segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quatro envolvidos com terrorismo pediram credenciais para a Olimpíada

Forças de segurança fizeram o maior exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas na estação de Deodoro neste sábado - Pablo Jacob / Agência O Globo

Órgão do governo federal já vetou 11 mil nomes, segundo ‘Fantástico’

RIO - O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), órgão do governo federal que faz o monitoramento dos pedidos de credenciamento para a Olimpíada, descobriu que 40 pessoas que querem vir ao Rio estão com alertas emitidos por agências de outros países. Quatro delas, segundo reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, têm ligação comprovada com o terrorismo. Todas tiveram as credenciais negadas e estão sendo acompanhadas por serviços internacionais de inteligência.

Os nomes, as nacionalidades e as acusações estão sob sigilo. O centro descobriu ainda que 61 brasileiros com mandados de prisão por diferentes crimes também pediram credencial para o evento.

Segundo o “Fantástico”, a Copa do Mundo no Brasil teve 350 mil pedidos de credenciais. Na Olimpíada de Londres, foram 450 mil. Já para Olimpíada do Rio, 460 mil pessoas solicitaram a autorização. O Ciant, no entanto, recomendou ao Comitê Rio-2016 que negasse credenciais para quase 11 mil pessoas, segundo Andrei Augusto Passos Rodrigues, coordenador Nacional de Segurança dos Jogos do Rio.

— Fizemos uma varredura em todos os bancos de dados nacionais e também no âmbito da cooperação internacional. Os países que fazem parte do Ciant são Estados Unidos, Espanha, França, Reino Unido, Argentina, Bélgica e Paraguai — contou o coordenador ao “Fantástico”.

MAPA DETALHADO DA CIDADE

Andrei Rodrigues disse que o Ciant dispõe de um mapa detalhado do Rio, no qual estão marcados com pontos vermelhos, por exemplo, os hotéis que irão receber os estrangeiros da família olímpica. Os consulados ganharam pontos verdes. A cor azul destaca os locais de competição, e os pontos amarelos, os locais de treinamento das delegações.

A Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania, e a Polícia Federal também desenvolveram um aplicativo para receber denúncias e compartilhar informações durante os Jogos.

— Vamos capacitar mais de duas mil pessoas, além dos 20 mil voluntários e daqueles que trabalham na rede hoteleira, no sistema de transporte público e em concessionárias de serviços públicos — disse Andrei Rodrigues.

Na semana passada, logo após o atentado em Nice, no Sul da França, autoridades brasileiras decidiram rever o plano de segurança para a Olimpíada. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, convocou a imprensa para dizer que a população terá de trocar “um pouco de conforto por muita segurança”. Segundo ele, diante do ataque em Nice, seria uma “monumental irresponsabilidade” se o Brasil não revisse os procedimentos de segurança.

O governo estuda ampliar as barreiras para afastar ainda mais os carros dos locais de competição e aumentar o número de revistas nas pessoas. Etchegoyen afirmou que o espectador poderá ter que passar por mais inspeções ou fazer caminhadas mais longas, por causa de vias interditadas. Um representante da Abin deve embarcar hoje para França, onde pretende obter mais informações do serviço de inteligência sobre o atentado. Anteontem, forças de segurança federais e estaduais fizeram o simulado de um atentado terrorista na estação de trem de Deodoro.

O general Etchegoyen disse que o presidente interino Michel Temer exigiu pressa nos novos planos. A reunião do grupo de segurança da Olimpíada, que acontece toda terça-feira, por exemplo, foi antecipada para hoje. O oficial minimizou a informação sobre um suposto plano de atentado do Estado Islâmico, envolvendo um brasileiro, contra a delegação da França durante a Olimpíada. A notícia foi divulgada pelo jornal francês “Libération”. O ministro do GSI disse que não há dados concretos sobre isso.

Uma das medidas tomadas na sexta-feira foi a deportação sumária do professor franco-argelino Adlène Hicheur, que trabalhava como pesquisador do Instituto de Física da UFRJ. Ele foi surpreendido em sua casa e levado pela Polícia Federal até o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, onde embarcou para a França. Hicheur foi condenado em Paris a cinco anos de prisão, em 2009, por ligações com terroristas. Hicheur estava no Brasil desde 2013.

MAIS RIGOR NOS AEROPORTOS


A partir de hoje, a inspeção de passageiros e bagagens nos aeroportos do país será mais rigorosa. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que procedimentos já previstos, como revista manual de bagagens de bordo na hora do embarque, serão intensificados com o objetivo de aumentar a segurança. Com as mudanças, o tempo de chegada às salas de embarque vai aumentar. As companhias aéreas já estão orientando os passageiros de voos nacionais para que passem a se apresentar para o check-in com uma antecedência de pelo menos uma hora e meia do horário da partida. A alteração no procedimento, que vale para os voos nacionais e internacionais em todos os aeroportos brasileiros, não tem prazo para acabar.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Brasileiro está entre feridos em atentado em Nice


Outros presenciaram atropelamentos: 'Pessoas caíam no meio da rua'

RIO — Pelo menos cinco brasileiros testemunharam a noite de terror, com pelo menos 80 mortos, na cidade francesa de Nice na noite desta quinta-feira. Eles relatam o medo e o caos que se instalaram na festa em celebração ao Dia da Bastilha, que até então estava em um clima alegre com a tradicional queima de fogos, quando um caminhão avançou sobre a multidão propositadamente.

Um deles, Anderson Happel, que mora na cidade francesa, foi um dos feridos pelo caminhão e disse ter tomado quatro calmantes e diversos analgésicos para aguentar a dor.

— Empurrei a minha irmã e, quando fui tentar correr, o para-choque bateu na minha perna esquerda e caí do outro lado. Todo mundo corria em pânico, chorando. Tinha muita criança morta e as mães pedindo a Deus para elas voltarem a viver. Vi muita gente morta, isso me deixou em estado de choque — relatou ao G1.

Segundo Happel, como os hospitais estavam lotados, ele terá que voltar hoje para saber a gravidade de seu ferimento. Ao Jornal Nacional, a jornalista brasileira Tarima Nistal, que estava perto do local onde ocorreu o atropelamento coletivo, disse que tentou se abrigar na cozinha de um restaurante:

— Depois de 15 minutos que a gente estava no restaurante foi uma correria, todo mundo se atropelando. Todo mundo foi pra dentro da cozinha. Mesmo as pessoas que estavam chorando e começaram a fazer silêncio, aquele silêncio do tipo ‘alguém está vindo’. A gente ficou meia hora na cozinha, e nessa meia hora teve outros alarmes falsos. De repente as pessoas começavam a correr duas, três vezes. Fiquei muito assustada, achando que eu ia morrer mesmo. Parece coisa de filme. Parece coisa de cinema. A gente espera o pior acontecer, a gente ali fechada espera que alguém vai abrir a porta e sair atirando. Era essa a sensação e agora continua essa sensação de desespero. Espero que isso passe

O médico brasileiro Mauro Mattos estava com a família em Nice e também falou ao JN:

— Assim que acabou a queima de fogos de artifício, a gente começou a ouvir um barulho grande e algumas pessoas pulando do calçadão para a areia da praia. Logo apareceu um policial e mandou todos se abrigarem. Eu e a minha família ficamos uns 30 minutos nesse local junto com outras pessoas no restaurante, quando saímos em direção ao carro, tivemos que andar por essa avenida onde tinha tido o atentado e infelizmente havia dezenas de corpos espalhados. Muita gente fazendo atendimento, ambulâncias passando. A gente via o nervosismo, todo mundo correndo, uma situação extremamente difícil, ainda mais com crianças.

Em depoimento à rede BandNews, a brasileira Camila Lara afirmou que não chegou a ver o caminhão na avenida que estava fechada à circulação de veículos, mas ouviu o tiroteio que se seguiu ao atropelamento.

— Corremos sem saber o que estava acontecendo. As pessoas estavam correndo no meio da rua, caindo no meio da rua.

Em entrevista à GloboNews, o brasileiro Bernardo Martins, que mora em Paris e chegou ontem a Nice, estava em um bar no momento do ataque:

— Ouvimos um barulho e vimos a multidão correndo. Depois dos fogos, a multidão se dispersou. Logo depois, o gerente do bar pediu para todo mundo entrar.

As causas do ataque não foram definidas ainda, mas testemunhas afirmam que o motorista sabia o que estava fazendo. Ele teria acelerado propositadamente sobre a multidão e, em seguida, começado a atirar, segundo uma das testemunhas.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Losna: Uma erva que mata 98% das células cancerígenas em 16 horas

Tem muita gente perguntando sobre como usar a losna e se tomar o chá vai ajudar. Provavelmente não vai! Os pesquisadores citados usaram a substância processada, altamente concentrada, não usaram na forma de chá.
Outro trabalho que considero mais relevante e mais promissor é este artigo abaixo, de pesquisadores brasileiros, que utilizaram hibisco com resultados promissores:

Pesquisadores de SC descobrem que flor de hibisco pode inibir câncer


Já reconhecida há mais de 2000 anos pela medicina tradicional chinesa como um poderoso remédio contra a febre e, mais recentemente, contra a malária, Artemisia annua (conhecida também como Losna ou Absinto), é uma planta aromática com qualidades medicinais inequívocas.
Estudos recentes que usaram a planta para combater as células cancerígenas foram muito surpreendentes. Assim, numa série de estudos, a artemisinina, uma substância extraída do losna e utilizada em fitoterapia chinesa há séculos, reduz as células do cancro do pulmão de até 28%. Em combinação com ferro, esta planta incrível mata 98% das células cancerígenas em apenas 16 horas. Ainda melhor; ele ataca seletivamente células “más” sem afetar o tecido saudável.

“Em geral, nossos resultados mostram que a artemisinina para o fator de transcrição” E2F1 ‘e está envolvido na destruição de células de cancro do pulmão “, foi indicado na conclusão da pesquisa realizada no laboratório de cancro da Universidade da Califórnia.
Um outro estudo da Universidade de Washington, liderado pelo Dr. Henry Lai e Narendra Singh, e até agora, o maior estudo feito à artemisinina nos Estados Unidos mostra que a artemisinina, sempre combinado com ferro, tem uma taxa comprovada de 75% de destruição do cancro da mama após apenas 8 horas e quase 100% de destruição em apenas 24 horas.

As células cancerígenas tendem a acumular mais ferro do que as células normais para promover a divisão celular, eles tornam-se mais suscetíveis à combinação de artemisinina e ferro. Finalmente, muitos outros experimentos foram realizados até agora todos eles têm mostrado que a artemisinina combinada com ferro pode efetivamente destruir o cancro em vários órgãos (intestino, próstata, etc). A infusão de artemisinina já oferece uma boa proteção contra vários tipos de cancro, mas a versão em pó seco seria muito mais eficaz.
Dr. Len Saputo classifica a artemisinina de “bomba inteligente contra o cancro.” Neste vídeo em Inglês, Dr. Saputo mostra como esta combinação de ferro e artemisinina pode ser desenvolvido em poderosos medicamentos anti-cancro.”

Fonte: http://www.segundo-sol.com

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Rede de pedofilia mantinha cativeiro em Campos dos Goytacazes, no Rio

Deputado federal suplente, Nelson Nahim, foi condenado por estupro e outros crimes / Divulgação

Vereadores, empresários e homens da alta sociedade estão presos no Complexo de Bangu


O irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, Nelson Nahim, que é ex-vereador de Campos de Goytacazes, está preso junto com outros políticos locais pelos crimes de estupro e submissão de criança e adolescentes à prostituição e exploração sexual. Eles estão no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro.

Os quatro políticos e outras dez pessoas, incluindo um policial militar, foram condenados pelo caso que ficou conhecido como “As Meninas de Guarus”, investigado desde 2009, mas nenhum dos acusados tinha sido preso até junho passado.

Cerca de 12 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos de idade foram mantidas presas em uma casa, localizada em Guarus, distrito de Campos, onde eram obrigadas fazer sexo com homens adultos e a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha.

A sentença foi divulgada, no mês passado, pela juíza Daniela Barbosa Assunção, da terceira Vara Criminal de Campos, após 17 juízes se declararem suspeitos para julgar o caso, justamente por envolver figurões de cidade. “A juíza veio do Espírito Santo, veio escoltada, quase em uma operação de guerra, para julgar o caso”, conta a professora Odisséia Carvalho, que na época era vereadora (PT), e foi uma das pessoas que denunciou o caso e batalhou para que fosse investigado.

Nelson Nahim, que nesse momento é deputado federal suplente (PSD-RJ), foi apontado como um dos integrantes da rede pedofilia por uma das vítimas, uma adolescente de 15 anos, com quem manteve relação por diversas vezes. Ele também foi acusado de ameaçar uma das vítimas, para não revelar o esquema.

Segundo Odisséia Carvalho, essa organização criminosa atuou durante pelo menos 3 anos seguidos. “O chefão da rede, conhecido como Alex, chegou a construir uma pousada, onde eram feitos os ‘atendimentos’. Inclusive os materiais de construção fornecidos em troca de sexo com as crianças e adolescentes”, afirma a professora.

As crianças chegaram a fazer 30 programas por dia. Muitas vezes com o nariz sangrando, devido ao uso de cocaína. Duas dela morreram em 2009. Uma das meninas, de 12 anos, fugiu e procurou a mãe. Ela tinha presenciado a morte de uma criança de 8 e outra de 12 anos, que tinham se recusado a fazer sexos com os comerciantes Thiago Calil e Fabricio Calil, segundo informações delacionadas às investigações.

As duas tinham sido estupradas, em uma visita anterior dos dois homens. Muito machucadas, as crianças se recusaram a praticar o ato sexual e foram obrigadas a cheiras cocaína até a morte por overdose. “Uma espécie de punição, para servir de exemplo”, relata a ex-vereadora Odisséia Carvalho.

O caso que só foi denunciado porque uma das vítimas conseguiu fugir do cativeiro. A casa tinha as portas e janelas trancadas com correntes e cadeados e era vigiada por homens armados. Os clientes eram políticos, empresários e homens ricos e influentes de Campos Goytacazes.

Algumas dessas crianças vinham de casas-abrigos do Conselho Tutelar de Campos e muitas eram de outros estados, como Minas Gerais e Espírito Santo. “Algumas delas estavam em listas de desaparecidas, vítimas de tráfico de pessoas”, explica Odisséia.

Os condenados recorreram da decisão da juíza e agora, presos, esperam novo julgamento.

A reportagem procurou o escritório Bergher & Mattos Advogados Associados, que faz a defesa de Nelson Nahim, mas não foi atendida.

Fonte: Brasil de Fato

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Criança indígena de oito anos é queimada viva por madeireiros

Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidar e agredir os índios

Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.

O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de São Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.

Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.

Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.

E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).

Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.

Mas isso não vai ocorrer.

E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.

A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.

Os ruralistas brasileiros – aqueles que dizem que o atual Código Florestal representa uma ameaça à “classe produtora” brasileira – matam dois (sem terra ou quilombola ou sindicalista ou indígena ou pequeno pescador) por semana. E o MST (ou os índios ou os quilombolas) é violento. Ou os sindicatos são radicais.

Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.

E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.

Até quando?

Atualização

CIMI CONFIRMA ASSASSINATO DE CRIANÇA INDÍGENA

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) confirmou a informação que uma criança da etnia Awá-Gwajá, de aproximadamente 8 anos, foi assassinada e queimada por madeireiros na terra indígena Araribóia, no município de Arame, distante 476 km de São Luis. A denúncia feita pelo Vias de Fato, foi postada logo após receber um telefonema de um índio Guajajara denunciando o caso.

De acordo com Gilderlan Rodrigues da Silva, um dos representantes do CIMI no Maranhão, um índio Guajajara filmou o corpo da criança carbonizado. ”Os Awá-Gwajás são muito isolados, e madeireiros invasores montaram acampamento na Aldeia Tatizal, onde estavam instalados os Awá. Estamos atrás desse vídeo, ainda não fizemos a denúncia porque precisamos das provas em mãos” disse Gilderlan.

Rogério Tomaz Jr., Conexão Brasília Maranhão

Fonte: http://www.viasdefato.jor.br/





quinta-feira, 30 de junho de 2016

Pesquisadores dinamarqueses anunciam cura para o HIV ‘em alguns meses’

Cientistas dinamarqueses estão esperando resultados de um experimento que, se der certo, pode significar a criação de uma cura distribuível e acessível para o vírus HIV, que causa a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), dentro de alguns meses. Pesquisadores estão conduzindo ensaios clínicos para testar uma "nova estratégia", no qual o vírus é despojado do DNA humano, onde se multiplica, e destruído permanentemente pelo sistema imunológico do paciente. A medida representaria um passo dramático na tentativa de encontrar uma cura para o vírus. As informações são do jornal inglês Telegraph.
A técnica envolve a libertação do vírus HIV de "reservatórios" que estes formam no DNA das células, levando-o para a superfície das mesmas. Uma vez “exposto” na superfície da célula, o vírus pode ser eliminado naturalmente pelo sistema imunológico, capaz de criar uma "vacina" contra ele. Os cientistas estão atualmente realizando testes em humanos, na esperança de provar que ele é eficaz. Em laboratório, os testes já foram bem-sucedidos.

Pesquisa em humanos

Em estudos in vitro - aqueles nos quais são usadas células humanas em laboratório - a nova técnica foi tão bem sucedida que, em janeiro, o Conselho de Pesquisa dinamarquês premiou os pesquisadores com cerca de R$ 5 milhões para darem prosseguimento na pesquisa, desta vez, em humanos.
De acordo com Dr. Søgaard, pesquisador sênior do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que lidera o estudo, os primeiros sinais são "promissores".
- Estou quase certo de que teremos sucesso. O desafio será fazer o sistema imunológico dos pacientes reconhecer o vírus, depois de exposto, e destruí-lo. Isto depende da força e da sensibilidade dos sistemas imunes individuais - afirmou
Quinze pacientes estão participando dos ensaios e, se eles forem considerados curados do HIV, o tratamento será testado em uma escala mais ampla.
A pesquisa da equipe dinamarquesa está entre o movimento mais avançado e rápido do mundo para a cura do HIV.

Comportamento seguro

Dr Søgaard ressaltou que a cura não é o mesmo que uma vacina preventiva e que a sensibilização de comportamento inseguro, incluindo relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de agulhas, ainda são de suma importância na luta contra o HIV.
Com o tratamento moderno HIV, o paciente pode viver uma vida quase normal, mesmo em idade avançada, com efeitos colaterais limitados.
No entanto, se a medicação for interrompida, o vírus pode voltar a se multiplicar no organismo do indivíduo e os sintomas da Aids podem reaparecer em duas semanas.
Encontrar uma cura iria libertar o paciente da necessidade de tomar medicação contínua HIV e salvar bilhões em serviços de saúde pública.

Fonte: Extra

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mãe publica carta após filho com Down ser excluído de festa

Jennifer disse que o filho não tem sido chamado para comemorações


Menino foi o único da turma que não foi convidado para aniversário


Jennifer disse que o filho não tem sido chamado para comemorações

"É uma carta aberta ao pai que achou 'ok' convidar toda a classe para o aniversário de seu filho, exceto meu filho... Estou compartilhando isso, porque penso que é uma lição valiosa para todos e que estou tentando educar e defender mais", escreveu.

Ao longo de seu desabafo, a mãe afirma que a ausência de seu filho entre os convidados do evento não foi um descuido, mas, sim, uma decisão intencional da família.

Segundo a mãe, filho foi alvo de preconceito - Reprodução Facebook
"A única razão pela qual você decidiu que era 'ok' não convidar meu filho para a festa de aniversário do seu filho é o fato dele ter Síndrome de Down", afirmou Jennifer, que diz que em diversas ocasiões o filho já falou sobre o amigo que fez aniversário, o que demonstra que eles tinham uma boa convivência.

"Ter Síndrome de Down não significa que você não quer ter amigos", diz a mãe.

Jennifer conta que o fato fez com que ela percebesse que seu filho não havia sido convidado para grande parte das festas no último ano. Na carta, a mãe afirma que o pai está desinformado sobre a doença, pois, caso contrário, não teria excluído seu filho. Jennifer diz ainda que não está brava com os pais da criança, mas que considera esta uma ótima oportunidade para que conheçam seu filho melhor. Por fim, Jennifer diz que todos cometem erros, mas que sempre há oportunidade de melhorar.

Fonte: O Globo

domingo, 26 de junho de 2016

Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola

Jovem fuma cigarro de maconha em Park Dakota, norte de Cali, no departamento de Valle del Cauca (Foto: Luis Robayo/AFP)

Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.
Pesquisa foi publicada esta semana na revista científica 'The Lancet'.


Os adolescentes que fumam regularmente maconha estão muito mais expostos ao fracasso escolar que os outros, segundo os resultados de um estudo publicados nesta quarta-feira na revista médica "The Lancet Psychiatry". Os adolescentes de menos de 17 anos que fumam maconha todos os dias correm 60% a mais de riscos de não concluir o ensino médio do que aqueles que nunca fumaram a substância.
Além disso, aqueles que fumam diariamente têm sete vezes mais riscos de uma tentativa de cometer suicídio e oito vezes mais riscos de utilizar outras drogas posteriormente, destaca o estudo.

"Estes resultados aparecem no momento oportuno, já que vários estados americanos e países da América Latina tomaram o caminho da descriminalização da maconha, o que poderia tornar mais fácil para os jovens o acesso a esta droga", afirmou Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), um dos autores da pesquisa.
A maconha é a droga ilegal mais consumida no mundo. Estatísticas recentes indicam que em alguns países os jovens começam a usar a substância cada vez mais cedo. O estudo publicado na revista "The Lancet" tem como base dados obtidos por três pesquisas entre jovens da Austrália e Nova Zelândia.

Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio.
Uma relação "clara e consistente" foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a "Lancet".
Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram "de maneira evidente" que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa "importantes benefícios em termos sociais e de saúde".

Fonte: G1


MPF e MPE pedem interdição total do Zoológico do Parque da Cidade e transferência de animais

Após abertura de inquérito civil, o Ministério Público Federal (MPF/SE) e o Ministério Público Estadual (MPE/SE) ajuizaram ação conjunta contra a administração do Zoológico do Parque da Cidade, localizado em Aracaju (SE). A ação pede a interdição total do zoológico, transferência de animais e pagamento de indenização. A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (EMDAGRO) é responsável pela administração do zoológico.

"O inquérito contou com vistoria do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Durante a vistoria, foram constatadas diversas irregularidades no zoológico. A ação pede a interdição total e imediata até que a reforma seja realizada, transferências de animais para um local adequado, além de um pedido de indenização por conta do dano ambiental. Das irregularidades, grande maioria é por conta da falta de estrutura, bem como a falta das licenças ambientais e de manejo", explica Emanuel Matias, advogado da ONG Anjos de um Resgate.

A ação pede ainda a transferência do leão para outra instituição, onde possa ter a companhia de outros de sua espécie. "Além das reformas necessárias no recinto, existe uma Instrução Normativa (07-2015 do IBAMA) que indica que esta espécie (além de outras) não pode estar trancado sozinho sem um par. Além do mais, fica evidenciado no processo, inclusive com palavras de Joubert, médico veterinário coordenador do zoológico, que a administração não possui recursos para uma boa alimentação e bem menos o auxílio técnico veterinário de urgência", conclui Emanuel. ONGs como a Anjos de um Resgante e Elan Animais vêm lutando há muito tempo para que isso acontecesse.

Por Bruno Matos Franco

Fonte: Jornal de Segipe
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