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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Meninas de 13 anos eram exploradas em ponto de prostituição no interior de SP
As meninas se reuniam em um ponto de prostituição, em São José do Rio Preto (SP), que foi fechado pelo MP. As investigações duraram cinco meses até que a polícia conseguiu desativar o local.
R7
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Itália desmantela rede que explorava transexuais recrutados em favelas
A polícia italiana anunciou ter desmantelado nesta semana uma rede de prostituição que levava à Itália transexuais brasileiros recrutados, principalmente, em favelas do Rio de Janeiro.
Segundo informações de autoridades italianas, divulgadas pela agência de notícias ANSA, 28 supostos integrantes da rede teriam sido detidos em três regiões italianas - Lazio, Campania e Umbria.
O grupo, formado por italianos e brasileiros, foi acusado de "associação criminosa" com a finalidade de fazer "tráfico de seres humanos" e "explorar prostituição".
A rede enviava a transexuais de favelas cariocas passagens aéreas para viagens do Rio de Janeiro a cidades europeias como Madrid, Zurique, Paris, Budapeste ou Bucareste.
A ideia era encaminhar os brasileiros dessas cidades para a Itália, segundo a polícia.
Doze casas que seriam usadas para prostituição também foram revistadas e interditadas.
Consulado
O consulado brasileiro em Roma diz não ter sido oficialmente informado sobre a prisão dos brasileiros.
Segundo o cônsul-geral adjunto, Paulo Roberto Palm, a polícia italiana não costuma fazer consultas a respeito de operações em curso "até por uma questão de sigilo das investigações" e, em geral, entra em contato apenas na hora de enviar cidadãos brasileiros de volta ao país.
Palm diz, porém, que alguns transexuais brasileiros teriam se queixado para o consulado a respeito dessas redes, embora tenham tido medo de entrar em detalhes "por se sentirem ameaçados".
Em 2009, o travesti brasileiro Brenda, pivô de um escândalo que causou a renúncia do governador da região de Lazio, Piero Marrazzo, foi encontrado morto no apartamento em que morava, em Roma.
BBC Brasil
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Polícia ameaça pedir prisão de prostituta suspeita de matar jogador de futebol
Duas garotas de programa foram intimadas, mas uma delas não compareceu à delegacia
O delegado Alexandre Leite, titular da Delegacia de Niterói (76ª DP), informou que pretende pedir à Justiça, nos próximos dias, a prisão de uma garota de programa suspeita de envolvimento na morte do jogador de futebol Maurício Alves Carvalho Júnior, de 21 anos, cujo corpo foi encontrado na última segunda-feira, no morro da Chácara, no centro de Niterói, na região metropolitana do Rio.
— Nós já fizemos contato com ela e a chamamos para prestar depoimento. Ela tem demonstrado que não tem intenção de comparecer, diz que está com medo. Pelos depoimentos que nós já tomamos, percebemos que ela tem informações que podem contribuir com as investigações. Se ela realmente se recusar a vir, eu vou representar pela prisão dela.
Na última terça-feira (7), uma outra garota de programa com quem Maurício costumava sair prestou depoimento na delegacia do centro de Niterói. O delegado não revelou detalhes, mas disse que as declarações dela foram importantes para as investigações.
— A gente não pode ficar divulgando tudo porque isso atrapalha as investigações. Há pessoas sendo investigadas e que não podem saber das coisas. Sabemos que ele foi morto por traficantes, mas precisamos saber quem mais tem participação no crime e, principalmente, a motivação para o crime.
Uma das hipóteses investigadas pela polícia é de que uma das prostitutas tenha atraído Maurício para a entrada da favela, onde ele foi capturado e morto por traficantes. Segundo pessoas próximas ao jogador, a prostituta teria jurado vingança há aproximadamente um mês, após ser agredida por Maurício durante um churrasco.
O jogador desapareceu na última quinta-feira (2). Os traficantes chegaram a entrar em contato com a família dele e pedir R$ 25 mil como pagamento para libertar o rapaz, que era morador da favela Nova Brasília, também em Niterói, mas controlada por uma facção criminosa rival.
O corpo de Maurício foi encontrado na última segunda-feira (6), enterrado em uma cova rasa na comunidade do Chácara. Ele estava com as mãos e pernas amarradas e tinha pelo menos uma marca de perfuração na cabeça. Ele era casado e deixou um filho de três anos.
Apesar de morar em uma favela dominada por traficantes de uma facção rival àquela que controla a comunidade onde ele foi morto, a polícia não acredita que essa tenha sido a motivação para o crime.
— Nós investigamos tudo, mas temos as nossas linhas principais de investigação. Essa questão do resgate por exemplo, pode ter ocorrido para tentar enganar a polícia ou simplesmente porque ele disse que era jogador e os bandidos pensaram que poderiam ganhar algum dinheiro com isso.
O desaparecimento de Maurício foi registrado na 76ª DP, mas assim que houve um pedido de resgate, o caso foi encaminhado para a DAS (Divisão Antissequestro). Como ele foi assassinado, as investigações continuam com a 76ª DP. O corpo do jogador, que passou por clubes como Guratinguetá e São Caetano, em São Paulo, foi enterrado na última terça-feira, no cemitério do Maruí, em Niterói. Maurício negociava a ida para um clube em São Gonçalo.
Maurício Alves tinha 21 anos e havia passado pelos times de Guaratinguetá e São Caetano, em São Paulo. Atualmente, o jogador estudava proposta para jogar no time carioca de São Gonçalo.
R7
O delegado Alexandre Leite, titular da Delegacia de Niterói (76ª DP), informou que pretende pedir à Justiça, nos próximos dias, a prisão de uma garota de programa suspeita de envolvimento na morte do jogador de futebol Maurício Alves Carvalho Júnior, de 21 anos, cujo corpo foi encontrado na última segunda-feira, no morro da Chácara, no centro de Niterói, na região metropolitana do Rio.
— Nós já fizemos contato com ela e a chamamos para prestar depoimento. Ela tem demonstrado que não tem intenção de comparecer, diz que está com medo. Pelos depoimentos que nós já tomamos, percebemos que ela tem informações que podem contribuir com as investigações. Se ela realmente se recusar a vir, eu vou representar pela prisão dela.
Na última terça-feira (7), uma outra garota de programa com quem Maurício costumava sair prestou depoimento na delegacia do centro de Niterói. O delegado não revelou detalhes, mas disse que as declarações dela foram importantes para as investigações.
Uma das hipóteses investigadas pela polícia é de que uma das prostitutas tenha atraído Maurício para a entrada da favela, onde ele foi capturado e morto por traficantes. Segundo pessoas próximas ao jogador, a prostituta teria jurado vingança há aproximadamente um mês, após ser agredida por Maurício durante um churrasco.
O jogador desapareceu na última quinta-feira (2). Os traficantes chegaram a entrar em contato com a família dele e pedir R$ 25 mil como pagamento para libertar o rapaz, que era morador da favela Nova Brasília, também em Niterói, mas controlada por uma facção criminosa rival.
O corpo de Maurício foi encontrado na última segunda-feira (6), enterrado em uma cova rasa na comunidade do Chácara. Ele estava com as mãos e pernas amarradas e tinha pelo menos uma marca de perfuração na cabeça. Ele era casado e deixou um filho de três anos.
Apesar de morar em uma favela dominada por traficantes de uma facção rival àquela que controla a comunidade onde ele foi morto, a polícia não acredita que essa tenha sido a motivação para o crime.
— Nós investigamos tudo, mas temos as nossas linhas principais de investigação. Essa questão do resgate por exemplo, pode ter ocorrido para tentar enganar a polícia ou simplesmente porque ele disse que era jogador e os bandidos pensaram que poderiam ganhar algum dinheiro com isso.
O desaparecimento de Maurício foi registrado na 76ª DP, mas assim que houve um pedido de resgate, o caso foi encaminhado para a DAS (Divisão Antissequestro). Como ele foi assassinado, as investigações continuam com a 76ª DP. O corpo do jogador, que passou por clubes como Guratinguetá e São Caetano, em São Paulo, foi enterrado na última terça-feira, no cemitério do Maruí, em Niterói. Maurício negociava a ida para um clube em São Gonçalo.
Maurício Alves tinha 21 anos e havia passado pelos times de Guaratinguetá e São Caetano, em São Paulo. Atualmente, o jogador estudava proposta para jogar no time carioca de São Gonçalo.
R7
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Meninos são aliciados para virar transexuais em SP
Tráfico de adolescentes para prostituição começa nas redes da internet
SÃO PAULO - Magra, cabelos compridos, short curto. M., 16 anos, abre o sorriso leve e ingênuo dos adolescentes quando perguntada se pode dar entrevista. Poderia ser uma das milhares de meninas que sonham com as passarelas. Mas não é. O relógio marca 1h de sexta-feira. M. é um garoto e está na calçada, numa das travessas da Avenida Indianópolis, conhecido ponto de prostituição de travestis e transexuais, escancarado em meio a casas de alto padrão do Planalto Paulista, na Zona Sul de São Paulo. A poucos passos, mais perto da esquina, está K., também de 16 anos.
— Sou muito feminina. Não tem como não ser mulher 24 horas por dia — diz K.
M. e K. são a ponta do novelo que transformou São Paulo num centro de tráfico de adolescentes nos últimos cinco anos. Meninos a partir de 14 anos são aliciados no Ceará, no Rio Grande do Norte e no Piauí e, aos poucos, são transformados em mulheres para se prostituírem nas ruas de São Paulo e em países da Europa. Misturados a travestis maiores de idade, eles são distribuídos em três pontos tradicionais de prostituição transexual em São Paulo: além da Indianópolis, são encaminhados para a região da Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, e Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista.
O primeiro contato é feito por meio de redes de relacionamento na internet. Uma simples busca por “casas de cafetina” leva os garotos a perfis de aliciadores, que são homens, mulheres e travestis. Após o primeiro contato, pedem que o adolescente encaminhe uma foto por e-mail, para que seja avaliado. Se for considerado interessante e “feminino”, eles têm a passagem paga pelos aliciadores. Ao chegar a São Paulo, passam a morar em repúblicas de transexuais e a serem transformados. Recebem inicialmente megahair e hormônios femininos. Quando começam a faturar mais com os programas nas ruas, vem a oferta de prótese de silicone nos seios. Os escolhidos para ir à Europa chegam a ser “transformados” em tempo recorde, apenas cinco meses, para não perder a temporada na zona do euro.
É fácil identificar os adolescentes recém-chegados. Além do corpo típico da idade, eles têm seios pequenos, produzidos por injeção de hormônios, e megahair. Testados inicialmente na periferia, os meninos são distribuídos nos pontos de prostituição de acordo com a aparência. Os considerados mais bonitos recebem investimento mais alto e vão trabalhar na área nobre da cidade. Na Avenida Indianópolis, recebem R$ 70 por um programa no drive in e R$ 100 se o programa for em motel. Nos outros dois endereços, o valor é bem mais baixo: entre R$ 30 e R$ 50 no drive in e R$ 70 a R$ 80 em motel.
Menores evitam ruas principais
Não faltam interessados. A partir de 17h, homens na faixa de 30 a 50 anos aproveitam o fim do expediente para, antes de seguir para casa, fazer programas rápidos com os transexuais na Indianópolis. Um furgão preto, com insulfilme, faz o transporte de vários transexuais. Mas, nesse horário de maior movimento, dificilmente os menores ficam à vista nas calçadas.
Por existirem há décadas, os pontos de prostituição de travestis são vistos com naturalidade pelos moradores de São Paulo. Afinal, se prostituir não é crime. Por isso, a rede criminosa se mistura aos transexuais mais antigos. Assim como eles recebem a proteção da Polícia Militar para não serem agredidos por grupos homofóbicos, os novos fios do novelo se entrelaçam, dando à rede de tráfico internacional de adolescentes o mesmo aparato de segurança e legalidade que é dado aos transexuais ditos “independentes”.
Em geral, os transexuais adolescentes ficam nas travessas, atrás dos grupos de maiores de idade, que ficam quase nus e são extremamente expansivos. Pacíficos, os dois grupos convivem bem com a vizinhança, exceto pelo constrangimento proporcionado pelos mais velhos (acima de 25 anos) sem roupa ou exibindo partes íntimas ou siliconadas.
Os adolescentes são mais discretos, menos siliconados e “montados”. A aparência de menina é mais natural. Os implantes de silicone nos seios são menores, num apelo direcionado aos pedófilos. Eles usam saias e shorts curtinhos, como M. e K., e podem ser facilmente confundidos com meninas.
Como na Indianópolis prostitutas e travestis dividem espaço, clientes são surpreendidos pela nova leva de jovens vindos de outros estados, de aparência cada vez menos óbvia.
Y., 19 anos, é um dos transexuais que fazem aumentar a confusão. Aos 15, foi levado a São Paulo pela rede de prostituição e pedofilia.
— A cafetina viu que eu era feminina e que ganharia muito dinheiro. Minha mãe assinou autorização para eu viajar, e vim de avião. Ficou preocupada, como toda mãe, mas deixou — conta.
Inicialmente, foi levado a trabalhar na Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista. Pagava R$ 20 pela diária na república, sem almoço.
— Quem não tivesse os R$ 20 tinha de voltar para a rua, não entrava enquanto não conseguisse — diz ele.
Mesmo sem ter sido transformada, já chamava atenção. Logo começou a faturar R$ 250 por dia. Aos 16 anos, recebeu “financiamento” para colocar prótese de silicone no seio. O implante foi feito por cirurgião plástico. Custou R$ 4 mil, mas Y. teve de pagar R$ 8 mil à cafetina, pois não tinha dinheiro para quitar à vista.
Y. diz que aceitou porque queria ficar feminina logo. Neste mercado, os seios são vistos como principal atributo. Quanto mais aparência de mulher, mais os clientes pagam. Agora, a jovem mora sozinha num flat e paga seu aluguel. Diz que divide o espaço da avenida tranquilamente e já não deve nada a ninguém. Faz entre seis e 10 programas por noite, afirma, enquanto lança olhares às dezenas de carros que passam rente à calçada, não se sabe se por curiosidade ou atração fatal.
O Globo
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Homens usam prostitutas porque 'sabem distinguir entre sexo e amor', diz estudo

Um estudo realizado na Espanha sugere que homens usam mais prostituição porque, ao contrário das mulheres, 'sabem distinguir entre sexo e amor'.
Segundo a pesquisa de dois anos da Universidade de Vigo sobre o perfil dos homens que usam prostitutas, o que eles valorizam no serviço é não ter que conquistar a mulher, nem ter que conversar com ela depois.
Para a maioria dos entrevistados, seria uma sorte poder receber dinheiro por praticar sexo. Mais de 90% dos entrevistados consideram as relações sexuais pagas uma necessidade.
"Analisamos as mudanças sociais dos últimos 30 anos e vemos a substituição do modelo patriarcal, do pai protetor-provedor pela volta do modelo 'falocêntrico', o colecionador de mulheres", disse à BBC Brasil a socióloga Silvia Pérez Freire, uma das autoras do estudo.
"O que motiva (o homem) a consumir serviços de prostituição é o desejo de fortalecer seu papel dominante. Ele acaba identificando o hábito como uma necessidade social".
A maioria dos usuários, um total de 80%, tem entre 30 e 40 anos e declarou ter vida familiar estável (com esposa ou namorada). A maior parte dos homens diz escolher a que seja menos parecida com a sua própria mulher.
A prostituição é o terceiro negócio mais rentável do mundo, depois dos tráficos de armas e drogas, de acordo com estatísticas divulgadas pelas Nações Unidas.
Ato social
O levantamento também concluiu que muitos homens entendem que ir em grupos aos prostíbulos é um ato social tão normal quanto um jantar de negócios.
Por isso muitos pagam as prostitutas com cartões de crédito das empresas para as quais trabalham.
"Essa cumplicidade faz com que a prostituição seja um sexo cômodo. Ninguém questiona nada e existe um pacto implícito sobre o que é feito dentro de um bordel. O que é dali, fica ali. Isso é um grande atrativo para políticos e pessoas influentes", disse à BBC Brasil a socióloga Águeda Gómez Suarez, co-autora do estudo.
"Diria até que se não houvesse este componente de aceitação social unido à conivência de cargos importantes de políticos a policiais, não haveria tantos bordéis."
Estereótipos
A pesquisa, feita pelo grupo Estudos Feministas da Universidade, foi transformada no livro Prostituição: clientes e outros homens, e tem três continuações previstas.
O estudo classificou os consumidores do sexo pago em quatro grupos básicos: o homo sexualis, o samaritano, o homo economicus e o homo politicus.
O primeiro se valoriza pela quantidade de sexo que pratica e pelo número de mulheres. O segundo procura uma prostituta que o escute e seja mais vulnerável que ele, abrindo espaço até mesmo para uma relação sentimental com ela.
O homo economicus busca emoções fortes e costumar misturar sexo com drogas. Já o homo politicus tem certo peso na consciência pelo que faz, mas não deixa de fazê-lo.
Os consumidores também classificaram as prostitutas em três categorias, que correspondem aos estereótipos mais requisitados: mulher fatal, mulher maternal e virgem.
A primeira, que corresponde a 70% da preferência dos homens, é alegre e está sempre disposta a realizar qualquer fantasia sexual. A maternal simula uma relação de casal mas, com a obrigação de consolar o homem pelos problemas que ele diz ter em casa.
Já a virgem é a confidente contratada até para relações sem sexo, onde o mais importante é ouvir e animar emocionalmente o cliente.
De acordo com o boletim da Associação de Proteção as Mulheres Prostituídas (Apramp), a Espanha lidera o ranking de consumo de prostituição na Europa: 39% dos homens já disseram usado pelo menos uma vez uma prostituta, seguida por Suíça, com 19%; Áustria, com 15% e Holanda, com 14%.
No relatório espanhol, os entrevistados responderam que são a favor de uma regulamentação do setor, mas apenas para que haja controle sanitário (a maioria requer realizar atos sexuais sem preservativos) e para que as prostitutas paguem impostos.
Segundo as estimativas oficiais, há cerca de 700 mil prostitutas na Espanha, a maioria imigrantes ilegais e com filhos.
BBC Brasil
Segundo a pesquisa de dois anos da Universidade de Vigo sobre o perfil dos homens que usam prostitutas, o que eles valorizam no serviço é não ter que conquistar a mulher, nem ter que conversar com ela depois.
Para a maioria dos entrevistados, seria uma sorte poder receber dinheiro por praticar sexo. Mais de 90% dos entrevistados consideram as relações sexuais pagas uma necessidade.
"Analisamos as mudanças sociais dos últimos 30 anos e vemos a substituição do modelo patriarcal, do pai protetor-provedor pela volta do modelo 'falocêntrico', o colecionador de mulheres", disse à BBC Brasil a socióloga Silvia Pérez Freire, uma das autoras do estudo.
"O que motiva (o homem) a consumir serviços de prostituição é o desejo de fortalecer seu papel dominante. Ele acaba identificando o hábito como uma necessidade social".
A maioria dos usuários, um total de 80%, tem entre 30 e 40 anos e declarou ter vida familiar estável (com esposa ou namorada). A maior parte dos homens diz escolher a que seja menos parecida com a sua própria mulher.
A prostituição é o terceiro negócio mais rentável do mundo, depois dos tráficos de armas e drogas, de acordo com estatísticas divulgadas pelas Nações Unidas.
Ato social
O levantamento também concluiu que muitos homens entendem que ir em grupos aos prostíbulos é um ato social tão normal quanto um jantar de negócios.
Por isso muitos pagam as prostitutas com cartões de crédito das empresas para as quais trabalham.
"Essa cumplicidade faz com que a prostituição seja um sexo cômodo. Ninguém questiona nada e existe um pacto implícito sobre o que é feito dentro de um bordel. O que é dali, fica ali. Isso é um grande atrativo para políticos e pessoas influentes", disse à BBC Brasil a socióloga Águeda Gómez Suarez, co-autora do estudo.
"Diria até que se não houvesse este componente de aceitação social unido à conivência de cargos importantes de políticos a policiais, não haveria tantos bordéis."
Estereótipos
A pesquisa, feita pelo grupo Estudos Feministas da Universidade, foi transformada no livro Prostituição: clientes e outros homens, e tem três continuações previstas.
O estudo classificou os consumidores do sexo pago em quatro grupos básicos: o homo sexualis, o samaritano, o homo economicus e o homo politicus.
O primeiro se valoriza pela quantidade de sexo que pratica e pelo número de mulheres. O segundo procura uma prostituta que o escute e seja mais vulnerável que ele, abrindo espaço até mesmo para uma relação sentimental com ela.
O homo economicus busca emoções fortes e costumar misturar sexo com drogas. Já o homo politicus tem certo peso na consciência pelo que faz, mas não deixa de fazê-lo.
Os consumidores também classificaram as prostitutas em três categorias, que correspondem aos estereótipos mais requisitados: mulher fatal, mulher maternal e virgem.
A primeira, que corresponde a 70% da preferência dos homens, é alegre e está sempre disposta a realizar qualquer fantasia sexual. A maternal simula uma relação de casal mas, com a obrigação de consolar o homem pelos problemas que ele diz ter em casa.
Já a virgem é a confidente contratada até para relações sem sexo, onde o mais importante é ouvir e animar emocionalmente o cliente.
De acordo com o boletim da Associação de Proteção as Mulheres Prostituídas (Apramp), a Espanha lidera o ranking de consumo de prostituição na Europa: 39% dos homens já disseram usado pelo menos uma vez uma prostituta, seguida por Suíça, com 19%; Áustria, com 15% e Holanda, com 14%.
No relatório espanhol, os entrevistados responderam que são a favor de uma regulamentação do setor, mas apenas para que haja controle sanitário (a maioria requer realizar atos sexuais sem preservativos) e para que as prostitutas paguem impostos.
Segundo as estimativas oficiais, há cerca de 700 mil prostitutas na Espanha, a maioria imigrantes ilegais e com filhos.
BBC Brasil
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

Um grupo de prostitutas irlandesas está fazendo uma campanha para combater preconceitos em relação à profissão.
Os idealizadores da campanha criaram pôsteres que mostram modelos sorrindo acompanhadas pela frase "I chose the job that suits my needs" (em tradução livre, "Escolhi o emprego que se adapta às minhas necessidades").
A ideia, segundo o site do movimento, é apresentar uma versão mais equilibrada e realista da profissão, sem vitimizar ou glamourisar homens e mulheres que optam pela atividade.
A campanha foi intitulada Turn Off the Blue Light (em tradução literal, Apague a Luz Azul) e é uma reação a uma outra, intitulada Turn Off the Red Light (Apague a Luz Vermelha), que pedia a criminalização para acabar com o tráfico de mulheres no país.
Preconceito
Segundo as organizadoras da campanha, tanto as representações negativas da prostituição quanto as positivas são nocivas.
"Por um lado, existe a imagem dos trabalhadores da indústria do sexo como mulheres abusadas, controladas por cafetões, vítimas de tráfico, desamparadas e escravizadas", diz o site.
"Esta é uma visão incrivelmente negativa do trabalho e não é realista".
Segundo o grupo, esse tipo de imagem é usado por entidades que fazem campanhas contra a prostituição para chocar o público.
"Isso diminui a autoconfiança das profissionais, encoraja o ódio à indústria do sexo e, o que é mais sério, passa uma mensagem para o público de que profissionais do sexo estão ali para ser abusadas".
No outro extremo está a imagem da "prostituta feliz", mostrando a profissão como uma forma glamourosa de ganhar muito dinheiro. Esta não é a experiência vivida pela grande maioria dos profissionais da área, diz o site.
Os pôsteres estão sendo oferecidos ao público em geral. A ideia é que simpatizantes da campanha distribuam os cartazes pelo país para informar a população.
Todos os cartazes tem textos que descrevem atividades cotidianas realizadas por uma mulher que, ao final, se revela como prostituta. Em um deles, é possível ler: "Eu preciso deixar meu filho no treino de futebol, pegar minha filha na aula de dança irlandesa, pagar minha hipoteca e minhas contas, e eu sou uma profissional do sexo."
"Temos certeza de que nossa campanha faz um retrato fiel da prostituição na Irlanda hoje, e esperamos que os pôsteres ajudem as pessoas a pensar de novo sobre como elas veem as profissionais do sexo", diz o site da campanha.
Legislação
A prostituição é uma atividade legal na Grã-Bretanha e República da Irlanda, desde que praticada por pessoas maiores de 18 anos.
No entanto, algumas atividades associadas à prostituição são proibidas, como oferecer serviços sexuais nas ruas.
Também é ilegal administrar bordéis.
Leis como essas teriam como objetivo colocar a responsabilidade sobre os que contribuem para a exploração comercial do sexo, isentando de culpa os que praticam a prostituição.
Segundo os organizadores da campanha Turn Off the Red Light, pelo fim da prostituição na Irlanda, essas leis não são suficientes e devem ser mudadas.
O grupo é uma aliança de várias ONGs que defendem direitos de imigrantes e de crianças e entidades de apoio a mulheres vítimas de violência. Entre elas, Barnardos, The Immigrant Council of Ireland e Rape Crisis Network of Ireland.
Em seu site, a aliança refuta a ideia de que a prostituição seja uma transação comercial inofensiva e consensual, entre adultos e cita os casos de vários países, entre eles, Suécia e Noruega, que optaram recentemente por criminalizar a compra (e não a oferta) do sexo - segundo a aliança, com resultados positivos.
BBC Brasil
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Câmeras flagram prostitutas drogando e furtando homem em SP
Crime ocorreu em praça de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
Suspeitas foram presas após levar dinheiro e aliança da vítima.
Câmeras da Prefeitura de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, registraram um grupo de prostitutas drogando e furtando um homem no banco de uma praça da cidade. As mulheres foram presas em flagrante, segundo informações do Jornal Hoje
O crime aconteceu na terça-feira (23), mas as imagens foram divulgadas apenas na quinta (25). O vídeo mostra a vítima conversando com uma garota de programa. A mulher aproveita a distração do homem e pinga algumas gotas de uma droga em uma lata de cerveja. Em seguida, ela tenta esconder o frasco na bota, mas não consegue e o coloca no bolso do casaco. A mulher mistura a bebida e oferece ao homem, que adormece após dois minutos.
Com a vítima caída no banco, a criminosa abre sua carteira e pega todo o dinheiro. Uma segunda mulher aparece. Ela vasculha a carteira e, como não encontra mais nada, tira a aliança e o relógio da vítima.
Uma terceira ladra procura e não encontra mais nada de valor. Uma delas retorna e pega o tênis. A ação durou cerca de dez minutos. O homem fica caído no chão até ser levado para um hospital. Depois do furto, as mulheres foram cercadas e presas.
A vítima ficou cerca de 12 horas sob o efeito da droga, misturada à cerveja. No depoimento, o homem disse que só se lembrava de ter tomado alguns goles da bebida, que estava mais amarga que o normal. Depois disso, ele simplesmente apagou. Foi a polícia quem contou a ele o que tinha ocorrido.
De acordo com o delegado Rubergil Violante, responsável pelas investigações, as ladras usam um sonífero que tem seu efeito potencializado pela ingestão de álcool. “Após cinco ou dez minutos, o sujeito já fica totalmente sem resistência nenhuma. Aí ele acaba dormindo e é lesado, furtado, roubado, despojado de todos os seus bens.”
G1
sexta-feira, 22 de julho de 2011
México tem lar para prostitutas idosas
No centro da Cidade do México, desde 2006 funciona um abrigo para prostitutas idosas, a Casa Xochiquetzal.
Enquanto novas, é fácil encontrá-las pelas ruas de La Merced, um dos principais pontos de prostituição da capital.
Cerca de 300 mulheres já passaram por aqui desde que a instituição abriu as portas, em 2006.
O abrigo oferece cama e três refeições por dia. Atualmente, 23 mulheres moram lá.
Algumas, trabalharam como prostitutas durante décadas.
Outras continuam na vida. Como Carmen, um septuagenária que pediu não ter o rosto fotografado ou filmado.
"De vez em quando faço um programa. Aqui, tenho tudo que preciso, mas quando quero um dinheiro a mais, tenho que trabalhar", afirmou.
A maioria das moradoras da Casa Xochiquetzal foi vendida muito jovens para redes de prostituição por seus pais ou maridos.
Depois de anos nas ruas, muitas chegam no abrigo sem dinheiro, doentes e sem documentos.
"Elas não podem competir no mercado atual, dificilmente conseguem um cliente por dia. Por isso, recebem muito pouco, cerca de 4 dólares por dia, o que significa escolher entre a comida ou uma cama para pernoitar", disse a diretora da Casa Xochiquetza, Rosalva Ríos.
Não existem números oficiais sobre prostitutas idosas na Cidade do México.
BBC Brasil
domingo, 10 de julho de 2011
EUA vão investigar caso de turismo sexual no Brasil

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando uma empresa americana por suspeita de explorar o turismo sexual no Brasil, segundo reportagem do diário americano The New York Times (NYT). O caso já havia sido denunciado pelo Jornal da Record em outubro de 2010.
A reportagem do JR mostrou que, na época, a Polícia Federal de Manaus havia recebido uma denúncia de que empresas que vendem pacotes de turismo de aventura e pesca esportiva na Amazônia no Brasil e nos Estados Unidos estariam promovendo orgias durante as viagens. Menores de idade estariam nos barcos de luxo para serem exploradas sexualmente por turistas estrangeiros.
A ONG (organização não governamental) Equality Now ajudou a abrir no mês passado um processo criminal na corte federal do Estado da Geórgia (sul dos EUA) contra Richard Schair - empresário do setor imobiliário e dono da empresa de viagens Wet-A-Line Tours (que fechou). Ela destacou que foi a primeira vez que a Lei de Proteção a Vítimas de Tráfico e Violência (aprovada em 2000 nos EUA) foi usada para um caso de exploração do turismo sexual.
Segundo o NYT, o caso foi aberto após a queixa feita por quatro mulheres brasileiras. Elas disseram ter sido forçadas, quando eram menores de idade, a trabalhar como prostitutas para americanos em expedições promovidas por uma empresa operada por Schair - uma delas teria 12 anos de idade quando foi submetida a esse trabalho.
Em outubro do ano passado, o JR revelou o caso de sete meninas de comunidades ribeirinhas no Estado do Amazonas. Todas eram menores quando o caso aconteceu, em 2004. Elas pensavam que iam trabalhar uma vez por semana por R$ 168 (US$ 100, em valores da época) e no final tinham que se submeter a favores e orgias. Imagens colhidas pela polícia mostram cenas da exploração.
O caso vem sendo investigado desde o ano passado pelo FBI, já que envolve cidadãos americanos. No Brasil, a Polícia Federal fez buscas nos barcos envolvidos - iates luxuosos, com várias cabines. O pacote vendido nos Estados Unidos custa R$ 7.580 (US$ 4.500, em valores da época), sem incluir o preço das passagens aéreas.
A investigação constatou ainda que a rota da "pesca sexual" funcionou entre 2000 e 2007. Ao menos 20 meninas foram vítimas - entre elas, cinco indígenas.
Passando à frente
A representante da Equality Now, Kristen Berg, disse que o Brasil está passando à frente da Tailândia como principal destino do turismo sexual. Ela disse que veio ao Brasil, acompanhada de advogados da empresa King & Spalding (que não está cobrando pelo serviço), para procurar testemunhas.
Na quinta-feira (8), Schair disse ao NYT por telefone que as alegações de seu envolvimento com turismo sexual são falsas e não entrou em mais detalhes.
O processo no Estado da Geórgia e a investigação do Departamento de Justiça seriam, segundo o diário americano, uma ramificação de um outro processo criminal aberto por Schair em 2007 contra outro operador de expedições pesqueiras à Amazônia, Philip Marsteller.
Na ação, Marsteller é acusado de dizer que Schair ofereceria prostitutas e drogas a seus clientes nas expedições - mas o réu nessa ação reforçou a acusação com testemunhos de meninas brasileiras e de ex-funcionários. O caso foi resolvido em 2008, com um acordo - no qual Schair pagou uma indenização simbólica. A partir desse caso, agentes federais americanos teriam começado a investigação de ligação de empresas americanas com o turismo sexual no Brasil.
Em 2009, a empresa de Schair foi intimada a entregar documentos - entre eles, listas de passageiros e clientes. Em dezembro do ano passado, a ex-mulher dele também teria sido mencionada no caso, após a descoberta de documentos que mostram que ela operava uma empresa que teria se envolvido em prostituição infantil no Brasil.
R7
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Rede de tráfico e prostituição de brasileiras é desbaratada nos EUA

A Justiça americana anunciou na terça-feira a prisão de cinco membros de uma suposta gangue que teria ajudado a traficar centenas de imigrantes ilegais – em sua maioria brasileiros – para os Estados Unidos.
Grande parte da “clientela” do grupo era composta por mulheres obrigadas a se prostituir nos Estados Unidos.
Nacip Teotonio Pires, de 47 anos, Rubens Da Silva, de 39, Sanderlei Alves Da Cruz, de 31, Francismar Da Conceição, de 36, e Claudinei Pereira Mota, de 34, foram presos entre sexta e terça-feira em operações policiais nas cidades de Newark, em Nova Jersey, Haverhill, em Massachusetts, e em Houston, no Texas.
Uma sexta suposta integrante da gangue, cujo nome foi identificado apenas como Priscilla L.N.U., foi indiciada com o grupo mas está foragida.
Prostituição
Segundo a Justiça federal do Estado de Nova Jersey, os seis cobrariam entre US$ 13 mil (R$ 20,6 mil) e US$ 25 mil (R$ 39,6 mil) para levar os imigrantes aos Estados Unidos, dependendo da rota de viagem e se a pessoa pagava adiantado ou em parcelas após chegar ao destino.
Muitas dessas pessoas eram mulheres jovens brasileiras obrigadas a trabalhar como dançarinas em clubes de stiptease ou como prostitutas para pagar as dívidas com a gangue.
De acordo com a acusação, a gangue obrigava os imigrantes a pagar ameaçando suas famílias no país de origem ou exigindo a transferência de títulos de propriedade de imóveis como garantia antes das viagens.
Eles teriam estabelecido duas rotas para o envio dos imigrantes ilegais a partir de São Paulo – uma via Cidade do México e outra pelo Caribe.
A investigação sobre o grupo inclui grampos autorizados nos celulares dos acusados, que interceptaram as negociações entre eles.
Segundo a Justiça americana, se os acusados forem considerados culpados, podem ser condenados a penas de até dez anos de prisão e multas de até US$ 250 mil.
BBC Brasil
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Homem de 61 anos é preso em motel com menina de 12 anos

RIO - Um homem foi preso em flagrante, na noite desta quarta-feira, dentro do quarto de um motel, na Rodovia que liga São Gonçalo a Itaboraí, com uma menina de 12 anos. Omero Mendes da Silva, de 61 anos, vai responder pelo crime de estupro de vulnerável.
Os policiais chegaram até o acusado após a mãe da adolescente comparecer na unidade policial pedindo ajuda, uma vez que sua filha estava com comportamento estranho e com dinheiro de origem duvidosa.
Na delegacia, a menina contou ter saído com um homem, que lhe pagava após os encontros. Foi feito o exame de corpo delito, confirmado que a adolescente já tinha tido relacionamento sexual. Os agentes, então, armaram o flagrante.
O Globo
sábado, 26 de março de 2011
Polícia prende uma menor na Gávea com disfarce de prostituta

Usando o disfarce de prostituta, Maria Eduarda Mendes, de 19 anos, montou uma "estica" de traficantes da Rocinha para vender drogas no Parque da Cidade, na Gávea. A denúncia chegou até policiais da 15ª DP (Gávea) que, na tarde desta sexta-feira, constaram a veracidade das informações.
Acompanhada de uma menor de 15 anos, a acusada estava com grande quantidade de maconha, cocaína e haxixe escondidos em uma bolsa. Ao perceber a ação dos policiais, Maria Eduarda tentou correr mas foi presa. A denúncia dizia que a droga, que era vendida principalmente para jovens de classe média, seria comercializada visando o feriado da Semana Santa.
O delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto investiga informação de que ela seria namorada de um traficante conhecido como Frajola, que seria braço-direito de Nem da Rocinha.
- Nos surpreendeu a quantidade de droga para apenas uma "estica". Ela usava o argumento de que era prostituta para vender o material - disse o delegado.
Acompanhada de uma menor de 15 anos, a acusada estava com grande quantidade de maconha, cocaína e haxixe escondidos em uma bolsa. Ao perceber a ação dos policiais, Maria Eduarda tentou correr mas foi presa. A denúncia dizia que a droga, que era vendida principalmente para jovens de classe média, seria comercializada visando o feriado da Semana Santa.
O delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto investiga informação de que ela seria namorada de um traficante conhecido como Frajola, que seria braço-direito de Nem da Rocinha.
- Nos surpreendeu a quantidade de droga para apenas uma "estica". Ela usava o argumento de que era prostituta para vender o material - disse o delegado.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Universitárias se prostituem para pagar a faculdade
Jovens de Ribeirão Preto chegam a ganhar de R$ 9.000 a R$ 15 mil por mês
Uma garota morena, bonita, não muito alta e com 22 anos. Assim é Sofia*, universitária do curso de moda em uma faculdade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que decidiu se prostituir para pagar a faculdade.
A difícil decisão foi tomada há seis meses. Ela realiza quatro encontros por dia, cobrando R$ 250 cada um. Por mês, ela recebe de R$ 9.000 a R$ 15 mil, segundo relata à reportagem.
Ela, como outras estudantes da cidade, vende o corpo para pagar o curso universitário. Em geral as jovens decidem se prostituir quando a família enfrenta problemas econômicos.
Esse é o caso de Juliana*. Ela veio do norte de Minas Gerais para estudar engenharia civil na mesma cidade. Quando os pais encontraram dificuldades financeiras, a prostituição foi uma saída.
- Coloquei um anúncio na internet. Meus clientes em geral têm uns 40 anos, são casados e insatisfeitos com a parceira. Por mês, eu consigo receber R$ 8.000.
Quase todas as jovens escondem a condição de prostituta tanto da família quanto dos amigos. Elas relatam que não querem ter essa vida para sempre.
Sofia pertence a esse grupo. Ela quer terminar os estudos, comprar uma casa e investir em novos caminhos da vida.
- Pretendo abrir meu próprio negócio. Também quero casar e ter filhos, por que não?
*Nomes fictícios
R7
domingo, 19 de dezembro de 2010
Três mulheres suspeitas de aliciar menores são presas em União dos Palmares
Com as acusadas foram apreendidos um computador e cópias piratas de vídeos pornográficos
Três pessoas foram presas hoje em União dos Palmares, suspeitas de aliciar menores para a prostituição. A polícia investiga se um juiz estaria envolvido no crime.
Policiais do Tigre prenderam Gisela Oliveira dos Santos, com ela foram apreendidos um computador e cópias piratas de vídeos pornográficos. Em seguida, Vanessa Epaminondas da Silva e Thais da Silva Costa, também suspeita de organizar festas de orgia, se apresentaram espontaneamente e foram encaminhadas para carceragem feminina, em Santana do Mundaú.
De acordo com a polícia, elas agenciariam menores de idade em encontros, chamados de “Festa das Amigas”. No convite fotos tendenciosas. “Tudo Leva a crer que foi prostituição infantil. Os indícios conforme o delegado titular são fortes” – afirma Edinaldo Marques, delegado de plantão.
Três pessoas foram presas hoje em União dos Palmares, suspeitas de aliciar menores para a prostituição. A polícia investiga se um juiz estaria envolvido no crime.
Policiais do Tigre prenderam Gisela Oliveira dos Santos, com ela foram apreendidos um computador e cópias piratas de vídeos pornográficos. Em seguida, Vanessa Epaminondas da Silva e Thais da Silva Costa, também suspeita de organizar festas de orgia, se apresentaram espontaneamente e foram encaminhadas para carceragem feminina, em Santana do Mundaú.
De acordo com a polícia, elas agenciariam menores de idade em encontros, chamados de “Festa das Amigas”. No convite fotos tendenciosas. “Tudo Leva a crer que foi prostituição infantil. Os indícios conforme o delegado titular são fortes” – afirma Edinaldo Marques, delegado de plantão.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Espanha prende policiais por ligação com prostituição de brasileiras

A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira um coronel, um delegado e um membro da polícia nacional (equivalente à Polícia Federal do Brasil) acusados de envolvimento com uma rede de prostituição de brasileiras.
As detenções desta manhã deram início à segunda fase da chamada Operação Carioca, iniciada no final de 2009, na qual já foram detidas mais de 50 pessoas.
Além do coronel José Herrera, chefe da Guarda Civil da província de Lugo (noroeste do país), já foram presos na operação o assessor do governo local, Jesus Otero, e funcionários públicos do departamento de imigração da província local.
A assessoria de imprensa da polícia nacional disse à BBC Brasil que ao menos “11 ou 12 militares de diversas patentes foram indiciados na organização”, que enviava mulheres brasileiras para cinco prostíbulos em Lugo.
Patrocínio esportivo
Segundo a polícia, a Operação Carioca foi desatada depois que surgiram suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de prostitutas brasileiras.
As primeiras investigações levaram à prisão do alto comando da Guarda Civil de Lugo, acusado de participar da quadrilha que seria chefiada pelo empresário José Manuel García e pelo policial civil Amando de Lorenzo.
Em agosto passado, uma série de incêndios nos prostíbulos investigados chamou a atenção dos detetives. “Estamos convencidos de que as explosões (de botijões de gás) foram provocadas. Muito provavelmente com a intenção de destruir provas”, disse um assessor de imprensa da polícia.
Além de realizar a lavagem de dinheiro por meio de empresas espanholas, a polícia acusa os indiciados de patrocinar pequenos eventos esportivos e festas populares.
Lutas de boxe, torneios de futebol na cidade de Ourense (próxima a Lugo) e as festas de São Froilán, padroeiro de Lugo, foram supostamente financiados pelos donos dos prostíbulos.
Cárcere privado
A quadrilha aliciava mulheres de diversos Estados brasileiros para trabalhar nos prostíbulos das cidades de Outeiro do Rei e Ribadeo, na província de Lugo.
De acordo com declarações das prostitutas, elas estavam sob cárcere privado, sofriam ameaças de agressões físicas e recebiam falsas promessas de regularização de seus documentos na Espanha.
Os detidos estão acusados de delitos contra os direitos dos trabalhadores, contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, indução à prostituição, tráfico de drogas, formação de quadrilha, porte ilegal de armas, agressão sexual, revelação de segredos de Estado e falsificação de documentos, entre outros.
Policiais e militares estariam também desrespeitando os estatutos internos de conduta e poderiam ser julgados por um tribunal especial.
A Operação Carioca ainda não foi concluída. Segundo a polícia, pelo menos um suspeito, cujo cargo e patente não foram divulgados, continua sendo procurado.
As detenções desta manhã deram início à segunda fase da chamada Operação Carioca, iniciada no final de 2009, na qual já foram detidas mais de 50 pessoas.
Além do coronel José Herrera, chefe da Guarda Civil da província de Lugo (noroeste do país), já foram presos na operação o assessor do governo local, Jesus Otero, e funcionários públicos do departamento de imigração da província local.
A assessoria de imprensa da polícia nacional disse à BBC Brasil que ao menos “11 ou 12 militares de diversas patentes foram indiciados na organização”, que enviava mulheres brasileiras para cinco prostíbulos em Lugo.
Patrocínio esportivo
Segundo a polícia, a Operação Carioca foi desatada depois que surgiram suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de prostitutas brasileiras.
As primeiras investigações levaram à prisão do alto comando da Guarda Civil de Lugo, acusado de participar da quadrilha que seria chefiada pelo empresário José Manuel García e pelo policial civil Amando de Lorenzo.
Em agosto passado, uma série de incêndios nos prostíbulos investigados chamou a atenção dos detetives. “Estamos convencidos de que as explosões (de botijões de gás) foram provocadas. Muito provavelmente com a intenção de destruir provas”, disse um assessor de imprensa da polícia.
Além de realizar a lavagem de dinheiro por meio de empresas espanholas, a polícia acusa os indiciados de patrocinar pequenos eventos esportivos e festas populares.
Lutas de boxe, torneios de futebol na cidade de Ourense (próxima a Lugo) e as festas de São Froilán, padroeiro de Lugo, foram supostamente financiados pelos donos dos prostíbulos.
Cárcere privado
A quadrilha aliciava mulheres de diversos Estados brasileiros para trabalhar nos prostíbulos das cidades de Outeiro do Rei e Ribadeo, na província de Lugo.
De acordo com declarações das prostitutas, elas estavam sob cárcere privado, sofriam ameaças de agressões físicas e recebiam falsas promessas de regularização de seus documentos na Espanha.
Os detidos estão acusados de delitos contra os direitos dos trabalhadores, contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, indução à prostituição, tráfico de drogas, formação de quadrilha, porte ilegal de armas, agressão sexual, revelação de segredos de Estado e falsificação de documentos, entre outros.
Policiais e militares estariam também desrespeitando os estatutos internos de conduta e poderiam ser julgados por um tribunal especial.
A Operação Carioca ainda não foi concluída. Segundo a polícia, pelo menos um suspeito, cujo cargo e patente não foram divulgados, continua sendo procurado.
Anelise Infante
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Educação promove seres livres da miséria, degradação e prostituição
Prostituição existe no país inteiro. Como a gente percebe, é a ignorância e miséria juntas. Depois vêm a droga e a prostituição, e aí a degradação. É fácil interromper esse ciclo vicioso. Falta querer.
O “Bom Dia Brasil” desta terça-feira mostrou Cingapura, um paraíso que há menos de 50 anos era um lugar pantanoso, pobre e sujo. Assim como a pujante Coreia do Sul há 60 anos era um lugar arrasado, com maioria analfabeta. Mas aí veio a vontade. Investiram em educação, uma educação que fez um futuro opulento.
Por que não querem educação por aqui? Por que fingem que estão investindo em educação se não investem em professores? Porque educação liberta da miséria, da dependência, do assistencialismo. Converte escravos de tudo em seres livres, e promove uma mudança. Aquela mudança da inscrição da bandeira do município de São Paulo: “Non Ducor Duco”, “não sou conduzido, mas conduzo”.
Na prostituição infantil do Nordeste, é bom combatermos os aliciadores, quem está promovendo isso, mas é preciso chegar às origens: a educação e formação. Pegando filhos, pais e professores e escolas. Coisa para revolução. Se os donos dos votos deixarem.
Bom Dia Brasil
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Menores se prostituem por R$ 30 em estradas do Nordeste

SÃO PAULO - Meninas se prostituem na beira de estradas, no interior de estados do Nordeste, por cerca de R$ 30. A rota da prostituição na região vai de Salgueiro, no Pernambuco, a Pena Forte, no Ceará. A conexão é intensa também entre o município pernambucano de Trindade e Marcolândia, no Piauí. E de Garanhuns, no Pernambuco, para Patos, na Paraíba.
A rota da exploração sexual de crianças e adolescentes não respeita a divisa entre os estados de Pernambuco e da Paraíba. E, se antes, o mapa da prostituição infantil era formado principalmente pelas capitais e sustentado pelo turismo sexual, hoje, a nova rota inclui cidades pequenas do interior marcadas pela miséria e por graves problemas sociais.
(Leia atambém: Bahia e Paraná têm maioria dos pontos críticos de prostituição de crianças e adolescentes em estradas federais )
Em um flagrante, um caminhoneiro estava com duas jovens. As imagens foram gravadas em uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal na Paraíba. Uma garota é menor de idade, o caminhoneiro mente:
- É tudo de maior aí. São todas maiores de idade. Elas ficam direto no posto - diz o caminhoneiro.
Uma das meninas diz:
- A outra é minha irmã. A outra vai fazer dezoito agora. Só eu que sou de maior, já vou fazer 21 -
A prostituição destrói a infância de muitas meninas. Uma da meninas, de 15 anos, disse que começou a fazer programas há três anos:
- Quando comecei a sair de casa, andar pelas ruas, eu ia, ainda virgem -
Exploradas sexualmente, algumas adolescentes também são seduzidas pelas drogas. Em geral, o crack e a maconha.
- Maconha misturada com crack - conta uma jovem.
Uma adolescente de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco tem 13 anos. Desde os 12, ela faz programas por R$ 30. Tão nova, ela já é acusada de aliciar outras meninas para a prostituição e foi encaminhada pela Justiça para uma unidade de recuperação no Recife.
- É difícil. Entra quem quer. Para sair, sei não - afirma.
- Muitas delas acontecem quando elas são abusadas na própria família, ainda na infância. E aí elas passam a ter transtorno de comportamento e aí se torna mais difícil essa recuperação. Principalmente quando não tem família, quando a família não é presente ou quando a família contribui pra que ela vá em busca de angariar dinheiro vendendo o seu próprio corpo - aponta a conselheira tutelar de Salgueiro (PE) Maria Aparecida.
A rota da exploração sexual de crianças e adolescentes não respeita a divisa entre os estados de Pernambuco e da Paraíba. E, se antes, o mapa da prostituição infantil era formado principalmente pelas capitais e sustentado pelo turismo sexual, hoje, a nova rota inclui cidades pequenas do interior marcadas pela miséria e por graves problemas sociais.
(Leia atambém: Bahia e Paraná têm maioria dos pontos críticos de prostituição de crianças e adolescentes em estradas federais )
Em um flagrante, um caminhoneiro estava com duas jovens. As imagens foram gravadas em uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal na Paraíba. Uma garota é menor de idade, o caminhoneiro mente:
- É tudo de maior aí. São todas maiores de idade. Elas ficam direto no posto - diz o caminhoneiro.
Uma das meninas diz:
- A outra é minha irmã. A outra vai fazer dezoito agora. Só eu que sou de maior, já vou fazer 21 -
A prostituição destrói a infância de muitas meninas. Uma da meninas, de 15 anos, disse que começou a fazer programas há três anos:
- Quando comecei a sair de casa, andar pelas ruas, eu ia, ainda virgem -
Exploradas sexualmente, algumas adolescentes também são seduzidas pelas drogas. Em geral, o crack e a maconha.
- Maconha misturada com crack - conta uma jovem.
Uma adolescente de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco tem 13 anos. Desde os 12, ela faz programas por R$ 30. Tão nova, ela já é acusada de aliciar outras meninas para a prostituição e foi encaminhada pela Justiça para uma unidade de recuperação no Recife.
- É difícil. Entra quem quer. Para sair, sei não - afirma.
- Muitas delas acontecem quando elas são abusadas na própria família, ainda na infância. E aí elas passam a ter transtorno de comportamento e aí se torna mais difícil essa recuperação. Principalmente quando não tem família, quando a família não é presente ou quando a família contribui pra que ela vá em busca de angariar dinheiro vendendo o seu próprio corpo - aponta a conselheira tutelar de Salgueiro (PE) Maria Aparecida.
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