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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Famílias pedem autorização para matar filhas e evitar estupro em Aleppo

LONDRES — Moradores do leste da cidade síria de Aleppo estão pedindo permissão a religiosos para que pais possam matar as filhas, mulheres e irmãs antes que elas sejam capturadas e estupradas pelas forças do regime de Bashar al-Assad, da milícia libanesa do Hezbollah ou do Irã, de acordo com relatos que circulam. As histórias ganharam força com a reprodução nas redes sociais da carta de uma enfermeira da área cercada da cidade explicando por que havia escolhido o suicídio diante da possibilidade de “cair nas mãos de animais do Exército sírio”. Outros postam mensagens desesperadas à medida que as tropas do governo se aproximam, trazendo para mais perto do mundo o drama vivido na área rebelde da cidade síria.

“Sou uma das mulheres em Aleppo que em breve serão violadas. Não há mais armas ou homens que possam ficar entre nós e os animais que estão prestes a vir, o chamado Exército do país. Eu não quero nada de você. Nem mesmo suas orações. Ainda sou capaz de falar e acho que a minhas orações são mais verdadeiras do que as suas. Tudo o que peço é que não assuma o lugar de Deus e me julgue quando eu me matar. Eu vou me matar e não me importo se você me condenar ao inferno! Estou cometendo suicídio porque não quero que meu corpo seja alguma fonte de prazer para aqueles que sequer ousavam mencionar o nome de Aleppo dias atrás. E quando você ler isso saiba que eu morri pura apesar de toda essa gente”, diz a carta. O nome não foi divulgado e a veracidade não pode ser comprovada.

A carta era endereçada a líderes religiosos e da oposição e, segundo o jornal britânico “Metro”, o post foi compartilhado pelo trabalhador humanitário Abdullateef Khaled. Ela reforça os rumores de mulheres cometendo o suicídio para evitar o estupro à medida que as forças sírias avançam e surgem denúncias de execuções.

Outros relatos que circulam nas redes sociais dizem que pais estão pedindo a permissão de autoridades religiosas para assassinar as próprias filhas antes que sejam capturadas. As forças sírias executaram mais de 80 pessoas em Aleppo na segunda-feira, incluindo mulheres e crianças ainda em suas casas.

Muhammad Al-Yaqoubi, um conhecido líder religioso que fugiu da Síria, tuitou na terça-feira que estava recebendo consultas de Aleppo, incluindo algumas inquietantes: “Pode um homem matar sua mulher ou irmã antes que ela seja estuprada pelas forças de Assad na frente dele?”

DESESPERO NAS REDES SOCIAIS


Uma trégua deveria ter permitido a saída de moradores da cidade. Mas com a retomada dos bombardeios nesta quarta-feira, a retirada foi suspensa. O desepero aumenta e, isolados por terra, moradores da área cercada enviam apelos pelas redes sociais.

Filmado pelo próprio celular, o professor de inglês Abdulkafi al-Hamdo aparece encolhido atrás de um muro. Afirmando que as forças de Assad estão chegando e que podem estar a 300 metros dali, ele resume a situação:

- Não há mais para onde ir. Este é o último lugar - diz no vídeo divulgado pelo Twitter. Espero que algo possa deter os massacres. Ninguém dormiu esta noite. Minha mulher, minha filha, todos os que conheço estão... - disse, até que o vídeo foi interrompido de repente.

Não se sabe a situação dentro de um dos últimos bolsões controlados pelos rebeldes na cidade. A última mensagem do jornalista americano Bilal Abdul Kareem na região veio na segunda-feira. Com o som de explosões ao fundo, ele disse poderia ser um de seus últimos vídeos.

- Talvez não possamos mais enviar mensagens à medida que o regime se aproxima cada vez mais.

Outros enviam mensagens de despedida, temendo a morte ou a captura. São agradecimentos a quem ajudou os sírios, pedidos para que habitantes de outros países protestem contra o que ocorre no país. Outras são reproduzidas por jornalistas que recebem mensagens de ativistas na cidade.

"Ativistas estão tuitando seus momentos finais. Eles quase certamente serão detidos/torturados/mortos após a captura. O aperto que se sente no estômago após ler as últimas mensagens de Aleppo. Que Deus nos perdoe por não ajudar essas pessoas", escreveu um jornalista no Twitter.

Fonte: O Globo

domingo, 9 de outubro de 2016

Bebé retirado a mãe portuguesa pelos serviços sociais ingleses

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/lisa-monis/bebe-retirado-a-mae-portuguesa-pelos-servicos-sociais-ingleses?utm_campaign=ed-tvi24&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=-post

Decisão foi tomada esta sexta-feira à tarde. A TVI teve acesso a um vídeo em que Lisa Monis se despede do filho de oito meses


Imagens exclusivas recolhidas esta sexta-feira à tarde, em Inglaterra, mostram o momento em que uma mãe portuguesa de 27 anos se despede do bebé de oito meses, para o entregar aos serviços sociais ingleses.

No vídeo a que a TVI teve acesso, Lisa Monis despede-se do filho de oito meses. “Amanhã vão levar-te para longe de mim. A mãe só vai poder ver-te uma vez por mês”, diz Lisa, enquanto abraça o filho.

Um momento dramático para esta mãe portuguesa que foi obrigada a entregar o filho aos serviços sociais ingleses. A decisão foi tomada esta sexta-feira. Lisa foi apenas avisada poucos minutos antes de ter que entregar o filho. Lisa só poderá agora ver o filho uma vez por mês durante o próximo ano, sob vigilância dos serviços sociais ingleses.

Este é apenas um dos casos chocantes que vamos mostrar numa investigação TVI, este sábado e domingo no Jornal das 8. São crianças portuguesas, filhos e filhas de mães portuguesas que emigraram para o Reino Unido e ficaram sem os seus bebés, retirados abruptamente pelos serviços sociais ingleses. Na maior parte dos casos, sem que houvesse prova de maus tratos ou negligência. É um negócio de milhões que envolve agências privadas de adoções.

Fonte: TVI24

terça-feira, 27 de setembro de 2016

ONU DISPONIBILIZA PLANOS DE AULA PARA PROFESSORES TRABALHAREM GÊNERO NA ESCOLA


A discussão sobre educação de gênero nas escola já é uma pauta discutida há algum tempo, porém o entendimento disso ainda é superficial. Não se leva em consideração que todas as nossas relações são pautadas pela maneira como nos enxergamos e enxergamos ao outro. Já existe educação de gênero nas escolas, mesmo que silenciosa, e ela não é inclusiva.

A ONU – Organização das Nações Unidas lançou, em parceria com a iniciativa O Valente não é Violento, organizou e publicou um currículo de gênero que pode ser implantado com facilidade nas escolas e mudar essa realidade. O projeto foi financiado pelo União Europeia e revisado pela área de Projetos de Educação da UNESCO.

A ideia é atingir alunos do ensino médio com debates,discussões e materiais que os façam refletir sobre as relações que criam entre si e como todas elas são influenciadas por papéis de gênero e amarras sociais.

As aulas falam sobre (1) Sexo, gênero e poder; (2) Violências e suas interfaces; (3) Estereótipos de gênero e esportes; (4) Estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia; (5) Estereótipos de gênero, carreiras e profissões: diferenças e desigualdades; e (6) Vulnerabilidades e prevenção. Os documentos trazem referências, bibliografia e até indicação de filmes que abordam as questões.

Todas as aulas estão disponíveis para download e os profissionais que quiserem discutir o currículo ou falar sobre sua aplicação podem entrar em contato com a instituição pelo e-mail ovalentenaoeviolento@gmail.com

Fonte: ondda.com

sábado, 17 de setembro de 2016

Bélgica aplica pela 1º vez eutanásia em um paciente menor de 18 anos

O médico belga Marc Van Hoey, presidente da associação Direito à morte, fala sobre a prática a jornalistas - Yves Logghe / AP


País europeu é o único que permite morte assistida em pessoas de todas as idades


Bruxelas - Um jovem de 17 anos morreu de forma assistida neste sábado, na Bélgica, na primeira aplicação de uma nova lei adotada pelo país em 2014, que permite a eutanásia em pessoas de todas as idades. A notícia é do jornal “Het Nieuwsblad”, que não divulgou a identidade nem a doença do paciente.

Wim Distelmans, presidente do Comissão Federal de Controle e Avaliação sobre a Eutanásia na Bélgica, disse em um comunicado enviado por e-mail que o primeiro caso foi relatado para a sua comissão por um médico local na semana passada.

A Bélgica legalizou a eutanásia em 2002, e dois anos depois fez uma emenda na lei que permitia a morte assistida por médicos a menores de idade, em casos extremos e e com consentimento explícito dos pacientes e dos pais. É o único país onde isso é permitido a pessoas de todas as idades. Na Holanda, uma lei permite a morte assistida apenas em crianças a partir de 12 anos, mas a aplicação da eutanásia ainda provoca polêmica. Um dos casos mais recentes é o de uma jovem de 20 anos, vítima de depressão e anorexia após sofrer um abuso sexual, que recebeu autorização para se submeter a eutanásia por injeção letal. O fato gerou revolta em países vizinhos.

Entre 2003 e 2013, quase 9 mil pessoas morreram de forma assistida na Bélgica, segundo dados Comissão Federal de Controle e Avaliação sobre a Eutanásia do país.

Fonte: O Globo



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Brasileiro está entre feridos em atentado em Nice


Outros presenciaram atropelamentos: 'Pessoas caíam no meio da rua'

RIO — Pelo menos cinco brasileiros testemunharam a noite de terror, com pelo menos 80 mortos, na cidade francesa de Nice na noite desta quinta-feira. Eles relatam o medo e o caos que se instalaram na festa em celebração ao Dia da Bastilha, que até então estava em um clima alegre com a tradicional queima de fogos, quando um caminhão avançou sobre a multidão propositadamente.

Um deles, Anderson Happel, que mora na cidade francesa, foi um dos feridos pelo caminhão e disse ter tomado quatro calmantes e diversos analgésicos para aguentar a dor.

— Empurrei a minha irmã e, quando fui tentar correr, o para-choque bateu na minha perna esquerda e caí do outro lado. Todo mundo corria em pânico, chorando. Tinha muita criança morta e as mães pedindo a Deus para elas voltarem a viver. Vi muita gente morta, isso me deixou em estado de choque — relatou ao G1.

Segundo Happel, como os hospitais estavam lotados, ele terá que voltar hoje para saber a gravidade de seu ferimento. Ao Jornal Nacional, a jornalista brasileira Tarima Nistal, que estava perto do local onde ocorreu o atropelamento coletivo, disse que tentou se abrigar na cozinha de um restaurante:

— Depois de 15 minutos que a gente estava no restaurante foi uma correria, todo mundo se atropelando. Todo mundo foi pra dentro da cozinha. Mesmo as pessoas que estavam chorando e começaram a fazer silêncio, aquele silêncio do tipo ‘alguém está vindo’. A gente ficou meia hora na cozinha, e nessa meia hora teve outros alarmes falsos. De repente as pessoas começavam a correr duas, três vezes. Fiquei muito assustada, achando que eu ia morrer mesmo. Parece coisa de filme. Parece coisa de cinema. A gente espera o pior acontecer, a gente ali fechada espera que alguém vai abrir a porta e sair atirando. Era essa a sensação e agora continua essa sensação de desespero. Espero que isso passe

O médico brasileiro Mauro Mattos estava com a família em Nice e também falou ao JN:

— Assim que acabou a queima de fogos de artifício, a gente começou a ouvir um barulho grande e algumas pessoas pulando do calçadão para a areia da praia. Logo apareceu um policial e mandou todos se abrigarem. Eu e a minha família ficamos uns 30 minutos nesse local junto com outras pessoas no restaurante, quando saímos em direção ao carro, tivemos que andar por essa avenida onde tinha tido o atentado e infelizmente havia dezenas de corpos espalhados. Muita gente fazendo atendimento, ambulâncias passando. A gente via o nervosismo, todo mundo correndo, uma situação extremamente difícil, ainda mais com crianças.

Em depoimento à rede BandNews, a brasileira Camila Lara afirmou que não chegou a ver o caminhão na avenida que estava fechada à circulação de veículos, mas ouviu o tiroteio que se seguiu ao atropelamento.

— Corremos sem saber o que estava acontecendo. As pessoas estavam correndo no meio da rua, caindo no meio da rua.

Em entrevista à GloboNews, o brasileiro Bernardo Martins, que mora em Paris e chegou ontem a Nice, estava em um bar no momento do ataque:

— Ouvimos um barulho e vimos a multidão correndo. Depois dos fogos, a multidão se dispersou. Logo depois, o gerente do bar pediu para todo mundo entrar.

As causas do ataque não foram definidas ainda, mas testemunhas afirmam que o motorista sabia o que estava fazendo. Ele teria acelerado propositadamente sobre a multidão e, em seguida, começado a atirar, segundo uma das testemunhas.

Fonte: O Globo

domingo, 15 de novembro de 2015

Fotojornalista Sebastião Salgado propõe fundo para recuperação do Rio Doce

O fotojornalista Sebastião Salgado antecipou a vinda ao Brasil para se inteirar da tragédia ambiental em Mariana cuja lama atinge a bacia do Rio Doce. Nesta sexta-feira (13), Salgado encontrou-se com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para discutir propostas para recuperar a área, incluindo a criação de um “fundo” subsidiado pelas empresas responsáveis pelo desastre para recuperação das áreas.

A região é onde está sediado a organização não-governamental (ONG) Instituto Terra, criado por ele e a mulher Lélia Wanick Salgado, para recuperação de área vegetal e, principalmente, nascentes degradadas. O Instituto fica no município mineiro de Aimorés, onde Salgado nasceu.

Durante a semana, no perfil do Instituto Terra, no Facebook, vários internautas cobraram um posicionamento do fotojornalista sobre a tragédia. Hoje, Salgado está radicado na França. “Instituto Terra. Nenhum comentário sobre o desastre no rio Doce? Vamos ter mais um livro sobre as misérias?! Ou nem isso? Vocês são um instituto de preservação, são patrocinados por uma mineradora (!!) que é no mínimo responsável por 50% de tudo que está acontecendo. E não vão falar NADA????????”, questionou um dos internautas.

Outro internauta disse que o pronunciamento de Sebastião Salgado, “sobre algo que se confunde com a própria biografia dele, teria uma repercussão significativa nesse momento”. Para uma internauta, era “estranho o silêncio do Instituto Terra, sobre a destruição, provavelmente total, do Rio Doce”, mesmo quase dez dias após o acidente.

Sebastião Salgado deve permanecer no Brasil até a próxima semana. Está prevista a ida do fotojornalista até Aimorés. No final da tarde desta sexta-feira, a assessoria de comunicação do Instituto publicou nota no perfil da rede social e no site da ONG.

Acompanhe a íntegra do texto:

“COMUNICADO SOBRE O RIO DOCE"

Autor: Comunicação - 13/11/2015

Solidário a todos os atingidos pelo rompimento das barragens de rejeitos no município de Mariana, em Minas Gerais, em especial aos familiares das vítimas, o Instituto Terra entende que o momento exige ações urgentes dos poderes constituídos, no sentido de minimizar o sofrimento da população envolvida e dos impactos causados ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que deve atuar na responsabilização das empresas envolvidas, de acordo com a legislação brasileira, no sentido de efetivar a integral compensação pelos danos causados.

Durante toda a sua existência, o Instituto Terra pautou-se pelo verdadeiro sentido da palavra sustentabilidade, buscando ser interlocutor, mediador dos conflitos locais, mas também apresentando soluções técnicas efetivas para promover o equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente.

Diante do acontecido, o Instituto Terra imediatamente mobilizou todo o seu corpo técnico na elaboração de um projeto para recuperação do Rio Doce. A proposta prevê a criação de um Fundo com recursos financeiros subsidiados pelas empresas responsáveis pelo desastre, que possibilite, além da recuperação de nascentes, absorver todos os investimentos e ações destinados à reconstrução das condições ecológicas, bem como gerar recursos contínuos para projetos sociais, econômicos e de geração de emprego e renda em toda a região que constitui essa bacia hidrográfica.

O fundo deve permitir a criação de um patrimônio perpétuo para promover uma grande transformação no Vale do Rio Doce, saindo de um quadro de intensa devastação para um ambiente equilibrado, desenvolvido e produtivo.

O projeto já foi discutido com os Governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, bem como com o Governo federal. Cofundador e Vice-Presidente do Instituto Terra, Sebastião Salgado tratou do tema diretamente com a presidente Dilma Rousseff, na manhã desta sexta-feira (13 de novembro), em Brasília, que se mostrou empenhada e favorável à iniciativa, e assumiu o compromisso de criar um comitê para negociar com as empresas responsáveis pelas barragens de Mariana.

Além do Governo federal e dos Governos Estaduais, o plano para recuperação do Rio Doce deve envolver os governos municipais, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, para pleno direcionamento dos recursos e tecnologias a serem empregados na região.

Já sabíamos que restabelecer a vida do Rio Doce seria um processo difícil e de longo prazo. Agora, exigirá mais empenho e urgência nas ações, bem como uma aprendizagem ambiental compartilhada com a sociedade.

Mais do que nunca, o resgate do Rio Doce, destruído ecologicamente pelo desastre, passará por medidas de recuperação de todas as nascentes da bacia, para garantir uma maior produção de água, bem como a reconstituição das matas ciliares e das reservas legais, para evitar a sobreposição e acúmulo de mais resíduos, assim como o fortalecimento de um modelo agroecológico de produção rural. Somadas a outras ações socioambientais e de monitoramento, de toda a cadeia produtiva, em especial a industrial, acreditamos que será possível alcançar o pleno restabelecimento da região.

O Instituto Terra reafirma seu compromisso com a missão de replantar a Mata Atlântica e trazer de volta a vida, a água, ao Vale do Rio Doce, com projetos conectados e voltados diretamente para a promoção do desenvolvimento pleno de um Vale que há anos sofre com os efeitos da degradação ambiental”.

Fonte: hojeemdia

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Klementinum: Uma das Mais Belas Bibliotecas do Mundo!


Localizada em Praga, capital da República Tcheca, o complexo arquitetônico barroco que abriga a Biblioteca Klementinum é um dos mais belos exemplos deste estilo.

Sua história remonta à existência de uma capela dedicada a São Clemente, no século 11. Um mosteiro dominicano foi fundado no período medieval, sendo depois transformado, em 1556, em um colégio jesuíta. Em 1622, os jesuítas transferiram a biblioteca da Charles University para o Klementinum, e o colégio foi absorvido pela Universidade em 1654. Os jesuítas permaneceram até 1773, quando o Klementinum foi estabelecido como um observatório, biblioteca e universidade pela imperatriz Maria Theresa da Áustria.


A preciosa edificação abriga mais de 20.000 volumes e foi votada como a mais majestosa e impressionante biblioteca do mundo.
A biblioteca está aberta em quase todos os dias de manhã até que à tarde.

Para mais informações, visite o site klementinum.com (em inglês).


Os afrescos que decoram o teto são criação de Jan Hiebl, e apresentam motivos alegóricos sobre educação, bem como retratos de santos jesuítas, antigos patronos da biblioteca e outras pessoas proeminentes.

Ela também abriga uma preciosa coleção de globos geográficos e astronômicos, na sua maioria, feitos por padres jesuítas, que também também construíram relógios astronômicos.

Fonte: TudoPorEmail

domingo, 20 de setembro de 2015

Ruas Perfeitas para um Passeio

Denver, Colorado,USA

As cidades mais bonitas são aquelas onde a beleza natural não foi esquecida. Uma mistura do trabalho humano com o trabalho da natureza transformam lugares comuns em paisagens fantásticas. Estas ruas por onde você vai passear agora são ótimos exemplos de como a natureza pode ser apreciada mesmo no meio da cidade, criando uma atmosfera de calma e tranquilidade, além de cenas de encantadora beleza. Bom passeio!

Molyvos, Lesbos, Grécia

Washington, DC, EUA

Porto Alegre, Brasil

Cullinan, África do Sul

Nafplio, Peloponeso, Grécia

Spello, Itália

Fonte: TudoPorEmail

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Acne, sexo demais e outras curiosas razões pelas quais homens indianos pedem divórcio



A Índia tem uma das menores taxas de divórcio do mundo, mas fins de casamento têm se tornado mais comuns.


Especialistas dizem que a maioria dos casos de divórcio no país ocorrem por razões citadas legalmente como "abuso" ou "crueldade". Mas o que constitui tal abuso é objeto de debate, especialmente na hora de avaliar os danos psicológicos causados a alguma das partes durante o casamento.

A Corte Suprema indiana estabelece que não existem parâmetros fixos para determinar a chamada crueldade mental. E, por causa das amplas definições legais para isso, tribunais indianos acabaram tendo de analisar uma série de interpretações bizarras sobre o que constitui o abuso psicológico.

E os exemplos são curiosos.

'Festeira'

Na semana passada, a Alta Corte de Mumbai reverteu a decisão de uma vara de família no caso de um marinheiro que, em 2011, obteve divórcio alegando que sua mulher ia a muitas festas. E que isso era uma forma de abuso.

A corte decidiu que o homem também gostava de sair e que, por isso, não teria sido submetido a alguma forma de crueldade. O juiz, M.L. Tahaliyani, disse ainda que "o ato de socializar é permitido na sociedade moderna".

'Máquina sexual'


Mulher foi acusada de abusar do marido por causa de seu grande apetite sexual

Um casamento sem sexo é um motivo global para divórcios. Mas, no ano passado, um homem em Mumbai pediu a separação com base no argumento de que sua mulher queria "transar demais".

Na petição, o homem disse que sua mulher tinha um apetite sexual incontrolável desde que tinham se casado, em 2012. E alegou ter sido forçado a manter relações sexuais mesmo quando estava doente - segundo ele, a mulher ameaçava transar com outros homens quando ele se recusava a atender seus desejos.

O homem disse que o "comportamento cruel e autocrático" da esposa tornou difícil a convivência. O tribunal decidiu em seu favor e concedeu o divórcio, depois de a mulher não comparecer à audiência para rebater as acusações.

'Polícia da moda'


Homem alegou que o senso 'fashion' da mulher o incomodava

Outro caso bizarro em Mumbai, mas dessa vez o argumento apresentado por um marido em busca de divórcio foi que o vestuário de sua mulher era uma forma de crueldade.

O homem, casado desde 2009, ficou angustiado pela decisão de sua mulher de não usar trajes tradicionais indianos, e sim saias e calças jeans para ir trabalhar. Um vara de família concedeu o divórcio, mas a Alta Corte derrubou o veredito no ano passado.

"A porta da crueldade não pode ser escancarada. Do contrário, o divórcio teria que ser concedido em todos os casos de incompatibilidade de gênios", disse o juiz.

'Trauma' da acne


Tribunal aceitou reclamação de que mulher 'escondeu' que tinha problema sério de acne

Casamentos arranjados são comuns na Índia, e em 2002 um homem conseguiu a anulação do seu com o argumento de ter ficado traumatizado com a acne de sua mulher. Em sua petição, o homem disse que as espinhas e cravos no rosto da mulher até o tinham impedido de "consumar" o matrimônio, em 1998.

Um tribunal de Mumbai deu ganho de causa ao homem, observando que, embora a condição da mulher fosse um problema para ela, era também traumática para o marido. A corte considerou ainda que a "mulher enganou o homem ao não revelar que tinha uma doença de pele".

Isso mesmo depois de um parecer do médico da mulher, estabelecendo que a condição era tratável e não afetaria a vida sexual do casal.


'Hospitalidade hostil'



Recusa em fazer chá para os amigos teria 'humilhado' o marido

Em 1985, um tribunal na cidade de Allahabad manteve a decisão de uma vara de família local de conceder divórcio a um homem que disse ter sido vítima de abuso psicológico pela mulher.

Ele teria se sentido humilhado quando sua mulher se recusou a fazer chá para ele e seus amigos.


As charges são de autoria de Kirtish Bhatt, da BBC Hindi


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Miss filipina cria site para transexuais em busca de 'amor decente'

Depois de vencer concursos de beleza nas Filipinas, Maki fundou site de namoro especializado

Uma transgênero das Filipinas, que ganhou um dos principais concursos de beleza do conservador país católico, criou com o namorado um site que promete "amor decente" para pessoas que mudaram de sexo.

O site (mytranssexualdate.com) tem como objetivo combater a ideia de que transgêneros são objetos sexuais.
Maki Gingoyon, de 25 anos, conta que, quase sempre que dizia ser transgênero, no início de uma relação, gerava duas reações: rejeição imediata ou propostas indecentes. "Queriam saber se eu tinha pênis, se aceitava ser filmada", disse ao programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC.
Para evitar este tipo de incidente, Maki, que ganhou o concurso de Rainha da província de Cebu em 2010 usando o nome de Eve Mercedez, entre outras competições de beleza do país, iniciou as atividades do site.
"O que eu quero com isso? Um site decente para minhas irmãs transexuais".

Pressão
Maki nasceu um menino em Manila, capital das Filipinas. Morava com os avós em uma casa com outros membros da família.
Em seu site pessoal, ela conta que não é operada, ou seja, "sou uma mulher transsexual que prefere não se livrar de meus genitais masculinos (...), mas, claramente, isto não tem nada a ver com minha identidade de gênero. Pois, em meu coração, em minha alma e em minha mente, sou uma mulher e me identifico como tal".
Na entrevista à BBC, ela conta como sua infância foi marcada pela feminilidade.

Leia mais: Jovens americanos usam tradicionais bailes de formatura para ‘sair do armário’

Maki conta que tudo o que mais queria era a aceitação de sua mãe
"Estava sempre com minha mãe e observava sua feminilidade. Eu queria usar saias, ter cabelos longos. Mas sabia que não podia porque nasci com o órgão reprodutor masculino, e isso me definia como do sexo masculino naquela época", lembra.
A pressão para que ela confirmasse sua identidade masculina era grande. "Estava rodeada por figuras masculinas em casa (tios e primos). Os homens da minha família eram muito impositivos em relação à masculinidade. Eu me lembro que sempre organizavam lutas de boxe e queriam que brigássemos o tempo todo", disse.
Ela ainda mora na casa onde cresceu. "Era muito bonito ou bonita, menino ou menina. Ia à Igreja todos os domingos", disse uma tia à repórter da BBC Aurora Almendral. "Queria dançar como as Spice Girls", disse um primo.
Maki sofria pressão da família para se comportar como um menino e tentava manter o que via como sua verdadeira identidade em segredo. "Eu me fechava no quarto dos meus avós e dançava com lençóis e saltos".
Na adolescência, ela conta que concluiu que nunca poderia ser uma mulher, teria de ser um homem gay e começou a sofrer depressão.
"Minha mãe dizia que, se eu virasse gay, não queria mais me ver. Eu sentia muito medo. Via os meninos gays sofrendo bullying. Imagine um menino de 11 anos sob esse tipo de pressão", lembra.

Leia mais: Na escola e na família, a difícil batalha de crianças transgênero por aceitação


Os anos se passaram e Maki decidiu, finalmente, que iniciaria um processo para mudar de sexo. A transição foi, inicialmente, secreta, com tratamento à base de estrogênio.
"Ninguém sabia até que notaram que meus seios cresciam. Finalmente, minha mãe começou a me apresentar com saias. Não me importava com mais ninguém. Se minha mãe me aceitava, estava satisfeita", disse.
Ela conta que começou, então, a disputar concursos de beleza e a ganhar um após o outro até vencer o concurso nacional das Filipinas.
O site, explica Maki, define, no perfil dos participantes, diferentes facetas de uma transgênero: se já foi operada, se está no processo pré-operatório ou se, como muitos, não pretende passar por uma operação de mudança de sexo.

Leia mais: Pais de crianças transgêneros usam redes sociais para combater preconceito


Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Boas notícias chegando de Israel


Nestes tempos em que estão sendo comemoradas as conquistas do povo de Israel, em
seus curtos 66 anos de vida independente, vale relacionar este
decálogo de conquistas científicas que beneficiarão, não somente aos
israelenses, mas a toda HUMANIDADE.

1 - A Universidade de Tel Aviv está perto de alcançar uma vacina nasal
que proteja tanto da doença de Alzheimer quanto dos derrames. As
primeiras experiências são muito encorajadoras .

2 - O Technion de Haifa, instituto dedicado à pesquisa de tecnologia
médica, desenvolveu um teste de sangue simples que pode detectar
várias doenças ( incluindo câncer ).

3 - O Centro Ichilov de Tel Aviv isolou uma proteína que vai substituir
a colonoscopia na detecção do câncer de cólon. Basta um simples exame
de sangue . O câncer do cólon mata cerca de 500.000 pessoas por ano.
Muitas dessas mortes podem ser evitadas se detectadas a tempo.

4 A acne não mata ninguém, mas gera grande ansiedade e insatisfação
a milhão de adolescentes. O laboratório CureLight criou uma maneira de
curá-la, emitindo raios ultravioleta de alta intensidade sobre as
bactérias que produzem acne, sem causar mais complicações.

5 - O laboratório Given Imaging desenvolveu uma pequena câmera na forma
de comprimidos que são engolidos e passam milhares de fotos do
aparelho digestivo. Estas imagens, de alta qualidade (dois por segundo,
durante oito horas), podem detectar pólipos, câncer e fontes de
sangramento. Elas são enviados a um chip que armazena e, em seguida,
descarregadas em um computador para o médico examinar. O paciente
expele a câmera através do reto.

6 - A Universidade Hebraica desenvolveu um estimulador elétrico por
baterias que são implantados no peito dos pacientes com Parkinson, bem
como marcapassos. As emissões destes sinais nervosos bloqueiam as
unidades que causam os tremores ..

7 - O odor da respiração de um paciente pode ser usado para detectar se
ele tem câncer de pulmão. O Instituto de Nanotecnologia Russell Berrie
criou sensores capazes de perceber e registrar 42 biomarcadores que
indicam a presença de câncer de pulmão sem a necessidade das invasivas
biópsias.

8 - É possível fazer sem cateterismo, em muitos casos, exames que visam
clarificar o estatuto das artérias coronárias. O EndoPAT é um
dispositivo colocado nas pontas dos dedos indicadores, que pode medir
o estado das artérias e prever as chances de um ataque cardíaco
ocorrer nos próximos sete anos.

9 - A Universidade Bar Ilan está estudando um novo medicamento para
combater vírus transmitidos pelo sangue. Eles chamam a armadilha de
Vecoy, que engana o vírus para alcançar a sua auto-destruição. É
muito útil para combater a hepatite, o temido Ebola e AIDS.

10 - Os cientistas israelenses do Hadassah Medical Center podem ter
curado o primeiro caso de esclerose lateral amiotrófica, conhecida
como doença de Lou Gehrig. O tratamento foi desenvolvido com base em
células-tronco e curou um rabino ortodoxo.

Enviado por e-mail pela amiga e colaboradora Sonia Di Marino

sábado, 4 de outubro de 2014

Assunto: Água... Ela já não existe mais



Para aqueles que tomam banho e deixam o chuveiro aberto enquanto se ensaboam e a torneira aberta, enquanto escovam os dentes, desperdiçando dezenas de litros em vão ...


Pensem nisto!
EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS

Deli, Índia. Todos querem, apenas, um pouco de água...

Dois Sudaneses bebem água dos pântanos com filtro para filtrar as larvas flutuantes, responsáveis pela enfermidade da lombriga da Guiné.
O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.

Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume,
no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esqui do glaciar de Pitztal, na Áustria, cobrem o glaciar com uma manta especial para proteger a neve e retardar o seu derretimento, durante os meses de Verão...

As águas do delta do rio Níger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.

Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.

Aldeões na ilha de Coronilla, Quénia, cavam poços profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério poeirento de embarcações que nunca mais zarparão...


VALORIZE A ÁGUA!
EM ALGUNS LUGARES, ELA NÃO EXISTE MAIS... No Brasil, sem falar da seca nordestina, já está escassa na cidade de São Paulo.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estados Unidos confirmam primeiro caso de ebola no país

O vírus ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África. Ele provoca uma grave doença conhecida como febre hemorrágica ebola, que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chimpanzés. O surto de ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.

Paciente está internado em uma área de isolamento em um hospital em Dallas, no Texas, desde domingo

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) confirmou nesta terça-feira o primeiro caso de ebola diagnosticado em território americano. Trata-se também da primeira vez em que esta cepa da doença é diagnosticada fora da África.

O paciente está internado em uma área de isolamento no Hospital Presbiteriano de Dallas, no Texas. De acordo com o CDC, ele viajou da Libéria — um dos países mais atingidos pelo ebola — aos Estados Unidos para visitar familiares que vivem no país. O indivíduo desembarcou no dia 20 de setembro, começou a manifestar os sintomas no dia 24, procurou ajuda médica no dia 26 e foi internado no domingo (28) com suspeita de ebola. O diagnóstico, confirmado na tarde desta terça-feira, é "altamente confiável", afirmou Thomas Frieden, diretor da entidade, em entrevista coletiva.

Contágio — Frieden enfatizou que o vírus é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais da pessoa contaminada, e apenas na fase em que os sintomas se manifestam. O CDC está identificando familiares e outras pessoas com as quais o paciente teve contato durante o período contagioso da doença. Essas pessoas serão monitoradas por 21 dias e, se manifestarem sintomas, serão colocadas em isolamento.

O diretor do CDC não forneceu informações sobre a nacionalidade do paciente, motivo da viagem à Libéria, estado de saúde e tratamento, por "respeito à sua privacidade". Ele tampouco respondeu se o indivíduo viajou em um avião comercial. "A doença não era contagiosa quando a pessoa viajou aos Estados Unidos. Por isso, o risco de transmissão aos outros passageiros é zero."

A atual epidemia de ebola na África infectou até agora mais de 6.500 pessoas, das quais pelo menos 3.000 morreram, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Guiné, Libéria e Serra Leoa são os países mais afetados. A agência alerta que o número de casos pode crescer exponencialmente, com mais de 20.000 infectados até o começo de novembro, se novas medidas não forem adotadas para conter o vírus.

Americanos — Outros três americanos infectados com ebola foram tratados — e curados — nos Estados Unidos. Os médicos Kent Brantly e Rick Sacra a missionária Nancy Writebol contraíram a doença na África e foram repatriados já contaminados. No caso anunciado hoje, no entanto, o paciente recebeu o diagnóstico nos Estados Unidos.

Vacina — Na semana passada, a OMS informou que milhares de doses de vacinas experimentais contra o ebola devem estar disponíveis nos próximos meses a profissionais da saúde e outras pessoas que tiveram contato com doentes. Nenhuma vacina ainda se mostrou segura ou eficiente em humanos, por isso, mais testes têm sido feitos para garantir que as substâncias não são prejudiciais às pessoas.

A OMS tem priorizado o uso de sangue de sobreviventes do ebola e diz que novos estudos são necessários para determinar se a medida pode ajudar pessoas infectadas pelo vírus. Essas transfusões de sangue já foram feitas em escala menor, como em um médico americano que se infectou na Libéria e foi curado.

sábado, 6 de setembro de 2014

Confinamento contra ebola em Serra Leoa gera preocupação sobre direitos humanos


O governo de Serra Leoa, um dos países mais afetados pela epidemia de ebola, anunciou que vai confinar sua população por três dias para tentar conter o vírus - o que levantou preocupação sobre uma potencial violação de direitos humanos na região.

Segundo os representantes do governo do país, mais de 20 mil pessoas deverão atuar para garantir que os moradores fiquem dentro de suas casas.

"A gente não espera que eles se recusem [a ficar em casa]. Ou eles obedecem ou estarão desrespeitando a lei. Se você desobedecer, estará desobedecendo o presidente", disse à BBC Sidie Yahya Tunis, diretor de comunicação do Ministério da Saúde.

O correspondente da BBC na África Ocidental, Thomas Fessy, diz que o sucesso do plano vai depender da vontade da população de colaborar.

Uma implementação obrigatória do confinamento provavelmente traria à tona questões de respeito a direitos humanos e teria potencial para dar início a protestos violentos.

No mês passado, a Libéria, outro país atingido pela epidemia, isolou uma grande favela da capital, Monróvia, por mais de uma semana na tentativa de conter o vírus.

Enquanto isso, a Nigéria, que tinha fechado escolas para conter a epidemia, anunciou que vai reabri-las a partir de 22 de setembro.

ConfinamentoO objetivo do confinamento em Serra Leoa é permitir que trabalhadores de saúde possam isolar novos casos da doença para impedir que ela se espalhe ainda mais.

O surto já matou cerca de 2,1 mil pessoa em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria nos últimos meses.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou na sexta-feira que trabalhadores de saúde poderiam receber vacinas a partir de novembro, quando testes de segurança terminam

Mais de 20 profissionais de saúde morreram de ebola em Serra Leoa desde o início da epidemia, em março.

A doença infesta humanos pelo contato próximo com animais infectados como chimpanzés, morcegos de frutas e antílopes.

Ela se espalha entre humanos pelo contato direto com sangue, fluidos corporais ou órgãos infectados, e indiretamente por contato com ambientes contaminados.

BBC Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ameba mortal que devora cérebros contamina água nos EUA


Animal unicelular foi encontrado no sistema de água que atende mais de 12 mil pessoas de três municípios norte-americanos

Uma ameba destruidora de cérebros foi encontrada nesta quinta-feira, no sistema de água de Louisiana, nos Estados Unidos. As informações são do NBC News.

As infecções com a ameba - conhecida como Naegleria fowleri, pelos cientistas - são raras, mas quase sempre mortais. Entre os anos de 1962 e 2014, apenas 132 pessoas foram infectadas. Destes, só três sobreviveram.

Segundo a publicação, embora nenhuma infecção tenha sido registrada nos últimos dias, o animal unicelular foi encontrado no sistema que atende as mais de 12 mil pessoas que moram nos municípios de Reserve, St. John e Garyville.

As autoridades de Louisiana dizem que a água está sendo tratada com cloro e é segura para beber. No entanto, a passagem da água pela cavidade nasal ainda representa um perigo. "O mais importante é evitar que a água entre pelo seu nariz durante o banho ou ao nadar em uma piscina", disse o oficial de saúde, Jimmy Guidry.

Especialistas alertam que a ameba - que se alimenta do tecido cerebral - se reproduz em água morna. Portanto, uma piscina gelada ou um banho frio podem ajudar a evitar a infecção.

Terra

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Menino de 2 anos de vilarejo na Guiné começou surto de ebola na África, dizem cientistas


"Paciente zero" morreu em dezembro, após febre alta e diarreia. Epidemia já matou quase mil pessoas

RIO - Depois de mais de seis meses e quase mil mortes desde o início do surto de ebola no Oeste da África, cientistas anunciaram terem descoberto o que seria o “paciente zero” que deu início à epidemia. Ele seria um menino de dois anos, que teria contraído o vírus em uma aldeia em Guéckédou, no sudeste da Guiné, e morrido no dia 6 de dezembro do ano passado, poucos dias depois de ter febre, com vômitos e diarreia.

De acordo com os especialistas, a doença teria se espalhado então para a mãe da criança, além da irmã de 3 anos e a avó, antes de se transferir para um profissional de saúde a partir de Guéckédou.

O estudo, publicado na revista "New England Journal of Medicine", traçou o caminho do ebola através da revisão de documentações hospitalares e entrevistas com famílias afetadas, pacientes com suspeita de doença e habitantes de aldeias na região entre Libéria, Guiné e Serra Leoa, que concentra cerca de 70% dos casos.

O vírus é transmitido por fluidos corporais, o que agrava a situação em hospitais com pouca infraestrutura na África Ocidental. Os cientistas acreditam que o contágio a infecção do primeiro profissional de saúde na Guiné “parece ter provocado a disseminação do vírus para Macenta, Nzérékoré, e Kissidougou em fevereiro 2014 ". Em março a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia sido notificada de que "uma doença contagiosa" se espalhou pela Guiné. No entanto, não foi possível identificá-la como ebola ainda naquele mês.

O estudo levantou ao menos duas hipóteses para a causa principal da epidemia. De acordo com os cientistas, há chances de a criança ter ingerido frutas contaminadas por fezes de morcego ou recebido uma injeção com uma agulha contaminada. No primeiro caso, o ebola teria sido carregado por morcegos usados como vetor do vírus.

Se a contaminação através de uma agulha for a causa, o mais provável é que tenha havido um caso anterior de infecção que não registrado.

O Globo

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Com medo do ebola, familiares abandonam corpos de entes queridos nas ruas da Libéria


Governo liberiano decretou estado de emergência no país nesta quinta-feira

Um jovem foi encontrado morto jogado nas ruas da Libéria após suspeita de ebola. Com medo de chamar agentes de saúde locais e serem levados para a quarentena, familiares tentam se livrar dos corpos jogando-os em lugares públicos.

Nesta quinta-feira (7), o governo da Libéria decretou estado de emergência. Junto com Serra Leoa e Guiné, a Libéria é um dos três países mais afetados pela epidemia na África Ocidental

Foto: Reprodução/ DailyMail

R7

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Chefe da Organização Mundial da Saúde diz que ebola está fora de controle

Soldados da Libéria andam pelas ruas para evitar pânico na capital, Monrovia - Abbas Dulleh / AP


Margaret Chan se reuniu com os presidentes de Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim nesta sexta-feira

CONACRI - Em reunião nesta sexta-feira, a diretora da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, deixou claro que o mundo inteiro deve estar em alerta por causa da epidemia de ebola no Oeste da África. Segundo ela, o surto está "se espalhando mais rápido do que nossos esforços para controlá-lo". Trata-se da epidemia mais devastadora do vírus desde 1976, quando a doença foi descoberta. De fevereiro até hoje, 729 pessoas morreram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, onde o surto está concentrado.

- É uma epidemia sem precedentes acompanhada de desafios sem precedentes. Estes desafios são extraordinários - descreveu Chan. - Se a situação continuar a se deteriorar, as consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas, mas também de severa crise socioeconômica, com risco de se espalhar para outros países.

A diretora da OMS esteve reunida nesta sexta com líderes dos três países afetados em Conacri, na capital da Guiné, onde a epidemia começou. Segundo ela, o surto está fora de controle, mas ainda pode ser impedido se houver uma grande mobilização internacional. Esta é a primeira epidemia no Oeste da África e envolve a linhagem mais mortal do vírus.

Nos EUA, uma informação está gerando medo na população. Segundo o Departamento de Estado, um avião foi fretado para buscar dois americanos que foram infectados com ebola na Libéria. Trata-se de um médico e uma missionária que contraíram a doença enquanto prestavam socorro a pacientes africanos. Ao que tudo indica, eles serão levados a um hospital especializado em tratamento de doenças altamente contagiosas, em Atlanta, na Georgia.

A reunião em Conacri teve por objetivo organizar a mobilização de centenas de médicos extras como parte de uma ajuda de emergência avaliada em mais de 100 milhões de dólares da OMS. O atual surto de ebola está ocorrendo em áreas rurais de difícil acesso, mas também em cidades densamente povoadas. A reunião ocorreu depois que começaram a chegar os primeiros anúncios de suspensão de voos. A Nigéria anunciou que colocará em quarentena duas pessoas que tiveram contato direto com um homem que morreu de ebola em Lagos, na semana passada.

O Globo

sábado, 19 de julho de 2014

EUA confirmam primeira transmissão de chikungunya dentro do país

Mosquito 'Aedes aegypti', transmissor da dengue, também passa o vírus chikungunya (André Lucas Almeida/Futura Press)

Doença foi detectada em homem que não viajou ao exterior. Casos anteriores envolveram pessoas que estiveram em países com circulação do vírus

Autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira o primeiro caso de transmissão do vírus chikungunya em território americano. Até então, o vírus havia sido detectado somente em pessoas que viajaram para países onde há circulação da doença.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), órgão oficial de saúde dos Estados Unidos, a doença foi detectada em um homem da Flórida que não viajou ao exterior recentemente. A agência afirmou que está acompanhando a possível aparição de novos casos na região. Segundo o órgão, Os Estados Unidos identificou o vírus em 243 indivíduos que viajaram ao exterior em 2014.

No Brasil, já foram registrados 20 casos de febre chikungunya neste ano. Todos os pacientes viajaram ao exterior recentemente e não foi confirmado nenhum caso de transmissão local. Entre as pessoas que apresentaram o vírus, uma esteve na República Dominicana; 17 são militares e missionários que retornaram de missão no Haiti; e as outras duas são haitianos que visitaram o Brasil, mas que já retornaram a seu país de origem.

A doença — A febre chikungunya apresenta sintomas similares aos da dengue – febre alta, mal estar e dores nos músculos, ossos e articulações – e é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado. E se o paciente for novamente picado nos primeiros cinco dias dos sintomas, ele passa o vírus para o mosquito, que pode retransmiti-lo a outras pessoas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004 o vírus chikungunya já foi identificado em 19 países da África, Ásia e Caribe. No Caribe, há um surto da doença atualmente: segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), de dezembro de 2013 a maio de 2014, foram registrados 61 864 casos, entre suspeitos e confirmados.

Nesta terça-feira, a OMS considerou como grave a situação epidemiológica da febre Chikungunya no continente americano. O número de infectados na região já supera os 5 000 — a maioria dos casos foi registrada no Caribe (4 518).

Veja

sexta-feira, 18 de julho de 2014

'Gigante' da luta contra Aids e comissário que não deveria estar a bordo estão entre mortos


Uma das mentes mais brilhantes da pesquisa sobre a Aids e um comissário que não deveria estar no voo estavam entre os que morreram quando o voo MH17 caiu no leste da Ucrânia, nesta quinta-feira.

Veja abaixo algumas de suas histórias:

'Gigante' da pesquisa contra a Aids

O holandês Joep Lange estava entre os mais proeminentes do grupo de cerca de cem pesquisadores e ativistas que viajavam para a 20ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids em Melbourne, na Austrália.

Relatórios sugerem que a bordo do MH17 estavam cerca de cem cientistas, oficiais de comunicação e ativistas que iriam participar da conferência.

Lange era um dos ex-presidentes da sociedade, descrito como uma das mentes mais brilhantes da pesquisa sobre a doença.

Antes da confirmação de sua morte, a sociedade afirmou, em nota, que "o movimento realmente perdeu um gigante".

No Twitter, vários colegas prestaram homenagem a Lange. A médica Seema Yasmin se referiu a ele como um amigo que foi dedicado a suas cinco filhas e tuitou: "Pessoas como Joep mudam o curso de uma epidemia."

"Joep foi um grande cientista clínico, e um grande amigo do Wellcome Trust", disse Jeremy Farrar, diretor do grupo de pesquisa médica Wellcome Trust.

A mulher de Lange, Jacqueline van Tongeren, também estava a bordo.

Passageiro acidental

Um comissário de bordo da Malaysia Airlines trocou seu turno de trabalho e acabou voando no jato que caiu em território controlado pelos rebeldes na Ucrânia.

Foi uma triste coincidência, já que sua esposa, comissária de bordo como ele, também havia trocado de turno e estava, por isso, no avião da Malaysia que desapareceu a caminho de Kuala Lumpur no dia 8 de março, com 239 passageiros a bordo, de acordo com uma reportagem do jornal The Malaysian Insider.

Sanjid Singh vivia com a mulher e o filho de sete anos em Kuala Lumpur.

"Ele esteve aqui [em Penang] há mais ou menos um mês. Ele nos disse recentemente que trocou com um colega o voo de volta Amsterdã-Kuala Lumpur," seu pai Jijar Singh disse ao jornal.

Singh disse que seu filho deveria visitá-lo após seu retorno de Amsterdã.

"A mãe dele havia preparado todos os seus pratos favoritos", disse.

Piada no Facebook

Cor Pan brincou no Facebook sobre seu avião desaparecendo pouco antes de decolar.

O holandês estava saindo de férias com sua namorada, Neeljte Tol, e postou uma foto do avião no Facebook com a legenda:

"Se o meu voo para a Malásia desaparecer, era assim que ele era."

Seus amigos reagiram desejando-lhe boas férias, mas assim que veio a notícia da queda do avião as mensagens em sua página do Facebook começaram a demonstrar preocupação crescente, que no fim se tranformou em tristeza.

Segunda perda

Uma família australiana foi duplamente afetada pelas seguidas tragédias com aviões da Malaysia Airlines.

Kaylene Mann, uma australiana que perdeu seu irmão e sua cunhada - Rod y Mary Burrows - no acidente ocorrido há 4 meses, soube nesta sexta-feira que sua enteada, Maree Rizk, estava entre os mortos.

Seu irmão, Greg Burrows, disse que a família não podia acreditar nem aceitar seu destino: "(Kaylene) perdeu seu irmão e agora sua enteada... Estamos destruídos novamente".

Rizk, de Melbourne, voltava para casa após férias de quatro semanas na Europa. Estava com o marido, Albert, membro do comitê do Clube de Futebol Sunbury, da Austrália.

Phil Lithgow, presidente do clube, disse que ela trabalhava como voluntária na cafeteria e que um de seus filhos, James, jogava na equipe.

"Eram pessoas adoráveis, não há nada que se possa dizer de mau deles. Eram muito generosos no tempo em que dedicavam à comunidade", disse Lithgow.

Visita à mãe falecida


Yuli Hastini, John Paulisen e seus dois filhos estavam indo visitar o túmulo da mãe de Yuli

Hastini, de 44 anos, seu marido holandês John Paulisen, de 47 anos, e seus dois filhos, o menino Arjuna, de 5 anos, e a menina Sri, de 3 anos, visitavam sua família na cidade natal dela, Solo, em Java Central, a cada dois anos, durante o feriado muçulmano do Eid.

Seu cunhado disse à BBC Indonésia que ela trabalhava para uma empresa farmacêutica na Holanda.

Ela havia ficou arrasada por não ter conseguido ir ao funeral de sua mãe no ano passado. Por isso, a família planejou a viagem para visitar o túmulo da mãe.

Ex-jornalista da BBC

Glenn Thomas, um jornalista e coordenador de relações com a mídia da OMS, estava viajando para a conferência sobre Aids na Austrália.

Glenn, de 49 anos de idade, trabalhava em Genebra e foi um dos nove britânicos que morreram no acidente.

Ele também era um ex-jornalista da BBC. Colegas e amigos prestaram homenagens no Twitter.

Peter Horrocks, diretor do Serviço Mundial da BBC, disse em um e-mail para os funcionários que Glenn era conhecido como um "indivíduo calmo, amável e totalmente profissional".

"Ele fará falta. Nossos pensamentos estão com sua família e amigos neste terrível momento".

Aeromoça persistente

A atendente de voo Nur Shazana Mohd Salleh era uma pessoa feliz e achava que este mês seria especial.

A família da aeromoça de 31 anos disse à mídia local que ela morreu fazendo o trabalho que amava.

"Ela passou por tantas entrevistas para finalmente conseguir este trabalho", o pai disse, acrescentando que ela trabalhou para a companhia pelos últimos nove anos.

Ele disse que ela era solteira e que tinha a esperança de se casar em breve, e que ela achava que este mês, de alguma forma, seria especial.

Seu tio disse que ela era a mais velha de quatro filhos e estava sempre alegre.

Professora inspiradora

Professora era 'uma inspiração' para seus colegas

A professora australiana Francesca Davison e seu marido, Liam, estavam voltando para a casa após férias na Europa.

Conhecida como Frankie, a professora de 54 anos é descrita pela diretora do colégio em que trabalhava como "uma inspiração para todos que entraram em contato com ela".

Ela ensinava literatura e humanidades em Toorak College, em Victoria, e é descrita como uma "querida amiga, generosa e amável".

BBC Brasil
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