sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mônica Bergamo: Roger Abdelmassih se casa hoje com procuradora


Com discrição, o médico Roger Abdelmassih se casa hoje, informa a coluna Mônica Bergamo, publicada na edição de hoje da Folha .

A noiva é a procuradora Larissa Maria Sacco. A cerimônia acontecerá na casa de um dos filhos de Abdelmassih, que não viajará em lua de mel.
Considerado um ícone da reprodução assistida no país, o médico passou quatro meses preso sob a acusação de estupros contra ex-pacientes e teve seu registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina. Desde que foi acusado pela primeira vez, Abdelmassih negou por diversas vezes ter praticado crimes sexuais.
Mônica Bergamo


Menina foge de família de militantes suicidas

Uma menina de 13 anos disse que sua família, simpatizante do movimento fundamentalista Talebã, tentou transformá-la em militante suicida no Paquistão.
O relato abaixo, feito por Meena, não tem confirmação independente, mas a polícia diz que acredita que ela esteja falando a verdade e que as informações prestadas por ela são úteis.
Abaixo, o que Meena contou à repórter da BBC, Orla Guerin.


O meu irmão costumava me dizer que o lugar de uma mulher é em casa ou no túmulo. Eu sempre fiquei confinada em casa.
Ele disse: "Se você sair da casa eu vou cortar a sua cabeça e colocá-la no seu peito."
O meu irmão tinha ido à escola local e batido nas meninas e professoras.
Ele disse que qualquer pessoa que quisesse estudar era um "amigo dos Estados Unidos".
Eu queria ser médica. Eu queria tanto que uma vez sonhei que estava sentada em um hospital, trabalhando como médica. Eu queria ajudar os pobres, os que não têm como pagar consulta.
Comandantes do Talebã costumavam vir à nossa casa. Tinha um bunker subterrâneo ao lado da casa, com energia elétrica.
Era de concreto e muito forte. Os carros passavam por cima dele, mas ninguém percebia o que tinha embaixo. Eles costumavam usar o esconderijo para treinar militantes suicidas.
A maioria eram crianças era da minha idade ou mais jovens. Elas estavam acostumadas a estas atividades porque eram pequenas demais para conhecer outra realidade.

'Paraíso'
Eu costumava ver estas crianças entrarem em um veículo e sairem para suas missões. Eles tocavam CDs islâmico para motivá-los.
E eu pensava, "Meu Deus, mais muçulmanos vão ser enterrados". Aí viriam notícias de que mais muçulmanos tinham sido dizimados.
O meu irmão costumava preparar bombas e a minha cunhada também. Ele me disse que iria me ensinar. Eu disse que não. Eu nem olhava o que eles estavam fazendo.
O meu pai e o meu irmão me mandaram realizar um ataque suicida. Eles estavam me pressionando a fazer isso.
Eles me diziam: "Se você fizer isso, vai para o paraíso muito antes de nós." Eu respondia: "Porque vocês não me dizem que eu vou para o inferno muito antes de vocês?"
Todos os dias eles me diziam isto. Todos os dias. Eu era muito jovem quando eles começaram a dizer isso. Eu falei para eles: "E todas as pessoas que vou matar? Elas são todas muçulmanas."
Eles começaram a me bater quando eu me recusei. Eles me bateram sem parar. Eles transformaram a minha vida em um inferno. Eu nunca tive um único momento de felicidade. eles fizeram tudo, menos me matar.

'Remédio' para o suicida
Eles disseram: "A bomba estará ligada a um botão ou alguma coisa como um controle remoto de televisão. Nós daremos a você este tipo de controle remoto, e você vai para o local."
"Nós também daremos a você um celular, e vamos telefonar e apertar o controle remoto, e você vai explodir com esta bomba."
Eles me disseram que usariam uma quantidade tão grande de explosivos que ninguém nem saberia se se tratava de homem ou mulher.
Eles me disseram que eu tinha que fazer isso.
Tinha um tipo de remédio que eles costumavam dar a militantes suicidas que faziam com que eles ficassem sorridentes, em um transe.
Eles disseram que me dariam aquele remédio, e que eu iria correndo para morrer - com um sorriso. Eu fiquei tão apavorada que decidi preparar meu próprio chá e minha própria comida.

Irmã
Eles amarraram uma bomba na minha irmã, Nahida. Eles amarraram peças retangulares aos dois braços dela, e uma faixa preta em volta das duas pernas dela.
Aí eles conectaram a coisa toda. Ela disse para o meu irmão que a bomba era pesada e que ela não conseguia andar.
Ele disse que ela ficaria mais confortável quando estivesse sentada no carro.
Eles deram o remédio para ela. Mas ela gritava alto pela minha mãe. Ela se dirigia (à mãe) e a abraçava. Quando a minha irmã olhou pra a bomba ela tremeu.
Aí o meu irmão e o meu pai começaram a bater na minha mãe, e eles gritaram: "Porque você está distraindo a menina da missão dela?"
Eu ouvi a minha irmã dizendo: "Onde está a Meena? Eu quero vê-la." Mas eu não tenho forças. Meu coração não aguenta.
A minha mãe desmaiou quando eles colocaram a minha irmã no carro. O meu irmão disse que o atentado da minha irmã era no Afeganistão.
Eu sempre penso na minha irmã. Ela era saudável e uma menina muito boa. Ela era mais jovem do que eu, mas era mais sábia. A minha mãe costumava me dizer que eu era uma idiota e ela era muito sábia.

Cabra 'de sorte'
O meu irmão estava envolvido no atentado no mercado Khyber Bazaar (na cidade fronteiriça de Peshawar, em outubro de 2009, em que mais de 50 pessoas morreram). Isso foi discutido em casa.
Quando alguém era enviado a algum lugar eles conversavam sobre o alvo.
Eles diziam: "Nós estamos enviando este grupo lá."
Depois dos atentados eles costumavam comemorar. Eles colocavam colares de flores uns nos outros como as pessoas faziam quando voltavam do Haj (peregrinação da religião islâmica).
Quando (a ex-primeira-ministra do Paquistão) Benazir Bhutto morreu, o meu irmão começou a telefonar para todo mundo. Eles começaram a atirar e diziam "Benazir morreu, Benazir morreu". Todo mundo começou a atirar - eles comemoraram até bem tarde.
O meu irmão visitou a casa de um amigo durante muitos anos e ganhou uma cabra e uma motocicleta, que trouxe para casa.
Eles costumavam ganhar animais de presente porque havia muitos membros do Talebã para alimentar. Ele me pediu para cuidar da cabra mas ela fugiu pela porteira. Eu fui atrás dela.
A nossa casa ficava em uma colina. Tinha um córrego mais para baixo. Ela seguiu para o córrego e eu a segui. Um avião passou e fez muito barulho, e teve vibração (Este foi um ataque por um helicóptero).
Quando eu olhei de novo para a minha casa tudo o que pude ver foi uma coluna de fumaça. A minha casa estava em escombros.
Eu não tinha ideia de quantos membros da minha família estavam vivos. Como o local estava cheio de armas e explosivos. Eu ouvi grandes explosões.
Aí eu comecei a andar e, na hora das orações do final da tarde eu cheguei a uma cidadezinha.
As pessoas dizem que eu tenho um coração forte. Eu tinha que ser forte. O que eu podia fazer? Deus não me deixou nem morrer.
Se o meu irmão me pegar, eu vou envenenar a ele e a mim.
O Talebã manda para a morte os filhos de outros. Eles transformam mulheres em viúvas. Eles deveriam sofrer também.
Eu quero que estes membros do Talebã sejam queimados vivos.


BBC Brasil

Revista premia fotografias de pássaros

A foto vencedora, de Richard Bedford, capturou a ferocidade da briga entre dois faisões. O de baixo mantém os olhos fechados para se proteger de ferimentos.

A foto de dois faisões brigando, de Richard Bedford, foi a vencedora do concurso Foto do Ano 2009, promovido anualmente pela revista britânica BirdGuides.

A foto de Jim Wood, que mostra uma coruja-dos-banhados, também ficou entre as finalistas. Os juízes escolheram esta foto porque tem "tanta harmonia que você não quer olhar para o outro lado".

Ao todo, 39.387 fotos foram enviadas para a competição. Além da Foto do Ano, a revista seleciona a Foto da Semana.
Neste ano, os juízes destacaram a qualidade e excelência das imagens submetidas ao concurso.

A foto do Papagaio-do Mar voando logo após pescar, de Kevin du Rose, foi uma das finalistas da competição aberta pela revista britânica especializada BirdGuides
"O vencedor e os finalistas da competição de 2009, estabeleceram padrões muito altos e demonstraram o que pode ser alcançado com paciência, habilidades e um entendimento do comportamento dos pássaros", disse Max Whitby, diretor da revista.
Outra finalista, a foto de Mark Hancox mostra um penereiro do dorso malhado perseguindo uma coruja das torres. Os juízes escolheram a imagem porque ela conta uma história .

Os ‘piscinões’ de mosquitos


Em sobrevoo pelo Rio, técnicos do estado constatam que Barra e Recreio são campeões em macrofocos da dengue

Rio - Moradores de alguns bairros da Zona Oeste e da Ilha do Governador devem ficar atentos à água parada e aos focos de dengue em casa. Sobrevoo feito por técnicos da Secretaria estadual de Saúde encontrou 570 possíveis macrofocos do mosquito Aedes Aegipty nas regiões. A maioria estava em piscinas e caixas d’água destampadas.
De acordo com o levantamento, Barra e Recreio lideram a lista, com 225 macrofocos, seguidos pela Ilha, com 210. Na região de Jacarepaguá, foram localizados 135 criadouros. Já em bairros da Zona Norte como Vila da Penha, Vista Alegre e Jardim América foram localizados 40 pontos. No dia do sobrevoo sobre esta região, porém, choveu forte, o que pode ter prejudicado a visualização dos focos.
Os criadouros foram mapeados com GPS, para, posteriormente, receberam a visita dos técnicos da secretaria. Além de tratarem a água parada, eles vão orientar a população local sobre os riscos da doença. “O vasinho de planta é ruim, mas piscinas e caixas d’água são piores porque as chances de mais larvas são maiores. O potencial de disseminação da doença é maior”, disse o coordenador da Operação de Combate à Dengue dos bombeiros, tenente coronel Rafael Paixão.
O trabalho foi feito entre o fim do ano passado e janeiro, como o Informe do DIA noticiou dia 2 de dezembro. Segundo Paixão, na vistoria do verão de 2009 foram encontrados 2 mil focos, um índice quase 300% maior do que o registrado esse ano.
Para o superintendente de Vigilância Epidemiológica da secretaria, Victor Berbara, apesar da queda, os números podem ser considerados altos e a prevenção não pode parar.
“Os donos dos locais devem cuidar das piscinas com cloro, manter as grandes cisternas bem vedadas e as propriedades, livres de focos. É responsabilidade do proprietário cuidar do local. Se houver dificuldades, pode chamar o agente de saúde do município para ajudar no controle”, diz.

Só esse ano, o estado registrou 659 casos de dengue.

BEATRIZ SALOMÃO


O DIA ONLINE

Calor bate novo recorde e põe Rio em situação de perigo para padrões da ONU







Com temperatura a 41ºC e sensação de 50ºC atividades físicas podem causar problemas

O Rio de Janeiro registrou a maior temperatura na cidade em sete anos nesta quinta-feira (4). O termômetro do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) na praça Mauá, região central, registrou 41ºC entre as 16h e 17h, mas o nível de umidade do ar elevou a sensação térmica a 50ºC, o que coloca a capital carioca em situação de perigo, de acordo com normas da ONU (Organização das Nações Unidas). A temperatura da capital carioca foi a maior do Brasil na quinta. Pouco antes das 16h, o Inmet já havia registrado a maior temperatura do ano na cidade: 40,9ºC. A tabela de padrões utilizados pela OMM (Organização Meteorológica Mundial), braço da ONU, tem os seguintes estágios: normal, cuidado, perigo e muito perigo. De acordo com o meteorologista do Inmet no Rio Lucio de Souza, quando a sensação térmica ultrapassa os 41ºC a cidade entra na situação de perigo.
Calculamos a sensação térmica com base na umidade relativa, temperaturas e vento.
Na situação de perigo, a ONU recomenda muita hidratação e que os exercícios físicos durante a tarde sejam evitados. O calor excessivo, de acordo com a tabela da OMM, pode causar insolação, cãibra e a atividade física pode causar desmaios.
De acordo com Souza, se o Rio chegar a registrar 42ºC, com sensação térmica elevada para 55ºC, a capital carioca deve entrar na situação de muito perigo. A última vez que isso aconteceu, segundo Souza, foi em 14 de janeiro de 1984, em Bangu, na zona oeste da cidade. O termômetro de Bangu está desativado e as medições da região são feitas em Realengo e Santa Cruz.
De acordo com o meteorologista, as temperaturas mínimas registradas da manhã desta sexta-feira (5) foram acima da média prevista:25ºC. Somente no Alto da Boa Vista, na zona norte, o termômetro registrou a temperatura esperada: 22,6ºC. A previsão para a tarde é de 39ºC.
Souza diz que o calorão estava previsto para esse ano. De acordo com o prognóstico feito pelo Inmet, junto com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em novembro do ano passado para este verão, as temperaturas e as chuvas no Sudeste estariam ligeiramente acima da média por causa da atuação do fenômeno El Niño.

Praia no escuro
Para espantar o calorão, cariocas e turistas lotam as praias mesmo à noite, quando a temperatura da água fica em torno de 27ºC.


Carolina Farias


R7

Passo Fundo realiza manifestação em prol dos Direitos Animais


O Com PaTA – Comitê Passofundense de Tutela Animal, realizou nesta quinta-feira, 4, uma manifestação em prol da defesa dos Direitos Animais e por justiça no caso da gatinha que foi jogada do oitavo andar de um prédio em Passo Fundo. O protesto se deu a partir das 13h30min, em frente ao Fórum da cidade, de maneira pacífica e ordeira. Dezenas de pessoas participaram do ato e vários transeuntes e motoristas expressaram seu apoio à causa.
A manifestação contou com o apoio de voluntários do CAPA – Clube de Amigos e Protetores de Animais, entidade que tem em seu albergue aproximadamente 500 animais, entre gatos, cães e cavalos.
Tanto o Com PaTA quanto o CAPA levaram cartazes e faixas. O material que mais chamava a atenção era um cartaz que trazia a foto da perícia de Isabella Nardoni e da gatinha arremessada, com os dizeres “Espécies Diferentes, Crimes Iguais!”.


A manifestação teve ampla cobertura da Imprensa, e os dois maiores jornais do Estado (Zero Hora e Correio do Povo), as três rádios locais (Diário AM, Planalto e Uirapuru), e a afilhada da TV Globo (RBS TV), se fizeram presente.
Durante a atividade, a presidente do Com PaTA, Marcelle Nedel, protocolou junto ao Fórum um ofício que pede maior atenção do Poder Judiciário para os casos de maus-tratos a animais, e coloca o grupo à disposição para realização de oficinas, palestras, exibição de documentários, etc.


Pousadas de João Pessoa irão solicitar identificação de hóspedes para combater exploração sexual


SÃO PAULO - Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para combater a exploração sexual em Jão Pessoa - proposto pelo o Ministério Público da paraíba (MPPB), através da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Comarca da Capital, e o Ministério Público do Trabalho (MPT) - foi assinado por 40 proprietários de pousadas, nesta sexta-feira. A partir de agora, todos os estabelecimentos da capital paraibana são obrigados a solicitar o documento de identificação de todos os hóspedes. O objetivo é impedir o acesso de pessoas menores de 18 anos desacompanhadas dos pais ou responsáveis nas pousadas.
Os proprietários dos estabelecimentos receberam orientações dos representantes do MPPB e do MPT e um cartaz que deverá ser afixado na recepção para alertar os clientes sobre a determinação. Também foram distribuídos exemplares do Código de Conduta do Turismo contra a exploração sexual de crianças e adolescentes na Paraíba. De acordo com o TAC, o código - que está traduzido em inglês, alemão, espanhol e francês - que especifica as penalidades previstas na lei para quem explorar sexualmente crianças e adolescentes, deverá ser disponibilizado nos quartos e na recepção das pousadas.
Ainda de acordo com o TAC, as pousadas que tiverem estacionamento deverão exigir a identificação e anotar a placa do veículo. As informações, diz o MPPB, são sigilosas e serão cadastradas em um banco de dados do próprio estabelecimento. Os proprietários também se comprometeram a comunicar ao Ministério Público ou à polícia a suspeita de crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes no estabelecimento.
O prazo para adequação às novas regras é de 30 dias. As pousadas que descumprirem o TAC serão multadas em R$ 5 mil por cada cláusula desrespeitada e poderão ser fechadas.
- A exigência de documento de identificação é uma forma de prevenir crimes de pedofilia e de exploração sexual contra crianças e adolescentes. Não podemos supor pela aparência da pessoa que ela é menor de idade. Estamos lutando por um bem maior e queremos que os empresários entendam que eles também têm o compromisso e o dever de cumprir a lei - disse a promotora de Justiça da Infância e Juventude Soraya Escorel.
Segundo o MP, o próximo setor que será notificado para a assinatura do TAC é o hoteleiro. No final do ano passado, os proprietários de motéis localizados em João Pessoa já assinaram o termo. No caso de motéis, o descumprimento do TAC implicará em multa de R$ 20 mil por cláusula desrespeitada.


Jovens de Maringá invadem escolas fechadas para usar drogas


A testemunha que fez o flagrante disse ainda que depois de usar os entorpecentes, os jovens entram em estado de euforia e começam a depredar os estabelecimentos públicos

Alguns jovens de Maringá estão invadindo escolas fechadas por conta das férias para consumir drogas. O flagrante foi registrado, em fotos e vídeos, por funcionários municipais, conforme mostrou reportagem do telejornal ParanáTV 1ª Edição, da RPCTV, desta sexta-feira (5).
Eles entram nas escolas pulando muros ou abrindo buracos nas grades de proteção. No pátio dos centros de ensino, usam, sobretudo, crack, conforme mostram as fotos e os vídeos. As imagens mostram ainda jovens caídos pelos corredores das escolas.


De acordo com relato da testemunha que fez o flagrante, depois de usar os entorpecentes, os jovens entram em estado de euforia, começando a depredar e pichar os centros de educação. A segurança desses locais é feita pela Guarda Municipal, mas estes alegam que não têm condições adequadas para fazer o trabalho.
Segundo alguns guardas que foram ouvidos em anonimato pela reportagem, alguns profissionais não têm preparo suficiente, e os únicos equipamentos de trabalho com que a categoria conta são cassetetes. Além disso, os guardas temem sofrer represálias, o que torna o trabalho de segurança ainda mais falho.
Ouvida pela reportagem, a Prefeitura de Maringá informou que 310 guardas municipais atuam na segurança das escolas e que, quando ocorrem problemas mais graves, a Polícia Militar é chamada para auxiliá-los. Já a Guarda Municipal negou que faltem equipamentos aos agentes.


Protestos marcam a Semana de Combate ao Trabalho Escravo

Libertado da escravidão em Marabá (PA) exibe lesões ocasionadas pelo trabalho e mostra água suja que era obrigado a beber.

Do dia 28 de Janeiro até o dia 4 de fevereiro ocorreu a Primeira Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A Semana foi criada para homenagear os quatro auditores do trabalho que foram mortos em janeiro de 2004 durante uma fiscalização em uma fazenda suspeita de manter trabalhadores em regime de escravidão.
O crime ocorreu na região de Unaí, município de Minas Gerais. O secretário de Direitos Humanos na época do crime, Nilmário Miranda, lembrou que até hoje a Justiça não condenou niguém pelo crime, por causa de medidas protelatórias feitas pela defesa.
“Foi o crime mais grave cometido contra servidores da União da história recente do país. Não se tem conhecimento de nenhum crime com essa magnitude. Pessoas, para fugir da fiscalização, para fugir das multas, contratam pistoleiros por R$ 3 mil, R$ 5 mil, para matar quatro servidores da União, que estavam lá para cumprir a Lei. Como pode ter impunidade nisso? Não pode ter impunidade.”
As manifestações e protestos durante a semana também pediram a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 438/01) que combate o trabalho escravo.
A PEC, que está no Congresso desde 2001, obriga que qualquer propriedade em que seja identificado o crime de trabalho forçado em condições de escravidão seja destinada à reforma agrária.
Os ocupantes prioritários dessas terras serão as próprias vítimas do trabalho escravo na região.
A presidente do Sindicato Nacional dos Auditores do Trabalho, Rosângela Rassi, explicou que, 122 anos depois da abolição da escravatura, o trabalho escravo ainda é uma triste realidade no país.
“A verdade é que as pessoas ainda têm aquela idéia que o trabalho escravo é apenas aquele trabalho acorrentado, aquele preso a um tronco. Não é isso. Hoje o Código Penal foi alterado para caracterizar como trabalho escravo o chamado trabalho degradante, trabalhar em condições degradantes, não garantir segurança, saúde ao trabalhador, não pagar o seu salário, jogar esse trabalhador numa fazenda e nunca mais olhar para esse trabalhador. Isso é o trabalho escravo atual.”

Paulo Henrique Amorim


imagem:Google

Abuso sexual de crianças brasileiras: por que é tão difícil combatê-lo?



É muito difícil combater o abuso sexual no Brasil, apesar do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e esforços da sociedade, porque a exploração tem raízes históricas e culturais no país. O agravamento da situação, no entanto, está relacionado a omissão da família, impunidade e a precariedade no funcionamento das redes de proteção, na opinião dos especialistas.
Os psicólogos, por exemplo, avaliam que é fundamental a atitude das mães no combate a exploração sexual de crianças brasileiras. A psicóloga Mônica Café, pesquisadora do projeto Aldeia Juvenil, que estuda casos de violência sexual, afirma que grande parte dos assédios ocorre em ambiente doméstico, por iniciativa de pais, padrastos, tios e avôs, que contam com a submissão feminina, especialmente em famílias mais fechadas, autoritárias, em que o homem é o dono. “Ele manda e as pessoas obedecem.”

As informações são da Agência Brasil / Gilberto Costa

Além do crime intrafamiliar, os pais devem ficar mais atentos à possibilidade de seus filhos serem assediados pela internet. Segundo o delegado da Polícia Federal (PF) Stênio Santos Sousa, da Divisão de Direitos Humanos, com a rede internacional de computadores o acesso [à pornografia infantil] ficou muito mais fácil.
“Antes a coisa acontecia, mas era preciso entrar em contato por telefone, carta, viajar para poder trocar fotos. Hoje é possível, pelo computador, entrar em contato com qualquer pessoa no mundo, em tempo real, distribuir e armazenar”, alerta.
De acordo com o presidente da ONG MT Contra a Pedofilia (organização não governamental), Antonio José de Oliveira (Toninho do Gloria), a PF faz um trabalho “heroico” de combate à pedofilia na rede, pois conta com poucos meios de trabalho. Segundo Toninho do Gloria, nas policias civis estaduais a estrutura é inexistente.
Toninho do Gloria também aponta a falta de coordenação e definição de atribuições entre profissionais responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Segundo ele, os ministérios públicos dos estados, o Ministério Público Federal e as polícias disputam para saber de quem é a competência de acionar a Justiça e de investigar os casos de abuso sexual na internet.
“Há vários órgãos investigando os mesmos fatos, e eles não trocam informações, não se coordenam. Essa é uma questão que ainda precisa ser resolvida”, afirma o presidente da ONG MT Contra a Pedofilia.
O funcionamento dos conselhos tutelares, aos quais as vítimas e parentes devem recorrer para fazer a denúncia e pedir proteção, também é um problema a ser resolvido. Previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os conselhos já estão instalados em 5,1 mil municípios.
Segundo a coordenadora do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Combate à Exploração Sexual Comercial e Tráfico de Crianças e Adolescentes para Fins Sexuais, financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Graça Gadelha, esses conselhos têm “problemas de estrutura, funcionamento, capacitação e especialização”.
A socióloga propõe que as universidades atuem para qualificar pessoas que possam atender as crianças e adolescentes sob risco (conselheiros, professores e profissionais de saúde).
Além da preparação do pessoal, os especialistas no combate ao abuso sexual, ouvidos durante dois meses pela Agência Brasil, apontam outras soluções para o problema: humanizar o atendimento das vítimas e educar as crianças e os adolescentes para que sejam mais protagonistas, ou seja, saibam evitar e denunciar qualquer forma de abuso.

Fonte:Agência Brasil

Movimento MT Contra Pedofilia


Vídeo:
Consultoría Psicológica

http://www.vivirmejoronline.com.ar/

de María Adela Mondelli

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ONU calcula 140 milhões de mulheres com mutilação genital no mundo


Genebra, 5 fev (EFE).- A incidência de mutilação genital feminina caiu nos últimos anos no mundo, mas estimativas das Nações Unidas indicam que entre 120 milhões e 140 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a esta prática dolorosa e perigosa que é alimentada por preconceitos sociais e religiosos.
O relatório conjunto realizado por agências da ONU, entre estas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aponta que 3 milhões de meninas e adolescentes correm perigo por ano de sofrer esta prática.
Por causa do Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina realizado amanhã, a OMS, Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a População e Unaids, entre outras, disseram que esta prática pode ser reduzida com o envolvimento das comunidades e das famílias nos países onde isso ocorre.
Outra alternativa é o trabalho realizado pelas agências com políticos, religiosos e médicos.
Mas ainda está longe de alcançar o objetivo de eliminar totalmente, como quer a ONU.
A OMS documentou práticas de mutilação genital feminina em 28 países da África e em alguns da Ásia e do Oriente Médio, que abrangem o chamado "tipo 1", que consiste na extirpação parcial ou total do clitóris, até as formas mais graves, como é a infibulação, que inclui a cisão dos lábios maiores e menores e o estreitamento da vagina. EFE


Justiça nega habeas corpus a acusado de pedofilia em creche na Tijuca


RIO - Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negaram, por unanimidade, o pedido de habeas corpus da defesa de Paulo Maurício de Lima Barcellos, acusado de abusar sexualmente de crianças de 4 a 6 anos em uma creche na Tijuca. Ele foi preso preventivamente no dia 14 de janeiro.
O advogado Rene Gonçalves da Rocha afirmou que o acusado sofreu agressões físicas na carceragem da Polinter, em Neves, e corre risco de morrer, mesmo após ter sido transferido para São João de Meriti.
Para o relator do processo, o desembargador Antonio José Carvalho, o pedido deveria ser negado. Para ele, uma pessoa capaz de cometer este tipo de crime representa risco à coletividade e deve ser mantido segregado da sociedade.
Barcelos, acusado do crime, seria diretor e dono da creche, que funciona na Rua Araújo Pena, na Tijuca. De acordo com os policiais, se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.
- Foi um trabalho difícil e sigiloso de investigação. O crime acontecia num quarto, entre quatro paredes. Nossa base foram as denúncias de parentes e laudos, que foram entregues por psicólogos experientes neste tipo de crime. Estes profissionais colheram e analisaram todos os relatos das crianças. Podemos afirmar que existem indícios fortes de que o acusado molestava, sexualmente, essas crianças - explicou na época da prisão do acusado o delegado titular da DECAV, Luiz Henrique Marques.
O suspeito foi investigado por seis meses. Ele foi preso em casa, na Rua Barão de Itapagipe, na Tijuca. No momento da prisão, ele negou as acusações e disse que é inocente.

Globo

Lei antifumo deixa o ar mais limpo em casas noturnas de São Paulo


SÃO PAULO - Quase seis meses após a lei estadual antifumo entrar em vigor, o nível de monóxido de carbono nas casas noturnas de São Paulo caiu em 73,5%, segundo estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos do estado. O principal benefício foi para os funcionários: a quantidade de dióxido de carbono diminuiu 52,6% no organismo das pessoas que trabalham em casas noturnas, 48% dos trabalhadores de bares e 44,7% nos de restaurantes
A lei, que começou a valer em 7 de agosto de 2009 , proíbe o consumo de derivados de tabaco em ambientes fechados de uso coletivo.
A quantidade de monóxido de carbono nas áreas totalmente fechadas de casas noturnas paulistas caiu, de 5,02 ppm (partes por milhão) antes de a legislação entrar em vigor, para 1,35. Segundo a secretaria de Saúde, os pesquisadores também constataram uma contaminação menor do organismo dos funcionários dos estabelecimentos por dióxido de carbono, que caiu de 7,22 ppm antes da lei para 3,29.
Também houve diminuição da poluição ambiental nas áreas fechadas de bares, mas um pouco menor que a registrada nas casas noturnas: 73,1% no período, passando de 5,02 ppm para 1,35 após a lei. Já no organismo de empregados não fumantes a queda da contaminação foi de 7,22 para 3,75 ppm.
Por sua vez, nos restaurantes, os pesquisadores notaram a queda de 67,8% no nível de monóxido de carbono ambiental das áreas fechadas (que passou de 4,01 ppm para 1,29) e de 44,7% na contaminação do organismo de trabalhadores não fumantes por dióxido de carbono (6,32 para 3,44 ppm).
- Em locais como casas noturnas e bares, o ganho para a saúde depois da lei antifumo foi enorme. A redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono nos ambientes fechados é muito significativa e tem reflexo direto na saúde dos frequentadores, sejam eles clientes ou funcionários - afirma Jaqueline Scholz Issa, cardiologista do Incor e coordenadora da pesquisa.
Segundo a secretaria de Saúde, desde 7 de agosto, 761 multas por infração contra a lei antifumo foram aplicadas em todos o estado, em mais de 219 mil fiscalizações feitas pela Vigilância Sanitária e pelo Procon.

Globo

Jobim minimiza declaração de general sobre presença de gays nas Forças Armadas. OAB classifica posição de 'lamentável'


RIO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, minimizou nesta quinta-feira as declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, candidato a uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM), que disse que as Forças Armadas não devem aceitar a presença de gays. Jobim afirmou que a presença de homossexuais na carreira militar já está sendo debatida e, segundo ele, a posição do general não vai influenciar a decisão do Ministério da Defesa.
- Essa manifestação feita pelo general que foi inquirido no Senado para o Supremo Tribunal Militar não influenciará os debates internos porque isso não diz respeito ao tribunal que ele agregará - disse Jobim.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, classificou o episódio como lamentável:
Segundo ele, o que se deve exigir de um militar é disciplina, treinamento e a defesa do país, nos termos da Constituição, independentemente de sua opção sexual.
"A defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, adestrados e treinados para este fim, independente da opção sexual de cada um", declarou.
ONG diz que declaração é 'estapafúrdia' e revela conservadorismo
O grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) também criticou o militar. A presidente da ONG, Gilza Rodrigues, afirmou que a declaração é "estapafúrdia" e revela como o Exército ainda é conservador.
As declarações do general, que afirmou que a tropa se recusaria a acatar ordens de um homossexual, foram dadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou sua nomeação para o STM. Referindo-se aos gays como "indivíduos desse tipo", Cerqueira Filho disse que eles não inspiram respeito dos soldados.
Na mesma sabatina, o almirante Álvaro Luiz Pinto disse tolerar a companhia de gays, mas desde que mantenham a "dignidade da farda". Pinto disse não se opor à presença de gays, mas impôs condições:
- Não tenho nada contra, desde que mantenham a dignidade da farda, do cargo e do trabalho. Se ele manter (sic) sua dignidade, sem problema nenhum. Se for indigno, ferindo a ética, aí eu não seria a favor.

Suplicy quer que Senado convoque general

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu nesta quinta para que o Senado convoque o general Cerqueira Filho para explicar aos parlamentares sobre as declarações de que gays não devem servir nas Forças Armadas. O senador petista justifica que elas foram dadas após a aprovação do nome do general, sendo importante que ele seja ouvido novamente.

Nos Estados Unidos, Obama quer acabar com restrição

Enquanto a inclusão de homossexuais nas Forças Armadas gera polêmica no Brasil, nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama quer acabar com a restrição para que gays sirvam no Exército . No fim do ano passado, Obama disse que iria acabar com a política do "não pergunte, não conte" que permite que gays sejam militares se não revelarem sua orientação sexual.

Globo

Crianças sob guarda compartilhada não podem se mudar para os EUA


A 3ª turma do STJ negou medida cautelar em que a mãe de três crianças buscava o direito de se mudar com os filhos menores, temporariamente, para os Estados Unidos. O caso foi relatado pela ministra Nancy Andrighi e a decisão foi unânime.
De acordo com o processo, os pais exercem a guarda compartilhada dos filhos desde a separação do casal, mas, como residem em cidades distintas, a guarda efetiva vem sendo exercida pela mãe. Ela diz ter sido contemplada com uma vaga para mestrado em uma universidade norte-americana e que a mudança seria pelo período aproximado de um ano. Como o pai não autorizou a viagem, iniciou-se a disputa judicial para suprimento do consentimento paterno.
A mãe mantém um relacionamento estável com um homem que já está morando nos Estados Unidos e de quem está grávida. Ela alega que a mudança temporária de domicílio seria uma fonte de enriquecimento cultural para as crianças, que passariam a viver em local com alto nível de qualidade de vida e teriam a oportunidade de aprender dois novos idiomais: inglês e espanhol. Já o pai sustenta que a mudança implicaria o completo afastamento entre pai e filhos, rompimento abrupto no convívio com familiares e amigos, além de prejuízo escolar com perda do ano letivo.
Em primeiro grau, o juiz negou o pedido da mãe. O tribunal local negou a apelação por maioria de votos. Foram apresentados recurso especial e medida cautelar ao STJ. No início do julgamento, a ministra Nancy Andrighi, ressaltou que se tratava de um dos processos considerados "dolorosos". Os autos trazem laudos psicológicos que comprovam os profundos danos emocionais sofridos pelas crianças em razão da disputa entre os pais.
A relatora negou a medida cautelar por entender que os requisitos para sua concessão não estavam presentes. Segundo ela, não houve demonstração de violação ao ECA (clique aqui), e não há perigo de dano, se não para a mãe das crianças no que se refere ao curso de mestrado.
Nancy Andrighi afirmou que, em momento oportuno e com mais maturidade, os menores poderão usufruir experiências culturalmente enriquecedoras sem o desgaste emocional de serem obrigados a optar entre dois seres que amam de forma igual e incondicional.
A ministra frisou que a decisão ocorreu em sede cautelar e que é passível de revisão na análise mais aprofundada do recurso especial. Ao acompanhar o entendimento da relatora, o presidente da 3ª turma, ministro Sidnei Beneti, ressaltou que a guarda compartilhada não é apenas um modismo, mas sim um instrumento sério que não pode ser revisto em medida cautelar. "Quem assume esse instituto forte tem que ter uma preparação maior para privar o outro do convívio com os filhos".
A ministra Nancy Andrighi assinalou, ainda, que "não é aconselhável que sejam as crianças privadas, nesse momento de vida, do convívio paterno, fundamental para um equilibrado desenvolvimento de sua identidade pessoal" e que "também não se recomenda que os filhos sejam afastados do convívio materno, o que geraria inequívoco prejuízo de ordem psíquico-emocional". Para ela, "o ideal seria que os genitores, ambos profundamente preocupados com o melhor interesse de seus filhos, compusessem também seus interesses individuais em conformidade com o bem comum da prole".

Migalhas

Crianças não podem ser foliãs


Crianças de até 12 anos estão proibidas de participar do Carnaval de Fortaleza como foliãs, mesmo que estejam acompanhadas dos pais. Foi o que determinou a portaria expedida, na quarta-feira, 3, pela juíza Alda Maria Holanda Leite, titular da 3ª Vara de Infância e Juventude do Fórum Clóvis Beviláqua, publicada no Diário da Justiça.
Além disso, fica proibida a participação de crianças e adolescentes de até 16 anos, desacompanhadas de pais ou responsáveis, em bailes públicos, boates, discotecas e congêneres durante o Carnaval.
A portaria determina também que, quando o lazer for em blocos e escolas de samba infantis, assim mesmo as crianças deverão estar acompanhadas dos pais, responsáveis, pessoas autorizadas por escrito por estes ou pelo juízo das Varas de Infância e Juventude.
Fica vetada, ainda, a ingestão de bebidas alcoólicas nos recintos reservados às festividades infantis, inclusive, aos adultos presentes, se acompanhados de crianças ou adolescentes.
A magistrada convoca os agentes de proteção à infância e juventude a exercerem a fiscalização para cumprimento de todos os termos da portaria durante o período carnavalesco.
A assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Nádia Furtado, diz que é válida a preocupação da juíza, mas, em relação ao item que proíbe a participação de crianças de até 12 anos no Carnaval, ela discorda.
"Nesse ponto, ela está exorbitando a competência que o Estatuto regulamenta. Ele é muito claro quando diz que o magistrado deve disciplinar no caso de criança e adolescente desacompanhado. Acredito que, dessa forma, ela está substituindo a responsabilidade que seria dos pais", exalta a representante do Cedeca. Ela afirma que é preciso pensar em como enfrentar essa questão, não com restrições, mas refletindo sobre medidas que garantam o acesso da criança e do adolescente ao lazer e à cultura de maneira saudável.

Diário do Nordeste

Serial killer espalha medo na Grande BH


A revelação de que um criminoso sexual age na região do Bairro Industrial, em Contagem (Grande BH), e seria responsável pelo estupro e morte de pelo menos três mulheres, assassinadas ao longo do ano passado, mudou radicalmente a rotina do bairro. As famílias tomaram medidas extras de segurança e, nas conversas, discute-se como evitar novos ataques. A presença de qualquer pessoa desconhecida já desperta suspeitas.
Embora todas as vítimas do maníaco até agora sejam adultas, a cabeleireira Andréa Aparecida dos Santos, de 34 anos, aumentou a proteção para a filha de 11 anos, que passou a ter a companhia da mãe na ida e na volta da escola. “Eu já não tinha coragem de deixar a minha filha andando sozinha. Agora, depois desses ataques, não desgrudo dela nem durante o dia. A polícia tem que pegar esse maníaco, senão outras mulheres serão mortas”, disse Andréa. Segundo ela, o assassino pode ser qualquer um que passa pelas ruas do bairro.
A comerciante Denise Souza, de 27, é dona de uma drogaria na mesma rua onde a empresária Ana Carolina Assunção, de 27, uma das vítimas, tinha uma loja de confecções. Denise também está apavorada. “Parei de sair de casa. Se saio, telefono para o meu marido e ele fica me esperando. Só entro com meu carro na garagem do prédio se eu estiver com o meu marido, mesmo durante o dia. Fico observando tudo, pois todas as mulheres mortas tinham carros”, disse Denise.

Trauma

A comerciante é vizinha da família de uma vítima pelo serial killer, a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35. “Estou traumatizada. Acho que toda mulher se coloca no lugar das vítimas e imagina o desespero que elas passaram, sendo estupradas e depois estranguladas. Pode acontecer com qualquer uma de nós”, disse Denise.
A professora Angélica Athaíde Pereira dos Santos, de 27, acredita que o homem procurado pela polícia está por perto, rondando o Bairro Industrial e pronto para atacar novamente. “Eu também sou motorista e estou apreensiva. As três mulheres estavam conduzindo veículos e estou tomando todo cuidado quando vou pegar meu carro. Quando chego em casa, abro o portão da garagem bem rápido, pois ele não é eletrônico”, disse a professora, que, mesmo com o calor, evita deixar o vidro do carro aberto. “Quando estou parada no sinal, olho para todos os lados, com medo de ser atacada”, disse a professora.

Correio Braziliense

As diferenças entre pedofilia, violência, abuso e exploração sexual


Em sua origem grega, a palavra pedofilia significa "amar ou gostar de crianças", sem nenhum significado patológico. De acordo com estudiosos, o termo pedófilo surge como adjetivo no final do século 19, em referência à atração de adultos por crianças ou à prática efetiva de sexo com meninos ou meninas.
Atualmente, o termo é usado de forma corrente para qualquer referência a ato sexual com crianças e adolescentes, desde a fantasia e o desejo enrustidos até a exploração comercial, passando pela pornografia infantil e a realização de programas com crianças e adolescentes. O assédio, a pornografia, o abuso, o programa e a exploração comercial estão tipificados na legislação penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O uso comum, no entanto, confunde crime com doença.
Não se pode, por exemplo, fazer uma lei contra a cleptomania (o impulso doentio de roubar), mas a lei prevê punições para roubos e furtos. Da mesma forma, não é possível punir a pedofilia (o desejo), porém a lei estabelece pena para a prática de violência sexual, explica o diretor-presidente da SaferNet Brasil (organização não governamental que desenvolve pesquisas e ações de combate à pornografia infantil na internet), Thiago Tavares.
A coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Leila Paiva, destaca que a pedofilia deve ser vista como uma doença, um problema na área de saúde. "Não significa que o pedófilo é criminoso."
"Confunde-se muito o crime de abuso sexual com a pedofilia. A pedofilia é um diagnóstico clínico, não é um diagnóstico de atos de crimes. O sujeito pode ser um pedófilo e nunca chegar a encostar a mão em uma criança", detalha a psicóloga Karen Michel Esber.
Ex-coordenadora do Programa de Atendimento ao Autor de Violência à Sexualidade de Goiânia, a psicóloga chama a atenção para o risco de confusão no senso comum. "Da mesma forma que é possível que um pedófilo não pratique qualquer abuso sexual, os que efetivamente cometeram abuso sexual podem não se enquadrar no diagnóstico da pedofilia."
Para Maria Luiza Moura Oliveira, psicóloga social do mesmo programa, há uma "pedofilização" dos abusos cometidos contra menores. "O abusador sexual não é necessariamente pedófilo. A doença não traduz toda a relação de violação de direitos contra as crianças. A pedofilia é um pedaço da história. Acontece independentemente de ter pedofilia ou não." A historiadora e socióloga Adriana Miranda, que participou por mais de dois anos de um projeto de pesquisa e extensão da Universidade Federal de Roraima sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, lembra que a pessoa que se diz pedófila em julgamento pode fazer isso como estratégia de defesa. "Isso, no entanto, não impede que a pessoa tenha que ser punida."
O secretário executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Benedito Rodrigues dos Santos, também tem essa preocupação. "Há uma tendência em transformar todos os casos de pedofilia em doença mental. Eu quero alertar para o perigo disso. Muitos são conscientes e muitos têm problema. É preciso distinguir uma coisa da outra na hora de estabelecer a responsabilização."
Para a médica psiquiatra Lia Rodrigues Lopes, do Hospital Universitário de Brasília, mesmo que a pedofilia seja considerada doença, há entendimento de que o problema não impede que "a pessoa tenha discernimento quanto ao certo e ao errado e que, portanto, possa tomar medidas para prevenir esse comportamento".

Entenda a diferença:

Pedofilia: Consta na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) e diz respeito aos transtornos de personalidade causados pela preferência sexual por crianças e adolescentes. O pedófilo não necessariamente pratica o ato de abusar sexualmente de meninos ou meninas. O Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não preveem redução de pena ou da gravidade do delito se for comprovado que o abusador é pedófilo.

Violência Sexual: A violência sexual praticada contra crianças e adolescentes é uma violação dos direitos sexuais porque abusa e/ou explora do corpo e da sexualidade de garotas e garotos. Ela pode ocorrer de duas formas: abuso sexual e exploração sexual (turismo sexual, pornografia, tráfico e prostituição).

Abuso sexual: Nem todo pedófilo é abusador, nem todo abusador é pedófilo. Abusador é quem comete a violência sexual, independentemente de qualquer transtorno de personalidade, se aproveitando da relação familiar (pais, padrastos, primos, etc.), de proximidade social (vizinhos, professores, religiosos etc.), ou da vantagem etária e econômica.

Exploração sexual: É a forma de crime sexual contra crianças e adolescentes conseguido por meio de pagamento ou troca. A exploração sexual pode envolver, além do próprio agressor, o aliciador, intermediário que se beneficia comercialmente do abuso. A exploração sexual pode acontecer de quatro formas: em redes de prostituição, de tráfico de pessoas, pornografia e turismo sexual.

Mato Grosso MT
Dados apontam que 80% dos casos ocorrem entre crianças de 2 a 10 anos de idade. No Brasil, a cada oito minutos uma criança é abusada. Em 2008, foram registrados 32.588 denúncias. Em Cuiabá e Várzea Grande, dados da Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Dedica) mostram que em 2008 foram 734 ocorrências de crimes contra menores de 18 anos. Já no primeiro semestre de 2009, este número subiu para 907, dos quais, em média, 40% das ocorrências dizem respeito a crimes de abusos e exploração sexual contra o menor.
Mobilizar a população a denunciar os pedófilos este será o grande desafio em 2010. E a sociedade precisa participar dessa luta, que deve ser de todas as pessoas de bem, finalizou o presidente da ONG MT Contra a Pedofilia Toninho do Gloria.
Vamos combater a pedofilia denunciando, destacou O presidente da ONG MT Contra a Pedofilia Toninho do Gloria. ”. Como resultado, tem-se vislumbrado, a cada dia, mais denúncias de pedofilia nas cidades, como em Cuiabá, que registrou aumento de 88% nas ocorrências envolvendo violência sexual quando comparados os anos de 2008 e 2009. Enquanto no ano passado foram registrados 127 casos, no ano anterior foram 68. Os dados são dos seis Conselhos Tutelares da Capital, conforme divulgação feita na imprensa nesta última semana.
Toninho do Gloria informou à imprensa que a ONG MT Contra a Pedofilia vai enviar ofício a todas as delegacias de Polícia Civil do Estado, a todos os Conselhos Tutelares de Menores em Mato Grosso, ao Ministério Público e a todos os órgãos municipais e estaduais que atendem casos de agressão a crianças e adolescentes que enviem relatório de todas as ocorrências registradas em todas as modalidades. O objetivo, explicou o presidente da ONG MT Contra a Pedofilia Toninho do Gloria, é a formação de um “banco de dados” estadual sobre a violência praticada em MT contra esse público – especialmente a sexual.

Fonte: Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes com assessoria


Informação enviada por e-mail do Movimento MT Contra Pedofilia

Bope ganha ‘transformer’ para atacar nas alturas


Novo veículo da tropa de elite da PM leva policiais a 20 metros e remove barricadas

Rio - A frota dos ‘transformers’ do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ganhou mais um aliado. Um caminhão muncke é a nova arma da tropa de elite para combater o crime nas favelas do Rio, com a missão de retirar barricadas e veículos apreendidos em operações. A super máquina, capaz de suportar até 17 toneladas, vai levar os policiais às alturas: dentro de uma cesta especial, o Grupo de Resgate e Retomada poderá ter acesso mais fácil a locais onde pessoas são mantidas reféns, a até 20 metros de sua base.
O caminhão chegou ao batalhão segunda-feira, vindo diretamente da montadora, em São Paulo. Como os outros companheiros da frota, ele foi adaptado às necessidades do Bope, entre elas, foi pintado de preto, a cor-símbolo da unidade. Pesando três toneladas, ele possui uma plataforma de serviço, onde poderão ser colocados os veículos apreendidos e os entulhos usados como barricadas nos acessos às comunidades. Mas o caminhão, que parece virar robô, ainda tem outras funções: ele terá a missão de transportar os equipamentos e policiais do Bope para locais conflagrados. A pinça mecânica que ergue motos, carros e outros peso-pesados, pode ser substituída pela cesta de transporte da tropa.

“Ele foi adquirido para atuar em funções específicas. É uma máquina muito útil para o trabalho que desenvolvemos. Ele estreou em operação com sucesso quarta-feira, recolhendo várias motos apreendidas. No futuro, poderá também levar a retroescavadeira e até o carro blindado para operações”, afirmou o relações-públicas da PM, capitão Ivan Blaz. O novo transformer custou R$ 390 mil.
A frota de carros gigantes do Bope não para de crescer. O batalhão já está de olho em novos modelos de blindados, os ‘caveirinhas’, fabricados por uma empresa paulista. Os carros, menores que os atuais, deverão ser testados em breve e permitirão mais mobilidade em locais de difícil acesso.

Livre acesso dos policiais
Em agosto, O DIA mostrou a chegada dos dois primeiros Transformers Caveiras, uma pá mecânica e uma retroescavadeira, que também retiram barricadas, perfuram e erguem blocos de concreto. Todos os veículos entram na frente da tropa para garantir o acesso livre dos policiais e, em seguida, a entrada de serviços públicos, como coleta de lixo, iluminação, consertos e entregues.
Na operação de quarta-feira, as supermáquinas do Bope retiraram barricadas de seis ruas da Favela de Antares, em Santa Cruz, permitindo a livre circulação dos moradores. Dois bunkers usados como esconderijos de traficantes também foram demolidos .
Vania Cunha

Casal de mulheres vai à Justiça para dar seus sobrenomes ao filho


Sêmen de anônimo fecundou óvulo de Stella gestado por Liliana.
Elas dizem que vão dar a Bento um nome de "príncipe".

Elas são mulheres, vivem juntas há 15 anos e vão se tornar mães em março. A administradora Liliana Quaresma está grávida de 7 meses de um filho que foi gestado a partir de um óvulo doado pela publicitária Stella Amaral. O óvulo foi fecundado pelo sêmen de um doador anônimo. Com quatro sobrenomes - dois de cada uma delas -, o bebê terá, segundo suas futuras mamães, nome de "príncipe": Bento Quaresma Gomes Silva Amaral.
“Antes de qualquer discussão sobre relações homoafetivas, queremos que o nosso filho tenha cidadania e direitos, de fato, garantidos pelo estado”, enfatiza Stella. “Eu queria ter um filho da Stella, e gerar o óvulo dela foi a melhor forma de dividir o nosso amor. O Bento é o fruto do nosso amor”, acrescenta Liliana.
Lei deve proteger criança, pede advogada
Stella e Liliana entraram com uma ação, na terça-feira (2), na 5ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como informou a coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Elas pedem que na certidão de nascimento conste o nome das duas mães. “O Bento vai ser criado, de fato, pelas duas mães. Só falta a lei proteger essa criança”, ressalta a advogada Glória Queiroz.
A advogada explica que a criança precisa de toda a proteção legal para ter direito à herança e pensão das duas mães, assim como a todos os benefícios relativos ao relacionamento delas. “Até mesmo para ter o direito à visitação em caso de separação, e ao seguro em caso de morte”, acrescenta.
A ação está fundada nos princípios constitucionais do “melhor interesse da criança” e da “igualdade entre os filhos”. Este segundo aspecto da ação se baseia no fato de que, hoje, muitos tribunais do país estão dando decisões favoráveis para que casais homossexuais, que vivam em união estável, possam adotar crianças.
“Por que se pode dar uma criança em adoção para um casal homossexual, mas não se poderia dar filiação a uma criança gestada por um casal homossexual, com a participação genética das duas?”, questiona a advogada.

Justiça gaúcha abriu precedente
Segundo Glória Queiroz, não existem muitos casos similares no Brasil. “Pelo que sei, é o primeiro caso do tipo na Justiça do Rio”, disse ela. Mas a ação de Stella e Liliana encontra jurisprudência na Justiça do Rio Grande do Sul. “Nesta ação, da 8ª Vara de Família e Sucessões da Justiça gaúcha, o casal ganhou o direito de colocar na certidão de nascimento o nome das mães, e de todos os avós”, informou a advogada. Como é uma ação sem réu e o curador de Família da Justiça gaúcha não fez uma apelação, o caso foi transitado em julgado, ou seja, não cabe mais recursos.
“É uma luta que a gente está travando e que eu, sinceramente, espero que a gente vença, porque a gente não vai desistir”, afirmou Stella. “Acho interessante abrir caminhos, pois devem ter muitos casais que estão na mesma situação que a nossa”, observa Liliana.
“O meu sonho é que, quando o Bento nascesse, a ação já estivesse julgada, para podermos registrar ele com o nosso nome: Bento Quaresma Gomes Silva Amaral. Tem o sobrenome da mãe e do pai dos dois lados, meu e da Liliana. É um nome grande, de príncipe”, conclui, empolgada e feliz, Stella.


Testemunhas confirmam embriaguez e excesso de velocidade de Carli Filho


CURITIBA - A maioria das 16 testemunhas ouvidas pela Justiça do Paraná nesta quinta-feira confirmou que o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho estava bêbado e tinha excedido a velocidade no momento do acidente que causou a morte dos jovens Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, em maio de 2009. Foram ouvidos policiais militares do Corpo de Bombeiros, médico do Siate e peritos do Instituto de Criminalística do Paraná.
O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da 2ª Vara de Júri de Curitiba, deve prosseguir ouvindo testemunhas nesta sexta-feira, totalizando 38 pessoas, tanto da defesa quanto da acusação. Ele tem 20 dias para decidir se leva o ex-parlamentar a júri popular. Nesse caso, Avelar acataria denúncia-crime de duplo homicídio doloso (com intenção de matar) apresentada pelo Ministério Público.
De acordo com o MP, Carli Filho dirigia alcoolizado e em alta velocidade, aproximadamente 167 Km/h, em local onde o máximo permitido é de 60Km/h. Além disso, o ex-deputado estava com carteira de habilitação suspensa, com 130 pontos.
A mãe de Gilmar Yared, Christiane, acredita que o caso não deva terminar em pizza:
- O juiz é correto, está ouvindo as testemunhas, que estão confirmando o que já estava nos autos. Vamos sair daqui com as provas mostradas no inquérito. A Justiça brasileira tem oportunidade de mostrar que as coisas não terminam em pizza - declarou.
Enquanto o pai acompanhou a audiência, Christiane alegou não ter condições emocionais e preferiu permanecer no saguão do tribunal.
- Não tenho condição emocional de ouvir as testemunhas dizendo que encontraram pedaços do meu filho, olho, nariz dentro do carro, que chegou a 11 graus porque sangrou tudo que tinha que sangrar. Essas coisas são muito sofridas - disse.
O advogado das vítimas do acidente, Elias Mattar Assad, acredita que Carli Filho vai a júri popular e prevê que o julgamento deve ocorrer até o final deste ano.
- Os depoimentos estão comprovando as provas obtidas no transcorrer do inquérito - afirma.
Já o advogado de Carli Filho, Roberto Brzezinski Neto, afirmou que os depoimentos não alteram o rumo do processo e defendeu a ausência do ex-parlamentar não precisava ter comparecido por não ser testemunha:
- Ele não precisava ter comparecido por não ser testemunha. Ele vai comparecer quando for convocado pelo juiz - disse.
O advogado de Carli Filho também contestou o depoimento das testemunhas e falou pela primeira vez sobre a exclusão do laudo de dosagem alcoólica do processo.
- A prova é ilícita, colhida na inconstitucionalidade. E se o laudo fosse considerado, o teor de dosagem alcoólica estava 1,8 acima do permitido, o que seria tecnicamente irrelevante e não acarretaria nenhuma dificuldade na direção do veículo - defendeu.
O exame, realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), apontou que havia 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue no material, praticamente quatro vezes mais do que o nível tolerado, que é dois decigramas.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Haiti processa missionários dos EUA por sequestro de crianças após terremoto


Caso vai a juiz investigador, que decidirá se os 10 serão libertados.
Grupo tentava passar a fronteira dominicana com 33 crianças.

Os dez missionários americanos que tentaram deixar o Haiti com 33 crianças haitianas foram processados nesta quinta-feira (4) por sequestro de crianças e associação criminosa, segundo as autoridades haitianas.
Os dez integrantes de uma igreja batista baseada no estado americano do Idaho foram presos no último domingo, na fronteira entre o Haiti e a República Dominicana, quando tentavam passar a fronteira com 33 crianças que, segundo eles, haviam ficado órfãs por conta do terremoto que devastou o país em 12 de janeiro.
Mas, desde a prisão, algumas dessas crianças foram reclamadas por pessoas que disseram ser seus pais.
O subprocurador Jean Ferge Joseph disse que o caso será agora encaminhado para um juiz de instrução, que "pode libertá-los, mas pode também continuar a detê-los para novos procedimentos."
Logo após a prisão, os cinco homens e as cinco mulheres negaram ter cometido crime e disseram que não sabiam que estavam em situação irregular. Eles afirmaram que estavam apenas tentando ajudar as crianças.
O caso é diplomaticamente delicado, num momento em que os EUA lideram a enorme operação humanitária para ajudar centenas de milhares de sobreviventes do terremoto de 12 de janeiro, e enquanto ONGs norte-americanas despejam milhões de dólares em donativos para o Haiti.
As autoridades haitianas dizem que o grupo não tinha autorização para retirar as crianças do país, e aparentemente muitas delas não eram órfãs. A polícia haitiana disse que alguns pais admitiram ter entregado seus filhos aos missionários por acreditarem que as crianças teriam educação e uma vida melhor no exterior.
O governo haitiano endureceu as regras para a adoção de crianças desde o terremoto, por temer que pessoas inescrupulosas tentem se aproveitar da tragédia para se apossar de crianças vulneráveis.
Autoridades dizem que já houve relatos de tráfico de menores e até de órgãos humanos.

Ictiose arlequim


No vídeo acima a história de um menino que conseguiu sobreviver

A ictiose arlequim (Ichthyosis Fetalis; Harlequin Fetus) é um raro distúrbio genético de pele, a mais severa forma de ictiose congênita. A sua característica principal é o engrossamento da camada de queratina na pele fetal. O recém-nascido é coberto por placas de uma pele grossa que racha e se parte. As finas placas podem esticar, repuxar a pele do rosto e distorcer, assim, as características faciais, bem como restringir a capacidade de respiração e alimentação. Crianças com Harlequin precisam ser dirigidas ao tratamento neonatal intensivo imediatamente. Devido à falta de elasticidade da pele, visto que onde deveria haver a pele normal há massivas escamas que lembram a forma de diamantes, a principal função dela, que seria a de proteger, é defasada. Por isso, a partir do momento em que a pele racha onde deveria esticar, é de fácil acontecimento a contração de infecções letais no portador do distúrbio a partir da penetração de bactérias e outros agentes contaminantes através das fissuras.
Essa manifestação tem herança recessiva, portanto os pais devem ser heterozigotos e ambos devem colaborar com o gene recessivo.
A ocorrência desta patologia é muito pequena, em escala de 1:1000000.
O nome vem tanto da expressão facial do bebê quanto da forma de diamante das escamas que lembra as fantasias de arlequim.


Wikipédia

O desarmamento como instrumento ineficaz para conter a criminalidade


Estamos em verdadeira guerra urbana e social contra a violência diária, contra a marginalidade que cresce assustadoramente, contra a criminalidade que aumenta gradativamente a todo tempo no nosso País.
O Estado protetor, visando resgatar a ordem social ferida mostra-se ineficiente para debelar tão afligente problemática. Ações consideradas miríficas, pirotécnicas, projetos e programas emergentes surgem e insurgem sem atingir os seus reais objetivos.
A população assiste atônita aos remédios e as ações miraculosas que quase sempre restam inócuas. O projeto desarmamento estudado e executado pelo Governo Federal desde 2003 demonstra ser no âmago do seu curso mais uma dessas ações que agem infrutuosamente na tentativa de reduzir a criminalidade no País.
Quando a campanha do desarmamento começou naquele ano as autoridades constituídas apresentaram que o Brasil era detentor de 17 milhões de armas de fogo e que por tal fato gerava-se o alto índice de criminalidade, em especial o número de homicídios, vez que o cidadão em posse de tal arma por qualquer desavença eliminava o seu opositor, ou seja, associaram de maneira simplista a relação entre a criminalidade e posse de arma de fogo, quando na verdade a problemática é muito mais complexa.
Com o passar dos anos os defensores do desarmamento, sempre apresentaram números de redução de homicídios por arma de fogo para sustentarem suas posições esquecendo-se, entretanto, de computar em tais estatísticas os homicídios praticados por outros meios ou instrumentos, ou seja, na verdade houve no País a diminuição dos homicídios provindos de arma de fogo e aumentou o número do mesmo crime por outros meios perpetrados. Deduze-se assim que o cidadão comum por não mais possuir arma de fogo mata de qualquer jeito o seu desafeto. No geral, o índice do crime de homicídio não diminuiu e continua aumentando junto com a população.
Ademais, outros grandes malefícios também não são associados ao desarmamento em tais estatísticas, ou seja, o aumento estúpido do crime de roubo, conhecido popularmente como assalto à mão armada, e o mais grave: o latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Só em São Paulo o número de latrocínios subiu agora mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje um cidadão é morto pelo assaltante mesmo sem reagir ao ato só pelo simples fato de estar portando pouco dinheiro.
Os fatos demonstram que os discursos e as noticias desarmamentistas parecem ser apenas meras cortinas de fumaça tendo na linha de frente a diminuição dos homicídios eventuais por desavença perpetrados nas comunidades por via de arma de fogo a querer encobrir o recrudescimento da criminalidade dos outros tipos penais.
O povo vive acuado, desarmado e preso por grades, cercas elétricas, alarmes, nas suas próprias residências e os diversos criminosos andam soltos nas ruas a caça das suas vítimas, aumentando de forma geométrica o número de latrocínios, roubos e sequestros relâmpagos em todos os lugares. A Polícia por mais diligente que seja, em virtude da falta de contingente adequado, de uma maior estrutura e por não ser Onipotente e Onipresente para estar em todos os lugares a todo tempo para evitar o crime não pode ser a única culpada por tal problemática.
É fato presente que o crime organizado, placenta que forma e alimenta o tráfico de drogas, os criminosos perigosos e contumazes, consegue transitar e abastecer a marginalidade com metralhadoras, fuzis, bazucas, granadas, escopetas, pistolas... Tais armamentos provindos de diversas nacionalidades ingressam pelas nossas gigantescas e mal guarnecidas fronteiras e chegam às mãos das facções criminosas, quadrilhas ou criminosos diversos de maneira inexplicável.
Atacam-se carros blindados com armamento pesado e potente, derrubam-se helicóptero com tiros de fuzis ou metralhadoras antiaéreas, inúmeros assaltos se valem de armas de guerra no País inteiro, policiais são frequentemente mortos no labor das suas funções por criminosos possuidores de armas poderosas adquiridas no câmbio negro do crime organizado.
O cidadão nas ruas literalmente virou um alvo em determinados locais. Um alvo que tem que ser um maratonista, velocista, contorcionista, trapezista e até mágico para se esquivar das balas perdidas. Um alvo que tem que optar por dar apoio aos traficantes de drogas sob pena de morte. Um alvo no seu veículo ultrapassando os sinais de transito e recebendo multas para não ser seqüestrado ou assaltado e morto. Um alvo desarmado sem direito a defesa própria contra o marginal sempre bem armado. Um alvo que tem que contratar segurança particular. Um alvo que ainda tem que agradecer ao criminoso por apenas lhe levar seus bens materiais. Um alvo esperando sempre que apareça algum policial para lhe salvar.

A Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, mais conhecida como o ESTATUTO DO DESARMAMENTO que surgiu como instrumento mirífico para enfrentar o surto da violência e criminalidade trouxe no bojo do seu artigo 35 a seguinte redação transcrita in verbis:
Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.
§ 1º Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.
§ 2º Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.


Então, na data marcada houve o referendo popular em que 63,94% da população que foi às urnas votou a favor da comercialização de armas de fogo, ou seja, implicitamente, por maioria absoluta o povo decidiu contra o DESARMAMENTO.
A nossa Constituição Federal estabelece que todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, contudo, a vontade popular em possuir uma arma de fogo para se defender praticamente fora barrada, ou pelo menos extremamente dificultada. A comercialização continuou permitida, mas permaneceram em vigor todas as restrições ao porte e à compra de armas de fogo previstas no Estatuto do Desarmamento. Hoje em dia, para alguém ter uma arma de fogo registrada e para mantê-la apenas em sua residência, passa por grande burocracia e protocolo que quase nenhum trabalhador consegue sobrepor.
O desarmamento veio para o seio da sociedade como uma espécie de gigantesca medusa. O temor de ser atingido pela Lei vem matando a esperança do povo por uma segurança justa. A demagogia tenta liquidar a democracia através da ação insidiosa de tirar-lhe o direito de defesa própria e da sua família. O projeto desarmamento tornou-se pérfido na medida em que foi contra a vontade popular.
A criminalidade se combate através de um conjunto de políticas públicas sérias e efetivas nos planos do desenvolvimento social, além das medidas administrativas no âmbito dos órgãos ligados à segurança pública com a ajuda da comunidade e a força da adesão da própria sociedade, destinando de forma firme e constante os projetos inerentes, não com a simples deposição ou apreensão das armas de fogo dos cidadãos de bem, dos trabalhadores, deixando-os cada vez mais vulneráveis às ações dos marginais.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br

Tartaruga cega viaja mais 2 mil km para centro de animais deficientes


Uma tartaruga cega encontrada na Grécia foi levada para um centro de animais marinhos na Grã-Bretanha onde será alimentada e monitorada.

Batizada de Homero, a tartaruga foi transportada de avião por um trajeto de mais de 2 mil quilômetros acompanhada por uma equipe de especialistas. Como não pode caçar e se alimentar sozinha, o Blue Reef Aquarium, em Newquay, passa agora ser a sua "casa definitiva".
Homero, que pertence à espécie Caretta caretta, foi encontrada cega e com ferimentos na cabeça, provavelmente causados pela hélice de um navio. Seu nome é inspirado no poeta grego Homero, considerado o autor de Ilíada e Odisséia.
"Nos primeiros dias vamos avaliar de perto sua condição e comportamento e também seu regime alimentar", disse David Waines, diretor do Blue Reef Aquarium.
"Se tudo estiver bem, ela será transferida para um gigantesco tanque de 250 mil litros onde será monitorada continuamente. Nossos funcionários vão alimentá-la e cuidar dela", completou.

Santuário marinho
O Blue Reef Aquarium é o principal centro de resgate e reabilitação de tartarugas no Reino Unido. As tartarugas Nemo e Steve, que pertencem a mesma espécie de Homero, já passaram pelo centro e, depois de cuidadas, foram devolvidas ao seu ambiente natural, as Ilhas Canárias.
A espécie Caretta caretta é popularmente conhecida no Brasil como "tartaruga-cabeçuda" e se caracteriza por ser um animal presente em águas mais quentes.
Mas o centro não dedica cuidados especiais somente a tartarugas. Recentemente, um raro polvo da região do Mediterrâneo foi encontrado por pescadores e levado ao Blue Reef Aquarium. O polvo foi apelidado pela equipe do aquário como Inka.
Além de cuidados especiais para animais resgatados, o Blue Reef também conta com um centro de reprodução marinha. O último nascimento registrado foi o de um trio de raias, após um período de gestação de seis meses.


Cientistas conseguem se comunicar com paciente em estado vegetativo


Um grupo de cientistas europeus conseguiu estabelecer uma comunicação com um paciente em estado vegetativo, em que este respondia mentalmente "sim" ou "não" às perguntas dos estudiosos.

A pesquisa publicada no New England Journal of Medicine nesta quarta-feira explica que o paciente está nessa condição vegetativa há sete anos, quando sofreu um acidente de trânsito.
Os médicos das universidades de Cambridge, na Inglaterra, e de Liège, na Bélgica, pediram ao paciente belga que imaginasse atividades motoras, como jogar tênis, para responder "sim", e imagens espaciais, como ruas, para indicar "não".
Os especialistas sabiam que cada tipo de pensamento ativaria uma área diferente de seu cérebro. Portanto, por meio de uma técnica de Imagem por Ressonância Magnética Funcional (IRMF, na sigla em inglês), que monitora a atividade cerebral do paciente em tempo real, eles puderam identificar suas respostas.
O paciente respondeu corretamente a cinco das seis perguntas sobre sua vida pessoal. Ele confirmou, por exemplo, que seu pai se chamava Alexander.
"Nós ficamos atônitos quando vimos os resultados do exame do paciente. Ele foi capaz de responder corretamente às questões que fizemos simplesmente alterando seus pensamentos", disse Adrian Owen, professor de neurologia da Universidade de Cambridge e um dos coordenadores da pesquisa.

A pesquisa
No total, o grupo trabalhou com 54 pacientes que sofrem de desordem de consciência, dos quais 23 estão em estado vegetativo. Eles também usaram a técnica com voluntários saudáveis, para efeito de comparação.
O repórter da BBC Fergus Walsh também passou pelo teste do IRMF. "Eu passei aos cientistas os nomes de duas mulheres, sendo uma delas a minha mãe. Eu me imaginei jogando tênis quando disseram o nome dela. Em um minuto eles sabiam qual das duas era a minha mãe. Eles também foram capazes de acertar se eu tinha filhos", narrou Walsh.
A pesquisa concluiu que dos 54 pacientes envolvidos, cinco foram capazes de voluntariamente alterar sua atividade cerebral. Três deles demonstraram inclusive algum grau de consciência, mas os outros dois não necessariamente mudaram seus pensamentos conscientemente.
Owen diz que o estudo abre o caminho para que o paciente em estado vegetativo possa tomar decisões quanto ao seu tratamento.
"Você poderia perguntar se os pacientes sentem dor e então prescrever algum analgésico, e você poderia ir além e perguntar a eles sobre seu estado emocional", explicou.
O uso dessa técnica pode levantar questões éticas, como por exemplo, se é correto desativar os aparelhos para deixar um paciente em estado vegetativo morrer, já que ele pode ter algum grau de consciência e até capacidade de manifestar vontade própria.


MP investiga realização de testes de HIV em escolas do Maranhão



Adolescentes de 15 anos estavam sendo orientados a fazer o exame.

O MP investiga os motivos que levaram a Secretaria de Saúde do Maranhão a realizar testes de Aids dentro das escolas da capital. Adolescentes de 15 anos estavam sendo orientados a fazer o exame.


Globo News

Imagens mostram traficantes armados no Morro do Salgueiro



Mais cedo, suposto chefe do tráfico foi morto em confronto.
Comércio das ruas mais movimentadas do bairro fechou.

Uma equipe de reportagem da TV Globo flagrou, na tarde desta quarta-feira (3), um grupo de traficantes subindo o Morro do Salgueiro, na Zona Norte do Rio. As imagens mostram os criminososos carregando ostensivamente várias armas. Pela manhã, um suspeito de chefiar o tráfico da comunidade foi morto em confronto com PMs.
Na reportagem, a equipe viu pelo menos vinte criminosos com pistolas e fuzis. Um deles chega a apontar uma arma na direção dos policiais que patrulham a rua próxima.

Comércio fechado
Pouco depois do confronto, o comércio da Rua General Roca e de outras vias próximas ao Morro do Salgueiro fecharam as portas. Segundo a polícia, os lojistas teriam recebido ordens de traficantes da favela em represália à morte do suposto chefe do tráfico.
"Eles (os traficantes) estavam dando recado por motoqueiros e a notícia foi correndo de um pro outro", contuo um comerciante que não quis se identificar.

Policiamento reforçado
De acordo com o 6º BPM (Tijuca), alguns estabelecimentos funcionaram apenas com meia porta. A PM informou que o policiamento na Rua General Roca e nos acessos ao morro foi reforçado à tarde, para evitar outras ações de traficantes da região.
De acordo com o batalhão, 45 policiais estão nas proximidades da comunidade para evitar ações de represália à morte do suspeito. Além dos agentes do Serviço Reservado do 6º BPM (Tijuca), onze carros e três motos da polícia também atuam na segurança da região.

Confronto com a PM
O suspeito de chefiar o tráfico do Morro do Salgueiro morreu nesta quarta durante um confronto com PMs.
De acordo com a polícia, estava sozinho num apartamento num dos acessos ao morro. Com ele foi encontrada uma pistola e uma granada. Ele ficou ferido, mas morreu a caminho do hospital. A polícia chegou até o suspeito através de uma denúncia anônima.


G1

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Se não quiser adoecer


Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores,competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varela


Pais trancam filha no armário por um ano


RIO - Um casal foi preso nos Estados Unidos por manter a filha de 12 anos de idade trancada em um armário por mais de um ano, em West Brownsville, Texas. Alfredo Inês e Leticia só deixavam a menina sair para freqüentar a escola. A jovem não tinha permissão sequer para usar o banheiro da família. Ela fazia suas necessidades em um balde, que ficava guardado no armário.
Todos os dias de manhã, ela era obrigada a esvaziar e limpar o balde antes de receber permissão para ira para a escola. Ao voltar para casa, era novamente presa no apertado espaço pelos pais. Como o ambiente não tinha iluminação, ela usava a fraca luz que entrava pela fresta da porta para fazer as lições de casa.


O abuso veio à tona porque um dos irmãos da menina relatou o fato a um funcionário da escola. Com 11, 15 e 17 anos, eles alegaram ter muito medo de denunciar os pais às autoridades. Segundo a polícia, a menina, que não foi identificada, foi levada para um orfanato. Os irmãos estão sob o cuidado de parentes.
- Todos na casa sabiam o que estava acontecendo, mas os filhos, com medo, mantinham esse segredo - disse o sargento Jimmy Manrrique, porta-voz do Departamento de Polícia de Brownsville.
Os pais disseram à polícia que foram obrigados a mantê-la trancada para impedi-la de roubar comida da geladeira. Eles foram acusados de retenção ilegal e abuso de menores. Segundo os investigadores, Alfredo seria pai biológico apenas do filho mais novo do casal.
De acordo com os investigadores, a menina estava tão subnutrida que aparentava ter oito anos de idade. Fotos tiradas do local mostram que ela dormia em mantas de lã sob o chão de cimento. Nos cobertores, havia imagens da Virgem de Guadalupe, um caderno e um balde branco. Havia também alguns vestidos pendurados. As paredes continham alguns rabiscos.


Tribunal abre caminho para que líder sudanês seja indiciado por genocídio


A corte de apelações do Tribunal Penal Internacional, com sede na cidade holandesa de Haia, reverteu nesta quarta-feira um parecer anterior do tribunal que afirmava não haver provas suficientes para indiciar o presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, por genocídio.

Bashir é acusado de estar por trás de mortes na região de Darfur, no oeste do país, que desde 2003 é palco de um conflito envolvendo milícias pró-governo e grupos rebeldes que já matou cerca de 300 mil, segundo as Nações Unidas.
Em março do ano passado, o Tribunal emitiu um mandado de prisão contra Bashir por sete acusações de crimes de guerra e contra a humanidade – que incluem assassinato, extermínio, tortura e estupro -, mas rejeitou as três denúncias de genocídio apresentadas pela acusação.
A promotoria diz que Bashir tentou exterminar três grupos étnicos – as comunidades Fur, Masalit e Zaghawa - durante o conflito em Darfur e afirma ter encontrado novas provas durante suas investigações.
A Corte de Apelações pediu ao Tribunal que reconsidere a acusação de genocídio. Por isso, o tribunal terá que decidir novamente se acrescenta essas acusações contra Bashir e, se for o caso, emitir um novo mandado de prisão.

Apelação
Um alto membro do governo sudanês disse que a decisão, meses antes das eleições no país em abril, teve motivação política, mas os rebeldes de Darfur comemoraram o anúncio.
Se o tribunal decidir indiciá-lo, será a primeira vez que um governante em exercício será acusado formalmente de genocídio.
O promotor-chefe do Tribunal, Luis Moreno Ocampo, pediu o indiciamento de Bashir em julho de 2008.
Na ocasião, ele afirmou ter provas contundentes e mais de 30 testemunhas dispostas a depor contra o líder sudanês.
O tribunal em Haia – a primeira corte permanente para julgar crimes de guerra – não conta com força policial e depende da cooperação dos Estados para prender suspeitos, mas Bashir tem o apoio de vários líderes, principalmente de países africanos e do Oriente Médio, e vem evitando a prisão.
Desde que foi emitido o mandado de prisão, Bashir já visitou o Catar, a Etiópia e o Zimbábue, entre outros países.
O conflito de Darfur começou quando grupos rebeldes atacaram alvos do governo na região, argumentando que o governo dava tratamento preferencial aos árabes em detrimento de outros grupos étnicos na região.
O governo de Bashir é acusado de ter apoiado as milícias árabes, que já mataram milhares de moradores de Darfur.
O líder sudanês afirma sua inocência, alegando não ter controle sobre as ações das milícias.


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