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sábado, 20 de outubro de 2012
Jovem sai do coma quando médicos se preparavam para remover órgãos
Os médicos acreditavam que Carina Melchior, de 19 anos, estava praticamente com morte cerebral e já se preparavam para retirar os órgãos da jovem para doação, seguindo autorização da família, em um hospital de Aarhus (Dinamarca).
Só que pouco antes de os médicos iniciarem os procedimentos, a jovem saiu do coma!
Carina havia sido levada para o hospital em estado crítico, após um grave acidente de carro. O tratamento não surtiu efeito e os médicos, que achavam que o estado vegetativo fosse irreversível caso ela sobrevivesse, conversaram com a família sobre o desligamento dos aparelhos e a retirada dos órgãos.
"Os pais foram convencidos de que não havia mais nada a fazer e concordaram com a doação dos órgãos", disse o advogado da família.
Mas Carina abriu os olhos e mexeu as pernas!
A jovem se recupera bem e já pode andar e falar. Agora, Carina acredita que vai conseguir se recuperar totalmente, vai se tornar uma designer gráfica e morar sozinha.
O caso de Carina provocou um amplo debate público sobre a doação de órgãos e a eutanásia. Muitos doadores de órgãos no país retiraram a autorização com medo que os médicos ajam de forma precipitada. A família da jovem está processando o hospital alegando que os médicos se apressaram ao falar sobre a doação, segundo reportagem do "Daily Mail". O hospital alega que não houve erro de avaliação do quadro de Carina e que em momento algum foi anunciada oficialmente a morte cerebral.
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
Ministério da Saúde lança Campanha de Doação de Leite Humano 2012
“Doar leite materno é multiplicar vida com esperança” é o slogan da campanha deste ano
“Doar leite materno é multiplicar vida com esperança.” Este é o slogan da Campanha de Doação de Leite Humano 2012, lançada nesta quinta (4) pelo Ministério da Saúde. O objetivo é mobilizar as mulheres de todo o país sobre a importância do leite materno para aqueles bebês (em especial, prematuros e recém-nascidos de baixo peso internados em UTI neonatal) que não têm a oportunidade de serem amamentados por suas mães.
No Brasil, anualmente, o número de mulheres que dedicam seu tempo para retirar o leite para doação ultrapassa 115 mil. Por ano, são recolhidos cerca de 150 mil litros de leite materno, que passam pelo processo de pasteurização e controle de qualidade antes de chegarem a mais de 135 mil recém-nascidos. De acordo com o Ministério da Saúde, este volume representa de 55% a 60% da demanda de leite humano no país. “Estamos nos esforçando para sensibilizar cada vez mais pessoas e buscando mães a se envolverem e participarem dessa corrente. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 200 mil litros de leite doados. Temos esperança e tecnologia para isso. O Brasil conta com a maior e mais complexa rede de leite humano do mundo”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A madrinha da campanha deste ano é a atriz e apresentadora Maria Paula, mãe de Felipe de 4 anos, que doou leite materno enquanto amamentou o filho (assista ao vídeo abaixo).
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, há 212 bancos de leite e 110 postos de coleta no país. Por isso, se você está amamentando, tem leite em excesso, é saudável e está disposta a colaborar, procure o banco de leite mais próximo de sua residência no site da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano.
Como doar
Preparo do frasco
Você pode utilizar um frasco de vidro com tampa plástica para armazenar o leite. Lave bem o recipiente e coloque em uma panela com água para ferver por 15 minutos. Depois, deixe-o secar de boca para baixo em um pano limpo, sem enxugar. Quando ele estiver seco, está pronto para uso.
Coleta
Antes de começar, escolha um lugar limpo e confortável para sentar. Prenda os cabelos, lave as mãos e antebraços com água e sabão, seque em toalha limpa e coloque máscara no rosto. Quando estiver pronta, massageie as mamas com as polpas dos dedos fazendo movimentos circulares no sentido da aréola para o corpo. Para realizar a ordenha, coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola e empurre para trás em direção ao corpo. Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair. Os primeiros jatos devem ser desprezados. E uma dica: evite conversar durante o processo.
Como armazenar
Anote na tampa do frasco a data e a hora em que realizou a primeira coleta do leite e guarde-o fechado imediatamente no freezer ou no congelador. Se o frasco não ficou cheio, você pode completá-lo em outro momento. Para isso, use um copo de vidro previamente fervido, por 15 minutos, e escorra sobre um pano limpo até secar. Então, coloque o leite recém-ordenhado sobre o que já estava congelado. Guarde imediatamente o frasco no freezer. Com os potes completos, você pode ligar para um banco de leite humano. E atenção: o leite congelado deve ser transportado para o banco antes de completar 10 dias da data da primeira coleta.
Crescer
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Em meio a conflito histórico, menino palestino salva vida de seis israelenses
Jovem foi confundido com criminoso e morto, mas família doou seus órgãos
O conflito entre árabes e judeus já dura mais de um século. Desde então, os dois povos buscam um acordo para viver em paz em uma terra sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos. Em meio a esse conflito histórico, uma família palestina, em um gesto de solidariedade, salvou a vida de seis israelenses.
Na primeira reportagem da série Palestina: Além do Conflito, o repórter Herbert Moraes viajou para essa região do Oriente Médio para conhecer histórias como a de Ismail, cujo filho, morto em 2005, deu esperança a famílias que ficam do outro lado do conflito.
Na época, o menino Ahmed, então com 11 anos, brincava com uma arma de plástico. Ele foi confundido com um criminoso e recebeu dois tiros de soldados de Israel. Um dos tiros atingiu a cabeça e o outro o estômago.
Seu pai e sua mãe decidiram doar os órgãos do filho - rins, fígado, pulmões e coração – que foram recebidos por seis israelenses.
Para Ismail, o gesto solidário diminui a dor pela perda do filho.
- Perder um filho é muito difícil, mas fico feliz em saber que Ahmed continua vivo em outras pessoas.
R7
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Site ajuda filhos de doadores de sêmen a encontrar pais e meio-irmãos
Famílias com crianças concebidas através de inseminação artificial estão se reunindo nos Estados Unidos por um elo em comum: o doador anônimo de sêmen.
Através de grupos e fóruns na internet, adolescentes tentam conseguir informações sobre seus doadores e encontrar possíveis meios-irmãos dispostos a fazer contato. Em alguns casos, o encontro é surpreendente.
"Temos casos de pessoas que encontram 70, 80 e até mais de 100 irmãos", diz Ryan Kramer, co-fundador do Donor Sibling Registry (DSR), o maior registro de pessoas concebidas através da doação de gametas do país.
O site, criado em 2000 como um grupo de e-mails no Yahoo, permite que filhos busquem seus doadores e meios-irmãos, deixando postagens em uma espécie de mural.
Na maior parte das vezes, a referência para o encontro é o número do doador de sêmen no banco ou clínica, uma das poucas informações fornecidas às famílias.
Estima-se que mais de 30 mil crianças a cada ano sejam concebidas através da compra de sêmen nos Estados Unidos.
Curiosidade
A administradora Michele Jorgenson, de 40 anos, tomou a iniciativa de procurar o pai biológico de sua filha Cheyenne, quando ela tinha 9 anos.
"A principal razão foi curiosidade. Eu queria conhecer a outra parte dela. E também tinha medo de ele ter morrido e ela nunca ter a chance de conhecê-lo", disse à BBC Brasil.
A busca durou dois anos e hoje, Cheyenne se encontra com seu doador anualmente, durante o verão. Mas mesmo antes de encontrá-lo, a menina começou a conhecer seus 13 meios-irmãos, através do Donor Sibling Registry.
Michele diz que já organizou encontros familiares com até oito dos irmãos de Cheyenne e seus pais. "Acho que foi positivo para ela, porque ela não teria outros irmãos e irmãs se não fosse por isso", diz a mãe.
Michele, que vivia com uma parceira quando concebeu Cheyenne, conta que a filha dizia, durante a infância, que queria "uma família normal". Para Michelle, essa foi uma das razões pelas quais quis identificar logo o pai biológico de sua filha.
"Não quis que ela ficasse chateada por não conhecê-lo ou que ela passasse pela dor de não saber quem ele era. Pensei que talvez um dia ela pudesse se ressentir de mim por não saber sobre ele", diz.
Segundo uma pesquisa conduzida por Wendy Kramer com pesquisadores da Universidade Estadual da Califórnia usando a base de dados do site, filhos de casais homossexuais, que correspondiam a cerca de 40% dos visitantes do DSR, tendem a descobrir mais cedo que foram concebidos através da doação de sêmen ou óvulo e a ter mais abertura para falar sobre o assunto com a família.
"A maioria dos filhos de todos os tipos de família deseja ter algum contato com seu doador, mas há menos conforto para discutir isso em famílias com pais heterossexuais", diz o estudo.
'Família estendida'
O DSR foi criado por Wendy Kramer em 2000, quando seu filho Ryan começou a ter curiosidade sobre seu pai biológico.
"Um dia perguntei a minha mãe: 'meu pai está morto ou o quê?'. Ela não estava muito preparada, mas me respondeu o melhor que podia", disse Ryan Kramer à BBC.
Sem ajuda do banco de sêmen, Wendy e Ryan desenvolveram um site onde doadores, filhos e meios-irmãos podem se encontrar e trocar informações médicas e experiências.
"Descobrimos por acidente que ele tinha uma meia-irmã, porque uma pessoa do banco de sêmen nos disse sem querer. Aí começamos o grupo no Yahoo, para procurá-la", disse Wendy à BBC Brasil.
Atualmente, o site recebe 10 mil visitas por mês e já possibilitou o encontro de 8.400 pessoas com irmãos ou doadores.
Mas a dificuldade de falar sobre o tema também impediu que Ryan Kramer fizesse contato com as primeiras meias-irmãs que descobriu através da popularidade do site.
"Na primeira vez, a mãe de irmãs gêmeas me procurou para dizer que elas eram filhas do mesmo doador que eu, mas disse que elas não podiam saber que foram concebidas com uma doação de sêmen", conta.
"Algum tempo depois descobriu outra meia-irmã e começamos a nos corresponder, mas a mãe dela impediu o nosso contato. Nunca mais nos falamos. Foi muito difícil para mim que as primeiras pessoas que encontrei tivessem essa resposta."
Agora, ele encontra regularmente com três irmãs dos sete meios-irmãos que descobriu. "Mas acho que o número real está entre 20 e 30".
Conhecer o pai biológico foi mais difícil para Ryan, que teve que colocar seu DNA em um banco de dados e cruzar as respostas com um registro público da cidade onde sabia que seu doador tinha nascido.
"Quando tinha certeza, escrevi uma carta para ele dizendo que só queria conhecê-lo. Ele me respondeu e desde então desenvolvemos uma relação única e muito boa, nos encontramos ao menos uma vez ao ano. Meus avós biológicos se mudaram para perto de mim e eu os vejo sempre, é como uma família estendida", diz.
Doadores de sucesso
Segundo Wendy Kramer, o grande número de filhos de um mesmo doador pode criar novas famílias, mas também causa problemas.
"Os doadores estão dispostos a encontrarem os filhos porque sabem que é o correto a fazer, mas geralmente se retiram do site depois que encontram 7 ou 10 crianças, porque não conseguem lidar com muito mais do que isso", diz.
"Os bancos prometem que o sêmen do doador não será usado para mais que dez ou 20 crianças, mas é uma piada. Os pais vem ao nosso site e dizem 'Eu encontrei 25 filhos! Como é possível? Eles me prometeram que não seriam mais que dez!'."
A pesquisadora americana Randi Epstein, autora do livro Get me out: A History of Childbirth from the Garden of Eden to the Sperm Bank (Me tire daqui: Uma história do nascimento desde o Jardim do Éden até o Banco de Esperma), diz que nos Estados Unidos, não há registro sobre a comercialização de sêmen nem sobre o número de bebês nascidos de cada doador desde 1988.
"A contagem, assim como os exames médicos, é feita pelos bancos. Então os pais não vão ter o sêmen de alguém com HIV ou com infecções sérias. Mas o doador pode acabar tendo 50 filhos", disse à BBC Brasil.
De acordo com Epstein, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva recomenda aos bancos de sêmen e clínicas que não permitam mais de 25 nascimentos de um mesmo doador em uma população de 800 mil pessoas, para evitar a ocorrência de casamentos consanguíneos.
"Mas isso nem sempre é obedecido, porque há alguns doadores que fazem mais sucesso nos bancos de esperma, porque são atléticos, inteligentes, etc. Por isso os bancos não querem tirá-los dos seus catálogos", diz.
Movimento
Iniciativas como a criação de sites para ajudar filhos de doadores de sêmen a encontrar familiares biológicos não contam com o apoio ou a colaboração explícitos dos bancos de doação, nem das autoridades americanas.
Através dos sites, os familiares e filhos de doadores anônimos nos Estados Unidos criaram um movimento pedindo a criação de leis que garantam seu acesso a informações sobre a localização e o histórico médico do doador de sêmen.
O Estado de Washington foi o primeiro a conceder aos filhos o direito de conseguir informações sobre seus pais biológicos, no último mês de julho.
De acordo com a nova lei, eles podem consultar as informações a partir dos 18 anos, a não ser que os doadores assinem um termo que proíba expressamente a divulgação de sua identidade.
Países como a Suécia, a Áustria e o Reino Unido aboliram completamente as doações anônimas.
BBC Brasil
Através de grupos e fóruns na internet, adolescentes tentam conseguir informações sobre seus doadores e encontrar possíveis meios-irmãos dispostos a fazer contato. Em alguns casos, o encontro é surpreendente.
"Temos casos de pessoas que encontram 70, 80 e até mais de 100 irmãos", diz Ryan Kramer, co-fundador do Donor Sibling Registry (DSR), o maior registro de pessoas concebidas através da doação de gametas do país.
O site, criado em 2000 como um grupo de e-mails no Yahoo, permite que filhos busquem seus doadores e meios-irmãos, deixando postagens em uma espécie de mural.
Na maior parte das vezes, a referência para o encontro é o número do doador de sêmen no banco ou clínica, uma das poucas informações fornecidas às famílias.
Estima-se que mais de 30 mil crianças a cada ano sejam concebidas através da compra de sêmen nos Estados Unidos.
Curiosidade
A administradora Michele Jorgenson, de 40 anos, tomou a iniciativa de procurar o pai biológico de sua filha Cheyenne, quando ela tinha 9 anos.
"A principal razão foi curiosidade. Eu queria conhecer a outra parte dela. E também tinha medo de ele ter morrido e ela nunca ter a chance de conhecê-lo", disse à BBC Brasil.
A busca durou dois anos e hoje, Cheyenne se encontra com seu doador anualmente, durante o verão. Mas mesmo antes de encontrá-lo, a menina começou a conhecer seus 13 meios-irmãos, através do Donor Sibling Registry.
Michele diz que já organizou encontros familiares com até oito dos irmãos de Cheyenne e seus pais. "Acho que foi positivo para ela, porque ela não teria outros irmãos e irmãs se não fosse por isso", diz a mãe.
Michele, que vivia com uma parceira quando concebeu Cheyenne, conta que a filha dizia, durante a infância, que queria "uma família normal". Para Michelle, essa foi uma das razões pelas quais quis identificar logo o pai biológico de sua filha.
"Não quis que ela ficasse chateada por não conhecê-lo ou que ela passasse pela dor de não saber quem ele era. Pensei que talvez um dia ela pudesse se ressentir de mim por não saber sobre ele", diz.
Segundo uma pesquisa conduzida por Wendy Kramer com pesquisadores da Universidade Estadual da Califórnia usando a base de dados do site, filhos de casais homossexuais, que correspondiam a cerca de 40% dos visitantes do DSR, tendem a descobrir mais cedo que foram concebidos através da doação de sêmen ou óvulo e a ter mais abertura para falar sobre o assunto com a família.
"A maioria dos filhos de todos os tipos de família deseja ter algum contato com seu doador, mas há menos conforto para discutir isso em famílias com pais heterossexuais", diz o estudo.
'Família estendida'
O DSR foi criado por Wendy Kramer em 2000, quando seu filho Ryan começou a ter curiosidade sobre seu pai biológico.
"Um dia perguntei a minha mãe: 'meu pai está morto ou o quê?'. Ela não estava muito preparada, mas me respondeu o melhor que podia", disse Ryan Kramer à BBC.
Sem ajuda do banco de sêmen, Wendy e Ryan desenvolveram um site onde doadores, filhos e meios-irmãos podem se encontrar e trocar informações médicas e experiências.
"Descobrimos por acidente que ele tinha uma meia-irmã, porque uma pessoa do banco de sêmen nos disse sem querer. Aí começamos o grupo no Yahoo, para procurá-la", disse Wendy à BBC Brasil.
Atualmente, o site recebe 10 mil visitas por mês e já possibilitou o encontro de 8.400 pessoas com irmãos ou doadores.
Mas a dificuldade de falar sobre o tema também impediu que Ryan Kramer fizesse contato com as primeiras meias-irmãs que descobriu através da popularidade do site.
"Na primeira vez, a mãe de irmãs gêmeas me procurou para dizer que elas eram filhas do mesmo doador que eu, mas disse que elas não podiam saber que foram concebidas com uma doação de sêmen", conta.
"Algum tempo depois descobriu outra meia-irmã e começamos a nos corresponder, mas a mãe dela impediu o nosso contato. Nunca mais nos falamos. Foi muito difícil para mim que as primeiras pessoas que encontrei tivessem essa resposta."
Agora, ele encontra regularmente com três irmãs dos sete meios-irmãos que descobriu. "Mas acho que o número real está entre 20 e 30".
Conhecer o pai biológico foi mais difícil para Ryan, que teve que colocar seu DNA em um banco de dados e cruzar as respostas com um registro público da cidade onde sabia que seu doador tinha nascido.
"Quando tinha certeza, escrevi uma carta para ele dizendo que só queria conhecê-lo. Ele me respondeu e desde então desenvolvemos uma relação única e muito boa, nos encontramos ao menos uma vez ao ano. Meus avós biológicos se mudaram para perto de mim e eu os vejo sempre, é como uma família estendida", diz.
Doadores de sucesso
Segundo Wendy Kramer, o grande número de filhos de um mesmo doador pode criar novas famílias, mas também causa problemas.
"Os doadores estão dispostos a encontrarem os filhos porque sabem que é o correto a fazer, mas geralmente se retiram do site depois que encontram 7 ou 10 crianças, porque não conseguem lidar com muito mais do que isso", diz.
"Os bancos prometem que o sêmen do doador não será usado para mais que dez ou 20 crianças, mas é uma piada. Os pais vem ao nosso site e dizem 'Eu encontrei 25 filhos! Como é possível? Eles me prometeram que não seriam mais que dez!'."
A pesquisadora americana Randi Epstein, autora do livro Get me out: A History of Childbirth from the Garden of Eden to the Sperm Bank (Me tire daqui: Uma história do nascimento desde o Jardim do Éden até o Banco de Esperma), diz que nos Estados Unidos, não há registro sobre a comercialização de sêmen nem sobre o número de bebês nascidos de cada doador desde 1988.
"A contagem, assim como os exames médicos, é feita pelos bancos. Então os pais não vão ter o sêmen de alguém com HIV ou com infecções sérias. Mas o doador pode acabar tendo 50 filhos", disse à BBC Brasil.
De acordo com Epstein, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva recomenda aos bancos de sêmen e clínicas que não permitam mais de 25 nascimentos de um mesmo doador em uma população de 800 mil pessoas, para evitar a ocorrência de casamentos consanguíneos.
"Mas isso nem sempre é obedecido, porque há alguns doadores que fazem mais sucesso nos bancos de esperma, porque são atléticos, inteligentes, etc. Por isso os bancos não querem tirá-los dos seus catálogos", diz.
Movimento
Iniciativas como a criação de sites para ajudar filhos de doadores de sêmen a encontrar familiares biológicos não contam com o apoio ou a colaboração explícitos dos bancos de doação, nem das autoridades americanas.
Através dos sites, os familiares e filhos de doadores anônimos nos Estados Unidos criaram um movimento pedindo a criação de leis que garantam seu acesso a informações sobre a localização e o histórico médico do doador de sêmen.
O Estado de Washington foi o primeiro a conceder aos filhos o direito de conseguir informações sobre seus pais biológicos, no último mês de julho.
De acordo com a nova lei, eles podem consultar as informações a partir dos 18 anos, a não ser que os doadores assinem um termo que proíba expressamente a divulgação de sua identidade.
Países como a Suécia, a Áustria e o Reino Unido aboliram completamente as doações anônimas.
BBC Brasil
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Sacos de doações de comida são roubados e vendidos em mercadovna Somália
MOGADÍSCIO - Milhares de sacos de doações de comida na foram roubados na Somália e estão sendo vendidos em mercados locais, próximos ao maior campo de refugiados da capital Mogadíscio, denunciou uma investigação da agência de notícias AP.
Pela primeira vez, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) admitiu que recebeu denúncias de furtos de doações na Somália há cerca de dois meses e está investigando o caso. Segundo a entidade, a "intensidade" da crise alimentar no país não permite que a ajuda humanitária seja suspensa, já que o corte poderia custar "muitas vidas".
Mesmo se distribuídas a famílias, no entanto, não é certo de que as porções de comida vão chegar a ser servidas. Segundo relatos do campo de refugiados da capital, o Badbado, controlado pelo governo somali, muitas famílias são obrigadas a devolver as doações após serem fotografadas com elas por jornalistas estrangeiros. Ali Said Nur, por exemplo, contou que recebeu dois sacos de milho em duas ocasiões diferentes e, em ambas, precisou dar a comida ao líder do acampamento.
- Você não tem escolha. Se você quer ficar aqui, você precisa entregar o que tem sem reclamar - contou Nur.
De acordo com a ONU, mais de 3.2 milhões de somalis, quase metade da população, precisa de ajuda humanitária para se alimentar. Mais de 450 mil pessoas vivem em zonas de fome, controladas pelas milícias islâmicas al-Shabad, ligadas à al-Qaeda. O país ainda sustenta o quinto maior índice de mortalidade infantil do mundo. E a situação de degradação aumentou consideravelmente nos últimos meses, com a chegada da pior seca dos últimos 60 anos ao Chifre da África.
Apesar de já ter conhecimento do roubo de doações, o PMA argumenta que monitorar as atuações no país é altamente perigoso. Desde 2008, 14 funcionários da instituição foram assassinados na Somália.
Em mercados da capital Mogadíscio, é possível encontrar sacos de comida com os símbolos do Programa Mundial de Alimentação da ONU, do Exército de ajuda americana USAID e do governo do Japão. A AP encontrou oito mercados que vendiam as doações roubadas, além de outras dezenas de pequenas lojas que faziam o mesmo.
O Globo
Pela primeira vez, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) admitiu que recebeu denúncias de furtos de doações na Somália há cerca de dois meses e está investigando o caso. Segundo a entidade, a "intensidade" da crise alimentar no país não permite que a ajuda humanitária seja suspensa, já que o corte poderia custar "muitas vidas".
Mesmo se distribuídas a famílias, no entanto, não é certo de que as porções de comida vão chegar a ser servidas. Segundo relatos do campo de refugiados da capital, o Badbado, controlado pelo governo somali, muitas famílias são obrigadas a devolver as doações após serem fotografadas com elas por jornalistas estrangeiros. Ali Said Nur, por exemplo, contou que recebeu dois sacos de milho em duas ocasiões diferentes e, em ambas, precisou dar a comida ao líder do acampamento.
- Você não tem escolha. Se você quer ficar aqui, você precisa entregar o que tem sem reclamar - contou Nur.
De acordo com a ONU, mais de 3.2 milhões de somalis, quase metade da população, precisa de ajuda humanitária para se alimentar. Mais de 450 mil pessoas vivem em zonas de fome, controladas pelas milícias islâmicas al-Shabad, ligadas à al-Qaeda. O país ainda sustenta o quinto maior índice de mortalidade infantil do mundo. E a situação de degradação aumentou consideravelmente nos últimos meses, com a chegada da pior seca dos últimos 60 anos ao Chifre da África.
Apesar de já ter conhecimento do roubo de doações, o PMA argumenta que monitorar as atuações no país é altamente perigoso. Desde 2008, 14 funcionários da instituição foram assassinados na Somália.
Em mercados da capital Mogadíscio, é possível encontrar sacos de comida com os símbolos do Programa Mundial de Alimentação da ONU, do Exército de ajuda americana USAID e do governo do Japão. A AP encontrou oito mercados que vendiam as doações roubadas, além de outras dezenas de pequenas lojas que faziam o mesmo.
O Globo
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Portaria deve aumentar doação de sangue entre jovens, mas não muda situação de homossexuais
Ministério da Saúde divulgou ontem uma portaria ampliando a faixa etária de doadores e proibindo o critério da orientação sexual
Uma nova portaria divulgada ontem pelo Ministério da Saúde amplia a faixa etária para a doação de sangue e proíbe que a orientação sexual seja usada como critério de descarte do doador, no caso dele ser homossexual. Sobre a última questão, o texto diz que "não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero...". Contudo, na prática, pouco deve mudar, pois, de acordo com uma restrição prevista na legislação de 2004, o homem que tenha tido relações sexuais com outro homem nos últimos 12 meses não está apto a doar sangue.
— Antes, havia uma pergunta no questionário de triagem sobre a orientação sexual da candidato. Se ele fosse homossexual, não poderia doar sangue. Agora esta pergunta não será mais critério, vai depender da atividade sexual, mas ainda não sabemos bem como vai ser — afirma a médica gerente do serviço de hemoterapia da Santa Casa, Mirna Barison.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esta restrição continua valendo porque o risco de contágio pelo vírus HIV neste grupo é maior comparado ao dos heterossexuais. A limitação, segundo o Ministério, seria semelhante a feita aos heterossexuais que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses.
Os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, no entanto, questionam a validade da portaria. A diretora do grupo Somos Claudia Penalvo acredita que a proibição não traz nenhum avanço em relação à atual situação.
— É significativo que o ministro da Saúde esteja preocupado com a questão, mas me parece contraditório. Na prática não vai mudar nada, pois ainda existe essa restrição e também porque, como não está claro, os profissionais da saúde vão se sentir inseguros e continuar agindo da mesma forma — defende.
Ampliação da faixa etária
Além da questão da orientação sexual, a portaria também ampliou a faixa etária para doação de sangue: entre os jovens, de 18 para 16 anos e, entre os idosos, de 65 para 68 anos. Segundo a hemoterapeuta Mirna, essa, sim, representa uma mudança considerável e importante para os bancos de sangue do país.
— Os adolescentes geralmente são pessoas de boa saúde e que não fazem uso de medicamentos. Vai ser ótimo para nós. Além disso, dessa forma, a cultura da doação vai começar cedo. Isso é importante em um país que está tão atrasado neste quesito — comemora.
Para a doação de sangue dos menores de 18 anos, será necessário a apresentação de uma autorização do responsável. A estimativa do Ministério da Saúde é que com a nova portaria, cerca de 14 milhões de brasileiros, que antes não o eram, agora tornam-se potenciais doadores.
BEM-ESTAR
Uma nova portaria divulgada ontem pelo Ministério da Saúde amplia a faixa etária para a doação de sangue e proíbe que a orientação sexual seja usada como critério de descarte do doador, no caso dele ser homossexual. Sobre a última questão, o texto diz que "não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero...". Contudo, na prática, pouco deve mudar, pois, de acordo com uma restrição prevista na legislação de 2004, o homem que tenha tido relações sexuais com outro homem nos últimos 12 meses não está apto a doar sangue.
— Antes, havia uma pergunta no questionário de triagem sobre a orientação sexual da candidato. Se ele fosse homossexual, não poderia doar sangue. Agora esta pergunta não será mais critério, vai depender da atividade sexual, mas ainda não sabemos bem como vai ser — afirma a médica gerente do serviço de hemoterapia da Santa Casa, Mirna Barison.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esta restrição continua valendo porque o risco de contágio pelo vírus HIV neste grupo é maior comparado ao dos heterossexuais. A limitação, segundo o Ministério, seria semelhante a feita aos heterossexuais que tiveram mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses.
Os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, no entanto, questionam a validade da portaria. A diretora do grupo Somos Claudia Penalvo acredita que a proibição não traz nenhum avanço em relação à atual situação.
— É significativo que o ministro da Saúde esteja preocupado com a questão, mas me parece contraditório. Na prática não vai mudar nada, pois ainda existe essa restrição e também porque, como não está claro, os profissionais da saúde vão se sentir inseguros e continuar agindo da mesma forma — defende.
Ampliação da faixa etária
Além da questão da orientação sexual, a portaria também ampliou a faixa etária para doação de sangue: entre os jovens, de 18 para 16 anos e, entre os idosos, de 65 para 68 anos. Segundo a hemoterapeuta Mirna, essa, sim, representa uma mudança considerável e importante para os bancos de sangue do país.
— Os adolescentes geralmente são pessoas de boa saúde e que não fazem uso de medicamentos. Vai ser ótimo para nós. Além disso, dessa forma, a cultura da doação vai começar cedo. Isso é importante em um país que está tão atrasado neste quesito — comemora.
Para a doação de sangue dos menores de 18 anos, será necessário a apresentação de uma autorização do responsável. A estimativa do Ministério da Saúde é que com a nova portaria, cerca de 14 milhões de brasileiros, que antes não o eram, agora tornam-se potenciais doadores.
BEM-ESTAR
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Família está indignada por não conseguir doar órgãos de vítima em Realengo

Rio - A família de Igor Moraes da Silva, de 13 anos, um dos alunos mortos no massacre ocorrido nesta quinta-feira, na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste da Cidade, está indignada por não conseguir doar os órgãos do menino. Segundo a mãe da criança, o processo burocrático pede a assinatura do pai de Igor, José da Silva, que desapareceu e não mantém nenhum tipo de contato com a família.
Inês e o irmão mais novo de Igor, Eduardo Moraes da Silva, de 11 anos, chegaram por volta de 15h no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste, para acompanhar o enterro da vítima do atentado. Eduardo, que chegou com rosas na mão para jogar no caixão, dizia estar muito triste e aparentava estar bastante abatido.
Eduardo é aluno da 5ª série do mesmo colégio que o irmão, na sala 7, que fica ao lado da sala 5, onde Igor estava quando foi assassinado. Segundo Eduardo, a sua turma ficou trancada na sala de aula no momento do tiroteio, ouvindo os tiros vindos do local onde o irmão estava.
Segundo colegas da vítima, que acompanharam o velório ao lado da família, Igor era bastante ativo, apaixonado pelo Flamengo e seu sonho era ser jogador de futebol.
Tristeza e dor no sepultamento das vítimas
Aproximadamente 2 mil pessoas compareceram ao Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, para acompanhar o sepultamento de quatro crianças vítimas do ataque a tiros à Escola Tasso da Silveira, em Realengo. Por causa da comoção e do forte calor, 50 pessoas precisaram de atendimento médico durante as cerimônias de sepultamento de Larissa dos Santos Atanázio (13 anos), Luisa Paula da Silveira Machado (14 anos), Rafael Pereira da Silva (14 anos) e Karine Lorraine Chagas (14 anos).
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, compareceu ao velório e percorreu as capelas e ouviu críticas de alguns dos presentes pela falta de segurança na escola. Os secretários de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, e de Conservação, Carlos Osório, também estiveram presentes. Paes afirmou que se reunirá com seu secretariado para definir as estratégia de ajuda às famílias e alunos da escola. Durante as cerimônias, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o local e jogou pétalas de flores sobre as pessoas
O cenário também foi de dor e tristeza no Cemitério Murundu, em Realengo. Oito médicos precisaram ser chamados às pressas e duas ambulâncias estão no local. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve no cemitério durante 15 minutos e abraçou os pais das crianças. Mais de 200 pessoas estiveram presentes ao cemitério onde foram sepultadas Bianca Rocha Tavares, Géssica Guedes Pereira, Laryssa Silva Martins e Mariana Rocha de Souza.
O DIA ONLINE
quarta-feira, 16 de março de 2011
Número de doadores de órgãos no país cresce 14% em um ano

Balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde mostra que o número de doadores efetivos (falecidos) de órgãos no Brasil aumentou 14% no período de 12 meses – passando de 1.658 em 2009 para 1.896 no ano passado.
O aumento levou o país a atingir a marca, considerada histórica, de 9,9 doadores por milhão de habitantes (ppm). O índice, em 2009, totalizava 8,7 ppm – um crescimento de 13,8%.
Dados mostram que estados como Santa Catarina e São Paulo registraram índices de doações próximos aos de países desenvolvidos e que mantêm médias acima de 20 ppm. Os índices em ambos os estados são, respectivamente, 17 ppm e 21 ppm.
O aumento do número de doadores e, por consequência, do de transplantes, se deve, segundo o ministério, ao aperfeiçoamento dos processos de doação, como notificações por morte encefálica mais precoces e cuidado intensivo dos doadores.
O aumento levou o país a atingir a marca, considerada histórica, de 9,9 doadores por milhão de habitantes (ppm). O índice, em 2009, totalizava 8,7 ppm – um crescimento de 13,8%.
Dados mostram que estados como Santa Catarina e São Paulo registraram índices de doações próximos aos de países desenvolvidos e que mantêm médias acima de 20 ppm. Os índices em ambos os estados são, respectivamente, 17 ppm e 21 ppm.
O aumento do número de doadores e, por consequência, do de transplantes, se deve, segundo o ministério, ao aperfeiçoamento dos processos de doação, como notificações por morte encefálica mais precoces e cuidado intensivo dos doadores.
Agência Brasil
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