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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mãe publica carta após filho com Down ser excluído de festa

Jennifer disse que o filho não tem sido chamado para comemorações


Menino foi o único da turma que não foi convidado para aniversário


Jennifer disse que o filho não tem sido chamado para comemorações

"É uma carta aberta ao pai que achou 'ok' convidar toda a classe para o aniversário de seu filho, exceto meu filho... Estou compartilhando isso, porque penso que é uma lição valiosa para todos e que estou tentando educar e defender mais", escreveu.

Ao longo de seu desabafo, a mãe afirma que a ausência de seu filho entre os convidados do evento não foi um descuido, mas, sim, uma decisão intencional da família.

Segundo a mãe, filho foi alvo de preconceito - Reprodução Facebook
"A única razão pela qual você decidiu que era 'ok' não convidar meu filho para a festa de aniversário do seu filho é o fato dele ter Síndrome de Down", afirmou Jennifer, que diz que em diversas ocasiões o filho já falou sobre o amigo que fez aniversário, o que demonstra que eles tinham uma boa convivência.

"Ter Síndrome de Down não significa que você não quer ter amigos", diz a mãe.

Jennifer conta que o fato fez com que ela percebesse que seu filho não havia sido convidado para grande parte das festas no último ano. Na carta, a mãe afirma que o pai está desinformado sobre a doença, pois, caso contrário, não teria excluído seu filho. Jennifer diz ainda que não está brava com os pais da criança, mas que considera esta uma ótima oportunidade para que conheçam seu filho melhor. Por fim, Jennifer diz que todos cometem erros, mas que sempre há oportunidade de melhorar.

Fonte: O Globo

sábado, 13 de outubro de 2012

Alunos de todas as escolas afegãs rezam por Malala Yousufzai


Estudante baleada por talibãs por defender o apoio ao ensino feminino teve a bala extraída da medula na última quarta-feira

HYDERABAD - Alunos de todas as escolas afegãs estão em vigília neste sábado, rezando pela recuperação da estudante paquistanesa de 14 anos, Malala Yousufzai, baleada na cabeça na última terça-feira por talibãs, por defender o apoio para a educação das mulheres.

— Cerca de 9,5 milhões de estudantes das 15.500 escolas e centros educativos do país oram por sua recuperação antes do início das aulas — disse o porta-voz do Ministério da Educação, Amanulá Aman.

A jovem defensora dos direitos das meninas no Paquistão está em estado grave depois que a bala que estava alojada perto de sua medula foi retirada, na madrugada de quarta-feira. Um porta-voz militar, o major Asim Saleem Bajwa, informou que ela continua inconsciente e respirando com ajuda de aparelhos, mas a quantidade de sedativos foi diminuída e, como resultado, ela apresentou movimentos nas mãos e nos pés.

O ministro da Educação afegão, Ghulam Faruq Wardak, também participou das homenagens a Malala em uma escola em Cabul.

Segundo Aman, o ministro assegurou que os estudantes afegãos fazem o mesmo caminho para a escola por onde Malala passava e se solidarizou com a dor de muitas estudantes que veem como os insurgentes atacam os centros de ensino.

Durante o governo talibã (1996-2001), o ensino feminino era proibido, decisão respaldada por uma interpretação fundamentalista do Islã. Neste período as mulheres deviam se ocupar unicamente das tarefas domésticas e cobrir seus rostos.

A presença de tropas internacionais no Afeganistão não impediu ataques dos talibãs a professoras, diretoras de colégio ou centros de ensino, sendo o último exemplo o de Malala, que foi baleada no transporte escolar a caminho de casa, na zona de Swat, região norte do Paquistão. A jovem adquiriu notoriedade há três anos, quando foi revelada sua identidade por trás de um blog, que durante meses relatou as atrocidades cometidas por talibãs paquistaneses proibindo a educação de meninas sob seu controle.

De acordo com o jornal “Express Tribune”, os médicos descartaram nas últimas horas que Malala sofra danos cerebrais e um porta-voz afirmou que as 48 horas seguintes à operação seriam fundamentais para a evolução de seu quadro.

O Globo

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gêmeos loiro e mulato chamam atenção pela diferença no Rio


Além da aparência, irmãos também são diferentes na personalidade e nos gostos

Os irmãos gêmeos, Nicolas e Davi, de nove anos, chamam atenção por onde passam no Rio pela diferença física: um é loiro igual a mãe e o outro é mulato como o pai.

Além da aparência, os irmãos também são diferentes na personalidade e nos gostos. Enquanto um prefere futebol, matemática e é extrovertido; o outro gosta de basquete, português e é mais tímido. Até para os amiguinhos da escola é difícil acreditar que eles são gêmeos.

A medicina explica que isso é possível, pois eles são gêmeos bivitelinos — nasceram de dois óvulos e dois espermatozoides diferentes em uma mesma gestação.

Os pais dizem que conversam muito com os filhos para que eles não sofram preconceito ou passem por situações de constrangimento.

R7

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Preconceito social faz famílias afegãs criarem meninas como meninos


Quando Azita Rafhat, uma ex-parlamentar afegã, prepara as suas filhas para a escola de manhã, ela veste uma delas de forma diferente.

Três meninas usam roupas brancas e cobrem seus rostos com véus. Mas Mehrnoush, a quarta menina, veste terno e gravata. Na rua, Mehrnoush não é mais uma menina, e sim um rapaz chamado Mehran.

Azita Rafhat não teve filhos homens, e para evitar as provocações que famílias assim sofrem no Afeganistão, ela tomou a decisão radical de mudar a criação de Mehrnoush.

Esse tipo de atitude não é incomum no país. Existe até mesmo um termo – Bacha Posh – para meninas que são vestidas como garotos.

"Mesmo que você tenha uma boa posição no Afeganistão e está bem de vida, as pessoas veem você de forma diferente (se não tiver um filho homem). Elas dizem que a sua vida só é completa se você tem um filho", diz Azita.

Sempre houve preferência por meninos no Afeganistão, por motivos tanto econômicos quanto sociais.

O seu marido, Ezatullah, acredita que ter um filho é um sinal de prestígio e honra.

"As pessoas que nos visitavam sempre diziam: 'Oh, lamentamos que vocês não têm um filho.' Então imaginamos que seria uma boa ideia vestir nossa filha assim, já que ela também queria."

Economia


Muitas meninas vestidas de rapazes andam pelas ruas no Afeganistão. Algumas famílias optam por esse caminho para permitir que elas consigam empregos em lugares públicos, como em mercados, já que mulheres não podem trabalhar na rua.

Em alguns mercados de Cabul, um grupo de meninas, com idade entre cinco e 12 anos, se apresenta como meninos e vende água e chiclete. No entanto, nenhuma quis dar entrevista sobre o assunto.

A tradição não dura por toda a vida. Aos 17 ou 18 anos, as jovens voltam a assumir uma identidade feminina. Mas essa mudança não é nada simples.

Elaha mora em Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão. Ela viveu como menino por 20 anos, porque sua família não tinha filhos homens. Apenas há dois anos, quando entrou na universidade, é que ela passou a se vestir como mulher.

No entanto, ela ainda não se sente totalmente feminina. Alguns de seus hábitos não são típicos de garotas, e ela diz que não pretende se casar.

"Quando eu era criança, meus pais me vestiam de menino porque eu não tinha um irmão. Até recentemente, vivendo como menino, eu saia para brincar com outros garotos e tinha mais liberdade."

Contra sua própria vontade, ela voltou a viver como mulher, e diz que só aceitou voltar porque se trata de uma tradição social. No entanto, ela se diz revoltada com a forma como as mulheres são tratadas pelos seus maridos no Afeganistão.

"Às vezes, eu tenho vontade de me casar e bater no meu marido, só para compensar a forma como as outras mulheres são tratadas em casa."

História comum

Atiqullah Ansari, diretor da famosa mesquita de Mazar-e Sharif, diz que a tradição é parte de um apelo que se faz a Deus.

As famílias que não têm filhos homens vestem as meninas assim como forma de pedir a Deus por um bebê homem.

Mães que não têm filhos homens visitam o templo de Hazrat-e Ali para fazer o pedido a Deus.

Ansari conta que de acordo com o Islã, as meninas que vivem como garotos precisam cobrir o rosto quando amadurecem.

No Afeganistão, histórias assim têm se tornado cada vez mais comuns. É comum pessoas conhecerem parentes ou vizinhos que já passaram por isso.

Fariba Majid, que dirige o Departamento de Direitos da Mulher da Província de Balkh, diz que ela própria já passou por isso, e quando era criança era chamada pelo nome masculino de Wahid.

"Eu era a terceira filha na minha família, e quando nasci, meus pais decidiram me vestir de menino", afirma.

"Eu podia trabalhar com meu pai em sua loja ou até mesmo ir para Cabul para comprar coisas para a loja."

Ela disse que a experiência a ajudou a ganhar confiança e permitiu que ela chegasse onde está hoje.

Segredo

A própria ex-parlamentar Azita Rafhat, mãe de Mehrnoush, também já passou por isso.

"Deixe-me contar um segredo", ela afirma. "Quando eu era criança, eu vivi como garoto e trabalhava com meu pai. Eu tive a experiência tanto do mundo masculino quanto feminino, e isso me ajudou a seguir uma carreira com ambição."

A tradição existe a séculos no Afeganistão. De acordo com o sociólogo Daud Rawish, de Cabul, isso pode ter começado durante períodos de guerra no passado, quando mulheres eram vestidas de homens para poderem ajudar a combater os inimigos.

Mas nem todos toleram esse tipo de tradição. O diretor da Comissão de Direitos Humanos da Província de Balkh, Qazi Sayed Mohammad Sami, disse que a prática é uma violação de direitos fundamentais.

"Nós não podemos mudar o gênero de alguém só por um tempo. Isso é contra a humanidade", afirma ele.

A tradição teve efeitos devastadores em algumas meninas, que sentem um conflito de identidades e acreditam ter perdido parte fundamental de suas infâncias.

Para outras, a experiência foi positiva, já que elas tiveram liberdades que nunca exerceriam, caso tivessem sido criadas apenas como garotas.

BBC Brasil

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Clientes de restaurante que expulsou criança negra serão ouvidos



Polícia quer saber quem estava no local quando menino foi retirado.
Caso aconteceu em SP; menino negro foi adotado por espanhóis na Etiópia.


A Polícia Civil quer saber quem eram os clientes e funcionários que estavam no restaurante Nonno Paolo, no bairro do Paraíso, Zona Sul de São Paulo, no momento em que um casal de espanhóis relatou que seu filho de 6 anos foi expulso na sexta-feira (30). O menino é negro e foi adotado há dois anos na Etiópia. Segundo o casal, o menino disse que um senhor o colocou para fora do estabelecimento. O advogado do restaurante alega que o menino saiu espontaneamente após ser abordado pelo proprietário. A criança foi encontrada pela família a um quarteirão do local.

A mãe do menino, que quis ser identificada apenas como Cristina, de 42 anos, procurou o 36º Distrito Policial, no Paraíso, e registrou um boletim de ocorrência. No mesmo dia a mulher prestou depoimento. O delegado Márcio de Castro Nilsson, titular da delegacia, instaurou um inquérito nesta segunda-feira (2), e deve ouvir outras pessoas para apurar se houve preconceito de raça ou cor.

“Ainda não dá para dizer que é preconceito. Quero apurar os fatos. Em um primeiro momento, pelo menos um constrangimento ilegal houve. Mas em que circunstâncias é preciso apurar, e até quem cometeu”, afirmou o delegado na manhã desta terça-feira (3). Por enquanto, o caso não deve ser encaminhado para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Outros depoimentos ainda não foram marcados – o advogado do restaurante, José Eduardo da Cruz, esteve na delegacia nesta manhã para se inteirar sobre os fatos do inquérito e disse estar à disposição da polícia. O advogado do Nonno Paolo reconhece que o dono do estabelecimento abordou a criança, mas nega que tenha havido racismo.

"Ele [o dono] se dirigiu ao garoto e ele não respondeu. Ele imaginou que fosse mais um dos meninos de rua da feira, e a criança saiu do local espontaneamente. Em hipótese alguma houve racismo", disse. Funcionários do restaurante ouvidos pelo G1 confirmam que o dono do local colocou o garoto para fora do estabelecimento.

Os espanhóis contam que foram se servir no bufê e deixaram o menino na mesa. O gerente do restaurante, porém, garante que houve um desencontro entre o menino e seus pais. “O menino saiu procurando os pais dele. Mas ele foi para o lado errado. Os pais estavam de um lado e ele foi para outro”, disse José Eduardo Fernandes Neto.

Família
A família do menino, que chegou ao Brasil no dia 17 de dezembro e voltou para a Espanha nesta segunda, disse estar muito abalada. "Foi um desespero, a primeira coisa que eu pensei foi que alguém havia levado ele embora [o menino] e que não iríamos vê-lo nunca mais", disse a mãe, técnica de administração acadêmica na Universidade de Barcelona. A família havia ido ao Parque Ibirapuera na manhã da sexta (30) e decidiu comer no restaurante à tarde. Funcionários viram que o garoto entrou com os pais e o trataram como cliente num primeiro momento, relatou Cristina. O menino não fala português.

A tia que hospedou o casal, Aurora, afirmou que o garoto evita falar sobre o caso e que estava chorando quando foi encontrado pelos pais. "Ela [Cristina] chegou aqui chorando, com o marido. Eu voltei [ao restaurante] com ela para saber o que houve e um funcionário admitiu que havia colocado o menino para fora."

"Ele me disse 'um senhor me botou para fora', em catalão, que é a nossa língua. Perguntamos se ele estava ferido e ele disse que foi segurado pelo braço, mas não foi machucado", contou a mãe. A família estuda entrar na Justiça caso a investigação não prossiga.

G1

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Justiça condena gravadora por racismo em música de Tiririca



A Sony terá que pagar indenização de 1,2 milhão de reais por danos morais provocados pela letra da música 'Veja os Cabelos Dela', do deputado federal Tiririca

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro avaliou como racista a letra da música Veja os Cabelos Dela, de autoria do deputado federal Tiririca. A decisão condena a gravadora Sony, detentora dos direitos autorais da música, a pagar indenização de 1,2 milhão de reais. A ação foi movida por dez organizações não governamentais que lutam contra o racismo.

As entidades alegaram que trechos da música são ofensivos aos negros. Num trecho, a canção diz: "Veja veja veja veja veja os cabelos dela/Parece bom-bril, de ariá panela/Parece bom-bril, de ariá panela/Eu já mandei, ela se lavar/Mas ela teimo, e não quis me escutar/Essa nega fede, fede de lascar"

De acordo com o advogado Humberto Adami, que defendeu as entidades no processo, o valor é o mais alto já pago a uma indenização por ato racista. "A quantia é pequena ainda se comparada com outros segmentos de danos morais, como injúria e difamação."

A gravadora ainda não se manifestou sobre a decisão. O deputado federal Tiririca disse que não vai falar sobre o assunto porque apenas a Sony é acionada no processo.

A ação é movida pelas mesmas entidades desde 2004, quando a gravadora recorreu da condenação. Na época, a Sony foi condenada a pagar indenização de 300 milhões de reais, valor que foi reajustado nesta decisão desta quinta-feira.


Veja

domingo, 16 de outubro de 2011

Muçulmana se recusa a tirar véu e é impedida de fazer exame de motorista


Uma funcionária de um CFC (Centro de Formação de Condutores) de São Bernardo do Campo impediu neste sábado (15) que a brasileira muçulmana Ahlan Saifi (foto) terminasse um prova teórica de renovação de carteira de motorista por ter se recusado a tirar o véu. Ahlan chamou a PMs, e o caso foi parar na polícia.

“Eles [funcionários] me falaram que nenhum aluno pode entrar de boné, de gorro, com alguma coisa que não tenha como identificar", disse.

Ela argumentou que não podia tirar o véu porque se trata de uma vestimenta religiosa, mas não conseguiu convencer a funcionária. A prova foi bloqueada via rede de computador pelo Detran.

O 1º DP (Distrito Policial) da cidade vai apurar o que aconteceu. Orivaldo Marchi, dono do CFC, disse que provavelmente houve um travamento no computador da Ahlan. Ele informou que ela poderá se submeter a um novo exame na segunda-feira.

Ahlan foi acompanhada à delegacia por Sheikh Hassan Hammdeh, representante da Sociedade Islâmica de São Paulo. Ele disse ter havido uma discriminação por motivo religioso, o que é crime no Brasil.

Em alguns países islâmicos, como o Irã, mulher é proibida de dirigir.

Não há um levantamento oficial sobre o número de muçulmanos no Brasil. De acordo com algumas estimativas, o número de brasileiros convertidos aumentou 25% nos últimos dez anos.

Com informação das agências

Paulopes

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Restrição a religiões cresce pelo mundo


142 dos 198 países pesquisados sofrem com ódio ou preconceito religioso

Quase um terço da população mundial vive em países onde está ficando mais difícil praticar religião livremente, afirmou nesta terça-feira um grupo privado de pesquisas dos Estados Unidos.

O Fórum sobre Religião e Vida Pública do Pew Research Center informou que restrições governamentais e hostilidade pública envolvendo religião aumentaram em alguns dos países mais populosos entre meados de 2006 e meados de 2009, a época em que a pesquisa foi feita.

"Durante o período de três anos coberto pelo estudo, a extensão dos abusos e violência relacionados à religião cresceu em maior número de lugares do que o daqueles em que decresceu", diz o relatório "Crescentes Restrições à Religião".

Nesses anos, somente cerca de 1 por cento da população mundial vivia em países onde houve maior tolerância religiosa, assinala o texto.

O estudo feito pelo Pew Center em 198 países constatou que aqueles considerados restritivos ou hostis no relatório anterior tiveram o quadro piorado enquanto o oposto foi verificado naqueles com mais tolerância religiosa.

Um aumento substancial da hostilidade pública em relação a grupos religiosos foi observado na China, Nigéria, Tailândia, Vietnã e Grã-Bretanha, enquanto as restrições governamentais cresceram significativamente no Egito e na França.

O Pew Center examinou leis ou outras políticas governamentais destinadas a banir determinadas crenças, limitar a prática, dar preferência a uma religião específica ou proibir conversões.

Para quantificar a hostilidade, o estudo analisou violência sectária, pressões sobre vestimentas religiosas e outros tipos de intimidação.

Os países mais restritivos ou hostis em relação a certas religiões incluem Índia, Paquistão, Indonésia, Egito, Irã, China, Mianmar, Rússia, Turquia, Vietnã, Nigéria e Bangladesh - embora na maioria dessas nações não tenham ocorrido alterações nos três anos.

Entre meados de 2008 e 2009, pessoas foram mortas, detidas, presas, torturadas, desalojadas de suas casas ou tiveram propriedade destruída por governos por motivos religiosos em 101 países. No período anterior eram 91 países, de acordo com o relatório.

Na época estudada, esse tipo de violência aumentou em mais nações do que declinou.

Ataques de multidões motivados por religião ocorreram em 52 países no ano do estudo encerrado em meados de 2009, enquanto no período prévio foram 38.

Ódio ou preconceito religioso resultaram em violência por parte de grupos de cidadãos em 142 países, quase três quartos dos 198 incluídos na pesquisa e número quase semelhante ao verificado até meados de 2008.

Cristãos e muçulmanos, os dois maiores grupos religiosos do mundo, sofreram perseguição na maioria dos países.

Fiéis de outras religiões também foram importunados. Os judeus, que perfazem menos de 1 por cento da população mundial, foram alvo de restrições ou hostilidade em 75 países.


Jornale

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O ORGULHO GAY, O ORGULHO HÉTERO E O ORGULHO DE SER IDIOTA.


O mundo debate o estranho projeto de lei aprovado em São Paulo, pela Câmara de Vereadores, que cria o tal do “Dia do Orgulho Hétero”.

Celebridades se manifestam contra ou a favor. Políticos aproveitam a oportunidade para arrecadar votos de um ou de outro lado. Artistas soltam seus pitacos aqui e ali. A imprensa internacional mete o pau (com razão) e critica a medida, que claramente disfarça o preconceito contra os homossexuais, e ocupa o espaço do debate de questões muito mais importantes.

Mas, se olharmos mais profundamente a questão, veremos com clareza repentina que essa excrescência é fruto do exagero das tais “ações afirmativas” propostas recentemente por lideranças homossexuais ávidas em garantir para si os holofotes e angariar poder político ou sair do anonimato.

O preconceito contra os homossexuais é algo muito arraigado em nossa sociedade e é fortemente abraçado por instituições religiosas que moldam a cabeça da grande maioria de nossa população. No entanto, essa era uma visão que vinha mudando lentamente, de forma natural e progressiva, com a evolução do pensamento social e a proximidade de nossa sociedade com culturas mais tolerantes.

Infelizmente, essa não é uma mudança que ocorra “da noite para o dia” e pode levar gerações para que o pensamento preconceituoso regrida a um patamar “aceitável”. Antes que você me crucifixe; o “aceitável” aqui expressa a verdade universal de que o preconceito é fruto da ignorância e do medo. Portanto, ele é inerente ao ser humano e jamais terminará.

Sempre haverá os que odeiam os “crioulos”, os que odeiam “as bichas”, os que odeiam “as baleias”, os que odeiam “os sapatões” e os que odeiam qualquer coisa que seja diferente do mundo que os cerca ou da imagem de “normalidade” que eles têm do mundo.

Preconceito racial, sexual, estético ou de qualquer natureza se combate na sala de aula e em casa com educação de verdade. Com preparo para a convivência com o diferente e com a semente da tolerância e da compreensão de que cada um pode fazer de sua vida o que bem quiser, desde que não violente o próximo.

Por este aspecto devemos perceber as tais “ações afirmativas”, geralmente muito mal aplicadas e direcionadas, unicamente como um atalho que deseja impor um conceito que a sociedade simplesmente recusa ou não está preparada para assimilar.

Entender que homofobia não é contar uma piada sobre gays, não é imitar os trejeitos e exagerar na voz e nos modos para imitar um possível comportamento ou mesmo pregar que diante de Deus o homossexualismo é uma aberração (por mais idiota que isso possa soar, o pensamento religioso é criado num mundo próprio e arcaico ditado por preceitos muito mais arcaicos que podemos imaginar).

Homofobia é partir do pensamento para a ação. Homofobia é agredir física e psicologicamente com o intuito de causar dor e sofrimento em outro ser humano apenas porque você o odeia por ser diferente do que você imagina ser “normal”.

Por que a palavra usada é sempre “tolerância” quando o assunto é combater o preconceito seja qual for? Porque se parte do pressuposto que você pode não gostar de negros, de homossexuais e etc… contudo, socialmente, deve aprender a viver com as diferenças que a raça humana e o convívio social impõem. E, como isso é feito? Trabalhando o pensamento das pessoas para que percebam que o preconceito é algo infundado e fruto de sua própria ignorância.

Leis rígidas que punam fortemente os crimes de ódio e levem realmente os homofóbicos ou os racistas violentos para a prisão por longos períodos são muito mais eficientes do que impor a sociedade cartilhas de apologia ao homossexualismo para crianças de tenra idade, por exemplo.

Exageros como este, fortalecem os núcleos homofóbicos e apenas dão força às vozes preconceituosas para que se levantem e vomitem seu mal sobre todos nós. As últimas investidas de um deputado querendo “deixar seu nome na história” – como ele mesmo disse – serviram apenas para provocar e aumentar o ódio aos homossexuais e promover uma verdadeira (e uníssona) campanha antigay por todas as vertentes das religiões cristãs em nosso país (algo que nem mesmo o combate à fome conseguiu).

Enquanto o combate ao preconceito de qualquer natureza não for levado a sério e encampado por pessoas que não desejam ter o seu nome na história, mas sim mudar a sociedade de forma responsável e através de uma mudança de pensamento – que só vem com uma abordagem científica e desapaixonada da coisa – calcada em uma educação verdadeiramente de qualidade e voltada para todos; nosso país deverá pensar seriamente na criação do “Dia do Orgulho de Ser Idiota” para fazer valer a enorme massa de imbecis que desejam apenas se promover e lançar nossa sociedade nas trevas da exacerbação dos preconceitos e no caos completo de conflitos que deveriam ter sido encerrados desde o fim do século XIX.

Pense nisso


Visão Panorâmica

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Violência doméstica obriga crianças e adolescentes a viverem nas ruas


Eles abandonam suas casas por terem sofrido abuso sexual ou algum outro tipo de violência doméstica. São meninos morenos ou pardos com idade entre 12 a 15 anos, que não concluíram nem o primeiro grau e costumam sobreviver nas ruas com cerca R$ 80,00 por semana. Esse é o perfil da maioria dos garotos de rua no país, constatado pela Pesquisa Censitária Nacional sobre Crianças e Adolescentes em Situação de Rua, divulgada pela Secretaria de Direitos Humanos.

As brigas familiares e o abuso sexual são responsáveis por 71,6% dos meninos deixarem a família. Os dados apontam que 32,2% das crianças e adolescentes brigaram com pais e irmãos, 30,6% foram vítimas de violência física e 8,8% sofreram abuso sexual.

A pesquisa realizada com 23,9 mil meninos em 75 cidades brasileiras mostra ainda que há predominância do sexo masculino (71,8%), com idade entre 12 e 15 anos (45,13%). A maioria é parda ou morena (49%) e embora a maior parte deles esteja em idade escolar, 79,1% não concluíram o primeiro grau e 8,8% nunca estudaram.

Entre as crianças e adolescentes que nunca voltam para a família e dormem nas ruas, somente 23,3% buscam abrigo em casa de amparo. Outros 62,1% preferem dormir nas ruas. A falta de liberdade dentro das instituições (59,4%), a proibição do uso de drogas e álcool (38,6%) e a obrigatoriedade em respeitar os horários (26,9%) são apontados como os motivos principais para não frequentar os abrigos.

Eles sobrevivem pedindo dinheiro e alimentos ou trabalhando com a venda de produtos de pequeno valor (balas e chocolates), como engraxate, guardando carros ou na separação de lixo reciclável.

Entre os meninos que costumam dormir nas ruas, 77,1% relataram sofrer algum tipo de preconceito e discriminação, principalmente ao tentarem entrar em comércios (36,6%), no transporte coletivo (31,1%) e em bancos (27,4%).

Fonte: Childhood Brasil - 27/05/2011


prómenino

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Governo lança campanha contra homofobia, e Cabral autoriza policiais a irem a Parada Gay uniformizados

RIO - O Governo do Estado lançou, na manhã desta segunda-feira, a campanha do programa 'Rio sem Homofobia', que busca combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Durante a cerimônia, o governador Sergio Cabral autorizou os policiais e bombeiros homossexuais a participarem da próxima Parada Gay uniformizados e usando as viaturas. Cabral também assinou um documento com 125 metas para combater a homofobia até 2014, além de exibir as peças publicitárias que integram a campanha. Participaram da cerimônia o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, o coordenador do programa, Cláudio Nascimento, e a senadora Marta Suplicy, entre outras autoridades.

Segundo o coordenador do programa, a luta, agora, é para o Congresso Nacional aprovar a lei que criminaliza a homofobia:
"Um passo importantíssimo que nós demos foi a aprovação, no STF, da legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo. Uma vitória que foi conseguida por meio de uma ação do governo do estado. Isso dá orgulho ao Rio de Janeiro, que sempre foi vanguarda na história das transformações sociais do país. A próxima etapa é fazer com que o Congresso saia da letargia, da sua covardia em relação a esse debate, e assuma de forma objetiva e sincera um setor da sociedade que está excluído dos direitos plenos de cidadania. É preciso ter uma legislação que torne crime a prática da homofobia", disse, através de nota.

O lançamento da campanha acontece um dia depois de um homossexual ser encontrado morto, por espancamento, em um terreno baldio em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Nas mãos de Jonatas Lopes Ferreira, de 23 anos, a polícia encontrou fios de cabelos. No local, os PMs apreenderam um preservativo, ainda na embalagem, que estava próximo ao corpo.

Visita íntima para casais homossexuais já foi regulamentada

No dia 29 de abril, o governador já havia anunciado a regulamentação da visita íntima para casais homossexuais em presídios fluminenses. A ação já fazia parte do conjunto de iniciativas do programa 'Rio sem Homofobia'. Ainda esse mês, uma cartilha será lançada com informações para policiais e agentes penitenciários, além de seminários e encontros de capacitação, para orientar a recepção e abordagem dos detentos e de companheiros. A ideia é garantir que a aplicação da resolução seja eficaz.
Antes das visitas, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais deverão entrar em contato com o Disque Cidadania LGBT (0800 0234567), para marcar uma entrevista no Centro de Referência LGBT. A partir deste encontro com assistentes sociais, psicólogos e advogados será emitido um ofício a ser enviado para a direção do presídio, para que a visita possa ser realizada.


O Globo

domingo, 15 de maio de 2011

Irmã de jovem assassinada luta por justiça contra o crime de homofobia



SÃO PAULO - Kezia Camacho, de 20 anos, chora toda vez que se lembra da irmã, Adriele Camacho de Oliveira, morta no mês passado, aos 16 anos, numa emboscada que teria sido preparada pelos irmãos e o pai da então namorada da adolescente. Há centenas de quilômetros de Brasília, onde quarta-feira acontece a Marcha Nacional contra a Homofobia, Kezia luta em busca de justiça na cidade de Cassilândia, no interior de Mato Grosso do Sul, onde mora a família de Adriele. Inconformada com os rumos da investigação, ela tenta que a polícia faça outra reconstituição do crime, sob argumento de que há falhas da perícia.

Funcionária de uma loja de eletrodomésticos, casada, mãe de um menino de 2 anos, Kezia pouco tem informação sobre o movimento que se alastra pelo país na luta pelas garantias dos direitos dos homossexuais. Sabe "por alto" da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a união entre pessoas do mesmo sexo e não tem ideia de que Brasília será palco de protesto contra crimes de intolerância.

Ela tenta colocar na cadeia o pai da namorada de Adriele, um fazendeiro que chegou a ser preso na época, mas foi solto. Para ela, as informações do laudo pericial - hematomas e perfurações a faca e estrangulamento - são suficientes para provar que Adriele não foi morta por uma só pessoa, como tentam provar os advogados da família do fazendeiro.

'Minha irmã foi morta por puro preconceito'
Até agora só o filho do fazendeiro assumiu o crime. Ele espera julgamento preso na única delegacia de Itarumã, local do assassinato, onde os 5 mil habitantes permanecem em choque desde o início de abril, quando ocorreu a morte. Há suspeita de que o rapaz tenha assumido a responsabilidade para livrar de eventual prisão o pai, de 36 anos. O filho mais novo do fazendeiro, de 13 anos, também teria envolvimento no crime.

Para a polícia, não há dúvidas de que o homicídio foi motivado por preconceito.

- A motivação é homofóbica, sem dúvida. O crime será tipificado como homicídio qualificado por motivo torpe, a homofobia, e ocultação do cadáver - disse o delegado Samer Agi.

Kezia reforça:

- Minha irmã foi morta por puro preconceito. Nada mais explica o que fizeram com ela. Eles (a família da ex-namorada) fizeram uma emboscada. Mesmo sob ameaças, não vou deixar de lutar - diz Kezia, que já recebeu recados para "parar de mexer com o perigo".

A mãe das meninas, Ednalva Camacho, está em depressão.

- Está difícil para minha mãe porque quase sempre tem alguém que para ela no meio da rua e pergunta sobre o crime. Ela, claro, não aguenta e começa a chorar. Foi uma crueldade o que fizeram - diz Kelly, 18 anos, outra irmã de Adriele.

Ednalva diz que é difícil conceber a ideia de que alguém matou a filha por causa de um preconceito que ela nunca teve.

- Era uma questão pessoal da minha filha, ninguém tinha nada a ver com isso - diz.

A mesma praça onde a mãe das meninas vende sorvete era o lugar onde Adriele e a namorada passeavam de mãos dadas. Lésbicas assumidas, nunca tentaram esconder a opção sexual. Moraram juntas três meses, mas a pressão da família da namorada tornou tudo insustentável.

Ao ligar para o celular da ex-namorada de Adriele, na última quinta-feira, O GLOBO foi atendido por um homem que se identificou como parente dela. Ele perguntou o interesse da reportagem, disse, em tom ríspido, que conversaria com os familiares e retornaria a ligação, o que não aconteceu.

Em páginas de relacionamento na internet, a ex-namorada de Adriele diz que está namorando, agora com um rapaz.

- Imagina o medo que uma menina de 16 anos tem de assumir sua sexualidade depois que a namorada foi morta? Ninguém quer morrer por amor, né? - diz uma adolescente que conviveu com o casal.


O Globo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Justiça condena ex-delegado por insultos à mulçumana no Recreio



Rio - O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) condenou nesta segunda-feira um ex-delegado a um ano e 11 meses de detenção por insultos direcionados a uma muçulmana. Raul Oliveira Dias Alves ofendeu e humilhou uma mulher vestida com uma burka dentro de uma padaria no Recreio, Zona Oeste. Ele usou uma toalha de mesa, colocando-a sobre a cabeça, para imitar a vestimenta Grasiela Panizzon.

O acusado fez uma série de comentários preconceituosos sobre religião e raça quando reparou que Grasiela vestia a indumentária tradicional das mulçumanas. Quando ela foi abordá-lo, ele começou a ofendê-la, dizendo em altos brados, que na religião islâmica seria comum pais se relacionarem sexualmente com suas filhas, que era um absurdo a forma como as islâmicas se vestiam, bem como, deveria ser investigado o motivo pelo qual pessoas daquela religião poderiam residir no Brasil.

Alves chegou a chamar a vítima de palhaça por estar vestida daquela forma. Ele disse, ainda, em tom de deboche, que ela deveria ser um braço do Iraque no país. Em sua defesa, o ex-delegado, que durante o episódio apresentava sinais de embriaguez, disse que tem certa aversão ao Irã e ao Iraque porque perdeu um parente que serviu pelos EUA na guerra do Golfo.

Na sentença, a magistrada disse que a vítima é brasileira e encontrava-se legalmente em seu país natal, com liberdade de expressão e religião, não podendo jamais ser submetida a qualquer tipo de constrangimento pelo fato de sua vestimenta revelar sua opção religiosa. Ela ressaltou, ainda, que o acusado tentou apresentar justificativas para a sua conduta que demonstram o seu desprezo e total ausência de respeito pela religião mulçumana.

A juíza substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, consistentes na prestação de serviços à comunidade, a uma entidade assistencial, hospitalar ou escolar, e limitação de fim de semana, conforme determinação do Juízo da Execução. Não cabe mais recurso à decisão.



O DIA ONLINE

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Malásia envia jovens afeminados a acampamento de reeducação para que desistam de ser gays


PEQUIM - Um grupo de cerca de 60 adolescentes classificados como de "inclinações afeminadas" foi enviado pelas Autoridades de Educação do estado de Terengganu, no noroeste da Malásia, a um acampamento de reeducação e treinamento para fomentar sua masculinidade e dissuadi-los de serem gays. A medida provocou a ira de grupos de defesa dos direitos homossexuais e críticas da ministra da Mulher, Família e Desenvolvimento das Comunidades, Sharizat Abdul Jalil, que qualificou a iniciativa como ilegal e traumatizante para os meninos. Ela pediu o fim destes programas. A informação foi publicada pelo site do jornal espanhol El Pais.

Os meninos, de 13 anos foram escolhidos para fazer um curso de quatro dias de duração, disse o diretor de Educação do estado, Razali Daud, ao jornal local New Strait Times. Razali negou tenham sido obrigados a assistir ao curso, encerrado na quarta-feira, que incluía aulas de religião e motivação, além de assessoramento físico. Ele disse que os adolescentes foram "convidados" a participar e que após o curso, seriam supervisionados por seus orientadores.

- Não é uma cura da noite para o dia - disse. Não podemos forçar os meninos que mudem, mas queremos fazer com que conheçam suas opções na vida. Alguns jovens afeminados acabam como travestis ou homossexuais. Queremos fazer tudo o que for possível para limitar isso - disse Razali.

Grupos que defendem a igualdade de gêneros repudiaram a iniciativa, afirmando que tais acampamentos "incitam a homofobia e o preconceito, e violam os direitos das pessoas que são percebidas como diferentes".

A ministra Sharizat Abdul Jalil acrescentou que a situação pode gerar danos psíquicos aos meninos.

A homossexualidade é tratada como tabu na Malásia, país majoritariamente muçulmano, e onde o sexo entre homens é considerado ilegal. A sodomia é castigada com penas que podem chegar a 20 anos. No entanto, a lei é aplicada eventualmente de forma aleatória, embora em alguns estados, as pessoas que se travestem em público sejam punidas com prisão.

Esta é a primeira vez que Terengganu, um estado conservador, conhecido por suas ilhas de água cor turquesa, implanta este programa, embora no passado já tenha incentivado iniciativas para promover a moralidade muçulmana, como oferecer luas de mel grátis para salvar casamentos em crise.



O Globo

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hanseníase é marcada pelo preconceito e discriminação



Brasil é o segundo país no mundo em número de casos da doença. Está atrás apenas da Índia. Para fugir do preconceito o nome de lepra foi substituído por hanseníase.



Globo Vídeos

domingo, 27 de março de 2011

Ciganos em Madri

Maro aquece as mãos antes de ir para escola, momentos antes da casa ser destruída, Madri - Susana Vera/Reuters
Em Madri, duas famílias ciganas da Romênia foram retiradas da região onde moravam na semana passada. Após ordem do governo, as famílias foram retiradas do local de acordo com as normas de planejamento da cidade espanhola



O cigano Ciprian Tenace varre a frente de sua casa momentos antes do despejo, Madri - Susana Vera/Reuters
Os ciganos utilizavam um ônibus e trailer como moradia desde 2008, os quais foram destruídos. Em 2010, a França iniciou uma política de expulsão dos ciganos ilegais residentes no país, o quê provocou reuniões da União Européia, a qual acabou por se abster do assunto. Após o ocorrido, outros governos europeus iniciaram novas expulsões, que agora também atingem a Espanha.


Escavadora destrói ônibus e trailer que serviam como moradia para família cigana em Madri - Susana Vera/Reuters


Veja

sábado, 26 de março de 2011

Transexual fará 1ª cirurgia de retirada de órgãos femininos pelo SUS em SP


Alexandre dos Santos fará a operação em abril no Hospital Pérola Byington.
Médica defende importância do procedimento para transexuais masculinos.

O agente de saúde Alexandre Peixe dos Santos, de 38 anos, será submetido em abril à primeira cirurgia realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo de retirada dos órgãos reprodutores femininos de um transexual. É o primeiro passo para ele conquistar o corpo que sempre desejou. A operação para retirar útero, trompas e ovários está marcada para ocorrer no início do mês no Hospital Pérola Byington.
Apesar de ter nascido Alexandra, ele diz que se sente um homem em um corpo de mulher desde pequeno – e faz questão de ser chamado pelo gênero masculino. “Eu sempre quis e curti coisas de menino. Sempre me identifiquei assim, desde criança”, conta. Após a cirurgia, Alexandre poderá iniciar o tratamento com hormônios. Mas ainda faltará uma etapa, que é a cirurgia para retirada das mamas, a ser realizada em outro hospital, sem data definida.
A ginecologista e sexóloga Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia do Hospital Pérola Byington (Cresex), fala da importância do procedimento para os transexuais masculinos. “É importantíssimo, porque a questão dos transexuais é a mudança da identidade. Eles querem o máximo possível parecer o sexo desejado. Ele se sente homem e tem que ficar o mais próximo possível disso. É preciso adequar a mente ao seu corpo”, defende.
A cirurgia é resultado de uma parceria do Pérola Byington com o ambulatório dedicado exclusivamente à saúde de travestis e transexuais, inaugurado em junho de 2009 pela Secretaria de Estado da Saúde na Zona Sul da capital paulista. O hospital fará duas cirurgias de retirada de útero, ovários e trompas de transexuais masculinos todos os meses. “É um avanço para a sociedade e para a classe médica”, opina a médica.
O fato de o hospital ser considerado um centro de referência para as mulheres gerou uma preocupação a Alexandre, porque alguns quartos são coletivos. Para tranquilizá-lo, Tânia garantiu que ele ficará em um apartamento separado de outras pacientes. No caso do agente de saúde, a cirurgia também possui outra indicação médica, porque ele tem um mioma.

Infância
Alexandre conta que, desde muito pequeno, quis ter brinquedos e vestir roupas de meninos. As bonecas que ganhava em aniversários e Natais eram repassadas à irmã, um ano mais nova. E queria ter os presentes do irmão. “Lembro que, no aniversário de um ano do meu irmão, o bolo dele era um campo de futebol, cheio de bonequinhos. E ele com uma fantasia de Super-Homem. Era aquilo que eu queria para o meu aniversário e não tinha”, recorda.
A solução era brincar escondido com carrinhos e trenzinhos do irmão. “Teve um Natal que meu irmão ganhou um Ferrorama e eu uma boneca. A boneca foi para minha irmã e, quando todo mundo ia dormir, eu brincava com os brinquedos dele. Há 35 anos não era uma questão normal para a minha mãe eu querer os brinquedos do meu irmão. Então, precisava ser tudo escondido.”
Para manter o cabelo curto, ele utilizava outro "truque". “Eu procurava na escola quem tinha piolho. Minha mãe sempre brigava”, lembra. Com os cabelos do tamanho que desejava, outra barreira eram as roupas femininas. “Era uma coisa muito ruim. Como minha irmã tinha só ano de diferença, a gente andava com as roupas iguais, só mudava a cor”, lembra.
O período mais difícil, no entanto, foi a adolescência. “Na mudança do corpo, as coisas ficam mais complicadas. Os meninos começam a ter outros gostos, a arrumar namorada, e você fica isolado. E, quando você conhece alguém que gosta, é do mesmo sexo, biologicamente falando. Por isso, durante um tempo eu me identificava como lésbica, que era o mais próximo que eu conhecia”, afirmou. Muitos anos mais tarde, no entanto, durante uma reunião na Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, se descobriu um transexual masculino. “Eu nunca me identifiquei como mulher. Então, foi um alívio.”

Gravidez
Há 19 anos, Alexandre viveu a experiência de gerar um bebê. Ele vivia com uma companheira que tinha câncer e não podia ser mãe. Porém, queria muito ter um filho. A gravidez aconteceu após um acordo com um amigo homossexual. “Em nenhum momento fui uma grávida. Fui um grávido, um pai. Eu não tinha essa questão materna, era um corpo mudando”, afirma.
Mesmo se sentindo um homem, ele se rende à emoção de ter dado à luz uma criança. “É um momento indescritível, acho que não tem emoção que dá para comparar. Eu sou um homem que teve a sorte de ver o quanto é lindo aquilo”, lembra. A mulher morreu três anos após o nascimento de Bruna. A filha chama Alexandre até hoje de “pãe”.
O agente de saúde conta que a filha já sofreu muitos preconceitos por causa da transexualidade dele. “Eu converso com ela sobre essa questão desde os 4, 5 anos. Sempre expliquei. Mas eu acho que ela sofreu muito preconceito, até perdeu namorado e amigos”, diz.

Preconceito e violência
Alexandre relata que os transexuais são vítimas constantes de preconceito. “Xingamento é todo dia. A gente não acostuma. É que, se a gente for olhar tudo, não vive. É piadinha no ônibus, a gente entra em uma loja e o vendedor nem te olha. São olhares, palavras”, afirma.
Alguns casos, porém, são muito mais graves. Ainda jovem, ele sofreu uma violência sexual. “Teve uma ocorrência grave, uma violência sexual que sofri no banheiro masculino, porque passei a frequentar o banheiro masculino. Eram colegas que eu jogava bola. Isso ficou durante muito tempo guardado, eu vim contar com 30 anos para alguém.”
Em 1988, ao sair de uma festa, apanhou de 20 homens. “Um cara disse que, se eu queria ser homem, tinha que apanhar como homem. Eles me deram uma surra. Apanhei de ser arrastado de um lado para outro, chute, pontapé, soco”, contou. Segundo Alexandre, a polícia apareceu, ele entrou no carro e, ao contar o que aconteceu, um policial comentou: “também, olha do jeito que você anda”. “E não me levaram para a delegacia, me largaram na porta de casa.”

Características masculinas
O agente de saúde aguarda a cirurgia de retirada dos órgãos reprodutores femininos para começar a hormonioterapia. Ele sabe da importância de se ter um acompanhamento para a utilização de hormônios. “Em 2006, eu tomava hormônio sem acompanhamento e tive dois AVCs [acidentes vasculares cerebrais]”, contou.
Ele espera com ansiedade, no entanto, a cirurgia da retirada das mamas. Segundo Alexandre, são elas que ainda fazem as pessoas o identificarem como uma mulher. “Para mim, a mastectomia é que vai ser a libertadora. Eu não vejo a hora de chegar na praia, tirar a camiseta e ir para o mar.”



G1

segunda-feira, 7 de março de 2011

Fui chamado de negro, favelado e pobre, diz líder de banda de axé


Márcio Victor, do Psirico, afirma que um empresário de 43 anos o ofendeu em um dos camarotes mais badalados de Salvador

O cantor de uma das bandas de axé mais conhecidas da Bahia afirmou ter sido alvo de racismo durante show em camarote do carnaval de Salvador, na madrugada deste sábado.
Márcio Victor, do Psirico, teria sido chamado de “negro”, “favelado” e “pobre” por um empresário de 43 anos, natural de Inhambupe (163 km de Salvador), durante um show no Camarote do Reino, estrutura de eventos com capacidade para 2.500 pessoas em Ondina, um dos principais pontos da folia na cidade. O homem teria ainda acusado o cantor de incitar a violência em sua música.
“No momento em que houve a possível ofensa, o autor solicitou uma patrulha da Polícia Militar, que conduziu o homem até um posto da corporação”, informou o capitão Marcelo Pitta, do setor de imprensa da PM baiana.
Segundo relato do jornal “A Tarde”, o cantor reagiu aos insultos. “Olhe, eu vou é sair daqui, vou para o povão lá embaixo, que não tem dinheiro para comprar camarote, mas se respeita”, afirmou, de acordo com a publicação. O ingresso por um dia no camarote fica em torno de R$ 400 a R$ 600. A reportagem não conseguiu contato com o cantor neste domingo (5).
De acordo com a PM, o empresário foi liberado porque não houve a confirmação do flagrante, já que o cantor não registrou ocorrência. “Não podíamos prender o cidadão sem que houvesse o pronunciamento [da vítima]”, disse o capitão Pitta.
O crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão .


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Homofobia: o que leva alguém ao cúmulo de uma agressão?


Eles têm presença garantida em tudo o que se proponha a retratar o dia a dia da sociedade - seja como personagens em novelas ou participantes de reality shows. A 11ª edição do Big Brother Brasil, por exemplo, é a que traz o maior número de homossexuais e bissexuais: quatro (assumidos até agora), além da transexual Ariadna, que saiu na primeira semana. Enquanto isso, na novela das nove da TV Globo, Insensato Coração, o núcleo de personagens gays também cresce. Mas o aguardado beijo entre casais do mesmo sexo continua fora de cogitação, porque “o público não está preparado”, diz o autor Gilberto Braga. Na vida real, eles também conquistam seu espaço. Mesmo a passos lentos, eles já começaram a conquistar direitos legais semelhantes aos concedidos a heterossexuais, como a permissão para recorrer a técnicas de reprodução assistida para ter filhos e o benefício da previdência privada a seus companheiros. Ainda assim, à medida que os homossexuais se fazem mais presentes e assumidos - são 19 milhões no Brasil, segundo estimativa de grupos ativistas - parece crescer também a intolerância. E isso se reflete nos impressionantes casos de agressões contra gays e lésbicas - de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada dois dias um homossexual é morto no país vítima do preconceito.
Porém, quanto mais casos surgem (confira os recentes abaixo), menos se explica o que leva uma pessoa ao cúmulo da agressão pela simples preferência sexual do outro. Um estudo feito pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que esse comportamento pode ser despertado por uma espécie de autodefesa. “Essa agressividade pode ser uma resposta a uma sensação de incômodo, insegurança ou ansiedade desencadeada pelo tabu da homossexualidade”, explica Cristina Lasaitis, pesquisadora que coordenou o estudo Aspectos Afetivos e Cognitivos da Homofobia no Contexto Brasileiro, que foi tema de sua tese de mestrado. “Esses sentimentos devem ter maior influência no preconceito do que o ódio propriamente dito.”
O poder do grupo - E ao se sentir mais acuado ou receoso perante alguém considerado diferente, uma pessoa já intolerante pode transformar esse comportamento defensivo em violência, impulsionado principalmente pelo apoio de seu próprio grupo - basta ver que raramente um caso de agressão ocorre apenas entre duas pessoas. “Quando falamos de homofobia, geralmente colocamos em foco o relacionamento entre diferentes grupos e ignoramos a importância do fator intragrupo, no caso dos agressores”, salienta Cristina.
Por isso, a pesquisadora enfatiza que “o grupo tem um papel fundamental nas agressões”. Ela acredita que, sem o respaldo dos amigos, a chance de uma pessoa partir para a violência é muito menor, ainda que a vítima também esteja sozinha. E esta espécie de amparo, que lhe dá até a sensação de poder dividir a culpa, é visto como uma “vantagem” em ser homofóbico. “Durante a agressão, predomina um forte sentimento de confraternização, de pertencimento, de coesão de grupo, além da adrenalina natural do momento. É quase como um banquete, cabendo à vítima, ironicamente, o papel mais dispensável.”
Destruir o tabu - Para começar a mudar esse quadro, a pesquisadora entende que é essencial criminalizar a homofobia. “Além do instrumento legal para punir tais atos, isso criaria uma pressão simbólica contra a violência ao transmitir à sociedade a noção de que homofobia é crime”, destaca. Ao mesmo tempo, é muito importante trabalhar na desconstrução do tabu que envolve a homossexualidade, destruindo estereótipos e se preocupando em informar corretamente e de forma natural. “É preciso mostrar a todas as pessoas que a homossexualidade também está no mundo delas, presente na forma de familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e que o respeito e a boa convivência é uma questão de cidadania.”
E a melhor forma de ilustrar esse tabu a que a pesquisadora se refere é lembrar exatamente de como as novelas retratam os casais gays, preocupando-se em deixar o romance apenas subentendido e nunca de forma explícita, como evitando o beijo para o qual “a sociedade não está preparada”. Para Cristina, está é “uma representação hipócrita", que traz a ilusão de que o assunto está resolvido. "Se não houver uma tentativa de habituar a população com a visão do romantismo homossexual, ele sempre será encarado como algo extraordinário, escandaloso.”


Veja

Amazona cigana luta contra preconceito e busca vaga para Londres 2012


A cavaleira britânica Phoebe Buckley, integrante da comunidade roma ou cigana, compete por uma vaga na delegação olímpica do país que disputará as Olimpíadas de 2012 em Londres.

Phoebe afirma que muitas vezes é discriminada nos círculos elitistas da equitação por causa de suas origens.
A atleta de 26 anos diz esperar que seu exemplo ajude a mudar a opinião pública a respeito do povo roma.
Ela diz querer também inspirar outras mulheres ciganas, que geralmente se casam cedo e não seguem carreira profissional, a seguir seus passos.

Custos
Seus pais nasceram e viveram como nômades em acampamentos, mas decidiram se estabelecer na cidade inglesa de Cambridge quando ela nasceu.
Após insistir muito por um pônei, aos quatro anos ganhou de seus pais um "cavalo velho" e se apaixonou pela montaria. Aos 12, começou a praticar mais seriamente.
Como muitas outras ciganas, deixou os estudos aos 13 anos. Começou então a praticar com treinadoras profissionais.
"Achamos que fosse só uma fase que ela iria superar, mas quanto mais praticava, melhor ficava e mais queria", afirma o pai de Phoebe, Tom.
Como esportista, Phoebe competiu com integrantes da elite britânica como a filha da princesa Anne, Zara Phillips.
Mas a convivência com os mais ricos do país nem sempre foi suave.
"Há algum tempo escutei alguém dizer que eu não deveria poder me misturar com este círculo por causa de onde eu vim. Isso realmente é duro", diz ela.
Phoebe é dona de dois cavalos, Flash Gordon e Identity Crisis (Crise de Identidade, em português), mas teme ser obrigada a vender o primeiro, seu favorito, para pagar os altos custos do esporte.
"Frequentemente os melhores cavalos são 'descobertos' e se te oferecem muito dinheiro é muito difícil recusar, mesmo que seja um cavalo potencialmente olímpico", diz ela.


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