quarta-feira, 23 de abril de 2014

DESTAQUE

Quem puder ajudar...

ola meu nome é Luciana Silva procuro Paulo Nunes de Andrade nascido em Bandeirantes PR , nascido no dia 05 de março de 1959,filho de Maria Nunes de Andrade e Olegario Alves Siqueira.
Quando o Paulo ainda era criança os pais se separaram e o pai fugiu com a criança e a mãe ate hoje não sabe nenhuma noticia do filho ,hoje o Paulo tem 55 anos quem souber alguma noticia por favor entre em contato comigo pelo email Luciana.pereira@live.com.pt .Obrigad

domingo, 20 de abril de 2014

Caso Bernardo: Assistente social diz que ajudou no crime em troca de R$ 96 mil prometidos por madrasta

Sigilo bancário foi solicitado para ver envolvimento do casal

RIO - Investigações nas contas bancárias dos três suspeitos na morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos, estão sendo feitas para provar que a assistente social Edelvânia Wirganovicz auxiliou a madrasta da criança, Graciele Ugliani, a matar Bernardo. Edelvânia admitiu, em depoimento, que ajudou no assassinato em troca de R$ 96 mil prometidos por Graciele para pagar uma dívida que contraiu para comprar um apartamento. As informações são do jornal “Zero Hora”.

A polícia desconfiava que o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, sabia do plano mas a hipótese perdeu força com o depoimento de Edelvânia negando a participação de Leandro.

– O Leandro não sabe, mas no futuro vai dar graças por se livrar do incômodo.

A investigação não descarta a possibilidade de Leandro ter ajudado a ocultar o crime quando soube, mesmo sem o ter planejado. O médico, no dia da morte, estava trabalhando em uma clínica particular e em um hospital da região.

A quebra de sigilo das contas do casal foi solicitada ver possíveis envolvimentos de ambos no caso.

– Se uma quantia próxima a R$ 96 mil ou uma grande quantia saiu da conta de Boldrini nos dias subsequentes ao assassinato do filho dele, pode significar que ele passou o dinheiro prometido a Edelvânia.

Dos 96 mil prometidos para Edelvânia, a assistente social só recebeu uma parte. No dia da morte de Bernardo, Edelvânia e Graciele foram até a clínica de Leandro. Os policiais acreditam que esta visita pode ter sido uma cobrança pelo dinheiro prometido.

O GLOBO

CRIME

Essa médica merece ser aplaudida em pé!

"Dilma, deixa eu te falar uma coisa!
Sou Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...

Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.

Por que comprei?

Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.

Você sabe o que é puxadinho?
Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?

Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?

Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.

Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.

Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...

Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...

Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.

Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...

Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?

Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?

De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?

A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.

Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!

E você sabe bem disso.

Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...

As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas...

Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!

O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!

Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.

Quer um conselho?

Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!

Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!

Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!

Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!"

(Fernanda Melo)

sábado, 19 de abril de 2014

Boa Páscoa

Cientistas brasileiros criam sistema capaz de detectar dengue em 20 minutos

Cientistas brasileiros desenvolveram um sistema capaz de detectar a dengue em apenas 20 minutos e com um custo menor do que os dispositivos atuais, um "grande" avanço em um país no qual só nos meses de janeiro e fevereiro foram registrados 87 mil casos.
Apesar da grande redução dos casos de dengue no Brasil durante os dois primeiros meses do ano - 80% menos que no mesmo período de 2013, segundo o Ministério da Saúde -, a doença continua na mira das autoridades de saúde, devido a seu efeito letal em alguns pacientes. Graças ao novo sistema, milhões de pessoas em todo o país poderão saber se têm dengue ou não, já que em muitas ocasiões os sintomas da doença são confundidos com os da gripe.


- Muito bom! Parabéns aos envolvidos no projeto! A luta contra a Dengue não pode parar!


Fonte: R7.com

Portal Wagner Montes

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Caso Bernardo: como identificar o pedido de ajuda de uma criança

Retração, agressividade, choro fácil e queda no desempenho escolar estão entre os sinais de que algo vai mal

A morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, chocou o Estado e o país. A Polícia Civil acredita que o menino tenha sido morto depois de receber uma injeção letal. Os principais suspeitos do crime são o pai do garoto, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Boldrini, e a amiga do casal Edelvania Wirganovicz. Eles estão presos.

Bernardo chegou a procurar o Fórum de Três Passos para reclamar de insultos recebidos da madrasta e da falta de interesse do pai. Na ocasião, não houve relato de violência física. A primeira notícia sobre o abandono afetivo do qual Bernardo seria vítima chegou à Promotoria da Infância e da Juventude em novembro passado, quando foi aberto expediente para apurar a situação familiar. O menino era alvo de comentários na cidade e frequentemente se hospedava na casa de amigos da escola.

Depois de conversar com Bernardo e confirmar as queixas sobre o pai e a implicância da madrasta, a promotora responsável pela apuração, Dinamárcia de Oliveira, preparou a ação judicial pedindo que a guarda do menino fosse dada para a avó materna. O juiz Fernando Vieira dos Santos optou por uma conciliação entre o pai e o garoto. Em uma audiência em 11 de fevereiro, Boldrini pediu uma chance para melhorar a relação com o filho. Em 13 de maio, pai e filho seriam novamente ouvidos.

Pedido de ajuda — "O caso de Bernardo foi excepcional. É raro uma criança procurar a Justiça para pedir a ajuda, mesmo em episódios graves de abuso", diz a psiquiatra Maria Conceição do Rosário, professora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Afinal, um dos principais sinais comportamentais de que a criança está sofrendo alguma privação emocional ou abuso sexual é a retração. "A criança se cala, não quer brincar e fica no canto dela." Outras evidências são episódios de agressividade (como bater em colegas), choro fácil e queda no desempenho escolar.

Os sintomas físicos também são claros: distúrbios do sono, como pesadelo e insônia, acompanhados de mudanças dos hábitos alimentares — a criança perde o apetite ou passa a comer mais do que o usual. Por fim, são indícios de que algo vai mal: fazer xixi na cama e reportar queixas físicas sem motivo aparente, a exemplo de febre, tremores, constipação e dor muscular. "Acordar com indisposição um dia ou outro é normal. Mas, se a mudança de comportamento se estende por mais de uma semana, é preciso ter uma conversa com a criança ou, se for o caso, procurar ajuda médica", diz Maria Conceição.

A partir dos seis anos, a criança tem discernimento para se comparar com as demais e entender se ela está sendo bem tratada ou não. Mas, como normalmente ela não se queixa, é preciso ficar atento aos sinais. "Se um professor ou pediatra notar uma mudança de comportamento em uma criança, é dever dele falar com os pais ou até mesmo procurar o Conselho Tutelar", diz Maria Conceição.

Carência perigosa
— Quando uma criança se sente afetivamente abandona pelos pais, ela costuma se apegar a qualquer pessoa que lhe dê atenção — e isso pode ser perigoso. "Ela fica vulnerável à ação de pedófilos em redes sociais, por exemplo", afirma a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo. De acordo com ela, as redes sociais são, hoje, a principal ferramenta de crianças e adolescentes para expor os seus sentimentos. Músicas, imagens e frases tristes podem ser um reflexo do que ela está vivendo. "Por isso, os pais e parentes precisam monitorar as atividades da criança ou do adolescente na internet."

Uma pessoa que sofreu abuso quando pequena pode carregar o trauma pelo resto da vida. "A maioria dos transtornos psiquiátricos tem como pano de fundo uma carência emocional na infância", afirma Ivete Gattas, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Upia. Quando adultas, essas crianças terão mais tendência à depressão e à ansiedade. "Claro que nem todos adultos depressivos ou ansiosos sofreram privação emocional na infância, mas essa relação é muito alta."

VEJA

Vacina contra o herpes zóster chega ao país neste mês

Nesta semana, chega ao país a primeira vacina contra o herpes zóster, doença causada pela reativação do vírus da catapora com a queda da imunidade e que atinge principalmente idosos.

O herpes zóster, também conhecido como cobreiro, não causa a morte e é pouco frequente –aparece em menos de 0,5% da população. Mas quem tem a doença passa por um sofrimento que não é desprezível. Quando surge, o herpes zóster causa bolhas em algumas áreas do corpo (geralmente no rosto, no pescoço e nas costas) e dores fortes. Na maior parte dos casos, as lesões e as dores vão embora.

O problema, porém, são as complicações que podem surgir após a doença. A mais comum é a neuralgia pós-herpética. A dor, causada por uma inflamação de um nervo, torna-se crônica e compromete bastante a qualidade de vida dos idosos.

O herpes zóster pode ainda causar complicações nos olhos, infecções bacterianas graves nas lesões e doenças como hepatite, pneumonite e meningoencefalite.

"Diante do sofrimento de quem desenvolve o herpes zóster, a imunização é bem-vinda. Vacinas não são exclusivas para crianças, o idoso também tem as suas", diz Renato Kfouri, presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Como a doença é mais comum na terceira idade, deve se tornar mais frequente no Brasil no futuro com o envelhecimento da população, de acordo com Rosana Richtmann, infectologista do hospital Emilio Ribas.

PARA QUEM?

A vacina, aplicada em dose única, já está disponível há dez anos nos EUA e é oferecida em outros países como Canadá, Reino Unido e Austrália. Mais recentemente, chegou ao México, à Argentina e à Colômbia.

Segundo os CDCs (Centros de Controle de Doenças) dos EUA, a vacina é considerada segura e não há relatos de efeitos graves. Em 30% dos casos, pode ocorrer dor temporária no local da aplicação e, mais raramente, dor de cabeça, febre e mal-estar.

Trata-se da mesma vacina contra a catapora, com vírus vivo atenuado, mas com uma quantidade maior de antígenos, já que a resposta imune de idosos costuma ser menor.

Na maioria desses países, a vacina é indicada para pessoas acima de 60 anos. No Brasil, ela foi aprovada a partir dos 50 anos.

Rosana Richtmann afirma que a resposta imune é maior entre os 50 e os 59 anos. "Quanto mais as pessoas aguardarem, menor será a proteção", afirma.

Já Rodrigo Lima, membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, diz que recomendaria a vacina apenas após os 60 anos, já que há mais estudos mostrando os benefícios a partir dessa idade.

Também não há consenso se pessoas que já tiveram herpes zóster devem tomar a vacina. Lima diz que é muito raro que a pessoa tenha a doença novamente. Já Kfouri afirma que isso pode acontecer.

Segundo os especialistas, não há previsão da disponibilidade da vacina na rede pública. "Os custos são elevados e seria preciso tirar recursos de outras áreas prioritárias", diz Guido Levi, vice-presidente da Sbim. Além disso, afirma, há um problema de disponibilidade, já que cada vacina contra o zóster usa 14 doses da vacina da catapora.

"Em resumo, para quem tem poder aquisitivo e não tem deficiências do sistema imune, a vacina vale a pena", diz Lima. Mas ele faz a ressalva de que a duração da imunidade não é muito longa –cerca de sete anos–, o que pode requerer uma dose no futuro, e que mesmo quem for vacinado poderá ter zóster, já que a vacina não garante proteção total.

FOLHA DE SP

segunda-feira, 14 de abril de 2014

ECA e Legislação

As crianças e adolescentes brasileiros são protegidos por uma série de regras e leis estabelecidas pelo país. Após anos de debates e mobilizações, chegou-se ao consenso de que a infância e a adolescência devem ser protegidas por toda a sociedade das diferentes formas de violência. Também acordou-se que todos somos responsáveis por garantir o desenvolvimento integral desse grupo.

Partindo dessa premissa, o arcabouço legal brasileiro traz vários instrumentos que designam os direitos das crianças e asseguram a sua proteção. O primeiro é a própria Constituição Federal Brasileira de 1988, que determina que haja "prioridade absoluta" na proteção da infância e na garantia de seus direitos, não só por parte do Estado, mas também da família e da sociedade.

A Constituição é o mais importante conjunto de normas de um país, que determina as atribuições e limites das instituições, os direitos dos cidadãos e os deveres do Estado. A Constituição, também conhecida como Carta Magna, é a lei suprema e fundamental do Brasil e se situa no topo de todo o ordenamento jurídico. Ou seja, nenhuma lei pode contrariar o que está determinado nela.

Para ser efetivada, os preceitos da Constituição devem ser transformados em leis. No caso da infância, a lei mais importante é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lei nº 8.069. Em vigor desde 1990, o ECA é considerado um marco na proteção da infância e tem como base a doutrina de proteção integral, reforçando a ideia de "prioridade absoluta" da Constituição.

No ECA estão determinadas questões, como os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes; as sanções, quando há o cometimento de ato infracional; quais órgãos devem prestar assistência; e a tipificação de crimes contra criança.

Para se aprofundar nos conteúdos do Estatuto, conheça o ECA Comentado e o Entendendo o ECA.

Trabalho infantil

A Constituição Brasileira (Artigo 7, inciso XXXIII) determina a "proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos". A única exceção é dada aos aprendizes, que podem trabalhar a partir dos 14 anos.

A aprendizagem está presente no ECA e é regulamentada pela lei nº 10.097 de 2000. A contratação nessa modalidade implica em carga horária reduzida, inscrição em curso de ensino técnico e atividades específicas que não sejam prejudiciais ao desenvolvimento do adolescente e não interfiram nos estudos regulares.

Entre os 16 e 18 anos, o adolescente já pode iniciar suas atividades de trabalho desde que não seja em horário noturno, nem em atividades perigosas, insalubres ou que estejam relacionadas no decreto 6.481, de 2008 conhecido como Lista TIP, que define as piores formas de trabalho infantil e que podem ser executadas apenas por pessoas com mais de 18 anos. A contratação deve se dar por meio de carteira assinada.

Ainda que a Constituição seja clara e incisiva na proibição do trabalho infantil, há juízes que emitem autorizações para que crianças e adolescentes trabalhem antes da idade permitida. Em 2011, foram 3.134 autorizações judiciais de trabalho. As ações dos juízes são fundamentadas por uma interpretação da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), legislação da década de 40, que prevê autorizações judiciais quando a "ocupação é indispensável à sua própria subsistência ou à de seus pais, avós ou irmãos". Entretanto, esse item da CLT contradiz a Constituição, que não abre exceções para o trabalho infantil, a não ser como aprendiz.

Convenções internacionais

O Brasil é signatário de importantes tratados de proteção à infância e sobre o trabalho infantil. No âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), o país aderiu à Convenção sobre os Direitos da Criança, que traz uma série de obrigações dos Estados signatários diante das crianças. Em relação ao trabalho infantil, ele é signatário dos mais importantes tratados sobre a questão proposta pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). São as Convenções 138, que determina a idade mínima para admissão no trabalho, e a 182, que traz a especificação das piores formas de trabalho infantil e pede ação imediata para sua erradicação.

promenino

sábado, 12 de abril de 2014

Mesmo com muitos obstáculos, conselheiro tutelar faz a diferença em periferia paulistana

“Predestinado” é o apelido de Valdison Pereira, nascido no Dia do Conselheiro Tutelar, em 18 de novembro de 1982. Na profissão desde 2011, tomou posse no cargo coincidentemente na mesma data. Formado em Direito, Pereira também é coordenador da Comissão Permanente de Acompanhamento de Medidas Socioeducativas dos Conselhos Tutelares, responsável por fazer acompanhamento na Fundação Casa — entidade responsável pelas unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei no estado de São Paulo.

Conselheiro tutelar de um bairro de periferia da capital paulista, com mais de 200 mil habitantes e marcado por deficiências nos serviços públicos, Pereira questiona as condições de trabalho do órgão que deve zelar pelos direitos das crianças e adolescentes. “É desumana a falta de estrutura que temos para o tanto de atendimento que fazemos. Tem dia que nem almoçamos ou trabalhamos até 12 horas seguidas”.

O Conselho Tutelar foi criado por meio do artigo 131 do ECA, que o define como um órgão permanente e autônomo; que deve agir sempre que os direitos de crianças e adolescentes forem ameaçados ou violados pela sociedade, pelo Estado, pelos pais, responsável ou em razão de sua própria conduta.

Depois de trabalhar em abrigos e em diversos órgãos da rede de atendimento, como o Centro de Referência da Criança e Adolescente (Creca), Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Pereira decidiu ser conselheiro tutelar porque quando tentava encaminhar os casos, dificilmente conseguia ou não eram resolvidos. “Eu pensava que os caras não queriam fazer, estavam de má vontade. Aí decidi eu mesmo me tornar conselheiro e fazer acontecer, mas cheguei aqui e vi que era outra realidade”.

Falta “tudo” onde não tem “nada”


Falta de vontade política e infraestrutura são os principais fatores destacados pelo conselheiro para explicar a precarização do trabalho e a pouca efetividade da rede de atendimento, de forma geral. “Isso é o que mais me incomoda”, diz enquanto aponta para sala ao lado, de onde é possível ouvir outros conselheiros em atendimento com as famílias. “As pessoas têm o direito ao sigilo, mas como a gente garante privacidade se não temos o espaço adequado para trabalhar?”, questiona da sala do Conselho Tutelar onde atua, dentro da subprefeitura de São Mateus, bairro da zona leste da cidade de São Paulo.

Apesar da lei federal 12.696, promulgada em julho de 2012, que altera quatro artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e dá direito à cobertura previdenciária, férias anuais remuneradas, licença-maternidade ou paternidade e 13º salário, a luta dos conselheiros pelos direitos garantidos no papel continua. “Ainda hoje, se perguntar para qualquer conselheiro tutelar se ele tem seus direitos sociais trabalhistas, ele vai te dizer que não tem”, revela Pereira. Em São Paulo, uma lei municipal aguarda aprovação para garantir tais direitos.

Somente nos distritos de São Rafael, São Mateus e Iguatemi, o número de habitantes ultrapassa os 400 mil para apenas dois conselhos tutelares. Realidade que contraria a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que determina que a cada 100 mil habitantes deve existir um conselho tutelar. As condições precárias de trabalho daqueles que são a base para fazer funcionar o Sistema de Garantia de Direitos são similares em todo o país. “No distrito do Iguatemi, por exemplo, Fundão, Jardim Limoeiro, que foi onde eu passei os 31 anos da minha vida, não tem nada, pouca coisa mudou. Não tem creche, centro cultural, as escolas que deveriam ser municipais são estaduais, não tem nenhum centro de atendimento ou área de lazer”, relata Pereira.

Mesmo com tantas dificuldades e desafios, o conselheiro percebe algumas melhoras nos últimos três anos e acredita que a rede de atendimento e o Sistema de Garantia de Direitos tenham potencial para funcionar melhor do que hoje. “Precisamos de muito investimento em política pública, atendimento, serviços, projetos, repasse de verbas, principalmente na região em que estamos. Se acabarem as organizações sociais de São Mateus, pode-se dizer que acaba o Sistema de Garantia de Direitos”.

“Acredito no que faço”


O conselheiro declara que sua maior motivação nesse trabalho é a satisfação em transformar a vida das pessoas e conta vários casos em que as famílias dão respostas positivas no atendimento. “Às vezes é um gesto pequeno, de atenção, diálogo e os devidos encaminhamentos. As pessoas voltam para agradecer, as crianças vêm trazer desenho, vemos amor e a gratidão onde não existia”. Além disso, o trabalho se dissemina e as pessoas passam a tomar conta de outras na comunidade, seja na ajuda direta ou com denúncias de vizinhos que maltratam seus filhos ou que precisam de intervenção.
Antes de se tornar conselheiro tutelar, Pereira era concursado, tinha benefícios trabalhistas, trabalhava menos e ganhava mais. Entretanto, não se arrepende de sua escolha: “Eu saí de lá para vir para cá, acredito no que faço e não penso em deixar a área social e de atender pessoas em situação de vulnerabilidade”.

Foi trabalhando na área social que o conselheiro viu sua atuação fazer a diferença e não se enxerga em outro lugar. “Com todas as dificuldades e com todos esses problemas, vejo as coisas acontecendo, se transformando para melhor, isso é o que compensa. Estou contente com o que eu faço, não me arrependo e sou feliz”, finaliza.

promenino

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo, diz ONU

Maceió está na quinta posição da lista da violência, seguida por Fortaleza, na sétima
Levantamento aponta 437 mil assassinatos em 2012; do total, 36% ocorreram nas Américas


RIO - O Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo. Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 aponta Maceió como a quinta cidade em homicídios por cada 100 mil habitantes. Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. A América Latina desbancou a África como a região mais violenta. Já Honduras é hoje o país com maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. O índice registrado naquele país aponta para o que os pesquisadores chamam de "situação fora de controle". O segundo país mais violento é a Venezuela, seguido por Belize e El Salvador.

De acordo com a pesquisa da ONU, foram assassinadas 437 mil pessoas em 2012, das quais 36% nas Américas, a maior parte na Central e na do Sul. O Brasil é o país com mais cidades na lista da violência, seguindo pelo México, com seis - ambos são os países mais populosos da América Latina. Venezuela e Colômbia têm três cidades e Honduras e Estados Unidos, duas. Além de Maceió, Fortaleza e João Pessoa, foram listadas pelo levantamento das Nações Unidas Natal (12ª posição); Salvador (13ª); Vitória (14ª); São Luís (15ª); Belém (23ª); Campina Grande (25ª); Goiânia (28ª); e Cuiabá (29ª).

Para os pesquisadores da ONU, o elevado índice de homicídios na América Latina está ligado ao crime organizado e à violência política, que persiste há décadas nos países latinoamericanos. A maior parte das mortes (66%) foram provocadas por armas de fogo. Os cartéis do narcotráfico mexicanos são citados como responsáveis pela violência também em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que integram rotas de distribuição de drogas que têm como destino os Estados Unidos. Já na Venezuela, os assassinatos são atribuídos à violência urbana.

Taxas de homicídios acima de 20 por 100 mil habitantes são consideradas pelos especialistas como graves. Em Honduras, são 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Já na Venezuela, a taxa chega a 53,7; em Belize, 44,7; em El Salvador, 41,2; na Guatemala, 39,9; na África do Sul, 31; na Colômbia, 30,8; no Gabão, 28; no Brasil, 25,2; e no México, 21,5. Países em conflitos têm taxas inferiores às da América Latina, como Iraque, no Oriente Médio, onde o índice registrado é de oito para 100 mil habitantes.

As cidades mais violentas do mundo são: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.

Taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil/hab

Segundo o estudo da ONU, cerca de 750 milhões de pessoas vivem em países com as maiores taxas de homicídio do mundo, o que significa que quase metade de todos os homicídios acontece nos países onde moram apenas 11% da população mundial. Europa, Ásia e Oceania, onde estão cerca de 3 bilhões de pessoas, as taxas de homicídios são consideradas relativamente baixas.

A taxa média de homicídios global é de 6,2 por 100 mil habitantes, mas o Sul da África e a América Central registraram mais de quatro vezes esse número, 30 e 26 vítimas por 100 mil habitantes, respectivamente, os números mais altos do mundo. Enquanto isso, com taxas cerca de cinco vezes menores do que a média global, Ásia Oriental, sul da Europa e Europa Ocidental registraram os níveis mais baixos de homicídio em 2012. Ainda de acordo com a pesquisa, os níveis de homicídios no norte da África, na África Oriental e em partes do sul da Ásia estão aumentando em meio à instabilidade social e política. Já a África do Sul apresenta tendência de queda das taxas de homicídio: os assassinatos caíram pela metade, de 64,5 por 100 mil habitantes em 1995 para 31 por 100 mil habitantes em 2012.

Os homicídios ligados ao crime organizado, gangues e facções representam 30% de todos os assassinatos da América, em comparação com menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania. Ainda que picos de homicídio estejam muitas vezes ligados a este tipo de violência, a América tem níveis de homicídio cinco a oito vezes maiores do que a Europa e a Ásia desde a década de 1950, aponta a ONU.

ONU confirma dados sobre violência divulgados por ONG mexicana

A pesquisa da ONU confirma dados sobre violência apresentados em levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC divulgado em março deste ano. Segundo a pesquisa mexicana, o Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16; e Maceió a quinta cidade mais violenta do mundo. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.

O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking. Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.

As brasileiras da lista mexicana

Maceió (5ª colocada) - 79,76 homicídios por 100 mil habitantes; Fortaleza (7ª) - 72,81; João Pessoa (9ª) - 66,92; Natal (12ª) - 57,62; Salvador (13ª) - 57,51; Vitória (14ª) - 57,39; São Luís (15ª) - 57,04; Belém (16ª) - 48,23; Campina Grande (25ª) - 46; Goiânia (28ª) - 44,56; Cuiabá (29ª) - 43,95; Manaus (31ª) - 42,53; Recife (39ª) - 36,82; Macapá (40ª) - 36,59; Belo Horizonte (44ª) - 34,73 e Aracaju (46ª) - 33,36.

O Globo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carta de uma mãe com Alzheimer para a sua filha

“Querida filha,
Ouve com atenção o que tenho para te dizer. O dia em que esta doença se apoderar totalmente de mim e eu não for mais a mesma, tem paciência e compreende-me. Quando eu derrubar comida sobre a minha roupa e me esquecer como calçar os meus sapatos, não percas a tua paciência.
Lembra-te das horas que passei a ensinar-te essas mesmas cois…as.

Se ao conversar contigo repito as mesmas palavras e tu já sabes o final da historia, não me interrompas e ouve-me. Quando eras pequena tive que te contar mil vezes a mesma historia para que dormisses.

Quando fizer as minhas necessidades em mim, não sintas vergonha nem fiques brava, pois não me posso controlar. Pensa em quantas vezes, quando eras uma menina, te limpei e te ajudei quando tu também não te podias controlar.

Não te sintas triste ao ver-me assim. É possível que eu já não entenda as tuas palavras, mas sempre entenderei os teus abraços, os teus carinhos e os teus beijos.

Desejo-te o melhor para a tua vida com todo o meu coração.tua mãe!”

Eu comovi-me com as palavras desta mãe. Espero que vos tenham inspirado.

Beijinhos,
Até já

Mónica

amulherequemanda

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Já basta!!!!!

Preciso da ajuda de todos vocês em nome daqueles que não podem se defender sozinhos. Preciso que vocês reverberem e amplifiquem esta denúncia nas redes sociais porque esta vai ser a luta dos cavaleiros que não esqueceram seu compromisso de amor e lealdade a seus animais contra o poder do dinheiro e da influência, que trata esses animais como cifras e objetos.

Na manhã deste sábado, 05 de Abril de 2014, dois cavalos morreram eletrocutados nas dependências da Sociedade Hípica Brasileira (SHB) e outros dois estão feridos em estado grave devido a um acidente com uma instalação elétrica precária. Os animais participariam do evento de abertura do calendário hípico da Feerj e foram alojados em baias improvisadas com fiação elétrica exposta. Cavalos, como os responsáveis pela SHB e pela Feerj certamente sabem, são animais irracionais e curiosos que não entendem o que é eletricidade e que representa perigo. Um deles mordeu o fio que pendia solto em sua baia, causando o curto circuito que vitimou os animais. Essa crueldade, esse descaso com a vida e segurança de seres vivos, não aconteceu nas ruas, não aconteceu em uma favela. Aconteceu na zona sul carioca, em um clube de elite e por isso tende a ficar impune.
Nós que vivemos com cavalos, sabemos que acidentes acontecem e é nossa responsabilidade para com esses animais que estejamos alertas para evitar esse tipo de fatalidade. Acontece que um acidente que se repete a cada ano não é mais um acidente. É descaso, é crime ambiental porque deixar fiação elétrica pendendo dentro de uma baia é nada além de negligência e desleixo. Quando você conhece um risco e o assume, existe o dolo não a fatalidade. A SHB expôs voluntariamente esses animais à dor e morte.

Expõe frequentemente e impunemente. Em 2013, durante o concurso de aniversário da SHB, cavalos também foram eletrocutados no mesmo cenário, sob as mesmas condições. O que aconteceu hoje foi uma tragédia anunciada, da qual a administração da SHB e a federação que deveria zelar prioritariamente pelo bem estar dos animais envolvidos em suas provas tentam se esquivar, como é de costume. Só no ano de 2013, um animal morreu de exaustão em uma prova chancelada da Feerj na SHB, outro teve uma parada cardíaca também por exaustão e outros foram eletrocutados com graus diversos de gravidade e agora, graças ao profundo descaso que estas instituições têm pelos seus cavaleiros e cavalos, dois tiveram uma morte dolorosa. Animais amados por seus donos, animais que deram a seus cavaleiros o melhor de si, seu esforço e confiança.

A Feerj, como sempre, alega que não pode fazer nada, embora conste do seu estatuto postura muito diferente. A SHB tentará novamente abafar este novo, reincidente, episódio de maus tratos e negligência. Cavaleiros e amazonas do Rio de Janeiro temem retaliações dentro dos órgãos a que estão filiados. Por eles, amigos e companheiros das pistas, pessoas decentes e honestas que amam seus animais, e pelos cavalos, que foram tirados de nós dessa forma brutal, eu peço a ajuda de vocês e vou ser sincera em meu apelo: não é a primeira vez que tentamos responsabilizar tanto a Feerj quanto a Sociedade Hípica Brasileira pelo que acontece em suas dependências e competições, e repetidas vezes, esbarramos no profundo silêncio com que nossas denúncias são recebidas devido ao poder da influência de seus membros. Quantos cavalos mais morrerão na SHB vítimas de exploração, maus tratos e descaso até que sua administração seja responsabilizada? Para que a morte brutal desses animais não esbarre novamente nesta barreira de silêncio e normalidade erguida em torno dessas instituições, é preciso que a denúncia alcance o maior número possível de pessoas, que lote as caixas de entrada de jornalistas e ouvidorias. Este é o meu pedido de ajuda, e estes são os animais que perderam a vida por causa do descaso da Sociedade Hípica Brasileira e da Federação que deveria protegê-los. “Não podemos fazer nada”, disse a Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Mas eu posso. E farei.

Isso é por eles e é só o começo, Sociedade Hípica Brasileira e FEERJ - Federação Equestre do Estado do Rio de Janeiro. Por eles
. — com Suzete Zete.

sábado, 5 de abril de 2014

O grito da vida é mais forte que o da morte

Os médicos consideravam que seu feto estava morto e queriam fazer o aborto terapêutico, mas a esperança de Maria foi maior

Ocorreu em Roma, e graças ao desejo que todos nós temos dentro do coração, especialmente as mães: viver e dar vida.

Aborto terapêutico

Maria, uma jovem mãe italiana, estava no terceiro mês de gravidez, mas, para os médicos do setor de pronto atendimento de San Giovanni Calibita Fatebenefratelli, seu filho estava morto dentro do útero. O único caminho parecia ser o aborto terapêutico. Segundo informou em 24 de março “Il Messaggero”, para eles o feto estava morto, o coração não batia na 5ª semana de gravidez, a ecografia era plana.

No entanto, o bebê nasceu em perfeito estado de saúde, no mesmo hospital.

Instinto materno e desejo de vida

Tudo isso só foi possível graças à “teimosia” da jovem mãe que, naquele dia, não quis se fiar do diagnóstico dos médicos da sala de emergências.

“Apesar dos exames e da ecografia, esse diagnóstico me pareceu apressado demais – comentou Maria – e, naquela noite, em casa, eu me informei e confirmei o que já havia intuído: que nem sempre as batidas do coração do feto são perceptíveis na quinta semana. Era melhor esperar, antes de optar pelos fármacos e pelo bisturi. Minha gravidez não foi planejada, mas eu amava o meu filho.”

A médica que a acompanha confirmou o acerto da sua decisão: “É verdade, o coração não está batendo, mas a gravidez ainda está no começo. Vamos esperar uma semana para ver se houve aborto interno ou não”.

Alguns dias depois, a ecografia acabou com todas as dúvidas: o embrião estava vivo e crescia. O diagnóstico dado no setor de pronto atendimento era incorreto.

Não à superficialidade com a vida

“Meu bebê nasceu no dia 2 de dezembro de 2013 – contou Maria. Pesava três quilos e meio. Foi parto normal. E cada vez que contemplo o meu filho, lembro do perigo pelo qual ele passou. Se eu não tivesse seguido o meu instinto, teria sido eu mesma a assassina do meu filho.”

Maria pede justiça e indenização por danos morais. “Uma ação legal não é apenas uma iniciativa justa, mas necessária. Não se pode ser superficial com a vida”, afirmou.

Aleteia

Morre no Rio o ator José Wilker

O ator José Wilker, de 66 anos, morreu esta manhã em sua casa no Rio de Janeiro. Ele deixa as filhas Isabel, Mariana e Madá Wilker. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se de infarto.

Votação começa com atentados em áreas isoladas no Afeganistão

Quatro eleitores ficaram feridos em uma explosão em um posto eleitoral na província de Logar
Mais de 350 mil afegãos foram convocados pelo serviço militar para impedir atentados
Cabul foi isolada do resto do país com cordões de segurança, postos de controle e bloqueios de estradas


CABUL — As primeiras horas de votação das eleições presidenciais no Afeganistão começaram neste sábado com registro de ataques em áreas isoladas, enquanto o país embarca em sua primeira transferência democrática de poder desde a queda do Talibã em 2001. Mais de 350 mil afegãos foram convocados pelo serviço militar para impedir atentados. A capital, Cabul, foi isolada do resto do país com cordões de segurança, postos de controle e bloqueios de estradas.

Quatro eleitores ficaram feridos em uma explosão em um posto de votação na província de Logar, no sudeste do país. Foi o ataque mais grave até o momento, numa disputa em que os insurgentes do Talibã prometeram boicotá, classificando-a de uma farsa apoiada pelos Estados Unidos. Na cidade de Kandahar, o berço da insurgência talibã, a atmosfera era tensa. Veículos não podiam circular e havia pontos de controle em todos os cruzamentos.

A polícia da província de Faryab disse que deteve um potencial suicida que tentava em seção eleitoral. Já em Ghazni, no sudeste, foram disparados uma série de projéteis, que caíram longe do centro de votação.

— Peço ao povo para demonstrar aos inimigos do Afeganistão que nada pode detê-los — disse Yousaf Nuristani, presidente da Comissão Eleitoral Independente (CEI ) depois de votar em Cabul.

Cerca de 12 milhões de afegãos vão às urnas em uma eleição com oito candidatos, incluindo os ex-ministros de Exteriores Abdullah Abdullah e Zalmay Rassul e o ex- ministro das Finanças Ashraf Ghani, que são apontados como favoritos.

O atual presidente Hamid Karzai não pode candidatar-se a um terceiro mandato, mas é esperado que ele exerça influência no governo por meio de políticos leais.

Os talibãs alertaram civis que seriam alvos de ataque se tentasse votar. A previsão era que pelo menos 10% dos centros de votação ficassem fechados por ameaças de segurança.

A maioria dos observadores internacionais deixou o Afeganistão após um ataque em um hotel em Cabul no mês passado. Uma fotógrafa veterana da Associated Press morreu e uma correspondente da mesma agência foi ferida nesta sexta-feira, quando a polícia abriu fogo contra as duas mulheres enquanto cobriam os preparativos para as eleições.

Agência de inteligência do país, a Direção de Segurança Nacional, informou que prendeu um homem e apreendeu lançadores de granadas, fuzis e uniformes da polícia em uma casa em Cabul horas antes do início das eleições

O GLOBO

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Qual será a melhor idade para o ser humano?

É comum se denominar melhor idade a que está acima dos cinquenta e oito anos.
Pessoas mais maduras costumam brincar, indagando: Melhor idade para quê? Para morrer, para ficar doente, ficar sozinho, para cair? E por aí vão, desfiando o rosário do que acreditam acompanhe aqueles que se encontram beirando a casa dos sessenta anos para mais.

Se perguntarmos, no entanto, às pessoas, qual consideram ser a melhor idade, as respostas variam ao infinito. Vejamos que, quando somos crianças, de um modo geral, ficamos ansiosos para crescer, ter mais anos somados à nossa idade porque isso significa maior independência.
Afinal, os irmãos mais velhos têm liberdade para fazer uma série de coisas que nos são interditadas. Com dez anos, poderemos andar no banco da frente do carro.

Com doze anos, teremos liberdade para assistir certos filmes.
Quando estamos na adolescência, desejamos galgar os degraus da juventude com presteza. Afinal, a juventude é o momento glorioso para os desafios serem vencidos, um a um: a faculdade, as viagens internacionais, a possibilidade de um emprego.
Em alguns momentos, ansiamos pela madureza porque olhamos aqueles que já concluíram os estudos universitários e estão triunfando em suas profissões.
Olhamos para os que têm certa estabilidade financeira e os invejamos. Os que já constituíram a família e desfrutam da alegria da maternidade e da paternidade. Ah, quando chegarmos lá!

É bem natural, também, que, em certas fases mais duras da vida ou de muitas cobranças e deveres, olhemos para os anos passados e expressemos: Eu era feliz e não sabia.
Que saudades da minha infância: sem maiores compromissos, sem ter tanta conta para pagar, sem ter que levantar tão cedo, todos os dias, para atender a agenda lotada.

Ou nos recordamos da juventude e lamentamos o tempo passado. Como era boa a juventude. Saíamos para dançar à noite e, no dia seguinte, aguentávamos o trabalho, sem maiores problemas.
Viajávamos nos finais de semana, para a praia, jogávamos futebol e, na segunda-feira, lá estávamos nós, no batente.
Somos assim mesmo: ora olhando para a frente, vivendo a ansiedade dos dias futuros. Ora contemplando o passado, que nos parece mais feliz do que quando por ele transitamos.

Então, qual será a melhor idade: a infância, a adolescência, a juventude, a madureza, a velhice?

* * *

Acreditemos:
a melhor idade é sempre aquela que estamos vivendo, com sabedoria, desfrutando minuto a minuto, dia a dia.
Cada fase tem seu encanto. A infância é o período dos folguedos, das brincadeiras despreocupadas, do amanhã risonho e pleno de fantasias.
A adolescência é o período das descobertas, das paixões que explodem pela manhã e morrem com o entardecer.
A juventude é o período das conquistas, as surpresas com o curso escolhido, o diploma conquistado arduamente, a carreira que se inicia, a constituição de um novo lar.
Na madureza, a carreira exitosa, os filhos crescidos, novos horizontes que se abrem.
E a velhice é a idade de gozar o aconchego dos netinhos, de realizar as viagens sonhadas em tantos dias, planejar ainda e sempre o amanhã.
Portanto, a melhor idade é aquela em que nos encontramos por ser a única sobre a qual podemos agir.

Por isso, vivamos intensamente o dia de hoje, com a nossa melhor idade.


Redação do Momento Espírita




quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cientistas descobrem substância que pode diminuir sintomas do autismo

Especialistas franceses conseguiram reprimir o distúrbio antes do nascimento em filhotes de ratos aplicando uma injeção de diurético nas mães

Paloma Oliveto
O mal é tão desconhecido que sequer existe concordância sobre o número de pessoas afetadas mundialmente. Não se sabe das causas e nem há tratamento padrão. Nos últimos anos, contudo, as pesquisas sobre autismo avançaram, revelando, por exemplo, diversos genes que têm implicação com esse distúrbio do desenvolvimento, caracterizado principalmente pelo isolamento social. Agora, uma série de importantes descobertas foi publicada na revista Science por um grupo de pesquisadores franceses. Elas foram consideradas um passo importante em direção à compreensão do autismo e, por fim, à cura do transtorno.

Além de observar, pela primeira vez, a atividade de neurônios de embriões de ratos programados geneticamente para desenvolver o problema, os cientistas foram capazes de reverter os sintomas antes do nascimento dos animais, aplicando uma injeção nas mães. Previamente, a mesma equipe havia conseguido diminuir a severidade do autismo e da síndrome de Asperger (um tipo de autismo) em crianças usando a mesma droga. A descoberta ainda não vai beneficiar diretamente os humanos, pois muitos testes precisam ser feitos antes disso, mas os resultados animaram os cientistas, que acreditam ter encontrado o caminho certo em busca de terapias eficazes contra o transtorno autista.

Das poucas coisas que se sabe sobre esse distúrbio é que ele se desenvolve muito cedo, ainda na fase embrionária. Por motivos desconhecidos, os neurônios passam a se comportar de maneira diferente, provocando danos irreversíveis ao cérebro. Por volta dos três anos, a criança começa a exibir os sinais do autismo — é quando a maioria dos pais vai aos consultórios médicos atrás de uma resposta. Na pesquisa, os cientistas constataram a necessidade de iniciar o tratamento o mais cedo possível para evitar que esses sintomas se desenvolvam — os mais conhecidos são déficit de atenção, baixa reciprocidade social e comportamentos repetitivos. Uma dificuldade para isso é que, mesmo se comprovada em humanos a eficácia da substância usada no estudo, não existem testes de detecção do autismo durante a gestação.

Tratamento com bumetanida também é testado em crianças

Em uma coletiva de imprensa, Yehezkel Ben-Ari, pesquisador da Universidade de Aix-Marseille, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, e principal autor do estudo, explicou que, em 2012, uma investigação clínica mostrou que a substância bumetanida reduziu a gravidade de sintomas em 60 pacientes com idade entre três e 11 anos, com poucos efeitos colaterais.

Durante três meses, as crianças tomaram um diurético para diminuir os níveis intracelulares de cloreto, um importante composto orgânico encontrado no corpo. Em quantidades anormais, porém, ele está associado a deficiências nas redes de neurônios — pesquisas anteriores indicam que o problema também tem relação, por exemplo, com a epilepsia. No fim, 75% dos meninos apresentavam sintomas mais amenos, o que foi constatado por meio de três escalas comportamentais utilizadas globalmente para averiguar a taxa de severidade do autismo.

Como exemplo, os pesquisadores citaram um paciente de seis anos que apresentava baixa habilidade linguística e pouca interação social, era hiperativo e exibia um tratamento combativo. Depois de três meses de tratamento, os pais, professores e enfermeiros do hospital onde eles se tratava, além de amigos da escola, disseram que o garoto estava mais participativo. A atenção dele havia melhorado, assim como o contato visual, que é pobre em pessoas com esse distúrbio.

— Apesar de não ser um tratamento curativo, o diurético reduziu a severidade do autismo na maior parte das crianças — destacou Ben-Ari.

A substância foi patenteada pelo instituto de pesquisa francês Neurochlore, que financiou o estudo publicado na Science.

Sintomas amenizados


Em um segundo teste, os cientistas investigaram se, aplicada diretamente nos roedores depois do nascimento, a substância também poderia tratar o autismo. Esses animais, que já exibiam sinais da doença, apresentaram redução dos sintomas.

— Conseguimos comprovar que a bumetanida é eficaz e que, quanto mais cedo iniciado o tratamento, maior o potencial preventivo — diz o pesquisador.

— Dada a ênfase cada vez maior à necessidade de detecção precoce do distúrbio do espectro autista e à descoberta de seus biomarcadores, a possibilidade de tratamento pré-natal com um agente como a bumetanida é uma possibilidade sedutora de prevenção ou terapia precoce — acredita Susan Connors, neurologista do Hospital Geral de Massachusetts.

Ela observa, contudo, que, para isso acontecer, será necessário primeiramente desenvolver métodos confiáveis e seguros de identificação da doença em fase embrionária.

Yehezkel Ben-Ari ressalta que ainda não está na hora de pensar em desenvolver tratamento pré-natal para o autismo, pois a doença tem diversos aspectos que ainda precisam ser investigados a fundo.

— Para tratar, é necessário entender como o cérebro se desenvolve e de que forma mutações genéticas e fatores ambientais modulam a atividade cerebral dentro do útero — pondera.

Ação dos cloretos


Se nos pacientes humanos não se pode falar em cura, no experimento realizado com ratos, a bumetanida eliminou qualquer sinal de autismo antes do nascimento dos animais. Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo, explica.

— Durante toda a fase embrionária, os neurônios contêm altos níveis de cloretos. Como resultado, o GABA, principal mensageiro químico do cérebro, excita os neurônios durante essa fase, no lugar de inibi-los. Isso é importante para a construção do órgão — explica Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo.

Mas depois, quando o cérebro já está consolidado, a concentração de cloretos dentro das células cai. Com base nas observações, os pesquisadores desenvolveram modelos de ratos com autismo para checar se o cloreto também poderia estar associado a esse tipo de transtorno. Logo após o nascimento, exames indicaram que as taxas continuavam anormalmente altas. Isso não é comum porque, no momento do parto, a mãe libera um hormônio, a oxitocina, que regula a ação do neurotransmissor GABA. Nos ratinhos testados, nem mesmo essa substância consegue acalmar a superexcitação dos neurônios. A bumetanida, contudo, é capaz de reproduzir o efeito da oxitocina.


Zero Hora

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Esquartejador de Higienópolis: família faz reconhecimento de cabeça encontrada na Sé

Confirmação da identidade da vítima depende de exame de DNA

A família de um homem desaparecido procurou o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) na terça-feira (1º). Eles queriam saber se o parente sumido pode ser a pessoa que foi encontrada esquartejada em Higienópolis e na Sé, regiões do centro de São Paulo. Os familiares levaram uma foto do homem de cerca de 55 anos.

Segundo informações iniciais da polícia, a imagem seria muito parecida com o retrato computadorizado feito da cabeça, que ainda não foi divulgado. Entre as características similares entre as duas imagens estão o bigode, o cabelo e a sobrancelha. Pelo menos outras oito famílias procuraram a polícia em busca de parentes desaparecidos, mas essa foi a primeira vez que as características entre o desaparecido e a pessoa esquartejada combinaram.

No entanto, só será possível saber se esse homem desaparecido é o esquartejado de Higienópolis após um exame de DNA, que deve ficar pronto até sábado.

O caso

Um mendigo vasculhava um lixo na esquina das ruas Sergipe e Sabará, por volta de 9h de domingo (23), quando encontrou as primeiras partes do corpo — pernas e braços. Os dedos das mãos teriam sido cortados para dificultar a identificação da vítima.

Esquartejador de Higienópolis: Polícia Civil foca investigação na região do Brás

Mais tarde, às 12h30, o tronco, que estava envolto em um vestido, foi encontrado, também em sacos de lixo, dentro de um carrinho de feira entre a rua Mato Grosso e a rua José Eusébio, junto ao Cemitério da Consolação. A pele foi aparentemente retirada para evitar o reconhecimento de tatuagens ou sinais. Pouco tempo depois, na rua da Consolação, também perto do cemitério, foram encontradas as coxas envoltas em saco plástico, amarrados com durex e fita crepe.

A cabeça também foi encontrada por um morador de rua na praça da Sé. Ele procurava comida na região quando encontrou o saco com a cabeça dentro.

R7

Cientistas põem fim ao mistério das listras nas zebras

Característica representa uma evolução que ofereceu aos animais proteção contra moscas portadoras de doenças, diz estudo

CALIFÓRNIA (EUA) - Cientistas americanos garantiram a descoberta do mistério que envolve uma das questões mais intrigantes do mundo animal: por que as zebras são listradas? Charles Darwin e o naturalista Alfred Russel Wallace já debateram o assunto há 120 anos. Desde então, diversas hipóteses foram levantadas.

Uma equipe da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisou todas essas teorias e concluiu que as listras evoluíram ao longo do tempo para proteger os animais das atenções indesejadas de moscas portadoras de doenças, aponta o jornal britânico “The Independent”.

Para chegar a esse resultado, a equipe pesquisou cinco hipóteses diferentes - apontadas em estudos anteriores. Entre elas estão as ideias de que as listras poderiam ser uma forma de camuflagem, uma maneira de confundir predadores, um mecanismo para manter o calor no organismo, ou até mesmo uma característica para a socialização entre os animais.

O grupo mapeou a localização geográfica de sete espécies de zebras, cavalos e asnos, e suas subespécies, analisando a largura, localização e intensidade das listras. O passo seguinte foi comparar os locais onde esses animais viviam com outros fatores, como a presença de florestas, os predadores, temperatura e a presença de insetos que picam, como a mosca tsé-tsé e a Tabanidae.

- Havia uma quantidade maior de áreas do corpo dos animais cobertas de listras em regiões em que eles eram mais incomodados pelos insetos - afirmou ao “The Independent” Tim Caro, professor de biologia da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo.

O resultado foi publicado nesta terça-feira na revista científica “Nature”. Para os autores, o próximo passo na solução desse enigma evolutivo consiste em entender porque as moscas evitam superfícies listradas.


O GLOBO