sábado, 1 de novembro de 2014

Boko Haram nega ter aceitado cessar-fogo e diz ter casado meninas raptadas


O líder da milícia islamita Boko Haram, da Nigéria, negou que tenha aceitado um cessar-fogo com o governo do país e afirmou, em vídeo divulgado na madrugada da sexta (31), que as mais de 200 meninas raptadas em abril se converteram ao Islã e se casaram.

"A questão das garotas está há muito tempo esquecida, porque eu as casei", disse Abubakar Shekau, rindo.

Em abril, 276 garotas com menos de 18 anos foram sequestradas enquanto faziam uma prova em um colégio católico de Chibok, no norte do país. Muitas delas conseguiram escapar, mas mais de 200 seguem desaparecidas. O episódio voltou as atenções do mundo para o grupo. "Voltar atrás não é uma opção nesta guerra", afirmou ele no vídeo, que foi recebido por agências de notícias e jornais locais, como mensagens anteriores.

O chefe do departamento de defesa nigeriano, Alex Badeh, anunciou em 17 de outubro que o Boko Haram havia aceitado um cessar-fogo que poria em pausa uma insurgência que dura cinco anos, matou milhares de pessoas na Nigéria e levou centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas no norte do país.

Ainda que o governo tenha anunciado o cessar-fogo, ataques e raptos continuaram. Nesta semana, a cidade de Mubi, com mais de 200.000 habitantes, foi cercada pela milícia. Shekau anunciou em agosto que o Boko Haram deseja fundar um califado islâmico, similar à intenção do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.


Correio do Estado

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O que é isso? Inacreditável !!!!!!!

Mulher de Suzane Richthofen é temida na cadeia


Sandra Regina Ruiz Gomes perdeu direito ao regime semiaberto por agredir um agente penitenciário; ela cumpre pena por sequestro e morte de um menor

Casada na cadeia com Suzane von Richthofen desde setembro, a detenta Sandra Regina Ruiz Gomes, condenada a 27 anos de prisão por sequestro, é temida na Penitenciária Feminina I de Tremembé, para onde foi enviada após perder, em fevereiro de 2011, o direito ao regime semiaberto. Ela foi punida por agredir um agente penitenciário no Centro de Ressocialização Feminino de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Considerada uma presa violenta, Sandra dispõe de algumas regalias – a principal delas é ficar na ala destinada a casais de detentas, uma área mais tranquila e maior.

Antes de assumir o romance com Suzane, Sandra Regina, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, mantinha relacionamento com Elize Matsunaga, que cumpre pena por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, em 2012.

Além de ter agredido o agente penitenciário, a mulher de Suzane inspira temor entre as presas por ter sido condenada pela morte de uma criança, em 2006. Sandra Regina participou do sequestro de um menor na cidade de Mogi das Cruzes, que foi assassinado com um tiro na cabeça após a família não pagar o resgate. Era ela quem fazia o contato com os familiares para negociar o resgate.

Em depoimento, a presa nega o assassinato e afirmou ter sido forçada a participar do sequestro por um dos comparsas.

O romance teria sido o motivo pelo qual Suzane desistiu de migrar para o regime semiaberto e pedir para a Justiça mantê-la no presídio de Tremembé – em regime fechado. Condenada a 38 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane foi beneficiada com a progressão para o semiaberto na segunda quinzena de agosto. Para continuar na cadeia, ela alegou que não se sentiria segura em outra unidade prisional e que precisa do salário que recebe pelos serviços prestados dentro da penitenciária.

Veja

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Mãe consegue autorização na Justiça para tirar vida da filha de 12 anos


Uma declaração dada a um juiz explicou que sua filha não deveria mais sofrer e ela estava ansiosa por paz.

Uma mãe acabou fazendo história ao conseguir autorização na justiça para encerrar a vida de sua filha de 12 anos de idade.

A criança Nancy Fitzmaurice nasceu cega, sofrendo de hidrocefalia, meningite e septicemia, o que a deixou incapaz de falar, andar, comer ou beber.

Sua qualidade de vida era tão precária que ela dependia da assistência hospitalar regularmente para ser alimentada e medicada através de um tubo.

Quando uma operação de rotina a deixou gritando de agonia, sua mãe, Charlotte Fitzmaurice, que havia deixado de trabalhar para cuidar da filha, tomou a difícil decisão de pedir a morte da criança, acabando com o sofrimento.

Uma declaração dada a um juiz explicou que sua filha não deveria mais sofrer e ela estava ansiosa por paz.

Após o apelo emocionante da mãe e do pai, David Wise, a Alta Corte da Justiça na Inglaterra imediatamente declarou aceitar o pedido dos pais, alegando que os interesses em retirar a vida da criança eram os melhores para que o sofrimento acabasse.

Agência da Notícia

Richthofen se casa com a ex de Elize Matsunaga na prisão


Suzane se uniu a Sandra Regina, uma detenta condenada a 27 anos de prisão por sequestro de uma empresária

Condenada por participar da morte dos pais em 2002 e presa há 12 anos, Suzane von Richthofen, 30 anos, voltou a ser um dos assuntos principais da penitenciária de Tremembé, no interior paulista. A ex-estudante está, desde setembro, casada com outra detenta e passou a desfrutar de regalias dadas apenas a casais dentro da prisão. As informações são do jornal Folha de S. Paulo

Suzane se uniu no mês passado a Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo. Sandra, porém, acaba de sair de um relacionamento com Elise Matsunaga, presa por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, em 2012.

Agora, Suzane tem o direito de dormir com seu novo amor. Para isso, ela teve que assinar um documento de reconhecimento afetivo, que é exigido para todas as presas que resolvem viver juntas. Com esse documento, ela trocou a ala das evangélicas, onde vivia, e passou a habitar a cela das presas casadas, onde divide espaço com mais oito casais.

Ainda segundo o jornal, pessoas ligadas a Elize e Sandra disseram que as duas estavam juntas desde o início do ano e que o relacionamento acabou justamente por causa de Suzane. As três trabalhavam na fábrica de uniformes da prisão, onde Suzane é chefe. O triângulo amoroso acabou rompendo a amizade entre elas.

O repentino amor de Suzane é apontado como um dos motivos para ela ter aberto mão do direito de passar os dias fora da prisão, já que em agosto a Justiça lhe concedeu a chamada "progressão de regime". Recentemente, Suzane anunciou ainda que abriria mão da herança dos pais e que tentaria se aproximar do irmão.


Segundo agentes penitenciários, Suzane é conhecida por ser persuasiva e sedutora. Em outras penitenciárias por onde passou, ela chegou a despertar outras paixões. Em Rio Claro, por exemplo, duas funcionárias do presídio se apaixonaram por ela. Segundo o jornal, em Ribeirão Preto, um promotor teria se apaixonado por Suzane e prometido lutar para tirá-la da “vida do crime”. O interesse foi denunciado pela própria Suzane, mas o promotor nega o assédio.

A troca de Elize por Suzane obrigou Sandra Regina a passar por um período de quarentena, já que as regras da prisão proíbem um casamento logo após o término de um relacionamento.
Pessoas próximas a Suzane afirmaram que ela pretendia fazer uma cerimônia em novembro, mas cancelou após saber que uma emissora de TV preparava uma reportagem sobre ela.

Terra

sábado, 25 de outubro de 2014

Bahia registra mais de 800 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes


De janeiro a abril de 2014, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) registrou mais de 800 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no estado da Bahia. Para debater o assunto, o Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador realizou uma audiência pública na última sexta-feira (17).

“Não podemos fechar os olhos para o problema e sim buscar formas de prevenir e acabar com a problemática que afeta tantas famílias”, afirmou o vereador Leandro Guerrilha (PSL). Foi ele quem conduziu o debate, intitulado “Violência sexual contra crianças e adolescentes”, ao lado do coordenador executivo do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca-BA), Waldemar Oliveira, e do superintendente estadual de Direitos Humanos, Ailton Ferreira.

Do volume de denúncias registradas pelo Disque 100, mais de 250 vieram de Salvador. “Além da capital baiana, Feira de Santana, Camaçari, Ilhéus, Vitória da Conquista, Jequié, Lauro de Freitas, Dias D’Ávila, Teixeira de Freitas e Alagoinhas compõem o quadro dos dez municípios mais incidentes em denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes”, ressaltou o vereador.

promenino

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ONG da comunidade de Alto do Refúgio, no Recife (PE), aposta em articulação familiar e parcerias para enfrentar o trabalho infantil


As limitações da comunidade Alto do Refúgio, no bairro de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife (PE), começam logo nos aspectos geográficos: baixadas alagadiças, escadarias tortuosas e encostas desprotegidas se confundem em um horizonte desafiador para seus moradores, principalmente as crianças, os idosos e as pessoas com deficiência. Nesse cenário, a população de aproximadamente 10 mil pessoas ainda enfrenta problemas que vão desde o trabalho infantil até o tráfico de drogas.

Se essa cartografia representa um desafio para o desenvolvimento local, ela também motivou, trinta anos atrás, a união de seus moradores em torno de uma causa comum: reivindicar melhorias de infraestrutura para transformar a comunidade. Quem deu o pontapé inicial foi Dona Maria Francisca da Conceição, conhecida como Maria Grande por sua notável altura, que passou a convidar suas comadres e outros vizinhos a sentarem no quintal da sua casa para debater tais questões.

Duas Marias e a fundação do Clube de Mães

De tão produtivos, esses encontros no quintal resultaram na fundação do Clube de Mães dos Moradores de Alto do Refúgio, oficializado como organização não governamental em julho de 1982, uma agremiação que desde aquela época implicava a participação das famílias para se desenvolver, e que teve a já falecida Maria Grande como a sua primeira presidente.

“Na década de 80, aqui só existia muito mato. A comunidade não tinha nenhuma infraestrutura como água, energia, calçamento”, conta Maria Gomes, uma outra Maria, que, na época da fundação do Clube, ainda rodopiava em volta das cadeiras enquanto seus pais conversavam nas reuniões. Hoje, batizada Maria Pequena em uma afetuosa comparação com sua xará, ela atua na organização como articuladora social.

Uma luta diária
Com o tempo, a situação do bairro foi mudando e as necessidades se tornaram outras. Hoje, a atuação da ONG se expandiu e trata de garantir os direitos fundamentais das crianças, adolescentes e suas famílias, defendendo políticas públicas e promovendo ações educativas capazes de fortalecer o protagonismo social e político dos jovens.

“É preciso ter uma melhor saúde, melhor educação, crianças livres do trabalho infantil e desfrutando de seus direitos... Enfim, a nossa luta é diária”, afirma Adriana Silva, coordenadora de projetos da organização.

As atividades do Clube de Mães, que atualmente atende a 1,7 mil crianças de forma direta e a aproximadamente 6 mil indiretamente, são realizadas em sua sede – uma casa adquirida desde que a ONG Visão Mundial tornou-se sua parceira – ou em espaços de parceiros e escolas do bairro de Nova Descoberta, no contraturno escolar.

Educação, saúde e liderança social

Segundo Adriana, os projetos se pautam em três eixos, sendo “Educação” o primeiro, no qual se concentram as oficinas de leitura, danças populares, informática, teatro, futebol e cidadania para crianças e adolescentes. Já o segundo eixo, “Saúde”, está voltado para a saúde preventiva das crianças, adolescentes e famílias, e inclui acompanhamento de nutrição e vacinação das crianças. E o terceiro, “Desenvolvimento de novas lideranças”, realiza ações direcionadas aos adolescentes com base na metodologia Monitoramento Jovem de Políticas Públicas (MJPOP). “O intuito é inseri-los em espaços de articulação política, de luta pelo bem coletivo, bem como formar novas lideranças jovens”, afirma a coordenadora da ONG.

Laudiane Mendes Silva, de 17 anos, é um exemplo. Em dois anos de atividades no Clube de Mães, ela passou de frequentadora das oficinas a agente multiplicadora de informação. “Eu era muito tímida, não tinha muito interesse, mas mesmo assim eu vinha”, conta a jovem, destacando que se envolveu mais com as oficinas de dança e “baú de leituras”. “Com o passar do tempo, fui me interessando pelas oficinas e passei a sair para fazer apresentações com o grupo de dança nas escolas do bairro e nos períodos junino, natalino, carnavalesco.”

Em 2013, Laudiane recebeu um convite para estagiar no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, no qual desenvolve oficinas de direitos e deveres, sobre trabalho infantil, e ministra oficinas de danças populares e de leitura para outras crianças e adolescentes. “Com tanta mudança em minha vida, eu fico a me perguntar o que seria minha vida se não tivesse conhecido o Clube de Mães”, reflete.

Família presente

“A missão do Clube de Mães é levar o nosso o público ao pleno conhecimento dos seus direitos e deveres enquanto cidadãos”, ressalta Adriana. Para cumprir um expediente dessa proporção, enquanto as crianças e os adolescentes participam das oficinas, a ONG também envolve seus pais e familiares no processo.

“Eles organizam reuniões comunitárias, aulas de direitos e espaços de discussão, como fóruns, palestras, seminários e conferências”, explica a coordenadora de projetos. “Trabalho infantil é algo cultural, não faz sentido lutar pela erradicação se não atuar em conjunto com a família.”

Há quase quatro anos no Clube de Mães, a educadora Rosane Maria da Silva compartilha dessa opinião. “O trabalho infantil não é um tema fácil, ainda tem bastante resistência das famílias, mas estamos sempre falando e usando essa temática”, afirma, reconhecendo o mérito da organização em levar o assunto para todos os momentos de discussão.

Um sonho de futuro

Em seu relato ao Promenino, Rosane compartilhou o impacto que transformou de forma definitiva a sua carreira no setor social: “Quando perguntei para os meninos de Alto do Refúgio sobre quais eram seus sonhos para o futuro, eles não tinham uma resposta. Foi muito triste descobrir isso e ao mesmo tempo um grande avanço conseguir levantar sua autoestima”, avalia a educadora, declarando a sua vontade de que essas crianças e jovens se reconheçam “como luzinhas no fim do túnel da comunidade”.

E, por falar nisso, “o sonho do Clube de Mães”, arriscou Adriana, “é ser uma referência na defesa dos direitos das crianças e ter uma autossustentabilidade que lhe permita completar sua missão pelas próprias pernas”. Maria Pequena, que foi atendida pela organização quando criança e hoje influencia seus avanços, concorda, e acredita que tão somente neste momento seria possível descansar. “Aqui, todo mundo aprende a ser grande”, diz ela, oferecendo como testemunho sua própria história de vida.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Germana de Lamare 25 min · Rio de Janeiro ·


Bom dia, com uma quarta-feira em que somente o azul predomine nas mentes nubladas dos que não vêm quando o perigo se aproxima. Não conseguem olhar a realidade e distorcem versões. Quando isso acontece com metade do país é perigoso porque algo está muito errado, ou há manipulação de ideias, convencimento por meio de interesses, baixos às vezes. E também por um povo iludido que acha que o paraíso é para sempre.Não é, Miami não vai lhe esperar para sempre. Seu carro vai precisar trocar, como a sua televisão que foi comprada a crédito em muitas prestações.também vai quebrar uma hora. Em resumo um país com a industria parando também para de lhe trazer emprego, condições de compra, boas condições de saúde e escolas. Talvez você não saiba mas é o crescimento da economia que enriquece um país. E um país sem riqueza para ajudar os pobres não há esperança. O país empobrece e adoece e com ele vai a liberdade, pois um doente não pode sair de casa, fica confinado. Simples assim

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Traficantes invadem piscina de vila olímpica no Rio


Polícia Civil investiga quem são os criminosos que aparecem exibindo fuzis em uma piscina da Vila Olímpica Félix Mielli Venerando

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga quem são os criminosos que aparecem exibindo fuzis em uma piscina da Vila Olímpica Félix Mielli Venerando, em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio. Uma foto obtida por agentes da 39ª DP (Pavuna) e divulgada pelo jornal fluminense Extra mostra três criminosos submersos segurando fuzis fora d'água.

De acordo com investigadores, a foto foi feita há uma semana e mostra traficantes que seriam do Complexo da Pedreira e teriam tomado a comunidade de Proença Rosa há duas semanas. Os agentes tiveram acesso a uma gravação de áudio em que um homem, identificado pela polícia como Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, que seria chefe do tráfico no Morro da Pedreira, cita a vila olímpica e desafia a facção rival. "Adorei a piscina, esculachou. [sic] Se ligou? Maior complexão, tá tudo dominado. E outra coisa: pode vir com bondão de onde for. Vai trocar tiro com nós a noite toda."

A vila olímpica invadida pelos criminosos foi inaugurada em 2012 pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. De acordo com a prefeitura, o local estava fechado no momento da invasão e as atividades "foram normalizadas".

(com Estadão Conteúdo)

Veja

Tutancâmon usava bengala e teve pênis embalsamado a 90 graus

Aparência completa do rei egípcio foi revelada em um estudo recente
Foto: Daily Mail / Reprodução


Os pais do rei egípcio eram irmãos - o que teria causado problemas genéticos e disfunções hormonais

Em um dos estudos mais profundos sobre Tutancâmon, cientistas europeus e africanos conseguiram recriar a imagem do rei egípcio através de mais de 2 mil escâneres e autópsias virtuais. Segundo as análises genéticas, Tutancâmon tinha dentes tortos, quadril de mulher e uma deficiência na perna que o fazia mancar. As informações são do Daily Mail.

Pelo mapeamento genético, os cientistas conseguiram descobrir que os pais de Tutancâmon eram irmãos – por isso, ele apresentava diversos problemas hereditários, o que pode ter causado sua morte.

Apesar do mito de que o rei teria morrido em consequência de um acidente de carruagem, o estudo revela que esta informação é impossível, já que o rei egípcio precisava de bengalas para se movimentar, tendo uma das pernas bastante torta.

Ainda de acordo com o estudo, o rei sofria de distúrbios hormonais, o que teria causado o quadril largo, por exemplo, e a morte prematura durante a juventude. O radiologista egípcio Ashraf Selim disse que as autópsias virtuais mostram que “os dedos do pé eram divergentes, ou seja, tortos”. Também foi encontrada uma fratura no joelho que pode ter infeccionado e causado sua morte em 1323 a.C.

Casal alemão devolverá ao Egito esteira faraônica roubada
Algumas revelações curiosas sobre sua mumificação também foram feitas pelos cientistas: o rei teve o pênis embalsamado a 90 graus (como se estivesse ereto), estava coberto por um líquido preto e teve o coração retirado para que as pessoas pensassem que fosse um deus – inspirado em Osíris, como explicou o professor Salima Ikram, da Universidade Americana do Cairo. Em seu sarcófago, foram encontradas 130 bengalas – que teria usado ao longo da vida para andar.


As descobertas foram reveladas em um documentário da BBC One chamado “Tutankhamun: The Truth Uncovered”.

sábado, 18 de outubro de 2014

AULA DE HISTÓRIA...


COMENTARISTA LÚCIA HIPPÓLITO MERECE UM TROFÉU !


Urgente Aula de História- Lúcia Hippólito, comentarista politica da CBN

“Nascimento” do PT:
O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
“Crescimento” do PT:

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.

“Maioridade” do PT:
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Quem ficou no PT?
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.
Lucia Hippolito

O PERIGO É O SILÊNCIO
Eu pediria a todos que receberem esse e-mail o favor de ler o texto por inteiro, com calma e atenção e, se puder e entender que seja pertinente, gastar um tempinho, para reenviá-lo a todos da sua lista.
Diamantina, Interior de Minas Gerais, 1914.
O jovem 'Juscelino Kubitschek', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos.
> Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris.
> Como Presidente, modernizou o Brasil.
> Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos. Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado.
> Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma. E para ele basta.
> Meses depois, diz que 'ler é um hábito chato'.
Quando era 'sindicalista', percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje.

Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente.
O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá.
Tranquilo, o rei avisa que não vai.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios.
Hoje ela é a 'Rainha Elizabeth II'. Brasília, 2005.
A primeira-dama (? que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer 'cidadania italiana' - e consegue.
> Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'.
E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS?

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e o Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.
> Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo. Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar.
> Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo.
> Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.

Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia.
> Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.
> Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso.
> A polícia descobre e chama Blair,' que vai sozinho à delegacia buscar o filho'.
> Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho. Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu 'filhinho nessa sujeira'? ? ?

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens.
Adquire um excelente, brasileiríssimo 'EMB-195', da 'Embraer', por US$ 10 milhões. Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve.
> Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e,
> AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. 'DO BRASIL NÃO SERVE'.
E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos minutos?
Vamos repassar esse e-mail para nossos contatos!
Vamos dar ao BRASIL uma nova chance!
Ele precisa voltar para o caminho da dignidade.
Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e temos a OBRIGAÇÃO de acordar e lutar antes que seja tarde.

'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.'


Martin Luther King




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Com nova decisão, Abdelmassih só deve deixar a prisão aos 100 anos


Medida reduziu a pena de 278 anos para 181, e determinou que ele não poderá ser solto antes de cumprir 30 anos de prisão, que corresponde a pena máxima estabelecida pela lei brasileira

A Justiça manteve nesta quinta-feira (16) a condenação ao ex-médico Roger Abdelmassih, 71, condenado a prisão por crimes sexuais contra pacientes. A decisão, no entanto, reduziu a pena de 278 anos para 181, e determinou que ele não poderá ser solto antes de cumprir 30 anos de prisão, que corresponde a pena máxima estabelecida pela lei brasileira.

A nova decisão alterou a da primeira instância que permitia progressão de pena (para o semiaberto, por exemplo) após o cumprimento de dois quintos dos 30 anos, o que permitiria sua soltura em 12 anos.

Agora, a Justiça estabeleceu que qualquer benefício deverá ser feito com base na pena total, de 181 anos. Com isso, ele deveria cumprir ao menos 70 anos de prisão. A lei brasileira, porém, não permite encarceramento por mais de 30 anos, o que faz com que o ex-médico permaneça na cadeira até os 100 anos - ele já cumpriu 4 meses de prisão em 2009.

Já a redução da pena foi determinada por conta da prescrição de alguns crimes. Ao todo, ele foi condenado por 48 crimes sexuais contra 37 mulheres. Desde que foi acusado pela primeira vez, Abdelmassih negou por diversas vezes ter praticado crimes sexuais contra ex-pacientes. Ele diz que foi atacado por um "movimento de ressentimentos vingativos".

O julgamento do recurso teve início no último dia 2 pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Na ocasião, o relator do caso, desembargador José Raul Gavião de Almeida, proferiu seu voto mantendo a condenação do ex-médico. Outros desembargadores pediram vista, o que adiou a decisão, para essa quinta, quando o voto do relator foi seguido pelos demais.

Para o advogado Sergei Cobra, assistente da acusação, a decisão desta quinta foi correta. "Foi a pena que ele mereceu. Uma vitória da sociedade contra um crime contra a humanidade, não apenas contra as mulheres", afirmou. O advogado de Abdelmassih, José Luiz de Oliveira Lima, também foi procurado, mas ainda não comentou o caso.

O Tempo

Em Madureira, berço do samba, o desfile agora é de fuzil


Reduto da Portela e do Império Serrano convive com bandidos armados em plena luz do dia

A guerra pelo controle de bocas de fumo que se espalha pelo subúrbio carioca aumenta a ousadia dos criminosos. Antes entrincheiradas em seus redutos, as quadrilhas têm conquistado espaço em ruas que, até pouco tempo, não era possível vê-los armados até os dentes tão descaradamente.

Um desses novos territórios dos bandidos é o bairro de Madureira, tradicional terra do samba, cantada em verso e prosa, e onde a grande rivalidade se restringia às quadras da Portela e do Império Serrano. Na semana passada, moradores locais testemunharam as novas cenas do cotidiano local. Em uma das principais vias do bairro, a Avenida Edgar Romero, dezenas de criminosos patrulhavam os acessos ao Morro da Serrinha armados com fuzis e pistolas em plena luz do dia.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso na delegacia da área. Outra unidade, que tem inquéritos em andamento que revelam um pouco da maneira de agir dessas quadrilhas, já identificou um dos criminosos exibicionistas. Marco Antônio de Oliveira Silva, conhecido pelo apelido de Angolano, é um dos principais seguranças da quadrilha do Terceiro Comando Puro (TCP), que trava batalhas diárias com o vizinho Morro do Cajueiro, dominado pela facção Comando Vermelho.

Angolano aparece de camisa listrada, bermuda de marca, boné azul e uma mochila verde nas costas, empunhando um fuzil calibre 7.62. Ao contrário da maior parte dos bandidos, que estão descalços, ele veste os meiões oficiais do Flamengo. Em janeiro de 2008, após ser baleado num confronto com a polícia, o criminoso foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Dias depois, Angolano foi resgatado por vinte comparsas, que invadiram a unidade médica armados e o libertaram. Dois meses mais tarde, ele chegou a ser preso pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos, mas foi solto e voltou para seu antigo posto na Serrinha.

Veja

quarta-feira, 15 de outubro de 2014


RIO - Uma tentativa de assalto no início da tarde desta quarta-feira, no Centro do Rio, terminou com um homem morto - que seria policial civil - e dois bandidos feridos, um deles socorrido em estado grave. Segundo informações do comando do 5º BPM, eram dois criminosos armados em uma moto. Eles abordaram a vítima, que ainda não teve a identidade divulgada, pouco depois de ela deixar uma agência do banco Itau, na esquina das Ruas Sete de Setembro e Quitanda, por volta das 16h. O homem levou dois tiros, um deles na cabeça.

Testemunhas contaram que ele reagiu à abordagem, trocou tiros com os assaltantes, mas acabou morto com dois tiros. A confusão chamou a atenção de policiais militares do 5º BPM que patrulhavam a região. Na esquina das Ruas São José com Quitanda, os PMs interceptaram os bandidos e passaram a trocar tiros com eles, que tentavam fugir numa motocicleta.

Um bandido foi ferido e preso. Um pouco mais à frente, em novo tiroteio, o segundo assaltante foi atingido por pelo menos um tiro. Os dois foram socorridos e levados ao Hospital Souza Aguiar. O estado de saúde do segundo criminoso baleado é grave.

Foram apreendidas a moto dos marginais, além de um revólver calibre 38 e uma pistola .40. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH). O diretor da unidade, delegado Rivaldo Barbosa, foi ao local.

O Globo



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Suzane Richthofen abre mão de herança e demite advogado



Há informações de que ela estaria tentando se reaproximar do irmão



Suzane Von Richthofen, condenada por mandar matar os pais em 2002 em São Paulo, decidiu abrir mão da disputa judicial que travava com o irmão pela herança da família. Segundo documento divulgado pelo Fantástico neste domingo, Suzane, que hoje tem 30 anos, também manifesta o desejo de reencontrar o irmão, Andreas, que não vê desde o julgamento do caso em 2006.

Presa há 12 anos, ela já poderia ir para o regime semiaberto e trabalhar fora do sistema carcerário, mas optou por abrir mão da regalia por "se sentir segura" na prisão. Ainda segundo o documento, Suzane pediu o afastamento do advogado, Denivaldo Barni, que foi proibido de visitá-la. Agora, ela é defendida pela Defensoria Pública.

Procurados pelo Fantástico, o ex-advogado de Suzane e a advogada do irmão, Maria Aparecida Evangelista, não se pronunciaram. Promotores ouvidos sobre o caso não deram uma posição unânime sobre o comportamento da detenta e sobre sua aptidão em voltar ao convívio social.

Crime premeditado
Suzane foi condenada a 38 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. Os assassinatos foram planejados pela filha do casal e executados pelo então namorado de Suzane, Daniel Cravinhos, e pelo irmão dele, Cristian Cravinhos.

Na véspera do crime, Suzane planejou a retirada do irmão Andreas de casa para deixar os pais sozinhos. O trio seguiu para a mansão da família e, como o planejado, os irmãos subiram e golpearam o casal com pauladas. Após o assassinato, Suzane e os comparsas tentaram simular um latrocínio – roubo seguido de morte -, com a subtração de itens da casa.

Desconfiada, a polícia investigou o trio que, poucos dias depois, acabou confessando. Presa desde então, Suzane recebeu em 2011 a notícia de que seria “indigna” de receber metade da herança dos pais, avaliada em R$ 11 milhões e apontada como uma das principais motivações do crime. A ação contra Suzane foi movida pelo próprio irmão, Andreas

Terra Notícias

domingo, 12 de outubro de 2014

12 de Outubro - Dia da Criança

A emocionante história de um garoto deficiente e um cão de 3 patas que vem fazendo o mundo inteiro chorar



Essa é a amizade mais linda e profunda que alguém já tenha visto. Owen e Haatchi são amigos mais que especiais, pois um ajuda o outro. Owen sofre de uma síndrome rara e encontrou em Haatchi forças para viver e ser feliz. O cachorro também é especial, pois foi muito mal tratado, acidentou-se e acabou perdendo uma das patas. Quando Owen e Haatchi se encontraram tiveram uma forte ligação de amor e companheirismo, era como se um soubesse que precisava do outro. Uma linda e emocionante história de amizade e amor, onde as dificuldades são superadas, um ajudando o outro, um buscando forças no outro para continuar, pois Owen diz que o seu melhor amigo é o Haatchi e que ele é tudo em sua vida.

A história vem sendo compartilhada aos montes pelo mundo. Uma amizade dessa é algo de se ver em filmes, mas a história desses dois é tão pura e verdadeira que vem conquistando todos, tanto que virou livro.

Fatos Inéditos

sábado, 11 de outubro de 2014

Semiárido demanda atenção especial para erradicação do trabalho infantil


Fui menino e vivi sempre a brincar

Era linda e suave a brincadeira,

Arrastando um carrinho de madeira

No pequeno terreiro do meu lar.


Quando adulto vivi a trabalhar

Aguardando uma fase prazenteira

Mas a vida cruel e passageira

Tudo quanto promete vem negar.

(Patativa do Assaré)


A saudade da infância declarada pelo poeta cearense Patativa do Assaré pode ser, para milhares de crianças, a saudade de um tempo que não pôde existir plenamente. São crianças e adolescentes que desde cedo vivem a trabalhar e que, ao deixar de lado o carrinho de madeira, deixam de lado também a sua infância.

No Brasil, são cerca de 3,5 milhões de crianças de 5 a 17 anos que trabalham segundo o levantamento mais recente, de 2012, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na segunda região mais populosa do país, Nordeste, 9% das crianças trabalham. Em números absolutos, é a primeira no ranking do trabalho infantil do país, com 1,1 milhão de trabalhadores precoces.

No entanto, dentro desse panorama existe um quadro que merece especial atenção: o do Semiárido. Também conhecido como Sertão, a região é caracterizada pela baixa incidência de chuvas, que tem como consequência prolongados períodos de seca. Segundo o Governo Federal, a região é composta por 1.133 municípios dos estados do Nordeste, com exceção do Maranhão, e do norte de Minas Gerais. Já para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Semiárido abrange também o Maranhão e o norte do Espírito Santo.

Ainda que não haja um levantamento específico sobre os dados do trabalho infantil no Semiárido, essa região reúne indicadores sociais preocupantes. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) revela que os municípios do Semiárido estão abaixo da média nacional. Esse índice é formado pelos indicadores de longevidade, educação e renda, variando de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo ao 1 melhor é o desenvolvimento humano. No levantamento de 2010, a média brasileira foi de 0,727 e todas as cidades da região ficaram abaixo desse valor. Segundo o Instituto Nacional do Semiárido, 60% dos municípios possuem o IDHM baixo ou muito baixo, atingindo 9,2 milhões de pessoas.

“As oportunidades de emprego e renda para as famílias são muito menores no Semiárido. A economia local tem dificuldade de se desenvolver, não tem indústria e o comércio é mantido pelos beneficiários do programa Bolsa Família e funcionários públicos. É uma economia de subsistência e tem menos empregos para as famílias”, explica o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Ceará, Antonio de Oliveira Lima.


Trabalho precoce


As dificuldades enfrentadas por quem vive no Semiárido, como a falta de água e a pouca atividade econômica dos municípios, se refletem na infância. “A política de combate à seca — que concentra água, terra e conhecimento — não dá condições para que as famílias possam doar a seus filhos efetivas possibilidades de desenvolvimento saudável”, afirma o coordenador executivo da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Baptista. “Uma das consequências dessa política é que as famílias vão empregar a mão de obra de seus filhos em busca de mais renda para a sobrevivência”, completa.

Para Lima, a diferença entre o trabalho infantil no Semiárido e o que acontece em outras regiões está muito mais nos tipos de atividades que são desenvolvidas. "Há uma predominância do trabalho infantil na agricultura familiar porque são regiões com pouco desenvolvimento das economias locais”, diz.

A coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maria Cláudia Falcão, conta que no território em que a OIT atuou na Bahia as duas atividades principais que havia envolvendo crianças eram a agricultura familiar para subsistência e, nas cidades, o trabalho nas feiras.

Desafios

Prevenir e erradicar o trabalho infantil que ocorre no âmbito da agricultura familiar se apresenta como um desafio e demanda ações em diferentes frentes. “É o grande debate que temos hoje com vários atores do setor agrícola. Encontrar uma solução para o trabalho infantil que ocorre na família e na subsistência é o grande desafio no Brasil. Não existe hoje uma resposta”, pondera Maria Cláudia.

Uma das frentes de ação é junto à família, com a garantia de trabalho e renda decentes para os pais. “São necessárias políticas de geração de renda, emprego e profissionalização, para encontrar os meios de sobrevivência sem recorrer à criança”, pontua o procurador-chefe Antonio de Oliveira Lima. Na Bahia, um projeto de erradicação do trabalho infantil colocou isso em prática. “Foi um processo de criação de cooperativas e hoje colhemos os frutos. Muitos comercializam sua produção para o município, para a merenda escolar”, relata a coordenadora pedagógica do Movimento de Organização Comunitária (MOC), Maria Vandalva.

As especificidades do Sertão também demandam programas com um viés próprio. Naidison Baptista, da ASA, explica que, na última década, a ideia de convivência com o Semiárido, em contraposição à política de combate à seca, tem avançado e garantido melhores condições para as famílias. Essa nova lógica implica o acesso ao conhecimento de técnicas específicas de plantio, captação de água, criação de animais e armazenamento de alimentos para o Sertão. “Precisamos de políticas adequadas para o Semiárido, isso vai erradicar o trabalho infantil.”

Por outro lado, os governos devem disponibilizar creches e escolas em tempo integral e de qualidade, para que as crianças se afastem do ambiente de trabalho. “Temos que ter escolas e creches onde os pais possam deixar as crianças. Elas têm que andar quilômetros e não há creches para os pequenos”, explica Maria Cláudia.

Além disso, o sistema de ensino também tem que dialogar com a realidade das crianças. Para a coordenadora da OIT, as escolas rurais precisam ter um currículo mais adequado, não adianta impor atividades que não têm nada a ver com a realidade das crianças. Baptista defende que as escolas têm um papel fundamental na mudança de paradigma de convivência com o Sertão. “Temos uma escola que afasta a criança de seu meio ambiente. Ela não debate questões do território onde a criança vive e não a ensina a tornar esse meio melhor.”

Somado às políticas de geração de renda e de ensino, são necessárias ações de conscientização sobre os malefícios do trabalho infantil para que ele não seja mais tolerado, muito menos incentivado. “Estamos trabalhando uma mudança de mentalidade. Muitos colocam seus filhos para trabalhar cedo porque eles trabalharam quando criança, assim como seus pais, seus avós e não veem o prejuízo”, explica Lima. Já Maria Vandalva, do MOC, relata que rodas de conversa com as famílias foram bons meios para mudar a mentalidade. “No entanto, não é fácil e é um processo que demanda muito tempo porque atingimos poucas pessoas. É bom saber que tudo que é cultural pode ser mudado, mas são as mudanças mais difíceis de serem feitas”, pondera.

Na mobilização pela erradicação do trabalho infantil no Semiárido, há uma grande aliado que mudar a realidade de milhares de crianças. “O grande potencial do Semiárido é a insistência e existência do seu povo. Quando as pessoas reconhecem sua realidade e percebem que ela pode ser modificada, elas se organizam para mudar”, defende Maria Vandalva. A opinião é compartilhada por Baptista, da ASA. “O Semiárido sempre foi caracterizado como um local de carência de tudo, mas é um lugar de pujança impressionante, as pessoas são criativas, vivem e resistem. É um povo extraordinariamente vivo e inteligente, mas é profundamente massacrado pelas políticas”.

promenino

11 de Outubro - DIA DO DEFICIENTE FÍSICO