sábado, 1 de agosto de 2009

AGRADECIMENTO


Agradecemos imensamente nosso amigo Victor (blog do Vitor),que nos deu o prazer da indicação do selo/premio "Vale a pena ficar de olho nesse blog". Prazer imenso saber que contamos com você como leitor.
Seguindo as regras, nós sugerimos mais blogs amigos e interessantes:

*Chegadesofrercalado, do nosso amigo Giovanni
* Adotante , da nossa amiga Andrea Marcondes
* Pilórdia , do amigo baiano, Mendes
* Brasil contra a pedofilia, por seu trabalho significativo e por sua inspiração
* GF Soluções, do Gustavo, que tem ensinado muito sobre blog, twitter e todas estas coisas.
* tinotec,do Laurentino, que tem uma paciencia enorme, tentando ajudar com o twitter
* Diga não à Erotização Infantil, outra fonte de inspiração , nota 10!
Regras:
1 - Exibir o selo em local de destaque
2 - Postar o link do blog que o indicou
3 - Indicar no mínimo 5 blogs de sua preferência
4 - Publicar as regras
5 - Conferir o cumprimento das regras pelos indicados.

Jovens abandonados


Na segunda-feira, por volta das 19 h, eu estava no trânsito que, como sabemos, anda quase parado em São Paulo. Essa situação permite que cada motorista ou passageiro acompanhe por um período o que se passa nos carros que estão no seu entorno.
Ao lado do táxi em que eu estava parou um carro com um casal que não tinha mais de 20 anos. O rapaz, que dirigia, estava com uma lata de cerveja nas mãos. Como se ele estivesse em sua casa ele namorava – a garota estava deitada no banco ao lado – bebia e começava tudo novamente. A lata de cerveja que ele tinha nas mãos não era dessa comum, pequena. Era uma bem maior e acho que já vi desse tipo em supermercados.
No mesmo dia também li nos jornais a notícia de que uma jovem de 21 anos, estudante de medicina, morreu em uma festa regada à bebida e drogas. A moda, agora, é cheirar um gás usado em isqueiros chamado gás de buzina. Pelo que li, o efeito é alucinógeno.
Juntei as duas coisas e me lembrei de um livro que li pesquisador e professor Yves de La Taille. O título já diz muita coisa: “Formação Ética – Do Tédio ao Respeito de Si” que, por sinal, eu recomendo. Ele fala que temos deixado as crianças e os jovens à mercê da cultura da vaidade, do tédio, da busca do prazer, da superficialidade e do vazio. Temos cuidado da nova geração – principalmente a classe média – no sentido de oferecer segurança, boas escolas, provisões necessárias etc. Entretanto, pouco temos feito no sentido da formação ética e moral.
Na adolescência, deveríamos acompanhá-los na busca dos sentidos de viver principalmente no plano ético, ou seja, na procura da vida boa com e para os outros.
Creio que temos falhado com os jovens e eles têm sofrido de um mal-estar na vida com sérias conseqüências: bebidas e outras drogas em demasia, depressão, tentativa de suicídio etc. Já temos sinais suficientes que mostram que devemos mudar nossa conduta em relação a eles para honrar essa nova geração que colocamos no mundo, não é verdade?
Rosely Sayão
Brasil Contra a Pedofilia

Homem é preso acusado de violentar adolescente surda muda de 13 anos


Manaus – No final da tarde de quarta-feira uma adolescente de apenas 13 anos de idade, surda e muda, foi estuprada dentro de sua casa, no Nova Esperança e na rua que leva mesmo nome do bairro. O autor da barbaridade, foi o desocupado, desempregado e viciado em drogas, A. S. D., 19, vulgo “Olhão”, que ainda tentou estrangular a vítima indefesa, apanhada de surpresa dentro do próprio lar. Depois do crime, o estuprador fugiu mas não demorou muito a ser localizado e preso em flagrante delito, por tiras da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).
Pelo que ficou apurado o tarado entrou na casa, por uma porta dos fundos, primeiramente com a intenção de roubar, mas como entrou no quarto e viu a garota dormindo em cima da cama, não resistiu a tentação e partiu para cima. “Olhão” não tinha nenhuma arma e usou as próprias mãos para enforcar a vítima o tempo todo em que permaneceu ali, praticando a violência sexual. O pescoço da adolescente, ainda tinha visivelmente, as marcas dos dedos do estuprador, que só não foi linchado depois do ato consumado, porque a polícia chegou a tempo de evitar a agressão por parte de moradores do local.

Vítima traumatizada
A delegada Márcia Chagas que presidiu o auto de flagrante delito, comentou que a adolescente violentada, realmente escapou de ser morta por estrangulamento e foi com ajuda de uma tia sua qual chegou em casa no exato momento em que “Olhão”, já fazia mais força para estrangular a garota.
Ele tinha o intuito de não deixá-la viva como vítima, que apesar dos problemas de audição e ser muda, poderia sim denunciá-lo e reconhecê-lo posteriormente, o que de fato acabou acontecendo, na delegacia, onde a garota balançou a cabeça dando entender que sim e apontou o dedo na cara do seu algoz, quando a delegada perguntou se foi ele o estuprador.



Ariquemes Online

Crianças levadas são sempre as dos outros?


Tem gente que acha bonitinho uma criança muito levada. Normalmente é a mãe ou o pai da criancinha. Eu uso o diminutivo de propósito. Porque são uns pingos de gente espoletas e podem ser extremamente irritantes. Fico pasma com a paciência ou a omissão de alguns adultos quando seus rebentos não têm ideia de como se comportar publicamente e começam a incomodar a todos em volta.
Vinha ontem de Maceió e, na fila para entrar no avião, um garoto de uns três anos começou a chutar minha mala. Eu olhei para trás. A mãe ria, a tia também. Como as duas viram que eu não estava achando graça nenhuma, a mãe falou: “Amorzinho, não faz isso não”. O amorzinho continuou a chutar minha mala. Dei meu olhar congelante para o menino, que fazia cara de safado. A mãe então disse suavemente: “Não faz isso porque a tia não gosta, ela vai brigar”.
Bem, a tia bruxa era eu. E o problema não era o garoto ser mal-educado e sair chutando a mala dos outros. O problema era eu não gostar que chutassem minha mala de rodinhas.
Tive de tirar a mala do alcance do pimentinha. Porque a mãe não ia dar jeito mesmo com aquele discurso.
Aí dá para entender como ele vai virar um adolescente rebelde ou delinquente e, depois, um adulto que joga lixo na rua pela janela do carro e ultrapassa sinal vermelho.
Dentro do avião, outro menino, de 2 anos, começou a chutar e empurrar a poltrona do meu namorado. A mãe, ao lado, olhava para o vazio, para o futuro ou para o passado. Era como se tivesse desligado. Mães se esgotam. Ela estava com duas crianças pequenas.
Outras crianças no avião, de várias idades, gritavam histéricas. Ainda bem que existe iPod.
Fiquei imaginando se meus filhos, hoje homens, um dia chatearam algum desconhecido e eu achei uma gracinha. Prefiro imaginar que os eduquei, desde sempre, para respeitar o próximo e não incomodar. Lembro que tentava manter o radar ligado para que meus filhos não fossem pestinhas com os outros.
É curioso o cérebro das mães. Uma pesquisa publicada recentemente numa revista científica, Neuron, mostrou que a mãe “silencia” o resto do cérebro para poder escutar o choro de seu bebê. Segundo essa pesquisa, feita com camundongos numa universidade americana, isso quer dizer que a mãe abaixa o volume de todos os outros sons para conseguir ouvir rapidamente seu filhote bebê quando ele chora ou grita.
Desconfio que, à medida que eles crescem um pouco, ocorra o efeito contrário. As mães passam a ouvir só o resto dos sons. E a gritaria das crianças dentro do carro, ou em espaços públicos, passa a ser ignorada em prol de sua própria sanidade. Será?



Blog Mulher 7 por 7

Pônei guia


A islamita Mona Ramouni, uma muçulmana de 28 anos, trabalha como revisora de textos em braile. Ela se vale de um pônei como guia - Mona é deficiente visual. Por que não utiliza um cão? Em seu país, a saliva de cachorro é considerada impura.



Revista Isto É

Programados para viver 100 anos- I


Conheça a revolução na pediatria que dará maior longevidade a essas crianças

Nunca vivemos tanto. A expectativa de vida do brasileiro hoje é de 73 anos, na Europa passa dos 80 e não é raro ver velhinhos de mais de 90 anos ativos nos países desenvolvidos. As conquistas da medicina favorecem a longevidade e há uma corrente de cientistas que acredita que os bebês nascidos hoje poderão ser centenários saudáveis. Para isso, médicos de várias áreas - em especial os pediatras - estão revendo suas atitudes em relação a essas crianças e suas famílias.



SUCESSO ISTOÉ procurou o bebê da reportagem feita em 1999 para saber os resultados do estilo de vida escolhido pelos pais para ela. Em dez anos, teve apenas resfriados

Além de cuidar de problemas que tiram o sono das mães, como as febres e as cólicas, e de acompanhar o desenvolvimento das crianças, eles têm agora uma nova atribuição. "Deve fazer parte da nossa rotina a identificação e prevenção das doenças que surgir no futuro", diz o pediatra Jayme Murahovschi, um dos maiores especialistas da área. "Isso pode construir condições para que as crianças não tenham problemas de saúde e desfrutem de boa qualidade de vida na idade avançada." Essa guinada na ação dos clínicos da infância acontece em alguns países da Europa, nos Estados Unidos e também no Brasil. As seis crianças, com idades entre 1 e 5 anos, que ilustram a abertura desta reportagem, por exemplo, têm seu desenvolvimento acompanhado por médicos dessa nova corrente
No Brasil, os ideais da nova pediatria são aplicados em um programa, criado há um ano e meio por pesquisadores do Instituto da Criança, da Universidade de São Paulo, que usa os recursos mais avançados da medicina para monitorar um grupo de crianças da zona oeste de São Paulo. "Vamos acompanhá- los desde o nascimento até o final da vida, se for possível", diz a médica Ana Maria Escobar, uma das coordenadoras da iniciativa e integrante de uma equipe formada por 25 pediatras, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. Até agora, o projeto, que leva o nome Uma Nova Pediatria para Crianças que Vão Viver 100 Anos, atendeu 943 meninos e meninas saudáveis com idades entre zero e 2 anos.
Para entrar na vida dessas crianças e de seus pais, a primeira atitude dos médicos é conhec er a fundo cada participante do projeto. "Respondi a um questionário que perguntava detalhes das doenças até da minha bisavó, da educação dos meninos e dos arredores da minha casa", conta a técnica de enfermagem Simone Nascimento Santana, 23 anos, mãe de Gabriel, de 2 meses, e de Luís Felipe, 4 anos. O prénatal de Gabriel já foi feito nos moldes da nova pediatria. "Segui uma alimentação balanceada para não ganhar muito peso porque soube que meu bebê teria maiores chances do que outros de desenvolver diabetes por herança genética, justamente da minha bisavó", diz ela.
"Precisamos conhecer as doenças familiares em até três gerações e o ambiente onde a criança vive. Só depois disso é que se pode intervir para mudar alguma coisa", explica a pediatra Ana Maria. Os resultados dessas entrevistas indicam que mais de 70% das famílias possuem pelo menos um fator de risco, como pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou casos de derrame. Esses fatores têm força suficiente para reduzir a qualidade de vida desta geração no futuro. "Isso eleva as chances de as crianças virem a ter os mesmos problemas", explica a pediatra Ana Maria.

Após a primeira consulta, a família recebe, semanalmente, a visita de um médico do projeto e um agente comunitário. Eles conversam com os pais, checam as condições da casa (se a criança for alérgica, podem sugerir mudanças no ambiente) e fornecem orientação nutricional (dão dicas de como fazer os pequenos comer legumes, por exemplo). O bebê de zero a seis meses passa uma vez por mês por consulta com o pediatra, quando são verificados peso, desenvolvimento e possíveis alterações de comportamento. De seis meses até um ano, a visita ao consultório é bimestral. A partir de um ano são semestrais ou anuais, dependendo do risco identificado para a criança desenvolver doenças. Em todas as ocasiões, além do pediatra, um psicólogo participa da consulta. Se ela estiver no grupo de risco, aos dois anos começa a fazer exames de sangue a cada seis meses para avaliar taxa de glicemia e de colesterol. Do contrário, esses testes só têm início perto dos dez anos.



Revista Isto É

Ritual: bebês são jogados do telhado de mesquita na Índia



Tradição de 700 anos é seguida por muçulmanos e hinduístas.Ativistas protestaram, e governo promete investigar a prática.Centenas de bebês foram jogados do telhado de uma mesquita na quinta-feira (30) no oeste da índia, em um ritual de prosperidade para o início do outono. A queda das crianças foi amortecida por lençóis.O ritual, no santuário muçulmano de Baba Umer Durga, é uma tradição de 700 anos seguida tanto por muçulmanos como por hinduístas, mas vem recebendo críticas.Segundo a imprensa local, não houve feridos.As crianças, a maioria com dois anos ou menos, foram jogadas de cerca de 15 metros de altura. Imagens da TV mostraram alguns bebês sendo chacoalhados e chorando antes de serem lançados.Ativistas pró-direitos das crianças protestaram contra a atitude, e uma comissão do governo prometeu investigar o caso.



G1

Duas menores são baleadas no Andaraí


Rio - Duas crianças baleadas deram entrada neste sábado no Hospital do Andaraí. A menina Herlen de Sousa, de sete anos, levou um tiro na cabeça, e Mônica Silva da Conceição, de 13 anos, foi atingida de raspão no braço direito. Herlen está em estado grave.
As duas crianças teriam sido vítimas de balas perdidas durante confronto da PM e traficantes de drogas, no Morro do Andaraí, mas as informações são desencontradas. Segundo o site do G1 , o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) do 6º BPM ouviu disparos e foi averiguar. Ao chegar ao Morro do Andaraí, moradores teriam informado que duas crianças ficaram feridas numa troca de tiros entre traficantes da região.
A assessoria do Hospital do Andaraí informou que é grave, mas estável, o estado de saúde da menina de 7 anos. Ela está em observação, e não há indicação cirúrgica, segundo o neurologista, já que a bala estaria alojada numa área complicada. A criança será transferida para o Hospital de Saracuruna, onde há CTI infantil.
Já a menina de 13 anos, que chegou com fragmentos de metal em um braço, foi medicada e já recebeu alta. Parentes socorreram as meninas e as levaram para o hospital. As duas estariam brincando na comunidade na hora do tiroteio.
Na fim da noite de sexta-feira, o médico pediatra Eduardo Melhem, de 34 anos, foi baleado durante um sequestro-relâmpago , quando saía da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde estava de plantão. Eduardo é irmão do ator Marcius Melhem, que atualmente interpreta o personagem Radesh, na novela "Caminho das Índias" da TV Globo, foi salvo por uma medalha de anjo da guarda.



O Globo

Uma morte fora do protocolo


O estudante Renan de Andrade Esteves, de 21 anos, não fazia parte de nenhum grupo de risco, mas morreu com gripe suína. Agora, sua família tenta descobrir se sua morte foi causada por negligência, fatalidade ou desconhecimento

"Estou com os sintomas do A(H1N1)", disse Renan de Andrade Esteves em uma mensagem de celular enviada para a namorada. No dia, o rapaz de 21 anos brincava quando falava da gripe suína. Ele acreditava que as dores nas costas e a fadiga que sentia eram sintomas de um resfriado normal. A doença apareceu no dia 26 de junho e também foi diagnosticada pelos médicos do Hospital Sino-Brasileiro, em Osasco, como uma gripe comum. Dois dias depois, os sintomas pioraram. A família começou a suspeitar que a hipótese de gripe suína fosse real. Eles voltaram ao hospital, e com um diagnóstico de pneumonia, Renan voltou para casa. O rapaz foi acompanhado por dois cardiologistas. Ele só foi internado no terceiro retorno ao hospital. Renan morreu de sete dias depois. O Hospital não emitiu um atestado de óbito e a morte foi investigada. Um exame do Instituto Adolfo Lutz indicou que Renan estava contaminado com o vírus da gripe suína, o Influenza A(H1N1). Os pais não conseguem compreender a morte do filho. Eles oscilam entre as hipóteses de negligência, desconhecimento e fatalidade. Filho único, o jovem de classe média era caseiro e passava os dias estudando para o vestibular de medicina. "Ele gosta de esportes e nunca teve pneumonia, muito menos ficou internado em um hospital", diz a mãe, Ivete Gomes de Andrade, que ainda fala de Renan no tempo presente. "Brigamos tanto para que ele tomasse algum remédio e que fizessem exames para ver se era gripe suína, mas nada foi feito". Os médicos insistiam que Renan não tinha gripe suína, e sim, uma pneumonia comum. Apesar da doença respiratória, o jovem só foi examinado por um infectologista cinco dias depois de internado.
"O estado dele é muito grave. Não dá para conversar agora, eu preciso preencher o prontuário para levá-lo à UTI", disse Nédia Maria Hallage, chefe da Infectologia do Hospital, no momento da internação. O tratamento intensivo fez Renan voltar a respirar com facilidade. No mesmo dia, ele pediu para a mãe levar os óculos e uma revista de palavras cruzadas. Otimista que iria sair logo de lá, Renan aguardava com expectativa o resultado do vestibular de duas universidades mineiras. "Fui correndo para casa para pegar as coisas que ele pediu", afirma Ivete. A família fazia planos para uma grande festa coletiva de aniversários que iria acontecer em poucos dias. Os médicos diziam que o rapaz poderia ter alta antes do final de semana. Renan morreu na sexta-feira.
"Acabou tudo, a única coisa que sei é que o meu filho não entra mais pela porta sorrindo com a mochila nas costas", diz Ivete enquanto mostra os óculos que levou para o filho no hospital e as medalhas de judô que estão penduradas no armário. "Nem chegou a usar", conta. "Quando voltei ao hospital, ele estava pior, mal falava. Só tive tempo de dizer que o amava muito", afirma a mãe. "Renan era uma pessoa que esquentava o resto de seu almoço para levar para os mendigos que viviam perto do cursinho que ele frequentava, na Avenida Paulista. Nós somos empresários, ele não precisava estudar medicina, mas insistia que queria ser médico para ajudar as pessoas. Justo ele, morreu assim, sem assistência", diz o pai, Ramon Esteves Filho.
A direção do hospital Sino-Brasileiro nega que houve negligência no atendimento de Renan. "Na época, os critérios de suspeita do Ministério da Saúde ainda eram apenas de pacientes que viajaram para o exterior ou tiveram contato com pessoas que viajaram", diz Ricardo Lavieri, gerente-médico do Hospital Sino-Brasileiro de Osasco. “Nos primeiros dias de internação houve uma melhora e até foi dada previsão de alta. No dia 6, ele voltou a ficar mal. A imunidade caiu tanto que nada fazia efeito". Renan morreu no dia 10, cinco dias antes de o Ministério declarar que o vírus já estava circulando pelo país. Com essa alteração no padrão de transmissão, os critérios para a aplicação do Tamiflu (o fosfato de oseltamivir), o antiviral usado para minimizar os sintomas da gripe A(H1N1), mudaram. Os casos de internação por pneumonia começaram a ser tratados com Tamiflu. “Não sabíamos com que estávamos lidando”, diz Lavieri. O médico afirma que, por causa do protocolo internacional, o Instituto Adolfo Lutz negou fazer os exames do A(H1N1) em Renan, com a justificativa de que o rapaz não era de nenhum grupo de risco. O exame só foi feito quando Renan já estava morto. A família vai entrar com um processo contra o hospital para buscar os responsáveis pela morte de Renan. "O médico disse que a morte do meu filho foi uma fatalidade. Não me conformo com isso. Quero saber o que houve e onde ocorreu o erro", afirma Ivete. "Não quero dinheiro, quero saber o que houve. Vou doar tudo para ajudar crianças carentes, que era a última coisa que vi Renan falar que iria fazer", afirma Ramon. No apartamento da família, um pôster de rapaz está pendurado na sala. A foto foi tirada no último réveillon, em uma viagem da família ao Rio de Janeiro. Os pais contam que foram muitos os episódios em que o rapaz havia chegado a colocar a própria vida em risco para ajudar outra pessoa. Antes de ficar doente, o rapaz estava empolgado com a futura mudança para um apartamento maior e estava com muita esperança de passar no vestibular de uma universidade federal, depois de três anos de estudo. "Perdi outro filho no quinto mês de gravidez e agora perdi o Renan também", conta Ivete. "Nem sei como vou reagir quando sair o resultado do vestibular".



Revista Época

Cielo ganha a segunda medalha de ouro


Cesar Cielo venceu a prova dos 50 metros livre no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma. Na quinta, havia vencido na prova dos 100 metros

Cesar cielo venceu a prova mais rápida da natação no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma: os 50 metros livre. Antes de mergulhar na piscina, o nadador bateu duas vezes no peito, fez quatro vezes o sinal da cruz, olhou três vezes para o céu e prendeu a respiração. Em apenas 21s08, Cielo percorreu a piscina e conseguiu a segunda medalha de ouro na competição. "Fazer essa dobradinha é o sonho de muito velocista. Sempre é importante bater na frente", diz o atleta, que já está sendo chamado de "imperador" pela imprensa italiana. "Vou continuar buscando a perfeição", afirma. O francês Frederik Bousquet ficou com a prata, e Amaurv Leveaux, com o bronze
Na quinta-feira (30), Cielo já havia vencido os 100 metros nado livre no Mundial, a prova mais nobre da natação, chegando aos 46s91. Esse tempo bateu o recorde mundial de 47s, fazendo dele o homem mais veloz na água. Ele venceu do favorito da prova, o francês Alain Bernard, que ficou com a medalha de prata.
Nos últimos Jogos Olímpicos, que aconteceram em Pequim em agosto do ano passado, Cielo conseguiu medalha de ouro nos 50 metros, estabelecendo novo recorde olímpico, de 21s30. Também faturou medalha nos 100 metros livre, ficando em terceiro lugar com o tempo de 47s67. Alain Bernard ficou com o ouro (47s21) e Sullivan, o ex-recordista mundial, com a prata (47s32).
A medalha de ouro de Cielo nos 50 metros livre é a sétima do Brasil em Campeonatos Mundiais. Além do próprio nadador na prova dos 100 metros, Felipe França conquistou a prata nos 50 metros peito, prova que não faz parte do programa olímpico da natação. Antes, foram apenas quatro medalhas entre os mundiais de 1978, o primeiro do qual o Brasil participou, e o de 2007.



Revista Época

Irmão de Suzane é contra regime semiaberto


Andreas von Richthofen diz a peritos que a irmã é manipuladora e que ainda pode ser ameaça para a sociedade. Declaração pode influenciar a decisão da Justiça sobre pena da jovem condenada por tramar a morte dos pais

Quase sete anos depois de perder o pai e a mãe – mortos a golpes de barras de ferro –, o único irmão de Suzane von Richthofen teme o que pode acontecer se ela sair da cadeia. “Ela me manipulava”, disse Andreas. “Se fez isso com nossos pais, que dirá com outras pessoas.” Essas afirmações foram feitas recentemente, em Taubaté, no interior de São Paulo, a uma assistente social e um psicólogo da equipe encarregada de avaliar Suzane. A percepção de Andreas, hoje um universitário de 22 anos, pode pesar na decisão que a juíza Sueli Zeraik Oliveira Armani de Menezes tomará nos próximos dias: transferir Suzane ou não para o regime semiaberto – aquele em que os detentos podem passar o dia na rua e voltam à prisão apenas para dormir.
Andreas cresceu admirando a irmã, quatro anos mais velha, e acabou se tornando seu confidente. Ninguém, além dos pais assassinados, conviveu tanto com Suzane. A forte amizade entre os dois acabou meses depois do crime. Ele deixou de visitá-la na prisão. “Andreas nos contou detalhes da convivência familiar, do relacionamento dele com a irmã”, afirma o psicólogo Alvino de Sá, professor de criminologia da Universidade de São Paulo. “Ele divergiu de Suzane no que diz respeito à austeridade dos pais. E trouxe informações interessantes para a perícia.” Sá, um dos profissionais mais experientes da psicologia forense no país, atuou como uma espécie de consultor da perícia a que Suzane foi submetida. “É praxe que esse tipo de exame seja feito por apenas um psiquiatra e um psicólogo”, diz.
Suzane foi avaliada por duas equipes.Uma delas, composta de sete técnicos da unidade em que está encarcerada, incluiu um psiquiatra, uma psicóloga e uma assistente social. Seu foco era analisar o comportamento de Suzane na prisão e a possibilidade de ela se readaptar à vida fora das grades. A outra equipe, formada por dois psiquiatras, dois psicólogos e uma assistente social de fora da cadeia, avaliou a probabilidade de Suzane voltar a delinquir. As conclusões das avaliações são divergentes. Para os técnicos da penitenciária, Suzane está apta ao semiaberto. Os psiquiatras da equipe externa têm essa mesma opinião. Mas os psicólogos e a assistente social – que, junto com Alvino de Sá, entrevistou Andreas – detectaram sinais de “periculosidade”. Eles recomendaram que Suzane continue em regime fechado.
“Para a juíza, o melhor dos mundos seria não haver divergências”, afirma Sérgio Salomão Shecaira, presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, órgão ligado ao Ministério da Justiça. “Se os dois laudos fossem favoráveis, ela seria obrigada a mandar Suzane para o semiaberto.” “Suzane tem personalidade manipuladora e dissimulada”, diz o promotor Paulo José de Palma, que atua no caso. “No dia do crime, ela almoçou com a mãe como se não tivesse planejado matá-la. Chorou no velório e no enterro dos pais. Deu entrevista ao Fantástico tentando se mostrar arrependida.”
Na semana passada, De Palma enviou um parecer recomendando à juíza Sueli que negue o pedido dos advogados de Suzane. Eles entendem que, por ter cumprido mais de um sexto da pena de 39 anos e meio, ela teria o direito de ser transferida para um regime menos severo. Desde 2007, a progressão de regime para autores de crimes hediondos só pode ocorrer após o cumprimento de 40% da pena, caso o condenado seja primário; e de 60%, se for reincidente. Como a nova lei é posterior ao crime, ela não se aplica a Suzane.

Revista Época

Nova Zelândia decide se palmada em filhos continuará sendo crime


A Nova Zelândia começou nesta sexta-feira um referendo pelo correio para decidir se uma palmada administrada pelos pais em seus filhos deve continuar sendo considerada um crime.
A chamada lei antipalmada foi introduzida em 2007 e dividiu o país, o que levou a Nova Zelândia a realizar a votação.
Os que apoiam a lei afirmam que ela dá às crianças os mesmos direitos que os adultos, enquanto que os que são contra à lei afirma que ela criminaliza os pais.
O referendo pergunta: “Uma palmada (nos filhos), como parte de uma apropriada punição dos pais, deve ser considerada um crime na Nova Zelândia?”
A votação pelo correio deve ocorrer até o dia 21 de agosto, mas o resultado não obrigará o governo a mudar a lei.

Escandinávia
A Nova Zelândia foi um dos seis países que proibiram punição corporal de crianças em 2007.
O primeiro país a adotar a lei foi a Suécia, em 1979, seguida pela Finlândia em 1983 e Noruega em 1987.
O objetivo da lei neozelandesa foi fazer com que as pessoas parassem de usar o motivo “disciplina por parte dos pais” como uma defesa contra acusações de agressão.
A medida, quando implantada, foi vista como um passo importante para combater as altas taxas de abuso infantil e assassinato da Nova Zelândia.

”Boas famílias”
Os ativistas da campanha contra a lei alegam que a lei atual levou “boas famílias a (se transformarem em) vítimas de investigações sem garantias e até a serem processadas pela polícia e… pelo (departamento de governo para) Criança, Juventude e Família”.
Os responsáveis pela campanha afirmam que os recursos estão sendo desperdiçados em investigações de casos que “simplesmente não são de abuso”.
Já os ativistas da campanha a favor da lei afirmam que “a paternidade ou maternidade positiva, sem violência, é mais eficaz do que a com punição corporal, além de servir de base para um melhor resultado no longo prazo para crianças e para a sociedade”.
Os críticos da realização do referendo afirmam que a própria votação é confusa e o primeiro-ministro neozelandês, John Key, reconheceu que a pergunta feita no referendo é “ambígua”.
O governo acredita que a lei atual está funcionando bem, com a polícia processando apenas os casos graves.
A Polícia da Nova Zelândia informou que investigou 13 casos entre março de 2007 e abril de 2009, com a instauração de apenas um processo.


BBCBrasil

Bloqueio de pornografia infantil pode ser início de censura na web, temem alemães


Em 1º de agosto de 2009 entra em vigor para os usuários alemães a interdição dos sites de pornografia infantil. A lei tem adversários frontais, e não apenas entre os consumidores do conteúdo ilegal.
A pornografia infantil é crime na Alemanha: quem a produz, difunde ou consome no país é passível de punição penal. Em junho último, a câmara baixa do parlamento (Bundestag) aprovou uma lei com o fim de enfraquecer esse mercado, a qual entra em vigor neste sábado (01/08).
A partir dessa data, quem tentar acessar um sítio de internet registrado no índex do Departamento Federal de Investigações (BKA) é confrontado com um grande sinal vermelho de “STOP”, sendo impedido de seguir adiante. No momento, essa lista contém cerca de mil endereços de fornecedores de pornografia envolvendo menores.
O BKA repassa esses URLs às operadoras de internet, as quais programam seus servidores de modo a bloquearem os respectivos sítios. O procedimento é denominado “recusa de acesso”.

Infraestrutura para censura?
Porém a medida conta com numerosos críticos, e não apenas entre os consumidores de pornografia. Logo após a aprovação pelo Bundestag, mais de 100 mil pessoas assinaram uma petição contra a nova lei, acusando-a de constituir uma forma de censura.
Um dos signatários, o blogueiro Markus Beckedahl (netzpolitik.org) explica: “Também nós somos contra a pornografia infantil. Só nos opomos ao método escolhido. Opta-se por bloquear os websites, em vez de retirá-los efetivamente da rede”.
Assim como outros críticos, ele supõe que o governo federal alemão simplesmente esteja procurando um meio para criar uma infraestrutura de censura na web. Uma vez estabelecida, ela pode ser utilizada à vontade para interditar outros sítios, por exemplo, de jogos de computador ou de azar.
Franziska Heine, iniciadora da petição contra a lei de bloqueio, diz ter tomado a iniciativa por considerar a medida uma violação do direito fundamental à liberdade de informação, “que diz respeito a todos”.

Ineficácia
Outros argumentam que a interdição seria um meio pouco eficaz contra a indústria pornográfica. Holger Bleich, redator da revista de informática ct, explica que os conteúdos realmente perigosos não são trocados na rede, mas sim por outros canais, como e-mails fechados ou codificados, ou user groups. “E sobretudo nas bolsas de trocas. E é lá que o dinheiro circula, não na world wide web.”
O especialista em computadores Axel Kosse acrescenta: “Não é que não não seja mais possível acessar essas páginas. Só não se pode acessá-las através de determinados endereços. Quem conhece os atalhos consegue mesmo assim chegar ao material.”

Peça vital na engrenagem
O presidente do BKA, Jörg Ziercke, defende a nova legislação. “Pornografia infantil é um modelo comercial, e se o crime organizado quer ganhar dinheiro, então precisa conquistar novos fregueses. A ideia é atrair o usuário casual para os sítio internet em questão, através de um e-mail de spam. E é aí que interpomos o letreiro dizendo ‘pare!’.”
A ministra alemã da Família, Ursula von der Leyen, foi a mentora da lei, e acredita na capacidade da mesma para “perturbar sensivelmente o negócio em massa na fonte, por meios preventivos”.
“Sabemos muito bem que com isso não extirparemos a pornografia infantil, que nas profundezas da internet há estruturas muito mais complexas. Por isso é importante ter em vista que o bloqueio dessas páginas é uma peça na engrenagem – mas uma peça indispensável.”
Segundo enquete do Instituto Demográfico Allenbach, a maioria dos alemães é a favor da nova lei. Seus adversários mais ferrenhos, contudo, planejam apresentar queixa constitucional. Mas o Bundestag certamente só se ocupará dela após as eleições parlamentares, em fins de setembro. E até lá, vale o sinal de “proibido”.

Autor: Marlis Schaum
Revisão: Simone Lopes


Deutsche Welle

Menina de 1 ano é esquecida em agência bancária no ES


VITÓRIA - Uma criança de 1 ano foi esquecida dentro de uma agência bancária em Porto Canoa, no Espírito Santo. O caso foi registrado pelo Centro Integrado Operacional de Defesa Social depois que moradores escutaram o choro de uma menina e acionaram a polícia para que o banco fosse reaberto e a criança resgatada.
A agência do Banestes foi fechada às 20 horas, quando os postos de auto-atendimento tiveram o seu serviço interrompido. Ainda não há informações sobre como a criança foi parar no interior da agência bancária.
- A gente não sabe se ela entrou com os pais e acabou ficando pra trás ou se estava brincando na rua e se escondeu por lá - explica o morador Fernando Rodrigues, que acompanhou o caso.
Em pouco tempo a Avenida Brasília, onde está situada a agência, ficou tomada de pessoas, que se aglomeram próximo às paredes de vidro para acalmar a criança enquanto o alarme não era desligado.
Quatro viaturas da polícia foram ao local acompanhando o gerente do Banestes, que desligou o alarme e abriu as portas do banco possibilitando a retirada da menina, que ficou quase uma hora trancada. Assim que saiu, uma pessoa que se apresentou como responsável criança, que não foi identificada pela polícia, correu para levar a menina para a casa sem prestar depoimento.



O Globo

Segue na UTI criança violentada e agredida pelo pai


A pequena Tauany Caroline da Silva passou por momentos de terror. Na manhã da última sexta-feira, 25, ela foi violentada sexualmente pelo próprio pai, o desocupado Felipe Pinheiro de 22 anos. Ao introduzir os dedos na parte genital da filha, Felipe chegou a romper o intestino e o estômago da criança. Além disso, ela foi submetida a violentas agressões que lhe causaram lesões na cabeça e hematomas por todo o corpo.
Indiferente às atitudes do pai da criança, Priscila, a mãe, que tem 18 anos, levou a menina para a casa da avó, onde Tauany foi deixada sob a alegação de ter caído. Apesar do estado crítico da menina, Maria de Fátima, a avó, levou a criança a uma benzedeira. Só então, pelas mãos da benzedeira, é que Tauany recebeu os primeiros socorros na Santa Casa de Atibaia já por volta das 16 horas. Os médicos de imediato detectaram a urgência do caso e, ao perceberem as lesões na vagina da criança, além do espancamento, acionaram o Conselho Tutelar.
A menina passou por cirurgia e logo foi encaminhada à UTI Pediátrica do Hospital Universitário de Bragança Paulista onde permanece até o momento.
De acordo com o médico César Félix Miranda, responsável pela pediatria daquele hospital, Tauany fez cirurgia de reconstituição dos órgãos, já respira sem o auxílio de equipamentos e passa bem. Antes de ser removida da UTI para o quarto, a menina fará uma série de exames de RX para detectar possíveis fraturas. De acordo com os médicos que a atenderam inicialmente, ela tem lesões recentes e antigas provocadas por espancamentos.
Quando deixar o hospital, a criança deve ser encaminhada a uma instituição.

Prisões

Logo que os conselheiros tutelares compareceram à Santa Casa, a Polícia Civil foi acionada. Ouvida sobre o caso, a mãe de Tauany contou uma história que não convenceu a polícia. Ela alegava que a criança havia apanhado do pai, disse o nome errado do pai e também negava saber o paradeiro dele. Desconfiado, o delegado José Glauco Ferreira decidiu por ouvir novamente a mãe de menina e acabou descobrindo a verdade nas contradições apresentadas por Priscila.
Felipe Pinheiro foi encontrado em casa, no Jardim Imperial, mesmo bairro onde Priscila morava com a menina.
Levado para a Delegacia, Felipe negou o crime e disse que a criança estava com ‘dor de barriga’. Ele foi autuado em flagrante acusado de tentativa de homicídio e levado para o Centro de Ressocialização de Atibaia. Até então, Priscila figurava apenas como averiguada na ocorrência.
A Polícia Civil tem por regra comunicar toda e qualquer prisão em flagrante ao Poder Judiciário no prazo máximo de 48 horas. No sábado, o delegado apresentou a documentação no Fórum de Bragança Paulista, que estava recebendo os comunicados de flagrante da região. Ao analisar o caso, o Ministério Público, por meio do promotor de Justiça, opinou pela prisão de Priscila. O juiz de plantão concordou com as alegações do MP e decretou a prisão da mãe da criança.
Priscila foi detida e encaminhada ao presídio de Bom Jesus dos Perdões. Para a Justiça, a mãe sabia das agressões e nada fazia para minimizar o sofrimento da filha, agredida constantemente pelo pai. Ela também não denunciou Felipe. Ao contrário, tentou enganar a polícia alegando ser outra pessoa o pai da menina. Priscila está na cadeia por força de prisão temporária, que expira esta semana. No entanto, a polícia deve apresentar pedido de prisão preventiva para que ela aguarde o julgamento na cadeia.

Adriana Carvalho
Fonte: Atibaia News (www.atibaianews.com.br)

Mulheres buscam a Justiça contra maus-tratos


RIO - Maria passou 13 anos numa relação submissa, tendo suas qualidades desvalorizadas pelo marido e sendo afastada da família e dos amigos. João passou a primeira metade dos 30 anos de casamento numa convivência harmoniosa. Ao tentar salvar o relacionamento, Maria ouviu do companheiro que ele jamais mudaria. Quando problemas de saúde e o fanatismo religioso da mulher mudaram a rotina do casal, João se descontrolou. Ao dar seu grito de liberdade, Maria enfrentou a ira do marido e foi parar numa delegacia pela primeira vez. João foi denunciado à polícia quando, em duas brigas, deixou a mulher com hematomas. Apesar de João e Maria serem nomes fictícios, usados para preservar a intimidade dos personagens, essas histórias são reais.
Um levantamento do movimento Rio Como Vamos (RCV), com base em dados coletados em 2008, mostra que em média 44 histórias como essas, envolvendo agressões e ameaças, foram contadas diariamente nas delegacias da cidade, totalizando 16 mil notificações em 12 meses. Um número que cresce desde a promulgação da Lei Maria da Penha - que em agosto faz três anos - e já deu origem, nos três Juizados de Violência Doméstica Contra a Mulher da Capital, a quase 40 mil processos criminais. Para o RCV, cuja missão é monitorar a qualidade de vida na cidade, os números preocupam, pois a violência dentro da família contribui para o clima de insegurança nas ruas. Os agressores, muitas vezes, são de famílias marcadas por uma rotina violenta.
- A Lei Maria da Penha protege a sociedade como um todo, porque a violência se aprende, antes de tudo, na família violenta. A lei aponta para políticas públicas de prevenção da violência e de garantia da segurança de todos - avalia a presidente executiva do Rio Como Vamos, Rosiska Darcy de Oliveira, garantindo que o movimento está atento à questão.

Zona Oeste concentra o maior número de registros

Baseado nos dados do Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública, o estudo do RCV mostra que as agressões resultantes de violência doméstica que chegaram às delegacias passaram de 6,4 mil em 2007 para 9,4 mil em 2008 (um aumento de 45%). Já as ameaças passaram de 4,5 mil para 6,6 mil (47% a mais). A Zona Oeste foi a área com maior quantidade de registros. Em 2008, foram 1.853 casos de lesão corporal (166% a mais que em 2007) e 1.544 de ameaça (78% a mais), somente nas regiões administrativas de Campo Grande e Guaratiba.
Estatísticas do Disque-Denúncia confirmam a tendência. Campo Grande teve o maior número de denúncias em 2008, 50 de um total de 777 na cidade. Criado em junho de 2007, o Juizado de Violência Doméstica de Campo Grande já teve 13.085 processos instaurados.

Lei prevê a prisão em flagrante do agressor

Na contramão dessa tendência, as RAs da Barra da Tijuca, Lagoa e Rocinha, Copacabana, Ilha do Governador e Paquetá, Maré e Ramos tiveram redução nos números de registros de agressões entre 2007 e 2008. Já os de ameaças subiram na maioria dessas regiões. Na Barra, por exemplo, o decréscimo das notificações de lesão corporal proveniente de violência doméstica foi de 60%, caindo de 621 para 246 casos - mas as de ameaças subiram 14% (de 129 para 148). Já na Lagoa e na Rocinha, as agressões caíram 57% no período e as ameaças tiveram redução de 6%.
Diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher, a delegada Marta Rocha destaca que o aumento geral dos números de registros de agressão e ameaça se deve não ao crescimento da violência doméstica em si, mas à maior notificação dos casos, como resultado da Lei Maria da Penha. Agora, além da possibilidade da prisão em flagrante do agressor, a Justiça pode determinar, em até 48 horas do registro na delegacia, medidas de proteção, como o afastamento do homem da residência. E a mulher é inserida numa rede de amparo. No entanto, apesar do avanço trazido pela lei, para a delegada, a violência doméstica ainda precisa ser debatida pela sociedade.
A juíza Adriana Ramos, titular do I Juizado de Violência Doméstica Familiar Contra a Mulher, considera a Lei Maria da Penha um avanço na proteção dos direitos humanos da mulher, mas insiste que os governos e a sociedade precisam dar mais importância ao tema. Desde que foi criado, em junho de 2007, o I Juizado já teve abertos 21.083 processos, dos quais cerca de 14 mil ainda tramitam. Diariamente, são realizadas de 20 a 30 audiências. E cada processo leva de seis meses a um ano para ser concluído. Se o réu estiver preso, o prazo cai para até três meses.
- Não tenho pressa para concluir o processo, pois, enquanto ele tramita, a mulher está sob medida protetiva e a família participa de trabalho social, inclusive o homem. A Lei Maria da Penha não tem um viés somente punitivo, abre caminho para a recuperação do agressor. Se o processo é logo encerrado, a sentença pode não resolver nada - diz a juíza, que mantém um grupo de reflexão para homens, cuja participação pode fazer parte da sentença.
Concebido como modelo, o I Juizado conta com o apoio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social Simone de Beauvoir, da prefeitura do Rio. Para a juíza, essa estrutura tem atendido à demanda, mas faltam ainda políticas públicas voltadas para uma questão específica dentro do problema da violência doméstica: em muitos casos, os agressores são dependentes químicos ou apresentam sintomas como depressão, precisando ser assistidos por programas de saúde mental, que ainda não existem voltados para esse público em especial. Em nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que desenvolve um trabalho voltado para vítimas de violência doméstica e que a prefeitura conta com 17 Centros de Atenção Psicossocial, dois deles especializados no atendimento a usuários de álcool e outras drogas.

Fonte: O Globo

Agora é lei: recusa em fazer teste de DNA presume paternidade


paternidade
Extraído de: Jus Vigilantibus - 19 horas atrás
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou na última quinta-feira, dia 30, a Lei n. 12.004, alterando a Lei no 8.560, que regula a investigação de paternidade dos filhos havidos fora do casamento. A mudança na legislação reconhece a presunção de paternidade quando o suposto pai se recusar em se submeter a exame de DNA ou a qualquer outro meio científico de prova, quando estiver respondendo a processo de investigação de paternidade, entendimento iniciado em julgamentos do Superior Tribunal de Justiça e sumulado no tribunal desde 2004.

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A súmula 301, publicada em novembro daquele ano, determinou, explicitamente, o que começou a ser delineado em 1998, no julgamento de um recurso especial: "em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade".
Naquele recurso, o relator, ministro Ruy Rosado, e demais ministros da Quarta Turma, concluiu que a recusa do investigado em submeter-se ao exame de DNA, marcado por dez vezes, ao longo de quatro anos, aliada à comprovação de relacionamento sexual entre o investigado e a mãe do menor gera a presunção de veracidade das alegações do processo (REsp 135361). Na mesma Turma, no julgamento de um caso em que o suposto pai havia se recusado, por três vezes, a realizar o exame, o ministro Bueno de Souza afirmou: "A injustificável recusa do investigado em submeter-se ao exame de DNA induz presunção que milita contra a sua resignação" (REsp 55958).
A Terceira Turma, que junto com a Quarta Turma, integra a Segunda Seção, responsável pela apreciação das questões envolvendo Direito Privado -no qual esse assunto se inclui -também consolidou essa posição ao decidir que, "ante o princípio da garantia da paternidade responsável, revela-se imprescindível, no caso, a realização do exame de DNA, sendo que a recusa do réu de submeter-se a tal exame gera a presunção da paternidade", conforme acórdão da relatoria da ministra Nancy Andrighi (REsp 256261). Essa mesma Turma julgou, em 2000, um recurso em que o suporto pai se recusou, por dez vezes em quatro anos, a se submeter ao exame. O relator, ministro Antonio de Pádua Ribeiro, aplicou o mesmo entendimento em um caso do amazonas, no qual, somadas à recusa, há provas do relacionamento sexual e de fidelidade no período da concepção da criança e de honestidade da mãe (REsp 141689).
A matéria se tornou lei após o Congresso Nacional aprovar o PLC 31/2007, originário da Câmara dos Deputados. A Lei n. 8.560/1992 determina que, em registro de nascimento de menor apenas com a maternidade estabelecida, o oficial remeterá ao juiz certidão integral do registro e o nome e prenome, profissão, identidade e residência do suposto pai, visando à verificação oficiosa da legitimidade da alegação. Se o suposto pai não atender, no prazo de 30 dias, a notificação judicial, ou negar a alegada paternidade, o juiz remeterá os autos ao representante do Ministério Público para que intente, havendo elementos suficientes, a ação de investigação de paternidade.
A lei sancionada esta semana acrescenta à Lei n. 8.560/1992 o artigo 2º-A e seu parágrafo único, os quais têm a seguinte redação: "Art. 2º-A Na ação de investigação de paternidade, todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos. Parágrafo único. A recusa do réu em se submeter ao exame de código genético -DNA gerará a presunção da paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório". Também está revogada a Lei n. 883, de 1949, legislação anterior que tratava nos filhos considerados ilegítimos, expressão rechaçada pela Carta Magna, que passou a denominá-los "filhos havidos fora do casamento".

Fonte: Jus Brasil Notícias

Começou ontem a semana nacional do aleitamento


Começou ontem e vai até o dia 8 a Semana Mundial de Aleitamento Materno, comemorada em cerca de 120 países desde 1992. O Brasil criou há 28 anos o Programa Nacional de Aleitamento Materno e a Semana Nacional de Aleitamento Materno, sempre comemorada também em agosto, mas com data variável de ano para ano. Na capital, a semana será comemorada a partir da próxima segunda-feira (4), com uma programação extensa ainda a ser definida, informa a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), a reportagem encontrou Bianca Adão, uma vendedora de 23 anos, em pleno ato de aleitamento. “Meu filho tem três meses e sei que o leite materno é o melhor para a criança”. Segundo a própria, esse conhecimento lhe foi passada em família, pois jamais recebeu qualquer espécie de orientação sobre o ato nem no PSMC (que tem um banco de leite que funciona há pelo menos cinco anos, segundo a assessoria) nem nos postos de saúde próximos à sua casa. Também não tem conhecimento de nenhuma ação estadual em torno do tema.
A necessidade de esclarecimento ainda é imprescindível, pois, segundo a Agência Nacional de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), o Brasil tem um dos piores índices de amamentação de lactantes até os 2 anos entre os países em desenvolvimento. Ainda que 92% dos bebês nessa faixa etária sejam amamentados, 70% o são pela mãe e o restante por “formas substitutas” de amamentação.

Fonte: Folha do Estado

Jornal inglês denuncia más condições de carceragem no Brasil


O jornal inglês The Guardian denunciou nesta sexta-feira (31) as más condições da carceragem em que estão presas as duas turistas inglesas acusadas, na segunda-feira, de supostamente tentarem dar o golpe do seguro, ao registrar na polícia queixa de furto de objetos que, segundo policiais, estariam com elas. De acordo com o jornal, as recém-formadas em Direito Shanti Andrews e Rebecca Turner, ambas de 23 anos, estão presas "numa cela suja e superlotada com outras 150 prisioneiras brasileiras acusadas de tráfico de drogas, roubo e assassinato". Nesta sexta-feira à noite, o desembargador Sérgio Verani, da 5ª Câmara Criminal, concedeu às acusadas direito de responder à acusação em liberdade.
Shanti e Rebecca foram denunciadas por falso registro de crime e estelionato - cuja pena varia de 1 a 5 anos de prisão.
O advogado delas, Eduardo Tonini, negou ao Estado que elas tenham tentado dar o golpe do seguro. "Elas realmente tiveram duas bagagens furtadas e, por engano, registraram que aqueles equipamentos eletrônicos estariam dentro das bolsas que não foram levadas."
O Guardian conta que as duas chegaram ao Brasil para curtir "sol, areia e samba", na última etapa de uma viagem de nove meses pelo mundo, mas foram presas na véspera de voltar à Inglaterra, porque a polícia encontrou um iPod Touch, uma máquina fotográfica e um laptop, entre outros itens que somavam mil libras. Elas alegaram que os objetos tinham sido furtados e, com isso, poderiam ser indenizadas por seguro, golpe relativamente comum no Rio. Os policiais informam ter encontrado os itens num armário, cujas chaves elas tinham, do albergue onde elas estavam.
O Guardian traz ainda declarações de Tonini, que afirmou que, na prisão, as inglesas estavam sendo "tratadas como qualquer prisioneira brasileira", não comiam e estavam nervosas. "Estão dormindo no chão e de lado, por falta de espaço. Esse é um retrato da péssima condição do sistema prisional", disse ele, que confirmou ao Estado não ter visto a cela.
Segundo o repórter do Guardian, nas paredes da cela havia inscrições da facção CV (Comando Vermelho) e uma presa estaria "tomando conta" das jovens. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Jornal do Povo

Grávidas são principais vítimas da gripe suína no País


Mulheres grávidas, pessoas com problemas cardíacos e hipertensos são, nesta ordem, as principais vítimas da gripe suína. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde sobre mortes provocadas pela doença no País mostra que, de 56 óbitos, 9 ocorreram entre gestantes - o que representa 26,3% do total
Pacientes com doenças do coração e que se infectaram pelo H1N1, o vírus da gripe suína, também apresentaram alto risco de morte: 20,6% do total. Em seguida, vieram pessoas com pressão alta (17 6%). Os números, na avaliação do presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, podem servir de alerta para profissionais de saúde. "Já há uma classificação de maior risco. Com esse grupo, a atenção precisa ainda ser mais cuidadosa.
O boletim divulgado ontem mostra 27 mortes a mais do que o que havia sido registrado há uma semana. Apesar do aumento do número absoluto de óbitos, a taxa de letalidade da doença (número de mortes entre casos graves) caiu de 12,8% para 10,3%. O outro indicador usado, o de mortes por 100 mil habitantes, praticamente dobrou: de 0,015 por 100 mil para 0,029
Ainda assim, uma taxa menor da que é registrada nos Estados Unidos (0,09), no Chile (0,11) e na Argentina (0,41). A circulação do vírus da gripe suína continua igual ao da semana passada: dos casos confirmados, 60% são de H1N1
A doença continua crescendo de forma significativa no País. Até agora, dos 2.962 casos suspeitos de síndrome respiratória aguda (tosse, febre e dificuldade respiratória), 378 foram confirmados para gripe suína. Na semana passada, eram 222.
Para Furtado, os números justificam a mudança no protocolo do tratamento da gripe. A Sociedade Brasileira de Infectologia defende que o remédio passe a ser oferecido para todos os pacientes com sintomas de gripe, não apenas para os casos graves. O pedido foi apresentado formalmente ao Ministério da Saúde. (Agencia Estado)

Fonte: Correio Braziliense

PARQUE DOS SONHOS


Arquiteto transforma extensa área degradada em Santo Antônio do Pinhal, SP, em oito belíssimos jardins temáticos, semelhantes aos que ele conheceu em suas viagens pelo mundo

Parte da trilha que corta o parque, margeada de flores
São onze horas da manhã. Sol a pino. Sem aviso, a neblina atravessa os pinheirais e o que parecia verão vira inverno. Essa estranha, mas bem-vinda, mudança repentina no tempo acontece todos os dias no Jardim dos Pinhais, um parque ecológico que fica na cidadezinha de Santo Antonio do Pinhal, a meio caminho de Campos do Jordão, SP. A névoa põe ainda mais magia nas árvores, arbustos, flores, fontes e riachos dos oito jardins que compõem o parque. Eles estão distribuídos pelos 1.200 metros de trilhas cuidadosamente pavimentadas. O traçado percorre os jardins. Com rampas suaves, a caminhada não exige do visitante nada além do senso de observação e sensibilidade para reconhecer que ali se pisa sobre uma terra onde a natureza é senhora absoluta. Se tiver o mínimo de curiosidade, haverá de querer saber como uma área de pastagem foi transformada em canteiros e bosques onde a flora brasileira está representada em toda sua exuberância.
A resposta está no sonho e na tenacidade de um arquiteto chamado Manoel Carlos de Carvalho. 'Loucura', dirão alguns. 'Eu diria que é obsessão', rebate Manoel. Loucura ou obsessão, o certo é que o Parque Ecológico Jardim dos Pinhais se espalha por 14 hectares e 82 mil metros de jardins. E não são apenas canteiros enfileirados cobertos por grama e flores como possa supor o senso comum. Manoel plantou ali oito jardins inspirados na vegetação da Serra da Mantiqueira e nos inúmeros que viu pelo mundo afora. São eles: Jardim Montanhês, Canadense, Japonês, Desértico, Das Fontes, Beija-Flores, Tropical, Das Orquídeas, além de um espaço chamado Fonte das Hortênsias. Logo na entrada do parque uma cascata construída com pedras de até 80 toneladas, vindas da cidade de São Tomé das Letras, MG, termina em um tanque onde nadam tartarugas típicas da fauna da Amazônia. O reflorestamento da área degradada foi feito com espécies em extinção. Por precaução, Manoel mantém um viveiro delas. Na área que adquiriu existe hoje 50% a mais de mata do que quando ele ali chegou. Dotado de um temperamento que o impulsiona a realizar tudo o que planeja, levou apenas cinco anos para transformar pasto em jardins. Dito assim pode parecer que foi fácil. Puro engano...
Em 9 de julho de 2005 o Jardim dos Pinhais abria sua porta (ou melhor, seu portal) aos amantes da natureza. Hoje, uma equipe multidisciplinar, com formação em biologia, história, geografia, pedagogia e educação física, atende os visitantes. A horta orgânica abastece o restaurante e integra o projeto de educação ambiental. Há monitores especialmente treinados para receber grupos da terceira idade. O arvorismo e o rapel praticados no parque não têm a intenção de apenas criar sensações, digamos, radicais. O objetivo é a observação da natureza, visando com isso à conscientização ambiental. A trilha Mirante do Baú, com três quilômetros e meio de extensão, coloca o visitante diante de uma das mais belas paisagens da Mantiqueira: a portentosa Pedra do Baú, de 2.050 metros de altura, e a seus pés o Vale do Baú, cortado por cachoeiras e riachos. No caminho, um bosque de araucárias e um trecho de mata nativa.


GUIA
COMO CHEGAR
>>> Saindo de São Paulo em direção a Campos do Jordão, tomar a Rodovia SP-46, principal acesso a Santo Antonio do Pinhal. Continuar nessa mesma via até o número 2600. O Jardim dos Pinhais fica a 166 quilômetros de São Paulo, 70 de São José dos Campos e 15 de Campos do Jordão.
ONDE FICAR >>>Você pode passar o dia no Jardim dos Pinhais e se hospedar em uma das 42 pousadas e 4 hotéis fazendas de Santo Antonio do Pinhal. >>>Informações pelo telefone (12) 3666-1918 ou 3666-1122 (ramal 33).
PREÇOS >>> Crianças até 6 anos, acompanhadas dos pais: gratuito. >>> Crianças de 7 a 12 anos: 50% de desconto.
>>> Crianças acima de 12 anos e adultos: R$ 15.
>>> Trilha Mirante do Baú mais acesso aos Jardim dos Pinhais: R$ 35. >>> Arvorismo: R$ 50. >>> Arvorismo mais acesso aos jardins: R$ 60. >>> Tirolesa de 220 metros mais rapel: R$ 30.
>>> Tirolesa mais acesso aos jardins: R$ 40.
>>> Arvorismo mais trilha mais acesso aos jardins: R$ 75.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO >>> De segunda a domingo, das 9:30 às 18:00 horas.



O Globo Rural

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pai ainda não é dispensável aos filhos, apontam estudos


Você pode tentar achar que homens são um extra opcional no jogo conjugal, mas evidências bioquímicas em camundongos e pessoas sugerem que os pais podem desempenhar um papel fundamental na educação da sua prole.
Estudos prévios indicam a importância da paternidade na educação dos descendentes. Alguns dos trabalhos demonstraram que garotas próximas à puberdade tornam-se sexualmente ativas mais cedo e são mais propensas a engravidar na adolescência, caso seus pais sejam ausentes quando elas são mais jovens. Outros sugeriram que os filhos cujo pai é ausente exibem baixo poder de intimidade e de autoestima.
Estudos prévios feitos com cobaias e humanos indicam a importância da paternidade na educação dos descendentes
Para investigar a base biológica dessas diferenças, Gabriella Gobbi, do Centro Universitário de Saúde McGill, de Montreal (Canadá), e colegas estudaram ratos californianos que, como pessoas, são monogâmicos e tendem a criar sua prole juntos.
Os pesquisadores retiraram os pais --mas não as mães-- de alguns filhotes de ratos, de três dias depois do nascimento até 30 ou 40 dias. Então, eles observaram a atividade das células cerebrais no córtex pré-frontal --área que envolve a interação social e expressão da personalidade, como resposta ao hormônio oxitocina e outros neurotransmissores, incluindo serotonina, dopamina e NDMA (nitrosodimetilamina).
As células nos filhotes privados dos pais enfraqueceram na produção de oxitocina --a "química do carinho", que é normalmente lançada durante interações sociais e casais. Eles também tiveram um aumento da produção de NDMA, que está relacionada à memória.
Os ratos sem pais também se demonstraram menos interessados no compromisso com outros ratos. "Usualmente, se você põe dois animais na mesma gaiola, eles investigam um ao outro, mas quando colocamos dois animais privados do contato com os respectivos pais, eles se ignoraram mutuamente", diz Gobbi. Sua colega Francis Bambico apresentou o trabalho no Congresso Mundial de Psiquiatria Biológica em Paris, França, no começo de julho.
Se há também diferenças bioquímicas entre os cérebros de crianças com a presença e ausência do pai é algo desconhecido. Michael Meaney, que estuda os efeitos dos cuidados maternos na McGill, recomenda cautela na aplicação dos resultados de camundongos nas pessoas. No rato californiano, é o pai quem lambe os filhotes na maioria das vezes, diz ele.
Há, no entanto, evidências de que quando homens se tornam pais, estão propensos a mudanças bioquímicas que afetam seu comportamento. Ruth Feldman, da Universidade Bar-Ilan, em Israel, visitou 80 casais logo após o nascimento de seus filhos, e novamente depois de seis meses, e observou que a transição da paternidade estava associada com o aumento da oxitocina não apenas nas mães, mas também no dos pais, quando comparados com solteiros e pessoas sem crianças.
Os níveis de oxitocina nos pais também se demonstram diferentes em cada sexo. Mães com altos níveis do hormônio se comprometem mais com as crianças, com toques afetivos e com voz suave. Pais com altos níveis de oxitocina brincam mais com suas crianças, que demonstram mais ligação com eles do que crianças cujos pais têm baixa oxitocina.

New Scientist
Fonte: Folha Online

Violência na Nigéria faz pelo menos 600 mortos


Governo garante que não há portugueses entre as vítimas
Confrontos começaram com um ataque islamita a uma esquadra


Pelo menos 600 pessoas morreram, na Nigéria, desde domingo, em confrontos que opuseram as forças de segurança a uma seita talibã. O exército garante ter morto, na manhã de ontem, o número dois dos radicais islamitas, enquanto o seu líder fugia com centenas de apoiantes.
O número de baixas fornecido pela polícia nigeriana não inclui portugueses, segundo um comunicado da secretaria de Estado das Comunidades, citado pela agência Lusa. Embora só haja 60 portugueses registados no consulado, é possível que mais alguns estejam na Nigéria, uma vez que nem todos os trabalhadores das plataformas petrolíferas têm por hábito registar-se.
O Norte da Nigéria está a ferro e fogo desde domingo, dia em que membros da seita talibã Boko Haram (que se traduz por "a educação ocidental é um pecado") tentaram atacar uma esquadra da polícia em Maiduguri, no Estado de Bauchi. A polícia e o exército - que têm ordem do Presidente Umaru Yar'Adua para utilizar todos os meios contra os talibãs - perseguiram os militantes islamitas, que fugiram para norte, atacando mais esquadras e agentes da lei. A violência estendeu-se aos Estados de Borno, Kano, Yobe. Um perito dos serviços secretos, ouvido pela Lusa, diz que se trata de uma acção coordenada.
O exército garante ter morto o "número dois" da seita Boko Haram. O major-general Saleh Maina disse à Associated Press que Abubakar Sheka morreu perto de Maiduguri. "Foi morto hoje de manhã, com 200 apoiantes", confirmou um polícia nigeriano, que adiantou que Sheka e os seus seguidores estavam a tentar fugir. O líder dos talibãs, Mohammed Yusuf, terá conseguido escapar, com 300 outros rebeldes.
A seita Boko Haram é conhecida desde 2004, ano em que 200 activistas se instalaram em Kanamma, no Estado de Yobe, perto da fronteira com o Níger. De início eram, sobretudo, estudantes universitários. Hoje, não se sabe quantos são, mas mantêm o objectivo de criar um "Estado islâmico puro" no norte da Nigéria.
Este país, com 140 milhões de habitantes, divide-se em partes quase iguais entre muçulmanos (a Norte) e cristãos (a Sul). Embora a Sharia (lei islâmica) vigore em 12 dos 36 Estados, não há história de violência ligada à Al-Qaeda na Nigéria. O governador do Estado de Bauchi já prometeu castigar severamente quem albergar membros da seita Boko Haram.

Pedro Cordeiro
Fonte: Expresso

Veja alguns comentários interessantes deixados no "Expresso"

Politiquices e comentários à parte, este sim parece ser um verdadeiro drama sobre o qual a humanidade se deveria debruçar e se possível resolver.
No entanto isso parece ser impossível.
Provavelmente dois terços do planeta vive em clima de instabilidade. Numa insuportável e insustentável violência, física e ambiental.
Srs. da guerra, tribalismos, islamismos e toda a espécie de ismos contribuem quotidianamente para este miserável estado de coisas.
Dois terços do planeta vê o seu desenvolvimento até a sua mera sobrevivência ameaçadas e em risco todos os dias.
Devíamos ser capazes de resolver isto.
Imagino que isto seja apenas o reflexo da condição humana e que não tenha solução, mas penso que as "elites" governativas se deveriam esforçar mesmo para o conseguir.
Nem que seja por uma questão de egoísmo.
Criar condições devida dignas nesses países para que não tenham que vir para cá contribuir para a insustentabilidade do que cá se construiu em matéria de direitos humanos, segurança e qualidade de vida.
Alguma coisa os deveria motivar, mas o tempo passa, os conflitos e os mortos multiplicam-se e a terra de ninguém também. Os êxodos, os refugiados, os emigrantes, também.(Helder Antunes)

Tenha em conta que episódios como estes foram protagonizados aos milhares, durante séculos de intolerância e ignorância religiosas na própria Europa, nomeadamente na Idade Média, mas também antes e depois desse período de trevas.
Sim, se fica chocado com o que se passa hoje na Nigéria, por causa destes cruéis actos de barbárie, motivados por convicções religiosas, saiba que os seus (nossos) antepassados, que veneramos, respeitamos, adoramos, idolatramos e, principalmente, desculpamos, fizeram tudo isto e muito mais.
Ah, sim! Se conversar por aí com um crente qualquer, daqueles que é capaz de arranjar qualquer desculpa para fingir que a sua religião de hoje nada tem a ver com os "erros" do passado, ele dir-lhe-á que agora já não somos assim, que "evoluímos", que as "nossas" (deles) Igrejas não têm culpa pelos excessos e pelas más interpretações (eles adoram falar de interpretações - passam a vida a interpretar) das palavras divinas.
Mas, atenção, se conversar com eles sobre estes eventos na Nigéria, já dirão que, obviamente, tudo isto é culpa do Islão (e é claro que é! - exactamente como outras coisas do passado cristão também são culpa do cristianismo, mas eles não admitem).
E, se um muçulmano lhes disser que o Islão não tem culpa pelos erros e pelos excessos dos talibãs, que responderão os cristãos? Que não, que não é verdade! Que a culpa é mesmo do Islão!
Quem é que disse qualquer coisa como "ver o cisco no olho do vizinho e não ver a trave no seu olho"? (Paulo Pedroso)

Refrigerantes deverão informar teor calórico e conter advertência sobre riscos à saúde


Refrigerantes e similares, chamados genericamente de bebidas açucaradas, deverão informar seu teor calórico e conter, em seus rótulos, advertências sobre os males que podem causar à saúde se consumidos em excesso. É o que propõe o texto do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), relator da proposta do senador Jayme Campos (DEM-MT) em exame na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) na terça-feira (04). Se aprovado, o projeto (PLS 196/07) segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Gilvam Borges propõe ainda, em seu texto substitutivo, que as advertências sobre os malefícios à saúde sejam definidas pelo Ministério da Saúde e sejam acompanhadas de imagens ou figuras que ilustrem o sentido da mensagem. Isso, porque, segundo ele, pesquisas realizadas em outros países demonstram que, no caso do tabaco, frases de advertência em tamanho grande acompanhadas de imagens tiveram papel importante na redução do consumo de cigarros.
Ao apresentar o projeto, o senador Jayme Campos demonstrou preocupação com o aumento da obesidade no país. Estudo recente divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que 43,3% da população adulta brasileira está com peso acima do recomendado (sobrepeso) e 13% é de obesos. O senador levou em conta os maus hábitos da população em consumir refrigerantes, refrescos e sucos em excesso e o fato de o consumo abusivo do produto poder causar doenças como diabetes, pressão alta e cardiopatias, com aumento do risco de infarto e de derrames.
Gilvam Borges considera que a proposta garante a informação necessária que, segundo ele, é um "requisito indispensável" para o cidadão poder decidir sobre consumir ou não o produto.

Defesa do consumidor

Também está em análise pela CMA proposta do deputado Maurício Rabelo (PL-TO) que tipifica como crime contra as relações de consumo a substituição ou retirada de peças ou componentes de produto sem a autorização do consumidor. O fornecedor que o fizer poderá cumprir pena de três meses a um ano de prisão. Para isso, altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O CDC já prevê, em seu artigo 70, que o fornecedor que utilizar peça ou componente de reposição usados sem que esteja autorizado pelo consumidor terá cometido crime.
O relator Flexa Ribeiro (PSDB-PA) avalia que, embora o Código Penal considere a infração prevista na proposta como fraude, é importante que ela seja prevista também pelo CDC que, além de disciplinar as relações de consumo, é o código que reconhece a vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. Por essa razão, acolheu as emendas de redação da relatora Serys Slhessarenko (PT-MT) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) que tornam claro o ato como "infração penal" sujeito às mesmas penas definidas para a utilização de peças usadas sem autorização do consumidor.

Cristina Vidigal / Agência Senado

Amamentação pode salvar 1,3 milhão de crianças por ano, diz OMS


GENEBRA (Reuters) - Ensinar novas mães a amamentarem poderia salvar 1,3 milhão de crianças por ano, mas muitas mulheres não recebem ajuda e desistem, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.
Menos de 40 por cento das mães do mundo permitem que seus filhos só se alimentem com leite materno nos seis primeiros meses de vida, conforme recomenda a OMS. Muitas abandonam o aleitamento porque não sabem como fazer o bebê agarrar o seio, ou sentem dor e desconforto.
"Quando se trata de fazer na prática, elas não têm apoio", disse a especialista da OMS Constanza Vallenas a jornalistas em Genebra, onde fica a sede da agência da ONU.
O problema, segundo ela, ocorre em países ricos e pobres, e precisa ser combatido a partir de hospitais, clínicas e centros comunitários.
A OMS alertou também para a necessidade de conscientizar as grávidas quanto à sua vulnerabilidade às gripes comum e H1N. A agência defendeu que as grávidas tenham prioridade para receber antivirais como o Tamiflu, especialmente nas primeiras 48 horas a partir do aparecimento de sintomas gripais.
"As grávidas, quando ficam gripadas, estão em risco e devem ir ao médico", disse a porta-voz Aphaluck Bhatiasevi. "É realmente essencial para as grávidas buscarem medicação."
Especialistas em saúde dos EUA dizem que as grávidas também deveriam ser as primeiras a serem vacinadas contra o vírus H1N1, dito "da gripe suína", e que pessoas que cuidam de bebês deveriam vir em segundo lugar.
A OMS recomenda que os bebês comecem a mamar no peito uma hora depois de nascerem, e que consumam apenas o leite materno durante seis meses - o que exclui água, sucos ou alimentos sólidos.
A amamentação dá à criança nutrientes vitais, além de reforçar seu sistema imunológico, prevenindo contra doenças como diarreia e pneumonia. O leite em pó não fornece a mesma imunidade, e a água das torneiras em muitos lugares do mundo vem contaminada.
Vallenas disse que, se o índice de aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida chegasse a 90 por cento, seria possível evitar cerca de 13 por cento das 10 milhões de mortes anuais de crianças menores de cinco anos.
Em nota divulgada a propósito da Semana Mundial da Amamentação, de 1o a 7 de agosto, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse ser importante dar apoio para que mães em zonas de desastres continuem ou recomecem o aleitamento.
"Durante emergências, doações não-solicitadas ou descontroladas de substitutos do leite materno podem prejudicar a amamentação e devem ser evitadas", disse Chan, argumentando que a interrupção do aleitamento pode agravar os riscos para crianças já vulneráveis. "O foco deve ser na proteção ativa e no apoio à amamentação."

Por Laura MacInnis
O Globo

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Adoção deve ser mais ampla

A Lei Nacional de Adoção e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) poderão sofrer importantes alterações, beneficiando crianças que estão em abrigos. Uma das medidas é a redução do tempo de permanência das crianças nessas casas para, no máximo, dois anos. A revisão e inserção de regras na legislação específica protegerão os maiores interesses das crianças e, consequentemente, ampliarão suas possibilidades de um maior bem-estar.
Uma das medidas é a reintegração da criança e do adolescente na família estendida ou ampla: sua própria família num maior espectro, com a qual já convivia – tios, avós, primos -, desde que tenha condições de prover suas necessidades, principalmente emocionais e afetivas.
Também se reduziu a idade mínima do adotante, de 21 para 18 anos e estabeleceu-se conferir maior celeridade aos processos para destituição do poder familiar. Além disso, estabelece que os maiores de 12 anos também possam manifestar-se sobre o processo de adoção e, após os 18, possam, se assim desejarem, ter conhecimento de sua filiação biológica.
A criação de um cadastro nacional e estadual facilitará a adoção, já que nele estarão inseridos os nomes de todos aqueles que desejam adotar e o nome das crianças a serem adotadas, facilitando o acesso até mesmo por famílias estrangeiras. A prioridade na adoção é dos casais brasileiros, seguindo-se os casais brasileiros que residam no exterior e, por fim, os casais estrangeiros, de acordo com a Convenção de Haia.
Porém, a preocupação com o bem-estar da criança, demonstrada no substitutivo do Projeto de Lei 314/04, que aguarda apenas a sanção presidencial, poderia manifestar-se de forma mais ampla, atingindo uma parcela maior de crianças em abrigos. Isso seria possível se no corpo da lei houvesse a previsão de adoção por casais homoafetivos. A adoção pode ser feita por uma pessoa sozinha ou por casais que sejam casados ou vivam em união estável. Porém, isso não abrange casais formados por pessoas do mesmo sexo.
Os homossexuais não enfrentam dificuldades na adoção de crianças se o pedido for feito por apenas um indivíduo. Mas, se o cadastro é feito em nome de um casal homoafetivo, via de regra, o pedido é negado.
A prática adotada é a de que um indivíduo homossexual adote e leve a criança para o convívio com o casal que forma, indubitavelmente, também, uma família. A criança conviverá com um casal homoafetivo, porém adotada por apenas um deles. E isso, não se pode negar, restringe os direitos da criança àquele que o adotou formalmente, já que não manterá vínculos jurídicos com o parceiro daquele que a adotou, o que é bastante prejudicial.
Possibilitar a adoção por casais formados por pessoas do mesmo sexo seria garantir um lar a um maior número de crianças e adolescentes, proporcionando-lhes direitos em relação a ambos, principalmente os sucessórios e alimentícios. Sem dúvida, seria uma medida que colaboraria para a redução do tempo de permanência de crianças em abrigos, principalmente se considerarmos que os casais que mantêm uma relação homoafetiva têm se mostrado dispostos a adotar crianças preteridas em função dos interesses dos casais heterossexuais que buscam, em sua grande maioria, bebês do sexo feminino e brancos.

Sylvia Maria Mendonça do Amaral, advogada especialista em Direito Homoafetivo e Família e Sucessões do escritório Mendonça do Amaral Advocacia, autora do livro “Manual Prático dos Direitos de Homossexuais e Transexuais” e editora do site Amor Legal - sylvia@smma.adv.br

Fonte: Diário de Marília

TJ acompanha CNJ e mantém ‘Toque de Recolher’ em Fátima do Sul e Nova Andradina


O TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) manteve em decisão da última sexta-feira (24) a medida batizada como ‘Toque de Recolher’ (proibição de adolescentes em horários estabelecidos no período noturno com punição dos pais). A medida atinge de imediato as cidades de Fátima do Sul e Nova Andradina, onde os juízes das respectivas comarcas adotaram a prerrogativa.
Com isso, o TJ-MS acompanha decisão do dia 10 de julho do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que não viu urgência em deferir liminar no caso de Nova Andradina.
O advogado Edgar Calixto apresentou habeas corpus com pedido de liminar ao TJ-MS para que anulasse as decisões dos juízes. Ele sustentou que o Toque de Recolher cerceia a liberdade e contraria o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e ainda, considera inconstitucional pelo fato, segundo ele, de que não cabe aos juízes criar leis.
O relator do habeas corpus, desembargador João Batista da Costa Marques, membro da 1ª Turma Criminal do Tribunal do Pleno argumentou em sua decisão que não identificou pressupostos para acatar a liminar. Ele pediu mais informações às comarcas de Fátima do Sul e Nova Andradina.
Após analisar os argumentos dos juízes, o MPE (Ministério Público Estadual) avalia e o processo é submetido à apreciação dos desembargadores. Não há data para isso.

CNJ
O empresário Luiz Eduardo Bottura, que mora em Anaurilândia, moveu representação contra a medida da magistrada de Nova Andradina e acionou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em Anaurilândia também há Toque de Recolher.
Ele se posiciona contra o Toque de Recolher em 16 cidades brasileiras. (Ilha Solteira (SP); Fernandópolis (SP); Fátima do Sul, Vicentina e Jateí, em Mato Grosso do Sul, Patos de Minas (MG); Pompeu (MG); Taperoá, Livramento e Assunsão, na Paraíba; Santo Estevão, Ipecaet e Antonio Cardoso, na Bahia; Itapura (SP); Iatajá (GO) e Itaberaí (GO)).

ECA
Indagado sobre o porquê do interesse no assunto, Bottura disse ao Midiamax que já sentiu na pele o peso da inconstitucionalidade, segundo ele. “Mostrei em 13 folhas de petição e muitos documentos a questão de forma profunda mostrando a questão social da diferença do tratamento da criança pobre e rica do branco e do negro, da perda do medo de ser preso de esperar os pais na delegacia ao lado de “marginais” e, na questão da legalidade, mostrei que o juiz, mesmo segundo o ECA, só pode baixar portaria caso a caso explicando o motivo de cada caso e cabendo recurso para a decisão que o próprio artigo do ECA que cria a possibilidade dessas portarias, fala claramente que é vedada determinações de forma genérica”.
Eduardo Bottura ficou preso por quinze dias no inicio do ano acusado de ser réu em várias ações e depois se descobriu que tudo não se passava de fraude contra ele após representar contra magistrados no CNJ. “Fui apreendido ilegalmente e não acho correto que outras pessoas, em especial, adolescentes de famílias humildes, o seja, por mero capricho de juiz”.
Sobre a decisão do TJ-MS que manteve o Toque de Recolher, Bottura disse que ficou satisfeito, pois 85% das decisões do Tribunal são reformadas em Brasília (DF). “Ficaria triste se tivessem derrubado, minhas chances, estatisticamente, seriam menores”.



Midiamax


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Mulher tem alergia ao próprio filho

Joanne Mackie celebrou: deu à luz James, o primeiro filho. Mas o nascimento também trouxe grande preocupação e tristeza à inglesa de 28 anos: ela é simplesmente alérgica ao próprio filho!
Assim que James nasceu, a mulher desenvolveu bolhas e brotoejas ao entrar em contato com a pele do bebê. Joanne foi diagnostica
da com uma rara doença auto-imune de pele. No início, Joanne só conseguia se aproximar de James se estivesse com o corpo coberto de ataduras da gaze.
Para poder colocar o bebê no colo, Joanne fez um tratamento à base de fortes esteróides. Durante um mês, o marido ficou cuidando de James. "Foi um período de partir o coração. Quando me disseram que eu era alérgica ao meu próprio bebê achei que fosse uma piada. Mas quando tudo apareceu eu fiquei arrasada", contou a inglesa de ao "Daily Mail".


Seguindo o tratamento, Joanne, James e Robert (o pai) serão felizes para sempre.



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Propaganda de carros deverá conter texto educativo



Pela lei, publicidade deverá ter frases como 'não dirija falando ao celular'. Casos de cigarro e bebida alcoólica inspiraram resolução do governo.

A partir de agora, toda e qualquer peça de publicidade sobre produtos oriundos da indústria automobilística - veículo ou peça - veiculada em rádio, televisão, jornais, revistas e outdoor deverá incluir, obrigatoriamente, uma mensagem educativa de trânsito. É o que determina a Lei Federal 12.006, publicada no Diário Oficial da União (DOU), em complemento ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Desse modo, anúncios de pneus ou de um novo tipo de carro, por exemplo, deverão conter alguma frase similar a “se beber, não dirija” e “não dirija e fale ao celular ao mesmo tempo”, entre outras
Esse tipo de propaganda paralela já é veiculada em peças publicitárias de bebidas alcoólicas e também de cigarros, com frases como “beba com moderação” ou “fumar é prejudicial à saúde”. “A lei funcionará no Brasil como já ocorre no cigarro e na bebida alcoólica lentamente, mas funcionará. Vários países já limitaram propaganda sobre velocidade e exigiram que se destacasse a segurança dos veículos na publicidade. Mas precisamos de mais. Precisamos de vias mais seguras, de educação básica para os usuários do ambiente de trânsito, principalmente os vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas. Também é preciso traçar políticas de transporte público seguro, ágil e saudável”, afirma o médico brasileiro e coordenador do Departamento de Trauma da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra (Suíça), Marcos Musafir. Além da campanha educacional de trânsito conjunta, com propagandas da indústria da cadeia automotiva, a nova lei também determina que as publicidades constantes em outdoors instalados nas beiras das rodovias, sejam elas de qualquer tipo de produto, incluindo anunciantes institucionais (das empresas concessionárias) e até eleitorais, também contenham informações sobre educação no trânsito. As penas para quem descumprir as novas normas vão desde advertência por escrito, no primeiro flagrante, e suspensão da divulgação de propaganda do produto por 60 dias, até multa de 1 mil a 5 mil vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir) em casos de reincidência, além da suspensão imediata da veiculação da peça publicitária.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



G1

O QUE É A PEDOFILIA


“O Silêncio é a alma das Agressões Sexuais”Anna Salter

Não se pode falar em pedofilia sem se fazer uma breve referência aos desvios da sexualidade, ou seja às parafilias, perturbações da sexualidade que podem ser constantes ou episódicas, que se manifestam através de fantasias ou de comportamentos recorrentes e que são sentidas pelo próprio como sexualmente excitantes.
As parafilias específicas mais conhecidas são o exibicionismo (exposição dos genitais); o fetichismo (uso de objectos inanimados); o frotteurismo (tocar ou roçar-se numa pessoa que não consente); a pedofilia (foco em crianças prépubertárias); masochismo sexual (ser objecto de humilhação ou sofrimento); o sadismo sexual (infligir dor); o fetichismo travestido (traves-tir-se); e o voyeurismo (observar actividade sexual).
Temos de estar alerta para o facto de que os indivíduos com desvios da sexualidade estão muito atentos ao mundo que os rodeia e, sempre que possível, procuram trabalho em locais ou junto de pessoas que, sem o saberem, lhes proporcionam gratificação sexual.
As perturbações da sexualidade são normalmente crónicas, embora se saiba que podem diminuir com a idade avançada. Supõe-se que algumas fantasias associadas às parafilias, podem iniciar-se na infância ou no princípio da adolescência, mas têm uma expressão mais acentuada durante a adolescência e na vida adulta.
O tratamento das parafilias tem apresentado limitações e muitas resistências. É de salientar que a tão falada “castração química” não é um tratamento propriamente dito, mas sim uma contenção social.
Como já ficou dito, a pedofilia é uma parafilia específica, mas não se sabe ao certo o porquê desta perturbada orientação sexual, conforme não se sabe porque é que há quem prefira pessoas mais velhas.
Sabe-se, sim, que nem todas as crianças que foram vítimas de abuso sexual se tornam adultos abusadores, mas que muitos adultos abusadores foram vítimas de abuso sexual durante a infância.
O termo pedofilia, que há muitos anos é descrito nos manuais de psicopatologia e que só agora entra no vocabulário de todos nós, é, por definição, o acto ou a fantasia de ter contactos sexuais com crianças em idade pré-pubertária (13 anos ou menos) e que o pedófilo tem de ter mais de 16 anos e ser cinco anos mais velho que a vítima. Quem recorre a material pornográfico com crianças deve também ser inserido neste conceito.
Os pedófilos repetem com frequência os seus comportamentos, e tentam justificar os seus actos dizendo que os mesmos têm valor educativo para a criança; que a criança tem prazer sexual, e que são elas quem os provoca ou, ainda, que com crianças não contraem tão facilmente doenças. Os pedófilos, por regra, não sentem remorsos ou mal-estar pela prática dos seus actos.
Os pedófilos podem ser homossexuais, heterossexuais ou bissexuais; casados ou solteiros; homens ou mulheres, e pertencer a todas as profissões e classes sociais.
Os indivíduos que só mantêm práticas sexuais com crianças em idade pré-pubertária são chamados pedófilos exclusivos. Os que, para além dos seus contactos sexuais ditos normais, recorrem ainda a práticas sexuais com crianças em idade pré-pubertária, são denominados pedófilos não exclusivos.
Os pedófilos que sentem uma predileção por crianças do sexo feminino preferem habitualmente meninas com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos, enquanto os que têm preferências por meninos procuram crianças ligeiramente mais velhas.
É comum ouvir-se alguns pedófilos justificarem as suas práticas fazendo referência ao momento em que, eles próprios, foram vítimas. Dizem que, nessa altura, o adulto representava o medo, a angústia, o terror e que nunca mais se conseguiriam libertar dessa imagem ameaçadora. Por isso hoje, nos seus contactos sexuais, preferem as crianças, para não se sentirem postos em causa; é uma questão de poder. Estes indivíduos são por regra imputáveis (responsáveis pelos seus atos) e sabem disso, por isso praticam os seus actos às escondidas.
Tal como acontece em outros desvios de sexualidade, também a pedofilia tem uma evolução crónica, com comportamentos que vão do despir as crianças, a observá-las, ao toque, ao sexo oral, à masturbação, até à penetração.
O traumatismo causado à criança depende não só do tipo de ato a que foi sujeita, mas também da idade que tinha no momento em que foi vítima, e do apoio que na altura lhe foi prestado.
Lembro que, normalmente, o pedófilo procura uma vítima indefesa que, por coação, é por ele silenciada, vítima essa que lhe está normalmente muito próxima, embora possa também pertencer a um espaço exterior à família ou ao seu meio natural (padres, professores, médicos).
Não existe uma definição única do conceito de abuso sexual infantil, no entanto todas subescrevem que se trata de uma das piores formas de violência sobre as crianças.
A maioria das definições de abuso sexual infantil fazem referência a uma multiplicidade de atividades sexuais, incluindo situações em que não existem contactos físicos, propriamente ditos. Deve considerar-se abuso sexual quando se utilizam crianças e/ou adolescentes para a satisfação do desejo sexual de pessoas mais velhas.
São ainda consideradas situações de abuso sexual todas as que vão do telefonema obsceno, até a penetração.
Neste contexto devemos relembrar ainda a questão da Exploração Sexual de Crianças, que está presente quando há uma das seguintes situações: assédio sexual, intra ou extra familiar; prostituição infantil; pornografia infantil; turismo sexual e tráfico de crianças.
Não nos podemos esquecer que um pedófilo é sempre um abusador sexual; mas um abusador sexual pode não ser um pedófilo.
No meu entender, sempre que um adulto utiliza um menor para satisfazer os seus desejos sexuais deve, preferencialmente, ser considerado abusador sexual, e não pedófilo, porque o abusador sexual infantil, vitima crianças de qualquer idade, enquanto o pedófilo abusa de crianças em idade prépubertária.

MANUEL COUTINHO
Psicólogo clínico

O PORQUÊ DO SILÊNCIO…São inúmeros os factores que levam a criança a ocultar o abuso a que foi sujeito, mas destacamos: medo de represálias por parte do agressor; sentimentos de vergonha, culpa, vergonha, e insegurança ou protecção (irmão mais novos); medo dos interrogatórios e da devassa da sua intimidade ou família; exposição pública; estigma social.
Contudo, este silêncio permite que o abuso se perpetue, convertendo-se no pior inimigo do menor e no maior aliado do agressor.
Leva a criança a experienciar um sentimento de culpabilidade que o impede de confiar, de amar e de estabelecer uma relação saudável como futuro adulto.
Assim, é indispensável que os adultos tenham consciência dos sinais e sintomas que podem indicar que o menor está a ser vítima de abuso sexual.

SINAIS E SINTOMAS
A presença de sinais e sintomas, se muito intensos e combinados, devemos alertar para a possibilidade de abuso sexual:
– Mudança súbita de comportamento na escola, incapacidade de concentração, diminuição do rendimento escolar.
– Mudança na personalidade, insegurança e necessidade cons-tante de ser estimulada.
– Falta de confiança num familiar adulto, ou não querer ficar sozinha ou com determinado adulto.
– Isolamento de amigos, familiares ou das actividades usais.
– Medo a algumas pessoas e lugares.
– Excesso de limpeza ou total despreocupação com a higiene.
– Incontinência para a urina ou fezes ou alterações dos hábitos intestinais.
– Pesadelos ou perturbações do sono.
– Interesse especial pelo sexo, inapropriado à idade da criança.
– Retorno à infância, inclusive a comportamentos típicos dos bebés.
– Depressão, ansiedade, afastamento, tristeza, indiferença.
– Auto-mutilação
– Tentativa de suicídio.
– Fuga.
– Problemas de álcool e/ou drogas.
– Problemas de disciplina ou actos delinquentes.
– Actividade sexual precoce (simulações, vocabulário, masturbação, desenho).
– Problemas médicos como infecções urinárias, leucorreias, rectorragias, dor pélvica ou hemorragia vaginal inexplicáveis e recorrentes.
– Dores, inchaços, fissuras ou irritações na boca, vagina e ânus.
Pode gerar a cura ou repetir a exploração e traição. Assim devemos acautelar as seguintes condições:
– Criar um clima de confiança e abertura para com as crianças e seus problemas.
– Mostar que acreditamos. Devemos dizer e mostrar à criança que acreditamos no que está a contar, mesmo que nos pareça estar a fantasiar ou a ocultar informação, sobretudo porque, em muitos casos, a criança procura proteger o seu agressor.
– Apelar à livre narrativa da criança. Procurar observar sinais e sintomas; fazer perguntas abertas, se a narrativa da criança não forneceu suficiente informação (“podes contar-me mais sobre o que aconteceu?”); aceitar a ignorância e o esquecimento da criança sobre o sucedido, é normal acontecer; apelar à importância da verdade; assegurar apoio e discrição.
– Providenciar avaliação médica (centro de saúde/hospital).

UMA PALAVRA DE ATENÇÃO AOS CASOS INTRA-FAMILIARES
Frequentemente, na relação entre abusado e abusador, além de ser poderosa, a figura provedora de cuidados da criança pode estar mais presente e ser mais carinhosa e amorosa do que qualquer outra pessoa na vida da criança. A criança pode assim convencer-se de que se contar o segredo, o seu relacionamento com o abusador e a única pessoa que ama pode ser ameaçado.
Muitas vezes, a criança não consegue tolerar a “maldade” no membro parental e defende -se psiquicamente procurando assimilar a “maldade” e incorpora-a como arte de si mesma. Isto permite à criança ver o familiar abusador como “bom”, e a revelação do segredo pode ferir uma parte de si própria.


ALEXANDRA SIMÕES
Psicóloga clínica e de aconselhamento
Diga Não À Erotização Infantil
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