sábado, 20 de setembro de 2014

Bebê faz gesto de roqueiro e vira sucesso na web


A filha recém-nascida do vocalista de uma banda de metal vem fazendo sucesso na internar após mostrar que leva o estilo musical no sangue com uma foto inusitada.

A japonesinha apareceu mamando enquanto faz o gesto típico de amantes do rock com as duas mãos. O pai músico compartilhou a foto nas redes sociais e logo ela se tornou uma sensação.

Após alguns internautas questionarem como a bebê fez o gesto, o cantor contou que ele mesmo colocou as mãos da filha naquela posição para a foto.

REDETV

Meningite eosinofílica: fique alerta à doença transmitida por caramujo

Estudo nacional mostra que, nos últimos anos, houve registros desse tipo de meningite em diversas regiões do Brasil. Saiba mais sobre a doença e as maneiras de se prevenir contra ela.

Você já ouviu falar na meningite eosinofílica? Diferente de outras meningites - causadas por vírus ou bactérias - essa doença é caracterizada por uma infecção provocada principalmente por parasitas. Um dos maiores responsáveis pelo problema é o Angiostrongylus cantonensis, um verme originário do continente asiático, transmitido por crustáceos e moluscos. De acordo com um estudo publicado em junho de 2014 na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, o primeiro relato brasileiro desse tipo de meningite decorrente do Angiostrongylus foi feito em 2007. Desde então, houve 34 casos confirmados em pacientes de Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, sendo que um deles resultou em morte. Os cientistas acreditam que essa distribuição se deve, especialmente, à disseminação do caramujo-gigante-africano pelo território nacional.

O intuito da pesquisa, segundo os autores, é alertar profissionais de saúde para essa versão da doença. "Todos estão muito preocupados com as meningites virais e bacterianas e não conhecem outras possibilidades que, embora mais raras, podem se tornar comuns", alerta Carlos Graeff-Teixeira, professor de parasitologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e um dos líderes da investigação.

Sintomas


A meningite eosinofílica se manifesta da mesma forma que as outras versões da doença. "O paciente pode apresentar dor de cabeça, febre, vômito e rigidez na nuca", informa o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo.

Tratamento

Assim como a meningite viral, a cura da eosinofílica é espontânea. "Não existe um remédio que seja capaz de matar o verme", conta Graeff-Teixeira. Por isso, o que se faz é observar o quadro e receitar medicamentos que amenizem os sintomas, como analgésicos e corticoides.

Prevenção

Entre as principais medidas para evitar a meningite eosinofílica estão os cuidados com a alimentação. É fundamental lavar muito bem frutas e verduras, pois eles podem ser contaminados pelo muco de caramujos infectados pelo Angiostrongylus cantonensis. Por isso, antes de levar a alface ou a maçã à boca, é preciso higienizá-las corretamente. "Deixe os alimentos imersos em 1 litro de água com 1 colher de sopa de água sanitária, por uma hora", prescreve o professor da PUC-RS. Em seguida, lave-os em água corrente.

Outra atitude fundamental é lavar bem as mãos depois de tocar moluscos terrestres, como os caramujos. Isso vale principalmente para crianças, que têm mais risco não só de ter contato com esses animais, mas também de colocar a mão na boca após tocá-los.

mdemulher

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SENTENÇA DE ROGER ABDELMASSIH


16ª Vara Criminal



Vistos, etc.

ROGER ABDELMASSIH, qualificado nos autos, foi denunciado como incurso no artigo 213, “caput”, por 56 (cinqüenta e seis) vezes, sendo 04 (quatro) delas em combinação com o artigo 14, inciso I, c.c. artigo 69, do Código Penal, em consonância com a lei 12.015/09 e 8.072/90, porque, no período compreendido entre 1995 e janeiro de 2008, nas dependências da Clínica e Centro de Pesquisa em Reprodução Humana Roger Abdelmassih, na Rua Maestro Elias Lobo, nº 805, Jardim Paulista e, após junho de 2004, situada na Avenida Brasil, nº 1085, Jardim Paulista, praticou as seguintes infrações penais, contra mulheres, pacientes de sua clínica, com exceção de uma delas que era funcionária (ofendida “01”), que realizavam tratamento de fertilização “in vitro”, que tem em uma das etapas, a retirada de óvulos, com aplicação de sedação. O denunciado constrangeu ou tentou constranger as vítimas, sempre mediante violência real, a praticar ou permitir que com elas praticasse atos libidinosos diversos da conjunção carnal, com

16ª Vara Criminal



exceção das vítimas designadas “A”, “23”, “37”, pois em relação a elas constrangeu-as à conjunção carnal. A denúncia foi apresentada em trinta e nove itens referentes às trinta e nove vítimas, conforme segue:

1- Em 2002 constrangeu a ofendida “23”, à conjunção carnal. Na quarta tentativa de fertilização, depois de sedada, ao recobrar os sentidos, foi surpreendida com o denunciado masturbando-a com os dedos sob a camisola hospitalar. Foi para sala de repouso e o réu a empurrou, com força física, contra a parede, colocando uma de suas pernas entre as dela, passando então a lambê-la na região dos seios e a beijar-lhe de forma lasciva na boca. Bradava para que ela segurasse seu órgão genital. Forçou a abertura das pernas da ofendida e com ela manteve conjunção carnal.

2- No primeiro semestre de 2002 e do ano de 2005, por duas vezes, constrangeu a ofendida “39”. Durante uma das consultas, em 2002, no interior de sua sala, aproximou-se da vítima e, com uma das mãos, agarrou-a pelo rosto, impediu a resistência, impondo-lhe lascivo beijo na boca. Empurrou a ofendida contra uma estante, imobilizando-a mediante prevalência física, passando a acariciá-la por diversas regiões do corpo, além de forçá-la a colocar uma de suas mãos em seu órgão genital. Em 2005, na última tentativa do plano, durante uma das consultas, no interior do consultório, valendo-se de força física, agarrou a ofendida, imobilizando-a e arrastando-a contra a parede da sala. Na seqüência, colocou um dos seus joelhos entre as pernas da ofendida e forçou-a a manipular seu órgão genital, além de lançar-lhe libidinosas carícias pelo corpo.

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3- Em 1995, constrangeu a ofendida “A”, à conjunção carnal, após a aspiração dos óvulos. O denunciado, valendo-se da ação do sedativo e de sua predominância física, sentou a ofendida sobre a cama e, segurando-lhe fortemente pelos braços, impôs-lhe atos libidinosos diversos da conjunção carnal. Através de sua prevalência física, com a vítima ainda inerte sobre a cama, deu-lhe beijos e segurou-a fortemente pelos braços, levantou sua camisola hospitalar e consumou a conjunção carnal.

4- Em 16 de janeiro de 2008, constrangeu a ofendida “01”, recepcionista da clínica, chamada ao seu consultório. Ele foi ao encontro da vítima, puxando-a e imobilizando-a pelos braços, desferindo-lhe lascivo beijo na boca. A vítima tentou reagir, porém, manteve-se subjugada pela predominância física do denunciado, constrangendo-a a satisfazer sua libido.

5- Em 1999, constrangeu, por duas vezes, uma consumada e outra tentada, a ofendida “C”. Após a aspiração dos óvulos, na sala de recuperação, a vítima foi imobilizada pelo denunciado, que debruçou seu corpo contra o dela, abraçando-a, fez carícias no corpo da vítima, nas partes íntimas, beijos na boca com a introdução de língua, puxou uma das mãos da ofendida, impondo-lhe a aproximação até o seu pênis. Quando realizou a transferência de embriões, após o procedimento, segurou fortemente a vítima pelo queixo, tentando beijá-la, mas não logrou êxito.

6- No segundo semestre de 1999, constrangeu a ofendida “12”. O denunciado aproximava-se e apalpava os seios da vítima, em conduta desconexa com o exame de ultrassom que ofendida realizava, em

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posição ginecológica. Após a coleta de óvulos, na sala de recuperação, o denunciado, além de contar com a fragilidade decorrente do procedimento, impôs-se fisicamente sobre a vítima, debruçando-se sobre o seu corpo e impondo-lhe beijo na boca. A vítima desvencilhou-se de seu agressor tentando abrigar-se no banheiro. Ele a agarrou pelos braços e submeteu-a a novo beijo lascivo.

No dia seguinte ao constrangimento acima, a ofendida retornou a clínica, por apresentar quadro de inchaço. Estava na sala de reuniões, quando o denunciado se aproximou, fechou a porta e foi em sua direção para abraçá-la. Em reação, a vítima o empurrou.

7- No final do mês de novembro de 1999, constrangeu a ofendida “04”. A ofendida detectou comportamento atípico do médico, que a cumprimentava com beijos no rosto, porém, passando-lhe a língua. Após a coleta de óvulos, permaneceu na sala de repouso, para se recuperar dos efeitos da anestesia e das cólicas e não tinha sangramento. O denunciado aplicou-lhe uma medicação endovenosa, ela perdeu a consciência e, ao recobrá-la, sentia intensa dor, da região anal, diversa da até então experimentada e que tinha sangramento. Nos dias subsequentes procurou um gastroenterologista, que diagnosticou a presença de ferimentos na região anal, incompatíveis com qualquer tipo de sonda retal, sinalizando que o problema seria de cunho sexual.

Ao retornar à clínica, foi conduzida para a sala de reuniões, onde foi recebida pelo denunciado que se aproximou e, valendose de sua predominância física, encurralou-a contra a parede da sala e constrangeu-a a permitir carícias em suas pernas. Além disso, após segurarlhe fortemente pela nuca, passou a beijá-la na região do pescoço.

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8- No final de 1999 e início de 2000, mediante violência real, constrangeu a ofendida “34”, por duas vezes. A vítima estranhou o comportamento do médico, pelos beijos na face acrescidos de “passadas” de língua e abraços a demonstrar sua excitação. No dia da coleta de óvulos, enquanto se recuperava do procedimento anestésico, aproximou-se e lançou um beijo na boca da paciente, além de acariciá-la com as mãos sob a camisola hospitalar. A vítima empurrou o denunciado, que colocou-a em pé e, mediante violência física, consistente em segurá-la pelas costas e forçá-la pela nuca, impôs-lhe lascivo beijo.

9- No primeiro semestre de 2000, em duas oportunidades distintas, atuando com desígnios autônomos, constrangeu a ofendida “30”. A vítima esteve na sala do réu, que foi em direção à vítima, agarrou-a fortemente pelos braços e, encurralando-a contra a porta, impôs-lhe, sem chances de reação, um beijo lascivo na boca.

No dia da aspiração de óvulos, o denunciado, antes de efetivar o procedimento, antes da sedação, sem auxiliares no ambiente, aproximou-se da vítima que se encontrava deitada em posição ginecológica, com as pernas atadas nos apoios da respectiva mesa e sentouse defronte às pernas da ofendida, introduzindo os dedos e movimentando-os no interior da genitália da ofendida.

10- Em 2001, constrangeu a vítima M.B. Na primeira tentativa, após a transferência de óvulos, procedimento sem sedação, na sala de recuperação, projetou-se violentamente, de corpo inteiro, sobre a vítima, que deitada se recuperava do procedimento, imobilizando-a com sua predominância física. Passou a beijá-la na boca, lamber-lhe o rosto e seios,

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além de manipulá-la em suas partes íntimas. Ela estava com a resistência física anulada e quando tentou gritar, teve a boca tapada.

1- No período compreendido entre outubro de 2005 e outubro de 2006, tentou constranger a ofendida “37” à conjunção carnal, somente não logrando êxito em razão de circunstâncias alheias à sua vontade. Vários dias após o estupro tentado, em desígnio autônomo, constrangeu a ofendida praticar ou permitir que com ela praticasse atos libidinosos diversos da conjunção carnal.

A vítima foi chamada ao consultório do denunciado. No local, diante dos anteriores assédios e galanteios desfechados pelo denunciado (em consulta anterior, o denunciado se levantou, foi até a ofendida, que se encontrava sentada, expôs seu pênis ereto e tentou colocá-lo na boca da vítima, que refutou, empurrando seu agressor), não se sentou, quando convidada. Ele partiu rumo à ofendida, que, para se proteger, correu em torno da mesa, sendo perseguida pelo médico, que em determinado instante a alcançou e imobilizou-a pelos braços, passando a acariciá-la na região dos seios, levantou-lhe a saia e puxou a calcinha para baixo. Após, debruçou-a contra a mesa, somente não efetivando a conjunção carnal por interrupção de funcionário da clínica, que bateu à porta da sala, gerando a cessação da violência e permitindo que a ofendida deixasse o local.

Após a aspiração dos óvulos, a ofendida foi encaminhada para a sala de repouso e voltou a ser surpreendida pelo denunciado, que lançando mão da fragilidade decorrente do anestésico, agarrou-a fortemente e impôs-lhe beijos, além de lambidas pelo rosto

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12- Em 1997, o denunciado, constrangeu a vítima C.A.P, por duas vezes, em desígnios autônomos. Durante uma das consultas, agarrou uma das mãos da ofendida, levando-a a força contra seu órgão genital. Valendo-se desta imobilização, acariciou-lhe os seios e tentou beijá-la, impondo-lhe, diante da resistência da ofendida, que mantinha a boca cerrada, lambidas pela região do rosto. Na ocasião, tais fatos foram, relatados ao CRM/SP.

Em outra oportunidade, durante o procedimento de fertilização, após a transferência de embriões, enquanto a vítima colocava suas roupas, abraçou-a inesperada e fortemente pelas costas, com o nítido propósito de satisfazer seu apetite sexual, sussurrando comentários obscenos.

13- Em 1999, constrangeu, por cinco vezes, em desígnios autônomos, a ofendida “40”. Em duas consultas, o denunciado aproximou-se da vítima, agarrando-a e imobilizando-a pelos braços e, após aproximar seu corpo ao dela, mostrou sua excitação através de seu membro viril, além de desferir-lhe beijos lascivos.

Nos três procedimentos de aspiração dos óvulos, em períodos distintos, o denunciado, na sala de repouso, com a ofendida se recuperando dos efeitos da sedação, impôs-se fisicamente sobre ela, e, após agarrá-la à força, passou a acariciar seu corpo sob a camisola hospitalar, além de impor-lhe beijos na boca.

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Após uma tentativa de fertilização, a vítima foi chamada para uma consulta. Passou a consolar a ofendida pela perda e por fim, encurralou-a brutalmente, forçando e conseguindo beijá-la, além de roçar fortemente seu órgão genital excitado contra o dela.

15- Em 1999, constrangeu a ofendida I.V.C. Na segunda tentativa, após a retirada dos óvulos, na sala de recuperação, impondo-se fisicamente, forçou a condução da mão da ofendida até o seu órgão genital, que se encontrava fora das calças, em ato final de masturbação.

16- Em outubro de 2001, constrangeu a ofendida “31”, que realizou cinco tentativas. Suspendeu o tratamento e realizou viagem para o exterior. Ao retornar para a consulta relativa à sexta tentativa, no consultório, de forma surpreendente, aproximou-se da vítima, segurou-a fortemente pelas mãos, impedindo qualquer reação, fez declarações. Na sequência, aplicou-lhe um beijo lascivo na boca.

17- No segundo semestre de 2006, constrangeu a ofendida “19”, que estranhava a forma como ele se despedia. O denunciado aproximou-se e mediante violência física, segurando violentamente a ofendida pela cabeça, impedindo-a de qualquer reação, impôs-lhe um lascivo beijo na boca. Ela conseguiu esquivar-se do ataque e teve que contornar a mesa da sala, seguida por ele, para então alcançar a porta de saída e deixar o local.

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18- No primeiro semestre de 2001, constrangeu a ofendida “B”. Na segunda tentativa, trajando somente a camisola hospitalar, após a aspiração de óvulos, na sala de repouso, enquanto recobrava os sentidos, debilitada física e psicologicamente, valendo-se tanto da recuperação da vítima e de sua prevalência física, impôs-lhe beijos na boca e rosto, bem como carícias por seu corpo, nas partes íntimas.

19- No início do mês de maio de 2007, constrangeu a ofendida “03” após a aspiração de óvulos, na sala de repouso, ao recobrar os sentidos, deparou-se posicionada em pé, com o denunciado imobilizando-a contra uma porta. Com a vítima subjugada, à mercê da recuperação dos efeitos anestésicos e, principalmente, pela prevalência física imposta, passou a beijar-lhe na boca, além de direcionar sua mão contra seu órgão genital exposto e ereto.

20- No mês de março de 2007, em duas oportunidades, constrangeu a ofendida “24. No dia 20 ou 23 de março de 2007, após exames, a vítima foi chamada a comparecer ao consultório do denunciado, onde passou a assediar a ofendida lançando galanteios, aproximou-se e, através de imposição física, empurrou-a contra a parede da sala, encurralando-a, além de segurá-la fortemente, impondo-lhe beijos lascivos na boca. No dia 27.3.2007, após a aspiração de óvulos, na sala de repouso, com a camisola hospitalar, prevalecendo-se de sua superioridade física, conjugada com a debilidade da vítima, passou a molestá-la, acariciando seus seios e tentando beijá-la, direcionou, à força, a mão da ofendida contra seu órgão genital .

16ª Vara Criminal



21- Em 1995, constrangeu a ofendida “D”. o denunciado segurou a vítima, ainda atordoada por conta dos efeitos da sedação, anulando a possibilidade de resistência, e impôs-lhe, para satisfazer sua libido, beijos na boca. 2- No mês de julho de 1997, constrangeu a ofendida “E”, por três vezes, duas consumadas e uma tentada. Ao se despedir, a vítima foi surpreendentemente puxada e imobilizada pelo médico que lhe desferiu um beijo na boca. Em período posterior, ao término de coleta de sangue, foi surpreendida com o ingresso do denunciado, que se aproximou da ofendida, que vestia seu casaco, puxou-a violentamente pelos braços, impedindo-a de qualquer reação, impondo-lhe um beijo lascivo contra a sua boca.

Na fase de retirada de óvulos, enquanto se recuperava do procedimento, ainda sob efeito da sedação, a vítima foi novamente submetida à satisfação do apetite sexual do denunciado. Abordou a vítima, no final do ato clínico enquanto ela se recompunha e se vestia, agarrando-a pelos braços e tentando beijá-la na região da boca, somente não logrando êxito diante da esquiva realizada pela ofendida, que o empurrou, deixando o local.

23- No primeiro semestre de 1997, constrangeu a ofendida “25”. Após a retirada dos óvulos, quando foi sedada, a ofendida foi encaminhada pelo denunciado para uma sala de reuniões. Nesse local, imobilizou-a e a envolveu fortemente em seus braços, encostando-a contra a parede e impondo-lhe um beijo na boca.

16ª Vara Criminal



24- Em 29.1.1999, constrangeu a ofendida “27”. A vítima se submeteu ao procedimento de transferência de embriões, fase final da fertilização, que dispensa o uso de sedação. Com a vítima deitada em posição ginecológica, o denunciado debruçou-se sobre ela, impedindo-a de qualquer reação, impondo-lhe um beijo na boca.

Veja mais:

sentença de roger abdelmassih

'Era minha melhor amiga', diz viúvo de empresária morta em frente a filhos


Emerson Baroni conversou com o G1 nesta quinta-feira em Osasco.
Sua mulher, Vanessa, foi baleada por assaltantes na Zona Oeste de SP.


“Era minha melhor amiga”, disse ao G1 Emerson Baroni sobre sua mulher, Vanessa, que na noite de segunda-feira (15) foi baleada e morta na frente dos filhos do casal durante reação a uma tentativa de assalto no Rio Pequeno, Zona Oeste de São Paulo.

Um dos filhos adolescentes foi ferido de raspão por um tiro, mas sobreviveu e deixou o hospital nesta quinta-feira (18). O crime foi gravado por câmeras de segurança (veja as imagens no vídeo abaixo). A Polícia Civil procura os dois criminosos que fugiram numa moto sem levar nada.

Durante esta tarde, o empresário falou com a equipe de reportagem em Osasco, na Grande São Paulo, sobre o crime que abalou sua família. “Eu não sei nem o que fazer com os meus filhos. Minha mulher era tudo para eles, era minha melhor amiga”, disse Baroni, que conhecia Vanessa havia 20 anos. “Nos conhecemos na adolescência. Criamos filhos, está aí um com 17, outro com 14.”

Baroni, de 41 anos, e Vanessa Rodolpho Garcia Baroni, de 39, trabalhavam juntos numa empresa de transportes que montaram na região. Seus filhos, que viram a mãe ser morta com um tiro, não estavam na casa do casal. Os parentes pretendem levá-los a um psicólogo -o garoto mais velho estaria se sentindo culpado por ter reagido ao assalto. “Minha mãe quer que eu cuide de todos agora!”, escreveu na quarta-feira (16) no Facebook o jovem.

Debilitado e à base de remédios, Baroni preferiu não abordar com a equipe de reportagem a reação que a sua família teve durante o assalto. “Não consigo fazer mais nada a não ser ficar deitado."

Familiares das vítimas, no entanto, alegam que o adolescente agiu por instinto de defesa. Ele segurou a arma de um dos criminosos que queria roubar o celular, o dinheiro, as roupas dele, do irmão mais novo e da mãe, além da bolsa dela. As imagens mostram os três se atracando com o assaltante, que atira no peito de Vanessa e no braço do rapaz. O tiro que atingiu o jovem foi de raspão.

“Não sei o que falar. Eu queria que tivesse Justiça, sei lá, não vai adiantar, não vai trazer a minha mulher”, declarou Emerson. “Nesse país não tem mais jeito, não. Não tem mais jeito. Não dá para dizer o que todo mundo já sabe o que acontece: não tem mais jeito nesse país”, disse. Ele acrescentou que pretendia se mudar, em breve, de Osasco com a mulher.

“Infelizmente a gente está num país sem lei, sem polícia, sem Justiça, sem educação. Não tem cultura. O país não tem perfil nenhum. Não tem o que falar”, criticou o empresário, que pediu ainda que a polícia identifique e prenda os criminosos. “Só não quero que a mídia pare de dar atenção nisso, porque precisa prender essas pessoas. Por que, se depender da Justiça, não vai. Não vale nada.”

No dia do crime, a empresária havia ido com os dois filhos adolescentes a uma festa de aniversário num condomínio, na Rua Renato Egídio de Souza Aranha. em São Paulo. Por volta das 23h30, quando saíam do prédio em direção ao Audi TT laranja da família, estacionado na rua em frente, dois homens usando capacetes numa moto anunciaram o assalto.

Os assaltantes não queriam o carro mas os pertences das vítimas. Além do Audi, que foi apreendido pela perícia da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, os Baroni têm um BMW, que ficou na garagem da casa. O gosto por carros esportivos é um dos hobbies da família, que usa o Facebook para postar fotos de automóveis e de viagens.

Segundo policiais do 63º Distrito Policial, Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, onde o caso é investigado, os criminosos teriam atacado a mãe e seus filhos após perceberem que eles seriam donos do Audi. O veículo, que custaria em torno de R$ 100 mil, teria chamado a atenção dos criminosos, que estavam em busca de dinheiro. O automóvel foi devolvido, mas Emerson ainda não sabe se continuará com ele ou se irá vendê-lo.

Vanessa foi baleada no peito, chegou a ser socorrida com vida, mas morreu ao chegar ao Hospital Cruzeiro do Sul, em Osasco. O filho mais velho dela foi ferido de raspão um tiro que atingiu o cotovelo e a barriga. O garoto ainda teve a mão mordida por um dos bandidos. O corpo de Vanessa foi enterrado na terça-feira (16) no cemitério AlphaCampos, em Jandira.

G1

A presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro enviou para a Assembleia Legislativa um projeto para conceder auxílio-educação para os filhos de juízes e servidores do Tribunal. Para os magistrados, o auxílio mensal seria de até R$7.250,00 e para os servidores de até R$3.000,00. Segundo Adriana Cruz (O Dia), a proposta ainda prevê R$ 20 mil por ano aos juízes para investirem em estudo. Os servidores receberiam mais R$ 500. O auxílio-educação postulado pode chegar a R$9 mil, se passarem os novos vencimentos dos ministros do Supremo (para R$ 35 mil). A Associação dos Juízes ainda quer mais R$ 1.100 como auxílio-transporte.

Antes das eleições todas essas propostas (nitidamente indecorosas) não serão votadas (porque os deputados estaduais estão em campanha). “A Justiça parece que não entendeu o recado das ruas, no ano passado, com as manifestações que caracterizaram falta de representatividade. Nenhum professor do estado ganha o que os magistrados querem de auxílio-educação”, criticou o deputado estadual Marcelo Freixo, do Psol. No ano passado os deputados já aprovaram o auxílio-moradia para magistrados e membros do Ministério Público sem questionamentos. Atualmente, os valores giram em torno de R$ 5 mil, segundo desembargadores ouvidos pelo jornal O Dia.

É uma incongruência manifesta os tribunais afirmarem que não há verbas para contratar novos juízes ou para melhorar o serviço público da Justiça (reconhecidamente moroso) e, ao mesmo tempo, pedirem mais benefícios mensais que driblam o teto salarial dos desembargadores. A proposta auxílio-educação é indecorosa em todos os seus aspectos, mas existe no seu seio outra aberração inominável, que faria corar qualquer aristocrata racista: o valor distinto para magistrados e servidores significa o quê? Que o filho do magistrado tem que estudar em um lugar melhor do que o do servidor, fazendo preponderar a histórica desigualdade de classes? No tempo do Brasil colonial e imperial o sonho de todo fidalgo era colocar o filho na “folha do Estado”. Esse sonho cultural não acabou; a diferença é que agora já se pretende que o filho vá para a “folha do Estado” desde o jardim da infância.

Depois de alguns anos de vida e de muitos estudos, nada mais natural que os humanos conquistarem incontáveis e díspares ideias e visões do mundo (Weltanschauung). Para transformá-las em algo valioso e útil na vida terrena, antes de tudo devemos combiná-las e submetê-las à moral e às virtudes. A primeira categoria a se dissipar, diante desse acurado exame, é a da vulgaridade (todo esforço do mundo para contê-la será pouco diante dos nefastos efeitos que ela produz ao longo das nossas transitórias existências). Sobretudo quando governamos interesses coletivos, não há como deixar de cultivar a moral e as virtudes, não somente porque dos dirigentes sempre se espera exemplaridade, senão também porque são elas que conferem ao espírito o senso do justo em sua mais profunda extensão e ao caráter a devida elevação assim como a necessária firmeza.

Todos os humanos que assumem o destino das coisas públicas, incluindo os juízes, evidentemente (sobremaneira quando assumem cargos administrativos de governança), deveriam ser obrigados a se submeterem a um curso intensivo, se não de geometria (como postulava o espírito exigente de Platão), ao menos de moderação, tal como pugnava Aristóteles, para afiar a personalidade do administrador e distanciá-lo dos vícios mais deploráveis que podem rondar o exercício do poder, nutrindo sua alma e seu espírito de um conteúdo substancialmente sólido (apesar da sociedade líquida que vivemos, como diz Bauman), de forma a evitar-lhe ao menos os deslizes mais canhestros ou as tentações mais extravagantes, tal como sugeria Stuart Mill).

Por força do princípio da moderação de Aristóteles, para cada virtude existem ao menos dois vícios. Se queremos promover o bem, se queremos ser exemplares para nossos filhos e concidadãos (“Age de tal forma que a máxima do teu querer possa valer em todo o tempo também como princípio de uma legislação geral” – Kant), o primeiro que temos que fazer consiste sempre em evitar o cálice dos excessos, dos vícios e das extravagâncias. A lição aristotélica nos ensina que a coragem desdenha a covardia e a temeridade; a justiça se afasta tanto da fraqueza como do rigor; a temperança é inimiga da devassidão bem como da austeridade; a religião ergue-se entre a impiedade e a superstição; a liberdade se ancora entre a escravidão e a licença e assim vai.

Cai em desgraça infernal (tal como a narrada por Dante) quem, fazendo uso da liberdade, sucumbe à vulgaridade e se concede a soberba licença para promover o escatológico, o estrambólico, o desregrado, o nauseabundo, o asqueroso, o repelente, o repugnante, o bestial, o inconveniente, o abjeto, o sórdido, o torpe, o nefando, o execrável, o obnóxio, o vil, o desprezível, o ignóbil ou o esquálido. Não faltam no mundo, no entanto, pretextos e motivos para se negar a aplicação das doutrinas mais nobres e elevadas, de quantas o humano civilizado já produziu. Mas todas as propostas frívolas e levianas devem ser refutadas de plano, ou seja, devem ser abandonadas à sua própria nulidade, mesmo correndo o risco de o desprezo ser interpretado como uma hostilidade pessoal. Toda proposta que viola a regra da moderação (de Aristóteles) em nada edifica quem aspira deixar um nome respeitado e glorioso. Tendo em vista o que já ganham os juízes, a razoabilidade assim como a imperiosidade da moderação aristotélica, somos pelo NÃO ao citado auxílio-educação.

Blog Visão Panorâmica

sábado, 13 de setembro de 2014

Falta d'água faz libaneses criarem 'desafio do balde vazio'

Criado para chamar a atenção para a esclerose lateral amiotrófica (ELA), um mal degenerativo, o desafio do balde de gelo ganhou uma nova versão no Líbano: virou o desafio do balde vazio. Foi o modo como a jovem Moha Mouzanamar resolveu alertar para a falta d'água que o país enfrenta. Este é um problema compartilhado por outras partes do mundo, como os territórios palestinos, no Oriente Médio, a região de Henan, na China e o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, além do estado de São Paulo e a região Nordeste, no Brasil. No Líbano, os moradores da capital Beirute e de outras partes do país dependem de caminhões-pipa para encher suas caixas d’água, mas não sabem quando ele irá passar. Por isso, o desafio do balde de gelo revoltou a muitos libaneses, que acreditam que a "moda" desperdiça um recurso valioso.

BBC Brasil

A vacinação contra HPV é segura?


Eu fiquei muito preocupada quando ouvi a notícia sobre as alunas da escola de Bertioga que foram internadas no hospital por causa de sintomas como a perda de movimentos e sensibilidade das pernas causados, supostamente, pela vacina contra o HPV.

Para quem ainda não sabe, desde março, a vacina contra o HPV passou a ser distribuída gratuitamente pelo SUS para meninas entre 11 e 13 anos e a segunda fase da campanha começou no dia 1o de setembro. Obviamente, minha primeira reação ao saber do acontecido foi querer saber sobre as meninas. Mas, depois, o impacto que uma notícia como essa pode causar na população ocupou os meus pensamentos como educadora sexual. Fui saber o que as pessoas estavam pensando.

Não deu outra! Como diz o ditado, notícia ruim chega logo. São inúmeros os sites, blogs e canais de notícias que divulgaram o acontecido, e os comentários são exatamente aqueles que eu suspeitava: “e agora, devo vacinar minha filha?”

As escolas serão bastante questionadas por muitos pais até que se esclareça de fato o que aconteceu com a essas garotas. Procurei me assessorar com médicos ginecologistas, neurologistas e imunologistas, e todos foram unânimes: não há nenhum motivo para pânico ou medo de vacinar as meninas.

Segundo a Folha de S. Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde está acompanhando de perto os casos das 11 jovens e já descartou qualquer problema com o lote de vacinas utilizado em Bertioga. De acordo com a responsável pelo setor de Imunizações da Secretaria, Helena Sato, a vacinação contra o HPV vai continuar em todo o estado. Ela disse que não há nenhuma associação dos sintomas apresentados pelas adolescentes de Bertioga com a aplicação da vacina, uma vez que o mesmo lote, composto por 320 mil doses, vem sendo aplicado desde o início do mês em estudantes de todo o estado de São Paulo.

O suporte do educador

Quando se fala na prevenção de doenças como hipertensão ou diabetes, as pessoas conversam, buscam informações, trocam receitas de comidas saudáveis, dão dicas de formas de se exercitarem etc. Mas quando a doença está ligada ao sexo, geralmente não há diálogo, há julgamento. A vacinação gratuita contra HPV é uma grande conquista e é triste vê-la posta em risco.

A aids, por exemplo, foi descoberta nos anos 80 e até hoje há quem julgue que ensinar os jovens a se prevenir contra essa doença incurável é incentivá-los a ter relações sexuais. Isso é negar o benefício da informação. O conhecimento é uma das maiores virtudes para evitar os riscos a que todos nós estamos sujeitos na vida sexual. Ah! Como eu ficarei feliz no dia em que me defrontar com amigos trocando receitas de como colocar a camisinha de um jeito mais prazeroso ou dando dicas de práticas sexuais que evitam a possibilidade de infecção… Imaginem que atitude saudável a família dar camisinhas de lembrancinha do aniversário!!! Uma verdadeira festa para os meus olhos!

A vacina contra o HPV está por um triz de cair no conceito popular como algo nocivo. Nós, educadores, temos a obrigação de não deixar que isso aconteça! Como disse, a vacina contra o HPV (papiloma vírus humano) foi uma grande conquista para a prevenção dessa doença, que é uma das principais responsáveis pelos casos de câncer de colo do útero, um tumor frequente na população feminina e a segunda causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Conseguimos incluir a vacina no calendário nacional de imunizações, mas é preciso continuar falando sobre ela. Não ignore o assunto em sua escola, ao contrário! Converse com os pais e com seus alunos. Traga o tema à tona, perguntando suas opiniões e esclarecendo as dúvidas que aparecerem.


Nova Escola


Como parar o envelhecimento


Nas últimas décadas, a expectativa de vida dos humanos em todo o mundo aumentou. Novas pesquisas e um prêmio milionário tentam descobrir como envelhecemos – e como evitar que isso aconteça

Os humanos, hoje, vivem mais. Nos últimos 100 anos, praticamente dobramos nossa expectativa de vida. Isso deve continuar a acontecer pelas próximas décadas: segundo os cálculos de Cadell Last, um antropólogo evolucionário do Global Brain Insitute, um humano médio poderá alcançar os 120 anos em 2050. Os avanços no campo foram garantidos pelo aumento na facilidade de acesso a tratamentos de saúde modernos, a introdução dos antibióticos e outros confortos da vida contemporânea. Esta semana, a ciência deu novos passos para tornar o envelhecimento mais saudável (ou detê-lo).

A notícia mais promissora vem da Califórnia. Cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA) dizem ter encontrado um método ainda mais eficaz para aumentar a permanência de seres-vivos na terra através da manipulação genética. A ideia funciona bem em moscas-da-fruta. Os cientistas identificaram e ativaram um gene chamado de AMPK, que desacelera o processo de envelhecimento. Ao aumentar a atividade da AMPK nos estômagos das moscas, eles foram capazes de alongar a expectativa de vida dos animais, de seis para oito semanas. Um terço a mais.

O AMPK também existe nos seres-humanos, em níveis baixos. O gene é uma espécie de sensor energético, ativado quando os níveis de energia estão baixos. Sua função é dar o gatilho para o processo de autofagia, que protege a célula ao consumir partes velhas ou danificadas.David Walker e Matthew Ulgherait, os autores do estudo publicado no periódico Cell Reports, acreditam que a ativação desse gene no intestino humano poderia diminuir a velocidade do envelhecimento de todo o corpo. “Em lugar de estudar as doenças do envelhecimento – como Parkinson e Alzheimer, doenças cardiovasculares e diabetes- uma a uma, acreditamos que é possível interferir no processo de envelhecimento e adiar o estabelecimento da maioria dessas doenças”, disse Walker.

O processo ainda não foi testado em humanos. Os mais entusiasmados se apressaram em dizer que, por fim, a fonte da juventude pode estar em nossos barrigas. O radiologista Joon Yun – hoje, um diretor de fundos de investimento - também da Califórnia, não está tão certo disso. Por esse motivo, ofereceu US$1milhão aos cientistas que se mostrarem capazes de parar o envelhecimento. O valor será dividido em dois prêmios: metade irá para a equipe capaz de proteger o coração de um animal de envelhecer; a outra metade, para aqueles capazes de aumentar a expectativa de vida de um animal em 50%. Yoon criou o Prêmio Palo Alto de Longevidade, diz ele, como forma de incentivar os pesquisadores a “desvendar o código do envelhecimento”.

“A forma como inovamos na saúde costuma se preocupar com as consequências do envelhecimento, mas deixamos de lado a raiz do problema”, disse Yun ao jornal The Washington Post. Sua intenção é encontrar uma solução que prolongue a vida das pessoas e as mantenha saudáveis.

RC

Época

Que Brasil é esse????

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro é celebrado em Doodle


O 175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro é o tema do Doodle do Google exposto na página inicial do buscador nesta sexta-feira (12). Médico, professor e linguista, nasceu em Itaparica, na Bahia, em 1839. Cuidadoso na correção da linguagem, foi pioneiro no Brasil em debates linguísticos na revisão ortográfica do Código Civil Brasileiro e envolveu-se em polêmicas com seu ex-aluno, Ruy Barbosa.

Doodle do Google celebra 175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro (Foto: Reprodução/Google)Doodle do Google celebra 175º Aniversário do Ernesto Carneiro Ribeiro (Foto: Reprodução/Google)

O linguista destacou certos aspectos do português praticado no país que não eram percebidos pelos gramáticos, e tornou a língua a primeira com gramática adaptada em função da língua falada. Publicou A redação do projeto do código civil e A réplica do Dr. Ruy Barbosa (1905). Ribeiro morreu em sua terra natal, em 1920, aos 81 anos. Nesta sexta, são completados e celebrados 175 anos do seu nascimento.

techtudo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Em audiência, professora diz que Bernardo controlava medicação

Professora de Bernardo, Simone concedeu depoimento à Justiça nesta segunda (Foto: Caetanno Freitas/G1)


Audiência ouve sete testemunhas nesta segunda-feira (8) em Três Passos.
Simone Muller era professora da criança assassinada em abril deste ano


O segundo dia de audiência do caso Bernardo, em Três Passos, no Rio Grande do Sul, teve início com o depoimento de Simone Muller, professora do menino de 11 anos encontrado morto em abril deste ano. Segundo a mulher, a criança era amável e prestativa, mas tinha dificuldades de prestar atenção na aula.

Durante a audiência, a professora afirmou que Bernardo nunca foi agressivo com os amigos. “Era um menino que a gente sabia que tinha problemas emocionais. Ele usava medicação, que ele próprio controlava quando estava na minha casa”, declarou a mulher.

Sobre o pai da criança, Leandro Boldrini, Simone disse que nunca conviveu com ele e Bernardo juntos, mas que sabia da sua relação por meio de terceiros. "Leandro dizia que criava Bernardo na ponta do facão", disse. O pai é um dos réus pelo crime.

O corpo do menino de 11 anos foi achado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além do pai, são acusados pela morte a madrasta, Graciele Ugulini, a amiga dela Edelvania Wirganovicz e o irmão, Evandro Wirganovicz. Eles estão presos e respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

“Meu sentimento é de alguém que recebe um quebra-cabeças e não consegue decifrar o que está acontecendo. A gente vai tentando entender e naquele momento nós não entendemos o que se passava. Hoje eu sei o que significa. Não sinto culpa, mas sinto impotência. Poderia ter feito algo a mais”, contou durante questionamento da promotoria do Ministério Público.

Com um auditório lotado, sobretudo pela imprensa, a única ré a acompanhar o segundo dia de oitivas desta fase do processo criminal é Edelvania Wirganovicz, que chegou ao local escoltada por agentes da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) por volta das 9h20. Os demais acusados não compareceram.

O depoimento de Simone é importante para a Justiça porque, além da ligação com o menino, sua casa foi o local em que o pai de Bernardo disse que o filho estava no final de semana em que sumiu. O pai informou à polícia no início de abril que o menino havia ido dormir na casa da mulher, que era mãe de um dos seus amiguinhos, Lucas. Em uma das suas declarações, o médico afirmou não ter se preocupado com o “desaparecimento” do menino durante o final de semana.

Ainda segundo a mulher, a criança vestia sempre uniforme e quase nunca usava roupas próprias. Em uma das suas recordações, Bernardo chegou brabo à escola afirmando ter visto o pai e a madrasta em uma relação sexual.

“Ele chegou muito brabo, estava muito irritado. Disse que eles [pai e madrasta] tinham feito ‘aquela coisa que faz criança’, que ele viu”, falou Simone.

Além da professora, irão depor à Justiça o casal Carlos e Juçara Petry, que tinha uma relação afetiva muito forte com o menino; a ex-babá, Elaine Marisa Wentz, que relatou uma tentativa de asfixia da madrasta, e a ex-secretária de Leandro, Andressa Wagner. Outras duas pessoas completam a relação.

Segundo secretária de escola, menino não falava da irmã

A segunda testemunha a ser ouvida pela Justiça foi a secretária do colégio de Bernardo, Rosani Teresinha Neuhaus. Ela relatou que costumava dar caronas ao menino de casa à escola, e o levava para almoçar em restaurantes.

“Ele não falava do relacionamento com o pai, com a madrasta, só dizia que ela era chata. O colégio tentou falar com o pai e a madrasta uma vez. Ligamos para falar do boletim, ninguém ia, até que um dia a Kelly [Graciele] foi até a escola. O conselho tutelar foi até a escola em uma oportunidade”, relembrou.

Rosani ainda completou que Bernardo falava pouco da irmã mais nova, fruto do relacionamento do pai com a madrasta.

“Eu perguntava sobre a irmãzinha dele, como ela estava, e ele sempre cortava o assunto. Parecia que não gostava dela, de falar da família. Ele dizia que ela era chata, a Kelly. Ele sempre pedia para ir junto para minha casa, não queria ir para a casa dele”, disse.

Sobre o vídeo em que o menino aparece com um facão, ameaçando o pai, a secretária nega ter visto a criança irritada. “Assisti aos vídeos do facão, do Bernardo pedindo socorro. Nunca presenciei ele tendo uma crise, muito irritado. Quem me relatava era a coordenadora. Não conhecia o Leandro muito bem. Dentro de casa eu não sabia o que se passava”, finalizou.

Relembre a primeira audiência
Apenas quatro testemunhas das 33 arroladas foram ouvidas no dia 26 de agosto. A sessão durou cerca de 11 horas e foi restrita à imprensa. Dois réus, os irmãos Edelvânia e Evandro, estiveram presentes. Leandro e Graciele foram dispensados.

Prestaram depoimento as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, além do médico Celestino Ambrosio Schmitt e a dentista Graciele Klein Dreher, que atendia o menino. Os depoimentos das duas autoridades policiais foram considerados os mais importantes.

A delegada Caroline Bamberg falou por cerca de cinco horas. Na saída, revelou pontos do que disse ao juiz. Afirmou que a polícia entregou recentemente à Justiça um vídeo extraído do celular de Leandro, que mostra o menino sendo dopado pelo pai, além de ameaças e maus-tratos em casa. Uma gravação de uma briga com facão entre o pai e o filho também foi citada. As imagens foram apagadas do aparelho, mas recuperadas pela perícia.

Novas provas da acusação
O material recuperado no celular de Leandro foi utilizado como nova prova da acusação. Para as testemunhas, os vídeos revelam a má conduta do pai e da madrasta com Bernardo e podem ser decisivos no processo.

O G1 teve acesso a um dos vídeos que mostra uma briga entre Bernardo, Leandro e Graciele. As imagens são de agosto de 2013, véspera do Dia dos Pais, e captaram gritos de socorro de Bernardo dentro de casa. Em alguns trechos, a madrasta diz a Bernardo frases como “vai ter o mesmo fim que tua mãe”, “vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro”, “tu não sabe do que eu sou capaz”.

Em dois outros vídeos, obtidos pelo jornal Zero Hora, o garoto aparece com uma faca e depois, com um facão, na mão, e ainda chorando dentro de um armário. As imagens, de junho de 2013, mostram o médico provocando o filho. “Isso aqui vai ser mostrado para quem quiser ver. Vamos lá, machão”, afirma Leandro. A reação do menino às gravações demonstra que essa era uma prática do casal. Várias vezes, Bernardo pede que o pai pare de gravar ou apague o vídeo.

Depoimentos fora da Comarca de Três Passos
Depois da primeira audiência, novos depoimentos deram continuidade à fase de instrução do processo. Uma amiga da madrasta falou à Justiça em Coronel Bicaco. Em Tenente Portela, o depoimento foi de um policial rodoviário que abordou e multou Graciele no dia da morte do menino.

A depoente, proprietária de uma loja de roupas em Redentora, onde Graciele já morou, disse que foi procurada pela madrasta de Bernardo cerca de dois meses antes do crime. Segundo ela, a amiga afirmou que o menino era "doente" e que, por isso, ela queria que ele estivesse "embaixo da terra”. A testemunha também relatou que ouviu de Graciele que Leandro queria, assim como ela, "se livrar" do menino pelo comportamento agressivo dele. Segundo ela, "se Leandro tivesse um sítio com um poço, já teria feito isso há muito tempo".

Já o policial disse que abordou o carro conduzido por Graciele, por excesso de velocidade, na ERS-472, no sentido Tenente Portela-Frederico Westphalen. No veículo, uma caminhonete preta, estavam apenas a madrasta e o menino. De acordo com as investigações, a fiscalização do Comando Rodoviário da Brigada Militar ocorreu quando o menino era levado pela madrasta para Frederico Westphalen, onde o corpo dele foi encontrado em abril deste ano.

Em depoimento, o policial confirmou sua versão anterior. Ele lembrou ter visto Bernardo acordado no banco de trás do carro e disse que não chegou a conversar com o menino, apenas perguntou se ele usava cinto de segurança e o garoto acenou positivamente. O agente disse ainda que, quando Bernardo desapareceu, relatou o ocorrido a um colega de Três Passos e as informações foram repassadas aos agentes da Polícia Civil.

O processo
Em Três Passos serão ouvidas 33 testemunhas de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. Depois de encerrada a primeira etapa, novas audiências serão realizadas. Foram 25 testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e 52 pelas respectivas defesas, totalizando 77 pessoas.

Após o depoimento das 33, o restante será ouvido por carta precatória, conforme o local onde residem. Ainda haverá testemunhas em Campo Novo, Santo Augusto, Palmeira das Missões, Rodeio Bonito, Ijuí, Santo ngelo, Porto Alegre e Florianópolis (SC).

Cumpridas todas as precatórias, será designada uma nova audiência para ouvir alguma testemunha de defesa que possa ter ficado para trás por motivos como atestado médico, viagem, etc. Na sequência, haverá alegações pelas partes e a sentença do juiz para avaliar se é caso de pronúncia (se vai a júri ou não).

Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

G1

Detetive usa teste de DNA para revelar que Jack, O Estripador era um barbeiro polonês


Aaron Kosminski, um imigrande judeu, tinha 23 anos quando cometeu os crimes, diz autor de livro

RIO - Mais de 120 anos depois do assassinato de suas cinco vítimas, a identidade de Jack, o Estripador finalmente pode ter sido revelada. Se análises de DNA estiverem corretas, o serial-killer mais famoso do mundo se chamada Aaron Kosminski, de 23 anos, um imigrante polonês que trabalhava em Londres como barbeiro.

O detetive que arroga para si a descoberta é Russell Edwards, de 48 anos, que mora ao norte da capital inglesa. Edwards conta que ficou cativado com o mito por trás dos assassinatos de Jack, e ficou durante 14 anos investigando o mistério.

A chave para a elucidação dos crimes foi um xale utilizado por Catherine Eddowes, uma das vítimas de Jack, morta em agosto de 1888. A vestimenta, marcada com sangue e inclusive com registros de sêmem, foi retida pelo sargento Amos Simpson, que estava de plantão na noite da morte de Eddowes e guardou a peça para sua esposa.

Desde então, o xale passou de gerações e gerações até ir à venda em um leilão em 2007. Sem titubear, Edwards deu o maior lance e levou o xale. Com a ajuda do Jari Louhelainen, especialista em biologia molecular, Edwards usou técnicas pioneiras para analisar o DNA do xale durante três anos e meio.

Russell Edwards investiga xale usado por uma das vítimas de Jack, o Estripador - / Divulgação



Os resultados do teste foram cruzados com o bloco de notas do inspetor-chefe Donald Swanson, que liderou a investigação contra Jack à época e registrou um suspeito chamado "Kosminski", dizendo que ele era um judeu polonês de “baixa classe” e teve a vida familiar em Whitechapel. As anotações foram doadas pelos descendentes de Swanson para o Museu do Crime da Scotland Yard, em 2006.

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Dentre os registros, há a passagem dizendo que Kosminski "tinha um grande ódio de mulheres... com fortes tendências homicidas". Os testes de DNA também foram cruzados com o cadastro de sindicatos da época, indicando que Kosminski ganhava a vida como barbeiro.

Com a identidade de Jack já revelada, Edwards investigou então toda a história por trás de Kosminski, que tinha fugido da Polônia por conta da onda anti-semita da época que matava judeus na Rússia e no Leste Europeu. Em 1881, o assassino chegou a Londres, indo morar em Mile End. Mesmo sem nunca ter sido descoberto por seus crimes, Kosminski passou por uma sequência de manicômios, até morrer em 1899 depois de contrair gangrena na perna.

Toda a história de Jack e os bastidores da investigação que relevaria a identidade do vilão mais famoso do mundo virarão o livro “Identificando Jack, o Estripador”, que será lançado por Edwards nesta terça-feira.

O Globo

domingo, 7 de setembro de 2014

Contra violência sexual, projeto ViraVida é lançado no Espírito Santo


Presente atualmente em 19 estados, o Projeto ViraVida será lançado no Espírito Santo hoje (29), em evento na capital, Vitória. A iniciativa busca transformar a vida de jovens de 16 a 21 anos que viveram experiências de abuso ou exploração sexual e tiveram seus direitos violados, oferecendo atendimento psicossocial e capacitação profissional durante um ano, habilitando-os à inserção no mercado de trabalho e garantindo a superação de traumas.

Em cinco anos, o ViraVida já matriculou 3,9 mil jovens e a previsão é que seja implantado em todos os 27 estados do país. O programa, que já investiu R$ 41,8 milhões na ressocialização dos jovens, é realizado pelos Departamentos Regionais do SESI (Serviço Social da Indústria), sob a coordenação do Conselho Nacional do Sesi. Possui uma equipe multidisciplinar integrada por psicólogos, pedagogos e assistentes sociais para oferecer atendimento integral aos jovens. Os cursos realizados combinam formação profissional e educação básica, com abordagem de temas como cidadania, saúde, doenças sexualmente transmissíveis, cuidados com o corpo, orçamento familiar e direitos humanos.

promenino

VÍDEO: mulher é atropelada pelo próprio carro ao atravessar rua



Imagens mostram o exato momento em que vítima é atingida

Uma mulher foi atropelada pelo próprio carro em Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina, por volta das 10h30 deste sábado. Uma câmera de segurança flagrou o momento do acidente, que aconteceu por volta das 10h30 perto do cruzamento da Travessa Anita Garibaldi com a Rua Duque de Caxias. Apesar do susto, a vítima, de 37 anos, teve apenas ferimentos leves.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a mulher estacionou o automóvel, um Fiat Pálio, em uma ladeira, e foi atropelada quando atravessava a rua para ir até a casa da sogra. A vítima contou também que o veículo apresentou problemas no freio dias antes do acidente.

As imagens mostram a mulher sendo atingida e empurrada pelo veículo por alguns metros até cair no asfalto. Um grupo de pessoas corre para ajudá-la. De acordo com os bombeiros, ela foi levada consciente para o Hospital Universitário Santa Terezinha e passa bem.

Zero Hora

7 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

sábado, 6 de setembro de 2014

Depois de vida de luxo em mansão paraguaia, Abdelmassih come 'prato feito' em cela de 14 m²


Depois de morar três anos e sete meses em uma mansão de 700 m² com a mulher, Larissa Sacco, de 37 anos, e com os dois filhos no Paraguai, o ex-médico Roger Abdelmassih, 70, divide chuveiro, vaso sanitário e uma cela de 14 m² com outros cinco presos na Penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo.

A situação atual de Abdelmassih é bem diferente daquela vivida na cidade de Assunção, capital paraguaia, quando era vizinho do presidente do país, Horacio Cartes (confira a arte completa comparando as situações no final desta reportagem).

Cercado de luxo e conhecido na região como "Ricardo", nome falso, o ex-médico condenado a 278 anos por estuprar suas pacientes andava tranquilamente pelas ruas e frequentava restaurantes de alto padrão, onde costumava pedir pratos típicos da culinária italiana — nhoque e penne, acompanhados de espumante rosé.

Na mansão alugada por US$ 5 mil por mês, equivalente a R$ 11 mil, o criminoso vivia no mais alto conforto. Tinha motorista particular, trocava de empregada doméstica a cada dois meses para não levantar suspeita e levava os filhos, gêmeos de três anos, para um dos principais colégios paraguaios.

Agora, na Penitenciária de Tremembé, Roger Abdelmassih segue regras rígidas. Não pode mais escolher suas vestes: tem de usar o uniforme da prisão — camisa branca e calça bege. Tem hora certa para sair para o pátio e hora certa para voltar para cela. E, nos dias de visita, sempre aos finais de semana, pode receber até duas pessoas. Seu cardápio também mudou. O ex-médico, almoça o mesmo que é oferecido a todos os presos: carne, arroz, feijão e uma sobremesa simples.

Duas semanas após ser capturado, Roger Abdelmassih divide cela com cinco presos e recebe primeira visita

A Penitenciária de Tremembé já foi endereço de Abdelmassih em 2009, quando ficou preso por cinco meses, entre agosto e dezembro. Ele, porém, foi solto por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Superior Tribunal Federal), que considerou que o ex-médico poderia recorrer em liberdade da sentença de 278 anos de condenação.

Dois anos mais tarde, em 2011, Abdelmassih teve a prisão decretada novamente por pedir a renovação de seu passaporte — a Justiça entendeu a atitude como evidência de tentativa de fuga, o que se confirmou e o tornou o homem mais procurado do país.

R7

Confinamento contra ebola em Serra Leoa gera preocupação sobre direitos humanos


O governo de Serra Leoa, um dos países mais afetados pela epidemia de ebola, anunciou que vai confinar sua população por três dias para tentar conter o vírus - o que levantou preocupação sobre uma potencial violação de direitos humanos na região.

Segundo os representantes do governo do país, mais de 20 mil pessoas deverão atuar para garantir que os moradores fiquem dentro de suas casas.

"A gente não espera que eles se recusem [a ficar em casa]. Ou eles obedecem ou estarão desrespeitando a lei. Se você desobedecer, estará desobedecendo o presidente", disse à BBC Sidie Yahya Tunis, diretor de comunicação do Ministério da Saúde.

O correspondente da BBC na África Ocidental, Thomas Fessy, diz que o sucesso do plano vai depender da vontade da população de colaborar.

Uma implementação obrigatória do confinamento provavelmente traria à tona questões de respeito a direitos humanos e teria potencial para dar início a protestos violentos.

No mês passado, a Libéria, outro país atingido pela epidemia, isolou uma grande favela da capital, Monróvia, por mais de uma semana na tentativa de conter o vírus.

Enquanto isso, a Nigéria, que tinha fechado escolas para conter a epidemia, anunciou que vai reabri-las a partir de 22 de setembro.

ConfinamentoO objetivo do confinamento em Serra Leoa é permitir que trabalhadores de saúde possam isolar novos casos da doença para impedir que ela se espalhe ainda mais.

O surto já matou cerca de 2,1 mil pessoa em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria nos últimos meses.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou na sexta-feira que trabalhadores de saúde poderiam receber vacinas a partir de novembro, quando testes de segurança terminam

Mais de 20 profissionais de saúde morreram de ebola em Serra Leoa desde o início da epidemia, em março.

A doença infesta humanos pelo contato próximo com animais infectados como chimpanzés, morcegos de frutas e antílopes.

Ela se espalha entre humanos pelo contato direto com sangue, fluidos corporais ou órgãos infectados, e indiretamente por contato com ambientes contaminados.

BBC Brasil

O motivo da cotovelada brutal: ciúmes da vizinha



Vinte dias depois, vítima do golpe disse que perdoaria o agressor, que está preso por tentativa de homicídio qualificado, se ele pedisse desculpas

A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, de 30 anos, falou pela primeira vez nesta sexta-feira sobre a discussão com o comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 34 anos, que terminou numa cotovelada cinematográfica, no dia 15 de agosto, na cidade de São Roque, no interior de São Paulo. Hoje, Fernanda revelou o motivo: uma briga por ciúmes entre vizinhas.

Com a fala enrolada por causa do quadro de saúde ainda instável, Fernanda relatou que vivia em pé de guerra com a vizinha, chamada Luzinete, que tinha ciúmes dela com o marido. Como Oliveira, que a agrediu, é primo de Luzinete, ela contou que pedia ajuda dele para acabar com a briga. "Fui falar com ele com intenção de dar um 'chega'. Para evitar discussão. Ele é parente de uma vizinha minha, que é cismada comigo e vive me provocando e ameaçando. Eu moro em uma casa geminada à dela [Luzinete], e ela tem ciúmes do marido”, disse. “Foi o marido dela que me pediu o meu telefone. Quando ela não está em casa, ele vem falar comigo."

Fernanda também afirmou que ela e Oliveira eram amigos e que o perdoaria pela agressão se ele pedisse desculpas. “Eu e ele nos conhecemos há muito tempo porque São Roque é uma cidade muito pequena. Eu gostava dele, nunca pensei que fosse fazer isso comigo”, disse.

Preso desde o dia 19 de agosto, Oliveira é acusado de tentativa de homicídio qualificado. O inquérito policial deve ser concluído na próxima semana. A defesa dele contesta a acusação de tentativa de homicídio e alega ser um caso de lesão corporal grave. Os advogados afirmam também que ele está arrependido e que "jamais quis atentar contra a vida de Fernanda".

Segundo o irmão da vítima, Eduardo Cézar, o marido da vizinha chegou a abordar Fernanda. “Ele já pulou o muro da casa para tentar beijar a minha irmã. Mas a mulher dele achou que era Fernanda que dava em cima dele. Isso acontece desde o começo do ano”, disse. O irmão da vítima também afirmou que o agressor era conhecido na cidade por “sempre arrumar briga em festas”. Segundo o advogado Ademar Gomes, que defende Fernanda, o agressor já respondeu a um processo por homicídio, do qual foi absolvido, e já foi fichado por envolvimento com máquinas de caça-níquel.

Após sofrer a agressão, que foi gravada pelas câmeras de segurança de uma loja de motocicletas, Fernanda foi encaminhada para o hospital desacordada – antes de receber alta nesta segunda-feira, ela passou dez dias na UTI. Diagnosticada com traumatismo craniano, continua recebendo tratamento médico para evitar sequelas – ela ainda tem lapsos de memória, dores de cabeça e não se lembra do momento em que foi golpeada. Ao prestar depoimento à Polícia Civil de São Roque, nesta quinta-feira, ela ficou “chocada” ao assistir às imagens, segundo seu irmão.

À polícia, Fernanda disse que consumiu cerveja e vinho no baile. Após ser agredida, nem o agressor nem as pessoas que estavam na porta do estabelecimento prestaram socorro imediato à vítima, segundo as imagens do vídeo. O advogado de Fernanda disse que vai processá-los por omissão de socorro.

Veja

sábado, 30 de agosto de 2014

Adolescentes são explorados como "homens-seta" por incorporadoras


Para promover empreendimentos imobiliários, uma incorporadora fez dois garotos, de 16 e 14 anos, usarem placas em formato de seta penduradas no pescoço. O flagrante, da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, explica, com detalhes, a rotina dos dois adolescentes de Suzano, região metropolitana de São Paulo, explorados pelo trabalho infantil.

Aos sábados e domingos, o garoto mais velho ficava parado por horas em uma esquina da região central. A poucos quarteirões dali, o outro menino carregava em sua mochila o almoço: um pacote de bolachas e uma garrafa de suco.

A procuradora do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP), Elisiane Santos, orienta que situações como essa e outras formas de trabalho infantil sejam denunciadas por meio do Disque 100 ou pelo site do MPT, de forma sigilosa.

"Nas ruas, a criança ou o adolescente está sujeito a intempéries, a riscos de acidentes, vulnerável a abusos, cooptação, aliciamento e a outras violações de direitos. O índice de acidentes de trabalho nas ruas é muito alto. Por lei, qualquer trabalho perigoso, noturno ou insalubre é vetado a menores de 18 anos", explica à reportagem.

promenino

Acre pede ajuda ao governo federal para risco de ebola em fronteira com Peru


Estado teme que imigrantes senegaleses tragam o vírus ao entrarem no Brasil

RIO - O Acre pediu ajuda ao governo federal para impedir que o vírus ebola chegue ao estado. A intenção é que técnicos do órgão federal atuem na fronteira com o Peru para controlar a entrada de imigrantes senegaleses, que tem se intensificado nas últimas semanas.

Na última sexta-feira, o Senegal confirmou o registro do primeiro caso de paciente com vírus ebola. A vítima é um estudante da Universidade de Conakry, de 21 anos, que está em quarentena na capital Dakar, onde chegou com sinais de hemorragia na última quarta-feira. O jovem veio da Guiné, um dos países com maior número de mortes e doentes.

De acordo com o governo do Acre, o pedido de ajuda foi feito durante a vinda da ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) Ideli Salvatti, ao estado. Segundo o portal de notícias G1, atualmente existem 267 imigrantes em abrigos no estado. E embora a maioria tenha vindo do Haiti, 39 são do Senegal.

Ainda segundo o governo do Acre, funcionários da Polícia Federal, da Receita e de outros ministérios que atuam em fronteiras estão temerosos quanto à falta de estrutura para lidar com possíveis imigrantes infectados por ebola.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o vírus já tenha feito 1.552 vítimas fatais e contagiou, ao todo, 3.069 pessoas. Na Guiné, origem do paciente do Senegal e onde o primeiro caso foi detectado em março, 430 mortes já foram registradas.

O Globo