Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de novembro de 2016

“Educação de berço é dever das famílias e não da escola”, diz juiz da infância

O juiz da Infância e Juventude de Dourados, Zaloar Murat Martins de Souza é o entrevistado de hoje de O PROGRESSO. O magistrado fala sobre os 25 anos de existência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completados no último dia 13 de julho. Lei 8.069/90.

Embora seja considerada uma legislação avançada e exemplar para outros países, especialistas da área apontam que o texto precisa ser efetivamente aplicado para garantir uma transformação real na vida de crianças e adolescentes do País. Muitos aspectos da lei ainda não saíram do papel. Nesses 25 anos, cerca de 20 leis entraram em vigor modificando o estatuto. Ainda estão em análise na Câmara dos Deputados quase 300 propostas para alterar o ECA, mais de 50 destas com o intuito de endurecer a punição aos adolescentes infratores.

Para o juiz Zaloar, falta o Estado colocar em prática as políticas públicas para efetivação do ECA. “A questão é a aplicabilidade, é de fazer com que as chamadas políticas públicas ali previstas funcionem. Que a família, a sociedade civil e o Estado de fato implementem estas políticas públicas previstas no ECA. É um aspecto que tem caminhado a passos de tartagura”.

O juiz Zaloar se mostra favorável a um projeto de lei aprovado recentemente pelo senado que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aumenta o tempo de internação de menores de 18 anos que tenham cometido crimes hediondos. A matéria seguirá agora para votação na Câmara dos Deputados.

Pelo projeto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os jovens que tenham cometido esse tipo de crime poderão ficar internados em centros de atendimento socioeducativo por até dez anos. Atualmente, o tempo máximo de internação é de três anos.

Originalmente, o relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), havia proposto que o tempo máximo de internação ficasse em até oito anos. Porém, ele acatou emenda do próprio Serra e manteve o limite em até dez anos.

O texto também prevê uma alteração no Código Penal para agravar a pena do adulto que praticar crimes acompanhado de um menor de 18 anos ou que induzir o menor a cometê-lo. Nesses casos, a pena do adulto será de dois a cinco anos, podendo ser dobrada para os casos de crimes hediondos.

Outro ponto proposto por Pimentel prevê que os adolescentes passarão por avaliação, a cada seis meses, feita pelo juiz responsável pelo caso. O objetivo é que o magistrado possa analisar e optar por liberar antecipadamente ou não o jovem da reclusão.

Os internos ainda deverão estudar nos centros de internação até concluir o ensino médio profissionalizante. Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que os menores devem concluir somente o ensino fundamental.

O juiz Zaloar também alerta as famílias sobre o dever de educar seus filhos na questão da chamada educação de berço e não simplesmente transferir este dever as escolas. “Educação de berço é dever das famílias e não da escola”, confira a entrevista:

O Estatuto da Criança e do Adolescente foi uma boa ideia?

“O Estatuto da Criança foi uma brilhante ideia à época quanto ao seu sancionamento. Na verdade o ECA veio revolucionar o sistema então, vigente, chamado menorista. Então o menor chamado hoje de criança e adolescente era visto pelo Estado na situação de abandono e delinquência e com a entrada em vigor do ECA a criança e o adolescente passaram a ser sujeitos de direito, ou seja, sujeitos protegidos pelo Estado. Protegido na sua saúde, na sua educação, no seu lazer, no esporte, enfim, sob todos os ângulos, então neste aspecto foi uma grande vitória, tanto que até hoje o ECA foi considerado um excelente projeto, uma excelente lei, uma lei moderna comparada as melhores do mundo, agora a questão é a aplicabilidade, é de fazer com que as chamadas políticas públicas ali previstas funcionem. Que a família, a sociedade civil e o Estado de fato implementem estas políticas públicas previstas no ECA. É um aspecto que tem caminhado a passos de tartagura”.

O que falta para que o ECA funcione?

“Realmente o que falta ao ECA é a sua efetividade. São as chamadas políticas públicas ali previstas que ainda hoje continuam na dependência da sua colocação em funcionamento. Nós sabemos que temos parte das famílias desestruturadas e ali é que entra efetivamente a aplicação do ECA. Mas é através do que? Educação, saúde, cultura, lazer, segurança ao jovem, são falhas que vem ocorrendo ou omissões, talvez não falhas que vem ocorrendo por parte do estado e também da própria sociedade civil”.

Com relação às Uneis, a situação continua preocupante?

“Infelizmente é a mesma situação. As Uneis também vem sofrendo este mesmos problemas que eu aqui considerei, isto é, nestes vinte e cinco anos de entrada em vigor do ECA o sistema sócio educativo continua patinando por conta de um Estado que não tem investido neste trabalho de ressocialização. Se nós tivéssemos realmente um estado que investisse na recuperação do adolescente infrator com educação, com profissionalização, com o acompanhamento pós saída da unidade nós poderíamos ter melhores ou até bons resultados, mas infelizmente isso não acontece, e eu já tenho dito em outras oportunidades que nós temos Unei Cadeia hoje em dia, infelizmente”.

O senhor é contra ou a favor da alteração no tempo de internação dos menores infratores?

“Eu sempre fui favorável à elevação do prazo de internação. E esse projeto que é do senador Serra, vem ao encontro da minha ideia também que sempre foi de elevação do tempo de internação e não dessa redução da maioridade penal que também está sendo proposta e votada na Câmara Federal”.

Nestes 25 anos do ECA o que o senhor diria às famílias?

“Para as famílias eu digo que a chamada educação de berço é aquela primeira educação, que é responsabilidade e dever dos pais. Não se pode fazer como se tem falado hoje que essa educação é da escola, eu entendo que não, a escola tem o dever de transmitir o conhecimento, agora, a boa maneira, o respeito aos mais velhos, essa educação que antigamente era chamada de educação de berço continua sendo da família. Eu digo a educação primeira parte da família, infelizmente tem ocorrido muitos casos em que as famílias tentam atribuir toda a educação dos filhos à escola, sentar-se a mesa, de pegar os talheres para se alimentar, isso é dever da família, obrigação das famílias, dar afeto e carinho, ensinar este ser a ter um comportamento social adequado”.

E o papel do Estado neste contexto?

“O Estado continua falhando, eu vejo que com poucos investimentos e a sociedade civil, eu vejo que um tanto quanto distante ainda do problema da desestruturação da família, especialmente as famílias de mais baixa renda, em que não tem havido a participação da sociedade civil como um todo, juntamente com o estado no sentido de dar a esta família desestruturada, condições de educar condignamente os seus filhos”.

Fonte: O PROGRESSO

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

VOCÊ ACORDA TODAS AS NOITES NO MESMO HORÁRIO? AQUI ESTÁ O SIGNIFICADO!

Luiza Fletcher

Existem sistemas e relógios internos inerentes aos seres humanos, que ajudam a governar nossas funções corporais. O nosso bem-estar espiritual e saúde física estão diretamente ligados.

Métodos medicinais tradicionais chineses prestam muita atenção para os padrões de colocação de energia e movimento para diferentes áreas do corpo em momentos diferentes. Dentro de seu ciclo de 24 horas, o seu corpo dedica energias diferentes para diferentes órgãos.

Se você vem acordando no mesmo horário de forma consistente, isso poderia significar que a alguma energia sua está sendo bloqueado ou mal direcionada. Isto perturba o equilíbrio natural. Seus órgãos precisam de energia para curar e operar.

Aqui está uma lista de horários e os órgãos aos quais estão associados. Muitos destes bloqueios devem ser visto fisicamente e emocionalmente. Você deve rever o que e quando tem comido, pois a alimentação pode ser razão para os seus sintomas.

21:00 às 23:00h
Este é o horário em que a maioria das pessoas tenta adormecer. Este é o tempo que o nosso sistema endócrino reequilibra e enzimas são reabastecidas. O sistema endócrino controla hormônios e metabolismo. Se tiver dificuldade em adormecer, neste horário, você pode estar preso em um modo de fuga ou luta.

Você ainda está mentalmente preso nos acontecimentos do dia ou já se prepara para os desafios de amanhã. Repita mantras positivos, e libere o que te causa tensão. Se você está comendo mal ou muito tarde, também pode criar bloqueios.

23:00 às 01:00h
Se você acordar muitas vezes neste horário, pode ser devido a ressentimentos que você carrega. Este é o tempo do ciclo de 24 horas em que a energia yin é transformada em yang. A energia Yang é altamente ativa, seu corpo deve armazenar esta energia para o dia seguinte. Reforce o amor próprio, fazendo o seu melhor para manter a calma e conservar energia.

01:00 às 03:00h
Este é um momento crucial para o processo de desintoxicação e renovação do corpo. Seu fígado está destruindo e liberando toxinas, enquanto produz sangue fresco.

Acordar neste horário é normalmente indicativo de raiva, frustração e formações negativas. Se você não está tratando essas toxinas espirituais, então o seu “fígado” espiritual está tentando chamar a atenção para estes problemas.

03:00 às 05:00h
Este é o horário em que seus pulmões estão em reparação e inundando seu corpo com oxigênio. Certifique-se de estar quente o suficiente para ajudar a facilitar as funções corporais. Se você acordar nesse horário, tente exercícios de respiração.

Problemas com os pulmões estão frequentemente relacionados a dor e tristeza.

05:00 às 07:00
Quaisquer toxinas liberadas e discriminadas no início da noite estão sendo removidas do sistema.

O intestino grosso é ativo durante este tempo. Ter uma dieta pobre ou comer muito tarde pode levar a problemas que irão acordá-lo neste momento.

Fonte: O Segredo

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Foto controversa de bebê com algema e cassetete causa polêmica nas redes sociais


“Há uma forte inadequação na situação”, comentou o especialista em educação Mário Sérgio Cortella, em entrevista à rede CBN de rádio, sobre a foto de um bebê publicada nas redes sociais oficiais da Polícia Militar de São Paulo, vestindo o fardamento e segurando um cassetete e uma algema, acompanhada da mensagem #podeconfiarpmesp.


Após a polêmica levantada pela imagem, que recebeu comentários de reprovação e de aprovação, a PM explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que tomou a decisão de tirá-la do ar. De acordo com a nota, “as fotos publicadas nas redes oficiais são enviadas, como em inúmeras outras situações anteriores publicadas, por internautas ou selecionadas por outras mídias sociais, de caráter público”.

Na opinião de Cortella, não seria de se estranhar se a criança estivesse vestida com o uniformes e outras representações, como de bombeiro ou médico, mas não com as armas que ela carrega, que enaltecem símbolos de repressão e não a característica original da instituição: servir e proteger. Cassetete, como lembrou o educador, é uma palavra de origem francesa, que significa quebrar a cabeça.

Segundo comentário do advogado Ariel de Castro Alves ao portal G1, a exibição da imagem viola o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “A criança é colocada em uma situação constrangedora, vexatória. Foi exposta com uma arma, ainda que não seja uma arma de fogo, mas usadas para reprimir, como o cassetete, e a algema para prender”. Ele pedirá ao setor de Direitos Humanos do Ministério Público de São Paulo que analise o caso.

“Não são brinquedos. Fazem parte dos instrumentos de trabalho da corporação. Houve uma utilização indevida. Foi claramente entregue por um adulto que faz parte da corporação”, completou o advogado.

Se a intenção era acrescentar honra à corporação ou restabelecer a confiança da população no trabalho da PM, como ressaltou o educador Mário Sérgio Cortella, então que a foto não fosse utilizada de forma oficial sem uma autorização adequada [não se sabe exatamente como a foto chegou até eles] nem produzida de forma exagerada. Além disso, o momento escolhido para a divulgação, no qual os movimentos de rua têm sido reprimidos violentamente, é no mínimo infeliz.

“Ficou imaginando como se compôs a cena”, reflete Cortella, a partir da expressão triste da criança na imagem. “Não posso deixar de lembrar que precisamos pensar duas vezes antes de dar alguns passos quando a situação envolve crianças”, completa, lembrando as redes sociais favorecem o exibicionismo e a espetacularização. "É preciso cautela."

Uma questão de comunicação

Na opinião do consultor em mídias sociais Fernando Souza, estamos falando de uma corporação militar, que é naturalmente vista como rígida e inflexível. É natural, portanto, que ela procure usar o espaço das redes sociais para comunicar um elemento humano. “É um canal de um para um. Colocar a criança vestida com o uniforme é uma forma de exercer seu orgulho, entre seus próprios pares”, avaliou.

Para a psicóloga Sônia Roman, como a criança nesta idade não tem condições de discernir sobre a situação, é importante que se estabeleça um cuidado maior. “Não se sabe aonde isso vai dar, se vai prejudicar o seu desenvolvimento ou não, mas perguntar ‘Por que a imagem estava ali? Como aconteceu?’ seria importante antes de estabelecer qualquer juízo sobre a situação”, acredita.

Ela afirma, porém, que pode ser um caso de carência de informação, de repertório. “Na ânsia de se orgulhar daquilo que faz, aquele soldado pode não ter condições de avaliar que aquilo não é bom. Só não é bom aos olhos do crítico, que tem mais repertório para perceber nuances”, argumenta. “As pessoas estão carentes de saber o que deve ou não ser feito. De jogar o cigarro no chão a usar a vaga do idoso, tudo é muito grosseiro e inadequado, pois faltam às pessoas princípios de ética e valores”. Para Sônia, é importante lembrar que a falta de educação e de conhecimento é o principal indutor do erro. Portanto, “educar, educar, educar”, em sua opinião, é a única forma de melhorar a sociedade.

Fonte: promenino

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

POLÊMICAS


1ª) Suzane pediu para ficar no regime fechado. A situação de Suzane (que está presa porque colaborou para a morte dos seus pais) já está resolvida: a Justiça, levando em conta seu pedido e o recurso do Ministério Público, revogou o regime semiaberto e determinou a continuidade dela no presídio onde se encontra. Foi revogada a sua progressão de regime. Mas de onde Suzane Von Richthofen não quer sair (Presídio de Tremembé), Abdelmassih jamais gostaria de entrar. Ele acaba de dizer que não gostaria que seus filhos menores e sua mulher lhe visitassem na prisão.

2ª) Cabe prisão domiciliar para Abdelmassih? Matéria publicada pelo Estado de S. Paulo (22/8/14: A17) diz o seguinte: “Ex-médico pode ir para prisão domiciliar. Lei das Execuções Penais permite benefício para quem tem mais de 70 anos ou problema de saúde; mas ele não sairá às ruas antes dos 101 anos”. O dispositivo invocado está equivocado. O artigo 117 da Lei de Execução Penal só permite o regime domiciliar para quem está cumprindo pena em regime aberto. Não é o caso de Abdelmassih, que está preso preventivamente. Nem sequer condenação definitiva existe contra ele. A prisão preventiva acontece antes da sentença final.

3ª) A pena de 278 anos de prisão contra ele pode ser modificada? Sim. Seu recurso contra a sentença de primeiro grau ainda não foi julgado. A pena pode ser alterada radicalmente (porque os crimes foram cometidos de forma continuada e a lei penal prevê redução de pena nesse caso). O recurso está nas mãos do desembargador relator desde 13.09.12.

4ª) Se o recurso não julgado em breve o réu Abdelmassih será liberado? Sim, por excesso de prazo. Seguramente seu recurso será julgado em breve por vários motivos: ele agora está preso, o caso é midiático, o réu tem direito de ser julgado em prazo razoável etc. Mas se o julgamento demorar abusivamente a partir de agora, o réu deve ser posto em liberdade em razão do “excesso de prazo”.

5ª) Em tese, cabe prisão domiciliar para Abdelmassih? Sim (teoricamente). Considerando-se que Abdelmassih está preso cautelarmente (preventivamente), a prisão domiciliar cabível, em tese, não é a prevista no art. 117 da LEP (porque ele não está no regime aberto), sim, a do art. 317 do Código de Processo Penal. De fato, pode o juiz substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar (a) quando o réu for maior de 80 anos ou (b) quando está extremamente debilitado por motivo de doença grave.

Em razão da idade não é o caso (o réu tem 70 anos). Pode então ir para a prisão domiciliar por motivo de doença grave, mas tudo tem que ser devidamente comprovado, por médicos do estado (e isso deve ser feito com absoluta transparência, pois do contrário confirmará a sensação popular de que a Justiça criminal beneficia os “iguais”, os poderosos, as pessoas com status etc.).

Visão Panorâmica

sábado, 9 de agosto de 2014

Prefeitura de Nova Iorque acusou rabino de passar harpes à criança

Ritual da sucção de circuncisão contamina mais dois bebês

Relatório de julho de 2014 do Departamento de Saúde e Higiene Mental de Nova Iorque (EUA) registrou mais dois casos de bebês contaminados pelo vírus de herpes por intermédio de ritual de circuncisão.

De acordo com a tradição seguida por judeus ultraortodoxos, os mohels (rabinos que celebram esse ritual) sugam o sangue do pênis do bebê no momento da circuncisão. O ritual significa a confirmação da aliança dos judeus com Deus, o que tem de ser celebrado no oitavo dia de vida da criança.

Só em 2014, houve 16 casos de contaminação, incluindo os reportados em julho. Desde 2000, Nova Iorque registrou o total de 16 casos, com dois óbitos. Dois bebês sofreram danos mentais.

O ateu e crítico de religiões Christopher Hitchens (1948-2011) escreveu no livro “Deus não é Grande” que há forte conotação sexual nesse ritual.

Em 2012, a prefeitura de Nova Iorque proibiu o ritual da sucção do sangue do pênis de bebê, mas teve de recuar por causa de forte pressão da comunidade judaica ortodoxa, que argumentou estar sob ameaça a sua liberdade religiosa. Ainda assim, a prefeitura determinou em 2013 que o ritual só poderia ser celebrado com a autorização por escrito dos pais do bebê.

Humanistas de países europeus estão questionando a prática da circuncisão (principalmente em hospitais públicos) por considerá-la uma violação dos direitos da criança.

Com informação do Departamento de Saúde de Nova Iorque e outras fontes.

Paulopes

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Este vídeo é digno de ser visto no Brasil todo



O cidadão brasileiro João Martins de Queiroz postou um vídeo de desabafo para responder às agressões do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva endereçadas aos brasileiros que vaiaram a governanta Dilma Rousseff na abertura da Copa das Copas.

João Martins de Queiroz não pertence à elite branca, burguesa, golpista, reacionária, de olhos azuis, criada pelo discurso oportunista de Luiz Inácio Lula da Silva.
As declarações de João Martins de Queiroz são imperdíveis, sua coragem e sua objetividade crítica são exemplares. Tenho certeza de que o vídeo será amplamente repassado.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Caso JK: Comissão Municipal da Verdade vai à Justiça contra Comissão Nacional


Professor Gilberto Bercovici defende inversão do ônus da prova
e que Estado prove que Juscelino Kubitschek não foi assassinado


O presidente da Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog (CMVVH), Gilberto Natalini, anunciou nesta terça-feira (3) que entrará com mandado de segurança para impedir a Comissão Nacional da Verdade (CNV) de transformar um documento preliminar sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em relatório definitivo.

Natalini quer que a CNV leve em consideração os depoimentos de pelo menos oito pessoas que testemunharam os acontecimentos que culminaram com a morte de JK e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, num "acidente de trânsito" na Rodovia Presidente Dutra, em 22 de agosto de 1976.

A CNVVH investigou a morte de JK e concluiu que ele sofreu um atentado político. A CNV considera a morte do ex-presidente consequência natural de um acidente, com base nas perícias criminais feitas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em plena ditadura militar.

Em audiência pública promovida nesta terça-feira pela CMVVH e o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o professor Gilberto Bercovici afirmou que a CNV tem de analisar a documentação e os depoimentos tomados pela CMVVH antes de concluir o caso. "Não faz sentido a Comissão Nacional assumir laudo da ditadura militar, provavelmente forjado, e decidir encerrar a discussão sobre a morte de JK", afirmou ele.

Bercovici elabora parecer sobre o assunto. O jurista defende que a inversão do ônus da prova, prevista no Direito brasileiro, tem de valer no caso JK. "A ditadura que torturou e matou não exitaria em fraudar um inquérito policial para encobrir o assassinato de JK. Cabe ao Estado provar que não houve um assassinato".

De acordo com o professor da Faculdade de Direito da USP, a CNV poderá ser contestada na Justiça por abuso de poder. "Até para que não haja dúvidas sobre o conjunto dos trabalhos da CNV, não se pode encerrar as investigações sobre a morte de JK com a desculpa de que não há tempo suficiente para aprofundá-las", declarou Bercovici. "Isso seria um desserviço à memória e à verdade".

Natalini, da CMVVH, deixou claro que não deseja abrir uma guerra contra a CNV, mas assegurou não aceitar que um inquérito da ditadura se sobreponha a uma investigação democrática. "Em vez da perícia da polícia da ditadura, eu fico com o testemunho de um homem negro e pobre", afirmou Natalini, referindo-se ao motorista de ônibus Josias Nunes de Oliveira, acusado injustamente de ter causado o acidente que provocou as mortes de JK e de Geraldo Ribeiro.

Bercovici, por sua vez, criticou a falta de consideração com a memória de JK. "Não há provas de que foi um acidente. Não aceitamos a história oficial, e sim queremos buscar a verdade efetiva dos fatos".

Informações: Gilberto Natalini (99654-9532) e Ivo Patarra (99603-5058)




domingo, 20 de abril de 2014

CRIME

Essa médica merece ser aplaudida em pé!

"Dilma, deixa eu te falar uma coisa!
Sou Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...

Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.

Por que comprei?

Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.

Você sabe o que é puxadinho?
Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?

Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?

Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.

Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.

Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...

Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...

Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.

Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...

Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?

Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?

De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?

A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.

Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!

E você sabe bem disso.

Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...

As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas...

Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!

O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!

Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.

Quer um conselho?

Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!

Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!

Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!

Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!"

(Fernanda Melo)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Qual será a melhor idade para o ser humano?

É comum se denominar melhor idade a que está acima dos cinquenta e oito anos.
Pessoas mais maduras costumam brincar, indagando: Melhor idade para quê? Para morrer, para ficar doente, ficar sozinho, para cair? E por aí vão, desfiando o rosário do que acreditam acompanhe aqueles que se encontram beirando a casa dos sessenta anos para mais.

Se perguntarmos, no entanto, às pessoas, qual consideram ser a melhor idade, as respostas variam ao infinito. Vejamos que, quando somos crianças, de um modo geral, ficamos ansiosos para crescer, ter mais anos somados à nossa idade porque isso significa maior independência.
Afinal, os irmãos mais velhos têm liberdade para fazer uma série de coisas que nos são interditadas. Com dez anos, poderemos andar no banco da frente do carro.

Com doze anos, teremos liberdade para assistir certos filmes.
Quando estamos na adolescência, desejamos galgar os degraus da juventude com presteza. Afinal, a juventude é o momento glorioso para os desafios serem vencidos, um a um: a faculdade, as viagens internacionais, a possibilidade de um emprego.
Em alguns momentos, ansiamos pela madureza porque olhamos aqueles que já concluíram os estudos universitários e estão triunfando em suas profissões.
Olhamos para os que têm certa estabilidade financeira e os invejamos. Os que já constituíram a família e desfrutam da alegria da maternidade e da paternidade. Ah, quando chegarmos lá!

É bem natural, também, que, em certas fases mais duras da vida ou de muitas cobranças e deveres, olhemos para os anos passados e expressemos: Eu era feliz e não sabia.
Que saudades da minha infância: sem maiores compromissos, sem ter tanta conta para pagar, sem ter que levantar tão cedo, todos os dias, para atender a agenda lotada.

Ou nos recordamos da juventude e lamentamos o tempo passado. Como era boa a juventude. Saíamos para dançar à noite e, no dia seguinte, aguentávamos o trabalho, sem maiores problemas.
Viajávamos nos finais de semana, para a praia, jogávamos futebol e, na segunda-feira, lá estávamos nós, no batente.
Somos assim mesmo: ora olhando para a frente, vivendo a ansiedade dos dias futuros. Ora contemplando o passado, que nos parece mais feliz do que quando por ele transitamos.

Então, qual será a melhor idade: a infância, a adolescência, a juventude, a madureza, a velhice?

* * *

Acreditemos:
a melhor idade é sempre aquela que estamos vivendo, com sabedoria, desfrutando minuto a minuto, dia a dia.
Cada fase tem seu encanto. A infância é o período dos folguedos, das brincadeiras despreocupadas, do amanhã risonho e pleno de fantasias.
A adolescência é o período das descobertas, das paixões que explodem pela manhã e morrem com o entardecer.
A juventude é o período das conquistas, as surpresas com o curso escolhido, o diploma conquistado arduamente, a carreira que se inicia, a constituição de um novo lar.
Na madureza, a carreira exitosa, os filhos crescidos, novos horizontes que se abrem.
E a velhice é a idade de gozar o aconchego dos netinhos, de realizar as viagens sonhadas em tantos dias, planejar ainda e sempre o amanhã.
Portanto, a melhor idade é aquela em que nos encontramos por ser a única sobre a qual podemos agir.

Por isso, vivamos intensamente o dia de hoje, com a nossa melhor idade.


Redação do Momento Espírita




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

REPASSANDO SEM DÓ !!! NUNCA VI UMA MENSAGEM QUE DESCREVESSE TÃO BEM ESSE PESADELO PELO QUAL, AINDA, ESTAMOS PASSANDO. Não há neste artigo uma só frase mentirosa. Pelo contrário, todas elas são verdades incontestáveis. Parabéns, Dr.Caio Lucas.

O homem que esteve à frente desta nação e não teve coragem, nem competência, nem vontade para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança ficaram piores do que nunca.

O homem que mais teve amigos safados e aliados envolvidos, da cueca ao pescoço, em corrupção e roubalheira, gastando com os cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquemas.

O homem que conseguiu inchar o Estado brasileiro e as empresas estatais com tantos e tantos funcionários, tão vagabundos quanto ele, e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que antes.

O homem que tem uma mulher medíocre, inútil, vulgar e gastadeira, que usava, indevidamente e desbragadamente, um cartão corporativo, ao qual ela não tinha direito constitucional, que ia de avião presidencial para São Paulo "fazer escova" no cabelo e retornar a Brasília.

O homem que ajudou seu filho a enriquecer, tornando-o milionário do dia para a noite, sem esforço próprio algum, só às custas de conchavos com empresas interessadas em mamar nas “tetas” do governo.
E depois ainda disse para a nação que “esse garoto é um fenômeno”, e lhe concedeu um passaporte diplomático.

O homem que mais viajou inutilmente, quando presidente deste país, comprando um avião caríssimo só para viajar pelo mundo e hospedar-se às custas da nação brasileira nos mais caros hotéis, tão futilmente e às custas dos impostos que extorquiu do povo.

O homem que aceitou passivamente todas as ações e humilhações contra o Brasil e contra os brasileiros diante da Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai.

O homem que, perdulária e irresponsavelmente, e debochando da nossa inteligência, perdoou dívidas de países também corruptos, cujos mandatários são “esquerdistas”, e enviou dinheiro a título de doação para eles, esquecendo-se que no Brasil também temos miseráveis, carentes de bons hospitais, de escolas decentes e de um lugar digno para viver.

O homem que, por tudo isso e mais um elenco de coisas imorais e absurdas, transformou este país num chiqueiro libertino e sem futuro para quem não está no seu "grande esquema".

O homem que transformou o Brasil em abrigo de marginais internacionais, FARC'anos etc., negando-se, por exemplo, a extraditar um criminoso vaga-bundo, para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente. Esse homem representa o que mais nos envergonha pelo Mundo afora!!

O homem que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha.

O homem que transformou o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o Bolsa-Família, com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de bandidos e vagabundos e que manipulam alguns ingênuos e verdadeiros colonos.

Para se justificar a estes novos vagabundos, o homem lhes afirma ser desnecessário ESTUDAR e que, para se "dar bem" neste País, basta ser vagabundo, safado, esquerdista e esperto.

Aliás, neste caso, o homem fez inverter uma das mais importantes Leis da Física, que é a Lei da Atração e repulsão; significa que força de idênticos sinais se repelem e as de sinais contrários se atraem.
Mas esse homem inventou que forças do mesmo sinal se atraem.
Por exemplo: ele (o homem) atrai, para sua base, políticos como JOSÉ SARNEY, COLLOR, RENAN... que ficaram amiguinhos de seus comparsas JOSÉ DIRCEU, GENOÍNO, GUSCHIQUEN, e ainda agregaram o apoio de juristas como LEWANDOVSKI, TOFOLI, etc. ...

É, homem... Você é o cara... É o cara-de-pau mais descarado que o Brasil já conheceu.

É, homem, você é o cara...
É o cara que não tem um pingo de vergonha na cara, não tem escrúpulos, é "o cara" mais nocivo que tivemos a infelicidade de ter como presidente do Brasil!

Mas ....como diz o velho ditado popular:
NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE...

Caio Lucas Macedo
Advogado-OAB 4536-SPBR

Agora, a nova ministra da Cultura (aquela do “relaxa e goza”) anda dizendo que esse homem “é um Deus”!!!???
Veja só a que ponto essa "gente" chegou para fazer com que o povo cultue esse homem!
Nunca antes na história deste país... E, por essas e outras é que não posso deixar de repassar a mensagem do Caio Lucas, para a qual os ainda devotos desse homem, encontrarão as respostas objetivas.
Só sei que a minha decepção é muito grande com o que ocorre com o nosso Brasil atual, dos últimos dez anos, mas já começo a ter alguma esperança e acreditar em algumas pessoas como o advogado autor deste texto, Caio Lucas Macedo, e o Ministro Joaquim Barbosa.
Os grãos de areia estão aumentando; ainda formaremos uma imensa praia!

Como bem disse o jornalista Joelmir Beting:
"O PT é de fato um partido interessante: começou com presos políticos e vai acabar com políticos presos."
Avante, Ministério Público e Supremo Tribunal.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pesquisa aponta que crianças e adolescentes brasileiros não enxergam trabalho infantil como violência

O que as crianças e os adolescentes brasileiros entendem por “violência”? Foi a partir dessa pergunta que a pesquisadora Tamires Alves Monteiro, do Instituto de Psicologia da USP, quis saber, entre outras coisas, se eles percebiam as violências mais sutis, como a presença de moradores de rua e a exploração do trabalho infantil. Porém, foi constatado que a maioria dos entrevistados ficou preso à ideia de violência concreta – como em uma cena em que um homem chuta um cachorro, por exemplo.

Em geral, as respostas variavam, mas levavam à mesma constatação. Alguns adolescentes diziam que o homem nasce violento, demonstrando uma concepção consoante com a psicanálise. Outros diziam que quem nasce em um ambiente violento reproduz a violência, indicando que o fenômeno é um produto do meio social em que a pessoa está inserida – ideia que converge com a modelagem trabalhada pela psicologia da aprendizagem.

Outro ponto destacado por Tamires é que a violência é um tema pouco explorado na escola. Para ela, apesar de a instituição muitas vezes estar imersa em um universo violento, não há a proposta de reflexões contestadoras que vão além de simples pesquisas e levantamento de dados. Como consequência, o fenômeno permanece enraizado na sociedade brasileira.

promenino

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Salvem Dilma!, por Ricardo Noblat

Dilma disse à Folha de S. Paulo: "Lula não vai voltar porque não saiu".

Foi em resposta à pergunta se ele voltaria a ser candidato à presidência da República em 2014 quando, a principio, Dilma tentará se reeleger.

O que Dilma quis dizer com essa história de "não voltar porque não saiu?"

Objetivamente, nada. Apenas fugiu de uma resposta direta, frontal à pergunta.

Razoável. Se nem ela sabe o que vai acontecer...

De resto agrada Lula.

Uma coisa é termos uma presidência compartilhada como temos hoje. Dilma não se sente segura para governar sozinha. Pede conselho a Lula sempre que a infelicidade bate à sua porta.

Se não pede, ele oferece por telefone. Ou por meio de ministros e assessores que devem o emprego a ele e não a Dilma.

Bem, outra coisa é proceder como Lula quando Dilma substituiu José Dirceu na chefia da Casa Civil.

Para enganar os tolos, Lula passou os dois últimos anos do seu segundo mandato repetindo que Dilma governava tanto quanto ele. E que era melhor gestora do que ele.

Ora, Dilma fazia o que Lula mandava. Muitas das sugestões que deu foram acatadas por Lula, outras não.

Esperto, Lula entregou a gerência do governo a ela para governar à vontade. Não se governa sem fazer política. Muito menos se governa centralizando tudo.

Lula teve melhor equipe do que Dilma tem. Embora soubesse lidar com políticos, cercou-se de gente que também sabia.Os bons ventos sopraram a economia enquanto governou.

Por hábil e carismático, levou no gogó a maioria dos brasileiros sempre que se viu em aperto.

Depois de consultar amigos, viu que não valeria a pena batalhar pelo terceiro mandato consecutivo. Deu um tempo. Chamou Dilma. Espera reciprocidade.

Há condições para que a reciprocidade se consuma. Mas Dilma está obrigada antes a reagir. Sua popularidade não poderá continuar caindo. Falta mais de um ano para a próxima eleição.

Se Dilma chegar feito um trapo em março, não parecerá natural que anunciem para deleite certo do distinto público: "Senhoras e senhores, o candidato do PT e de nove entre 10 partidos à presidência da República será... Luiz Inácio Lula da Silva".

Que brincadeira é essa?

A melhor gestora do governo Lula teria fracassado ao se tornar gestora do seu próprio governo?

Ou simplesmente Lula mentiu ao imputar-lhe a falsa condição de melhor gestora?

Lula pensa que é assim? Que o povo é bobo e jogará a culpa na Rede Globo?

Que o país engolirá a desculpa de que o mau desempenho de Dilma surpreendeu até ele mesmo? Mas que uma vez de volta ele haverá de correr atrás do tempo perdido?

O eventual retorno de Lula passará pela reabilitação de Dilma. A permanência do PT no poder passará pela reabilitação de Dilma.

Se candidata outra vez ela talvez não se reeleja. Mas se for alijada da disputa presidencial para evitar uma derrota é quase seguro que o PT acabará alijado do Palácio do Planalto.

Sem arrogância alguma, aceita-se apostas. Cartas à redação. Ou: e-mails. Como preferirem.


Ricardo Noblat

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vivemos em uma sociedade doente que odeia conviver com suas crianças

Recentemente, eu e minha namorada decidimos ir até uma loja em um Shopping Center de São Paulo comprar um DVD para passarmos a noite de sábado assistindo a um bom filme, comendo pipoca e tomando vinho quando nos deparamos com um estabelecimento, ao lado de uma livraria, que parecia ser um Salão de Belezas para crianças. Neste local, uma menina que aparentava ter aproximadamente 3 ou 4 anos fazia as mãos em uma manicure, enquanto outra garotinha, com algo em torno de 6 anos, cortava os cabelos, fazia maquiagem e punha algum produto químico nas madeixas. Não vimos a presença dos pais dessas crianças no dito estabelecimento, o que nos fez julgar que, enquanto pais e mães faziam suas compras no shopping, manicures, cabeleileiros e animadores entretiam as crianças. No fim, após passarem algumas horas no shopping, os pais passavam no caixa e pagavam a conta pela comodidade de não terem que cuidar dos próprios filhos.

Uma das críticas que faço aqui, é voltada ao serviço dos “animadores de crianças” como símbolo de uma sociedade que não quer mais conviver com suas crianças. Eu não tenho filhos, apesar disso convivo com crianças devido a carreira que escolhi seguir como educador. Fiz estágio em escolas públicas e dei aulas de reforços para alunos da classe média-alta de São Paulo (Santo Américo, Pio XII, Miguel de Cervantes, Porto Seguro, etc. etc.). Além disso, tenho sobrinho e sobrinhas e vivo com uma pessoa que há anos dá aulas em escolas públicas, cursinhos e escolas particulares. Por isso acredito que ambos temos alguma propriedade ou conhecimento de causa quando falamos que esta sociedade não quer criar os próprios filhos. Pior que isso, é uma sociedade que não quer sequer conviver com eles.

A cada ano, é perceptível a presença cada vez maior de gente especializada em serviços para cuidar de crianças enquanto os pais trabalham ou fazem outras coisas. Quando dava aulas de reforço para os meninos da classe média-alta, sempre me surpreendia ao ver crianças de 10 a 14 anos com agendas repletas de segunda a sábado. Além da escola, tinham que fazer curso de um ou dois idiomas, aula de um ou dois instrumentos musicais, natação, balé, academia, etc. etc. Essas crianças diziam para mim que iam mal na escola, pois não tinham tempo de ler suas apostilas de História. O único horário que tinham disponível em suas agendas, e mesmo assim, nem todos os dias, era entre as 19h e as 22h, quando não queriam fazer nada, apenas ver TV ou jogar videogame. O que é perfeitamente compreensível.

Crianças que passam mais tempo com babás, seguranças, motoristas, guarda-costas, empregadas domésticas, professores de todos os tipos, personal trainers, e uma série de outros profissionais especializados do que com seus próprios pais. Durante a semana, no fim do dia, nos parcos momentos em que teriam para desfrutar da companhia dos pais, estes ainda estão trabalhando em seus empregos, ou levam serviço pra casa e se trancam em seus escritórios, enquanto os filhos, por sua vez, se trancam em seus quartos (isso quando os pais simplesmente não preferem ficar dormindo ou descansando em seus quartos). Dentro de casa, é comum que pais e filhos não convivam em um mesmo ambiente. Mal fazem uma refeição juntos. Um símbolo emblemático disso é que, em muitas casas, já é bastante comum que as salas de estar não tenham mais uma televisão. Estes aparelhos estão nos respectivos quartos das crianças e do casal.

Já no fim de semana, quando pais e filhos acabam saindo juntos e indo aos shoppings, os pais deixam seus filhos em Lan Houses ou nos salões de estética para crianças, como aquele que critiquei no início deste post. Segundo os depoimentos de alguns pais, é necessário que eles “dediquem algum tempo a si mesmos” e que possam desfrutar de “algumas horas de paz” no fim de semana. Ou seja, o convívio com as crianças não é visto como “um momento de paz”.

Isso fica ainda mais evidente quando chegamos na época das férias escolares, o verdadeiro terror de muitos pais. É sempre aquele grande problema descobrir o que fazer com os filhos que vão passar mais tempo em casa. É comum vermos nos telejornais matérias dando opções aos pais de onde levar os filhos durante as férias. Programas educativos, museus, clubes, exposições, atividades mil que ocupem o tempo das crianças e as tirem de dentro de casa, mesmo nos fim de semana, enquanto os pais podem estar ausentes realizando suas atividades cotidianas ou, simplesmente, tendo alguns momentos de paz. Vejam alguns exemplos abaixo:

Recreio nas férias durante o recesso escolar

Instituto Butantan programa especial durante as férias escolares
Oferta de trabalho temporário aumenta nas férias escolares

Todo este cenário pode ser observado mesmo por quem não tem filhos ou não seja educador. Basta observar a sociedade em que vivemos. Ao deparar-me com o salão de beleza para meninas de 3 a 10 anos, não pude deixar de imaginá-lo como símbolo mais que apropriado de uma sociedade que prefere pagar, e pagar caro, para que alguém passe tempo com seus filhos. Como professor e educador do filho alheio, convivo com isso cotidianamente. Há mesmo uma queixa constante entre diretores, coordenadores pedagógicos e de todo o professorado à respeito dos pais que não conseguem passar os valores básicos do convívio social para suas crianças, acreditando que isso é dever das escolas.

Além dessa, há outra crítica explícita no meu status, que é a sexualização precoce das meninas. Cada vez mais cedo vemos crianças de 3, 4 ou 5 anos se fantasiando de mulheres. Linhas de maquiagens sendo desenvolvida por empresas de cosméticos para atenderem crianças com menos de dez anos. Crianças nessa faixa etária tingindo cabelos, falando de cirurgias plásticas, desejando ter o corpo mais assim ou mais assado, praticando o bullying com “gordinhas” ou “feinhas” que não se adaptam ao modelo de beleza que constantemente veem na televisão ou em suas próprias bonecas. Ou seja, uma sociedade na qual mulheres menores de idade são objetificadas até mesmo com mais frequência do que as adultas.

Segundo notícia da Reuters divulgada pelo Estado de S. Paulo, entidade estadunidense alerta para sexualização das meninas na TV. Na reportagem, é tocante o depoimento da ex-modelo Nicole Clark, que fez um documentário em 2008 intitulado “Cover Girl Culture: Awakening the Media Generation”.

“Nossas meninas estão sendo objetificadas sexualmente a partir dos 6 anos”, disse Clar, que está grávida e chorou diversas vezes durante a apresentação. “Como que as coisas ficaram tão loucas?”.

“Executivos do mundo televisivo estão roubando a inocência das crianças — se alimentando delas — disse, e suas vítimas não são fortes o suficiente para rejeitar as mensagens destrutivas.”

Nos Estados Unidos, recentemente, a Walmart anunciou uma linha de cosméticos dirigida a crianças de 8 a 12 anos. Faixa etária que a gigante dos supermercados chama de “Tween”, e que movimenta cerca de 24 milhões de dólares por ano em produtos de beleza. Uma sexóloga e escritora consultada pela rede de TV ABC, dos Estados Unidos, lembrou sobre o estímulo precoce à vaidade:

“Não há problema em se maquiar para imitar as mães”, declarou Logan Levkoff . “Mas estamos criando uma geração que mede seu valor apenas pela aparência”.

Leia mais:
Um Historiador

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana


Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade.

E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.


No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.

O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.

Boas notícias primeiro

Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sabreviver.

Isso porque nossa espécie já sobrevieu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor.

E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteróides e super erupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno".

Até mesmo as perdas sem precedentes autoimpostas no século 20, com duas guerras mundiais e epidemia de gripe espanhola, deixaram de prevenir a ascensão do crescimento da população humana global.

Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue.

Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?

Ameaças sem precedentes

Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido".

O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.

Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e o imprevisível.

Pelas próprias mãos"Este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade"

Martin Rees, Universidade de Cambridge

A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.

A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Ele tem escrito que governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados.

Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.

Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.

Nick Bostrom (BBC)
Diretor de instituto adverte que riscos são reais e não se trata só de ficção científica

Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, argumenta, podem ter efeitos diretos e destrutitovs sobre economias reais e pessoas de verdade, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro".

Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmanter e reconstruir estruturas genéticas.

Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.

O pesquisador Daniel Dewey, do instituto, fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.

"A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma o perito americano, um especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.

Efeito em cadeia

Juntamente com a biotecnologia e a nanotecnologia, ele afirma que essas novas tecnologias poderiam gerar um "efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escasos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo".

O Instituto do Futuro da Humanidade em Oxford integra uma tendência centrada em pesquisar tais grantes temas. O Instituto foi uma iniciativa do Oxford Martin School, que abrange acadêmicos de diferentes áreas, com o intuito de estudar os "mais urgentes desafios globais".

Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica é um dos defensores do Centro de Estudos de Risco Existencial e afirma que "este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade".

Nick Bostrom afrima que o risco existencial enfrentando pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados.

"Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nosa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar".

BBC Brasil

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PARABÉNS! SOBREVIVEMOS....


OS MENINOS E MENINAS QUE SOBREVIVERAM AOS ANOS
1930, 40, 50 , 60 E 70!!


Primeiro, sobrevivemos sendo filhos de mães que fumavam, bebiam, enquanto 'nos esperavam chegar'... Nem elas nem nós, morremos por isso...

Elas tomavam aspirina, comiam queijos curtidos e azulados sem serem pasteurizados, e não faziam teste do pézinho ou de diabete.

E depois do traumático parto, nossos berços eram pintados com tintas a base de chumbo em cores brilhantes lead-based e divertidas.

Não tínhamos tampinhas protetoras para chupetas ou mamadeiras, nem nos frascos de remédios, portas ou tomadas, e quando andávamos nas nossas bicicletas, não usávamos capacetes, isto sem falar dos perigos que corríamos quando pedíamos caronas.

Sendo crianças, andávamos nos carros sem cintos de segurança, air-bags e não ficávamos só nos bancos de trás...

E andar no bagageiro ou na carroceria de uma pick-up num dia ensolarado de verão era uma diversão premiada.
Bebíamos água no jardim da mangueira e não de uma garrafa plástica. E era água pura.

Compartilhávamos um refrigerante com outros quatro amigos todos bebendo da mesma garrafa e ninguém que eu me lembre ficou sequer doente por isso .
Comíamos bolos, pão com manteiga e tomávamos refrigerantes açucarados, mas não ficávamos gordos de ficar lesos, simplesmente porque ESTÁVAMOS SEMPRE BRINCANDO NA RUA, NA CALÇADA, NO QUINTAL OU NO JARDIM, OU NA PRAÇA.

Saíamos de manhã e brincávamos o dia inteiro, desde que voltássemos antes das luzes da rua se acenderem.

Ninguém conseguia falar com a gente o dia todo. E estávamos sempre bem, tanto que sobrevivemos. ..

Passávamos horas construindo carrinhos de caixote para deslizarmos morro abaixo e só quando enfiávamos o nariz em alguma arvore é que nos lembrávamos que precisava ter freios. Depois de alguns arranhões, aprendemos a resolver isto também, por nossa conta...
Não tínhamos Playstations, Nintendos, Arquivos X, nenhum vídeo game, nem 99 canais de seriados violentos ou novelas peçonhentas, nenhum filme em DVD ou VT ou VHS, nem sistemas de surround sound, muito menos telefones celulares, ou computadores de bolso, ou Internet ou salas de Chat ...

Amigos

. ... TÍNHAMOS AMIGOS. . . Íamos lá pra fora e nos encontrávamos ou conhecíamos um novo!

Caímos de árvores, nos cortávamos, quebrávamos uma canela, um dente, e ninguém processava ninguém por isso. Eram acidentes.

Inventávamos jogos com paus e bolas de tênis e até minhocas e sapos eram dissecados por nós, cortávamos rabos de lagartixa para ficar olhando nascer um novo, e nos diziam o que ia acontecer se não nos comportássemos, mas nada acontecia nem quando engolíamos uma minhoca pra ser mais valente que o outro.

Íamos de bicicleta ou a pé para a casa de algum amigo e batíamos na porta ou tocávamos a campainha ou simplesmente abríamos a porta e entravamos e ficávamos conversando com eles ou brincando.

Os dentes de leite tinham jogos de teste, mas nem todo mundo passava nem ficava desesperado. Nem os papais interferiam com suas carteiras ou com suas vozes de poder. Tínhamos que aprender a ficarmos decepcionados. Imagine só!!

Quebrarmos uma lei ou outra não resultava em castigo nem bronca homérica. Eles até estavam sempre ao lado da lei e da ordem... E agora?

Foram essas gerações que produziram alguns dos mais aventureiros solucionadores de problemas, inventores e autores de todos os tempos!

Nos últimos 50 anos nós testemunhamos uma explosão de novidades e novas idéias.

Tínhamos liberdade, podíamos errar, fracassar, ter sucesso e responsabilidade, e aprendemos que não há nada melhor que ter
NASCIDOs LIVRES, POIS SÓ ASSIM APRENDEMOS A VIVER E SOBREVIVER!


VOCÊ que está lendo provavelmente é um de nós.

PARABÉNS!
Talvez você queira compartilhar isso com mais um de nós que você conhece e conheceu naquele tempo. No tempo que nós tivemos a sorte de sermos crianças, antes que os advogados, os pediatras e o governo estragassem nossas vidas de vez, nos transformando em bibelôs e barbies, e que nunca jogaram bola de gude...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Para especialista, Brasil precisa focar na educação para elevar IDH


O Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) da ONU divulgou, em março, o relatório com os dados do último Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que avalia a educação, renda e longevidade de vida em 187 países. O Brasil teve um avanço significativo e reconhecido mundialmente por conta do fortalecimento econômico, principalmente na última década. Porém, o País se mantém em 85º lugar, com 0,730 de IDH, próximo à Jamaica e Armênia, e cresce em ritmo mais lento do que quase todos os países dos Brics (Brasil, China, Rússia e Índia) e da América do Sul.
Se compararmos a evolução do índice ao de países da América Latina, novamente o País fica abaixo da média, de 0,741. No entanto, o relatório insere o Brasil no grupo de países com "alto desempenho" a partir da própria escala do estudo que vai de 0 a 1, e classifica como bons IDHs próximos à marca máxima.
Os avanços brasileiros no IDH, de fato, existem, segundo análise da ONU. Em 2011, a marca alcançada foi de 0,728 e, nas últimas duas décadas, há registro de crescimento de 24% no índice: o País passou de 0,59 em 1990 a 0,730 em 2012.
No entanto, não se pode negar os desafios postos pelos números, principalmente no tocante à educação. A média brasileira de 7,2 anos de escolaridade apontada pelo mesmo estudo fica longe da atual projeção de 14,2 anos, e equipara o País ao Suriname, compondo os números mais baixos entre os países da América do Sul.
Educação como carro chefe
A gerente de projetos do Todos pela Educação, Andréa Bergamaschi, explica que o IDH tenta observar a qualidade de vida e considera, entre seus eixos, a educação como carro chefe, por influenciar diretamente na melhoria da saúde e renda da população. Por isso, reforça a importância de uma leitura crítica dos dados: “Os países do topo têm os melhores índices de educação, em acesso e qualidade. É preciso avaliar o que esses países em potencial têm feito para sustentar tais números e tentar traduzí-los”, observa.
Em relação ao desempenho da educação nos últimos anos, Andréa Bergamaschi faz nova análise e aponta que se o acesso à educação teve um avanço significativo, a qualidade não o acompanhou. “Hoje o grande desafio da educação brasileira é melhorar os padrões da qualidade, desde a pré-escola até o ensino médio. Nossas crianças estão passando pelo sistema escolar sem aprender, o que prejudica o desenvolvimento escolar e do próprio ser humano”, reforça.
Evasão escolar e trabalho infantil
A média de escolaridade brasileira atual é metade do que se pretende alcançar. Parte desse problema é causado pelo alto índice de evasão escolar, concentrada, em grande parte, no ensino médio. E embora não se caracterize como o primeiro ofensor, o trabalho impacta sobre este cenário. A pesquisa "Motivos da Evasão Escolar" divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2009, mostra que 17,8% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. O levantamento aponta ainda que 40,3% dos alunos deixam livros e cadernos por completo desinteresse, seja pela carência da infraestrutura dos colégios, ou seja pela baixa consciência da necessidade do aprendizado. A busca por emprego aparece como segunda causa da interrupção do aprendizado, com 27,1%.

Em relação ao trabalho infantil, Andréa Bergamaschi afirma: "influencia diretamente a questão da educação, principalmente em regiões mais vulneráveis, em que as crianças têm que participar da composição da renda familiar”.

Por isso, também é fundamental reconhecer o papel da escola como possível agente de erradicação das situações de trabalho e também como fortalecedora dos direitos de crianças e adolescentes. A professora e participante do curso Escola no Combate ao Trabalho Infantil (ECTI), Jackelyne Cintra, acredita ser fundamental a abordagem dos direitos e deveres junto aos alunos, colocando-os em contato com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em parceria com a família. Além disso, reconhece a importância das instituições escolares não se omitirem em relação às denúncias de abuso ou explorações que violem os direitos de meninos e meninas.
“O trabalho a partir da temática é importante porque a educação deve estar alicerçada na valorização da vida, no respeito e na dignidade humana. Somos o meio para que esse aluno construa a sua autonomia, seu pensamento crítico, tendo como base a informação dos seus direitos e deveres a partir de explanação pedagógica”, finaliza.

promenino

quarta-feira, 6 de março de 2013

Crianças participam de 80% das decisões de compra da família, aponta instituto


De acordo com um levantamento do Instituto Alana, as crianças chegam a participar de 80% das decisões de compra em uma família. Os dados estatísticos apontam que em 60% das compras de automóveis, por exemplo, as crianças são consultadas. Os dados foram apresentados hoje (5) na abertura dos seminários Infância e Comunicação: Marcos Legais e Políticas Públicas, na Câmara dos Deputados.

"Daí a importância desse público ser visto como influenciador e promotor de vendas", explicou o advogado da área de Defesa do Instituto Alana, Pedro Hartung. Ao longo do dia, três meses de debate ainda vão discutir classificação indicativa e proteção da imagem da criança e do adolescente na mídia na Câmara.

Foi realizada nessa terça-feira, dia 05 de março, no Congresso Nacional, a abertura do evento Infância e Comunicação: Marcos Legais e Políticas Públicas, que debaterá a publicidade infantil, a classificação indicativa e a proteção da imagem da criança e do adolescente na mídia. O encontro acontece das 9h às 18h e contará com a presença de especialistas nacionais e internacionais, além de parlamentares identificados com a agenda temática.

O evento acontece no momento em que pautas como classificação indicativa e publicidade infantil estão ganhando destaque e visibilidade em função da crescente influência da mídia nas sociedades contemporâneas, em especial junto ao público infanto-juvenil. Por isso, a necessidade constante de aperfeiçoamento dos marcos legais e políticas públicas referentes ao setor.

Com informações da Agência Brasil

promenino

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A visão de Cuba pelo jornalista Juremir Machado da Silva (CORREIO DO POVO)


“O JORNALISTA JUREMIR, FEZ PARTE DA COMITIVA DO GOVERNADOR TARSO GENRO, QUE FOI A CUBA, AGORA NO MÊS DE OUTUBRO 2012,OFERECER MÁQUINAS AGRÍCOLAS FABRICADAS NO RIO GRANDE DO SUL, FINANCIADAS PELO BNDES. JUREMIR É COLUNISTA DO JORNAL "CORREIO DO POVO" DE PORTO ALEGRE E ESCRITOR.ÀS VEZES,NÃO CONCORDO COM O CONTEÚDO DE SUAS CRÔNICAS, POIS,COMO ELE DIZ TER, OU MELHOR, TINHA,PENSAMENTO DE ESQUERDISTA. MAS FIQUEI SURPRESO COM SEU DIÁRIO DE VIAGEM À CUBA RETRATANDO A VERDADEIRA SITUAÇÃO DAQUELE COITADO POVO QUE VIVE DO FAZ-DE-CONTA QUE SE ALIMENTA, QUE TEM DIGNIDADE DE VIDA, QUE PODE VIAJAR, ETC., ENFIM O POVO CUBANO VIVE, COM TODOS OS SENTIDOS DO SER HUMANO, NUMA ILHA....de MERDA !!!!”


CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO.

Juremir Machado da Silva
Correio do Povo, Porto Alegre (RS)

Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novo os pontos. Não dá mais...

O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.

Não fiquei trancado no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas.

José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos, pedem tudo, pois não tem nada: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.

José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Não. Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio americano. É o socialismo/comunismo falido.

Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais, para ganhar alguns dólares de gorjeta.

Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que, quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:

'Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.

Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.

Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’. Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.

A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’. José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, o preço é 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida, José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’. POBRE CUBA !!!

Informação recebida por e-mail

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Abraços, copo de leite e até mochila: vejas as coisas mais estranhas que escolas proibiram


Que todas as escolas têm uma lista de coisas proibidas não é novidade. Afinal, algumas regras são necessárias para manter a ordem nos estabelecimentos escolares. Mas o que fazer quando as escolas exageram? O site The Huffington Post fez uma seleção das coisas mais esquisitas já proibidas pelos colégios. Confira a seguir!

Um projeto de lei em Tennessee declarou segurar a mãos como "porta de entrada para atividades sexuais", com profesosres enfrentando demissões só por darem as mãos uns para os outros

Surpreendentemente, a proibição de abraços não é uma regra de uma única escola, mas uma tendência que parece estar se espalhando. Escolas em Portland e Flórida, nos EUA, começaram a instituir essa regra em 2010, enquanto as administrações em Nova Jersey, Brooklyn e Nova Zelândia acompanharam em 2012

Para todos, o raciocínio parece ser o mesmo: é necessário respeitar o espaço pessoal e evitar "interações inadequadas" entre os alunos.

Você acha que com toda conversa sobre obesidade infantil as escolas estão incentivando os alunos a andar de bicicleta ou skate? Nem todas! Uma escola em Nova Iorque disse que era ilegal que as crianças tivessem bicicleta. Vai entender!

Em outra escola, foi proibido que os alunos tivessem dinossauros! Mas hein! Calma, que a gente explica. Não exatamente o bicho dinossauro, porque o bichão não existe mais, mas a palavra dinossauro, junto com outras palavras, como pobreza, aniversários, halloween e dança, que poderiam causar emoções desprazerosas nos estudantes;

Leite sempre foi visto como parte de uma merenda saudável, mas não para um grupo de médicos dos Estados Unidos. Um grupo de vegetarianos profissionais está enviando uma petição para se livrar do leite nas escolas. Segundo eles, o leite é rico em açúcar, gordura e proteína animal, o que pode ser prejudicial à saúde

Veja outras:
R7

sábado, 5 de janeiro de 2013

Massacre de Conneticut, depoimento de uma brasileira que mora nos Estados Unidos e tem um filho na escola.


Uma coisa que me chateou bastante ontem, foi que diante a notícia tão triste do massacre das crianças em Connecticut, ao invés de meditar, parar o coração um momento para pensar e mentalizar algo bom para quem sofria com a tragédia, muita gente do meu círculo de amizades resolveu bombardear minha caixa de mensagens, inclusive me telefonar, com comentários inúteis a sobre os EUA, a segurança, o povo, etc.
Registro aqui minha decepção com cada um que se achou no direito de julgar e generalizar o fato.

Agora me espanta que isso tenha vindo de brasileiros, o Brasil é um país tão seguro e organizado, né ?

Eu fui obrigada a escutar que os americanos são todos doentes mentais, que aqui é uma fábrica de malucos e o que estou fazendo aqui num lugar que não tem segurança.

Sabe qual é a diferença entre isso aqui e o que os brasileiros têm ai ? Ordem.

Aqui tem muito maluco sim, tanto quanto aí, só que aqui o maluco se suicida depois da cagada, por que ele sabe que a JUSTIÇA será feita. Ele sabe o que lhe espera. No Brasil, a gente sabe o que acontece com o maluco. Nada!

SAIBAM VOCÊS, AS ESTATISTICAS DOS HOMICÍDIOS AQUÍ É DE 8 POR CADA 100.000 HABITANTES. AÍ NO BRASIL É DE 70 POR 100.000. AQUÍ É MESMO MUITO VIOLENTO.

Daqui 7 anos no máximo, dois malucos que jogaram a filha de 5 anos pela janela estarão fazendo compras no Shopping Center Norte. Sabe quando isso aconteceria aqui? Nunca.

Daqui 5 anos, a maluca Ritchtofen estará passeando no Parque do Ibirapuera com o cachorro e tirando fotos no Instagram.

Doentes mentais, revoltados, loucos e psicopatas não existem somente aqui ou aí no Brasil, eles estão no mundo, não há como evitá-los. Mas eu prefiro viver em um lugar onde existe um simples diferença – Cumprimento da Lei.

Por isso me espanta tanto a reação de alguns brasileiros; filhos coniventes de um país que elege ladrões, sai na rua pelado no carnaval cantando a própria desgraça e termina tudo em pizza.

Sabe qual é o GRANDE problema do Brasil? O povo só olha pra fora.

Quantas vezes ouvi piadas que americano não conhece o mapa e não sabe diferença entre Brasil e Argentina. Palmas para eles ! Por que perdem o tempo deles conhecendo detalhadamente o seu próprio mapa. Quando eles sentam no assento do metrô, no fim do dia para ir para casa, estão lendo noticias internas e se preocupando em fazer algo pela escola do seu bairro. O brasileiro não lê no metrô, também não senta, porque vive uma realidade miserável de falta de tudo, falta espaço, falta trem, falta ônibus, falta asfalto e sobra assunto descartável. Vai todo mundo no estilo sardinha em lata falando da novela das 8. Ou da tragédia do país alheio.

Todo mundo feliz por que ganhou o 13º salario, vão torrar tudo no mesmo dia comprando coisas caríssimas, pagando um imposto gigante, para se exibir para a vizinha no elevador.

Natal ? Ah, no Natal o brasileiro gosta muito dos americanos, por que os copia em tudo! Isso é ridículo! Arranque esse monte de roupa do Papai Noel, por que NÃO vai nevar no Tocantins.

E os EUA que não têm segurança e nada, lá só se come hamburguer e pizza, mas vamos lá pra Miami fazer as compras de Natal !!! Nessa hora todo mundo ama o bando de malucos daqui. Assim é o Natal Brasileiro, todo mundo comprando em 5 vezes no cartão, que nem louco algo que NÃO precisa e nem pode pagar. Na noite do Natal está todo mundo louco para passar logo a meia noite, largar a família pra trás e pegar a primeira estrada com trânsito infernal para ter 4 dias de sossego em algum lugar tão perigoso quanto o próprio bairro (seja qual for) . Aqui, a gente escuta musica de Natal dezembro inteiro, no carro, em casa... aqui a gente ainda manda cartões pelo correio. Aqui a gente leva o filho para tirar foto com Papai Noel, de graça. Fazemos listas de tudo que devemos agradecer no ano. Repetimos a frase Feliz Natal 30 vezes por dia, para o caixa do super mercado, para o cara do correio, para o vizinho, no trânsito para a pessoa do carro ao lado. Aqui se acende uma vela na janela durante 25 dias para lembrar aqueles que partiram e não estarão conosco neste Natal. A gente come cereal como forma de agradecer a colheita do ano todo. O nosso Papai Noel está vestido adequadamente para a estação. Ou seja, aqui se vive com o que se tem e o que se é. No Brasil se vive com o que os OUTROS têm.

Estou tão chateada assim, porque nunca ouvi uma piada sequer de americano algum com relação ao Brasil. Muito pelo contrario, mesmo lendo notícias ruins daí, nunca alguém aqui se atreveu a fazer qualquer tipo de comentário que não fosse um elogio ao meu país. E o interessante é que grande parte de quem faz as piadas contra americanos, NUNCA colocou os pés aqui. Pior, julgam algo sem conhecer, que atitude ignorante!

Portanto, quando quiserem apontar o dedo , apontem mas não na minha frente, pois se vc tem o direito de expressar sua opinião a respeito do que bem entender, eu tenho o direito de me sentir ofendida e expressar a minha opinião sobre você.

Eu sou Brasileira com letra maiúscula, mas a minha ‘Casa’ é aqui e o meu coração por opção está aqui e não vou me permitir mais escutar tais ofensas. Tenho orgulho de viver e criar meu filho em uma fabrica de possíveis malucos, ao invés de criá-lo dentro da certeza de habitar uma fabrica de corruptos, vagabundos e cegos por opção.

Tatiana Valadares Gonçalves

Sarasota, FL - USA

Depoimento recebido por e-mail
Verbratec© Desktop.