quinta-feira, 21 de abril de 2016

ESTAMOS CHEGANDO PERTO DE UMA CURA PARA A ESCLEROSE MÚLTIPLA?

02 . Set . 2014 / Pesquisas e novidades
Uma nova pesquisa sugere que este avanço poderia estar próximo

Mais de 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo têm esclerose múltipla (EM), uma doença que interrompe o circuito entre o cérebro e o corpo. Ela geralmente atinge adultos jovens.

No momento, a doença pode ser gerenciada, mas não curada. Os tratamentos atuais para EM podem reduzir novos danos ao cérebro, mas a pessoa permanece com os danos que a doença já causou.

Inverter o dano pode significar a cura, ou algo próximo a isso. É o Santo Graal dos pesquisadores de EM e pode ser mais um passo para a descoberta.

Ensaios clínicos de Fase I de um novo medicamento apenas ter sido concluída em seres humanos, demonstrando que uma nova droga, chamada de anti-LINGI-1, é segura e não tem efeitos colaterais graves. Mais importante, o teste feito até agora sugere que pode reverter os danos nos nervos causados ​​pela EM.

Danos aos nervos

Quando alguém tem EM, o sistema imunológico do corpo começa a atacar a mielina, uma substância que forma o corpo de isolamento em torno dos nervos do sistema nervoso central.

Quando este isolamento é danificado, de modo que são os nervos, o que torna mais difícil para eles enviarem mensagens para e a partir do cérebro e da medula espinhal.

Estudos com animais mostraram que os anticorpos anti-LINGO-1, também chamados BIIB033, podes ser capazes de inverter a desmielinização dos nervos. Funciona através do bloqueio da LINGO-1, uma proteína do sistema nervoso central que impede a mielinização.

Os ensaios de Fase I mostraram que a droga é segura para seres humanos. Isso é um grande passo em frente, mas há ainda maior espera nos ensaios de Fase II. Os pesquisadores agora têm que ver se eles podem alcançar os mesmos resultados positivos que tenho com animais em seres humanos.

"Com esses resultados, temos sido capazes de iniciar estudos de fase II para ver se a droga realmente pode reparar a mielina perdida em seres humanos e têm qualquer efeito para restaurar a função física e cognitiva e melhorar a deficiência", disse o autor do estudo, Diego Cadavid, MD, de Biogen Idec em Cambridge, Mass., que desenvolveu a droga.

Outra pesquisa promissora


Mas o anti-LINGO-1 não é o único tratamento promissor no desenvolvimento. Em uma conferência em maio, pesquisadores de EM apresentaram vários estudos que lhes dão esperança.

Dois estudos sugeriram que a IRX4204 composto pode reduzir as respostas do sistema imunológico e promover a reparação da mielina. Os pesquisadores disseram que, se esses estudos de laboratório em estágio inicial realizam-se em novas pesquisas, este tem o potencial de ambos parar respostas imunes que levam a danos no sistema nervoso e também reparar o que foi perdido.

Há também uma série de estudos com células-tronco promissoras que visam o tratamento de esclerose múltipla progressiva.

Um estudo de Harvard está investigando como uma dieta rica em sal ou bactérias intestinais podem contribuir para causar EM ou torna-la progressivamente pior.

Um projeto de reparação do sistema nervoso inovador na França está analisando o potencial do uso de células-tronco adultas da própria pessoa como “peças de reposição” para reparação do cérebro.

E a Universidade de Washington estuda o bem-estar, analisando como as mudanças na qualidade de vida influenciam a progressão da doença.

Todas estas pesquisa vem construindo sobre o investimento de milhões de dólares ao longo dos anos na busca de uma cura para a EM.

No início deste ano, a Sociedade Nacional de MS cometeu um adicional de US $ 29 milhões para apoiar uma expectativa de 83 novos projetos de pesquisa de EM. O objetivo, de acordo com a sociedade, é parar a EM, recuperando as funções que foram perdido por consequência da doença, e acabar com a doença de vez.

"A amplitude desses novos investimentos em pesquisa é muito emocionante", disse Timothy Coetzee, chefe de advocacia, os serviços da MS Sociedade Nacional e Diretor de Pesquisa. "Enquanto nós estamos dirigindo pesquisa para parar a EM, restaurar a função e acabar com a doença para sempre, ao mesmo tempo que estamos identificando as principais intervenções e soluções que podem ajudar as pessoas com EM a viverem suas vidas melhores agora mesmo."

Fonte: AME

sábado, 16 de abril de 2016

As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar

Nossas primeiras experiências com o mundo marcam o início do nosso desenvolvimento emocional. Na infância se tece uma rede que conectará nossa mente e nosso corpo, o que determinará em grande parte o desenvolvimento da capacidade de sentir e de amar.


Neste sentido, nosso crescimento emocional dependerá dos nossos primeiros intercâmbios emocionais, que nos ensinarão o que ver e o que não ver no mundo emocional e social no qual nos encontramos.

Assim, o campo da nossa infância nos permite semear o amor de maneira natural, o que determinará que a capacidade de amar e de sermos amados cresça de maneira saudável e nos ajude a nos desenvolvermos no futuro.

“Somos seres emocionais que aprendem a pensar, não máquinas pensantes que aprendem a sentir”
Stanisla Bachrach

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome
As amostras de carinho e afeto elevam a autoestima das crianças e as ajudam a construir uma personalidade emocionalmente adaptada e inteligente. Ou seja, o nosso amor as ajuda a lidar com os medos naturais que surgem nas diferentes idades, fomentando um grau de sensibilidade saudável.

As crianças têm uma confiança natural em si mesmas. De fato, nos surpreende que frente a desvantagens insuperáveis e fracassos repetidos elas não desistam. A persistência, o otimismo, a automotivação e o entusiasmo são qualidades inatas das crianças.

Percebermos isso nos ajuda a sermos conscientes do quão importante é amarmos nossos filhos e educá-los em relação ao respeito, empatia, expressão e compreensão dos sentimentos, controle da impaciência, capacidade de adaptação, amabilidade e independência.

O que podemos fazer para criar crianças felizes e saudáveis?
O temperamento de uma criança reflete um sistema de circuitos emocionais inatos específicos no cérebro, um esquema de sua expressão emocional presente e futura, e de seu comportamento. Estes podem ser adequados ou não, por isso a educação deve se tornar um apoio e um guia para elas.

Para alcançar uma saúde emocional ideal, devemos mudar a forma como se desenvolve o cérebro das crianças. A ideia é que através do amor e da educação emocional estimulemos certas conexões neuronais saudáveis.

Ou seja, todas as crianças e todos os adultos partem de certas características determinadas que devem ser administradas em conjunto para que possamos alcançar o bem-estar físico e emocional.
Por exemplo, quando uma criança é tímida por natureza os adultos que se encontram ao seu redor a protegem exageradamente, fazendo com que ela se torne ansiosa com o passar do tempo.


A educação emocional requer uma certa “desaprendizagem” adulta. Uma criança tímida deve aprender a dar nome às suas emoções e a enfrentar o que a perturba, não deve sentir que cortamos suas asas porque ela é vulnerável.

Um adulto deve demonstrar empatia sem reforçar suas preocupações, propondo, por sua vez, novos desafios emocionais que a permitam evoluir. Deve-se proteger a saúde emocional da criança através do desenvolvimento de suas características naturais.
amada

As chaves básicas de uma educação emocional saudável

1. Os especialistas costumam recomendar que ajudemos as crianças a falarem de suas emoções como uma maneira de compreender a si mesmas e os demais. Entretanto, as palavras só dão conta de uma pequena parte (10%) do verdadeiro significado que obtemos através da comunicação emocional.

Por essa razão, não podemos ficar só na verbalização; devemos ensiná-las a compreender o significado da postura, das expressões faciais, do tom de voz e de qualquer tipo de linguagem corporal. Isso será muito mais efetivo e completo para o seu desenvolvimento.

2. Há anos vem se promovendo o desenvolvimento da autoestima de uma criança através do elogio constante. Entretanto, isso pode fazer mais mal do que bem. Os elogios só ajudarão as nossas crianças a se sentirem bem consigo mesmas se eles estiverem relacionados a ganhos específicos e ao domínio de novas aptidões.

3. O estresse é um dos grandes inimigos da infância. Entretanto, é um inconveniente com o qual elas têm que conviver, por isso protegê-las em excesso é uma das piores coisas que podemos fazer. devem aprender a enfrentar estas dificuldades naturais de tal forma que desenvolvam novos caminhos neurais que as permitam se adaptar ao meio no qual vivem.
Não podemos tentar criar nossas crianças em um mundo da Disney de inocência e ingenuidade. O estresse e a inquietação fazem parte do mundo real e da experiência humana, tanto quanto o amor e o cuidado.
Se tentarmos eliminar esses obstáculos, impediremos que elas tenham a oportunidade de aprender e desenvolver capacidades realmente importantes que as ajudem a enfrentar desafios e decepções que são inevitáveis na vida.

Fonte: Revista PAZES

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Comunidade quilombola no Rio acusa milicianos de atentado a bomba


Artefato teria sido lançado na porta de morador em área de parque.
Caso foi encaminhado à Draco; 100 pessoas moram no quilombo.


O silêncio na área da comunidade remanescente do Quilombo do Camorim, localizado dentro do Parque do Maciço da Pedra Branca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, foi quebrado de forma abrupta por volta das 19h30 da última sexta-feira (8). Conforme relatos dos quilombolas, uma bomba de fabricação caseira foi lançada e explodiu na frente da porta de um dos moradores. A vítima acredita em ataque de um grupo de milicianos, após ele ter 'batido de frente' com os criminosos.

O caso, denunciado à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), foi encaminhado à Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) nesta quinta-feira (14). Até a publicação desta reportagem, a delegacia não havia informado se será instaurado um inquérito.

"A vítima e sua família serão acompanhadas pela Comissão. O caso é muito grave", disse a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Mariele Franco.

Um homem, que não quer se identificar, diz ter sido o alvo do atentado e afirma que já esperava a ação. "Essa é a segunda vez que me ameaçam. Não concordo com as ações deles, cobrar por segurança, gás. Só que desta vez foi pior", afirmou.

Pedaços de plástico e parafusos se espalharam pelo quintal, e uma parte do material foi recolhida pelos moradores, a fim de fundamentar a denúncia na Draco. O suposto alvo do atentado escapou porque estava em uma reunião, e diz que não pretende sair do quilombo.

"Achava até que fossem me dar um tiro, e não fazer o que fizeram. Mas agora não vou sair. Se sair, eles vencem e tomam de vez aquela área", afirmou.

O Quilombo do Camorim foi certificado como comunidade remanescente de quilombos em 2014 pela Fundação Cultural Palmares. Segundo a Fundação, o Camorim tem registros de quilombo desde 1574. A igreja de São Gonçalo do Amarante, símbolo do local, foi construída em 1625.

Ameaças
Segundo a vítima, estão atuando na região milicianos dos morros César Maia, em Vargem Pequena; Covanca, em Jacarepaguá; Jordão, na Praça Seca, além do próprio Camorim. O homem conta que a primeira ameaça data de 2003.

"Estávamos fazendo uma homenagem a Zumbi dos Palmares quando disseram para mim que 'agora quem comanda aqui é a gente'. Eu não abaixei a cabeça, disse que não precisávamos de comando. Mas até então tinha ficado apenas nisso", disse.

"Nunca aconteceu nada parecido. Estamos, sim, assustados", disse outro morador da região, que conta ainda que, após as 20h30, poucas pessoas ficam fora de casa no local. "Eles circulam com carros e ficam de olho no que acontece. Por essas coisas, o movimento, que era muito grande na rua, praticamente acabou."

Cobranças
Desde 2015, apesar da resistência de moradores, homens fortemente armados com pistolas e até fuzis estariam cobrando R$ 65 pelo botijão de gás e R$ 35 pelo serviço de "gatonet", tv a cabo pirata. "Eles tentaram cobrar R$ 70 para uma taxa de segurança, mas eu não permiti, e os moradores não estão aderindo. Isso deve estar os deixando irritados", afirma.

Atualmente, 100 pessoas moram no quilombo, que ministra atividades sociais e culturais de religiões de matriz africana, como rodas de jongo, oficinas de capoeira e artesanato, além da formação de jovens como guias de turismo ecológico.

Fonte: G1

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Alienação Parental

André Motta

CONTINUAMOS COM A CAMPANHA CONTRA A ALIENAÇÃO PARENTAL. MUITO OBRIGADO PELA PRIMEIRA POSTAGEM POR TERMOS ATINGIDO MAIS DE 300 COMPARTILHAMENTOS. QUANTO MAIS PESSOAS TIVEREM ACESSO, COM CERTEZA ESTAREMOS MINIMIZANDO O SOFRIMENTO DE CRIANÇAS QUE VENHAM PASSAR POR TAL SITUAÇÃO!

Fonte: Facebook

terça-feira, 12 de abril de 2016

A bordo da Vostok, o russo Gagarin entra em órbita e constata que a Terra é azul


Astronauta passou 108 minutos na cápsula, tempo suficiente para dar a volta no planeta


Em 12 de abril de 1961, o astronauta major russo Yuri Gagarin, então com 27 anos, entrou para a História, ao passar 108 minutos em órbita, a uma altitude de 320 quilômetros. Em sua jornada ao redor do globo, na pequena cápsula Vostok, ele passou pelas repúblicas soviéticas, o Oceano Pacífico, o Estreito de Magalhães (na América do Sul), o Oceano Atlântico e a África, antes de fazer a reentrada na atmosfera terrestre. Nessa jornada épica, Gagarin teria pronunciado a frase “a Terra é azul”.

O voo de Gagarin marcou uma nova fase na corrida espacial. Até o russo subir aos céus, cachorros, ratos, macacos e sapos já tinham estado em órbita, mas nem os Estados Unidos nem a União Soviética - em plena Guerra Fria - tinham ousado mandar um homem ao espaço. Pela missão, Gagarin foi rapidamente recompensado: assim que a Vostok entrou em órbita, foi promovido de tenente a major.

O feito do astronauta foi comemorado e alardeado pelo governo soviético. Gagarin morreu em março de 1968, ao pilotar um jato de treinamento. O acidente só foi recentemente esclarecido - um piloto pouco experiente teria feito uma manobra arriscada e derrubado o jato de Gagarin. Até morrer, porém, o astronauta foi um grande embaixador do programa espacial e, principalmente, do governo da União Soviética.

O vôo da Vostok não foi filmado - há apenas o registro de voz de Gagarin. Ao ouvir essa gravação original, com o auxílio de um intérprete o cientista planetário britânico Christopher Riley constatou que Gagarin jamais pronunciou a tal frase em órbita. A revelação está no filme “FirstOrbit”, disponível no Youtube (www.youtube.com/firstorbit), no qual Riley recria as imagens que o astronauta viu em 1961.

O filme usa a gravação original da voz de Gagarin, com suas observações sobre o voo. Da Estação Espacial Internacional, que está em órbita da Terra, foi possível refazer exatamente o mesmo trajeto. O horário do dia em que o soviético passou pelos pontos também foi respeitado nas filmagens, bem como a angulação. Porém, na cápsula em que viajava, o russo foi capaz de passar muito mais próximo dos polos do que o laboratório espacial. A formação das nuvens há 50 anos também é difícil de ser recriada. Mas, a ideia é dar aos espectadores a sensação do voo histórico.

Fonte: O Globo



Alunas do Colégio Pedro II denunciam abuso sexual

Alunas do Colégio Pedro II denunciam abuso sexual - Hudson Pontes - 22/11/2009 / Agência O Globo

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/alunas-do-colegio-pedro-ii-denunciam-abuso-sexual-19063966#ixzz45dqBpDg5
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Casos ocorridos em unidade do Humaitá são relatados em carta aberta


RIO - Alunas do Colégio Pedro II (campus Humaitá II) foram às ruas e às redes sociais denunciar casos de assédio e abuso sexual dentro da escola. Numa carta aberta à comunidade, publicada na quarta-feira passada na página do grêmio estudantil no Facebook, as jovens relatam atos de violência cometidos por estudantes e professores. De acordo com as jovens, o estopim da manifestação foi o caso de um aluno do 9º ano — hoje maior de idade — que, de acordo com as estudantes, desde o 7º ano vinha importunando as colegas de turma.

— Ele tinha como prática trancar colegas na sala e se esfregar nelas. Mandava mensagens de cunho sexual e, muitas vezes, foi fisicamente agressivo. Descobrimos que a solução desse caso seria a transferência dele para outro campus, o que consideramos absurdo, porque isso iria apenas acobertar o caso, não resolvê-lo — diz a estudante, acrescentando que alguns pais procuraram o Ministério Público.

As alunas se queixam de que as denúncias à direção da instituição são minimizadas ou ignoradas. A escola, por sua vez, negou a omissão e rebateu as acusações com uma carta, publicada no site do colégio, garantindo que todos os casos que chegam ao conhecimento da direção são apurados.

Para divulgar as histórias e pedir maior rigor na apuração, as estudantes da Frente de Mulheres do Grêmio Marcos Nonato da Fonseca decidiram protestar. No dia 7, alunas ocuparam o pátio da escola para fazer uma “roda de denúncias". Vestidas com o uniforme, muitas colaram adesivos com frases contra o machismo nas blusas e mochilas. Depois do encontro, elas saíram pela Rua Humaitá em passeata.

ESTUDANTE AFASTADO

No dia seguinte, o reitor do Pedro II, Oscar Halac, solicitou que a unidade preparasse os documentos do aluno do 9º ano, e o mesmo foi convidado a se retirar — a decisão foi comunicada ao Conselho Tutelar, à Delegacia de Mulheres e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

A carta das jovens conta outros casos. “Um aluno do Ensino Médio levou uma aluna do 8º ano para matar aula e a embebedou. Ao acordar, a menina notou sinais claros de abuso sexual. O aluno é conhecido por abrir botões do uniforme das meninas enquanto elas cochilam no colégio ou no ônibus". Mais grave ainda são as denúncias que envolvem professores, diz a carta.

— A escola diz que só age se tivermos um boletim de ocorrência. Não dão importância às denúncias — reclamou a estudante.

A direção do campus Humaitá II diz que “se solidariza com todos aqueles que são vítimas de quaisquer tipos de assédios, ofensas, intolerâncias e sempre esteve — e estará — de portas abertas para receber os estudantes que sentirem-se ameaçados em seus direitos”.

Fonte: O Globo


sábado, 9 de abril de 2016

Livro introduz crianças ao trabalho infantil na China através do olhar de uma boneca

Crédito: Reprodução do livro "O sonho de Lu Shzu"/Editora Mov Palavras

Por Carolina Pezzoni, do Promenino, com Cidade Escola Aprendiz

“Com o tempo, fica difícil explicar como nasce uma história”, afirmou o escritor espanhol Ricardo Gómez, autor de livros para crianças e jovens. A narrativa da obra se faz e refaz, “somando impressões e desejos”, distraindo-se do primeiro fio de pensamento – esmerou-se em descrever ao Promenino sobre o seu livro publicado mais recentemente no Brasil, pela editora Mov Palavras, cuja temática é o trabalho infantil: O sonho de Lu Shzu.

Ainda mais difícil é explicar às crianças do mundo a permanência da situação que vive a sua protagonista: uma dagonmei, que significa menina trabalhadora, condição comum para as meninas e meninos criados na cidade de Shenzen e na região do delta do Rio Pérola, uma das mais desenvolvidas no sul da China. Lu Shzu desperta todos os dias antes de nascer o sol e toma o seu caminho para a fábrica de brinquedos, onde seus dedos mínimos de criança são úteis para encaixar milhares de olhos sem brilho em rostos de bonecas que jamais podem ser suas.

"A literatura é precisamente o que nos permite organizar o ruído do mundo e nos fortalecer para viver nele." (Ricardo Gómez)

Trata-se de uma narrativa forjada a partir de uma distorção fundamental: a crueza desta realidade – como observa o autor, não muito diferente do trabalho infantil em outros lugares do mundo – ante o consumo desenfreado nos países ocidentais. “Existe um enorme cinismo social em relação ao trabalho infantil, sobre o qual preferimos fechar os olhos. Se fizéssemos uma lista de todos os produtos que utilizamos e que provêm da exploração, seja infantil ou adulta, ficaríamos impressionados”, argumenta Gómez.

Esta não é a primeira vez que a literatura articula a respeito. No século 19, os romancistas Charles Dickens e Charles Kingsley já lembravam as contradições geradas pela Revolução Industrial, que empregara milhares de crianças em fábricas e minas na Europa. A eles, o criador de Lu Shzu acrescenta os nomes de contemporâneos e conterrâneos espanhóis, como Vicente Muñoz Puelles, Miguel Griot e Jordi Sierra i Fabra, que também refletem sobre temas complexos junto ao público infantil e juvenil.

O que acontece, na opinião de Ricardo, é que este tipo de literatura não encontra ressonância. “Não interessa que tenha um peso social, porque evidencia a ambiguidade do poder e dos meios de comunicação”, afirma. “Todo mundo sabe que no mundo há milhares de fazendas, fábricas, minas e lixões onde trabalham crianças. A solução é complexa, porque não se trata apenas de proibir o trabalho infantil, mas de introduzir novas regras de produção e salários justos, algo que o capitalismo certamente não irá facilitar.”

Apesar do contexto sombrio que a rodeia, na ficção, assim como muitas vezes acontece na realidade, a personagem de Lu Shzu não questiona além do que faz e, a sua maneira, está feliz com sua vida ao lado da família. (Diferente de outras dagonmei, ela não é obrigada a dormir na fábrica.) Desta forma, o livro prescinde de fazer um juízo moral e de ser indulgente diante da infância para descortinar uma realidade complexa, à altura dos pequenos leitores.

Em sintonia com a narrativa, a ilustração expressa a sensação – apesar de oferecer sinais de outros sentimentos mais vacilantes, como a raiva ou a tristeza – de que a menina está satisfeita com o que faz. Como compreende a autora de seus traços, Tesa González, “o entorno é sombrio, mas ela é uma menina que o naturaliza. Sua personagem veste roupas coloridas e carrega um lenço vermelho (intencional, como marca de identificação para as outras meninas que trabalham), e seu pequeno mundo vira de pernas para o ar quando reconhece, vê e toca o que não pode possuir, ainda que esteja ao alcance de suas mãos”.

O conflito surge quando a menina passa a querer o que está fora do seu alcance. Somente aí, vulnerável diante do desejo, Lu Shzu se vê exposta e o castigo recai sobre ela. Aparecem, a partir deste momento, outros temas que permeiam a história, para além do trabalho infantil: o perigo do desejo e dos sonhos criados pela publicidade; a dignidade dos antepassados, representada na figura de sua avó, e o conforto das tradições, e como se pode transmiti-los às gerações futuras.

É um livro que, como definiu a editora da Mov Palavras, Dani Gutfreund, traz desafios de diferentes ordens e nos coloca diante de questões importantes em relação à nossa sociedade e formação moral. “Assuntos delicados e complexos são aqueles que mais nos movimentam”, afirma. “O sonho de Lu Shzu deixa ao leitor a tarefa de pensar sobre uma situação que, como muitas, não tem certo e errado."

Embora habite uma realidade crua, o destino da boneca de membros despedaçados que Lu Shzu segue meticulosamente recompondo e construindo ao longo de sua jornada de criança explorada é também uma alegoria da esperança para o leitor que – como convida o autor – se dispuser a abrir o leque do seu olhar. Afinal, como quer a nossa protagonista, “a vida, como as histórias, dá muitas voltas”.


Leitura mediada


Na opinião da ilustradora Tesa González, os temas difíceis são os que oferecem mais espaço ao debate, ao questionamento do bom e do mau, à solução de conflitos. “Se não há conflitos em um conto, seria menos conto”. A partir da sua participação de encontros em escolas com crianças pequenas, ela afirma que O sonho de Lu Shzu é um relato que as impressiona e que ouvem com muitíssima atenção. “Quando começamos a debater sobre o que ouviram, leram e viram, elas ficam perplexas ao saber, ainda que por meio de um conto, que existem crianças que trabalham na atualidade.”

“Se pensarmos um pouco nos contos tradicionais, não acredito que tenham temas fáceis. Crescemos com eles e seguem atuais. Quando lemos, nos identificamos com os personagens (...) e não me parece que tenham nos traumatizado”, defende Tesa. A seu ver, temos de falar mais com as crianças sobre o que leem, resolver suas dúvidas, aprender a gerenciar as emoções que surgem a partir da leitura.

Para o autor Ricardo Gómez, o desconcerto dos mediadores é compreensível – em termos. “Vivemos em sociedades imersas em doutrina, publicidade, moda, medo, egoísmo, banalidade e estupidez, na qual existem também pessoas que praticam a amizade, a generosidade, o amor, a solidariedade e o heroísmo”, constata. “Com os meios de comunicação atuais e sem ler um só livro, as crianças e os jovens são conscientes de que existem situações ‘difíceis’. Como disse Tesa, nós, seres humanos, aprendemos com os contos clássicos a reconhecer o mal, a sermos prevenidos, como se manifesta a inveja... A literatura é precisamente o que nos permite organizar o ruído do mundo e nos fortalecer para viver nele.”

Fonte: Promennino

H1N1 em circulação não tem mutação perigosa, revela sequenciamento

Imagem de microscopia eletrônica de transmissão colorida digitalmente mostra agrupamento de partículas de H1N1 (Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID))
Instituto Evandro Chagas fez sequenciamento parcial do genoma do vírus.
H1N1 já provocou 71 mortes em surto que começou antes do previsto.


O vírus H1N1 que circula hoje no Brasil não tem certas mutações perigosas associadas a casos mais graves da doença, segundo pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. Para chegar a essa conclusão, eles fizeram o sequenciamento parcial do genoma do vírus a partir de amostras de pacientes infectados coletadas nos primeiros meses do ano em diferentes estados do país.

Segundo a pesquisadora do IEC Mirleide Cordeiro dos Santos, o estudo partiu de uma preocupação: no ano passado, mutações foram identificadas no H1N1 que circulou na Índia e levou a uma grande epidemia no país. Essas mutações, encontradas no gene que codifica a hemaglutinina, proteína que tem como função ligar o vírus à célula hospedeira, levaram a uma maior patogenicidade do vírus. Isso significa que ele tinha uma capacidade maior de provocar sintomas a partir da entrada no organismo do paciente.

Os cientistas do IEC resolveram sequenciar parte do genoma do H1N1 para verificar se o vírus em circulação no Brasil tinha essas mesmas mutações. O resultado foi que elas não estão presentes. “Em relação a esse gene, o vírus não é mais patogênico do que o que circulou em 2009 ou 2013 (anos que tiveram epidemias de H1N1 no Brasil)”, diz Mirleide.

A descoberta assegura que a cepa do vírus em circulação é a mesma da vacina contra influenza disponível hoje. Mirleide observa que, como o H1N1 é um vírus que tem RNA como material genético, ele apresenta uma grande variabilidade genética, e pode sofrer mutações de uma estação para outra. Saber que o vírus atual não sofreu essas mutações nocivas identificadas na Índia, portanto, é uma boa notícia.

Vírus já provocou 71 mortes

O número inesperado de casos e de mortes por H1N1 este ano – foram 444 casos de síndrome respiratória aguda por influenza H1N1 e 71 mortes até 26 de março, segundo o Ministério da Saúde – provavelmente se deve ao adiantamento da chegada do vírus ao país, antes do início da vacinação, segundo Mirleide.

“Como a população ainda não estava vacinada e o vírus não circulava com intensidade grande desde 2013, havia uma população muito suscetível”, diz a pesquisadora. Agora, ela e sua equipe buscam fazer o sequenciamento completo do vírus, o que pode revelar, por exemplo, de onde exatamente veio a cepa que atingiu o país.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte.

Fonte: BEM ESTAR

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mortes de crianças por acidentes com eletricidade aumentam mais de 50% no Brasil

32 crianças de até 5 anos morreram por causa de choques elétricos no país em 2015, segundo levantamento da Abracopel

Por Juliana Malacarne - atualizada em 30/03/2016 16h26

A curiosidade indiscriminada das crianças pode levá-las a algumas situações perigosas principalmente perto de objetos relacionados à eletricidade como fios, cabos e tomadas. Em 2015, 32 crianças brasileiras de 0 a 5 anos foram vítimas fatais de acidentes envolvendo eletricidade, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).

O número representa um aumento de mais de 50% em relação a 2014, quando 20 mortes por choque elétrico nessa faixa etária foram registradas. No geral, porém, os acidentes fatais ligados a eletricidade diminuíram. Em 2014, foram 627 e em 2015, 590, o que ressalta a necessidade de voltar a atenção para a prevenção com as crianças.

Perigo dentro de casa

Dos 32 acidentes fatais com crianças de até 5 anos, 28 aconteceram no ambiente doméstico e apenas 4 na rua, com a criança entrando em contato com fio partido ou poste energizado. Dentro de casa, os maiores perigos são tomadas sem proteção, fios desencapados e, benjamins (Ts).

Para o engenheiro eletricista Hilton Moreno, consultor do Programa Casa Segura e do Procobre, uma das melhores maneiras de proteger os pequenos contra choques elétricos é explicar a eles sobre os riscos da eletricidade e garantir que a casa seja um ambiente seguro. “Os pais devem estar atentos para não colocar coisas atraentes para crianças, como cestas de brinquedos, perto de tomadas”, afirma. “Além disso, vale comprar aqueles protetores de plástico e instalar um DR, Dispositivo Diferencial Residual, no quadro de eletricidade”.

O DR é um dispositivo de instalação obrigatório, segundo normas da ABNT, que desliga a energia em 20 milissegundos quando é detectada uma corrente de fuga à terra, uma espécie de "vazamento" da corrente elétrica. Dessa maneira, é possível evitar que a tomada dê choques elétricos capazes de provocar paralisia ou queimaduras.

Cuidado com os fios

Os pais também devem ficar atentos aos fios, pois, além de apresentarem perigo de enforcamento, podem dar choques. “Quando o fio fica exposto, como no caso de uma extensão, ou gambiarra, ele vai se desgastando com o tempo”, explica Hilton. “É como um cano de água que vai ficando cheio de furinhos, só que, em vez de escapar água, escapa eletricidade. Por isso, é sempre importante manter os fios fora do alcance de crianças, que podem até mordê-los”.

Outra recomendação de Hilton é tirar da tomada todos os aparelhos eletrônicos em caso de tempestade, já que eles podem sofrer sobrecarga. Dependendo da descarga elétrica, os objetos podem até explodir e provocar incêndios, que também são causa de fatalidades. Em 2015, 174 incêndios domésticos relacionados a eletricidade (curto circuito, aquecimento dos fios, etc) foram registrados e fizeram 31 vítimas fatais, de acordo com dados da Abracopel.

Nos incêndios domésticos, o benjamim é um dos principais vilões. Ele permite que vários aparelhos funcionem na mesma tomada, mas pode aquecer a ponto de iniciar um incêndio quando utilizado de forma incorreta. De acordo com o engenheiro eletricista, os benjamins foram feitos para serem usados em eletrônicos, nunca em eletrodomésticos como o chuveiro, a geladeira e o fogão, que têm uma grande demanda de energia.

“Uma boa maneira de perceber se o benjamim não está sobrecarregado é colocar a mão sobre ele quando os aparelhos estiverem em funcionamento”, afirma Hilton. “Se você conseguir ficar com a mão ali por um período indeterminado, tudo bem. Agora, se estiver tão quente a ponto de você só conseguir mantê-la por alguns instantes, é sinal de sobrecarga, e os aparelhos devem ser desligados imediatamente”.

Primeiros socorros
Se mesmo depois de tomar todas as precauções, algum membro da família tomar um choque, a primeira providência é correr até o quadro geral e desligar a energia da casa. Se não for possível, interrompa o contato da vítima com a corrente elétrica usando algum material isolante como um pedaço de pau ou um chinelo de borracha.

O pediatra Renato Mikio Moriya, membro do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, ressalta que a primeira atitude deve ser ligar para um serviço de emergência, mas, enquanto ele não chega, existem alguns primeiros socorros que podem ser executados. “Se você perceber que alguma parte do corpo da vítima tem queimaduras resfrie somente com água fria abundante e panos molhados”, afirma.

Caso a pessoa esteja inconsciente, aproxime o ouvido da boca dela e observe o movimento do tórax. Verifique também se ela teve parada cardíaca, sentindo a pulsação nos punhos, pescoço ou virilha. Nos casos, em que não há pulso, se possível, faça manobras de ressuscitação cardiopulmonar, compostas por ciclos de 30 compressões cardíacas e duas respirações, até a chegada do socorro.

Fonte: Crescer

8 de Abril - Dia Mundial de Combate ao Câncer

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Todos nós sabemos que a luta contra o câncer é diária. No Dia Mundial do Combate ao Câncer, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante chamar ainda mais atenção de todas as nações, líderes governamentais e do público em geral para a importância da discussão dessa doença que atinge altos índices. A prevenção ainda é o melhor caminho para se evitar a doença. "Há dois tipos de prevenção: prevenção primária e secundária. A primeira consiste na mudança dos hábitos pessoais de um indivíduo com o objetivo de reduzir a influência dos fatores ambientais causadores de uma determinada doença. A segunda, diferentemente, foca no seu diagnóstico precoce, partindo da premissa de que, quanto antes for feito o diagnóstico do câncer, maiores são as chances de cura do paciente.

Fonte: Facebook
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