quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Comentário em destaque...lindo..emocionante

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bebê de 275 gramas é o primeiro menino do mundo a ...":

EU ACREDITO TBM SOU UM MILAGRE NASCI DE 5 MESES O MÉDICO DISSE Q EU N IA VIVER MAS TO AQUI E JÁ VOU FAZER 31 ANOS DETALHE MEU PAI N ME DEIXOU ENCUBADORA ASSINOU O TERMO ME TROUXE P CASA PEGOU UMA CAIXA DA QUELAS TV ANTIGA DE MADEIRA FORROU COM PANO E ALGODÃO COLOCOU LAMPADAS E ASSIM LA DENTRO EU FICAVA DEPOIS DE ANOS O MÉDICO ME VIU E N ACREDITOU!!



Postado por Anônimo no blog Anjos e Guerreiros em 2 de setembro de 2015 11:02

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Músico que foi de favela em Niterói aos EUA faz campanha 'positiva' online para tratar câncer


Luiza Bandeira
Da BBC Brasil em Londres

Um músico brasileiro de 30 anos, diagnosticado com um raro tipo de câncer nos EUA, lançou uma campanha online para levantar fundos para um tratamento em que aposta em uma abordagem positiva.

Em vídeos da campanha no site Gofundme, Wagner Caldas aparece raspando o cabelo por causa quimioterapia e exibe o mesmo sorriso e energia que mostra nos palcos dos EUA, tocando cavaquinho ao lado do irmão gêmeo, Walter.
A campanha, realizada com amigos, tem o mote "Meu diagnóstico não me define", e usa a hashtag #cantcer - jogo de palavras com can't, 'não pode' em inglês, e câncer.

"O câncer pode fazer muita coisa com você, te destruir, destruir sua família, acabar com seu alto astral, com sua vida. Aí eu usei cantcer, porque não vou deixar isso acontecer comigo. Comigo, o câncer não vai poder fazer isso."

Cobaias
Superação não é algo inédito na vida de Wagner.
Nascidos na favela da Grota, em Niterói, Wagner e Walter, aprenderam a tocar música clássica em um projeto social. Com o sucesso da Orquestra de Cordas da Grota, foram convidados para estudar música na Universidade de Northern Iowa, nos Estados Unidos.

Como a avó dele não tinha dinheiro para criar o filho, deixou-o em uma institução para menores, então a Funabem.
Ali, Jonas aprendeu o ofício de marceneiro e, mais velho, começou a fabricar violinos.
Mas ele não sabia tocar, e queria que alguém testasse os violinos para saber se estavam bons. Quando os filhos Wagner e Walter tinham 11 anos, decidiu que eles seriam os cobaias.

Os dois estiveram entre os primeiros integrantes da Orquestra de Cordas da Grota, onde tocavam o instrumento.
"Hoje eu sou quem sou por causa da música. Onde eu cresci, tudo que eu vi... eu tinha uma chance muito grande de nem estar vivo hoje, igual a um monte de amigos meus que não fizeram música", diz ele.
Bolsa de estudos
Na orquestra, em que tocaram por 12 anos, os dois tocavam música clássica e brasileira e faziam sucesso ao tocar clássicos como Brasileirinho sambando ao mesmo tempo em que tocavam.
Em 2006, deram uma entrevista para uma rádio americana que gerou um convite para tocar nos EUA. Após o show, receberam uma bolsa de estudos da Universidade de Northern Iowa.

Sem falar inglês, os dois partiram para os EUA em 2007. Wagner diz que os dois se destacaram pelo jeito brasileiro e capacidade de improvisação e, assim, decidiram formar uma nova banda.
Foi aí que Wagner trocou o violino pelo cavaquinho.

Diagnóstico
"A verdade é que o meu irmão sempre foi bem melhor do que eu", conta, rindo. "Então comecei no cavaquinho. O instrumento brasileiro é diferente, é raro ter banda com cavaquinho, então isso deu um charme."
Na banda Brazilian 2wins, os dois incluíram pop e rock no repertório e foram tocar em diversos Estados americanos.
Chegaram a se apresentar para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do qual, contam, arrancaram elogios.
Mas, há cerca de um ano, Wagner começou a sentir dor no braço e nas mãos.

A princípio, pensou que fosse muscular, por causa da profissão.
Chegou a fazer uma cirurgia porque os médicos pensaram que fosse um problema no nervo. Mas, dois meses após o procedimento, não sentiu melhora.
Descobriu então um caroço no peito, perto do ombro, e foi diagnosticado com sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer.
O caso se torna mais único ainda por ter aparecido em um homem adulto e negro; este tipo de câncer é mais frequente em crianças brancas, de acordo com os médicos de Wagner.

Mas ele afirma não ter desanimado com o diagnóstico. Ele tinha um show marcado dois dias depois; contou do câncer apenas para seu irmão e fez a apresentação.
Também enfrentou assim o corte de cabelo - diz que os cabelos crespos estavam "pendurados" quando raspou a cabeça, duas semanas após o início do tratamento.
"Não tem tempo ruim", brinca.

O que desanimou Wagner foi a conta do hospital. "Foi tudo muito rápido. Cheguei para fazer o exame, descobri o câncer e, só nesse dia, a conta do hospital foi de quase US$ 40 mil (cerca de RS$ 143 mil)", diz ele.
Não sou o primeiro nem o último a ter câncer. Não adianta ficar estressado ou triste. Meu objetivo é ficar positivo para fazer minha parte, que é comer bem, ficar ativo e me cuidar."

Por isso, Wagner e seus amigos iniciaram uma campanha de arrecadação na internet. Em um mês, arrecadaram US$ 10 mil. A meta é chegar aos US$ 150 mil, para ajudar com o tratamento e outros custos.
O músico, que vive nos EUA há dez anos, decidiu não voltar ao Brasil para fazer o tratamento porque os médicos que o acompanharam desde o início eram americanos e ele está sendo atendido em um centro especializado neste tipo de câncer.

Com a quimioterapia, ele não está mais fazendo shows - seu irmão está se apresentando com o resto da banda.
Mas ele não perde a positividade.

"Do jeito que penso é que não sou o primeiro nem o último a ter câncer, está em tudo quanto é lugar. Sou só mais um, vai dar tudo certo, não adianta ficar estressado ou triste. Meu objetivo é ficar positivo para fazer minha parte, que é comer bem, ficar ativo e me cuidar."

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

24 de agosto - 61 Anos da Morte do Presidente Getúlio Vargas


Getúlio Dornelles Vargas (São Borja, 19 de abril de 1882 — Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) foi um advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente, Washington Luís, e, impedindo a posse do presidente eleito em 1 de março de 1930, Júlio Prestes.

Foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro período foi de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945, e dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório"; de 1934 até 1937 como presidente da república do Governo Constitucional, tendo sido eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e, de 1937 a 1945, como presidente-ditador, durante o Estado Novo[nota 2] implantado após um golpe de estado.

No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se suicidou. Getúlio era chamado pelos seus simpatizantes de "o pai dos pobres", frase bíblica (livro de Jó-29:16)[1] e um dos títulos de São Vicente de Paula,[2] e, título criado pelo seu Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, enfatizando o fato de Getúlio ter criado muitas das leis sociais e trabalhistas brasileiras. A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de "getulismo" ou "varguismo". Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados "getulistas". As pessoas próximas o tratavam por "Doutor Getúlio", e as pessoas do povo o chamavam de "O Getúlio", e não de "Vargas".

Cometeu suicídio no ano de 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi considerado o mais importante presidente da história do Brasil. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Getúlio Vargas foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, em 15 de setembro de 2010, pela lei nº 12.326.


17º Presidente do Brasil Brasil

Período 31 de janeiro de 1951
a 24 de agosto de 1954
Vice-presidente Café Filho
Antecessor(a) Eurico Gaspar Dutra
Sucessor(a) Café Filho

14° Presidente do Brasil Brasil

Período 3 de novembro de 1930
a 29 de outubro de 1945
Vice-presidente Nenhum
Antecessor(a) Junta Governativa Provisória
Sucessor(a) José Linhares

Senador pelo Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul

Período 1º de fevereiro de 1946
a 31 de janeiro de 1951

13º Presidente do Rio Grande do Sul

Período 25 de janeiro de 1928
a 9 de outubro de 1930
Vice-presidente João Neves
Antecessor(a) Borges de Medeiros
Sucessor(a) Osvaldo Aranha

Ministro da Fazenda

Período 15 de novembro de 1926
a 17 de dezembro de 1927
Presidente Washington Luís
Antecessor(a) Aníbal Freire da Fonseca
Sucessor(a) Oliveira Botelho

Deputado federal pelo Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul

Período 3 de maio de 1924
a 15 de novembro de 1926

Deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul

Período 25 de janeiro de 1917
a 3 de maio de 1924
Período 25 de janeiro de 1909
a 25 de janeiro de 1913

Vida

Nome completo Getúlio Dornelles Vargas
Nascimento 19 de abril de 1882
São Borja, Rio Grande do Sul,
Brasil
Morte 24 de agosto de 1954 (72 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro1908.gif Distrito Federal , Brasil

Dados pessoais

Alma mater Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cônjuge Darci Sarmanho (1911–1954)
Partido Republicano Rio-grandense (1909–1929)
Aliança Liberal (1929–1946)
Trabalhista Brasileiro (1946–1954)
Religião Catolicismo
Profissão Advogado

Fonte: Wikipédia

sábado, 22 de agosto de 2015

O que o bebê sente dentro da barriga quando a mãe faz sexo: 4 sensações surpreendentes

por Beatriz Helena

A gravidez requer alguns cuidados e mudanças mas, a prática sexual na maioria das vezes não é uma delas porque não traz problema nem para a mãe e tampouco para o feto. Mas, e ele? Será que dentro do útero o bebê sente quando a mãe faz sexo?

Pode fazer sexo na gravidez?


De acordo com a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, mulheres com gestações de baixo risco podem transar desde o começo sem nenhum impedimento. Já aquelas de alto risco ou que foram submetidas à fertilização artificial devem aguardar o fim do primeiro trimestre.

Para sempre ter certeza de que tudo está correndo bem, a médica recomenda que a qualquer sinal de dor, a atividade seja suspensa. Além disso, sinais de sangramento ou corrimentos anormais devem ser imediatamente avaliados por médicos em unidades de pronto atendimento.

O que o bebê sente quando a mãe tem relação?


Se o sexo é uma atividade que mexe com uma série de atividades funcionais do organismo, então certamente ele influi também no ambiente uterino. “É claro que estamos sempre supondo porque, afinal de contas, ainda não foi feito nenhum estudo que colocasse medidores nas mulheres durante as relações sexuais. Mas, o feto pode sentir indiretamente a atividade sexual da mãe sim”, explica a obstetra.

Movimentação


Todos os movimentos mais bruscos feitos pela mãe podem ser sentidos pelo feto que, como está la dentro, acaba se mexendo também. Por isso, posições menos estáveis podem funcionar como um chacoalhão para ele. Mas, mamãe e papai podem ficar tranquilos. Segundo Flávia, isto não é um problema e o desejo não precisar ser podado pela insegurança.

Batimento cardíaco

O batimento cardíaco da mãe também causa uma sensação diferente para o feto. “Com os batimentos acelerados, a tendência é que a região genital e uterina receba mais sangue e isso gere algumas contrações. Mas em gestações de baixo risco isso não é nenhum problema porque o corpo é esquematizado para contornar essas contrações sem nenhum prejuízo para a continuidade da gravidez”, tranquiliza a ginecologista.

Liberação de hormônios

Três hormônios são liberados durante o sexo. A ocitocina e a adrenalina são responsáveis pela aceleração do batimento cardíaco do feto. Já a dopamina, de acordo com a médica, não passa pela placenta e, portanto, não causa nenhum efeito.

Orgasmo

E finalmente o orgasmo. Sim! O feto também recebe sinais diferentes quando a mulher chega ao orgasmo. “Os hormônios e os batimentos cardíacos causam as contrações e elas funcionam como um abraço bem, bem, bem apertado no bebê. Mas é muito tranquilo porque ele já está preparado para ficar apertadinho”, finaliza Flávia.

Fonte: bolsa D E M U L H E R

22 DE AGOSTO - DIA DO FOLCLORE

Criação da data

O Congresso Nacional Brasileiro, oficializou em 1965 que todo dia 22 de agosto seria destinado à comemoração do folclore brasileiro. Foi criado assim o Dia do Folclore Nacional. Foi uma forma de valorizar as histórias e personagens do folclore brasileiro.

Desta forma, a cultura popular ganhou mais importância no mundo cultural brasileiro e mais uma forma de ser preservada. O dia 22 de agosto é importante também, pois possibilita a passagem da cultura folclórica nacional de geração para geração.


Comemoração

O Dia 22 de agosto é marcado por várias comemorações em todo território nacional. Nas escolas e centrou culturais são realizadas atividades diversas cujo objetivo principal é passar a diante a riqueza cultural de nosso folclore. Os jovens fazem pesquisas, trabalhos e apresentações, destacando os contos folclóricos e seus principais personagens. É o momento de contarmos e ouvirmos as histórias do Saci-Pererê, Mula-sem-cabeça, Curupira, Boto, Boitatá, etc.

Nesta data, também são valorizadas e praticadas as danças, brincadeiras e festas folclóricas.

Fonte: SuaPesquisa.com

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Que país é esse ?


17 de agosto às 09:11 · Editado ·

Semana passada, Suzane foi liberada para dia dos pais . Mas comemorar com quem, se acabou com a vida de seus pais? Essa justiça é piada. (vergonha )

Se vivo num país onde a justiça age desta forma, me pergunto:
- Discutir política pra quê?

Fonte: Gilberto Maha

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Primo de abandonado em BRT no Rio diz que pais 'não deram sinal de vida'



Primo de abandonado em BRT no Rio diz que pais 'não deram sinal de vida'


O primo do menino de 3 anos que foi abandonado por uma mulher no terminal Alvorada do BRT na última quinta-feira (13) disse que os pais da criança, Nardyne Dias e Deonir Lima Sales, continuam desaparecidos.

“Os pais não deram sinal de vida e tudo indica que aconteceu alguma coisa. A única coisa que estava anormal eram os documentos que estavam queimados no canto do quintal. Tinha notebook, tablet e som roubado", disse Carlos Silva, primo do menino. "Eles eram supertranquilos, eu passava o dia lá. Não tinham inimigos, e a família era superunida”, contou.

Carlos disse ainda que a mulher flagrada nas imagens abandonando a criança não é a mãe e nem a avó paterna do menino.

“A mãe era magra, de pequena estatura, cabelo curto. O cabelo da mulher [nas imagens] é maior. Tenho certeza de que não é ela”, disse Carlos.

Nem a família, nem os investigadores conseguiram identificar a mulher que abandonou o menino no quiosque de uma empresa telefônica no terminal. Ela contou à vendedora que tinha acabado de encontrar a criança e que ela estava perdida, mas as câmeras mostraram que a mulher pegou o ônibus na estação de Santa Cruz com o menino, e eles desembarcaram, uma hora depois, no terminal Alvorada.

Por ordem da Justiça, a criança está temporariamente na casa de uma família acolhedora.

Celular foi rastreado

Os policiais rastrearam o celular do pai do menino e descobriram que o aparelho estava em uma favela próxima ao local onde a família morava. Os agentes foram até lá, mas não encontraram o telefone.

Parentes estiveram na Cidade da Polícia, em Bonsucesso, neste domingo (16) para prestar depoimento.

O irmão de Nardyne também afirmou que a mulher que aparece nas imagens não é a mãe da criança.

“Não é a minha irmã nas imagens. A Nardyne não tem aquele cabelo tão comprido. Quando eu soube que meu sobrinho tinha sido abandonado, eu liguei para o meu cunhado e para minha irmã, mas o telefone deles está desligado até hoje”, contou Pedro Dias, irmão de Nardyne, ao G1.

Pedro disse que desconhece a mulher que aparece nas imagens com o sobrinho no terminal do BRT. Segundo ele, Nardyne, que mora em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, tem problemas com a família do marido. "Já chegou a ter agressão física, mas isso foi ano passado", revelou, sem dar mais detalhes.

A irmã de Nardyne, Luana Linhares, disse ao G1 neste domingo, após prestar depoimento, que não daria informações sobre o caso.

Fonte: G1

Futebol é mensagem de igualdade para refugiados no Brasil


“Craque Pelé! Craque Pelé!”, saudou um grupo de jovens torcedores que ocupava as acanhadas arquibancadas do campo de futebol do Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (CERET), na zona leste de São Paulo. O alvo das manifestações não era Edson Arantes do Nascimento, e sim um angolano cuja semelhança com o craque brasileiro é o apreço pela bola.

José Pelé Messa nasceu há 45 anos em Cabinda, na Angola, em uma época na qual a idolatria pelo atacante santista era tão grande que sua presença foi capaz de estancar, mesmo que momentaneamente, duas guerras civis africanas, na Nigéria e no Congo. É inspirado nesses dias que o angolano recebeu seu nome do meio, carregado com muito orgulho por um refugiado que vive há dois anos no Brasil.

Unindo a paixão pelo futebol brasileiro e a solidariedade por seus conterrâneos africanos, que enfrentam dificuldades e obstáculos na aquisição de direitos como refugiados políticos, José Pelé é um dos organizadores da Copa dos Refugiados, torneio disputado pela segunda vez na capital paulista em agosto de 2015.

“Através do futebol, podemos levar ao povo brasileiro a nossa mensagem, mostrando que somos iguais”, afirma o organizador, lembrando que ainda há muito preconceito e desconfiança em relação aos estrangeiros que buscam uma nova vida no Brasil. Uma prova dessa conduta aconteceu no início de agosto, quando seis haitianos sofreram ataques a tiros no centro da capital paulista. Felizmente, nenhum deles morreu; há indícios que o crime foi motivado por xenofobia.

“Estamos aqui trazendo a nossa cultura e dedicação. Queremos conviver e trocar ideias e experiências entre aqueles que vivem situações parecidas”, pontua o angolano. E não são poucos: cerca de 240 refugiados ou solicitantes de refúgio participaram da competição, divididos em 18 equipes, cada uma representando um país.

A Copa dos Refugiados ocorre na medida em que a questão do refúgio se torna cada vez mais presente no Brasil: segundo o Ministério da Justiça, 1.165 solicitaram refúgio no país em 2010, sendo que quatro anos depois esse número disparou para 25.996, um crescimento de mais de 2.000%. De acordo com dados de 2015 da Acnur (órgão da ONU para refugiados), há cerca de 59,5 milhões de pessoas deslocadas de suas terras natais por guerras e conflitos.

Criticado pela morosidade e lentidão no atendimento dos pedidos, o Brasil concedeu no ano passado 2.320 refúgios a estrangeiros, entre eles José Pelé. O número superou com facilidade o recorde de 2013, quando 649 estrangeiros tiveram seus documentos regularizados, segundo informações do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados).

Foi através de muito esforço e paciência que o angolano se juntou aos outros cerca de 7.700 refugiados reconhecidos no território brasileiro, provenientes de 81 países. Destes, cerca de 3.200 escolhem a capital paulista como destino. “A minha história é muito triste, prefiro não contar”, desabafa o até então sorridente José Pelé, já com olhos encharcados.

O silêncio que sucedeu a fala serviu de pausa para que ele contasse como, afinal, chegou ao Brasil. Formado em jornalismo e com experiência em áreas tão distintas como marketing e teatro, ele trabalhou como fiscal das eleições angolanas de 2012, quando saiu vitorioso o presidente José Eduardo dos Santos, do MPLA, no comando do país africano desde 1979.

José Pelé não ficou quieto perante as fraudes que descobriu durante seu trabalho. Conta que, para se manter calado, recebeu ofertas de carro e apartamento. Ao recusar, passou a receber ameaças contra sua vida e perseguições. “Não existem direitos humanos em Angola”, decreta.

Foi então que fugiu para o Brasil, mas não pela primeira vez: já tinha vindo ao país nos anos 1980, sempre em busca de encontrar o ídolo que leva em seu nome. Sabe de cor o número de gols marcados pelo Pelé original: 1.285. Recentemente, tentou encontrá-lo no Hospital Albert Einstein, quando o ex-jogador passou por um período de internação.

Ao relembrar a infância na África, o angolano afirma que, antigamente, jogar futebol profissional era malvisto pela maioria das famílias, assim como tentar a carreira musical. “Hoje, já temos a noção de que o futebol é um traço de unidade das nações africanas. Por isso, criamos a Copa dos Refugiados, com o propósito de reunir os povos pela paz e democracia.”

Idealizada e organizada por refugiados e solicitantes de refúgio que vivem em São Paulo, o evento teve a sua segunda edição finalizada na tarde de sábado, dia 8. O inverno não deu às caras, assim como as nuvens, e os jogos foram realizados sob um sol escaldante e temperatura de 23ºC. A grande final foi disputada entre as seleções do Camarões e do Congo, com vitória camaronesa por 2 a 1.

José Pelé considera o evento um sucesso. E promete melhoras. “Amanhã faremos um torneio melhor, pois se não buscarmos isso também não teremos um país melhor. A integração aqui é muito difícil, principalmente para quem não fala português”, afirma ele, que, além do português, fala francês e kikongo, um dialeto angolano.

Hoje, José Pelé mora em Itaquera e trabalha como operador de caixa em um supermercado da Barra Funda. Vira e mexe recebe outros refugiados em seu apartamento. Mas sente saudades da África: deixou lá cinco filhos, com idades entre 5 e 25 anos.

Gosta de viajar para Santos, onde sempre visita a Vila Belmiro, palco de grandes feitos do seu ídolo. Na pauliceia, frequenta parques como o da Água Branca, perto de seu trabalho, e praças do Brás. Ao observar uma disputa de bola que terminou em gol e levou ao delírio da torcida, José Pelé Messa bradou: “É isso que quero. Ver meu povo feliz.” Ao final, a seleção de Camarões levou a taça: vitória de 2 a 1 sobre o Congo.

Fonte: promenino

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Ratazanas gigantes farejadoras de minas terrestres estão salvando vidas em países da África

A APOPO, uma ONG belga, treina ratazanas gigantes, habilitando-as a farejar minas terrestres e infecções de tuberculose. Desde 2006, estes “ratos heróis” trabalham em campos minados de Moçambique, impedindo que mais de 13.000 minas soterradas explodissem, recuperando mais de 11 milhões de metros quadrados de terra. Eles também analisaram, com precisão de um quarto de milhão, amostras de sangue com infecções de tuberculose.

Bart Weetjens, fundador da APOPO, teve a ideia de treinar ratos farejadores há 20 anos, quando era um estudante na Universidade de Antuérpia, na Bélgica. Ele costumava criar roedores de estimação, percebendo como eram sociáveis, inteligentes e facilmente treináveis.

Weetjens queria usar sua experiência de lidar com roedores para encontrar uma resolução local para o problema das minas terrestres. Depois de uma pesquisa considerável, Weetjens escolheu utilizar a espécie Cricetomys gambianus, ratos encontrados na África. Embora ele seja considerado uma praga em muitas partes do continente, o pesquisador sabia que era a solução perfeita, por conta de sua grande inteligência e olfato extraordinário.

E ele estava certo. Fácil de treinar, foram gastos R$ 21.500 para treinar cada um deles, o que é muito mais barato do que usar seres humanos ou cães. Eles são muito mais rápidos. Humanos com detectores de metais levariam cinco dias para procurar minas em 200 metros quadrados de terra, enquanto os ratos pode fazer o mesmo serviço em 20 minutos. E eles são, pelo menos, um quilo mais leve que o peso mínimo necessário para passar por cima de minas ativadas por pressão.

A APOPO cuida bem de seus ratos, não havendo mortes ou ferimentos em nenhum deles, durante o cumprimento do dever. Protetores solares são aplicados em seus ouvidos para prevenir o câncer de pele. Ao ficar velho demais para trabalhar, se aposentam e têm permissão para viver o resto de suas vidas em ambiente natural.

De acordo com Tim Edwards, chefe de formação e investigação comportamental da APOPO, é importante que os ratos sejam confiáveis. No caso raro de um rato se revelar difícil para treinar, ele é removido do programa de treinamento, mas continua como um companheiro para os outros ratos.

Os ratos também são treinados para farejar amostras de sangue e fluído humano, detectando traços de tuberculose. As amostras chegam de várias partes do país. De acordo com a APOPO, os ratos detectaram 7.000 casos de tuberculose, que não haviam sido identificadas nos testes convencionais. A medida já combateu 24.000 infecções, e aumentou as taxas de detecção em 45%. "Se você considerar o número de pacientes que foram curados de tuberculose por conta dos ratos, o impacto é enorme", disse o microbiologista da APOPO, Georgies Mgode.

A utilidade dos ratos em testes médicos despertou o interesse da comunidade médica. Agora, os investigadores estão interessados ​​em saber como as criaturas podem ser usadas para farejar câncer. "Há muito potencial; é apenas uma questão de tempo e encontrar os recursos para investigá-lo”, disse Edwards.

Por enquanto, Weetjens tem o prazer de ver o seu programa de rato florescer. "Em Moçambique, as pessoas lutaram, eles colocaram minas e, em seguida, eles apertaram as mãos e foram embora. Mas eles deixaram para trás todas aquelas minas, que mataram muitos agricultores. Agora os nossos ratos estão limpando o terreno e ajudando as pessoas a usá-los novamente. Para mim, eles são grandes heróis",concluiu.

Fonte: Jornal Ciência

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os Dioramas em Miniatura de Tatsuya Tanaka

Nos últimos cinco anos, o artista japonês Tatsuya Tanaka construiu um diorama em miniatura todos os dias. Através da combinação de itens de uso diário e figuras minúsculas de artesanato, Tatsuya coloca vida naquilo não era nada mais do que um pedaço rasgado de papelão, um dispensador de fita adesiva, uma esponja ou velhos cassetes de áudio. Sua dedicação aos detalhes consegue iludir temporariamente o espectador, levando-o a pensar que está olhando para uma cena em uma escala muito maior do que realmente é. Os resultados são fascinantes, interessantes, divertidos e nos fazem sorrir e admirar a inventividade deste artista. Talvez você também sinta vontade de fazer dioramas, por que não? Inspire-se!

Tatsuya publica um novo diorama todos os dias em seu site:

Fonte :miniature-calendar.com

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