupos totalizando cerca de 250 pessoas atendidas.


Homem é suspeito de oferecer R$ 500 por sexo com criança


Ele foi indiciado por pedofilia ao divulgar fotos de sexo com menores

Policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Francisco Morato, na Grande São Paulo, prenderam no sábado (28), no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, um homem de 26 anos suspeito de pedofilia na internet. Segundo a polícia, conversas gravadas com autorização da Justiça mostram que o preso ofereceu a uma mulher R$ 500 para fazer sexo com sua filha de 8 anos, além de postar fotos de crianças em cenas de sexo.
A investigação começou há três meses, quando uma funcionária pública de 30 anos, que mora em Francisco Morato, conheceu o suspeito em uma sala de bate-papo. Após conversar sobre diversos assuntos, o homem começou a falar sobre sexo com crianças.
“Ele disse que sentia prazer de fazer sexo com criança. Ele mandou fotos chocantes para ela, de crianças de 8, 9 anos”, afirmou a delegada Marilda de Jesus Reis Romani, da DDM. “Ela se chocou tanto e levou notebok para delegacia.”
Por orientação da polícia, a mulher fingiu demonstrar interesse e marcou de se encontrar com o suspeito. No sábado, ele foi preso ao desembarcar no aeroporto em Congonhas. Ele vinha de Santa Catarina, onde mora, para um congresso na capital paulista. Depois, pretendia se encontrar coma a funcionária pública para concretizar seu plano de manter relações com a filha dela.
“Ele negou relacionamento sexual com outras crianças, mas confessou prazer e compulsão sexual em ver fotos”, disse a delegada.
O homem foi indiciado por crime de pedofilia por divulgar fotos com cenas de sexo envolvendo criança (pena de 3 a 6 anos de reclusão) e por adquirir ou possuir cenas de sexo envolvendo criança ou adolescente (1 a 4 anos de reclusão e multa). Ele está cumprindo prisão temporária.



Favela Nova Holanda, por Tadeu Vilani




O fotógrafo Tadeu Vialni fotografou na Favela Nova Holanda no Rio de Janeiro, e conta um pouco essa experiência: Em 2007, conheci o fotógrafo João Roberto Ripper, durante o festival de fotografia de Porto Alegre, que nos mostrou o projeto da Escola de Fotógrafos Populares www.imagensdopovo.org.br sua sede fica na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. E desde então, tive vontade de conhecer o projeto, que acabou acontecendo na última semana de novembro, acompanhado dos fotógrafos Chico, Ratão Diniz e Fábio Caffé, que são alguns dos professores da escola, percorri as favelas Nova Holanda, Morro do Timbau e a baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré. Acompanhei o trabalho que estão realizando no Complexo do Alemão, que consiste em documentar as obras do PAC, que vai ligar algumas favelas por bondinhos, em cabos de aço.
A experiência foi muito enriquecedora, conhecer o cotidiano de uma favela, e perceber que a vida pulsa em toda a sua diversidade.

Tadeu Vilani

Focoblog

Zero Hora

Papai Noel entra na campanha do Novo Sinal


Taxista encarna Bom Velhinho e passa recomendações às crianças

Um taxista resolveu se fantasiar de Papai Noel e realizar ações educativas sobre a segurança no trânsito. Newton Boa Nova, 53 anos, tem sido visto nas ruas, vestido de Papai Noel, com seu táxi-trenó. Ele estende o braço junto às faixas e conversa com motoristas e pedestres. Para as crianças, a mensagem, estampada no seu táxi-trenó, é: "seja comportado como o Papai Noel, faça o sinal para atravessar na faixa".
— É muito importante o engajamento de todos na campanha por um trânsito mais seguro. As crianças ficam empolgadas com o Papai Noel e cobram dos seus pais a obediência às leis do trânsito — justifica o taxista. Não é a primeira vez que Boa Nova vai além de seu trabalho como motorista de táxi. Ele costuma enfeitar seu carro e entrar no espírito de diferentes festas e celebrações: na Páscoa, se veste de coelho. Na Semana da Pátria e na Semana Farroupilha, pinta as rodas do veículo com as cores do Brasil e do Rio Grande. E em época de carnaval, Boa Nova, circula por Porto Alegre com o carro enfeitado com serpentina e motivos carnavalescos.

Com informações da Prefeitura de Porto Alegre.


Zero Hora

Bebê de 5 dias vira garoto propaganda e bate recorde

'Eun-sung se tornou uma estrela por acaso', disse sua mãe.
Empresa de telecomunicações usou o bebê para divulgar um novo serviço.


Um bebê com apenas cinco dias de idade apareceu em um comercial de TV e vai entrar para o Guinness, livro dos recordes, como o mais jovem garoto propaganda, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (3) pelo jornal sul-coreano "Korea Times".
De acordo com o periódico, Park Eun-sung recebeu o certificado da marca do "Korea Record Institute", em nome do Guinness. Ele foi escolhido para estrelar o comercial por causa de sua incrível expressão facial, vencendo outros nove candidatos.
O anúncio foi gravado no início deste ano, apenas cinco dias depois de Eun-sung nascer. Ele nem sequer conseguia abrir os olhos. Uma empresa de telecomunicações usou o bebê para divulgar um novo serviço que será oferecido no país.
"Eun-sung se tornou uma estrela por acaso", disse sua mãe


G1

Mãe é detida pela GM por deixar bebê em carro


Janela de Parati foi quebrada por GM, ontem, à tarde.

A feirante A.M.N, 30 anos, moradora no Jardim Buriti, em Várzea Paulista, foi detida, na manhã de ontem, pela Guarda Municipal de Jundiaí. Ela é acusada de ´maus tratos´ contra a filha B., de 1 ano. Ela deixou a criança por aproximadamente 15 minutos no interior de uma Parati com os vidros fechados, na rua Zacarias de Goes, em frente da antiga sede da DAE, no Centro.
De acordo com o subinspetor da Guarda Municipal, Carlos Neves, a varredora de rua, Sinéia Leal da Silva, que trabalha para a empresa Tejofran, observou a criança no interior do carro e estranhou a ausência de um adulto. Resolveu, então, esperar a chegada de alguém, o que não ocorria. A mulher teria aguardado por 10 minutos, até ligar para a Guarda Municipal. Quando os GMs Carlos, Kenedy, Baldry e Valéria chegaram, também esperaram por algum tempo. Segundo o subinspetor, foram cerca de 5 minutos.
"Resolvemos quebrar o vidro da porta do passageiro, porque não dava para esperar a chegada da mãe", comentou, lembrando que a menina aparentava estar muito desidratada. Os guardas também acionaram agentes de trânsito, porque a Parati estava em local proibido. Como a equipe da GM estava em frente a um laboratório, uma enfermeira de nome Simone prestou os primeiros atendimentos. Ela constatou que a menina tinha princípio de hipotermia , suava muito e os batimentos cardíacos estavam acelerados.
Mãe contesta versão - Quando chegou ao local, a feirante disse que ´tudo ocorreu em apenas 2 minutos´. Ela explicou que parou a sua Parati para ir à loja "Fim do Mundo", onde pretendia comprar um "rolo" de massas. Porém, ao ouvir o som do alarme do carro saiu na porta da loja e viu a movimentação de guardas municipais. "Eu jamais iria fazer mal para a minha filha", disse a mãe, que está grávida.
Delegada revoltada - A delegada Fátima Regina Giassetti, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), considerou o fato ´grave´. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar, para procedimentos junto à Justiça. "Essa mãe pode ser condenada até a 3 anos de detenção", explicou a delegada Fátima. Esse foi o terceiro caso no no ano de abandono de criança dentro de carro em Jundiaí.

IVAN MARCOS MACHADO

Jornal de Jundiaí

Músicas antigas ganham nova vida com MP3


Se não fosse a internet, talvez você nunca conhecesse artistas e compositores do passado que marcam até hoje a cultura do nosso país. Ouça as músicas, leia as biografias e lembre-se: recordar é viver...

Pela internet a gente consegue viabilizar uma coletânea de músicas antigas. Tema para os saudosistas, aqueles que gostam de recordar canções que fizeram e fazem parte da cultura do nosso país. Músicas que de outra forma poderiam cair no esquecimento se não fosse a rede.
Recordar é viver. A web é quase uma máquina do tempo. De início, destaco logo a grande Chiquinha Gonzaga, a primeira mulher a se destacar na música popular brasileira.
Procurando, você consegue reviver uma das mais conhecidas marchas de Carnaval como “Ô Abre Alas”(1899) inspirada na cadência que os negros imprimiam à passeata carnavalesca, além de ser a primeira a reger orquestra no Brasil.
Confira grandes artistas como Ari Barroso, na divulgação da Bahia. É também compositor da “Aquarela do Brasil”(1939), uma verdadeira declaração de amor ao país, considerada praticamente um hino brasileiro.
Não posso deixar de mencionar o símbolo da alma brasileira, Carmem Miranda, que divulgou a imagem do Brasil nos Estados Unidos com seus trajes e faceirice.
Clara Nunes, alguém lembra? Famosa por canções calcadas em temas do candomblé, sua religião. E por sua indumentária, sempre de branco e com colares de origem africana.
Enfim, são muitos os artistas que contribuíram para a nossa história e cultura, impossível citar todos os grandes cantores e compositores.
Se hoje a gente entrar numa loja de CDs, dificilmente vamos encontrar as saudosas músicas que tanto sucesso fizeram no passado. Se não fosse a web, os imortais da nossa música estariam no esquecimento ainda mais.
A web resgata a possibilidade de termos oportunidade de conhecer e engrandecer a musicalidade de outrora como a polca, chorinho, samba canção…
Recuperar relíquias. Já imaginou ouvir e sonhar com músicas inesquecíveis, que fizeram parte das nossas vidas na época?
Uma boa dica é o Instituto Moreira Salles, contém acervo de cerca de cem mil músicas, além de literatura, artes plásticas, fotografia e cinema. Excelente para pesquisa e conhecimento.
O Vagalume é um site que o internauta só ouve a música e vê a letra. Minhas outras sugestões são o Kboing, BuscaMP3 e o Cliquemusic.
Faça uma boa viagem no tempo.
Acompanhe o Webinsider no Twitter.

Sobre o autor:
Marcia Castro (mmc.39@hotmail.com) é profissional de turismo e professora.

Publicado em 04/12/2009


Pornografia infantil leva motorista à cadeia


O fato de se passar por criança ao acessar a internet levou para a prisão o motorista José Milton dos Reis, 40 anos. Ele foi detido na tarde de quinta-feira, em São Caetano, acusado de posse de material pornográfico envolvendo adolescentes. Entre os cerca de 20 arquivos encontrados em seu computador estavam fotos que seriam de um sobrinho de 13 anos, sem roupas.
Reis teria despertado a atenção do proprietário de uma lan house na Vila Gerty, ao utilizar o site de relacionamentos Orkut e o comunicador MSN. Numa das mensagens registradas, ele questionava a preferência sexual de uma adolescente.
O dono da loja acionou então a GCM (Guarda Civil Municipal). Quando os guardas estacionaram a viatura em frente ao estabelecimento, Reis tentou deixar o local às pressas, sendo detido.
Na casa do motorista, no Jardim Oratório, em Mauá, foram apreendidos um computador e um pen-drive com arquivos de pornografia infantil, além de cartas de jovens. Ele teria afirmado que utilizava fotos e vídeos de adolescentes para se satisfazer sexualmente.
O caso foi registrado no 3º DP de São Caetano. A polícia irá agora tentar descobrir quem são os jovens com quem Reis mantinha contato.


Evandro Enoshita
Diário do Grande ABC

Médicos retiram pedaço de catéter de coração de bebê


Pedaço foi deixado no coração do menino há sete meses e foi descoberto em exame de raios-X

Terminou há pouco o procedimento de retirada de um pedaço de catéter do coração de Enzo Antônio dos Santos Barbosa, de sete meses de idade. O processo de acesso vascular, feito na Santa Casa, estava previsto para durar cerca de duas horas, mas o equipamento foi retirado, com sucesso, em aproximadamente trinta minutos.
Inicialmente, acreditava-se que foi deixado um pedaço de 2,5 centímetros, mas foi encontrado um de 6 centímetros. O pediatra neonatologista José Mendes de Carvalho Filho, explica que a medida não foi uma cirurgia, mas um cateterismo de veia umbilical: o catéter, introduzido por meio de uma veia, 'pinçou' o pedaço que estava no coração.
Mendes ainda não viu o bebê, mas diz que geralmente, em processos de acesso vascular, o paciente recebe alta depois de 36 a 48 horas. Nesse tempo, é observado se há alguma alteração, por se tratar de um procedimento extremamente invasivo.
O pedaço do catéter foi descoberto há alguns dias, quando a mãe levou o menino a um posto de saúde por conta de uma gripe e o exame de raios-x detectou o material. O equipamento foi colocado quando o menino nasceu pois apresentou problemas cardíacos, mas deveria ter sido retirado integralmente.
A chefe da pediatria do hospital, Aby Jane da Cruz Montes Moura garante que, neste caso, não houve erro médico. "Na retirada do cateter, teve algum problema que não detectamos no momento", disse ela. (atualizada às 13h52 para retificação de informação).


TV Morena

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crimes com morte crescem 5% em Curitiba


Média passou de 4 para 4,6 assassinatos por dia, de janeiro a novembro deste ano, na comparação com 2009
Houve 200 homicídios a mais


Adriano Ribeiro, Aline Peres e Paola Carriel
As mortes decorrentes de crimes violentos aumentaram em Curitiba e região metropolitana (RMC) e, mesmo sem contar o mês de dezembro, os números de 2009 já superam em 5% os do ano passado inteiro, passando de 1.465 para 1.534. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) diz ter investido mais de R$ 6 bilhões em segurança no estado desde 2003, mas ainda assim a média neste ano na capital é de 4,6óbitos por dia, contra taxa de 4 em 2008. Só em três meses (março, maio e agosto) as ocorrências que acabaram em morte diminuíram em relação a igual período do ano anterior. Nesses 11 meses houve exatamente 200 assassinatos a mais do que no mesmo período de 2008.
Para reduzir o índice de crimes violentos é preciso investimento em áreas como prevenção, inteligência policial, infraestrutura, treinamento e melhores salários. Mas no Paraná o número de policiais está defasado e a categoria sofre com baixos salários. A quantidade de investigadores civis (cerca de 3 mil) deveria dobrar, por exemplo. Esta é a opinião do advogado e integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dálio Zippin. Ele afirma que esse déficit tem reflexo direto nos assassinatos. “Grande parte das delegacias não tem equipe para investigação. A impunidade gera mais crime”, salienta.
Outra crítica é em relação ao Mapa do Geoprocessamento, elaborado pela Sesp. Para Zippin, não basta somente apontar os locais onde acontecem mais crimes, mas também o perfil das vítimas e dos criminosos, além do seu modo de operação. “Falta planejamento estratégico e ação depois do geoprocessamento pronto. O crime está nos engolindo”, diz. Outra área essencial é a prevenção. Para especialistas em segurança pública, não se diminui a violência somente com mais policiamento.
“Ações policialescas geram somente repressão, mas não necessariamente resolvem o problema. Por isso acreditamos na educação”, afirma a coordenadora técnica do Projeto Não-Violência, Adriana Cristina de Araújo Bini. A instituição promove ações preventivas com educadores de escolas públicas de Curitiba e RMC e, no ano passado, chegou a 17 mil alunos. “A diminuição dos índices de violência passa por uma mudança de cultura também, que deve ser mais pacífica”, opina.

Recorde do mês

O último mês de novembro foi o mais violento do ano na capital e na RMC. Foram 170 mortes violentas registradas em 30 dias, de acordo com dados do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. O índice é o mesmo de janeiro, que também registrou 170 homicídios. No entanto, o primeiro mês do ano teve um dia a mais. Os números do penúltimo mês deste ano superam em 15% fevereiro de 2008, considerado o mais violento do ano passado, com 148 mortes.
A média de novembro é de 5,7 mortes por dia. Assim como nos meses anteriores, a maioria foi ocasionada por ferimentos com arma de fogo (136). As ocorrências com arma branca causaram 20 óbitos (um recorde neste ano) e as agressões físicas foram o motivo de 14 mortes.
O advogado Dálio Zippin diz que cidades como Medellin, na Colômbia, com número de habitantes semelhante ao da capital paranaense, seguiram o caminho da prevenção e tiveram bons resultados. Uma das ações foi ampliar o número de bibliotecas. Junto com uma qualificação da polícia local, deixaram para trás o assustador número de mais de 6 mil mortes violentas por ano. “Hoje nossa polícia age com muita violência e tem pouco resultado”, afirma o jurista.

Perfil das vítimas

O perfil das vítimas da violência crescente em Curitiba e região metropolitana tem sido de pessoas cada vez mais jovens, conforme o levantamento dos boletins do Instituto Médico Legal. Em relação a 2008, o número de crianças e adolescentes entre a faixa de 12 a 18 anos chegou a crescer em 92%.
Porém as mulheres também têm sido alvo da violência cotidiana. Em oito meses do ano, o mesmo levantamento diário apontou mais de 25% de mulheres envolvidas em mortes cometidas por arma de fogo. Na grande maioria dos casos, devido ao envolvimento com o uso ou o tráfico de drogas, além de casos de violência doméstica. Somente em novembro, foram 18 crimes cometidos contra o sexo feminino. A média, até então, era de 11 mortes por mês.

Fonte: Gazeta do Povo - PA

PLS prevê que dados pessoais de pedófilos condenados devem ir para a internet


Qualquer cidadão previamente cadastrado poderá ter livre acesso a banco de dados de condenados em sentenças definitivas por crimes de pedofilia. É o que prevê projeto da senadora Marisa Serrano aprovado pela CCJ nesta quarta-feira, 2/12. Pelo texto (PLS 338/09 - clique aqui), esse banco deverá conter nome completo, data de nascimento, endereço residencial e do local onde trabalha ou estuda o indivíduo, além de sua fotografia e o crime pelo qual foi sentenciado. A matéria segue para a CDH, para decisão terminativa.
A intenção, explica a senadora, é dotar o Brasil de recurso de defesa social já usado com sucesso nos Estados Unidos. Isso permitirá aos pais saber da existência de pedófilos que tenham cumprido pena residindo próximo à residência ou à escola de seus filhos. Assim, terão como identificar fisicamente essas pessoas e adotar medidas de proteção, destacou. Para a autora, o acesso aos dados é justificável como ação de defesa, já que a pedofilia é um transtorno psiquiátrico que não desaparece com a simples repressão penal.
Marisa Serrano ressalta que "o projeto defende a idéia de responsabilidade social compartilhada, importante para os casos em que o Direito Penal não fornece resposta suficiente", e a pedofilia é um desses casos.
Para o relator da matéria, senador Alvaro Dias, a criação desse banco de dados pode contribuir para que se evitem novos crimes sexuais pela reincidência do pedófilo. Se tiverem conhecimento de que um condenado que cumpriu pena por esse tipo de crime passou a residir perto próximo à sua casa ou à escola dos filhos, afirma o senador, os pais poderão adotar restrição de horário, evitar que as crianças ou adolescentes permaneçam sozinhos e mantê-las acompanhadas no trajeto para a escola.
Marisa Serrano diz ter se inspirado na legislação estadual da Flórida e na lei federal dos Estados Unidos sobre o tema - lei 109-248. Pelo texto aprovado, o banco de dados será mantido em sítio governamental na internet. O usuário cadastrado poderá usar um código postal ou uma área geográfica para identificar possíveis pedófilos residindo no raio indicado. Como observa a senadora, o cadastro de usuários será também proveitoso para que o Estado, em caso de violência contra o pedófilo, possa ter conhecimento das pessoas que acessaram seu perfil, o que poderá ser útil ao início de possível investigação criminal.
Todas as informações contidas no banco de dados serão fornecidas pelo próprio condenado ao juiz de execução, cabendo a hipótese de responsabilização penal por omissões e falhas, inclusive pela quebra da obrigação de manter o cadastro atualizado.

Fonte: Migalhas

Estudante sofre acidente em colégio da Barra e perde dois dedos do pé


Menino, de 12 anos, foi atingido por rebocos de um muro.
Diretores do Anglo-Americano avisaram família e visitaram aluno.

Um menino de 12 anos, aluno do Colégio Anglo-Americano, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, perdeu os dois dedos do pé esquerdo ao ser atingido por parte de um muro que desabou num corredor da unidade de ensino. Segundo testemunhas, a vítima e outros colegas se dirigiam à sala de aula, depois do recreio, quando aconteceu o acidente, no dia 18 de novembro.
O menino, que está internado há 15 dias, será submetido nesta sexta-feira (4) à sexta cirurgia. As intervenções cirúrgicas realizadas até o momento não conseguiram impedir a necrose de dois dedos, que foram amputados pelos médicos. O precaução agora evitar que a infecção comprometa todo o pé do garoto.
Os pais do menino, que é botafoguense e adora jogar futebol, estão inconsoláveis. De acordo com a mãe, Daniela Carneiro dos Santos, no dia do acidente, ela recebeu um telefonema da diretora Maristela (Maristela de Oliveira Paulo e Braga) dizendo que seu filho “havia sofrido um pequeno acidente” e que estavam na Clínica Notres, que tem convênio com a instituição.
Antes de chegar ao local, Daniela disse que recebeu outro telefonema da mesma diretora afirmando que os médicos teriam dito que “a coisa era mais séria” e recomendaram que o menino fosse transferido para outro hospital, com mais recursos.
“Cheguei lá na clínica e encontrei meu filho com o pé enfaixado, chorando muito de dor. Imediatamente eu o levei para o (hospital) Barra D’or, que atende pelo meu plano de saúde. A preocupação, agora, é com a recuperação de nosso filho, mas depois queremos saber se houve algum tipo de irresponsabilidade do colégio”, disse Daniela.

Diretores visitaram aluno acidentado
Daniela contou que o ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), que é presidente licenciado do colégio, esteve no hospital, acompanhado do filho, Rodrigo Suassuna, que é advogado e diretor vice-presidente da instituição, para saber como estava o menino.
“Ele trouxe um aparelho de DVD e uns CD’s para o meu filho, mas em nenhum momento perguntou se a gente estava precisando de alguma coisa”, disse a mãe do menino.
Por meio de uma nota, o diretor João Pessoa de Albuquerque confirmou que a mureta caiu no pé do aluno por uma "fatalidade" e que a Defesa Civil esteve no colégio "mas nada constatou que levasse à interdição do local. A mureta não apresentava nenhum risco de cair, mas pediram para retirar toda a mureta e isolar a área, inclusive confirmado pelo próprio CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura)".
Acrescentaram ainda que "tudo que está sendo solicitado pela família entre psicólogos, especialistas na área ortopédica, anestesista e acompanhamento escolar" está sendo atendido.
"O nosso contato com a família é permanente e será permanente. Tudo o que o aluno precisar, o colégio colocará à disposição dele. Foi uma fatalidade. A mureta existia há 10 anos", conclui a nota.


Crianças faturam até R$ 2 mil em faróis, esquinas e feiras de SP


Com chegada das festas de fim de ano, rendimento da mendicância infantil salta de R$ 40 para R$ 70 por dia

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo tem pelo menos 245 pontos - entre cruzamentos, semáforos e feiras livres - em que há concentração de mendicância infantil. Nesses locais, meninos na maioria com idade entre 8 e 11 anos conseguem fazer a esmola render até R$ 2 mil por mês. O mapeamento foi feito por equipes de agentes sociais ligadas à Prefeitura. Os técnicos afirmam que essas mesmas áreas tendem a ficar mais disputadas pelas crianças com a proximidade das festas de fim de ano. Garotos e garotas sabem que a solidariedade aflorada reverte-se em mais dinheiro quando pedem esmola nas janelas dos carros ou quando apresentam malabares.
O raio X da mendicância urbana de crianças e adolescentes foi coordenado pelo pedagogo Itamar Moreira, com o auxílio do Instituto Social Santa Lúcia e o grupo Presença Social nas Ruas, entidades conveniadas à Secretaria Municipal de Assistência Social (SMADS), responsáveis por projetos de combate à mão de obra infantil.
Moreira contou os casos e regiões de incidência durante todo ano passado e publicou o livro com os resultados em outubro deste ano. Dos 245 pontos revelados, 25,7% estão em Pinheiros, zona oeste; 17,1% em Santo Amaro, zona sul, e 15,1% em Santana, zona norte. Lapa, Vila Mariana, Mooca, Jabaquara, Saúde, Moema e centro são as outras regiões de maior concentração dessas crianças.
"Perto do fim de ano, o trabalho de tentar resgatar os meninos fica ainda mais complicado, porque eles ganham muito mais dinheiro nesta época", afirma Moreira. Jonathan, de 13 anos, - um dos meninos atendidos pela entidade - confirma o adicional no rendimento. Ele costuma ganhar R$ 40 por dia. Mas, entre novembro e dezembro, em abordagens de só "dois ou três carros" que passam pela Avenida Brasil (onde faz malabares), "dá para levar uns R$ 70 contos."
Não é o aumento da renda o único desafio do trabalho de resgate dos meninos das vias públicas, diz Moreira. "Outro complicador é que a população no geral tem resistência em enxergar esses meninos como vítimas de exploração de trabalho. Se em vez do malabares, eles estivessem com uma enxada nas mãos, a associação seria imediata. Mas como as crianças nos faróis já fazem parte do cenário dos cruzamentos, parecem que ficam invisíveis."
Gabriella Bighetti, gerente de projetos da Fundação Telefônica - que por meio do projeto Pró Menino trabalha a questão da mão de obra infantil nas metrópoles - cita outros perigos a que crianças "invisíveis" estão expostas. "Aliciamento criminoso, exposição ao uso de drogas e abuso sexual", completa. Outras vulnerabilidades são a exposição ao sol sem proteção e desidratação.
Anderson, de 16 anos, mostra sua cicatriz na perna direita como exemplo de um outro perigo do dos faróis. "Foi um jipe que me pegou. Fiquei internado dois meses na Santa Casa", conta, ao citar que muitos dos seus amigos "já foram atropelados."


Mãe acorrenta filho e sai com o namorado em São Paulo


SÃO PAULO - A polícia prendeu uma mulher que acorrentou o filho de 7 anos e saiu de casa com o namorado no Jaraguá, na Zona Oeste da capital paulista. Os policiais encontraram a criança às 20h desta quarta-feira depois de uma denúncia de uma vizinha. O menino disse que foi acorrentado à 13h pela mãe. Ele tinha um cadeado no tornozelo.
A mãe, Andrea Novaes Peixoto, foi encontrada em uma lan house. Ela disse que acorrentou o filho porque está desempregada e precisava procurar uma vaga de trabalho. A acusada alegou que foi à lan house mandar currículos pela internet.
O Conselho Tutelar encaminhou a criança a um abrigo e a Justiça é que vai decidir com quem ele vai ficar. Andrea vai responder por cárcere privado e abandono de incapaz.


Médicos britânicos testam ressonância magnética de fetos em 3D



Médicos britânicos estão testando um novo exame de ressonância magnética que produz imagens do feto na barriga da mãe em três dimensões.

Segundo os especialistas, o exame deve permitir melhores diagnósticos de problemas no cérebro, como crescimento anormal, deformidades, ferimentos e outras alterações que podem levar à paralisia cerebral ou ao autismo.
As pesquisas estão sendo feitas no Hammersmith Hospital, em Londres.
O uso do exame de ressonância magnética para observar o desenvolvimento do feto é rotineiro em vários hospitais, mas a equipe do hospital londrino é a primeira a oferecer o novo ultrassom em 3D.
O exame tradicional é menos efetivo porque os pacientes têm de ficar imóveis enquanto ele é feito, o que torna difícil obter-se imagens do feto no útero com boa qualidade.
A pesquisadora Mary Rutherford, envolvida no estudo, disse que a equipe contornou o problema fazendo imagens múltiplas do cérebro do bebê e sobrepondo-as umas às outras para criar uma imagem tridimensional.
"Estas informações vão ajudar os obstetras a decidir se um bebê tem grandes chances de apresentar problemas de desenvolvimento ou se é indicado fazer um parto mais cedo, já que o crescimento do cérebro pode ser melhor fora do útero", disse Rutherford à BBC.
Como parte do estudo, o Hammersmith Hospital oferecerá a todas as pacientes grávidas a oportunidade de fazer o exame.
Desta forma, os pesquisadores poderão reunir um grande número de imagens de cérebros, normais ou não, para suas análises, disse Rutherford.
"O que estamos tentando fazer com os exames de ressonância magnética em fetos é melhorar nossa compreensão de como o cérebro do feto se desenvolve, tanto de forma anormal como normal."

Belas Imagens
Rutherford explicou que a equipe vem estudando o cérebro dessa forma há dois anos e agora está se concentrando em problemas específicos, como a restrição ao crescimento do feto no útero, um problema que produz altos índices de mortalidade.
"Este é um problema real em obstetrícia. Os bebês que sobrevivem frequentemente nascem prematuramente e são suscetíveis a alterações no cérebro e inflamações nas vísceras", disse a especialista.
"E mesmo se eles conseguem escapar desses problemas, se você os observa na escola, eles não se saem tão bem como seus colegas, ou seja, alguma coisa está afetando o seu desenvolvimento".
Rutherford disse que a equipe deve monitorar as crianças afetadas por restrição ao crescimento durante pelo menos dois anos e, possivelmente, na fase escolar.
Ela disse que a simples observação do cérebro já permite ver áreas de preocupação - um cerebelo pequeno, por exemplo, pode estar associado ao comportamento autista.
Ventrículos grandes podem estar associados a dificuldades de aprendizado.
Rutherford disse, no entanto, que para a maioria dos pais, cujos bebês não têm problemas, os exames em 3D são uma experiência positiva. E a equipe oferece cópias do exame aos pais.
"Essas imagens são simplesmente maravilhosas", disse a especialista. "Em alguns casos, quando o bebê morre, isso é única imagem que vão poder guardar", disse.

Bebê Miller
A britânica Sian, que perdeu seis bebês em gestações anteriores, tem um filho de um ano e meio e está grávida do bebê Miller.
Ela fez o exame de ressonância magnética e concluiu que o feto, com quase sete meses, está bem.
"Me preocupo a cada minuto de cada gravidez, então esse exame, com 27 semanas de gravidez, me tranquilizou."
"Foi ótimo, dava para ver o bebê engolindo e se mexendo. Tudo parece normal."


BBC Brasil

Pai de menino alvo de disputa entre EUA e Brasil depõe no Congresso americano


O pai do menino Sean Goldman, retido no Brasil há quase seis anos, prestou depoimento nesta quarta-feira na Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos e criticou a demora das autoridades brasileiras em resolver o caso.

“O Brasil continua a abrigar 66 crianças americanas, incluindo Sean, violando leis internacionais”, assinalou. “Aparentemente, o governo americano não pode fazer nada para proteger seus cidadãos deste furto de nossas crianças, os mais vulneráveis entre nós.”
Sean, de nove anos, se tornou alvo de disputa entre o pai americano e a família da mãe brasileira, Bruna Bianchi, morta em agosto de 2008.
O pai do garoto, David Goldman, tenta recuperar a guarda do filho desde 2004, quando Bruna viajou ao Rio de Janeiro para visitar os pais e não voltou aos Estados Unidos. Desde a morte de dela, durante o nascimento da primeira filha com o novo marido, o advogado João Paulo Lins e Silva, é ele quem detém a guarda do garoto.
Nesta quarta-feira, David Goldman foi uma das testemunhas, junto com outros pais, da audiência que discutiu o sequestro internacional de crianças americanas por cônjuges estrangeiros.
Durante o tempo em que teve a oportunidade de explicar o caso de seu filho na Comissão de Direitos Humanos da Casa dos Representantes, Goldman afirmou que o Brasil está descumprindo tratados internacionais e impedindo que diversas crianças possam retornas as suas casas.

Justiça brasileira
O caso da guarda de Sean aguarda parecer do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, que está julgando recurso impetrado pela família brasileira do garoto contra a decisão do juiz federal de primeira instância Rafael Pereira Pinto, que, em junho, determinou o retorno de Sean aos Estados Unidos.
Segundo Mark DeAngelis, co-fundador da campanha online batizada de Bring Sean Home (Tragam Sean para Casa), durante a audiência no Congresso americano, foram realizados dois painéis explicativos. O primeiro, em que pais, como Goldman, tiveram a oportunidade de chamar a atenção dos congressistas sobre a demora das autoridades em resolver os casos de seus filhos.
No segundo painel, advogados e juízes convidados puderam falar sobre as implicações jurídicas destes casos e esclareceram porque as crianças ainda não retornaram aos Estados Unidos.
“Na audiência, muitos congressistas manifestaram desapontamento e frustração com o Brasil por não entregar estas crianças”, disse DeAngelis.
Conforme apoiadores de Goldman, existem hoje cerca de 1, 9 mil casos envolvendo 2,8 mil crianças levadas dos Estados Unidos para outros países. Entre elas, 66 moram atualmente em solo brasileiro.
Na página da campanha, aparece um pedido a americanos e brasileiros que liguem para o Congresso dos Estados Unidos pedindo que aprovem a proposta de lei prevendo penas mais severas às nações que não respeitarem as leis internacionais, incluindo embargos e cancelamento de tratados comerciais.
De acordo com o congressista Chris Smith, integrante da Comissão de Direitos Humanos, Goldman e seu filho perderam mais de cinco anos de suas vidas juntos enquanto o governo brasileiro tem permitido que este caso se arraste “interminavelmente”.
“O Brasil não tem cumprido os tratados internacionais sobre sequestro de crianças, que foram assinados voluntariamente”, disse Smith. “Os direitos humanos de David Goldman como pai, seus direitos baixo as leis americanas e os tratados internacionais, tem sido ignorados.”
O litígio pela custódia de Sean chegou a ser tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega americano Barack Obama, que defendeu Goldman e se comprometeu a seguir o caso de perto.

Já Lula diz que o governo acatará a decisão que vier a ser tomada pela Justiça.


Exame mostra pedaço de cateter 'esquecido' em coração de bebê no Mato Grosso do Sul


CAMPO GRANDE - O pedaço de um cateter foi esquecido dentro do coração de um bebê de sete meses de idade, no Mato Grosso do Sul. Enzo Antônio dos Santos Barbosa será submetido a cirurgia ainda esta semana para retirada do equipamento, colocado no Hospital Universitário depois que o menino nasceu e apresentou problemas cardíacos, há sete meses.
Nos primeiros dias de vida, o pequeno Enzo teve convulsões, pneumonia e problemas cardíacos, sendo necessária a implantação do cateter para salvar a vida do bebê. Em duas semanas, ele se recuperou e recebeu alta.
A mãe dele, Silvana Barbosa, descobriu o problema há poucos dias, quando levou o filho a um posto de saúde, por causa de um resfriado. Um raio x revelou que a criança tem um pedaço de 2,5 centímetros de cateter no coração. Agora, os pais querem saber por que o equipamento não foi totalmente retirado e quem são os responsáveis pela confusão.
- É grave. O cateter está introduzido em uma das veias do coração dele. É triste, só quem é mãe sabe a dor que estou passando - disse Silvana.
A chefe da pediatria do hospital, Aby Jane da Cruz Montes Moura, diz que o cateter deve ser retirado do corpo do paciente em até cinco dias. Mesmo assim, garante que, neste caso, não houve erro médico.
- Erro médico é quando você erra sabendo o que fez. O procedimento de passar o cateter foi devidamente feito. Na retirada do cateter, teve algum problema que não detectamos no momento - disse Aby.
O caso já está sendo analisado pelo Conselho Regional de Medicina. Para Antônio Carlos Bilo, presidente da entidade, é precipitado afirmar que houve erro.
- Não se pode falar em erro médico porque seria um pré-julgamento. O que houve vai ser esclarecido pelo conselho - disse Bilo.
A família denunciou o caso à Associação das Vítimas de Erro Médico, que acionou o Ministério Público Federal.
- Eu queria era que meu filho sarasse logo, que um médico viesse aqui e falasse "Pai, retiramos o cateter e seu filhos está bem". Se Deus quiser vai acontecer isso - afirmou o pai de Enzo, Evandro dos Santos


Lei Maria da Penha também obriga à pensão alimentícia


A Lei n. 11.340, de 07 de Agosto de 2006, conhecida como “Lei Maria da Penha”, sabedora das peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar, estabelece em seu Art. 22, Inciso V, o direito da mulher ofendida aos alimentos provisionais ou provisórios. Eliminando-se uma possível dúvida ou contradição, esclareça-se que alimentos provisórios são aqueles fixados de plano pelo Juiz ao receber a petição inicial, na ação de rito especial disciplinada pela Lei n. 5.478/68 (Lei de Alimentos); já os alimentos provisionais, também chamados de preventivos, estão previstos como medida cautelar no Código de Processo Civil. Mas, tanto os alimentos provisionais quanto os alimentos provisórios se destinam, fundamentalmente, a suprir as necessidades da credora, ainda que os provisionais tenham maior conseguimento quanto a tais necessidades. Andou bem a Lei n. 11.340/2006 em fazer menção expressa a esses dois tipos de prestações alternativas devidas pelo agressor – alimentos provisionais ou provisórios – , para garantia da efetividade dessa medida cautelar de sobrevivência da mulher.
Esta prestação de alimentos provisionais ou provisórios é classificada pela Lei n. 11.340/2006 como uma das diversas medidas protetivas de urgência, inserida, especificamente, dentro do rol de medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor. Sua gênese factual e legal é a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. Por óbvio, o constrangimento físico ou moral e o abuso da força, para muito além de simples descumprimento de um dos deveres conjugais (respeito mútuo), ocasiona grave ruptura da sociedade conjugal. E, a Lei n. 11.340/2006 bem delimita ao intérprete, generosamente, o alcance da expressão violência doméstica e familiar contra a mulher, em seu Art. 7º, para o efeito de sua constatação prática. Para esse dispositivo, são formas de violência contra a mulher a violência física, a violência psicológica, a odiosa violência sexual, a violência patrimonial e violência moral.
A imposição da prestação de alimentos provisionais ou provisórios pelo agressor não poderá ser deferida pela Autoridade Policial, agente público que, na esmagadora maioria dos casos, é quem tem o primeiro contato com a mulher vítima de violência doméstica e familiar. O caput do Art. 22 da Lei n. 11.340/2006 é claro ao dispor que essa medida protetiva será aplicada privativamente pelo Juiz. E o veículo procedimental para se atingir eficaz e celeremente essa providência não será o Inquérito Policial, muito menos as ainda distantes Denúncia ou Queixa formuladas pelo Ministério Público ou querelante, respectivamente. A medida protetiva de prestação de alimentos provisionais ou provisórios deverá ser requerida quando do atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar pela Autoridade Policial, que, feito o registro da ocorrência, colhido esse pedido, incontinenti, o remeterá no prazo de 48 (quarenta e oito) horas ao Juiz, em expediente apartado, para a concessão da medida. Fixando o Art. 18, Inciso I, da Lei n. 11.340/2006 o prazo improrrogável de 48 (quarenta e oito) horas para que o Juiz conheça desse expediente e decida sobre seu cabimento.
O uso da expressão “poderá aplicar” não impressiona, nem sinaliza poder discricionário ou arbitrário do Julgador. Quer a expressão “poderá” indicar que a concessão dos alimentos provisionais ou provisórios ficará condicionada à análise pelo Juiz do preenchimento de seus requisitos legais. Poderá, assim, o Magistrado, por exemplo, entender restar não demonstrada primo ictu oculi a ocorrência de prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, postergando a análise do pedido para etapa posterior do procedimento, como a do Art. 16, presentes as partes envolvidas; poderá o Juiz entender da desnecessidade do pleito em razão da aferição dos pressupostos da necessidade-possibilidade, uma vez que a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher não é infortúnio exclusivo de mulheres pobres ou donas de casa (do lar); poderá o Juiz reconhecer o eventual desemprego do agressor, o que é muito comum naqueles casos de dependência química do álcool e de drogas ilícitas; e, ainda, poderá o Julgador reconhecer o harmônico e pacífico retorno do convívio conjugal e familiar, o que, confessadamente, não é raro, para a sempre surpresa dos atores do processo. Assim, ocorrentes o pressupostos da medida de urgência para sobrevivência da mulher ofendida e da prole do casal, deverá o Magistrado, sim, deferir os alimentos provisionais ou provisórios. A não concessão da medida de subsistência, quando presentes os seus pressupostos, é medida teratológica e draconiana a desafiar, inclusive, a impetração de mandado de segurança, para cessar o abuso de poder ou mesmo a ocasional juizite extravagante. Mas, de uma leitura mais aprofundada e detida do caput do Art. 22 da Lei da Mulher, parece que a expressão “poderá” mais se afeiçoa à imediatidade do momento para a concessão da medida, como à aplicação conjunta ou separada das medidas protetivas de urgência solicitadas pela mulher no expediente policial. Em qualquer caso, não será a interpretação literal a vencedora nessa exegese, eis que o Art. 4º da Lei n. 11.340/2006, consagrando sem coadjuvantes a interpretação teleológica, preconiza que na interpretação desta Lei, serão considerados os fins sociais a que ela se destina e, especialmente, as condições peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Importante salientar, ainda, que a concessão dos alimentos provisionais ou provisórios, prevista no Art. 22, Inciso V, da Lei n. 11.340/2006, deve levar em consideração o sistema de tutela da mulher em que se encontra inserido, o que importa dizer que essa prestação de alimentos provisionais ou provisórios imposta ao agressor é medida ex vi legis. A Lei n. 5.478/68, batizada de Lei de Alimentos, deve integrar a melhor interpretação da providência alimentar solicitada pela vítima. O Art. 4º desse último Diploma é imperativo ao dispor que ao despachar o pedido, o Juiz fixará – dever – desde logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles não necessita. Por essa Lei a liminar só não será deferida de plano se indemonstrados o parentesco ou a obrigação alimentar do devedor (Art. 2º). Cui licet quod est plus, licet utique quod est minus (quem pode o mais, pode o menos), ora, se nos mais singelos e costumeiros casos de separação litigiosa motivados por conduta desonrosa ou falta a dever conjugal, a prestação de alimentos provisórios será deferida liminarmente ex vi legis (Art. 4º, da Lei 5.478/68) tão-só pela demonstração documental do parentesco e da obrigação alimentar do devedor, quanto mais quando a causa da ruptura da relação conjugal for a inaceitável prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O inadimplemento inescusável e voluntário da prestação de alimentos provisionais ou provisórios, fixada pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, constitui em violação de medida protetiva de urgência sanável pela via da advertência da possibilidade da decretação da prisão preventiva do agressor devedor dos alimentos, como garantia da ordem pública, no interesse da manutenção digna da mulher violentada em seus atributos físicos e morais. Tudo, sem prejuízo da caracterização do estado flagrancial do delito de abandono material, consistente na falta ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente fixada, insculpido no Art. 244 do Código Penal; e, ainda, da imediata execução provisória da decisão concessiva dos alimentos, no próprio Juizado da Mulher, que também possui competência cível por força do disposto Art. 14 da Lei n. 11.340/2006, aplicando-se a regra delineada nos Arts. 732 usque 735 do Código de Processo Civil, decretando-se, assim, a prisão civil do devedor-agressor pelo prazo de 1 (um) a 3 (três) meses se ele não pagar, nem se escusar.
Por derradeiro, cabe a sincera advertência de que na fixação dos alimentos provisionais ou provisórios a ser levada a efeito pelo Julgador, este não deverá levar em conta tão-somente a verba ordinariamente necessária para manutenção da mulher e da prole, como os alimentos naturais, habitação, saúde, educação, vestuário e lazer, mas, sim e principalmente, da verba necessária para cobrir e mitigar todas as despesas e transtornos físicos e emocionais ocasionados pela violação dos direitos humanos da mulher, prestigiando-se, assim, a desejada restitutio in integrum do estado anterior à violência perpetrada pelo acusado. Nesse sentido, o próprio Art. 24, no seu ainda adormecido Inciso IV, da Lei n. 11.340/2006, assegura à mulher violentada, em desfavor do agressor, a prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar. Podendo, destarte, no arbitramento do quantum debeatur da prestação de alimentos provisionais ou provisórios o Juiz se pautar, também, pela verba extraordinária devida a título de despesas de tratamento, além de algum outro prejuízo que a ofendida prove haver sofrido.

Carlos Eduardo Rios do Amaral

Revista Jus Vigilantibus

Caso de babá que alugou bebê para mendigos choca a Índia


Autoridades ligadas ao bem estar dos menores na Índia estão investigando o caso de um bebê que teria sido “alugado” a mendigos por uma babá na cidade de Bangalore, no sul do país.

A lógica por trás da transação é que os pedintes atraem mais simpatia do público quando estão acompanhados de um bebê e, assim, faturam mais com as esmolas.
A babá foi flagrada quando a mãe do bebê voltou cedo do trabalho e não encontrou o filho, de sete meses de idade.
Ela teria confessado aos patrões que vinha "alugando" o bebê a pedintes por cem rupias (cerca de US$ 2) por dia.

Sem queixa
Acredita-se que o esquema tenha funcionado durante semanas. Segundo relatos não confirmados, o bebê era sedado e coberto em trapos.
Os pais da criança estariam relutando em levar o caso à polícia por temer que a criança seja estigmatizada, disse à BBC a chefe da comissão de proteção aos direitos da criança do Estado de Karnataka, Neena Nayak.
"Os pais estão abalados e não querem falar sobre o assunto. Estamos tentando persuadi-los".
A polícia diz que só pode tentar prender a babá, que foi demitida, se os pais registrarem queixa.
Os pais do bebê são de classe média. A mãe trabalha como consultora em uma empresa multinacional.
"Este é um caso incomum", disse Nayak. "Encontramos vários incidentes de crianças sendo forçadas a pedir esmolas, algumas vezes, por seus próprios pais".
A maioria das crianças que salvamos dos pedintes são pobres. Em alguns casos, moradores de favelas mutilam seus próprios filhos antes de obrigá-los a pedir esmolas".


BBC Brasil

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Homem que ateou fogo a ônibus em Copacabana aparece em imagens de câmera de segurança obtidas pela polícia



RIO - Imagens de uma câmera de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram que o responsável por atear fogo, nesta terça-feira, ao ônibus da linha 121 (Central/Copacabana), da Viação Real, queimou um dos pés ao espalhar combustível no interior do coletivo. Um alerta foi divulgado às salas de polícia dos hospitais do Rio, mas até o momento não houve registro de atendimento a vítima de queimadura com as características do jovem que aparece no vídeo.
O ataque ao ônibus aconteceu na tarde desta terça-feira , e teria sido uma reação à ocupação do morro do Pavão-Pavãozinho pela polícia, para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora . De boné azul e vestido com camiseta preta, bermuda e chinelos, o incendiário aparece nas imagens entrando pela porta da frente do coletivo, que acabara de estacionar no ponto final, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, à frente do supermercado Zona Sul. O homem levava uma sacola plástica com uma garrafa plástica, provavelmente cheia de gasolina. Poucos segundos depois, ele desce correndo. Neste instante, é possível verificar que ele tinha um dos pés em chamas.
O incendiário sai em disparada e, logo em seguida, as chamas se alastram pelo interior do coletivo. Funcionários da Viação Real ainda tentam entrar no coletivo, mas saíram em seguida. Na sequência, o coletivo é totalmente consumido pelas chamas, que ainda atingem parte da fachada do supermercado.
As imagens, contudo, não mostram o rosto do incendiário, dificultado a identificação do bandido pelos policiais. Informações do Disque-Denúncia (2253-1177), difundidas ontem para a Subsecretaria de Inteligência, indicam que o incendiário seria um homem conhecido como Parazinho, que teria trabalhado em um dos canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Morro Cantagalo, em Ipanema.
Responsável pelas investigações, a delegada Monique Vidal, da 13ª DP (Copacabana), não comentou as informações do Disque-Denúncia. Segundo ela, as investigações estão concentradas na identificação do incendiário. Para isso, a delegada solicitou imagens dos dois adolescentes já identificados, e de Diego Clímaco Souza da Silva, conhecido como Cinquentinha, de 18 anos. Os três foram presos pela PM, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Com ele, os policiais apreenderam uma granada e três litros de gasolina. Nenhum dos jovens detidos tinha anotação criminal.
Desde a manhã de terça-feira, uma série de ações criminosas vem acontecendo na região. À tarde, uma bomba artesanal chegou a ser atirada em frente a um prédio comercial na esquina das avenidas Princesa Isabel e Atlântica . O comércio em algumas ruas do bairro foi fechado.
Em entrevista ao RJ-TV, na noite desta terça-feira, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que as ações dos traficantes não vão fazer a polícia recuar:
- A polícia está ali e não vai se afastar.
Ainda de acordo com ele, o incêndio do ônibus na Avenida Nossa Senhora de Copacabana é a última ação de um poder que acabou na segunda-feira.


O Globo

Acusada de fazer 10 mil abortos é achada morta em MS

Neide perdeu o diploma neste ano e iria a júri popular

Pelas circunstâncias em que aconteceu a morte, a polícia trabalha com a hipótese de homicídio

Acusada pela realização de 10 mil abortos na clínica que possuía no centro de Campo Grande (MS), a ex-médica anestesiologista Neide Mota Machado foi encontrada morta no domingo (29). Ela estava com uma seringa hipodérmica em uma das mãos, dentro de um carro. Pelas circunstâncias em que ocorreu a morte, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio.
Proprietária de uma chácara no bairro Chácaras do Poder, ela havia ido ontem de carro até a vizinha Chácara Capril Primavera, onde costumava comprar leite de cabra, e parou na entrada do imóvel. Quando funcionários do local se aproximaram do veículo, encontraram Neide morta.
O advogado da ex-médica, Ewerton Bellinati, diz não ter notado alterações no comportamento de sua cliente nos últimos dias. Ela seria levada a júri popular para responder por 25 abortos, dos 10 mil arrolados na acusação feita à Justiça pelo Ministério Público Estadual. Do total, a maioria foi desconsiderada pela não localização das pacientes e por vencimento de prazo para os procedimentos judiciais. Neide havia sido presa em julho de 2007 e, em julho deste ano, teve seu diploma cassado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Época

Menina de 3 anos vai a bar à procura do pai e é estuprada por lavrador em Riolândia, SP


SÃO PAULO - Um homem de 47 anos foi preso em Riolândia, a 562 km da capital paulista, acusado de molestar sexualmente uma menina de 3 anos. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, a menina teria ido a um bar à procura do pai. No local, ela foi agarrada pelo lavrador, que estava no estabelecimento. Testemunhas chamaram a Polícia Militar e disseram que ele molestou sexualmente a menina. Quando a PM chegou, o homem havia fugido, mas acabou detido e preso em flagrante após buscas pela região. O lavrador foi autuado por estupro de vulnerável. Ele foi transferido à Cadeia Pública de Votuporanga, onde permanece preso, à disposição da Justiça.


O Globo

Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira


Uma xícara de chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente, concluiu um estudo feito na Grã-Bretanha por uma pesquisadora brasileira.

Há séculos, a erva Hyptis crenata, conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó, vem sendo utilizada na medicina popular no Brasil para tratar desde dores de cabeça e estômago até febre e gripe.
Liderada pela brasileira Graciela Rocha, a equipe da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, fez estudos com ratos e provou que a prática popular tem base científica.
O estudo foi publicado na revista científica Acta Horticulturae.
Graciela Rocha está apresentando seu trabalho no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants em Nova Déli, na Índia.

Tradição
De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas.
O método mais comum de uso é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo.
Os pesquisadores descobriram que quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor como uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina.
A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir quão efetiva a erva é no alívio da dor em humanos.
"Desde que os homens começaram a andar na Terra, temos procurado plantas para curar nossas aflições", disse Graciela Rocha. "Na verdade, calcula-se que mais de 50 mil plantas sejam usadas no mundo com fins medicinais".
"Além disso, mais de a metade de todos os remédios vendidos com receita são baseados em uma molécula que ocorre naturalmente em alguma planta".
"O que fizemos foi pegar uma planta que é amplamente usada para tratar a dor com segurança e provar cientificamente que ela funciona tão bem como algumas drogas sintéticas", disse Rocha.
"O próximo passo é descobrir como e por que a planta funciona".

Sabor da Infância
Graciela disse que se lembra de ter tomado o chá como cura para todas as doenças da sua infância.
Ela disse: "O sabor não é o que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha reconheceriam como hortelã".
"Na verdade, ela tem um gosto mais parecido com o da sálvia, que é uma outra erva da família das mentas".
"Não é muito gostoso, mas remédios não tem de ser gostosos, não é?"
A presidente da Chronic Pain Policy Coalition, entidade britânica que trabalha para combater a dor crônica, disse que a pesquisa é interessante.
"São necessários mais estudos para identificar a molécula envolvida, mas este é um estudo interessante sobre um possível novo analgésico para o futuro", disse Beverly Collett.
"Os efeitos de substâncias semelhantes à aspirina são conhecidos desde que os gregos, na Antiguidade, relataram o uso da casca do salgueiro para cortar a febre".


BBC Brasil

Tatu com obesidade mórbida faz tratamento no Ibama


Animal foi entregue ao órgão com 16,2 quilos – mais que o dobro do normal.
Ele recebe dieta de baixas calorias e faz atividades físicas.

Problemas com peso não são um mal exclusivo dos bichos de estimação domésticos. Animais silvestres criados ilegalmente também podem sofrer com excesso de quilos. É o caso de um tatu diagnosticado com obesidade mórbida, que desafia os veterinários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Eunápolis (BA).
O animal, que tem aproximadamente 5 anos, foi entregue ao Ibama há 15 dias com 16,2 quilos – mais do que o dobro do peso normal, que varia de 3 a 6 quilos. “Agora, o tatu já deve estar com uns 15 quilos, porque ele tem feito muitas atividades físicas. Ele também tem recebido dieta de baixas calorias adequada para seu estado clínico”, explicou o biólogo Lucas Mendonça da Mota ao G1.
Segundo Mota, o animal é mantido em uma área em que pode caminhar e ter hábitos semelhantes aos encontrados em tatus na natureza, como escavar o chão.
No cativeiro, o tatu era sedentário. Além de não se movimentar nem para buscar comida, o animal se alimentava exclusivamente de fubá de milho e galinha fresca. “Na natureza, os tatus ficam o tempo todo em movimento e têm uma alimentação muito diversificada. Consumem vegetais, tubérculos e até carcaças de pequenos animais. A falta total de atividade no cativeiro fez com que ele chegasse a esse peso”, disse Mota.
O tatu obeso deve permanecer em tratamento no Ibama por pelo menos dois meses. “Há uma chance do animal ser solto na natureza, mas tudo depende da recuperação do organismo dele e da adaptação fora do cativeiro”, afirmou o biólogo.
A pessoa que mantinha o tatu no cativeiro não sofreu nenhuma penalidade nem foi multada, porque entregou o bicho espontaneamente ao Ibama.


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