O Município de São Leopoldo deverá indenizar adolescente portadora de problema de congênito que foi apelidada de tortinha por Professora Municipal. Os Desembargadores da 9ª Câmara Cível caracterizaram a atitude da docente como bullying, uma vez que o apelido acabou sendo adotado por colegas da menina, que chegou a deixar de assistir às aulas em decorrência do constrangimento. O fato ocorreu em 2009. A jovem, que na época tinha 14 anos, narrou que foi apelidada pela professora de Maria Tortinha, em razão de seu problema congênito no pescoço. Contou que os colegas também passaram a chamá-la pelo apelido.
A Juíza da 5ª Vara Cível de São Leopoldo, Adriane de Mattos Figueiredo, entendeu pela responsabilização do Município, determinando o pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 5 mil. No recurso ao TJ, o Município alegou que não houve má-fé da professora, pois esta não tinha conhecimento do problema da menina. Narrou que a docente teria chamado a aluna carinhosamente de tortinha, pois achou que ela estivesse com um forte torcicolo, em decorrência de uma contusão sofrida durante o recreio, dias antes. A menina também recorreu, pedindo o aumento da indenização.
No voto o relator, Desembargador Leonel Pires Ohlweiler, salientou que aAdministração Pública responde de forma objetiva pelos danos cometidos por agentes públicos. Portanto, a apuração dessa responsabilidade independe da caracterização de culpa: basta que seja verificado a relação de causa entre o ato do agente e o dano experimentado. Para o magistrado, a questão em julgamento relaciona-se com a prática do bullying, na medida em que, por ato de agente público do Município de São Leopoldo, professora municipal, foi atribuído apelido depreciativo à parte autora, que foi alvo de práticas vexatórias por parte dos colegas. Considerou que a ata da escola, bem como os depoimentos da Diretora e da Vice corroboram a versão da menina. Na avaliação do Desembargador, o fato de a professora não ter ciência do problema do qual a menina é portadora não afasta o abalo sofrido.
Esta circunstância, à evidência, fez brotar na autora sentimentos de humilhação e constrangimento, ao ponto de não querer mais frequentar as aulas. Considerou a situação mais grave devido ao constrangimento ter partido de uma professora, em plena sala de aula. Citando a decisão de 1º Grau, enfatizou que mesmo que a escola tenha buscado a aproximação da aluna com a professora e que esta tenha se retratado perante toda a turma, o dano à jovem já havia ocorrido. Concluiu por manter a sentença modificando apenas o valor da indenização para R$ 10 mil. O julgamento ocorreu no dia 29/8. A Desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira e o Desembargador Tasso Caubi Soares Delabary acompanharam o voto do relator.
Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Revista Jus Vigilantibus
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Polícia procura acusado de espancar enteado de 5 anos no Rio
A polícia do Rio está à procura desde a semana passada de um padrato suspeito de espancar, em março, o enteado de cinco anos na casa em que morava, na Pavuna, zona norte do Rio.
Segundo o Ministério Público, a Justiça aceitou denúncia contra ele pelo crime de tortura e decretou sua prisão preventiva. Até a manhã desta terça-feira, ele ainda estava foragido.
A denúncia aponta que Oliveira "submetia o enteado a intenso sofrimento físico e mental". O menino foi encontrado pela mãe no dia do crime com os olhos roxos e hematomas espalhados pelo corpo. A mãe, de 27 anos, disse à Folha que ficou "surpresa e assustada" ao encontrar o filho machucado em casa quando voltava do trabalho.
"Para esconder a agressão, ele me falou que o I. tinha se ferido porque caiu no banheiro. Fiquei muito assustada. Não sabia que esse maldito tinha feito isso com o meu filho. A primeira coisa que eu fiz foi correr com ele para o hospital", disse a mulher, que trabalha como operadora de caixa.
De acordo com a mãe da criança, o menino ficou dois dias internado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Marechal Hermes (zona norte). O boletim médico da unidade aponta que a criança foi vítima de chineladas e socos.
A promotora da Vara da Infância e da Juventude, Andréa Amin, contou que o garoto e a irmã dele, de 7 anos, estavam sozinhos em casa com o suspeito, enquanto a mãe trabalhava. A denúncia descreve que, ao tomar conhecimento da gravidade dos ferimentos (hematomas do pescoço para cima), a mãe levou o filho à UPA.
"Dois dias depois, o IML (Instituto Médico Legal) constatou sinais de espancamento, marcas de enforcamento, crânio afundado e problemas de visão. O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna). Atualmente, I. mora com a avó paterna, por determinação do Conselho Tutelar, e a menina com a tia materna", destaca o relatório do Ministério Público.
O pai da criança, de 31 anos, disse à Folha que a mãe das crianças é "conivente" com as agressões. "A mãe dele também participou da agressão", disse.
"Meu filho está com o psicológico bom, mas a gente acha que ele ficou com um probleminha auditivo porque está falando muito alto. Ele diz que ela [mãe] bateu na cara dele com uma colher de pau grande. E enquanto ela batia nele, o Jorge Luís dava soco na barriga dele e pisava nas mãozinhas dele", afirmou.
Os depoimentos dados ao Ministério Público também apontam que os irmãos vinham sofrendo agressões físicas e psicológicas. A avó está com a guarda provisória do menino.
O Ministério Público informou que o Disque-Denúncia recebeu ligações informando que as crianças estavam sofrendo ameaças de morte e de novas agressões, caso relatassem os maus-tratos a outras pessoas ou à polícia.
A Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude também investiga, em outro procedimento, a suspeita de negligência da mãe das crianças nos episódios de agressão.
Folha OnLine
domingo, 12 de dezembro de 2010
Ex-coordenador de base do Grêmio é acusado de pedofilia
José Alzir Flor da Silva trabalhou durante 25 anos no Tricolor gaúcho
O ex-coordenador do futebol de base do Grêmio, José Alzir Flor da Silva, está sendo investigado pelo Ministério Público por pedofilia. A denúncia foi revelada após o caso começar a ser apreciado pela Vara de Infância de Juventude de Porto Alegre. José Alzir, que durante 25 anos trabalhou no clube, passou a ser julgado pelos crimes de assédio sexual, maus-tratos e coação.
As investigações tiveram início após a participação das categorias de base Grêmio em um torneio no interior gaúcho. Segundo testemunhas, José Alzir Flor da Silva teria ficado no mesmo dormitório que os meninos, onde teria se valido de sua condição para abusos e maus-tratos. Após cerca de um ano de apuração, os promotores concluíram que o ex-profissional do clube gaúcho é o responsável pelos crimes cometidos.
– As crianças e os adolescentes estavam alojados e ele se utilizava dessa proximidade, desse acesso e até basicamente da condição de superior dentro da função que exercia. Isso sem dúvida facilitou a prática dos fatos – salientou o promotor Alexandre Spizzirri, em entrevista ao "Jornal da Globo".
Foram constatados abusos contra três meninos da base gremista, com idades entre 11 a 13 anos, mas a suspeita é que mais casos venham a ser comprovados.
– A gente sabe que não é incomum que ocorram fatos envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes em situação de futebol. Pelo período que essa pessoa trabalhou dentro da instituição e sabemos que a situação de pedofilia não surge de uma hora para outra. Ela vai crescendo e evoluindo com o tempo – frisou a promotora Denise Casanova Vilella.
Todos os casos apurados até o momento são de 2008 e 2009. Segundo a promotoria, José Alzir teria cometido abusos nos alojamentos do estádio Olímpico, onde moram cerca de 80 meninos do interior e de fora do Rio Grande do Sul.
O presidente do Grêmio, Duda Kroeff, que demitira o ex-coordenador, ressaltou que os futuros craques gremistas estão agora “blindados” e que toda a estrutura foi colocada em prática para preservá-los.
- Considero o caso gravíssimo. Lamento profundamente. As categorias de base são um setor sagrado aqui no Grêmio. Mas acho difícil isso acontecer. Eles (os meninos) estão altamente protegidos. Eu me interessei muito após isso, para ver como funciona tudo. Verifiquei pessoalmente e vi que a estrutura é muito boa – disse o dirigente.
GLOBOESPORTE.COM
sábado, 4 de dezembro de 2010
México anuncia prisão de ‘matador’ de 14 anos

O Exército mexicano anunciou a prisão de um garoto de 14 anos acusado de ser um matador de aluguel a serviço de um cartel de drogas.
Segundo as autoridades mexicanas, Edgard Jimenez, conhecido como El Ponchis, foi detido ao tentar embarcar em um voo da cidade mexicana de Cuernavaca para Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos, acompanhado de duas de suas irmãs.
O Exército afirma que ele teria participado de vários assassinatos por decapitamento, em crimes supostamente cometidos sob a influência de drogas fornecidas pelo cartel.
A violência relacionada ao narcotráfico no México já fez milhares de vítimas nos últimos anos.
Autoridades locais dizem que os crimes cometidos por menores de idade, incluindo assassinatos cometidos a mando dos carteis, vem crescendo no país neste ano.
Como no Brasil, no México os menores de idade não são julgados como adultos pela Justiça, mas o Senado examina um projeto para torná-los imputáveis.
Corpos pendurados
O adolescente preso nesta sexta-feira trabalharia para o cartel do Pacífico Sul, no Estado de Morelos, próximo à Cidade do México, segundo o Exército.
Segundo o jornal mexicano Reforma, Jimenez admitiu os crimes, mas disse que era “obrigado” a cometê-los.
“Eu me sentia mal fazendo isso. Eu era forçado a fazer isso. Eles diziam que iam me matar se não fizesse”, teria afirmado.
“Eu somente decapitava eles, mas nunca pendurei os corpos em pontes, nunca”, disse ele, segundo o jornal, em referência à prática comum entre os carteis mexicanos de expor os corpos dos inimigos mortos.
Os carteis penduram os corpos em locais movimentados com o objetivo de intimidar os rivais.
O cartel do Pacífico Sul é liderado por Hector Beltrán Leyva, irmão do narcotraficante Arturo Beltrán Leyva, morto pelo Exército mexicano no ano passado.
A luta de Hector Beltrán Leyva pelo controle do tráfico na região provocou um aumento na violência nos Estados de Morelos e Guerrero.
Mais de 28 mil pessoas teriam morrido em consequência da violência relacionada ao narcotráfico desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón começou a empregar o Exército no combate ao tráfico.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Mãe obrigada a acompanhar filha nas aulas teve que deixar emprego
Determinação foi feita para evitar que adolescente falte na escola.
Caso ocorreu em Fernandópolis, no interior de São Paulo.
A mãe que foi obrigada pelo Conselho Tutelar de Fernandópolis, a 553 km de São Paulo, a frequentar a escola junto com a filha de 14 anos para evitar que ela falte às aulas teve que abandonar o emprego como empregada doméstica para cumprir a tarefa. A medida foi tomada após os pais procurarem o próprio conselho pedindo ajuda – a jovem já faltou mais de 30 dias apenas este ano.
Os pais levavam a adolescente até a porta da escola, mas ela insistia em sair. “Eu ficava na rua. Eu e minha amiga. Porque nós não gostamos de estudar. Fícavamos na casa de uns colegas nossos”, disse a jovem.
O acompanhamento será feito por tempo indeterminado. “Existe denúncia e informação a este conselho tutelar de que a adolescente evadia-se da escola constantemente, frequentava as ruas, estava em situação de risco, ou seja, consumindo bebida alcoólica”, disse o conselheiro tutelar Allan Mateus.
“Nós esperamos que essa decisão que foi tomada pelo conselho e ratificada pela Vara da Infância e Juventude também contribua para explicar para menores, os adolescentes principalmente, que a escola é muito importante. Escola e família, duas instituições muito importantes da Justiça”, explicou o juiz da Infância e Juventude Evandro Pelarin.
Fernandópolis ficou conhecida por medidas polêmicas tomadas para combater a evasão escolar e a criminalidade entre os adolescentes. Eles não podem ficar nas ruas depois de 23h desacompanhados de um responsável.
Há dois meses, está em vigor o toque de recolher nas escolas. Os adolescentes que são flagrados nas ruas pela Polícia Militar no horário em que deveriam estar assistindo às aulas, são recolhidos e levados de volta para a escola.
Desde que a medida passou a valer, dez alunos já foram flagrados nesta situação. Agora, mais uma medida que provoca discussão. “Achei legal, porque evita que ela mate a aula e ajuda ela a estudar”, elogia uma jovem. “Geralmente, muitas mães trabalham e não têm tempo. Eu acho que teria que existir outro meio para isso”, criticou uma mulher.
O diretor da escola não quis gravar entrevista, mas disse, por telefone, que a jovem conseguia sair da instituição pelo portão principal ou pela entrada dos professores.
G1
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
SP: Abrigos se enchem à toa

do clipping da Andi
No primeiro mutirão realizado pela Justiça de São Paulo (SP) para verificar a situação de crianças e adolescentes que vivem em abrigos, a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça detectou que ao menos 25% dos abrigados tinham condição de voltar para casa. De 1.171 crianças e adolescentes cujos casos foram revistos, 285 voltaram às suas famílias. Outros 104 meninos e meninas foram encaminhados a famílias substitutas e 79 passam por processo de destituição do pátrio poder, medida onde os pais perdem os direitos sobre os filhos. O número foi considerado alto pelo coordenador de Infância e Juventude do Tribunal, desembargador Antonio Carlos Malheiros. Em São Paulo, há 13 mil crianças e adolescentes abrigados, 4 mil somente na capital.
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP), Vitor Hugo Brandalise – 04/09/2010
prómenino
No primeiro mutirão realizado pela Justiça de São Paulo (SP) para verificar a situação de crianças e adolescentes que vivem em abrigos, a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça detectou que ao menos 25% dos abrigados tinham condição de voltar para casa. De 1.171 crianças e adolescentes cujos casos foram revistos, 285 voltaram às suas famílias. Outros 104 meninos e meninas foram encaminhados a famílias substitutas e 79 passam por processo de destituição do pátrio poder, medida onde os pais perdem os direitos sobre os filhos. O número foi considerado alto pelo coordenador de Infância e Juventude do Tribunal, desembargador Antonio Carlos Malheiros. Em São Paulo, há 13 mil crianças e adolescentes abrigados, 4 mil somente na capital.
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP), Vitor Hugo Brandalise – 04/09/2010
prómenino
domingo, 29 de agosto de 2010
SMAS - Secretaria Municipal de Assistência Social
Família Acolhedora
Programa de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco.
O programa se destina a atender crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social que sejam vítimas de algum tipo de violência doméstica e/ou que estejam em situação de abandono necessitando de acolhimento familiar. O acolhimento é feito por um período de tempo determinado até que possa ser reintegrado à sua família de origem. Cada família que acolher uma criança/adolescente recebe uma bolsa auxílio mensal que varia de acordo com a faixa etária: para acolhimento de crianças de 0 a 6 anos, é concedida bolsa-auxílio de R$350; de 7 a 14 anos, bolsa de R$450 e adolescentes de 15 a 18, uma bolsa de R$600. Casais, mulheres e homens solteiros podem ser acolhedores. Para isso, eles precisam ter disponibilidade de tempo e afeto para cuidar da criança, idade entre 24 e 65 anos, boa saúde, zelar pela saúde da criança, garantir a freqüência em escola. Além disso, é preciso que o interessado não esteja respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial, não tenha problemas psiquiátricos, alcoolismo ou vício em drogas ilícitas e ter residência fixa no município do Rio. Os acolhedores passam por capacitação de dois meses em aulas semanais.
Programa de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco.
O programa se destina a atender crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social que sejam vítimas de algum tipo de violência doméstica e/ou que estejam em situação de abandono necessitando de acolhimento familiar. O acolhimento é feito por um período de tempo determinado até que possa ser reintegrado à sua família de origem. Cada família que acolher uma criança/adolescente recebe uma bolsa auxílio mensal que varia de acordo com a faixa etária: para acolhimento de crianças de 0 a 6 anos, é concedida bolsa-auxílio de R$350; de 7 a 14 anos, bolsa de R$450 e adolescentes de 15 a 18, uma bolsa de R$600. Casais, mulheres e homens solteiros podem ser acolhedores. Para isso, eles precisam ter disponibilidade de tempo e afeto para cuidar da criança, idade entre 24 e 65 anos, boa saúde, zelar pela saúde da criança, garantir a freqüência em escola. Além disso, é preciso que o interessado não esteja respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial, não tenha problemas psiquiátricos, alcoolismo ou vício em drogas ilícitas e ter residência fixa no município do Rio. Os acolhedores passam por capacitação de dois meses em aulas semanais.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Menina de 14 anos tem virgindade 'sorteada' em festa

Brasília - Uma adolescente de 14 anos foi mantida em cárcere privado por quatro dias no Distrito Federal e teve a virgindade "sorteada" em uma festa. Segundo a polícia, a jovem teria sido levada por uma colega, de 16 anos, ao local do crime, no Recanto das Emas, a cerca de 25 km de Brasília. A colega e quatro adultos foram detidos.
Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia (DF), onde mora a vítima, o crime ocorreu na noite de 13 de agosto. Após atrair a vítima, a colega da adolescente a deixou aos cuidados da dona da casa, uma mulher de 22 anos. Dois homens teriam participado de um "sorteio" para decidir qual deles tiraria a virgindade da menina.
O ganhador do sorteio teria desistido do "prêmio" após descobrir a idade da menina. Mesmo com a desistência, a vítima foi mantida em cárcere privado na residência até o dia 16. No período, a jovem teria sido abusada por pelo menos quatro homens, segundo o delegado. À polícia, ela disse ainda ter sido obrigada a ingerir bebidas alcoólicas, fumar maconha e cheirar cocaína.
Na segunda-feira, a menina foi levada de volta a sua casa pela colega, que ameaçou matá-la caso ela contasse para alguém os eventos ocorridos na festa. Devido às ameaças, a vítima manteve segredo por quatro dias, até que sua mãe a levou à delegacia na última sexta-feira.
Mordidas
Às policiais das seções de Atendimento à Mulher e à Comunidade, a menina relatou todo o ocorrido. Exames preliminares confirmaram que a adolescente sofreu as agressões. Além de ter sido estuprada, a vítima apresentava marcas de mordidas nos seios e no pescoço.
No mesmo dia do depoimento da vítima, policiais da 24ª DP prenderam quatro adultos que teriam participado do crime, incluindo a dona da casa, e apreenderam a adolescente que atraiu a menina até a festa. O homem que desistiu de tirar a virgindade da menina já foi identificado e é procurado pela polícia.
Os adultos presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, estupro de vulnerável, cárcere privado e corrupção de menores, com penas que variam entre 8 e 15 anos de prisão em caso de condenação. A polícia aguarda em até 30 dias o resultado do exame toxicológico a que a adolescente foi submetida, para saber se ela foi de fato drogada. Caso o teste dê positivo, os presos serão indiciados também por associação para o tráfico de entorpecentes.
O delegado Fernando Fernandes informou ainda que a vítima é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher.
Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia (DF), onde mora a vítima, o crime ocorreu na noite de 13 de agosto. Após atrair a vítima, a colega da adolescente a deixou aos cuidados da dona da casa, uma mulher de 22 anos. Dois homens teriam participado de um "sorteio" para decidir qual deles tiraria a virgindade da menina.
O ganhador do sorteio teria desistido do "prêmio" após descobrir a idade da menina. Mesmo com a desistência, a vítima foi mantida em cárcere privado na residência até o dia 16. No período, a jovem teria sido abusada por pelo menos quatro homens, segundo o delegado. À polícia, ela disse ainda ter sido obrigada a ingerir bebidas alcoólicas, fumar maconha e cheirar cocaína.
Na segunda-feira, a menina foi levada de volta a sua casa pela colega, que ameaçou matá-la caso ela contasse para alguém os eventos ocorridos na festa. Devido às ameaças, a vítima manteve segredo por quatro dias, até que sua mãe a levou à delegacia na última sexta-feira.
Mordidas
Às policiais das seções de Atendimento à Mulher e à Comunidade, a menina relatou todo o ocorrido. Exames preliminares confirmaram que a adolescente sofreu as agressões. Além de ter sido estuprada, a vítima apresentava marcas de mordidas nos seios e no pescoço.
No mesmo dia do depoimento da vítima, policiais da 24ª DP prenderam quatro adultos que teriam participado do crime, incluindo a dona da casa, e apreenderam a adolescente que atraiu a menina até a festa. O homem que desistiu de tirar a virgindade da menina já foi identificado e é procurado pela polícia.
Os adultos presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, estupro de vulnerável, cárcere privado e corrupção de menores, com penas que variam entre 8 e 15 anos de prisão em caso de condenação. A polícia aguarda em até 30 dias o resultado do exame toxicológico a que a adolescente foi submetida, para saber se ela foi de fato drogada. Caso o teste dê positivo, os presos serão indiciados também por associação para o tráfico de entorpecentes.
O delegado Fernando Fernandes informou ainda que a vítima é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher.
domingo, 14 de março de 2010
Jovens gravam comemoração de suposto assassinato no celular
Os dois menores foram presos em Salto, no interior de São Paulo.
Com eles, a polícia encontrou uma arma e imagens gravadas do crime.
A Polícia Militar de Salto (a 105 km de São Paulo) abordou dois menores na noite deste sábado (13) e com eles encontrou um revólver.
O que surpreendeu os policiais foram imagens gravadas no celular de um deles, que mostram um suposto assassinato.
Nas cenas, o adolescente aparece com uma arma na mão e comemorando o crime. Ele confessou participação no assassinato e indicou onde estaria a vítima, num local de mata fechada. Até agora, no entanto, o corpo não foi encontrado.
Os menores serão encaminhados para o Juizado da Infância e Juventude.
G1
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
" Quando se trata de punir criminosos, o Brasil é ainda uma criança'

Carta aberta à sociedade
Evandro Pelarin, JUIZ DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE DE FERNANDÓPOLIS - O Estado de S.Paulo
Alguém introduziu 30 agulhas no corpo de um menino de 2 anos na Bahia. A polícia suspeita do padrasto e duas mulheres, num ritual religioso. Mais um crime grave contra a infância. Tão terrível e repugnante como os atos covardes que ceifaram a vida de João Hélio e Isabella.
No Brasil, 16 vítimas infantis são assassinadas todos os dias.
Entre 1980 e 2002, aumentaram em 306% os assassinatos contra crianças e adolescentes.
Enquanto isso, a interpretação dada à lei criminal não é a da pronta responsabilização.
Presume-se a inocência do criminoso, para deixá-lo na rua, com a sensação da impunidade. Mesmo diante de indícios razoáveis de culpa ou até daquele réu com uma ou duas condenações recorridas. Por outro lado, não se vê a inocência de uma criança.
Temos que agravar as penas dos crimes contra crianças. Ainda, efetivar e aprimorar os sistemas de notificação compulsória de casos suspeitos de maus-tratos. Nesse último caso, nós, de Fernandópolis, tivemos a grande contribuição do advogado Paulo Santos, com o Projeto Sibe - Síndrome do Bebê Espancado.
Em nossa cidade, os órgãos da saúde devem comunicar casos suspeitos, imediatamente, online, à Vara da Infância e da Juventude de Fernandópolis (SP). Sistema esse também adotado na Bahia, na cidade de Santo Estevão, pelo juiz local.
Este país ainda é uma criança, no sentido irresponsável do termo, quando se trata de punir criminosos. Mas não há graça alguma em brincar com um assunto tão sério: violência contra crianças. Maior rigor nas leis, cumprimento completo da pena e um efetivo sistema de prevenção à violência. Precisamos crescer muito.
Estadão.com.br
sábado, 14 de novembro de 2009
As crianças estão cada vez mais altas
COMO OS SEUS PAISQuase olho no olho: Ronald, 9, a 3 centímetros de alcançar Milene; Malia, 11, quase igual a Michelle; e Sasha, 11, na orelha de Xuxa
Tamanho é documento
As crianças estão cada vez mais altas. E as baixinhas se sentem
mais deslocadas. A boa notícia é que há tratamento para o crescimento
abaixo da média
Onde é que essas crianças vão parar? Ao que tudo indica, muito acima da população adulta atual. O programa acelerado de crescimento que está transformando os baixinhos em altinhos é evidente em qualquer ambiente social, em especial os que reúnem crianças naquela fase de esticamento da pré-adolescência. Os números comprovam: de 1974 a 2003, ano da última grande contagem oficial de altura da população, constatou-se que as crianças e os jovens brasileiros ficaram de 5 a 12 centímetros mais altos. "Isso se deve a décadas de vacinação em massa, à melhoria das condições sanitárias, ao controle de doenças infecciosas que prejudicam o crescimento e também à inserção de um cardápio mais nutritivo desde a tenra infância, com alimentos como carne, leite e cereais", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A consequência, segundo Fisberg, é que atualmente as crianças sadias crescem de 6 a 7 centímetros por ano entre os 2 e os 9 anos e de 8 a 10 centímetros entre os 9 e os 15 anos. Às vezes, bem mais que isso, como demonstram os filhos de pais excepcionalmente altos retratados nestas páginas.
Aos 11 anos completados em julho, Malia, a filha mais velha do presidente Barack Obama (1,88 metro), está batendo na orelha da mãe, Michelle (1,82 metro). Sasha, filha de Xuxa Meneghel (1,77 metro) e Luciano Szafir (1,90 metro), também tem 11 anos e parece que em algum momento vai olhá-los de cima. O menino escolhido para viver seu, por assim dizer, par romântico no filme infantil O Mistério de Feiurinha, Bernardo Mesquita, mede 1,82 metro.
As crianças estão cada vez mais altas. E as baixinhas se sentem
mais deslocadas. A boa notícia é que há tratamento para o crescimento
abaixo da média
Onde é que essas crianças vão parar? Ao que tudo indica, muito acima da população adulta atual. O programa acelerado de crescimento que está transformando os baixinhos em altinhos é evidente em qualquer ambiente social, em especial os que reúnem crianças naquela fase de esticamento da pré-adolescência. Os números comprovam: de 1974 a 2003, ano da última grande contagem oficial de altura da população, constatou-se que as crianças e os jovens brasileiros ficaram de 5 a 12 centímetros mais altos. "Isso se deve a décadas de vacinação em massa, à melhoria das condições sanitárias, ao controle de doenças infecciosas que prejudicam o crescimento e também à inserção de um cardápio mais nutritivo desde a tenra infância, com alimentos como carne, leite e cereais", explica o nutrólogo Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A consequência, segundo Fisberg, é que atualmente as crianças sadias crescem de 6 a 7 centímetros por ano entre os 2 e os 9 anos e de 8 a 10 centímetros entre os 9 e os 15 anos. Às vezes, bem mais que isso, como demonstram os filhos de pais excepcionalmente altos retratados nestas páginas.
Aos 11 anos completados em julho, Malia, a filha mais velha do presidente Barack Obama (1,88 metro), está batendo na orelha da mãe, Michelle (1,82 metro). Sasha, filha de Xuxa Meneghel (1,77 metro) e Luciano Szafir (1,90 metro), também tem 11 anos e parece que em algum momento vai olhá-los de cima. O menino escolhido para viver seu, por assim dizer, par romântico no filme infantil O Mistério de Feiurinha, Bernardo Mesquita, mede 1,82 metro.
Robusto desde bebê, Ronald, o filho do jogador Ronaldo (1,83 metro), olha diretamente nos olhos da mãe, Milene. Não seria muito impressionante, já que ela mede 1,60 metro, não tivesse Ronald apenas 9 anos. "O Ronald está com 1,57 metro. É o maior da classe dele e também do time de futebol. Está tão grande que compro camisetas para meninos de 14 anos e sapatos tamanho 40", descreve Milene. "Filhos de pais muito altos têm chances muito grandes de ser os mais altos da classe.
Mas essas crianças não necessariamente se tornarão adultos enormes. Pode ser que o Ronald, que não tem mãe muito alta, não cresça até a juventude na mesma velocidade que cresceu até agora", explica Fisberg.
Como tudo na vida em geral, e em especial no sensível período do fim da infância ao início da adolescência, sair do padrão, nem que seja por uma característica desejada como a altura, cria problemas. As crianças mais altas se queixam dos apelidos, da eterna posição no fundo das fotografias, da falta de jeito da pré-puberdade, quando ainda não se sentem à vontade com seu tamanho. Mais difícil ainda, nesse ambiente de estirados, é ser mais baixinho que a média.
Como tudo na vida em geral, e em especial no sensível período do fim da infância ao início da adolescência, sair do padrão, nem que seja por uma característica desejada como a altura, cria problemas. As crianças mais altas se queixam dos apelidos, da eterna posição no fundo das fotografias, da falta de jeito da pré-puberdade, quando ainda não se sentem à vontade com seu tamanho. Mais difícil ainda, nesse ambiente de estirados, é ser mais baixinho que a média.
A médica Leda Barone, 48, de São Paulo, lembra-se do dia em que o filho Michel, então com 6 anos, chegou mudo em casa. Com muito esforço, conseguiu arrancar que ele havia sido vetado pelos outros meninos no futebol da escola por ser pequeno. Michel tinha 1,09 metro e era mais baixo que o irmão de 4 anos. "Ele disse que não aguentava mais ser chamado de tampinha e que percebia que eu encurtava as calças dele, coisa que não fazia com meu outro filho", conta Leda. Sob orientação de um pediatra, Michel começou a tomar injeções do hormônio do crescimento, o GH. Durante dois anos e meio, enfrentou o tratamento feito com seis injeções por semana. Em julho, foi liberado: aos 9 anos e 8 meses, Michel mede 1,34 metro, 2 centímetros a menos que a média da idade aferida pela Organização Mundial de Saúde, mas o suficiente para mudar de faixa. "Sem o medicamento, ele tinha um prognóstico de chegar aos 18 anos com 1,60 metro. Agora, deve chegar a 1,70. Não será altíssimo, mas, pelo menos, vai alcançar o máximo de altura que seu corpo pode ter", diz Leda.
O tratamento com o hormônio GH sintético, indicado para crianças que não o produzem normalmente, é o mais frequente para meninos e meninas que crescem bem abaixo da média. Para casos específicos de meninas, existe um outro tipo de tratamento hormonal, destinado a postergar a puberdade precoce, quando surgem sinais de que a primeira menstruação está por vir antes do tempo. "A puberdade ‘fecha’ as áreas de crescimento dos ossos e interrompe seu desenvolvimento", diz Luis Eduardo Calliari, pediatra e endocrinologista do Hospital São Luiz e professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa. Os tratamentos são caros e demorados, mas cada centímetro soa como uma vitória. "Ser alto hoje em dia é quase fundamental para conquistar boas oportunidades profissionais e sociais. A questão é que nem todo mundo pode ser assim. Os novos tratamentos trazem esperança para muitas crianças", resume o nutrólogo Fisberg.
Juliana Linhares
Veja
O tratamento com o hormônio GH sintético, indicado para crianças que não o produzem normalmente, é o mais frequente para meninos e meninas que crescem bem abaixo da média. Para casos específicos de meninas, existe um outro tipo de tratamento hormonal, destinado a postergar a puberdade precoce, quando surgem sinais de que a primeira menstruação está por vir antes do tempo. "A puberdade ‘fecha’ as áreas de crescimento dos ossos e interrompe seu desenvolvimento", diz Luis Eduardo Calliari, pediatra e endocrinologista do Hospital São Luiz e professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa. Os tratamentos são caros e demorados, mas cada centímetro soa como uma vitória. "Ser alto hoje em dia é quase fundamental para conquistar boas oportunidades profissionais e sociais. A questão é que nem todo mundo pode ser assim. Os novos tratamentos trazem esperança para muitas crianças", resume o nutrólogo Fisberg.
Juliana Linhares
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domingo, 8 de novembro de 2009
Jovem entra em trabalho de parto na escola, dá à luz e volta para prova

Duas adolescentes em Uganda entraram em trabalho de parto durante provas finais nas escolas onde estudavam, deram à luz e voltaram no mesmo dia para terminar os testes, em um caso que teve grande repercussão no país.
De acordo com o correspondente da BBC em Uganda, Joshua Mmali, muitos no país africano ficaram impressionados com a determinação das duas estudantes.
O primeiro caso aconteceu na área rural de Masindi, na segunda-feira. Fiona Bbaale, de 18 anos, começou a ficar inquieta durante a prova realizada na Escola Primária de Kiryandongo, chamando a atenção dos supervisores.
"A dor começou um tempo depois do começo da prova. Quando perguntaram o que havia de errado, os supervisores perceberam que a menina estava grávida", disse Deogratius Byakagaba, autoridade de educação do distrito de Masindi, ao site de notícias All Africa.com.
Enquanto os colegas continuaram com a prova, Bbaale foi levada ao hospital local onde deu à luz uma menina chamada Nambuuzo, que significa "nascida durante a prova".
Mãe e filha estavam bem, mas Bbaale não teve muito tempo para ficar com a recém-nascida. Ela voltou rapidamente para a escola e fez a prova de inglês na mesma tarde. Médicos cuidaram da criança durante a ausência da mãe.
No dia seguinte uma outra aluna deu à luz um menino, em Kibaale, entre as provas de matemática e ciências.
As duas jovens mães faziam os exames finais do ensino primário, que ocorrem nesta época do ano no país inteiro. No total, de acordo com o site All Africa.com, 516.890 alunos fizeram as provas finais do ensino primário no país.
Segundo Mmali, nas áreas rurais de Uganda é comum meninas de até 18 anos frequentarem a escola primária.
BBC Brasil
De acordo com o correspondente da BBC em Uganda, Joshua Mmali, muitos no país africano ficaram impressionados com a determinação das duas estudantes.
O primeiro caso aconteceu na área rural de Masindi, na segunda-feira. Fiona Bbaale, de 18 anos, começou a ficar inquieta durante a prova realizada na Escola Primária de Kiryandongo, chamando a atenção dos supervisores.
"A dor começou um tempo depois do começo da prova. Quando perguntaram o que havia de errado, os supervisores perceberam que a menina estava grávida", disse Deogratius Byakagaba, autoridade de educação do distrito de Masindi, ao site de notícias All Africa.com.
Enquanto os colegas continuaram com a prova, Bbaale foi levada ao hospital local onde deu à luz uma menina chamada Nambuuzo, que significa "nascida durante a prova".
Mãe e filha estavam bem, mas Bbaale não teve muito tempo para ficar com a recém-nascida. Ela voltou rapidamente para a escola e fez a prova de inglês na mesma tarde. Médicos cuidaram da criança durante a ausência da mãe.
No dia seguinte uma outra aluna deu à luz um menino, em Kibaale, entre as provas de matemática e ciências.
As duas jovens mães faziam os exames finais do ensino primário, que ocorrem nesta época do ano no país inteiro. No total, de acordo com o site All Africa.com, 516.890 alunos fizeram as provas finais do ensino primário no país.
Segundo Mmali, nas áreas rurais de Uganda é comum meninas de até 18 anos frequentarem a escola primária.
BBC Brasil
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Para zerar evasão, promotor acionará Justiça contra pais

O promotor da Infância e Juventude de Campo Grande, Sérgio Fernando Harfouche, anunciou, durante reunião com os representantes das secretarias de Educação, que vai responsabilizar judicialmente os pais pela falta dos estudantes às aulas no próximo ano. Eles foram advertidos neste ano, mas poderão ser condenados a penas de 15 dias a dois meses de reclusão.
Neste ano, o MPE (Ministério Público Estadual) notificou os pais dos estudantes com problemas e promoveu reuniões nos estabelecimentos de ensino. Cerca de 10% dos responsáveis não responderam às notificações.
O promotor anunciou que irá aciona-los na Justiça por abandono intelectual, para obriga-los a matricular e manter os filhos na escola. Ele recorrerá a responsabilidade compartilhada, que, neste caso, é entre o poder público, os pais e até os adolescentes. Alunos com idades entre 12 e 18 anos também poderão ser responsabilizados por não freqüentar a escola.
Evasão – Harfouche pretende zerar os índices de evasão na rede pública da Capital. Pesquisa realizada com 3 mil alunos constatou que 40% dos matriculados no período noturno abandonam os estudos. A evasão atinge 20% dos matriculados à tarde e, 10% no matutino.
A rede pública na Capital conta com aproximadamente 160 mil estudantes, sendo 85 mil nas escolas municipais e 75 mil nas estaduais. O trabalho de alertar os pais sobre a ausência dos filhos já é feita pela 4ª Delegacia de Polícia no Conjunto Moreninha, na saída para São Paulo.
Além disto, lei estadual determina a notificação de todos os pais quando o estudante faltar a 20% das aulas.
Edivaldo Bitencourt
Fonte: Campo Grande News
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