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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

É POR ISSO QUE VOCÊ PRECISA DORMIR VIRADO PARA SEU LADO ESQUERDO

Quando eu vou para a cama, costumo dormir do meu lado direito.

Não há nenhuma razão específica para isso. Acontece que, eu poderia realmente fazer algo bom para mim dormindo do lado oposto.

Você pode dormir de várias maneiras e cada uma delas impacta sua saúde.

Dormir de barriga para baixo não é bom, se você tem problemas respiratórios.

Dormir do lado direito agrava distúrbios digestivos.

Então, como devemos dormir?

Quando você dorme em seu lado esquerdo, está provavelmente melhorando drasticamente a sua saúde e talvez até mesmo salvando sua vida.

A medicina holística chama o lado esquerdo de lado linfático dominante e, quando você dorme nesse lado, seu corpo filtra as toxinas de forma mais eficaz através dos gânglios linfáticos.

Dormir do lado direito pode reverter isso, o que aumenta a chance de doenças mortais.

Fonte: O SEGREDO

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Losna: Uma erva que mata 98% das células cancerígenas em 16 horas

Tem muita gente perguntando sobre como usar a losna e se tomar o chá vai ajudar. Provavelmente não vai! Os pesquisadores citados usaram a substância processada, altamente concentrada, não usaram na forma de chá.
Outro trabalho que considero mais relevante e mais promissor é este artigo abaixo, de pesquisadores brasileiros, que utilizaram hibisco com resultados promissores:

Pesquisadores de SC descobrem que flor de hibisco pode inibir câncer


Já reconhecida há mais de 2000 anos pela medicina tradicional chinesa como um poderoso remédio contra a febre e, mais recentemente, contra a malária, Artemisia annua (conhecida também como Losna ou Absinto), é uma planta aromática com qualidades medicinais inequívocas.
Estudos recentes que usaram a planta para combater as células cancerígenas foram muito surpreendentes. Assim, numa série de estudos, a artemisinina, uma substância extraída do losna e utilizada em fitoterapia chinesa há séculos, reduz as células do cancro do pulmão de até 28%. Em combinação com ferro, esta planta incrível mata 98% das células cancerígenas em apenas 16 horas. Ainda melhor; ele ataca seletivamente células “más” sem afetar o tecido saudável.

“Em geral, nossos resultados mostram que a artemisinina para o fator de transcrição” E2F1 ‘e está envolvido na destruição de células de cancro do pulmão “, foi indicado na conclusão da pesquisa realizada no laboratório de cancro da Universidade da Califórnia.
Um outro estudo da Universidade de Washington, liderado pelo Dr. Henry Lai e Narendra Singh, e até agora, o maior estudo feito à artemisinina nos Estados Unidos mostra que a artemisinina, sempre combinado com ferro, tem uma taxa comprovada de 75% de destruição do cancro da mama após apenas 8 horas e quase 100% de destruição em apenas 24 horas.

As células cancerígenas tendem a acumular mais ferro do que as células normais para promover a divisão celular, eles tornam-se mais suscetíveis à combinação de artemisinina e ferro. Finalmente, muitos outros experimentos foram realizados até agora todos eles têm mostrado que a artemisinina combinada com ferro pode efetivamente destruir o cancro em vários órgãos (intestino, próstata, etc). A infusão de artemisinina já oferece uma boa proteção contra vários tipos de cancro, mas a versão em pó seco seria muito mais eficaz.
Dr. Len Saputo classifica a artemisinina de “bomba inteligente contra o cancro.” Neste vídeo em Inglês, Dr. Saputo mostra como esta combinação de ferro e artemisinina pode ser desenvolvido em poderosos medicamentos anti-cancro.”

Fonte: http://www.segundo-sol.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Entrevista com o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho


Edson Luiz Teixeira
19 de julho de 2013


Dr. Paulo Niemeyer Filho - Neurocirurgião.
Recentemente, devolveu ao Maestro João Carlos Martins os movimentos no braço e mão esquerda através de cirurgia no
cérebro, uma experiência inédita e magnifica!
Relembra-nos dos cuidados que devemos ter para manter uma mente sã.

Parte da entrevista da revista PODER ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, quando lhe foi perguntado:
PODER: O que fazer para melhorar o cérebro?
Resposta: Vc. tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se tu estás deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.


PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância, etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter e colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente, com saúde e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vamos até a família e dizemos:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz:

"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais, independente de religião.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Novo tratamento do Alzheimer restaura totalmente a função da memória

Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.

Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas tão defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.

Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.

Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.

Fonte: Ciência On Line

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Cirurgia com célula tronco pode curar cegueira da idade


Equipe britânica desenvolve tratamento que usa material embrionário

LONDRES — Médicos britânicos estão desenvolvendo uma técnica inovadora que pode levar à cura para a forma mais comum de cegueira. Especialistas têm saudado o tratamento como “um grande passo” no combate à degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A cirurgia implanta uma espécie de curativo com células tronco embrionárias. O primeiro procedimento, feito com uma voluntária, foi um sucesso, dizem os médicos.

Essa perda de visão causada pelo desgate com a idade é muito comum. Só no Reino Unido são 600 mil pessoas com o problema. No Brasil, a enfermidade afeta cerca de 2,9 milhões de cidadãos, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia. O objetivo dos responsáveis pelo novo procedimento é torná-lo rotineiro em sistemas de saúde pelo mundo, assim como o tratamento para a catarata.

A cirurgia consiste no implante de células oculares derivadas de células-tronco embrionárias na parte de trás da retina de uma pessoa que ficou cega devido à DMRI. O "curativo, desenvolvido exclusivamente para o paciente, “entrega” as novas células, que substituem as células doentes.

As células-tronco são as células mestras do corpo, a fonte de todas as outras células. Os cientistas que apoiam o uso de células-tronco embrionárias dizem que essa técnica pode transformar a medicina, gerando tratamentos para a cegueira, diabetes juvenil ou ferimentos graves.

A primeira de dez cirurgias planejadas para efeito de estudo aconteceu no mês passado, no Moorfields Eye Hospital, com uma voluntária de 60 anos. Segundo um comunicado da instituição divulgado nesta terça, "não houve complicações até o momento". A equipe vai acompanhar o pós-operatório e espera determinar um resultado em termos de recuperação visual até dezembro. Todos os voluntários têm a DRMI na forma molhada, que é o tipo mais severo da doença.

As células utilizadas no tratamento pertencem ao epitélio pigmentar da retina (EPR), camada celular que mantém os fotorreceptores na mácula. A mácula é justamente a região do olho que nos permite enxergar com mais clareza e definição. Quando há degeneração macular, as células do epitélio morrem e a pessoa sofre perda da visão central. Ela começa a ver imagens distorcidas ou sobrepostas por um borrão.

A DMRI é responsável por quase 50% de todos os casos de cegueira ou perda de visão no mundo. Geralmente afeta pessoas com mais de 50 anos e aparece em duas formas: seca (mais leve) ou molhada (mais severa). A DMRI molhada, que é menos comum do que a seca, é geralmente causada por vasos sanguíneos anormais que vazam fluido ou sangue para uma região no centro da retina.

Esses testes são parte do Projeto de Londres para Curar a Cegueira — uma parceria entre o Moorfields Eye Hospital, o Instituto de Oftalmologia da University College London (UCL), e o Instituto Nacional de Pesquisa de Saúde da Grã-Bretanha. A gigante farmacêutica americana Pfizer juntou-se à pesquisa em 2009.

Chris Mason, professor de medicina regenerativa na UCL, disse que o estudo é um importante passo em direção à cura de uma das principais causas de cegueira e também uma maneira de aprofundar a compreensão do uso de células-tronco embrionárias em tratamentos.

— Se o tratamento contra a DMRI for bem-sucedido, ao utilizar células-tronco embrionárias como recurso primordial, a terapia pode ser fabricada em larga escala — comentou Mason.

Fonte: globo.com

sábado, 25 de julho de 2015

NOVO TRATAMENTO DO ALZHEIMER RESTAURA TOTALMENTE A FUNÇÃO DA MEMÓRIA: Bem-Estar e Saúde, Perfeito

Pesquisadores australianos criaram uma tecnologia de ultra-som não-invasiva que limpa o cérebro das placas amilóides neurotóxicos responsáveis ​​pela perda de memória e pelo declínio da função cognitiva em pacientes com Alzheimer.
Se uma pessoa tem a doença de Alzheimer, isso é geralmente o resultado de uma acumulação de dois tipos de lesões – placas amilóides e emaranhados neurofibrilares. As placas amilóides ficam entre os neurônios e criam aglomerados densos de moléculas de beta-amilóide.
Os emaranhados neurofibrilares são encontrados no interior dos neurónios do cérebro, e são causados por proteínas Tau defeituosas que se aglomeram numa massa espessa e insolúvel. Isso faz com que pequenos filamentos chamados microtúbulos fiquem torcidos, perturbando o transporte de materiais essenciais, como nutrientes e organelas.

Como não temos qualquer tipo de vacina ou medida preventiva para a doença de Alzheimer – uma doença que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo – tem havido uma corrida para descobrir a melhor forma de tratá-la, começando com a forma de limpar as proteínas beta-amilóide e Tau defeituosas do cérebro dos pacientes.
Agora, uma equipa do Instituto do Cérebro de Queensland, da Universidade de Queensland, desenvolveu uma solução bastante promissora. Publicando na Science Translational Medicine, a equipa descreve a técnica como a utilização de um determinado tipo de ultra-som chamado de ultra-som de foco terapêutico, que envia feixes feixes de ondas sonoras para o tecido cerebral de forma não invasiva.
Por oscilarem de forma super-rápida, estas ondas sonoras são capazes de abrir suavemente a barreira hemato-encefálica, que é uma camada que protege o cérebro contra bactérias, e estimular as células microgliais do cérebro a moverem-se. As células da microglila são basicamente resíduos de remoção de células, sendo capazes de limpar os aglomerados de beta-amilóide tóxicos.

Os pesquisadores relataram um restauro total das memórias em 75 por cento dos ratos que serviram de cobaias para os testes, havendo zero danos ao tecido cerebral circundante. Eles descobriram que os ratos tratados apresentavam melhor desempenho em três tarefas de memória – um labirinto, um teste para levá-los a reconhecer novos objetos e um para levá-los a relembrar lugares que deviam evitar.

Via: CienciaOnline

Fonte: O SEGREDO

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Novo tipo de meningite transmitida por caramujo africano avança no Brasil


Uma nova forma de meningite – transmitida por parasitas – está se espalhando pelo país. Levantamento publicado pela revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz mostra que a meningite eosinofílica já foi diagnosticada em seis estados, nas Regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

Foram diagnosticados 34 casos e uma morte desde 2006.

As formas mais conhecidas de meningite são virais ou bacterianas. Já a eosinofílica é causada por um verme, oAngiostrongylus cantonensis, e é transmitida por crustáceos e moluscos, incluindo o caramujo gigante africano.

A preocupação dos pesquisadores é alertar profissionais de saúde, uma vez que se trata de um parasita recente, identificado no Brasil há oito anos. Os casos da doença ocorreram em São Paulo, Rio, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

Os sintomas da meningite eosinofílica são semelhantes aos das outras: dor de cabeça persistente, febre alta e, menos frequentemente, rigidez na nuca. O que permite diferenciar é o exame do liquor, líquido entre as meninges, extraído por punção lombar.

O artigo mostra, ainda, que o caramujo gigante africano é o vetor mais frequente do A. cantonensis no Brasil. Os caramujos ingerem fezes de roedores contaminadas com larvas do verme.

Quando se locomovem, liberam um muco, para facilitar o deslizamento, que também contém larvas. As pessoas podem ser infectadas se ingerirem esse muco. Isso ocorre no consumo de legumes, verduras, e frutas mal lavados, por exemplo. Ou se tocaram nas plantas e vegetais e depois levaram a mão à boca.

Portal do Amazonas

domingo, 13 de julho de 2014

Novo exame de sangue 'pode prever Alzheimer'

Cientistas britânicos acreditam ter dado um passo importante nas pesquisas sobre o Alzheimer ao criarem um novo exame de sangue que pode prever as chances de uma pessoa desenvolver a doença.

O estudo realizado com mais de mil pessoas identificou um conjunto de proteínas no sangue que pode antever o surgimento da demência com 87% de precisão.

Os resultados do trabalho, publicado na revista científica Alzheimer's & Dementia, serão usados para aprimorar os testes com novos medicamentos para a doença, que afeta 44 milhões de pessoas em todo o mundo.

O Alzheimer é uma doença degenerativa cujo primeiro sintoma é a perda da memória. Com o avançar do problema, pacientes também podem manifestar comportamento agressivo, irritabilidade, confusão mental, entre outros.

Os especialistas alertam que ainda não há previsão para que o exame esteja disponível em clínicas ou hospitais da Grã-Bretanha.

As pesquisas sobre tratamentos para o Alzheimer têm sido marcadas por fracassos. Entre 2002 e 2012, 99,6% dos experimentos feitos com objetivo de prevenir ou reverter a doença não levaram a nada.

Os médicos acreditam que as tentativas mal sucedidas se devem ao fato de que os pacientes começam a ser tratados tarde demais, já que os primeiros sintomas só aparecem uma década depois do início da doença.

Por isso, o maior objetivo das pesquisas atuais deste campo é identificar a demência em seu estágio inicial.

Exame de sangueOs pesquisadores investigaram diferenças no sangue de 452 pessoas saudáveis, 220 com danos cognitivos moderados e 476 com Alzheimer.

Eles puderam confirmar com 87% de precisão quantos pacientes com danos cerebrais moderados desenvolveriam Alzheimer no ano seguinte.

"Nós queremos poder identificar o quanto antes as pessoas que vão precisar de fazer exames mais aprofundados num futuro próximo," disse líder da pesquisa, Simon Lovestone, da Universidade de of Oxford.

"Como não há tratamento, muitas pessoas podem questionar o valor de um exame de sangue. Mas as pessoas vêm ao consultório saber o que está acontecendo com elas e atualmente eu não posso dizer", aifrmou Lovestone.

Ian Pike, médico da Proteome Sciences, companhia que faz pesquisas na área farmacêutica, considera que o exame de sangue é "um grande passo" nas pesquisas sobre a demência.

"Ainda vai levar tempo e mais testes com pacientes para termos certeza de que esses exames podem ser usados rotineiramente. Mas este processo pode ser iniciado agora", afirmou.

É improvável que o teste possa ser feito isoladamente no caso de estar disponível em clínicas no futuro. Um resultado positivo teria de ser corroborado com tomografias cerebrais e testes de fluidos da coluna vertebral.

No início do ano, pesquisadores americanos anunciaram um exame de sangue capaz de prever o aparecimento de Alzheimer em pessoas saudáveis com até três anos de antecedência.

BBC Brasil

sábado, 31 de maio de 2014

Médicos erram diagnóstico trinta vezes e mulher morre de câncer, conclui inquérito


O resultado de um inquérito para investigar a morte de Jeannine Harvey, de 33 anos, concluiu que a mulher morreu de câncer de cólo do útero, depois dos médicos terem errado por trinta vezes o diagnóstico da doença. De acordo com o médico legista do escritório Birmingham e Solihull, repetidos fracassos foram cometidos pela equipe médica na tentativa de reconhecer , diagnosticar e tratar a paciente.

Jeannine morreu em 2012. No estágio final da doença, ela não consegui sair da cama por causa das dores. Os médicos chegaram a investigar uma crise de ansiedade, ‘problema nos nervos’, rompimento de um ligamento, entre outras causas incompatíveis com o câncer. A mulher, mãe de quatro crianças, morreu oito meses após um exame de sangue indicar que havia algo de errado. Outro resultado chegou a apontar para câncer, mas os médicos ignoraram os resultados.

“Tudo o que queria era alguém para nos dizer como foi possível para médicos profissionais perder tantas oportunidades em diagnosticar corretamente e tratar a nossa irmã, cujo sofrimento e morte eram totalmente evitaveis”, desabafou Marie Donovan, irmã de Jeannine, após a divulgação do inquérito.

A família de Jeannine criou uma campanha na internet para mobilizar a sociedade e cobrar uma resposta das autoridades. Com o resultado do inquérito, elas esperam obter respostas mais concretas sobre o caso.

“Este é um dos casos mais trágicos e angustiantes que eu vi. Tem implicações para o diagnóstico e tratamento oportuno de câncer em uma base nacional. Mesmo que Jeannine não pudesse ter sido curada, é possível que com um diagnóstico correto, meses de dor no final da sua vida tivessem sido evitados”, declarou Jill Davies, advogada da família.

Após a divulgação do inquérito, Roger Stedman, diretor-médico do Sandwell and West Birmingham Hospitais NHS Trust, confessou a falha no diagnóstico.

"Nossas investigações indicam que uma ressonância magnética em Jeannine deveria ter sido realizada, após uma laparoscopia realizada em fevereiro de 2012. Estamos verdadeiramente arrependidos. É claro que o tratamento apropriado teria antecipado a data do diagnóstico e teria impedido a dor e o sofrimento. Infelizmente, parece que o câncer de Jeannine já estava em um estágio que não teria sido curável", afirmou.

Extra

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Relato de um médico residente, cursando o último ano de Cirurgia Plástica

"Como muitos sabem, sou médico residente de último ano de Cirurgia Plástica, mas faço plantões extras como cirurgião do trauma. Segue um breve relato do cotidiano de um médico plantonista:


Baixada fluminense, garota de 16 anos, lesão craniana por arma de fogo, com perda de massa encefálica. Atendimento em sala de trauma, via aérea assegurada por intubação orotraqueal, reanimação volêmica. Parada cardiorespiratório por 3 vezes revertida com massagem cardíaca e drogas vasopressoras. Paciente estabiliza hemodinamicamente.
Verifico pupilas dilatadas não reagentes ao estímulo, assim como os demais reflexos tronco encefálicos ausentes.


O Hospital onde estou não há exames complementares para falência encefálica, não suporta procedimento de retirada de orgãos. Ligo para central de transplantes do estado do Rio de Janeiro. Todos os números possíveis, sem sucesso. Sequer uma gravação. Família em desespero não entendendo a situação, porém demonstrando desejo de doação de orgãos. Sigo tentando contato para iniciar protocolo de captação dos orgãos.


4h depois do primeiro contato, sim Quatro horas, sou atendido por uma reguladora, felizmente muito solicita. A mesma pede que eu entre em contato com o hospital referência para captação e solicite vaga, pois através da central não teríamos sucesso. Então 3h após o primeiro contato com o tal hospital, após mandar fax e praticamente implorar, tenho vaga negada.


A paciente evolui com instabilidade hemodinâmica mesmo em bomba de infusão de vasopressores. Nova parada cardíaca. Reanimamos pela 4ª vez, mantemos o coração batendo, estabilidade hemodinâmica. Após 5h consigo leito para transferência, animação da equipe, seria a primeira vez que a equipe do hospital veria um processo de sucesso de captação de orgãos, vencemos o sistema ... acende uma centelha de esperança na equipe.


Porém, não há no município em questão ambulância equipada para transporte avançado. O tempo corre. Perdemos a vaga. Paciente para pela 5ª vez. Procedimento de reanimação desta vez sem sucesso.


Frustração generalizada da equipe.


Converso com familiares, todos inconsoláveis. A falta é de tudo: O sistema, a desorganização generalizada da saúde pública, o descaso dos gestores nos privaram do sucesso. Privaram a família de perpetuar a memória da menina, disseminando vida a outros doentes em fila de espera. Uma ambulância. Uma vaga. Um sistema que não te ajuda. Dramático, não?


Realidade cotidiana.


Sistema público de saúde colapsado. Estado colapsado. Bastava uma ambulância igual às da Arena Pantanal, ou do Estádio Itaquerão. Bastava a vontade de fazer dos hospitais algo tão funcional quanto um estádio da Copa, uma refinaria no valor de 48 milhões comprada pela Petrobras, estatal, por 1bi. Um bilhão menos quarenta e oito milhões.



A diferença igual ao valor roubado dos contribuintes brasileiros. O lucro dos envolvidos igual ao rombo nos cofres públicos. Falta tudo ao povo da baixada fluminense, do agreste, da vila Areia em Porto Alegre. Falta ambulância, falta vaga em hospital.



Falta discernimento para compreender o que representa o caso Passadena na vida deles. Sobra discernimento aos políticos em como ludibriar o povo. Vide o pequeno "engano" do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada, eclodiram passeatas feministas (com razão) contra o estupro. Pena que a pesquisa estava errada, pena que aparecem fatos como este para abafar os escandalos da Petrobras. Pena que eu vejo esses descasos aos meus pacientes sozinho. Pena que boa parte do eleitorado brasileiro não entende tudo isso.


Neymar, desculpe-me, mas vou torcer p'ro Messi. Ronaldo desculpe-me, mas eu quero hospitais. Dilma, desculpe-me, mas vou lutar dia a dia para tirar votos do seu governo, no Metrô, no hospital, no elevador, no 'Facebook'.
Chato é não tentar".


Guilherme A. Fritsch-Nunes



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Vacina contra o herpes zóster chega ao país neste mês

Nesta semana, chega ao país a primeira vacina contra o herpes zóster, doença causada pela reativação do vírus da catapora com a queda da imunidade e que atinge principalmente idosos.

O herpes zóster, também conhecido como cobreiro, não causa a morte e é pouco frequente –aparece em menos de 0,5% da população. Mas quem tem a doença passa por um sofrimento que não é desprezível. Quando surge, o herpes zóster causa bolhas em algumas áreas do corpo (geralmente no rosto, no pescoço e nas costas) e dores fortes. Na maior parte dos casos, as lesões e as dores vão embora.

O problema, porém, são as complicações que podem surgir após a doença. A mais comum é a neuralgia pós-herpética. A dor, causada por uma inflamação de um nervo, torna-se crônica e compromete bastante a qualidade de vida dos idosos.

O herpes zóster pode ainda causar complicações nos olhos, infecções bacterianas graves nas lesões e doenças como hepatite, pneumonite e meningoencefalite.

"Diante do sofrimento de quem desenvolve o herpes zóster, a imunização é bem-vinda. Vacinas não são exclusivas para crianças, o idoso também tem as suas", diz Renato Kfouri, presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Como a doença é mais comum na terceira idade, deve se tornar mais frequente no Brasil no futuro com o envelhecimento da população, de acordo com Rosana Richtmann, infectologista do hospital Emilio Ribas.

PARA QUEM?

A vacina, aplicada em dose única, já está disponível há dez anos nos EUA e é oferecida em outros países como Canadá, Reino Unido e Austrália. Mais recentemente, chegou ao México, à Argentina e à Colômbia.

Segundo os CDCs (Centros de Controle de Doenças) dos EUA, a vacina é considerada segura e não há relatos de efeitos graves. Em 30% dos casos, pode ocorrer dor temporária no local da aplicação e, mais raramente, dor de cabeça, febre e mal-estar.

Trata-se da mesma vacina contra a catapora, com vírus vivo atenuado, mas com uma quantidade maior de antígenos, já que a resposta imune de idosos costuma ser menor.

Na maioria desses países, a vacina é indicada para pessoas acima de 60 anos. No Brasil, ela foi aprovada a partir dos 50 anos.

Rosana Richtmann afirma que a resposta imune é maior entre os 50 e os 59 anos. "Quanto mais as pessoas aguardarem, menor será a proteção", afirma.

Já Rodrigo Lima, membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, diz que recomendaria a vacina apenas após os 60 anos, já que há mais estudos mostrando os benefícios a partir dessa idade.

Também não há consenso se pessoas que já tiveram herpes zóster devem tomar a vacina. Lima diz que é muito raro que a pessoa tenha a doença novamente. Já Kfouri afirma que isso pode acontecer.

Segundo os especialistas, não há previsão da disponibilidade da vacina na rede pública. "Os custos são elevados e seria preciso tirar recursos de outras áreas prioritárias", diz Guido Levi, vice-presidente da Sbim. Além disso, afirma, há um problema de disponibilidade, já que cada vacina contra o zóster usa 14 doses da vacina da catapora.

"Em resumo, para quem tem poder aquisitivo e não tem deficiências do sistema imune, a vacina vale a pena", diz Lima. Mas ele faz a ressalva de que a duração da imunidade não é muito longa –cerca de sete anos–, o que pode requerer uma dose no futuro, e que mesmo quem for vacinado poderá ter zóster, já que a vacina não garante proteção total.

FOLHA DE SP

sábado, 5 de abril de 2014

O grito da vida é mais forte que o da morte

Os médicos consideravam que seu feto estava morto e queriam fazer o aborto terapêutico, mas a esperança de Maria foi maior

Ocorreu em Roma, e graças ao desejo que todos nós temos dentro do coração, especialmente as mães: viver e dar vida.

Aborto terapêutico

Maria, uma jovem mãe italiana, estava no terceiro mês de gravidez, mas, para os médicos do setor de pronto atendimento de San Giovanni Calibita Fatebenefratelli, seu filho estava morto dentro do útero. O único caminho parecia ser o aborto terapêutico. Segundo informou em 24 de março “Il Messaggero”, para eles o feto estava morto, o coração não batia na 5ª semana de gravidez, a ecografia era plana.

No entanto, o bebê nasceu em perfeito estado de saúde, no mesmo hospital.

Instinto materno e desejo de vida

Tudo isso só foi possível graças à “teimosia” da jovem mãe que, naquele dia, não quis se fiar do diagnóstico dos médicos da sala de emergências.

“Apesar dos exames e da ecografia, esse diagnóstico me pareceu apressado demais – comentou Maria – e, naquela noite, em casa, eu me informei e confirmei o que já havia intuído: que nem sempre as batidas do coração do feto são perceptíveis na quinta semana. Era melhor esperar, antes de optar pelos fármacos e pelo bisturi. Minha gravidez não foi planejada, mas eu amava o meu filho.”

A médica que a acompanha confirmou o acerto da sua decisão: “É verdade, o coração não está batendo, mas a gravidez ainda está no começo. Vamos esperar uma semana para ver se houve aborto interno ou não”.

Alguns dias depois, a ecografia acabou com todas as dúvidas: o embrião estava vivo e crescia. O diagnóstico dado no setor de pronto atendimento era incorreto.

Não à superficialidade com a vida

“Meu bebê nasceu no dia 2 de dezembro de 2013 – contou Maria. Pesava três quilos e meio. Foi parto normal. E cada vez que contemplo o meu filho, lembro do perigo pelo qual ele passou. Se eu não tivesse seguido o meu instinto, teria sido eu mesma a assassina do meu filho.”

Maria pede justiça e indenização por danos morais. “Uma ação legal não é apenas uma iniciativa justa, mas necessária. Não se pode ser superficial com a vida”, afirmou.

Aleteia

sábado, 8 de março de 2014

Apesar de sentença de morte, bebê de anões nasce e sobrevive

Pais realizam sonho de ter filho, mas temem pelo futuro da criança

Após realizar sonho de gravidez, a anã Laura Whitfield recebeu a notícia dos médicos que precisa abortar porque seu bebê não teria chances de sobreviver. Porém, ela decidiu levar a diante a gestação e conseguiu ter seu bebê. As informações são do site Daily Mail desta sexta-feira (7)
Foto: Reprodução/DailyMail

R7

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Descoberta a cura do câncer? 70 tumores letais desapareceram de paciente após usar medicamento revolucionário

Com cerca de 70 tumores em todo o corpo, os médicos admitiram que já quase não tinham opções de tratamento.

Porém, incrivelmente, Sr. Brooks, de 47 anos, está agora “limpo" depois de que se tornou a primeira pessoa, fora dos EUA, a receber essa nova droga que consegue destruir tumores: vedotin de brentuximab. Todos os tumores foram erradicados. As únicas manchas escuras visíveis sobre a varredura mostram o funcionamento normal dos rins e da bexiga.

O teste clínico no Hospital Christie, em Manchester, tem sido tão bem sucedido que a droga tem se tornado disponível na rotina de outros sofredores também. Agora, os pacientes com o mesmo linfoma raro de Non-Hodking podem obter a droga através do Cancer Drugs Fund.

O linfoma Non-Hodking é um câncer que envolve os linfonodos, e são tratados cerca de 1.500 novos casos por ano. Sr Brooks, um técnico de reparação de motores de Bolton, disse: "Eu não acho que eu estaria aqui hoje sem essa droga.”.

A droga Adcetris possui o nome comercial de vedotin do brentuximab e é controlada através de uma gota no braço a cada três semanas durando até um ano. Ela faz parte de uma nova onda de terapia-alvo, agindo em uma proteína na superfície das células cancerosas, onde ela adere e gera uma substância que mata a célula.Essa droga é oferecida aos pacientes que não têm outras opções de tratamento, e os resultados mostram que, em até um terço dos casos, elimina todos os sinais de câncer.

Ele ainda pode voltar, mas alguns pacientes chegaram a sobreviver por mais de três anos, o que levou a falar-se de uma possível cura. Porém, Adcetris pode ter efeitos graves ou secundários potencialmente fatais incluindo uma infecção cerebral rara.

Foi dada aprovação condicional desse medicamento na Europa em 2012.

Sr. Brooks foi diagnosticado em 2001 e, no primeiro momento, respondeu bem ao tratamento, mas em 2008 o câncer voltou. Ele teve um transplante de células-tronco, mas, mais uma vez, o câncer voltara e se espalhara com ferocidade. Dado a ele apenas algumas semanas de vida, ele se ofereceu para participar do teste clínico. “Eu sabia que eu precisava de algo muito radical para sobreviver", disse ele.

Depois de apenas 12 semanas de tratamento, os médicos encontraram o corpo dele limpo de tumores e agora acreditam que ele está em "remissão completa". Seu médico, o Dr. Adam Gibb, um investigador clínico do linfoma no hospital, disse: "Este é provavelmente o conjunto mais impressionante de exames que já vi. Ele está em remissão e estamos cada vez mais confiantes sobre esse medicamento.".

O professor John Radford, diretor de pesquisa e desenvolvimento no hospital, disse: "Histórias como esta ilustram o valor de testes clínicos. Pacientes individuais podem se beneficiar e os conhecimentos que adquirimos nos permite seguir em frente para a próxima fase no desenvolvimento dos tratamentos de amanhã. Espero que mais pacientes peçam aos seus médicos essas oportunidades de estudos clínicos.”.

Sr. Brooks passou a ter um transplante de medula óssea. Esta semana, ele foi dispensado de seu tratamento no Christie. Ele disse: “Eu não consigo agradecer o suficiente. Deram-me de volta a minha vida.".


Jornal Ciência

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Família acusa médico por morte de mulher que engordou 10 kg para cirurgia de redução de estômago

Marido relata que ela se sentia com corpo fora dos padrões para trabalhar com moda

A família da empresária Fernanda Nóbrega, 26 anos, denuncia que um médico endocrinologista tenha sido negligente ao orientar a paciente a engordar e emitido um laudo para que ela realizasse uma cirurgia de redução de estômago. Fernanda foi operada no dia 26 de outubro em Recife (PE) e morreu dois dias depois após complicações.

Segundo o marido, Higor Cayo dos Anjos, a mulher abriu uma loja de roupa havia dois meses e teria decido fazer a cirurgia porque se sentia fora de forma para trabalhar com moda, o que a incomodava. Ela procurou diversos médicos do convênio e nenhum aceitou fazer a redução por considerar que a empresária pudesse perder peso de outra forma. Ela tinha 1,62 metros e 80 kg.

Em mais uma das tentativas, um cirurgião teria indicado um médico, que emitiu um laudo afirmando que Fernanda não conseguia perder peso e recomendando a cirurgia, além de pedir que ela engordasse 10 kg para a operação.

Fernanda ganhou os quilos a mais em apenas um mês. Dois dias após a operação, ela se queixou de dores no peito. A causa da morte foi dada como embolia pulmonar.

A família pediu que o nome do médico não fosse divulgar porque uma ação na Justiça será aberta. Os parentes pretendem registrar também um boletim de ocorrência. A reportagem entrou em contato com o médico citado por eles e foi informada pelo profissional de que Fernanda foi comunicada dos riscos da operação e assinou um documento.

R7

sábado, 2 de novembro de 2013

O que é a porfiria?

Não há uma porfiria, existem porfirias. São um conjunto de sete doenças. Todas elas referentes a deficiências de enzimas que são a cadeia do metabolismo de uma proteína muito importante que se chama HEME. Esta proteína é o núcleo constituinte da hemoglobina, que é a proteína principal que existe nos glóbulos vermelhos e cuja função – essencial – é a de transporte do oxigénio para os tecidos.

Por outro lado, esta proteína também é muito importante em outras duas linhas metabólicas que são os sistemas citocrómos, que têm duas funções muito significativas. Uma, são os citocrómos respiratórios, que existem nas mitocôndrias, que têm a ver com oxigenação e a produção de energia a nível celular. A outra linha muito importante é do citocrómo P450, que tem a ver com o metabolismo de centenas de medicamentos. Isto é muito importante, porque há uma relação muito clara entre o consumo de diversos medicamentos e a eclosão de crises.

Portanto, são sete as variantes das porfirias e a grande maioria tem associação a mutações genéticas. No entanto, uma delas e uma das
mais frequentes, que é a porfiria cutânea tarda, em 80% dos casos não é de origem genética. Fazem parte das doenças raras e, por exemplo, em França, a porfiria aguda intermitente tem uma incidência de 0,6 casos por cada mil habitantes. São doenças conhecidas há
muitos anos mas para as quais só apareceram tratamentos específicos desde meados dos anos 80.

O medicamento mais específico é a hematina, que existe em Portugal desde 1999. As porfirias dividem-se em dois grupos – do ponto de vista fisiopatológico – as hepáticas ou porfirias eritrocitárias, em que a doença ocorre particularmente no fígado ou nos glóbulos vermelhos. As hepáticas são as mais comuns e têm expressão mais efectiva nos adultos. As porfirias nos glóbulos vermelhos são muito mais raras e têm uma expressão clínica logo desde a infância, podendo, até, ter manifestações já na vida fetal.

Do ponto de vista clínico, dividem-se em porfirias cutâneas e neuroviscerais, consoante o quadro clínico apresente predominantemente
manifestações na pele ou manifestações neurológicas. E há mistura entre expressão cutânea e expressão interna.

Não é uma doença que afecte mais particularmente adultos que crianças?

É uma doença que afecta qualquer grupo etário, mas é mais frequente na idade adulta, o que tem a ver com a maturidade hormonal. Um dos factores desencadeantes dos ataques de porfiria são as hormonas esteróides, as hormonas sexuais. As manifestações das porfirias, principalmente as hepáticas, são muito mais frequentes após a puberdade.

Quais são as principais consequências destas doenças?

As manifestações sintomáticas, nas porfirias dos adultos, envolvem os órgãos internos, particularmente o fígado, e manifestações
neurológicas. Estas doenças raramente têm uma expressão crónica, permanente, persistente, funcionam sim de uma forma intermitente,
por ataques agudos. Dividem-se também em porfirias agudas e cutâneas, e estas últimas têm uma manifestação mais perene.

E quais são os sintomas mais frequentes?

Falando das porfirias hepáticas, que são as mais frequentes no adulto (e eu sou médico de adultos!), as manifestações são crises em que se desencadeiam por jejum prolongado, défices nutricionais – tudo o que seja défice proteico, sobretudo hidratos de carbono, pode
desencadear uma crise; exposição a medicamentos e há várias dezenas que são porfirinogénicos; doenças infecciosas agudas; ou qualquer forma de stress orgânico.

As manifestações são cutâneas, uma erupção bulhosa e normalmente é determinada por fotosensibilidade, o que tem a ver com o facto das porfirinas se acumularem na pele e serem sensíveis à radiação ultra-violeta. Esta erupção pode generalizar-se, quando o portador de porfiria se expõe ao sol, com a formação de vesículas, que podem fazer lesões com ulceração, que deixa uma cicatriz viciante e deformante e com uma particularidade curiosa que é a de fazer o crescimento de pelos nessas regiões.

Aliás, estas doenças foram ligadas com as lendas da licantropia. Imagine-se a Moldávia no século VII e havia umas pessoas na aldeia que,
cada vez que apanhavam sol, ficavam cheios de bolhas e nessas regiões a seguir cresciam-lhes muitos pelos. Ficavam com transtornos psiquiátricos – as manifestações neurológicas são alterações comportamentais, cefaleias intensas, desequilíbrios, letargias, convulsões; muitos doentes têm também injecção conjuntival, ficam com os olhos muito vermelhos, e aparece uma tonalidade amarelada na dentição.

Se isto é verdade científica – e não é, seguramente, é literatura romântica! – o que é facto é que se ligou isto à lenda do lobisomem. As manifestações mais frequentes de todas são as dores abdominais, intensas que chegam a levar estes doentes ao hospital. Por outro lado, existe o risco de se ir estabelecendo, de crise para crise, uma polineuropatia, que vai alterando os nervos periféricos provocando dores e extrema sensibilidade das mãos e pés, que se vai agravando progressivamente, podendo provocar alterações motoras que levem a
paralisia de segmentos do corpo, inclusive dos músculos respiratórios.

Uma das coisas mais peculiares que existe na porfiria – e é um dos indicadores de diagnóstico – é que as porfirinas acumulam-se excessivamente, quer no fígado quer nos eritrócitos, e são descartadas na urina. A urina do doente porfírico num recipiente de vidro, e após meia-hora de exposição solar, fica cor de vinho tinto.

Que outros meios de diagnóstico existem?

Existem dois tipos de métodos de diagnóstico: a nível bioquímico, ou seja, a demonstração do excesso de acumulação destas proteínas; e, a nível genético, a comprovação de mutações das quais estão descritas várias várias centenas. O estudo genético nas porfirias não é muito determinante do diagnóstico do doente portador com expressão clínica. A confirmação genética é extremamente importante para o despiste familiar e para o despiste de portadores que podem ser assintomáticos à data.

Que tratamentos é que existem?

O tratamento é essencialmente preventivo! Prevenir os factores precipitantes das crises. Não há um medicamento que modifique a doença de uma forma óbvia, tomado continuamente. A crise é uma urgência médica e os doentes devem habituar-se a identificá-la. Por exemplo, assim que tem uma crise e começam a notar a urina escura, as dores a aparecerem, as cefaleias intensas, devem telefonar
imediatamente aos seus médicos.

O tratamento, na altura, é fazer o aporte calórico e garantir uma boa nutrição, sobretudo de hidratos de carbono, deve fazer uma dieta
muito rica de açúcares e faz-se, inclusivamente, soro com glucose para garantir que os níveis de glicemia são suficientes. Por outro lado, utiliza-se medicação sintomática e temos de ter sempre muito cuidado para não dar medicamentos que possam agravar a crise. Damos analgésicos – e é bom que sejam opiáceos – medicamentos para as náuseas e vómitos; para baixar a pressão arterial; e um medicamento específico que é a hematina, que consiste em dar a proteína HEME por injecção intravenosa, durante três a quatro dias, até estabilizar os níveis circulantes.

A hematina só é utilizada nas crises?

Só nas crises. Nos doentes mais graves, que têm uma frequência muito grande das crises, têm vindo a fazer-se experimentações de modelos de terapêutica continuada, aí sim, com algum carácter preventivo, em que os doentes fazem perfusões de uma, duas, três vezes por semana, no sentido de evitar a crise. No estrangeiro já existe quem tenha feito. Que eu saiba não há em Portugal esta experiência. No entanto, eu tenho uma doente a quem, se calhar, vou propor começar a fazer. É uma paciente com 54 anos, com crises extremamente frequentes, o que talvez justifique a experimentação com a terapêutica contínua.

O acesso aos tratamentos em Portugal é fácil?

Poucos hospitais em Portugal têm hematina disponível para fazer o tratamento das porfirias. E não há em Portugal nenhum centro
de referência para tratamento de porfirias. Existe, na Europa, o “European Porphyria Initiative”, que é uma rede europeia de referenciação para os doentes portadores de porfiria. Começa na Península Ibérica, sim, mas na fronteira de Portugal com Espanha, em que há um centro em Madrid e outro em Barcelona, espalha-se pela Europa Ocidental e à Europa de Leste.

Não há investigação em Portugal sobre esta doença?


Houve, muito boa! A tese de doutoramento do professor Palma Carlos foi precisamente as porfirias. Ele montou no Hospital de Santa
Maria um centro de estudos de porfirias, com laboratório, com clínicos disponíveis para criarem um grupo de doentes. Eu fiz um pouco parte disso, o professor Palma Carlos foi meu chefe de serviço. Quando ele se reformou, o serviço desmembrou-se. Como referi, há pouco, os hospitais que têm hematina, têm-na porque têm um pequeno núcleo de doentes.

O facto de nem todos terem não tem a ver com o controle de custos das administrações hospitalares?

A hematina não é dos fármacos mais caros. Terá que ver com os hospitais terem doentes referenciados ou não. Mas os doentes não estão referenciados em Portugal.

Não há qualquer referenciação em Portugal? Não se sabe quantos doentes existem?

Não. E, como sempre nestas doenças raras, estarão espalhados pela Medicina Interna, pela Hematologia, Gastrenterologia. Não há uma rede de comunicação estabelecida. Eu tenho quatro doentes, o que implica quatro famílias e não têm a codificação genética feita, porque até há uns dois ou três meses atrás não se fazia em Portugal. Neste momento, temos um colega geneticista laboratorial a trabalhar no Instituto de Medicina Molecular/ GenoMed, que trabalha connosco no Hospital de Santa Maria, e está a fazer um estudo das três porfirias mais frequentes.

Qual é o melhor centro de referência desta doença?


A nível europeu é o francês – “Centre Français des Porphyries”, perto de Paris. Uma das autoridades deste centro, o professor Jean Charles Deybach, vai ser convidado por mim a vir a Portugal brevemente para uma palestra.

Actualmente, faz-se pesquisa sobre novos medicamentos?

Há pesquisa a ser feita na Europa e Estados Unidos sobre medicamentos novos, sobre terapêutica enzimática de substituição.

Quais são os dramas com que se debate uma família de um portador desta doença?

O primeiro drama é chegar ao diagnóstico, não falando das porfirias eritrocitárias, que têm expressão pediátrica e são detectadas pelos pediatras. As porfirias não têm grandes manifestações antes da puberdade. E depois a codificação biológica, ou seja, a demonstração
enzimática da doença… se se fizer o teste durante uma crise os valores podem ser superiores entre 10 a 100 vezes. Se o fizer entre crises os valores estão pouco elevados. E, aliás, em algumas porfirias, outras doenças, a toma de alguns medicamentos pode elevar ligeiramente estas enzimas e induzir em erro. Portanto, o diagnóstico faz-se de uma forma muito directa em plena crise.

E a família, com que consequências se debate?

A primeira consequência é a frustração de não saber o diagnóstico. Por outro lado, a família não tem o conhecimento suficiente para uma acção preventiva, porque não sabe qual é a doença.

A família tem um papel importante na prevenção?

Claro que sim! Por exemplo, uma mãe não deixar uma adolescente fazer uma dieta para ser parecida com a Brooke Shields e ter défices nutricionais, de hidratos de carbono, e poder espoletar uma crise. Ou a família estar muito alerta e dizer sempre ao seu filho adolescente
que não toma medicamento nenhum sem perguntar.

Luís Brito Avô – Coordenador do Núcleo de Estudos de Doenças Raras da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna


Fotosantesedepois.com

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Criança sofre com síndrome rara que inibe produção de sangue


Desde o nascimento, Isabela, de apenas 5 anos, luta para ter uma vida nornal. O problema é que a garota sofre com uma síndrome rara, que inibe a produção de sangue. Com apenas 50 dias de vida, Isabela já teve que ser submetida a primeira transfusão de sangue. Acompanhe a reportagem de Lorena Coutinho.

R7

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Confrontos violentos entre residentes dos dois distritos mais carentes do país estão sujeitando pessoas comuns ao fogo cruzado. Equipes de MSF estão oferecendo serviços médicos a pessoas nos dois lados da linha de frente dos confrontos

29 de agosto de 2013 - A Rua Síria, na cidade libanesa de Trípoli, no norte do país, é palco principal de um conflito violento entre dois bairros. De um lado da rua fica Jabal Mohsen, bairro alauíta onde vivem cerca de 60 mil pessoas amontoadas em uma área de 2,5 km2; do outro, está Bab al-Tabbaneh, endereço da maioria muçulmana sunita e um dos distritos mais pobres do país.

Muitas das lojas, de ambos os lados da rua, estão danificadas, revelando as cicatrizes de um conflito que se arrasta há décadas. Mas nos últimos dois anos, a violência entre os bairros rivais se intensificou dramaticamente, reverberando a guerra na vizinha Síria.

Quando os confrontos são retomados, resultando, frequentemente, em um alto número de vítimas, habitantes de ambos os lados ficam encurralados em uma área que é, essencialmente, uma zona de guerra. Durante o último rompante da violência, em maio de 2013, ao menos 35 pessoas morreram e mais de 250 ficaram feridas. Desde que o conflito sírio emergiu, em março de 2011, mais de 190 pessoas foram mortas e 1.200 feridas nos confrontos entre os dois bairros.

Apesar de suas diferenças sectárias, as duas comunidades são semelhantes em termos de pobreza, superlotação e enormes necessidades relacionadas a cuidados de saúde, exacerbadas pela recente chegada de um grande número de refugiados sírios.

“Ambos os bairros compartilham dos mesmos baixos indicadores econômicos, com cerca de 80% da população vivendo com menos de US$ 4 por dia, acesso restrito a cuidados de saúde a preços razoáveis e sem seguro de saúde”, conta Sébastien Vidal, coordenador de projeto de MSF em Trípoli. “A situação foi exacerbada com o influxo massivo de refugiados sírios no último ano, um fardo para as comunidades que os receberam já em estado de vulnerabilidade.”

Jabal Mohsen: cuidados de saúde básicos e estabilização dos feridos
Jabal Mohsen é um assentamento na encosta da montanha densamente povoado, com vista para a cidade de Trípoli. Durante os confrontos, lojas e escolas fecham e muitos habitantes deixam de ir trabalhar, enquanto tanques do exército libanês bloqueiam a Rua Síria, na tentativa de estabelecer a paz por meio da separação física dos dois bairros.

Com todos os caminhos bloqueados, entrar e sair de Jabal Mohsen torna-se praticamente impossível. As pessoas da região enfrentam enormes dificuldades para acessar cuidados básicos de saúde e não têm escolha, a não ser tentar cruzar a linha de frente de batalha para buscar assistência médica.

“Não há hospitais aqui”, afirma Vidal. “Uma mulher em trabalho de parto ou um paciente com necessidade de cuidados médicos de emergência só podem chegar ao hospital mais próximo, no centro de Trípoli, cruzando o bairro que consideram hostil.”

Em novembro de 2012, MSF passou a oferecer serviços médicos na clínica de Jabal Mohsen, único estabelecimento de saúde na área. “Desde que começamos a prestar serviços médicos, o influxo de pacientes tem sido constante e nossos médicos e enfermeiros têm tido de trabalhar incansavelmente para responder às necessidades”, conta Vidal. E quando os confrontos são retomados, a equipe trabalha para garantir que o acesso dos habitantes a cuidados de saúde básicos seja mantido. “Isso, essencialmente, envolve estabilizar o paciente ferido antes de encaminhá-lo para fora dali, quando e como a situação de segurança permitir.”

Bab al-Tabbaneh: nova clínica, bastante movimentada desde sua abertura
Bab al-Tabbaneh, do outro lado da Rua Síria, abriga cerca de 80 mil libaneses, bem como um crescente número de refugiados sírios. “A região é dos distritos mais carentes do Líbano e o acesso a serviços de saúde é bastante precário”, conta Vidal. MSF inaugurou uma clínica em Bab al-Tabbaneh em abril de 2013. “No dia da abertura, a clínica já estava com muitos pacientes, a maioria mulheres e crianças que nunca tinham tido acesso a cuidados de saúde gratuitos ou a custos razoáveis”, disse Vidal.
Dentro da clínica, dois médicos e dois enfermeiros realizam consultas gratuitas e tratamento para uma média de 60 pacientes por dia. Os refugiados sírios correspondem a cerca de 20% desse total, um grupo particularmente vulnerável.
“A maioria dos pacientes é formada por crianças com infecções respiratórias ou gastrointestinais causadas pelas terríveis condições de vida”, afirma Vidal. “Muitas crianças também sofrem com a deficiência de ferro e vitaminas devido à falta de acesso a alimentos ricos em nutrientes, o que as torna ainda mais vulneráveis a infecções.” Entre abril e o final de julho de 2013, mais de 3.500 pacientes receberam atenção médica na clínica.

Respondendo a emergências médicas
Além de oferecer cuidados básicos de saúde em Jabal Mohsen e Bab al-Tabbaneh, MSF presta suporte à sala de emergência no Hospital Governamental de Trípoli, o único hospital público no norte do país. Desde maio de 2012, MSF oferece treinamento à equipe do hospital, provendo os suprimentos médicos e equipamentos necessários para lidar com as emergências médicas agudas. Quando a violência é retomada entre os habitantes de Jabal Mohsen e Bab al-Tabbaneh, geralmente, cerca de 40% dos feridos são internados no Hospital Governamental de Trípoli.

Desde que os refugiados sírios começaram a cruzar a fronteira para o Líbano, em novembro de 2011, MSF tem adaptado sua resposta e inaugurado novos projetos no país. Ainda que a comunidade libanesa tenha feito grandes esforços para integrar e ajudar os refugiados, sua capacidade de lidar com a situação, principalmente nas áreas já empobrecidas, como Trípoli ou o vale de Bekaa, está chegando a seu limite.

“É essencial garantir o apoio aos refugiados sírios, mas também às comunidades no Líbano que os estão recebendo”, ressalta o Dr. Gustavo Fernandez, coordenador do programa de MSF para o Líbano, baseado em Genebra. “MSF está comprometida a continuar levando cuidados médicos de qualidade às pessoas, independentemente de sua religião ou afiliação política.”


Na sexta-feira, 23 de agosto de 2013, dois bombardeios ocorreram próximo a duas mesquitas em Trípoli, ferindo cerca de 800 pessoas e matando 48, de acordo com estimativas oficiais. MSF tratou oito dos feridos em sua clínica em Jabal Mohsen e 10 na de Bab AL-Tabbaneh. Sete dos pacientes apresentavam ferimentos graves e foram transferidos para o hospital. Mais de 50 pessoas feridas com necessidade de cuidados intensivos foram admitidas na sala de emergência do Hospital Governamental de Trípoli.

Médicos Sem Fronteiras

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mulher que fez cirurgia de estômago agora não consegue parar de emagrecer

Médicos dizem que ela pode morrer, caso perca mais peso.

Uma mulher que passou por cirurgia de estômago está perdendo tanto peso que agora teme que morra de fome. Tracey McLaughlin, de 51 anos, passou por uma cirurgia em dezembro de 2010, quando, por conta de uma artrite, tinha que se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas.

Ela fez a cirurgia depois que foi informada que sua saúde estava em risco. Em um ano, ela perdeu 63 Kg, e ficou satisfeita com seu peso. O problema foi que ela continuou a perder peso de forma rápida e contínua, e hoje ela tem pouco mais de 30 Kg.

McLaughlin, moradora de Manchester, agora está correndo risco de morrer. Ela está usando roupas para crianças de 10 e 11 anos de idade por conta do peso.

A mulher diz que a cirurgia foi a pior coisa que já fez. Segundo ela, apesar dos problemas de saúde, conseguia ter uma vida feliz. Os médicos ainda não descobriram o motivo que a faz perder tanto peso, mas acreditam que o tecido da cicatriz em seu estômago possa estar afetando as células que absorvem alimentos.

McLaughlin diz que tenta comer alimentos que engordam, como sanduíches de bacon, delivery chinês e biscoitos, mas nada resolve seu problema. Ela diz que não suporta se olhar no espelho. Agora ela terá que fazer novos exames para que os médicos possam descobrir por que ela se tornou tão magra.

Fonte: Daily Mail

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