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terça-feira, 28 de junho de 2016
domingo, 15 de novembro de 2015
Fotojornalista Sebastião Salgado propõe fundo para recuperação do Rio Doce
A região é onde está sediado a organização não-governamental (ONG) Instituto Terra, criado por ele e a mulher Lélia Wanick Salgado, para recuperação de área vegetal e, principalmente, nascentes degradadas. O Instituto fica no município mineiro de Aimorés, onde Salgado nasceu.
Durante a semana, no perfil do Instituto Terra, no Facebook, vários internautas cobraram um posicionamento do fotojornalista sobre a tragédia. Hoje, Salgado está radicado na França. “Instituto Terra. Nenhum comentário sobre o desastre no rio Doce? Vamos ter mais um livro sobre as misérias?! Ou nem isso? Vocês são um instituto de preservação, são patrocinados por uma mineradora (!!) que é no mínimo responsável por 50% de tudo que está acontecendo. E não vão falar NADA????????”, questionou um dos internautas.
Outro internauta disse que o pronunciamento de Sebastião Salgado, “sobre algo que se confunde com a própria biografia dele, teria uma repercussão significativa nesse momento”. Para uma internauta, era “estranho o silêncio do Instituto Terra, sobre a destruição, provavelmente total, do Rio Doce”, mesmo quase dez dias após o acidente.
Sebastião Salgado deve permanecer no Brasil até a próxima semana. Está prevista a ida do fotojornalista até Aimorés. No final da tarde desta sexta-feira, a assessoria de comunicação do Instituto publicou nota no perfil da rede social e no site da ONG.
Acompanhe a íntegra do texto:
“COMUNICADO SOBRE O RIO DOCE"
Autor: Comunicação - 13/11/2015
Solidário a todos os atingidos pelo rompimento das barragens de rejeitos no município de Mariana, em Minas Gerais, em especial aos familiares das vítimas, o Instituto Terra entende que o momento exige ações urgentes dos poderes constituídos, no sentido de minimizar o sofrimento da população envolvida e dos impactos causados ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que deve atuar na responsabilização das empresas envolvidas, de acordo com a legislação brasileira, no sentido de efetivar a integral compensação pelos danos causados.
Durante toda a sua existência, o Instituto Terra pautou-se pelo verdadeiro sentido da palavra sustentabilidade, buscando ser interlocutor, mediador dos conflitos locais, mas também apresentando soluções técnicas efetivas para promover o equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente.
Diante do acontecido, o Instituto Terra imediatamente mobilizou todo o seu corpo técnico na elaboração de um projeto para recuperação do Rio Doce. A proposta prevê a criação de um Fundo com recursos financeiros subsidiados pelas empresas responsáveis pelo desastre, que possibilite, além da recuperação de nascentes, absorver todos os investimentos e ações destinados à reconstrução das condições ecológicas, bem como gerar recursos contínuos para projetos sociais, econômicos e de geração de emprego e renda em toda a região que constitui essa bacia hidrográfica.
O fundo deve permitir a criação de um patrimônio perpétuo para promover uma grande transformação no Vale do Rio Doce, saindo de um quadro de intensa devastação para um ambiente equilibrado, desenvolvido e produtivo.
O projeto já foi discutido com os Governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, bem como com o Governo federal. Cofundador e Vice-Presidente do Instituto Terra, Sebastião Salgado tratou do tema diretamente com a presidente Dilma Rousseff, na manhã desta sexta-feira (13 de novembro), em Brasília, que se mostrou empenhada e favorável à iniciativa, e assumiu o compromisso de criar um comitê para negociar com as empresas responsáveis pelas barragens de Mariana.
Além do Governo federal e dos Governos Estaduais, o plano para recuperação do Rio Doce deve envolver os governos municipais, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, para pleno direcionamento dos recursos e tecnologias a serem empregados na região.
Já sabíamos que restabelecer a vida do Rio Doce seria um processo difícil e de longo prazo. Agora, exigirá mais empenho e urgência nas ações, bem como uma aprendizagem ambiental compartilhada com a sociedade.
Mais do que nunca, o resgate do Rio Doce, destruído ecologicamente pelo desastre, passará por medidas de recuperação de todas as nascentes da bacia, para garantir uma maior produção de água, bem como a reconstituição das matas ciliares e das reservas legais, para evitar a sobreposição e acúmulo de mais resíduos, assim como o fortalecimento de um modelo agroecológico de produção rural. Somadas a outras ações socioambientais e de monitoramento, de toda a cadeia produtiva, em especial a industrial, acreditamos que será possível alcançar o pleno restabelecimento da região.
O Instituto Terra reafirma seu compromisso com a missão de replantar a Mata Atlântica e trazer de volta a vida, a água, ao Vale do Rio Doce, com projetos conectados e voltados diretamente para a promoção do desenvolvimento pleno de um Vale que há anos sofre com os efeitos da degradação ambiental”.
Fonte: hojeemdia
sábado, 5 de setembro de 2015
DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO
Movimento Mundial Setembro Amarelo estimula prevenção do suicídio
Ação busca a conscientização da população a respeito do problema de saúde pública que mata 1 brasileiro a cada 45 minutos
Se outubro é o mês pela prevenção do câncer de mama, representado pela cor rosa, e novembro é pela prevenção de doenças masculinas, com a cor azul, Setembro Amarelo é um movimento mundial para conscientizar a população sobre a realidade do suicídio e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos. De cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.
O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelo menos o triplo disso tentou tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio.
Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para seu aumento. Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV, entidade que atua gratuitamente na prevenção do suicídio há 53 anos, “as pessoas que tentam suicídio pedem ajuda, mas, normalmente, não são compreendidas. Deixar de falar sobre o assunto só colabora para esse distanciamento social”, comenta. “O assunto suicídio deveria fazer parte, de forma muito natural, da roda de amigos, nas escolas, casas religiosas e dentro das casas”, complementa.
O movimento Setembro Amarelo é estimulado mundialmente pelo IASP – Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio e consiste em iluminar ou sinalizar locais públicos com faixas ou símbolos amarelos.
No Brasil, uma das instituições que está trabalhando pela causa neste ano é o CVV. Os 70 endereços do CVV em todo o país vão colocar uma faixa amarela na sua fachada, e seus voluntários buscam o apoio de municípios, estados e da federação para iluminar ou identificar monumentos e prédios públicos durante todo o mês de setembro.
10 de setembro é Dia Internacional de Prevenção do Suicídio - definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
Como ajudar
Para colaborar, qualquer pessoa pode iluminar ou identificar a fachada de uma casa ou prédio, promover motoata (passeio de motos) com balões, fitas ou panos amarelos, caminhadas com camisetas amarelas ou outras ações que impactem a população. Todos que mandarem fotos de suas iniciativas para a fanpage do CVV (https://www.facebook.com/cvv141) poderão ver o material compartilhado no Facebook. Algumas dessas fotos serão enviados ao IASP que vai reunir as principais ações ao redor do mundo.
Ação na Cidade de São Paulo
Dia 10 Setembro de 2015 - Horário 20 horas
3 ª Caminhada Noturna pela Valorização da Vida
Saída : Em frente ao Teatro Municipal de São Paulo
FONTE: CVV Comunidade São Paulo
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Mãe sofre graves queimaduras, mas salva três filhos de incêndio em São Paulo
Na madrugada do último dia 3 de maio, Marcela Reis, moradora da Granja Viana, em São Paulo, dormia em seu quarto com a filha caçula Gaia, de 1 ano e 8 meses. Os dois mais velhos, Damião, 6, e Samuel, 10, dormiam em outro cômodo – todos no andar de cima do sobrado. Por volta das 5h15 da manhã, os vizinhos acordaram com um barulho de um forte estouro. O marido, Rodrigo Reis, músico, estava trabalhando. Sua irmã, Tatiana, que mora na casa de trás, relata o que presenciou: “Fui ver o que aconteceu e ouvi os gritos da Marcela, que saiu pela parte de baixo da casa. Provavelmente, deve ter sido atingida pelo fogo naquele momento. No desespero, nós duas tentamos entrar, mas o andar de baixo já estava dominado pelo fogo.”
De acordo com Tatiana, as duas pegaram baldes de água para apagar o foco, mas as chamas já haviam se espalhado. As crianças ainda estavam no piso superior. “Gritamos muito pela ajuda dos vizinhos. Um deles apareceu e ajudou a pegar a escada para entrar pela sacada no quarto da Marcela. Ela entrou, porque sabia onde estavam as crianças”, lembra.
Tatiana conta que a cunhada passou a caçula para ela pela sacada e voltou à casa para ir até o quarto dos garotos. “Ela passou pelo corredor, que canalizou o calor vindo do andar de baixo. Naquela hora, deve ter sofrido as maiores queimaduras e inalou muita fumaça.” Depois conseguiram tirar Samuel, Damião e Marcela, também pela sacada. Todos foram ver Gaia, a caçula, que estava na casa de Tatiana com seu marido, Benjamin. “Só então percebemos que Marcela havia sofrido muitas queimaduras.”
Uma das vizinhas é médica e examinou as crianças. Ao ver a mãe, levou-a imediatamente para o hospital. “Foi tudo muito rápido. A força, a coragem e a determinação de Marcela foram fundamentais para que todos estivessem bem. É uma situação que nunca imaginamos passar na vida. Agradeço a Deus por estarmos todos bem e rogo para que ela se recupere rapidamente e volte para nós, como deve ser”, conclui a cunhada.
A causa do incêndio ainda não foi determinada, mas tudo indica que tenha iniciado na sala.
Crianças a salvo
As crianças não sofreram nada fisicamente. “Samuel queimou levemente o pé e Gaia aspirou um pouco de fuligem, mas não foi nada grave. Eles passam bem”, disse Graziela Mantoanelli, amiga da família, em entrevista à CRESCER. “Sentem falta da mãe, é claro. Eles perderam tudo o que tinham de material e quase perderam a mãe, que enfrentou as chamas sem a menor ponderação para salvá-los”, afirma Graziela. “Ficamos todos preocupados com a caçula, Gaia, que ainda mamava, mas os colos do pai e da avó têm ajudado bastante.”
O estado da mãe
Se as crianças quase não sofreram, Marcela teve sérias consequências pelo tempo de exposição ao fogo e à fumaça. Por isso, permaneceu na UTI, em isolamento, durante 48 dias. “Ela teve graves queimaduras internas por conta da inalação do calor e de fuligem. Isso prejudicou muito seus pulmões, que ficaram com uma capacidade de absorção de oxigênio muito baixa. Chegou-se a cogitar que a recuperação, se houvesse, demoraria meses”, conta a amiga. Ela explica que Marcela ainda ficará internada durante algumas semanas, devido às cirurgias precisa realizar para recuperação da pele. Segundo Graziela, ainda não há previsão de alta.
Evento para ajudar
Tanto Marcela quanto seu marido, Rodrigo, trabalham com projetos voltados para bebês e crianças. Desde 2009, ela, que trabalha no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, integra também um coral só de mães, o Materna em Canto. Já Rodrigo, além de trabalhar como acupunturista, é percussionista no Bloco Bebê, do qual a filha Gaia também participa. Graziela é produtora do grupo e, junto de alguns amigos, pensava em formas de ajudar na reconstrução da casa da família, já que eles perderam tudo. Assim surgiu a ideia de fazer um evento musical.
O encontro será neste domingo, 5 de julho, na Casa das Caldeiras, em São Paulo. Lá, haverá show do Materna em Canto e do Bloco Bebê, que tocará um repertório junino. “Todos os músicos e produtores estão doando seu trabalho. A entrada é gratuita e receberemos doações. Doa quem quiser e o quanto puder, mas estamos torcendo para que seja um sucesso também em arrecadações”, diz a produtora. O local também vai abrigar um bazar e a venda dos produtos será revertida para a família. “Essa é uma ação coletiva. São muitas mãos e muito apoio de todos os lados para auxiliar essa linda família a reconstruir a vida”, afirma Graziela.
Para quem não pode comparecer ao evento, mas quer ajudar, o grupo criou uma página de financiamento coletivo
SERVIÇO
Show junino Bloco Bebê + Materna em Canto
Ação solidária à família Reis
Domingo, 5 de julho, a partir das 15h
Casa das Caldeiras
Av. Francisco Matarazzo, 2.000, Água Branca
Entrada gratuita
Fonte: CRESCER
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Prefeito do Paraná vende carro de luxo para comprar ambulância
O prefeito de Pinhão, na região central do Paraná, Dirceu de Oliveira, vendeu um carro de luxo, que servia apenas a ele para comprar uma ambulância nova para a cidade. O veículo usado pelo mandatário da cidade havia sido comprado pelo antigo gestor e valia cerca de R$ 180 mil. Além do valor do carro, os gastos com impostos somaram, em cinco anos, R$ 40 mil aos cofres públicos, mais R$ 35 mil em manutenção e outros R$ 38 mil com seguro. Já que não tem mais carro oficial, o prefeito vai usar, a partir de agora, um veículo cedido pela Câmara de Vereadores.Enquanto isso, a população da cidade ficava a mercê da única ambulância existente na cidade. O veículo, que pertencia à Defesa Civil, estava em uso há 16 anos e era cheio de problemas. Até as portas tinham dificuldades para abrir. “Foi trocar o luxo pelo necessário, se desfazer de uma coisa luxuosa, que era usada por poucos para um veículo de extrema necessidade”, afirma o prefeito.Para o Corpo de Bombeiros, que divide o uso da ambulância com a Defesa Civil, a nova unidade móvel tem todos os equipamentos necessários que faltavam ao antigo carro. “Ela tem equipamento de oxigênio fixo na viatura, ela tem o aspirador de secreções, tem macas adequadas para o atendimento”, explica o cabo Orivaldo Domingues. (CBN)
domingo, 24 de novembro de 2013
Filhote de pit bull é cão-guia de irmão que nasceu cego - EUA
Quando Jermaine e Jeffrey vão dormir, os funcionários do abrigo na Filadélfia, nos EUA, onde vive a dupla, preparam os celulares e as câmeras para tirar fotos.
A dupla de irmão da raça pit bull foi encontrada por voluntários
vagando pela cidade. Mas o grupo não podia imaginar que a dupla guardava uma história de dedicação, companheirismo e cumplicidade.
Jermaine funciona como cão-guia do irmão, que nasceu cego. A cadela é responsável por orientar as brincadeiras, a hora de comer e os passeios de Jeffrey.
Na hora de dormir, o macho abraça a fêmea, derretendo o coração dos voluntários. "É como se ele só conseguisse relaxar sabendo que a irmã está por perto", disse um deles sobre a cena que se repete todas as noites.
Os filhotes, que têm entre seis e oito meses de idade, estão na lista de adoção do abrigo. Funcionários responsáveis pela dupla torcem para que os irmãos encontrem donos dispostos a adotar os dois juntos.
FONTE: Globo Rural On-Line
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Doze anos após ataques de 11 de Setembro, mais de 1.000 socorristas são diagnosticados com câncer
Nos últimos anos, o câncer se tornou uma realidade para mais de 1.000 homens e mulheres que sacrificaram a própria saúde durante os trabalhos que sucederam os atentados de 11 de setembro de 2001 — e esse número deve crescer.
Tina Engel, uma enfermeira oncologista de um hospital no Queens, em Nova York, trabalha no local há apenas dois meses e já identificou 12 novos casos de câncer, além de 25 pacientes que aguardam o resultado de seus diagnósticos.
Amadeo Pulley, um policial de 47 anos, foi diagnosticado com câncer de rim em maio.
— Dá um nó na garganta quando você primeiramente precisa contar para sua mulher. Mas eu disse para minha família e meus dois filhos que ficarei bem. Nós vamos superar isso.
De acordo com o jornal New York Daily News, 12 anos após os ataques terroristas que deixaram quase 3.000 mortos, um estudo do Mount Sinai Medical Center encontrou uma taxa de câncer 15% maior entre os socorristas da tragédia do que entre as pessoas não expostas às toxinas do Marco Zero, resultantes da fumaça tóxica.
Desde agosto, 1.140 pessoas e socorristas que trabalharam, viveram ou estudaram na área próxima ao ataque foram diagnosticados com câncer pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional.
Especialistas como Jim Melius, líder de um programa médico voltado para as vítimas do 11 de Setembro, acreditam que o número deve crescer.
— Há mais casos por aí, nós só sabemos das pessoas que fazem parte de nosso programa porque são financiadas pelo governo, não aqueles que foram tratados por seus médicos particulares. Por causa das substâncias cancerígenas presentes no ar na região do Marco Zero, pessoas que foram expostas estão vulneráveis.
Assim como a maioria dos socorristas que estiveram no local dos ataques, o engenheiro Marty Cervellione, de 63 anos, desenvolveu refluxo respiratório e gástrico nos primeiros anos após o ocorrido. Ele permaneceu dois meses trabalhando no local onde as Torres Gêmeas foram derrubadas, repleto de objetos queimados e fumaça tóxica.
Um sintoma mais alarmante — hemorragia interna — levou ao diagnóstico de câncer gastroesofágico em 2011. Desde então, Cervellione já passou por inúmeras sessões de quimioterapia. Em 2013, um novo câncer foi descoberto e, com ele, vieram mais cirurgias e tratamentos.
— Todos sempre imaginaram que estávamos em perigo por conta da contaminação, mas o mundo inteiro esperava por nós. Senti-me muito bem por servir, não havia vontade de sair dali.
R7
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Confrontos violentos entre residentes dos dois distritos mais carentes do país estão sujeitando pessoas comuns ao fogo cruzado. Equipes de MSF estão oferecendo serviços médicos a pessoas nos dois lados da linha de frente dos confrontos
Muitas das lojas, de ambos os lados da rua, estão danificadas, revelando as cicatrizes de um conflito que se arrasta há décadas. Mas nos últimos dois anos, a violência entre os bairros rivais se intensificou dramaticamente, reverberando a guerra na vizinha Síria.
Quando os confrontos são retomados, resultando, frequentemente, em um alto número de vítimas, habitantes de ambos os lados ficam encurralados em uma área que é, essencialmente, uma zona de guerra. Durante o último rompante da violência, em maio de 2013, ao menos 35 pessoas morreram e mais de 250 ficaram feridas. Desde que o conflito sírio emergiu, em março de 2011, mais de 190 pessoas foram mortas e 1.200 feridas nos confrontos entre os dois bairros.
Apesar de suas diferenças sectárias, as duas comunidades são semelhantes em termos de pobreza, superlotação e enormes necessidades relacionadas a cuidados de saúde, exacerbadas pela recente chegada de um grande número de refugiados sírios.
“Ambos os bairros compartilham dos mesmos baixos indicadores econômicos, com cerca de 80% da população vivendo com menos de US$ 4 por dia, acesso restrito a cuidados de saúde a preços razoáveis e sem seguro de saúde”, conta Sébastien Vidal, coordenador de projeto de MSF em Trípoli. “A situação foi exacerbada com o influxo massivo de refugiados sírios no último ano, um fardo para as comunidades que os receberam já em estado de vulnerabilidade.”
Jabal Mohsen: cuidados de saúde básicos e estabilização dos feridos
Jabal Mohsen é um assentamento na encosta da montanha densamente povoado, com vista para a cidade de Trípoli. Durante os confrontos, lojas e escolas fecham e muitos habitantes deixam de ir trabalhar, enquanto tanques do exército libanês bloqueiam a Rua Síria, na tentativa de estabelecer a paz por meio da separação física dos dois bairros.
Com todos os caminhos bloqueados, entrar e sair de Jabal Mohsen torna-se praticamente impossível. As pessoas da região enfrentam enormes dificuldades para acessar cuidados básicos de saúde e não têm escolha, a não ser tentar cruzar a linha de frente de batalha para buscar assistência médica.
“Não há hospitais aqui”, afirma Vidal. “Uma mulher em trabalho de parto ou um paciente com necessidade de cuidados médicos de emergência só podem chegar ao hospital mais próximo, no centro de Trípoli, cruzando o bairro que consideram hostil.”
Em novembro de 2012, MSF passou a oferecer serviços médicos na clínica de Jabal Mohsen, único estabelecimento de saúde na área. “Desde que começamos a prestar serviços médicos, o influxo de pacientes tem sido constante e nossos médicos e enfermeiros têm tido de trabalhar incansavelmente para responder às necessidades”, conta Vidal. E quando os confrontos são retomados, a equipe trabalha para garantir que o acesso dos habitantes a cuidados de saúde básicos seja mantido. “Isso, essencialmente, envolve estabilizar o paciente ferido antes de encaminhá-lo para fora dali, quando e como a situação de segurança permitir.”
Bab al-Tabbaneh: nova clínica, bastante movimentada desde sua abertura
Bab al-Tabbaneh, do outro lado da Rua Síria, abriga cerca de 80 mil libaneses, bem como um crescente número de refugiados sírios. “A região é dos distritos mais carentes do Líbano e o acesso a serviços de saúde é bastante precário”, conta Vidal. MSF inaugurou uma clínica em Bab al-Tabbaneh em abril de 2013. “No dia da abertura, a clínica já estava com muitos pacientes, a maioria mulheres e crianças que nunca tinham tido acesso a cuidados de saúde gratuitos ou a custos razoáveis”, disse Vidal.
Dentro da clínica, dois médicos e dois enfermeiros realizam consultas gratuitas e tratamento para uma média de 60 pacientes por dia. Os refugiados sírios correspondem a cerca de 20% desse total, um grupo particularmente vulnerável.
“A maioria dos pacientes é formada por crianças com infecções respiratórias ou gastrointestinais causadas pelas terríveis condições de vida”, afirma Vidal. “Muitas crianças também sofrem com a deficiência de ferro e vitaminas devido à falta de acesso a alimentos ricos em nutrientes, o que as torna ainda mais vulneráveis a infecções.” Entre abril e o final de julho de 2013, mais de 3.500 pacientes receberam atenção médica na clínica.
Respondendo a emergências médicas
Além de oferecer cuidados básicos de saúde em Jabal Mohsen e Bab al-Tabbaneh, MSF presta suporte à sala de emergência no Hospital Governamental de Trípoli, o único hospital público no norte do país. Desde maio de 2012, MSF oferece treinamento à equipe do hospital, provendo os suprimentos médicos e equipamentos necessários para lidar com as emergências médicas agudas. Quando a violência é retomada entre os habitantes de Jabal Mohsen e Bab al-Tabbaneh, geralmente, cerca de 40% dos feridos são internados no Hospital Governamental de Trípoli.
Desde que os refugiados sírios começaram a cruzar a fronteira para o Líbano, em novembro de 2011, MSF tem adaptado sua resposta e inaugurado novos projetos no país. Ainda que a comunidade libanesa tenha feito grandes esforços para integrar e ajudar os refugiados, sua capacidade de lidar com a situação, principalmente nas áreas já empobrecidas, como Trípoli ou o vale de Bekaa, está chegando a seu limite.
“É essencial garantir o apoio aos refugiados sírios, mas também às comunidades no Líbano que os estão recebendo”, ressalta o Dr. Gustavo Fernandez, coordenador do programa de MSF para o Líbano, baseado em Genebra. “MSF está comprometida a continuar levando cuidados médicos de qualidade às pessoas, independentemente de sua religião ou afiliação política.”
Na sexta-feira, 23 de agosto de 2013, dois bombardeios ocorreram próximo a duas mesquitas em Trípoli, ferindo cerca de 800 pessoas e matando 48, de acordo com estimativas oficiais. MSF tratou oito dos feridos em sua clínica em Jabal Mohsen e 10 na de Bab AL-Tabbaneh. Sete dos pacientes apresentavam ferimentos graves e foram transferidos para o hospital. Mais de 50 pessoas feridas com necessidade de cuidados intensivos foram admitidas na sala de emergência do Hospital Governamental de Trípoli.
Médicos Sem Fronteiras
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
MSF vai intensificar esforços para encontrar as pessoas em meio à mata para oferecer ajuda
Em maio, o conflito entre o exército do Sudão do Sul (SPLA) e a milícia David Yau Yau se intensificou e forçou praticamente toda a população da província de Pibor a fugir para a mata. Em julho, mais violência entre o grupo étnico Luo Nuer e o Murle, predominante na região, causou uma nova onda de pânico. Cerca de 28 mil pessoas foram localizadas pelas autoridades locais no vilarejo de Gumuruk e redondezas, onde MSF mantém um centro de saúde. Mas, apesar de este ser um dos poucos locais acessíveis em meio à região pantanosa e insegura, a assistência para essas pessoas chega de forma lenta e seu registro, feito por agências das Nações Unidas, teve início apenas nos últimos dias.
A clínica de MSF em Gumuruk é pequena, mas muito movimentada, realizando de 90 a 100 consultas por dia para pessoas que estão sofrendo com doenças que são consequência direta da permanência na mata por semanas ou meses em meio à estação chuvosa: pneumonia e outras doenças respiratórias, malária, diarreia e, atualmente, crianças desnutridas.
Mas dois aspectos importantes continuam a preocupar a equipe de MSF: “As pessoas vem ao vilarejo e esperam o dia todo para receber alimento”, conta Carolina Lopez, coordenadora de emergência de MSF na província de Pibor. “A maioria perdeu suas cabeças de gado no confronto recente, e a estação de plantio deste ano foi marcada por violência. Por isso, eles estão extremamente vulneráveis. Muitos deles voltam para os abrigos temporários à noite, com suas sacolas vazias.” Outra preocupação é que a equipe cirúrgica enviada a Gumuruk não tem atendido casos de homens feridos nos confrontos, apesar da brutalidade dos embates em julho. “Tratamos quase 20 crianças e mulheres com feridas gravemente infectadas, mas apenas um homem com um ferimento à bala chegou até nós para ser operado”, conta Martial Ledecq, cirurgião de MSF em Gumuruk. “Os últimos grandes confrontos de que tivemos ciência na mata aconteceram há cerca de um mês. É improvável que aqueles que tenham se ferido gravemente tenham sobrevivido todo esse tempo.”
Com base nos pacientes que vieram até a clínica, parece que alguns têm medo de buscar assistência em locais onde há presença militar. “Meu marido não se arrisca a entrar no vilarejo porque tem medo de ser assassinado”, conta uma mulher que foi se tratar na clínica e diz que seu marido também está doente. “Se corrermos para a cidade, os soldados podem nos matar, e se corrermos para dentro da mata, uma tribo inimiga pode nos matar.”
“Há muitas outras pessoas na mata que estão doentes”, diz um homem, carregando sua filha para a clínica com um ferimento à bala gravemente infectado em seu ombro. Em seu estado frágil, e com as chuvas agravando a inundação, uma caminhada de duas horas levou dois dias. “Se eles não puderem chegar rapidamente à clínica, morrerão”, ressalta o homem.
À medida que as chuvas se intensificam e as condições de vida tornam-se ainda mais precárias, a situação na província de Pibor permanece crítica. Apesar dos desafios logísticos de se locomover em meio ao vasto pântano, MSF vai intensificar esforços para localizar as 90 mil pessoas que ainda estão desaparecidas para avaliar sua condição e responder às demandas mais urgentes.
Enquanto isso, é possível levar ajuda à aproximadamente 28 mil pessoas nos arredores de Gumuruk, e todas as organizações humanitárias ativas no estado de Jonglei devem intensificar esforços para fazê-lo.
Nota: a estimativa mais utilizada da população da província de Pibor é de 148 mil pessoas. Cerca de 30 mil estão em países vizinhos ou deslocaram-se para Juba. As autoridades da região de Gumuruk localizaram 28 mil pessoas, o que significa que 90 mil estão em movimento pela província, em busca de algum lugar seguro, ou estão simplesmente desaparecidas.
Médicos Sem Fronteiras
sábado, 27 de abril de 2013
Em Porto Alegre para corrida da Stock Car, Rubinho visita crianças do Instituto do Câncer Infantil
Barrichello mostrou-se solícito, tirando fotos e concedendo autógrafos aos pacientes
Rubens Barrichello recém havia entrado na Casa de Apoio do Instituto do Câncer Infantil, no Hospital de Clínicas, e ainda tentava "quebrar o gelo" em meio à timidez das crianças que se acomodavam nos sofás da sala de estar, quando a pequena Kamile, de três anos, entrou correndo.
GALERIA: confira imagens da visita de Rubinho aos pacientes do ICI-RS
— Não quero tirar foto! Não quero tirar foto! — gritava, antes de sentar e cruzar os braços, com um enorme beiço.
Rubinho sentou-se ao seu lado e confidenciou:
— Eu também não quero.
Aí os cliques das máquinas espocaram, em busca de um registro do momento. Kamile não aguentou e gritou, chorando:
— Mãããee!
Foi a primeira de muitas crianças a conquistar o piloto, em Porto Alegre para a disputa da terceira etapa da Stock Car, neste domingo, às 11h, no circuito de Tarumã. Em cerca de uma hora de visita aos pacientes, o paulista de 40 anos não recusou um pedido para tirar fotos ou conceder autógrafos.
Foi além: prometeu que serviria de garoto de recados a um menino de quatro anos que é fã da dupla sertaneja Guilherme e Santiago e, ao saber que o piloto conhecia seus ídolos, quis mandar-lhes um abraço. Rubinho comoveu-se com a menina que está no Centro de Oncologia Pediátrica e pintou-se com batom ao saber que ele vinha. Passou por cada um dos leitos e conheceu os pequenos que lutam para livrar-se do câncer.
De Letícia, a menina que se maquiou, recebeu uma mochila do Instituto. Dentro, o livro "Os Deuses que encontrei — As Lições de uma Luta de Cinco Anos contra o Câncer", escrito pelo ex-paciente Rafael Acordi (morto em 2005), e uma camiseta. Rubinho agradeceu, colocou a mochila nas costas e não a tirou até o fim da visita.
A presença em hospitais e instituições semelhantes ao ICI-RS farão parte de sua rotina em todas as etapas da Stock Car. Uma ideia que surgiu após a etapa de Curitiba, no mês passado, quando esteve no Hospital Pequeno Príncipe.
— Eu saí do Brasil com 16 anos e passei muito tempo fora. Tenho esse sentimento de necessidade de retribuir — diz Rubinho. — Cada sorriso que elas dão é uma energia positiva. Esse dia é mais legal para mim do que para as crianças — acredita o piloto.
ZHESPORTES
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Ajudando a salvar vidas
Armazenar células-tronco do cordão umbilical é simples e muito mais necessário do que se imagina;
Uma decisão que pode vir a Salvar Vidas!! Você já pensou sobre isso???
Células tronco de cordão umbilical já estão sendo usadas no tratamento das mais diversas doenças. São aquelas que dão origem a todas as células que formam os tecidos e órgãos do corpo humano. Por isso, têm alto poder regenerativo.
Em conjunto com as células tronco da medula óssea, as células-tronco do sangue do cordão são chamadas de células-tronco hematopoéticas, por serem as formadoras do sangue.
O sangue remanescente no cordão umbilical do bebê, após o seu nascimento, contém valiosas células-tronco que podem ser usadas para tratar diversas doenças de origem sanguínea e relacionadas ao sistema imunológico.
Para ajudar a salvar vidas, muitas mães doam o sangue do cordão de seus bebês para os bancos públicos que compõem a Rede BrasilCord. A doação é realizada em maternidades credenciadas.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a coleta do material acontece na Maternidade Municipal Carmela Dutra, Hospital Naval Marcílio Dias e na Pró Matre. Essas unidades de Saúde possuem equipes de enfermeiras especializadas e capacitadas para a triagem e coleta de SCUP. Após a coleta, a quantidade de sangue, que varia entre 70 e 100 ml, é congelada e armazenada para ser utilizada quando este material for compatível com as necessidades de um paciente.
Para as futuras mamães que se interessaram, pedimos que entre no link e conheça mais sobre este procedimento: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=2469
É uma decisão inteligente, poderosa e única para sua família. De um PEQUENO GESTO HOJE pode depender a vida de AMANHÃ.
Abraços,
Liga da Medula Óssea
Fonte: Fundação do Cancer
domingo, 2 de dezembro de 2012
MENSAGEM DO INCA
Vamos salvar vidas. Conto com você !
UM DIA PODE SER QUE VOCÊ PRECISE...
Vamos fazer a nossa parte, no minimo repassando para nossos contatos...
O I N C A D E P E N D E D E V O C Ê ! ! !
Se não puder ir repasse!
INCA PEDE SOCORRO!!!
Quem tiver contatos no RJ, por favor,
retransmita a mensagem.
É importante.
O INCA - Instituto Nacional do Câncer
(Fica na Praça da Cruz Vermelha - 23, no Centro do Rio).
Repasse a mensagem para quem vocês puderem,
pois a situação do Instituto Nacional do Câncer
é realmente dramática. Eles não têm sangue, nem doadores. Já saíram notas nos jornais e pouco adiantou.
O Instituto Nacional do Câncer - INCA - está precisando urgentemente de doadores de sangue.
O banco de sangue está quase vazio e o Hospital enfrenta dificuldades, até para marcar cirurgias, muitas vezes, precisando recorrer a outros bancos de sangue da cidade,
que também passam pela mesma dificuldade:
falta de doadores.
A transfusão de sangue para pessoas com câncer
é muito importante.
Sem ela, muitos pacientes não conseguiriam sobreviver
aos tratamentos que envolvem drogas pesadas.
Para doar, basta chegar na portaria do Hospital com sua carteira de identidade ou qualquer documento similar, apresentando- se como doador.
NÃO vá em jejum, alimente-se de coisas leves
e não gordurosas (evite derivados de leite),
evite o álcool por pelo menos 12 horas.
Você deve estar em boas condições de saúde,
ter entre 18 e 60 anos e pesar 50kg ou mais.
Esta mensagem pode alcançar muitos doadores,
se você enviar agora para outros endereços.
Por favor, colabore.
Faça a sua parte!
Muitas vidas agradecem.
OBS: Mesmo que você não possa ou não esteja interessado em realizar a doação não deixe de repassar essa mensagem para seus amigos.
É uma causa importante.
Todos podem colaborar de alguma maneira.
ENDEREÇOS - RJ:
RIO DE JANEIRO
Hospital Universitário Graffree e Guinle
Rua Mariz e Barros, 775 -Tijuca - Rio de Janeiro - RJ CEP: 22290-240
Hospital Mário Kroeff - Associação Brasileira de Assistência ao Câncer Rua Magé, nº326 - Penha Circular - Rio de Janeiro-RJ
CEP 21020-130
Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer I
Pça. Cruz Vermelha, 23 - Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20230-130
Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer II
Rua Equador, 831 - Santo Cristo - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20220-410
Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer III
Rua Visconde de Sta. Isabel, 274 - Vila Isabel -Rio de Janeiro-RJ
CEP 20560-120
Hospital Universitário Clementino Fraga Filho-UFRJ
Avenida Brigadeiro Trompowski, s/n - Ilha do Fundão - Rio de [WINDOWS-1252? ]Janeiro–RJ
CEP 21949-900
Hospital Universitário Pedro Ernesto - UERJ
Avenida 28 de setembro, 77 - Vila Isabel - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20555-030
Instituto de Hematologia do RJ - Hospital de Hematologia - HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8 - Centro - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20211-030
Volta Redonda
Radiclin
Rua 26, nº3 - Vila Santa Cecília - Volta Redonda-RJ
CEP 27260-270
RIO DE JANEIRO
Campos
Hospital Geral Dr. Beda - Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia LTDA.
Rua Conselheiro Otaviano, 129 - Centro - Campos-RJ
CEP 28010-272
Clínica Santa Maria Ltda.
Rua Conselheiro Otaviano, 195 - Centro - Campos-RJ
CEP 28010-140
Niterói
Hospital Universitário Antonio Pedro - UFF
Rua Marques do Paraná, 303 - Centro - Niterói-RJ
CEP 24030-210
Nova Iguaçu
Hospital Universitário de Nova Iguaçu
Avenida União, 673 - Nova Iguaçu–RJ
Instituto Oncológico Ltda.
Rua Dr. Barros Junior, 1135 - Nova Iguaçu-RJ
CEP 26215-070
A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Em 60 anos, projeto em Salvador atendeu mais de 30 mil crianças
A Mansão do Caminho, fundada no bairro Pau da Lima pelo médium espírita Divaldo Franco, 85, já atendeu mais de 30 mil crianças em escolas, creche, maternidade e biblioteca.
O projeto tem números grandiosos: 82 mil m², 300 funcionários e 400 voluntários.
O custo mensal é de R$ 700 mil. A maior parte da verba (40%) provém de direitos autorais de livros escritos pelo médium. Franco já vendeu 10 milhões de exemplares em português e teve suas obras traduzidas para 16 idiomas.
O resto é dividido entre o governo da Bahia e doações.
Para participar das atividades, moradores da região se cadastram e recebem visitas domiciliares para comprovar que são de baixa renda.
A creche atende 390 crianças até seis anos. Convênios permitem manter outros 150 alunos numa escola municipal e 1.300 numa estadual.
O terreno abriga ainda padaria, oficina de costura, refeitório, escola de informática, gráfica, centro de saúde e laboratório de análises clínicas, além da casa do médium.
"Nosso lema é jamais dizer a palavra 'não'. Sempre temos o que oferecer. É só querer. E, se um dia não pudermos dar algo, daremos o que podemos", diz Franco.
O voluntário Ednilson Pereira, 41, chegou à Mansão do Caminho aos dois anos de idade, após a morte da mãe.
Até os 25 anos, morou no orfanato que Franco mantinha na época. Há 17 anos, ele administra a padaria. "A Mansão é uma bênção na minha vida. Foi lá que tive oportunidade de me tornar um homem responsável, educado, com ética e religiosidade."
Folha OnLine
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Projeto leva serviços por meio de ônibus a jovens carentes de Manaus
A primeira parada do Busão foi no conjunto Amazonino Mendes, no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte, e ela ocorreu duas vezes: no dia 29 de junho e 13 de julho. Ivan Brito, titular da Secretaria Municipal de Juventude, explica que nas ocasiões foram realizadas palestras voltadas para o combate as drogas e a sexualidade, juntamente com outras atividades e oficinas sobre esses e outros assuntos. Além disso, também foi feito cadastro para busca de empregos no Sistema Nacional de Empregos (Sine) Manaus.
Segundo ele, "a visita foi recebida pelos jovens de maneira positiva”, e grande parte da boa aceitação do projeto está ligada ao levantamento que é feito uma semana antes da chegada do Busão da Juventude ao local escolhido. Antes dos ônibus chegarem ao local, há um encontro com as principais lideranças jovens locais, para que se tenha um posicionamento sobre as necessidades da região, e para que sejam desenvolvidas atividades voltadas para as fraquezas desse lugar.
"Os jovens estavam ansiosos por um projeto que espelhasse a juventude local, eles estão se identificando bastante, pois em cada comunidade, há uma demanda diferente. Esse é um projeto feito com e para a juventude. Nós estamos levando sonhos esperanças e oportunidades”, afirma Ivan.
Segundo ele, está previsto que, em todas as paradas, o Busão chegue em uma quinta-feira e retorne no sábado, porém se a demanda local for muito grande, esses dias serão estendidos.
Antes do término do mandato da gestão atual, a ideia é que sejam feitas cerca de 20 paradas. No entanto, devido ao fato de esse ano ser de eleições municipais, Ivan não sabe se o projeto irá continuar, mas afirma que "deixará tudo organizado” para que isso seja possível.
A próxima parada do Busão da Juventude será na zona leste da cidade de Manaus, no bairro Jorge Teixeira, nos dias 27 e 28 de julho. Durante o período em que o Busão da Juventude estiver no local, ocorrerá a sexta edição do Fest, evento organizado pela Igreja Católica.
"Nós vamos para uma região onde há, aproximadamente, 200.000 mil jovens concentrados. Há um alto índice de criminalidade, prostituição e tráfico de drogas. Nós levaremos toda a nossa bagagem para atender a juventude, queremos agregar valores juntamente com o Festival”, finaliza Ivan.
Fonte: Adital - 20/07/2012
promenino
quinta-feira, 1 de março de 2012
Estrangeiros ajudam arte haitiana a renascer
Os efeitos da presença estrangeira na capital do Haiti, Porto Príncipe, vão além da filantropia.
Nos últimos anos, vários hotéis, restaurantes e supermercados foram inaugurados na cidade para atender à clientela internacional, formada sobretudo por missionários e membros das cerca de 10 mil ONGs que atuam no Haiti.
Esses estrangeiros também ajudaram a florescer uma tradição artística que sofreu um duro golpe no terremoto de 2010.
Desde 1947, quando o pintor haitiano Hector Hyppolite expôs em Paris, museus da Europa e dos Estados Unidos passaram a valorizar a arte do país caribenho, marcada por cores vivas e por cenas que retratam o cotidiano e a religiosidade de seus habitantes.
O interesse mundial provocou a abertura de várias galerias de arte em Porto Príncipe nas décadas seguintes. Porém, com o terremoto em 2010, muitas galerias ruíram, e vários artistas perderam seus acervos.
O artista plástico Ilmorin Verly conta que todos os quadros que armazenava em casa foram destruídos ou furtados após o sismo.
Mas a enxurrada de estrangeiros que veio acudir o país nos meses seguintes o estimulou a retomar a produção e a expor seus quadros na rua. Os preços das obras variam entre 50 e 120 dólares.
Aos poucos, galerias tradicionais também retomam as atividades. Mas elas reclamam da dificuldade em competir com os preços das ruas e da grande quantidade de obras falsificadas em circulação.
Seja como for, num aspecto artistas de rua e donos de galerias concordam: a presença estrangeira está ajudando a preservar uma das vertentes mais ricas da cultura haitiana e tornando Porto Príncipe mais colorida.
BBC Brasil
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Claudia Raia sobre Gianecchini: “Eu sapateava e cantava para ele no hospital”
No momento em que Reynaldo Gianecchini – Giane para os amigos – se sente, pela primeira vez, curado do câncer linfático, após um autotransplante de medula óssea, sua amiga mais próxima durante todo o tratamento, Claudia Raia, quebra o silêncio que se impôs e, a pedido do ator, fala abertamente sobre a experiência rica a seu lado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E a torcida por sua cura.
“Aprendi demais com a postura do Giane diante da doença. Sei que minha missão na vida, todos esses meses, desde agosto do ano passado, passou a ser diverti-lo. Mas quem se beneficiou mais fui eu. Ele é um guerreiro com uma serenidade que não é deste planeta”.
A revista ÉPOCA que está nas bancas publica uma conversa minha com Giane de duas horas e meia, em seu apartamento nos Jardins, sobre todo o processo de superação e fé do ator, até seu “renascimento” com o transplante. Aproveito para compartilhar com vocês, no 7×7, o depoimento emocionado e exclusivo da Claudia Raia, em primeira pessoa.
“É uma relação muito forte a nossa. Parece coisa de outras vidas. Começou na novela Belíssima, do Silvio de Abreu, no fim de 2005. Acho que esse papel do mecânico Pascoal (foto ao lado) foi um divisor de águas. Eu fazia a Safira. Tivemos uma química ótima. E era uma comédia, a primeira da trajetória do Giane.
“A partir daí, ele não teve receio de interpretar mais nada. É difícil ser bonito como o Giane é e decidir ser ator. As pessoas perseguem muito. Depois do Pascoal, ele ficou desprovido de qualquer formato de galã. Iniciamos uma grande amizade. Nós dois somos do interior. Temos o mesmo tipo de criação. Adoro a mãe dele, dona Heloísa, um dos melhores seres humanos que conheci, uma deusa.
“Quando o Giane foi diagnosticado com câncer, no finalzinho de julho do ano passado, estávamos para trabalhar juntos de novo. Eu tinha tido a ideia de chamá-lo para o musical Cabaret. O (Miguel) Falabella, diretor, também achou que o papel era a cara dele. O Giane tem muitos talentos que as pessoas não conhecem. Tem uma bela voz, é um barítono. Ia voltar a estudar dança. A gente estava muito feliz. Os personagens do musical precisavam dessa química que nós já tínhamos experimentado na televisão. É tão confortável ter intimidade no palco.
“Eu já andava meio preocupada com ele, sempre com alergia, gânglios, uma febrezinha. Dois dias antes de começarem os ensaios do Cabaret, eu estava num evento em São Paulo à tarde. Meu celular tocou e era o Giane: “Claudinha, você pode falar? Tenho uma coisa pra te contar. Eu estou com câncer”.
“Eu tive um pré-desmaio. O telefone continuou na minha mão mas eu ia cair, alguém me segurou. Tive uma ausência da realidade. Eu não sabia até então quanto eu o amava. Mas amava 10 vezes mais. O Giane disse: “Calma”. É inacreditável. Como assim ele tentar me acalmar? Ele não é daqui, juro, não é deste planeta. “Calma, vai dar tudo certo”, insistia ele. “Estou no Sírio, internado”.
“Bom, eu entrei no hospital e tenho a sensação de que nunca mais saí. Eu dormia ali, não vinha para casa nos primeiros dias. Era finalzinho de julho. Cheguei e ele estava meio escondido, cheio de gânglios saltados no rosto, na cabeça. Primeiro ouvi ele dizer: “Vou aparecer, viu? E você não grita”. Pode? Acho que minha missão é diverti-lo. Sempre foi assim, a gente se diverte horrores. Ia ao hospital duas vezes por dia, antes de ensaiar e depois do ensaio.
“Esse menino é um guerreiro como poucas vezes se viu. Ele supera a função humana. Eu estive com ele todos os dias e eu não vi ele esmorecer um minuto. Não vi o Giane de mau humor. Nem se cansar. Nem irritado. Impressionante a certeza que ele tinha da cura. A certeza de que ele precisava passar por aquilo. Eu aprendi demais do lado dele. Eu tenho 45 anos e acho que não aprendi na vida o que aprendi com ele nesses últimos oito meses.
“Não é só por ele estar doente nem porque amo ele. O Giane esteve presente em todos os momentos de composição de minha personagem no Cabaret. Eu dançava pedaços de coreografia no hospital. Ele perguntava sobre os ensaios, pedia que eu cantasse. O material fotográfico levei todo para ele ver. E ouvia suas opiniões e críticas: talvez aqui, talvez ali fosse melhor assim.
“Ele fugiu dos médicos, contrariou a dra Yana, maravilhosa, para ir no ano passado ao ensaio do musical no Espaço Chaim. Ele foi de máscara. Eu botei um sofá, o Giane ficou todo constrangido porque todo mundo o aplaudia, contente de ele estar ali. No primeiro mês de ensaio, eu estava presente de corpo mas não fui, você entende? Eu não estava inteira ali, eu não queria substituí-lo, porque achava que podia não ser câncer. Depois de um mês, todo mundo numa torcida louca, ficou claro que não dava.
“É tão simbiótica nossa relação que, quando eu fiquei “para sempre” no Sírio, eu perdi a voz durante três semanas. Eu ia ensaiar sem voz o musical. E dizia ao Giane no hospital: “Você só não me manda embora daqui”. É como eu tivesse que ir lá realimentá-lo.
“Vi ele passar por coisas inacreditáveis. Na UTI, quando ele quase morreu (no início, antes da quimioterapia, quando a colocação de um cateter perfurou acidentalmente sua veia). A pressão do Giane desceu a 3. Dona Heloísa (a mãe) e eu chegamos às 3h da manhã. Eu fiz o (dr Raul) Cutait sair do centro cirúrgico para explicar. Giane estava transfigurado. Eu falei: “Credo, você está com a boca inchada, maior do que a da Aline Moraes, parece a Angelina Jolie”. Eu sapateava, fazia loucuras para ele rir.
“Giane tem muitos amigos. Todos estavam presentes da maneira que podiam. Eu tive a sorte de poder estar com ele. A segunda vez que eu ia era depois de meia-noite. Eu sempre fugia da imprensa, entrava e saía pela porta dos fundos do Sirio.
“E depois aconteceu a coisa do pai dele. Ele me disse ao telefone: “Meu paizinho partiu, mas foi lindo, cantei a música Nossa Senhora do Roberto Carlos, o quarto dele estava todo branco”. E emendou: “Como foi seu ensaio?” Eu dizia que isso não tinha a menor importância mas ele queria participar de tudo, da vida.
“A gente passou a conviver com muita gente bacana, crianças espetaculares, uma menina de 10 anos que tem leucemia há oito. A minha vida inteira eu ajudei o Hospital do Câncer do Rio de Janeiro, eu animava as crianças, contava histórias. Depois que tive meus filhos, parei. Mas lá estava eu de volta, animando o Giane. A vida é muito louca.
“Sua cura é um milagre. Ele foi muito ajudado espiritualmente. É pelo merecimento. Ele tem uma conexão direta com Deus. Medita quando acorda. Estivemos juntos na corrente Bezerra de Menezes. Eu falei, “Giane, você está prestando um serviço tão importante para as pessoas”. A figura de um homem vencedor, bonito, saudável, que tem câncer e briga para viver. A mensagem que fica é que tudo é possível. Ele sempre repetia a frase: amanhã é um outro dia.
“Agora, a gente tem planos de viajar juntos para celebrar. Tenho uns intervalinhos no trabalho. Quero muito que ele faça um musical. Ele vai voltar a estudar canto e balé. Mas agora é um momento frágil, ele renasceu em fevereiro. Se não é a gente para dar uma travada, o Giane já estaria indo para o Rio, para a praia.
“Às 7h da manhã ele me ligou em janeiro para dizer que o transplante de medula tinha dado certo. Ele disse: “Você é a primeira a saber que estou curado”. Era um chororô no telefone. Eu não pude ir logo porque eu estava com gripe. Depois melhorei e entrei com luva, máscara, tudo. Comprei uma torta de nozes que ele adora, “Amor aos pedaços”. A gente cantou parabéns. E noutro dia ele esperou eu sair do teatro para a gente ir a um restaurante japonês, porque ficou muito tempo sem poder comer nada cru.
“É muito bom estar do ladinho dele. É muita alegria. Essa guerra está ganha porque ele merece.”
Época
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dia 31 de janeiro de 2012- Dia da Solidariedade
Hoje, dia 31 de janeiro de 2012, é celebrado o dia da solidariedade em alguns estados brasileiros. É um dia que busca promover a reflexão e a prática da fraternidade e da gentileza na sociedade. Aproveito este dia para lançar um espaço aqui no blog para que os leitores possam oferecer contribuições que visem estimular estas ideias. Para mais informações sobre este espaço, leiam o conteúdo abaixo, que agora será uma página permanente do blog com o link no menu lateral.
Mas antes disso, considerando a data, porque não aproveitar hoje (ou amanhã) para fazer algo legal para alguém, um ato aleatório de gentileza? Nunca se esqueçam do poder que a gentileza pode ter não só para quem a recebe, mas para quem a pratica também!
Segue a descrição da nova página:
Sempre que lembramos ou ouvimos alguém contar sobre um ato de bondade que presenciou, um sentimento prazeroso e reconfortante toma conta de nós. É muito bom saber que existem pessoas boas fazendo coisas boas por ai, sem esperar nada em troca, principalmente em um mundo onde tantas coisas ruins acontecem todos os dias. Hoje em dia, a bondade nos surpreende, enche um dia cinza de cores e nos dá alguns preciosos minutos de esperança.
Você realizou uma ação gentil recentemente? Viu alguém sendo legal com um completo estranho? Tem uma história bacana de gentileza para contar? Caso tenha uma história, mande para nós! A sua história pode deixar o dia de uma pessoa mais leve, esperançoso e inspirado.
Envie seu relato para o email socialmente.sb@gmail.com com o assunto “gentileza cotidiana”. De preferência, busquem enviar relatos breves e com a informação do tipo de identificação desejada (se você aceita publicar a história com o seu nome ou se prefere apenas com as iniciais do nome). O estilo do relato é livre, sintam-se à vontade para compartilhar o que sentiram e acharam do episódio da maneira que quiserem. Vale desde uma simples ajuda com as sacolas no mercado, uma camaradagem no trânsito com outro motorista ou até o salvamento de uma vida.
Periodicamente, as histórias mais bacanas serão publicadas no blog como o título de “Gentileza cotidiana.” Ajude a contagiar a internet com a gentileza e mostrar que, enquanto somos bombardeados com notícias ruins pelos noticiários, muitas histórias de bondade e gentileza ocorrem todos os dias debaixo dos nossos narizes, sem receber a atenção que merecem!
SocialMente
domingo, 15 de janeiro de 2012
Audioteca Sal e Luz
Audioteca Sal e Luz
Venho por meio deste e-mail divulgar o trabalho maravilhoso que é realizado na Audioteca Sal e Luz e que corre o risco de acabar.
A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros).
Mas o que é isto? São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.
Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.
Nos ajude divulgando!!!
Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale do nosso trabalho, DIVULGUE!!!
Para ter acesso ao nosso acervo, basta se associar na nossa sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125 - Centro. RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.
A outra opção foi uma alternativa que se criou, face à dificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade.
Eles podem solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e enviaremos gratuitamente pelos Correios.
A nossa maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura.
Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros...
Ajudem-nos. Divulguem!
Atenciosamente,
Christiane Blume - Audioteca Sal e Luz. Rua Primeiro de Março, 125- 7º Andar. Centro - RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007
Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas
http://audioteca.org.br/noticias.htm
A Audioteca não precisa de Dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO! Então conto com a ajuda de vocês: repassem! Eles enviam para as pessoas de graça, sem nenhum custo. É um belo trabalho! Quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, por favor fique à vontade. É tudo do que eles precisam.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Coração de bebê viaja mil quilômetros para transplante raro
O coração de um bebê que morreu por causa de uma hemorragia cerebral salvou a vida de uma menina em Brasília com doeça rara.
Uma história de solidariedade ajudou a salvar a vida de uma criança de Brasília, nesta sexta-feira (6). E o gesto partiu de uma família do Rio de Janeiro.
Na caixa térmica azul, uma promessa de vida: o coração de um bebê de um ano e nove meses, que morreu, por causa de uma hemorragia cerebral, em Niterói, no Rio de Janeiro.
Era preciso correr contra o tempo. A 1.100 quilômetros dali, em Brasília, outro bebê, uma menina, de um ano e oito meses, esperava pelo transplante. Tudo tinha que ser feito em até quatro horas, o tempo máximo que o coração pode ficar fora do corpo. O avião da FAB decolou do aeroporto do Galeão às 22h15. Por volta da meia noite, começou a cirurgia.
A menina que recebeu o coração tem uma doença chamada cardiomiopatia dilatada. O coração incha e perde a capacidade de bombear sangue para as outras partes do corpo. Enfraquecido, o coração da menina conseguia bombear apenas 15% do sangue.
A última esperança era o transplante. Se não tivesse sido feito, ela só teria mais seis meses de vida. Assim que foi implantado, o novo coraçãozinho voltou a bater.
“É muito emocionante. Realmente, é por isso que a gente faz essas coisas”, disse o chefe da unidade de transplante Fernando Atik.
De acordo com os médicos, a criança se recupera bem, aqui na UTI pediátrica. Em um mês, ela poderá voltar pra casa. A criança vai tomar remédios para evitar a rejeição ao novo coração e também terá acompanhamento médico frequente, cuidados normais após um transplante. E poderá ter uma vida sadia e alegre, como dever ser a infância.
Os pais de Alony também doaram os pulmões do bebê para outra criança. Um belo gesto de solidariedade que ajuda a enfrentar uma dor sem tamanho.
O pai do menino deixou uma mensagem para a família de Brasília: “Ser feliz, porque era isso que meu filho era. Era muito feliz. Fiquem firmes, vai se recuperar. Sou feliz, sou grato em saber que meu filho salvou uma vida”, declarou Wellington da Silva.
Jornal Nacional
domingo, 11 de dezembro de 2011
Projeto Aquarius celebra a paz e o Natal no Alemão

Músicos, moradores e autoridades dizem que evento simboliza integração da cidade
RIO - O Complexo do Alemão se vestiu de branco para festejar, neste sábado, um ano de paz ao som da "Nona Sinfonia" de Beethoven. Palco de partidas de futebol aos fins de semana, o Campo do Sargento, em Inhaúma, deu lugar a um espetáculo com grandes expoentes da música clássica . O time, comandado pelo maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Roberto Minczuk, entrou no palco às 20h.
Uma realização do GLOBO e da OSB, com apresentação da prefeitura do Rio e patrocínio da Vale e do Bradesco, além de apoio do BNDES, o Projeto Aquarius aportou pela primeira vez em uma favela pacificada. Novo capítulo de uma história que começou em 1972. De lá para cá, foram nada menos do que 283 apresentações.
A estrutura do evento é grandiosa. Com capacidade para reunir até 200 músicos de uma só vez, o palco tem 70 metros de largura. E dois telões LED, somando 80 metros quadrados nas laterais. A potência do show será tanta que cerca de 15 mil pessoas poderão assistir ao evento com clareza sem precisar sair de suas lajes. Com um balé de luzes, os efeitos especiais prometem fazer os espectadores se envolverem com o concerto. Para a plateia — serão três mil assentos — não passar aperto, foram instalados 30 banheiros químicos no local do espetáculo.
Antes da entrada da Orquestra Sinfônica Brasileira, o Afro Circo, grupo de malabaristas do AfroReggae, divertiu o público.
A chuva não espantou moradores e visitantes. Morador do Alemão há 42 anos, o pedreiro José Gomes, de 62 anos, chegou cedo ao local para ter a oportunidade de ver um concerto ao vivo pela primeira vez.
- Só vi pela televisão. Acho que vai ser algo diferente.
O caráter inovador da apresentação também é destacado pelo maestro desta noite. Para Minczuck, a apresentação do Projeto Aquarius no Complexo do Alemão é um acontecimento histórico, a partir do qual ele espera que a música clássica esteja mais presente na vida de cidadãos de comunidades, como o Complexo do Alemão.
- Essa apresentação representa a conquista da música e da cultura que chega a essas comunidades. A música e a orquestra pertecem a eles também, a todos os cidadãos do Rio de Janeiro. E nós estamos muito felizes de podermos apresentar a Nona Sinfonia de Beethoven, que é linda, um patrimônio da humanidade. É uma emocao especial, muito diferente. Muitos estarão ouvindo uma orquestra pela primeira vez ao vivo. A mensagem é de união, de fraternidade. E esperamos que essas pessoas não tenham receio de ir assistir à Orquestra no Theatro Municipal. Pois, como já disse, a orquestra é deles - afirmou Minczuck.
Músico da OSB, o violinista Willian Isaac destaca que, há pouco mais de um ano, antes da ocupação do Alemão pelas forças de segurança, era inimaginável ocorrer um espetáculo como este na comunidade.
- Sou de Goiânia. É a primeira vez que entro numa favela. E tocando com uma orquestra. É fantástico. Nunca me imaginei tocando no Complexo do Alemão. E estar aqui hoje acredito que seja uma conquista para todos, para nós, músicos, e para a comunidade -disse Isaac.
A opinião é parecida com a da percussionista Janaína Sá. Ela diz que espera emocionar a plateia, numa apresentação que ela considera símbolo da integração da cidade.
- Esta é uma apresentação inovadora, histórica. E tenho certeza que a música vai conseguir tocar o público, emocionar. A música é para isso, romper barreiras - diz ela.
Muitos artistas, autoridades e líderes sociais prestigiaram o evento. A chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, foi uma das primeiras a chegar. E fez questão de afirmar que vinha ao espetáculo no papel de uma cidadã, que veio compartilhar este momento com os moradores do Complexo do Alemão.
- Esta é a melhor forma de comemorar a mudança. Este agora é um território de paz. E a cultura tem esse poder, de transformar. Não estou aqui hoje como Chefe de Polícia Civil, mas como uma cidadã. Acredito que este seja um dos momentos mais especiais da ocupação da comunidade - afirmou ela.
Artista como as atrizes Thalma de Freitas e Guta Stresser também estiveram por lá. O governador Sérgio Cabral acaba de chegar, acompanhado da mulher, Adriana, e de secretários de estado, como Adriana Scorzelli Rattes, de Cultura, e Carlos Roberto Osório, de Conservação. É aguardada a chegada ainda do prefeito Eduardo Paes. Trajando uma camiseta branca, Cabral destacou a importância da realização de um evento, como o Projeto Aquarius, no Complexo do Alemão.
- Trazer o Projeto Aquarius aqui é de uma delicadeza imensa. Representa o novo momento que o Rio e o subúrbio da cidade estão vivendo - afirmou Cabral.
Ao ser cercado por crianças da comunidade, o governador afirmou que, depois da apresentação do projeto, podem surgir novos Pixinguinhas e Joãos da Baiana na comunidade.
Depois do prelúdio ''Carmen'', de Bizet, o programa continuou com a execução de ''Jesus Alegria dos Homens'', de Johann Sebastian Bach. Em seguida, ''Adeste fidelis''. A ''Nona Sinfonia'' foi permeada com a apresentação de ''Os Estatutos do Homem'', poema de Thiago de Mello.
Cercada de expectativa, a estreia do Aquarius no conjunto de favelas da Zona Norte mereceu atenção especial dos organizadores.
— A apresentação de hoje (sábado) é um motivo de orgulho para O GLOBO. É uma tradição do projeto Aquarius, em seus 39 anos de existência, levar música clássica a todos os públicos. Mas hoje teremos uma apresentação muito especial. O concerto da OSB no Complexo do Alemão é também uma celebração da paz no Rio, num momento histórico da cidade. Convidamos todos os que queiram celebrar essa paz a assistirem ao espetáculo de hoje — disse Sandra Sanches, diretora executiva do GLOBO.
Um momento de grande emoção foi quando a OSB executava o Quarto MOvimento da Nona Sinfonia, Bethoveen, e que foi encontrada uma bandeira branca ao lado do palco. Muitas pessoas foram às lágrimas, inclusive a atriz e cantora Thalma de Freitas.
Bastante animado, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrane, ressaltou que são momento como esse que os moradores do Rio precisam e que precisam ser repetidos em outras comunidades.
-São momentos de integração como esse que estamos precisando e nos dão forma e esperança para continuar com nosso trabalho - afirmou o secretário.
Ao final da apresentação, integrantes da OSB e do grupo AfroReggae se uniram para tocar ‘’Cidade Maravilhosa’’, que foi acompanhada pelo público presente, numa grande confraternização.
O Globo














