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sábado, 29 de outubro de 2016

Adolescentes descobriram uma nova maneira de se embebedar! Atenção, pais!


INGREDIENTES

Essa é uma fase pela qual quase todo adolescente passa: experimentar bebidas alcoólicas. Como tal ato não é, em geral, autorizado pelos pais, garotos e garotas buscam alternativas nas ruas para provar os líquidos proibidos para sua idade. Entretanto, isso não os livra de uma baita bronca quando chegam em casa com aquele aroma suspeito na boca.

Para fugir deste controle, uma nova moda tem sido identificada entre os jovens, principalmente entre meninas. Esta maneira escondida de consumir bebidas alcoólicas é especialmente perigosa e os pais precisam ficar atentos.

Mas o que os adolescentes fazem? No caso das meninas, elas mergulham absorventes íntimos em bebidas fortes, como a vodka, e depois os introduzem na vagina! Quando o álcool entra em contato com a mucosa desta região, o liquido é transferido imediatamente para a corrente sanguínea, sem passar pelo estômago. Estas garotas pensam que assim podem ficar bêbadas mais rápido e sem que ninguém perceba. Porém, é exatamente aí que mora o perigo!

Tal método faz com que a pessoa não saiba exatamente quanto consumiu e pode levar a uma perda de controle muito acelerada. O pior é que como o álcool nunca passou pelo estômago, ele não pode ser colocado para fora através do vômito, uma defesa natural do organismo. Além disso, um risco adicional é acabar irritando a delicada mucosa da parte intima, causando uma possível queimadura ou inflamação no local.

Apesar das meninas serem as principais usuárias desta nova modalidade, meninos também seguem a nova cartilha, introduzindo os tampões embebidos em seus ânus. Independente do gênero, vale repetir mais uma vez o quão arriscado é tal método. Quando bebemos álcool por via oral, o corpo manda sinais de embriaguez, fazendo com que diminuamos o consumo. Além disso, nem tudo que cai no estômago segue diretamente para a corrente sanguínea.

MODO DE PREPARO

Porém, o álcool inserido nas partes intimas não tem nenhum ‘filtro’ natural do corpo para impedir sua entrada total no organismo, atingindo assim diretamente o sangue. Como resultado, o risco de um coma alcoólico, por exemplo, é muito maior. E o pior: quando o jovem bêbado é levado para um hospital, os médicos muitas vezes não identificam imediatamente a fonte da embriaguez, colocando sua vida ainda mais em risco.

Todo cuidado é pouco.

É difícil imaginar como os adolescentes chegam a ter ideias tão bizarras quanto essa. Devido a sua imaturidade, eles muitas vezes não fazem ideia do risco que correm. Neste caso, os jovens “criativos” que inventaram este método nauseante eram americanos, já que tal moda foi primeiro identificada nos Estados Unidos. Mas, no meio tempo, a ideia já se espalhou também pela Europa.

Como no Brasil é mais fácil para menores de idade comprarem bebidas, o que não ocorre nos países desenvolvidos, pode ser que esta modalidade seja menos atrativa para nossos jovens.

Entretanto, se você tem um adolescente na sua família, vale ficar atento! Compartilhe este alerta com todos que você conhece. Ele é de utilidade pública.

Atenção: Essa matéria é recomendada para maiores de 18 anos e serve como alerta.
Não façam isso em casa e antes de realizar qualquer procedimento no corpo peça auxilio para seu médico.

Fonte: Receitas exclusivas

terça-feira, 3 de maio de 2016

Atitudes restritivas dos pais pode prevenir o uso de álcool por menores de idade?

O consumo de álcool por menores de idade implica sérios riscos para a saúde, com maior chance de abuso e dependência de álcool e outras substâncias no futuro, para acidentes de trânsito e mortes prematuras. Entre as medidas preventivas ao consumo precoce de álcool, destaca-se uma vertente promissora, cujo foco são pais de adolescentes, com ações realizadas especialmente em escolas. Acredita-se que a alteração do comportamento, normas e atitudes dos pais pode impactar positivamente na redução do consumo de álcool por adolescentes.

A estratégia elaborada pelo programa Örebro Prevention Programme (OPP) consiste em reuniões com pais e professores com 30 minutos de duração, realizadas semestralmente em escolas. Nessas reuniões é indicado que os pais adotem postura de tolerância zero para o consumo de álcool pelos adolescentes, deixando claro para os menores de idade quais são as regras e possíveis sanções aplicadas caso o combinado não seja cumprido. O programa demonstrou resultados positivos em estudos anteriores para a prevenção do uso nocivo de álcool, reduzindo a frequência de episódios de embriaguez.

Com o objetivo de entender o mecanismo responsável pelo sucesso do OPP, o presente estudo analisou qual seria o papel das atitudes restritivas dos pais na obtenção dos resultados positivos, os quais foram redução dos episódios de embriaguez e o retardamento do beber regular (ao menos um episódio de embriaguez por mês). Para isso, 653 adolescentes com idade entre 12 e 13 anos e 524 pais preencheram questionários no início do estudo, após 18 meses e 30 meses. Além disso, variáveis que pudessem confundir os resultados, como gênero, status imigratório, qualidade de relacionamento com pais e uso de álcool por pais e colegas foram incluídas nas análises.

As atitudes dos pais foram classificadas conforme quatro opções, desde “muito lenientes” (consideram natural a curiosidade dos filhos para experimentar álcool e acreditam que fazem uso responsável) até “muito rigorosas” (consideram que menores de idade jamais podem consumir de álcool e nem deveriam se preocupar com isso). Os adolescentes responderam quantas vezes consumiram álcool até se sentirem alcoolizados no último mês, o que foi acompanhado ao longo do estudo para observar mudanças no padrão daqueles que iniciaram o hábito de beber mensalmente. Os adolescentes também responderam com qual frequência observam os pais e colegas consumirem álcool e sobre a qualidade de relacionamento com os pais. Para comparações de resultados, um grupo de pais recebeu a intervenção, isto é, participou das reuniões, e o outro não recebeu.

Constatou-se que no grupo sem intervenção os adolescentes evoluíram com mais episódios de embriaguez, enquanto no grupo com intervenção, adolescentes reduziram a frequência de episódios de embriaguez ou iniciaram mais tardiamente. Como resultado principal, cerca de 50% do resultado positivo do programa foi atribuído às atitudes restritivas dos pais, o que representa um papel robusto. Por outro lado, demais mecanismos adjacentes podem ser fonte de futuras pesquisas. Por exemplo, de forma interessante, os pais que receberam a intervenção mantiveram mais atitudes restritivas ao longo do tempo, enquanto o grupo que não recebeu evoluiu com menos atitudes restritivas frente ao uso de álcool por seus filhos. Além disso, foi observado que pais imigrantes ou que possuem má relação com filho tendem a adotar posturas menos restritivas. Talvez, pais que vivenciam relacionamento ruim com os filhos se sintam menos empoderados e tenham menor expectativa em relação a eles.

Conclui-se que atitudes mais restritivas dos pais, em vigência da intervenção do OPP, criaram ambiente desfavorável ao consumo de álcool e foram assim eficientes na prevenção do uso nocivo, ao reduzir e retardar o consumo de álcool por menores de idade.

Fonte: CISA

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pai morre após participar de brincadeira de internet onde pessoas batem umas nas outras


Um jovem pai morreu depois de participar de uma nova mania de internet. A brincadeira consiste em um grupo de amigos baterem uns nos outros.

Tommy Main, de 23 anos, estava em uma festa em sua casa quando decidiu brincar com outras pessoas. Ele vivia em Londres, na Inglaterra.

Os participantes deveriam se revezar e bater uns nos outros até que um desista. Este é forçado a pagar uma “prenda”, a qual, normalmente, é beber alguma bebida alcoólica.

Tommy foi levado às pressas para um hospital depois de desmaiar. Ele foi declarado morto pouco tempo depois.

Os irmãos da vítima se juntaram para homenageá-lo pela internet. Uma página memorial no Facebook foi criada para que pessoas publicassem suas frases e despedidas a Tommy.

A polícia prendeu um dos envolvidos sob suspeita de assassinato. Ele foi liberado após pagamento de fiança.

Os detetives seguem investigando o ocorrido.

A brincadeira tem gerado polêmica na internet. Ela tem crescido entre os internautas, onde uns devem socar os estômagos dos outros podendo gerar lesões graves.

Gadoo

domingo, 17 de março de 2013

Caça às drogas: mais empresas pedem exames toxicológicos


.Prática, que veio dos Estados Unidos, gera controvérsia. Também há mais companhias oferecendo tratamento para dependentes químicos

RIO – Há cerca de dois meses, um jovem escolhido em um processo seletivo da área de petróleo e gás viu sua contratação, que já estava acertada, ir por água abaixo. Isso porque o exame pré-admissional a que foi submetido — sem saber — detectou a presença de maconha na urina. E a empresa usou essa informação para dispensá-lo, antes mesmo da efetivação. A prática é considerada abusiva por especialistas em direito do trabalho. Mas não é apenas de forma discriminatória que as companhias estão atuando: no combate ao álcool e às drogas, também cresce a realização de exames pós-contratação, assim como o encaminhamento do dependente para tratamento.

A popularização dos exames toxicológicos no mercado brasileiro pode ser explicada pela intensificação da globalização e pela chegada de mais empresas multinacionais ao país.

— Essa filosofia vem dos Estados Unidos. Demorou um pouco para as empresas brasileiras aderirem à tendência — diz Maurício Yonamine, responsável pelo Laboratório de Análises Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), que faz, em média, 500 exames mensais para empresas conveniadas.

Yonamine diz que há cinco anos houve um boom na demanda, hoje estabilizada também por conta da estrutura limitada do laboratório público. No Rio, a Evolução Clínica e Consultoria, que oferece serviços de implantação de políticas corporativas antidrogas, além de testes e tratamentos de reabilitação, tem visto a procura crescer. Nos últimos três anos aumentou em 30% o número de empresas que adotam os exames toxicológicos — apenas em 2012, a Evolução fez 1.350 testes — e cresceu em 80% a quantidade de companhias que procuraram a clínica para criar um programa antidrogas.

— As empresas vêm adotando esse tipo de política porque ajuda a reduzir os acidentes de trabalho, o absenteísmo, os problemas de negligência e produtividade, além de preservar a imagem da companhia e trazer economia de despesas com assistência médica — acredita Selene Barreto, diretora da Evolução, que também atribui esse crescimento à difusão do conceito de responsabilidade social no meio corporativo.

Selene ressalta que, para submeter um indivíduo ao teste de urina para investigar o consumo de álcool e drogas, é preciso ter seu consentimento. Mas ainda assim a questão é controvertida, especialmente quando os exames são feitos antes da contratação.

— Existe uma recomendação do Conselho Federal de Medicina para que não sejam realizados exames toxicológicos prévios à admissão. É uma atitude discriminatória, que viola direitos constitucionais — afirma a advogada trabalhista Rita de Cássia Vivas.

E, para Rita, mesmo que assine um termo aceitando ser testado, o funcionário poderá contestar o teste:

— Nessa relação, o empregado é a parte frágil, que aceita qualquer coisa por medo de perder o emprego.

Tratamento extensivo às famílias

Na Embraer, desde 1984 existe o programa “Estar de bem sem drogas”, que, em 2000, incorporou os exames toxicológicos como procedimento. Todo ano , 10% dos 18 mil funcionários são sorteados para serem submetidos ao exame, que inclui coleta de urina e bafômetro.

— A intenção é detectar pessoas que tenham uma possível dependência e oferecer tratamento. Não de forma punitiva, mas preventiva, para evitar acidentes de trabalho ou erros na confecção de uma peça — explica Andrea Ferreira, gerente de Bem Estar da Embraer.

Hoje, são 40 funcionários em diferentes estágios de recuperação. Em 29 anos, 508 colaboradores receberam tratamento, incluindo empregados, estagiários e dependentes diretos.

— Toda a família adoece quando há um problema desses — diz Andrea.

Foi porque a empresa de seu pai tem uma política como a da Embraer que hoje, dia 17 de março de 2013, Joana (nome fictício), de 31 anos, comemora por estar “limpa” há 1 ano, 6 meses e 11 dias. Foram quase 15 anos de uso de álcool e maconha — a cocaína chegou mais tarde, quando ela já tinha 28 anos — até atingir o que ela chama de “fundo do poço”. Não conseguia chegar na hora no emprego e inventava desculpas para sair mais cedo e ter tempo de consumir alguma droga antes de voltar para casa, onde vive com os pais. Depois de sofrer uma tentativa de estupro, chegou em casa pedindo para ser internada. Atualmente faz estágio em informática e está terminando a faculdade.

— Hoje tenho paz de espírito. Só de não precisar mentir para a minha chefe é um alívio — diz ela, que continua fazendo terapia em grupo e também encontrou apoio nos grupos anônimos.

Joana, inclusive, é favorável ao uso de exames toxicológicos dentro das empresas. Desde que não se confunda o uso esporádico com a dependência.

— Não é porque a pessoa usou algo uma vez que ela tem a doença. Mas acho que, especialmente em áreas que envolvam riscos de segurança, os exames toxicológicos são importantes.

Promoção aconteceu durante a reabilitação

“Achei que as minhas possibilidades de crescimento profissional estavam arruinadas”. A afirmação é de Roberto, economista de 27 anos que há um ano e meio aceitou o tratamento contra a dependência de álcool e cocaína oferecido por sua empresa, conveniada com uma clínica especializada. Mas não apenas as oportunidades não acabaram, como ele foi promovido durante a reabilitação, custeada pela companhia.

A chefia tomou conhecimento do vício de Roberto depois de um incidente em uma viagem de trabalho. A assistente social, então, o abordou.

— Demorei três dias para admitir e aceitar ajuda. Não porque eu não achava que tinha um problema, mas porque tive medo de perder o emprego — conta o economista.

Por 40 dias, ele precisou ir diariamente à clínica especializada em tratamentos antidrogas. Para não levantar suspeitas, no trabalho diziam que ele estava fazendo um curso. Também foi transferido de gerência e hoje não tem mais contato com os colegas da época.

— Foi tudo tratado de forma sigilosa. Ninguém ficou sabendo — diz Roberto.

Sigilo durante o tratamento

A história é parecida com as de Sergio, um geólogo de 39 anos, e Otávio, um engenheiro de 61 anos, que também estão em tratamento, respectivamente, contra a dependência de drogas e a de álcool. No caso do geólogo, depois de um mês ele também trocou de gerência, que foi informada que ele estava em curso, enquanto ele ia diariamente à clínica. Já o engenheiro ficou de licença médica por três meses antes de retornar ao trabalho.

— O programa não expõe o funcionário e é muito sincero — afirma Otávio, que procurou ajuda na empresa por conta própria, enquanto Sergio recebeu, de sua chefia, a sugestão para que se informasse sobre o tratamento.

As companhias em que eles atuam vêm agindo de acordo com uma mudança na interpretação da lei, que considera a dependência em drogas e álcool como uma doença.

— Embora a “embriaguez habitual ou em serviço” conste no rol de motivos para a dispensa com justa causa do empregado (artigo 482 da CLT), hoje, o alcoolismo e a dependência de drogas são interpretadas pelos tribunais como doenças e não mais como atos de indisciplina do empregado — explica Rodrigo Bottrel Tostes, advogado trabalhista do Pinheiro Neto Advogados.

Por isso também, Selene Barreto, diretora da Clínica Evolução, acredita que mais companhias estejam buscando políticas antidrogas — ela vê a demanda crescer especialmente nas áreas de energia e aviação:

— Para funcionar, no entando, é preciso ter clareza e relação de honestidade com o funcionário, além de treinar as equipes de saúde e gestores para lidar com a questão.

A procuradora do trabalho Lisyane Chaves Motta lembra que as razões de solicitações de exames não podem ferir o direito à intimidade e privacidade dos trabalhadores:

— Os direitos da personalidade se sobrepõem aos interesses privados das empresas, no caso de conflito entre ambas as partes.

O Globo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pai conhecia motorista que matou criança atropelada: 'É colega nosso'


Menino foi atingido por condutor bêbado e inabilitado em Aparecida de Goiânia.
Garoto de seis anos era filho único; mãe não pode engravidar mais.


A família de João Victor Lima Rodrigues, de 6 anos, está revoltada com a morte do menino, que foi atropelado por um carro desgovernado enquanto brincava com o pai, Waldemir Rodrigues, na porta da casa onde morava, no Setor Comendador Walmor, em Aparecida de Goiânia, no domingo (10). O motorista do carro, que está preso, é inabilitado e estava bêbado. Ele é conhecido do pai de João Victor. “Era colega nosso, nunca esperava isso dele”, conta Waldemir.

O pai do menino nem pode ir ao velório do filho, pois não consegue se levantar da cama, já que machucou as pernas no atropelamento. João Victor foi velado no início da noite de segunda-feira (11), em Aparecida de Goiânia.

O pai conta que o tentou salvar o garoto, mas não foi o suficiente. “Vi o carro e tentei empurrar meu filho. Mas, quando trisquei o dedo nele, o carro já estava batendo na minha perna”, lembra Waldemir Rodrigues.

“Ele tirou nosso chão, nossa vida. Queremos justiça”, lamenta a tia Vanúsia Silvia. O menino de 6 anos era filho único. Além disso, a mãe não pode engravidar de novo.

Embriaguez
O motorista que atropelou João Victor e Waldemir Rodrigues estava bêbado, além disso, ele só tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo A, ou seja, apenas para motocicletas. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro no momento do acidente. Entretanto, os policiais militares que atenderam à ocorrência afirmaram que ele estava bêbado. “Estava em visível estado de embriaguês”, ressaltou o sargento José Ribeiro Barbos.

O exame de sangue feito no Instituto Médico Legal (IML) comprovou que o motorista tinha ingerido bebida alcoólica. Como ele, outros 35 motoristas foram flagrados dirigindo bêbados no final de semana, em Goiás. O número é sete vezes mais do que o carnaval do ano passado, segundo a Polícia Militar..

O condutor está preso no 4º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. Ele será indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo e lesão corporal. O homem não teve o direito de pagar fiança e está à disposição da justiça.

G1

sábado, 22 de dezembro de 2012

Blitz da PM aplica primeira multa da nova lei seca em São Paulo


O empresário Onivaldo Ramos, 47, foi o primeiro motorista a levar a multa de R$ 1.915,40 da nova lei seca em São Paulo. A autuação ocorreu às 22h45 desta sexta-feira em uma blitz feita pela PM na av. Guarapiranga, na Capela do Socorro (zona sul).

Segundo a PM, o bafômetro apontou a concentração 0,30 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelo empresário. Ele foi o terceiro motorista a ser parado no bloqueio da zona sul.

O empresário disse que sabia da sanção da nova lei seca e que "tomou três ou quatro latinhas" na festa de confraternização de sua empresa, em um restaurante no Itaim Bibi (zona oeste).

O empresário afirmou, também, que só dirigiu porque dava carona para três colegas da empresa, e que nenhuma delas sabia dirigir.

Pelo texto da nova lei seca, a concentração de álcool apresentada pelo empresário configura uma infração administrativa, e não um crime de trânsito. O delito só é caracterizado por concentrações acima de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido. No exame de sangue, realizado por médico-legista do IML, essa concentração representa seis decigramas por litro de sangue.

Na mesma blitz, o primeiro motorista a ser levado para uma delegacia pelos PMs, registrou 0,68 miligrama de álcool por litro de ar expelido no teste do bafômetro, o índice mais alto até a 0h de ontem. Ivan Célio de Jesus da Silva, 33 anos, afirmou não saber dos novos valores das multas e se disse indignado com o encaminhamento à delegacia. "No Brasil, as leis só funcionam para os mais fracos. Não fiz nada de errado. Não matei ninguém", disse Silva, que admitiu ter bebido cerveja na casa de um parente.

NOVA LEI SECA

As mudanças na lei seca endurecendo a fiscalização da embriaguez ao volante começaram a valer nesta sexta-feira (21). A proposta, aprovada na terça-feira (18) pelo Senado, torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro.

Há ainda uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro que dobra a multa aplicada a quem for pego dirigindo embriagado: dos atuais R$ 957,70 para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses.

Entre os meios que passam a ser aceitos para comprovação da embriaguez estão o depoimento do policial, vídeos, testes clínicos e testemunhos. Essa parte da lei depende ainda de uma regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e a previsão é que isso seja publicado nos próximos dias.

O agente de trânsito poderá ainda se valer de qualquer outro tipo de prova que puder ser admitida em tribunal.

Antes da mudança, era considerado crime dirigir sob a influência de drogas e álcool --a proporção é de 6 dg/L (decigramas por litro) de sangue-, mesmo sem oferecer risco a terceiros, e o índice só poderia ser medido por bafômetro ou exame de sangue.

Como ninguém é obrigado legalmente a produzir prova contra si mesmo, é comum o motorista se recusar a passar por esses exames, ficando livre de acusações criminais.

Além disso, a interpretação da lei vigente feita em março pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) dizia que só bafômetro e exame de sangue valiam como prova. Na prática, isso enfraqueceu a lei seca.

Com a nova regra, o limite de 6 dg/L se torna apenas um dos meios de comprovar a embriaguez do motorista. O crime passaria a ser dirigir "com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência".

Ao condutor será possível realizar a contraprova, ou seja, se submeter ao bafômetro ou a exames de sangue para demonstrar que não consumiu acima do limite permitido pela legislação.

Ficam mantidas a suspensão do direito de dirigir por um ano para quem beber qualquer quantidade e o recolhimento da habilitação e do veículo.


Folha de São Paulo

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Por erro do garçom, criança de dois anos bebe uísque em vez de suco de limão


O bebê ingeriu a bebida alcoólica usando um canudinho

Um menino de dois anos bebeu meio copo de uísque em seu aniversário, depois que um garçom se enganou e lhe serviu a bebida alcoólica, no lugar de suco de limão. O incidente aconteceu no restaurante Frankie & Benny's de Swansea, no Reino Unido, no último sábado (6).

Sonny Rees bebeu, usando um canudinho, uísque misturado com água. A família só percebeu a troca quando ele começou a fazer caretas e se contorcer na cadeira.

O bebê foi levado para um posto médico, onde foi colocado sob observação. As informações são do tabloide britânico Daily Mail.

R7

sábado, 6 de outubro de 2012

Russos embriagados provocam pouso forçado de avião em Recife


Grupo foi retirado da aeronave e detido pela Polícia Federal

RIO - O voo da Lufthansa LH-505, que saiu do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, às 16h50m de sexta-feira com destino a Munique, na Alemanha, precisou fazer um pouso não programado em Recife, após confusão causada por três turistas russos embriagados. Um deles chegou a agredir um comissário de bordo e precisou ser imobilizado.

Assim que foi feita a parada de emergência, o trio foi retirado da aeronave pela Polícia Federal. Segundo passageiros, o grupo já apresentava sinais de embriaguez antes do embarque e ingeriu mais ácool durante o voo.

“Depois do serviço de bordo servir bebidas alcoólicas, duas pessoas se embriagaram bem acima da cota, uma delas vomitando, e andando pelo avião sem controle. Um amigo, acompanhado de tripulante, tentou conter o alcoolizado e acabou entrando em briga corporal com o homem embriagado. Foram socos no rosto, vidros de óculos voando, mulheres correndo e os dois lutando pelo chão do avião”, descreveu por e-mail o catarinense Egon Schlüter, que estava a bordo.

Ainda segundo o passageiro, houve momentos de pânico no trecho São Paulo - Recife.

“Depois de alguns minutos com um dos passageiros imobilizados, um dos amigos deste, também alcoolizado começou a causar pânico, querendo soltar seu companheiro. Após muita conversa da tripulação e alguns passageiros cercando, este homem também foi imobilizado, e teve as mãos amarradas. Com muita discussão e pânico, os dois foram cercados em duas poltronas na parte central da classe econômica”, relatou Schlüter.

A Polícia Federal informou que os passageiros foram liberados, após a Lufthansa se responsabilizar pelo trio.

A companhia aérea confirmou o pouso forçado devido “ao mau comportamento de um passageiro”, mas não deu detalhes sobre o ocorrido.

O Globo

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Misturar álcool com energético pode causar problemas cardíacos



Quem consome ambos juntos tem seis vezes mais chances de sentir o coração acelerado, além de problemas para dormir e sintomas de irritabilidade

Misturar álcool com bebidas do tipo energético pode causar palpitações cardíacas e distúrbios do sono. É o que diz pesquisa realizada pela Universidade da Tasmânia, na Austrália, e publicada pelo jornal Daily Mail.

Segundo o estudo, realizado com 400 homens e mulheres entre 18 e 35 anos, os que consomem a mistura têm seis vezes mais chances de sentir o coração acelerado do que os que ingerem apenas a bebida alcoólica. Apresentam também quatro vezes mais problemas para dormir, assim como tremores, irritabilidade e momentos de exaustão.

O que provoca os sintomas é a cafeína, já que as bebidas do tipo energético contêm aproximadamente 80mg da mesma. É o equivalente a uma xícara de café instantâneo.

A pesquisa, porém, também mostra que as pessoas que consomem as duas bebidas juntas tendem a abusar menos do álcool. Os autores do estudo admitem, no entanto, que o assunto deve ser estudado ainda mais. Lembram que investigações anteriores já provaram a associação entre energéticos e problemas cardíacos por aumentar a pressão arterial. A conclusão, portanto, é que os amantes da bebida devem estar alertas quanto à dose de consumo.

O Globo

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ex-marido de Winehouse está em coma após abusar de drogas, diz site

Blake Fielder-Civil foi hospitalizado com falência múltipla dos órgãos.
'Vamos rezar para sua recuperação', pediu pai de Amy no Twitter.


O músico Blake Fielder-Civil, ex-marido de Amy Winehouse, está em coma após falência múltipla dos órgãos por conta de um suposto abuso de drogas e álcool, segundo informações do site do jornal britânico "The Guardian".

Ele foi encontrado engasgando em sua cama por sua parceria Sarah Aspin na sexta-feira (3) passada, e foi levado às pressas para o hospital com falência múltipla dos órgãos. Mitch Winehouse, pai de Amy, lamentou o fato no Twitter: "Lembremos que Amy amava ele. Vamos rezar para sua recuperação".

Em recuperação do vício das drogas, Fielder-Civil, 30, saiu para beber um dia antes de ser hospitalizado. Aspin acredita que ele tenha tomado alguma substância ilícita. Ao tablóide "The Sun", ela contou que "os médicos disseram que o colocariam em coma induzido para ajudá-lo e por conta de uma infecção. Estou rezando para que ele sobreviva, mas estou me preparando, pois talvez ele nunca mais acorde".

Os paramédicos de um hospital em Dewsbury, na Inglaterra, confirmaram que o músico engoliu sua língua e engasgou em seu próprio vômito. Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil se casaram em 2007. O divórcio aconteceu dois anos mais tarde.

G1

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Adolescentes mulheres bebem mais que os homens, diz estudo


Unesp traz pesquisa sobre o uso de álcool por estudantes do ensino fundamental e médio. Amigos e classe social influenciam na bebida

As meninas exageram mais na hora de beber que os meninos. A afirmação é de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que observou o uso de álcool pelos estudantes do ensino médio e fundamental das escolas públicas e privadas de Botucatu, no interior de São Paulo. Os 1507 estudantes entrevistados eram menores de 18 anos, e foram questionados sobre o consumo de álcool, drogas, comportamento violento e hábito de beber entre familiares e amigos.

De acordo com os dados, 38,8% dos estudantes do ensino fundamental (6 a 9 série), e 73,5% do ensino médio afirmaram ter bebido pelo menos uma vez na vida. O uso de álcool no último ano foi relatado por 8,5% dos estudantes do fundamental e 40,7% do ensino médio. O estudo é o trabalho de dissertação da assistente social Priscila Lopes Corrêa, aluna do núcleo de Saúde Coletiva da Unesp. A pesquisadora diz que o crescimento percentual ocorre devido a idade dos estudantes, mais velhos no ensino fundamental.

Para a pesquisadora, o dado que mais chamou atenção está relacionado às mulheres. As estudantes estão mais propensas a “beber com embriaguez”, termo que define o consumo igual ou superior a cinco doses para homens, e quatro doses ou mais para as mulheres. O fato, somado à pouca maturidade dos adolescentes, pode favorecer o comportamentos de risco, como a prática do sexo sem proteção.

— Os principais fatores que influenciaram eram os amigos, a classe social, normalmente com melhor poder aquisitivo, e o jovens sem qualquer tipo de religião — diz a autora do texto.

Para a mestranda, o estudo demonstra a utilização e o contato de menores de idade com álcool, mesmo que isso seja proibido pela legislação brasileira.

— Falta fiscalização nos estabelecimentos que vendem bebidas, estabelecer uma política clara sobre o uso do álcool para pessoas jovens, e programas para prevenir o uso com promoção de práticas de lazer mais saudáveis — esclarece.

O Globo

terça-feira, 10 de abril de 2012

Um em cada quatro brasileiros abusa do álcool


Ministério da Saúde mostra que 26,2% dos homens passaram o limite estipulado

Cerca de um em cada quatro homens brasileiros abusa de bebidas alcoólicas, segundo uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (10). Nos 30 dias monitorados pelo levantamento, 26,2% das pessoas disse ter ultrapassado a marca estipulada.

Os números foram apresentados na edição de 2011 da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que avalia a saúde do brasileiro. O balanço anual teve como destaque as melhoras no tabagismo, mas apontou um crescimento preocupante na obesidade.

Em relação ao álcool, a média estipulada foi de ingestão de quatro ou mais doses para mulheres, e cinco ou mais doses para homens. Abusaram aqueles que tivessem, de uma só vez, ultrapassado a quantidade no último mês.

Balanço do governo sobre a saúde do brasileiro mostra que tabagismo caiu, mas obesidade aumentou

Dieta do brasileiro é inadequada e tem excesso de gordura saturada, diz pesquisa

A média brasileira, sem distinção de sexo, foi de 17%. Isso porque os homens mantiveram uma média três vezes maior, de 26,2%, contra 9,1% das mulheres.

A idade também mostra alterações preocupantes. Entre 18 e 24 anos, 30,3% dos homens passaram da faixa — também três vezes mais que as mulheres, que ficaram em 11,5%.

Capitais

O consumo de álcool também foi avaliado nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Os números apontam que os homens de Teresina (37,5%), Salvador (31,3%) e Cuiabá (31,2%) foram os que mais abusaram, enquanto os de Campo Grande (20%), Boa Vista e Rio Branco (ambos com 19,2%) apresentaram as melhores médias.

Entre as mulheres, Salvador também teve média alta (17,2%), à frente de Recife (14,3%) e Vitória (13,3%). O menor índice veio de São Paulo (4,7%), seguido por Manaus (4,9%) e Rio Branco (5,3%).

Na média geral, independentemente do sexo, Salvador foi a pior (23,6%) e Rio Branco a menos pior (11,9%).

R7

sexta-feira, 16 de março de 2012

Paulistana com maior grau de escolaridade bebe mais, aponta pesquisa


Por outro lado, maior instrução é fator protetor para consumo de bebida alcoólica entre os homens

Diferentemente do que acontece com os homens, quanto maior o tempo de estudo entre as mulheres paulistanas, maiores os riscos que elas correm de beberem demais. Essa é a conclusão de um estudo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq - HC), publicado na edição deste mês da revista científica Clinics.

"Há quinze anos, a proporção era de sete homens que bebiam para cada mulher. Hoje, temos 1,2 homem para cada mulher que consome bebidas alcoólicas", constata a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, uma das autoras da pesquisa. No caso das mulheres com grau de instrução maior e melhores condições econômicas, a situação pode ser ainda mais complexa. "Elas têm de dar conta de mais de um papel. São mães, esposas e profissionais. Sofrem uma cobrança social muito grande."

"A relação entre escolaridade e consumo de álcool reflete uma mudança cultural", diz o conselheiro da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Carlos Salgado.

Considerada um indicador socioeconômico, a educação é um sinônimo de independência feminina, tanto emocional como financeira. "Mulheres com grau de escolaridade maior são mais independentes e estão mais expostas", explica a pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), Ilana Pinsky. Para Salgado, o álcool acaba sendo utilizado com uma válvula de escape feminino contra o estresse.

Já entre o sexo masculino, aponta a pesquisa, a escolaridade é um fator de proteção. Homens com baixo grau de instrução apresentam oito vezes mais riscos para o alcoolismo.

(Com Agência Estado)

Veja

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"Atropelador disse que faria uma chacina", afirma mãe de crianças mortas em São João de Meriti


Segundo testemunhas, homem sempre causou problemas por causa de bebida e droga

A mãe de Tyele Vitória da Silva, de quatro anos, e Caio Tiago da Silva Ferreira, de dois, que morreram neste fim de semana após serem atropelados em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, esteve no Balanço Geral RJ desta segunda-feira (27) e contou que o motorista chegou a dizer que queria fazer uma chacina no dia da tragédia.

- Ele falou para um vizinho que, na sexta-feira (24), faria uma chacina de qualquer jeito.

A avó das crianças voltava do enterro de um parente, quando se deparou com a confusão.

- Meu tio faleceu e, ao chegar na rua, ouvi muita gritaria. Eu fiquei trêmula e fui para perto do local. Então, testemunhas disseram que o atropelador falou que passaria por cima de quem estivesse na frente.

De acordo com as duas, o atropelador sempre causou problemas por causa da bebida e das drogas.

Os corpos dos irmãos foram enterrados na manhã de domingo (26), no cemitério de Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. O velório foi marcado por protesto e comoção.

Tyele, Caio e outras cinco crianças foram atropelados na última sexta-feira (25), enquanto brincavam de piquenique na calçada da rua Laura Arruda, na localidade Vila Tiradentes, no bairro do Éden. A menina chegou a ser socorrida no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, o de Saracuruna, em Duque de Caxias, também na baixada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de sábado (26). O irmão também morreu.

Todas as vítimas já receberam alta, segundo a Secretaria de Saúde de São João de Meriti. Elas foram socorridas no PAM (Posto de Atendimento Médico) do município.

O atropelador, identificado como Jorge Luís Matias, 42 anos, morador do bairro onde ocorreu o atropelamento, foi preso na madrugada de sábado. Ele disse à polícia que tentava fazer o carro pegar, quando freou e não conseguiu parar o veículo.

Segundo o delegado Antonio Silvino, da Delegacia de Belford Roxo (54ª DP), Jorge Luís ainda apresentava sinais de embriaguez 13 horas após o acidente. Ele confessou que ingeriu bebida alcoólica no dia do atropelamento.

Jorge Luís foi autuado em flagrante por duplo homicídio doloso (com intenção de matar) e cinco tentativas de homicídio. Segundo o delegado, a autuação aconteceu com base no depoimento do tio de uma das vítimas, que contou que ele teria ameaçado as crianças antes do acidente.

R7

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Motorista que atropelou seis crianças se entrega à polícia


Duas crianças morreram no acidente. Ele admitiu que bebeu quatro latas de cerveja

RIO - O motorista que atropelou seis crianças, matando duas delas, em São João de Meriti, se entregou à polícia na madrugada deste sábado. Acompanhado de dois amigos, Jorge Luiz Matias se apresentou na 39ª DP (Pavuna). Policiais militares do 21º BPM (São João de Meriti) foram acionados e levaram o acusado para a 54 DP (Belford Roxo), que estava funcionando como Central de Flagrantes, onde ele foi ouvido pelo delegado Antônio Silvino Teixeira.

Na delegacia, Jorge alegou que seu carro estava com a bateria arriada e tentou fazê-lo pegar no tranco, buscando impulsão na ladeira. Na descida, ele disse ter perdido a direção do carro e tentado frear. Ele reconheceu que tinha bebido quatro latas de cerveja e estaria saindo de casa para beber mais. Jorge negou que tivesse a intenção de atropelar as crianças:

— Como eu poderia fazer isso? Tenho três filhos, duas gêmeas de 8 anos e um menino de cinco meses.

Jorge disse ter 42 anos e que é motorista de coletivo aposentado. O acusado foi encaminhado para realizar o teste de alcoolemia. Segundo o delegado Teixeira, Jorge ficaria detido e pode vir a ser acusado de homicídio doloso. O caso ficará a cargo da 64ª DP (São João de Meriti), onde já havia sido feito o registro inicial.

O atropelamento aconteceu na tarde de sexta-feira, em São João de Meriti. O carro conduzido por Jorge subiu na calçada e atingiu seis crianças. Os irmãos Caio Tiago Neves Oliveira, de 2 anos, e Tyele Vitória Neves de Oliveira, de 5, não resistiram aos ferimentos e morreram. A prefeitura informou que duas crianças já receberam alta e outras duas estão hospitalizadas, e seu estado de saúde é estável.

O motorista teria fugido do local do acidente sem prestar socorro às crianças. Uma testemunha contou que as vítimas são todas moradoras da Rua Laura Arruda, onde elas estavam reunidas após comprarem biscoitos e refrigerantes, para fazer um lanche. As crianças estavam na calçada quando foram imprensadas pelo veículo, uma Belina, dirigido por Jorge.

— Ele (o motorista) conseguiu fugir quando o carro começou a ser apedrejado por vizinhos. A casa dele foi depredada e saqueada pela população — contou uma moradora.

O Globo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

76% das fotos dos usuários do Facebook são de pessoas bêbadas


Uma pesquisa realizada pela empresa MyMemory e publicada no site Mashable revela que três em cada quatro fotos publicadas pelos internautas do Facebook mostram pessoas sob a influência do álcool, dos mais diversos níveis.

Na pesquisa, os entrevistados foram questionados sobre quantas fotos postaram na rede social mostrando pessoas ingerindo bebidas alcoólicas ou sofrendo o efeito por beberem qualquer quantidade de álcool. E o resultado mostra que 76% das fotos dos entrevistados entram nas duas situações.

Foram 1.781 usuários do Facebook que foram entrevistados, e desses, apenas 12% não permitem que pessoas que não estão na sua lista de amigos vejam suas fotos. 58% dos entrevistados permitem que amigos compartilhem as imagens publicadas em seu álbum de fotos e expressivos 26% oferecem o acesso às imagens para qualquer pessoa.

O objetivo da pesquisa, realizada no Reino Unido, feita pela MyMemory era mostrar o quanto as fotos clicadas em momentos de descontração podem dominar a nossa presença nas redes sociais. Um exemplo claro desse impacto é que 58% dos entrevistados não querem que suas fotos “em estado etílico” sejam vistas por colegas de trabalho e 8% admitem que algumas fotos “podem causar sérios problemas no ambiente de trabalho”.

Por fim, o estudo revela que muitas das fotos registradas sob o efeito do álcool aconteceram em ocasiões especiais, ou em encontros com amigos ou família, e prevê que as festas do final de ano pode aumentar esse arsenal de fotos.

tt

sábado, 10 de dezembro de 2011

Estudante de 12 anos foi flagrada em frente de escola no interior do Paraná. Menores dizem que não têm dificuldades para comprar bebidas.

Uma menina de 12 anos foi flagrada embriagada em frente a uma escola de Imbituva, na região dos Campos Gerais. As imagens mostram as colegas tentando ajudá-la, mas a garota acaba caindo no meio da rua.


A adolescente contou para a mãe que havia fugido da escola com outros cinco amigos também menores de idade. Segundo a mãe da estudante, meninos teriam oferecido bebida alcóolica a menor, que quase entrou em coma alcóolico. “Ela tava muito mal mesmo, ela não andava mais”, disse a mãe.

A polícia descobriu que a bebida consumida foi comprada por um outro adolescente de 15 anos. Os colegas da garota flagrada contaram que não encontram dificuldade em comprar bebida alcóolica.



“Não tem dificuldade de comprar. Porque você vai, às vezes pelo tamanho, eles acham que você é de maior já e vendem. Não perguntam idade e nada. (...) Nem pedem documento”, relata uma menor.



Para o diretor da escola em que a adolescente flagrada estuda, Marcos Antonio Garczareck, a restrição para a venda de bebidas alcóolicas deveria ser maior. “Tem que ser feito um trabalho de conscientização dos comerciantes”, comentou.



O Ministério Público de Imbituva reconhece que o problema saiu de controle. “No momento que a criança e o adolescente é surpreendido ingerindo algum tipo de bebida alcoólica há uma dificuldade seja da Polícia Civil, seja da Polícia Militar, no âmbito de apurar quem realmente vendeu aquela bebida. De certa forma, se esquivam da responsabilidade e isso acaba prejudicando e repressão daquele ilícito”, explica o promotor público Eduardo Ratto Vieira.



Vender bebida alcóolica para menores é crime. A punição pode ser multa, fechamento do estabelecimento até a prisão.


CAPs
No Paraná, existem 79 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) para atender a população que necessita de acompanhamento clínico, com a finalidade de evitar internações em hospitais psiquiátricos.


Além disso, a reinserção social dos usuários através do trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários é foco dos serviços prestados pelos CAPs.



Os pais que tem filhos com problemas relacionados a bebida alcóolica podem buscar ajuda nestes centros.



Veja a lista com o contato de todos os CAPs do estado no site do Ministério da Saúde.


G1

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Saiba como cada parte do seu corpo sofre com o excesso de álcool


O abuso de bebidas compromete o fígado, cérebro e até os músculos

Cerveja, chope, whisky, vodka, caipirinha. Antes de encher o caneco neste Carnaval, é bom saber de algumas informações valiosas sobre os efeitos do exagero do álcool no seu corpo. Você sabia que os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que os brasileiros consomem 18,5 litros de álcool puro por ano, sendo, portanto, o quarto país que mais consome álcool das Américas?

E as pesquisas não param por aí. Ainda segundo a OMS, o álcool causa quase 4% das mortes no mundo todo, matando mais do que a Aids, a tuberculose e a violência. Hoje o impacto do abuso de álcool é considerado igual ao impacto da dependência em si, o alcoolismo.

Por que o excesso de álcool causa tantos danos?
Para entender como a ingestão de bebidas alcoólicas consegue causar danos a tantas partes do nosso corpo, é preciso explicar o processo de metabolização do álcool ou etanol, ou seja, como o nosso corpo absorve, metaboliza e excreta essa substância.

A médica Ana Cecilia explica que o órgão responsável por metabolizar o álcool é o fígado, e que ele só metaboliza em média uma dose de bebida alcoólica por hora - entenda uma dose como uma lata de cerveja (360ml), uma taça de vinho (100ml) ou de destilado (40ml).

Portanto, se tomarmos seis latas de cerveja, por exemplo, nosso fígado irá levar as mesmas seis horas para metabolizar todo o álcool presente em nosso corpo. "E enquanto o fígado metaboliza a primeira latinha, o resto do álcool fica circulando no sangue e intoxicando, causando alterações e danos em diferentes órgãos", explica Ana Cecília.

Sistema gastrointestinal
Quando bebemos uma cerveja ou uma caipirinha, o álcool logo é absorvido pelo nosso sistema gastrointestinal. Ele irrita as mucosas do esôfago e do estômago, alterando as membranas do intestino, prejudicando a absorção.

Os resultados podem ser esofagite, gastrite e até diarreia. Já no fígado, o álcool vai alterar a produção de enzimas, aumentando este conjunto de substâncias que serão responsáveis pela metabolização.

"É como se o álcool forçasse o trabalho do fígado, que fica sobrecarregado", diz Ana. "O fígado passa a produzir mais enzimas para metabolizar o etanol e isso culmina com uma inflamação crônica e hepatite alcoólica, podendo evoluir para cirrose", completa.

Outro órgão afetado pelo excesso de bebidas alcoólicas é o pâncreas, responsável pela fabricação de insulina e de enzimas digestivas. O álcool pode causar uma inflamação no pâncreas, e essa inflamação pode evoluir para uma pancreatite.

A pancreatite é uma doença que causa uma forte e repentina dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. O tratamento é feito em hospitais e inclui medicações para a dor e antibióticos.

Sistema nervoso central
Quando abusamos das bebidas alcoólicas, o sistema nervoso, ou seja, nosso cérebro é afetado logo após a ingestão da segunda dose. Homens apresentam alterações na percepção da realidade e do comportamento logo após a segunda dose, e mulheres já na primeira.

De acordo com a especialista Ana Cecilia, os sintomas decorrentes da presença de álcool no sistema nervoso são: problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade. Com o aumento da dose, sonolência, anestesia e, no grau mais elevado, o coma alcoólico.

"O coma é um grau de intoxicação grave, por ação direta do etanol no sistema nervoso central e em outros sistemas orgânicos", diz Ana Cecilia. Quando isso acontece, é muito importante procurar socorro médico. Se o corpo não conseguir se recuperar do coma, pode haver parada respiratória, podendo levar à morte.

A reversão do quadro inclui medidas gerais para manutenção da vida, que vão desde oxigenação, hidratação, correção da glicemia, do magnésio e do zinco, entre outros cuidados que podem variar de caso para caso.

Sistema renal
Os rins são responsáveis pela filtração final do etanol, de apenas 6% da substância. Mas quando abusamos das bebidas, o etanol altera a capacidade dos rins de filtrar as substâncias do nosso corpo, causando uma alteração dos hormônios que controlam a pressão arterial, o que culmina em hipertensão arterial.

Pulmões
Como o sangue passa pelos pulmões para efetuar as trocas gasosas, nem esse órgão fica livre dos efeitos do álcool. "O etanol deixa as trocas gasosas mais lentas, pois os pulmões recebem um sangue muito sujo", conta Ana Cecilia.

O resultado disso é uma respiração mais lenta, fazendo a pessoa sentir dificuldades para respirar. É por isso também que o bafômetro capta o álcool ingerido, que ainda está circulante.

Sistema cardiovascular
A ingestão de bebidas alcoólicas favorece a liberação de dopamina no cérebro. Este hormônio neurotransmissor é responsável pela regulação de outras substâncias que, por sua vez, regulam o sistema cardiovascular.

Isto significa uma possível alteração da pressão arterial, da frequência cardíaca e depois, dos vasos sanguíneos. A taquicardia e a hipertensão arterial são as consequências mais comuns.

Sistema muscular
É o sistema nervoso central o grande responsável por movimentar nossos músculos. A médica especialista da Abead explica que além da alteração central causada pelo álcool, que deixa as mensagens que chegam aos músculos mais lentas, as ligações nervosas periféricas são comprometidas, e a sensação é de relaxamento.

Sistema hormonal
Ninguém escapa da ação do etanol e, portanto, as glândulas também têm seus produtos, no caso os hormônios, alterados. Porém, são as pessoas que já apresentam doenças de alteração hormonal, como diabetes, que sentem com mais intensidade os danos físicos pela ingestão de bebidas alcoólicas.

A principal consequência do abuso de álcool em diabéticos, por exemplo, é uma rápida evolução ao coma alcoólico. Ana explica que o etanol altera a metabolização da glicose pelo fígado e pelo pâncreas, este último já adoecido pelo diabetes. Por conta disso, os danos aparecem mais rápido.

Ressaca

Além de todas as complicações que o álcool causa enquanto o indivíduo ainda está embriagado e intoxicado, ele ainda deixa seu efeito para o dia seguinte, a famosa ressaca. Dentre os sintomas da ressaca estão enjoo, vômitos, diarreia, tontura, pensamento embaralhado, moleza e até um sentimento de tristeza.

Abuso do álcool é diferente do alcoolismo
Como já foi dito anteriormente, o abuso do álcool é quando a pessoa bebe em grandes quantidades e tem problemas, mas não é dependente.

O alcoolismo é a doença crônica, a dependência pela bebida. E as consequências são individuais, tanto para os abusadores como para os dependentes.

"Quando a pessoa é dependente de álcool é diferente. Ele tem uma tolerância maior pelo etanol, que demora em média, cinco anos para se desenvolver", conta Ana Cecilia.

Os órgãos e sistemas comprometidos são os mesmos citados acima, porém, quando os problemas aparecem, as complicações são bem mais graves e muitas vezes irreversíveis.

Dentre as doenças que podem surgir do alcoolismo estão gastrite crônica, hepatite crônica que pode evoluir para cirrose, hipertensão arterial, diabetes por alteração crônica no funcionamento do pâncreas e problemas de memória que podem evoluir para demência alcoólica - não só quando está sob os efeitos da bebida, como é o caso do abuso -. Além disso, o álcool também altera a imunidade, abrindo caminho para o surgimento de outras doenças.


minhavida


sábado, 19 de novembro de 2011

Blitz antiálcool para menores aplica primeira multa em SP


Bar na Rua Augusta foi multado em R$ 2,6 mil
Geladeira para clientes mantinha bebida alcoólica junto a refrigerantes.


A blitz contra a venda de bebida alcoólica a menores e a presença de menores bebendo aplicou a primeira multa a um estabelecimento comercial em São Paulo à 1h30 deste sábado (19).

Um bar da Rua Augusta, região central da capital, foi autuado pela Vigilância Sanitária do Estado por misturar em uma geladeira que fica à disposição dos clientes garrafas e latas de bebidas alcoólicas com refrigerantes, sucos e águas. Segundo a nova lei, é obrigatório manter os produtos alcoólicos em locais separados dos não alcoólicos.

A dona do estabelecimento, Risalva Silva Cruz, disse que não tinha conhecimento total das novas regras. "Eu soube que a bebida alcoólica pode estar na geladeira com o refrigerante, mas que nenhum cliente poderia abrir a geladeira, e sim a gente ir até a geladeira e tirar a bebida", disse. O valor da multa aplicada, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, é de R$ 2,6 mil.

Um balanço sobre a blitz ao longo da madrugada em todo o estado deve ser divulgado até o final da tarde deste sábado.

O governador Geraldo Alckmin esteve na região da Rua Augusta momentos antes do início das fiscalizações. Para ele, a adesão dos comercianter será rápida e o foco é prevenir um problema de saúde pública no estado. "Eu acho que rapidamente os comerciantes vão ficar atentos. O objetivo da lei representa menos acidentes, menos perdas de vidas, e isso vai expor menos os jovem a outras drogas, ao risco de dependência química", afirmou.

O jovem João Francisco Furtado Martins, de 25 anos, foi abordado pelos agentes dentro de um dos bares e disse que aprova a iniciativa. "Não me incomoda mostrar o RG. Se é preciso fazer isso para coibir o que é errado, então não tem problema. É importante a fiscalização, porque lei só é lei quando a fiscalização existe".

Comerciantes alertas
O estabelecimento que descumprir a lei e for autuado duas vezes tem que fechar as portas por 15 dias. Na terceira vez, a punição é maior: não pode funcionar por 30 dias. Na quarta, o local será fechado e o dono perderá a licença. As multas vão de R$ 1.745 a R$ 87.250.

Para José Edmilson da Silva, funcionário do primeiro estabelecimento vistoriado, também será preciso ficar mais atento aos clientes. "Existem menores que só de você olhar parece que já é maior, então nós pedimos mais frequentemente o RG. Algumas pessoas já chegam aqui com bebida, e essa pessoa pode ser menor. Então a gente também tem que se adaptar a isso".

A nova lei também já causou mudança no comportamento de alguns comércios. Preocupado com o bem-estar dos clientes, o dono de uma pizzaria treinou seus funcionários para agirem corretamente durante uma eventual abordagem para solicitar a identidade.

"Eu pedi para que os garçons passassem os casos para o gerente ou para mim, para que não haja uma abordagem equivocada e para o cliente não ficar chateado por pedir o documento", disse Fernando Leite de Mendonça.

Agentes fiscalizadores
A lei já existia e era proibido vender bebida para um menor de idade. A diferença é que ela ficou mais rigorosa. Por exemplo: se um menor comprar ou consumir bebida alcoólica em um estabelecimento, mesmo que ela tenha sido comprada por um adulto, o proprietário do lugar será responsabilizado.

Cerca de 200 fiscais participaram das blitzes na região metropolitana de São Paulo. Outros 300 agentes também vistoriaram estabelecimentos em todo o Estado. O objetivo do governo é treinar mais 4 mil fiscais durante o ano que vem.

Até sexta-feira (18), o trabalho era de orientação. Os agentes explicaram o que podia e o que não podia no comércio de bebidas alcoólicas. Entre os estabelecimentos estão os bares, restaurantes, postos de gasolina, padarias e supermercado.

Denúncias
Quem souber de algum lugar que venda ou permita o consumo de bebida alcoólica por menores pode ligar no: 0800 771 3541. Em breve, o Governo irá disponibilizar o link para a denúncia online. Veja outras informações sobre a nova lei.


G1

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