sábado, 24 de outubro de 2009

Escolas difundem cultura de paz


Para amenizar a violência, algumas escolas de Fortaleza realizam projetos envolvendo o tema paz

A violência nas escolas é algo que já faz parte da rotina de muitos professores e estudantes. Para reverter esse quadro, algumas escolas públicas de Fortaleza estão desenvolvendo projetos que disseminam a cultura de paz. A prática da meditação em sala de aula e programas que envolvem valores humanos são algumas das iniciativas.
Rodner Santos do Nascimento, de 18 anos, aluno do 2º ano da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Antônio Albano, no bairro Dionísio Torres, conta que é ex-usuário de droga e que a escola e a prática de meditação aliada a outros projetos mudaram sua vida. "A gente acorda estressado com tantos problemas e violência na rua. Chegar na escola e poder meditar, orar e compartilhar os problemas com a turma muda tudo", garante o adolescente.
A prática da meditação é um dos projetos que faz parte do Programa de Cultura de Paz da EEEP Joaquim Antônio Albano. O projeto foi implantado em maio deste ano, mas já está gerando resultados. A escola tem 420 alunos com idade entre 14 e 18 anos, que praticam diariamente meditação.
Sentados confortavelmente em uma cadeira, eles colocam as mão fechadas com as palmas voltadas para cima e trabalham a respiração. Durante a atividade, o professor fala frases de incentivo e conforto, além de passar muita afetividade, fazendo uma oração sobre a cabeça de cada estudante.
O professor doutor Harbans Lal Arora, responsável pela meditação nas escolas, aplica a técnica gratuitamente. Ele destaca que a ação possui força transformadora, comprovada em mais de 60 estudos científicos ao redor do mundo.
"O objetivo é diminuir a violência em Fortaleza e demonstrar que o poder da meditação, mentalização e oração produz resultados concretos", ressalta.
Ele explica que a meditação deve ser realizada diariamente por até 15 minutos. Ele destaca que a técnica, além de contribuir para uma respiração adequada, melhora a qualidade do sangue gera ondas de paz. Os professores são capacitados e orientados sobre como seguir com a pratica em sala de aula.


Diário do Nordeste

Mãe tem direito de pedir em nome próprio alimentos para filhos


Mãe ganha direito de pedir em nome próprio alimentos em favor de filhos

É possível à mãe pedir, em nome próprio, alimentos em favor de filhos menores. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi tomada em um recurso apresentado pelo pai das crianças. A defesa dele sustentava, entre outras questões, ilegitimidade da mãe para agir em nome dos filhos. A discussão judicial começou em uma ação de dissolução de união estável, cumulada com partilha de bens e fixação de alimentos. O pedido foi julgado parcialmente procedente pela justiça de origem.
Segundo a decisão da Terceira Turma do STJ, é realmente dos filhos a legitimidade ativa para propor ação de alimentos, devendo os pais representá-los ou assisti-los conforme a idade. Contudo, a formulação do pedido em nome da mãe não anula o processo, apesar da má-técnica processual, pois está claro que o valor se destina à manutenção da família. “O pedido está claramente formulado em favor dos filhos”, assinalou a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi. “E esse entendimento traz como suporte o interesse público familiar que está na obrigação de prestar alimentos”.
O dever de sustento, guarda e educação dos filhos, de acordo com a Turma é, em princípio, de ambos os cônjuges, e vem sendo cumprido de maneira direta pela mãe dos menores a quem coube a guarda após a dissolução da união estável.“Naturalmente o direito aos alimentos, reconhecido pelo acórdão não é titularizado pela mãe, mas por cada um dos filhos a quem ela representou e, assim, eventual execução decorrente do seu inadimplemento deverá ser movida pelo titular, ou seja, por cada um dos seus filhos pessoalmente”, prosseguiu a ministra.
A Terceira Turma reiterou que a maioridade do filho menor atingida no curso do processo não altera a legitimidade ativa para propor a ação, ainda mais quando a jurisprudência do STJ impossibilita a exoneração automática do alimentante por ocasião da maioridade do filho. “Para que a exoneração se configure é necessária a propositura de ação específica com esse fim, ou ao menos abertura do contraditório para a discussão específica da matéria na ação de alimentos”, esclareceu a relatora. A circunstância isolada da maioridade, para a Turma, não justifica anulação do julgado.

Superior Tribunal de Justiça

Idosos têm refeição racionada


Pacientes de hospital geriátrico municipal recebem café da manhã escasso, sem nutrientes, e não podem repetir

Rio - Uma caneca de café com leite, um copo d’água e um pedaço de pão com manteiga. É esse o café da manhã servido aos idosos internados no Instituto Municipal de Geriatria e Gerontologia Miguel Pedro, em Vila Isabel. Frutas e proteínas, como ovo e queijo, não são oferecidos aos pacientes, que não podem repetir as refeições, segundo funcionários.
“O café da manhã é uma refeição importante. E esse está muito pobre. Não tem uma fruta nem proteína, que são fundamentais principalmente para idosos. Sem consumir proteína, que poderia ser até um ovo cozido, o idoso vai perdendo massa muscular”, afirma a nutróloga Tamara Mazaracki.
Segundo funcionários, os pacientes têm água contada: são até 4 copos diários. O instituto — que faz cerca de 2 mil atendimentos mensais e recebe pacientes que tiveram alta hospitalar mas ainda necessitam de tratamento — enfrenta outros problemas.

RESPIRADOR NÃO FUNCIONA
Segundo o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Carlos Eduardo, que visitou a unidade ontem, o respirador está ultrapassado e não funciona adequadamente. E os cilindros com oxigênio ficam em local fechado, inapropriado. Os idosos convivem ainda com infiltrações e camas enferrujadas.
O 2º andar do prédio está desativado, esperando, há dois anos, por obras. No lugar seria construída uma enfermaria para a recuperação de idosos, com cerca de 50 leitos. “É o único hospital para essa população, mas é muito descaso. Nem rampa de acesso há para os doentes, que precisam subir de escada”, disse o vereador, que encaminhará documento com os relatos ao prefeito Eduardo Paes. Outro problema foi o fechamento do centro odontológico, que implantava cerca de 70 próteses por mês. O setor foi fechado há 2 meses.
A Secretaria Municipal de Saúde diz que a unidade tem nutricionista e oferece café da manhã equilibrado, com frutas, queijo e iogurte, mas argumenta que o cardápio é variável e por isso não foi oferecido na manhã de ontem.
O órgão nega que a água seja contada. Afirma ainda estar providenciando a compra de respirador e colocação do oxigênio na área externa. Diz, também, que a obra citada está parada há 8 anos e será retomada.

Hansenianos abandonados
Falta de equipamentos médicos, remédios, assistência social, ortopedistas, transporte e segurança foram problemas encontrados ontem no Hospital Colônia de Curupaiti, antiga colônia de hansenianos, em Jacarepaguá, vistoriado pelo Ministério Público estadual. O centro cirúrgico está fechado, não há radiografia e o acesso para os pacientes, em sua maioria cadeirantes, amputados e deficientes, é ruim.
O subprocurador-geral de Justiça de Direitos Humanos e Terceiro Setor do Ministério Público, Leonardo Chaves, solicitou um relatório oficial dos problemas.

Beatriz Salomão e Pâmela Oliveira



Atendimento gratuito em glaucoma beneficia 400 pessoas


Comunidade do Village Campestre II participou de triagem

Cerca de 400 pessoas se submeteram à triagem para o atendimento gratuito em glaucoma, realizado na manhã deste sábado (24) no Village Campestre II, em Maceió. A ação mobilizou médicos oftamologistas de clínicas da capital, sendo organizada por lideranças comunitárias do bairro.
“Todas estas pessoas, quando detectado o glaucoma, receberam tratamento e vão receber colírio que controla a doença, em uma ação que tem como objetivo proporcionar mais saúde para nossa comunidade,” afirma Marcos
Firmino, líder comunitário do bairro e um dos organizadores da ação.
Após o sucesso da ação, um outro atendimento gratuito em glaucoma está sendo programado para o dia 7 de novembro, na região do Salvador Lyra. “Já estamos em contato com lideranças do Salvador Lyra para realizar o atendimento naquela comunidade, em parceria com outras entidades e com a clínica Iofal, nosso parceiro neste atendimento”, destacou Marcos Firmino.
O atendimento aconteceu na Escola Vovô João, na rua Rosa Viterbiana de Lima, 649. no Village II. O público alvo do atendimento foi o grupo de
pessoas onde a incidência do glaucoma é mais freqüente: idosos acima de 60 anos, parentes de portadores de glaucoma, e homens e mulheres com mais de 40 anos que sejam negros, que tenham hipertensão, diabetes ou miopia em grau elevado.
Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intra-ocular que provoca lesões no nervo ótico e, como
conseqüência, comprometimento visual.
Se não for tratado adequadamente, leva a cegueira.
Há vários tipos de glaucoma. O glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos, incide nas pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. Ele é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intra-ocular.

Viaduto da morte

Nos últimos seis meses foram três mortes por causa de drogas no Viaduto Capanema. Comerciantes e moradores vivem amedrontados

A região que circunda o Viaduto Capanema, logo na entrada para o bairro Cristo Rei, região central de Curitiba, é acometida por uma realidade violenta, que a cada dia causa medo nas pessoas que vivem e trabalham por ali. A estrutura do viaduto, que fica a poucos metros do modulo policial da Rodoferroviária, está abandonada a anos e tem servido de esconderijo para marginais. Somente nos últimos seis meses foram registradas três mortes relacionadas a drogas no local, todas as vítimas eram moradores de rua que usavam as instalações abandonadas do viaduto para praticar pequenos roubos e fumar crack.
O lado que faz ligação com a rua Ubaldino do Amaral foi por um tempo o Restaurante Popular da Prefeitura de Curitiba e sede de um departamento da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), mas está abandonado novamente. Já o lado que faz ligação com a av. Centenário, está completamente abandonado a mais de uma década e desde então se tornou um local perigoso, com incidência de roubos e assassinatos.
No dia três de abril, um rapaz não identificado aparentando 25 anos foi encontrado morto, a causa apontada pela polícia teria sido overdose. No dia 30 de julho, outro homem foi encontrado morto a facadas e em três de setembro, Maguila, um conhecido morador e assaltante do viaduto, foi encontrado morto a tiros no local.


Os comerciantes da av. Afonso Camargo tem inúmeras histórias de pequenos roubos, assaltos noturnos e de intimidação por parte dos pedintes e usuários.
Com sua quitanda a mais de quatro anos próximo ao viaduto, Edílson Silvério, mostrou o estrago causado pelos ladrões no forro de seu estabelecimento. “Eles entraram três vezes aqui, sempre a procura de dinheiro. Muitos dos meus clientes que moram pelas redondezas reclamam de constantes assaltos, nos sentimos muito inseguros por aqui”. Silvério relata que somente após os comerciantes contratarem uma empresa de segurança privada houve diminuição nos assaltos noturnos.
“Procuro alertar as pessoas que me pedem informações por aqui a não passar pelo viaduto, o risco de assalto é muito grande, nunca se sabe quem estará lá e o que possivelmente esteja fazendo. Intenções boas é que não são”, disse Silvério.


A proprietária de uma loja de roupas usadas logo ao lado do viaduto contou que no último assalto, a cerca de três meses foi agredida a socos e pontapés por cinco moradores de rua que levaram dinheiro e mercadorias. Ela não quis se identificar por temer represálias. “Em outras ocasiões os ladrões entraram pelo forro e quebraram as janelas. Em oito anos aqui, nunca me senti segura”, contou a empresária.
A reclamação de dona Lorena Cruz, que há três anos mantêm sua lanchonete a poucos metros do viaduto é sobre a quantidade de pedintes que assediam seu comercio diariamente. “Eu não fui assaltada, apenas me pedem dinheiro e comida. Mas a única vez que deixei meu filho adolescente aqui para ir ao banco, ele foi assaltado e tivemos um sério prejuízo, além do risco que sofremos. O dia todo viaturas da PM e da Guarda Municipal passam por aqui, mas ninguém vêm resolver o problema”, disse Lorena.
Sem apoio das autoridades, alguns comerciantes, como Rafael Almeida Gomes, dono de uma loteria, acaba agindo com as próprias mãos. “Fui rapidamente ao banheiro e quando voltei um rapaz de baixa estatura roubava meu caixa. Fui pra cima de ele e consegui afugentá-lo”, contou Gomes.

Reportagem Jadson André
Fotos Lineu Filho


Jornale

Fertilização in vitro: técnica aumenta três vezes a chance de gravidez


A técnica americana consiste na seleção dos melhores embriões para implantação no útero da mulher

Mulheres que utilizam a técnica da fertilização in vitro para engravidar já sabem que a chance de a gestação dar certo não é garantida, ou porque o embrião não implantou corretamente ou porque houve um aborto espontâneo.
Com o objetivo de garantir mais sucesso, cientistas da Universidade de Oxford estão analisando uma técnica que aumenta em três vezes a possibilidade de a mulher ser mãe. Ela consiste em uma triagem, chamada hibridação genômica comparativa, que permite aos médicos remover as células de um embrião quando ele tem poucos dias de vida. Depois, são analisadas para verificar se os embriões são saudáveis - reduzindo o risco de síndrome de Down, por exemplo -, seleciona-se os melhores para então implantar no útero da mulher.
O estudo, apresentado em conferência da American Society of Reproductive Medicine´s, em Atlanta, envolveu 115 pacientes do Colorado Centre for Reproductive Medicine, nos Estados Unidos, e o resultado da técnica revelou que 66% dessas mulheres engravidaram após esse tipo de “rastreamento” - mais do dobro que a taxa normal de sucesso, que ficaria em torno de 28%.
Para o autor da técnica, Dagan Wells, o resultado foi surpreendente e traz uma esperança principalmente para as mulheres mais velhas que desejam ser mães. Muitas das selecionadas para o estudo estavam em sua última chance de fertilização in vitro, tinham em média 39 anos e passaram por duas FIV sem sucesso.

Ana Paula Pontes

Boa visão começa na infância


Instituto em Botafogo oferece consultas, cirurgia e pós-operatório de graça contra a catarata infantil. Doença pode ser causada por infecção congênita e quanto mais cedo for diagnosticada há mais chances de evitar problemas

Rio - Doença que afeta até 3 mil crianças todos os anos no País, a catarata infantil é responsável por 20% dos casos de cegueira de brasileiros até 15 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Apesar de curável, a falta de informação e o diagnóstico tardio do mal são os principais vilões dos pequenos. Para ajudar crianças de baixa renda, o Instituto Catarata Infantil (ICI), em Botafogo, oferece consultas, cirurgia e pós-operatório gratuitos.
De acordo com a oftalmologista e diretora do ICI, Andrea Zin, o exame para detectar a doença, conhecido como teste do reflexo vermelho ou do olhinho, deve ser feito pelo pediatra já nas primeiras semanas de vida. Com a ajuda de um oftalmoscópio, aparelho semelhante a uma lanterna, diz a especialista, é possível analisar o olho do bebê.

REFLEXO
Em crianças com olhos sadios, a luz atravessa córnea, cristalino e vítreo e o reflexo vermelho da retina é identificado. Já em crianças com catarata, não há o reflexo. A catarata na infância pode ser causada por infecções congênitas, provocadas por rubéola ou toxoplasmose, problemas no metabolismo ou herança genética.
“Se a doença for detectada precocemente, as chances de a criança desenvolver visão perfeita são maiores. A catarata nos pequenos é uma cortina que impede o estímulo visual e o desenvolvimento da visão”, alerta Andrea.
A cirurgia pode ser feita a partir de um mês de vida. Segundo Andrea, o bebê recebe anestesia geral, é liberado no mesmo dia e a operação não ultrapassa o período de uma hora. Se o pós-operatório não for bem feito, a criança pode desenvolver outras doenças, como glaucoma.
“A cirurgia deve ser feita por um profissional especializado em crianças, pois o procedimento é diferente do adulto. Após a operação, o tratamento deve ser continuado com o uso de óculos especiais e avaliações constantes com especialistas”, explica.
Para ter acesso ao serviço oferecido pelo Instituto Catarata Infantil, em Botafogo, a criança precisa de laudo médico com diagnóstico da doença. Os responsáveis passarão por entrevistas e, se ficar comprovada a baixa renda, o ICI oferece todo tratamento, incluindo consultas, óculos e cirurgia.

Interessados podem ligar para 2551-1960.



Médico é detido por suspeita de agressão a paciente em pronto-socorro no ABC


Segundo testemunhas, ele se irritou ao ser acordado após cochilo no local.
De acordo com a polícia, ele não fez o teste do bafômetro e foi liberado.


Um médico plantonista foi detido por policiais militares na madrugada deste sábado (24), após, segundo testemunhas, agredir duas pessoas dentro de um pronto-socorro em São Bernardo do Campo, no ABC.
Com sinais de embriaguez e manchas de sangue na roupa, o médico foi encaminhado ao 3º Distrito Policial da cidade, segundo a PM. Ele teria agredido um casal, a paciente e o namorado que a acompanhava, por volta das 2h30.
De acordo com um dos funcionários do pronto-socorro, o médico teria ficado furioso ao ser incomodado, enquanto cochilava em local reservado, pela paciente que esperava para ser atendida. Ao ver a namorada sendo agredida, o rapaz tentou defendê-la. "Te pego lá fora, eu sei onde você mora", teria dito o médico ao namorado da paciente.
O casal agredido foi encaminhado ao pronto-socorro central da cidade. O médico negou-se a realizar o teste de bafômetro e, depois de prestar depoimento, foi liberado, segundo a polícia.


Polícia acha no lixo restos mortais de menina de 7 anos desaparecida nos EUA


Somer Thompson sumiu no caminho da escola para casa.
Polícia da Flórida tenta descobrir quem a matou.


Policiais tiveram de revirar nove caminhões de lixo até encontrar o corpo de uma menina de sete anos que havia desaparecido no caminho da escola para casa em Orange Park, no estado americano da Flórida.
Eles tiveram de vasculhar mais de 225 toneladas de lixo até achar as pernas da menina Somer Thompson na quarta-feira (21), dois dias depois do desaparecimento dela.
O policial Rick Beseler disse que a descoberta deve ajudar a levar ao assassino da garota. Segundo ele, se o corpo não fosse reencontrado, ele acabaria queimado.
Os restos mortais de Somer foram submetidos a necropsia na quinta-feira, mas os resultados não seriam divulgados. Beseler não quis revelar se a garota foi vítima de agressão sexual.
Beseler disse que a polícia já interrogou mais de 155 criminosos sexuais da região.
A família ficou "desconcertada" com as notícias, disse Laura Holt, tia da menina. "Eu não acho que os assassinos merecem viver", disse ela



G1

O mundo todo está de olho


A cidade que, há três semanas, encantou a todos com uma emocionante, correta e vitoriosa candidatura para sediar a Olimpíada de 2016 voltou às manchetes do noticiário internacional. Desta vez o Rio de Janeiro deu um susto. A revista Time resumiu a perplexidade geral fazendo uma pergunta simples, sem rodeios e que não comporta meias respostas: "O Rio conseguirá vencer o crime antes da Olimpíada?". Sim ou não – é o que o mundo quer saber e tem o direito de cobrar. Afinal, o Rio de Janeiro conseguiu a indicação para sediar os Jogos Olímpicos desbancando Chicago, Tóquio e Madri, cidades longe da perfeição, mas onde os criminosos não dispõem de baterias antiaéreas para abater os helicópteros da polícia.
Quem ganha o direito de sediar uma Olimpíada tem o dever de prestar contas ao mundo. Sobre o Rio de Janeiro abre-se agora uma claraboia pela qual olhos curiosos dos cinco continentes vão espiar o progresso da organização dos Jogos. Na semana passada, o que se viu através dela foi o palco de uma guerra urbana assustadora em sua plasticidade e ferocidade. Um combate em que, como escreveu o inglês Mirror, "bandidos derrubaram um helicóptero a cerca de 2 milhas do Maracanã, estádio que abrigará a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos".


O tempo voa
Para lembrar disso, a começar
por esta edição, VEJA trará
em toda reportagem sobre
a organização da Olimpíada
no Rio de Janeiro um cronômetro
mostrando quantos dias faltam
para a abertura dos Jogos

José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio de Janeiro, comparou o fogo antiaéreo dos bandidos cariocas aos atentados terroristas contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Será um grande passo se essa declaração significar que os bandidos vão perder seus santuários urbanos onde o estado não entra e eles mantêm milhares de trabalhadores como reféns. Uma reportagem especial de VEJA mostra que, para desânimo de quem torce por um empuxo civilizatório no Rio e no Brasil com a vinda dos Jogos, as verdadeiras raízes do crime organizado foram mais uma vez varridas para debaixo do tapete. A reportagem toca justamente nesses pontos sensíveis e expõe quinze verdades incômodas sobre o crime no Rio de Janeiro a respeito das quais calar-se tem sido a regra. Não dá mais. O mundo todo está de olho.



Instrutora ensina a fazer respiração boca a boca em cães e gatos


Ela fez a demonstração em Burbank, no estado da Califórnia (EUA).
Maioria dos donos disse que estaria propenso a fazer o procedimento.

A instrutora de primeiros socorros para animais Denise Fleck demonstra como fazer respiração boca a boca em bichos de estimação no caso de uma emergência. Ela fez a demonstração na quarta-feira (21) em um abrigo de animais em Burbank, na Califórnia (EUA).


Pesquisa realizada nos EUA mostrou que 63% dos proprietários de cães e 53% dos donos de gatos disseram que estariam propensos a fazer o procedimento se soubessem realizá-lo.


G1

Malhação melhora saúde, fôlego e até a vida social dos idosos de SP


Academias da cidade investem em programas para os maiores de 60 anos.
Quem faz exercício relata ter menos dores e vida menos reclusa.

O dentista Benedito Sérgio Bassit começou a frequentar a academia aos 57 anos, levado por amigos. Até então, apenas jogava vôlei aos fins de semana. Hoje, 15 anos depois, com 72 de idade, ele faz aulas de circuito, corrida, alongamento e até natação quatro vezes por semana, e diz não abrir mão do resultado. Como ele, outros idosos encontraram no exercício uma forma de cuidar da forma física, da saúde e da vida social. De olho no mercado, academias de São Paulo investiram em programas específicos para esse público.
“Faz bem para a saúde, para a disposição, para o trabalho, para a vida sexual. Trabalho até de sábado de manhã, saio e não fico cansado”, conta Bassit, que tem saúde de ferro. “Fico até com vergonha quando vou ao médico e não tem nada. Sou o mais novo em todas as turmas, queria que mais gente da minha idade fizesse também. Vou fazer exercício até onde der, para ir para o céu em forma.”
Benedito malha na Fórmula Academia, que tem um programa voltado para as pessoas com mais de 60 anos que querem fazer exercício físico. Como a faixa etária normalmente está mais suscetível a problemas de saúde, os treinos são precedidos de avaliações físicas e acompanhados por professores especializados, com atenção individual – para acabar com o estigma de que academia não é lugar para pessoas mais velhas.
“São três etapas: treinamento cardiovascular, fortalecimento muscular e alongamento. O fortalecimento pode ser na musculação ou com ginástica funcional, com exercícios inspirados no dia a dia do idoso”, conta Dario Marcelo Mathias, professor responsável pelo programa. Todos têm a pressão medida antes de começar as atividades, e um acompanhamento de possíveis sintomas que possam indicar problemas é feito. Os resultados, segundo o professor, são animadores.
“Tem gente que não conseguia caminhar direito, subir escada sem perder o fôlego, e hoje está andando bem. Eles conseguem carregar o neto no colo com segurança, levar as sacolas do supermercado. Ajuda a ter autonomia. São melhorias no dia a dia, que é o que eles querem”, explica Mathias.

Fim das dores
epois de vários tratamentos e horas de fisioterapia, as dores causadas por uma inflamação no quadril da professora aposentada Heloísa Helena Salvia Rensi, de 68 anos, só pararam de incomodar depois que ela começou a fazer academia regularmente, com exercícios específicos para seu problema. “Sou meio acomodada, tenho que ter tudo planejado. Como pago, tenho a obrigatoriedade de ir. Faço por necessidade de saúde, mas esteticamente a gente fica mais firme também”, conta.
Heloísa frequenta há um ano e meio três vezes por semana as aulas do programa Bio Master, da academia Bio Ritmo, que tem aulas com exercícios de musculação, alongamento, ioga, pilates e exercícios ergométricos específicos para idosos. “Eu me sinto muito bem fazendo exercícios. Enquanto estou fazendo ginástica, não dói nada. Mas se eu viajo e paro um pouco, começam a doer outras partes do corpo”, explica a professora.
As aulas visam dar autonomia e independência para os alunos idosos, com foco na prevenção. O programa foi implantado em 2003 e começou com apenas uma turma. Hoje, são 12, com mais de 250 alunos. Os professores fazem treinos personalizados, que são executados por cada um dos alunos dentro do horário da aula. A equipe também acompanha de perto os idosos, de acordo com o que cada pessoa pode render.
“Hoje eu sinto falta de fazer exercício, foi uma descoberta para mim. Comecei meio obrigada pelo meu filho, mas foi muito bom. Tenho me sentido com mais disposição, não só fisicamente, mas psicologicamente. Tenho mais pique para fazer as coisas, trabalho, ando, cuido da casa”, conta a psicanalista Dalva de Oliveira, de 61 anos, há dois no programa da academia.
Ela explica que a atenção dos professores é fundamental. “A minha geração fazia exercício de uma forma puxada, errada. Agora a gente aprende a fazer direitinho. Às sextas, até entro mais cedo para fazer ioga.”

Vida Social
Mesmo quem já faz exercícios há bastante tempo não nega os benefícios que a academia traz para a vida social. O dentista Bassit, conhecido e abordado por todos na Fórmula, organiza jantares entre os amigos feitos no local.
Na turma da Bio Ritmo, os eventos sociais incluem reuniões como o chá de bebê de uma professora e até viagens. “Isso é importante também na nossa idade, a gente fica mais longe das coisas. Fazer amigos é lucro”, diz Heloísa.
A colega Dalva, que teve um filho morto em uma briga de trânsito há cerca de um ano, ressalta a importância das amizades “Fiz minha terapia com eles, foi muito importante. Nessa idade, as pessoas ficam meio isoladas. E lá, eu sinto uma união muito grande.”



G1

Parabéns a Itabapoanenses

ISSO É CIDADANIA!!!

VEJAM O EXEMPLO DE UM POVO QUE SABE O QUE QUER,QUASE TODOS VOTARAM NULO....AGORA HAVERÁ NOVA ELEICAO,COM NOVOS NOMES,E OS MESMOS CANDIDATOS NAO PODEM PARTICIPAR......ACORDA GENTE...ESTA E A HORA.....

E não é que funcionou mesmo!

Bom Jesus de Itabapoana - 89,23% de votos nulos


*LIÇÃO DE CIDADANIA* *Esse é o exemplo que deve ser seguido...
Tomara que essa moda pegue....
Mas prá isso necessita ser divulgada...
Vejam o município Bom Jesus do Itabapoana .
Devido ao baixo nível do candidato,de um total de 26.863 eleitores que
compareceram às urnas, 20.821 eleitores conscientes decidiram anular o seu voto ...
Um exemplo para o mundo...*

Confira:

http://placar.eleicoes.uol.com.br/2008/1turno/rj/?cidade=58114

É algo difícil de acontecer, mas aconteceu!
Os votos nulos somaram 20821 ( 89,23%). Vejam a coragem e esclarecimento dessa população.
O candidato a prefeito não servia e a população cuidou de eliminá-lo no voto.
O TRE terá que fazer nova eleição e o candidato reprovado não poderá se candidatar novamente .
O interessante é que esse fato não foi divulgado em nenhuma mídia.
Até a Globo se calou. Se a moda pega, quem sabe não poderíamos depurar essa gente que vive enganando a todos?
Quem sabe a solução que tanto almejamos não passa por aí?
Já que a imprensa está comprada por estes políticos corruptos, vamos fazer a nossa parte. Divulgar.....

E-mail enviado pela amiga e colaboradora Maria Lucia Maggioli Rabello

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Juízes têm dificuldade em definir maus-tratos


Clube Literário do Porto promoveu debate sobre abuso de menores
2009-10-23
Por Liliana Leandro

Ciência Hoje - Portugal

Num país que se diz de brandos costumes ainda é vulgar o recurso às palmadas para disciplinar, reprimir ou castigar os mais pequenos. Quando toda a retórica se esgota aplica-se a conhecida bofetada para que os miúdos percebam quem manda em casa. Censuras à parte, a verdade é que a distância entre um simples estalo e maus-tratos ou abuso a menor é bastante ténue, tornando-se difícil uma definição. Foi para debater as implicações médico-legais das agressões contra menores que a associação Medjuris convidou, na noite de ontem, a pediatra Júlia Guimarães e a especialista em Medicina Legal Cristina Pereira para mais um debate no Clube Literário do Porto.
Mas afinal o que são maus-tratos? O código penal português estipula que para o crime de maus-tratos a menor tem de haver prática reiterada, ou não, de maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações de liberdade e ofensas sexuais. Já a organização Mundial de Saúde, de uma forma mais abrangente, define abusos ou maus-tratos às crianças como todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos actuais ou potenciais para a saúde e desenvolvimento da criança.

Debate abordou dificuldades na definição de maus-tratos

É pela diversidade de critérios, que um juiz, confrontado com um processo em que a vítima é um menor, “tem muita dificuldade em definir maus-tratos, especialmente quando não são situações flagrantes como abuso por um pai a uma filha”, salientou Júlia Guimarães, também professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. É que “desde o infanticídio, até às lesões, fracturas ósseas ou síndrome da criança abanada, tudo são situações ou patologias orgânicas simples de definir”, acrescentou.

Factores psicológicos e culturais

Além destas há certas “áreas de barreira”, como os maus-tratos psicológicos, praticados no sentido de magoar ou ferir as crianças. Sobre os menores, que agora têm “mais valor intrínseco que há 20 ou 30 anos”, é frequentemente criada uma expectativa pelos pais que nem sempre se cumpre, levando a que estes exerçam toda uma pressão capaz de desestabilizar o desenvolvimento do educando.
Nas escolas há sempre um mais tímido, um que não aprende tão bem alemão, outro que não vai ser capaz de seguir medicina como o pai tanto queria e nascem então os problemas em casa. “Os pais têm enormes expectativas e transferem-nas de forma errada”, lamentou a docente. Porém, não é mau-trato querer que um filho seja médico, é mau-trato quando o menor é penalizado porque não corresponde a esse padrão.
Factor importante ainda a ter em conta é a cultura em que a instituição ‘família’ se insere. Cada sociedade tem as suas práticas e rituais e o que é considerado agressão num determinado local, não o é noutro. Tudo depende da moral e bons costumes socialmente instituídos, dentro de alguns limites. Por isso mesmo, situações há de abuso sexual em que os progenitores, desculpando-se nos costumes (porque o abuso é transgeracional e aprendido), consideram lícita a sua prática. Ainda assim, e como o crime de maus-tratos a menores é um crime público, quem o presenciar ou dele suspeitar tem a obrigação de sinalizar essa situação às entidades competentes.

Exames médico-legais

Para os próprios peritos que realizam os exames às crianças alegadamente vítimas de abuso “há diferentes definições” tornando-se “difícil a articulação entre todos os profissionais por que a vítima vai passando”, explicou Cristina Pereira do Instituto Nacional de Medicina Legal. Por esse motivo torna-se crucial a “formação de cada profissional de forma interdisciplinar” para se possível definir a sua área de actuação. O ideal seria um exame físico e psicológico em simultâneo, tendo em conta que “a primeira versão contada pela criança é a mais verdadeira” pelo que “não se pode perder tempo” nem expor o menor a exames sucessivos. Além disso, “há que ser o mais objectivo possível”, salientou a especialista forense. Apesar de “a criança precisar de empatia e mimo, acima de tudo necessita de sentir que tem ao seu lado um profissional capaz de lhe resolver o problema”, frisou.
O primeiro passo par a sua solução é a sinalização da possível agressão ou abuso. Uma bofetada pode ser o início de algo que se torne recorrente e mais violento. A maioria das sinalizações em Portugal é feita por professores que nas aulas se deparam com as chamadas ‘nódoas negras’ que nem sempre têm uma explicação. Quando esses hematomas se tornam repetitivos, e há até historial de absentismo escolar, o professor pode estar em frente a um caso de maus-tratos em família.
Detectado o abuso, fica a questão. Deve a criança permanecer em casa dos agressores, ou transferida para uma casa de acolhimento? Na primeira hipótese, arrisca-se a que os abusos continuem, na segunda volta-se a penalizar a criança que é retirada do seu meio. A pediatra Júlia Magalhães defende que “o afastamento dos pais deve ser feito em último recurso, sendo que o poder paternal deve ser mantido”.

Comissão investiga denúncias de maus-tratos em ex-Febem em SP


A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo investiga denúncias de maus-tratos na unidade da Fundação Casa (ex-Febem) em Cerqueira César, no interior do estado. Os parlamentares receberam documentos que relatam agressões, torturas e perseguições de funcionários dentro da instituição.
Conforme Camilo Gava, integrante da comissão, a visita teve como objetivo “apurar e conversar com as pessoas envolvidas nesses casos para discutir se essas denúncias são verdadeiras”.
A filha de uma mulher que não quis se identificar seria uma das adolescentes agredidas. Em três visitas, ela encontrou a filha machucada “Essa última vez foi pior. Tentaram enforcá-la. Ela está com os braços machucados”, contou.
Uma agente de segurança contou que viu a jovem logo após a agressão. Segundo ela, as ordens de agir de forma violenta são comuns “Ela respondeu a um funcionário e não cumpriu regras. Então eles usam dessa estratégia.”

Parlamentares visitaram unidade para apurar violência contra internos
Direção da Fundação Casa afirma que irá punir possíveis agressores


Outro agente, que também não quis se identificar, relata uma forma de violência que ocorria na chamada sala de pedra. Os internos ficavam sentados, com as mãos amarradas e com a cabeça encostada em uma mesa de pedra. “Sem comida, sem nada. Só ao banheiro, mas tinha que pedir autorização. Para dormir, repousavam depois das 23h. Isso que já começavam às 6h.”
Denúncias chegaram à Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar. O processo segue em sigilo. Parlamentares conheceram a unidade e conversaram com diretores e adolescentes. Várias delas relataram agressões.
O diretor da fundação disse que os funcionários não são orientados a agredir e que as denuncias serão investigadas. “Se houve abuso por parte de algum funcionário, esse funcionário irá responder”, disse o diretor regional da Fundação Casa, Dario de Arruda Neto.

Fonte: G1

Justiça Militar decreta prisão preventiva de PMs do caso AfroReggae


PMs são acusados de omitir socorro à vítima e de não prender assaltantes.
Crime aconteceu na madrugada de domingo (18), na Rua do Carmo


A juíza Yedda Christina Ching-San Filizzola Assunção, da Auditoria da Justiça Militar do Rio decretou, no fim da tarde desta sexta-feira (23), a prisão preventiva dos dois PMs acusados de ter omitido socorro ao coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, de 42 anos, morto em assalto no fim de semana, no Centro.
De acordo com a Justiça, eles são acusados, ainda, de roubar os pertences da vítima e de ter liberado os assassinos. O crime aconteceu na madrugada de domingo (18), na Rua do Carmo. Imagens feitas por câmeras de segurança registraram a ação dos criminosos.
O capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Sales respondem a um Inquérito Policial Militar (IPM). Eles estão presos no 13º BPM (Praça Tiradentes). De acordo com a PM, eles serão transferidos para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte da capital fluminense.
Em sua decisão, a juíza Yedda considerou indispensável a prisão dos policiais para garantia da ordem pública. “A divulgação dos fatos nos noticiários nacionais e internacionais causa revolta e é capaz de abalar a segurança pública. Por isso, a manutenção da liberdade dos indiciados, após tal notoriedade poderia permitir não apenas a repetição de delitos assemelhados ou ainda mais graves, mas também a deslegitimação do exercício da Jurisdição Penal, e do próprio Poder Público”, declarou.
A juíza acrescentou, ainda, que "há indícios de alta periculosidade dos indiciados, que se mostraram, brutais e descompromissados com a vida de outros homens, em violação, não apenas ao seu juramento de Policial Militar, mas em violação ao mais fundamental dos Direitos”.
Na quinta-feira (22), a comandante do 13º BPM (Praça Tiradentes), tenente-coronel Edite Bonfadini, informou que os dois policiais militares alegaram que não viram a vítima. No mesmo dia, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, pediu desculpas à família pela omissão de policiais durante o crime. Ele lamentou, ainda, a atitude dos militares.
Em entrevista coletiva nesta sexta, o coronel Mario Sergio Duarte considerou “ofensa à corporação” uma crítica feita pelo coordenador geral do AfroReagge, José Junior, que, ao final do encontro no Quartel Central , no Centro, chamou o capitão e o cabo de “bandidos fardados”.
O coronel já enfrentara uma situação de constrangimento ao ouvir o músico Anderson Elias dos Santos sustentar que, 50 minutos após ser baleado, o coração de Evandro ainda batia, mas dois PMs teriam reagido com indiferença ao pedido de socorro.
O AfroReggae, obra social que se empenha em evitar o envolvimento de jovens de comunidades com o narcotráfico, por meio da música, tem procurado, ao longo dos anos, manter um bom relacionamento com a Polícia Militar.

Nova denúncia de omissão

Um integrante do grupo, o músico Anderson Elias dos Santos, contou que encontrou Evandro com vida, 50 minutos depois de o amigo ser baleado, pediu ajuda a dois PMs que estavam no local e os dois reagiram com indiferença.
“Recebi um telefonema dizendo que o Evandro que tinha sido baleado no Centro e corri para o local. Cheguei 50 minutos depois. Levantei a cabeça do Evandro, coloquei a mão no peito e senti que o coração ainda estava batendo. Pedi ajuda ao policial, mas ele disse que era assim mesmo, que o coração ia parando aos poucos”, explicou, acrescentando que se sentiu impotente vendo o amigo morrer.
Desconcertado, o comandante geral da PM garantiu que “todas as coisas que estão sendo ditas serão investigadas”.

Fonte: G1

Polícia Civil fecha baile funk suspeito de prostituir alunas de escola no ABC


75 crianças e adolescentes foram para delegacia em São Bernardo.
Meninos seriam aliciados pelo tráfico; organizadores foram presos.


A Polícia Civil de São Bernardo do Campo, no ABC, fechou na manhã desta sexta-feira (23) um baile funk e prendeu dois organizadores suspeitos de aliciar crianças e adolescentes alunos de uma escola próxima para a prostituição e tráfico de drogas. Setenta e cinco jovens foram levados à delegacia para prestar depoimento.
A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. Segundo o órgão, o fechamento do baile ocorreu após investigação e ação conjunta do 6º Distrito Policial e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), ambos de São Bernardo.
Segundo os policiais, os dois organizadores do baile, que são adultos, ficavam na porta da escola para convidar os estudantes para a festa funk, realizada perto de uma favela na Vila São Pedro. Ainda, de acordo com a investigação, os adolescentes consumiam drogas e bebidas alcoólicas.
O G1 não teve acesso aos responsáveis pelo baile para que eles pudessem se defender das acusações. Existe a possibilidade de a dupla vir a ser indiciada por crimes de corrupção de menores e tráfico de drogas.


G1

SP proíbe a venda de narguilé a menores de 18 anos


Governo ainda vai definir fiscalização e valor da multa
Justificativa é que cachimbo é prejudicial à saúde


A venda de narguilé aos menores de 18 anos está proibida em todo o estado de São Paulo desde esta quinta-feira (22). A lei considerou que fumar esse tipo de cachimbo de origem árabe é prejudicial à saúde.
O cachimbo de água - que também é objeto de decoração - virou febre entre os jovens nos últimos anos. Tradição nos países árabes, o narguilé agora também vem da China. Com tamanho que varia de 30 cm a mais de 1 metro de altura, tem modelo que imita até aquário. O preço pode chegar a R$ 40 mil.
Uma loja visitada pela reportagem e que vende 2 mil cachimbos por mês já adotava a proibição. O dono, Nizar Escandar, diz que é a favor da determinação, mas admite que vai perder faturamento.
“Como vendemos para outras lojas, poderá ter diminuição porque tem muitas pessoas que vendem para menores mesmo”, diz Escandar.
O governo tem 30 dias para regulamentar a lei, definir quem vai fiscalizar o comércio e estipular o valor da multa. O argumento para a proibição é preservar a saúde dos jovens.
Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde indica que quem fuma o narguilé por cerca de 30 minutos inala o equivalente a cem cigarros. Como também há queima do carvão, a liberação de substâncias tóxicas pode ser até maior.

Fonte: G1

Pai pode trocar plano pago a filha por outro de igual cobertura

A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso entende ser razoável a pretensão de um pai em trocar plano de saúde de sua filha, que já atende os outros dependentes dele. Por isso, acolheu recurso por ele interposto a fim de modificar decisão de Primeira Instância que determinara a manutenção da menor no plano de saúde Unimed. Com a decisão de Segundo Grau, ele poderá rescindir o contrato com essa empresa e incluir a filha como dependente no plano de saúde MT-Saúde, que oferece as mesmas condições do anterior por menor preço.
Na apelação, o pai apelante, um policial militar, noticiou que rescindiu o contrato com a Unimed, mas de imediato ingressou no plano MT-Saúde. Aduziu que todos os seus filhos estão inscritos nesse plano e que não haveria distinção entre os dois. Alegou que não haveria justificativa para beneficiar comercialmente uma empresa prestadora de serviços em detrimento de outras do mesmo gênero, que oferecem melhores condições. Requereu provimento do recurso com objetivo de excluir da decisão o nome comercial da empresa a ser contratada em favor da menor, a fim de que permaneça tão-somente a obrigação de mantê-la em um plano de saúde, para que não haja discriminação entre os seus dependentes.
Em seu voto o relator do recurso, desembargador Guiomar Teodoro Borges, ressaltou o fato de que o apelante não está se negando a pagar o plano de saúde da filha, mas apenas busca que não haja distinção entre o serviço a ela fornecido e o oferecido aos seus demais filhos. Para o magistrado, é razoável a pretensão do apelante em manter sua filha em plano de saúde que já atende seus demais dependentes.

Tribunal de Justiça do Estado do Estado do Mato Grosso


Revista Jus Vigilantibus

Adolescente de 14 anos dá à luz trigêmeos no Paraná


Crianças nasceram após 7 meses de gestação.
Pai das crianças tem 16 anos e a avó materna tem 28 anos.


Uma adolescente de 14 anos deu à luz trigêmeas no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR), nesta terça-feira (20). A mãe foi submetida a uma cesariana no sétimo mês de gestação. Os bebês nasceram com 1,220 kg, 990 gramas e 1,045 kg. Por serem prematuras, as crianças estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, mas todas passam bem.
Segundo informações da maternidade, Melissa, Micaela e Mirela devem ficar internadas até completar pelo menos dois quilos cada uma. A descoberta da gravidez tripla ocorreu apenas no quarto mês de gestação.
“Fiquei tranquila, mas quem ficou chocada foi minha mãe”, contou a adolescente. A avó das trigêmeas tem 28 anos e também engravidou aos 14 anos. A bisavó tem 47 anos e a trisavó tem 72 anos de idade.
O pai das crianças tem 16 anos e deve voltar de uma viagem para registrar as filhas. A família precisa da ajuda para o enxoval dos bebês e pede, principalmente, a doação de fraldas descartáveis.

Minas Gerais
Uma família de lavradores festejou o nascimento de quadrigêmeos em Belo Horizonte na segunda-feira (12), que coincidiu com o Dia das Crianças. O casal, que já tem cinco filhos, mora na zona rural de Piranga (MG).
Quem deu à luz os bebês foi uma mulher de 34 anos. Os três meninos e a menina nasceram com 33 semanas. A mãe das crianças ficou sabendo que teria quatro filhos quando estava no terceiro mês da gravidez. Segundo o hospital, ela não fez nenhum tipo de tratamento de fertilidade. O casal de lavradores mora em uma casa sem luz e sem água encanada.


G1

Romero Britto, a arte pop brasileira de Miami que conquistou o mundo


MIAMI, EUA — Colorida, vibrante, alegre e sem limites, a arte pop de Romero Britto surpreende em lugares insuspeitos de Miami, e sua mais recente criação está a ponto de se espalhar pelas ruas de toda a cidade.
Com seu estilo característico, o artista brasileiro pintou uma série de parquímetros, cujo dinheiro que arrecadar será destinado às pessoas que vivem nas ruas.
Além disso, Britto pretende inaugurar em menos de três anos uma das maiores instalações de arte do mundo, quando terminar de pintar um mural ao longo das paredes externas do monumental estádio de futebol americano dos Miami Dolphins.
Para este artista de 46 anos, pequenas ou grandes contribuições urbanas são formas que ele encontrou para agradecer à cidade que o tirou dos tempos difíceis de sua adolescência no Recife e o transformou em poucos anos naquele que muitos conhecem hoje como "o artista feliz".
"Pinto sensações, sentimentos universais", explicou Britto, em entrevista à AFP.
Em seus quadros - uma mistura de cubismo e pop art, com um traço negro que contém uma explosão de cores -, não se descobre a origem da cena.
"Minha obra reflete uma celebração das coisas simples e boas da vida", explica o artista, que descobriu a pintura aos 8 anos de idade e fez dela a única atividade que dava paz e ordem a sua caótica vida.
Seus desenhos estão espalhados por toda Miami. E suas esculturas recebem os visitantes em shopping centers e parques. Mas sua obra já não tem fronteiras.
"Apesar de muita gente achar que sou apenas um artista de Miami, estou viajando o tempo todo e minha obra está no mundo todo", afirma Britto.
Seus trabalhos estão em galerias de pontos tão distantes quanto Tóquio, Cingapura e São Paulo. E em museus do Brasil, Venezuela, Holanda, China e, mais recentemente, no Louvre de Paris.
"Minha arte é uma ponte que me leva a muitos lugares", acrescenta.
Para comemorar a volta de Tutankamon a Londres depois de 35 anos, o governo britânico encomendou a Romero Britto a instalação de uma pirâmide de 15 metros - simulando a pirâmide de Gizé -, que foi exibida no Hyde Park em 2008.
Esse projeto o aproximou do príncipe Charles, que o convidou para um almoço com sua esposa Camila Parker Bowles e, posteriormente, para um jantar de gala no Palácio de Buckingham.
"Nunca imaginei que um dia ia entrar no Buckingham Palace", comenta Romero.
Em seu estúdio, no distrito de Wynwood, em Miami, Britto explica que aprendeu a unir o tempo de seu hemisfério criativo ao tino de empresário para poder responder às "responsabilidades do sucesso".
Dessa maneira, e com a ajuda de inúmeras pessoas que trabalham numa espécie de estrutura de produção artística - que em 2008 somou 14 milhões de dólares em vendas -, Britto responde a uma demanda global crescente por sua assinatura.
Ele vai ser o artista oficial da Copa do Mundo de futebol da África do Sul em 2010. Os retratos que pintou dos pilotos de Fórmula 1 ficarão expostos até o fim do mês em Cingapura por ocasião do Grande Prêmio neste país; e, nos próximos meses viajará ao Qatar e aos Emirados Árabes a convite dos reis desses países.
A simplicidade de sua arte multicolorida conseguiu encantar, além de monarcas, figuras como Bill Clinton, Andre Aggasi, Ronaldo, Madonna e Arnold Schwarzenegger, que sempre compram suas obras para si mesmos ou para presentear outras pessoas.
Apesar de muitos críticos considerarem seus trabalhos extremamente simples e fruto de sua falta de formação artística, Britto, um autodidata, acredita que sua obra agrada porque tem ingredientes de todas as partes. E ensaia uma definição: "Vejo minha arte como uma mistura do carnaval do Brasil, com um pouquinho da liberdade dos Estados Unidos, do espírito da Ásia, a velocidade da Rússia e algumas velhas tradições da Europa".

Juan Castro Olivera e Andrea Marie Thompson


AFP

Maus tratos a animais


Delegacia especializada em maus tratos a animais -
DEMA - Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente
Rua S. Luiz, 265 - São Cristóvão
Delegado: Rafael Carvalho de Menezes

Tels.: (21) 3399-3290/3298/ (21)2589-3133
fax.: (21) 3860-9030/3293

e.mail: rafaelcarvalho@pcerj.rj.gov

E-mail enviado pela amiga e colaboradora Dra.Leila Mendonça

Novo recorde de crianças vacinadas no mundo


WASHINGTON, EUA — A vacinação infantil bateu recorde no mundo, com o grande dinamismo no desenvolvimento de vacinas, comemoraram em um relatório publicado nesta quarta-feira a OMS, a Unicef e o Banco Mundial, destacando, no entanto, que a missão ainda não foi concluída.
Quase 106 milhões de crianças foram vacinadas em 2008 contra as principais doenças infantis, indicaram as três organizações internacionais em relatório publicado nos Estados Unidos.
Estes esforços, sem precedentes, de imunização, "devem ser mantidos para evitar que doenças não voltem com mais virulência", destacou, em entrevista à imprensa, o médico Jon Kim Andrus, diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde.
Apesar destes esforços, quase 24 milhões de crianças não tiveram acesso a qualquer tipo de vacinação em 2008, lamentaram os autores do relatório.
Consideram que uma ajuda extra de pelo menos um bilhão de dólares é necessária para garantir a distribuição das novas vacinas e das já comercializadas a todas as crianças ems 72 países mais pobres do planeta, evitando assim dois milhões de novas mortes.
A doutora Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), insistiu em um comunicado sobre a necessidade de "reduzir a diferença entre ricos e pobres, entre os que se beneficiam de vacinas salva-vidas e os demais".
Ela destacou o papel sem igual da vacinação para a prevenção das doenças contagiosas e o desafio que representa o acesso às populações mais vulneráveis.
"A pandemia de gripe H1N1 ilustra a promessa e o dinamismo da pesquisa para o desenvolvimento de vacinas", disse, lembrando que isto ainda é difícil nas populações de nações aonde não chegaram os últimos avanços científicos.
Testemunhas do sucesso das vacinas, a mortalidade infantil resultante do sarampo caiu de 74% de 2000 a 2007 no mundo, destacou a Unicef.
Um número recorde de pelo menos 120 vacinas está disponível contra infecções mortais. Este é o resultado dos esforços feitos dos últimos anos para desenvolver imunizações contra a meningite, o rotavírus - causa de diarreia, além dos papilomavírus (HPV), responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo do útero.

Polícia investiga morte por esganadura de paciente internado com transtorno bipolar em SP


SÃO PAULO - A polícia investiga a morte do vigilante Aldo de Jesus Paixão, de 24 anos, ocorrida na madrugada desta quarta-feira no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Ele estava internado porque sofria de transtorno bipolar. O Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte, segundo a família, "asfixia mecânica com constrição de pescoço e esganadura".
Funcionários do IML de Taboão da Serra confirmaram a causa da morte descrita pela família. O vigilante estava internado há 17 dias na ala psiquiátrica do hospital. A mãe do paciente, a professora Maria da Glória de Jesus Paixão, de 49 anos, disse não acreditar em um acidente.
- Eu assino embaixo que não é acidente, isso foi um homicídio - afirmou a mãe.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que o hospital iniciou "apuração interna para verificar as circunstâncias em que se deu a morte do paciente". Segundo o hospital, funcionários encontraram o vigilante caído, com marcas de sangue pelo corpo.
- Imediatamente, a equipe médica foi acionada e iniciou manobras de reanimação, mas não obteve êxito - diz uma nota divulgada nesta quarta-feira.
O caso foi registrado no 1º DP de Taboão da Serra como "morte suspeita". Um enfermeiro e o administrador do hospital disseram à polícia que o outro paciente do quarto estava agitado e precisou ser sedado - apenas os dois estariam no local. A delegada do caso relata no boletim de ocorrência ter encontrado, quando chegou ao local, o vigilante com ferimentos no rosto e no pescoço.
A polícia investiga se o outro paciente e funcionários do hospital teriam participação na morte. Segundo o boletim de ocorrência, a perícia no local foi prejudicada, o que pode significar uma alteração no quarto onde o vigilante morreu.
Segundo a mãe do vigilante, sua filha recebeu um telefonema do hospital pedindo a presença dos familiares.
- Lá que eles foram dar a notícia para a gente. Em um primeiro instante, foi colocado que ele tinha caído - contou.
Maria da Glória afirmou que viu os ferimentos no pescoço e na cabeça do filho.
- Ele pode ter sido jogado da cama, mas não caiu - disse.
A mãe contou que o filho teve o transtorno bipolar diagnosticado há quatro anos. Segundo ela, Aldo dividia o quarto com outro paciente, mas os dormitórios não eram trancados.
- Eu quero que isso não fique parado, que investiguem tudo o que aconteceu, porque hoje foi meu filho, amanhã pode ser outra pessoa - disse.
O hospital diz ainda que "aguarda a conclusão do inquérito policial sobre o caso, estando à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos."


O Globo

Mãe obriga a filha a fazer sexo com o padrasto e filma tudo



Uma adolescente de apenas 13 anos era obrigada pela própria mãe a participar de bacanal, fazendo sexo com ela e o atual marido dela (padrasto da menina), em Alvorada, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
O casal ainda filmava tudo.
Um dos vídeos foi entregue, pela própria adolescente, ao Conselho Tutelar.
A polícia prendeu o casal e a vítima vai morar com o pai biológico dela.
A polícia informa que o caso é configurado como estupro e cada um deles pode pegar até 20 anos de cadeia.
A mãe alegou que levava a filha para o atual marido porque sofria ameaças.
O homem diz que nunca ameaçou e que pensava que era um presente que estava ganhando.

ClickPB

Violência Sexual, sempre crime, às vezes pedofilia


A Violência Sexual tem conseguido espaço crescente no jornalismo brasileiro. Isto é muito positivo e com certeza, fruto do envolvimento cada vez maior de profissionais de todas as áreas de atuação que estão convencidos que o abuso e a exploração sexual são violações de alto grau de complexidade e difícil superação.
Enquanto violação dos Direitos Humanos, violação da sexualidade e crime, a violência sexual ainda se encontra no campo da invisibilidade social. A sociedade não lida com este problema com a devida importância, subestimando a quantidade de casos, suas causas e conseqüências. Segundo a professora Maria Lúcia Leal , a invisibilidade é parte fundamental para alimentação do mercado do sexo com crianças e adolescentes.
Na perspectiva do debate público, torna-se relevante refletir a cobertura do jornalismo nos casos de violência sexual, em especial a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes (ESCCA): Por que as notícias de violência sexual são, na maioria das vezes, anunciadas com o termo “pedofilia” ?
Os exemplos são muitos: “mais um crime de pedofilia”, “Procurador geral envolvido em caso de pedofilia”, “foi iniciada a CPI da pedofilia”, etc.
Sabemos que o debate conceitual da violência sexual não está definido, contudo, quando nos referimos aos crimes sexuais como crimes de pedofilia, estamos na verdade, dando um diagnóstico para o responsável pela agressão e fatalmente deixando de lado várias dimensões estruturais do problema, como as redes comerciais e os altos lucros que obtêm agenciadores, transportadores, donos de estabelecimentos, o envolvimento de políticos e autoridades como facilitadores e consumidores, etc.
Ao priorizarmos denominar os crimes sexuais como pedofilia, há uma mensagem implícita na notícia da incapacidade do sujeito (doente pedófilo) de dar limite a seus impulsos, de controlar sua compulsão. Entramos no debate, nem sempre explícito, da governança do indivíduo sobre si mesmo. Favorecemos assim a condição de transtorno mental e não a condição de crime, de violação consciente, intencional, e sobretudo, evitável.
Não estamos aqui desreconhecendo que em alguns casos o crime sexual é motivado pela doença, estes denominamos pedofilia e outros termos utilizados para denominar os comportamento que estão na dimensão do latente crônico, da patologia.
No caso da violência sexual, tanto o crime como a doença, necessitam de tratamento, limites sócio-familiar e responsabilização jurídica.
A pesquisadora Tatiana Landini alerta que é possível que pedófilos não cometam crimes sexuais, mantendo suas preferências no nível da fantasia, sendo a recíproca verdadeira, quando não pedófilos praticam violações sexuais contra crianças e adolescentes.
Neste momento tentamos refletir que concepção, que compreensão do problema da violência sexual estamos construindo ao reproduzir constantemente o termo pedofilia.
É inevitável lembrar das tradicionais concepções de gênero que apontam o “instinto masculino” como sendo impossível ou de difícil controle.
Quantos estupros já foram minimizados enquanto crime por terem sido considerados atos do impulso sexual masculino? Ainda hoje assistimos mulheres e crianças sendo violadas sexualmente em situações de guerra, tráfico, regiões de fronteira, aglomerados masculinos (garimpo, pólo de gesso, reuniões de políticos e empresários, etc.). Tais situações não apontam para a pedofilia e sim para violação dos direitos de crianças e adolescentes para satisfazer desejos e interesse de adultos que encontram contextos sócio-familiares e institucionais de permissividade e impunidade. É como se tais comportamentos fossem compreendidos como inevitáveis. Algo que não se pode controlar. E É esta concepção que se expressa quando chamamos abuso e exploração sexual de pedofilia.
Recentemente, nos anos de 1990, assistimos a homossexualidade deixar de ser chamada de homossexualismo. Tal debate foi pautado no sentido de retirar o interesse afetivo-sexual por pessoas do mesmo sexo da condição de doença e colocá-lo no debate público da normalidade, do que é natural, espontâneo e que deve ser discutido no campo da autonomia e da cidadania.
O CID reconhece pelo código 65, as doenças da sexualidade, significa que assim como tudo, também os comportamentos da sexualidade quando funcionam de maneira compulsiva e crônica ou levam fortes desconfortos ao indivíduo podem ser considerados como patologias. Contudo, no que se refere à homossexualidade e lesbiandade o debate público e institucional não pode negar que estamos falando de saúde, de orientação, de liberdade, de cidadania. Quando fazemos uma analogia com os crimes sexuais, percebemos uma relação oposta ao processo que aconteceu com a homossexualidade, já que a sociedade continua insistindo em compreender os crimes sexuais como caso de doença.
É importante questionar se o termo pedofilia é o mais apropriado para as manchetes de crimes sexuais. As notícias devem contribuir para a reflexão adequada do problema e para disseminação da idéia de que abuso e exploração sexual são crimes praticados por pessoas que não se encaixam em nenhum perfil pré-estabelecido. Que não há “os” doentes a serem tratados e sim crimes sexuais a serem prevenidos e ou punidos, com ou sem tratamento clínico, de acordo com as características específicas de cada caso.
E principalmente, que há crianças e adolescentes que tem o direito de não serem transformadas em objetos e ou mercadorias para satisfazerem desejos e fantasias de sociedades adultocêntricas e que concretamente rejeitam seus Direitos Sexuais e Reprodutivos.

Por Maria Luiza Duarte Araújo - coordenadora executiva da ONG Coletivo Mulher Vida e Analista de Serviço Social do CAOP Infância e Juventude do Ministério Público de Pernambuco
Fonte: Portal Ação em Rede

Mudam as regras para transplantes: crianças e adolescentes têm prioridade


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou nesta quarta-feira o texto final do Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes. Uma das principais mudanças é a prioridade que passam a ter os pacientes menores de 18 anos

Crianças e adolescentes ficam no topo da fila de transplantes para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária, e ganham o direito de se inscrever na lista para um transplante de rim antes de entrar na fase terminal da doença renal crônica e de ter indicação para diálise.
Ainda de acordo com as novas regras, pessoas portadoras de doenças que antes impediam a doação poderão doar órgãos para outros portadores da mesma enfermidade.
"Criamos mecanismos legais para consolidar o que antes estava na esfera das boas práticas, ou seja, impedir a transmissão de doenças por transplantes. Órgãos de um doador que tenha hepatite C, por exemplo, passam a poder ser transplantados em um paciente que também seja portador do mesmo vírus, e sob seu consentimento formal", explicou Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), em nota emitida pelo ministério.
O documento determina, ainda, que a ficha do paciente deve estar sempre atualizada, e as possíveis alterações poderão ser feitas pela internet. A partir das mudanças, as doações intervivos de doadores não aparentados - que atualmente precisa ser autorizado pela Justiça - deverá passar pelo crivo de uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o procedimento antes de seguir para análise judicial.
Investimentos - Os valores pagos por procedimentos de transplantes também sofreram alteração e devem dobrar. Entre essas funções está a entrevista com a família do doador e a manutenção hemodinâmica desses prováveis doadores. Os investimentos serão de 24,1 milhões de reais neste ano e em 2010.
Além disso, novos procedimentos, como consulta de acompanhamento pré-transplante, avaliação dos possíveis doadores, cirurgias para obtenção de tecidos humanos e processamento de pele, serão incorporados ao orçamento - o que terá um custo de 14,3 milhões de reais em 2009 e 2010.

Veja.Com
(Com Agência Estado)

Anorexia e bulimia: médico nutrólogo explica a diferença


A busca pelo emagrecimento a qualquer custo, agravada por um conjunto de fatores psicológicos, fisiológicos e sociais, pode desencadear as complexas síndromes que caracterizam os transtornos da conduta alimentar - entre as mais conhecidas estão anorexia e bulimia. É o que explica o médico nutrólogo Dr. José Alves Lara, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
"É comum a anorexia ser confundida com bulimia. Entretanto, existem algumas diferenças entre os distúrbios", esclarece o médico nutrólogo. "Na anorexia o paciente tem preocupação excessiva em engordar, chegando à distorção real da autoimagem. Já na bulimia, o paciente come compulsivamente", completa. Para compensar a ingestão, o bulímico utiliza métodos purgativos como vômito autoinduzido, laxantes, diuréticos, atividade física excessiva e inibidores de apetite.
De acordo com o Dr. Lara, tanto a anorexia quanto a bulimia causam forte desequilíbrio entre as necessidades do corpo e a ingestão de nutrientes essenciais. "O ideal de magreza imposto pela mídia e pela sociedade gera tanta preocupação em se perder peso, que as pessoas acabam comendo de maneira errada", orienta.
Dados divulgados durante o XIII Congresso Brasileiro de Nutrologia revelaram que a anorexia tem o maior índice de mortalidade entre os transtornos psicológicos, geralmente levando à morte por ataque cardíaco, devido à falta de potássio ou sódio.
O Dr. Lara explica que o tratamento deve ser o acompanhado por médicos nutrólogos e psicólogos. A primeira etapa é restaurar o peso corpóreo normal, mostrando ao paciente o papel dos nutrientes no desenvolvimento físico e mental, para prevenir doenças e manter a saúde. "O tratamento pode incluir psicoterapia e uso de medicamento antidepressivo", conclui o médico.

Redação
eAgora.com.br

Polícia investiga queda de jovem do 10º andar

Um caso semelhante ao da menina Isabella Nardoni, 5 , que foi arremessada da janela do 6º andar do prédio onde morava com o pai e a madrasta, no dia 29 de março de 2008, em São Paulo (SP), aconteceu na madrugada de ontem em Goiânia. A polícia ainda não sabe se Juliana Brandão Lourinho, 19, se atirou, ou se foi jogada pela janela do 10º andar de um condomínio de luxo, no setor nobre da cidade. Indícios de homicídio como sinais de arrombamento em uma das portas do apartamento e a frieza do estudante de fisioterapia Renato Oliveira de Souza, 27 anos, marido de Juliana que estava com ela no momento do fato, levaram a polícia a prendê-lo em flagrante.A queda misteriosa da jovem aconteceu que por volta de 1 hora e alterou a rotina dos condôminos. “Primeiro, o barulho, estrondoso, por sinal. Depois, o tremor que abalou a estrutura, em seguida, os gemidos, e por fim, a agonização: ‘ai, ai’”, detalha o síndico do prédio, João Carlos Teixeira Bastos, provavelmente, o primeiro a ver Juliana caída de bruços na laje da garagem do prédio. De acordo com a polícia, o casal se conhecia há cinco meses e há três estavam casados. “Os dois eram usuários de droga. Renato disse que antes do crime tinha consumido uma boa quantidade de crack”, contou a delegada Mirian Borges, delegada titular da Delegacia da Mulher de Goiânia (Deam).
Em depoimento, o síndico do prédio contou que a moradora do apartamento 802, piso inferior ao do casal, teria reclamado de brigas no apartamento na noite do crime. Ela teria ouvido rumores de discussão e informou o síndico, o qual afirmou não ter ido até o apartamento para solicitar silêncio. “A reclamação foi por volta da meia-noite”, disse João. Os demais vizinhos disseram não ter ouvido nada, apenas um barulho parecido com uma explosão muito forte. “Eu tenho o sono muito pesado, mas acordei com o estouro. Foi um barulho muito estranho, o prédio tremeu inteiro”, disse uma moradora que não quis se identificar.
A grade de proteção da janela por onde Juliana caiu teria sido cortada com uma tesoura. Noemia Marinho de Oliveira, 52 anos, mãe do suspeito, disse em depoimento que acordou com o barulho, e que foi até a cobertura, onde o casal morava, mas a porta estava fechada. Ela teria chamado pelo casal, mas ninguém respondeu. Posteriormente, ouviu gemidos e desceu até a garagem, onde vizinhos já diziam que havia uma jovem na marquize. Ao voltar para o apartamento, Dona Noemia encontrou a tesoura e um caixote próximo à janela.
Renato, por sua vez, se reservou ao direito de falar apenas em juízo após prestar depoimentos contraditórios à imprensa e à polícia. Primeiro ele disse que teria saído para comprar drogas. Depois que estava sentado na escada fumando crack. As declarações do marido e os indícios encontrados pela perícia no local de crime levaram a polícia outra vez ao prédio na tarde de ontem. A delegada Miriam Borges visitou moradores do prédio.
Familiares de Renato disseram, em depoimento, que Juliana sofria transtorno bipolar e pode ter tido alucinações decorrentes do uso do entorpecente. “A mãe não acredita que o filho tenha atirado a mulher pela janela”, diz a delegada.
Dona Noemia afirmou ainda que o filho é usuário de drogas desde os 13 anos, e já teria sido internado em clínicas de recuperação por oito vezes. Segundo ela, a nora era muito ciumenta e que naquela noite o filho teria levado uma amiga do casal (ainda não identificada) ao apartamento. A versão da mãe foi confirmada pelo porteiro Leandro de Oliveira, 26 anos. “Por volta de 21 horas o Renato chegou ao prédio com uma moça magra, de aproximadamente 1,5 metros, cabelos pretos, longos e lisos”, contou em depoimento. Ainda de acordo com o porteiro, a garota teria saído sozinha do prédio uma hora depois. O casal vivia no segundo piso de uma cobertura duplex com os pais de Renato.

Patrícia Santana
Jornal Hoje Goiânia

Descoberta de rede de pedofilia em Florianópolis acelera aprovação de projeto para lan houses Estabelecimentos devem ter câmeras e manter cadastro de

A Polícia Civil investiga uma rede de pedofilia que atua pela internet a partir de Florianópolis

Uma pequena mostra das provas veio à tona na quarta-feira, no plenário da Assembleia Legislativa.

Duas fotos cedidas pela polícia foram exibidas na tribuna pelo deputado Kennedy Nunes (PP)

As imagens mostram simulações de atos sexuais com crianças de dois e seis anos. As fotos foram feitas em Florianópolis e fazem parte de uma investigação policial iniciada em março deste ano.
A exibição das fotos ajudou na aprovação de um projeto que entrou em vigor nesta quinta-feira em Santa Catarina e que obriga o cadastramento de clientes e a instalação de câmeras de vigilância em lan houses. Esses procedimentos vão auxiliar na contenção de práticas ilegais, como extorsão e contatos durante sequestros.
Até mesmo para delegados experientes o assunto revolta. À frente das investigações, Renato Hendges, um dos delegados mais veteranos do Estado, resumiu como se sente diante deste crime:
— Após analisar as imagens e conversas na internet que grampeamos, preciso consultar uma psicóloga, porque falta estômago.

Prisão deve ocorrer nos próximos dias

O delegado Renato Hendges afirmou que a polícia já sabe quem são alguns suspeitos:
— Nós sabemos quem são e a prisão deles é questão de tempo, de pouco tempo. Alguns nomes são até conhecidos.

O delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Eskudlark, que também acompanha as investigações, acrescenta:
— A operação para desbaratar esta rede de pedófilos está pronta. Nós vamos pegá-los de qualquer forma, porque isto não é crime, é monstruosidade.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Maurício Manica, que atua na área de crimes de pedofilia, o Brasil não é um país com uma estrutura organizada de pedófilos, mas sempre há pessoas interessadas neste tipo de barbárie.

Cadastro

A Delegacia de Jogos e Diversões da Polícia Civil tem cadastradas 108 lan houses em Florianópolis. O delegado Rodrigo Falck Bortolini, responsável pela fiscalização, acredita que o número deve aumentar depois que a lei aprovada seja colocada em prática.
É de responsabilidade da equipe de Jogos e Diversões controlar a parte administrativa de cada estabelecimento, como o alvará de funcionamento e o cumprimento da lei. Hoje, o cadastramento é realizado pela delegacia e a documentação fiscalizada mensalmente.
— Certamente existem mais casas por aí, funcionando como lan houses sem cadastros. Temos equipes nas ruas diariamente para fiscalizar estas situações e, quando flagradas, tomamos as medidas necessárias. O proprietário do local recebe uma notificação e tem prazo de 30 dias para regularizar — informou o delegado.
Sobre a nova lei, Bortolini explicou que uma portaria deve ser aberta para estudar a resolução e as formas de ela ser implantada. Segundo o delegado, as operações devem intensificar o trabalho, a fim de reprimir o uso da internet por parte de pedófilos, identificando os usuários de cada estabelecimento e os sites e jogos acessados por crianças e adolescentes.

Na edição desta sexta-feira, os jornais do Grupo RBS em Santa Catarina publicam reportagem especial com mais detalhes sobre a rede de pedofilia descoberta em Florianópolis.

Saiba mais sobre a nova lei

Medidas para o controle de usuários
Todos os estabelecimentos deverão adotar sistema de monitoramento por câmeras de vigilância e guardar as imagens pelo prazo de dois anos. As lan houses têm 60 dias para instalar as câmeras
É preciso manter por dois anos o cadastro de todos os usuários com: nome, tipo de documento apresentado, endereço, telefone, equipamento usado, horário de início e término do acesso, protocolo internet (IP) do equipamento usado
Os dados serão armazenados por meio eletrônico, ficando proibida sua divulgação, exceto mediante expressa autorização do cliente, pedido formal de seu representante legal ou ordem judicial
A infração poderá resultar em advertências, multa de R$ 2 mil a cada reincidência até a quarta vez e depois a suspensão da atividade

O que é considerado lan house
Todo o estabelecimento que gerencia e explora a atividade e locação de computadores para a navegação na Internet e jogos em rede
Estabelecimentos como papelaria ou lanchonete que possuem pelo menos um computador para a exploração da Internet devem ser cadastrados

Como se cadastrar
Procurar a Delegacia de Jogos e Diversões, na Rua Álvaro de Carvalho, no Centro de Florianópolis, no prédio da Chefia da Polícia Civil

Fonte: Diário Catarinense

Bullyng: Punição na dose certa para agressores


Caso em escola recifense gera discussão sobre medidas para frear violência Pessoas com pouca empatia, oriundas muitas vezes de famílias desestruturadas e com chances de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais. Assim os especialistas definem os autores do bullying (agressão física ou psicológica praticada continuamente entre colegas).
No Recife, o espancamento promovido por três adolescentes de uma escola particular contra um grupo de 10 colegas levantou a polêmica. Qual a dose certa de punição para frear a ação violenta dos agressores? Em Fernandópolis, a 553 quilômetros de São Paulo, a Justiça determinou que dois adolescentes de 15 e 16 anos fossem internados na Fundação Casa (antiga Febem) por terem agredido um garoto de 10 anos com pontapés em uma escola estadual da cidade. A decisão é considerada inédita.
Diante da denúncia de oito pais de alunos que procuraram a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), na última quarta-feira, para denunciar os espancamentos, o delegado Thiago Uchôa disse ser contra colocar na mesma unidade jovens envolvidos em assassinatos, tráfico de drogas ou assalto com alguém que pratica bullying. "Acho que a medida mais adequada seria a prestação de serviço à comunidade, por exemplo. Mas temos que avaliar cada caso. Há alguns jovens que, pelo tipo de comportamento, poderiam ser internados em unidades fechadas para adolescentes".
Para o pediatra Lauro Monteiro, especialista em bullying e presidente do Observatório da Infância, no Rio de Janeiro, colocar em regime fechado nunca é a solução correta nesses casos. "Prender não previne o bullying. O que deve acontecer é que a Justiça deve ir contra a escola. Há vários casos de pais de alunos vítimas que acionaram a Justiça contra o colégio por danos morais", informou. Em Ceilândia, no Distrito Federal, uma escola foi condenada pela Justiça a pagar indenização a uma família que acusou a instituição de não tomar providências para resguardar o filho das frequentes agressões que sofria dos colegas.
Para Lauro Monteiro, a maior parte da falha está na escola, que não preveniu e também não detectou o problema, mas também nas famílias, que não perceberam o comportamento da criança, seja ela a agressora ou agredida. "Assim como a vítima precisa de atendimento psicológico, o autor das agressões também precisa", alertou. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê seis medidas sócio-educativas para adolescentes em conflito com a lei: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semiliberdade e internação em estabelecimento educacional.
Ontem, um dos três adolescentes acusados de espancar os colegas em uma escola religiosa do Recife prestou depoimento na GPCA. "Ele falou que encarava tudo como uma brincadeira e que todos os meninos participavam", informou o delegado Thiago Uchôa. O jovem tem 14 anos e foi à polícia acompanhado do pai. "O pai dele disse que é contra a postura do filho e acrescentou que ele deve pagar pelo que fez", adiantou o delegado. Ontem, outros pais de alunos vítimas estiveram na GPCA para depor. Segundo Uchôa, os outros dois jovens acusados de liderarem as agressões devem prestar depoimento na semana que vem. Um deles, também com 14 anos, já foi transferido da escola pela mãe. O Diario tentou entrar em contato novamento com o colégio onde teriam acontecido os espancamentos, mas novamente não obteve retorno das ligações.

Tire suas dúvidas

De que maneira os alunos se envolvem com o bullying?

Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Frequentemente pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as consequências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa autoestima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns creem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com frequência, ou abandonam os estudos. Há jovens que, em depressão, acabam tentando ou cometendo o suicídio.

E o bullying envolve muita gente?

A pesquisa mais extensa sobre o assunto, realizada na Grã-Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido bullying pelo menos, uma vez por semana. Os meninos, com uma frequência muito maior, estão mais envolvidos com o bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor frequência, o bullying também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.

Quais são as consequências do bullying sobre o ambiente escolar?

Quando não há intervenções efetivas contra o bullying, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedadee medo.

Fonte: Observatório da Infância

Em escola do Rio Grande do Sul, crianças brincam de "tráfico de drogas"


Em vez do tradicional polícia-e-ladrão, meninos de um colégio de Sapucaia simulavam ser traficantes

Renato Gava

Nem esconde-esconde, nem polícia-e-ladrão. Crianças de uma escola pública de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, começaram a brincar de traficante. Segundo testemunhas, eles quebraram giz, moeram até virar pó e embalaram em plásticos.

Na brincadeira, segundo uma testemunha, grupos teriam de angariar usuários e conquistar bocas de fumo. O caso envolveu crianças da quarta série do ensino fundamental, entre nove e dez anos de idade.

– Realmente isso ocorreu, mas a gente conversou com eles e eles pararam – assegurou a diretora do colégio, que não quis dar mais informações.

- Escolas vão discutir o tráfico

A brincadeira mostra como a crua realidade do tráfico influencia o cotidiano de crianças da Região Metropolitana.

O secretário de Educação do município, Adilpio Zandonai, revelou preocupação com a questão. Segundo ele, nos dias 10 e 11 de novembro, haverá uma reunião com todas as 26 escolas de Sapucaia do Sul para tratar sobre o combate ao tráfico e a melhor forma de prevenir adolescentes sobre o problema das drogas.

– Pode ter sido em tom de brincadeira, mas temos de coibir, acabar com isso – disse o secretário.

- Reflexos do dia a dia

Subcomandante da Brigada na cidade, o capitão Célio Vargas de Oliveira disse que já havia sido alertado por uma denúncia anônima.

– Não é um crime, e sim um reflexo do que essas crianças convivem no dia a dia, em suas comunidades e, às vezes, até dentro de casa – avaliou o oficial.

Ele não revelou o nome do colégio, mas disse que entrará em contato com a direção para combinar palestras.

– Em Sapucaia, perto de escolas sempre tem uma invasão, que são os locais onde moram a maioria dos traficantes. Se o ponto não é na frente do colégio, fica a três, quatro quadras – informou.

- Pó de mentirinha

A direção da escola não revelou detalhes da brincadeira. Uma professora, que disse ser responsável por outra turma, relatou que a descoberta foi por acaso e que ocorreu no turno da manhã. A responsável pela classe teria visto um aluno quebrando giz e perguntado o porquê da ação. Foi quando a criança mostrou alguns saquinhos com pó e disse que era para brincar de traficante. O menino não soube dizer há quanto tempo eles vinham desenvolvendo o jogo.

Para preservar as crianças, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o Diário Gaúcho não publica o nome da escola.

- “Elas brincam com o mundo”

– Crianças brincam com o mundo que as cerca. O que está acontecendo com esses alunos é que a vida deles está centrada nesse movimento terrível que é a droga.

A afirmação é do doutor em Educação Euclides Redin, professor de Políticas de Educação Infantil da Unisinos. Conforme o especialista, o ideal é que os professores discutam com a crianças o porquê de estarem brincando disso.

Para o professor, o que precisa mudar é a ligação que a criança tem com o submundo das drogas.

– Casos como esse devem chamar a atenção da comunidade para mostrar que a criança está vivendo em locais onde o tráfico tem grande força. Se a gente tirar essa realidade do cotidiano delas, certamente vão brincar de outras coisas – finalizou.

- Brigada comprova o crescimento do tráfico

A quantidade de maconha apreendida pela Brigada Militar em Sapucaia, até setembro, é pelo menos 40 vezes superior ao volume apreendido em 2008. No caso do crack e da cocaína, o aumento supera os 300%. Nos primeiros nove meses de 2009, 49 pessoas foram presas por crime de tráfico.

– O combate às drogas é uma prioridade nossa, os números mostram que estamos atuando bem. Mas, infelizmente, na grande maioria das vezes, pegamos quem está vendendo, e não o traficante maior, o que transporta para a cidade – afirma o subcomandante do 33º BPM, capitão Célio Vargas de Oliveira.

Uma das táticas da BM foi direcionar para o serviço de inteligência as denúncias anônimas referentes a tráfico – PMs à paisana monitoram os locais. Então, efetuam a prisão assim que um comprador aparece.

- Colégios são o principal alvo

Conforme o capitão, tão impressionante quanto o aumento das apreensões é o crescimento do número de mulheres presas por tráfico: nove (18,36% do total).

– Até o ano passado, não tínhamos flagrado nenhuma mulher traficando. Isso está acontecendo agora porque, quando o marido vai preso, ela acaba assumindo o ponto – avalia.

O capitão lembra que as drogas estão “inseridas em todas as classes sociais”, mas garante que as escolas são os principais alvos dos traficantes.

Fonte: Diário Gaúcho

Verbratec© Desktop.