terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quinze morrem em incêndio em orfanato na África do Sul


PRETÓRIA - Oito crianças e sete adultos morreram nesta terça-feira no incêndio em um orfanato da cidade de Newcastle, na África do Sul. Nove crianças ficaram feridas.
Entre os mortos, estão o diretor do orfanato e seus quatro filhos. As crianças tinham entre 2 e 15 anos. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.


JB Online

Dentista é preso em SP ao fazer sexo oral com menina de 14 anos dentro de carro no Butantã


SÃO PAULO - Um dentista de 37 anos foi preso pela Polícia Militar na Rua Xavier de Andrade, no Butantã, quando praticava sexo oral com uma adolescente de 14 anos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os Pms faziam patrulhamento de rotina na região e avistaram uma caminhonete branca parada num local com pouca iluminação, com duas pessoas dentro, em atitudes suspeitas. Os policiais resolveram abordar o carro para averiguação. No veículo estava o dentista E.E.O. e uma adolescente, de 14 anos.
O dentista disse que foi abordado por três garotas num semáforo, que propuseram um programa sexual. Ele concordou em sair com uma delas, a adolescente que estava no carro. Eles acordaram que ela faria sexo oral por R$ 50. A garota entrou no carro e eles seguiram para o local onde a polícia fez a abordagem. A menor afirmou que não fez sexo com o destista.
O dentista disse que sabia que a menina era menor de idade. Foi levado para o 51º Distrito Policial (Rio Pequeno), onde lhe foi dada voz de prisão, em flagrante. A caminhonete, o celular e o dinheiro que estavam com o dentista foram entregues a um irmão dele.


O Globo

AJUDEM OS PASSARINHOS


URGENTE

EMBRULHE OS CHICLETES ANTES DE JOGAR FORA:

Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, os passarinhos comem restos de chicletes deixados, irresponsavelmente, em qualquer lugar. Ao sentirem o chiclete grudando em seu biquinho, tentam, desesperados, retirá-lo com os pés... E aí, acontece o pior: acabam sufocados.
Favor, embrulhe o chiclete num pedaço de papel
e jogue-o no lixo.

Refrigerante aumenta risco de câncer no pâncreas, diz estudo


De acordo com pesquisa realizada em Cingapura, quem toma mais que duas latinhas da bebida por semana tem mais chances de desenvolver a doença

Um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, afirma que beber mais que duas latinhas de refrigerante por semana pode causar câncer de pâncreas. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (8) na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.
De acordo com Mark Pereira, que liderou o estudo em Minnesota, os altos níveis de açúcar encontrados em refrigerantes podem aumentar o nível de insulina no organismo, o que, para ele, contribui para o crescimento de células de câncer no pâncreas. A insulina, que ajuda o organismo a metabolizar o açúcar, é produzida no pâncreas.
Alguns pesquisadores, como Pereira, acreditam que a ingestão de açúcar pode favorecer o aparecimento do câncer, embora já tenha sido provado que a tese é contraditória.
O estudo foi realizado com 60.524 homens e mulheres em Cingapura. Eles foram acompanhados por 14 anos. Durante esse período, 140 dos voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. Aqueles que bebiam duas ou mais refrigerantes por semana apresentaram um risco mais elevado (87%) de desenvolver a doença.
Pereira disse acreditar que as conclusões se aplicam a outros lugares do mundo. "Cingapura é um país com um sistema de saúde excelente. Os passatempos favoritos da população são comer e fazer compras. Dessa maneira, acredito que os resultados podem ser aplicáveis a outros países ocidentais", diz o pesquisador.
Para Susan Mayne, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, é preciso ter cautela com os resultados. "Embora esse estudo aponte esse risco, a conclusão foi baseada em um número relativamente pequeno de casos. Não fica claro se isso é uma associação causal ou não", diz.
“O consumo de refrigerantes em Cingapura foi associado a diversos outros comportamentos nocivos para a saúde, como o tabagismo e o consumo de carne vermelha", diz Susan. Outras pesquisas relacionaram o câncer de pâncreas à carne vermelha torrada.
O estudo também é questionado por Ang Peng Tiam, diretor médico do Parkway Cancer Center, em Cingapura. "Se, de fato, o açúcar é a causa de câncer de pâncreas, então esse risco deveria ser observado em muitas outras dietas, como, por exemplo, nas pessoas que comem uma grande quantidade de arroz ou doces”, diz.
“Eu bebo mais que duas latas de refrigerante por semana e não vou mudar o meu hábito apenas por causa desse relatório”, afirmou Tiam.
O câncer de pâncreas é uma das formas mais mortais da doença.Estima-se que existam 230 mil casos no mundo todo. Somente nos Estados Unidos, 37.680 pessoas foram diagnosticadas com câncer de pâncreas no ano passado. 34.290 morreram da doença.
De acordo com a American Cancer Society, a taxa de cinco anos de sobrevida para pacientes com câncer de pâncreas é de cerca de 5 por cento.


Cerveja ajuda a combater a osteoporose
Os apreciadores de cerveja já têm um motivo a mais para levantar um novo brinde. Uma pesquisa do Departamento de Ciência dos Alimentos e Tecnologia da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, diz que o consumo moderado de alguns tipos de cerveja pode ajudar a combater a osteoporose.
Segundo os pesquisadores, a cerveja seria uma fonte importante de silício, componente que contribui para melhorar a densidade óssea.
Os cientistas analisaram cem marcas de cervejas comerciais e verificaram que elas tinham uma quantidade de silício entre 6,4 miligramas por litro e 56,5 miligramas por litro.
O silício é encontrado no grão da cevada utilizado para a fabricação do malte da cerveja e também, em menor quantidade, no lúpulo. As cervejas com as maiores quantidades de silício são as ales (de fermentação a temperaturas mais altas) claras e as lagers (com baixa fermentação ou fermentação a frio).
Nas cervejas escuras, o processo de torração dos grãos de cevada reduziria a quantidade de silício. As cervejas feitas com trigo, segundo os pesquisadores, teriam uma quantidade pequena de silício.
Não existem recomendações mínimas para o consumo de silício, já que, segundo o Departamento de Agricultura do governo americano, o consumo do mineral não é considerado essencial.
Mas, atenção: alguns nutricionistas advertem que os possíveis benefícios da cerveja podem ser cancelados pelo consumo excessivo de álcool, já que a ingestão de mais de duas doses de álcool por dia aumenta o risco de fraturas dos ossos.


Época

Amante não tem direito a indenização por serviços domésticos, decide STJ


Após fim de relacionamento, mulher queria R$ 48 mil de parceiro.
Pedido foi negado por representar 'ameaça à monogamia'.

Os ministros da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiram que uma amante não tem direito a indenização por serviços domésticos prestados. A conclusão, divulgada na segunda-feira (8), é referente a um caso de Dourados (MS). Relator do processo, o ministro Luis Felipe Salomão ressaltou que a proteção à condição de amante poderia representar uma ameaça à monogamia.
A cabeleireira L.M. de O. havia pedido uma indenização de R$ 48 mil após o fim do relacionamento de dois anos com A.D., que era casado com outra mulher. A amante alegou que teve de deixar de trabalhar por determinação de seu parceiro, perdendo uma renda de R$ 1 mil por mês, e por isso pleiteava a reparação.
A 3ª Vara Cível de Dourados (MS) negou o pedido. Depois, houve apelação e a indenização foi aceita, mas reduzida a R$ 24 mil. Agora, a decisão do STJ voltou negar o pedido.
Em seu voto, Salomão disse que a união estável "é uma relação afetiva qualificada, espiritualizada, aberta, franca, exposta, assumida, constitutiva de família". Ainda segundo o que descreve o voto, a relação entre amantes, o concubinato, "é clandestino, velado, desleal, impuro". Proteger os dois tipos de relação ao mesmo termo seria um "paradoxo do direito", classificou Salomão. "Isto poderia destruir toda a lógica do nosso ordenamento jurídico, que gira em torno da monogamia. Isto não significa uma defesa moralista da fidelidade conjugal. Trata-se de invocar um princípio ordenador, sob pena de se desinstalar a monogamia”.
Com a decisão, L.M. de O. também foi condenada a pagar as custas processuais e honorários advocatícios, no valor de R$ 1 mil.


Internet Segura


No dia 9 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial de Internet Segura. A data foi criada em 2003, na Europa, por iniciativa da Comissão Europeia, a partir da rede INSAFE (www.saferinternet.org). A ideia é conscientizar os internautas para o uso seguro e responsável da rede. No ano passado, 50 países participaram da mobilização. Este ano a expectativa é contar com a participação de 55 países. No Brasil, a campanha é organizada pela organização não-governamental SaferNet Brasil, em conjunto com o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e o Comitê Gestor da Internet Brasileira (CGI.br).
O tema deste ano é “Pense antes de postar” e para mobilizar os brasileiros para essa data está no ar o site Dia da Internet Segura (www.diadainternetsegura.org.br). Qualquer organização comprometida com o ideal de internet segura, incluindo veículos de comunicação, ONG's, escolas e instituições públicas, podem divulgar sua programação para esse dia. O internauta tem acesso à programação do evento, ao audiovisual, a um material didático com cartilha, textos e vídeos, pensado para facilitar o trabalho dos educadores em sala de aula.
Ações particulares serão divulgadas em escolas, bairros ou entidades, até parcerias com grandes instituições, como as empresas GVT, Microsoft, Google, MySpace, TV Globo e Canal Futura. Para o dia 9 está confirmado um debate e plantão da Cidadania Web na sede do CGI, São Paulo, capital.
Todos os blogueiros e internautas estão convidados a divulgar a campanha em seus perfis em redes sociais (como Orkut, Twitter e Facebook).

Veja como foi o videochat com Rodrigo Nejm, Diretor de Prevenção da SaferNet, realizado em 09/02/10, no Portal Terra, em parceria com o Portal Pró-Menino

PróMenino

Novo sogro diz acreditar na inocência de Abdelmassih


Quando as denúncias de abusos sexuais (incluindo estupros) de ex-pacientes de Roger Abdelmassih, 66, obtiveram destaque na imprensa, o comerciante em Jaboticabal (SP) Vicente Sacco telefonou para ele e perguntou se tudo aquilo era verdade.
“Ele me respondeu que não, e nós acreditamos. A minha filha gosta dele, e ele a trata com muito carinho”, disse Sacco, conforme relata Cristina Christiano, do Diário de S.Paulo.
A filha é a procuradora da República Larissa Maria Sacco, 34, que se casou com Abdelmassih no sábado (6) em cerimônia restrita a parentes, em São Paulo.
Abdelmassih foi preso preventivamente no dia 17 de agosto do ano passado, ficando trancafiado até a véspera de Natal, quando o ministro do STF Gilmar Mendes, de plantão de fim de ano, concedeu-lhe um habeas corpus que vinha sendo negado por outras instâncias da Justiça.
No período em que esteve na Penitenciária Tremembé (SP), o médico recebeu algumas vezes a visita do então seu futuro sogro.
Ele disse que devia isso à filha e, além do mais, é a Larissa “que tem de saber o que é melhor para ela”.
Sacco manifestou admiração pelo genro pelo fato dele ser “uma pessoa muito religiosa”.
Contou que carrega no bolso um crucifixo de prata que Abdelmassih lhe comprou de presente em Paris.
Vanilda, a mãe de Larissa, e suas outras três filhas ajudaram nos preparativos do casamento.
A repórter não obteve mais informação. “Minha filha proibiu que falássemos qualquer coisa e a gente tem de respeitar.”
A caçula Larissa é o orgulho da família, diz o jornal.
Ela começou a carreira como procuradora do Ministério da Fazenda em São Paulo. Cargo que ocupou por apenas um ano porque foi aprovada com a média de 87,7, uma das melhores, em concurso do Ministério Público Federal.
De Dourados (MS), onde trabalhava, pediu transferência para Assis (SP). Atualmente encontra-se em licença não remunerada.
“Ela parou por algum tempo para que ninguém pudesse falar nada”, disse Sacco.
O jornal apurou que em Jaboticabal há pessoas que perguntam: “O que essa menina viu nele [Abdelmassih]”?

Paulo Lopes Weblog

Polícia investiga se bebê de 25 dias foi jogado pela janela por irmão em SP


Caso ocorreu neste domingo (7) na Zona Sul da capital.
Pais alegaram que menino de 3 anos jogou a irmã por ciúmes.

Um bebê de apenas 25 dias está em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Geral de Pedreira, na Zona Sul de São Paulo, depois de ter sido jogado pela janela de sua residência pelo irmão, de 3 anos, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. As crianças moram com os pais na Rua Avati, no Jardim dos Prados, também na Zona Sul. O incidente teria ocorrido por volta das 13h30 deste domingo (7).
Os pais compareceram ao 99º DP, no Campo Grande, também na Zona Sul, e alegaram que o bebê foi jogado pela janela quando a mãe, uma dona de casa de 36 anos, estava dormindo. O pai, um aposentado de 67 anos, havia saído para fazer compras, disseram na delegacia. O menino teria jogado a irmã por ciúmes. Um vizinho ajudou a dona de casa a socorrer o bebê. O delegado solicitou perícia ao local e a polícia vai investigar o caso.


Direito Internacional Privado deve ser mais explorado nas faculdades brasileiras


Quando uma brasileira casada com um inglês, morando na Itália, resolve pedir o divórcio, a lei de qual país irá reger o processo da separação? Do Brasil, da Inglaterra ou da Itália? Manda a lei do último domicílio do casal. E em caso de contrato trabalhista, quando, por exemplo, um brasileiro é contratado por uma empresa turca para trabalhar em Istambul? Se ele se sentir prejudicado, para qual Justiça deverá reclamar do patrão? Ele tem que acionar o país onde o contrato foi assinado - e torcer para que lá exista uma legislação trabalhista que seja forte como ele espera. A área do direito que estuda esse tipo de decisão é o Direito Internacional Privado (DIP), e que também trata de heranças, patrimônio, contratos sociais, entre outros, quando são feitos entre pessoas de países diferentes.
Essas relações afetivas ou patrimoniais devem ser pensadas antes de se começar uma família ou um trabalho no exterior. "Se a pessoa opta por construir uma relação emocional no exterior ou com pessoa estrangeira, tem de prever que mais cedo ou mais tarde alguns problemas poderão acontecer. E, portanto, estará sujeita a leis de outros países que não o seu", explica o professor Gustavo Ferraz, da Faculdade de Direito (FD) da USP, que orienta alguns trabalhos de conclusão de curso e pretende abrir disciplina na pós-graduação sobre o tema na unidade.
Além dele, mais dois professores lecionam DIP no departamento de Direito Internacional e Comparado da FD. As disciplinas abrangem os aspectos pessoais (família, relações afetivas e capacidade de interdição em território estrangeiro), patrimoniais (contratos e bens) e processuais (como manejar os processos quando existe essas ligações com o exterior). Há, também, uma tentativa de parceria com a área de pediatria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), uma vez que os médicos tem um papel importante, assim como os educadores, no reconhecimento das relações dentro de casa. Esses profissionais são capazes de avaliar se a criança está feliz, se está sendo bem tratada pelos pais e, por isso, trazem aspectos fundamentais para a decisão de um juiz. Segundo Ferraz, nosso judiciário deve "parar de achar que por que uma criança é brasileira, é melhor que ela fique no país".

Histórico
Há 20 anos, o tema não era tão atraente para os advogados do Brasil, já que a economia do país ainda dava seus primeiros passos no mercado internacional. Mas hoje, com pessoas e mercadorias transitando livremente pelo mundo, o DIP tornou-se peça-chave para a resolução de conflitos judiciais evitando desgaste diplomático entre os países países diferentes - conflitos que não sejam ligados às outras duas áreas do Direito Internacional: o Comércio Internacional e a Diplomacia.
O recente caso do garoto Sean Goldman, alvo de disputa entre a avó brasileira e o pai norte-americano, é um típico exemplo de como o Brasil precisa estudar mais essa área.
"Os operadores de direito não conhecem o Direito Internacional Privado", afirma Gustavo Ferraz, referindo-se a juízes e desembargadores. Segundo ele, a maior parte dos juízes e promotores não tiveram o ensino de DIP na faculdade, e por conta disso não sabem resolver casos em que esse conhecimento é exigido.
O Brasil é signatário da Convenção sobre os Aspectos Civis do Seqüestro Internacional de Crianças, de 1980. De acordo com o documento, deve haver cooperação entre o Poder Judiciário dos Estados. Um vez que uma criança é levada por um dos pais a um país sem o consenso do outro genitor, a parte que se sentir lesada reclama ao Judiciário do Estado onde vive. Este, por sua vez, aciona o Judiciário do país para onde a criança foi levada, que dá ordem de busca e apreensão. A criança, então, é levada para casa - o que normalmente faz com que a mãe ou o pai volte e resolva suas pendências matrimoniais no país do qual saiu.
No caso de Sean Goldman, sua mãe, Bruna, veio passar as férias no Brasil em 2004 e nunca mais voltou para os Estados Unidos, onde era casada com David Goldman. "Isso é muito mais comum do que a gente imagina. A pessoa está nos Estados Unidos, passando frio, com dificuldades em relação à cultura e à língua diferentes, vem passar as férias no Brasil - para isso, é preciso autorização do outro progenitor. Ela chega aqui e reencontra os amigos, a família... e descobre que aqui é o seu lugar e que não quer mais voltar", diz Ferraz. Foi então que David acionou a Justiça americana, que pediu cooperação da Justiça brasileira por meio da convenção de 1980.
"Por algum motivo, o judiciário brasileiro descumpriu a convenção. Quando você manda uma criança embora, a tendência é a mãe voltar atrás do filho para pedir o divórcio e a guarda da criança, o que ela muito provavelmente conseguiria", explica o docente. O processo se estendeu tanto que a mãe acabou morrendo e o resultado foi uma guerra de forças amplamente divulgada pela mídia. Envolveu, inclusive, a secretária de Estado americana Hillary Clinton, que ameaçou o Brasil com sanções econômicas. De acordo com Ferraz, essa atitude é legítima, ainda que não tenha afetado a decisão do Supremo Tribunal Federal.
"O judiciário precisa começar a entender que isso [Sean ser entregue ao pai] não ofende a soberania brasileira de forma alguma", afirma. Segundo ele, a maneira como o do processo foi conduzido se deu de modo similar a algo como "rasgar" o DIP.
Neste caso, o Brasil descumpriu um tratado internacional, provocando prejuízos financeiros e psicológicos aos envolvidos. E, pior, ficou mal visto pelo países em que o DIP é levado a sério.
Em 2001, a tragédia do menino Iruan Ergui Wu foi exposta de forma espetacular na mídia. Hoje ele mora em Canoas, no Rio Grande do Sul, com a avó. O pai era tailandês e a mãe, brasileira. Órfão da mãe, e sob custódia legal da avó, o menino foi levado a Taiwan para conhecer a família do pai, Teng-Shu Wu, que morreu logo depois. Mesmo com a tutela legal da avó brasileira, o tio taiwanês impediu o garoto de voltar alegando que ele preferia permanecer no Oriente. Foi então que começou uma briga judicial que durou até 2004. "Pela convenção, quem ia decidir este problema era o juiz de Taiwan. Só que o país, à epoca, não fazia parte do tratado", afirma Ferraz. O caso então foi resolvido diplomaticamente, entre os Ministérios das Relações Exteriores de ambos os países, que mediaram o conflito entre as famílias. Mesmo depois da decisão que dizia que o melhor para o garoto era ficar no Brasil, a família taiwanesa demorou para entregá-lo às autoridades brasileiras no país asiático, o que causou revoltas e comoção.
Outro caso que ficou famoso foi o de Nariman Osman Chiah. Filha de libaneses, Nariman foi levada aos 14 anos para o Líbano, onde se casou. Depois de alguns anos, voltou para o Brasil, teve um filho, e retornou ao Líbano. Segundo Nariman, o marido passou a ameaçá-la de morte e não a deixava sair de casa nem para visitar a irmã. Chegou a rasgar o passaporte da mulher e da criança. Em 2008, e grávida, ela fugiu a pé do Líbano para a Síria com o filho de 6 anos. Lá, procurou a embaixada brasileira para voltar ao Brasil. O embaixador brasileiro na Síria ficou sensibilizado pelo caso, bem como as autoridades sírias; a gravidez ajudou a apressar a decisão. Poucos dias depois, Narimam já estava em Matinhos, no Paraná, junto de sua mãe....


9 de fevereiro: Dia da Internet Segura


Nos últimos anos, a internet tem sido incorporada à vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Com ela, inúmeros benefícios foram trazidos à sociedade, como a facilidade de comunicação, o acesso e compartilhamento de informações variadas. Mas, se não forem tomados os cuidados necessários, essa nova tecnologia também pode apresentar sérios riscos à segurança do internauta.
Pensando nisso, a INSAFE, conjunto de organizações ligadas à Comissão Europeia, estabeleceu o dia 9 de fevereiro como o Dia da Internet Segura. A data, celebrada desde 2003, pretende alertar para o uso responsável da rede, divulgando guias sobre como se proteger e denunciar possíveis abusos. O Brasil aderiu à campanha em 2009, juntando-se a outros 49 países. A iniciativa partiu da ONG SaferNet, Ministério Público Federal e do Comitê Gestor da Internet. Desde então, foi formada uma parceria com diversas instituições, como escolas, governos e veículos de comunicação interessados em contribuir com a mobilização.
No site www.diadainternetsegura.org.br é possível ter acesso a um material didático com cartilha, textos e vídeos especialmente produzidos para a utilização em sala de aula. Como parte da programação, está agendado para a próxima semana um debate com especialistas de diferentes áreas, além de um curso de capacitação para professores da rede pública.
O tema da campanha esse ano é “Pense Antes de Postar”. O diretor de prevenção da SaferNet Brasil, Rodrigo Nejm, afirma que é preciso ter uma atenção especial aos jovens e aos novos usuários, considerados mais vulneráveis aos perigos da internet. “Um problema recorrente é a publicação de fotos íntimas, que acaba gerando vários constrangimentos. Por isso, é necessário conscientizar não só os jovens, mas também pais e educadores”, diz.
Sobre a SaferNet Brasil – A Safernet Brasil é uma associação com atuação nacional, fundada em 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito. Entre outras ações, a entidade criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (www.denuncie.org.br),
que oferece o serviço de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias anônimas sobre qualquer crime ou violação aos Direitos Humanos praticado na internet.

http://www.andi.org.br/pautas/


Londres receberá festival de cultura brasileira

Brazil!, Brazil!, que mistura música, capoeira e dança, será um dos grupos a se apresentar no festival

O centro cultural Southbank, em Londres, vai abrigar entre os meses de junho e setembro aquele que promete ser “o maior festival de cultura brasileira” já realizado na Grã-Bretanha.

Entre os artistas já confirmados no evento estão os músicos Gilberto Gil, Maria Bethânia, Arnaldo Antunes e Tom Zé, as bandas Os Mutantes e AfroReggae, o artista plástico Ernesto Neto, os irmãos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá, o ex-jogador de futebol e escritor Sócrates, o designer Gringo Cardia, e os irmãos designers Fernando e Humberto Campana.
Segundo a diretora artística do festival, Jude Kelly, este será “o mais ambicioso evento organizado até hoje pelo centro cultural Southbank”.

Instalações do artista plástico carioca Ernesto Neto (Foto: cortesia do artista e da galeria Tanya Bonakdar, de Nova York, tirada por Jean Vong)

“Nosso objetivo com o festival é que as pessoas se sintam como em uma grande festa”, comentou Kelly durante a cerimônia de lançamento do evento, nesta segunda-feira.
“Das favelas e praias aos arranha-céus de suas grandes cidades, o Brasil é um dos países mais excitantes do planeta. Nosso objetivo é encontrar o que está no coração da cultura brasileira atual”, disse.
Kelly afirmou que essa pretende ser a maior celebração da cultura brasileira no país, porque não se restringirá ao estereótipo brasileiro de país do futebol e do carnaval, além de buscar trazer não apenas artistas renomados, mas também jovens talentos escolhidos pela organização.
“Não foi difícil encontrar jovens talentosos no Brasil. O difícil foi escolher quais trazer para Londres”, comentou Kelly.

O grupo AfroReggae também vai se apresentar no festival (Foto: cortesia da banda)

Principais atrações
O festival incluirá apresentações de músicos, artistas plásticos e dança, além de debates sobre literatura e cultura brasileira.
Jude Kelly antecipou que os restaurantes do centro cultural terão, durante os três meses do festival, diversos cardápios preparados a partir da culinária brasileira.
Um dos destaques do evento será uma exposição do artista plástico carioca Ernesto Neto, famoso por utilizar lycra em suas obras, que também incluem objetos como bolas de plástico e almofadas.
Neto diz que seu objetivo é que o visitante tenha uma experiência "muito íntima" e "muito sensorial" em suas obras.
O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil se apresentará no Queen Elizabeth Hall no dia 21 de julho. Quatro dias antes, quem passará pelos palcos do Royal Festival Hall é Maria Bethânia, descrita pelos organizadores do festival como a "a alma do Brasil".
O músico Tom Zé se apresentará ao lado dos Mutantes no dia 18 de julho. O grupo já se apresentou em Londres em outra ocasião. Em 2006, os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista se reuniram depois de 33 anos separados para tocar em um festival dedicado à Tropicália na capital inglesa.
Também no dia 18 de julho, o ex-jogador de futebol Sócrates participará de uma mesa-redonda ao lado do escritor José Miguel Wisnik, professor de literatura brasileira, e Alex Bellos, autor do livro Futebol: O Brasil em campo.
O debate faz parte de uma série de discussões sobre a literatura brasileira que ocorrerá entre os dias 1º e 18 de julho.
A programação completa do Festival Brazil está disponível no site do centro cultural Southbank.

Victor De Martino


BBC Brasil

Parto natural pode ser tranquilo e seguro

Muito comum em vários países da Europa, o parto natural voltou a ser assunto depois que a supermodelo Gisele Bündchen contou que essa foi sua escolha na hora de ter o filho, Benjamin. O bebê nasceu na casa dela, dentro de uma banheira. No Brasil, o grande número de cesarianas – segundo dados do IBGE, elas equivalem a 43% dos partos, índice considerado alto e distante do ideal pela Organização Mundial da Saúde - levanta uma questão: é realmente necessário passar por uma cirurgia para dar à luz?
Segundo a terapeuta corporal e acadêmica de enfermagem Cristine Young, mais conhecida como Kira Young, o parto natural pode ser feito quando não há risco para a mãe ou o bebê durante a gestação. “A equipe que acompanha a gravidez é composta de um médico, uma enfermeira com especialização em obstetrícia e uma assistente. Esse grupo conhece bem a família e a casa, fica muito próximo e oferece uma assistência diferenciada, que se estende para antes e depois do nascimento do bebê”, diz ela.
Enquanto o parto normal é realizado dentro de um hospital, com uma série de procedimentos que incluem até anestesia, o parto natural costuma ser feito na própria casa da gestante, sem o uso de medicamentos. “Acreditamos na fisiologia do parto. O ambiente domiciliar oferece privacidade e tranquilidade, fazendo com que a mulher esteja focada no ato de colocar o bebê para fora. Nessa hora, o organismo libera analgésicos naturais, e o uso de água quente ajuda a aliviar as contrações. Existe uma sabedoria do corpo que é resgatada”, explica Cristine.
Quem comanda o parto natural é a mulher. O planejamento, feito ao longo da gravidez, respeita o tempo da mãe e da criança, bem como as diferentes fases da gestante. "Na hora do nascimento, a mãe tem a liberdade de se movimentar e escolher a melhor posição para ter o bebê, por exemplo. E o método ainda tem um custo mais baixo do que o de um parto convencional", garante Cristine.
Durante o parto natural, o médico fica de sobreaviso, mas raramente está presente. Quem acompanha o processo é a enfermeira especializada e a acompanhante, chamada de doula. Pessoas próximas da gestante, como o marido e outros familiares, ficam livres para assistir ao nascimento. “O bebê sai e vai direto para o colo da mãe. Ela fica com ele o tempo inteiro, é a primeira a segurá-lo e a primeira pessoa que a criança vê, tornando aquela ligação ainda mais forte”, conta Cristine.
Para imprevistos que possam surgir na hora do nascimento, o material trazido pela enfermeira e sua acompanhante inclui um kit básico de emergência. “A questão da dor é outra preocupação das mães. Não falamos em dor do parto, mas sim em ondas. Conforme a mulher entende o processo, vai se entregando aos poucos e percebe que, a cada contração, o bebê está mais perto de sair. Quando ele é expulso, a dor acaba e é esquecida diante daquela carinha sedutora”, afirma Cristine.


Haitiano sobrevive em escombros um mês após terromoto, diz CNN



Homem de 28 anos foi encontrado nos destroços de um mercado.
Desidratado e desnutrido, ele disse a médicos ter recebido água
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Um homem resgatado com vida dos escombros de um prédio na capital do Haiti, Porto Príncipe, pode ter sobrevivido soterrado desde o terremoto que devastou a cidade, no dia 12 de janeiro, segundo a rede de TV americana CNN.
O homem de 28 anos foi encontrado nos destroços de um mercado onde vendia arroz, disse a família dele a uma equipe médica do hospital de campo da Universidade de Miami, segundo a CNN.
Muito magro, ele sofre com uma grave desidratação e desnutrição, mas segundo um correspondente da emissora, aparentemente não apresenta ferimentos graves.
O sobrevivente teria relatado aos médicos que alguém estava lhe levando água enquanto estava soterrado, mas a equipe também informou que ele parecia confuso, conforme a CNN.


G1

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Alunos de Medicina acusados de agredir homem negro voltam às aulas em Ribeirão Preto, SP


SÃO PAULO - Três estudantes de Medicina do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, voltaram hoje às aulas. Eles haviam sido expulsos pela universidade, mas foram beneficiados por uma decisão da Justiça. Os universitários foram presos acusados de agredir o auxiliar de serviços gerais Geraldo Garcia, de 55 anos, com um tapete de borracha e ofendê-lo por ele ser negro, em 12 de dezembro. A ação foi vista por várias testemunhas.
Em reunião no fim de janeiro, uma comissão composta por professores e funcionários do centro universitário decidiu pela expulsão, depois das investigações. Os estudantes respondem na Justiça pela agressão.
Segundo o delegado Mauro Coraucci, o trio gritava "toma nego!" enquanto batia na vítima com o tapete de borracha do carro. Os acusados são Abraão Afini Júnior, de 19 anos, Emílio Pechulo Éderson, de 20 anos, e Felipe Grion Trevisani, de 21.


Doutores em humilhação


Agredir e insultar um homem a caminho do trabalho é obviamente inaceitável. Pior quando os agressores estudam medicina

Três rapazes agridem um senhor em uma bicicleta com um tapete de carro. A força do impacto leva o homem a se desequilibrar e cair da bicicleta. Excitados pelo impulso sádico, os rapazes teriam gritado "ô, nego". Um grupo de testemunhas denuncia os rapazes à polícia. Eles são presos, o que poderia ser considerado um desfecho justo ao ritual de humilhação racial e de classe. Mas o Centro Universitário Barão de Mauá, no interior de São Paulo, decidiu também expulsá-los do curso. Eles estudavam medicina.
O que há de tão grave nessa história, além da injúria racial e da agressão física a um homem inocente a caminho do trabalho? O fato de os três rapazes estudarem medicina. Esses são desvios inaceitáveis para qualquer cidadão, mas particularmente inquietantes quando seus autores são futuros médicos. Há um espaço simbólico reservado ao médico em nossa vida social: a ele cabe o conforto, a escuta e o cuidado. Há uma expectativa de acolhimento universal que não distingue cor, idade, sexo ou religião. Um pacto silencioso de confiança é o que nos move ao entrar em um consultório médico: aquela pessoa de branco diante de nós está ali para cuidar de nosso medo da morte.
Dos médicos se espera mais do que o simples cumprimento das regras fundamentais da cidadania: é preciso uma consciência ética sobre o lugar sagrado que socialmente lhes é reservado. Por isso, não pode haver médicos racistas, sexistas ou violentos. As crenças privadas de um médico são simplesmente seus valores sobre o bem viver, o que não lhes confere nenhuma autoridade para julgar ou reprimir moralmente seus pacientes. Um ginecologista, por exemplo, não tem o direito de expressar suas inquietações homofóbicas ao atender uma paciente lésbica, assim como um obstetra de um hospital público, na ausência de colegas que o substituam em um plantão, deve atender uma mulher com autorização para o aborto legal. Esses encontros atualizam a consciência ética que todo médico deve ter ao exercer a medicina.
O homem da bicicleta foi humilhado pelos três rapazes que acreditavam ser divertido agredir ou assustar pessoas a caminho do trabalho. O exercício da humilhação é um instrumento de poder dos fortes e os médicos são indivíduos com poder sobre o corpo vulnerável de um paciente. Mesmo que não estivessem ainda no exercício da medicina, os rapazes testavam os limites das vantagens conferidas pela desigualdade de classe e de raça que contornam nossa vida social. Se um dia vierem a ser médicos e ainda distantes da consciência ética sobre a dor do outro, eles terão outros homens da bicicleta como pacientes e diante deles expressarão semelhante desprezo. Certamente, não mais os agrediriam com um tapete nas costas, mas com a indiferença pelo sofrimento.
Muito se fala na humanização da medicina e das outras profissões de saúde. Essa expressão é uma forma simples de traduzir alguns dos valores fundamentais que devem acompanhar a formação ética dos futuros médicos. Um bom médico não é apenas aquele que se atualiza nas técnicas e conhecimentos sobre sua especialidade, mas é principalmente aquele que se aproxima de seu paciente e é capaz de entender as sutilezas do seu sofrimento. O reconhecimento do papel simbólico do médico está diretamente relacionado ao exercício desses atributos. Por isso, no sentido mais clássico da expressão, um bom médico exercita a nobreza de caráter.
A expulsão do curso de medicina não deve ser entendida como um ato de vingança ou de duplo castigo. Os rapazes foram submetidos a duas ordens de julgamento. A primeira foi penal e resultou na prisão temporária e no pagamento da fiança pela agressão. A segunda foi ética e anuncia um sinal importante dado por aqueles que se preocupam com a formação dos futuros médicos - há valores fundamentais à consciência ética de um médico e um deles é o respeito ao humanismo. A decisão da faculdade em expulsá-los indica que, apesar da intensa mercantilização da medicina, a ética importa para a formação médica.
Há vários desafios éticos na formação das novas gerações de médicos. O modelo brasileiro de saúde pública se vê continuamente ameaçado pela sedução mercantil da medicina dos desejos, como é o caso das cirurgias estéticas. A medicina deve ser uma prática que reconhece a universalidade da condição humana e não simplesmente o poder de consumo de seus pacientes. O medo da morte e as fragilidades que nos acompanham são parte de nossa condição humana compartilhada e desconhecem qualquer diferença que nos situem como trabalhadores negros ou estudantes brancos de uma faculdade privada.

Debora Diniz
Antropóloga, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero


Tempestades solares afetarão mundo em 2012


Tempestades magnéticas no sol podem danificar sistemas de comunicação e causar blecautes no mundo em 2012

O aviso foi feito enquanto astrônomos se preparam para o lançamento do Solar Dynamics Observatory (SDO), projeto da NASA que irá monitorar de forma muito mais precisa o Sol.
"Uma nuvem solar pode literalmente engolir a Terra", explica o professor Richard Harrison, diretor da divisão de Física Espacial do Rutherford Appleton Laboratory, umas das organizações envolvidas na missão da NASA.
A interação do campo magnético da nuvem com o do nosso planeta pode levar a fenômenos como a formação de auroras boreais, mas também causar impactos nos sistemas de navegação, distribuição de energia e controle de satélites. "Podemos ter blecautes e panes nos sistemas de comunicação", diz Harrison.
Mas calma: não se trata de alguma análise catastrófica ou de previsões do Armageddon envolvendo o ano de 2012. Este é um fenômeno natural do Sol, que pode nos afetar a qualquer momento, mas torna-se mais provável quando atinge o pico de seu ciclo de 11 anos.
"O Sol é uma grande bola de gás, cujos campos magnéticos se embaralham. Não podemos ver na luz visível, mas em ultra violeta percebemos que sua atmosfera não é lisa: parece um espaguete", ensina o professor.
Dessa grande massa saem nuvens carregadas de magnetismo em direção ao espaço, algumas de até um bilhão de toneladas. Elas se propagam e podem chegar à Terra, ou não. "É tudo uma questão de sorte, ou azar - e os efeitos podem ser poucos ou muitos", explica Harrison.
Em 1859, por exemplo, um evento significativo causou problemas no sistema de telégrafos do mundo todo. "Na época, poucas pessoas conseguiram associar a pane ao Sol. Hoje em dia, temos que ter em mente que somos muito mais dependentes de sistemas que podem ser afetados do que antes", explica Rutherford. Em 2012, o professor ressalta que a transmissão de eventos como as Olimpíadas de Londres poderá ser prejudicada.

Paula Rothman, de INFO Online


Portal Exame

Desenvolvimento e aprendizagem



Crianças de 3 a 6 anos explicam o funcionamento de alguns fenômenos naturais. A educadora Monique Deheinzelin comenta as falas, indicando como elas revelam a forma de pensar das crianças pequenas.


Nova Escola

Médico que operou Lanusse Martins presta depoimento


O cirurgião plástico Haeckal Cabral Moraes foi interrogado nessa sexta-feira (5), na Delegacia de Polícia da Asa Sul.

Haeckal Cabral chegou com o advogado. De acordo com a delegada Martha Vargas, primeiro o médico alegou que a perfuração na veia do rim teria ocorrido por causa da massagem cardíaca.
Mas, ao ser questionado sobre o local da massagem ser acima do rim, ele mudou a versão. Disse que o problema pode ter ocorrido por causa das mudanças de posição da paciente para a lipoaspiração. Negou que a perfuração tenha sido provocada pela cânula de aspiração e se defendeu dizendo que não houve erro médico.
O depoimento não convenceu a polícia, que se baseia no laudo do IML. O exame constatou que a veia foi perfurada por um objeto perfurante. A delegada ainda quer ouvir alguns parentes de Lanusse, antes de concluir o inquérito. O documento deve ser enviado ainda esta semana para o Ministério Público.
A polícia manteve o indiciamento de Haeckal Cabral Moraes por homicídio doloso, já que ele teria assumido o risco de matar a paciente.


DFTV

Homem mata mulher a facadas na frente dos filhos em BH



Casal vivia junto há 17 anos. Pedro Paulo do Santos chegou a fugir, mas depois se entregou à policia

Um homem matou a mulher a facadas, neste domingo, em Belo Horizonte. Segundo a polícia, o crime aconteceu na frente dos filhos do casal, depois de uma discussão.
O crime aconteceu em um prédio no bairro Solimões, região norte da capital. Leonice Eulália da Costa tinha 40 anos. De acordo com a polícia, ela foi assassinada pelo marido na frente dos três filhos, uma adolescente de 16 anos, uma de 12 e um menino de oito anos.
Segundo a polícia, Leonice foi morta com 13 facadas. Um vizinho teria escutado os gritos dela e dos filhos e veio até o apartamento do casal, encontrou o corpo da doméstica no banheiro.
Pedro Paulo Pereira do Santos, de 36 anos, chegou a fugir, mas voltou e se entregou à polícia. Ele confessou que matou a mulher durante uma briga. O casal vivia junto há 17 anos. Os três filhos foram levados para a casa dos avós paternos.
Pedro Paulo Pereira dos Santos foi levado para o Ceresp de São Cristóvão, na capital. Ele vai responder por homicídio qualificado. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão.


Globo Minas

A lição dos portugueses

SEM CRIME
Usuário fuma maconha numa rua do Porto. Deixar de prender não incentivou

Tratar o usuário de drogas como paciente, e não como criminoso, reduziu o consumo em Portugal. Isso pode dar certo também no Brasil?

Dez anos separam duas realidades de um mesmo país. Até 2000, Portugal era tomado pela pior epidemia de drogas de sua história – e uma das mais graves da Europa. Hoje, os portugueses orgulham-se de sua bem-sucedida política de descriminalização. Na década de 1990, o país chegou a ter 150 mil viciados em heroína (quase 1,5% da população). Em 2001, o governo português arriscou: descriminalizou a posse individual de todas as drogas, da maconha à heroína. De lá para cá, a polícia portuguesa não prende quem porta pequenas quantidades de droga. No lugar da punição, os usuários flagrados são encaminhados para tratamento. Quando essa decisão foi aprovada pelo Parlamento, temia-se uma explosão no consumo. Mas o que se vê agora é uma queda no uso de todas as drogas e em todas as faixas etárias (leia nos quadros) . Os números positivos da descriminalização só vieram a público no ano passado, com a publicação de um relatório do Cato Institute. Entre 2001 e 2006, as mortes por overdose caíram de 400 para 290. O registro de pessoas infectadas pelo HIV por compartilhar seringas contaminadas passou de 2 mil para 1.400. Mais importante: Portugal não virou destino para jovens europeus dispostos a se drogar sem que a polícia os incomodasse.
A teoria por trás da política liberal de descriminalização se baseou numa premissa humanista: “Você precisa fazer uma escolha entre tratar o usuário como criminoso ou como um paciente que precisa de ajuda”, diz Manuel Cardoso, diretor do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Para a lei portuguesa atual, quem é flagrado usando ou portando pequenas quantidades de droga não responde criminalmente. O limite é uma dose suficiente para dez dias de consumo. Se apanhado pela polícia, no entanto, esse usuário será encaminhado para uma “comissão de dissuasão”. No ano passado, cerca de 7.500 portugueses passaram pelas comissões. Um psicólogo, um advogado e um assistente social avaliam o perfil do usuário e recomendam tratamento ou multa. A penalidade para os traficantes em nada mudou. Quem negocia qualquer tipo de droga vai para a cadeia como um criminoso comum.
A medida pode parecer radical, mas seus efeitos mostram que ela teve êxito ao enfrentar a explosão da droga, iniciada nos anos 70, no embalo das mudanças de comportamento que sacudiram o país com a Revolução dos Cravos. Quando Portugal decidiu mudar sua lei antidrogas, em 2001, a Europa carregava na memória as imagens deprimentes de “zumbis” vagando pela Platzspitz, em Zurique, na Suíça. Lá, o que era para ser uma praça pública para os usuários se drogarem de maneira “segura”, com vigilância médica e seringas limpas, transformou-se num parque de diversões para drogados e traficantes. A Suíça reconheceu o fracasso da medida e fechou a praça em 1992.
A experiência de descriminalização em Portugal não repetiu o fracasso dos suíços. As primeiras estatísticas a chamar a atenção das autoridades portuguesas foram as do sistema de reabilitação dos usuários de drogas. De 1999 a 2008, o número de viciados que passaram por tratamento saltou de 6 mil para 24 mil. Para atender os novos usuários que procuraram a reabilitação, o uso de metadona, uma substância química usada no tratamento de toxicodependentes de heroína, quase triplicou entre 2001 e 2006. “Quando era tratado como criminoso, o usuário ficava no submundo”, diz Cardoso. “É esse o usuário que agora busca tratamento.”
O crescimento da procura pela reabilitação não mostrou nenhuma relação com o aumento do consumo – um dos maiores temores de quem criticara a lei no passado. As estatísticas do IDT mostram que o número de crianças e adolescentes que já experimentaram algum tipo de droga na vida diminuiu em todas as faixas etárias e em todos os tipos de droga. O uso de heroína, um indicador muito sensível para os portugueses que se lembram da epidemia da droga, continuou estável. Entre 2001 e 2007, a porcentagem de pessoas de todas as idades que admitem ter experimentado a droga pelo menos uma vez passou de 1% para 1,1%, uma diferença considerada insignificante pelos estudiosos.
A maconha, droga que já foi consumida por pelo menos 10% dos portugueses acima dos 15 anos, também parece ter saído de moda. Hoje, Portugal está entre os países com um dos menores índices de consumo da droga na Europa. O número impressiona quando comparado, por exemplo, ao consumo de maconha nos Estados Unidos, onde 39% da população acima de 12 anos já consumiu a droga. Proporcionalmente, há mais americanos cheirando cocaína que portugueses fumando “baseados”. Esse tipo de comparação virou argumento poderoso para os defensores da descriminalização. “Portugal é um exemplo que deveria ser cuidadosamente levado em conta por outros países”, escreveu o advogado americano Glenn Greenwald, diretor do Cato Institute e autor da pesquisa sobre a descriminalização.
Greenwald, considerado um dos advogados mais influentes dos EUA, ressalta outra vantagem: o tráfico de drogas parece ter diminuído. O número de traficantes acusados pela Justiça portuguesa diminuiu depois da lei. Em 2000, houve 2.211 acusações. Em 2008, foram 1.327. Se o rigor da polícia e da Justiça portuguesas se manteve inalterado na última década, isso poderia mostrar que a “guerra contra as drogas” defendida pelos Estados Unidos tem uma natureza falha.

Andres Vera


Época