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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Polícia prende homem que roubava e sumia com homossexuais no Rio
Robson Cardoso marcava encontro com vítimas pela internet.
Professor de 70 anos foi morto pela quadrilha e o corpo não foi encontrado.
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (27/12), o integrante de uma quadrilha que roubava e matava homossexuais. Robson Luiz Castelo Branco Cardoso, de 31 anos, foi preso em casa, no bairro Colégio, no Subúrbio do Rio. No imóvel, foram encontrados documentos, drogas e munição.
De acordo com o delegado da 32ª DP (Taquara), Antonio Ricardo, responsável pelo caso, as investigações começaram após o desaparecimento do professor Carlos Roberto Costa, de 70 anos, em Madureira, também Subúrbio. A vítima marcou um encontro por um site de bate-papo na internet e sumiu. A polícia constatou que o carro usado pela vítima continou a rodar pela cidade.
"Essa quadrilha tem como hábito marcar encontros pela internet, principalmente, com homossexuais. As vítimas são roubadas e mortas. O corpo de Carlos Roberto não foi encontrado. Por isso, o preso será indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver", explicou o delegado.
A polícia espera que, com a prisão do criminoso, outras vítimas formalizem queixa contra ele. Agentes da 32ª DP fazem buscas, nesta quinta-feira, à procura de outros integrantes da quadrilha: uma mulher e dois homens.
Segundo o delegado Antonio Ricardo, a quadrilha fez pelo menos mais uma vítima: um homem, também homossexual, que, após marcar umcontro pela internet, foi assaltado e levado, amarrado e amordaçado, para a favela do Muquiço, em Guadalupe, no Subúrbio. A vítima só foi salva porque traficantes da comunidade estranharam a movimentação e atiraram contra os integrantes da quadrilha.
G1
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Casal de homossexuais é decapitado e queimado dentro de casa
Cabeças foram encontradas jogadas no meio da rua em uma quadra próxima da residência
Um casal de homossexuais foi decapitado e queimado dentro de casa na madrugada desta segunda-feira (24) no Pedregal, bairro do Novo Gama (GO), região do Entorno do DF. As informações foram repassadas pelo 5º Comando Regional da Polícia Militar do Estado de Goiás.
A polícia informou que José Dalvalei Alves Pereira, de 37 anos, morava junto com um travesti, identificado até o momento somente como Camila, há mais ou menos um ano. O padrasto de Pereira afirmou que nenhum dos dois tinha envolvimento com drogas, mas que costumavam beber.
Na noite deste domingo (23), o casal teria se envolvido em uma confusão depois de tomar cerveja em um bar da região. A mãe de Pereira também informou que o filho teria recebido ameaças da vizinha nos últimos dias, porque estaria saindo com o marido dela.
Apesar dessas duas denúncias, a polícia prefere trabalhar com a hipótese de que uma terceira pessoa teria ido à casa do casal nesta madrugada e bebido com eles.
O crime aconteceu por volta das 3h na quadra 672 da cidade. Inicialmente, os vizinhos acionaram equipes do Corpo de Bombeiros acreditando que se tratava somente de um incêndio.
No entanto, depois que os homens do resgate chegaram ao local e controlaram as chamas, dois corpos carbonizados sem as cabeças foram encontrados dentro da residência. Horas depois, por volta das 5h, as duas cabeças foram localizadas jogadas no meio da rua em frente a um lote vazio da quadra 668.
A Polícia Civil foi acionada e uma perícia foi realizada para identificar o quê de fato aconteceu nas cenas do crime. Os resultados devem ficar prontos em até 30 dias.
A ocorrência está registrada no Ciops (Centro Integrado de Operações e Segurança) da cidade, que investiga o caso. Até o momento, ninguém foi preso.
R7
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Rapaz sofre fraturas no rosto ao ser espancado na Rua Augusta, em SP
Ele acredita que foi confundido com gay por agressores.Irmão e um amigo dele, que é gay, também foram agredidos no sábado.
Um jovem de 21 anos sofreu três fraturas em ossos da face e ficou com um coágulo no cérebro ao ser agredido por um grupo de ao menos dez pessoas na manhã de sábado (19), em frente a um bar localizado na esquina das ruas Augusta e Fernando de Albuquerque, na Consolação, região central de São Paulo. O irmão dele, de 24 anos, e um amigo de 24 anos que afirma ser gay, também foram agredidos pelo grupo, segundo ocorrência registrada na polícia.
As vítimas conversaram com a equipe de reportagem do G1 sob a condição de que não tivessem os nomes divulgados. A agressão ocorreu quando o trio deixou uma casa noturna próxima à Praça Roosevelt e se dirigia à residência do jornalista, que mora em um apartamento na Avenida Nove de Julho.
Para o amigo de 24 anos, tratou-se de um ataque homofóbico, versão que deverá sustentar quando prestar depoimento à polícia. Ele diz que em momento algum o grupo recorreu a palavras homofóbicas ou a xingamentos durante o ataque ao trio.
Mas afirma que estava com uma roupa justa e foi visto dando um abraço em um dos amigos, fatos que, na sua visão, poderiam ser interpretados como sinal de sua sexualidade. Também diz que os agressores repetiam a frase "Vocês vão morrer"."Um deles chegou a pegar uma pedra enorme para jogar na cabeça do meu amigo que já estava no chão desmaiado", disse.
A ocorrência da agressão foi registrada no 4º Distrito Policial, da Consolação, como lesão corporal. Por enquanto, nenhum dos três agredidos prestou depoimento, o que deverá acontecer nos próximos dias.
Segundo a polícia, após os depoimentos, será analisado se o caso tem conotação homofóbica.
A agressão
Segundo o amigo dos irmãos, ao entrar no bar na Rua Augusta, ele estava abraçado ao jovem de 21 anos que posteriormente foi agredido. "Estávamos abraçados como costumamos fazer algumas vezes quando conversamos. Inclusive ele estava triste porque havia reencontrado uma ex-namorada. Com certeza, eles acharam que nós éramos gays. O meu amigo não é gay; eu sou. Namoro com o irmão deles há quatro anos", contou.
Ele diz que, quando os três entraram no bar, um dos agressores ficou encarando de forma sistemática o amigo dele, que permaneceu do lado de fora, enquanto os outros dois foram ao banheiro. O jovem de 21 anos que apanhou questionou por que o outro estava olhando para ele e, depois disso, foi agredido com um soco no rosto e partiu para o revide.
Outros jovens que acompanhavam o primeiro agressor entraram na briga e passaram a espancar o rapaz. O irmão dele levou uma garrafada no braço esquerdo e também foi agredido com socos e pontapés.
Após cessar as agressões, o trio se dirigiu a outro bar, nas proximidades. Eles entraram no banheiro para limpar o sangue dos ferimentos. Ao saírem, mais uma vez foram atacados, desta vez por dois agressores. "Quando estendi o braço para chamar um táxi, um cara me deu um murro na cabeça e me agarrou pelo pescoço. Depois, ele meu deu uma cadeirada. Sofri cortes dentro da boca e fiquei com o joelho machucado", contou o amigo de 24 anos.
O rapaz de 21 anos também foi agredido na cabeça logo após deixar o a bar e desmaiou. Em seguida, passou a receber chutes no rosto dos agressores. O irmão tentou proteger a vítima e também levou pontapés. O jovem permaneceu desmaiado na rua e foi levado por policiais militares para a Santa Casa de Misericórdia, em Santa Cecília, na região central.
Depois de receber os primeiros socorros, ele foi transferido na noite de sábado para um hospital do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, onde permanecia internado em observação na tarde de segunda-feira (21). Ele deverá ser submetido a pelo menos três cirurgias na face devido às fraturas em ossos da bochecha, nariz e maxilar. Ao G1, o jovem disse que não se lembra de quase nada da agressão. “Depois que tomei a pancada na cabeça não vi mais nada. Quando acordei, horas mais tarde, já estava no hospital e a cabeça ainda rodando”, relatou.
G1
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Vídeo mostra o rosto de suposto agressor de casal gay em SP
Imagens foram feitas por câmeras de posto de combustíveis.
Casal foi espancado; uma das vítimas teve a perna quebrada.
A imagem do rosto de um dos suspeitos de agredir um casal de homossexuais na região da Avenida Paulista pode ajudar a polícia a identicar os agressores. As imagens foram gravadas na madrugada de sábado (1º) pelas câmeras de segurança do posto de combustíveis na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra, onde as vítimas foram ofendidas.
O analista fiscal Marcos Paulo Villa, de 32 anos, e o companheiro dele, de 30 anos, que pediu para não ser identificado, reconheceram os dois homens que os atacaram a caminho de casa.
O casal aparece primeiro nas imagens do posto de combustíveis. Eles já tinham sido ofendidos no Sonique Bar, a poucos metros do local, na Rua Bela Cintra.
Villa e o companheiro contaram à polícia que ignoraram as ofensas e foram embora, mas que voltaram a ser abordados pelos agressores duas vezes. A primeira ainda na saída do posto e a segunda quando estavam a caminho de casa, em frente a um restaurante da Rua Fernando de Albuquerque.
A gravação do posto mostra que, minutos depois, aparecem os dois homens apontados pelas vítimas como agressores. Eles discutem novamente. Um dos homens é visto, segundo as imagens, dentro de uma loja de conveniência.
O momento da violência, porém, não foi registrado pelas câmeras de segurança. “Ele veio para cima de mim, me deu um murro na boca. Eu caí, bati a cabeça e ele começou a chutar meu corpo, foi aonde eu apaguei e ele conseguiu quebrar minha perna”, conta a vítima que prefere não ter seu nome divulgado.
Villa viu o companheiro, com quem vive há quase cinco anos, desmaiado e ensanguentado e achou que estivesse morto. “Olhava pra ele e falava: é minha família. A gente foi hoje, já teve outro ontem e amanhã vai ter outro. Pode ser que o de amanhã seja morto”, afirmou.
G1
terça-feira, 19 de julho de 2011
Abraçados, pai e filho são confundidos com casal homossexual e agredidos em SP
Grupo de cerca de 20 pessoas teria perguntado se os dois eram gays
Um homem teve a orelha mordida e decepada enquanto passeava com o filho na Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic) em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A vítima, de 42 anos, estava abraçada com o filho, de 18, quando foi abordada pelos agressores, que ainda não foram identificados pela polícia.
O grupo de cerca de 20 pessoas teria perguntado se os dois eram gays. O homem tentou explicar que eles eram pai e filho, mas, pouco depois, levou um soco.
A vítima disse à EPTV que desmaiou depois de ser golpeado no queixo. Quando acordou, ouviu as pessoas gritando que ele tinha perdido um pedaço da orelha, arrancada com uma mordida por um dos agressores.
O filho teve ferimentos leves.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Professora transexual diz que alunos sabem lidar com a diversidade

Marina Reidel foi vítima de homofobia antes de passar por 'transformação'.
Ela aprova kit do MEC e diz que ganhou o respeito de pais e estudantes.
Ela aprova kit do MEC e diz que ganhou o respeito de pais e estudantes.
Os estudantes adolescentes sabem lidar com tranquilidade quando lhes é apresentado em sala de aula o tema da diversidade sexual. É a conclusão que chegou a professora Marina Reidel por sua experiência didática em uma escola pública de Porto Alegre. Ela se sente muito à vontade para falar sobre o tema que gerou a polêmica suspensão do projeto "Escola sem homofobia", que iria debater a diversidade sexual nas escolas públicas por meio de vídeos e uma cartilha – o chamado" kit anti-homofobia". Marina é transexual desde os 30 anos (ela não revela a idade) e é tratada com respeito por alunos, pais e diretores por seu trabalho em sala de aula.
De família com ascendência alemã, Marina sempre teve o carinho dos pais, que viam o filho brincando com bonecas desde pequeno. Mas nunca teve diálogo necessário para falar sobre sua orientação sexual em casa. Talvez por isso tenha demorado tanto tempo para assumir a sua condição.
No trabalho nas escolas viveu duas realidades distintas. Antes de decidir se tornar transexual, deixando o cabelo crescer e assumindo a sua feminilidade, Marina era o professor Mário e, como homossexual, era vítima de preconceito nas escolas.
“Enquanto eu era um gay não assumido tive alguns problemas”, conta a professora, que faz mestrado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Teve um pai que não aceitava que eu desse aula para a filha dele. Uma mãe retirou a filha da escola porque não aceitou o fato de ela ter um professor homossexual. Eu até fui ofendido por um aluno da oitava série. Registrei boletim de ocorrência e ele acabou saindo da escola.”
Depois que se tornou transexual, as coisas mudaram. Mario avisou a direção da escola que iria se ausentar por alguns meses e voltaria diferente. A diretora e os outros professores prepararam os alunos para receber esta mudança. E a transexual voltou à escola como uma respeitada professora Marina. “Depois que me transformei ninguém questionou nada sobre minha história ou meu trabalho. Nem os meus alunos, que têm de 10 a 17 anos. E os pais confiam na escola e no trabalho que a gente faz.”
Marina participou de trabalhos de capacitação promovidos pelo MEC sobre a questão da diversidade sexual nas escolas. Teve acesso aos vídeos preparados para o kit anti-homofobia e até promoveu com os alunos trabalhos abordando o tema. “Tivemos trabalhos excelentes sobre a conscientização desta temática”, avalia.
Ela lidera uma associação de professores transexuais do país. Diz que tem 15 professores transexuais nas escolas da rede pública, sendo quatro no Rio Grande do Sul. “Deve haver mais, mas nem todo mundo assume sua condição”, diz. Ao saber da suspensão da distribuição do material didático voltado para a orientação do professor, Marina achou um retrocesso. Ela diz que muitos professores querem abordar a temática, mas não têm material didático para se basear. E outros professores não querem se envolver com o tema por “preguiça”. “Eles se preocupam só com seus conteúdos enquanto na sala de aula temos violência, bullying, homofobia, drogas...”
Sobre a proibição do kit preparado a pedido do MEC, Marina disse que a interferência dos políticos está atrapalhando o desenvolvimento de uma questão importante para a educação brasileira. “Acho muito estranho é que na educação todo mundo dá palpite. No posto de saúde ninguém diz para o médico o que deve ser feito. Por que nós educadores temos que dar ouvidos às pessoas que não entendem de educação e querem dar pitacos no nosso trabalho? Por que os deputados evangélicos podem se meter tanto se o estado é laico?”
G1
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Governo lança campanha contra homofobia, e Cabral autoriza policiais a irem a Parada Gay uniformizados
RIO - O Governo do Estado lançou, na manhã desta segunda-feira, a campanha do programa 'Rio sem Homofobia', que busca combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Durante a cerimônia, o governador Sergio Cabral autorizou os policiais e bombeiros homossexuais a participarem da próxima Parada Gay uniformizados e usando as viaturas. Cabral também assinou um documento com 125 metas para combater a homofobia até 2014, além de exibir as peças publicitárias que integram a campanha. Participaram da cerimônia o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, o coordenador do programa, Cláudio Nascimento, e a senadora Marta Suplicy, entre outras autoridades.Segundo o coordenador do programa, a luta, agora, é para o Congresso Nacional aprovar a lei que criminaliza a homofobia:
"Um passo importantíssimo que nós demos foi a aprovação, no STF, da legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo. Uma vitória que foi conseguida por meio de uma ação do governo do estado. Isso dá orgulho ao Rio de Janeiro, que sempre foi vanguarda na história das transformações sociais do país. A próxima etapa é fazer com que o Congresso saia da letargia, da sua covardia em relação a esse debate, e assuma de forma objetiva e sincera um setor da sociedade que está excluído dos direitos plenos de cidadania. É preciso ter uma legislação que torne crime a prática da homofobia", disse, através de nota.
O lançamento da campanha acontece um dia depois de um homossexual ser encontrado morto, por espancamento, em um terreno baldio em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Nas mãos de Jonatas Lopes Ferreira, de 23 anos, a polícia encontrou fios de cabelos. No local, os PMs apreenderam um preservativo, ainda na embalagem, que estava próximo ao corpo.
Visita íntima para casais homossexuais já foi regulamentada
No dia 29 de abril, o governador já havia anunciado a regulamentação da visita íntima para casais homossexuais em presídios fluminenses. A ação já fazia parte do conjunto de iniciativas do programa 'Rio sem Homofobia'. Ainda esse mês, uma cartilha será lançada com informações para policiais e agentes penitenciários, além de seminários e encontros de capacitação, para orientar a recepção e abordagem dos detentos e de companheiros. A ideia é garantir que a aplicação da resolução seja eficaz.
Antes das visitas, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais deverão entrar em contato com o Disque Cidadania LGBT (0800 0234567), para marcar uma entrevista no Centro de Referência LGBT. A partir deste encontro com assistentes sociais, psicólogos e advogados será emitido um ofício a ser enviado para a direção do presídio, para que a visita possa ser realizada.
O Globo
domingo, 15 de maio de 2011
Irmã de jovem assassinada luta por justiça contra o crime de homofobia

SÃO PAULO - Kezia Camacho, de 20 anos, chora toda vez que se lembra da irmã, Adriele Camacho de Oliveira, morta no mês passado, aos 16 anos, numa emboscada que teria sido preparada pelos irmãos e o pai da então namorada da adolescente. Há centenas de quilômetros de Brasília, onde quarta-feira acontece a Marcha Nacional contra a Homofobia, Kezia luta em busca de justiça na cidade de Cassilândia, no interior de Mato Grosso do Sul, onde mora a família de Adriele. Inconformada com os rumos da investigação, ela tenta que a polícia faça outra reconstituição do crime, sob argumento de que há falhas da perícia.
Funcionária de uma loja de eletrodomésticos, casada, mãe de um menino de 2 anos, Kezia pouco tem informação sobre o movimento que se alastra pelo país na luta pelas garantias dos direitos dos homossexuais. Sabe "por alto" da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a união entre pessoas do mesmo sexo e não tem ideia de que Brasília será palco de protesto contra crimes de intolerância.
Ela tenta colocar na cadeia o pai da namorada de Adriele, um fazendeiro que chegou a ser preso na época, mas foi solto. Para ela, as informações do laudo pericial - hematomas e perfurações a faca e estrangulamento - são suficientes para provar que Adriele não foi morta por uma só pessoa, como tentam provar os advogados da família do fazendeiro.
'Minha irmã foi morta por puro preconceito'
Até agora só o filho do fazendeiro assumiu o crime. Ele espera julgamento preso na única delegacia de Itarumã, local do assassinato, onde os 5 mil habitantes permanecem em choque desde o início de abril, quando ocorreu a morte. Há suspeita de que o rapaz tenha assumido a responsabilidade para livrar de eventual prisão o pai, de 36 anos. O filho mais novo do fazendeiro, de 13 anos, também teria envolvimento no crime.
Para a polícia, não há dúvidas de que o homicídio foi motivado por preconceito.
- A motivação é homofóbica, sem dúvida. O crime será tipificado como homicídio qualificado por motivo torpe, a homofobia, e ocultação do cadáver - disse o delegado Samer Agi.
Kezia reforça:
- Minha irmã foi morta por puro preconceito. Nada mais explica o que fizeram com ela. Eles (a família da ex-namorada) fizeram uma emboscada. Mesmo sob ameaças, não vou deixar de lutar - diz Kezia, que já recebeu recados para "parar de mexer com o perigo".
A mãe das meninas, Ednalva Camacho, está em depressão.
- Está difícil para minha mãe porque quase sempre tem alguém que para ela no meio da rua e pergunta sobre o crime. Ela, claro, não aguenta e começa a chorar. Foi uma crueldade o que fizeram - diz Kelly, 18 anos, outra irmã de Adriele.
Ednalva diz que é difícil conceber a ideia de que alguém matou a filha por causa de um preconceito que ela nunca teve.
- Era uma questão pessoal da minha filha, ninguém tinha nada a ver com isso - diz.
A mesma praça onde a mãe das meninas vende sorvete era o lugar onde Adriele e a namorada passeavam de mãos dadas. Lésbicas assumidas, nunca tentaram esconder a opção sexual. Moraram juntas três meses, mas a pressão da família da namorada tornou tudo insustentável.
Ao ligar para o celular da ex-namorada de Adriele, na última quinta-feira, O GLOBO foi atendido por um homem que se identificou como parente dela. Ele perguntou o interesse da reportagem, disse, em tom ríspido, que conversaria com os familiares e retornaria a ligação, o que não aconteceu.
Em páginas de relacionamento na internet, a ex-namorada de Adriele diz que está namorando, agora com um rapaz.
- Imagina o medo que uma menina de 16 anos tem de assumir sua sexualidade depois que a namorada foi morta? Ninguém quer morrer por amor, né? - diz uma adolescente que conviveu com o casal.
O Globo
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O que você pensa sobre a distribuição do 'kit contra homofobia' nas escolas?

Um projeto-piloto do Governo Federal que prevê a distribuição de 6 mil kits com temática contra a homofobia em escolas públicas está gerando polêmica
Um projeto-piloto do Governo Federal que prevê a distribuição de 6 mil kits com temática contra a homofobia em escolas públicas está gerando polêmica. Apesar de já ter recebido parecer favorável até mesmo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o projeto desagrada a alguns setores da sociedade. O caso mais famoso, recentemente, é o do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que apelidou o material de "kit gay".
Apesar das críticas - algumas até de grupos religiosos -, o Ministério da Educação (MEC) afirma que o kit tem caráter didático e o objetivo de assegurar os direitos humanos de todas as pessoas no ambiente escolar. Na tarde desta quarta-feira (06), a reportagem foi às ruas para saber o que a população pensa a respeito do assunto.
Para a universitária Camila Monteiro, o kit vem em boa hora. Ela conta que já estudou com homossexuais e que, de fato, acontecem situações em que professores e alunos acabam sem saber como lidar com as diferenças. "É muito triste no Brasil haver tantas pessoas com preconceito. Esse kit é uma forma de, através da educação, orientar as pessoas sobre o preconceito contra homossexuais", disse Camila
Opinião semelhante tem o artesão Marcelo Arruda, de 38 anos. Ele disse, inclusive, que se um filho chegasse em casa com uma cartilha de temática homossexual, não veria problemas. "Ah, sei lá. Minha reação seria a de orientá-lo. Não iria proibir nada", afirmou.
Já a universitária Jéssica Spadeto teme que a forma com que o Governo Federal divulgou o projeto acabe por surtir efeito contrário, aumentando as diferenças entre homo e heterossexuais dentro das escolas.
"Dependendo de como você trata determinado assunto, você acaba gerando mais polêmica. O objetivo não é esse; é tornar esse tema algo do senso comum até o momento em que você passe a vivenciar a situação sem alarde, como algo comum na vida cotidiana", considerou Jéssica, que estuda História na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O kit contra a homofobia é composto de um caderno que trabalha o tema da em sala de aula e no ambiente escolar, um guia de orientação para os professores e uma série de boletins, cartazes e vídeos com a temática homoafetiva. Não há data para que o material chegue às escolas públicas.
A Gazeta
terça-feira, 29 de março de 2011
Propaganda homofóbica feita no Brasil vaza e causa polêmica
Divulgada em sites estrangeiros, uma propaganda que sugere aos pais o consumo de cachaça como forma de aceitar a homossexualidade do filho tem causado polêmica. A peça apareceu no portal "Ads Of the World" e no Gawker, um dos maiores sites noticiosos dos EUA, onde foi chamada de "O anúncio mais homofóbico da semana".
Em inglês, a propaganda da cachaça Magnífica, fabricada em Miguel Pereira (RJ), mostra a planta de uma casa. No sofá, quadradinhos coloridos identificam "Your son" (seu filho) e "Your son's buddy" (o camarada do seu filho). Uma legenda indica que os dois estão vendo "O Segredo de Brokeback Mountain", filme sobre o amor entre dois caubóis gays, do cineasta Ang Lee. Abaixo, há uma foto da cachaça Magnífica e a frase: "If you gotta be strong, we gotta be strong" (Se você tem de ser forte, nós temos de ser fortes). Segundo a Agência3, de onde o anúncio partiu, ele foi passado ao site por uma dupla de criadores sem autorização e sem a marca saber.
Para Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a propaganda promove o preconceito. "A gente não deve usar uma situação que é um problema sério para qualquer família", afirma Reis. A Agência3 disse que não veicula nem aprova a campanha. O fabricante da cachaça Magnífica afirmou que desconhecia o anúncio e que nunca o autorizou, além de desaprovar seu conteúdo. Há alguns anos, a cachaça "Cura Veado" causou controvérsia entre a militância gay.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Autor de e-mail homofóbico é expulso da UFCSPA

Mensagem pregava não atender ou tratar erroneamente homossexuais
O aluno da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) que enviou para uma lista de e-mails um texto de conteúdo homofóbico, no ano passado, foi expulso da instituição. A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário, de acordo com o pró-reitor UFCSPA, Luis Henrique Telles da Rosa.
Os textos homofóbicos e apócrifos foram enviados de uma conta de e-mail coletiva no fim de novembro, depois da eleição para o Centro Acadêmico da UFCSPA. Dois homossexuais integram a chapa vencedora do pleito, Igor Rabuske Araujo, 21 anos, e Alex Vicente Spadini, 19 anos, eleitos coordenadores-gerais do Centro Acadêmico. Os e-mails sugeriam que os futuros médicos não atendam pacientes gays ou o façam de forma incorreta.
"Caros e futuros colegas, e se, somente se, a solução fosse cada um de nós, sensatos, tomarmos alguma atitude, qualquer atitude, no momento em que essa escória nos procurar para curar suas doenças venéreas, e qualquer demais praga que se alastre por seus corpos nojentos? Assim como eles, está na hora de unirmos forças e veladamente fazer o que nos couber, para dar fim, pouco a pouco nesta peste! No momento da consulta de uma bicha, ou recuse-se (pelos meios cabíveis em lei) ou trate-o erroneamente!!!", dizia o texto.
Indignados, outros alunos da instituição enviaram cópias do e-mail para a reitoria da UFCSPA e para a imprensa denunciando o envio da mensagem. O caso parou na Polícia Federal, resultou em inquérito civil da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos e levou a universidade a abrir uma sindicância.
O aluno da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) que enviou para uma lista de e-mails um texto de conteúdo homofóbico, no ano passado, foi expulso da instituição. A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário, de acordo com o pró-reitor UFCSPA, Luis Henrique Telles da Rosa.
Os textos homofóbicos e apócrifos foram enviados de uma conta de e-mail coletiva no fim de novembro, depois da eleição para o Centro Acadêmico da UFCSPA. Dois homossexuais integram a chapa vencedora do pleito, Igor Rabuske Araujo, 21 anos, e Alex Vicente Spadini, 19 anos, eleitos coordenadores-gerais do Centro Acadêmico. Os e-mails sugeriam que os futuros médicos não atendam pacientes gays ou o façam de forma incorreta.
"Caros e futuros colegas, e se, somente se, a solução fosse cada um de nós, sensatos, tomarmos alguma atitude, qualquer atitude, no momento em que essa escória nos procurar para curar suas doenças venéreas, e qualquer demais praga que se alastre por seus corpos nojentos? Assim como eles, está na hora de unirmos forças e veladamente fazer o que nos couber, para dar fim, pouco a pouco nesta peste! No momento da consulta de uma bicha, ou recuse-se (pelos meios cabíveis em lei) ou trate-o erroneamente!!!", dizia o texto.
Indignados, outros alunos da instituição enviaram cópias do e-mail para a reitoria da UFCSPA e para a imprensa denunciando o envio da mensagem. O caso parou na Polícia Federal, resultou em inquérito civil da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos e levou a universidade a abrir uma sindicância.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Homofobia: o que leva alguém ao cúmulo de uma agressão?

Eles têm presença garantida em tudo o que se proponha a retratar o dia a dia da sociedade - seja como personagens em novelas ou participantes de reality shows. A 11ª edição do Big Brother Brasil, por exemplo, é a que traz o maior número de homossexuais e bissexuais: quatro (assumidos até agora), além da transexual Ariadna, que saiu na primeira semana. Enquanto isso, na novela das nove da TV Globo, Insensato Coração, o núcleo de personagens gays também cresce. Mas o aguardado beijo entre casais do mesmo sexo continua fora de cogitação, porque “o público não está preparado”, diz o autor Gilberto Braga. Na vida real, eles também conquistam seu espaço. Mesmo a passos lentos, eles já começaram a conquistar direitos legais semelhantes aos concedidos a heterossexuais, como a permissão para recorrer a técnicas de reprodução assistida para ter filhos e o benefício da previdência privada a seus companheiros. Ainda assim, à medida que os homossexuais se fazem mais presentes e assumidos - são 19 milhões no Brasil, segundo estimativa de grupos ativistas - parece crescer também a intolerância. E isso se reflete nos impressionantes casos de agressões contra gays e lésbicas - de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada dois dias um homossexual é morto no país vítima do preconceito.
Porém, quanto mais casos surgem (confira os recentes abaixo), menos se explica o que leva uma pessoa ao cúmulo da agressão pela simples preferência sexual do outro. Um estudo feito pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que esse comportamento pode ser despertado por uma espécie de autodefesa. “Essa agressividade pode ser uma resposta a uma sensação de incômodo, insegurança ou ansiedade desencadeada pelo tabu da homossexualidade”, explica Cristina Lasaitis, pesquisadora que coordenou o estudo Aspectos Afetivos e Cognitivos da Homofobia no Contexto Brasileiro, que foi tema de sua tese de mestrado. “Esses sentimentos devem ter maior influência no preconceito do que o ódio propriamente dito.”
O poder do grupo - E ao se sentir mais acuado ou receoso perante alguém considerado diferente, uma pessoa já intolerante pode transformar esse comportamento defensivo em violência, impulsionado principalmente pelo apoio de seu próprio grupo - basta ver que raramente um caso de agressão ocorre apenas entre duas pessoas. “Quando falamos de homofobia, geralmente colocamos em foco o relacionamento entre diferentes grupos e ignoramos a importância do fator intragrupo, no caso dos agressores”, salienta Cristina.
Por isso, a pesquisadora enfatiza que “o grupo tem um papel fundamental nas agressões”. Ela acredita que, sem o respaldo dos amigos, a chance de uma pessoa partir para a violência é muito menor, ainda que a vítima também esteja sozinha. E esta espécie de amparo, que lhe dá até a sensação de poder dividir a culpa, é visto como uma “vantagem” em ser homofóbico. “Durante a agressão, predomina um forte sentimento de confraternização, de pertencimento, de coesão de grupo, além da adrenalina natural do momento. É quase como um banquete, cabendo à vítima, ironicamente, o papel mais dispensável.”
Destruir o tabu - Para começar a mudar esse quadro, a pesquisadora entende que é essencial criminalizar a homofobia. “Além do instrumento legal para punir tais atos, isso criaria uma pressão simbólica contra a violência ao transmitir à sociedade a noção de que homofobia é crime”, destaca. Ao mesmo tempo, é muito importante trabalhar na desconstrução do tabu que envolve a homossexualidade, destruindo estereótipos e se preocupando em informar corretamente e de forma natural. “É preciso mostrar a todas as pessoas que a homossexualidade também está no mundo delas, presente na forma de familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e que o respeito e a boa convivência é uma questão de cidadania.”
E a melhor forma de ilustrar esse tabu a que a pesquisadora se refere é lembrar exatamente de como as novelas retratam os casais gays, preocupando-se em deixar o romance apenas subentendido e nunca de forma explícita, como evitando o beijo para o qual “a sociedade não está preparada”. Para Cristina, está é “uma representação hipócrita", que traz a ilusão de que o assunto está resolvido. "Se não houver uma tentativa de habituar a população com a visão do romantismo homossexual, ele sempre será encarado como algo extraordinário, escandaloso.”
Veja
Porém, quanto mais casos surgem (confira os recentes abaixo), menos se explica o que leva uma pessoa ao cúmulo da agressão pela simples preferência sexual do outro. Um estudo feito pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que esse comportamento pode ser despertado por uma espécie de autodefesa. “Essa agressividade pode ser uma resposta a uma sensação de incômodo, insegurança ou ansiedade desencadeada pelo tabu da homossexualidade”, explica Cristina Lasaitis, pesquisadora que coordenou o estudo Aspectos Afetivos e Cognitivos da Homofobia no Contexto Brasileiro, que foi tema de sua tese de mestrado. “Esses sentimentos devem ter maior influência no preconceito do que o ódio propriamente dito.”
O poder do grupo - E ao se sentir mais acuado ou receoso perante alguém considerado diferente, uma pessoa já intolerante pode transformar esse comportamento defensivo em violência, impulsionado principalmente pelo apoio de seu próprio grupo - basta ver que raramente um caso de agressão ocorre apenas entre duas pessoas. “Quando falamos de homofobia, geralmente colocamos em foco o relacionamento entre diferentes grupos e ignoramos a importância do fator intragrupo, no caso dos agressores”, salienta Cristina.
Por isso, a pesquisadora enfatiza que “o grupo tem um papel fundamental nas agressões”. Ela acredita que, sem o respaldo dos amigos, a chance de uma pessoa partir para a violência é muito menor, ainda que a vítima também esteja sozinha. E esta espécie de amparo, que lhe dá até a sensação de poder dividir a culpa, é visto como uma “vantagem” em ser homofóbico. “Durante a agressão, predomina um forte sentimento de confraternização, de pertencimento, de coesão de grupo, além da adrenalina natural do momento. É quase como um banquete, cabendo à vítima, ironicamente, o papel mais dispensável.”
Destruir o tabu - Para começar a mudar esse quadro, a pesquisadora entende que é essencial criminalizar a homofobia. “Além do instrumento legal para punir tais atos, isso criaria uma pressão simbólica contra a violência ao transmitir à sociedade a noção de que homofobia é crime”, destaca. Ao mesmo tempo, é muito importante trabalhar na desconstrução do tabu que envolve a homossexualidade, destruindo estereótipos e se preocupando em informar corretamente e de forma natural. “É preciso mostrar a todas as pessoas que a homossexualidade também está no mundo delas, presente na forma de familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e que o respeito e a boa convivência é uma questão de cidadania.”
E a melhor forma de ilustrar esse tabu a que a pesquisadora se refere é lembrar exatamente de como as novelas retratam os casais gays, preocupando-se em deixar o romance apenas subentendido e nunca de forma explícita, como evitando o beijo para o qual “a sociedade não está preparada”. Para Cristina, está é “uma representação hipócrita", que traz a ilusão de que o assunto está resolvido. "Se não houver uma tentativa de habituar a população com a visão do romantismo homossexual, ele sempre será encarado como algo extraordinário, escandaloso.”
Veja
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Casal gay reclama de 'expulsão' após beijo em cinema na Zona Sul do Rio

Casal registrou queixa na Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual.
Rede de cinema lamenta o ocorrido e demite segurança terceirizado.
O bailarino João Batista Júnior, de 25 anos, e o sociólogo Thiago Soliva, 26, registraram queixa, nesta sexta-feira (18), na Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, da Prefeitura do Rio, contra um segurança do cinema Roxy, em Copacabana, na Zona Sul da cidade. De acordo com o bailarino, ele e o companheiro foram convidados a se retirar do cinema pelo agente, após se beijarem na sala.
O grupo Severiano Ribeiro, que administra o cinema Roxy, informou que "lamenta profundamente este episódio". Segundo a rede, "a conduta adotada pelo segurança não seguiu, em nenhum momento, as diretrizes da empresa, que zela em primeiro lugar pelo bem-estar, liberdade, conforto e respeito a todos os seus clientes". O grupo informa ainda que "o segurança, prestador de uma empresa terceirizada, foi afastado imediatamente e não presta mais serviços para a empresa".
Discussão com segurança
João Batista explica que o segurança passou a olhá-los de maneira estranha, desde quando eles entraram no cinema de mãos dadas.
“Nos comportamos como qualquer casal. Entramos na sala, nos abraçamos, e nos beijamos. Quando o segurança viu, ele disse que não podíamos continuar ali daquela maneira. Aí eu perguntei: 'como?'. E ele disse 'se beijando'. O indaguei que se ele estivesse com a mulher dele, se ele gostaria de ser retirado da sala por beijá-la, e ele argumentou que homem e mulher é normal se beijarem, e com a gente não”, lamentou o bailarino.
Ida à delegacia
O bailarino diz ainda que após a discussão com o segurança, ele procurou a gerência do Roxy. Segundo ele, o gerente se desculpou pelo fato e ofereceu dois vale-ingressos ou a devolução do dinheiro para o casal. Insatisfeitos, João e Thiago foram até a 13ª DP (Ipanema) registrar queixa contra o segurança.
Ao chegarem à delegacia, o casal foi atendido por um inspetor que lhes informou que, antes de registrar a ocorrência, era preciso ligar para o 190 e estar em posse dos documentos de identificação do segurança. Thiago e João retornaram ao cinema em busca dos dados, conversaram novamente com o gerente, e ligaram para a polícia.
De acordo com João, assim que a polícia chegou ao estabelecimento, o gerente disse aos agentes que o segurança já tinha ido embora e que não trabalhava mais na equipe. Ainda inconformados com a situação, o casal voltou à delegacia no dia seguinte.
Falta de lei para enquadrar segurança
Mas, segundo João, o delegado da 13ª DP (Ipanema) explicou que não era possível registrar queixa, já que não houve agressão, e que não havia uma lei para enquadrar o segurança pelo crime de homofobia.
“O delegado fez um documento para atestar que estivemos na delegacia. Ele nos disse que poderíamos utilizá-lo, caso a gente queira entrar com um processo contra o cinema na esfera cível. Volto a dizer que o constrangimento que passamos foi inadmissível e foi muito ruim ver que nada aconteceu. Se ninguém tomar providências, as pessoas vão se achar no direito de matar, cuspir, enfim, fazer qualquer coisa com os gays”, desabafou João.
No sábado (19), o casal, em companhia de amigos, promete distribuir folhetos explicando o episódio pelo qual passaram, na porta do Cinema Roxy.
A Prefeitura do Rio, a quem pertence a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, informou que na segunda-feira (21) vai enviar um ofício aos responsáveis pelo cinema para apurar e advertir sobre o ocorrido.
Rede de cinema lamenta o ocorrido e demite segurança terceirizado.
O bailarino João Batista Júnior, de 25 anos, e o sociólogo Thiago Soliva, 26, registraram queixa, nesta sexta-feira (18), na Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, da Prefeitura do Rio, contra um segurança do cinema Roxy, em Copacabana, na Zona Sul da cidade. De acordo com o bailarino, ele e o companheiro foram convidados a se retirar do cinema pelo agente, após se beijarem na sala.
O grupo Severiano Ribeiro, que administra o cinema Roxy, informou que "lamenta profundamente este episódio". Segundo a rede, "a conduta adotada pelo segurança não seguiu, em nenhum momento, as diretrizes da empresa, que zela em primeiro lugar pelo bem-estar, liberdade, conforto e respeito a todos os seus clientes". O grupo informa ainda que "o segurança, prestador de uma empresa terceirizada, foi afastado imediatamente e não presta mais serviços para a empresa".
Discussão com segurança
João Batista explica que o segurança passou a olhá-los de maneira estranha, desde quando eles entraram no cinema de mãos dadas.
“Nos comportamos como qualquer casal. Entramos na sala, nos abraçamos, e nos beijamos. Quando o segurança viu, ele disse que não podíamos continuar ali daquela maneira. Aí eu perguntei: 'como?'. E ele disse 'se beijando'. O indaguei que se ele estivesse com a mulher dele, se ele gostaria de ser retirado da sala por beijá-la, e ele argumentou que homem e mulher é normal se beijarem, e com a gente não”, lamentou o bailarino.
Ida à delegacia
O bailarino diz ainda que após a discussão com o segurança, ele procurou a gerência do Roxy. Segundo ele, o gerente se desculpou pelo fato e ofereceu dois vale-ingressos ou a devolução do dinheiro para o casal. Insatisfeitos, João e Thiago foram até a 13ª DP (Ipanema) registrar queixa contra o segurança.
Ao chegarem à delegacia, o casal foi atendido por um inspetor que lhes informou que, antes de registrar a ocorrência, era preciso ligar para o 190 e estar em posse dos documentos de identificação do segurança. Thiago e João retornaram ao cinema em busca dos dados, conversaram novamente com o gerente, e ligaram para a polícia.
De acordo com João, assim que a polícia chegou ao estabelecimento, o gerente disse aos agentes que o segurança já tinha ido embora e que não trabalhava mais na equipe. Ainda inconformados com a situação, o casal voltou à delegacia no dia seguinte.
Falta de lei para enquadrar segurança
Mas, segundo João, o delegado da 13ª DP (Ipanema) explicou que não era possível registrar queixa, já que não houve agressão, e que não havia uma lei para enquadrar o segurança pelo crime de homofobia.
“O delegado fez um documento para atestar que estivemos na delegacia. Ele nos disse que poderíamos utilizá-lo, caso a gente queira entrar com um processo contra o cinema na esfera cível. Volto a dizer que o constrangimento que passamos foi inadmissível e foi muito ruim ver que nada aconteceu. Se ninguém tomar providências, as pessoas vão se achar no direito de matar, cuspir, enfim, fazer qualquer coisa com os gays”, desabafou João.
No sábado (19), o casal, em companhia de amigos, promete distribuir folhetos explicando o episódio pelo qual passaram, na porta do Cinema Roxy.
A Prefeitura do Rio, a quem pertence a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, informou que na segunda-feira (21) vai enviar um ofício aos responsáveis pelo cinema para apurar e advertir sobre o ocorrido.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Gays são agredidos em novo caso na região da Paulista

Um estudante de 27 anos recebeu uma garrafada na madrugada de terça-feira (25)
Um estudante de 27 anos afirmou que ele e um amigo foram vítimas de mais um ataque homofóbico na região da avenida Paulista, na madrugada de terça-feira (25), aniversário de São Paulo. Com esse, são pelo menos cinco casos desde 14 de novembro, quando quatro adolescentes e um jovem de 19 anos cometeram agressões na mesma avenida.
Por volta das 4h, Fábio (nome fictício) e o amigo caminhavam na rua Peixoto Gomide, quase na esquina com a rua Frei Caneca, quando ele levou uma garrafada no olho direito. O estudante conta que não viu os agressores se aproximarem. Ao tomar a garrafada, ouviu o amigo que o acompanhava gritando para que corresse. O outro rapaz levou um soco no peito e notou que um dos agressores tinha a cabeça raspada, outro tinha tatuagens, e que todo o grupo vestia roupas pretas.
Fábio é homossexual e mora na zona oeste. Seu marido está na Alemanha, onde casaram - o país permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele diz estar convicto de que o ataque teve motivação homofóbica porque as roupas que usa e a entonação da voz indicariam sua orientação sexual. Ele lamenta o fato e diz não compreender a motivação para agressões gratuitas como as que têm acontecido na região da Paulista.
- Não sei se isso é estimulado por comportamento familiar, programas na TV... Não sei interpretar o que acontece na cabeça da pessoa para ter um comportamento desse tipo.
Após a agressão, Fábio correu para um posto de gasolina com sangramento no olho e no rosto. Foi nesse momento que o estudante teve, pela primeira vez naquele dia, o sentimento de desamparo. Não foi atendido pelos funcionários do posto quando pediu água e um pano para limpar a ferida.
O amigo tentou ligar para a polícia, mas não foi atendido. Fábio então procurou a base móvel da Polícia Militar na Paulista, nas proximidades com a rua Haddock Lobo. Ele se queixa que os policiais não chamaram reforço para tentar buscar os agressores.
- Pelo jeito, pensaram que tinha sido uma briga de balada.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Um estudante de 27 anos afirmou que ele e um amigo foram vítimas de mais um ataque homofóbico na região da avenida Paulista, na madrugada de terça-feira (25), aniversário de São Paulo. Com esse, são pelo menos cinco casos desde 14 de novembro, quando quatro adolescentes e um jovem de 19 anos cometeram agressões na mesma avenida.
Por volta das 4h, Fábio (nome fictício) e o amigo caminhavam na rua Peixoto Gomide, quase na esquina com a rua Frei Caneca, quando ele levou uma garrafada no olho direito. O estudante conta que não viu os agressores se aproximarem. Ao tomar a garrafada, ouviu o amigo que o acompanhava gritando para que corresse. O outro rapaz levou um soco no peito e notou que um dos agressores tinha a cabeça raspada, outro tinha tatuagens, e que todo o grupo vestia roupas pretas.
Fábio é homossexual e mora na zona oeste. Seu marido está na Alemanha, onde casaram - o país permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Ele diz estar convicto de que o ataque teve motivação homofóbica porque as roupas que usa e a entonação da voz indicariam sua orientação sexual. Ele lamenta o fato e diz não compreender a motivação para agressões gratuitas como as que têm acontecido na região da Paulista.
- Não sei se isso é estimulado por comportamento familiar, programas na TV... Não sei interpretar o que acontece na cabeça da pessoa para ter um comportamento desse tipo.
Após a agressão, Fábio correu para um posto de gasolina com sangramento no olho e no rosto. Foi nesse momento que o estudante teve, pela primeira vez naquele dia, o sentimento de desamparo. Não foi atendido pelos funcionários do posto quando pediu água e um pano para limpar a ferida.
O amigo tentou ligar para a polícia, mas não foi atendido. Fábio então procurou a base móvel da Polícia Militar na Paulista, nas proximidades com a rua Haddock Lobo. Ele se queixa que os policiais não chamaram reforço para tentar buscar os agressores.
- Pelo jeito, pensaram que tinha sido uma briga de balada.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Justiça decreta prisão de suspeito de agressão contra jovem na Paulista

Rapaz de 19 anos é o único envolvido maior de idade no episódio.
Decisão da Justiça saiu na tarde desta terça-feira
A Justiça de São Paulo decretou nesta terça-feira (21) a prisão do único rapaz maior de idade envolvido na agressão a um jovem na Avenida Paulista. Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, indiciado por lesão corporal grave e tentativa de homicídio está em liberdade. Agora ele é procurado pela polícia. O G1 não conseguiu localizar o advogado de Domingues.
G1
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Defensoria pede multa de R$ 16.420 a cada um dos cinco acusados por agressão na Avenida Paulista

SÃO PAULO - A Defensoria Pública de São Paulo ingressou com representação na Secretaria do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania contra os cinco acusados de agredir homossexuais na Avenida Paulista no dia 14 de novembro. A agressão teria sido motivada por homofobia. A Defensoria pede a aplicação de multas a cada um deles por discriminação homofóbica, com fundamento na Lei Estadual nº 10.948 de 2001, que prevê punições administrativas para pessoas físicas e jurídicas por atos de preconceito por orientação sexual.
A Defensora Pública Maíra Coraci Diniz pediu a aplicação de multa de 1.000 Ufesps (atualmente R$ 16.420,00) para cada um dos agressores.
No caso dos quatro menores, os pais poderão ter de arcar com o prejuízo. A defensora argumenta que os pais, por força do Código Civil, tem responsabilidade subsidiária .
A representação foi entregue nesta quinta-feira à Secretaria por meio do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública.
Na terça-feira, o rapaz agredido em seu rosto com uma lâmpada fluorescente e o vigia do prédio que testemunhou a agressão e socorreu a vítima prestaram depoimento à Secretaria do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania.
De acordo com o depoimento, as agressões foram acompanhadas de insultos homofóbicos.
Com base no depoimento, a Defensoria Pública pediu a abertura de processo administrativo contra os acusados. O artigo 2º, inciso I, da Lei Estadual nº 10.948 de 2001 prevê: "Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros para os efeitos desta lei praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica".
A Lei Estadual penaliza a discriminação por orientação sexual com advertência, multa monetária, suspensão da licença estadual de funcionamento temporária ou permanente (em caso de estabelecimentos comerciais). A pena é determinada por Comissão Processante Especial.
A Defensora Pública Maíra Coraci Diniz pediu a aplicação de multa de 1.000 Ufesps (atualmente R$ 16.420,00) para cada um dos agressores.
No caso dos quatro menores, os pais poderão ter de arcar com o prejuízo. A defensora argumenta que os pais, por força do Código Civil, tem responsabilidade subsidiária .
A representação foi entregue nesta quinta-feira à Secretaria por meio do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública.
Na terça-feira, o rapaz agredido em seu rosto com uma lâmpada fluorescente e o vigia do prédio que testemunhou a agressão e socorreu a vítima prestaram depoimento à Secretaria do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania.
De acordo com o depoimento, as agressões foram acompanhadas de insultos homofóbicos.
Com base no depoimento, a Defensoria Pública pediu a abertura de processo administrativo contra os acusados. O artigo 2º, inciso I, da Lei Estadual nº 10.948 de 2001 prevê: "Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros para os efeitos desta lei praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica".
A Lei Estadual penaliza a discriminação por orientação sexual com advertência, multa monetária, suspensão da licença estadual de funcionamento temporária ou permanente (em caso de estabelecimentos comerciais). A pena é determinada por Comissão Processante Especial.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Imagens mostram novas agressões a homossexuais em São Paulo
A polícia vai usar imagens de câmeras de segurança para identificar um homem que agrediu homossexuais em São Paulo. Mais duas pessoas foram atacadas na região da avenida Paulista.
As imagens mostram os rapazes saindo de uma festa, na madrugada de domingo. Ao perceber que estavam sendo seguidos por um homem, eles aceleram o passo. Em seguida, um deles é atacado violentamente.
Depois, o amigo também apanha. O agressor só parou ao ser contido por uma mulher. O primeiro a ser atingido - um designer homossexual, de 32 anos - levou nove pontos no rosto. As vítimas identificaram o homem como um skinhead e disseram que ele usava um soco inglês.
eBand
sábado, 4 de dezembro de 2010
Mais uma vítima diz ter sido atacada por suspeitos de agressão na Paulista
Homem foi a delegacia e reconheceu entre agressores dois dos rapazes.
Segundo o homem, a violência foi tanta que teve de passar por cirurgia.
Um homem que foi atacado no começo do ano procurou a polícia e reconheceu dois agressores dele entre os cinco rapazes suspeitos de agressão contra pedestres na Avenida Paulista no último dia 14. Segundo o homem, a violência foi tanta que ele teve de passar por uma cirurgia.
"Eu estava saindo desse clube noturno na Rua Augusta e fui surpreendido por dois rapazes. Um deles me imobilizou por trás e o outro comecou a me agredir com soco inglês, desferiu varios golpes durante muito muito tempo, até que fiquei inconsciente. Eles não falaram, não citaram absolutamente nada, mas eu presumo com toda convicção que se trata de crime homofóbico de crime de ódio na verdade."
Por causa dos golpes , parte do rosto foi esfacelada. “Fiquei internado por cinco dias, sofri uma grande cirurgia, coloquei uma prótese de titânio, e presilhas ´para sustentação dos ossos”, disse o homem.
Depois de se recuperar, o homem foi viajar a trabalho e ficou meses fora do Brasil. Voltou na semana passada e vendo as imagens pela televisão identificou os agressores. Por foto, teve mais certeza. O rapaz que bateu nele é o maior de idade, Jonathan Domingues. E outro foi um dos quatro adolescentes que participaram das agressões na Paulista. O G1 tentou contato com Domingues e com seu advogado, mas não conseguiu localizá-los neste sábado.
Os quatro adolescentes suspeitos de envolvimento em agressões a pedestres seguem internados na Fundação Casa (ex-Febem). Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, também suspeito de participar dos mesmo ataques, continuará em liberdade.
O juiz Daniel Luiz Maia Santos, da 1ª Vara Criminal da Barra Funda, na Zona Norte de São Paulo, decidiu na quarta-feira (1º), remeter de volta o inquérito sobre o caso, sem analisar o pedido de prisão preventiva do rapaz maior de idade, para o 5º DP, na Aclimação, região central. O juiz acatou requerimento do promotor Roberto Bacal.
O representante do Ministério Público solicita que sejam anexadas ao inquérito as imagens das gravações feitas por circuitos de segurança de prédios próximos de onde ocorreram as agressões, além dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) com as vítimas dos ataques, que aconteceram no último dia 14 de novembro. O objetivo, segundo o promotor, "é esclarecer todas as circunstâncias delitivas", inclusive para que o pedido de prisão preventiva por tentativa de homicídio seja analisado.
Segundo inquérito
Um segundo inquérito da polícia apura a acusação de roubo contra um lavador de carros que teria sido praticada pelo mesmo grupo.
Uma audiência com o juiz da Vara da Infância e Juventude marcada para 9 de dezembro deve decidir se os menores serão absolvidos ou continuarão internados. O tempo máximo que eles poderão ficar, no caso de uma sentença condenatória, são três anos.
Imagens gravadas pelo sistema de monitoramento de câmeras dos prédios da Avenida Paulista mostram um jovem desferir golpes com lâmpadas fluorescentes numa vítima. Esse agressor teria 16 anos. Os outros três menores suspeitos têm idades entre 16 e 17.
G1
sábado, 20 de novembro de 2010
Promotor vê omissão de pais de agressores da avenida Paulista, em SP

O promotor Tales Cezar de Oliveira, da Infância e Juventude da capital, critica os pais dos adolescentes envolvidos na agressão contra outros jovens na avenida Paulista, em São Paulo, na manhã de domingo (14). Primeiro, por permitir que estivessem numa balada até as 6h. Depois, por defendê-los. "Bom pai é o que diz "não'", disse ele. Leia trechos abaixo.
Folha - Qual foi a sensação do sr. ao ver as imagens?
Tales Cezar de Oliveira - A sensação, como cidadão, assim como provavelmente deve ter sido com 99% das pessoas, de absoluta repulsa ao ato gratuito de violência.
Isso mostra que a violência urbana está chegado a um ponto extremamente complicado. Nós, cidadãos de bem, estamos ilhados. Por quê?
Porque o Estado está fraco. Ele não tem uma política pública social de prevenção. E, ao mesmo tempo, o Estado repressor é fraco.
Nós, cidadão honestos, estamos entregues à própria sorte.
No lugar desse cidadão agredido poderia ter sido eu, você, minha esposa, meu filho... Qualquer um de nós.
Os pais chegaram a dizer que são meninos de bem, não são violentos, e só reagiram.
Isso só demonstra por que esses filhos chegaram aonde chegaram. Pais omissos, que passam a mão na cabeça dos filhos. Pais que acham que ser bons pais é proteger o filho, não dizer "não" ao filho.
O bom pai é aquele que castiga o filho, desde pequeno, quando faz uma coisa errada. Para ele aprender, quando for grande, os limites das outras pessoas.
O bom pai é aquele que diz "não".
Um bom pai jamais permitiria que o filho menor de 18 anos ficasse até as 6h numa balada.
Isso demonstra claramente que a família falhou em algum momento na educação dos filhos.
O que pode acontecer com esses pais?
Não vou dizer sobre esse caso específico.
Mas, sempre que estivermos diante de um caso de falha do pai ou da mãe na educação do filho, o estatuto [da Criança e do Adolescente] prevê medidas aplicáveis aos pais, como orientação social e psicológica.
Há muita gente com dinheiro sem estrutura psicológica para enfrentar a vicissitude do dia a dia.
ATAQUES
Os jovens suspeitos são de classe média, e, conforme relatos iniciais, as agressões ocorreram sem motivo aparente.
Em dois desses ataques a polícia diz haver indícios de motivação homofóbica. As agressões eram feitas com chutes, socos e até com bastões de luz branca. Duas das vítimas foram socorridas em hospitais da região. Os agressores foram reconhecidos.
Advogados e parentes dos cinco jovens, quatro deles adolescentes de 16 e 17 anos, dizem haver um exagero por parte da polícia e o que houve foi apenas "uma confusão que acabou em agressão".
Dois dos ataques ocorreram por volta das 6h30 próximo à estação Brigadeiro do Metrô, na av. Paulista. Os jovens, segundo a família e advogados, voltavam de ônibus de uma festa em Moema.
De acordo com as vítimas Otávio Dib Partezani, 19, e Rodrigo Souza Ramos, 20, eles estavam próximos a um ponto de táxi quando viram o grupo caminhar na direção de ambos, mas sem demonstrar qualquer agressividade.
Mas quando o grupo chegou próximo aos dois iniciou os ataques. O grupo dizia, segundo as vítimas, "Suas bichas", "Vocês são namorados!". Rodrigo fugiu para o Metrô, quando Otávio foi agredido por três rapazes. Logo após essa agressão, o quinteto atacou outro jovem, Luís, 23, que estava com dois colegas. Ele foi ferido no rosto e na cabeça com lâmpadas de bastão. Os colegas não foram agredidos, segundo a polícia. O sobrenome dele foi preservado a pedido dele.
Testemunhas que viram as agressões chamaram a PM e os jovens foram levados para o 5º DP (na Aclimação). O agressor de 19 anos chegou a ser preso, mas foi liberado para responder em liberdade.
Folha - Qual foi a sensação do sr. ao ver as imagens?
Tales Cezar de Oliveira - A sensação, como cidadão, assim como provavelmente deve ter sido com 99% das pessoas, de absoluta repulsa ao ato gratuito de violência.
Isso mostra que a violência urbana está chegado a um ponto extremamente complicado. Nós, cidadãos de bem, estamos ilhados. Por quê?
Porque o Estado está fraco. Ele não tem uma política pública social de prevenção. E, ao mesmo tempo, o Estado repressor é fraco.
Nós, cidadão honestos, estamos entregues à própria sorte.
No lugar desse cidadão agredido poderia ter sido eu, você, minha esposa, meu filho... Qualquer um de nós.
Os pais chegaram a dizer que são meninos de bem, não são violentos, e só reagiram.
Isso só demonstra por que esses filhos chegaram aonde chegaram. Pais omissos, que passam a mão na cabeça dos filhos. Pais que acham que ser bons pais é proteger o filho, não dizer "não" ao filho.
O bom pai é aquele que castiga o filho, desde pequeno, quando faz uma coisa errada. Para ele aprender, quando for grande, os limites das outras pessoas.
O bom pai é aquele que diz "não".
Um bom pai jamais permitiria que o filho menor de 18 anos ficasse até as 6h numa balada.
Isso demonstra claramente que a família falhou em algum momento na educação dos filhos.
O que pode acontecer com esses pais?
Não vou dizer sobre esse caso específico.
Mas, sempre que estivermos diante de um caso de falha do pai ou da mãe na educação do filho, o estatuto [da Criança e do Adolescente] prevê medidas aplicáveis aos pais, como orientação social e psicológica.
Há muita gente com dinheiro sem estrutura psicológica para enfrentar a vicissitude do dia a dia.
ATAQUES
Os jovens suspeitos são de classe média, e, conforme relatos iniciais, as agressões ocorreram sem motivo aparente.
Em dois desses ataques a polícia diz haver indícios de motivação homofóbica. As agressões eram feitas com chutes, socos e até com bastões de luz branca. Duas das vítimas foram socorridas em hospitais da região. Os agressores foram reconhecidos.
Advogados e parentes dos cinco jovens, quatro deles adolescentes de 16 e 17 anos, dizem haver um exagero por parte da polícia e o que houve foi apenas "uma confusão que acabou em agressão".
Dois dos ataques ocorreram por volta das 6h30 próximo à estação Brigadeiro do Metrô, na av. Paulista. Os jovens, segundo a família e advogados, voltavam de ônibus de uma festa em Moema.
De acordo com as vítimas Otávio Dib Partezani, 19, e Rodrigo Souza Ramos, 20, eles estavam próximos a um ponto de táxi quando viram o grupo caminhar na direção de ambos, mas sem demonstrar qualquer agressividade.
Mas quando o grupo chegou próximo aos dois iniciou os ataques. O grupo dizia, segundo as vítimas, "Suas bichas", "Vocês são namorados!". Rodrigo fugiu para o Metrô, quando Otávio foi agredido por três rapazes. Logo após essa agressão, o quinteto atacou outro jovem, Luís, 23, que estava com dois colegas. Ele foi ferido no rosto e na cabeça com lâmpadas de bastão. Os colegas não foram agredidos, segundo a polícia. O sobrenome dele foi preservado a pedido dele.
Testemunhas que viram as agressões chamaram a PM e os jovens foram levados para o 5º DP (na Aclimação). O agressor de 19 anos chegou a ser preso, mas foi liberado para responder em liberdade.
Rogério Pagnan
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Depois de ver imagens de agressão na Paulista, advogado deixa caso
'Eu não estaria exercendo um bom papel', disse defensor de suspeito.
Câmeras de segurança gravaram quando vítima foi golpeada.
Depois de ver as imagens gravadas por câmeras de segurança que mostram como foi a agressão contra um jovem na Avenida Paulista, na manhã de domingo (14), um dos advogados de defesa abandonou o caso. Ele disse que a versão contada pelo adolescente é diferente da que aparece nas cenas.
“Todo advogado precisa ter convicção daquilo que vai defender. No dia que eu não tiver convicção daquilo que eu for defender, eu faço questão de sair do caso. Antes até que me tirem, porque eu não estaria exercendo um bom papel", disse Orlando Machado da Silva Jr.
As imagens da agressão foram encaminhadas nesta sexta-feira (19) ao Ministério Público. Na semana que vem, a polícia vai ouvir o rapaz agredido.
A polícia ouviu nesta sexta o segurança que socorreu o rapaz agredido . Ele diz que foi um caso de preconceito e que reconhece o adolescente agressor.
As cenas mostram quando três jovens caminham calmamente pela Avenida Paulista. No sentido contrário, um grupo de adolescentes se aproxima. O garoto carrega duas lâmpadas.
Sem motivo aparente, estoura uma delas no rosto da vítima. Depois volta e bate de novo com a outra lâmpada. A vítima reage. O segurança de uma loja corre para apartar a briga. Os agressores se afastam, mas um deles ainda comemora.
Na delegacia, os acusados contaram que a briga começou porque eles foram paquerados pelos rapazes e, por isso, reagiram. O delegado não acredita nessa possibilidade.
"A imagem realmente demonstra que não houve provocação alguma, tanto é que uma das vítimas foi agredida com a lâmpada fluorescente. Ela se assustou com a pancada que levou no rosto."
O advogado do único maior de idade entre os agressores disse que o cliente dele é o que aparece no meio do grupo de camiseta branca. Para o defensor, o rapaz não participou da agressão.
G1
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