sábado, 13 de fevereiro de 2010

Bahia confirma 20 casos de meningite


Dois adolescentes estão internados em estado grave no Hospital Couto Maia, em Salvador, Bahia, com meningite meningocócica, desde quarta-feira, informou ontem a Secretaria Estadual de Saúde. Um deles, um rapaz de 16 anos, está passando por exames para a confirmação de morte cerebral. O outro adolescente internado é uma menina de 14 anos. Até o dia 9 deste haviam sido confirmados na Bahia 20 casos desse tipo de meningite, quatro deles resultando em óbitos. Em 2009, foram confirmados no Estado 194 casos, com 50 óbitos.
As autoridades locais temem que os números aumentem. As viroses que acometem Salvador nos primeiros dias depois do carnaval são quase tão tradicionais quanto os trios elétricos. A combinação entre aglomeração de pessoas e falta de descanso dos foliões durante a festa costuma prejudicar a saúde da população. "Há uma série de infecções febris que podem se espelhar nesse tipo de situação", explica a coordenadora da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Nair Amaral. A lista vai de resfriados comuns a meningite e gripe suína.
Por causa do aumento do número de casos de meningite e do risco de surto da gripe, a prefeitura montou na área externa do Estádio da Fonte Nova um posto avançado de pronto atendimento exclusivo para infecções febris. No local, uma equipe de infectologistas e pneumologistas atende os pacientes que apresentarem febre e identifica a causa do sintoma. "Assim que for detectada suspeita de infecção febril, o paciente será encaminhado para o posto avançado", explicou secretário de Saúde de Salvador, José Carlos Brito.
A vacina contra meningite é encontrada na rede particular. Na pública, estará disponível a partir de agosto para crianças. O Ministério da Saúde afirma que quem vai à Bahia não precisa se vacinar.

Tiago Décimo, Agencia Estado


MSN Notícias

Portugal pode ser oitavo país a legalizar casamento gay


Confira um mapa que mostra em que locais do mundo o casamento entre homossexuais já foi liberado

O Parlamento português aprovou na quinta-feira (11) uma proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. O presidente Aníbal Cavaco Silva ainda tem poder de vetar a legislação. Caso sancione a lei, Portugal se tornará o oitavo país a legalizar o matrimônio homossexual. Apenas dois desses países – Canadá e África do Sul – estão fora da Europa, junto com algumas regiões dos Estados Unidos. É possível notar que o casamento gay, pelo número reduzido de países que o aprovaram, é um tema muito mais sensível do que o dos direitos gays pura e simplesmente – uma legislação com muito mais alcance no mundo. Nessa ambiente, o ano de 2010 pode entrar para a história ao dar um impulso de crescimento no número de lugares que aceitam o casamento de homossexuais.
Os parlamentares portugueses já haviam votado a favor do casamento gay em janeiro deste ano. Miguel Vale de Almeida (PS), o único deputado assumidamente homossexual de Portugal, foi aplaudido de pé pelos deputados socialistas ao justificar seu voto. A lei retira do Código Civil do país a expressão “de sexo diferente” na definição de casamento. O novo texto fala apenas: "Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida". A lei ainda impede a possibilidade de adoção por pessoas casadas do mesmo sexo (gays solteiros podem).

Clique aqui para acessar o infográfico sobre casamento gay no mundo

No dia 4 de março, a Cidade do México se tornará a primeira jurisdição da América Latina a aprovar o casamento gay. (Embora um casal de homens argentinos tenha conseguido realizar uma cerimônia em dezembro do ano passado, a decisão judicial que permitiu o casamento se aplicava apenas àquele caso.) Dois dias antes, se nenhuma revisão for feita nas próximas semanas, outro território federal passará a aceitar a união matrimonial de homossexuais: o Distrito de Columbia, dentro do qual fica Washington, capital dos EUA.
Enquanto isso, do outro lado dos EUA, na Califórnia, Ted Olson, o advogado conservador e republicano convicto que colocou George W. Bush na Casa Branca, promete derrubar a Proposição 8, que proibiu o casamento gay no Estado do governador Arnold Schwarzenegger em novembro de 2008, nem que tenha de levá-la até a Suprema Corte americana. Olson já participou de 56 processos diante da Suprema Corte e venceu 45.
Há outros lugares em que a lei está quase entrando em vigor. Uma corte no Nepal legislou a favor do matrimônio gay, que deve ser incluído na nova constituição do país – será a primeira nação a permitir essas uniões na Ásia. Em maio, a Eslovênia vai votar uma lei de gênero neutro no matrimônio. Noruega e Suécia têm esse tipo de legislação, em que não existe a definição "casamento homossexual", e sim uma lei de matrimônio sem gênero: não há diferença – nem nominal – entre casais do mesmo ou de sexo diferentes.
O Brasil está longe dessa realidade. O que existe no país é uma coabitação não-registrada, mas o reconhecimento da união estável de casais homossexuais está na pauta do Supremo Tribunal Federal e pode ser votada ainda no primeiro semestre de 2010. O debate chegou ao STF por uma ação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que quer estender os direitos dos servidores civis aos casais que vivem uma união homossexual. A procuradora Deborah Duprat, enquanto chefiou temporariamente a Procuradoria-Geral da República, também pediu ao Supremo o reconhecimento da união homossexual. Uniões civis podem ser exatamente iguais a casamentos, em questões de direitos e deveres, mas muitos gays e defensores dos diretos homossexuais ainda as consideram um tipo de discriminação.


Época

Caso Alanis: DNA encontrado na vítima é de 'Casim'


Os exames realizados pela perícia forense do Ceará confirmaram que Antônio Carlos dos Santos Xavier é mesmo o autor do estupro e assassinato da criança Alanis Maria Laurindo, de cinco anos, que foi morta no dia 08 de janeiro deste ano
O resultado derruba a última versão divulgada pelo acusado que, depois de confessar o crime, alegou inocência. A probabilidade de erro do exame realizado pela perícia forense do estado é de 0,001%.

Relembre o caso
Alanis Maria estava com os pais na Igreja Matriz do Conjunto Ceará no último dia 7 de janeiro quando Antônio Carlos Xavier convidou-a “para passear”. De acordo com as testemunhas ouvidas no inquérito policial, o réu, “sempre prometendo que levaria a menina para mãe”, andou pelo bairro Bonsucesso, foi até o Terminal do Antônio Bezerra e só depois ao matagal na Rua Rui Monte, no bairro Antônio Bezerra, onde a criança foi encontrada morta. A denúncia do Ministério Público também afirma que o réu teria estuprado, causado traumatismo craniano e asfixiado Alanis Maria.

MP-CE não se convence de que 'Casim' tem transtorno mental
MP requer pena privativa de liberdade a Antônio Carlos dos Santos Xavier Arquivo Casim" raptou, violentou e matou a menina Alanis Maria, de 5 anos, no último dia
O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) não se convenceu de que Antônio Carlos dos Santos Xavier, o "Casim" - que violentou e matou a menina Alanis Maria, de 5 anos, tenha transtorno mental, com avaliação de maníaco sexual, de acordo com declarações do promotor Sílvio Lúcio Lima.
"Avaliamos que ele não é um doente mental, porque possui inteligência aguçada. Por isso, opinei pela manutenção da pena para que não seja transformada em medida de segurança”, afirmou Sílvio Lúcio Lima.
"Casim" responde a processo-crime na 2ª Vara por outro crime
Em atenção a um parecer do MP-CE, o juiz Luiz Bessa Neto enviou cópia do exame criminológico, que atestou "transtorno mental" em Antônio Carlos dos Santos Xavier, ao juiz da 2ª Vara do Júri, Henrique Jorge Holanda Silveira.
Além do assassinato da menina Alanis Laurindo, raptada e morta no dia 07/01 deste ano, Antônio Carlos dos Santos Xavier responde, ainda, a processo-crime, junto à 2ª Vara do Júri de Fortaleza, pelo estupro de uma menina de 5 anos acontecido no ano 2000.

Quais as acusações do MP-CE contra "Casim"
. estupro de vulnerável (pena de oito a 15 anos);
. homicídio triplamente qualificado - por motivo torpe, com emprego de asfixia, tortura ou outro meio cruel, e mediante recurso que impossibilita a defesa da vítima (pena de 12 a 30 anos);
. ocultação de cadáver (pena de um a três anos);
. concurso material, ou seja, quando o agente pratica dois ou mais crimes (as penas privativas de liberdade são aplicadas cumulativamente).


Portal Verdes Mares

Segredos masculinos na hora do sexo


Ilustração retirada da capa do livro 'Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor', de Allan e Barbara Pease
Foto: Reprodução

Vocês sabiam que o ser humano é o único animal que faz sexo olhando nos olhos? Isso indica que sexo implica em se conhecer, deixar-se descobrir e aventurar-se dentro do outro. A afirmação é do psicólogo Silmar Coelho.
Ele diz, também, que durante o sexo os homens são mais focados e objetivos do que as mulheres. Segundo ele, a mulher preza o romantismo e se contenta com atitudes de amor e carinho.
— Muitas vezes, a mulher se satisfaz com a companhia sem que o casal tenha que fazer sexo no fim do dia. Já o homem não, beijou – sexo, passeou no shopping – sexo, voltou do cinema - sexo. Tudo leva o homem a pensar em sexo. A mulher tem uma doença que não tem cura, que é o romantismo — aponta.
Parece forçada a afirmação de que romantismo é praticamente uma doença. Mas, para Coelho, pode ser um problema porque nós, mulheres, esperamos sempre ser surpreendidas pelo parceiro:
— Os homens são estimulados primordialmente pela vista. Viu, ele quer. A mulher é estimulada, antes de tudo, pelo ouvido. Ela precisa ser elogiada, ouvir que é amada, que ele a faz feliz. Quando ela escuta palavras amorosas e elogios, ela começa a preparar-se para o sexo. E para esse momento de intimidade, a mulher precisa estar bem emocionalmente, ser bem tratada e respeitada— ressalta.
Ser bem tratada e respeitada. Será que é pedir muito? Acho que é o mínimo!

Tríssia Ordovás Sartori

Zero Hora


donna

Dá para amar uma criança difícil como a Rafaela, de Viver a Vida?


A personagem da novela da TV Globo tem provocado polêmica por interpretar uma pequena vilã aos 8 anos de idade. Entenda a discussão e veja como lidar com as crianças consideradas difíceis, que tiram qualquer pai ou mãe do sério

Se você assiste à novela Viver a Vida, da TV Globo, já deve ter visto as cenas da menina Rafaela (interpretada pela atriz Klara Castanho, 8 anos, e filha de Dora, personagem de Giovanna Antonelli). A garota tem sido considerada uma “pequena vilã” na novela, o que vem causando polêmica. O Ministério Público chegou a notificar o autor, Manoel Carlos, pedindo mudança no comportamento da personagem ao alegar que “nem todas as manifestações artísticas são passíveis de serem exercidas por crianças e adolescentes”.
Polêmicas à parte, a verdade é que existem muitas crianças consideradas difíceis, assim como Rafaela. Geralmente, são aquelas que se irritam facilmente, dão escândalos e têm um comportamento hostil, fazendo muitas vezes você até perder a cabeça.
Crianças que reagem assim exigem uma dose a mais de paciência dos pais. Criar filhos é uma eterna descoberta de sensibilidades. É como conhecer qualquer pessoa. Você vai convivendo, sentindo o que a agrada, do que ela não gosta tanto, o que a deixa nervosa ou irritada, o que a deixa contente ou relaxada. Só que, vez ou outra, vem aquele berro, aquele tapa na sua barriga, uma cara enfezada, uma braveza que você não entende onde pode ter nascido! Haja a tal paciência. E essa virtude, sabemos, é artigo um tanto raro entre os pais de hoje. Por inúmeros fatores: a correria de ter de administrar pressões de trabalho e filhos, o ritmo frenético da cidade grande, a saudade e a culpa por não estar gastando tanto tempo quanto gostariam com as crianças. Você alguma vez já teve um embate com seu filho a ponto de desejar que a segunda-feira chegasse logo para você correr para o trabalho? Sim? Não se culpe. Sentir raiva ou simplesmente não querer lidar com aquilo naquele momento é normal. Muito normal.

Culpa de quem
Mas será que essas situações fazem com que os pais amem menos os filhos em determinados momentos? "Sentimentos vêm e vão, variações afetivas são normais. Os pais não devem se apegar ao que não podem controlar. No entanto, eles devem se culpabilizar, sim, em como refletem esse sentimento no trato com os filhos", diz Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da USP. É aquele conceito básico: pode sentir raiva, mas não precisa bater. Quando os pais se permitem sentimentos ruins podem entender melhor e elaborar uma forma mais saudável de vivenciar os conflitos. "Bom pai ou boa mãe não é ser alguém amoroso com os filhos 24 horas. É ser justo, generoso, respeitoso, educando sempre", afirma Yves. Ufa.
Especialista em casal e família, a terapeuta Daniela da Rocha Paes Peres acredita que o mais relaxante para os pais é evitar a sensação de derrota. "Esse sentimento de raiva, de achar que não gosta mais dos filhos é o ápice de uma crise. Mas não quer dizer que a partida está terminada, que você não o ama mais. Este é o ponto de parar e retornar ao equilíbrio. E, a partir daí, procurar uma solução."
Para ela, a criança difícil pode estar sinalizando justamente o que não vai bem dentro de casa. "Por vezes, é uma forma mais pungente de pedir atenção, amor. Outras, um desafio à autoridade dos pais." Ela não nega que pode ser uma característica da criança. Pois este é justamente o ponto principal para a educadora norte-americana Mary Sheedy Kurcinka, de Minnesota. Diretora do Parent Child Help, um serviço para atendimento a pais, é autora de best-sellers como Raising Your Spirited Child (algo como Educando seu Filho Impetuoso). Esta tradução livre talvez tenha pouca importância aqui. O interessante é o significado. Kurcinka usa o termo para denotar essa característica, atribuindo-a, inclusive, à variação genética de cada pessoa. Dessa forma, entende que ela deve ser, acima de tudo, compreendida. E que chegar a este ponto é o melhor para todos. Inclusive para o bem-estar dos pais. "Quando começar a ficar chateado, distancie-se do problema ou respire fundo. Diga a si mesmo: ‘Meu filho está perdendo a calma, mas eu não tenho de perder também’", diz Mary Kurcinka (veja mais em entrevista na página seguinte).

O outro
De qualquer interpretação, o "conselho" é um só: ouça a criança. Mas ouça de verdade, com calma. Algumas vezes, terá de ler na criança o que ela não consegue dizer, interpretar mesmo. Ela talvez não consiga explicar, mas sempre dá pistas. Pois seja por razão genética, seja por um comportamento temporário ou por falta de limites, são os pais que irão ensinar a criança como ela deve lidar com os sentimentos de rejeição, raiva, irritabilidade e outros conflitos inerentes a qualquer passagem pelo planeta Terra. É papel dos pais ensinar os filhos "difíceis" a lidar com suas próprias características, para serem socialmente possíveis.
"Os pais têm de conhecer o estilo da criança. Entender, aceitar, flexibilizar as expectativas e, quem sabe, modificar. É aprender a conviver com eles, pois padrão de educação não existe mesmo. Cada família tem seu jeito de impor regras. Não compare a sua com outras", afirma a psicóloga Simone Savaya.

Isto e aquilo
Quando se trata de uma criança com comportamento hostil, daquelas que dão trabalho mesmo, show em público, é fácil colocar aquele monte de adjetivos. "Ela é assim mesmo", "não pára quieta", "é difícil de lidar". "O ato de rotular deve ser evitado, principalmente porque crianças mudam", diz Yves de La Taille. Rotular pode ser até perigoso. "Criança se apega demais ao que é dito a ela. Se incorporar, pode fazer do adjetivo, realidade."
Apontar somente os pontos negativos da criança não é bom para ninguém nessa história. Fica aquele ciclo de pensamentos ruins, ar de fracasso, ar de que não dá para ser de outro jeito. Resultado: a criança fica mal e os pais, pior ainda. Por isso, é o caso de olhar para o que ela tem de bom. Não ficar atento somente ao que os filhos fazem de errado. Mude o foco, converse com outros pais, sugira outras coisas para fazerem juntos, descubra algo de que eles gostem muito.
Para assumir a responsabilidade que lhes cabe, os pais têm de saber que ela pode, sim, dar mais trabalho. "Para uns vai exigir mais, tem de se dedicar mais, explicar mais. As crianças de hoje têm outras necessidades, não basta um olhar reprovador. E essa dedicação toda, de explicar etc, não precisa necessariamente acontecer todos os dias. Tem dias que você está mais disposta, tem mais tempo. Outros, não." E está tudo bem. Não tem jeito: "Pai e mãe têm de ter maturidade", afirma a terapeuta Daniela. Serão eles que farão a diferença no desenvolvimento dessa criança.

Cristiane Rogerio e Simone Tinti


Crescer

‘Não podemos deixar o caso do Dr. Monstro cair no ostracismo’


de um leitor

Caros leitores deste blog, vítimas, maridos e familiares.
Como marido de uma das vítimas gostaria de continuar a luta lembrando que não podemos deixar esse caso do Dr. Monstro morrer no ostracismo, como é de praxe no Brasil.
Tenho absoluta certeza de que os advogados e conselheiros políticos desse monstro estão lhe dizendo para deixar a poeira abaixar de modo, como SEMPRE, o povo e, o pior, Justiça ESQUEÇAM o que aconteceu com as mais de 100 vítimas.
Por favor, JUSTICA e SOLIDARIEDADE para essas mulheres maravilhosas que estão brigando contra tudo e todos para ter de volta um pouco de DIGNIDADE, pois as cicatrizes desse barbarismo jamais serão esquecidas.
Peço encarecidamente aos jornais e rádios para que continuem a divulgar notícias do Dr. Monstro, e que esse seja o começo da luta contra todos os casos desse barbarismo.
Cadeia para os ESTUPRADORES!
Hoje, com as mudanças nas leis, aumentou a possibilidade deles serem colocados na cadeia. Mas é preciso que a Justiça aja de forma JUSTA, sem as manipulações da corrupção.
Vítimas, maridos, familiares jamais desistam da Justiça. Ela pode tardar, mas não falha num caso como esse.
Hoje a solidariedade em torno de vocês é cada vez maior e podem acreditar que existem muitas pessoas orando e criando uma corrente positiva para que tenham de volta a PAZ e a harmonia.

Nota do blog
Aqui há espaço a quem quiser escrever em defesa do médico Roger Abdelmassih, mesmo que seja no anonimato. Apenas terá de se identificar comigo. O e-mail para o contato inicial é paulopes.weblog@gmail.com.


Carnaval é hora de renovar energias e atrair o bem


Rio - O Carnaval está próximo e as escolas de samba intensificam os preparativos para o grande desfile. Com luxo, graça, beleza e criatividade, contam histórias, homenageiam pessoas, cantam e dançam, distribuindo alegria.
Essa alegria chega em boa hora. Diante de tantos acontecimentos desagradáveis dos últimos tempos, o pessimismo anda rondando, o que além de não ajudar ainda contribui para aumentar o desconforto.
Cantar e dançar é um santo remédio para renovar energias e atrair coisas boas. Vamos aproveitar essa oportunidade para melhorar nosso astral, nos ligando ao noticiário carnavalesco, aprendendo e cantando os sambas, acompanhando a onda da alegria.
Quando eu tinha quinze anos, o carnaval era visto por algumas religiões como coisa do diabo e os mais carolas recolhiam-se em conventos para fazer retiro espiritual. Ficavam rezando durante os três dias da folia e na quarta-feira ainda iam à igreja receber a cinza para exorcizar de vez o pecado.
Nunca acreditei nisso e sempre desconfiei do carolismo exagerado. Felizmente, esse tempo passou e não poderia ser diferente porque a alegria é o tônico da alma, sempre faz muito bem e acaba vencendo a mediocridade dos ignorantes. Afinal, todos queremos o que é bom.
Dizem que o ano começa depois do carnaval, portanto vamos apagar os acontecimentos ruins dos primeiros dias e acreditar que este ano, será melhor do que o anterior.
Vamos vibrar com a Copa do Mundo, torcer pela nossa seleção, acreditar que possa ser mais uma vez vitoriosa.
E as eleições? Você já escolheu em quem vai votar para presidente da república? Confesso que estou em dúvida, você não?
Eu me recuso a ser massa de manobra, de votar obedecendo a indicação do próprio presidente ou de outros políticos. Espero que você seja uma pessoa consciente da própria responsabilidade, use a inteligência que Deus lhe deu, para votar em quem lhe parece melhor ou menos ruim.
Busque informações, observe o desempenho dos que estão no poder e com seu voto impeça que os corruptos voltem a ocupar qualquer cargo público.
Se você não fizer nada, depois das eleições eles continuarão lá, se locupletando com nosso dinheiro. A omissão, tendo como pretexto a descrença, só faz colaborar com o mal. Reaja, participando.
Vamos aproveitar as energias boas do carnaval, para festejar o que já conquistamos de bom e realizar as atividades do ano que se inicia procurando manter o bom humor e a alegria.
Assim teremos força e coragem para enfrentar todos os desafios do dia a dia. Faça isso e verá!

Zibia Gasparetto é escritora espiritualista


O DIA ONLINE

Um bom Carnaval


Rio - Pois é, mais um Carnaval. Que pena que os dias de folia, na cidade do Rio de Janeiro, só sejam lembrados depois que a festa acaba, pelos destaques na avenida, pelas rainhas da bateria, pelo lixo acumulado nas ruas, pelos mijões e pelas celebridades internacionais que resolvem passar a festa no Rio – e por falar nisso quanta promoção desnecessária. Digo isso, pois, infelizmente, um trabalho belíssimo é pouco comentado pela grande imprensa: a pesquisa e o conteúdo dos sambas-enredos.
Quem tiver interesse, visite os sites das agremiações. Há de tudo. De propaganda de bebida a fotos de famosos se esbaldando. Mas, lá no cantinho você encontra, ao menos, a sinopse do samba.
Trata-se de material valioso que, conjugado com toda a arte das fantasias e dos carros alegóricos, funciona como uma espécie de aula viva, encantadora e envolvente.
Vila Isabel traz a história do compositor Noel Rosa, celebrando 100 anos de seu nascimento. A Portela, conectada ao Século XXI, mostra que um mundo de paz é possível em função do rápido avanço da ciência e das tecnologias da informação. A Porto da Pedra faz uma viagem interessante, contando a história da humanidade por meio do vestuário.
Já a Beija-Flor fala sobre a capital federal, que completa 50 anos, revisitando a história recente do País. Enquanto o Salgueiro conta histórias de invenções, de descobertas, de vida, e a Viradouro nos leva aos mistérios do México.
A Unidos da Tijuca discute o que é segredo — ótimo tema para a falta de privacidade atual. O sincretismo vem com o samba da Imperatriz Leopoldinense. E a vida de Dom Quixote, na União da Ilha.
Prato cheio para a gente aprender mais. Prato cheio para a escola!

Marcus Tavares
Jornalista, professor e especialista em educação e mídia


O DIA ONLINE

Maníaco que ataca mulheres na região metropolitana de BH faz mais uma vítima



A contadora Edna Cordeiro de Oliveira, de 35 anos, foi a última vítima comprovada pela polícia, do maníaco que estupra e mata mulheres em Contagem. Familiares questionam a ação da polícia.


MGTV

O policiamento comunitário como um bom caminho para a paz social


A paz no seio da sociedade é a aspiração, o desejo fundamental de toda pessoa de bom senso, entretanto, só pode ser atingida com a ordenação da potencialidade da comunidade em confiança e somação ao poder público em torno do ideal comum de uma segurança justa.
A eficiência do trabalho da polícia está intimamente ligada ao bom relacionamento entre o cidadão e o policial. Os estudiosos da sociologia criminal entendem que a necessidade desta interação nada mais é do que uma “co-produção dos serviços policiais”, querendo com isso chamar a atenção para a relação simbiótica que deve existir entre a Polícia e o povo, ou seja, o povo precisa da Polícia para compor a sua proteção e em contrapartida lhe fornece os meios para alcançar tal finalidade.
Tal assertiva comunga com a filosofia do policiamento comunitário e é por via da confiança e da amizade que são formadas parcerias entre a população e as instituições de segurança publica no sentido de identificar, priorizar e resolver os problemas que afetam as comunidades relacionados a violência e o crime.
A estratégia principal do policiamento comunitário é de caráter preventivo para a conseqüente redução da criminalidade, contudo, alcança também a questão da diminuição do dano da vítima e modifica os fatores comportamentais da população em relação a instituição policial fazendo com que boas informações sejam colhidas para o trabalho da Polícia investigativa em repressão ao delitos ocorridos.
É fato que em tempos idos a Polícia e a comunidade andavam de mãos dadas contra o crime, época em que o policiamento vivia junto com o povo saneando as suas questões inerentes, mas, com o aumento populacional, com o crescimento desordenado das cidades e com a transformação das eras foram surgindo problemas diferentes, aumentando a violência e a marginalidade substancialmente fazendo com que novos modelos de Polícia fossem implementados e fossem abandonadas aquelas velhas e boas interações, começando assim o afastamento entre a Policia e a sociedade
As más ações policiais ocorridas no tempo e principalmente as executadas na ditadura militar em que os direitos do cidadão brasileiro foram rasgados e totalmente desrespeitados com grande número de pessoas inocentes ou não criminosas sendo torturadas, mortas e desaparecidas ajudaram a distanciar de vez o povo da sua Polícia.
Com esse afastamento a população passou a ter a Polícia não mais como sua amiga ou sua parceira contra o crime e, somente como sua protetora, dela exigindo tudo sem apoio nenhum a lhe fornecer em troca.
Aproveitando os espaços deixados entre Polícia e povo, o crime organizado foi assim ocupando os lugares vazios engrossando as fileiras do tráfico de drogas, raiz central de tantos outros tipos de crimes que assola o nosso País.
As favelas, invasões, morros, foram dominados pelos traficantes que organizaram facções criminosas para maior fortalecimento, enquanto os agentes públicos viam naqueles amontoados de barracos de vidas subumanas apenas possíveis votos a serem comprados.
O tráfico passou então a funcionar como uma espécie de governo paralelo dentro das diversas comunidades, realizando em troca de favores e informações o trabalho social para o povo carente local, distribuindo alimentos, mantimentos e remédios que são tomados de assalto em cargas diversas para tais finalidades. Funcionando também o grande traficante como se fosse um Juiz opressor ou ditador na resolução das contendas do povo,
Assim, em diversas localidades, o povo por falta de opção, prefere o tráfico ao poder público. O policial fora trocado pelo traficante por pura imprevidência e inabilidade do Estado. A alternativa plausível para resgatar o espaço perdido é, sem sombras de dúvidas, o policiamento comunitário.
Há mais de uma década atrás o grande Jurisconsulto, professor e Filosofo MIGUEL REALE assim inteligentemente já entendia: ..."A polícia comunitária, aquela que diuturnamente convive com o povo, não é senão a visão da polícia à luz do valor da amizade; e é a única solução a ser dada com êxito para resolver a preocupante questão da violência, sobretudo nas grandes cidades."
Um programa de policiamento comunitário bem aplicado resulta no aumento da qualidade de vida da comunidade, na redução do medo que sofre a população, na restauração da ordem publica danificada, na satisfação do povo em relação ao serviço policial prestado, no melhor relacionamento e confiança da sociedade nas ações policiais, além da redução da criminalidade e da real punição dos criminosos.
Fortes projetos inerentes abrangendo todos os Estados da Nação, bem monitorados e administrados com ética, legalidade e responsabilidade além de resgatar a interatividade perdida ainda farão com que os olhos do povo sejam a extensão dos olhos da Polícia para que nada de mal passe despercebido e nos aproximemos mais da tão sonhada paz social.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quênia prende cinco homens acusados de homossexualismo


A polícia no Quênia anunciou nesta sexta-feira ter detido cinco homens acusados de homossexualismo, que estavam prestes a participar de uma cerimônia de casamento gay.

Os detidos eram convidados no casamento, que deveria ser secreto, mas moradores locais souberam dos planos e chamaram os policiais.
De acordo com um representante da polícia da cidade costeira de Mtwapa, George Matundura, os noivos, dois homens, conseguiram escapar.
Matundura disse à agência de notícias AFP que os acusados têm entre 20 e 35 anos e que “vão ser examinados por médicos antes de serem indiciados por homossexualismo”.
O homossexualismo é ilegal no Quênia, mas detenções são bastante raras.

‘Repugnante’
O casamento deveria acontecer em uma casa particular em Mtwapa.
“Agradecemos ao público que alertou a polícia. Eles devem continuar colaborando para que mais prisões sejam feitas”, disse Matundura.
“(O homossexualismo) é um crime contra as leis da natureza e seu comportamento (dos gays) é repugnante para a moralidade da população”, completou.
Os cinco ainda devem ser julgados.
O único país africano no qual a homossexualidade não é crime é a África do Sul.


Milhares lembram um mês do terremoto em missa ecumênica no Haiti


Milhares de pessoas se reuniram em uma missa ecumênica nesta sexta-feira na capital do Haiti, Porto Príncipe, para relembrar o terremoto que há exatamente um mês matou mais de 200 mil pessoas no país.

Representantes das duas religiões oficiais haitianas, um bispo católico e o chefe dos religiosos vudus, ambos vestidos de branco, ao lado de representantes evangélicos realizaram uma prece conjunta no Palácio Nacional, destruído pelo tremor do dia 12 de janeiro.
O presidente do Haiti, René Préval, fez um discurso emocionado à nação durante o evento e pediu para que os haitianos “limpem suas lágrimas para reconstruir o Haiti".
"O Haiti não vai morrer, o Haiti não pode morrer", disse Préval durante o discurso à multidão, no qual chegou a chorar.
"Hoje, permita que o cidadão Préval, o homem, o pai de família, lhes diga que não consigo encontrar palavras para descrever dor tão intensa."
"É na coragem de vocês que buscaremos força para continuar", afirmou o presidente.


Religiosidade
Além de contar com a presença de milhares de pessoas, a missa também foi transmitida por auto-falantes instalados pela cidade para que a cerimônia e os hinos religiosos pudessem ser ouvidos por toda a capital em ruínas.
"Deus é minha única esperança, perdi toda minha família, estou sozinho, a única coisa que sobrou para mim foi Deus", disse o morador local William Roselm à agência de notícias Associated Press.
Correspondentes no Haiti dizem que, desde o terremoto, o fervor religioso tem aumentado bastante no país, incentivado pela grande quantidade de ajuda que chega à região por meio de missões evangélicas. Cientologistas, mórmons, batistas, católicos, testemunhas de Jeová e outros missionários enviaram missões ao Haiti, junto com comida para os desabrigados, e ofereceram ajuda médica e espiritual para os haitianos que vivem em acampamentos improvisados.

Temporais
Calcula-se que um terço dos cerca de 3 milhões de habitantes de Porto Príncipe ficou desabrigado com o terremoto.
O correspondente da BBC em Porto Príncipe, Mike Wooldridge, diz que as operações de ajuda aos sobreviventes do terremoto enfrentam sérios desafios, como o temporal que caiu na última quarta-feira.
Wooldridge afirma que a tempestade foi uma amostra do que o país pode esperar quando chegar a época de chuvas, em meados do ano, se o ritmo de reconstrução do país não aumentar até lá.
A União Europeia propôs o envio de uma missão militar para estabelecer abrigos temporários antes do agravamento da temporada de chuvas.
Números do governo divulgados nesta semana indicam que o número de mortos no terremoto, estimado em 230 mil pessoas, aproxima-se do registrado no tsunami que atingiu a região do Oceano Índico em 2004 e deixou 250 mil mortos.


Juiz manda soltar pediatra acusado de estupro de duas meninas


O juiz da 2ª Vara Criminal de Volta Redonda, Antônio Carlos Bittencourt, revogou ontem (11) o mandado de prisão contra o pediatra Marcelos Guimarães, de 63 anos, preso quarta-feira sob suspeita de estupro de duas meninas. O médico foi solto na manhã de hoje. Ele estava na casa de custódia do município, por determinação do próprio juiz.
Na decisão, Bittencourt pede desculpas por ter decretado a prisão do acusado e se declara impedido de atuar no caso, por ser amigo de Marcelos, que além disso é médico dele e de seus filhos.
Eram fortes os boatos de que a denúncia teria sido uma vingança familiar contra o pediatra, mas, por enquanto, a polícia trata a informação como uma mera suposição, já que as duas meninas que teriam sido vítimas de abuso declararam no inquérito que sofreram abusos por parte do médico. A mais velha, que hoje tem 14 anos, teria sido abusada até os 12.
O delegado Alexandre Leite indiciou o pediatra por estupro de vulnerável, termo usado quando o crime é praticado contra menor de 14 anos. Marcelos deverá continuar respondendo ao processo em liberdade.
O advogado do médico, Marcelo Carvalho, se recusou a dar a versão da defesa no momento da prisão de Marcelos, quando ameaçou processar os órgãos de imprensa que noticiassem o acontecido, e esteve na gráfica do DIÁRIO DO VALE, horas depois, para repetir a ameaça para os profissionais que estavam imprimindo a edição de hojem. Hoje, procurado pelo jornal, ele se manifestou, afirmando não acreditar que o processo continue, porque um documento anexado aos autos comprovaria a inocência do pediatra.
Policiais civis chegaram a apreender na casa do médico no bairro Niterói, um laptop, CD´s e DVD´s, para que fossem examinados por peritos do Instituto de criminalística Carlos Éboli.
Os equipamentos foram devolvidos ao médico no final da tarde de hoje, mas de acordo com Marcelo Carvalho, eles foram periciados e oficiais de justiça certificaram que não foi encontrado nenhum material ilícito nos mesmos.

Leia a seguir a íntegra da decisão do juiz:


Independentemente dos autos estarem em cartório, mas ao ler a notícia de primeira página no jornal Diário do Vale nesta data, fiquei estarrecido comigo mesmo de ter sido o responsável pela prisão temporária de Marcelos Guimarães da Silva.
Em sã consciência jamais faria isso. Foi uma decretação inadvertida, que confesso pelo volume de trabalho, e no calor da urgência onde, penitencio-me, não prestei maior atenção no destinatário da ordem de prisão e mesmo da busca e apreensão, até porque normalmente conhecemos as pessoas, mais pelo seu prenome. No processo, sem maiores qualificações e a um exame superficial surgiu o nome de Marcelo Guimarães da Silva, um nome comum e que passou a vôo de pássaro, repito, inadvertido ao exame mais apurado da pessoa a ser investigada.
No Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Especial Criminal temos cerca 6.941 (seis mil novecentos e quarenta e um) processos e aproximadamente ainda 1.500 (um mil e quinhentos) a cadastrar, tal o volume e movimento, e na 2ª Vara Criminal 1.200 (um mil e duzentos). É muita coisa para qualquer magistrado do mundo, e por vezes, algo escapa à percepção, justamente por ostentarmos a condição falível de sermos humanos. Peço desculpas pelos atos que pratiquei neste processo, onde o despacho, percebido quem seria o destinatário, simplesmente deveria ter lançado um: "dou-me por impedido"
Marcelos foi e é médico de meus filhos e meu também. Ao longo dos anos da relação paciente e médico estabeleceu-se uma grande amizade, onde pontuei observar sempre um homem de grande caráter e um profissional exemplar.
Neste contexto não detinha e nem detenho a imparcialidade que deve caracterizar um magistrado, seja para favorecer ou prejudicar.
Então, todos os atos que pratiquei estão eivados por essa condição, que é um dos pressupostos processuais de existência válida de qualquer procedimento penal, ou mesmo não penal, razão por que dou-me por impedido, com um atraso lamentável, e com efeito retroativo, para atuar neste processo, e por isso revogando, como revogo, com rigor e veemência, todos os atos que pratiquei, inclusive o decreto de prisão por força do que acima foi esclarecido.
Expeça-se imediatamente alvará de soltura e remeta-se os autos ao meu substituto legal, incluindo-se esta decisão como parte do alvará e cuja cópia também deverá ser entregue à pessoa de Marcelos.
Por fim, e em reunião com juizes deste Estado, o ilustre e atuante Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, cujos esforços não tem medido para que tenhamos um judiciário cada vez melhor, reconheceu que:
"Hoje temos cerca de 130 vagas para juízes o que representa um ônus para os atuais magistrados que precisam acumular mais de uma vara".
E isso não cura de todo a ferida da minha inadvertência, mas ameniza bastante, como um sopro de esperança e apoio para que sejamos, senão perfeitos, porque isso pertence a Deus, mas pelo menos dando-nos alento de sermos melhores ao exame de nossas tarefas, de extrema responsabilidade.

Volta Redonda, 11 de fevereiro de 2010.
Antonio Carlos dos Santos Bitencourt
Juiz de Direito


Dez passos para entender o caso

1 - Duas meninas, uma de 10 anos e outra de 14 anos, prestaram depoimento na 93 DP acusando o pediatra Marcelos Guimarães da Silva de terem praticado, com elas, atos libidinosos.

2 - A menina de 14 anos acusou o médico de ter abusado dela até a idade de 12 anos.

3 - O médico teve a prisão temporária pedida pelo delegado titular Alexandre Leite.

4 - Ouvido o Ministério Público, o juiz da 2ª Vara Criminal, Antônio Carlos Bitencourt, decretou a prisão de Marcelos Guimarães.

5 - Marcelos Guimarães foi preso ontem.

6 - Ontem, o juiz Antônio Carlos Bitencourt descobriu que o Marcelos Guimarães da Silva, cuja prisão decretou, é médico dos seus filhos e seu amigo. Desculpou-se publicamente com o médico e declarou-se impedido de atuar no caso.

7 - O juiz, por lei, pode e deve se declarar impedido sempre que uma das partes tenha com ele relação de amizade. O juiz também se desculpou por ter se declarado impedido tardiamente e destacou o excesso de trabalho no Judiciário.

8 - Com a declaração de impedimento do juiz, o mesmo revogou todos os seus atos praticados, inclusive a prisão temporária do médico.

9 - Ainda hoje, o médico foi solto.

10 - O processo vai para o juiz da 1ª Vara Criminal, Ludovico Couto, que decidirá se aceita ou não o pedido de prisão temporária do médico

Leia mais sobre o caso no Diário do Vale

Policiamento especial contra a violência a gays


Mil policiais civis e militares foram treinados para atender vítimas de homofobia nas praias de Copa, Ipanema, Centro e roteiro de blocos. Estado criou plantão 24 horas para denúncias
POR CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - O foliões gays vão contar com um policiamento preventivo e diferenciado para curtir o Carnaval sem preocupação. A partir de amanhã até o dia 16, cerca de mil homens das Polícias Civil e Militar, que passaram por treinamento especializado, estarão nas ruas para reforçar a segurança de bailes, blocos, praias e festejos voltados para o público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) . O foco é inibir manifestação de grupos homofóbicos.
“O histórico de carnavais demonstram que há necessidade de ação direcionada. Esses mil policiais estão preparados para oferecer orientação para quem for vítima de discriminação ou violência física por causa da opção sexual”, explicou o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento. Segundo ele, as praias de Ipanema e Copacabana, nos horários das 13h até 21h; as imediações do Gafieira Elite, no Centro; e o percurso dos blocos da Zona Sul estão entre os locais que vão receber atenção especial.
Um plantão telefônico vai funcionar 24 horas para receber denúncias ou para quem quiser acompanhamento para registrar queixa na delegacia. “Se a pessoa se sentir insegura, vamos com ela fazer o registro policial. Temos que acabar com esse preconceito de que homossexual é cidadão de segunda classe”, lembrou Nascimento. Os números do plantão são: 8311-6535, amanhã; 8311-6536, no dia 14; 8311-6537, dia 15 e 8311-6538, no dia 16.

Guarda Municipal dobra número de agentes na rua

A Guarda Municipal inicia, hoje, às 16h, o esquema especial do Carnaval. Além do efetivo total diário de 1.200 agentes, outros 1.423 homens vão fazer a segurança em pontos de folia — 776 no entorno do Sambódromo, 50 nos desfiles da Intendente Magalhães e 417 nos principais blocos. A operação vai até a manhã da Quarta-Feira de Cinzas, dia 17.
Nove duplas de guardas com cães estarão nos acessos à Passarela do Samba. Quem precisar fazer denúncia, pedir solicitações e orientações, poderá ligar para o Disque-Ordem 24 horas, pelo telefone 153.
Para atender turistas, quatro guardas bilíngues estarão no Setor 9. Com noções em inglês, espanhol, francês e alemão, eles serão identificados por uma braçadeira com bandeiras do país cujo idioma dominam.

O Dia Online

Homem precisa dar atenção à saúde do pênis, diz médico


O Ministério da Saúde brasileiro possui, desde 2009, a Política Nacional de Saúde do Homem, que visa combater o alcoolismo, o tabagismo, a obesidade e, principalmente, o câncer de próstata, entre outras doenças ligadas ao aparelho sexual masculino. Apesar de todo o esforço empreendido é necessário, acima de tudo, criar uma cultura de prevenção entre os homens. A saúde é um bem incomparável. E o homem deve ser disciplinado neste quesito, sobretudo, com o seu pênis. É como seguir alguns mandamentos da boa saúde.
O homem, que tanta importância dá ao pênis, acaba se expondo quando pratica relações sexuais sem usar preservativo, o principal método de prevenção, porque ele ajuda a evitar doenças como herpes simples, sífilis, HPV e AIDS. Sem a proteção, o homem fica vulnerável a contrair doenças que podem prejudicar sua saúde corporal e aparência do órgão genital e, em casos mais graves, interferir em seu desempenho sexual. O homem fala muito do seu pênis, mas é necessário olhar para ele e examiná-lo, pois é neste auto-exame que se pode identificar problemas, infecções ou doenças. E alguns desses problemas são causados por falta de higiene e podem ser constatados visualmente.
Algumas dicas práticas de higiene são: lave o pênis todos os dias com água e sabonete comum (não é necessário nenhum tipo especial de sabonete especial) e puxe bem o prepúcio para trás a fim de limpar completamente a região que fica coberta e não deixar o esmegma se acumular. Quando a higiene do pênis não é bem feita, o esmegma acumula-se e provoca mau cheiro. Além disso, facilita o aparecimento de inflamações e infecções.
Para evitar irritação e assaduras, enxugue bem depois de lavar. Não use pomadas ou cremes sem indicação médica. Sempre que notar qualquer coisa diferente na região, como feridas, bolhas, corrimento, ardor ao fazer xixi, por exemplo, procure um médico. E caso tenha vida sexual ativa, deixe imediatamente de transar. Não tome remédio algum sem se consultar e não use remédios caseiros. Não deixe de procurar o médico mesmo que o sintoma desapareça sozinho. Avise a parceira para procurar um médico também. A melhor maneira de evitar esses problemas é fazer a higiene do pênis com muito cuidado no banho diário e usar a camisinha sempre que transar, antes de fazer qualquer penetração.
No entanto, não basta realizar somente uma boa higiene na área genital. É vital a realização de exames de prevenção de câncer de próstata, porque esta doença é a neoplasia – alteração celular - visceral mais frequente do homem, representando mais de 40% dos tumores que atingem os homens acima de 50 anos. A incidência varia de acordo com o país e com a raça, sendo mais frequente nos Estados Unidos e Brasil que nos países orientais. Segundo a Sociedade Americana de Oncologia, estima-se uma incidência de 234.460 novos casos/ano e 27.350 mortes/ano nos Estados Unidos. No Brasil há uma incidência aproximada de 400.000 casos/ano.

Abril Notícias

Apoio da PF nas investigações dos desaparecimentos de Luziânia foi aceito, mas unidade ainda não foi acionada


As famílias dos jovens desaparecidos de Luziânia (GO) respiraram aliviadas quando o secretário de Segurança Pública do estado, Ernesto Roller, aceitou a entrada da Polícia Federal nas investigações, após conversa telefônica com o então ministro da Justiça, Tarso Genro, na última terça-feira. Roller anunciara à imprensa que havia solicitado informações sobre trabalho escravo e tráfico de seres humanos na região do Entorno do Distrito Federal. Mas três dias se passaram e a PF ainda não foi contatada pela Polícia Civil de Goiás.
A Delegacia de Direitos Humanos da Polícia Federal sequer foi acionada para fornecer dados sobre esses dois crimes. Como Genro colocou o aparato da corporação federal à disposição, a assessoria de imprensa da PF informou que as autoridades goianas não precisam necessariamente fazer um pedido por escrito. Bastaria um telefonema para acionar uma equipe. Eles não terão de abrir um inquérito, mas receber as coordenadas da Civil de Goiás, para trabalhar em cooperação.
A determinação, contudo, ainda não chegou ao chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil de Goiás, Josuemar Vaz de Oliveira, que assumiu o comando das investigações. “Ainda precisamos nos reunir para definir como trabalharemos de forma conjunta. Mas falta solicitar formalmente”, disse. Por enquanto, somente os policiais civis goianos investigam os desaparecimentos. Oliveira estima que 30 pessoas, entre investigadores, delegados e escrivães, participam da apuração.
A participação da Polícia Federal era uma reivindicação das mães, que não estavam satisfeitas com a espera por respostas da Polícia Civil sobre os desaparecimentos. Desde o encontro que tiveram com o ouvidor nacional da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fechio, em 1º de fevereiro, passaram a pressionar o governo de Goiás a aceitar o reforço nas diligências. O que só ocorreu oito dias mais tarde, após encontro de Tarso Genro com representantes do conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e da seccional goiana, Henrique Tibúrcio, no Ministério da Justiça.

Conanda se mobiliza em apoio às mães

O mistério que envolve os desaparecimentos ganhou ontem o apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Presidência da República. Cinco das seis mães foram recebidas, no Auditório Professor Lourenço Chehab, no Ministério das Comunicações, para debater sobre a atenção e o envolvimento de autoridades públicas de Luziânia no caso dos sumiços. A intenção do conselho é abranger o maior número de órgãos a fim de ajudar a desvendar o paradeiro dos jovens, além de tentar prevenir a sociedade de novos desaparecimentos.
Para a conselheira do Conanda, Maria Luiza Moura Oliveira, a reunião pode ajudar a assegurar às mães o direito à proteção dos adolescentes. “O conselho vai acompanhar o caso de forma política e chamar a atenção de todo o país para colaborar com o andamento do caso. A rede conta com mais de 100 mil conselheiros no Brasil e vamos divulgar esses rostos em todas as unidades”, conta.
A solução para haver um maior comprometimento das entidades de segurança pública com a comunidade, segundo o ouvidor-geral da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, Fermino Fechio Filho, está na cobrança dessas mães, que juntas lutam diariamente por respostas dos órgãos responsáveis em localizar seus filhos. “As polícias não conseguem desvendar desaparecimentos. Os inquéritos são mal instituídos e sem laudos. Eles desvendam apenas crimes em flagrantes. Mas a saída está na cobrança da sociedade em ver os problemas resolvidos”, acredita Fechio Filho.
A subsecretária nacional dos Direitos Humanos, Carmen Oliveira, a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, Érica Kokay (PT), e a coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca-DF), Perla Ribeiro, também compareceram à reunião. A contadora Valdirene Fernandes da Cunha, 36 anos, mãe de Paulo Victor, desaparecido desde 18 de janeiro, sente-se mais amparada com o apoio recebido. “Estamos certas de que, agora, não estamos sozinhas. Isso nos conforta”. (NT)


CONANDA
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Presidência da República, nasceu de um contexto de luta pela redemocratização do país, nos anos 70 e 80. À época, os movimentos sociais e jovens lideranças municipais criaram formas de participação popular na gestão das políticas públicas. Uma dessas inovações foi a organização de conselhos integrados com representantes de entidades da sociedade civil e dos governos de forma igualitária. A Constituição de 1988 transformou essas inovações democráticas em parte do ordenamento jurídico e consagrou a possibilidade de se governar mais próximo do povo por meio de mecanismos de participação direta. O Conanda é um espaço histórico, político e institucional onde germina e floresce a ideia de conselho como forma de deliberar e gerir políticas públicas.

Daniel Brito
Naira Trindade
Correio Braziliense

MDS reforça campanha contra exploração sexual no Brasil


A quinta edição da campanha nacional traz como slogan “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie!”. Haverá ações de mobilização em 14 capitais.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) participa, neste Carnaval, de mais uma mobilização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes no País. A quinta edição da campanha nacional traz como slogan “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie!”. Durante as festas carnavalescas, serão distribuídas camisetas, abanadores, cartazes, adesivos, bandanas, tatuagens temporárias, além de peças em inglês e espanhol para uso da Polícia Federal junto aos turistas estrangeiros.
Catorze capitais, incluindo Brasília (DF), e a cidade de Corumbá (MS), que faz fronteira com a Bolívia, receberão ações de mobilização. São elas: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Vitória (ES). O MDS participou da definição do tema deste ano e enviará peças publicitárias para divulgação na rede socioassistencial, estimulando a reprodução do material nos níveis estadual e municipal.
A campanha nacional é uma iniciativa da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, coordenada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com a participação do MDS e demais ministérios estratégicos, representações da sociedade civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, organismos de cooperação internacional, entre outros.

Serviços – Em todo o País, há cerca de 1,2 mil Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos quais cerca de 90% recebem recursos do MDS. Nessas unidades públicas, funciona o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos, que é de apoio, orientação e acompanhamento de famílias com um ou mais de seus integrantes em situação de ameaça ou violação de direitos, incluindo vítimas de abuso e exploração sexual.
Para receber material de divulgação em áudio, as rádios interessadas em apoiar a campanha devem enviar e-mail para imprensa@sedh.gov.br. O material é em forma de samba enredo, sendo que no final um locutor pede para que as denúncias sejam feitas pelo Disque 100. A ligação é gratuita. Mais informações estão disponíveis no portal da Presidência da República, no link www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/spdca/exploracao__sexual/campanhas/

Aline Menezes

mds notícias

Raptada Jaycee Lee Dugard escreveu diário durante os 18 anos de cativeiro nos EUA


RIO - O drama de Jaycee Lee Dugard, que permaneceu 18 anos em cativeiro após ser raptada em 1991, em South Lake Tahoe (nordeste da Califórnia), foi contado em um diário, no qual ela mantinha a esperança de um dia se libertar do pesadelo mantido pelo casal Phillip e Nancy Garrido.
A existência do diário foi revelada na quinta-feira quando o tribunal que cuida do caso liberou novos documentos.
"Sinto como se eu estivesse afundando", escreveu Jaycee em 2004, quando tinha 24 anos e era mantida com as duas filhas que teria tido no cativeiro com Phillip. "Tenho medo, quero o controle sobre a minha vida. Isto era para ser a minha vida, e fazer o que eu gosto", acrescentou.
Um registro no diário um ano antes mostra o temor que Jaycee sentia do seu raptor:
"Como posso dizer a ele que quero ser livre? Liberdade para ir e vir, da forma que prezo. Liberdade para dizer que tenho uma família. Eu nunca causarei mal a ele se depender de mim. LIBERDADE".
A americana tinha 11 anos quando foi levada em frente à sua casa. Em agosto do ano passado, Jaycee apareceu sã e salva na área da grande São Francisco, a cerca de 200 km do local de onde desaparecera. A vítima foi mantida nos fundos da casa dos Garrido, na localidade de Antioch.
O casal foi indiciado por rapto, e Phillip também foi acusado de abuso sexual. Ambos negam as acusações.
De acordo com os documentos, Phillip fez a primeira investida sexual sobre Jaycee no mesmo dia do rapto. Ela engravidou pela primeira vez aos 13 anos, dando à luz aos 14. A americana ficou grávida novamente aos 16 anos, tendo a segunda filha aos 17.
As meninas, que tinham 11 e 14 quando foram libertadas, chamam-se Angel e Stardust.
"Tenho medo de que ele (Phillip) não perceba como as coisas que diz fazem com que eu me sinta uma prisioneira", escreveu Jaycee em 2004, 13 anos após ser raptada. Por que não tenho o controle sobre a minha vida? Eu sinto que não poderei até assegurar que minhas filhas são minhas", acrescentou a vítima, que passou os primeiros quatro anos de cativeiro sem poder deixar o quintal dos Garrido.
Documentos da Justiça da Califórnia revelam que os promotores negaram um pedido de Phillip para ver as filhas de Jaycee.


Chocolate pode ajudar a diminuir o risco de derrame


RIO - Os amantes do chocolate tem mais um motivo para comer o doce sem culpa. Consumir um pouco de chocolate toda semana pode ajudar a diminuir o risco de derrames, e também acelera a recuperação de pacientes que sofreram uma isquemia. A descoberta, feita por pesquisadores canadenses, será apresentada em abril no encontro anual da Academia Americana de Neurologia.
Para chegarem a esta conclusão, pesquisadores avaliaram os resultados de três grandes estudos que apontavam para os benefícios do chocolate na saúde. O primeiro, que acompanhou 44.489 pessoas, mostrou que o consumo de uma porção de chocolate por semana reduzia o risco de derrames em 22%. No outro, feito com 1.169 participantes, cientistas descobriram que o consumo de 50 gramas de chocolate uma vez por semana diminuia o risco de acidentes vasculares cerebrais em 46%. No terceiro, o chocolate não mostrou ter impacto impacto na saúde dos pacientes.
A médica Sarah Sahib, da McMaster University, em Ontário, no Canadá, e uma das coordenadoras da pesquisa, afirma que o principal benefício do chocolate está na quantidade de flavanoides, um antioxidante que tem efeito protetor das artérias. Por isso, o ideal é preferir o chocolate amargo ou os com mais de 70% de cacau, que têm mais desta substância. - Precisamos de mais pesquisas para realmente afirmar se o chocolate pode diminuir o risco de derrames ou se as pessoas que comem um pouco de chocolate toda semana são naturalmente mais saudáveis do que as que não comem o doce - avaliou a pesquisadora.


Jacarezinho: o Rio é o epicentro da violência urbana no mundo


Não se pode tapar o sol com a peneira. O Rio é o epicentro da violência urbana no mundo. É o retrato nítido de uma das mais violentas cidades do mundo, envolta numa sangrenta guerra urbana, de caráter permanente, onde o medo é um sentimento real e onde ao policial, muitas vezes, ao enfrentar o poder de fogo de perigosos traficantes, só resta matar para não morrer. O cabo PM morto no início da tarde desta quinta-feira, em defesa da ordem pública, em incursão na Favela do Jacarezinho — um dos quartéis generais do reduto do tráfico no Rio, onde oito traficantes também foram mortos — é o décimo policial morto no Rio desde 14 de janeiro, sendo seis policiais militares e quatro civis. Oito dessas dez mortes ocorreram em ação de defesa da sociedade.
A violência do Rio, num cenário de atuação de uma criminalidade eminentemente atípica, encastelada em morros e favelas, dotada de armas de guerra, pode ser medida pelo número de mortos nos últimos dez anos (em todo o estado), envolvendo um total aproximado de 60 mil homicídios, numa média anual de cerca de 6 mil assassinatos. Note-se que aí não estão incluídos os desaparecidos, além dos encontros de cadáver ou ossadas achadas sem que fosse possível determinar a causa mortis.
A Guerra do Vietnã, com mais de uma década de violentos combates, matou 57 mil soldados americanos. A Guerra do Iraque, com cerca de quatro anos de duração, matou até agora mais de 2.500 soldados americanos. Tais dados comparativos nos demonstram que, no Estado do Rio de Janeiro, os números da violência urbana são números de guerra.
Nos 60 mil homicídios ocorridos nos últimos dez anos, cerca de 1.500 foram assassinatos de policiais militares. A taxa de homicídios no estado em 2009, segundo o Instituto de Segurança Pública — o IBGE e o Cide contestam a metodologia empregada — foi de 34,6 para grupo de cem mil habitantes. Nova York, hoje, apresenta uma taxa de 6 mortes. São Paulo, onde se morre três vezes menos do que no Rio, comparativamaente ao total da população, registra uma taxa de homicídios de 10,9 para cada cem mil habitantes.
Muito há o que ser feito, portanto, em termos de inteligência, ação e trabalho policial integrado. Há muitas armas e drogas a serem apreendidas, e perigosos bandidos a serem trancafiados. Por enquanto, o Rio é o epicentro da violência urbana no mundo. Bagdá é aqui. A diferença é que lá existe a possibilidade do fim do conflito pela via diplomática. Aqui, só o trabalho constante da força policial do estado, em ação de polícia pró-ativa, associado à inserção social, serão capazes de afastar o medo e melhorar níveis de segurança pública. O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Milton Corrêa da Costa é tenente-coronel da PM do Rio na reserva

Jornal Extra


Casos de Polícia e Segurança

Serra Geral realiza blitz contra abuso sexual de crianças e adolescentes


NOVA PORTEIRINHA – O Centro de Referência Especializado da Criança e do Adolescente, através do Serviço Regionalizado de Enfrentamento a Violência, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em parceria com os Conselhos Tutelares, Projeto Adolescente Cidadão de Janaúba e de Nova Porteirinha, Guarda Mirim e Polícia Militar de Janaúba promove uma blitz educativa pré-carnaval, nesta semana, em municípios da região da Serra Geral de Minas.
De acordo com Virgínia Soares dos Reis, coordenadora do Centro de Referência Especializado da Criança e do Adolescente, essa blitz ocorre nesta quinta-feira, 11, e amanhã, sexta-feira, 12, das 7h30 às 10h, nas cidades de Janaúba, Nova Porteirinha e Verdelândia, visando mobilizar e alertar a sociedade quanto à necessidade de combater e denunciar à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Serão distribuídos panfletos, adesivos para carros com o número do disque denúncia e material da Campanha Proteja Nossas Crianças, o que estimula a população a denunciar crimes por meio do Disque Direitos Humanos, pelos telefones número 100 ou 0800 031 1119, serviço gratuito e sigiloso.
Na cidade de Nova Porteirinha a blitz educativa pré-carnaval acontece na avenida Castelo Branco e na rodovia BR-122. Em Verdelândia, em frente à prefeitura, na rodovia MG-401, de Janaúba a Jaíba. E na cidade de Janaúba a blitz de combate e denúncia à exploração sexual de crianças e adolescentes é na avenida Brasil, em frente ao INSS, e na avenida Manoel Atayde, no semáforo da avenida Santa Mônica.

Oliveira Júnior


Índias superam dificuldades e garantem vaga no curso de medicina da UnB


Duas garotas, duas aldeias e um destino. Descendentes de etnias diferentes, as índias Giulliane Nayra Lopes Soares, da aldeia Atikum (PE) e Nadyelle Targino de Lima, da aldeia Tracoeira (PB), ambas aprovadas em medicina, deixarão suas comunidades nos próximos dias para ingressar na Universidade de Brasília (UnB). Elas, Seeribhi Lula Apolo Prado Sampaio e mais 7 indígenas foram aprovados no vestibular indígena 2010. A lista, divulgada nesta quarta-feira pelo Cespe, está disponível aqui
Rumo ao desconhecido para a realização de um sonho. É assim que se sente a estudante Giulliane, 16 anos. Nascida em Atikum – município de Carnaubeira da Penha (PE), a 600km de Recife. A jovem e mais 2 mil indígenas compartilham cultura, hábitos, alegrias e dificuldades na aldeia fria, localizada no alto da serra Umã. A estrada de terra e a subida muito íngreme atrapalham o acesso da comunidade à cidade, pois os transportes – pau de arara, carroças e cavalos – levam muito tempo a fazer o percurso.
Apesar dos problemas na locomoção, a estudante optou pelo curso na área de saúde para ajudar a sua comunidade, carente de recursos e de médicos. “Eu decidi fazer medicina para realizar um sonho, desde pequena eu penso em ser médica. Além disso, a minha aldeia precisa muito de assistência porque tem muita gente para poucos médicos. Esse curso é uma forma de ajudar tanto a minha aldeia como as aldeias vizinhas”, afirma.
As aulas nem começaram e Giulliane já pensa nas férias e em como, pouco a pouco, utilizará os conhecimentos adquiridos no curso no dia a dia de seu povo. “O apoio que nós temos é fraco e insuficiente. Só há um posto médico e nele falta de tudo. Tem um dentista e um médico geral que quase não aparecem .”, diz.
O sucesso da aluna é o resultado da união entre horas de dedicação sobre os livros e muita fé. Foram três anos – durante o ensino médio – de luta, estudos e orações. “A gente crê muito na pedra do gentil – uma pedra bem estreita, mas quem tem fé passa por ela por mais difícil que seja, quem não tem fé não consegue atravessar”, conclui.
Assim como Giulliane, Nadyelle Targino de Lima, 21 anos, ligada à aldeia Tracoeira, localizada no município de Baía da Traição, na Paraíba, também conquistou uma vaga em medicina na UnB. Filha de pai indígena – etnia Potiguara, a jovem, moradora de João Pessoa, pretende se formar para ajudar a sua comunidade, carente de cuidados médicos e assistência em saúde.
Com a ideia inicial de ser aprovada na Universidade Federal de João Pessoa (UFPB), Nadyelle estudou intensamente para o vestibular por quatro anos consecutivos, após concluir o ensino médio. A vontade de passar na UnB surgiu quando um primo, cursando nutrição na instituição de Brasília, a incentivou e comentou sobre o vestibular indígena da universidade – parceria entre a UnB e a Funai.
Apesar dos estudos, a indígena tinha poucas expectativas de ser aprovada. “Eu não tinha muita esperança de passar porque não tenho muita condição financeira. A prova tinha que ser nas regiões norte ou centro-oeste e eu não tinha dinheiro para viajar. O pessoal da comunidade arrecadou e pagou a minha viagem”, lembra Nadyelle.
Animada com o resultado do vestibular, a futura médica não esconde a insegurança de estudar tão longe de casa. Segundo ela, o preconceito é muito grande e medicina é um curso muito difícil, mas o maior desafio é a saudade. “Sentirei muita falta da minha família, a saudade de casa será o pior de tudo.”
Semelhanças e diferenças à parte, Giulliane e Nadyelle têm um objetivo em comum, se tornarem excelentes médicas. As duas querem aproveitar a oportunidade para melhorar as condições de vida de suas aldeias. “Eu sempre quis isso na minha vida. Lutei muito e estudei muito para chegar aqui. Eu espero fazer o melhor possível para trazer orgulho à minha família, faço isso por mim e por eles”, conta a jovem de Trakoeira.
Em Brasília há mais de cinco anos, Seeribhi Lula Apolo Prado Sampaio, 19 anos, recebeu a notícia enquanto se exercitava em volta da quadra residencial onde mora. O jovem, da aldeia Balaio (AM), será o primeiro membro de sua comunidade a ingressar no ensino superior.
O estudante que veio para a cidade a pedido do pai, para estudar e defender politicamente os interesses indígenas da região do Alto do Rio Negro, divisa com a Colômbia e a Venezuela, não esconde a felicidade. “Estou muito feliz. De início não acreditei no resultado porque meu tio é muito brincalhão”, comemora. Ele soube do resultado pelo tio, também aprovado para agronomia na UnB.
A alegria tomou conta da casa, onde vivem mais 11 indígenas. O pai de Seeribhi, ao atender o telefone, ficou sem palavras. “Quando a minha mãe ligou para contar, ele quase teve um treco. Sou o mais novo da família, dos filhos homens, então meus pais estava m contando muito com a minha aprovação. Ele teve que passar o telefone para um amigo”, riu.

O vestibular indígena
O vestibular indígena da UnB é uma parceria entre a universidade e a Funai. Ao todo, 97 candidatos concorreram a 10 vagas oferecidas nos cursos de agronomia, enfermagem e obstetrícia, engenharia florestal, medicina e nutrição.
Os indígenas que vêm de outros estados recebem uma bolsa no valor de R$ 900 - concedida pela Funai, para ajudar nas despesas com estadia, alimentação e estudos. Eles também recebem passagem aérea para Brasília e uma passagem anual para voltarem para as aldeias de origem.
O número de questões da prova é menor do que o das provas tradicionais, os candidatos são classificados de acordo com a ordem decrescente das notas e não há nota de corte. A seleção é feita anualmente, entretanto, turmas extras podem ser abertas esporadicamente, a depender do número de bolsas liberadas pela Funai.
As diferenças também estão presentes na rotina universitária. Para driblar as dificuldades, o primeiro semestre é adaptado aos estudantes indígenas. Eles têm uma sala de estudos específica para que haja interação e conforto dos calouros indígenas, além de reforço em disciplinas – ministradas no ensino médio, como física e química. A grade curricular também é adaptada.
O objetivo principal do projeto é melhorar a qualidade de vida nas comunidades em seus aspectos sociais, educacionais e culturais. Um dos pré-requisitos para o indígena fazer o vestibular é manter relação (língua, tradição e contato) com a aldeia de origem.
Os candidatos selecionados no processo seletivo devem fazer o registro acadêmico em 3de março, na Diretoria de Acompanhamento e Integração Acadêmica (Daia), ligada ao Decanato de Ensino e Graduação (DEG), onde serão encaminhados aos Postos Avançados da Secretaria de Administração Acadêmica (SAA).
Para o registro, os aprovados devem apresentar originais e cópias do documento de identidade, CPF, título de eleitor acompanhado de comprovante de votação ou de justificativa de não votação na última eleição, histórico escolar e certificado de conclusão do ensino médio. A matrícula nas disciplinas ocorrerá no dia 4 de março e o início das aulas está marcado para o dia 8 do mesmo mês.

Outras informações no www.cespe.unb.br/

Correio Braziliense

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Câmera de segurança flagra professoras agredindo crianças em creche



Câmeras foram instaladas depois denúncia feita por funcionários da creche.
Caso ocorreu em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Três professoras de uma creche em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foram flagradas pelo circuito interno de segurança agredindo crianças com idades de 1 ano a 2 anos.
Em uma das cenas, uma professora pega a criança e a arrasta pelo braço. Outra reeprende violentamente um menino de 1 ano. Depois, o mesmo menino é agredido na cabeça.
As professoras usam a violência e a intimidação a todo momento para conter as crianças. As câmeras foram instaladas depois de uma denúncia feita por funcionários da creche.
Durante vinte dias as aulas foram monitoradas. As três professoras que aparecem nas imagens agredindo as crianças foram demitidas por justa causa. Seis também perderam o emprego por envolvimento nas agressões.
As mães de alunos da creche estão revoltadas. A diretora informou que não sabia das agressões. As imagens que estão com a polícia técnica vão passar por perícia e a Delegacia da Mulher vai investigar os maus tratos na creche.
"Foi instaurado inquérito policial, estamos aguardando o laudo pericial, solicitei que as imagens fossem descritas e reveladas", disse a delegada Dalice Ceron. "Trata-se de pessoas indefesas, que não sabem reagir ou responder e às vezes não sabem nem transmitir à mãe o que está se passando."


G1

Médicos se surpreendem com órgãos invertidos em indiano de 64 anos


Médicos de um hospital em Mumbai, na Índia, descobriram um paciente de 64 anos que tem a maioria dos órgãos do tórax e do abdômen em posição invertida ou em lugares incomuns, como por exemplo o coração do lado direito. Segundos os especialistas, Ashok Shivnani pode ser a única pessoa viva com tal disposição de órgãos.

O paciente estava prestes a passar por uma cirurgia para remover um rim por causa de um tumor de sete centímetros quando os médicos estranharam seu exame de raio-x.
"Quando eu vi os resultados dos exames pela primeira vez, pensei que estivesse segurando-os da maneira errada", comentou o uro-oncologista Anoop Ramani ao jornal indiano Times.
Os médicos então resolveram pedir novos exames, incluindo um ecocardiograma bidimensional, para entender o que estava acontecendo.
O coração de Shivnani está invertido no peito. Assim, a artéria aorta e a veia cava inferior estão dos lados opostos de onde deveriam estar. Mas essa não é a única anomalia do paciente.
Shivnani tem duas veias cavas inferiores, e não apenas uma. Ao invés de um fígado grande, ele tem dois pequenos. Ele não tem intestino delgado e seu intestino grosso é menor do que o normal.
"Quando estamos operando, a gente precisa saber a exata localização de tudo o que vamos tocar. Mas, neste caso, não tínhamos muita certeza sobre quais veias estavam entrando aonde", disse o cardiologista Prakash Sanzgiri à publicação local.
A cirurgia no rim, que estava programada para o dia 29 de janeiro mas teve que ser adiada por causa da descoberta para o dia 4 de fevereiro, foi bem sucedida.

Situs inversus
O mais surpreendente do caso é que Shivnani já havia passado por duas operações de hérnia e sido examinado por problemas no pulmão sem que ninguém houvesse percebido seu quadro singular.
"Eu tenho um problema de pressão arterial e uma doença obstrutiva crônica de pulmão. Eu até já passei por duas operações de hérnia. Mas nunca em minha vida soube que meu corpo era tão diferente", disse Shivnani.
Seu caso se assemelha muito à condição congênita conhecida como situs inversus, em que todos os orgãos do tronco estão exatamente em posição inversa, como quando vistos em um espelho. Mas suas demais anomalias o tornam único, dizem os médicos.
Em geral, segundo os especialistas, as pessoas que sofrem de situs inversus levam uma vida comum. Esse também é o caso de Shivnani, que não precisará de cirurgia para trocar suas veias e órgãos de posição.
"Eu me sinto completamente bem. Já vivi tanto tempo sem problema algum, e não há razão para que eu não continue assim", disse Shivnani ao jornal local depois de passar pela cirurgia.
Segundo a publicação, o paciente teria tido alta na terça-feira.



África do Sul lembra os 20 anos da libertação de Mandela



Os sul-africanos comemoram nesta quinta-feira o 20º aniversário da libertação de Nelson Mandela da prisão, episódio considerado um marco do fim do regime de segregação entre negros e brancos imposto pela minoria branca no país.

Veteranos da campanha contra o Apartheid refizeram o caminho de Mandela quando ele deixou a prisão Victor Verster, perto da Cidade do Cabo, onde passou os últimos meses dos seus 27 anos de prisão.
A ex-mulher do líder sul-africano, Winnie Mandela, era esperada para liderar a marcha desta quinta-feira, mas um porta-voz disse que ela não apareceu porque seria "doloroso demais".
Mais tarde, Mandela, que tem 91 anos de idade, deve fazer uma rara aparição pública em um discurso especial à nação.
As negociações que se seguiram à libertação de Mandela culminaram na eleição em que ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994.

Prisão
Mandela foi condenado à prisão perpétua em 1964, acusado de planejar derrubar o governo com uma campanha de violência. Ele cumpriu a maior parte da sentença em uma prisão em Robben Island, na costa da Cidade do Cabo, e depois no Presídio de Pollsmoor.
Antes da libertação, Mandela viveu em uma casa no terreno do presídio de Verster, na zona rural, a uma distância de 50 quilômetros da Cidade do Cabo. Lá, ele tinha seu próprio cozinheiro.
Durante os anos na prisão, Mandela virou um símbolo internacional de resistência contra o Apartheid.
Em 1990, o governo da África do Sul respondeu à pressão interna e internacional e libertou Mandela, suspendendo ao mesmo tempo a proibição contra a existência do Congresso Nacional Africano (CNA) - partido que lutava contra o Apartheid.
Cyril Ramaphosa, que estava à frente de um comitê que teve de proteger Mandela após a sua libertação, disse que o país passou por grandes mudanças nas últimas duas décadas e que poucos dos militantes imaginavam onde estariam hoje.
"É possível que lembremos onde cada um de nós estava quando Nelson Mandela saiu livre, mas acho que vários de nós não imaginavam que estaríamos vivendo em uma África do Sul semelhante ao que ela é hoje", afirmou.

Ceticismo
Christo Brand, ex-carcereiro de Mandela, diz que há 20 anos "esperava que não ocorresse derramamento de sangue".
"Tudo funcionou perfeitamente", afirma agora. "E eu conheço a forma como Mandela negocia. Ele estava realmente pensando sobre o outro lado também. Ele não pensa só nos negros do país, mas também nos brancos. E estudou e percebeu os temores dos brancos neste país."
Brand diz ainda que Mandela "encontrou uma boa solução para a África do Sul."
Em 1991, Mandela tornou-se o líder do CNA e foi presidente da África do Sul entre 1994 e 1999.
Mas a esperança e alegria presentes na libertação de Mandela e as eleições de quatro anos depois foram substituídas hoje, na avaliação de analistas, por um clima de ceticismo em um momento em que o governo luta para atender às expectativas da população - especialmente às dos mais pobres.
Desde que o CNA venceu as primeiras eleições após o fim do regime de minoria branca, a África do Sul obteve grandes avanços na área de habitação, energia elétrica, saneamento básico e viu o surgimento de uma classe média negra.
Mas dados oficiais indicam que o desemprego está em quase 25% e a criminalidade é alta.

Respeito
A imprensa sul-africana afirma que o atual presidente Jacob Zuma espera tomar emprestado um pouco do brilho e do respeito que a nação dedica a Mandela por ocasião do aniversário de sua libertação.
O principal partido de oposição da África do Sul acusou Zuma recentemente de contradizer a mensagem do governo sobre a prevenção do vírus HIV, após a imprensa local revelar que ele teve uma filha fora do casamento no ano passado.
Segundo o jornal sul-africano The Sunday Times, Zuma teria tido uma filha com Sonono Khoza, que é filha do presidente do comitê organizador da Copa do Mundo de 2010, Irbin Khoza.
Zuma também é criticado pela oposição por ser polígamo, seguindo as tradições tribais zulus, em um país em que cerca de 5 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV.


BBC Brasil

Educação Sexual na Escola aos 7 anos?


Fiquei ausente por um tempo e peço desculpas aos meus leitores. Mas, estou de volta.
Sentei-me no último domingo à noite, aqui, diante da tela do computador para ver meus e-mails e acessar esse mundo virtual, buscar boa leitura e, claro, pensar um tema para colocar aqui.
Aí, escutei na TV o final da reportagem do programa Fantástico da Globo, que falava do projeto de inclusão de Educação Sexual nas Escolas para crianças a partir de SETE anos. Não vi a reportagem na íntegra, aliás, só assisti ao finalzinho, mas gostaria de colocar algumas impressões sobre o tema.
Quando vejo a imprensa fazendo esse tipo de reportagem, de tema tão delicado e quase sempre de forma um tanto superficial, fico preocupada. O poder da imprensa é muito grande. Ela é definitivamente formadora de opinião. Estou convencida de que ela é o quarto poder, em especial quando o recurso é um programa que entra na casa das pessoas, com essa cara de verdade, como é o caso do programa a que me refiro.
Realmente, há um projeto de lei tramitando em uma câmara municipal no Brasil sugerindo a inclusão de educação sexual nas escolas para crianças nessa faixa etária. Algo ainda muito embrionário. E qual o objetivo? Minimizar custos com gravidez precoce, infecções sexualmente transmissíveis, abortos e coisas do gênero. Papel do Estado, a quem cabe , entre outras coisas, organizar a sociedade. Então, o Estado usa suas instituições para atingir seus objetivos. E usa a Escola, também.
Mas, será que em um país onde a educação básica está tão deficiente, numa Escola que precisa de reforma, que precisa de professores mais bem preparados e mais que isso, precisa de professores que recebam melhores salários para permitir que tenham um tempo livre para se dedicar a estudar, ler, se reciclar, se atualizar para entender o que está acontecendo no mundo fora dos muros da Escola, me pergunto.

• Que tipo de educação sexual poderá essa Escola dar para crianças em tão tenra idade e de que forma?
• Será que nessa idade não seria melhor que se deixasse essa parte da educação a cargo das famílias?
• Não seria mais importante que se incentivasse uma infância mais longa, ao invés de dar mais estímulos para um tema que já está tão presente na vida infantil, a ponto de encurtá-la cada dia mais?
• Não seria melhor para o desenvolvimento das crianças, que elas aprendessem sobre a sua sexualidade, aos poucos, respeitando sua individualidade, sua curiosidade e o modelo familiar em que estão inseridas?
• Nessa idade, não seria melhor se respeitar as demandas individuais nesse tema?
. Não seria melhor o Estado se preocupar em dar melhores condições para que a criança brasileira viva a INFÂNCIA de forma mais verdadeira.

Não consigo me acostumar com essa tendência a se globalizar tudo. Além disso, esse país tem dimensões continentais e muitas diferenças culturais apesar dessa globalização, apesar da TV a cabo, apesar da Internet... E mais, os espaços familiares têm modelos diferentes uns dos outros, são espaços singulares.
Não acredito que, no momento, a implantação de um projeto desse tipo venha a produzir cidadãos melhores para o futuro do Brasil; E é esse o objetivo da Educação.

Tania Melo
JB Online


Imagens inéditas mostram nova espécie de felino


O leopardo nebuloso de Sundaland, qualificado recentemente como uma nova espécie de felino de grande porte, foi filmado em seu habitat natural e divulgado pela primeira vez.

O filme foi realizado por um grupo de cientistas que trabalham na Reserva Florestal de Dermakot, na Malásia.
Este tipo de leopardo é um dos menos conhecidos de todas as espécies de felinos e só foi identificado como uma espécie distinta há três anos.
Também foram fotografados dois outros felinos raros.
Os detalhes da descoberta foram publicados na última edição de Cat News, o boletim do Grupo Especializado em Felinos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês).
"Leopardos nebulosos são uma das espécies mais esquivas de felinos", disse Andreas Wilting, do Instituto para Pesquisa de Fauna Zoológica e Selvagem Leibniz em Berlim, na Alemanha.
Wilting é líder de um projeto que avalia o impacto das mudanças na floresta de parte de Bornéu nos animais carnívoros que vivem no local.

Sem medo
Como parte daquele projeto, a equipe coloca uma rede de câmeras na floresta que fotografam automaticamente os animais que passam.

A equipe também realiza pesquisas regulares à noite, lançando um facho de luz da traseira de um veículo que circula pela Reserva Florestal de Dermakot, em Sabah.
Durante uma dessas investigações, eles encontraram um leopardo nebuloso de Sundaland caminhando por uma estrada.
"Pelos primeiros onze meses nós não encontramos um único leopardo nebuloso durante estas incursões noturnas", disse Wilting.
"Então todos os membros da nossa equipe ficaram muito surpresos quando este leopardo nebuloso foi encontrado."
"Foi até mais surpreendente que este indivíduo não esteja com medo da luz ou do ruído do veículo."
"Durante mais de cinco minutos este leopardo nebuloso ficou andando em volta do carro, o que, comparado ao encontro com outros animais, foi muito estranho, pois a maioria das espécies fica com medo e foge depois de encontradas."

Divulgação inédita
Um leopardo nebuloso de Sundaland já tinha sido filmado em cativeiro. Um turista também teria conseguido filmar um animal da espécie por 30 segundos, em 2006, mas as imagens jamais foram divulgadas para o público.
Até 2007, acreditava-se que todos os leopardos nebulosos vivendo na Ásia pertenciam a uma única espécie
Mas estudos genéticos revelaram que há na verdade duas espécies bem distintas. Além do animal que vive no continente asiático (Neofelis nebulosa), os cientistas estabeleceram que há uma espécie separada que vive nas ilhas de Bornéu e Sumatra.
Acredita-se que as duas espécies tenham se separado há mais de um milhão de anos.
Este leopardo é conhecido hoje como leopardo nebuloso de Sunda ou de Sundaland (Neofelis diardi), e anteriormente era chamado, por equívoco, de leopardo nebuloso de Bornéu.
Desde 2008, ele foi incluído na lista de espécies vulneráveis da IUCN.

Outros bichos
Durante a pesquisa, a equipe de cientistas também descobriu um cervo sambar (Cervus unicolor), que foi morto por um leopardo nebuloso.
Apesar de ser uma floresta explorada comercialmente de maneira sustentável, a Reserva Florestal de Dermakot, em Sabah, que tem cerca de 550 quilômetros quadrados de área, abriga todas as cinco espécies existentes de felinos de Bornéu.
Além de registrar as imagens do leopardo nebuloso, os pesquisadores também filmaram quatro outras espécies de felinos selvagens.
Uma espécie de menor porte mais comum na área já havia sido filmada antes.
"Mas por causa de seus hábitos noturnos, comportamentos específicos como marcar o território com seu odor natural raramente é registrado em imagens", disse Wilting.
Foram filmados ainda um gato-de-cabeça-chata (Prionailurus planiceps), um gato-vermelho-de-Bornéu (Catopuma badia) e um gato marmorado (Pardofelis marmorata).
"As três espécies são muito especiais", disse Wilting.
Mas o gato-vermelho-de-Bornéu é atualmente considerado uma das espécies de felinos menos conhecidas e está na lista de ameaçadas de extinção.
Na mesma categoria está o gato-de-cabeça-chata.
E, em um momento em que vários países asiáticos se preparam para comemorar o Ano do Tigre, que começa no dia 14 de fevereiro, o Fundo Mundial para a Natureza informa que os tigres estão em perigo em toda parte.
O número de tigres em cativeiro nos Estados Unidos é maior do que o número de tigres em seu habitat natural em toda a Ásia. Há 3,2 mil tigres na natureza, onde são ameaçados por caçadores, perda do habitat e tráfico ilegal.
Matt Walker
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