sábado, 9 de maio de 2009

Chuva deixa 200 mil sem luz e água


As chuvas que já desabrigaram 13.139 famílias no Piauí provocam "apagões" de energia em nove municípios desde quinta-feira. Em assentamentos e povoados do interior já começam a faltar água potável, agravando a situação dos alagados. Mais de 200 mil habitantes no Estado encontram dificuldades de abastecimento de água com as interrupções de energia.
As estradas cortadas e a cheia dos rios alagando subestações e rede de fiação elétrica obrigou a Cepisa (Companhia Energética do Piauí) a realizar os "apagões" forçados para evitar curtos circuitos e mortes de pessoas eletrocutadas.
A Defesa Civil do Estado anunciou a doação de 13 t de água do governo do Estado de São Paulo e mais 35 t de remédios e roupas para os desabrigados do Piauí.

Alerta máximo

O final de semana é de "alerta máximo" em Teresina, uma das capitais do Nordeste mais atingidas pelas enchentes. Com a abertura das comportas da barragem de Boa Esperança, em Guadalupe (a 345 km da capital), o nível do rio vai aumentar 6,70 m no domingo e ameaça desabrigar mais famílias.
Defesa Civil divulgou que já são 3.098 famílias afetadas pelas chuvas, as mais críticas são na zona rural em que a ajuda humanitário - alimentos, remédios e roupas - somente é feita através de canoa ou barco.
O gerente Regional da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Airton Freitas Feitosa, que monitora a elevação dos rios, informou que o rio Parnaíba vai elevar o leito em 1,35 m no sábado e domingo, chegando em 6m70cm, o maior nível do ano.
"A barragem está hoje (sábado) com uma capacidade de 99.01% do volume de armazenamento com uma vazão de 1.800 m cúbicos por segundo e há chances de transbordamento em Teresina se continuar chovendo nos afluentes dos rios Poti e Canindé¿, disse Airton Feitosa.
Teresina é uma cidade banhada por dois rios - o Poti e o Parnaíba - e com os maiores pontos de alagamento. As águas do Poti baixaram desde a última quinta-feira e a preocupação é com a elevação do rio Parnaíba.
O coordenador municipal da Defesa Civil, major John Feitosa, a previsão é de chuvas acima da média até o dia 15 deste mês na capital e a Prefeitura mantém as equipes de plantão 24 horas por dia.

Fonte: Terra Brasil

Padre é preso por pedofilia em Fazenda Rio Grande


Um ano e sete meses depois de ter sido detido, suspeito de aliciamento de meninos, o padre Vitalino Rodrigues de Lima, 50 anos, foi denunciado pela Promotoria de Justiça da Fazenda Rio Grande.
O documento foi emitido no final da tarde de quinta-feira, e o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), que investigava o caso, prendeu o acusado na manhã de ontem. O padre foi encaminhado diretamente para o Centro de Triagem II, em Piraquara.Segundo o Ministério Público, o ele teria obrigado cinco meninos, com idade entre 8 e 12 anos, a praticar atos libidinosos, mediante violência presumida. Um dos casos teria ocorrido dentro do escritório da Igreja Nossa Senhora da Luz, e os demais na casa e em uma chácara de Vitalino.
Depois da primeira denúncia, o padre se mudou do município. Uma testemunha, que não quis se identificar, contou que ele estava morando em uma cidade na divisa com Santa Catarina.SuspeitasEm 30 de outubro de 2007, o padre foi detido por um policial militar do serviço reservado do 12.º Batalhão. Ele foi interrogado na delegacia de Fazenda Rio Grande e liberado no fim da tarde. Na hora da prisão, Vitalino estava com dois meninos, de 8 e 12 anos, dentro do carro, em frente a uma panificadora. No veículo foram encontrados diversos DVDs com teor pornográfico, um notebook com arquivos de imagens de crianças com roupas íntimas e objetos obscenos (como um pequeno padre de madeira que mostra o pênis). Nos dias seguintes, o religioso foi procurado pela reportagem mas havia se refugiado em uma chácara de amigos e não foi mais visto.
Denúncias antigas de vizinhos
O policial militar tinha começado a investigar o padre mais de quatro meses antes de ele ter sido levado à delegacia, em 2007. Embora não estivesse lotado em Fazenda Rio Grande, o PM morava na mesma rua de Vitalino e recebeu denúncias graves sobre ações do religioso.
Segundo ele, as crianças eram convidadas para jogar videogame na casa paroquial, além de outras atitudes que levantaram suspeitas. As crianças contaram que ele costumava andar nu pela casa e teria tentado abraçar e beijar uma delas.Alguns dias depois, o soldado foi transferido do serviço reservado do 12.º BPM para o Comando do Policiamento da Capital. Na ocasião ele afirmou que havia deixado de ser neutro para ser testemunha do caso.

Por Márcio Barros
Paraná Online

Viver a vida sem perder o sabor é envelhecer com saúde

A disfagia é uma alteração na deglutição,ou seja, no ato de engolir alimentos ou saliva. Pode ocorrer em diferentes fases da vida, especialmente em idosos, podendo trazer sérias conseqüências à saúde.
Na disfagia ocorre um desvio do alimento ou da saliva, obstruindo parcialmente ou completamente as vias respiratórias. Esse desvio pode ser facilitado também pelo
envelhecimento natural de estruturas envolvidas na deglutição (lábios, língua,bochechas, etc.).
Além do envelhecimento das estruturas,o acidente vascular encefálico (derrame),traumatismo craniano, doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer, distrofias musculares e câncer de cabeça e pescoço podem causar a disfagia.
Pode ainda surgir devido a próteses dentárias mal adaptadas, refluxo gastroesofágico grave e após longos períodos de entubação.
É necessário o entendimento de que a disfagia além de provocar problemas emocionais e isolamento social, causa problemas sérios como desidratação, desnutrição e pneumonia, além do risco de morte por asfixia.
As alterações da deglutição, devem serdiagnosticadas e tratadas conjuntamente por médicos,enfermeiros, nutricionistas e, fundamentalmente, fonoaudiólogos, que são os profissionais aptos ao trabalho específico da função.
O envelhecimento não ocorre igualmente em todo ser humano. Alguns apresentam maiores dificuldades neste processo. Contudo, com o avançar da idade, todos necessitam de atenção e
cuidados específicos para que isso ocorra de forma saudável. Envelhecer não é adoecer.
É fundamental oferecer orientações aos idosos, suas famílias e à sociedade como um todo sobre os cuidados que esta fase da vida requer. Todos precisam aprender a envelhecer com saúde, com qualidade de vida. Buscando essa qualidade, a alimentação é um ponto a ser acompanhado de
perto. Mais do que uma necessidade, alimentar-se é também um ato de socialização, que une pessoas, da amamentação aos jantares de negócios ou reuniões em família, isso sem falar na
satisfação do prazer de comer. São sensações que não precisam ficar apenas na lembrança do idoso. Com algumas dicas é possível continuar a alimentação de forma adequada, reconhecer alterações neste processo e procurar o tratamento adequado.

Orientação

Durante a alimentação:
• Manter a postura ereta e confortável, nunca comer deitado, salvo em caso de orientações específicas;
• Comer sem pressa;
• Manter a prótese dentária bem adaptada;
• Caso necessário ofereça alimentos mais pastosos e líquidos mais grossos, pois o engasgo com alimento líquido é o mais freqüente.

-A T E N Ç Ã O -
A disfagia não é uma doença por si só, mas um sintoma de que alguma alteração pode estar ocorrendo, sendo imprescindível a orientação e tratamento adequados.

Abuso sexual infanto-juvenil pode se tornar crime


A quatro meses de seu fim, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia apresentou ontem (07) projeto de lei que tipifica o crime de abuso sexual infanto-juvenil, prevendo penas de prisão. Pela proposta, quem praticar violência sexual contra crianças e adolescentes poderá ser condenado a penas de prisão de 16 a 30 anos, caso a vítima do abuso morra. O projeto também prevê a punição do agressor que manipular partes genitais de crianças, mesmo que não pratique ato sexual. Esse tipo de delito chamado de manipulação lasciva ou constrangimento de criança será passível de pena de reclusão que varia de dois a oito anos, além de multa. O projeto estabelece, ainda, que aquele que praticar abuso sexual contra criança poderá ser punido com prisão de dez a 14 anos. Já quem cometer atentado violento contra meninas e meninos poderá sofrer a mesma pena. A proposta prevê pena de reclusão de três a oito anos para quem praticar conjunção carnal ou ato libidinoso com adolescente em situação de exploração sexual ou de abandono. Para virar lei, o projeto tem um longo caminho a percorrer. Será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e depois pela Comissão de Direito Humanos, antes de chegar ao plenário da Casa. Para ser transformado em lei terá de passar primeiro pelo crivo dos deputados. O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, acredita que a aprovação da lei é essencial porque, hoje, o abuso sexual contra garotos e garotas pode ser enquadrado como doença e, por isso, os agressores podem ser tratados como doentes. "Como o termo pedofilia está no código de doenças, um miserável desses que abusa de uma criança, que de forma deliberada invade as suas emoções, o seu moral, o seu emocional, destroi uma família emocionalmente, pode ser tratado como doente e ser posto na rua para continuar transgredindo, violentando e matando", diz. A proposta apresentada ontem na CPI da Pedofilia incluiu ainda no rol de crimes hediondos a venda de material pornográfico e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

[A matéria foi publicada nos principais veículos do País]

DF: Preconceito reina nas salas de aula


De acordo com a publicação Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas, da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e da Secretaria de Educação do Distrito Federal, os alunos da rede pública foram reprovados nas lições de tolerância. O preconceito é generalizado em salas de aula das escolas desde a 5ª série do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio. A discriminação existe contra homossexuais, alunos com dinheiro, quem têm tatuagem, os mais fortes e até contra negros. As pessoas mais rejeitadas, no entanto, são as que têm qualquer relação com a violência. Quando perguntados sobre com quais pessoas não seria interessante dividir a sala de aula, quase 60% dos estudantes apontaram usuários de drogas. Já os mais temidos pelos professores foram os que fazem parte de gangues, com 44% das respostas. O professor da Universidade de Brasília (UnB), Célio da Cunha, afirma que o preconceito não é mais racial, é muito maior, trata-se de preconceito social. “É fundamental uma mudança de pensamento, de mentalidade. Até porque as diferenças formam a base da democracia”, completa. Qualquer um que não se encaixe no padrão estipulado pela juventude do lugar sofre na pele o problema. Entre os que não são bem vindos na sala de aula, os alunos destacaram, por exemplo, pessoas com HIV/Aids. Quase 20% dos estudantes não os querem como colegas. Número próximo aos que não gostariam de se relacionar com fanáticos religiosos. Segundo a socióloga da Ritla, Miriam Abramovay, responsável pela pesquisa sobre violência feita com mais de 10 mil alunos e 1,5 mil professores, a maior incidência de intolerância nas redações escritas pelos estudantes e grupos focais tinha como vítimas os homossexuais. Conforme o chefe da Assessoria de Promoção da Cidadania da Secretaria de Educação, Atílio Mazzoleni, no fim deste mês o governo irá inaugurar um curso de 640 horas para quase 700 docentes da rede pública. “Nele, vamos trabalhar fortemente o combate à discriminação. Afinal, ela é uma das indutoras da violência”, explica.

[Correio Braziliense (DF), Erika Klingl – 08/05/2009]
Fonte: Andi- Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Sociedade Brasileira de Pediatria lança campanha pela educação infantil


Depois da licença-maternidade de seis meses, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a senadora Patrícia Saboya e a apresentadora Maria Paula estão de novo juntas em mais uma campanha. Desta vez, contam com o apoio também de Chico Buarque. Será lançado no dia 05 de maio, às 14h, na Fundação Casa de Rui Barbosa (rua São Clemente, nº 134), em Botafogo, no Rio de Janeiro, o movimento “Educação Infantil é cidadania!”. O objetivo é expandir a rede de creches e pré-escolas gratuitas, de qualidade e em tempo integral para a população de baixa renda, utilizando os recursos do FGTS e do Fundeb (o fundo da educação básica) e estimulando a sociedade civil a participar. É o que estabelece a proposta elaborada pela SBP e pela senadora, apresentada por ela ao Congresso Nacional (projeto de lei 698/07) e que já tramita no Senado.
A avaliação é que é essencial garantir proteção e estímulo para todas as crianças na fase que vai até os seis anos – decisiva para o crescimento e para o desenvolvimento saudáveis. “É quando o cérebro humano cresce quase que integralmente e sua estrutura se diferencia em funções complexas, que permitem a formação da inteligência, da capacidade de aprendizagem, do perfil da personalidade, do comportamento individual. Deixar de garantir esses cuidados à primeira infância prejudica a criança e reduz os resultados do investimento em educação nas etapas de vida seguintes”, comenta o dr. Dioclécio Campos Jr., presidente da SBP, salientando também que hoje a realidade é muito cruel para as mães trabalhadoras com poucos recursos.
O Programa Nacional de Educação Infantil (Pronei) define como as unidades educacionais devem funcionar – garantindo desde a nutrição saudável até atividades educativas para os pais, parentes ou substitutos, despertando-os para os direitos das crianças e para as práticas preventivas que garantem qualidade de vida – e de onde virão os recursos. É que as normas pedagógicas para o funcionamento de creches e pré-escolas já existem, mas faltam meios financeiros para viabilizá-las para a população carente. Terão acesso à verba não apenas os municípios, como também entidades privadas sem fins lucrativos, que poderão obter financiamento para construção de novas unidades (localizadas prioritariamente em comunidade de baixa renda), assim como receita para sua operacionalização. Quem vai coordenar a aplicação é o MEC.
“O projeto de lei 698 é mais uma parceria do nosso mandato com a SBP e está atualmente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Infelizmente, hoje apenas 17% das crianças brasileiras entre zero e três anos têm acesso a creche. A nossa proposta tenta corrigir essa grave lacuna ao oferecer caminhos alternativos de financiamento para a construção e manutenção de instituições de Educação Infantil em todo o País. As crianças precisam não apenas de apoio afetivo, alimentação e cuidados de saúde por parte da família, mas também dos estímulos necessários para que possam desenvolver suas habilidades lógicas, musicais, motoras, emocionais, comunicativas, linguísticas e sociais”, ressalta a senadora Patrícia Saboya, coordenadora da Frente Parlamentar pela Criança e pelo Adolescente.

O apoio de Chico Buarque e Maria Paula

“Vocês estão de parabéns pela lei de licença-maternidade, que acompanhei pelos jornais. Não tenho dúvidas quanto à relevância deste novo projeto. Vejo nele a inspiração original de Darcy Ribeiro, quando da implantação dos Cieps, no Rio de Janeiro. Contem com meu nome, minha imagem, minhas canções”, disse Chico Buarque, ao presidente da SBP.
“Estou de novo com a Sociedade e com a senadora Patrícia Saboya, porque somos comprometidas com as causas da infância. Amamentação, licença-maternidade de seis meses, e agora creches e pré-escolas com qualidade. Queremos que todas as crianças possam desenvolver seus talentos, em ambiente seguro e acolhedor”, salientou Maria Paula, madrinha das campanhas anteriores. “Conquistamos a licença-maternidade ampliada e agora vamos conseguir melhorar a educação infantil. Vou me engajar nas iniciativas que com certeza vão se seguir. A luta é de longo prazo”, definiu.

Creches da Santa Marta são convidadas especiais
Crianças, professores e a direção de unidades educacionais da comunidade vizinha à Casa de Rui Barbosa vão participar do evento. “As creches são fundamentais para que as mães possam trabalhar tranqüilas. São também a base, para que depois os alunos possam fazer direito a escola. Senão o potencial da criança se perde”, diz Lúcia Müller, diretora da Pequena Obra Nossa Senhora Auxiliadora (Ponsa), que mantém, apenas com donativos e contribuições de associados, uma creche para 120 crianças de 2 a 6 anos e também um reforço escolar para 80 estudantes de escolas públicas de até 14 anos, da Santa Marta.
“Hoje a realidade é muito cruel para a população das comunidades. As mães que não conseguem vaga em creches de tempo integral acabam deixando os pequenos com irmãos mais velhos, mas ainda crianças ou adolescentes, ou pagando alguém que não foi treinado para a tarefa de educar (...)”, lembra Maria Luiza Pamplona, diretora da Unidade de Atendimento Pré-escolas Anchieta (Unape) e da Casa Santa Marta, creches que atendem 110 crianças de zero a 4 anos, a maioria da Santa Marta. “A creche influi no crescimento e no desenvolvimento cognitivo, social, educativo, psicomotor da criança. Os alunos aprendem inclusive hábitos de higiene adequados, com consciência, e ajudam a melhorar as condições das famílias”, alerta Maria Lúcia Lara, pedagoga das creches Unape e Casa Santa Marta há mais de 20 anos.


Assessoria de Comunicação da SBP
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A educação de nossas crianças: quem ensina a violência?


Por Lidia Natalia Dobrianskyj Weber
(Psicóloga, professora da UFPR e coordenadora do Projeto Criança, mestre e doutora em Psicologia pela USP; membro da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB-PR)

"Não tenho um caminho novo, o que trago de novo é o jeito de caminhar..."(Thiago de Mello)

Muitas vezes os pais perdem sua paciência e espancam seus filhos. Podem estar com medo, com ansiedade e não saber o que fazer, então pensam que estão educando ao dar uma surra em seu filho. Imagine o seguinte exemplo: a mãe está conversando com a vizinha do seu prédio e vê sua filha de 3 anos de idade debruçar-se na janela do décima andar. Nesse momento de ansiedade a mãe pode correr para a filha, tirá-la de lá, e como está muito preocupada, sem saber o que fazer, com um pouco de culpa por não ter olhado melhor para o quê a filha estava fazendo, dá-lhe uma surra. A mãe diz que a surra vai servir para que a criança lembre do momento de perigo e que, apesar de “doer mais em mim do que nela”, deve fazer isso para o “próprio bem da filha”. Veja só, na verdade, esta mãe estava sem saber o que fazer e extremamente nervosa com a situação de perigo. Com a surra, ela conseguiu somente aliviar a sua angústia e raiva, mas em nada ajudou a sua filha.
Espancar, bater, dar uma surra, pode aliviar a frustração, ansiedade, raiva ou preocupação dos pais em determinado momento e pode fazer com que momentaneamente aquele comportamento indesejado desapareça. Mas, bater, ou seja, a punição física é o método menos eficaz de disciplina. Se cada pessoa e cada vínculo afetivo são únicos, é preciso se perguntar se é realmente possível ensinar uma pessoa a educar o seu filho. Nós precisamos de licença para dirigir e para ensinar outras crianças; nós fazemos cursos para lidarmos com nosso computador novo e lemos o manual do aparelho de som repleto de botões cujas funções não sabemos para que servem. No entanto, imaginamos que temos todo o conhecimento necessário para educarmos nossos filhos, única e exclusivamente porque lhes demos a luz. Atualmente até se fala em cursos para pais que decidem adotar uma criança, mas nada se diz sobre como os pais “biológicos” devem se preparar para educar seus filhos.
É possível dizer que cada pessoa que deseja tornar-se mãe ou pai sabe o que fazer para tornar aquele recém-nascido em uma pessoa “de bem”? Será que uma pessoa transforma-se em pai e mãe no momento em que seu filho nasce? Qual é o momento exato em que incorporamos a parentalidade? Se os psicólogos estudam e trabalham com o comportamento humano, é possível ensinar aos pais as leis gerais da conduta humana e prevenir os abusos e os maus-tratos na infância? Ou ninguém deve interferir na educação dos filhos “dos outros” porque cada família sabe o que faz? Por que, até hoje, a punição física é utilizada como método educativo se a ciência psicológica, há muito tempo, mostrou que bater e dar surras não é um método eficaz e duradouro para educar uma criança?
Estamos quase na porta de um novo milênio, e a violência educativa está claramente banalizada em nosso país. " Dar uma boa palmada " como método educativo está fortemente enraizado no cotidiano das pessoas, apesar de todas as palavras que denunciam estes métodos. As pessoas gostam de afirmar que " eu sempre apanhei de meus pais e como estou bem, vou continuar a fazer isso com meus filhos ". É preciso refletir que a criança sempre foi considerada, na história da humanidade, como uma propriedade de seus pais que podiam fazer com ela o que lhes aprouvesse. A violência nos métodos educativos previam "domesticar" a criança, considerada um mini-adulto imperfeito, até que ela se tornasse um adulto. Não é possível deixar de pensar sobre o tipo de sociedade que temos hoje, feita exatamente por crianças que sofreram coerção e violência, e, portanto, aprenderam a utilizar estes mesmos métodos na construção do mundo, perpetuando uma sociedade imersa na lei do mais forte. Não está na hora de criar uma nova geração? Se não for agora, quando? Se não for você, quem será?
Os estudos psicológicos já demonstram há muitos anos que crianças maltratadas tornam-se adultos agressores. Existe uma necessidade premente, em todo o mundo, de sensibilizar a sociedade para acabar com o castigo físico como método educativo, oferecendo alternativas que não humilhem, que não agridam e que respeitem a dignidade da infância. Falar deste tema no Brasil é urgente, pois nosso país possui uma população ainda bastante jovem, pois em seu perfil demográfico, cerca de 40% da população tem menos de 17 anos. Nada é mais importante do que a atenção e o cuidado com que uma nação proporciona às crianças e aos adolescentes e é evidente que a proteção à infância e à juventude devem passar pelos canais de educação e comunicação tanto no âmbito privado quanto público. Como professora e psicóloga, acredito na educação como instrumento de mudança e como um instrumento de cidadania. Não é possível "dar" a cidadania para uma pessoa, mas deve-se "educar" para a cidadania. Quem educa uma criança senão seus pais em primeira instância? Quem deverá educar “para a não-violência” e para que essa criança seja uma cidadã digna? Os pais.Acredito que a psicologia tem muito a contribuir no aspecto da educação e das leis que regem o comportamento e, embora tenha certeza de quem não existe uma única “receita” que seja consistente para todas os famílias e todos os modos e dia, é possível estabelecer algumas reflexões e ajudar aos pais ou futuros pais as tarefas que terão pela frente no momento em que estiverem diante do seu filho. Entre as possibilidades de temas de conscientização que podem ajudar os pais a enfrentar a árdua tarefa de educar uma criança:

1.Os pais: A culpa por trabalhar fora de casa. Os brinquedos em demasia. Não quero traumatizar meu filho. Quero dar a ele tudo o que eu não tive. Sem limites e crianças inseguros. Não tenho tempo para brincar com os filhos. Chego cansado em casa e quero relaxar.

2.A construção da auto-estima: porque é importante (crianças que gostam de si mesmas, gostam de se comportar bem!).

3.O que é comportamento : aquisição e manutenção. Conseqüências: o que nos ensinam e qual sua influência sobre o comportamento? Como posso analisar o comportamento sem seu um psicólogo?

4.O que são limites afinal? Como ensinar regras e, com isso, propiciar segurança aos filhos; algumas não dá para negociar (escovar os dentes, tomar banho...).

5.O que é punição? Tipo I, tipo II. O que é punição destrutiva? Por que a punição física não deve ser usada como método educativo.

6.As relações familiares. Pai e mãe devem ter o mesmo discurso, mesmo quando separados (discordem longe dos filhos); videogames e televisão: o que fazer? Como limitar?

As alternativas à punição física: time out (retirar a criança da situação); aprendizagem de comportamento incompatível; compreensão das fases de desenvolvimento da criança etc.

Fonte:Rede Nacional da Primeira Infância

Casos de pedofilia nos Eua custaram mais de US$ 430 milhões à Igreja


Relatório oficial revela que número de novas alegações de abuso aumentou 16% em relação a 2007
A Igreja Católica dos Estados Unidos desembolsou mais de US$ 430 milhões em 2008 para enfrentar casos de pedofilia envolvendo clérigos.
A maior parte do dinheiro foi usada para compensar as vítimas, de acordo com um relatório encomendado pela Igreja,
O estudo diz que foram feitas cerca de 800 novas alegações de abuso sexual de menores por membros do clero em 2008 - um aumento de 16% em relação ao ano anterior.
Quase 200 dioceses e ordens religiosas em várias partes dos Estados Unidos participaram do levantamento, que revelou que mais de 20% das vítimas tinham menos de dez anos de idade quando foram molestadas.

Sete dioceses se recusaram a participar do estudo

O relatório anual monitora o progresso na implementação da Carta de Proteção à Criança adotada por bispos americanos depois de um escândalo de pedofilia em Boston, em 2002.
O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, o cardeal de Chicago, Francis George, disse que a Igreja está "no caminho certo" na sua busca por proteger melhor "todas as crianças da sociedade".
No ano passado, em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, o papa Bento 16 criticou os bispos americanos pela maneira como trataram os escândalos de abuso sexual de menores envolvendo padres, afirmando que a resposta à crise foi algumas vezes insatisfatória.
Ao mesmo tempo, o papa colocou parte da culpa pela crise dos casos de pedofilia - pelos quais se disse "profundamente envergonhado" - na "ruptura de valores" da sociedade americana.
O papa disse esperar que o que ele chamou de "momento de julgamento" possa ajudar a purificar a Igreja.
Os primeiros escândalos sobre abusos sexuais cometidos por padres nos Estados Unidos vieram a público há cerca de sete anos. Muitos alegavam casos ocorridos há décadas.
Nos últimos anos, a Igreja Católica gastou US$ 2 bilhões em indenizações para as vítimas de abusos sexuais nos Estados Unidos, mas muitos ativistas criticam o suposto acobertamento dos autores de crimes, que teriam sido transferidos para outras dioceses, em vez de denunciados de imediato.
"É mais importante ter bons padres que muitos padres", disse Bento 16 em antecipação à visita de 2008 aos Estados Unidos. "Faremos o possível para curar esta ferida."

BBC Brasil

Sedentarismo causa 90% das lombalgias em jovens e adultos


Oito em cada dez pacientes que procuram médicos ortopedistas reclamam de problemas na coluna.
A principal queixa é a lombalgia, a famosa “dor nas costas”. O ortopedista do Beneficência Portuguesa de São Paulo Edmond Barras, explica que a doença é comum em jovens e adultos e as principais causas estão relacionadas ao modo de vida dos pacientes. Para Barras existem alguns denominadores comuns que causam as dores nas costas: “Um é a vida sedentária. Os outros são a obesidade e a má postura. Somando esses problemas, encontramos 90% das causas da lombalgia”, explica o especialista.
O sedentarismo é hoje um dos principais fatores de risco para doenças graves. A correria do dia a dia, a falta de tempo para o lazer, a evolução tecnológica e a opção, cada vez mais frequente, pela substituição das atividades físicas por facilidades automatizadas, contribuem para o desenvolvimento de uma população cada vez mais sedentária.
No caso da lombalgia, o sedentarismo contribui para o aumento das dores musculares além de prejudicar as articulações que podem atrofiar por falta de uso, causando desconforto.
O tratamento da lombalgia está relacionado ao tipo de dor e a causa, explica o especialista. “Tão ou mais importante que manter a postura ereta durante o dia é fazer o alongamento da coluna e dos músculos constantemente”, complementa Barras.
Entre os problemas associados ao sedentarismo estão ainda a hipertensão arterial, o aumento do colesterol, o risco de obesidade, além das doenças cardiovasculares, o diabetes e até alguns tipos de câncer como o do colo, do reto e da mama.
A prática de exercícios físicos regulares, no mínimo 30 minutos diários, e algumas mudanças de atitudes podem diminuir em 50% o risco de males ligados ao sedentarismo, além de preservar o bem-estar físico e psíquico.

Veja abaixo algumas atitudes simples que você pode adotar para deixar de lado o sedentarismo:

1. Evite usar o elevador ou a escada rolante. Use a escada;

2. Deixe o carro na garagem para ir caminhando a lugares próximos de casa ou do trabalho, assim, além de contribuir com a sua saúde, você ainda ajuda a preservar o meio ambiente;

3. Se você trabalha fora, use a hora do almoço para fazer pequenas caminhadas, e levante-se a cada 30 minutos e caminhe pelo escritório;

4. Esqueça onde guardou o controle remoto da televisão. Levante-se para trocar de canal;

5. Se você utiliza transporte público, desça antes do ponto e caminhe;

6. Faça algumas atividades domésticas como limpar a casa ou passear com o cachorro. Arrumar a cama também ajuda;

7. Nos finais de semana, evite ficar horas à frente da televisão. Deixar o churrasquinho de lado e optar por uma corrida no parque também é uma ótima opção.

Redação
eAgora.com.br

Senador magno Malta aguarda posicionamento dos delegados em Catanduva


O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pedofilia, senador Magno Malta, afirmou que, na tarde de quinta-feira, dia 7, foi votada em plenário a liberação da vinda da comissão a Catanduva.
“A comissão está liberada, realizamos a votação em plenário e, agora, espero o posicionamento dos delegados responsáveis pelo caso”, disse o senador.
A comissão aguarda que sejam feitas as intimações para as vítimas e para os averiguados, para participar do reconhecimento que vai-se dar na Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Após a data marcada, a comissão virá para Catanduva acompanhar todas as etapas do reconhecimento.
Na quarta-feira, dia 6, o presidente da CPI afirmou para a reportagem do Notícia da Manhã que, independentemente da posição do Tribunal de Justiça de São Paulo em julgar por unanimidade a ordem definitiva dos habeas corpus de José Emanuel Volpon Diogo e Wagner Rodrigo Brida Gonçalves, eles serão ouvidos na CPI.
“Eu vou acompanhar o reconhecimento em Catanduva e as oitivas com os averiguados serão feitas em Brasília. Vou definir a data”, explicou Malta.
Para o senador, o caso de pedofilia que mais lhe chamou a atenção foi o de Catanduva, devido ao número de vítimas e as barbaridades que acompanhou nos depoimentos das vítimas.
As vítimas e os averiguados deverão ser constrangidos a fazer o reconhecimento

Por Marcelo Ono
Para o Portal Notícia da Manhã

Mesmo com ronda, escolas são invadidas em Bauru


Só neste ano, 21 escolas municipais de Bauru foram alvo de vandalismo ou furto. O número demonstra que, a cada semana, em média, pelo menos uma das 76 escolas enfrenta o problema. Embora a administração municipal não disponha de levantamento referente aos prejuízos materiais, numa ocorrência recente, registrada no Núcleo José Regino, ladrões fugiram com, no mínimo, R$ 700,00 em materiais eletrônicos, de acordo com cálculos do JC.
Levaram ainda R$ 1 mil em espécie (além das três CPUs, um gravador de DVD e um monitor) da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Lourdes de Oliveira Colnaghi, onde o furto não foi inédito.
Por conta dos delitos, o andamento do trabalho desenvolvido nas escolas é afetado, informa a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru. De acordo com o órgão de comunicação, há perda de dados e interrupção de trabalhos pedagógicos. A dificuldade foi confirmada por professores que preferiram não comentar o caso. Sofrem mais os que trabalham em bairros periféricos, onde as ocorrências são mais comuns.
Na Emei Magdalena Pereira da Silva Martha, no Núcleo Mary Dota, no final do mês passado, quebraram vidros da janela da cozinha para roubar um molho de chaves. Pelo local, levaram até uma bandeja com copos, conforme o JC já divulgou. Segundo vizinhos da escola, as ocorrências devem ser atribuídas a moradores próximos, que aproveitam a falta de iluminação do bairro para agir. Nas imediações, até roubos à mão armada são creditados a membros da comunidade.
O problema é idêntico no Núcleo José Regino, onde pelo menos a iluminação fica ilesa de críticas. Vizinhos até apontam trechos na calçada da Emei onde usuários de droga se reuniriam para consumi-la.

Envolvimento

Mas em bairros onde as comunidades estão mais comprometidas com as ações da escola, o número de casos de vandalismo e furtos apresentou diminuição, informa por nota a assessoria de imprensa da prefeitura. No entanto, o órgão informa não contar com levantamento referente às ocorrências de 2008. A importância do envolvimento com a comunidade também foi ressaltada pela secretária municipal de Educação, Maria José Majô Jandreice. De acordo com ela, a incidência de casos de furto e vandalismo é uma questão grave e preocupante, embora não possa ser avaliada de modo desvinculado do resto da cidade, onde o problema também está presente.
Para amenizar a situação, ela informa que a pasta tenta estimular o envolvimento da comunidade com a escola ao abri-la para atividades coletivas. Preocupados com eventuais represálias, os moradores ouvidos pela reportagem pediram para ter o nome preservado.

Sistema de monitoramento é estudado

A administração municipal estuda a instalação de sistemas de monitoramento eletrônico nas escolas municipais. “Estamos verificando quais os modelos mais adequados porque são sistemas caros”, informa a titular da Secretaria Municipal de Educação, Maria José Majô Jandreice. De acordo com ela, a implementação ainda depende de autorização do prefeito Rodrigo Agostinho. Com o sinal verde do chefe do Executivo e a definição do modelo, restará ainda o processo de licitação. Majô também admite que a equipe de vigilância da prefeitura está em número aquém do necessário.
A contratação de novos profissionais é outra hipótese em estudo como possível solução para o problema, acrescenta a assessoria de imprensa da prefeitura. A secretária ainda informa que, desde o ano passado, os vigias fazem ronda pelos prédios públicos para evitar a ocorrência de furtos e vandalismo.
O trabalho foi intensificado neste ano, segundo a asssoria de imprensa. Mas, além das 21 escolas municipais furtadas ou vandalizadas neste ano, outros cinco prédios públicos da prefeitura também constaram em boletim de ocorrência por conta do mesmo problema. Porém, de acordo com estimativas do responsável pelo setor, houve diminuição na incidência em 19%, considerando o mesmo período do ano passado.
Especificamente nas escolas, as ocorrências são mais freqüentes durante as férias. Por essa razão, o setor de vigilância informa que refez a grade de previsão de férias dos vigias dos meses de janeiro, fevereiro e julho para que haja maior número de profissionais em atividade nessa época.
Além desses profissionais, a prefeitura também não dispõe de caseiros. Na Emei Lourdes de Oliveira Colnaghi, por exemplo, tem uma casa para o funcionário. Mas os imóveis dessa natureza se transformaram num problema para a administração municipal. Muito pequenas, não são capazes de acolher uma família com um único filho. Segundo Majô, por conta da dificuldade, servidores de outras áreas aproveitavam para habitá-la.
Mas como trabalhavam durante o dia todo em outra atividade, não exerciam a função de caseiros ou zeladores, que nem consta no quadro de funcionários da prefeitura. “Ainda tem que criar”, conclui a secretária.

Luciana La Fortezza
Jornal da Cidade de Bauru

Vereador defende toque de recolher a menores em Avaré


Avaré - O vereador Rodivaldo Ripoli (PP) apresentou requerimento ao Juizado da Infância e Juventude, no último dia 30, para que estude a possibilidade de implantar o “toque de recolher” para menores em Avaré (120 quilômetros de Bauru).A exemplo de cidades que já adotaram a medida, como Fernandópolis, Ilha Solteira e Itapura, o parlamentar acredita que a medida possa trazer resultados positivos nos índices de criminalidade. “Quatro anos após ser introduzido pela primeira vez em uma cidade no Estado de São Paulo, o toque de recolher para menores de 18 anos é apontado pelas autoridades como responsável pela redução de 80% dos atos infracionais e de 82% das reclamações do Conselho Tutelar, no município de Fernandópolis”, justifica Ripoli.Antes de elaborar o requerimento, o parlamentar fez um levantamento a respeito do assunto. A proposta apresentada por ele sugere que as crianças e adolescentes com idades até 13 anos só poderiam ficar nas ruas e locais públicos até as 20h30. Já os jovens entre 14 e 15 anos teriam que se recolher até as 22h e os que tiverem entre 16 e 17 anos, até as 23h. “Além disso, adolescentes menores de 16 anos serão proibidos de freqüentarem lan houses”, acrescenta o vereador.Nas cidades onde o chamado “toque de recolher” foi adotado, todo jovem flagrado fora do horário estipulado é encaminhado ao Conselho Tutelar e entregue aos responsáveis. No caso de flagrante por algum tipo de delito, o menor geralmente vem sendo condenado à prestação de serviço público e até mesmo recolhido em instituição para menores infratores.De acordo com o Regimento Interno do Legislativo, o juiz Marcelo Luiz Seixas Cabral, responsável pela Vara da Infância e Juventude de Avaré, tem prazo de 15 dias para responder o ofício.Ripoli também pede, em outro requerimento, para que a Polícia Militar intensifique a segurança nos fins de semana no Largo São João, onde no período noturno estariam ocorrendo os chamados bailões populares. “A Polícia Militar vem fazendo um excelente trabalho nos fins de semana no lanchódromo, onde casos de brigas e vandalismo vinham ocorrendo com freqüência. Agora, acredito que, os marginais que atuavam no lanchódromo, estão fazendo ponto no Largo São João, provocando os mesmos delitos e assustando os freqüentadores que estão pedindo providências às autoridades”, comenta Ripoli.
____________________Para psicóloga, medida pode ser paliativaA imposição do toque de recolher noturno a menores está gerando muita polêmica, principalmente porque não leva em conta a opinião dos mais interessados, os adolescentes. A psicóloga Sandra Leal Calais, doutora docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), alerta para a questão de que todo controle possibilita um contra-controle.“Quando o controle é ostensivo, como a questão de toque de recolher, por exemplo, ele provoca um contra-controle. A gente não sabe como esses adolescentes vão reagir. É um negócio ver para crer”, explica.A psicóloga também ressalta para o fato de que a adolescência é caracterizada por uma época em que o jovem quer descobrir as coisas por si mesmo. “Ele vai conhecer o mundo sob a ótica dele porque, até então, ele conhecia o mundo que a família apresentava. Então, ele tem esta necessidade de ir pra lá e pra cá. Sair com os amigos. Isso tudo é saudável”, diz.No entanto, Calais alerta também para a questão da omissão familiar. “A família não quer impor limites e controlar isso, porque a família não tem tempo, ou não está interessada. Enfim, quer ficar posando de boazinha e deixar para os outros tomarem atitudes em coisas que precisam ser tomadas”, completa.Por fim, a psicóloga põe em dúvida a eficácia do toque de recolher e questiona se os resultados não são apenas paliativos. “O pessoal propõe este toque de recolher, eu fico imaginando que nem aquela piada da mulher que traiu o marido no sofá da casa. (Como solução) ele resolveu vender o sofá”, conclui.

Davi Venturino
Para o Jornal da Cidade de Bauru

Homem de 78 anos é preso por suspeita de abuso sexual de duas crianças no interior de SP

SÃO PAULO - Um homem de 78 anos foi preso em flagrante pela suspeita de abuso sexual de duas crianças, uma de cinco e outra de sete anos, na zona rural de Barretos, interior de São Paulo, nesta sexta-feira. Segundo a polícia, enquanto a mulher do suspeito acertava uma entrega de esterco em um sítio, onde moram as crianças, o homem chamou as meninas e ofereceu balas. Depois, ele acariciou as crianças nas partes íntimas. Um vizinho alertou o dono do sítio e chamou a polícia. Após a prisão, a mulher dele disse que o marido já havia cometido este crime há dois anos.


O Globo On Line

Genes da metástase do câncer de mama são descobertos

RIO - Três genes com papel importante na metástase do câncer de mama foram identificados por um grupo de cientistas dos Estados Unidos, Espanha e Holanda. Os genes medeiam o processo por meio do qual as células se espalham do local do tumor original para o cérebro.
O estudo, que ajuda a compreender melhor os mecanismos por meio do qual ocorre a metástase, teve seus resultados publicados na edição on-line da revista "Nature". A metástase é responsável pela maior parte das mortes de câncer e ocorre quando células tumorais adquirem a capacidade de escapar de sua localização original e invadem tecidos saudáveis em outras partes do corpo.
De acordo com a pesquisa, os genes COX2 e HB-EGF, que induzem a mobilidade e a capacidade de invasão das células cancerosas, atuam como mediadores genéticos na metástase do câncer da mama ao cérebro. Um terceiro gene, denominado ST6GALNAC5, fornece às células cancerosas a capacidade de sair da corrente sanguínea e ingressar no tecido cerebral.
"Nosso estudo destaca o papel que esses genes têm em determinar como as células de tumores na mama se libertam de onde estão e, uma vez em movimento, decidem que local atacar", disse Joan Massagué, do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering e do Instituto Médico Howard Hughes, nos Estados Unidos, um dos autores da pesquisa.
A metástase do câncer de mama ao cérebro ocorre tipicamente anos após a remoção do tumor, indicando que células cancerosas disseminadas inicialmente não contam com as funções especializadas necessárias para superar a barreira sangue-cérebro, a densa rede de capilares que protege o tecido cerebral. Essa barreira evita a entrada de células circulantes e regula o transporte de moléculas até o tecido cerebral.
Os pesquisadores isolaram células cancerosas em cérebros de pacientes com câncer avançado. Ao combinar diversos métodos, como perfil de expressão gênica, teste em modelos animais e análise de dados clínicos, os cientistas identificaram genes e funções que seletivamente medeiam a passagem das células invasoras pela barreira sangue-cérebro.
Os autores do estudo observaram que o gene ST6GALNAC5, uma enzima normalmente ativa apenas em tecido cerebral, provoca uma reação química que forma uma capa na superfície de células de câncer de mama. Essa proteção aumenta a capacidade de as células metastáticas vencerem a barreira dos capilares e invadirem o cérebro.
"Os resultados destacam o papel da cobertura da superfície celular como um participante importante, e até então ignorado, na metástase cerebral e abrem a possibilidade do desenvolvimento de drogas para interromper essas interações. Novos estudos são necessários para explorar o papel desses genes na metástase cerebral e seu potencial como alvo terapêutico", disse Joan.
Os cientistas também destacam que o COX2 e o HB-EGF foram associados, em estudos anteriores, com a metástase do câncer de mama para o pulmão.
Isso, segundo eles, indica um compartilhamento dos mediadores genéticos para a migração de células cancerosas tanto para o cérebro como para o pulmão, o que ajudaria a explicar a associação de problemas nos dois órgãos em mulheres com câncer de mama.


O Globo On Line

Orangotango de zoológico alemão grava primeiro CD


Assobios de Ujian entraram com elementos de fundos das canções.Orangotango aparentemente aprendeu a assobiar no ano passado.

O orangotango Ujian, de 14 anos, do zoológico de Heidelberg (Alemanha), tem atraído atenção dos visitantes após aprender assobiar. O sucesso fez com que o animal gravasse seu primeiro CD, segundo reportagem da revista alemã "Der Spiegel".
O CD chamado "Ich bin Ujian" ( "Eu sou Ujian") estará à venda no jardim zoológico a partir de junho. O objetivo é arrecadar fundos para ampliar e reformar o recinto onde o orangotango vive no zoo de Heidelberg.
Os assobios de Ujian entraram com elementos de fundos das canções cantadas por Tobias Kämmerer. O músico Christian Wolf, que foi um dos produtores das canções, ficou espantando quando ouviu o orangotango assobiar durante uma visita ao zoológico com seu filho.
Ele voltou com um dispositivo de gravação digital. Com a ajuda de Bernd Kowalsky, que é o responsável pelos símios do zoológico, ele registrou cinco horas de áudio, suficiente para produzir o CD. Ujian aparentemente aprendeu a assobiar no ano passado.


Portal G1

Fique de olho para preservar a visão

Especialistas alertam que hábitos como pingar qualquer colírio ou comprar óculos sem o aval médico são prejudiciais à saúde ocular

Rio - Usar qualquer colírio indicado por amigos, fazer exame de vista em óticas sem a supervisão de um oftalmologista e comprar óculos de grau ou escuros em barracas de camelôs são alguns dos problemas que podem prejudicar a visão. No Dia Nacional da Saúde Ocular, especialistas alertam que os olhos podem revelar sintomas também de verminoses, hipertensão e até diabetes. Além disso, segundo a Organização Mundial de Saúde, com diagnóstico correto e um tratamento adequado, 80% dos casos de perda total da visão poderiam ser evitados.
“Geralmente, o foco desse exame rápido feito em óticas é a venda de óculos, e se perde a oportunidade de fazer diagnósticos importantes, como os de glaucoma e catarata”, diz o oftalmologista Renato Fernandes, da Oftalmo Day Tijuca.
Professor da Unifesp, o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Melo afirma que o uso errado do colírio é um dos problemas que preocupa o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. “Algumas pessoas pingam o colírio no canto do olho, o que pode levar microorganismos da pele para o globo”, diz, acrescentando que a forma correta é abaixar a pálpebra inferior e pingar o remédio
De acordo com Melo, outro erro grave é guardar colírios com produtos de limpeza. Ou confundi-lo com outros remédios. “Já tive mães que colocaram cola no olho do filho. E pessoas que pegaram colírio sem óculos e pingaram remédio contra micose no olho por distração”, alerta ele

AUTOMEDICAÇÃO
A automedicação é outro risco. “Algumas pessoas acham que colírios são iguais. Mas não. Um colírio usado por uma pessoa que está com conjuntivite bacteriana não servirá para outra que tem conjuntivite viral. A automedicação piora o problema”, frisa Melo.


O DIA ONLINE

Descobri que meu filho é gay. E agora?

Depois da revelação que um de seus sete filhos era homossexual a professora Edith Modesto criou uma ONG que ajuda os pais a lidar com essa situação. Em entrevista a ÉPOCA, ela conta que algumas mães pensam até em se matar quando recebem a notícia.

Há quinze anos, a filósofa e professora paulista Edith Modesto descobriu que um de seus filhos era gay. Entrou em desespero e começou a se informar sobre homossexualidade. Nesse processo de aceitação, Edith percebeu a dificuldade dos pais em aceitar ter um filho homossexual. Resolveu, então, criar uma ONG, o Grupo de Pais de Homossexuais, que atende homens e mulheres que sofrem e têm dúvidas em relação à homossexualidade de seus filhos - um trabalho único no Brasil. Ela conta que, apesar dos avanços sociais no tema diversidade sexual, quando o assunto entra nos lares, tudo muda de figura. "As mães negam, têm culpa, ficam perdidas. Algumas adoecem e até pensam em suicídio", afirma. Em seu novo livro, "Mãe sempre sabe?" (ed. Summus), a escritora fala das fases enfrentadas pelos pais em emocionantes relatos.

ENTREVISTA – EDITH MODESTO

QUEM É
Paulistana, tem 71 anos. É casada e mãe de sete filhos


O QUE FAZ
Filósofa, professora da USP e presidente da ONG Grupo de Pais de Homossexuais (GPH). Lançou os livros Vidas em Arco-Íris (Editora Record) e Mãe Sempre Sabe? (Editora Summus)

ÉPOCA – Se compararmos a aceitação da homossexualidade na sociedade e na família, onde ela mais avançou?
Edith Modesto - Dentro de casa avançou menos. Hoje já vemos homossexuais nas novelas, o assunto diversidade sexual não é mais um tabu. Mas dentro de casa tudo muda. É a velha história: e se fosse o seu filho? Conheço mulheres que durante a vida tiveram amigos íntimos homossexuais e um dia, ao se deparar com um filho gay, enlouqueceram, não aceitaram. Elas mesmas não entendem. Na semana passada, uma psicanalista especialista em sexualidade me procurou no GPH ao descobrir que a filha é lésbica.

ÉPOCA – A que você atribui essa dificuldade?
Edith - O preconceito está enraizado em todos nós, de alguma forma. Quando entra na nossa casa, mexe com as nossas expectativas em relação a um filho. É quando o nosso sentimento real, e não aquele da pesquisa feita na rua, que respondemos em tese, entra em cena.

ÉPOCA – Homossexuais ainda são expulsos de casa?
Edith - Sim, mas é mais raro. Hoje existem dois motivos de vergonha na cabeça desses pais. A de sempre: ter um filho gay ou uma filha lésbica. E uma nova: a de radicalizar a situação, expulsar o filho de casa ou bater nele, como acontecia muito no passado. Como a sociedade avançou, os pais ficam entre uma coisa e outra. Mantêm o filho em casa, mas não aceitam a homossexualidade dele. O resultado é que a pressão no lar passa a ser maior ainda.

ÉPOCA – Pais e mães reagem de forma diferente?
Edith - Sim. Como é nossa cultura? A mulher é mais afetiva, mais compreensiva. Os homens são mais frios, mais machistas - embora as mulheres também sejam e repassem este comportamento para os filhos. Quando se sabe que um filho é homossexual, de uma forma geral, a reação de ambos é ruim. Porém os homens tendem a atitudes mais agressivas ou se isolam do problema, enquanto que as mulheres enfrentam a questão que mais se aproxima de uma aceitação. Claro que há exceções.

ÉPOCA – Muda alguma coisa para os pais se é o filho ou a filha que se declara homossexual?
Edith - Eu tenho observado que para os pais é mais difícil ter um filho gay do que uma filha lésbica. Um pai, quando coloca um filho no mundo, quer que ele seja seu espelho. Quer a continuidade daquela linhagem. Somado ao machismo, fica uma situação muito difícil. Se a filha é lésbica, os pais acreditam que será mais 'disfarçável', já que ela pode ter amigas, demonstrar afeto, dormir juntas. Se o rapaz pega na mão do amigo, o mundo cai. Por isso as lésbicas jovens tendem a ficar dentro do armário por mais tempo.

ÉPOCA – Quais as fases mais comuns pelas quais passam os pais dos homossexuais?
Edith - A fase da descoberta é, naturalmente, a pior. Todas as pessoas do mundo foram criadas e se prepararam para ter filhos heterossexuais. Ninguém foi preparado para ter filho gay. Quando se vê uma mulher grávida, ninguém pergunta se é menino, menina ou homossexual. Então, a fase da descoberta é cercada, para a grande maioria, de culpa e negação.

ÉPOCA – E como é a negação?
Edith - Muitas acreditam piamente que se trata de algum problema psicológico, de uma fase de experimentação ou mesmo de safadeza. Tentam mostrar ao filho que existe um caminho melhor. Isso é o padrão e eleva o nível de sofrimento para todos. Às vezes, a aceitação demora muito tempo. Outras entram logo na fase de tentar saber tudo sobre gays e lésbicas.

ÉPOCA – Querem se aprofundar no tema?
Edith - Exato. Querem entender. Entender para tentar aceitar. Passam a ler tudo. A maioria das mães gostaria que ficasse comprovado o fator genético da homossexualidade, para terem a certeza de que não são as 'culpadas'. E também ter certeza de que o filho não é doente e nem safado. Somos ainda muito levados pela vertente da psicologia que diz que a culpa é sempre da mãe.


ÉPOCA

Graciliano Ramos

"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei,ainda nos podemos mexer"
Graciliano Ramos

Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".

Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras.

Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.[.....]

Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.

Usou vários peseudônimos.....

Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo.

O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal "Diário de São Paulo", que o autor responde por carta. Esse material transformou-se no livro "Ficção e Confissão".[......]

Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância".

Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.

Em abril de 1952, viaja em companhia de sua segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, à Tcheco-Eslováquia e Rússia, onde teve alguns de seus romances traduzidos. Visita, também, a França e Portugal. Ao retornar, em 16 de junho, já enfermo, decide ir a Buenos Aires, Argentina, onde se submete a tratamento de pulmão, em setembro daquele ano.[.....]

No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.

Em 1970, "Memórias do cárcere" é publicado em Portugal.

Bibliografia:

- Caetés - romance

- São Bernardo - romance

- Angústia - romance

- Vidas secas - romance

- Infância - memórias

- Dois dedos - contos

- Insônia - contos

- Memórias do cárcere - memórias

- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.

- Linhas tortas - crônicas

- Viventes das Alagoas - crônicas

- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).

- Cartas - correspondência pessoal.

Dados extraídos de livros do autor, internet e caderno "Mais!", da Folha de São Paulo, edição de 09/03/2003.


© Projeto Releituras - Arnaldo Nogueira Jr
09/05/2009 - 11:09:59

Investigação em xeque

O contrário da verdade factual é a ilusão, o contrário da verdade científica é o erro. A morte da garotinha Isabella é um fato (foi atirada da janela do sexto andar do prédio em que morava em São Paulo, há pouco mais de um ano). Mas a prova científica que a polícia produziu incriminando o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, está se revelando nula. Motivo: a perícia oficial se fundamenta no cotejamento de sangue encontrado em peças de roupas e objetos com o sangue de Alexandre e Anna, que o Instituto de Criminalística (IC) disse ter recebido do IML. "Afirmamos que o sangue que está no IML e que foi enviado ao IC não é do casal", dizem os advogados Roberto Podval (foto), Beatriz Rizzo e Cristiane Battaglia, três dos mais conceituados criminalistas do Brasil. "E queremos com urgência a elucidação desse fato." Os advogados protocolaram na quinta-feira 7 petição exigindo a preservação no IML e no IC do sangue que a perícia diz ser de Alexandre e Anna. ISTOÉ noticiou com exclusividade em novembro do ano passado que não houve coleta de sangue do pai e da madrasta no IML. De Anna, colheu-se uma amostra quando ela chegou à penitenciária de Tremembé (rotina para doença contagiosa). Só que essa coleta foi muito tempo após a conclusão da perícia (tanto que ela já estava denunciada e presa). Portanto, esse sangue jamais poderia ter sido usado pelo IML ou IC - nem pode estar agora nesses órgãos do governo.

ISTO É

ESSA NOTÍCIA DA ISTO É DE QUE O SANGUE NÃO HAVIA SIDO COLETADO, JÁ FOI DESMENTIDA E PROVADO QUE O SANGUE FOI COLETADO!
MAIS MENTIRAS VÃO CONTINUAR NOTICIANDO?
AINDA INSITEM?

TJ PRIMEIRA INSTANCIA001.08.002241-4/00 -
INSTRUÇAO CRIMINAL
15/12/2008Quando do oferecimento de suas razões em recurso de Apelação interposto pelos I. Drs. Defensores dos réus contra decisão proferida por este Juízo, que indeferiu pedido de liberdade provisória formulado pelos mesmos, o N. Causídicos chegaram a declarar, de forma expressa e categórica, em mais de uma ocasião – como bem lembrado pelo nobre representante do Ministério Público às fls. 4058 – que durante as investigações, os réus “PERMITIRAM” a coleta de sangue deles, querendo, com isso, demonstrar que estavam colaborando para a instrução do feito. Como podem, agora, virem novamente em Juízo para afirmarem exatamente o contrário e, o que é mais sintomático, alegar que se trata de fato novo ? (..........) como já ressaltado, não se trata de fato novo, mas de informação que há muito já constava dos autos, não adquirindo esta característica tão somente porque tal situação teria sido veiculada através de reportagem jornalística, a qual, diga-se de passagem, foi subscrita por jornalista que supostamente pertenceria à equipe da assistente técnica Delma Gama e Narici, que foi contratada pelos próprios réus, como mencionado pelo Dr. Promotor de Justiça em suas contra-razões deste recurso (fls. 4057).

NÃO ADIANTA PROTELAREM O JÚRI POPULAR COM COISAS JÁ PROVADAS QUE NÃO EXISTIRAM!!!!

JUSTIÇA JÁ!!!!!!!!!!!!!

Como age o câncer que atingiu Dilma Rousseff e Glória Perez


Pesquisa revela que maioria da população nunca ouviu falar do linfoma, quinto tipo de câncer mais frequente no mundo

Tanto a ministra Dilma Rousseff como a autora de telenovelas Glória Perez foram recentemente diagnosticadas com linfoma. De acordo com o médico Celso Massumoto, hematologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, essa doença pode ocorrer em qualquer faixa etária. "É mais comum na idade adulta jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior freqüência entre 25 a 30 anos", diz.
Quando um paciente com linfoma não-Hodgkin agressivo – o mesmo que atingiu ambas – é diagnosticado precocemente, a chance de cura chega a 95%. Isto porque, apesar de se tratar de um câncer severo, os avanços da medicina proporcionam tratamento complementar à quimioterapia, com uma droga inteligente, chamada de terapia-alvo que age diretamente na célula tumoral.
Quando não proporciona a cura, o tratamento permite que o paciente conviva com a doença, mantendo a qualidade de vida. Estatísticas apontam que o linfoma não-Hodgkin afeta 1,5 milhão de pessoas em todo mundo.

Entenda o linfoma
O sistema linfático é responsável pelas defesas do corpo. Ele é formado por gânglios ou linfonodos que produzem as células de defesa do organismo (linfócitos). O linfoma é um tipo de câncer no qual há uma proliferação desordenada dos linfócitos.O tumor pode começar em várias partes do corpo, como abdômen, virilha, pélvis, axilas e pescoço.
Estudos científicos recentes mostram um novo caminho para o tratamento da doença. Considerado um marco no tratamento dos linfomas, um estudo com sete anos de seguimento no tratamento de pacientes com linfoma aponta que mais pacientes estão vivos devido à eficácia do tratamento com o anticorpo monoclonal rituximabe, que é associado à quimioterapia. A terapia é conhecida como R-CHOP (rituximabe + quimioterapia).
O resultado destaca o impacto que o medicamento proporciona aos pacientes com linfoma agressivo, comprovando que um maior número de portadores da doença tratados com esse medicamento consegue estabilizar a doença por até sete anos, se comparado apenas ao tratamento quimioterápico.
Com isto, além de poder oferecer aos pacientes maiores chances de cura com melhor qualidade de vida, possui boa tolerabilidade, não se observando os efeitos colaterais frequentes da quimioterapia (queda de cabelo, efeitos tóxicos no coração, rins, entre outros.)

Desafios além da Medicina
Apesar de todos os avanços terapêuticos, existem outros desafios no combate à doença: o desconhecimento sobre o linfoma e a dificuldade para a realização do diagnóstico precoce. Pesquisas apontam que mais da metade dos brasileiros (66%) nunca ouviu falar do linfoma, que é o quinto tipo de câncer mais freqüente no mundo. Um dado ainda mais preocupante é que 89% dos que mencionaram ter ouvido falar dos linfomas (34%), desconhecem os sintomas da doença.
A pesquisa, encomendada pelo Laboratório Roche e que foi cedida para a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, ouviu no ano passado 910 pessoas em 10 capitais, atingindo todas as cinco regiões do País. O objetivo principal foi avaliar o conhecimento dos brasileiros para um tipo de câncer que cresce aceleradamente no Brasil e no mundo a cada ano.
Ao contrário do que mostram os números em diversos países, 67% dos entrevistados acreditam que a leucemia é mais freqüente do que os linfomas.
Outro dado importante apresentado na pesquisa é que 32% dos entrevistados gostariam de obter mais informações sobre o que são os linfomas, 24% sobre os sintomas e 21%, as causas. Além disso, apenas 3% disseram que procurariam o hematologista para tratar a doença e 35% não saberiam quem procurar neste caso.


VEJA

Éramos tantos e somos tão poucos

Os casais têm menos filhos, os filhos se dispersam, os primos desaparecem, ninguém quer opinião de tia – e as famílias enormes viram um retrato na parede

Até vinte anos atrás, a empresária Vera Mattos, hoje com 53 anos, almoçava todos os domingos na casa de sua mãe, no bairro da Lapa, em São Paulo. Desses almoços faziam parte pelo menos outros vinte parentes. Todos chegavam de manhã e preparavam juntos a massa do espaguete e o frango assado. A comilança se estendia até a noite, quando as mulheres voltavam para a cozinha e assavam pizzas, que fechariam o encontro. Sua mãe e uma empregada ficavam até de madrugada arrumando a casa. Há uns dez anos, os pais de Vera sofreram um assalto traumatizante e se mudaram para um apartamento. O número de convidados para os almoços dominicais encolheu. Com o tempo, os sobrinhos de Vera e a sua filha única, a publicitária Thais, 24, desistiram da visita semanal à avó. Vera e seus dois irmãos se divorciaram. A família numerosa diminuiu dramaticamente. "Trago minha mãe para almoçar no meu restaurante no domingo e ficamos só nós duas", conta a empresária, com um tom de melancolia na voz. "Nem lembro quando foi a última vez em que a família se reuniu. Hoje em dia todo mundo tem muita autonomia desde cedo, não existe muita obrigação", diz Thais, que vê no fim da tradição um lado ruim e um lado bom. O ruim: "Quando eu era pequena e todo mundo se encontrava mais, eram sempre os mesmos assuntos, as mesmas implicâncias, mas isso faz parte da vida em família. Acho que se perde muito da união". O bom: "Todos os mais velhos se acham no direito de criticar os mais novos. É como se vários pais se unissem contra os filhos".
O encolhimento da família de Vera e Thais ocorre da mesma forma na maioria das casas brasileiras. Aquela família enorme, com dezenas de tios, primos e agregados, é um fenômeno em extinção. Os estudos sobre a mudança demográfica, com todas as suas consequências sociais, mostram que a principal causa desse enxugamento é a queda acentuada na taxa de fecundidade. "Nos anos 1970, havia 6,2 filhos para cada mulher. Hoje, essa taxa caiu para 1,8", compara Marcelo Neri, economista da Fundação Getulio Vargas. "O processo de queda, além de intenso, aconteceu em um tempo muito curto. Nos países europeus, esse decréscimo demorou cinquenta anos", diz a socióloga Ana Lúcia Sabóia, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As separações também são consideradas uma grande impulsionadora do encolhimento familiar. Segundo o IBGE, o número de divórcios no Brasil aumentou 52% nos últimos dez anos, sem contar as uniões e as desuniões não oficializadas. "O casamento até a morte era mais fácil no passado, quando se vivia até os 60 anos. Hoje, as pessoas vivem até os 90. É muito mais difícil ficar esse tempo todo junto", avalia Neri.
Paralelamente às explicações demográficas para a redução das famílias, existe também a fragmentação dos núcleos familiares – os laços com primos de graus distantes e tios de gerações imemorais perderam a força, quando não desapareceram. "A família grande era incômoda, dava palpites, interferia na educação dos filhos dos outros. A família nuclear, composta de pais e filhos, é mais individualista, quer criar as crianças do seu jeito e não depender da parentada para nada", diz Magdalena Ramos, terapeuta de casais e de família. Sem contar que não há espaço nem dinheiro para acomodar as festas de família à moda antiga. "As famílias brasileiras não têm a desenvoltura das europeias, que, quando convidadas para jantar na casa de alguém, levam um prato de comida para ajudar", afirma Lidia Aratangy, psicóloga e terapeuta de família. Estudos demográficos feitos recentemente levantam outras causas do enxugamento das famílias. Um deles, do IBGE, revela que nos anos 80 a taxa de urbanização no Brasil era de 65% e hoje é de 83,5%, o que indica que muitas famílias se cindiram, com parentes mudando-se do campo para os centros urbanos. Outro estudo, este realizado entre 1997 e 2007, mostra que, há doze anos, um nada em termos de transformações sociais, 56,5% das famílias tinham filhos morando em casa. Em 2007, esse número baixou para 49%. "Eu tenho quatro filhos. Um mora no Chile, outro na Alemanha, o terceiro em Piracicaba e o quarto em Campos do Jordão. O mundo ficou menor, mas nós, em compensação, nos vemos muito menos", descreve a psicóloga Ceneide Cerveny, de São Paulo.
Maria e Armando Narumiya, ele engenheiro, 63 anos, ela dona de casa, 50, não só lamentam a falta de contato entre parentes como enfrentam, no momento, uma redução ainda maior do seu núcleo principal: os dois filhos, ambos solteiros, alugaram um apartamento e vão morar longe dos pais. Maria conta que na casa onde cresceu era normal juntar até cinquenta parentes numa simples reunião. "Hoje, além de não conseguir levar meus filhos para visitar os tios, ainda passo a vergonha de vê-los trancados no quarto quando alguém vem me ver", diz. Sua filha Carolina, 28 anos, publicitária, já anunciou que não tem a menor intenção de ter filhos. "Fiquei triste, porque meu sobrenome pode acabar na geração dela", diz o pai. Sobre a mudança iminente de casa, Carolina brinca: "Falei para a minha mãe não ficar triste, porque a gente volta para trazer a roupa suja para lavar" – este, em geral, o último vínculo filial a se partir.
Por mais que os pais achem doloroso, a saída dos filhos de casa é normal e desejável, e os "cangurus", como são chamados os trintões solteiros que não mudaram de endereço, continuam a ser exceção. "As casas antes comportavam três gerações: os avós, a filha deles com o marido e os netos. Hoje, ninguém mais quer morar com os pais. Além disso, quando os pais ficavam doentes, eles eram cuidados na casa dos filhos. Agora, são mandados para casas de repouso", diz Magdalena. A psicóloga Lidia aponta como desvantagem nesse encolhimento o fato de as crianças, principalmente, perderem a possibilidade de conhecer diferentes tipos de relacionamento. "Fazia bem para os pequenos perceber que os tios tinham uma forma distinta de tratar os filhos", avalia. Mas vê como vantagem os pais, ao se concentrar apenas nos poucos filhos que têm, poderem se dedicar muito mais a eles. "A verdade é que nas famílias com cinco, seis crianças, os pais não tinham tempo para conhecê-las direito", diz. E ainda tinham de aguentar os palpites de todo mundo.


VEJA

Mãe guardiã é acusada de matar bebê com chupeta grudada na boca

Uma mãe adotiva está sendo acusada de ter matado um bebê de 9 meses por asfixia após prender uma chupeta em sua boca com um esparadrapo.

Angela Deniece Dukes, de 30 anos, é enfermeira e trabalhava na unidade neonatal do hospital Palmeto Health Richland, no condado de Richland, no Estado americano da Carolina do Sul.
De acordo com o jornal local Boston Herald, Dukes foi presa na quarta-feira depois que uma investigação policial concluiu que o bebê Curtis Williams havia morrido asfixiado no dia 8 de fevereiro.
A mulher confessou ter colado a chupeta da boca do menino para que ela "ficasse no lugar", acrescentou o jornal.
Angela Dukes tinha uma licença para cuidar de crianças sob custódia da Justiça em sua própria casa e havia recebido Curtis um dia antes de sua morte.
A mãe biológica do menino havia sido presa horas antes após ser encontrada drogada pela polícia em quarto de hotel.
O legista Clay Nichos disse ter ficado chocado ao constatar a causa da morte. Ele comparou o gesto da mãe adotiva ao de "tapar a cabeça de uma criança com uma sacola de plástico".
Dukes perdeu a licença de mãe adotiva e aguarda julgamento.



BBC Brasil

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Defesa do casal Nardoni volta a questionar exame de DNA feito pela perícia


SÃO PAULO - O advogado de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, diz que o casal não forneceu sangue para exame de DNA quando foi preso no ano passado, logo após a morte de Isabella. Nesta quinta-feira, Podval pediu à Justiça uma nova análise laboratorial e disse que não é possível relacionar o sangue dos dois aos objetos encontrados no apartamento da família onde ocorreu o crime, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo.
- Eles disseram que não tiraram sangue. Informaram que fizeram apenas uma coleta de urina, pois não tinha agulha para exame de sangue no Instituto de Criminalística. E se o sangue não é dos dois toda a investigação deve ser colocada em xeque - disse o criminalista.
Podval assumiu a defesa do casal no mês passado. Ele já sofreu sua primeira derrota ao ter negado o pedido de anulação do processo contra o casal. Podval disse que somente na semana passada se reuniu pela primeira vez com Alexandre e Anna Carolina. O advogado disse que não há terno de coleta de sangue no processo. Apesar disso, um dos laudos do Instituto de Criminalística apontaria 1 ml de sangue colhido dos dois para indicar a coincidência do perfil genético com o sangue encontrado na calça de Anna Carolina e na cadeirinha do carro.
A tentativa de mostrar que o casal não coletou sangue já foi feita pelo advogado Marco Polo Levorin, que estava à frente do caso. Podval disse, no entanto, que o pedido de Levorin acabou se perdendo no meio do processo, mas seria um ponto importantíssimo para provar a inocência dos dois, que estão presos há um ano em penitenciárias de Tremembé, a 140 quilômetros de São Paulo.
- Há uma dezena de pontos para serem esclarecidos antes do julgamento. Alexandre e Anna Carolina não podem ir à júri popular tão rapidamente - disse.
Podval entregou o pedido de um novo exame de sangue ao juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara Criminal do Fórum de Santana, que direcionou o caso para o promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação. O promotor disse que vai analisar o pedido, mas já adiantou que a coleta ou não do sangue é apenas um fragmento de toda uma prova contra Alexandre e Anna Carolina. Segundo ele, os próprios réus já admitiram que forneceram o sangue para análise em outros momentos.
Cembranelli acredita que o júri popular ocorra no segundo semestre no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Segundo a polícia, Isabella foi estrangulada pela madrasta e arremessada do 6ª andar do edifício London pelo pai, que cortou a rede de proteção da janela do quarto dos filhos. O casal nega o assassinato. O promotor afirma que os advogados tentam fazer com que o caso caia no esquecimento.
A decisão de levar o casal a julgamento foi anunciada em outubro do ano passado pelo juiz Maurício Fossem e confirmada em março pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Em seu parecer, o desembargador Luís Soares de Mello afirmou que acabar com o processo, como queriam os advogados do casal, é um contra-senso próximo da aberração. Disse ainda que os dois devem permanecer presos, pois a prisão é necessária para manter a ordem pública e a credibilidade da Justiça.
Fonte: O Globo

Todas as reinvidicações da nova defesa caso Isabella já foram feitas em algum momento do processo. O novo advogado somente tenta atrasar o júri popular; não traz nenhuma novidade; não alega nada novo. As amostras do sangue do casal forma colhidas no começo da investigação e comparadas exaustivamente com as amostras encontradas na cena do crime. Os leitores podem até rever a resposta dada à levorin sobre essa questão:
TJ PRIMEIRA INSTANCIA001.08.002241-4/00 -
INSTRUÇAO CRIMINAL
15/12/2008
Quando do oferecimento de suas razões em recurso de Apelação interposto pelos I. Drs. Defensores dos réus contra decisão proferida por este Juízo, que indeferiu pedido de liberdade provisória formulado pelos mesmos, o N. Causídicos chegaram a declarar, de forma expressa e categórica, em mais de uma ocasião – como bem lembrado pelo nobre representante do Ministério Público às fls. 4058 – que durante as investigações, os réus “PERMITIRAM” a coleta de sangue deles, querendo, com isso, demonstrar que estavam colaborando para a instrução do feito. Como podem, agora, virem novamente em Juízo para afirmarem exatamente o contrário e, o que é mais sintomático, alegar que se trata de fato novo ? (..........) como já ressaltado, não se trata de fato novo, mas de informação que há muito já constava dos autos, não adquirindo esta característica tão somente porque tal situação teria sido veiculada através de reportagem jornalística, a qual, diga-se de passagem, foi subscrita por jornalista que supostamente pertenceria à equipe da assistente técnica Delma Gama e Narici, que foi contratada pelos próprios réus, como mencionado pelo Dr. Promotor de Justiça em suas contra-razões deste recurso (fls. 4057).
Até quando teremos que esperar para que a justiça seja feita? Até quando a defesa dos Nardonis utilizará destes artifícios, que , embora legais, só trazem mais sofrimento a todos? Ana Carolina de Oliveira teve sua vida alterada tragicamente e os culpados demorarão quanto tempo para receberem a sentença???????????

JUSTIÇA JÁ!

JÚRI POPULAR AGORA!

Assassinado um dos suspeitos de ter arrastado bebê em Alagoas

MACEIÓ - Edivan de Melo Almeida, de 18 anos, um dos suspeitos de ter participado do assalto em que um bebê foi arrastado pelo carro por cerca de 400 metros, na Ponta Verde, em Maceió, foi assassinado na noite desta quinta-feira, no bairro Canaã com tiros de pistola. Além de Edivan, o irmão dele P.I.M de 13 anos, também foi vítima dos disparos e morreu.
De acordo com o delegado Valdir Silva de Carvalho, que apura os assassinatos dos dois irmãos, a Polícia Civil já estava investigando a participação do jovem no assalto do qual foi vítima a família do bebê.
- Ele era um dos principais suspeitos desse crime. Além disso, era considerado o maior ladrão de carros de Maceió. Numa das vezes em que foi preso, ele estava com seis carros roubados na porta de casa. Só na Delegacia da Criança e do Adolescente ele responde a três inquéritos, dois por roubo e um por tráfico de drogas - disse o delegado.
Ainda segundo o delegado, Zeriavan Hipólito de Almeida, pai dos dois jovens assassinados, confirmou à polícia que o autor dos disparos era o traficante conhecido como 'Aranha'.
- O Edivan pode ter sido morto porque, há pouco tempo, assassinou dois integrantes da gangue do 'Aranha'. Também há suspeita de dívidas com traficantes - acrescentou Carvalho.
Edivan de Melo Almeida e o irmão P.I.M.A. foram executados na porta de casa com mais de 20 tiros, na Rua Água Branca, no Conjunto Canaã, bairro do Tabuleiro do Martins, periferia de Maceió.
A mãe dos jovens, que estava na residência quando os crimes aconteceram, conseguiu fugir do local com o filho mais novo, uma criança ainda de colo e o outro irmão das vítimas, que tem 17 anos. O pai deles, Zeriavan Hipólito, também escapou da morte porque estava trabalhando no momento dos assassinatos.
Segundo informações colhidas pelo 5º Batalhão da PM, há três meses, um outro irmão deles também perdeu a vida pelo mesmo motivo.
O pequeno Gabriel, de apenas quatro meses, foi arrastado por cerca de 400 metros, dentro da cadeirinha de bebê que ficou presa na porta do carro, depois que homens armados renderam Renata Dowell, mãe da criança, num assalto que aconteceu no último dia 23, na Rua Hélio Pradines, Ponta Verde.
Ao anunciar o roubo, os bandidos não perceberam que o bebê ficou no banco de trás do Renault Clio, de cor prata e placa. A cadeirinha ficou presa na porta do veículo pelo cinto de segurança.
Assustados com a situação, depois que um motoqueiro informou que o bebê estava preso ao carro, a quadrilha abandou o automóvel minutos depois.
Gabriel foi internado num hospital particular e passou por avaliação de um pediatra e de um neurocirurgião, devido à pancada na cabeça. Ela sofreu arranhões no rosto e no braço.


O Globo On Line

Fiscais irão até prédios residenciais para coibir fumo

São Paulo - Os condomínios também serão alvos da fiscalização, conforme anunciou ontem o secretário de Estado da Justiça, Luiz Antônio Marrey. "Se houver denúncia (sobre o descumprimento), os fiscais poderão entrar nesses empreendimentos", afirmou. Isso porque, sancionada a lei antifumo, fica proibido o uso do cigarro em áreas comuns e fechadas dos edifícios residenciais e comerciais. Não será mais possível fumar nos salões e no hall.
"Como temos agora os 90 dias para as adequações, o trabalho será de encaminhar circulares aos condomínios e orientar que os prédios anexem adesivos informativos", afirmou Ana Paula Pellegrino, diretora da Adbens, empresa que administra 130 condomínios na capital paulista. No Estado, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), existem 40 mil condomínios residenciais e comerciais. "A grande dúvida que fica com relação a esta lei é para quem vai a multa em caso de infração", diz o vice-diretor da entidade, Hubert Gebara.
"O condomínio não pode receber a pena em dinheiro, por causa de um condômino infrator. Fora que o síndico não tem poder de polícia para afirmar quem foi que descumpriu a nova regra." Por isso, na avaliação de Gebara, o ideal é que a proibição de fumar em áreas coletivas e fechadas faça parte do regimento interno do prédio. Assim, da mesma forma que é proibido ao visitante usar a piscina, pois pode render multa, o síndico poderá multar o condômino que desrespeitar a lei antifumo.
O que já está definido é que durante as blitze de fiscalização os fumantes não precisarão ser detidos com a bituca para render multa. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, indícios serão suficientes para a aplicação da autuação, como presença de cinzeiros e ausência de placas informativas sobre a restrição. Além disso, os fiscais contarão com 15 aparelhos que detectam a presença de partículas do cigarro no ambiente. Os "fumômetros" ainda serão comprados. São equipamentos parecidos com os usados para avaliar a concentração de poluentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Não dê o start

Dois jovens em recuperação contam sobre os riscos de depender do crack

Imagine que você tem uma vida extra. Você poderia extrapolar todos seus limites e recomeçar tudo, com moderação. Só que você não é personagem de videogame. Os estudantes Ana* e Fábio* descobriram isso a tempo. Pararam de usar crack antes do jogo terminar. Aluna de colégio particular da Capital, ela está há cinco meses limpa. Ele estuda em colégio público e está internado há 15 dias, em uma clínica de Porto Alegre. Os dois aceitaram responder a perguntas do Kzuka, por e-mail, para contar por que não vale a pena entrar nessa.

Kzuka – Quando você experimentou o crack, tinha noção do seu alto poder de destruição?
Ana* – Sim, quando experimentei, todo mundo dizia isso, mas não levei muito em conta. Hoje, acho que até contou ser uma droga com mais poder de destruição, assim, eu seria mais eu. “Comigo o bicho não pega”, pensei. Fábio* – Quando usei pela primeira vez, eu não sabia que fazia tão mal. Quando fui perceber, já estava viciado. Daí, fui saber a quantidade de porcaria que tem na pedra, gasolina, esmalte, cimento...

Kzk – Como a droga lhe foi apresentada? Seus amigos usam ou usavam?
Ana* – Eu tinha bebido e tava de olho no guri que me apresentou. Acho que isso diz tudo.
Fábio* – Fumava maconha diariamente. Um dia, resolvi misturar com a pedra porque me disseram que era melhor. Estava na casa de um amigo e saí para comprar. Virou diário o uso, fora de controle. Quase todos meus amigos usam, mas fumo sozinho. Eles ficam na rua, eu não. Acho que é por vergonha, medo de que meu pai me pegasse ou soubessem que eu era um drogado.

Kzk – Quando você experimentou drogas pela primeira vez? E álcool?
Ana* – Álcool com 12 ou 13. Maconha com 15. Aos 15 e 16, eu mandava ver cerveja nas festas.
Fábio* – O crack eu comecei em 2008, mas, o álcool foi há muito tempo, aos 11 anos. O primeiro porre foi aos 14 anos.

Kzk – Como você se sente hoje?
Ana* – Hoje, sei que poderia ter perdido o trem da vida. A sorte esteve do meu lado. Tô viva. Fisicamente, tô recuperada. Psicologicamente, ainda é difícil. Quando bate a fissura, ninguém me aguenta.
Fábio* – Quando eu usava a droga, me sentia bem. Resolvi um monte de problemas, me sentia legal. Depois, eu fiquei muito mal, muito fraco, comecei a destruir a família, eu mesmo. Agora que eu tô me tratando, tô me sentindo muito melhor, me recuperando.

Kzk – Como estão os estudos, chegou a interrompê-los? No colégio, sabem da sua situação?
Ana* – Atrasei a 3ª série do Ensino Médio, ano que usei crack. Matava muita aula no final, mas, este ano, sei que vou passar. Se meus pais não tivessem contado na escola sobre o crack, acho que só saberiam que eu usei drogas, e até aí, muita gente usa. Meus pais “botaram na roda”. Fiquei muito revoltada. Agora, acho que foi bom.
Fábio* – Eu não interrompi os estudos, só agora para me tratar. Mas piorei muito na escola. Quando usava drogas, as notas baixaram, não queria estudar. A escola sabe que eu tô me tratando, porque o pai levou um atestado, mas só alguns amigos meus sabem.

Kzk – Como se deu o início do tratamento?
Ana* – Meus pais me levaram nuns quantos psicólogos e eu não aceitava. Diziam que era pra me internar à força. Como a Amy Winehouse, eu dizia “No, no and no”. Um amigo me levou pro grupo de Narcóticos Anônimos e deu certo.
Fábio* – Minha mãe me aconselhou. Depois que eles souberam, conversaram comigo, daí eu pensei bastante e resolvi me internar.

Kzk – Como seus pais ficaram sabendo que você usava a droga?
Ana* – Meus pais dizem que foi um telefonema anônimo, mas eu negava, negava, negava. Até que não deu mais pra negar...
Fábio* – Eu escondia deles. Quando eu tava usando maconha, eles souberam por causa do cheiro e dos olhos vermelhos. Com o crack, começou a sumir coisas de casa. Eu tava levando dinheiro, calçados, roupa.

Kzk – O que diria para jovens da sua idade que nunca experimentaram crack? E para quem usa outras drogas e bebe exageradamente nas festas?
Ana* – Nunca cheguem nessa parada. Atrasa tudo. Atrasa a vida. A ceva ou outra bebida com álcool qualquer é uma roubada. Teria muito pra dizer, mas cada um cuida ou descuida da sua própria vida.
Fábio* – Eu diria que não é bom. Pensem duas vezes antes de usar. O cara perde o controle, pode achar que é forte, mas sempre perde o controle, destrói a pessoa, a família. A droga é muito ruim. Quando tu usa uma droga por bastante tempo, tu quer usar outra. Então, não usem nenhuma droga. Tu não precisas encher a cara para curtir uma festa, se consegue fazer isso numa boa.

*Os nomes foram alterados para presevar a identidade dos jovens

Marcela Donini


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