sábado, 29 de outubro de 2011

Professora desmaia após ser atingida por aluno com bola de basquete em Campinas


SÃO PAULO - Uma professora foi agredida com uma bola de basquete por um aluno na manhã desta quinta-feira, na Escola Municipal Padre Francisco Silva, na Vila Castelo Branco, em Campinas. O estudante de 15 anos teria arremessado o objeto em Maristela Marçal depois de ela ter chamado a atenção dele na aula de educação física. A vítima desmaiou e foi encaminhada ao Hospital Ouro Verde para ficar em observação. As aulas foram suspensas em cinco das seis turmas do período da tarde porque os outros funcionários se recusaram a continuar na instituição.

Os outros professores da escola procuraram ajuda no Núcleo de Ação Educativa Descentralizada Noroeste. Segundo professores e o pai de um dos alunos, as agressões na escola são constantes.

A direção da escola informou que tomará as medidas cabíveis e convocará os pais e o aluno agressor para prestar esclarecimentos e fazer orientações. Além disso, será feito um relatório sobre o fato de os professores terem dispensado os alunos e não terem dado as aulas que estavam previstas.

O Globo

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pai de gêmeos

Foragido - Roger Abdelmassih: que prisão que nada
Aos 67 anos, Roger Abdelmassih, acusado de 56 estupros, condenado a 278 anos de prisão e foragido da Justiça desde janeiro, é pai novamente. De gêmeos. Abdelmassih e sua mulher, Larissa — atenção, Interpol e Polícia Federal —, moram no Líbano.

Por Lauro Jardim

Veja

Entidades assinam manifesto contra fechamento de escolas no campo


O manifesto lançado pelo MST já conta com assinaturas de inúmeros professores, intelectuais e de entidades da área da educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou, na última sexta-feira, dia 14, o manifesto intitulado “Campanha Fechar Escolas É Crime!” com o qual denuncia o fechamento de 24 mil escolas no meio rural e cobra a implementação de políticas para o fortalecimento da educação do campo.

Entre as entidades que subscrevem o documento estão a Ação Educativa, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e membros da Campanha Nacional pela Direito à Educação. “Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura”, denuncia o documento. Para assiná-lo, clique aqui.

Segundo o texto, entre os anos de 2002 e 2009, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados foram baseados no Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação e apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036.

O manifesto é assinado pela filósofa Marilena Chauí, professora de Filosofia da Universidade de São Paulo, os educadores Dermeval Saviani, doutor em Filosofia da Educação e professor da Universidade Estadual de Campinas, Gaudêncio Frigotto, professor titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Roberto Leher, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outros.

Abaixo, leia o manifesto.

CAMPANHA FECHAR ESCOLAS É CRIME!
Mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas nos últimos oito anos A Educação é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal (Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, Capítulo III, seção I) – direito de todos e dever do Estado. Entretanto, nos últimos anos, milhares de crianças e adolescentes, filhos e filhas de camponeses, estão sendo privados deste direito.

Nos últimos oito anos, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036.

Para essas famílias camponesas, o anúncio do fechamento de uma escola na sua comunidade ou nas redondezas significa relegar seus filhos ao transporte escolar precarizado, às longas viagens diárias de ida e volta, saindo de madrugada e chegando no meio da tarde; à perda da convivência familiar, ao abandono da cultura do trabalho do campo e a tantos outros problemas.

O resultado comum desse processo é o abandono da escola, por grande parte daqueles levados do campo para estudar na cidade. É por essa razão que os níveis de escolaridade persistem muito baixos no campo brasileiro, em que pese tenha-se investido esforços e recursos para a universalização da educação básica.

Portanto, fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!

A situação seria ainda mais grave não fosse a luta dos movimentos sociais do campo, por políticas de ampliação, recuperação, investimentos, formação de educadores e construção de escolas no campo. Importantes para reduzir a marcha do descaso dos gestores públicos para com os sujeitos do campo, mas insuficiente para garantir a universalização do acesso à educação no campo.

Denunciamos essa trágica realidade e conclamamos aos gestores públicos municipais, estaduais e federais que suspendam essa política excludente, revertendo o fechamento de escolas e ampliando o acesso à educação do campo e no campo. Conclamamos também a sociedade brasileira para que se manifeste em defesa do direito humano à educação, em defesa dos direitos das crianças, adolescentes e jovens do campo frequentarem a educação básica, no campo.

Defender as escolas do campo é uma obrigação, fechar escolas é um crime contra as futuras gerações e a própria sociedade!

Assinam:
Marilena Chauí – professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP);
Dermeval Saviani – doutor em Filosofia da Educação, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP);
Gaudêncio Frigotto – professor Titular aposentado da Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre e doutor em Educação;
Roberto Leher – professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
Celi Zulke Taffarel – doutora em Educação – Universidade Federal da Bahia (UFBA);
Sergio Lessa – professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal de Alagoas (UFAL);
Elza Margarida de Mendonça Peixoto – doutora em Educação, Universidade Federal da Bahia (UFBA);
Attíco Chassot – atua na área de Educação, com ênfase em alfabetização científica e História e Filosofia da Ciência, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS);
Gelsa Knijnik – doutora em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos
(UNISINOS);
Luiz Carlos de Freitas – professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP);
Cláudio Eduardo Félix dos Santos – doutorando em Educação e professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB);
Mauro Titton – professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
Daniel Cara – cientista político e coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação;
Sergio Haddad - economista, doutor em educação e coordenador da Ação Educativa.

Entidades
Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação;
ActionAid;
Centro de Cultura Luiz Freire – (CCLF);
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE);
Campaña Latinoamericana por el Derecho a la Educación – (CLADE);
Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA- CE);
E-Changer Brasil – Solidariedade, construção coletiva, intercambio entre os povos.

Fonte: Ação Educativa

prómenino

Violência, a preocupação maior


Recentemente, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) divulgou estudo que coloca o Brasil numa posição extremamente preocupante no que diz respeito à questão da violência. O Brasil concentra quase um décimo das mortes por homicídios ocorridos no mundo, revelou o levantamento da ONU. Foram registrados no nosso país 43.909 assassinatos de um total de 468 mil no mundo todo. Cabe lembrar que a população brasileira corresponde a menos de 3% dos habitantes do planeta.

O coordenador do Mapa da violência no Brasil, Julio Jacobo Waiselfisz, fez um alerta importante: “Temos 34,5 milhões de jovens de 15 a 24 anos de idade. Mais ou menos 19% desses jovens não estudam nem trabalham”, advertiu o pesquisador.

Os dados usados na pesquisa da ONU mostram que os crimes têm migrado dos estados mais populosos em direção a pontos antes relativamente tranquilos. Alagoas, Pará, Rondônia e Mato Grosso são alguns dos estados que registram os piores índices de violência. O estudo das Nações Unidas mostrou que, na América do Sul, a taxa é de 15,6 homicídios por 100 mil habitantes, praticamente o dobro da média mundial. No Brasil, são 22,3 contra 33 por 100 mil na Colômbia; e 49 por 100 mil na Venezuela. Na outra ponta, estão o Chile, com 3,7 mortes; o Suriname, com 4,6; e o Peru, com 5,2; sempre em relação a cada 100 mil moradores.

O relatório afirma que tais políticas, aliadas às ações adotadas localmente, explicam, por exemplo, a redução da taxa de criminalidade em São Paulo, que passou de 20,8 homicídios por grupo de 100 mil habitantes em 2004 para 10,8 em 2009. O quadro verificado em São Paulo e em outros estados brasileiros revela, portanto, que é possível, sim, combater a violência. Mas precisamos acelerar o passo nessa luta. Precisamos adotar ações em várias frentes. Na área da prevenção, é fundamental oferecer aos nossos jovens alternativas concretas para que possam se desenvolver plenamente.

Temos que melhorar nossas políticas públicas em setores como educação, saúde, moradia, transporte, esporte, cultura e lazer. Mas é crucial, nessa luta, avançar nas políticas públicas de segurança e nas campanhas de diminuição da circulação das armas na sociedade. Nesse sentido, quero destacar a iniciativa do Ministério da Justiça, que, desde maio deste ano, já recolheu 25 mil armas em todo o país, 12% delas de tipo pesado, como fuzis e metralhadoras. Com certeza, o combate à violência é um dos nossos maiores desafios. Precisamos, portanto, unir forças em todas as esferas governamentais para enfrentar esse problema que está no topo das preocupações dos brasileiros e que, infelizmente, tem ceifado vidas de milhares de jovens em todo o País.

Iracema Portella

Jornal do Brasil

Mãe diz que queimou filho de nove anos porque ele roubou um celular


A dona de casa X., 28 anos, presa nesta madrugada pela 33ª DP (Realengo), acusada de torturar o filho de nove anos, disse que ficou nervosa ao saber que a criança roubou um celular do salão de beleza onde foi cortar o cabelo no último sábado. Ela mostrou arrependimento e afirmou que nunca havia castigado o filho com tanta violência.

Segundo o delegado Rafael Stambowsky, a acusada queimou o filho com uma colher quente no rosto, nas mãos e nos braços.

- Claro que estou arrependida. Fiquei chateada quando vi que meu filho roubou o celular da cabeleireira onde cortou o cabelo. Não queria queimar meu filho, não sou tão ruim assim. - afirmou X.

Segundo ela, a criança ja havia roubado R$ 20 de seu cunhado. Mãe de outra criança de 11 anos, X. teve a prisão temporária decretada e vai permanecer 30 dias na Polinter. O delegado pretende pedir a prisão preventiva da acusada. A criança está sob os cuidados da avó, no conjunto habitacional Cohab, em Realengo, onde a família mora.

- Só errei de ter queimado ele. Criança que rouba vira bandido e morre cedo. Não tive filho para morrer cedo. - disse a acusada.

Extra Online

Estudantes prometem manter ocupação enquanto PM patrulhar o campus da USP


SÃO PAULO - Os estudantes que ocupam o prédio da Faculdade de Filosofia, História e Geografia (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) afirmam que só vão sair do local quanto tiverem suas reivindicações atendidas. Eles querem que a Polícia Militar (PM) deixe de policiar o campus e pedem também o desligamento do reitor João Grandino Rodas.

Os estudantes estão acampados no prédio e pouco saem. Eles estenderam uma faixa com os dizeres: "Os policiais não são trabalhadores, são o braço armado dos exploradores".

Em outra faixa lê-se: "Fora Rodas. Fora PM."

Em nota divulgada à imprensa, os estudantes afirmam que "os policiais têm abordado indiscriminadamente estudantes e trabalhadores. Com isso, o reitor tenta impor seu projeto de privatização da universidade, que já vem se concretizando através da terceirização e precarização do trabalho e do ensino."

Nesta quinta-feira, cerca de 400 estudantes entraram em confronto com a polícia para tentar impedir que três universitários fossem levados para à delegacia.

A confusão foi no estacionamento dos cursos de geografia, história e filosofia. A Polícia Militar diz que flagrou três alunos com maconha, e ia levá-los para delegacia. Foi quando outros estudantes se reuniram para protestar. Um delegado foi até o campus. Na hora em que ele estava indo embora, a viatura foi cercada.

Um rapaz chegou a subir no carro da Polícia Civil. Enquanto alguns estudantes pediam calma, outros discutiam com os policiais.

Na hora em que os universitários ergueram um cavalete, começou a pancadaria. Os alunos flagrados com a droga foram levados pela polícia, que usou bombas de efeito moral. Os estudantes reagiram jogando pedras.

Os três estudantes foram levados para delegacia. A polícia fez um termo circunstanciado - um boletim de ocorrência para pequenos crimes, nesse caso, o uso de drogas. Os universitários devem ser liberados ainda nesta madrugada.

- Essa não é a conduta dos alunos da Universidade de São Paulo como um todo. Temos um contato muito bom com os alunos da USP e é bom deixar claro aqui. Sempre foi um ambiente saudável desde que nós firmamos o convênio - diz o tenente-coronel, José Luiz de Souza.

No último dia 8 de setembro, representantes da universidade e do comando da Polícia Militar formalizaram um convênio, de cinco anos, para aumentar a segurança no campus. Firmaram o documento Antonio Ferreira Pinto, secretário estadual da Segurança Pública, o coronel Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento do estado, e o professor João Grandino Rodas, reitor da USP.

O Globo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

STJ admite casamento entre pessoas do mesmo sexo


Em decisão inédita, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, proveu recurso de duas mulheres que pediam para ser habilitadas ao casamento civil. Seguindo o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a Turma concluiu que a dignidade da pessoa humana, consagrada pela Constituição, não é aumentada nem diminuída em razão do uso da sexualidade, e que a orientação sexual não pode servir de pretexto para excluir famílias da proteção jurídica representada pelo casamento.

O julgamento estava interrompido devido ao pedido de vista do ministro Marco Buzzi. Na sessão desta terça-feira (25), o ministro acompanhou o voto do relator, que reconheceu a possibilidade de habilitação de pessoas do mesmo sexo para o casamento civil. Para o relator, o legislador poderia, se quisesse, ter utilizado expressão restritiva, de modo que o casamento entre pessoas do mesmo sexo ficasse definitivamente excluído da abrangência legal, o que não ocorreu.

“Por consequência, o mesmo raciocínio utilizado, tanto pelo STJ quanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para conceder aos pares homoafetivos os direitos decorrentes da união estável, deve ser utilizado para lhes franquear a via do casamento civil, mesmo porque é a própria Constituição Federal que determina a facilitação da conversão da união estável em casamento”, concluiu Salomão.

Em seu voto-vista, o ministro Marco Buzzi destacou que a união homoafetiva é reconhecida como família. Se o fundamento de existência das normas de família consiste precisamente em gerar proteção jurídica ao núcleo familiar, e se o casamento é o principal instrumento para essa opção, seria despropositado concluir que esse elemento não pode alcançar os casais homoafetivos. Segundo ele, tolerância e preconceito não se mostram admissíveis no atual estágio do desenvolvimento humano.

Divergência

Os ministros Antonio Carlos Ferreira e Isabel Gallotti já haviam votado com o relator na sessão do dia 20, quando o julgamento começou. O ministro Raul Araújo, que também acompanhou o relator na sessão da semana passada, retificou seu voto. Segundo ele, o caso envolve interpretação da Constituição Federal e, portanto, seria de competência do STF. Para o ministro, o reconhecimento à união homoafetiva dos mesmos efeitos jurídicos da união estável entre homem e mulher, da forma como já decidido pelo STF, não alcança o instituto do casamento. Por isso, ele não conheceu do recurso e ficou vencido.

Raul Araújo defendeu – em apoio à proposta de Marco Buzzi – que o julgamento do recurso fosse transferido para a Segunda Seção do STJ, que reúne as duas Turmas responsáveis pelas matérias de direito privado, como forma de evitar a possibilidade de futuras decisões divergentes sobre o tema no Tribunal. Segundo o ministro, a questão tem forte impacto na vida íntima de grande número de pessoas e a preocupação com a “segurança jurídica” justificaria a cautela de afetar o caso para a Segunda Seção. A proposta, porém, foi rejeitada por três a dois.

O recurso foi interposto por duas cidadãs residentes no Rio Grande do Sul, que já vivem em união estável e tiveram o pedido de habilitação para o casamento negado em primeira e segunda instância. A decisão do tribunal gaúcho afirmou não haver possibilidade jurídica para o pedido, pois só o Poder Legislativo teria competência para insituir o casamento homoafetivo. No recurso especial dirigido ao STJ, elas sustentaram não existir impedimento no ordenamento jurídico para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Afirmaram, também, que deveria ser aplicada ao caso a regra de direito privado segundo a qual é permitido o que não é expressamente proibido.

Processo: REsp 1183378

Fonte: Superior Tribunal de Justiça

Revista Jus Vigilantibus

Casa de prostituição de Guadalajara usa ilegalmente imagem de gêmeas do nado


Cartão distribuído nas ruas tem imagem de Bia e Branca Feres; COB condena

Uma casa de prostituição de Guadalajara está usando ilegalmente uma foto das gêmeas brasileiras do nado sincronizado, Bia e Branca Feres, para promover seus espetáculos e chamar clientes para o estabelecimento.

O R7 recebeu um cartão em uma rua de Guadalajara da Galeón Night Club com a imagem de um ensaio fotográfico feito pelas gêmeas. Nele, elas aparecem de costas, abraçadas e com um biquíni amarelo.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) condenou a utilização da imagem das atletas brasileiras pela casa de prostituição e está levando o assunto ao Copag (Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara).

- A Missão Brasileira repudia veementemente a citação de atletas brasileiros, mesmo que não integrantes da delegação em Guadalajara, em um site mexicano de prostituição. A Chefia de Missão levará formalmente o repúdio para a reunião diária do COPAG.

Não há menção alguma aos Jogos Pan-Americanos no cartão, mas Bia e Branca foram usadas para estampar a imagem do estabelecimento, localizado perto do centro de Guadalajara.

Bia e Branca Feres foram reveladas nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, quando ficaram com a medalha de bronze no nado sincronizado por equipes.

O R7 tentou entrar em contato com as atletas, que não estão disputando o Pan, mas elas não retornaram as ligações.

R7

Especialista critica ida de criança de 3 anos à delegacia em Piracicaba, SP



SÃO PAULO - O pedagogo e doutor em educação da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) Ismael Forte Valentim considerou "um absurdo" a conduta de encaminhar à delegacia a criança de 3 anos, que, nesta quarta-feira, foi levada pela Guarda Municipal, após uma briga com a professora, em uma creche, no Centro da cidade. O menino passa por exame de corpo de delito na tarde desta quinta. O incidente foi na escola infantil Branca de Azevedo, uma instituição filantrópica presidida por Regina Godoy, mulher do secretário de Governo de Piraciacba, José Antônio de Godoy.

- Foi um exagero, um absurdo chamar a GM. Isso só deixa nítido e claro que o pessoal da creche perdeu o controle da situação. É bom lembrar que foi uma situação com uma criança de apenas 3 anos de idade - comentou Valentim.

O comandante da Guarda Municipal de Piracicaba, capitão Silas Romualdo, informou que a criança apenas foi levada para a delegacia porque estava com a mãe e a avó na creche.

- A criança não tinha com quem ficar e tanto a mãe quanto a avó precisavam ir à delegacia. O menino então foi junto - explicou.

A conselheira tutelar de Piracicaba, Zélia dos Reis, informou nesta quinta que a creche procurou pelo Conselho Tutelar durante o problema.

- Não é nossa função resolver a questão no momento em que o fato acontece, pois não temos poder de polícia. O que a escola deveria ter feito é ter procurado o conselho antes, já que o menino apresentava dificuldades disciplinares há tempos - disse.

Zélia disse, ainda, que se o caso tivesse sido reportado anteriormente ao Conselho Tutelar, a criança e a família teriam recebido o tratamento psicológico, caso fosse constatada a necessidade.

- Seria feita uma ação preventiva. Na hora que estoura, não adianta muito chamar o Conselho.

O Conselho já pediu à escola um relatório sobre o caso do menino e aguarda o histórico para poder ajudar a criança e sua família no caso.

A creche Branca de Azevedo foi novamente procurada pela EPTV de Piracicaba na manhã desta quinta-feira, mas a informação é de que a diretoria não quer comentar o caso. Por telefone, o secretário de Governo informou que a mulher foi orientada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e pelo Conselhor Tutelar a não conceder entrevista sobre a questão.

A creche, segundo Godoy, apesar de não ser administrada pela prefeitura atende pelo menos 70 crianças pela rede municipal de ensino, por meio do programa Bolsa Creche, quando a Secretaria de Educação recorre a outras entidades para suprir a demanda de vagas.

O secretário municipal de Educação, Gabriel Ferrato dos Santos, foi procurado pela reportagem, assim como a Polícia Civil, mas ambos não atenderam a equipe. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que Ferrato não está na cidade.

O Globo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Envenenamento por álcool foi causa da morte de Amy, diz polícia



Londres (Inglaterra) - A polícia britânica afirmou, nesta quarta-feira, que a cantora Amy Winehouse morreu por excesso de álcool. De acordo com a investigação, Amy teria consumido cinco vezes o limite de álcool permitido para dirigir. A estrela da música internacional foi encontrada morta em seu apartamento em Camden, ao norte de Londres, em 23 de julho.

O resultado de um exame post-mortem inicial foi considerado inconclusivo e as causas de sua morte não foram reveladas. Mas devido a sua batalha pública contra as drogas, a notícia de sua morte foi rapidamente seguida por sugestões que poderia estar relacionados com a utilização de substâncias ilícitas.

No entanto, exames toxicológicos realizados logo após sua morte não revelaram traços de drogas no organismo da cantora. "Os resultados indicam que o álcool estava presente, mas não pode ser determinado ainda se ele desempenhou um papel em sua morte", afirmou o laudo pericial.

Na última terça-feira, o ex-namorado da cantora, Reg Traviss, afirmou que Amy estava há dois anos sem consumir qualquer tipo de drogas. "As drogas faziam parte do passado dela, bem antes de nos conhecermos", disse o diretor de cinema.

O DIA ONLINE

Maconha afeta a capacidade de tomar decisões


Pesquisa mostra que princípio-ativo da cannabis induz sintomas de esquizofrenia, mesmo em voluntários saudáveis

Um estudo comprova que a cannabis provoca desorientação da atividade cerebral e induz os sintomas de esquizofrenia, mesmo em voluntários saudáveis. Pesquisadores da Universidade de Bristol deram a ratos uma droga com princípio-ativo semelhante ao da maconha e verificaram que, após a ingestão, os animais perderam a capacidade de tomar decisões para percorrer um labirinto.

Os resultados da pesquisa mostram que a cannabis rompe as ondas neurais em todo o hipocampo — região cerebral que desempenha papel fundamental na formação de memórias — e no córtex pré-frontal — área do cérebro essencial para o planejamento, tomada de decisões e comportamento social. Ambos estão fortemente relacionados à esquizofrenia.

Para o autor do estudo, Matt Jones, essas descobertas são importantes para compreender as doenças psiquiátricas que podem surgir em consequência do uso da maconha, e buscar tratamentos para recuperar a atividade cerebral de dependentes.

A pesquisa foi divulgada no periódico científico Journal of Neuroscience

bem-estar

OAB-AL realiza ação contra violência doméstica


Número de denúncias nas classes A e B cresceu 25% nos últimos dois anos

A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), através da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher organizou na manhã desta quarta-feira (26) um estande de divulgação da comissão e esclarecimento das dúvidas sobre a violência contra a mulher. Segundo a advogada Patrícia Oliveira, o aumento registrado nos casos de violência contra a mulher é fruto do aumento de denúncias, não da violência em si.
A ação tem como objetivo educar a população para prevenir os casos de agressão. Todos os profissionais envolvidos no processo são voluntários. “O objetivo é informar. Estamos entregando panfletos e tirando as dúvidas de quem não sabe como denunciar”, explicou Patrícia Oliveira, vice-presidente da comissão.

O número de mulheres das classes A e B que denunciam a violência sofrida em casa cresceu 25% nos últimos dois anos. Segundo Patrícia, o principal motivo para a ausência de denúncias é a vergonha de ser vítima da pessoa pela qual deveria ser protegida.

Por não ter apoio do governo, a comissão foca nas famílias com menor poder aquisitivo, que mais carecem de informações. “É algo cultural. Vivemos em uma sociedade machista, onde a agressão contra a mulher é vista como algo “normal”, que acontece cotidianamente dentro de casa. É preciso investir na educação, na conscientização e recuperação dessas famílias, inclusive dos agressores”, afirmou Milena Patury, presidente da comissão.

As vítimas de violência domésticas devem procurar a Delegacia da Mulher, localizada no Centro e no Salvador Lyra, para fazer a denúncia, e a OAB-AL, para pedir uma medida protetiva, na qual o agressor fica impedido de chegar a uma determinada distância da vítima e dos familiares da mesma, sujeito à prisão preventiva.

Gazetaweb

Estudante de 11 anos agride colega em escola municipal de Cubatão (SP)


Cenas de violência em escola municipal de Cubatão. Em plena sala de aula, um estudante de apenas 11 anos agrediu um colega. E quem tomava conta dos alunos era uma estagiária, porque a professora havia faltado.

G1

'Algo falava que eu tinha que fazer ', diz suspeito de estuprar filhas em MS


Homem tem 42 anos e foi preso após denúncias feitas por vizinho.
Crimes ocorriam há pelo menos seis anos contra uma das filhas, diz polícia.


“Tinha algo que falava na minha cabeça que eu tinha que fazer”, disse o suspeito de estuprar as filhas de 13 e 17 anos, em entrevista à TV Morena, nesta terça-feira (25), em Campo Grande. O homem, que tem 42 anos, foi preso pela Polícia Civil.

Para manter relações sexuais com as filhas, o suspeito as ameaçava com uma lança afiada de ferro, segundo a polícia. O pai das adolescentes disse à polícia que nunca abusou da filha de 13 anos, mas confessou que mantinha relações sexuais quase todos os dias com a adolescente de 17. De acordo com as investigações, os crimes contra a jovem anos ocorriam há pelo menos seis anos, e como resultado do relacionamento teria nascido uma menina. A criança está com dois anos de idade.

Alexandra Favaro, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), disse ao G1 que a jovem acredita estar grávida novamente do pai e manifestou o desejo de não prosseguir com a gestação.

O suspeito trabalhava como funileiro e morava com oito filhos, com idades entre oito e 17 anos. A polícia chegou até ele depois da denúncia de um vizinho, que desconfiou do abuso porque a criança de 2 anos era muito parecida com o avô. O suspeito confirmou que pode ser o pai da criança. Agora as investigações estão voltadas para o exame de DNA, que foi feito nesta tarde, e que deve comprovar ou não a paternidade. O resultado deve ser entregue à Depca em até 15 dias.

Outras suspeitas
Ainda nesta tarde, outros três filhos do funileiro foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exames de corpo de delito que devem apontar se eles sofriam violência sexual ou maus tratos. Todos os filhos do suspeito foram encaminhados para um abrigo na capital.

A delegada informou ainda que vai ouvir testemunhas para saber se a mãe era conivente com os crimes. Ela prestou depoimento na delegacia nesta terça-feira. Disse que estava separada do suspeito e que saiu de casa em fevereiro deste ano. Ao G1, ela alegou não ter conhecimento da violência sofrida pelas filhas.

G1

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Justiça autoriza mais de 33 mil crianças a trabalhar em lixões, fábricas de fertilizantes e obras


Brasília - Juízes e promotores de Justiça de todo país concederam, entre 2005 e 2010, 33.173 mil autorizações de trabalho para crianças e adolescentes menores de 16 anos, contrariando o que prevê a Constituição Federal. O número, fornecido à Agência Brasil pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), equivale a mais de 15 autorizações judiciais diárias para que crianças e adolescentes trabalhem nos mais diversos setores, de lixões a atividades artísticas. O texto constitucional proíbe que menores de 16 anos sejam contratados para qualquer trabalho, exceto como aprendiz, a partir de 14 anos.

Os dados do ministério foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Eles indicam que, apesar dos bons resultados da economia nacional nas últimas décadas, os despachos judiciais autorizando o trabalho infantil aumentaram vertiginosamente em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Na soma do período, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina foram as unidades da Federação com maior número de autorizações. A Justiça paulista concedeu 11.295 mil autorizações e a Minas, 3.345 mil.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, Luiz Henrique Ramos Lopes, embora a maioria dos despachos judiciais permita a adolescentes de 14 e 15 anos trabalhar, a quantidade de autorizações envolvendo crianças mais novas também é “assustadora”. Foram 131 para crianças de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos. Para Lopes, as autorizações configuram uma “situação ilegal, regularizada pela interpretação pessoal dos magistrados”. Chancelada, em alguns casos, por tribunais de Justiça que recusaram representações do Ministério Público do Trabalho.

“Essas crianças têm carteira assinada, recebem os salários e todos seus benefícios, de forma que o contrato de trabalho é todo regular. Só que, para o Ministério do Trabalho, o fato de uma criança menor de 16 anos estar trabalhando é algo que contraria toda a nossa legislação”, disse Lopes à Agência Brasil. “Estamos fazendo o possível, mas não há previsão para acabarmos com esses números por agora.”

Atividades insalubres
Apesar de a maioria das decisões autorizarem as crianças a trabalhar no comércio ou na prestação de serviços, há casos de empregados em atividades agropecuárias, fabricação de fertilizantes (onde elas têm contato com agrotóxicos), construção civil, oficinas mecânicas e pavimentação de ruas, entre outras. “Há atividades que são proibidas até mesmo para os adolescentes de 16 anos a 18 anos, já que são perigosas ou insalubres e constam na lista de piores formas de trabalho infantil.”

No início do mês, o MPT pediu à Justiça da Paraíba que cancelasse todas as autorizações dadas por um promotor de Justiça da Comarca de Patos. Entre as decisões contestadas, pelo menos duas permitem que adolescentes trabalhem no lixão municipal. Também no começo do mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou as autorizações concedidas por um juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, no interior paulista.

De acordo com o coordenador nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes, procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Rafael Dias Marques, a maior parte das autorizações é concedida com a justificativa de que os jovens, na maioria das vezes de famílias carentes, precisam trabalhar para ajudar os pais a se manter.

“Essas autorizações representam uma grave lesão do Estado brasileiro aos direitos da criança e do adolescente. Ao conceder as autorizações, o Estado está incentivando [os jovens a trabalhar]. Isso representa não só uma violação à Constituição, mas também às convenções internacionais das quais o país é signatário”, disse o procurador à Agência Brasil.

Marques garante que as autorizações, que ele considera inconstitucionais, prejudicam o trabalho dos fiscais e procuradores do Trabalho. “Os fiscais ficam de mãos atadas, porque, nesses casos, ao se deparar com uma criança ou com um adolescente menor de 16 anos trabalhando, ele é impedido de multar a empresa devido à autorização judicial.”

Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não se manifestou sobre o assunto até a publicação da matéria.

Fonte: Agência Brasil - 21/10/2011

promenino

Dono de Land Rover não poderá vender casa, diz Justiça

Vitor Gurman, de 24 anos, foi atropelado na Rua Natingui, ficou em coma por dias, mas não resistiu

Pedido de indisponibilidade de bens foi feito pelos pais e avó da vítima, o estudante Vítor Gurman, que morreu em julho deste ano, na Vila Madalena

Roberto de Souza Lima, dono do veículo Land Rover que atropelou o estudante Vítor Gurman na Vila Madalena, em julho deste ano, foi proibido pela Justiça de vender sua casa no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

O pedido de indisponibilidade de bens foi feito pelos pais e avó da vítima. Segundo os autores, Lima estaria se desfazendo de seu patrimônio para se esquivar do pagamento de indenizações e pensão. O juiz Régis Rodrigues Bonvicino deferiu parcialmente o pedido, pois não tornou indisponível todo o patrimônio de Lima.

Na madrugada de 23 de julho, a nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, retornava de uma casa noturna com o namorado, o engenheiro Roberto Lima, 34 anos, proprietário do veículo, um Land Rover, quando, na Rua Natingui, perdeu o controle da direção e atropelou o administrador de empresas Vitor Gurman, de 24 anos. Após atropelar o rapaz, o veículo capotou. O jovem foi levado ao Hospital das Clínicas e ficou em coma por alguns dias. No dia 28, ele não resistiu e acabou morrendo.

No dia do acidente a nutricionista, que estaria alcoolizada, foi levada ao 14º Distrito Policial de Pinheiros e indiciada por lesão corporal e embriaguez ao volante. Após a morte de Burman, Gabriela compareceu à delegacia, no dia 5 de agosto, na companhia do advogado José Luiz Oliveira Lima e foi indiciada por homicídio doloso pelo delegado Ricardo Cestari.

A nutricionista foi liberada para responder ao processo em liberdade e não teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendida. Também não foi fixada nenhuma fiança.

Estadão

Fazendeiros acusados de trabalho escravo são do Sudeste, com boa formação e ligados a partidos políticos



Pesquisa da OIT

BRASÍLIA - A pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que pela primeira vez traçou o perfil das vítimas de trabalho escravo no Brasil, mostra quem são os fazendeiros acusados de explorar os trabalhadores nessas condições. Com base na Lista Suja do Ministério do Trabalho, entrevistas com 12 dos 66 contactados pelo organismo permitiram concluir que a maioria deles nasceu no Sudeste, mas mora nas regiões próximas às lavouras (Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Eles têm curso superior e declararam como profissões pecuarista, agricultor, veterinário, comerciante, gerente, consultor e parlamentar. São filiados ao PMDB, PSDB e PR.

Por outro lado, revela a pesquisa, 85% dos trabalhadores libertados, além de baixíssima escolaridade (analfabetos e com menos de quatro anos de estudo), nunca fizeram um curso de qualificação. No entanto, 81,2% deles declararam que gostariam de fazer algum curso, principalmente os mais jovens: 95,2% dos que têm menos de 30 anos disseram ter preferência nas áreas de mecânica de automóveis, operação de máquinas, construção civil (pedreiro, encanador, pintor) e computação.

Os aliciadores (conhecidos como gatos) também têm baixa escolaridade, idade média de 45,8 anos, são na maior parte nordestinos e vivem nas regiões Norte e Centro-Oeste.

A pesquisa, chamada "Perfil dos principais atores envolvidos no trabalho escravo rural no Brasil", mostra ainda que Maranhão, Paraíba e Piauí são exportadores desse tipo de mão de obra. Segundo o levantamento, realizado a partir de depoimentos de 121 pessoas libertadas pela fiscalização do governo, entre 2006 e 2007, esses três estados foram as principais origens dos trabalhadores resgatados em Goiás (88%) e Pará (47%). No Mato Grosso e na Bahia, 95% deles eram procedentes da região.

Segundo a OIT, a agropecuária continua sendo o setor de maior concentração de trabalho escravo, sobretudo nas fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool, como é o caso do Pará; plantações de arroz (Mato Grosso); culturas de café, algodão e soja (Bahia); lavoura de tomate e cana (Tocantins e Maranhão).

O coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da OIT no Brasil, Luiz Antonio Machado, disse que a pesquisa mostrou que a dinâmica do trabalho escravo no país tem se mantido, tanto nos estados com maior ocorrência, quanto nas atividades econômicas. Ele destacou, porém, que o governo aumentou também a fiscalização nas regiões Sul e Sudeste.

O levantamento também mostrou que as desigualdades de renda e raça se reproduzem entre as vítimas do trabalho escravo: 81% são negros, oriundos das regiões Norte e Nordeste, com renda média de 1,3 salário mínimo. Do universo entrevistado, 18,3% são analfabetos e 45% têm menos de cinco anos de estudo, sendo considerados analfabetos funcionais.

Entre as recomendações para tornar as políticas de combate ao trabalho escravo mais efetivas, a OIT sugere programas de qualificação profissional e elevação da escolaridade dos trabalhadores nas áreas de maior concentração, associados ao benefício do Bolsa Família; criação de empregos nos municípios de origem e residência dos trabalhadores; e realização de programas de reforma agrária, com apoio à agricultura familiar.

Bolsa família não barra trabalho escravo
O estudo da OIT revela ainda que o benefício do Bolsa Família não tem sido suficiente evitar a ocorrência do problema. O levantamento, realizado a partir de depoimento de 121 pessoas, revela que em 67% das famílias de trabalhadores libertados, existem crianças e adolescentes, sendo que 28% delas são beneficiárias do programa.

O levantamento concluiu também que quase 60% dos trabalhadores resgatados são reincidentes e que a fiscalização do governo conseguiu libertar apenas 12,6% deles - o que revela a pouca efetividade das políticas de combate ao trabalho escravo no Brasil.

Segundo Luiz Antonio Machado, coordenador do projeto da OIT de combate ao trabalho escravo no país, o Bolsa Família ajuda a reduzir a vulnerabilidade dos trabalhadores porque melhora a alimentação das famílias, mas por si só, não evita que os chefes dessas famílias se submetam a condições degradantes de trabalho, com cerceamento de liberdade.

- O Bolsa Família é insuficiente para impedir que os trabalhadores sejam vítimas de trabalho escravo - disse Machado, defendendo que o governo desenvolva outros programas associados, como criar empregos nas localidades onde residem esses trabalhadores, ofertando cursos de qualificação.

Segundo Machado, o alto índice de recorrência se deve à falta de alternativas, sobrando nas áreas rurais apenas a "empreitada". Ele disse que além da equipe de fiscalização não conseguir cobrir todo o país, é preciso que haja maior conscientização. Na maioria das vezes, o trabalhador não denuncia. Em alguns casos, eles conseguem fugir ou, depois que a empreitada acaba, são liberados sem receber pelo serviço.

A pesquisa revelou também problemas no combate ao trabalho infantil: 92,6% dos entrevistados começaram a trabalhar antes dos 16 anos de idade, em média aos 11,4 anos. Os trabalhadores foram ouvidos entre outubro de 2006 e julho de 2007. Eles foram libertados de fazendas no Pará, Bahia, Mato Grosso e Goiás.

O Globo

Sobe para 432 o número de mortos no terremoto na Turquia



Bebê de 15 dias, mãe e avó são resgatados 48h após o tremor; buscas pelo pai continuam

O terremoto de 7,2 graus de magnitude que sacudiu no domingo (23) a Província de Van, no leste da Turquia, deixou 432 mortos e 1.352 feridos, segundo o balanço mais recente da Direção Oficial de Situações de Emergência. Enquanto isso, as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes, esforço recompensado nesta terça-feira (25) com o salvamento de uma bebê de 15 dias, sua mãe e avó.

A recém-nascida resgatada os escombros quase 48 horas depois do terremoto que devastou a região, perto da fronteira com o Irã. Depois do bebê, a mãe e da avó da recém-nascida também foram retiradas com vida.

Os três resgates foram realizados em um intervalo de duas horas na cidade de Ercis, a mais abalada pelo terremoto.

A criança foi a primeira salva, por volta do meio-dia (08h00 de Brasília). Azra Karaduman foi levada imediatamente de helicóptero para um hospital da capital Ancara.

Depois, as equipes de resgate retiraram a mãe da recém-nascida, Seniha, que não tinha ferimentos graves, mas precisava desesperadamente de água e alimentos, segundo as equipes de emergência que a levaram para o hospital próximo.

A última a ser retirada do local foi Gulzade Karaduman, a avó de 73 anos, que estava com um dos pés presos nos destroços.

As equipes de resgate acreditam que o pai da criança continua debaixo dos escombros ao lado de cinco ou seis pessoas. Cães farejadores auxiliam a polícia e os bombeiros nas buscas.

Famílias e equipes de resgate enfrentam frio intenso em busca de mais sobreviventes

Apesar dos resgates darem esperanças às famílias dos desaparecidos, as equipes de emergência têm encontrado mais corpos do que sobreviventes nos imóveis desabados.

De acordo com o governo, 2.262 imóveis desabaram na região afetada pelo tremor, principalmente na cidade de Ercis, que tem 75.000 habitantes, e em Van, a capital regional, com um rico patrimônio histórico e situada às margens de um lago cercado por montanhas e com população de 380.000 moradores. As duas localidades ficam próximas do Irã, com população majoritária de curdos.

Durante toda a madrugada desta terça-feira, centenas de socorristas trabalharam sem pausa sob uma temperatura glacial na busca de sobreviventes. Uma mulher grávida e os dois filhos foram resgatados dos escombros de um prédio público em Ercis, a cidade mais afetada pelo tremor.

Horas antes, um policial e sua mulher também foram encontrados vivos em outro ponto da cidade.

Os sobreviventes passaram uma segunda noite de angústia com os tremores secundários e criaram fogueiras, à espera da distribuição de ajuda.

Dois acampamentos foram montados, com distribuição de alimentos, mas muitos criticam a falta de calefação, cobertores, remédios. Também afirmam que recebem apenas pão e água.

As críticas e suspeitas recaem sobre a Prefeitura, nas mãos do AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento, surgido do movimento islamita), que favoreceria aqueles que consideram seus eleitores.

Copyright AFP

R7

Câmera de segurança registra atropelamento de idosa em SP

Mulher atravessava a faixa de pedestre quando foi atingida por moto.Polícia diz que motociclista estava em alta velocidade e com carteira vencida.

Câmeras de segurança registraram o momento em que uma mulher de 60 anos foi atropelada por um motociclista em Botucatu, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (24). Ela estava atravessando a rua, na faixa de pedestre, quando foi atingida pela moto.

Outra câmera gravou o motociclista caindo alguns metros à frente. Ele quebrou o braço. A mulher ficou desacordada no asfalto e sofreu vários ferimentos. Ela passou por cirurgia e, segundo os médicos, não corre risco de morrer.
De acordo com a polícia, o motociclista estava acima da velocidade permitida e com a carteira de habilitação vencida.

G1

Justiça nega pedido de habeas corpus de tenente acusado de matar a juíza Patrícia Acioli


RIO - O Tribunal de Justiça do Rio informou nesta terça-feira que foi negado, por unanimidade, o pedido de habeas corpus em favor do policial militar Daniel Santos Benitez Lopes, um dos acusados de assassinar a juíza Patrícia Acioli, em agosto deste ano, em Niterói. De acordo com TJ, a defesa do tenente alegou que Benitez estaria passando por constrangimento ilegal, decorrente da decisão que ordenou sua transferência do Batalhão Especial Prisional (BEP) para o presídio Bangu 8, pois não havia risco do policial fugir.

Segundo o relator do processo, desembargador Valmir de Oliveira Silva, a transferência teria ocorrido para evitar que o acusado fugisse, já que teria sido evidenciada a fragilidade da unidade prisional. Em uma interceptação telefônica, Benitez dizia que fugir do BEP era algo fácil.

A prisão dos 11 PMs acusados de matar a juíza foi decretada no início do mês pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói, Peterson Barroso Simão. De acordo com informações do TJ, o juiz aceitou ainda a denúncia do Ministério Público estadual que pede que todos respondam por homicídio triplamente qualificado, sendo que dez deles também responderão por formação de quadrilha armada.

Na decisão, o juiz Peterson Barroso Simão negou ainda pedido da defesa do tenente-coronel Cláudio Luiz para que ele fosse transferido para o Batalhão Especial. O MP quer a transferência do ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e do tenente Daniel Benitez para um presídio federal fora do Rio. `

Á época, no entanto, o juiz decidiu mantê-los no Rio por enquanto. O MP quer que os dois sejam colocados imediatamente em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Segundo o procurador geral, a iniciativa de pedir a transferência tem como objetivo evitar que os dois responsáveis pelo plano de execução da juíza interfiram ameaçando testemunhas no desenrolar do processo.

O Globo

Perdendo calorias prazeirosamente

Contrex - Ma Contrexpérience - 97s from Marcel on Vimeo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Motorista de Hilux que matou 2 paga fiança e será liberado


Fernando Mirabelli teve de pagar R$ 50 mil para responder em liberdade.
No sábado, ele foi indiciado por homicídio doloso e embriaguez ao volante.


O gerente de banco Fernando Mirabelli, de 32 anos, que atropelou três pessoas em São Paulo, deverá ser liberado na noite desta segunda-feira (24) ou na manhã desta terça-feira (25), segundo o advogado de defesa dele, Emerson Martins. A fiança, estipulada em R$ 50 mil pela Justiça, foi paga na tarde desta segunda.

O motorista da Toyota Hilux atropelou no sábado (22) três ajudantes de jardinagem em São Paulo, causando a morte de dois deles. Ele foi transferido por volta das 13h40 desta segunda da cadeia do 91º Distrito Policial, no Ceasa, Zona Oeste da capital paulista, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na Zona Leste de São Paulo.

Mirabelli foi indiciado pela Polícia Civil por fuga do local do acidente, embriaguez ao volante, homicídio doloso simples e tentativa de assassinato. No entender da delegada Luciana Zanella, do 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, Zona Sul, onde o caso foi registrado, o motorista assumiu o risco de matar.

A delegada afirmou que não arbitrou fiança para que o réu fosse solto e respondesse aos crimes em liberdade porque a pena para homicídio doloso, numa eventual condenação, ultrapassa seis anos de reclusão. Nesse caso, só quem pode arbitrar a fiança é a Justiça. Pela lei, Zanella só poderia estabelecer fiança se o motorista fosse indiciado por homicídio culposo (sem intenção), onde a pena não ultrapassa quatro anos.

A defesa alega que o suspeito é primário, tem bons antecedentes, residência fixa e emprego. Por esses motivos, foi sugerida a soltura de Mirabelli mediante pagamento de fiança determinada pela Justiça.

O atropelamento
O atropelamento protagonizado por Mirabelli ocorreu na Marginal Pinheiros, no trecho que dá acesso à Ponte Engenheiro Ary Torres, na região do Morumbi, Zona Sul. Cerca de 30 funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Prefeitura de São Paulo trabalhavam no canteiro central. A defesa do motorista alega que ele foi fechado por um caminhão e perdeu o controle do Hilux ultrapassou a grade de proteção e atingiu três trabalhadores. Testemunhas negam que isso tenha ocorrido e afirmam que ele estava a 120km/h numa via onde a velocidade máxima é de 60 km/h.

Sobrevivente chora
No acidente, o carro do bancário atropelou Aldenir Abrantes Dantas, de 21 anos, que está internado com fraturas no hospital Santa Marcelina, na Zona Leste. Dantas passou por cirurgia no sábado na perna e na bacia e se recupera no hospital. Ele, que planejava ficar noivo em 2012, passará por mais duas cirurgias, segundo seus parentes. Não há previsão de alta médica.

“Ele só chora. Ele fala que os dois amigos dele morreram, mas não confirmamos isso para ele não sofrer mais. O menino está com dores e traumatizado demais, não fala coisa com coisa”, disse a dona de casa Aldenora Siqueira Dantas, mãe de Aldenir. “Graças a Deus ele está vivo e não vai perder a perna. Disse que foi o primeiro a ser atingido pelo carro. Esse motorista é um louco, tem de continuar na cadeia.”

Mortos
Os colegas de Aldenir que morreram são: Alex Damasceno Souza, de 26 anos, e Roberto Pires de Jesus, de 36. Os corpos deles foram sepultados no cemitério do bairro Vila Nova Cachoeirinha no domingo (23). Familiares das vítimas pediram “justiça” e “prisão” para o motorista do Hilux durante o cortejo.

Caso seja condenado na Justiça pelos crimes, poderá pegar pena de 6 anos a 20 anos de reclusão.

Suspeito
Quando foi detido no sábado, Mirabelli que não quis falar com a imprensa.

Em seu depoimento à Polícia Civil, o bancário disse que bebeu por volta das 21h de sexta-feira (21) e foi para uma casa noturna em Guarulhos, na Grande SP. Já no sábado pela manhã, quando voltava da boate em direção à casa dos pais, no Campo Belo, em São Paulo, foi fechado por um caminhão, perdeu o controle do seu Hilux e atropelou os trabalhadores que faziam manutenção do canteiro central da via.

De acordo com a Polícia Militar, foram encontradas garrafas de bebidas alcoólicas no Hilux: uma de cerveja e outra de pinga. Revoltados com o atropelamento dos ajudantes, seus colegas chegaram a agredir o motorista. Ele precisou ser levado para o Hospital Universitário.

Em nota, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse estar inconformado com o acidente. A Prefeitura afirmou que dará apoio aos familiares das vítimas.

G1

Mãe convida sequestrador para ser padrinho de bebê no Rio


O menino de 37 dias de vida foi sequestrado por um homem que iria adotá-lo. No fim, a mãe perdoou o sequestrador.

R7

Centenas oferecerem lar para cadela cega e seu cão guia


Centenas de pessoas na Grã-Bretanha se ofereceram para abrigar uma cadela dinamarquesa cega e seu cão guia após os animais terem sido entregues a um abrigo em julho.

Lily, de seis anos de idade, teve seus olhos removidos quando ainda era filhote e é companheira de Maddison, de sete anos, que foi adestrado para ajudá-la a se locomover.

O abrigo diz que a dupla é inseparável, mas alguns potenciais novos donos desistiram por causa da aparência da cadela ou por não ter condições de abrigar dois animais de grande porte.

Mas desde que lançou um apelo pela adoção, o local recebeu centenas de ligações.

"Acho que o futuro parece muito bom para essa dupla", disse a cuidadora Gemma Pinchin.

"Recebemos centenas de telefonemas pelos quais somos obviamente gratos", disse ela.

Os funcionários do abrigo disseram que vão ligar de volta para todos os que ofereceram um lar para os cães.

BBC Brasil

Novo laser melhora técnica de cirurgia de catarata


ORLANDO, Flórida, EUA - Dois novos estudos propõem abordagem revolucionária para a cirurgia de catarata, tornando-a mais segura e mais eficiente do que o procedimento padrão de hoje. A nova abordagem, usando laser de femtossegundos especial, é aprovada pelo FDA e foi um dos temas mais aguardados da 115.a Reunião Anual da Academia Americana de Oftalmologia.

Pesquisa documentada pelo oftalmologista William W. Culbertson, do Bascom Palmer Eye Institute da Universidade de Miami, e pelo médico Mark Packer, da Oregon Health and Sciences University, confirma várias vantagens do laser para cirurgia de catarata.

A equipe do Dr. Culbertson estuda como o pré-tratamento de catarata com o laser de femtossegundos afetou o nível de energia de ultra-som necessário para suavizar a catarata. Esta emulsão é realizada para que a catarata possa ser facilmente aspirada para fora da vista. Cirurgiões usaram o menor nível possível de energia ultra-sônica, já que, numa pequena porcentagem dos pacientes, a técnica costuma ser associada com uma recuperação mais lenta da boa visão após a cirurgia. Idealmente, nos casos apropriados, o uso de ultra-som seria eliminado por completo.

No estudo do Dr. Culbertson, 29 pacientes tiveram cirurgia para catarata com um laser de femtossegundos em um olho e, no outro, o procedimento padrão de catarata, chamada de facoemulsificação. A cirurgia a laser incluiu a capsulotomia a laser, que é uma incisão circular na cápsula do cristalino, seguida por laser de lente de fragmentação, e depois por ultra-som, emulsificação e aspiração da catarata.

A fragmentação da lente envolvia o uso do laser para dividir as lentes em seções e, em seguida, amaciá-las através da gravação de padrões cross-hatch em sua superfície. A cirurgia-padrão incluía uma incisão manual, seguido pelo ultra-som de emulsificação e a aspiração da catarata.

Após a remoção de catarata por qualquer método, lentes intra-oculares foram inseridas nos olhos para substituir a lente natural e proporcionar a correção da visão adequada para cada paciente.

O uso de energia ultra-som foi reduzida em 45 por cento no pré-tratamento a laser em comparação com olhos que receberam o procedimento de cirurgia-padrão de catarata. Além disso, a manipulação cirúrgica do olho foi reduzida em 45 por cento em olhos que receberam o pré-tratamento a laser, em comparação com a cirurgia-padrão manual. Este estudo envolveu os tipos mais comuns da catarata, classificados de 1 a 4. Dr. Culbertson nota que estes resultados podem não se aplicar a um maior grau de catarata.

- Na prática clínica, cirurgiões poderiam esperar uma intervenção mais segura e mais rápida, quando o pré-tratamento a laser é realizado antes da remoção da catarata - disse Dr. Culbertson. - A combinação de precisão e de simplificação é possível com o laser de femtossegundos e representa um grande avanço para esta cirurgia.

A equipe do Dr. Packer no Oregon Health Sciences University e em Portland, Oregon, avaliaram a segurança da cirurgia a laser de catarata em termos de perda de células endoteliais da córnea, medidas após a cirurgia de catarata. Medir a perda de células endoteliais é uma das maneiras mais importantes para avaliar a segurança das novas técnicas de cirurgia de catarata. Estas células preservam a clareza da córnea, e, como não se regeneram, devem durar uma vida. O estudo do Dr. Packer descobriu que, quando o laser de fragmentação de lente foi usado em 225 olhos, não houve perda de células endoteliais, enquanto os 63 olhos que receberam o tratamento padrão tiveram perda de células de 1 a 7 por cento.

- Nossa descoberta é de que o laser de fragmentação de lente parece proteger as células endoteliais corneanas e representa um benefício significativo desta nova cirurgia - disse Packer. - Este procedimento é mais seguro do que o tratamento de catarata padrão e é provável que isso signifique melhor visão e menos preocupações de saúde ocular para pacientes de catarata, a longo prazo.

Estudos anteriores de cirurgia de catarata com laser de femtossegundos encontraram outros benefícios. O laser permite que o cirurgião fazer pequenas incisões mais precisas e realizar capsulotomias melhores, que é a remoção de parte da cápsula do cristalino que fazem lente intraocular colocação (LIO) mais segura. Isso reduz a chance de que uma LIO mais tarde torne-se deslocada. Além disso, a cirurgia de catarata a laser parece melhorar os resultados em pacientes que optam por LIOs de tecnologia avançada, além de corretivo de incisões na córnea, para alcançar a visão a uma boa distância.

Lasers de femtossegundos têm sido utilizados por oftalmologistas em cirurgia refrativa como Lasik, de transplantes de córnea, e em outros procedimentos. Em 2009, um novo tipo de laser de femtossegundos, que poderia chegar a uma profundidade suficiente para de ser usado na remoção de catarata, foi aprovado pelo FDA.

O Globo

domingo, 23 de outubro de 2011

Usuários de crack no Itaquerão


O palco de abertura da Copa do Mundo de 2014 está cercado pelo crack, informam Diógenes Muniz e Márcio Neves em reportagem exclusiva da Folha deste domingo --o acesso ao conteúdo completo é exclusivo para assinantes. Usuários se espalham pelo entorno das obras do estádio do Itaquerão, na zona leste de São Paulo.

Moradores da região relatam que o uso de drogas no local já existia antes mesmo do anúncio do novo estádio.

A dinâmica da cracolândia local de Itaquera foi registrada pelos repórteres-fotográficos Hélio Hilarião e Rafael Firmino. Durante seis meses, a dupla identificou e fotografou três pontos de consumo de drogas no perímetro da arena. A estimativa é que ao menos cem viciados circulem por ali --entre eles, mulheres e adolescentes.

Folha OnLine

Entre o vício e os trilhos



O DIA ONLINE

Só dois dos 96 distritos de São Paulo têm mais de dois livros por habitante, aponta ONG


Meta recomendada pela Unesco é de, no mínimo, duas obras por habitante adulto

Dos 96 distritos da cidade de São Paulo, apenas dois têm, nas bibliotecas e nos pontos de leitura municipais, mais de dois livros por habitante. Apenas os distritos da Sé (na região central), com 16,59, e da Liberdade (também no centro), com 2,6, atingem esse patamar. Do total de distritos, 90 não conseguem chegar à marca de um livro por morador, segundo dados do Observatório Cidadão da ONG Nossa São Paulo.

A meta, recomendada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), é, no mínimo, dois livros por habitante adulto, destaca Maurício Broinizi Pereira, um dos coordenadores do Movimento Nossa São Paulo.

- Uma realidade que já era ruim e piorou significamente é que o Poder Público simplesmente não investe em bibliotecas populares. A prefeitura reformou a Biblioteca Municipal, mas a periferia continua à míngua. Além de não ter investimento ainda está diminuindo o número de livros.

Segundo os dados da ONG, em 2010, a média do município era 0,22 livro por adulto. Em 2006, era 0,27. Em números absolutos, o acervo total da cidade caiu de 2.254.631 obras, em 2006, para 1.962.102, em 2010. Na distribuição por distrito, a desigualdade é evidente: a diferença entre a região com mais livros e a com menos é 1.978 vezes, ressalta Pereira.

- A região central de São Paulo tem uma concentração muito grande de livros e bibliotecas. Mas, em praticamente toda a periferia, em 90 distritos da cidade, a média de livros está abaixo de um por habitante da região. Isso revela que não há prioridade de levar os equipamentos culturais para a periferia da cidade.

De acordo com a Nossa São Paulo, na comparação por subprefeitura, a exclusão cultural dos paulistanos que moram longe do centro fica ainda mais evidente. São Mateus e Cidade Ademar, regiões da periferia da cidade, que reúnem 635.593 pessoas com 15 anos ou mais, não tinham, em 2010, um só livro disponível à população em equipamentos públicos de cultura.

- Em São Mateus, um Ponto de Leitura foi inaugurado em dezembro de 2010, o que, para a atualização do indicador em 2011, pode representar uma melhora.

Procurada, na última sexta-feira (22), a Secretaria de Cultura da prefeitura disse que iria procurar conhecer os números apresentados na pesquisa antes de se pronunciar.

Agência Brasil

Forte terremoto deixa mortos, feridos e derruba prédios no leste da Turquia

Tremor de magnitude 7,3 ocorreu próximo à fronteira com o Irã.
Pelo menos 85 pessoas morreram, segundo a TV estatal.


O forte terremoto que atingiu o leste da Turquia neste domingo (23) já matou pelo menos 85 pessoas, segundo a TV estatal TRT.

A TRT relatou que 59 pessoas morreram e 150 ficaram feridas na cidade de Ercis, 25 morreram em Van e uma criança morreu na província vizinha de Bitlis.

Ercis, cidade de 75 mil moradores, foi a mais afetada. Ela fica sobre a chamada Falha de Ercis, região bastante propensa a tremores.

O tremor pode ter matado entre 500 e 1.000 pessoas, informou mais cedo o Observatório Kandilli, da Universidade do Bósforo, de Istambul, que monitora atividades sísmicas no país. O acesso às montanhosas regiões afetadas é difícil, segundo o governo.

O abalo ocorreu próximo a Tabanli, a 19 quilômetros a nordeste da cidade de Van, capital da província de mesmo nome, perto da fronteira com o Irã.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o tremor teve magnitude 7,3 e localizou-se a uma profundidade de 95,4 quilômetros, às 13h41 locais (8h41 de Brasília).

As autoridades locais afirmaram que a magnitude foi de 6,6, segundo a TV privada NTV.

O vice-premiê Besir Atalay afirmou que dez prédios caíram em Van e entre 25 e 30 caíram em Ercis.

A Anatolia também relatou que houve pelo menos 20 réplicas.

O Serviço Geológico dos EUA registrou pelo menos duas fortes réplicas, de magnitude 5,6, outra de 5,1, além de menores.

A TV mostrou imagens de prédio e carros destruídos, atingido por escombros, e moradores em pânico caminhando pelas ruas.

O prefeito de Van, Bekir Kaya, fez um chamado para que as pessoas mantenham a tranquilidade.

Havia congestionamentos, por conta dos moradores que tentavam deixar a cidade de carro.

A imprensa turca afirmou que telefonia e eletricidade sofreram cortes.

O premiê turco, Tayyip Erdogan, vai ao local para ver os danos, também segundo a TV turca.

Um jornalista da agência Reuters em Hakkari, a cerca de 100 quilômetros ao sul de Van, disse que sentiu o prédio onde estava tremer por cerca de dez segundos.

Pequenos terremotos ocorrem quase diariamente na Turquia. Dois grandes terremotos em 1999 mataram mais de 20 mil pessoas no noroeste do país. Em maio, duas pessoas morreram e 79 ficaram feridas pelo tremor que sacudiu Simav, também no noroeste.

Armênia e Irã
O forte terremoto deste domingo foi sentido na capital da Armênia, Yerevan, causando prejuízos, sem informações sobre vítimas até agora.

O pânico se estendeu rapidamente entre a população de Yerevan, que tomou rapidamente as ruas carregando os bens de primeira necessidade.

Os tremores mais fortes foram sentidos na cidade de Gyumri, ao norte de Yerevan perto da fronteira com a Turquia, onde também ocorreram danos e são sentidas réplicas.

O abalo também foi sentido com força no noroeste do Irã, mas não causou vítimas nem danos consideráveis, informou a imprensa local.

Israel

O governo de Israel, por intermédio de seu ministério de Relações Exteriores, ofereceu ajuda à Turquia após o terremoto. Os países estão com relações diplomáticas estremecidas por conta do episódio da flotilha turca que tentou levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza em maio de 2010.

Maternidades de Maceió usam redes para acalmar recém-nascidos


MACEIÓ - Berços e encubadoras de duas maternidades de Maceió ganharam pequenas redes para acalmar o sono dos recém-nascidos. De acordo com médicos e fisioterapeutas, alguns bebês prematuros nascem com alto grau de irritabilidade e a rede faz com que eles se acalmem e durmam. Para algumas crianças, a rede é a única forma de acalmá-las fora do colo da mãe.

O tecido das redes evita alergia e infecções. Com o uso da rede, também é possível reduzir a quantidade de glicose, usada justamente para acalmar os bebês.

Médicos e fisioterapeutas dizem que basta usar a rede duas vezes por dia, por períodos de 50 minutos. A posição na rede reduz o desconforto respiratório e faz com que a soneca seja terapêutica.

A fisioterapeuta Gabriela Noyr diz que a rede simula o espaço intra-uterino, ajudando a desestressar o bebê. A pediatra Junko Asakura afirma que a redução do estresse fará também com que o bebê tenha menos sequelas na vida adulta.

O sono dos bebês é tão tranquilo que algumas mães querem levar as redes para casa.

O Globo