sábado, 21 de novembro de 2009

CCJ aprova lei para evitar pais de incitar filho ao ódio


SÃO PAULO - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou ontem uma proposta para definir em lei a chamada alienação parental, entendida como a interferência na formação psicológica da criança para que repudie pai ou mãe. O mecanismo, já adotado em algumas decisões no Judiciário, ficou conhecido no caso S. O texto aprovado é o substitutivo da deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao projeto do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) e seguirá para o Senado.
Na decisão da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, de 8 de junho deste ano, que favoreceu o norte-americano David Goldman para ter a guarda do filho, o juiz Rafael Pereira Pinto respaldou a sentença no conceito de "síndrome de alienação parental", caracterizada quando o filho é levado por familiares a odiar o pai ou a mãe depois de uma separação.
Durante as entrevistas, S., de 9 anos, afirmava querer continuar no Brasil. A opinião da criança não foi levada em conta porque, a partir da análise de peritos, o juiz considerou que S. vinha sendo influenciado pela família materna (brasileira). "O tempo, este aliado que facilitaria o resgate daquele amor que existia entre ambos (pai e filho), solidificando laços, vai dar oportunidade para um intenso trabalho no sentido de destruí-los", escreveu na sentença.
O texto aprovado na Câmara destaca a importância da guarda compartilhada da criança, em casos de separação. Quando essa não for possível, terá preferência na guarda o pai ou a mãe que melhor viabilize o convívio do filho com o outro. "A criança e o adolescente não podem ser objeto de manipulação pelos genitores", afirmou Maria do Rosário.
Mas o substitutivo da deputada retirou da proposta a possibilidade de pena de detenção de 6 meses a 2 anos para quem impedir ou obstruir ilegalmente o contato com o filho. Maria do Rosário considerou exagerado criminalizar a conduta da alienação parental. Para ela, essa punição tornaria ainda mais difícil a situação da criança ou do adolescente que se pretende proteger. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Estadão

Pesquisadores franceses criam pele com células-tronco humanas


Pesquisadores franceses afirmaram ter descoberto uma forma de usar células-tronco embrionárias humanas para criar pele nova, que poderia ser usada em vítimas de queimaduras graves.

De acordo com os pesquisadores do Instituto de Terapia com Células-Tronco de Evry, na França, as células-tronco podem ser cultivadas e transformadas em pele em 12 semanas.
Esta pele de células-tronco poderia resolver os problemas de rejeição que os pacientes com queimaduras sofrem atualmente.
Christine Baldeschi, que liderou o estudo, afirmou que os resultados são promissores.
A pesquisadora disse que a nova técnica poderá levar à criação de um "recurso ilimitado para a substituição temporária da pele em pacientes com grandes queimaduras, que aguardam enxertos".
A pesquisa foi publicada na revista especializada Lancet.

Desenvolvimento embrionário
A técnica francesa copiou as etapas que levam à formação da pele durante o desenvolvimento embrionário.
Os estudiosos colocaram as células em uma rede artificial que ajudou estas células a formarem uma camada de pele.
Esta pele foi enxertada em cinco camundongos e, 12 semanas depois, apresentava uma estrutura compatível com a da pele humana.
Os pesquisadores agora planejam testar a nova técnica com pacientes humanos.
Atualmente, pacientes com queimaduras graves podem ser tratados com o uso de uma técnica que cultiva pele nova usando células da pele do próprio paciente.
No entanto, o cultivo desta nova pele demora três semanas, e o paciente fica exposto ao risco de infecções e desidratação.
Pele de cadáveres é usada durante este período para cobrir as queimaduras, mas a disponibilidade é limitada e geralmente esta pele é rejeitada pelo sistema imunológico do paciente.
Outro método que já foi tentado envolve o uso de redes artificiais nas quais as células podem ser cultivadas, mas esta técnica não funciona em grandes queimaduras. Há também o aumento do risco de rejeição e transmissão de doenças, já que esta técnica usa material de vacas e outras pessoas.
Holger Schluter, do Centro de Estudo do Câncer Peter MacCallum em Melbourne, Austrália, afirmou que o estudo francês é um progresso.
"Esta descoberta sugere que a pele derivada de células-tronco embrionárias pode ser transplantada para pacientes com queimaduras que esperam enxertos de pele, com um risco reduzido de rejeição", afirmou.


Quilombolas têm mais de 300 mil hectares de terras regularizadas


Mais de 300 mil hectares foram destinados a comunidades quilombolas em decreto assinado ontem (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador, no Dia da Consciência Negra.
A Praça Castro Alves foi o local escolhido para a comemoração. O presidente Lula teve ao seu lado, na solenidade, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. A concessão dos títulos de terra vai beneficiar milhares de famílias quilombolas
Foram assinados 30 decretos de regularização de territórios quilombolas, num total de 335 mil hectares de terra, distribuídos em 14 estados. Destes, 253 mil vão para os Kalunga comunidade situada em Goiás.
O presidente Lula disse que, das 1400 comunidades quilombolas reconhecidas, 80% já estão em processo de regularização de terras no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Lula disse que, apesar do Brasil ter uma lei que classifica o racismo como crime inafiançável, a realidade é que o problema está na cabeça de muita gente. Na maioria das fábricas, o negro não é escolhido como chefe de seção, disse na ocasião. Ele disse que já se sentiu discriminado por ser de origem humilde. Eu nunca sofri preconceito por ser negro, mas sofri muito preconceito por ser pobre e nordestino, disse.
O presidente palestino, que falou aos participantes do evento em árabe, tendo a ajuda de um tradutor, disse ter se identificado com a luta dos negros no Brasil. Ele voltou a defender a volta das negociações de paz e atacou Israel, dizendo que os palestinos têm passado por um processo de discriminação, humilhação e ódio. Olhamos para o dia em que nos livraremos da ocupação, pois essa é uma das piores formas de escravidão, disse Abbas.


Vitória contra a tristeza


Por muito tempo, a receita mais comum de um médico para uma gestante com depressão foi: um calmante natural e terapia. O temor era o de que o risco de os antidepressivos causarem danos ao feto fosse muito grande e não valesse a pena curar a mãe.
Ocorre que o número de gestantes com diagnóstico de depressão aumentou exponencialmente nas últimas três décadas. Estatísticas recentes apontam que a doença já atinge 20% das grávidas no mundo - quase o dobro do número de mulheres que desenvolvem a depressão pós-parto. Na década de 80, a depressão era diagnosticada em apenas 5% das gestantes.
Com o advento de novas gerações de antidepressivos, os médicos começaram a reavaliar sua opinião sobre tratar a depressão das grávidas com medicamentos.


Veja

Número de estupros até outubro já é 3,9% maior que no ano passado


O número de estupros em Salvador, até outubro deste ano, é 3,9% maior do que a quantidade de casos ocorridos nos 12 meses de 2008. Nos dez primeiros meses de 2009, 294 pessoas foram violentadas na capital, enquanto que em todo ano passado foram registradas 283 ocorrências, segundo dados oficiais.
No acumulado desde 2007, as estatísticas demonstram uma alta de 7,7% do número de estupros na capital. A falta de tratamento e acompanhamento dos criminosos sexuais é apontado por especialistas como uma deficiência no Estado que pode contribuir para o aumento da quantidade de casos.
Membros da segurança pública que atuam no combate à violência sexual e no apoio às vítimas, argumentam que o crescimento das estatísticas não garantem que houve aumento no número de casos. Para eles, a alta pode estar ocorrendo porque as vítimas estão procurando mais a polícia para denunciar os casos, ignorando a vergonha e o preconceito.
O tema veio à tona, anteontem, com a prisão de Gessé Silva dos Santos, 24 anos, que violentou quatro mulheres, poucos meses depois de deixar o Presídio Salvador, na Mata Escura, onde cumpriu pena de cerca de 3 anos por tentativa de estupro contra uma criança.
Para o psicólogo e advogado Domingos Barreto de Araújo, professor de psicologia criminal da Universidade Federal da Bahia, os criminosos sexuais são tratados como bandidos comuns, mas, em muitos casos, eles são psicopatas, que precisam de tratamento e acompanhamento médico. Barreto de Araújo explicou que estupradores têm que ser submetidos a tratamento quando estão presos e após serem libertados. “Eles ficam presos, mas não passam por qualquer tipo de tratamento e depois que são soltos, voltam a cometer estupros, porque são portadores de psicopatia”.
Para o psicólogo, o chamado exame criminológico, que avalia a condição de um preso de voltar ao convívio social, precisa ser reavaliado. O teste é realizado com o detento que tem direito a sair do presídio após ter cumprido parte da pena. Em agosto deste ano, a libertação do presidiário Gilvan Cléucio de Assis foi muito contestada. Condenado por vários estupros, ele ganhou direito de sair do presídio e, um dia depois, assassinou a médica Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, ao tentar estuprá-la. Gilvan Cléucio tinha sido solto após ser considerado apto a voltar ao convívio da sociedade, depois de passar pelo exame criminológico.
Para a delegada Isabel Alice Jesus de Pinho, diretora do Departamento de Crimes Contra a Vida (DCCV), que coordena as duas delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, em Salvador, o aumento do número de estupros está ocorrendo porque as mulheres estão rompendo a vergonha e o preconceito de denunciar o crime. “As mulheres estão tomando consciência que é preciso denunciar”, disse.
A delegada admite que a estrutura policial de proteção às mulheres, crianças e adolescentes ainda precisa melhorar. A capital conta apenas com duas delegacias especializadas de proteção à mulher e uma de crimes contra a criança e o adolescente. A Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo, tem uma estrutura subdimensionada para atuar na prevenção dos estupros. A lei orgânica da PM estabelece que o número ideal de militares para o Estado é de 40 mil, mas a corporação só tem cerca de 30 mil.
A pedagoga Débora Cohim, diretora do projeto Viver, órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública, que presta atendimento médico e psicológico às vítimas de crimes sexuais o receio em denunciar os agressores ocorre porque muitos casos de violência sexual acontece dentro da própria família. Ela também acredita que a elevação do número de casos pode estar ocorrendo porque as vítimas estão procurando mais a polícia.

Fonte: A Tarde

Mulheres casadas têm mais fantasias sexuais com outros homens


Atores Ben Affleck e Will Smith são os mais cotados pelas americanas, diz estudo

Depois de dizer o "sim" no altar, a imaginação feminina pode ser mais picante do que a masculina, quando o assunto é sexo. Pelo menos é o que constata um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, realizado com mais de três mil mulheres casadas dos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, após o casamento, a relação que a mulher estabelece com o sexo muda, fazendo com que ela tenha mais fantasias sexuais com outros homens.
A pesquisa mostrou ainda que os atores hollywoodianos Ben Affleck e Will Smith são considerados os casados famosos mais presentes nas fantasias sexuais das americanas avaliadas.
Durante o estudo, foram feitas perguntas para homens e mulheres sobre sexo, amor e fantasias sexuais. O questionário envolvia perguntas como: "Você tem vontade de sair com outros homens?" ou "Você se casaria com a mesma pessoa novamente?".
Os resultados dos testes revelaram que 49% das mulheres consultadas sentem vontade de transar com outros homens, sendo que 34% delas não se casaria com o mesmo homem. Enquanto os homens apresentaram-se mais recatados: 36% sentem vontade de manter relações sexuais com outras mulheres, destes, 43% já mentiram sobre traição para as esposas e apenas 15% se casariam com outras mulheres.
Outras perguntas revelaram que 76% das mulheres consultadas guardam segredos dos maridos, e ainda, que 84% gostariam de saber se o parceiro a engana com outras. Mais de um terço das mulheres ouvidas disseram que se apaixonam por outros homens de forma constante e acham isso natural.
Para os pesquisadores, o estudo indica uma mudança comportamental das mulheres em relação ao sexo e ao prazer. Segundo eles, as mulheres deixaram de associar sexo ao amor e se sentem mais livres para colocar para fora suas emoções e sentimentos, que durante décadas foram reprimidos por questões culturais.

Fonte: Minha Vida

Drogas: o perigo ronda as escolas


"Já experimentei maconha, ecstasy, LSD e lança perfume, sempre em festas e na companhia de amigos. Na minha escola, entre os mais velhos, difícil é achar quem nunca usou nenhuma dessas coisas". A declaração é de uma garota de apenas 14 anos, que estuda em um colégio de classe média de São Paulo. Há ainda um dado a ser acrescentando na já preocupante relação entre jovens e drogas: a escola, local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo, vem se tornando a porta de entrada para o mundo da experimentação.
"É ali que os jovens aprendem a beijar e têm sua iniciação sexual, mas também pode ser ali o lugar onde eles terão o primeiro contato com as drogas", afirma Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Geralmente, a experiência começa com drogas legais, como álcool, tabaco e cola de sapateiro. Em seguida, entram as drogas ilícitas e, entre essas, a maconha está em primeiro lugar quando se trata de ambiente escolar."
Não há números globais sobre a penetração das drogas na escolas brasileiras. Contudo, a impressão generalizada e os dados esparsos indicam que ela avança. "Pesquisas locais já apontavam para o uso precoce dessas substâncias", revela Paulina Vieira Duarte, titular da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

Aula anti-droga - O problema já bateu às portas da cúpula da educação pública no Brasil. Prova disso é que, no próximos dia 17, professores de todo o país encerrarão um curso de capacitação à distância para lidar com o assunto. A ação é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Senad.
O objetivo é formar profissionais capazes de abordar adolescentes já usuários de drogas e conscientizar aqueles que ainda não se envolveram com esse tipo de problema. Constam do treinamento também orientações sobre como lidar com uma constatação crescente: o consumo e eventualmente até o tráfico de drogas se dá dentro dos muros da escola.
O crescimento do números de profissionais treinados pelo MEC dá uma ideia da evolução desses problemas: em 2004, na primeira edição da capacitação, foram 5.000 educadores provenientes de mil escolas públicas do país. Neste ano, serão 25.000, de 4.658 unidades de todos os estados.
"A ainda há uma demanda reprimida de mais de 15.000 vagas", afirma Paulina, da Senad. "Precisamos preparar os professores para que eles saibam abordar o problema de drogas nas escolas, além de realizar o encaminhamento adequado para a rede de serviços de atenção a usuários e seus familiares".
De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, 57% dos jovens entre 12 e 17 anos consideram que obter drogas em "qualquer momento" é "muito fácil". Em 2001, 48,3% já tinham ingerido álcool; três anos depois, eram 54,3%. O consumo de maconha também subiu: de 6,9%, em 2001, para 8,8% em 2005.

Fonte: Veja.com

A preparação da criança para a adoção



Nossa amiga Letícia Godoy, colaboradora no assunto adoção, postou em seu blog sobre a palestra realizada no DF sobre o tema:

A palestra, iniciativa do Grupo de Apoio à Adoção Aconchego – DF, foi ótima e com várias dicas legais, principalmente para os que optaram pela adoção tardia e terão que passar pelo estágio de convivência que é fundamental. Os assuntos tratados foram: conhecendo a criança que será seu filho, a construção do vinculo afetivo, a separação do abrigo e o inicio do vinculo e do convívio familiar.

A palestra foi ministrada pela psicóloga Maria da Penha Oliveira da Silva, ela faz parte da equipe do Berço da Cidadania. o Berço da Cidadania é uma instituição da sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por missão promover ações de prevenção, intervenção e acompanhamento para assegurar a convivência familiar e comunitária a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco. Para ter acesso a livros e artigos do Instituto Berço da Cidadania clique aqui. Os livros e artigos estão em PDF e os títulos são:

A Excepcionalidade da Medida de Abrigamento;

Construindo o Abrigo como Espaço de Proteção;

Abrigo: espaço de proteção?;

O abrigo, o voluntariado, a informalidade e as reais necessidades da criança em situação de abrigamento;

Esperança;

Caminho de Casa: em busca de alternativas para reintegração familiar de crianças abrigadas.

Penha começou a palestra mostrando umas 3 cenas do filme “Ensinado a viver” que temos aqui na nossa lista de filmes, inclusive é o primeiro filme da lista.
Logo em seguida refletimos um pouco sobre as cenas mostradas e sobre os rituais de separação e construção dos vínculos familiares.

Quem são as crianças e adolescentes que adotamos?
São crianças e adolescentes que já vivenciaram rupturas e rejeições, vitimas de negligências, maus tratos e abusos.

Para a construção do novo vinculo é necessário dedicação – trabalho – esperança – amor
Precisamos considerar a separação da criança da família de origem. Pensar no tempo que ela viveu no abrigo e nos vínculos que foram criados lá.
A relação de confiança é algo a ser construído. O estágio de convivência é o tempo para conhecer, reconhecer, significar e ressignificar. O estágio de convivência tem que ser feito sem pressa, mas também nem tão demorado para que não se perca o investimento da família e da criança na formação do vinculo.
A Penha deu um exemplo muito interessante de como fazer uma aproximação com a criança ainda no abrigo, quando vamos conhecê-la mesmo, vou tentar escrevê-lo aqui:
Ela dirigiu-se a um rapaz presente e começou a perguntar: Qual o seu nome? Porque você está aqui? O que você gosta de fazer? O que gosta de comer???
Depois se dirigiu a esposa que estava ao lado e disse: Oi meu nome é Penha, eu gosto de tal lugar, eu faço tal coisa, eu gosto de tal cor...... e você?
Pena que aqui só tenho o recurso das palavras, mas se vocês tivessem tido a oportunidade de ver o exemplo, iriam notar que a segunda aproximação foi muito mais leve, diria, mais aconchegante.
A primeira é um bombardeio de perguntas a uma pessoa que não conhece você, a segunda você se apresenta e deixa o outro mais a vontade para falar dele também, assim deve ser a aproximação com a criança que você acabou de conhecer. Aproxime-se e fale de você antes de perguntar sobre ela, ela ficará mais segura e a vontade para conversar.
Faça tudo com bom senso, coloque-se no lugar da criança, fale com ela sobre apelidos, hábitos, gostos, brinquedos, brincadeiras...
Visite-a sempre no mesmo horário no abrigo, e cumpra isso. Por exemplo, às vezes a criança ainda é pequena, 2 anos, ela não tem noção de horas, então pergunte para as cuidadoras quais os horários das refeições (elas tem horários certos) aí combine com a criança que você voltará depois que ela almoçar ou depois que ela dormir à tarde, para que ela tenha essa previsão. Sempre cumpra o prometido, caso aconteça algum imprevisto ligue e peça que uma das funcionárias avise a criança (ou peça que a coloquem ao telefone para que fale diretamente) sobre um atraso ou que não poderá ir neste dia.

Passeios (as primeiras saídas dela com você da instituição)
Leve a criança para lugares simples, não tumultuados. Faça coisas do dia-a-dia com ela. Nada de apresentá-la para os demais familiares no primeiro momento. Lembre-se que é um passeio, mas também é o inicio da construção dos vínculos afetivos, então a criança tem que estar com você e com as pessoas que vão morar com ela.

Pernoite
Quando a criança for liberada para pernoitar em casa você já tem que ter um espaço para ela: uma caminha ou um quarto definido. Tenha um pijama, algumas roupinhas, brinquedo, escova de dente....ela já precisa saber que tem um lugar para ela naquela casa. E sempre lembrar que não é uma visita, é a construção da relação que está sendo estabelecida.

Construindo o elo (a ligação)
Período de convivência – ligação – construir

Nesse período pode-se construir alguma coisa com a criança: um caderno onde possa colar fotos que tiraram juntos, bilhetinhos, mensagens de ambas as partes e também da família extensa ou de amigos da família. O caderninho fica com a criança. Você pode dar outras coisas pra ela, um ursinho ou até mesmo algo seu para que ela tenha isso como uma ligação com você, que você volta, e que para ficarem juntos definitivamente é só uma questão de tempo, você não vai abandoná-la.

A Soraya contou que uma mãe deixou um cachecol dela com a criança. A Soraya achou interessante, cachecol é comprido, tem duas pontas, bem significativo como um cordão de ligação, diria até, um cordão umbilical. Não lembro se era menino ou menina, só lembro que ela contou que a criança não tirava o cachecol pra nada, podia estar o maior calor, as tias do abrigo dizendo para tirar que era quente, e nada a fazia tirar o cachecol rssss, achei isso lindo. É como se dissesse: “meus pais estão sempre aqui comigo, não sou mais sozinha”, achei lindo mesmo.
Passado todo este período de convivência começa a chegar o dia da despedida do abrigo, um momento muito importante para criança. Começa agora os rituais de separação. Separação do abrigo e o inicio da filiação propriamente dita.
Você pode fazer um calendário junto com a criança e deixar uma canetinha, ou estrelinhas e cola, para que ela vá colando todos os dias uma estrelinha até chegar o dia de deixar o abrigo, o dia que você vai buscá-la definitivamente para morar na sua casa, ou melhor, na casa de vocês a partir desse dia.

Rituais de despedida do abrigo
Não pode ser um dia igual aos outros, tem que ter valor, tem que ser diferente, tem que ter um ritual, um símbolo.
Se a criança já estuda, precisa saber qual o dia que irá embora do abrigo, para que ela possa despedir-se dos seus colegas e da comunidade que convive com ela.
Se ela tem uma madrinha afetiva esta também tem que ser avisada. Tinha uma senhora na palestra que adotou uma menina de 10 anos, a menina tinha uma madrinha afetiva enquanto estava no abrigo. Após a adoção ela permitiu que a madrinha continuasse tendo contato com a menina e mais que isso a convidou para ser madrinha de batismo da menina. Achei lindo também.
Pode fazer um lanche de despedida com os amigos do abrigo, mas nunca cantar parabéns, não é aniversário dela, para isso já tem um dia especifico onde deve ser comemorado como tal. E é uma despedida, é um dia feliz por um lado, porque ela irá para sua nova família, mas ao mesmo tempo também é um dia triste, onde ela deixa para trás todo o seu referencial de vida, de “família”. Mas um lanche com os amiguinhos não tem problema.
Foi passado também uma parte de um vídeo que mostra o dia da despedida da criança no abrigo, foi o trabalho de mestrado da Dirce que também é da equipe do Berço da Cidadania. Emocionanteeeee, quase desidratei. O vídeo mostrava uma menininha de mais ou menos 2 aninhos, ela ia ficar com uma tia biológica. A tia-mãe chega ao abrigo levando uma roupinha para que fosse colocada nela (muitos abrigos são pobres e as roupas são passadas de uma criança para outra e qualquer roupa a menos faz falta), outro simbolismo é a roupa da passagem mesmo. Quando temos filhos biológicos separamos uma roupinha bem bonita e especial para o dia da saída do hospital. Por que não fazer o mesmo com nossos filhos adotivos?

Voltando ao vídeo: a mãe chega com a roupinha e entrega para a cuidadora, a cuidadora pegou a roupinha e foi trocando na menina, ela se olhava acho que estava se achando bonita rsssss. A mãe se afasta e deixa que a cuidadora a leve pela mãozinha em todos os cômodos do abrigo para despedir-se dos amiguinhos. Ela entra no berçário e dá beijinho em cada um, os maiorzinhos vinham e davam beijo nela, um a um (ai gente já to aqui chorando de novo rsss). Depois de todos beijados foram para frente do abrigo, onde todas as cuidadoras se reuniram para a despedida. A menininha estava no colo da que cuidava dela. Ela deu um abraço e um beijo na menininha e o pai estendeu os braços para que ela fosse pro colo dele, ela olhou para a cuidadora, olhou para ele, e ele esperando pacientemente, o vídeo não e em português, mas ele dizia coisas como: “vem com o papai, vamos para a nossa casa, da tchau pra tia. Ela olha pra ele e estende os bracinhos para ir pro colo dele. A cuidadora visivelmente emocionada se afasta enquanto o pai diz pra ela “dá tchau, manda beijinhos e vai levando ela”. Vocês não têm idéia o tanto que chorei, acho que vou começar a levar lençol nas próximas palestras sempre tem algum vídeo que acaba comigo rsss.
Este é um exemplo de como pode ser feito o rito da despedida, simples, mas cheio de simbolismo. O respeito da mãe com a cuidadora, as despedidas das pessoas que eram queridas a criança, a paciência de esperar que ela se sentisse segura para ir embora com os pais. Combine com o abrigo o que pretende fazer para a despedida, combine com a cuidadora. A mãe precisa respeitar essas despedidas, deixar que a cuidadora explique para as crianças que aquela criança está indo embora para sua nova família, é um dia de perdas e ganhos.

O momento mais esperado: A chegada em casa

Nada de festa com toda a família extensa para receber a criança, esse será um momento de vocês (nosso rsss) com ela. As pessoas que devem estar em casa são só as pessoas que vão morar com ela, conviver com ela. Ela precisa ter claro na sua cabecinha quem é a família núcleo dela. Fazer festa com toda a família pode deixá-la assustada, perdida, sem saber quem é quem.
Nada de tirar a criança do abrigo e viajar, passear para lugares longes e movimentados, nesse momento o importante é ela sentir-se parte da família, no aconchego do novo lar. Vocês terão bastante tempo para viajarem juntos, deixe isso para um outro momento.
Quando ela chegar coloque a foto dela em um porta retrato junto com outras fotos que você tenha da família simbolizando a entrada dela na família.
Diga coisas para ela como: agora nós somos uma família completa, você faz parte da nossa família, estamos felizes com sua chegada, eu vou cuidar de você, você é meu filho(a)....
Depois num outro momento, após uma maior estabilidade na relação com a família núcleo aí sim faça uma recepção para os outros familiares, amigos, ela já estará mais segura para ser apresentada.
Evite deixá-la sozinha nos primeiros dias. Deixe-a segura com sua presença. É assim que os vínculos afetivos são construídos e começa a filiação.
Daqui para frente muito amor, dedicação, compreensão, respeito, paciência ...... cada criança tem seu tempo, mas você vai ver que chegará um momento que você vai sentir como se ela sempre estivesse ali, e não saberá mais como seria sua vida sem ela.

Fonte: Filhos Adotivos

Siamesas sem previsão de terem alta


Após seis dias da cirurgia que separou as siamesas Ana Lara e Ana Clara, o estado de saúde das meninas é considerado gravíssimo e grave, respectivamente. Elas são de Brasília e estão internadas na UTI do Hospital Materno-Infantil (HMI), em Goiânia, onde foram submetidas a cirurgia, no dia 14. Conforme informações do cirurgião-pediátrico Zacarias Calil, responsável pela cirurgia, não há previsão de alta.
As gêmeas nasceram unidas pela parede abdominal, com um único fígado e compartilhavam parte do coração. Calil informa que Ana Lara apresenta um problema cardíaco e insuficiência renal. Diante disso, a menina tem feito hemodiálise todos os dias. Ana Clara, que respira com a ajuda de aparelhos, já se alimenta por meio de sonda e, apesar de seu estado ser considerado grave, o cirurgião-pediátrico ressalta que ela está estável.
As meninas nasceram no Hospital Regional da Asa Sul no fim de janeiro e esperavam ganhar peso antes de ser realizada a cirurgia. Elas tiveram de ser separadas antes do previsto por causa dos ricos que uma das meninas corria. Médicos do Distrito Federal informaram que uma delas teria apenas 10% de chance de sobreviver.

Wanessa Rodrigues


Hoje

Drogas: o crack e os novos termos

(*Archimedes Marques)

Antes de adentrarmos nos fatos e nas conseqüências do uso do crack peço permissão à língua portuguesa para usar duas palavras chave do tema, que na verdade são inexistentes no nosso dicionário, quais sejam: crackudo e vacilão.
Crackudo é originário do termo crack que é uma droga sintética. A palavra foi recentemente criada pelo povo brasileiro para identificar o indivíduo que é usuário e viciado dessa droga, ou seja, crackudo nada mais é do que o consumidor do crack, aquele cidadão que adquire o produto para uso próprio.
Quanto a vacilão, tal palavra é originada do verbo vacilar que significa, dentre outros: não estar firme, cambalear, enfraquecer, oscilar, tremer, hesitar, estar irresoluto, incerto... Vacilão na linguagem popular nada mais é do que o indivíduo que não mede as conseqüências dos seus atos e tampouco se importa com o que lhe aconteça.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos citados. A droga é fumada pura, misturada em cigarro comum ou em cigarro de maconha.
O crack trás a morte em vida do crackudo, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.
Lançando um olhar no passado o crackudo vê o rumo errado que tomou. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba. O seu presente é só o crack: o crack como o senhor do seu viver, como seu dominador, como seu real transformador do bem para o mal, como destruidor da sua família, como aniquilador da sua vida, como o seu curto caminho para a morte.
Estamos, sem sombras de dúvidas, em aguda e profunda crise social, familiar e criminal relacionada a essa droga avassaladora e mortal. A população mostra-se atônita, indefesa e impotente com tal problemática. Até parece que apesar de todas as alertas feitas constantemente na mídia, as autoridades constituídas ainda não atentaram para esse gravíssimo problema que gera tantos outros em áreas diversas e que transforma tudo em malefícios.
O homem é o único animal racional existente na face da Terra, mas age, sem sombras de dúvidas de maneira irracional e gananciosa quando conscientemente fabrica o mal para o seu semelhante. Dentre todos os malefícios criados pelo homem para o homem, o crack está entre os primeiros colocados.
Basta o experimento de um único cigarro da pedra do crack para viciar o vacilão. A fumaça altamente tóxica da droga é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário. Com a falta dessa sensação ao passar o efeito da droga, logo o vacilão é compelido ao segundo cigarro e assim por diante até levá-lo a conseqüências irremediáveis vez que ele é capaz de matar e morrer para sustentar o seu vício.
Com o passar do tempo o crack causa destruição de neurônios e provoca ao crackudo a degeneração dos músculos do seu corpo, fenômeno este conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.
O crackudo pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é devastador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
Conclui-se assim que do mal nasceu o crack, que do crack surgiu o vacilão, que do vacilão gerou o crackudo, que do crackudo restou a morte.

(*Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela UFS)
archimedes-marques@bol.com.br

Referências bibliográficas e sites pesquisados:
AMORIM, Carlos. CV e PCC: A irmandade do crime. Rio de Janeiro: Record, 2003.
MAGALHÃES, Mário. O narcotráfico. São Paulo: Publifolha, 2000.
Dicionário Aurélio Buarque de Holanda/ Wikipédia, a Enciclopédia livre/ PT.wikipedia.org.br/

E-mail enviado pelo autor

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

JULGAR DIVULGAÇÃO DE PORNOGRAFIA INFANTIL DENTRO DO PAÍS É COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL


A competência para julgar processo envolvendo a divulgação de imagens pornográficas de crianças via e-mail que não ultrapassaram as fronteiras nacionais é da Justiça estadual. A decisão é da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que declarou o juízo de Direito da 3ª Vara Criminal de Osasco/SP competente para analisar ação penal contra W.M.D.S.J, denunciado pelo crime de atentado violento ao pudor contra a própria filha.
Segundo a denúncia, o acusado teria praticado atos libidinosos com a menor e repassado para outra pessoa, também residente no Brasil, as cenas pornográficas gravadas por meio de webcam. O processo tramitou regularmente no Juízo da 8ª Vara Federal de São Paulo. Entretanto, acolhendo tese da defesa, a juíza federal encarregada do caso declinou de sua competência e encaminhou o conflito de competência (tipo de recurso) para o STJ.
De acordo com o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do conflito, o simples fato de o crime ter sido cometido através da internet não atrai, necessariamente, a competência da Justiça Federal para julgar. Para tanto, é indispensável que estejam presentes algumas das hipóteses previstas no artigo 109 da Constituição Federal. Entre elas, a de que o crime tenha repercussão no exterior e vice-versa, ou seja, que tenha ocorrido no exterior, mas também reflita no Brasil. “Aos juízes federais compete processar e julgar: os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente” (CF, artigo 109, inciso V).
O ministro enfatizou que, nesse caso específico, não há qualquer indício de que foram ultrapassadas as fronteiras nacionais, pois o acusado teria repassado a mensagem eletrônica com conteúdo de pornografia infantil para uma outra pessoa também residente no Brasil. “Não há o que se falar, portanto, da competência da Justiça Federal para julgar a ação”, concluiu Napoleão Maia Filho.
A Terceira Seção acompanhou, por unanimidade, o voto do relator para conhecer do conflito negativo de competência e declarar a 3ª Vara Criminal de Osasco/SP competente para julgar o processo, em consonância com o parecer do Ministério Público Federal (MPF).

Fonte:http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=90539

Homens descobrem que foram trocados na maternidade há 26 anos no interior



Caso aconteceu em hospital de Catanduva, em São Paulo.
Teste de DNA confirmou troca, mas eles vão manter suas famílias.

Dois rapazes do interior de São Paulo descobriram esta semana que foram trocados na maternidade quando eram bebês, há 26 anos. A notícia foi um choque para as duas famílias, que moram em Catiguá, a 399 km da capital paulista, e Pindorama, a 378 km.
Daniel de Souza Santos é bem clarinho, quase loiro, de olhos azuis. Já os pais são morenos. Kléber Benedito da Silva é bem moreno, diferente dos pais, de pele e olhos claros. Os dois nasceram no mesmo dia, 1º de outubro de 1983, em um hospital de Catanduva, a 385 km de São Paulo.
A diferença entre as crianças e os pais sempre foi motivo de muitos comentários. Agora, com um teste de DNA, tudo foi esclarecido. “Disseram que o filho não era meu, porque ele era moreno. Senti humilhação”, contou José Olímpio da Silva, que criou Kléber.
“Falavam que eu tinha traído o meu marido”, disse Neuza dos Santos, que criou Daniel. Foi ela que se lembrou de uma pista importante que levou a identificação da troca. Ela diz que as enfermeiras trocaram as mantas, mas ninguém percebeu que os bebês tinham sido trocados.
Com a ajuda de amigos, ela e o marido chegaram à outra família. Os dois casais e os rapazes já se encontraram, mas não pretendem mudar de família. “Não vou querer mudar, nem eu nem o Daniel. A gente pode conviver, mas mudar não tem nem como”, contou Kléber, que é professor de Educação Física.
“Eu sou pai, sei como dói. Eu comentei com a minha esposa, se um dia acontecesse de minha filha ser trocada, eu não vou querer trocar não. Você pega um amor pela pessoa”, explicou Daniel, que é funcionário de uma usina.
Juntas, as duas famílias entraram juntas com uma ação de indenização por danos morais contra o hospital. A direção do hospital não quis comentar o caso.


G1

Escola usada para pornografia infantil


Seis indivíduos foram detidos, pela PJ, no âmbito de uma operação nacional contra a pornografia de menores. Uma escola foi um dos locais investigados pela Polícia, que fez buscas no Porto, em Coimbra, Leiria e em Lisboa .
O local onde a escola estava instalada não é conhecido, mas o JN sabe que a Polícia Judiciária (PJ), através da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo, que conduziu a operação, está a tentar perceber quem terá acedido ao site de pornografia infantil a partir dos computadores daquele estabelecimento de ensino.
Daí que as autoridades não saibam ainda se o autor da consulta seja um professor, um aluno, um funcionário administrativo ou um auxiliar, ou até mesmo alguém que tenha acedido ao computador de forma ilegal. No entanto, o computador onde a consulta foi realizada foi apreendido pela PJ, que está a realizar peritagens ao equipamento.
Ninguém foi constituído arguido naquele estabelecimento de ensino, que integrou uma das onze buscas realizadas em vários pontos do país, parte delas em residências, mas também em empresas e áreas públicas.
A operação envolveu 40 investigadores e permitiu detectar um conjunto de pessoas que usavam um site com origem no estrangeiro, especializado no acesso à pornografia de menores.
Não constituíam uma rede, mas as autoridades estão ainda a perceber se o grupo de indivíduos tinha alguma ligação entre si. Há suspeitas de que haveria pelo menos uma partilha de material associado à fotografia e filmes com actividade sexual com menores. Da mesma forma e neste sentido, foram apreendidos os discos rígidos de vários computadores, além de outros equipamentos que suportavam o armazenamento de ficheiros pornográficos.
Todos estes materiais vão ser agora sujeitos a peritagens, mas é ainda é cedo para perceber qual a origem exacta dos ficheiros que foram acedidos a partir do site com pornografia. Um dos elementos mais importantes será também perceber os dados de tráfego que suportavam as comunicações.
A investigação por parte da PJ decorria há 18 meses e surgiu na sequência de informação cedida pela Áustria, que detectou que indivíduos em Portugal estavam a consultar um site de pornografia infantil.
As autoridades deste país terão dado também informação a outros estados europeus, seguindo os protocolos europeus que enquadram o combate a este tipo de crime.
O site, no entanto, localizado e feito a partir do estrangeiro, não pode ser, no entanto, encerrado.


Justiça determina despejo da clínica de Abdelmassih


Por falta de pagamento de aluguel, a Justiça determinou ontem o despejo da clínica de Roger Abdelmassih do prédio (foto) da avenida Brasil com a Ruda Argentina, no Jardim América, uma região nobre de São Paulo e das mais valorizadas.
Instalada naquele local há sete anos, a clínica estaria com dificuldade para pagar o aluguel desde o começo da divulgação das denúncias envolvendo o especialista em reprodução humana assistida em crimes sexuais.
O Estadão de hoje informa que no dia em que o médico foi preso, em 17 de agosto, ele tinha uma reunião agendada com os proprietários do prédio para negociar uma redução de R$ 10 mil no valor do aluguel.
Com a prisão de Abdelmassih, a administração da clínica, agora de responsabilidade de Vicente, o filho do médico, não manteve o pagamento do aluguel em dia.
Os proprietários do imóvel – Jorge Zugaib, Maria Eurides Zugaib e a MZ Agropastoril & Comércio Ltda. – tiveram de recorrer à Justiça porque não estão conseguindo falar com Vicente para reclamar da falta de pagamento.
Maria Cecília da Silva Scuracchio, advogada dos proprietários, encaminhou o pedido de despejo à Justiça no dia 12 deste mês. A 28ª Vara Cível da capital determinou que os responsáveis pela clínica se manifestem.
Houve uma fuga de pacientes da clínica, que tem estado praticamente vazia.
A ação de despejo fortalece os rumores de que a clínica poderá fechar. Advogados de supostas vítimas do médico afirmam que a clínica poderá pedir falência para não ter de pagar indenizações que venham a ser determinadas pela Justiça.
No site da clínica, Vicente e sua irmã Soraya assinam comunicado no qual dizem que a “nossa clínica estará sempre de portas abertas para recebê-los”, [...] “seguindo todos os preceitos éticos e de alta qualidade.”


Zoo de Berlim apresenta dois filhotes negros de onça



Os mais novos habitantes do zoológico de Berlim, na Alemanha, são dois filhotes negros de onça, que atraíram muitos visitantes enquanto davam seus primeiros passos pela jaula.

Os animais nasceram no dia 17 de setembro, do casal de onças Kiara e Roberto.
Nos primeiros dias de vida, eles são completamente cegos e precisam ficar sob o olhar atento da mãe.
Os filhotes são negros como o pai, Roberto, que fica sozinho numa jaula ao lado, padrão que corresponde ao comportamento natural da espécie, terceira maior entre os felinos no mundo.
Grupos ambientalistas consideram que a onça é uma espécie ameaçada na América Latina.


BBC Brasil

Crise gerou 9 milhões de pobres na América Latina, diz Cepal


Um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) indica que a crise financeira internacional fará neste ano com que nove milhões de pessoas passem a viver em situação de pobreza na região.

O estudo, intitulado Panorama Social da América Latina 2009, diz que a pobreza na área aumentará neste ano 1,1% e a indigência, em 0,8%, em relação a dados de 2008.
Com isso, de acordo com as projeções da Cepal, o total de pobres na região saltaria de 180 milhões para 189 milhões, equivalente a 34,1% da população da América Latina ou a um Brasil inteiro.
Já as pessoas em situação de indigência passariam de 71 milhões para 76 milhões (13,7% da população do continente).
No relatório, a Cepal considerou em situação de pobreza pessoas que não têm renda familiar mensal suficiente para comprar uma cesta básica e também pagar por serviços básicos, e em situação de indigência quem sequer tem renda familiar mensal para comprar a cesta básica de alimentos.

Meta do Milênio
A Cepal alerta que estes dados mostram “uma mudança na tendência de redução da pobreza que vinha sendo registrada na região” nos últimos anos.
A secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, disse que tal tendência de redução só foi possível devido ao maior crescimento econômico regional, o incremento do gasto social e melhorias distributivas.
Bárcena ressaltou a “urgência de que a região (América Latina e Caribe) trabalhe num novo sistema de proteção social de longo prazo”.
“Não podemos dizer que deixamos perder as conquistas alcançadas entre 2002 e 2008. No entanto, este aumento da pobreza nos obriga a agir. Devemos repensar os programas de proteção social, com uma visão estratégica de longo prazo e medidas que possam aproveitar o capital humano e protejam o ingresso das famílias e grupos vulneráveis.”
Bárcena observou ainda que o aumento da pobreza atrasará na região o cumprimento da primeira Meta de Desenvolvimento do Milênio da ONU - erradicar a pobreza extrema e a fome até 2015.
O comunicado da Cepal não cita o Brasil, especificamente, mas diz que países que tiveram redução do Produto Interno Bruto (PIB) e aumento do desemprego, como o México, sofrerão maior incremento dos seus níveis de pobreza e indigência do que os demais países da região.
No caso do Brasil, este efeito seria menor, já que o impacto da crise internacional no PIB brasileiro foi menor do que o temido inicialmente.

Marcia Carmo
De Buenos Aires


BBC Brasil

David Goldman, procurando a custódia do filho do Brasil, vai depor em Washington


Robert Sciarrino / The Star-Ledger
David Goldman, que está lutando para ter seu filho, Sean, de volta do Brasil, fica em frente do Edifício Capital, em Washington DC, em julho, enquanto falava durante uma conferência de imprensa realizada pelo congressista Chris Smith. Um homem de New Jersey, que tem sido lutando nos tribunais brasileiros para conseguir a custódia de seu filho está programada para depor no próximo mês diante de um painel de direitos humanos do Congresso, em Washington.
David Goldman de Tinton Falls vem tentando recuperar o filho desde que sua mulher levou o menino, agora 9, para o seu Brasil natal há mais de cinco anos atrás. Ela já morreu, mas o menino continua com sua família.
Goldman E.U. e funcionários do governo dizem que o Brasil é obrigado pelo direito internacional para o regresso da criança.
O congressista de New Jersey, Chris Smith disse quinta-feira que Goldman será exibido antes a Tom Lantos Comissão de Direitos Humanos, em 2 de dezembro. O painel é nomeado em homenagem ao falecido congressista da Califórnia Tom Lantos, o único sobrvivente do Holocausto no Congresso dos Estados Unidos.

Justiça pune mais microtraficantes do que soldados de facções, diz estudo


Análise dos processos revela que 67% dos casos envolvem réus primários. Para pesquisa da UFRJ, ação da polícia não afeta os grandes traficantes.

A maioria dos presos por tráfico de drogas no Rio de Janeiro não tem ligação comprovada com as facções criminosas ou o chamado crime organizado, aponta um estudo apresentado ao Ministério da Justiça. A pesquisa, baseada em análises dos processos que chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), revela que a ação da polícia não atinge os grandes traficantes.
A pesquisa “Tráfico e Constituição”, realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade de Brasília (UnB), faz um levantamento da atuação da Justiça Criminal do Rio de Janeiro e do Distrito Federal no crime de drogas.
O estudo defende mudanças na lei brasileira sobre drogas e mostra que 88% dos condenados foram presos em flagrante portando pequena quantidade de entorpecentes, ou seja, eram os chamados microtraficantes.
Para os pesquisadores, em 2006 o Brasil aprovou uma nova lei contra drogas que eliminou a pena para os usuários, no entanto, para casos de tráfico a lei aumentou o tempo de prisão e, segundo eles, dificultou a aplicação de penas alternativas.
Os dados do estudo indicam que, no Rio de Janeiro, cerca de 67% dos casos de prisão por tráfico que chegam ao STJ envolvem réus primários, sem antecedentes criminais e sem vínculos com grupos criminosos.
A pesquisa conclui que as penas para traficantes são desproporcionais e não levam em consideração as diferentes categorias dos vendedores de drogas. Para os pesquisadores, a lei não é clara quanto à distinção entre usuários e traficantes.
“A atuação da polícia, nesse sistema, é ainda comprometida pela corrupção, que filtra os casos que chegam ao conhecimento do Judiciário. Este ciclo vicioso muito tem contribuído para a superlotação das prisões com pequenos traficantes pobres, e para a absoluta impunidade dos grandes”, relata o texto do estudo.

Flagrantes forjados
Coordenador criminal da Defensoria Pública, Denis Sampaio diz que o tráfico de drogas se tornou o termômetro da criminalidade. “Existe uma demonização em cima disso. E temos ouvido muitas queixas de flagrantes forjados pela polícia. O policial está ali para cumprir o papel dele, mas, como todo ser humano, existem os bons e maus profissionais. E sabemos que existem flagrantes abusivos”, afirma.
Para uma das coordenadoras do trabalho, a professora de Direito Penal e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Política de Drogas e Direitos Humanos da UFRJ, Luciana Boiteux, a lei é muito subjetiva.
“Hoje, quem mora em uma comunidade que tenha uma boca-de-fumo e não tem carteira assinada já é um suspeito em potencial de fazer parte do tráfico. É preciso separar o pequeno, o médio e o grande traficante. O aumento da pena não resolve o problema da violência. Os criminosos mais violentos, como aqueles que derrubaram o helicóptero da polícia, não estão entre os presos”, analisa a pesquisadora.
O grupo trabalhou em cima da aplicação do art. 33 da Lei n. 11.343/06 (tráfico de drogas) pelos juízes e tribunais do Rio de Janeiro. Foram analisadas somente as sentenças e não os autos completos do processo, já que a finalidade era analisar como os juízes aplicam a pena.
Dados de junho de 2006 mostravam que no Rio de Janeiro 5.297 pessoas cumpriam pena por tráfico de drogas, índice só inferior se comparado ao roubo qualificado, pelo qual 14.175 respondiam pelo crime.
De 730 sentenças condenatórias de primeira instância analisadas, 53,6% eram originárias do Rio de Janeiro. As outras 46,4% foram avaliadas pelo grupo de estudo da Universidade de Brasília sobre as varas criminais do Distrito Federal.
No Rio, de acordo com as apreensões relatadas nos processos, a cocaína está em primeiro lugar, seguida de maconha e do haxixe. O ecstasy aparece em 2,3% dos casos.
A pesquisa, que contou com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foi realizada entre março de 2008 e julho deste ano.


Pornografia infantil e o olhar do Outro


No mundo inteiro, a pornografia infantil eletrônica tornou-se uma nova modalidade de comunicação entre os usuários da Internet, atraindo adultos, jovens e crianças através dos enunciados sobre a pedofilia virtual. A dimensão eletrônica deste tipo de pornografia é reveladora de uma linguagem visual e imaginária, onde a expressão sexual do adulto é representada pela banalização da sexualidade infantil.
Isto significa que a tendência infantil da condição humana é freqüentemente convocada na pedofilia virtual, na medida em que a mensagem preconizada aponta para a idéia de que as crianças estão ao alcance das mãos (através dos olhos). A criança como objeto da libido corresponde a uma fantasia retroativa, que exprime "a pulsão sexual em seu estado nascente" (Anatrella 2001:199). Neste sentido, a imagem do pequeno corpo se assemelha com um brinquedo erótico apreciado pelos adultos que sentem atração sexual por crianças.
Além de registrar o abuso de crianças e bebês, a pornografia eletrônica é também uma forma rentável de exploração de meninas e meninos. Ela incentiva a prostituição infantil com fotos, DVDs e vídeos mostrando nus de adolescentes em poses eróticas. A atitude criminosa das pessoas que trabalham para as redes internacionais de pornografia infantil consiste, entre outras, em enganar e seduzir famílias que deixam os filhos posarem para fotos pseudo-artísticas.
É verdade que muitos internautas desavisados, quando se deparam com este material, ficam perplexos e horrorizados com as imagens de sexo explícito com a criança e procuram os canais competentes de denúncia. Entretanto, os que recorrem às imagens obscenas encontram um tipo de sensação e satisfação apenas auto-erótica, enquanto outros acreditam que podem - de fato - manter relações carnais com a criança. Ainda se sabe muito pouco sobre a influência da pornografia infantil no adulto; mesmo que possa reascender processos recalcados e mal resolvidos no indivíduo, dificilmente ficamos indiferente ao inusitado das cenas da pedofilia virtual, em particular porque elas registram o sofrimento real dos sobreviventes destas experiências.
Em razão disso, entidades sociais se mobilizaram e a produção de matérias nos jornais e TVs aumenta cada vez mais, oferecendo maior esclarecimento à opinião pública. Segundo uma pesquisa feita pela ANDI/IAS (2002), concernentes aos temas que envolvem a violência infantil, o noticiário nacional tem dado maior cobertura às modalidades da exploração e abuso sexual, com reportagens que se prendem mais à denúncias do que à busca de soluções. Quanto à pornografia infantil eletrônica, na avaliação da mídia e das entidades de defesa da infância, ela mereceu destaque porque expôs abertamente o traço sádico do adulto frente à criança.
Apesar do seu conteúdo ser bastante chocante para alguns, o que dizer das imagens de crianças sofrendo violências físicas que em geral, os jornais publicam na tentativa de denunciar as inúmeras modalidades de agressão.
Exemplo disso é a foto publicada na sessão Panorâmica do jornal Folha de S.Paulo (1/6/02), de uma criança de cinco ou seis anos de idade ameaçada por um homem com um furador de gelo. Ela chorava e demonstrava medo e desespero, enquanto ele, por sua vez, dominava a situação. A legenda da foto dizia: "criança tomada como refém chora após um homem ferir com um furador de gelo, em Manila (Filipinas); a criança morreu dos ferimentos e o seqüestrador foi morto pela polícia".
Do ponto de vista do olhar do leitor, ela é tão terrível quanto aquelas que registram cenas de bebês e crianças acorrentadas na cama, atestando o ato pedófilo.
Estes fenômenos, descontextualizados nos canais de comunicação, demonstram a confusão e a ambigüidade no modo como a "cultura das mídias" concebe o tema da infância (Santaella 1992). Quando o caráter sexual não comparece na fotografia, privilegia-se a mera exibição do horror pelo horror, deixando à margem a reflexão crítica do problema. Em síntese, a censura e a retirada de circulação da pornografia infantil é justificada em razão de haver não só o testemunho real da vítima, mas porque escancara uma versão do desejo perverso do pedófilo. Mas a aversão do olhar daquele que vê uma situação montada de sacanagem seria a mesma quando se trata da violência explícita.
Desta forma, cria-se uma atitude social de revolta diante da violência perpetrada à infância, onde a mobilização da opinião pública é baseada sob o ponto de vista da vingança desmedida e irracional. Com efeito, quanto à pedofilia virtual, a cidadania permanece desinformada no que tange às vicissitudes do desejo do pedófilo, seja pelo tabu do incesto e a vergonha social que inibem a investigação do tema, como pela dificuldade dos pais e educadores ao lidarem com as manifestações da sexualidade infantil.
É fato que a pornografia precoce deve ser combatida, porém, isto não resolve o problema, visto que a moral sexual civilizada tem a função de reprimir o caráter obsceno da fantasia sexual do pedófilo, deixando todos nós sem saber das causas das suas ações. O imaginário da pedofilia desvela, nua e cruamente, as vias perversas do desejo, exibindo um espetáculo infame, onde a criança é identificada como um objeto deflagrador do desejo do adulto.
A pedofilia ressurge na calada da vida cotidiana como uma perversão sexual, a ponto de interferir drasticamente no desenvolvimento infantil, provocando nas crianças traumas irreversíveis. A infância é convocada pelo adulto a assumir uma identidade sexual, visivelmente indicada nas imagens eletrônicas pornográficas. Este fenômeno, que é fruto da cultura moderna, se destaca como um sintoma do mal-estar da atualidade, ao mesmo tempo que é indicativo de uma patologia psíquica contemporânea.
Sua presença pretende legitimar a sexualidade perversa recriando na outra cena virtual a hegemonia da imagem com o intuito de produzir, no receptor, a fascinação e o supra-sumo do gozo. O que se vê é uma situação artificial encarregada de liberar a libido do cativeiro psíquico, "a fim de escapar da vida real, morna e impotente" do voyeur (Zizek: 2001). O "universo das delícias eróticas" (Birman: 2000) da pedofilia virtual desafia, pelo menos em tese, a ordem geracional da infância, da adolescência e da vida adulta. Conforme se pode ver, nas inúmeras reproduções de imagens de crianças bem pequenas aproximadas do órgão genital masculino, aquilo que jamais se havia visto deste jeito.
Para alguns, elas se tornam desejáveis porque - por definição - na estrutura edipiana o filho esta fora da cena do sexo dos pais, e justamente por isso as fantasias inconscientes da primeira infância servem para animar o imaginário da pedofilia virtual. Mas esta explicação psicanalítica não torna menos execrável tal prática, na medida em que não são as próprias crianças as que querem isso, e sim o adulto que ficou congelado na cena fantasiosa da relação sexual dos pais.

Bibliografia
Anatrella, Tony - A diferença interditada - sexualidade, educação, violência. São Paulo. Ed. Loyola, 2001.
Santaella, Lúcia - Cultura das Mídias. São Paulo. Ed. Razão Social, 1992.
Birman, Joel - Mal-estar na atualidade. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 2000.
Zizek, Slavoj - A fuga para o real. Caderno Mais, in FSP, 8/4/01.
Revista Infância na Mídia - 12º edição - março 2002.

FANI HISGAIL - Psicanalista e Dra em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. hisgail@uol.com.br


Adolescentes são condenadas por morte de brasileira que pulou de janela


A Justiça britânica condenou duas adolescentes pela morte, um ano e meio atrás, de uma jovem brasileira que se jogou de uma janela após "um prolongado período de agressões".

Segundo o processo, pouco antes de sua morte, no dia 17 de maio de 2008, Rosimeiri Boxall, então com 19 anos, havia sido a vítima de uma sessão de agressões físicas e verbais por Kemi Ajose, então com 17 anos de idade, e Hatice Can, de 13 anos à época.
Rosi, como era chamada por seus pais adotivos britânicos, havia sido abandonada pela mãe alcoólatra em um orfanato para crianças carentes no Rio de Janeiro, e adotada aos dois anos de idade pelo missionário Simon Boxall e sua esposa, Rachel, que viviam no Brasil.
O casal criou a brasileira ao lado de seus outro quatro filhos em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 2005, Simon e Rachel regressaram para a Europa, para, entre outras razões, prover uma melhor educação e mais oportunidades para Rosi.
Entretanto, em meio a dificuldades de adaptação e um sombrio prospecto de desempenho escolar, a brasileira abandonou a escola e , dois anos depois, a casa dos pais. O contato com os pais adotivos a partir daí foi descrito como "esporádico".
No relato apresentado ao júri, foi revelado que Rosi passou por diferentes endereços, vivendo ocasionalmente em uma quitinete providenciada pelo serviço de assistência social a Kemi no bairro de Blackheath, no sudeste de Londres. Foi nesse endereço que ela passou a sofrer intimidações e agressões.

'Abuso prolongado'
Horas antes de sua morte, durante uma discussão por causa de garotos que haviam conhecido na véspera, Rosi foi agredida a tapas e socos por Hatice e Kemi, que estavam sob efeito de vodca.
Os promotores exibiram aos jurados imagens feitas em um telefone celular por outro residente do mesmo abrigo para jovens, no qual Kemi bate em Rosi e puxa o seu cabelo, enquanto Kemi ri.
Segundo eles, Kemi borrifou spray desodorante no rosto de Rosi e socou a cabeça da jovem, que permanecia sentada na cama, passivamente. Ela também teve a blusa rasgada por Hatice.
Segundo os promotores, as jovens ameaçaram forçar a brasileira a beber água sanitária.
"Rosi saltou para a morte com medo de mais violência", disse o promotor, Roger Smart. "Ela pulou da janela da cozinha para escapar de um período de abuso verbal e físico prolongado."
Segundo os relatos, quando Rosi agonizava em decorrência dos ferimentos múltiplos que causariam sua morte, Hatice chegou a gritar "Bem feito, cadela!" para a vítima, jogando contra ela um telefone celular.
Após a morte da brasileira, a polícia chegou a prender Hatice e Kemi por suspeita de homicídio doloso - quando há intenção de matar a vítima. Depois, as acusações foram revistas para homicídio culposo, quando não há intenção premeditada.

Preço alto
As duas agressoras foram condenadas por homicídio culposo e serão sentenciadas no próximo dia 15 de dezembro. Enquanto isso, Kemi permanecerá no hospital psiquiátrico onde se encontra, e Hatice continuará sob custódia da autoridade local.
O detetive que coordenou as investigações, Bob Meade, disse que o caso mostra "o quão longe as vítimas de intimidações podem ir para evitar o seu tormento".
"(Rosi) pagou o preço mais alto por tentar fugir de duas intimidadoras mal intencionadas", afirmou.
Em um pronunciamento lido diante da imprensa após o julgamento, o missionário Simon Boxall disse que "continua a rezar pelas responsáveis pela morte de Rosi".
"Queremos que elas saibam que nós as perdoamos. Isto não significa que o que elas fizeram não tem importância. Uma vida é tão valiosa que só Deus pode nos ensinar o seu valor", declarou o reverendo.
Ele acrescentou que as duas agressoras "têm de enfrentar as consequências", mas que o casal deseja que o seu perdão "permita às garotas crescer e se tornar o tipo de gente que Deus gostaria".
"Ninguém pode machucar (Rosi) agora", disse o religioso.


Denúncia de pornografia infantil agora pode ser feita pela internet


Desde o dia 12, a Polícia Federal (PF) tem em seu site (www.pf.gov.br) um formulário para denúncias de pornografia infantil e pedofilia, genocídio e outros crimes que violam os direitos humanos. Qualquer pessoa que tenha conhecimento sobre sites que divulguem esses temas poderá entrar em contato com os órgãos responsáveis pela investigação. Segundo a PF, a inclusão da página no formulário é o método mais rápido, eficiente e anônimo de denunciar e excluir o conteúdo ilícito da internet. A rapidez no recebimento das denúncias vai permitir acelerar os procedimentos de identificação da autoria e preservação dos indícios dos crimes.
Na impossibilidade de uso desse serviço, a denúncia pode ser feita pelo Disque 100 ou o correio eletrônico denuncia.ddh@dpf.gov.br. A iniciativa da PF faz parte do Projeto Anjos na Rede, fruto de uma parceria entre a Polícia Federal, Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e a organização não-governamental Safernet. Em Pernambuco, só neste ano, a Superintendência da PF abriu cinco inquéritos para investigar crimes de pornografia envolvendo crianças e adolescentes pela rede mundial de computadores. O serviço já pode ser acessado no endereço http://nightangel.dpf.gov.br.
Origem – A ideia surgiu em 2008, durante o III Congresso Mundial de Enfrentamento de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no qual foi assinado um Termo de Cooperação que visava à criação da Central de Denúncias de Crimes Violadores dos Direitos Humanos na Internet.
Fonte: Agência Andi


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Brinquedos infláveis seguem sem regras


Mais de dois anos após a morte de duas crianças, em Curitiba, em um caso que chamou a atenção nacional para cuidados a serem tomados com brinquedos infláveis de grande porte, ainda não foram concluídos os estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para definir normas que tragam mais segurança aos pequenos que pulam e se divertem nesses brinquedos. Embora não haja previsão para a conclusão, os trabalhos não pararam e se encontram em fase de testes. “Essa regulamentação é muito importante. Toda regulamentação que venha proteger a criança é um grande avanço”, afirma a coordenadora de políticas públicas da ONG Criança Segura, Luiza Batista.
Em 16 de setembro de 2007, durante uma festa de confraternização dos funcionários da empresa Siemens, uma menina de oito anos e um menino de cinco morreram, e oito pessoas ficaram feridas após um castelo inflável ter sido arremessado por uma forte rajada de vento. Naquele ano, uma comissão presidida pelo vereador Tico Kuzma (PSB) foi formada na Câmara Municipal para estabelecer regras a serem cumpridas por fabricantes e locadores de brinquedos infláveis como medida de segurança.
A inexistência de uma normatização nacional fez com que os vereadores solicitassem à ABNT a condução de um trabalho para todo o país. Um documento europeu em vigor desde 2006 serviu como base para o comitê técnico formado para criar as futuras normas brasileiras. Sem previsão para que o documento seja publicado, a fase atual é de testes em brinquedos, prevista para estar pronta até janeiro de 2010. Depois de uma nova análise do texto, as normas passarão por uma consulta nacional. “O projeto ficará disponível no mínimo 60 dias em nosso site (www.abnt.org.br). Todo mundo que quiser pode fazer cadastro e mandar sugestões para a gente”, explica a coordenadora de programas de normatização da ABNT, Patrícia Roberta Barucco. Contudo, para que as regras tenham valor, ainda é preciso que sejam incluídas em leis e decretos municipais, estaduais ou federais.
Enquanto a normatização não é concluída, a coordenadora da ONG Criança Segura deixa recomendações para pais e locadores de brinquedos infláveis. Quem aluga e quem contrata o serviço deve estar atento às condições do brinquedo, se há o monitoramento de pessoas capacitadas durante o uso, ao local em que o brinquedo está, se é preciso fixá-lo no chão, e prestar atenção em como as crianças estão se divertindo. “Enquanto não temos a norma, é preciso ter um olhar de prevenção. A supervisão dos pais também é importante”, alerta a coordenadora.
Contudo, também é preciso saber como as futuras normas serão fiscalizadas. “É importante que tenha normas e fiscalização desde o fabricante, até para que possamos trabalhar tranquilamente”, considera o locador de brinquedos Amadeu Francisco Rocha. “Não adianta fazer normas sem cumprir. É preciso verificar. Ou vão esperar acontecer de novo para fiscalizar”, acrescenta.

Processo

O caso ocorrido há dois anos em Curitiba continua em andamento na Justiça, mesmo após a morte do proprietário da Casquinha Eventos, empresa responsável pelos brinquedos infláveis alugados para a festa. Gléssio Mussy Vilar, 54 anos, morreu de infarto em 22 de outubro de 2009. Agora, aguarda-se a definição de uma data para que testemunhas do dia do acidente prestem depoimentos. Tratar o caso como uma fatalidade é a estratégia de defesa do advogado Rafael Canzan para a empresa. “Aguardamos que o Simepar nos apresente qual era a previsão de tempo para aquele dia. Como, em princípio, não havia nenhuma previsão de vendaval ou temporal, fica difícil tomar precauções extras além do normal”, conta Canzan.

Jorge Olavo
Fonte: Gazeta do Povo

Comissão aprova Cadastro de Crianças Desaparecidas


Como foi aprovada pela CDH em decisão terminativa, proposta seguirá logo para sanção presidencial se não for apresentado recurso para votação em Plenário Nacional de Segurança Pública

Projeto que regulamenta o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos foi aprovado ontem pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O cadastro deverá reunir informações sobre menores cujo desaparecimento tenha sido registrado em órgão de segurança pública federal ou estadual.
Como foi aprovado em decisão terminativa, o projeto (PLC 60/09) será encaminhado logo à sanção presidencial se não for apresentado recurso para votação pelo Plenário do Senado.
Atualmente, cadastro com a mesma denominação é mantido na internet pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, mas sem a mesma abrangência de que trata o projeto.
O texto acolhido pela CDH estabelece que os recursos para o desenvolvimento, a instalação e a manutenção da base de dados sairão do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A forma de acesso aos dados e o processo de atualização e de validação das informações registradas serão tratados em convênio a ser estabelecido entre União, estados e Distrito Federal.
O relator do projeto na comissão, senador Gilvam Borges (PMDB-AP), destacou que a iniciativa tem o mérito de delegar ao Poder Executivo o estabelecimento das ações administrativas que irão concretizar o cadastro, mas deixando a regulamentação e a forma de operacionalização a critério dos convênios.
Por sugestão do relator, os senadores da comissão rejeitaram emenda oferecida pelo então senador Expedito Júnior (PR-RO) para que as imagens e informações sobre os desaparecidos fossem obrigatoriamente veiculadas pelas emissoras de televisão mantidas pela União, por cinco minutos diários, no mínimo.
A alteração faria o projeto voltar para novo exame na Câmara, atrasando sua vigência.
91339

Senador(es) Relacionado(s):
Cristovam Buarque
Gilvam Borges

Fonte: Jornal do Senado

14 anos de prisão para homem que fez da filha "escrava sexual"


A justiça francesa condenou um homem de 57 anos a 14 anos de prisão por violações sobre a filha mais velha de quem teve três filhos

Um homem de 57 anos foi condenado ontem a 14 anos de prisão por violações sobre a filha mais velha de quem teve três filhos, nascidos entre 1998 e 2001, em França e na Áustria.
Os jurados do tribunal penal de Tulle, no centro de França, seguiram os requerimentos do procurador que lhes pedira para condenarem "severamente" o acusado, "tendo em atenção o constrangimento moral de tipo sectário imposto por Patrick V. à filha, que se tornou na sua "escrava sexual".
Segundo o procurador, o acusado fizera da sua família uma "mini-seita" ao isolá-la do mundo" e "ao manipular mentalmente a filha" para a convencer dos benefícios da reprodução consanguínea.
Depois do nascimento dos três filhos, Sophie V., maior na altura dos factos e hoje com 35 anos, apresentou queixa contra o pai no final de 2005.
Como o código penal francês não reprime o incesto enquanto tal, o processo girava à volta da questão de saber se o acusado tinha exercido um constrangimento moral sobre a filha.
O advogado da acusação, Philippe Clarissou, pediu a absolvição afirmando não estarem reunidos os "elementos do constrangimento rural".
"Vós dizeis: este tipo é um patife. Talvez, sem dúvida, mas não é um violador", disse ele aos jurados.
O acusado repetiu hoje que "se alguma vez tivesse sabido que Sophie não consentia, nunca se teria passado nada".
Sophie V. contou ao tribunal ter passado anos sob o "jugo" do pai, ao ponto de fazer "tudo o que ele queria".
Depois de ter vivido como casal com o pai em França, onde nasceram os seus dois primeiros filhos, e depois ter ido com ele, em Janeiro de 2001, para a Áustria, onde nasceu o terceiro filho, a queixosa contou ter "reagido pouco a pouco" até poder regressar a França e apresentar queixa.

Fonte: Expresso PT

Uma estudante foi espancada na porta da escola até desmaiar



A violência foi registrada na saída no Bairro dos Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Imagens enviadas por um telespectador do SPTV mostram o espancamento da aluna

No meio de um grupo de estudantes, uma menina puxa o cabelo da outra. Começa a briga e as duas caem no chão. Com tantos socos, a garota de 14 anos desmaia. Enquanto alguns amigos tentam socorrer, outros se divertem com a cena.
“Está filmando isso aqui? He, he...”
A vítima foi levada para o hospital e não voltou mais à escola. Em nota, A Secretaria de Estado da Educação informou que a direção da Escola Estadual Pimentas vai conversar com as alunas para evitar que este comportamento se repita.
A secretaria disse ainda que distribui uma cartilha sobre bullying em todas as escolas da rede. Esse nome estrangeiro significa atitudes de intimidação e violência, sem motivo. Exatamento o que aconteceu em Guarulhos.

Fonte: G1

Comissão que investiga massacre de opositores na Guiné inicia trabalhos


Nações Unidas, 18 nov (EFE).- A comissão internacional encarregada de investigar o massacre de opositores perpetrada em setembro em um estádio de futebol da Guiné começou a realizar os trabalhos hoje reunindo-se com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
O porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que os três membros da comissão internacional nomeada por Ban no mês passado visitarão o país africano de 25 de novembro a 4 de dezembro.
"O secretário-geral lembrou na reunião que a comissão deve trabalhar de maneira independente na avaliação dos fatos e na recomendação de medidas para depurar responsabilidades", assinalou o porta-voz em uma declaração.
A missão esta liderada pelo ex-ministro de Assuntos Exteriores argelino Mohammed Bedjaoui, a ex-ministra burundinesa de Direitos Humanos Françoise Kayiramirwa e a advogada Pramila Patten das Ilhas Mauricio.
Os três contam com o apoio técnico do escritório da Alta comissária para os Direitos Humanos (ACDH) da ONU, Navi Pillay, que tem sua sede em Genebra, e ajudou a preparar a próxima visita à Guiné da comissão.
Segundo a oposição, soldados governamentais dispararam sem mediar palavra contra a concentração pacífica que se manifestava contra o regime militar que ostenta o poder desde 23 de dezembro do ano passado.
Além disso, membros das forças de segurança e militares estupraram várias mulheres e entre os feridos figuravam os ex-primeiro-ministros e líderes da oposição Cellou Dalein Diallo e Sidya Touré, que estiveram várias horas detidos e cujas casas foram saqueadas posteriormente, asseguraram os opositores. EFE jju/fk

Fonte:Último Segundo

Protesto no centro de SP pede adoção de cotas raciais nas universidades públicas

Foto: Glauce Machado/Divulgação

Manisfetantes fizeram aula pública em frente à Secretaria de Justiça.
Movimento entregou documento com reivindicações.

Cerca de 100 militantes de movimentos sociais, entre eles a União dos Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro), fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (19) no prédio da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo.
Do lado de fora do prédio da secretaria, foi organizada uma aula pública, que pretendia discutir a adoção de cotas nas universidades paulistas, entre outras reivindicações. O ato aconteceu na véspera do Dia da Consciência Negra.
Houve um pequeno tumulto entre integrantes do movimento e seguranças do prédio, que tentavam retirá-los do local. Uma comissão com representantes dos movimentos foi recebida pela Coordenadora Estadual de Políticas para a População Negra e Indígena, Roseli de Oliveira. Eles protocolaram uma representação com propostas e reivindicações em relação à educação. O mesmo documento foi, em seguida, entregue ao Ministério Público Estadual.


G1

Adolescente de 15 anos tem trigêmeas idênticas no interior de SP



Meninas nasceram em Ribeirão Preto na semana passada.
Jovem morava com o namorado e queria ser mãe.

Uma adolescente de 15 anos teve trigêmeas em Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, na semana passada. A menina já morava com o namorado disse que queria engravidar. Mas apesar de ter uma irmã gêmea, ela nunca pensou em cuidar de três filhas ao mesmo tempo.
As trigêmeas idênticas Vitória, Nicole e Maísa começam a se adaptar à vida fora da barriga da mãe, e já entraram para as estatísticas como caso raro. O médico Anderson Berezowski, professor da Universidade de São Paulo, explica que não é comum um embrião se dividir e formar outros dois na mesma placenta.
Mais incomum é isso acontecer com uma adolescente de 15 anos. “Feito o diagnóstico, nós começamos a acompanhar essa menina, as crianças eram proporcionais, de boa saúde, e ela evoluiu bem até próximo do parto”, disse o médico.
Com o olhar assustado e rosto de menina, Aline Freitas engordou 10 kg durante a gravidez e entrou em trabalho de parto antes da hora prevista. Ela precisou ser internada mais de uma vez. “Passei muito mal, só ficava no hospital”, contou a adolescente.
As trigêmeas nasceram de sete meses e precisam de cuidados especiais. Elas vão ficar no hospital até ganharem peso, e ainda não há previsão de alta. “Eu quero que elas estudem para ter um bom emprego”, disse a nova mãe.


G1

As opções de Lula no caso Battisti


O presidente Lula vai tentar achar novos argumentos jurídicos para evitar a extradição do militante italiano Cesare Battisti, autorizada ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de considerar ilegal a concessão do refúgio político a Battisti, dada em janeiro pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, o STF entendeu como comuns, e não políticos, os quatro assassinatos pelos quais o ex-terrorista foi condenado à prisão perpétua na Itália em 1988 (sua militância foi nos anos 1970, no movimento de extrema esquerda, chamado Proletários Armados pelo Comunismo). Apesar de o placar entre os ministros ter ficado em cinco votos a quatro a favor da extradição, o STF também decidiu que cabe a Lula a última palavra. Segundo a Folha (para assinantes), o presidente já teria acionado a Advocacia Geral da União para estudar uma saída jurídica para manter o ex-terrorista no Brasil. Uma delas seria alegar, segundo O Globo, questões humanitárias. Mas se não conseguir, deve mandar Battisti de volta para a Itália para não comprar briga com o STF. Até a decisão de Lula, o italiano fica preso.

Época


TJ nega liberdade para suspeita de sedar bebês


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou pedido de liberdade feito pelo advogado da técnica em enfermagem de Canoas, Vanessa Pedroso Cordeiro, suspeita de sedar crianças recém-nascidas no Hospital da Ulbra e presa no sábado. A decisão é do juiz da 1ª Vara Criminal de Canoas, Cristiano Vilhalba Flores.
O juiz considerou que o delito pelo qual a técnica é suspeita “demonstra-se grave, causando grande clamor público por atentar contra a vida de crianças recém nascidas, o que justifica a manutenção, por ora, da decretação da prisão”. Ele afirmou que não houve fato novo desde o despacho que homologou o Auto de Prisão em Flagrante. Para ele, “a decisão foi longamente fundamentada, apontando a prova da existência do fato e indícios de autoria, o que justifica a segregação provisória para garantia da ordem pública”.
Segundo o juiz, a necessidade de prisão provisória poderá ser revista. Na mesma decisão foi deferido o pedido de busca e apreensão na casa da técnica e determinado que a empresa UOL S.A. forneça as informações de acesso da conta de e-mail da suspeita. (AE)


Drogas causam 20% dos acidentes de trabalho no mundo, diz OIT

Cocaína e bebidas alcoólicas lideram no consumo de drogas no trabalho

Um em cada cinco acidentes de trabalho é provocado pelo consumo de drogas, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentado na Academia de Ciências Médicas de Bilbao, na Espanha.

A pesquisa, divulgada na palestra "Consumo de drogas, álcool e medicamentos no trabalho", indica que os setores profissionais com as maiores taxas de acidentes são os de relações públicas, comércio e construção.
O estudo se baseia na investigação de 38 empresas dos Estados Unidos, Europa e Ásia durante os últimos cinco anos.
"O antigo conceito do viciado jogado pela rua está completamente defasado. Neste momento, em todo o mundo, 67% das pessoas com algum tipo de dependência química estão integradas ao mercado de trabalho, e algumas com sucesso", disse na palestra o psiquiatra Jerônimo San Cornélio, presidente da Academia de Ciências Médicas de Bilbao e um dos autores da pesquisa.
De acordo com o relatório, entre 15% e 25% dos acidentes de trabalho diários ocorrem no local onde os profissionais exercem as atividades ou em "in itinere" (deslocamentos) pela impossibilidade de manter os reflexos.
Essa incapacidade de concentração e coordenação é provocada, dizem os especialistas, principalmente pelo consumo habitual de álcool, cocaína, maconha, heroína e remédios para controlar a ansiedade em profissionais numa faixa etária entre 20 e 35 anos.

Mulheres
Segundo o psiquiatra espanhol, três razões fundamentais induzem um profissional qualificado a manter o hábito de se drogar: a atração pela substância, a fisiologia de cada indivíduo e a pressão social.
"Numa sociedade onde pesa a ideia de que só os mais preparados alcançam o sucesso, uma pessoa com problemas de autoconfiança procura estímulos externos. Neste aspecto o consumidor acaba vítima de si mesmo."
Sobre o perfil do trabalhador viciado, os homens são maioria: 75% dos casos de acidentes relacionados com o consumo de drogas são verificados entre profissionais do sexo masculino e 25% do sexo feminino.
Mas o relatório da OIT indica que a diferença está diminuindo. Na década passada os homens eram 90% dos envolvidos, contra 10% de mulheres.
Entre as características que mais delatam problemas no ambiente de trabalho relacionados com o consumo habitual de drogas estão atitudes de nervosismo, irritabilidade, falta de concentração e excessivos pedidos de dispensa.
Segundo Jerônimo San Cornélio, "um trabalhador que se droga com frequência normalmente dobra a média de dias de licença".
O psiquiatra defendeu o sistema de algumas empresas que aplicam testes antidroga para funcionários que aspiram a altos cargos. "Todos somos livres para consumir o que quisermos, mas o lugar de trabalho envolve responsabilidade sobre os demais profissionais", disse.
Para o médico especialista em toxicomania, não há setores profissionais que escapem do âmbito do consumo.
Pioneiro no tratamento de médicos viciados, ele disse que "as drogas estão em todas as classes sociais" e que estejam, portanto, "em todas as (classes) profissionais é uma simples questão de lógica".


No Distrito Federal, mais de 60 mil adolescentes fumam habitualmente



Por Naíra Trindade
Os brasilienses estão acendendo o primeiro cigarro cada vez mais cedo. Dados da Secretaria de Saúde indicam que o hábito seduz uma parcela significativa da juventude. Dos 600 mil adolescentes (entre 14 e 19 anos de idade) do Distrito Federal, 11% fumam regularmente. O número preocupa o governo, que gasta R$ 144 milhões ao ano no tratamento de pacientes de câncer e outras doenças associadas à nicotina. A estimativa também adiciona novos elementos à discussão travada na Câmara Legislativa em torno do Projeto de Lei 1.127/2009. O texto prevê a extinção de fumódromos e demais áreas reservadas para fumantes em locais coletivos públicos e privados do DF.
O debate pode chegar ao fim na próxima terça-feira, quando o PL deverá ser apreciado pelos deputados. Enquanto isso, políticos, donos de comércios e clientes, advogados, estudantes e internautas (ver comentários) opinam sobre a proposta. Autor de uma emenda que permite o uso do fumo em fumódromos, o deputado Raad Massouh (DEM) argumenta que sua sugestão tem a vantagem de poupar os proprietários de estabelecimentos comerciais cuja freguesia seja tipicamente fumante.
“A emenda diz que mesmo ambientes abertos devem construir um fumódromo adaptado. Os comerciantes que não tiverem interesse, não permitirão que fumem lá dentro. E o cidadão ficará livre para escolher onde irá frequentar. Não se pode ser radical dessa forma”, argumenta. Mas, o alto custo da construção de um fumódromo — cerca de R$ 50 mil — preocupa o autor do projeto antitabagista, o distrital Dr. Charles Lima (PTB). “Os pequenos estabelecimentos não terão condições de se adaptar. Não sou contra o fumódromo, mas sou a favor da saúde pública.”

Trabalho de conscientização

Um movimento contra o tabaco formado por seis estudantes de publicidade reúne assinaturas em um abaixo-assinado para tentar combater o fumo em locais coletivos. Durante uma semana, os alunos montaram um estande no Instituto Superior Educacional de Brasília (Iesb) para conscientizar os universitários dos males causados pelo cigarro. “Conseguimos 400 assinaturas e ainda pretendemos percorrer outras instituições de ensino”, comenta a diretora do grupo, Lenice Lengruber, 22 anos.
A conscientização sobre os prejuízos parece dar resultados. De acordo com o coordenador do Programa de Controle ao Tabagismo no DF, Celso Rodrigues, o número de fumantes adultos no DF foi reduzido de 39%, em 1997, para 14%, em 2009. Entretanto, no mesmo período, o número de adolescentes fumantes se manteve estável redução. Para atingir essa faixa etária, a Secretaria de Saúde lançou, em agosto passado, uma campanha de combate ao fumo. Professores de todas as regionais de ensino estão recebendo treinamento para difundir, entre os alunos, os prejuízos causados pelo tabaco.

Perfil feminino

De acordo com o pneumologista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Viegas, é fundamental estudar o fenômeno do tabagismo sob viés de gênero. “Há uma ‘feminização’ do cigarro. O perfil do usuário no futuro será uma menina de 12 anos pobre. As mulheres, ao conseguirem a independência, mudaram seus comportamentos e estão bebendo e fumando como os homens. É necessário substituir essa cultura”, comenta. “A ideia de que o governo ganha muito com a indústria do tabaco na arrecadação de impostos é ilusória, porque ele acaba gastando muito também com o tratamento das doenças. O que ocorre é que a aparição delas não é imediata, vem 20 anos depois”, aponta. (NT)

Fonte: Correio Braziliense
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