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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quatro envolvidos com terrorismo pediram credenciais para a Olimpíada

Forças de segurança fizeram o maior exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas na estação de Deodoro neste sábado - Pablo Jacob / Agência O Globo

Órgão do governo federal já vetou 11 mil nomes, segundo ‘Fantástico’

RIO - O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), órgão do governo federal que faz o monitoramento dos pedidos de credenciamento para a Olimpíada, descobriu que 40 pessoas que querem vir ao Rio estão com alertas emitidos por agências de outros países. Quatro delas, segundo reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, têm ligação comprovada com o terrorismo. Todas tiveram as credenciais negadas e estão sendo acompanhadas por serviços internacionais de inteligência.

Os nomes, as nacionalidades e as acusações estão sob sigilo. O centro descobriu ainda que 61 brasileiros com mandados de prisão por diferentes crimes também pediram credencial para o evento.

Segundo o “Fantástico”, a Copa do Mundo no Brasil teve 350 mil pedidos de credenciais. Na Olimpíada de Londres, foram 450 mil. Já para Olimpíada do Rio, 460 mil pessoas solicitaram a autorização. O Ciant, no entanto, recomendou ao Comitê Rio-2016 que negasse credenciais para quase 11 mil pessoas, segundo Andrei Augusto Passos Rodrigues, coordenador Nacional de Segurança dos Jogos do Rio.

— Fizemos uma varredura em todos os bancos de dados nacionais e também no âmbito da cooperação internacional. Os países que fazem parte do Ciant são Estados Unidos, Espanha, França, Reino Unido, Argentina, Bélgica e Paraguai — contou o coordenador ao “Fantástico”.

MAPA DETALHADO DA CIDADE

Andrei Rodrigues disse que o Ciant dispõe de um mapa detalhado do Rio, no qual estão marcados com pontos vermelhos, por exemplo, os hotéis que irão receber os estrangeiros da família olímpica. Os consulados ganharam pontos verdes. A cor azul destaca os locais de competição, e os pontos amarelos, os locais de treinamento das delegações.

A Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania, e a Polícia Federal também desenvolveram um aplicativo para receber denúncias e compartilhar informações durante os Jogos.

— Vamos capacitar mais de duas mil pessoas, além dos 20 mil voluntários e daqueles que trabalham na rede hoteleira, no sistema de transporte público e em concessionárias de serviços públicos — disse Andrei Rodrigues.

Na semana passada, logo após o atentado em Nice, no Sul da França, autoridades brasileiras decidiram rever o plano de segurança para a Olimpíada. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, convocou a imprensa para dizer que a população terá de trocar “um pouco de conforto por muita segurança”. Segundo ele, diante do ataque em Nice, seria uma “monumental irresponsabilidade” se o Brasil não revisse os procedimentos de segurança.

O governo estuda ampliar as barreiras para afastar ainda mais os carros dos locais de competição e aumentar o número de revistas nas pessoas. Etchegoyen afirmou que o espectador poderá ter que passar por mais inspeções ou fazer caminhadas mais longas, por causa de vias interditadas. Um representante da Abin deve embarcar hoje para França, onde pretende obter mais informações do serviço de inteligência sobre o atentado. Anteontem, forças de segurança federais e estaduais fizeram o simulado de um atentado terrorista na estação de trem de Deodoro.

O general Etchegoyen disse que o presidente interino Michel Temer exigiu pressa nos novos planos. A reunião do grupo de segurança da Olimpíada, que acontece toda terça-feira, por exemplo, foi antecipada para hoje. O oficial minimizou a informação sobre um suposto plano de atentado do Estado Islâmico, envolvendo um brasileiro, contra a delegação da França durante a Olimpíada. A notícia foi divulgada pelo jornal francês “Libération”. O ministro do GSI disse que não há dados concretos sobre isso.

Uma das medidas tomadas na sexta-feira foi a deportação sumária do professor franco-argelino Adlène Hicheur, que trabalhava como pesquisador do Instituto de Física da UFRJ. Ele foi surpreendido em sua casa e levado pela Polícia Federal até o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, onde embarcou para a França. Hicheur foi condenado em Paris a cinco anos de prisão, em 2009, por ligações com terroristas. Hicheur estava no Brasil desde 2013.

MAIS RIGOR NOS AEROPORTOS


A partir de hoje, a inspeção de passageiros e bagagens nos aeroportos do país será mais rigorosa. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que procedimentos já previstos, como revista manual de bagagens de bordo na hora do embarque, serão intensificados com o objetivo de aumentar a segurança. Com as mudanças, o tempo de chegada às salas de embarque vai aumentar. As companhias aéreas já estão orientando os passageiros de voos nacionais para que passem a se apresentar para o check-in com uma antecedência de pelo menos uma hora e meia do horário da partida. A alteração no procedimento, que vale para os voos nacionais e internacionais em todos os aeroportos brasileiros, não tem prazo para acabar.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Brasileiro está entre feridos em atentado em Nice


Outros presenciaram atropelamentos: 'Pessoas caíam no meio da rua'

RIO — Pelo menos cinco brasileiros testemunharam a noite de terror, com pelo menos 80 mortos, na cidade francesa de Nice na noite desta quinta-feira. Eles relatam o medo e o caos que se instalaram na festa em celebração ao Dia da Bastilha, que até então estava em um clima alegre com a tradicional queima de fogos, quando um caminhão avançou sobre a multidão propositadamente.

Um deles, Anderson Happel, que mora na cidade francesa, foi um dos feridos pelo caminhão e disse ter tomado quatro calmantes e diversos analgésicos para aguentar a dor.

— Empurrei a minha irmã e, quando fui tentar correr, o para-choque bateu na minha perna esquerda e caí do outro lado. Todo mundo corria em pânico, chorando. Tinha muita criança morta e as mães pedindo a Deus para elas voltarem a viver. Vi muita gente morta, isso me deixou em estado de choque — relatou ao G1.

Segundo Happel, como os hospitais estavam lotados, ele terá que voltar hoje para saber a gravidade de seu ferimento. Ao Jornal Nacional, a jornalista brasileira Tarima Nistal, que estava perto do local onde ocorreu o atropelamento coletivo, disse que tentou se abrigar na cozinha de um restaurante:

— Depois de 15 minutos que a gente estava no restaurante foi uma correria, todo mundo se atropelando. Todo mundo foi pra dentro da cozinha. Mesmo as pessoas que estavam chorando e começaram a fazer silêncio, aquele silêncio do tipo ‘alguém está vindo’. A gente ficou meia hora na cozinha, e nessa meia hora teve outros alarmes falsos. De repente as pessoas começavam a correr duas, três vezes. Fiquei muito assustada, achando que eu ia morrer mesmo. Parece coisa de filme. Parece coisa de cinema. A gente espera o pior acontecer, a gente ali fechada espera que alguém vai abrir a porta e sair atirando. Era essa a sensação e agora continua essa sensação de desespero. Espero que isso passe

O médico brasileiro Mauro Mattos estava com a família em Nice e também falou ao JN:

— Assim que acabou a queima de fogos de artifício, a gente começou a ouvir um barulho grande e algumas pessoas pulando do calçadão para a areia da praia. Logo apareceu um policial e mandou todos se abrigarem. Eu e a minha família ficamos uns 30 minutos nesse local junto com outras pessoas no restaurante, quando saímos em direção ao carro, tivemos que andar por essa avenida onde tinha tido o atentado e infelizmente havia dezenas de corpos espalhados. Muita gente fazendo atendimento, ambulâncias passando. A gente via o nervosismo, todo mundo correndo, uma situação extremamente difícil, ainda mais com crianças.

Em depoimento à rede BandNews, a brasileira Camila Lara afirmou que não chegou a ver o caminhão na avenida que estava fechada à circulação de veículos, mas ouviu o tiroteio que se seguiu ao atropelamento.

— Corremos sem saber o que estava acontecendo. As pessoas estavam correndo no meio da rua, caindo no meio da rua.

Em entrevista à GloboNews, o brasileiro Bernardo Martins, que mora em Paris e chegou ontem a Nice, estava em um bar no momento do ataque:

— Ouvimos um barulho e vimos a multidão correndo. Depois dos fogos, a multidão se dispersou. Logo depois, o gerente do bar pediu para todo mundo entrar.

As causas do ataque não foram definidas ainda, mas testemunhas afirmam que o motorista sabia o que estava fazendo. Ele teria acelerado propositadamente sobre a multidão e, em seguida, começado a atirar, segundo uma das testemunhas.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

“Vocês não terão o meu ódio”. Francês que perdeu a mulher nos atentados de Paris escreve carta aos terroristas e emociona o mundo inteiro

Depois de ter a esposa assassinada no ataque ao Bataclan na última sexta (13/11), o jornalista francês Antoine Leiris publicou desabafo comovente no Facebook

A carta de um viúvo que perdeu a esposa nos ataques terroristas em Paris na última sexta (13/11) tem emocionado o mundo. O jornalista francês Antoine Leiris publicou um desabafo no Facebook na segunda-feira (16) e o depoimento já atingiu a marca de 168 mil compartilhamentos.

A emocionante carta fala, entre outras coisas, que os terroristas jamais terão o seu ódio e que ele e o filho, um bebê de apenas 17 meses, continuarão a viver, fortes e unidos.

Confira a carta de Antoine na íntegra:

“Vocês não terão o meu ódio.

Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho, mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.

Por isso, eu não vos darei esse presente de vos odiar. Vocês procuraram por isso, mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que fez vocês serem quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus conterrâneos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.

Eu a vi esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela vai nos acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que vocês nunca terão acesso.

Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar para vocês, eu quero juntar-me a Melvil que acorda de seu cochilo. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer a vocês a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio”.

Fonte: METROPOLES

sábado, 13 de outubro de 2012

Alunos de todas as escolas afegãs rezam por Malala Yousufzai


Estudante baleada por talibãs por defender o apoio ao ensino feminino teve a bala extraída da medula na última quarta-feira

HYDERABAD - Alunos de todas as escolas afegãs estão em vigília neste sábado, rezando pela recuperação da estudante paquistanesa de 14 anos, Malala Yousufzai, baleada na cabeça na última terça-feira por talibãs, por defender o apoio para a educação das mulheres.

— Cerca de 9,5 milhões de estudantes das 15.500 escolas e centros educativos do país oram por sua recuperação antes do início das aulas — disse o porta-voz do Ministério da Educação, Amanulá Aman.

A jovem defensora dos direitos das meninas no Paquistão está em estado grave depois que a bala que estava alojada perto de sua medula foi retirada, na madrugada de quarta-feira. Um porta-voz militar, o major Asim Saleem Bajwa, informou que ela continua inconsciente e respirando com ajuda de aparelhos, mas a quantidade de sedativos foi diminuída e, como resultado, ela apresentou movimentos nas mãos e nos pés.

O ministro da Educação afegão, Ghulam Faruq Wardak, também participou das homenagens a Malala em uma escola em Cabul.

Segundo Aman, o ministro assegurou que os estudantes afegãos fazem o mesmo caminho para a escola por onde Malala passava e se solidarizou com a dor de muitas estudantes que veem como os insurgentes atacam os centros de ensino.

Durante o governo talibã (1996-2001), o ensino feminino era proibido, decisão respaldada por uma interpretação fundamentalista do Islã. Neste período as mulheres deviam se ocupar unicamente das tarefas domésticas e cobrir seus rostos.

A presença de tropas internacionais no Afeganistão não impediu ataques dos talibãs a professoras, diretoras de colégio ou centros de ensino, sendo o último exemplo o de Malala, que foi baleada no transporte escolar a caminho de casa, na zona de Swat, região norte do Paquistão. A jovem adquiriu notoriedade há três anos, quando foi revelada sua identidade por trás de um blog, que durante meses relatou as atrocidades cometidas por talibãs paquistaneses proibindo a educação de meninas sob seu controle.

De acordo com o jornal “Express Tribune”, os médicos descartaram nas últimas horas que Malala sofra danos cerebrais e um porta-voz afirmou que as 48 horas seguintes à operação seriam fundamentais para a evolução de seu quadro.

O Globo

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Al-Qaeda confirma morte de Osama, ameaça ataques e promete áudio


Assassinato do líder é 'maldição' que vai perseguir os EUA, diz comunicado.
Grupo vai soltar mensagem gravada por ele uma semana antes de morrer.


A rede terrorista da al-Qaeda confirmou nesta sexta-feira (6) a morte de seu líder, Osama bin Laden, e prometeu vingança, mantendo seus ataques ao Ocidente, segundo o SITE, grupo norte-americano que monitora fóruns jihadistas na internet.

Em comunicado publicado online, a rede terrorista afirmou que a morte de Bin Laden é uma "maldição" que vai perseguir "os americanos e seus agentes".

A al-Qaeda prometeu também manter a "guerra santa" (jihad) contra americanos e seus aliados.

"O sangue do mujahedine xeque Osama bin Laden, Alá tenha misericórdia dele, tem mais valor para nós e é precioso demais para nós e para cada muçulmano para ser derramado em vão", acrescenta.

A declaração promete que os Estados Unidos e seu povo "jamais gozarão da segurança enquanto nosso povo na Palestina não usufruir dela".

O grupo também pediu aos paquistaneses que se rebelem contra o seu governo para "purificar" o país, após a "vergonha" da morte de Bin Laden ter ocorrido em seu território.

A rede também prometeu divulgar, em breve, uma mensagem em áudio gravada pelo terrorista uma semana antes de sua morte, com "felicitações e conselhos".

Até agora, a al-Qaeda não havia se manifestado sobre a morte do terrorista, em uma operação conduzida por militares americanos no Paquistão na madrugada da segunda-feira.

Militantes do Talibã e de outros grupos mostravam-se reticentes em confirmar a morte, devido ao que chamaram de falta de provas, criando uma série de "teorias da conspiração" dando conta que ele poderia estar vivo.

O governo dos EUA, por decisão do presidente Barack Obama, não mostrou fotos do corpo, que foi lançado ao mar logo depois da operação.

Documentos achados no complexo em que Bin Laden foi morto mostram que a rede planejava atentados para marcar os dez anos do 11 de Setembro, segundo a imprensa americana. Um alerta foi emitido pelo Departamento de Segurança Interna.


G1

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bin Laden não estava armado, mas resistiu à captura, diz Casa Branca


Bin Laden não estava armado, mas resistiu à captura, diz Casa Branca


O líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, não estava armado no momento em que forças especiais americanas invadiram o local onde vivia escondido, no Paquistão, disse nesta terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
Desde o anúncio da morte de Bin Laden, no domingo, o governo americano vinha afirmando que o líder da Al-Qaeda havia sido morto com um tiro na cabeça ao resistir à captura.

Segundo Carney, apesar de não estar armado, Bin Laden de fato tentou resistir.

“Havia a preocupação de que Bin Laden fosse se opor à operação de captura, e realmente ele resistiu”, disse o porta-voz, em entrevista coletiva em Washington. “Bin Laden foi então atingido e morto. Ele não estava armado.”

De acordo com Carney, várias outras pessoas presentes na mansão em que o líder da Al-Qaeda vivia – na cidade de Abbottabad, a cerca de 60 km da capital do Paquistão, Islamabad – estavam armadas e houve troca de tiros.

O porta-voz afirmou ainda que uma das esposas de Bin Laden confrontou as forças americanas e foi baleada na perna, mas não morreu.

Na segunda-feira, o principal assessor da Casa Branca para assuntos de segurança nacional e contraterrorismo, John Brennan, havia dito que a mulher fora morta ao ser usada como escudo por Bin Laden.

Fotos
Carney afirmou ainda que o governo está analisando se divulga ou não imagens do corpo de Bin Laden que, segundo ele, são “terríveis”.

“É razoável dizer que é uma fotografia terrível”, disse Carney. “Poderia (ter efeito) incendiária.”

Além do tiro que o matou, na cabeça, Bin Laden foi atingido posteriormente por um tiro no peito.

O governo americano diz que Bin Laden foi enterrado no mar, menos de 24 horas depois de sua morte, seguindo a tradição religiosa islâmica, e que exames de DNA e técnicas de reconhecimento facial teriam confirmado sua identidade.

No entanto, desde o anúncio da morte, feito pelo presidente Barack Obama em um pronunciamento na TV no fim da noite de domingo, os Estados Unidos têm sido pressionados a divulgar imagens do corpo do líder da Al-Qaeda.

O temor da Casa Branca é de que a divulgação das imagens possa inflamar ainda mais os apoiadores de Bin Laden no Paquistão e em outros locais, que já prometeram lançar novos ataques contra os Estados Unidos.

Paquistão

As forças americanas recolheram documentos, DVDs e computadores do esconderijo de Bin Laden, e uma força-tarefa foi criada para analisar o material. Segundo Brennan, o material pode dar pistas que levariam ao número dois da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri.

Os Estados Unidos também buscam mais informações sobre o tipo de apoio que Bin Laden pode ter tido para se esconder no Paquistão.

O governo americano estaria pressionando o país asiático a explicar como Bin Laden permaneceu tanto tempo escondido em seu território sem o conhecimento das autoridades.

Na segunda-feira, Brennan já havia dito que é “inconcebível” que Bin Laden não tivesse um sistema de apoio no Paquistão.

Em uma entrevista à revista Time divulgada nesta terça-feira, o diretor da CIA (a agência de inteligência americana), Leon Panetta, disse que os Estados Unidos descartaram informar o Paquistão sobre a operação para capturar Bin Laden por temor de que isso colocasse a missão em risco. “Eles poderiam alertar os alvos.”

Nesta terça-feira, Carney descreveu a relação entre Estados Unidos como “importante e complicada”.

“Nós estamos trabalhando muito duro nessa relação, é uma relação importante e complicada que foi testada de diversas maneiras ao longo dos anos e mesmo neste ano”, afirmou.

Carney disse ainda que a morte do líder da Al-Qaeda não deverá afetar os planos dos Estados Unidos de retirar suas tropas do Afeganistão. O início da retirada está previsto para julho.



BBC Brasil

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bin Laden usou uma de suas esposas como escudo humano


Washington - Uma das esposas de Osama Bin Laden morreu durante a ação que acabou com a morte do líder da Al-Qaeda na noite deste domingo. Segundo informações do governo americano, ela foi usada como escudo humano por um dos combatentes para proteger Osama.

A operação tinha sido cuidadosamente planejada, mas os soldados do grupo de operações especiais da Marinha americana (Seals) que entraram no complexo não sabiam como seria o interior da residência, nem a quem encontrariam exatamente. Bin Lade estava armado e foi morto durante uma troca de tiros.

Durante a operação também morreram um dos filhos adultos do dirigente da Al Qaeda, seu mensageiro de confiança e o irmão deste.

Em entrevista coletiva, John Brennan, conselheiro do presidente americano, declarou que os serviços de inteligência americanos buscam agora determinar exatamente que tipo de apoio Bin Laden teria recebido e examinarão o conteúdo da residência onde o terrorista foi encontrado, mas ressaltou que o importante é "a qualidade, não a quantidade" dos indícios.

Ele indicou que, embora a CIA tivesse cada vez mais certeza de que era Bin Laden que vivia no complexo, os indícios eram apenas circunstanciais, mas Obama concluiu que havia confiança suficiente para ir adiante.

Obama anuncia a morte de Bin Laden
Inimigo público nº 1 dos EUA, o terrorista Osama Bin Laden foi morto por forças americanas, neste domingo, no Paquistão. Segundo informações do governo americano, o terrorista, chefe da Al Qaeda, foi morto dentro de uma mansão. O anúncio oficial da morte de Bin Laden foi feito no início da madrugada desta segunda-feira pelo presidente Barack Obama, que fez pronunciamento à nação. Os americanos festejaram a morte do terrorista em frente à Casa Branca.

O líder da rede terrorista Al Qaeda foi morto com um tiro de um dos cerca de 20 militares da Marinha dos Estados Unidos que invadiram, de helicóptero, sua mansão de alta segurança em Abbottabad, a cerca de 50 km da capital paquistanesa Islamabad. A operação durou 40 minutos e deixou ainda um dos filhos de Bin Laden, uma mulher e dois homens mortos. O corpo foi enterrado no mar, em lugar desconhecido. Nenhum militar americano ficou ferido.

Osama Bin Laden é o responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque e destruíram o prédio do Pentágono, em Washington, matando mais de 2 mil pessoas. A facção criminosa de Bin Laden também assumiu a autoria de outros ataques, na Europa.

Após a confirmação da morte de Bin Laden, todas as bases militares e representaçõs diplomáticas americanas ao redor do mundo foram postas em alerta, temendo represálias terroristas.

Em seu pronunciamento, Obama disse que a operação que culminou na morte de Osama foi planejada cuidadosamente durante muito tempo. “A todas as famílias que sofreram com os ataques da Al Qaeda, podemos dizer que a justiça foi feita. Deus abençoe a América”, disse Obama.



O DIA ONLINE

Exames de DNA confirmam morte de Bin Laden


Material genético foi comparado com o de parentes do terrorista, disse fonte.
Segundo autoridade, ex-mulher do líder da al-Qaeda reconheceu o corpo.


Os exames de DNA confirmaram que o líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, era a pessoa morta em uma operação de forças americanas no Paquistão, informou uma fonte do governo dos Estados Unidos.

Sob condição de anonimato, uma autoridade da inteligência dos EUA disse a repóteres que os exames confirmou com 100% de certeza de se tratar de Bin Laden ao ser comparado com o de parentes do líder da al-Qaeda. Uma mulher que se acredita ter sido esposa de Bin Laden também teria reconhecido o corpo, segundo a mesma fonte.

Os Estados Unidos agora estão revisando uma grande quantidade de material apreendida no complexo paquistanês onde as forças norte-americanas mataram Bin Laden, disse a fonte.

"Esse material está sendo explorado e analisado, e uma força-tarefa será criada pela CIA devido ao volume de material apreendido no local da operação", afirmou.

Uma outra autoridade dos EUA disse mais cedo nesta segunda que exames iniciais de DNA mostravam uma 'correspondência muito confiável' com o líder da Al Qaeda.

Pronunciamento
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou em pronunciamento na TV na madrugada desta segunda-feira (2) a morte de Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que mataram cerca de 3.000 pessoas.

De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército norte-americano em parceria com o governo do Paquistão, que localizou o terrorista -que tinha entre 53 e 54 anos- durante a semana passada.

O diretor da CIA, Leon Panetta, disse que a rede terrorista da al-Qaeda deve "quase certamente" tentar vingar a morte de Bin Laden.

"Apesar de Bin Laden estar morto, a al-Qaeda não está", disse o diretor da principal agência de espionagem dos EUA. "Os terroristas quase certamente vão tentar vingá-lo, e nos devemos -e vamos- permanecer vigilantes e resolutos."

Sigilo

A operação, sigilosa, foi executada na noite de domingo (madrugada de segunda no horário afegão) por um comando especializado da Marinha dos EUA. Um pequeno grupo de soldados conseguiu matar Bin Laden em uma fortaleza na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital paquistanesa. A TV americana ABC mostrou imagens do interior do complexo.

A operação foi feita exclusivamente pelas forças americanas, segundo a chancelaria paquistanesa. Um funcionário dos EUA argumentou que isso ocorreu para preservar o sigilo necessário à operação.

Houve troca de tiros durante a ação, mas, segundo Obama, nenhum militar americano ficou ferido na operação e cuidados foram tomados para que nenhum civil fosse ferido.

Quatro helicópteros teriam sido usados na operação. A mansão fortificada ficou em chamas após o atentado.

Um oficial de Segurança Nacional disse à agência Reuters que a missão da equipe era matar, e não capturar Bin Laden.

'Justiça'
"Foi feita justiça", disse Obama. "Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da al -Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças."

Segundo o presidente -que já lançou sua campanha à reeleição em 2012-, o corpo do terrorista está em poder das autoridades dos EUA.

Fontes do governo confirmaram que o corpo foi sepultado no mar, conforme o que seria o costume islâmico.



G1

Bin Laden é morto em operação de 40 minutos


RIO - O líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, mentor dos atentados de 11 de Setembro, foi morto no domingo no Paquistão, com um tiro na cabeça, numa operação de 40 minutos comandada diretamente pela Casa Branca, com apoio paquistanês. O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista mais procurado do mundo em um pronunciamento no fim da noite. Militares americanos ficaram com o corpo de Bin Laden sob custódia. Segundo o "New York Times", o corpo do terrorista foi levado para o Afeganistão e depois sepultado em alto mar, seguindo as tradições muçulmanas.

O governo americano está fazendo testes de DNA com os restos mortais de Osama bin Laden e usou técnicas de reconhecimento facial para ajudar em sua identificação, disse um porta-voz dos Estados Unidos nesta segunda-feira. O resultados devem estar disponíveis nos próximos dias.

- Em noites como esta, podemos dizer que a justiça foi feita - afirmou Obama.

O presidente americano frisou que "os Estados Unidos não esqueceram seus mortos" e que sua guerra é contra o terror, e não contra o islamismo.

O principal líder da organização terrorista al-Qaeda foi morto num complexo residencial na localidade de Abbottabad, próximo à cidade de Islamabad. O anúncio oficial de sua morte foi feito no domingo às 23h35m (0h35m no horário de Brasília) por Obama, em um pronunciamento na TV direto da Casa Branca. Uma hora antes, a morte já era anunciada pela mídia americana, citando fontes do governo americano.

- Foi um trabalho muito duro, muitas famílias tiveram que pagar um preço alto, mas esta noite elas viram o resultado - disse o presidente, conclamando os americanos a retomarem o sentimento de união demonstrado após os ataques terroristas de 2001.

Obama revelou que informações de maior credibilidade sobre o paradeiro de Bin Laden haviam sido coletadas pelos serviços de inteligência no início do mês de agosto. Há uma semana, o governo avaliou que tinha dados suficientes para que uma operação fosse deflagrada. Segundo o presidente, um pequeno grupo de soldados atacou o esconderijo, e o combate de 40 minutos resultou na morte do líder terrorista, sem vítimas pelo lado americano. Seu corpo foi colocado sob custódia das forças dos EUA. Segundo informações divulgadas, outras quatro pessoas também foram mortas junto com o líder terrorista, inclusive um dos filhos de Bin Laden e uma mulher que serviu de escudo humano. Segundo a rede CBS, duas mulheres e quatro filhos de Bin Laden foram capturados durante a operação.

O presidente ressaltou que os EUA não estão em guerra contra o Islã, afirmando que Bin Laden não era um líder religioso muçulmano, mas sim "um assassino em massa", responsável pela mortes de um grande número de muçulmanos.

De acordo com altos funcionários do governo, investigações mais aprofundadas sobre a possível localização de Bin Laden começaram em setembro do ano passado. Em março e abril deste ano, a CIA forneceu um dossiê mais completo à Casa Branca, e Obama deu sinal verde para que a operação fosse levada a cabo.

Antes de falar à nação, Obama telefonou para os ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton. Bush, que estava na Presidência no momento dos atentados de Nova York, considerou a morte de Bin Laden "uma vitória para os EUA".

REAÇÃO: A repercussão da morte entre líderes e políticos dos EUA e do mundo

Diante da Casa Branca, uma multidão se reuniu mesmo antes do anúncio presidencial, exibindo a bandeira nacional americana e celebrando a esperada, histórica e simbólica vitória sobre o arquiteto dos atentados em Nova York, ao Pentágono, em Washington, e ao avião na Pensilvânia que causaram a morte de quase 3 mil pessoas. Além dos ataques que derrubaram as Torres Gêmeas e chocaram o mundo, Bin Laden era também acusado por comandar dezenas de outros atentados, incluindo as explosões em duas embaixadas americanas na África, em 1998.


O Globo
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