A empresária Regina Múrmura seguia com o marido para o bairro de São Francisco, mas rota do GPS indicou caminho errado
RIO - Uma mulher morreu baleada na noite de sábado, na comunidade do Caramujo, em Niterói. A empresária Regina Múrmura estava com o marido, Francisco Múrmura, quando aconteceu o crime. De acordo com o comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Fernando Salema, o casal seguia de carro para São Francisco, na Zona Sul da cidade, mas errou o caminho e entrou acidentalmente na comunidade, onde foi recebido a tiros.
Segundo o comandante do Batalhão de Niterói, os dois seguiam do Rio para Niterói, e teriam usado o GPS para encontrar a Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco. O problema, segundo Salema, é que o aparelho indicou a Rua Quintino Bocaiúva que fica dentro da Favela do Caramujo, na Zona Norte do município.
Ainda segundo o coronel, assim que entrou na comunidade, casal foi supreendido por bandidos, que atiraram. Em depoimento à polícia, Francisco contou que acelerou o carro e tentou fugir, mas entrou em uma rua sem saída. Segundo ele, os bandidos teriam visto que se tratava de um casal de idosos, mas mesmo assim atiraram novamente e atingiram Regina.
Depois do crime, Francisco dirigiu o carro com a mulher ferida até ao Hospital Azevedo Lima, no Fonseca, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Em nota, a direção do hospital afirma que ela já chegou com uma parada cardiorespiratória e não resistiu aos ferimentos.
- É uma covardia. Eles atiraram mesmo sabendo que era um casal de idosos. O senhor estava muito confuso. Chegou a dizer que desceu do carro e recebeu uma coronhada - contou o coronel, que confirmou ainda o erro do endereço digitado no GPS:
- Foi uma infeliz coincidência.
Regina Stringari Múrmura era jornalista. Ela e Francisco eram casados desde 1967. Os dois são sócios da agência de viagens e turismo Regina & Franscisco Múrmura Representações. Francisco também é juiz arbitral.
De acordo com o comandante, os bandidos que atiraram são da quadrilha de Rodrigo da Silva Rodrigues, conhecido como Tineném. Eles foram responsáveis pela morte de um morador da comunidade há 15 dias, e são suspeitos pelo desaparecimento de um casal de idosos em Niterói:
- Eles atiram a todo momento em direção ao batalhão da região em represália às ações que temos feito na favela, como a repressão ao baile funk - afirma o comandante do 12º BPM (Niterói).
Tineném, de 30 anos, é apontado como o chefe do tráfico de drogas no Morro do Caramujo. Ele é considerado um dos traficantes mais violentos de Niterói. O Portal dos Procurados oferece recompensa de R$ 1 mil por informações que levem ao paradeiro do bandido.
Em nota, a Polícia Civil afirma que as investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), que instaurou inquérito para identificar a autoria do homicídio. Ainda segundo a polícia, a perícia já foi feita no veículo do casal.
"A vítima sobrevivente, que dirigia o veículo, foi ouvido na especializada. Os agentes estão em diligências para localizar possíveis testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam ajudar nas investigações", diz a nota.
ATRIZ TEVE CARRO ATINGIDO NO MESMO LOCAL
Em agosto, a atriz Fabiana Karla teve o carro atingido por tiros depois de entrar com o carro por engano na mesma comunidade. Ela seguiu uma rota indicada pelo GPS. Na ocasião, a atriz seguia para uma festa de aniversário. Ela estava no carro com a mãe e o marido, e tentava seguir para o bairro de Pendotiba, mas acabou indo parar na comunidade do Caramujo. O veículo foi cercado por bandidos, que atiraram, mas Fabiana Karla e a família conseguiram escapar.
Na ocasião, o incidente gerou uma discussão sobre a segurança dos serviços de navegação, cada vez mais usados por motoristas brasileiros e estrangeiros. Na opinião de especialistas, a ferramenta é extremamente útil, mas, devido a problemas de segurança, os usuários devem estar atentos e, na medida do possível, buscar previamente informações sobre o destino desejado.
Fonte: O Globo
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domingo, 4 de outubro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Esposa de diretor do Trem do Corcovado é esfaqueada e morta durante tentativa de assalto no Rio
A mulher do diretor do trem do Corcovado, Sávio Neves, Ana Lúcia Neves, de 49 anos, foi esfaqueada no tórax na manhã desta quarta-feira após uma tentativa de assalto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu durante cirurgia no Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste, conforme informou a Secretaria municipal de Saúde.
O corpo dela será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será feito exame para verificar a causa da morte dela.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, ela foi atingida na Avenida Gláucio Gil, perto do quartel da corporação, e levada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da da Tijuca, também na Zona Oeste do Rio. Inicialmente, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros informaram que a vítima havia sido baleada, mas a informação foi corrigida pela Secretaria municipal de Saúde.
Sávio Neves acompanhou a mulher no hospital no momento em que ela passava por uma cirurgia nesta tarde.
- Estou aqui na emergência do hospital. Não tenho condição alguma de falar neste momento. Minha mulher está na mesa de cirurgia - disse Neves.
A Polícia Militar informou que agentes do 31º BPM (Barra da Tijuca) realizam buscas na região em buscas dos suspeitos do crime.
Sávio Neves é sobrinho-neto do ex-presidente Tancredo Neves, primo do senador Aécio Neves e sobrinho do senador Francisco Dornelles. Ele é um dos defensores do uso do sistema ferroviário no Brasil.
Outro assalto
Ainda nesta manhã, um homem foi baleado em outra tentativa de assalto na Barra da Tijuca. A vítima, ainda não identificada, foi baleada nas mãos e foi levada ao Lourenço Jorge. Não há informação sobre seu estado de saúde. Segundo testemunhas, dois suspeitos em uma moto tentaram roubar um carro na Avenida Ayrton Senna, nas proximidades do Cebolão e do Terminal Alvorada. O motorista do veículo teria acelerado e os suspeitos atiraram.
Fonte: EXTRA
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Empresário suspeito de agredir ex-noiva em festa é preso no Rio
Rafael Hermida, de 34 anos, teve prisão decretada pela Justiça e estava foragido
O empresário Rafael Hermida, de 34 anos, suspeito de agredir a ex-noiva, Carolina Mandin, em uma festa na Gávea, zona sul do Rio, foi preso por policiais da Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP) na tarde desta quinta-feira (23). Contra ele foi cumprido um mandado de prisão preventiva por lesão corporal com base na lei Maria da Penha. O empresário estava foragido há duas semanas.
Segundo os agentes, Rafael foi capturado na casa de um amigo, na rua Pedro Bolato, no Jardim Oceânico, zona oeste do Rio. No dia 6 de julho, Rafael teve a prisão decretada pela juíza Maria Daniella de Castro, do 1° Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Procurado pelo R7, o advogado de Rafael, Vicente Donniti, não atendeu as ligações.
Entenda o caso
A produtora Carolina Mandin registou queixa contra o empresário Rafael Hermida no sábado (13), na delegacia da Gávea (15ª), zona sul do Rio. De acordo com Carolina, o empresário deu socos e pontapés nela durante uma festa no Jockey Club. Rafael Hermida foi indiciado por lesão corporal.
Rafael já está sendo processado por maus-tratos contra duas cadelas de Carolina, Gucci e Victoria, mas não compareceu às duas audiências marcadas no Juizado Criminal da Barra, na zona oeste.
Empresário alega “legítima defesa”
De acordo com o advogado Vicente Donnici, que defende Hermida no caso, a confusão teria começado após Ninna ter “partido para cima” ao vê-lo com uma outra mulher no evento.
— A Carolina, visivelmente embriagada, parece ter se incomodado e foi para cima dele com arranhões e tapas. Rafael inclusive tem marcas dos arranhões que sofreu.
Segundo Donnici, Hermida teria empurrado a jovem para se defender dos tapas que ela estava dando nele e alegou “legítima defesa”.
— Para interromper, ele a empurrou e ela caiu no chão e se cortou. Ele não sabe com que ela se cortou, se foi ele que ocasionou isso, mas no dia seguinte ele ligou para ela, que disse: “Depois que você me empurrou eu bati no chão e cortei o supercílio”. Foi legítima defesa.
De acordo com o advogado, ao menos duas pessoas que conhecem Hermida e Ninna estavam na festa e testemunharam a briga e devem prestar depoimentos a delegacia da Gávea (15ª DP), onde a vítima abriu um boletim de ocorrência.
Ninna esteve no IML (Instituto Médico Legal) onde foi submetida a um exame de corpo de delito. Os dois envolvidos devem prestar depoimento na delegacia que investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, imagens das câmeras de segurança foram pedidas e seguranças e funcionários que trabalharam no evento foram intimados a depor.
Agressão de animais
Rafael Hermida já foi processado por Ninna após ser flagrado agredindo as cadelas da jovem. Ela desconfiou do comportamento das cadelinhas Gucci e Victória, e colocou uma câmera escondida que registrou toda a agressão sofrida pelos bichinhos.
O vídeo foi assistido mais de 250 mil vezes na época que foi divulgado, em fevereiro deste ano. Segundo informações da Agência Estado, Hermida não apareceu nas duas audiências marcadas no Juizado Criminal.
Fonte: R7
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Mulher desaparece em Goiânia após ritual de seita Santo Daime
Deise Faria Ferreira (foto), 41, auxiliar de enfermagem, desapareceu no dia 11, sábado à noite, após tomar chá de ayahuasca em um ritual da seita religiosa Santo Daime, em uma chácara na Grande Goiânia, Goiás. A informação é do Portal G1.
Ayahuasca é uma substância alucinógena. O seu uso pela seita Santo Daime durante culto tem autorização legal.
Cerca de dez pessoas participaram do ritual. De acordo com algumas delas, Deise ficou estranha e saiu correndo do local.
A família de Deise só ficou sabendo do desaparecimento dela após quase 24 horas.
Apoena Faria de Souza, filha de Deise, afirmou que sua mãe tomava remédios controlados, entre os quais antidepressivos sob indicação psiquiátrica. Mas Deise os suspendeu a pedido de integrantes da seita.
"Eles [integrantes] proíbem, falam que não pode nenhum tipo de remédio, nem para dor de cabeça ou cólica", disse.
No celular de Deise, parentes dela encontraram uma mensagem na qual ela dizia ter sentido “vergonha do padrinho” [espécie de sacerdote] por ele ter dito que ela estava se intoxicando como aqueles “venenos” [remédios].
Deise passava mal todas as vezes que tomava o chá.
Na avaliação de Keila Faria, sua irmã, a bebida da seita perturbou-a psicologicamente.
“Ela começou a ficar falando, falando sem parar. Incontrolável e violenta com a família, se revoltou contra a minha mãe e aí eu a levei num psiquiatra. Na sexta-feira [10], ela suspendeu o medicamento e no sábado tomou o chá.”
Por ora, a Polícia Civil descartou a possibilidade de ter havido um homicídio.
Fonte: Paulopes
terça-feira, 7 de julho de 2015
Bill Cosby admite que deu sedativo a uma mulher para ter relações sexuais
Ator e comediante admitiu que deu metaqualona, sedativo e hipnótico, a pelo menos uma mulher em 1976
O astro da televisão americana Bill Cosby, acusado de estupro por quase 20 mulheres, admitiu em um documento legal ter fornecido um forte sedativo a pelo menos uma vítima para ter relações sexuais com ela.
Na transcrição de seu depoimento de 2005, que só foi divulgado na segunda-feira pelas autoridades americanas no site pacer.gov, Cosby admite que deu Quaalude, nome comercial da metaqualona – substância sedativa e hipnótica –, a pelo menos uma mulher em 1976.
Cosby foi interrogado em setembro de 2005 por Dolores Troiani, advogada de Andrea Constand, ex-diretora do departamento de basquete da Universidade Temple, na Filadélfia, onde Cosby estudou e foi integrante da direção. O comediante deixou o posto em dezembro do ano passado, quando as acusações de estupro contra ele aumentaram consideravelmente.
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Constand apresentou uma denúncia por estupro em 2005, mas o caso foi arquivado pelo tribunal por evidências insuficientes.
Os advogados de Cosby conseguiram bloquear por vários anos a divulgação das transcrições, mas a confidencialidade acabou na segunda-feira. Durante o diálogo entre Cosby e Troiani, o ator admitiu que conseguiu receitas para comprar Quaalude. Troiani perguntou se ele havia dado a droga a outras pessoas e Cosby respondeu "sim".
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Ao ser questionado se quando "conseguiu os Quaaludes tinha em mente utilizá-los com jovens mulheres com as quais desejava ter sexo", Cosby respondeu "Sim".
Mas ele disse ter confundido "women" com "woman" (mulheres e mulher) e afirmou:
– Eu entendi errado. Mulher, apenas T (nome da vítima) ...., e não mulheres.
Mais tarde, no depoimento, Cosby detalhou a situação:
– Conheci a senhorita (T, cujo nome não aparece no documento para proteger o anonimato da suposta vítima) em Las Vegas (em 1976). Ela veio me ver no camarim. Eu dei o Quaalude. Nós fizemos sexo.
* AFP
Fonte: Zero Hora
sábado, 6 de setembro de 2014
O motivo da cotovelada brutal: ciúmes da vizinha
Vinte dias depois, vítima do golpe disse que perdoaria o agressor, que está preso por tentativa de homicídio qualificado, se ele pedisse desculpas
A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, de 30 anos, falou pela primeira vez nesta sexta-feira sobre a discussão com o comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 34 anos, que terminou numa cotovelada cinematográfica, no dia 15 de agosto, na cidade de São Roque, no interior de São Paulo. Hoje, Fernanda revelou o motivo: uma briga por ciúmes entre vizinhas.
Com a fala enrolada por causa do quadro de saúde ainda instável, Fernanda relatou que vivia em pé de guerra com a vizinha, chamada Luzinete, que tinha ciúmes dela com o marido. Como Oliveira, que a agrediu, é primo de Luzinete, ela contou que pedia ajuda dele para acabar com a briga. "Fui falar com ele com intenção de dar um 'chega'. Para evitar discussão. Ele é parente de uma vizinha minha, que é cismada comigo e vive me provocando e ameaçando. Eu moro em uma casa geminada à dela [Luzinete], e ela tem ciúmes do marido”, disse. “Foi o marido dela que me pediu o meu telefone. Quando ela não está em casa, ele vem falar comigo."
Fernanda também afirmou que ela e Oliveira eram amigos e que o perdoaria pela agressão se ele pedisse desculpas. “Eu e ele nos conhecemos há muito tempo porque São Roque é uma cidade muito pequena. Eu gostava dele, nunca pensei que fosse fazer isso comigo”, disse.
Preso desde o dia 19 de agosto, Oliveira é acusado de tentativa de homicídio qualificado. O inquérito policial deve ser concluído na próxima semana. A defesa dele contesta a acusação de tentativa de homicídio e alega ser um caso de lesão corporal grave. Os advogados afirmam também que ele está arrependido e que "jamais quis atentar contra a vida de Fernanda".
Segundo o irmão da vítima, Eduardo Cézar, o marido da vizinha chegou a abordar Fernanda. “Ele já pulou o muro da casa para tentar beijar a minha irmã. Mas a mulher dele achou que era Fernanda que dava em cima dele. Isso acontece desde o começo do ano”, disse. O irmão da vítima também afirmou que o agressor era conhecido na cidade por “sempre arrumar briga em festas”. Segundo o advogado Ademar Gomes, que defende Fernanda, o agressor já respondeu a um processo por homicídio, do qual foi absolvido, e já foi fichado por envolvimento com máquinas de caça-níquel.
Após sofrer a agressão, que foi gravada pelas câmeras de segurança de uma loja de motocicletas, Fernanda foi encaminhada para o hospital desacordada – antes de receber alta nesta segunda-feira, ela passou dez dias na UTI. Diagnosticada com traumatismo craniano, continua recebendo tratamento médico para evitar sequelas – ela ainda tem lapsos de memória, dores de cabeça e não se lembra do momento em que foi golpeada. Ao prestar depoimento à Polícia Civil de São Roque, nesta quinta-feira, ela ficou “chocada” ao assistir às imagens, segundo seu irmão.
À polícia, Fernanda disse que consumiu cerveja e vinho no baile. Após ser agredida, nem o agressor nem as pessoas que estavam na porta do estabelecimento prestaram socorro imediato à vítima, segundo as imagens do vídeo. O advogado de Fernanda disse que vai processá-los por omissão de socorro.
Veja
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Polícia encerra buscas por corpo de Eliza em terreno apontado por primo de Bruno
Jorge Rosa Sales afirmou que cadáver estava enterrado próximo ao aeroporto de Confins
A Polícia Civil encerrou as buscas pelo corpo de Eliza Samudio no local apontado pelo primo de Bruno, Jorge Rosa Sales, na tarde desta sexta-feira (25). Segundo a PC, ele pode ser indiciado criminalmente caso seja provado que ele tinha como objetivo tumultuar as investigações.
O próprio Sales solicitou que a PC parasse de escavar o terreno. Em coletiva de impresa no local das buscas, em Vespasiano, na Grande BH, o chefe do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Wagner Pinto, anunciou o fim das buscas.
— O trabalho da polícia é checar as informações, senão, seríamos cobrados eternamente. Agora estamos encerrando as buscas.
Ainda conforme Pinto, a intenção do primo de Bruno ao dar esta informação deve ser apurada.
— Quando uma pessoa presta uma informação e essa informação causa torpeços e embaraços em uma investigação, sem dúvida ela é responsabilizada penalmente. Temos que averiguar.
Para o delegado há duas possibilidades: o jovem pode ter confundido o local ou alguém retirou o cadáver, o que seria menos provável. No terreno foi enocntrada uma bota, mas o objeto é irrelevante para as investigações, conforme o DHPP.
As buscas começaram por volta de 10h desta sexta-feira (25) depois que o condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, Jorge Rosa Sales, afirmou nesta quinta-feira (24), em entrevista à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, que o corpo de Eliza foi enterrado em um terreno próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. Sales era menor na época do crime e chegou a cumprir medida socioeducativa pela participação no assassinato da modelo.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Guarda municipal é afastado por agredir idosa na Urca
Agente derrubou celular da vítima, que fazia fotos de carro que estaria parado irregularmente
RIO - Um agente da Guarda Municipal foi afastado de suas funções, acusado de agredir, na quarta-feira, uma aposentada moradora da Urca. Conforme noticiado na quinta-feira no blog do jornalista Ancelmo Gois, no site do GLOBO, Regina Helena Raso Neto, de 65 anos, teria sido atacada logo após, com o telefone celular, fazer fotos de um carro da corporação supostamente estacionado em local proibido, enquanto guardas municipais multavam motoristas por parar em local proibido. A idosa filmou o momento em que o agente bateu no braço dela, derrubando o celular. Segundo o comando da Guarda Municipal, um processo disciplinar foi aberto na corregedoria para a demissão do agente.
O caso aconteceu na bifurcação da Rua João Luís Alves com a Avenida Portugal. Após a agressão, moradores cercaram o carro da Guarda Municipal em apoio à aposentada, perguntando se os agentes tinham alguma acusação contra a moradora. Avisaram ainda que todos iriam para a delegacia como testemunhas a favor da vítima. O guarda acusado imediatamente ligou o carro e deixou o local.
VÍTIMA RECLAMA DE DEBOCHE
Entrevistada pela coluna, Regina Helena contou que passava de bicicleta pela via quando viu o guarda multando seis motoristas, apesar de o carro oficial também estar estacionado em local proibido.
— Eu perguntei se ele podia estacionar em local proibido, e o guarda citou uma lei que lhe dá esse direito. Então eu disse que ia fotografar o carro, para saber se ele estava falando a verdade. Ele então saiu do carro e começou a me fotografar, como se eu fosse uma bandida, e a debochar de mim, dizendo “simpática, agora de lado”, e bateu no meu braço para jogar meu telefone no chão — contou Regina Helena.
O comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Fernandes, destacou que a cena registrada em vídeo não é a conduta esperada de seus agentes e que não tolera esse tipo de comportamento. Segundo ele, “a orientação, passada durante treinamentos e cursos de formação, é para que os guardas tratem todos os cidadãos com respeito, cortesia e dignidade, independente da situação”.
O Globo
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Nova lei afegã proíbe que mulheres denunciem abusos sexuais
Crimes como abuso sexual, venda, prostituição forçada e assassinato por conta de comportamento “imoral” não poderão mais ser denunciados ao Ministério Público
Uma alteração em lei no Afeganistão vai proibir que mulheres denunciem homens por abusos sexuais. A mudança no Código Penal vai impedir que qualquer mulher deponha contra um parente que tenha abusado sexualmente dela. Ativistas consideram que a lei é um retrocesso na luta contra a violência de gênero no Afeganistão.
A mudança do Código Penal já foi aprovada pelo parlamento e aguarda a assinatura do presidente, Hamid Karzai. Em entrevista ao The Guardian, a ativista Manizha Naderi, do grupo Women for Afghan Women, declarou que a nova lei fará “com que seja impossível julgar casos de violência contra as mulheres, as pessoas mais vulneráveis não vão conseguir”.
De acordo com o texto da lei, casos como o de Sahar Gul, de 15 anos, que ficou acorrentada pelos sogros no porão, passando fome e sofrendo agressões, porque se recusou a se prostituir, não poderão mais ser registrados no Ministério Público. Além disso, os assassinatos cometidos por pais e irmãos que considerarem o comportamento de uma mulher negativo, o casamento forçado, venda de meninas, não serão mais punidos.
Revista Forum
Uma alteração em lei no Afeganistão vai proibir que mulheres denunciem homens por abusos sexuais. A mudança no Código Penal vai impedir que qualquer mulher deponha contra um parente que tenha abusado sexualmente dela. Ativistas consideram que a lei é um retrocesso na luta contra a violência de gênero no Afeganistão.
A mudança do Código Penal já foi aprovada pelo parlamento e aguarda a assinatura do presidente, Hamid Karzai. Em entrevista ao The Guardian, a ativista Manizha Naderi, do grupo Women for Afghan Women, declarou que a nova lei fará “com que seja impossível julgar casos de violência contra as mulheres, as pessoas mais vulneráveis não vão conseguir”.
De acordo com o texto da lei, casos como o de Sahar Gul, de 15 anos, que ficou acorrentada pelos sogros no porão, passando fome e sofrendo agressões, porque se recusou a se prostituir, não poderão mais ser registrados no Ministério Público. Além disso, os assassinatos cometidos por pais e irmãos que considerarem o comportamento de uma mulher negativo, o casamento forçado, venda de meninas, não serão mais punidos.
Revista Forum
sábado, 4 de janeiro de 2014
Ex-namorado é suspeito de atirar jovem de terraço no Réveillon
Ex-namorado é suspeito de atirar jovem de terraço no Réveillon
A estudante de Direito Nívea Araújo, 24 anos, teria sido atirada do terraço pelo ex-namorado na noite de Réveillon
A estudante de Direito Nívea Araújo, 24 anos, caiu do terraço da casa onde mora, no bairro do Rocha, em São Gonçalo, e sofreu traumatismo craniano no noite de Réveillon. Ela foi socorrida no Hospital Estadual Alberto Torres, onde passou por cirurgia e está em estado grave. O ex-namorado da vítima, Leonardo Carvalho Oliveira, 25 anos, é suspeito de ter arremessado a jovem, segundo a versão da família dela, e teve prisão temporária pedida pela 73ª DP (Neves).
Segundo a mãe da vítima, Neuzeli Barboza da Costa, 45 anos, o suspeito é um homem violento e ciumento e havia ameaçado a jovem quando ela pôs fim ao relacionamento no último domingo.
Neuzeli disse que a filha, que também é mãe de uma menina de dois anos, teria passado o Réveillon com amigos e foi surpreendida quando voltava para casa ao encontrar o ex-namorado no portão da residência, localizada na Estrada do Boqueirão Pequeno.
"Um vizinho contou que ele aguardava a chegada dela desde às 2h. Quando ela chegou, ele tentou arrombar o portão, mas como não conseguiu subiu até a varanda, arrombou a porta e quebrou toda a casa. Ela se trancou no quarto, mas ele consegiu entrar. Tem um pedaço do vestido dela dentro do quarto", disse a mãe da jovem, afirmando que o laudo policial constatou que Nívea teria sido golpeada com socos até ficar inconsciente e ser jogada da sacada.
"Na delegacia ele afirmou que ela estaria embriagada e que teria caído, mas é mentira. Minha filha tomou apenas uma taça de champanhe", disse Neuzeli.
Logo após o ocorrido, Leonardo acionou os Bombeiros, que desconfiados da situação, o conduziram à 73ª DP, que registrou o fato como acidente.
A direção do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, informou que a universitária deu entrada na unidade com quadro de traumatismo craniano.
TrbunaHoje
A estudante de Direito Nívea Araújo, 24 anos, teria sido atirada do terraço pelo ex-namorado na noite de Réveillon
A estudante de Direito Nívea Araújo, 24 anos, caiu do terraço da casa onde mora, no bairro do Rocha, em São Gonçalo, e sofreu traumatismo craniano no noite de Réveillon. Ela foi socorrida no Hospital Estadual Alberto Torres, onde passou por cirurgia e está em estado grave. O ex-namorado da vítima, Leonardo Carvalho Oliveira, 25 anos, é suspeito de ter arremessado a jovem, segundo a versão da família dela, e teve prisão temporária pedida pela 73ª DP (Neves).
Segundo a mãe da vítima, Neuzeli Barboza da Costa, 45 anos, o suspeito é um homem violento e ciumento e havia ameaçado a jovem quando ela pôs fim ao relacionamento no último domingo.
Neuzeli disse que a filha, que também é mãe de uma menina de dois anos, teria passado o Réveillon com amigos e foi surpreendida quando voltava para casa ao encontrar o ex-namorado no portão da residência, localizada na Estrada do Boqueirão Pequeno.
"Um vizinho contou que ele aguardava a chegada dela desde às 2h. Quando ela chegou, ele tentou arrombar o portão, mas como não conseguiu subiu até a varanda, arrombou a porta e quebrou toda a casa. Ela se trancou no quarto, mas ele consegiu entrar. Tem um pedaço do vestido dela dentro do quarto", disse a mãe da jovem, afirmando que o laudo policial constatou que Nívea teria sido golpeada com socos até ficar inconsciente e ser jogada da sacada.
"Na delegacia ele afirmou que ela estaria embriagada e que teria caído, mas é mentira. Minha filha tomou apenas uma taça de champanhe", disse Neuzeli.
Logo após o ocorrido, Leonardo acionou os Bombeiros, que desconfiados da situação, o conduziram à 73ª DP, que registrou o fato como acidente.
A direção do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, informou que a universitária deu entrada na unidade com quadro de traumatismo craniano.
TrbunaHoje
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Família acusa médico por morte de mulher que engordou 10 kg para cirurgia de redução de estômago
Marido relata que ela se sentia com corpo fora dos padrões para trabalhar com moda
A família da empresária Fernanda Nóbrega, 26 anos, denuncia que um médico endocrinologista tenha sido negligente ao orientar a paciente a engordar e emitido um laudo para que ela realizasse uma cirurgia de redução de estômago. Fernanda foi operada no dia 26 de outubro em Recife (PE) e morreu dois dias depois após complicações.
Segundo o marido, Higor Cayo dos Anjos, a mulher abriu uma loja de roupa havia dois meses e teria decido fazer a cirurgia porque se sentia fora de forma para trabalhar com moda, o que a incomodava. Ela procurou diversos médicos do convênio e nenhum aceitou fazer a redução por considerar que a empresária pudesse perder peso de outra forma. Ela tinha 1,62 metros e 80 kg.
Em mais uma das tentativas, um cirurgião teria indicado um médico, que emitiu um laudo afirmando que Fernanda não conseguia perder peso e recomendando a cirurgia, além de pedir que ela engordasse 10 kg para a operação.
Fernanda ganhou os quilos a mais em apenas um mês. Dois dias após a operação, ela se queixou de dores no peito. A causa da morte foi dada como embolia pulmonar.
A família pediu que o nome do médico não fosse divulgar porque uma ação na Justiça será aberta. Os parentes pretendem registrar também um boletim de ocorrência. A reportagem entrou em contato com o médico citado por eles e foi informada pelo profissional de que Fernanda foi comunicada dos riscos da operação e assinou um documento.
R7
A família da empresária Fernanda Nóbrega, 26 anos, denuncia que um médico endocrinologista tenha sido negligente ao orientar a paciente a engordar e emitido um laudo para que ela realizasse uma cirurgia de redução de estômago. Fernanda foi operada no dia 26 de outubro em Recife (PE) e morreu dois dias depois após complicações.
Segundo o marido, Higor Cayo dos Anjos, a mulher abriu uma loja de roupa havia dois meses e teria decido fazer a cirurgia porque se sentia fora de forma para trabalhar com moda, o que a incomodava. Ela procurou diversos médicos do convênio e nenhum aceitou fazer a redução por considerar que a empresária pudesse perder peso de outra forma. Ela tinha 1,62 metros e 80 kg.
Em mais uma das tentativas, um cirurgião teria indicado um médico, que emitiu um laudo afirmando que Fernanda não conseguia perder peso e recomendando a cirurgia, além de pedir que ela engordasse 10 kg para a operação.
Fernanda ganhou os quilos a mais em apenas um mês. Dois dias após a operação, ela se queixou de dores no peito. A causa da morte foi dada como embolia pulmonar.
A família pediu que o nome do médico não fosse divulgar porque uma ação na Justiça será aberta. Os parentes pretendem registrar também um boletim de ocorrência. A reportagem entrou em contato com o médico citado por eles e foi informada pelo profissional de que Fernanda foi comunicada dos riscos da operação e assinou um documento.
R7
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Mulher indígena dá a luz em jardim após ser expulsa de hospital por não falar corretamente o idioma
Com dores de parto , Irma veio para o Centro de Jalapa Diaz de Saúde , quando ainda era noite, acompanhada pelo marido. A clínica estava parcialmente parada, porém teria uma equipe de emergência. Então para os poucos que estavam trabalhando disse-lhes que estava prestes a dar à luz. A paciente relatou que estava a horas tendo contrações e estava completamente dilatada.
Os médicos fizeram -lhe algumas perguntas , mas não a atenderam argumentando que a indígena não fala espanhol perfeitamente e que não a compreenderam. Ou que , como havia sido assistido por parteiras durante a gravidez , eles não tinham certeza do que estava acontecendo. Como era, eles decidiram que não entendia e ignorou o óbvio : a mulher precisava de ajuda.
Irma López Aurelio esperou mais de duas horas. Tentou obter o apoio de enfermeiros e pessoal administrativo , mas ninguém a internou, ou se quer deu-lhe atenção.
Assim, nas primeiras horas da quarta-feira passada , quando o sol tinha acabado de sair , foi para o jardim do centro de saúde , e lá, sem assistência , deu à luz a uma criança de 2 quilos 400 gramas, só então a socorreram .
A polêmica
Um cidadão que estava no local tirou uma foto do que aconteceu, logo após o parto . Ele a vê de cócoras mulher e criança na grama, ainda ligado pelo cordão umbilical.
A partir da sua conta do Facebook, Eloy Pacheco Lopez explicou: " Depois de esperar atenção por duas horas deu à luz no pátio do hospital depois de ser ignorada pela equipe sob a direção do médico curso Adrian Rene Cruz Cabrera " (sic) .
A imagem foi tirada pelo Portal Route 35 e começou a se espalhar no Twitter, onde se multiplicavam comentários a condenar a conduta da equipe médica do hospital eo secretário de saúde , Germán Tenório Vasconcelos .
O governo do Estado , em resposta , emitiu um boletim afirmando que ordenou " uma imparcial e completa equipe médica do Centro de Saúde de Jalapa Diaz, para determinar responsabilidades sobre a suposta negligência médica no processo de Irma cuidado Aurelio Lopez, que deu à luz uma criança na manhã de quarta-feira 03 de outubro . "
No entanto, o secretário de saúde tentou voltar-se contra os holofotes. Comunicado do governo diz: "Falha de que este crime tenha sido utilizado para fins de curiosidade por meio de redes sociais, prejudicando a imagem da mulher e de seu filho , em primeiro lugar , e em segundo lugar , afetando a imagem dos trabalhadores da saúde " .
A irritação oficial aumentou porque o internauta que subiu a foto também tinha adicionado em sua publicação : " ENQUETE : Você acha que o governo está cumprindo a sua oferta de mudança para melhorar o sistema de saúde em Oaxaca ? " (Sic). As respostas para a pergunta induzida foram esmagadoramente contra o governo.
Sim não
Os funcionários que trabalharam no Centro de Saúde Rural "C" do município se deu conta da falta de material e humano com quem deve atender às mulheres que vêm para a prestação de cuidados .
Para clínica rural , não têm o suficiente quartos expulsão e muitas vezes drogas escassos como a oxitocina , substância aplicada para iniciar ou acelerar concentrações uterinas.
Contrariamente a esta informação , a Secretaria de Saúde informou através de um comunicado de imprensa que a mulher foi apresentada ao Centro de Jalapa Diaz entrega prazo de dilatação e avançado de saúde , resultando na expulsão do bebê antes de entrar na unidade de saúde para atendimento.
Ele disse que o incidente ocorreu " na manhã de quarta-feira 03 de outubro ", e não se refere ao meio-dia como usuário do Facebook . O problema é que em 3 de outubro foi uma quinta-feira.
"O progresso do trabalho das mulheres e, juntamente com a falta de pessoal noite no Centro de Jalapa Diaz de Saúde fez com que a mãe de ter seu filho em condições precárias . "
Ele explicou que, segundo a equipe de plantão Centro de Saúde de Jalapa Diaz, na quarta-feira a mulher foi com o marido para a unidade médica para ser atendida, pelo qual recebeu instruções precisas para a preparação para o parto, tudo ao apresentar um estado de trabalho muito avançado .
"Infelizmente a mulher em desespero, decidiu ir para a parte de trás deste espaço, o que, eventualmente, deu à luz seu filho, que apresentava boa saúde e tinha um peso de 2 quilos 400 gramas e um tamanho de 48 centímetros. "
Só quando isto aconteceu deram atenção ao recém nascido e sua mãe e os levaram imediatamente. As imunizações de menores foram aplicadas e os procedimentos neonatal , enquanto a mãe recebeu os cuidados adequados.
Mais tarde, em uma entrevista à televisão Milenio insistiu que a equipe do centro disse a ele para esperar " do lado de fora enquanto se prepara o serviço" , por isso fui para a parte de trás do lugar, mas " quando fui olhar não encontrei" .
A mulher "tem problemas em entender espanhol ", mas " nada disso é desculpa ", ele admitiu, " mesmo nas áreas mais remotas do país isso é uma obrigação com o ser humano " .
Questionado sobre uma suposta paralisação no centro, admitiu que é a suspensão de atividades em algumas unidades , mas ressaltou que o sindicato tem sido "muito responsável " para fechar apenas escritórios administrativos e " sem motivo " para negar atendimento aos cidadãos.
Fonte: losvideosmas
Rondoniavip
Os médicos fizeram -lhe algumas perguntas , mas não a atenderam argumentando que a indígena não fala espanhol perfeitamente e que não a compreenderam. Ou que , como havia sido assistido por parteiras durante a gravidez , eles não tinham certeza do que estava acontecendo. Como era, eles decidiram que não entendia e ignorou o óbvio : a mulher precisava de ajuda.
Irma López Aurelio esperou mais de duas horas. Tentou obter o apoio de enfermeiros e pessoal administrativo , mas ninguém a internou, ou se quer deu-lhe atenção.
Assim, nas primeiras horas da quarta-feira passada , quando o sol tinha acabado de sair , foi para o jardim do centro de saúde , e lá, sem assistência , deu à luz a uma criança de 2 quilos 400 gramas, só então a socorreram .
A polêmica
Um cidadão que estava no local tirou uma foto do que aconteceu, logo após o parto . Ele a vê de cócoras mulher e criança na grama, ainda ligado pelo cordão umbilical.
A partir da sua conta do Facebook, Eloy Pacheco Lopez explicou: " Depois de esperar atenção por duas horas deu à luz no pátio do hospital depois de ser ignorada pela equipe sob a direção do médico curso Adrian Rene Cruz Cabrera " (sic) .
A imagem foi tirada pelo Portal Route 35 e começou a se espalhar no Twitter, onde se multiplicavam comentários a condenar a conduta da equipe médica do hospital eo secretário de saúde , Germán Tenório Vasconcelos .
O governo do Estado , em resposta , emitiu um boletim afirmando que ordenou " uma imparcial e completa equipe médica do Centro de Saúde de Jalapa Diaz, para determinar responsabilidades sobre a suposta negligência médica no processo de Irma cuidado Aurelio Lopez, que deu à luz uma criança na manhã de quarta-feira 03 de outubro . "
No entanto, o secretário de saúde tentou voltar-se contra os holofotes. Comunicado do governo diz: "Falha de que este crime tenha sido utilizado para fins de curiosidade por meio de redes sociais, prejudicando a imagem da mulher e de seu filho , em primeiro lugar , e em segundo lugar , afetando a imagem dos trabalhadores da saúde " .
A irritação oficial aumentou porque o internauta que subiu a foto também tinha adicionado em sua publicação : " ENQUETE : Você acha que o governo está cumprindo a sua oferta de mudança para melhorar o sistema de saúde em Oaxaca ? " (Sic). As respostas para a pergunta induzida foram esmagadoramente contra o governo.
Sim não
Os funcionários que trabalharam no Centro de Saúde Rural "C" do município se deu conta da falta de material e humano com quem deve atender às mulheres que vêm para a prestação de cuidados .
Para clínica rural , não têm o suficiente quartos expulsão e muitas vezes drogas escassos como a oxitocina , substância aplicada para iniciar ou acelerar concentrações uterinas.
Contrariamente a esta informação , a Secretaria de Saúde informou através de um comunicado de imprensa que a mulher foi apresentada ao Centro de Jalapa Diaz entrega prazo de dilatação e avançado de saúde , resultando na expulsão do bebê antes de entrar na unidade de saúde para atendimento.
Ele disse que o incidente ocorreu " na manhã de quarta-feira 03 de outubro ", e não se refere ao meio-dia como usuário do Facebook . O problema é que em 3 de outubro foi uma quinta-feira.
"O progresso do trabalho das mulheres e, juntamente com a falta de pessoal noite no Centro de Jalapa Diaz de Saúde fez com que a mãe de ter seu filho em condições precárias . "
Ele explicou que, segundo a equipe de plantão Centro de Saúde de Jalapa Diaz, na quarta-feira a mulher foi com o marido para a unidade médica para ser atendida, pelo qual recebeu instruções precisas para a preparação para o parto, tudo ao apresentar um estado de trabalho muito avançado .
"Infelizmente a mulher em desespero, decidiu ir para a parte de trás deste espaço, o que, eventualmente, deu à luz seu filho, que apresentava boa saúde e tinha um peso de 2 quilos 400 gramas e um tamanho de 48 centímetros. "
Só quando isto aconteceu deram atenção ao recém nascido e sua mãe e os levaram imediatamente. As imunizações de menores foram aplicadas e os procedimentos neonatal , enquanto a mãe recebeu os cuidados adequados.
Mais tarde, em uma entrevista à televisão Milenio insistiu que a equipe do centro disse a ele para esperar " do lado de fora enquanto se prepara o serviço" , por isso fui para a parte de trás do lugar, mas " quando fui olhar não encontrei" .
A mulher "tem problemas em entender espanhol ", mas " nada disso é desculpa ", ele admitiu, " mesmo nas áreas mais remotas do país isso é uma obrigação com o ser humano " .
Questionado sobre uma suposta paralisação no centro, admitiu que é a suspensão de atividades em algumas unidades , mas ressaltou que o sindicato tem sido "muito responsável " para fechar apenas escritórios administrativos e " sem motivo " para negar atendimento aos cidadãos.
Fonte: losvideosmas
Rondoniavip
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Sandro Dota é condenado a 31 anos de prisão por morte e estupro de Bianca Consoli
Julgamento do motoboy começou nesta segunda-feira; ele confessou o assassinato da jovem
O motoboy Sandro Dota foi condenado a 31 anos de prisão pela morte e estupro da universitária Bianca Consoli, de 19 anos, em setembro de 2011. A sentença foi lida pela juíza Fernanda Afonso de Almeida, da 4ª Vara do Júri, no fim da tarde desta terça-feira (17), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Os sete jurados consideraram Dota culpado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.
De maneira rápida, todo o júri – quatro homens e três mulheres – votou pela condenação de Dota, após responder a dez perguntas (sete relativas ao assassinato e três acerca do estupro). A juíza disse, durante a leitura da sentença, que o réu mostrou ser “dissimulado e manipulador” ao longo de todo o caso, tendo transformado o caso em um “circo” com suas declarações em entrevistas para televisão, nas quais declarava inocência.
Inicialmente, a magistrada fixou a pena de 26 anos para o homicídio qualificado e oito para o estupro, mas concedeu uma redução de três anos no primeiro em razão da confissão do acusado, feita em uma carta divulgada no mês passado e confirmada em plenário. Assim, o somatório das duas penas – que incidem nos artigos 121 e 213 do Código Penal – ficou em 31 anos, em regime fechado.
Satisfeita, acusação prevê que Dota ficará preso por até 12 anos
Defesa de Dota diz que homicídio “contaminou” tese contra estupro
Mãe de Bianca Consoli celebra condenação a Dota e promete manter luta
Algemado e com a roupa da prisão, Sandro Dota ouviu toda a leitura da sentença de cabeça erguida, sem demonstrar emoção. Ao final da leitura, o réu foi retirado pelos policiais militares, embaixo de gritos de “assassino”, “nojento” e outras ofensas, vindas da plateia formada por familiares e amigos da família Consoli.
A pena deverá ser cumprida no presídio de Tremembé, no interior paulista, onde o réu está preso desde dezembro de 2011. A defesa informou que já recorreu da decisão. Já a Promotoria ainda avalia se pedirá a revisão da sentença, elevando-a para 34 anos (retirando o benefício concedido pela juíza).
Julgamento correu mais rápido do que o previsto
Previsto para durar até cinco dias, o julgamento ocupou menos da metade do período. A acusação, feita pelo promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior e o seu assistente, Cristiano Medina, pedia desde o início a condenação por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e estupro. Já a defesa, formada por Aryldo de Paula e outros cinco advogados, pedia a condenação apenas pelo assassinato, mas com atenuantes.
Durante a tréplica, a defesa de Dota se baseou em questionar o depoimento da perita do caso, que disse que não podia afirmar com precisão se as lesões na região perianal da vítima eram decorrentes de um estupro. O advogado Mauro Nacif sugeriu que os ferimentos podem ter sido causados durante a queda. A defesa chegou a mostrar aos jurados fotos das lesões.
Os advogados de Dota ainda ressaltaram que não pedem a absolvição dele, que confessou o crime dias depois de dispensar o defensor anterior, durante o primeiro julgamento, em julho. Eles querem apenas que o acusado seja inocentado do crime de estupro.
O promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior argumentou que houve estupro e que a vítima se preparava para ir à academia quando foi atacada. Segundo ele, a jovem não teria condições de malhar se tivesse com aqueles ferimentos.
Primeiro dia de júri
Das oito testemunhas arroladas pela acusação, duas foram dispensadas. Já a defesa dispensou seis das nove previstas. A primeira testemunha a ser ouvida foi Marta Ribeiro, mãe de Bianca. Em seu depoimento ela respondeu apenas questões do promotor, os advogados de defesa abriram mão das perguntas.
Marta contou sobre a rotina de sua filha e sobre Sandro ter uma cópia da chave de sua residência. Daiana Consoli, irmã da vítima e ex-mulher de Sandro, foi a segunda a depor. Ela falou sobre o comportamento de Sandro e disse que ele era possessivo e ciumento.
O terceiro e último a depor, antes do intervalo, foi Bruno Barranco, namorado de Bianca na época dos fatos. Bruno disse que começou a desconfiar de Sandro Dota alguns dias depois do crime e disse que nada que o réu tenha falado o deixou mais aliviado.
Maurício Vestyik, policial responsável pela investigação do caso, e Gisele Capello, delegada, foram ouvidos e disseram ter certeza de que Sandro Dota era responsável pela morte e também pelo estupro de Bianca.
As peritas Angélica de Almeida, Ana Cláudia Pacheco e Alaide do Nascimento Mariano depuseram de maneira breve, reafirmando as informações que prestaram no julgamento anterior.
Em seu interrogatório, o Sandro Dota afirmou que o medo de morrer e de perder a mulher foram os motivos que o levaram a assassinar a universitária. O réu no caso voltou a negar que tenha estuprado a jovem.
R7
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Pagodeiro se entrega e vai a julgamento: 'vim provar minha inocência'
O pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho se entregou nesta quinta-feira, após passar quase cinco anos foragido - ele compareceu ao segundo dia de seu próprio julgamento, no Fórum de Guarulhos (SP), pelo homicídio da ex-mulher, Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, e por tentativa de homicídio contra o próprio filho, Lucas Macedo Nóbrega Correia, 10 anos. "Vim provar minha inocência, vou provar que ela se suicidou", disse Evandro ao chegar à corte, acompanhado de seis advogados.
Para esta quinta-feira, além do depoimento de Evandro, outras seis testemunhas de defesa eram esperadas, complementando os 11 depoimentos do primeiro dia. Porém, cinco dos convocados foram dispensados, restando apenas a irmã do réu, Evandra de Mello Correia.
Na quarta-feira, a acusação arrolou as três irmãs de Andréia, para mostrar que Evandro ameaçava a ex-mulher com frequência, uma psiquiatra infantil, para provar a validade e importância do depoimento de Lucas, a pediatra do garoto na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, e o dono de um estacionamento próximo ao apartamento de Andréia em Guarulhos, que afirmou ter sido ameaçado por Evandro, além de Lucas, que foi o primeiro a depor.
Já a defesa ouviu apenas quatro testemunhas, a maioria para tentar provar que Andréia tinha muito ciúme de Evandro e que também ameaçava suas ex-namoradas. Além disso, um policial militar conhecido de Evandro também prestou depoimento. A estratégia da defesa com essa testemunha foi mostrar que Evandro se preocupou com o fato da data do crime ao ligar para esse conhecido e pedir ajuda.
Disfarçado, o pagodeiro alegou inocência durante uma entrevista em 2010 no escritório do seu advogado Foto: André Lessa / Agência Estado Disfarçado, o pagodeiro alegou inocência durante uma entrevista em 2010 no escritório do seu advogado Foto: André Lessa / Agência Estado
Vítima caiu do prédio onde morava
Andréa morreu após cair da janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, enquanto o menino foi internado com uma fratura do maxilar, após cair sobre a marquise da edificação.
Entre as testemunhas que serão ouvidas pelo juiz está o filho de Evandro, Lucas, hoje com 10 anos. Ele será ouvido em sigilo. No momento do depoimento, o plenário será esvaziado. Na época do crime, ele foi ouvido por delegado, um promotor, uma psicóloga e uma assistente social. O garoto chegou a desenhar um homem com uma faca na mão e uma mulher com uma criança no colo. Relatou ainda uma briga entre o casal.
Em 2010, usando peruca, barba falsa, óculos escuros e bigode, Evandro negou participação na morte da ex-mulher, durante uma entrevista coletiva no escritório de seu advogado. Naquele ano, o inquérito policial apontou Corrêa como o autor do crime. A Justiça decretou a prisão preventiva dele no final de 2008, mas como ele nunca apresentou à Justiça, é considerado foragido. Ele aproveitou a lei que impede prisões em período eleitoral para dar sua versão do caso em São Paulo. O disfarce foi usado para que ele não fosse reconhecido na cidade onde morava, em um Estado do Nordeste. Na ocasião, o pagodeiro reafirmou que a ex-mulher se jogou com o filho do apartamento depois de uma discussão.
Terra Notícias
Para esta quinta-feira, além do depoimento de Evandro, outras seis testemunhas de defesa eram esperadas, complementando os 11 depoimentos do primeiro dia. Porém, cinco dos convocados foram dispensados, restando apenas a irmã do réu, Evandra de Mello Correia.
Na quarta-feira, a acusação arrolou as três irmãs de Andréia, para mostrar que Evandro ameaçava a ex-mulher com frequência, uma psiquiatra infantil, para provar a validade e importância do depoimento de Lucas, a pediatra do garoto na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, e o dono de um estacionamento próximo ao apartamento de Andréia em Guarulhos, que afirmou ter sido ameaçado por Evandro, além de Lucas, que foi o primeiro a depor.
Já a defesa ouviu apenas quatro testemunhas, a maioria para tentar provar que Andréia tinha muito ciúme de Evandro e que também ameaçava suas ex-namoradas. Além disso, um policial militar conhecido de Evandro também prestou depoimento. A estratégia da defesa com essa testemunha foi mostrar que Evandro se preocupou com o fato da data do crime ao ligar para esse conhecido e pedir ajuda.
Disfarçado, o pagodeiro alegou inocência durante uma entrevista em 2010 no escritório do seu advogado Foto: André Lessa / Agência Estado Disfarçado, o pagodeiro alegou inocência durante uma entrevista em 2010 no escritório do seu advogado Foto: André Lessa / Agência Estado
Vítima caiu do prédio onde morava
Andréa morreu após cair da janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, enquanto o menino foi internado com uma fratura do maxilar, após cair sobre a marquise da edificação.
Entre as testemunhas que serão ouvidas pelo juiz está o filho de Evandro, Lucas, hoje com 10 anos. Ele será ouvido em sigilo. No momento do depoimento, o plenário será esvaziado. Na época do crime, ele foi ouvido por delegado, um promotor, uma psicóloga e uma assistente social. O garoto chegou a desenhar um homem com uma faca na mão e uma mulher com uma criança no colo. Relatou ainda uma briga entre o casal.
Em 2010, usando peruca, barba falsa, óculos escuros e bigode, Evandro negou participação na morte da ex-mulher, durante uma entrevista coletiva no escritório de seu advogado. Naquele ano, o inquérito policial apontou Corrêa como o autor do crime. A Justiça decretou a prisão preventiva dele no final de 2008, mas como ele nunca apresentou à Justiça, é considerado foragido. Ele aproveitou a lei que impede prisões em período eleitoral para dar sua versão do caso em São Paulo. O disfarce foi usado para que ele não fosse reconhecido na cidade onde morava, em um Estado do Nordeste. Na ocasião, o pagodeiro reafirmou que a ex-mulher se jogou com o filho do apartamento depois de uma discussão.
Terra Notícias
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Em carta, Sandro Dota confessa assassinato de Bianca Consoli
Motoboy, porém, diz ser inocente da acusação de estupro da cunhada
Em carta, o motoboy Sandro Dota confessou ter matado a cunhada Bianca Consoli, 19 anos, em 2011, após uma briga. O réu, que volta a ser julgado por estupro e assassinato no dia 16 de setembro, garante que não violentou a universitária e promete confessar o crime no tribunal.
A carta foi escrita de próprio punho, no dia 2 de agosto deste ano, na cadeia onde cumpre prisão preventiva.
— Declaro que realmente matei a Bianca. Sandro diz estar arrependido e diz que demorou para confessar por motivos particulares.
A informação foi dada pelo novo advogado de defesa, Aryldo Oliveira de Paula. Ele dá detalhes de como foi o crime.
— Ele foi tirar satisfação com ela sobre um problema pessoal, foi agredido pela jovem, deu uma gravata nela até a mesma desmaiar e depois colocou um pedaço de plástico na garganta dela.
Dota está preso desde o dia 12 de dezembro de 2011. Em julho do ano passado, ele foi para o Complexo Penitenciário de Tremembé, a 147 km de São Paulo. O réu alegou ter sofrido ameaças de morte no Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na zona oeste, onde estava. Por este motivo, a Justiça teria determinado sua transferência.
O julgamento de Dota começou no dia 23 de julho, mas foi adiado após o réu pedir a desconstituição do advogado, Ricardo Martins. Com isso, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) remarcou para o dia 16 de setembro.
Segundo o TJ-SP, sete novos jurados terão de ser escolhidos, e os depoimentos colhidos anteriormente poderão ou não ser usados no júri. Por conta da mudança do advogado, até o rol de testemunhas pode ser mudado.
A mãe de Bianca, Marta Consoli, recebeu a notícia da carta com surpresa.
— Não acredito.
Ela diz que a notícia da carta já era antiga.
— No dia em que o julgamento foi adiado já tínhamos essa informação, mas o advogado do Dota, o dr. Ricardo Martins, havia negado tudo.
Ainda segundo Marta, receber essa notícia é voltar a viver cenas que jamais ela vai esquecer.
— Sempre tive a certeza que Sandro era o assassino de minha filha, mas receber a notícia de que ele confessou me leva de volta à cena do crime e isso dói muito. Ele vai detalhar o crime. A intenção dele é fazer minha família sofrer.
O caso
O corpo da universitária Bianca Consoli, 19 anos, foi achado pela mãe dela, caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir à academia.
Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada pela estudante, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram localizadas mechas de cabelo pelos degraus. Dentro da garganta da vítima, a polícia encontrou uma sacola plástica, usada pelo autor para asfixiar a universitária.
R7
Em carta, o motoboy Sandro Dota confessou ter matado a cunhada Bianca Consoli, 19 anos, em 2011, após uma briga. O réu, que volta a ser julgado por estupro e assassinato no dia 16 de setembro, garante que não violentou a universitária e promete confessar o crime no tribunal.
A carta foi escrita de próprio punho, no dia 2 de agosto deste ano, na cadeia onde cumpre prisão preventiva.
— Declaro que realmente matei a Bianca. Sandro diz estar arrependido e diz que demorou para confessar por motivos particulares.
A informação foi dada pelo novo advogado de defesa, Aryldo Oliveira de Paula. Ele dá detalhes de como foi o crime.
— Ele foi tirar satisfação com ela sobre um problema pessoal, foi agredido pela jovem, deu uma gravata nela até a mesma desmaiar e depois colocou um pedaço de plástico na garganta dela.
Dota está preso desde o dia 12 de dezembro de 2011. Em julho do ano passado, ele foi para o Complexo Penitenciário de Tremembé, a 147 km de São Paulo. O réu alegou ter sofrido ameaças de morte no Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na zona oeste, onde estava. Por este motivo, a Justiça teria determinado sua transferência.
O julgamento de Dota começou no dia 23 de julho, mas foi adiado após o réu pedir a desconstituição do advogado, Ricardo Martins. Com isso, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) remarcou para o dia 16 de setembro.
Segundo o TJ-SP, sete novos jurados terão de ser escolhidos, e os depoimentos colhidos anteriormente poderão ou não ser usados no júri. Por conta da mudança do advogado, até o rol de testemunhas pode ser mudado.
A mãe de Bianca, Marta Consoli, recebeu a notícia da carta com surpresa.
— Não acredito.
Ela diz que a notícia da carta já era antiga.
— No dia em que o julgamento foi adiado já tínhamos essa informação, mas o advogado do Dota, o dr. Ricardo Martins, havia negado tudo.
Ainda segundo Marta, receber essa notícia é voltar a viver cenas que jamais ela vai esquecer.
— Sempre tive a certeza que Sandro era o assassino de minha filha, mas receber a notícia de que ele confessou me leva de volta à cena do crime e isso dói muito. Ele vai detalhar o crime. A intenção dele é fazer minha família sofrer.
O caso
O corpo da universitária Bianca Consoli, 19 anos, foi achado pela mãe dela, caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir à academia.
Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada pela estudante, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram localizadas mechas de cabelo pelos degraus. Dentro da garganta da vítima, a polícia encontrou uma sacola plástica, usada pelo autor para asfixiar a universitária.
R7
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Aniversário Lei Maria da Penha – Delegacia da Mulher de Itabira promove blitz contra a violência doméstica
A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Itabira (DEAM), promoverá na manhã desta quarta-feira (07), no Centro da cidade, uma blitz educativa alusiva ao sétimo aniversário da Lei Maria da Penha.
O evento terá concentração das 9h30 às 10h30 na esquina da Avenida João Pinheiro com a Rua São José, ao lado da loja Magazine Luíza e terá as presenças de vereadores como Marcela Cristina Lopes da Silva (PR), além da delegada Amanda Machado Celestino.
Durante o evento serão distribuídos material de orientação a população, além de laços brancos simbolizando a paz.
Violência contra a Mulher – Itabira já resgistrou 115 casos de estupro e lesão corporal em 2013
Itabira já conta com Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher
Segundo dados do instituto Data/Senado no primeiro trimestre de 2013 foram registrados em Itabira 115 casos de estupro e lesão corporal, contra 87 registrados no mesmo período em 2012. “A polícia tem agido com eficiência nesses casos. Deitadas em casa, em cima de suas camas, às mulheres não conseguirão resolver esses problemas. Em casos de violência, elas devem procurar a Polícia Civil”, alertou a delegada.
Para denúncias, a delegacia atende pelo número 181 (disk denúncia), e através também do telefone (31)3831-0585.
Via Comercial
O evento terá concentração das 9h30 às 10h30 na esquina da Avenida João Pinheiro com a Rua São José, ao lado da loja Magazine Luíza e terá as presenças de vereadores como Marcela Cristina Lopes da Silva (PR), além da delegada Amanda Machado Celestino.
Durante o evento serão distribuídos material de orientação a população, além de laços brancos simbolizando a paz.
Violência contra a Mulher – Itabira já resgistrou 115 casos de estupro e lesão corporal em 2013
Itabira já conta com Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher
Segundo dados do instituto Data/Senado no primeiro trimestre de 2013 foram registrados em Itabira 115 casos de estupro e lesão corporal, contra 87 registrados no mesmo período em 2012. “A polícia tem agido com eficiência nesses casos. Deitadas em casa, em cima de suas camas, às mulheres não conseguirão resolver esses problemas. Em casos de violência, elas devem procurar a Polícia Civil”, alertou a delegada.
Para denúncias, a delegacia atende pelo número 181 (disk denúncia), e através também do telefone (31)3831-0585.
Via Comercial
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Mércia Nakashima: júri de vigia acusado de participar de morte da advogada começa nesta segunda-feira
Evandro Bezerra dos Santos responde por homicídio qualificado; crime ocorreu há três anos
Mais de três anos após a morte de Mércia Nakashima, o vigia Evandro Bezerra se sentará no banco de réu do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A vítima desapareceu em maio de 2010 e seu corpo foi encontrado em uma represa, em Nazaré Paulista. Bezerra é acusado de ajudar Mizael Bispo, condenado em março a 20 anos de prisão, a assassinar a advogada.
Sete jurados vão traçar o destino do vigia, no julgamento que deve começar às 9h e tem previsão de durar três dias. Ele responde por participação no assassinato da advogada com duas qualificadoras: meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira será responsável por presidir o júri.
De acordo com o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), dez testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento: três de acusação, quatro de defesa, duas arroladas pelo juízo e uma em comum, que é o delegado do caso na época, Antonio Olim. O nome das testemunhas ainda não foi divulgado.
Prisão do vigia
Evandro Bezerra da Silva ficou foragido e foi detido em junho de 2012 na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas. Segundo a polícia, ele ficou escondido em várias cidades do interior de Alagoas até ser localizado.
Julgamento de Mizael Bispo
Após quatro dias de julgamento, o policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima, no dia 14 de março. Ele foi considerado culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Irmã de Mércia se emociona e chama Mizael de "assassino maldito"
Durante a leitura da sentença, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano destacou que o fato de o réu ter mentido foi considerado um agravante. Cano afirmou ainda que "gestos de amor jamais podem levar a pessoa amada à morte". Emocionados, os familiares de Mércia ouviram a sentença de mãos dadas.
Após a decisão, o promotor Rodrigo Merli pediu que a Justiça de Guarulhos aumente a pena do ex-policial militar. O Ministério Público quer que a pena seja de 24 anos e seis meses.
O crime
A advogada Mércia Nakashina desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar a avó em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os bombeiros encontraram o carro da vítima em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo dela foi encontrado um dia depois.
O policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado por ter matado a advogada e ter empurrado o carro da advogada na represa. De acordo com a perícia, ela foi atingida por um tiro, que atravessou o maxilar, mas a causa da morte foi afogamento.
Mizael e Mércia namoraram por quase quatro anos. Eles terminaram o relacionamento antes do desaparecimento.
R7
Mais de três anos após a morte de Mércia Nakashima, o vigia Evandro Bezerra se sentará no banco de réu do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A vítima desapareceu em maio de 2010 e seu corpo foi encontrado em uma represa, em Nazaré Paulista. Bezerra é acusado de ajudar Mizael Bispo, condenado em março a 20 anos de prisão, a assassinar a advogada.
Sete jurados vão traçar o destino do vigia, no julgamento que deve começar às 9h e tem previsão de durar três dias. Ele responde por participação no assassinato da advogada com duas qualificadoras: meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira será responsável por presidir o júri.
De acordo com o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), dez testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento: três de acusação, quatro de defesa, duas arroladas pelo juízo e uma em comum, que é o delegado do caso na época, Antonio Olim. O nome das testemunhas ainda não foi divulgado.
Prisão do vigia
Evandro Bezerra da Silva ficou foragido e foi detido em junho de 2012 na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas. Segundo a polícia, ele ficou escondido em várias cidades do interior de Alagoas até ser localizado.
Julgamento de Mizael Bispo
Após quatro dias de julgamento, o policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima, no dia 14 de março. Ele foi considerado culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Irmã de Mércia se emociona e chama Mizael de "assassino maldito"
Durante a leitura da sentença, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano destacou que o fato de o réu ter mentido foi considerado um agravante. Cano afirmou ainda que "gestos de amor jamais podem levar a pessoa amada à morte". Emocionados, os familiares de Mércia ouviram a sentença de mãos dadas.
Após a decisão, o promotor Rodrigo Merli pediu que a Justiça de Guarulhos aumente a pena do ex-policial militar. O Ministério Público quer que a pena seja de 24 anos e seis meses.
O crime
A advogada Mércia Nakashina desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar a avó em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os bombeiros encontraram o carro da vítima em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo dela foi encontrado um dia depois.
O policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado por ter matado a advogada e ter empurrado o carro da advogada na represa. De acordo com a perícia, ela foi atingida por um tiro, que atravessou o maxilar, mas a causa da morte foi afogamento.
Mizael e Mércia namoraram por quase quatro anos. Eles terminaram o relacionamento antes do desaparecimento.
R7
terça-feira, 23 de julho de 2013
Caso Bianca Consoli: réu matou porque não conseguiu sexo consensual, diz promotor
Para MP, acusado é uma pessoa calculista, fria e que não admitia ser contrariada
Uma pessoa calculista, fria e que não admitia ser contrariada. É desta maneira que o Ministério Público irá apresentar, em plenário, o motoboy Sandro Dota, acusado de matar a universitária Bianca Consoli, 19 anos, em setembro de 2011, na zona leste de São Paulo. Dota começa ser julgado nesta terça-feira (23) por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e pelo estupro da cunhada.
O promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior tentará convencer os jurados de que o acusado matou porque não conseguiu manter um relacionamento sexual consensual com a jovem. Na denúncia, ele diz que Dota "mantinha atração sexual pela vítima" e, como não obteve "resposta positiva" de Bianca ao invadir a casa dela, "passou a agredi-la e, tomando-a a força, introduziu agente contundente em seu ânus. Em seguida, continuou com as agressões e asfixiou Bianca, vindo a matá-la". O representante do MP espera que o acusado seja condenado a uma pena que gire em torno de 30 a 40 anos para os dois crimes.
Entre as provas que irá apresentar a partir de terça-feira, está o laudo pericial que atesta ser o DNA da pele encontrada debaixo das unhas de Bianca compatível com o sangue que estava na calça jeans apreendida na casa do motoboy. A peça de roupa foi entregue à polícia pela mulher dele na época, Daiane Consoli, irmã de Bianca.
Pereira lembra que as manchas na calça estavam na perna esquerda, na mesma altura onde o réu apresentava um ferimento na ocasião, segundo constatou perícia. Pereira destaca que o exame de DNA concluiu que a compatibilidade entre os dois materiais genéticos (o que estava sob as unhas da vítima e o sangue) é de 62 quatrilhões de vezes.
— A conclusão do laudo é com relação à hipótese de ser o réu o autor do crime, de haver, portanto, compatibilidade entre o que foi encontrado na calça dele e
o material sob as unhas de Bianca. A perícia apontou essa probabilidade em 62 quatrilhões de vezes. Então, antes de se questionar se outra pessoa poderia ser portadora do material, a perícia diz: a probabilidade de que isso não irá ocorrer é de 62 quatrilhões de vezes. Ou seja, seria mais do que a população da terra.
“Não teria a capacidade de matar um ser humano”, diz acusado de estuprar e assassinar Bianca Consoli
O representante do MP enfatiza ainda o fato de Dota ter se recusado a ceder sangue para fazer novo exame de DNA. O advogado do motoboy, Ricardo Martins, chegou a solicitar que fosse extraído material biológico para confronto. Em abril de 2012, a Justiça deferiu o pedido e, em junho do mesmo ano, ficou estabelecido que o IML
(Instituto Médico Legal) colheria o sangue do réu, que, na ocasião, declinou.
— Neste dia, eu me desloquei ao instituto para garantir ao réu que o Ministério Público estaria lá para verificar a coleta. Naquela oportunidade, ele se recusou a oferecer o sangue. Depois, seu advogado, nos autos do processo, veio a justificar ao juiz que ele [ Sandro Dota] não forneceu, porque não foi garantido que o exame seria realizado por peritos distintos.
O promotor acrescentou que, ao aceitar o pedido, o magistrado não considerou necessária a intervenção do judiciário na indicação do perito, cabendo ao próprio IML a escolha dos profissionais.
— Ele [Dota], simplesmente, sem saber quem seriam os peritos do novo exame se recusou a fornecer o sangue. No momento em que seria feita a coleta, ele nem sabia quem seriam os peritos. Ele simplesmente se recusou sob argumento absurdo de que efetivamente não seriam novos peritos.
Testemunha protegida
O promotor pretende ainda apresentar uma testemunha protegida, amiga íntima da vítima, que teria ouvido de Bianca reclamações sobre Sandro Dota. Em depoimento, anexado ao processo, ela contou que a estudante se queixava de assédio por parte do motoboy:
— Sandro passou a mão no rosto de Bianca, pegou em seu cabelo e fez um comentário malicioso.
Na avaliação do promotor, Bianca não relatou o problema aos familiares na tentativa de poupá-los.
— Assédios esses que, muitas vezes, a vítima suportou, não contou para a família com receio de criar um mal-estar. Acredito eu que a vítima buscava um futuro melhor.
Inclusive, buscava se desvencilhar daquele local e do próprio cunhado. Portanto, ela poupou os familiares de levar esses fatos a conhecimento.
“Não consigo perdoar”, diz mãe de Bianca Consoli
Violência sexual
Em agosto do ano passado, a acusação de estupro foi incluída no processo contra Sandro Dota. A defesa do réu, entretanto, nega o crime e diz que o laudo pericial é inconclusivo. O documento diz que um “agente contundente” foi introduzido no ânus da vítima, mas não determina o que seria exatamente, conforme esclarece o promotor.
— O agente contundente pode ser o pênis? Pode. Por que a acusação não pode fazer esta afirmação e a perícia também não? A perícia só consegue afirmar isso em um laudo, quando há vestígios, secreções, espermatozoides e não foram encontrados. Então, não há como se afirmar que foi a introdução do pênis no ânus da vítima que caracterizou esse delito.
Indagado se os ferimentos na estudante poderiam ter sido provocado por uma relação sexual anterior, o promotor afirma que a perícia constatou que houve uma ação violenta e argumenta:
— Ela [Bianca] não mantinha relações sexuais, a não ser com o namorado. O namorado não manteve relações sexuais dessa natureza com ela nos últimos dias, nos últimos meses [antes do crime]. Ela não tinha qualquer relação com Sandro. Portanto, pelo contexto da prova, pelo perfil da vítima, pelo local do crime, esse ato não foi consentido. Não há ato consentido com objetos modificados no local do crime, com chumaço de cabelo pelas escadas, com uma casa trancada e, ao final, uma vítima asfixiada com uma sacola prática. Então, é evidente que isso não foi consentido.
O caso
O corpo da universitária Bianca Consoli, 19 anos, foi achado pela mãe dela, caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir à academia.
Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada pela estudante, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram localizadas mechas de cabelo pelos degraus. Dentro da garganta da vítima, a polícia encontrou uma sacola plástica, usada pelo autor para asfixiar universitária.
"Não tem como dizer que não foi ele", diz irmã de Bianca Consoli e ex-mulher do acusado
Mãe de Bianca Consoli chora ao receber notícia de que acusado pela morte da filha vai a júri popular
As investigações apontaram o motoboy Sandro Dota, cunhado da vítima, como o suposto autor do crime. Ele está preso desde o dia 12 de dezembro de 2011.
O motoboy nega as acusações e se diz inocente. Em julho do ano passado, ele foi para o Complexo Penitenciário de Tremembé, a 147 km de São Paulo. Dota alegou ter sofrido ameaças de morte no Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na zona oeste, onde estava. Por este motivo, a Justiça teria determinado sua transferência.
R7
Uma pessoa calculista, fria e que não admitia ser contrariada. É desta maneira que o Ministério Público irá apresentar, em plenário, o motoboy Sandro Dota, acusado de matar a universitária Bianca Consoli, 19 anos, em setembro de 2011, na zona leste de São Paulo. Dota começa ser julgado nesta terça-feira (23) por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e pelo estupro da cunhada.
O promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior tentará convencer os jurados de que o acusado matou porque não conseguiu manter um relacionamento sexual consensual com a jovem. Na denúncia, ele diz que Dota "mantinha atração sexual pela vítima" e, como não obteve "resposta positiva" de Bianca ao invadir a casa dela, "passou a agredi-la e, tomando-a a força, introduziu agente contundente em seu ânus. Em seguida, continuou com as agressões e asfixiou Bianca, vindo a matá-la". O representante do MP espera que o acusado seja condenado a uma pena que gire em torno de 30 a 40 anos para os dois crimes.
Entre as provas que irá apresentar a partir de terça-feira, está o laudo pericial que atesta ser o DNA da pele encontrada debaixo das unhas de Bianca compatível com o sangue que estava na calça jeans apreendida na casa do motoboy. A peça de roupa foi entregue à polícia pela mulher dele na época, Daiane Consoli, irmã de Bianca.
Pereira lembra que as manchas na calça estavam na perna esquerda, na mesma altura onde o réu apresentava um ferimento na ocasião, segundo constatou perícia. Pereira destaca que o exame de DNA concluiu que a compatibilidade entre os dois materiais genéticos (o que estava sob as unhas da vítima e o sangue) é de 62 quatrilhões de vezes.
— A conclusão do laudo é com relação à hipótese de ser o réu o autor do crime, de haver, portanto, compatibilidade entre o que foi encontrado na calça dele e
o material sob as unhas de Bianca. A perícia apontou essa probabilidade em 62 quatrilhões de vezes. Então, antes de se questionar se outra pessoa poderia ser portadora do material, a perícia diz: a probabilidade de que isso não irá ocorrer é de 62 quatrilhões de vezes. Ou seja, seria mais do que a população da terra.
“Não teria a capacidade de matar um ser humano”, diz acusado de estuprar e assassinar Bianca Consoli
O representante do MP enfatiza ainda o fato de Dota ter se recusado a ceder sangue para fazer novo exame de DNA. O advogado do motoboy, Ricardo Martins, chegou a solicitar que fosse extraído material biológico para confronto. Em abril de 2012, a Justiça deferiu o pedido e, em junho do mesmo ano, ficou estabelecido que o IML
(Instituto Médico Legal) colheria o sangue do réu, que, na ocasião, declinou.
— Neste dia, eu me desloquei ao instituto para garantir ao réu que o Ministério Público estaria lá para verificar a coleta. Naquela oportunidade, ele se recusou a oferecer o sangue. Depois, seu advogado, nos autos do processo, veio a justificar ao juiz que ele [ Sandro Dota] não forneceu, porque não foi garantido que o exame seria realizado por peritos distintos.
O promotor acrescentou que, ao aceitar o pedido, o magistrado não considerou necessária a intervenção do judiciário na indicação do perito, cabendo ao próprio IML a escolha dos profissionais.
— Ele [Dota], simplesmente, sem saber quem seriam os peritos do novo exame se recusou a fornecer o sangue. No momento em que seria feita a coleta, ele nem sabia quem seriam os peritos. Ele simplesmente se recusou sob argumento absurdo de que efetivamente não seriam novos peritos.
Testemunha protegida
O promotor pretende ainda apresentar uma testemunha protegida, amiga íntima da vítima, que teria ouvido de Bianca reclamações sobre Sandro Dota. Em depoimento, anexado ao processo, ela contou que a estudante se queixava de assédio por parte do motoboy:
— Sandro passou a mão no rosto de Bianca, pegou em seu cabelo e fez um comentário malicioso.
Na avaliação do promotor, Bianca não relatou o problema aos familiares na tentativa de poupá-los.
— Assédios esses que, muitas vezes, a vítima suportou, não contou para a família com receio de criar um mal-estar. Acredito eu que a vítima buscava um futuro melhor.
Inclusive, buscava se desvencilhar daquele local e do próprio cunhado. Portanto, ela poupou os familiares de levar esses fatos a conhecimento.
“Não consigo perdoar”, diz mãe de Bianca Consoli
Violência sexual
Em agosto do ano passado, a acusação de estupro foi incluída no processo contra Sandro Dota. A defesa do réu, entretanto, nega o crime e diz que o laudo pericial é inconclusivo. O documento diz que um “agente contundente” foi introduzido no ânus da vítima, mas não determina o que seria exatamente, conforme esclarece o promotor.
— O agente contundente pode ser o pênis? Pode. Por que a acusação não pode fazer esta afirmação e a perícia também não? A perícia só consegue afirmar isso em um laudo, quando há vestígios, secreções, espermatozoides e não foram encontrados. Então, não há como se afirmar que foi a introdução do pênis no ânus da vítima que caracterizou esse delito.
Indagado se os ferimentos na estudante poderiam ter sido provocado por uma relação sexual anterior, o promotor afirma que a perícia constatou que houve uma ação violenta e argumenta:
— Ela [Bianca] não mantinha relações sexuais, a não ser com o namorado. O namorado não manteve relações sexuais dessa natureza com ela nos últimos dias, nos últimos meses [antes do crime]. Ela não tinha qualquer relação com Sandro. Portanto, pelo contexto da prova, pelo perfil da vítima, pelo local do crime, esse ato não foi consentido. Não há ato consentido com objetos modificados no local do crime, com chumaço de cabelo pelas escadas, com uma casa trancada e, ao final, uma vítima asfixiada com uma sacola prática. Então, é evidente que isso não foi consentido.
O caso
O corpo da universitária Bianca Consoli, 19 anos, foi achado pela mãe dela, caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir à academia.
Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada pela estudante, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram localizadas mechas de cabelo pelos degraus. Dentro da garganta da vítima, a polícia encontrou uma sacola plástica, usada pelo autor para asfixiar universitária.
"Não tem como dizer que não foi ele", diz irmã de Bianca Consoli e ex-mulher do acusado
Mãe de Bianca Consoli chora ao receber notícia de que acusado pela morte da filha vai a júri popular
As investigações apontaram o motoboy Sandro Dota, cunhado da vítima, como o suposto autor do crime. Ele está preso desde o dia 12 de dezembro de 2011.
O motoboy nega as acusações e se diz inocente. Em julho do ano passado, ele foi para o Complexo Penitenciário de Tremembé, a 147 km de São Paulo. Dota alegou ter sofrido ameaças de morte no Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na zona oeste, onde estava. Por este motivo, a Justiça teria determinado sua transferência.
R7
segunda-feira, 22 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Policiais militares acusados pela morte de Patrícia Amieiro vão a júri popular
Os policiais militares acusados da morte da engenheira Patrícia Amieiro, em julho de 2008, vão a júri popular. O juiz Fabio Uchôa, da 1ª Vara Criminal, pronunciou os PMs Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luis do Nascimento por tentativa de homicídio. Eles ainda responderão por fraude processual por terem alterado o local do crime. Os outros dois policiais, Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos, respondem apenas por fraude processual. A decisão de Uchôa foi divulgada nesta segunda-feira.
Os advogados dos policiais ainda podem entrar com um recurso contra a decisão do juiz de levar seus clientes a júri. Só depois dessa fase do processo é que poderá ser marcada a data do julgamento.
O caso
Na noite de 14 de junho de 2008, a engenheira Patrícia Amieiro Franco, que tinha 24 anos, desapareceu ao voltar de uma festa na Zona Sul para sua casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O carro de Patrícia foi encontrado dentro do Canal de Marapendi, na Barra. A perícia feita no veículo encontrou vestígios de tiros. Os quatro policiais suspeitos de envolvimento na morte de engenheira respondiam ainda por ocultação de cadáver, mas conseguiram se livrar da acusação após recurso no Tribunal de Justiça, em janeiro deste ano.
Extra
Os advogados dos policiais ainda podem entrar com um recurso contra a decisão do juiz de levar seus clientes a júri. Só depois dessa fase do processo é que poderá ser marcada a data do julgamento.
O caso
Na noite de 14 de junho de 2008, a engenheira Patrícia Amieiro Franco, que tinha 24 anos, desapareceu ao voltar de uma festa na Zona Sul para sua casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O carro de Patrícia foi encontrado dentro do Canal de Marapendi, na Barra. A perícia feita no veículo encontrou vestígios de tiros. Os quatro policiais suspeitos de envolvimento na morte de engenheira respondiam ainda por ocultação de cadáver, mas conseguiram se livrar da acusação após recurso no Tribunal de Justiça, em janeiro deste ano.
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