sábado, 3 de outubro de 2009

Sintomas e tratamento da anemia nas crianças


Como identificar e tratar a anemia infantil. Os sintomas da anemia variam segundo o nível de gravidade da doença. No caso da anemia ser leve ou moderada, a criança pode apresentar sintomas como o cansaço, rosto pálido, assm como na pele, na parte interna das pálpebras e na raiz das unhas, sensação de frio, falta de apetite, fraqueza, debilidade muscular e sonolência.
Nos casos mais graves de anemia, pode-se observar uma maior irritabilidade no comportamento da criança, um aumento de sua frequência cardíaca, e uma perda total de apetite, podendo levá-la à uma anorexia. Além disso, também pode-se observar um atraso no seu crescimento e no seu desenvolvimento psicomotor, e a ocorrência repetida de infecções.
No caso de que se observe alguns desses sintomas no seu filho, sem uma causa aparente, o mais indicado é levá-lo ao pediatra. Somente o médico poderá avaliar e diagnosticar o caso, e pedir, se necessário, uma análise de sangue para ver o nível de hemoglobina no sangue da criança.

Como tratar a anemia infantil

O primeiro que pede o médico, quando existe uma suspeita de que a criança tenha anemia, é uma análise de sangue em que refletirá o nível de hemoglobina, hematócritos, etc. O médico também irá querer conhecer os hábitos alimentares da criança e da família, assim como os de conduta e comportamento. Se for confirmada a suspeita, o pediatra determinará uma dieta rica como primeiro passo para assegurar uma nutrição adequada à criança. Uma dieta rica em ferro e em vitamina B12, muito presentes nas carnes vermelhas, assim como em vegetais verdes ou crus (ricos em ácido fólico).
O segundo passo é a complementação, através de preparados que contenham ferro, e outras vitaminas, por via oral. A dose, assim como o suplemento vitamínico, deverão ser indicados somente pelo médico. A duração do tratamento dependerá dos resultados que se obtenham nos posteriores exames de controle. Normalmente, administra-se um suplemento até 3 meses após a normalização do valor da hemoglobina.
Nos casos de anemia grave, e que esteja agravada por uma pneumonia, asma, insuficiência respiratória, ou outro quadro de risco, pode-se empregar uma transfusão sanguínea, desde quando seja recomendada pelo médico.
A transfusão sanguínea só se emprega em determinados casos pelos riscos que esta implica: anemia grave, anemia mais pneumonia ou asma com insuficiência respiratória moderada ou grave. Emprega-se sangue completo ou bolsa de glóbulos vermelhos.

Fonte: Guia Infantil

Drogas e atividade sexual


Diário de Marília - (ABEAD)
Uma pesquisa realizada com Jovens de ambos os sexos frequentadores de locais de diversão noturna, revela que o álcool e drogas como a cocaína, o ecstasy e a cannabis, estão a ser usadas como facilitadores e intensificadores da atividade sexual. O trabalho concluiu ainda que o uso de algumas destas substâncias está relacionado com uma maior precocidade no início da vida sexual, promiscuidade e relações sexuais desprotegidas.
Para além do elevado número de jovens que atualmente recorre ao álcool e drogas para melhorar sua vida sexual, e das várias consequências que isso acarreta, julga-se que este fenômeno teve o seu início nos anos 60 através do movimento de contracultura, no qual o festival de música Woodstock, ocorrido em 1969 nos EUA, acaba por representar o seu apogeu. Mas se nessa altura, juntamente com o álcool, drogas e sexo, havia também uma ideologia de contestação com idéias pacifistas, uma emergência das questões ecológicas, a criação de um novo imaginário de fraternidade , hoje estamos perante uma ideologia vazia de conteúdos, onde prevalece o hedonismo e o individualismo. Este é um sinal inequívoco de decadência de uma sociedade.
Atualmente entre os jovens, em muitos casos, as relações afetivas tornaram-se frívolas e sem vínculos, construindo-se com a mesma facilidade com que se destroem. Além disso, na sociedade atual, propaga-se uma sexualidade epidérmica, superficial, alicerçada apenas em dois conceitos: a busca do prazer e a satisfação pessoal. Mas esta é uma concepção da sexualidade que menospreza o amor na sua dimensão mais profunda uma vez que o outro é instrumentalizado, transformado em fonte de prazer, num objeto de consumo descartável, sem que haja qualquer compromisso. As conseqüências são óbvias já que esta vivência da sexualidade origina vidas erráticas, insatisfeitas e infelizes.
O caminho da busca do prazer, apenas pelo prazer, é um caminho oposto ao da liberdade uma vez que o indivíduo fica refém dos seus desejos, vive preso no presente, sendo incapaz de planear o seu futuro. Esta é uma das grandes contradições da sociedade de hoje, onde se confunde liberdade com permissividade compulsiva. Neste caso, a pessoa renuncia à inteligência, a sua afetividade perde profundidade, ficando reduzida a meros impulsos.
Educar os desejos é um sinal de inteligência, maturidade e repressão. Este estudo mostra-nos que muitos destes jovens são experientes no sexo, mas analfabetos no amor>. Na realidade, o amor verdadeiro segue um itinerário difícil que vai muito além do prazer físico e do desejo sexual. A sexualidade é positiva, mas deve ser educada para uma relação de amor estável, responsável, e apoiada num projeto de vida. Em síntese, é falsa a idéia de que uma sexualidade livre é aquela governada pelos impulsos, transformando a pessoa num adicto de sensações. As substâncias psicoativas acabam por se tornar um acessório desta obsessão pelo prazer imediato.
Mas se os jovens portugueses creem que o álcool e as drogas têm um sentido utilitário, aumentando-lhes a satisfação sexual, o melhor é desenganarem-se depressa porque com o passar do tempo o mais certo é perderem o desejo e ficarem impotentes.
Pedro Afonso (Médico Psiquiatra)
Revista Ordem dos Médicos, janeiro de 2009.
Colaboração: Lucila Costa – Coordenadora Regional de Amor Exigente

Fonte: Blog Dependencia Química

Estudante é baleada e morre dentro de sala de aula em Cascavel


Uma adolescente de 14 anos foi baleada e morreu dentro de uma escola de Cascavel, na manhã desta sexta-feira (2). De acordo com informações das polícias Militar (PM) e Civil e da cidade, o crime ocorreu por volta das 9h30, em uma sala de aula do Colégio Estadual Santos Dumont, no bairro homônimo.
De acordo com informações apuradas pela PM, o disparo teria sido acidental. Um estudante, de 16 anos, carregava um revólver calibre 38 porque vinha sendo ameaçado, segundo colegas. Enquanto mostrava a arma para os amigos, teria disparado acidentalmente o tiro que atingiu Daniele Moreira de Assis. O suspeito fugiu do local antes da chegada da polícia. Uma funcionária da escola ouvida pela reportagem contou que o aluno foi transferido do Colégio Estadual Santa Cruz, em um bairro próximo, para o Santos Dumont há cerca de duas semanas. Ele se sentava na última carteira da fila mais à direita da sala de aula, que tinha cerca de 30 estudantes da oitava série. Ainda segundo a funcionária, que não quis ser identificada, no momento do disparo, a professora de física estava de costas para a turma, passando a matéria no quadro negro.O tiro atravessou a cabeça da vítima e ainda danificou o quadro. Depois de fugir, o suspeito jogou o revólver a cerca de cem metros da escola. De acordo com a PM, a arma tinha seis cartuchos, sendo um deles deflagrado. De acordo com o Núcleo Regional de Educação de Cascavel, as aulas foram suspensas no colégio até a segunda-feira (5) para que seja feito um trabalho de acompanhamento dos alunos que presenciaram a tragédia.A escola tem aproximadamente 680 alunos, dos quais 280 estudam no turno matutino. Daniele estudava na instituição havia quatro anos, desde a quinta série. O corpo da adolescente foi recolhido do local e levado ao Instituto Médico Legal (IML) pouco antes do meio-dia.

Fonte: Umuarama Ilustrado

Cartilha dos Direitos do Cidadão


O QUE SÃO DIREITOS HUMANOS?

Conjunto mínimo de direitos necessários para assegurar a vida digna do ser humano. O rol de direitos humanos é vasto e abrange, entre outros, o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à educação, à saúde, à moradia, entre outros. Tais direitos são universais (são de todos, não importando a nacionalidade, credo, etnia, opinião política, etc), indivisíveis (não é possível proteger um direito e vulnerar outro) e interdependentes (os direitos se interrelacionam). Direitos humanos são todos aqueles que precisam ser reconhecidos pelo Estado, necessariamente, para que as pessoas vivam com dignidade. O ser humano tem direito à vida, à saúde, à liberdade, à igualdade, à privacidade, à educação, à informação, à alimentação adequada.
Esses direitos precisam ser respeitados e é imprescindível que a sociedade os reconheça por meio de seus representantes, que devem estabelecer políticas que os concretizem.

O QUE É DIGNIDADE HUMANA?

Dignidade é o sentimento e a consciência que cada pessoa tem sobre seu próprio valor. É, também, o respeito que a comunidade tem pelas pessoas que nela vivem, o reconhecimento do valor individual de cada um. A dignidade é fundamental para o reconhecimento do direito à liberdade, à justiça, à intimidade, à saúde, à educação, ao lazer, entre outros, e é reconhecida como fundamento da República pela Constituição.

O QUE É INCLUSÃO?

Incluir significa, antes de tudo, deixar de excluir.Pressupõe que todos fazem parte de uma mesma comunidade e não de grupos distintos. Assim, para deixar de excluir, a inclusão exige que o Poder Público e a sociedade em geral ofereçam as condições necessárias para acolher as especificidades de todos. Portanto, diferentemente
da integração, não se espera a inserção apenas daquele que consegue adaptar-se, mas garante a adoção de ações para evitar a exclusão de qualquer pessoa.

Estas e outras explicações estão contidas nas Cartilhas dos Direitos do Cidadão


CARTILHA DOS DIREITOS DO CIDADÃO I

CARTILHA DOS DIREITOS DO CIDADÃO II

Que vida boa em Tremembé...


Vida boa no cárcere
Por Caio Barreto Briso

Passamos três dias na penitenciária de segurança média Doutor José Augusto César Salgado, em Tremembé, a 130 quilômetros da capital. Ali estão 296 presos, entre eles Roger Abdelmassih, Alexandre Nardoni, Lindemberg Fernandes e os irmãos Cravinhos, envolvidos em casos de grande repercussão pública

Sobre o portão azul da entrada principal, uma frase estampada na parede soa quase como uma sentença: 'Este presídio só recebe o homem. O delito e seu passado ficam nesta portaria'. O advogado C., de 29 anos, que acabara de chegar naquela quinta-feira (24 de setembro), acusado de estuprar uma menina de 13 em Araçatuba, no interior do estado, desvia o olhar da escrita e, aflito, dispara a perguntar: ' Como é aqui? Serei bem tratado? Há cela especial para quem tem nível superior? A comida é boa? ' Acostumado com a cena — só naquele dia sete novos presos passaram ali —, o agente penitenciário responde: ‘ Garoto, você está no paraíso ’. Comparada a boa parte das 74 penitenciárias do estado de São Paulo, a P-II, como Tremembé é conhecida, de fato proporciona vida diferenciada a seus presos. As celas de 15 metros quadrados do segundo pavilhão, por exemplo, com capacidade para seis pessoas, não são ocupadas por mais que cinco. A comida, feita por 24 presos e que alimenta tanto os confinados como os diretores do presídio, é boa. Aulas de música e inglês, campeonatos de xadrez e concursos de poesia são algumas das atividades regulares. A unidade tem ainda duas oficinas de usinagem e montagem de torneiras, templo ecumênico e um campo de futebol.

Construída em 1948, Tremembé recebe desde 2002 os chamados presos especiais. A maioria dos 296 detentos que cumprem pena em regime fechado possui ensino médio ou nível superior. São presos que costumam sofrer rejeição junto à população carcerária comum por terem cometido crimes como pedofilia e estupro. Também abriga pessoas que correriam risco de vida em outra penitenciária, como ex-policiais e ex-agentes penitenciários. E ainda presos envolvidos em casos de grande repercussão. Atualmente, ocupam suas celas, que variam de 8 a 15 metros quadrados, o médico Roger Abdelmassih, denunciado por 56 acusações de estupro, Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha Isabella, os irmãos Cravinhos, condenados pela morte dos pais de Suzane von Richthofen, o segurança Lindemberg Alves, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos, e o segurança João Alexandre Rodrigues, que confessou ter esquartejado e queimado seus dois filhos (veja quadros ao longo da reportagem). ‘ Nenhum dos famosos dá trabalho. Todos têm ótimo comportamento ’, diz o diretor de segurança P. — a pedido da direção do presídio, presos e funcionários serão identificados somente pela inicial de seus nomes.

Em Tremembé o dia começa cedo. Às 5h45 é feita a primeira contagem nos dois pavilhões. As portas das celas são abertas e os agentes penitenciários contam preso por preso — ritual que se repete outras duas vezes, às 11h e às 17h15. Na cozinha, 280 quilos de arroz e 140 quilos de carne são colocados no fogo logo às 7h30. Todas as refeições são servidas na cela. Na quarta-feira (23), o cardápio do almoço era arroz, feijão, bife à rolê, rúcula e tomate. No dia seguinte: arroz, feijão, picadinho de carne com bacon, abóbora e berinjela com queijo. De sobremesa, banana e laranja. Na lavanderia, duas equipes de oito presos se revezam na tarefa de lavar 400 quilos de roupas por dia. ‘ Preso é vaidoso e gosta de andar cheiroso, de roupa lavada e banho tomado ’, diz J., há poucos meses em Tremembé, acusado de trᬬfico de drogas.



Cela de 15 metros quadrados do Pavilhão 2: três beliches, TV, banheiro e chuveiro frio


De manhã e à tarde, o corredor de acesso aos pavilhões fica movimentado. Ali acontecem as aulas de informática, inglês, ensinos fundamental e médio. Na igreja ecumênica são realizadas as missas católicas e os cultos evangélicos, concorridíssimos. Em frente à igreja, fica a sala de música. I., professor do ensino médio, está sentado no fundo da sala, sozinho, à espera de seus alunos. Lê um livro do crítico russo Mikhail Bakhtin. Mestre em linguística, o doutorando desenvolve sua tese de mestrado na prisão. Ele aproveita o tempo para ler, escrever e estudar. Diz que já escreveu, nos cinco meses em que está em Tremembé, duas peças de teatro. Fiódor Dostoiévski é seu escritor predileto. ‘ Em Crime e Castigo fica claro que a prisão mais severa é a nossa própria consciência. As paredes não prendem. Eu estou preso, mas não me sinto assim.’ Ex-agente penitenciário acusado de corrupção, ele diz ter sido torturado para assinar uma confissão inverídica. Divide a cela 105 com Alexandre Nardoni. ‘A pior coisa de estar preso é a indefinição de não saber quando seremos julgados.’

As visitas acontecem aos finais de semana. Oitenta presos recebem seus parentes aos sábados e o mesmo número aos domingos. Mais da metade das visitas são íntimas, quando eles compartilham com suas mulheres, companheiras ou namoradas um dos 25 quartos especiais com colchão sobre uma cama de concreto, pia, vaso sanitário e chuveiro — de água fria. Se a saudade aperta, eles escrevem cartas. Cerca de 2 000 saem do presídio a cada mês. Chega um pouco menos, 1 500. Outro número que impressiona é o de empréstimos de livros na biblioteca. Dos 6 000 títulos, mais de 700 são retirados a cada mês. Os romances policiais de Agatha Christie fazem sucesso. Eça de Queirós e Sidney Sheldon também. C., o número 1 no ranking de xadrez da penitenciária (são dezenove vitórias em vinte partidas), já devorou todos os livros da biblioteca sobre o jogo. Ele diz ter se formado em literatura inglesa na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. É acusado de estupro. ‘Xadrez é uma metáfora da vida. Ganha quem planejar melhor.’
Cerca de 23% dos presos que estão ali cumprem pena por homicídio. É o caso do paraibano J. Ele diz que já perdeu a conta de quantas pessoas assassinou. ‘ Na última vez que contei, eram 21 ’, afirmou. O que sente após matar? ‘Na primeira vez é difícil. Depois, é igual matar galinha.’ Sua primeira vítima foi um homem que assaltou sua casa. Se pudesse voltar no tempo, J. diz que teria feito diferente. Não por arrependimento, mas porque ficar preso, ainda que seja em Tremembé, é muito ruim.

Fonte: Veja São Paulo

Em SP, estrangeiros enfrentam doenças, transtornos mentais e drogas


Em dois meses, 16 foram atendidos na região da Cracolândia
Secretaria de Saúde tem programa específico para eles no centro


A cada noite, quando a troca de guarda era feita em uma penitenciária de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, a enfermeira T. D, de 25 anos, sabia o que estava prestes a começar. Foram dez meses de prisão e sucessivos estupros que resultaram em problemas mentais, uma gestação não desejada e um aborto dentro da própria cela.
T.D., foi presa por trabalhar no escritório político de um deputado cassado pelo governo local. Internada em uma ala para presidiários num hospital de Kinshasa, escapou graças a ajuda de uma faxineira que de tempos em tempos entrava em seu quarto.
Hoje, dois meses após chegar ao Brasil, ela é uma entre os 85 estrangeiros atendidos na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Sé, no Centro de São Paulo, entre junho de 2008 e setembro de 2009. Em meio a outros congoleses, nigerianos, senegaleses, sulafricanos, peruanos e bolivianos, recebe do Sistema Único de Saúde (SUS), o mesmo tratamento dispensado a qualquer brasileiro.
Eles se concentram na região central da cidade, e entre os problemas mais recorrentes estão a hipertensão, diabetes, tuberculose e doenças mentais. A secretaria registra também o atendimento psicossocial de imigrante viciados na região da Cracolândia. Na UBS da Luz, 16 imigrantes foram atendidos entre julho e setembro deste ano. "Não é um número grande, mas eles existem e fazemos uma abordagem especial nesses casos", diz a coordenadora de saúde da região centro-oeste, Márcia Gadargi.
A.K, de 35 anos, é um dos sete agentes comunitários de saúde em São Paulo responsáveis pelo atendimento de imigrantes estrangeiros que chegam principalmente à Casa do Migrante, na região central da cidade. "São pessoas que têm dificuldade em relação ao nosso idioma e ficam receosas com qualquer aproximação", diz Márcia. "Normalmente eles associam a situação de ilegalidade com o temor da polícia."
O trabalho dos agentes comunitários faz parte da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e A.K. foi um dos escolhidos para fazer parte do programa por falar português com fluência, após dois anos de adaptação no país.
Extrovertido, A.K. nem sempre trabalhou na área de saúde. Formado em engenharia elétrica, ainda procura uma forma de continuar seus estudos no Brasil. Nada parece ser problema para ele, a não ser falar sobre os motivos que o trouxeram para o Brasil. À pergunta do G1, segue um sorriso nervoso e a resposta: "Vamos falar de outra coisa", diz. "Podemos falar de qualquer assunto sobre o Brasil."
Aos poucos, porém, revela ter deixado mulher e dois filhos do outro lado do Atlântico e um passado de atividades políticas que o levaram à prisão. Prefere dizer apenas que as lembranças lhe causam "problemas sérios até hoje."

Condições de trabalho

Assim como ele, a advogada H. U., de 36 anos, espera receber a condição de refugiada política. Antes de ser presa, no entanto, conseguiu embarcar para a Europa e de lá para o Brasil. Entende pouco do português e mesmo se entendesse mais, pouco falaria.
Sua família se espalhou por países da África e da Europa após o exercíto congolês invadir sua casa e prender seus irmãos. A.K conta que quando ela chegou ao Brasil, há pouco mais de uma ano "estava louca", diz. "As doenças mentais são resultado não só das experiências de vida dessas pessoas , mas também das condições de trabalho a que estão expostas hoje", diz Márcia.
Os resultados da Unidade Básica de Saúde do Brás tornam a afirmação da
coordenadora de saúde mais clara. Dos 49 casos de tuberculose registrados neste ano no local, 36 são de pacientes bolivianos.
Entre todos os atendimentos do local, 50% são de bolivianos. "Muitas famílias costumam morar no mesmo apartamento e trabalham principalmente em oficinas de costura com portas e janelas fechadas", explica a diretora da UBS do Brás, Célia Coelho Ribeiro.
Todos os dias os agentes comunitários de saúde da UBS do Brás percorrem as oficinas de costura do bairro em busca de casos. Sempre que um caso positivo é detectado em um desses lugares, todos os outros funcionários são examinados. Normalmente, os testes costumam comprovar a precariedade das condições de trabalho, com novas confirmações da doença, explica Célia.
Na terça-feira, quando a reportagem do G1 esteve na UBS do Brás, a agente comunitária de Saúde Rosana Bastista, voltava de uma dessas visitas. "Fui a um galpão em que um pessoa está doente e outras 30 estão com sintomas", diz.

Tratamento é atração para o país

Uma das formas de atrair os imigrantes para o Brasil, diz a diretora, é a própria oferta de tratamento médico gratuito. "Os ‘coiotes’ que fazem esse trabalho de trazer os imigrantes para cá costumam atraí-los mostrando que terão não só trabalho, mas também tratamento gratuito para a tuberculose e pré-natal", afirma Célia.
Essa foi uma das promessas que Maritza Calcina Jove, de 26 anos, ouviu antes de deixar La Paz e vir para São Paulo, em 2003. Seus dois filhos nasceram em território brasileiro e o terceiro está a caminho. "O atendimento na Bolívia não é caro, mas é demorado e difícil de conseguir", afirma.
Márcia Gadargi explica que por ter acesso irrestrito, o sistema de saúde brasileiro, um dos maiores do mundo, não faz distinção entre os pacientes. "Quando eles chegam nosso primeiro olhar é em relação à saúde. Depois são encaminhados para os assistentes sociais", afirma. "Todos são atendidos como se fossem brasileiros."

Foto maior: A enfermeira T.D. e a advogada H.U., ambas congolesas, receberam atendimento na UBS da Sé (Foto: Emílio Sant´Anna/G1)
Foto menor: Ao lado da agente de saúde Rosana Batista, a boliviana Maritza Calcina Jove terá seu terceiro filho no Brasil (Foto: Emílio Sant´Anna/G1)

Fonte: G1

Além da quimio e radioterapia, Linfoma é tratado com imunoterapia


Protocolo utilizado em diversos países do mundo utiliza quimioterapia associada a medicamentos alvo específicos, ampliando eficácia e reduzindo efeitos colaterais

A recente exposição do linfoma no cenário nacional traz um grande benefício para a população: a importância e disseminação dos sinais e sintomas da doença, fundamentais para a detecção precoce, que aumenta, e muito, as chances de cura. Por outro lado, para que essa cura seja possível nos casos mais comuns de linfoma, que correspondem a 80% dos casos da doença no mundo ocidental– os chamados linfomas de células B -, habitualmente não deve ser feito apenas com quimio e radioterapia. Denominada de imunoterapia, este tipo de tratamento inovador atinge seletivamente as células linfomatosas e detém a multiplicação das células malignas.
A imunoterapia no tratamento do Linfoma alia o anticorpo monoclonal chamado MabThera (rituximabe), aos regimes de quimioterapia tradicionais. “É consenso mundial que a utilização do rituximabe associado à quimioterapia, aumenta consideravelmente as chances de cura dos pacientes com linfoma de células B. A chegada deste tratamento, há 10 anos, foi um marco no tratamento da doença. Destaca -se os tratamentos dos linfomas difuso de grandes células B, do folicular, da zona do manto e, mais recentemente, da leucemia linfocítica crônica. Diversos países da Europa, Estados Unidos e até a África adotaram o medicamento como protocolo de tratamento”, afirma Dr. Cármino Antonio de Souza, médico hematologista e professor titular de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp.
No Brasil, segundo os últimos dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), em 2004, foram computadas mais de 3 mil mortes no País devido somente aos cânceres do sistema linfático. Uma média de 8,5 mortes por dia devido à doença.
“Devido a esses números de mortes e com a incidência cada vez maior no Brasil é importante que as autoridades federais dêem a devida atenção ao tratamento do linfoma, já que sabemos que a cura é possível em grande parte dos casos”, completa Dr. Cármino.
Lançado no Brasil há 10 anos, MabThera vem proporcionando a cada ano novos benefícios para os pacientes com linfoma de células B. Até o momento, mais de 1,5 milhão de pacientes foram tratados com o medicamento em todo o mundo.
Além disso, este foi o primeiro anticorpo monoclonal aprovado pelo FDA em 1997 (Food and Drug Administration – agência norte-americana responsável pelo controle dos medicamentos) para o tratamento de câncer e representou um avanço na Medicina ao desenvolver o conceito de terapia dirigida a um alvo. Diferente da quimioterapia clássica que mata não somente as células doentes, mas ataca células sadias, esse medicamento age exclusivamente sobre as células doentes.


Desafios além da Medicina

Apesar de todos os avanços terapêuticos, existem outros desafios no combate à doença: o desconhecimento sobre o linfoma e a dificuldade para a realização do diagnóstico precoce. Para se ter uma idéia, uma pesquisa realizada pelo DataFolha, em 2008, apontou que mais da metade dos brasileiros (66%) nunca ouviu falar do linfoma, que é o quinto tipo de câncer mais freqüente no mundo. Um dado ainda mais preocupante é que 89% dos que mencionaram ter ouvido falar dos linfomas (34%), desconhecem os sintomas da doença.
O sintoma inicial mais comum do linfoma é um aumento indolor dos linfonodos no pescoço, axilas, abdômen, virilha ou do mediastino (região entre o coração e os pulmões). Outros sintomas incluem febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. O baço e/ ou o fígado podem estar aumentados

Fonte: EAgora

Rio 2016: Anderson, da New Yorker, assiste à votação



Tudo começou meses atrás, quando o jornalista e escritor Jon Lee Anderson, colaborador fixo da New Yorker e autor de livros como A queda de Bagdá e Che – uma vida revolucionária, decidiu escrever uma matéria sobre os narcotraficantes do Rio de Janeiro. Meses depois, a reportagem sai, justamente dias antes do anúncio da cidade que sediará os jogos olímpicos de 2016. Alguns jornais, como O Globo, chegam a coroar suas reportagens sobre a reportagem com um “É Guerra”. Artigos em veículos como o Observatório da Imprensa chamam Anderson de irresponsável e seu trabalho de “história para gringo ver”. Mesmo a imprensa americana, como a revista The Atlantic, afirmam que o momento da publicação é “peculiar”.

Traficantes detidos na Ilha do Governador (Foto: New Yorker/João Pina)
Decidimos, então, entrevistar Anderson, que passa férias na Espanha. Não em qualquer momento, mas no momento preciso em que o Comitê Olímpico Internacional anuciava o resultado. Além da entrevista abaixo, Anderson nos autorizou a publicar a matéria no blog de O Livreiro. No site da revista, Anderson fala da matéria e sobre as belas fotos em preto e branco que a ilustram, do português João Pina.



Blog de O Livreiro

Disque Denúncia é o novo parceiro da CPI de Crianças e Adolescentes Desaparecidos


Em reunião, nesta segunda-feira (28), a relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito de Crianças e Adolescentes Desaparecidos da Câmara dos Deputados, deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), fechou acordo de parceria com o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. A partir de agora, as denúncias recebidas pelo site da CPI serão encaminhadas para a apuração do Disque Denúncia.
“Em princípio, os estudos serão iniciados por São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Mas o objetivo é ampliar o campo de atuação do Disque Denúncia”, explicou a deputada. Para ela, firmar esta parceria foi de extrema importância para a solução dos casos de desaparecimento de crianças que chegam até a CPI.
Andreia Zito também se reuniu com representantes do Portal Kids, que mantém uma exposição de fotografias de crianças desaparecidas. O Portal mantém também o projeto Mães do Brasil, que visa dar apoio emocional e psicológico às mães que têm um filho desaparecido.
“Queremos acompanhar o andamento dos casos já denunciados pelo Portal Kids. Essas parcerias são importantes para que a CPI atinja seus objetivos. O conhecimento e experiência dessas entidades nos ajudarão a criar políticas e ações de combate a esses crimes em nosso país. É um somatório de forças”, afirmou a relatora Andreia Zito.


Hominídeo de 4,4 bi de anos pode esclarecer evolução humana


WASHINGTON - Uma equipe internacional de cientistas divulgou pela primeira vez um estudo abrangente e extenso sobre o Ardipithecus ramidus, um antigo hominídeo que, há 4, 4 bilhões de anos, habitava a região hoje conhecida como Etiópia. Ardi, como foi apelidado o esqueleto feminino estudado pela equipe de especialistas, vivia na África um milhão de anos antes de Lucy, a famosa Australopithecus afarensis.
Os especialistas em evolução humana estão constantemente à procura do ancestral comum entre o homo sapiens e o chimpanzé, a espécie mais parecida com humanos hoje existente. Ardi não é este ancestral comum, entretanto, esclarece muito - ao mesmo tempo que surprende cientistas - sobre o que existiu entre Lucy e o chimpanzé.
- Ardi nos encheu de surpresas, pois apesar de ser um mosaico, apresenta características mais parecidas com às dos humanos do que com às dos chimpanzés", disse C. Owen Lovejoy, professor de antropologia da Kent State University e um dos autores do estudo. Segundo o profressor, isto é uma prova de que os chimpanzés evoluíram tanto quanto os humanos nos últimos 6 milhões de anos. "A mão humana de hoje é mais primitiva que a do chimpanzé atual - afirma Lovejoy.
O estudo do Ardipithecus ramidus também sugere que, há quase 5 milhões de anos, estes hominídeos já cooperavam uns com os outros. Em praticamente todos os primatas machos, exceto no caso dos hominídeos, os dentes caninos são grandes, pois servem como armas para ameaçar e atacar oponentes. O Ardipithecus ramidus macho apresentava caninos pequenos que não eram usados como armas em conflitos dentro do grupo. Eles provavelmente viviam em uma sociedade formada por casais específicos. Os machos obtinham e compartilhavam alimentos com as fêmeas que, por sua vez, cooperavam umas com as outras nos cuidados dos bebês. O ancestral de Lucy vivia em uma região silvestre que também era habitada por corujas, papagaios, camundongos, morcegos, ursos, elefantes, entre uma variedade de outros animais. Ardi provavelmentge era omnívera e se alimentava de frutas, cogumelos, e, talvez, de alguns animais invertebrados pequenos.
O esqueleto de Ardi, que inclui crânio com dentes, braços, mãos, pélvis, pernas e pés, mostra que ela era uma fêmea grande, medindo cerca de 1,20 m e pesando aproximadamente 50 kg.
Apesar do corpo e do cérebro de Ardi serem semelhantes em tamanho com os de um chimpanzé, ela caminhava ereta e não se balançava entre árvores como os macacos de hoje. Embora fosse bípede, ela podia subir em árvores de modo mais eficiente que os humanos atuais. No entanto, Ardi não era capaz de fazer longas caminhadas.
O primeiro fóssil do Aripithecus ramidus foi descoberto em 1992, perto do vilarejo de Aramis, na Etiópia. Desde então, já foram encontrados 110 fósseis desta espécie, representando 36 indivíduos. Mas Ardi é formada por partes de um esqueleto de um só indivíduo. Os pesquisadores demoraram 17 anos para finalmente divulgarem suas descobertas na edição de outubro da revista Science.
- O que encontramos foi uma cápsula do tempo tão repleta de conteúdos que foi preciso todos estes anos para podermos analisar e relatar nossas descobertas - diz Tim White, professor do Centro de Pesquisa sobre Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley e principal autor do estudo.
- Dois séculos depois do nascimento de Charles Darwin, podemos verificar que ele estava certo. Em ciência é preciso termos evidências e não especular. Valeu a pena esperar para sabermos mais sobre o hominídeo mais próximo do nosso ancestral comum com o chimpanzé até hoje conhecido - afirmou White.

Ligia Hougland, Portal Terra


Crime sem castigo


Crimes com grandes repercussões têm mais chances de uma condenação mais severa, entretanto, a demora para a conclusão do inquérito policial ainda é um problema por ter não ter um prazo padrão.
Não existe uma regra que determine um prazo padrão para a apuração de um delito e, apesar da previsão processual de 30 dias prorrogáveis por mais 30 para a conclusão de um inquérito policial, na maioria das vezes o prazo é descumprido para que todas as provas sejam apuradas e que todos os elementos que envolvam o delito sejam efetivamente apurados.
Para o advogado criminalista Antonio Gonçalves, isso é o grande problema dos crimes de elevada complexidade, pois, as autoridades competentes devem apurar os acontecimentos para restaurar a maior parte dos elementos possíveis que constituem um crime, por isso são necessários vários exames, como autópsia, balística, perícia criminal e, possivelmente que seja feita até uma reconstituição da cena do crime com o escopo de elucidar ainda mais questões como autoria e o delito em si.
“O grande problema é que ao apurar os fatos as autoridades competentes despendem um tempo elevado entre a data do fato e a conclusão do inquérito policial, o que ocasiona um arrefecimento do ímpeto processual e, por conseguinte, um esquecimento da opinião pública que pode ter como resultado um abrandamento de uma eventual punição”, complementa o especialista.
Segundo Gonçalves não existe entrave no processo, pois ou a policia investiga o crime com a maior gama possível de detalhes, com isso despenderá tempo, ou o inquérito é concluso de forma incompleta o que certamente irá dificultar a ação do Ministério Público seja na denúncia ou no próprio transcurso do processo. “O prazo ganha menor importância na apuração de um crime, pois, um apressamento pode prejudicar, ou até mesmo inviabilizar uma condenação de um criminoso”.
Quando se passa muito tempo para o julgamento, a tendência é que se tenha uma pena mais branda. “No caso de Suzane Von Richthofen, por exemplo, a jovem permaneceu em liberdade por anos e arrefeceu um pouco o ímpeto da opinião pública, que somente após o início do julgamento se reacendeu através da mídia. Essa dilação temporal em termos de julgamento não acarreta muitos benefícios, como no caso dos Nardoni que após mais de um ano sequer foram denunciados e o mesmo pode ocorrer com o Dr. Roger Abdelmassih”.
Para o especialista, a demora entre o delito e a denuncia e posteriormente ao julgamento produz sentimento de impunidade que não é benéfico ao processo. “O ideal é que o acusado seja denunciado no menor tempo possível e que não haja esse lapsto tão dilatado, mas qual seria o preço judicial a ser pago por uma investigação mal feita? Um inocente poderia até ser condenado por uma apuração apressada de um inquérito. A Constituição garante a ampla defesa e o contraditório e, com isso, as autoridades preferem agir com zelo ao serem contaminados pelo ímpeto da opinião publica”, finaliza o especialista.

Antonio Gonçalves é advogado, pós-graduado em Direito Tributário (FGV), Direito Penal Empresarial (FGV) e Direito Penal - Teoria dos Delitos (Universidade de Salamanca - Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP. É especialista em Direito Penal Empresarial Europeu pela Universidade de Coimbra (Portugal); em Criminologia Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze Criminali, Siracusa (Itália); e em Direito Ambiental Constitucional pela Escola Superior de Direito Constitucional. Fundador da banca Antonio Gonçalves Advogados Associados, é autor, co-autor e coordenador de diversas obras, entre elas, "Quando os avanços parecem retrocessos -Um estudo comparativo do Código Civil de 2002 e do Código Penal com os grandes Códigos da História" (Manole, 2007) e "A História do Direito São Paulo" (Academia Brasileira de História, Cultura, Genealogia e Heráldica, 2008).



Portal Fator Brasil

VEJA 6 – Brasileiro é seqüestrado pelas Farc na Venezuela!!! Alertado, governo Lula ainda não fez nada!


Por Diego Escosteguy, de Boa Vista:
“Senhora, nós somos das Farc e estamos com seu marido”, anunciou tranquilamente a voz masculina do outro lado da linha, num espanhol de sotaque colombiano. “Ele será executado se a senhora não seguir nossas instruções.” Marinêz da Silva Pinho ouviu as ordens em silêncio - e desmaiou. Aquela voz colombiana confirmara seus mais terríveis medos: seu marido, o empresário brasileiro Vicente Aguiar Vieira (foto), não havia se perdido no distrito de Ciudad Bolívar, na Venezuela, onde estava quando deu notícias pela última vez, dois dias antes dessa ligação. Era um sequestro. Naquele mesmo dia, Marinêz recebeu uma carta manuscrita e assinada pelo marido, na qual ele confirmava estar em poder das Farc e dizia se encontrar em “montanhas da Colômbia”. Em três páginas, possivelmente ditadas pelos sequestradores, Vicente orientava a esposa a vender os bens da família para pagar o resgate, estipulado em 2,5 milhões de bolívares, a moeda venezuelana (equivalentes a cerca de 800 000 reais). Marinêz só conhecia as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia pelo noticiário televisivo, mas fez o que lhe pediram. Não alertou as autoridades, levantou parte do dinheiro, deu prosseguimento às negociações e mobilizou parentes para fazer a troca nas selvas colombianas. Até o momento, os esforços foram em vão. Seu marido está há dois meses em cativeiro - e pode, a depender do avanço das investigações policiais, tornar-se o primeiro brasileiro oficialmente vítima das Farc fora da Colômbia.
(…)
O desespero com o sumiço dos sequestradores levou Marinêz a procurar as autoridades brasileiras. Nas últimas semanas, ela iniciou uma odisseia pela burocracia de Brasília. Marinêz bateu à porta da Polícia Federal, da Interpol, do Itamaraty, dos congressistas de Roraima… Persistente, ela conseguiu falar até com o presidente Lula, numa cerimônia política em Boa Vista, no mês passado. “Vou me empenhar para resolver isso. Se for preciso, conversarei com o Hugo Chávez”, prometeu o presidente, repassando o caso para o ministro da Justiça, Tarso Genro, que também estava no evento. Não se sabe se Lula pressionou seu colega venezuelano, sempre tão afável com os terroristas das Farc. Os diplomatas do Itamaraty, no entanto, a quem cabe acompanhar os desdobramentos das investigações na Venezuela, estão apreensivos com o caso. O cônsul do Brasil em Ciudad Guayana, que tem jurisdição sobre a área onde aconteceu o crime, encontrou-se com o chefe da brigada antissequestro da polícia venezuelana, que comanda as buscas pelo brasileiro. Saiu de lá sem respostas. A esposa do empresário não se conforma com a atuação do governo brasileiro: “Todos dizem que vão ligar, fazer e acontecer, mas essas ligações nunca chegam. Ninguém parece se importar. Só porque moramos no fim do mundo somos menos brasileiros? Eu preciso de ajuda, mas ninguém parece disposto a ajudar”.
Veja

Ceará: 147 casos de trabalho infantil são notificados


Com a necessidade de complementar a renda familiar, muitas crianças são empurradas para o mercado de trabalho

Apesar de reconhecidas como fundamental para combater situações degradantes como o trabalho infantil, as ações para a erradicação dessa prática ainda são realizadas de forma lenta. No primeiro semestre deste ano (dado mais recente), as fiscalizações promovidas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) notificaram 147 casos de crianças e adolescentes explorados por meio do trabalho infantil em 15 municípios do Interior cearense: Aquiraz, Aracoiaba, Aracati, Barbalha, Baturité, Beberibe, Cascavel, Icó, Jaguaribe, Paracuru, Paraipaba, Redenção, Sobral também Trairi.
A informação é do coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho do Adolescente da SRTE, Milton Gondim, que afirma que a maioria dos casos de exploração foram identificados em locais como olarias, matadouros públicos, caieiras (onde se produz cal) e pedreiras, o que configura condições de trabalho degradantes. “Esta é uma situação encontrada principalmente no setor informal, com crianças e adolescentes que se encontram entre a linha da pobreza e da miséria”, acrescenta.
Dentre as motivações para a iniciação da criança e do jovem prematuramente no mercado de trabalho, o coordenador acredita que a situação se dá por conta da necessidade de complementação da renda familiar. “Muitos pais transferem para os filhos esta responsabilidade. Com isso, os jovens deixam de estudar e não obtem uma qualificação para alcançar trabalho com melhor qualidade e salário, o que acaba perpetuando o ciclo da miséria”.

Reunião
Na manhã de ontem, prefeitos e representantes de 43 municípios do Estado participaram de uma audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para discutir leis orçamentárias e políticas públicas de erradicação do trabalho infantil e profissionalização do adolescente.
Segundo o procurador Antônio de Oliveira Lima, titular no Ceará da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), a audiência faz parte do procedimento aberto pelo MPT no início deste ano, quando foram enviadas notificações aos gestores municipais e dirigentes de Legislativos recomendando a adoção de políticas públicas e a previsão orçamentária de recursos para a efetivação.
“Nosso intuito é realizar o acompanhamento do cumprimento da notificação enviada no semestre passado e esclarecer eventuais dúvidas que ainda possam existir por parte dos gestores e legisladores”.
A prefeita de São Luís do Curu, Josélia Abreu, ressaltou ações em seu município para combater o problema. Um Centro de Juventude inaugurado recentemente promove atividades esportivas e culturais para ocupar o tempo de crianças e jovens de forma qualitativa. Como o trabalho infantil também envolve a condição social e econômica das famílias, a prefeita disse que está sendo oferecida linha de crédito para as mães.
Durante a reunião, foi apresentada a data de divulgação dos vencedores do Prêmio do Programa de Erradicação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Prêmio Peteca). A solenidade ocorrerá no dia 16, em Fortaleza. Foram 30 trabalhos selecionados para a final, nas áreas de artes cênicas, artes visuais, composição e literatura.
A exploração do trabalho infantil perpetua o ciclo de miséria e a falta de oportunidades”


Milton Gondim
Coord. Programa de Erradicação


Mais informações
Procuradoria Regional do Trabalho – 7ª Região
(85) 3462.3462
Fortaleza – CE

Diário do Nordeste


Detentos dos EUA adestram cães atrás das grades



Detentos de prisões de segurança máxima no Estado americano de Nova York estão trabalhando no adestramento de filhotes de cachorro atrás das grades.
Eles treinam os cães para serem farejadores de bombas, guias para cegos e para ajudarem soldados feridos no Afeganistão e no Iraque.
O programa Puppies Behind Bars, ou Cães Atrás das Grades, já garantiu 400 filhotes para o programa de adestramento nas prisões.
A iniciativa também mudou a vida de muitos detentos, fazendo com que os presidiários desenvolvam um sentimento de responsabilidade.

Elogios
Os presos cuidam dos animais desde filhotes e ficam com eles por até dois anos, até que os cães sejam passados adiante.
O projeto foi criado há 12 anos por Gloria Gilbert.
“Eles podem escolher entre cumprir a pena inteira assistindo televisão e sair sem ter adquirido nenhuma habilidade profissional, provavelmente com mais raiva do que tinham quando entraram. Ou podem fazer algo que contribua para a sociedade enquanto estão presos, podendo com isso se sentir mais felizes com eles mesmos”, diz Gloria.
O programa tem recebido elogios de órgãos como o FBI (a Polícia Federal americana) e CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos).
Todos os prisioneiros com quem a BBC conversou disseram que o programa mudou suas vidas.
“Não quero mais ser o cara mau,” diz o prisioneiro William Purnell. “E o filhote me fez ver que eu não preciso ser, que posso ser uma pessoa normal, que posso me expressar, que posso ajudar as pessoas.”

BBC Brasil

Orientação vocacional ajuda jovens a escolherem carreira profissional


RIO DE JANEIRO - A procura por orientação profissional tem crescido nos últimos anos, tanto entre alunos do ensino médio como pelos já formados, que optaram por uma mudança de rumo na vida. O que muitos dos candidatos não sabem é que a velha e conhecida orientação vocacional pode ser administrada de diversas formas, realizando uma avaliação de conhecimento pessoal e não se restringindo apenas aos testes de interesses e aptidão.
De acordo com a Central de Apoio ao Aluno, 40% dos estudantes do ensino superior desistem do curso durante a graduação porque se decepcionam ou descobrem outro interesse. Segundo a orientadora da central Renata Marques, a ajuda pode guiar a pessoa a achar seu foco.
– Na orientação profissional, você se disponibiliza a fazer um autoconhecimento, vendo quais são os seus talentos e o que precisa ser reavaliado. Quando não se busca essa ajuda, a pessoa fica apegada aos talentos mais evidentes e não enxerga aqueles que estão mais ocultos, ou não predominantes – afirma Renata, acrescentando que o trabalho pode redirecionar e realocar os que pararam no meio do caminho.

Indicação
O aluno do primeiro ano do ensino médio Paulo Guilherme Delorienci Pescano Costa, de 15 anos, procurou a orientação por sugestão do seu primo, que já havia feito os testes. Apesar de ainda estar a três anos do vestibular, Paulo estava perdido e queria adiantar o processo de escolha, tendo uma noção sobre cada área oferecida.
– O processo começou com um tipo de exercício de conhecimento pessoal, depois começamos a trabalhar o passado e, só no final, entramos no assunto “profissão” – conta Paulo, que começa a deixar de lado a vontade de estudar música para se dedicar às ciências exatas.

Adeus aos testes
Para a terapeuta Ingrid Canedo, no entanto, a orientação vocacional tem mudado bastante nos últimos anos e, em sua opinião, a técnica de testes está ultrapassada.
– A orientação é preventiva e faz um trabalho para a pessoa tentar se projetar no futuro, não só na profissão, mas em todo o projeto de vida – diz a terapeuta, que trabalha na área há mais de 20 anos e usa o método de vivências, com aulas teóricas, discussão de textos e trocas de experiências.
Segundo Ingrid, o processo tem sido procurado muito por pessoas que já terminaram a graduação e estão precisando de uma orientação para a próxima etapa.
– A orientação pode estar em todas as etapas. Há pessoas mais velhas, que já têm uma identidade profissional, mas vêm buscar uma reorientação. Às vezes, porque mudaram a cabeça ou o rumo da vida e aquela profissão em que estão já não combina mais com o novo estilo – relata Ingrid.

Quem fez aprova
A aluna do primeiro semestre de desenho industrial Diana Pontes, de 17 anos, fez a orientação profissional por sugestão da própria escola, que detectou sua desmotivação.
– A orientadora me esclareceu muita coisa, não só da profissão, mas até da faculdade – diz Diana, que está cursando moda na Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC). – Eu queria fazer tudo e só levei a questão da moda nas últimas sessões, quando começamos a pesquisar sobre o assunto.
Já o sociólogo Roberto Elias, de 28 anos, diz que a ajuda vocacional feita há dez anos foi essencial para o seu desempenho durante toda a graduação, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
– O método é interessante, te leva a descobrir o que você realmente quer – ressalta o sociólogo, que avalia que os jovens precisam decidir muito cedo sobre o que irão fazer por mais de 30 anos.
Muitas unidades de ensino disponibilizam orientação vocacional para os candidatos estão indecisos. Aqueles que, por sua vez, não tiverem acesso ao guia em suas instituições, podem procurar o aconselhamento em institutos especializados, como a Central de Apoio ao Aluno, ou com profissionais especializados, como a terapeuta Ingrid Canedo.

Nara Boechat


Jornal do Brasil

Homem que tentou matar mulher com golpe de caneta é condenado


Um homem foi condenado a 26 anos de reclusão por estupro, atentado violento ao pudor e tentativa de homicídio. De acordo com a ação, no dia 29 de agosto de 2006, R.J.S.S. estava na Rodovia BR 020, na altura de Planaltina, quando foi atacada por Deivide Santos Dias Rosa, 29 anos. O acusado, após violentar sexualmente a mulher, perfurou-lhe o pescoço com um golpe de caneta. As agressões deixaram-na tetraplégica.
O laudo médico apontou “debilidade da função excretora urinária em grau máximo, lesão raquimedular com tetraplesia, perda de função locomotora, incapacidade permanente para o trabalho e enfermidade incurável”. Quando foi condenado pelo Tribunal do Júri de Planaltina, Deivide Rosa já estava preso, acusado de outros estupros.

Estatísticas
Segundo dados da Polícia Civil do Distrito Federal, foram registrados no ano de 2006 22 casos de atentado violento ao pudor, 23 estupros e 90 tentativas de homicídio em Planaltina. De acordo com a polícia, a Rodovia BR 020, onde a mulher foi agredida, é uma das regiões mais perigosas da cidade — as outras são o Vale do Amanhecer e o Setor Residencial Leste (SRL) Quadra 03.


O que pensa o idoso brasileiro


Em 2010, 10% da população brasileira será composta por idosos e a expectativa de vida no país alcançará 73,4 anos. Uma enorme diferença em relação a 1980, quando apenas 6% dos brasileiros eram idosos e a expectativa não ultrapassava 62,6 anos. Mas pouco na comparação com o que se espera para 2050, quando os idosos representarão 30% da população, ou 64 milhões, e a expectativa de vida alcançará os 81,3 anos.

Mas quem é o idoso brasileiro?
Segundo pesquisa apresentada nesta quinta-feira (01/10), Dia Internacional do Idoso, pelo Bradesco Seguros e Previdência, a maioria dos idosos brasileiros tem orgulho e satisfação de ter chegado onde estão, tendo superado desafios e criado seus filhos.
A aposentadoria representa para eles um divisor de águas. “É como se eles tivessem a sensação de que o dever foi cumprido e que agora é a hora de aproveitar a vida”, afirma Jorge Nasser, diretor-executivo do Bradesco Seguros e Previdência.
Mas essa fase da vida não é feita só de conquistas. Ela vem acompanhada por uma redução drástica dos rendimentos da família e da necessidade da “invenção” de uma nova rotina.
Essa situação, segundo apontou a pesquisa, costuma ser mais difícil para os homens. Eles se ressentem mais com a perda de status financeiro. “Ele vê seu papel de provedor acabar”, explica Nasser. Além disso, os homens têm maior dificuldade para se socializar.
Já as mulheres se revelam mais joviais e com mais energia, conseguindo se integrar mais na sociedade, estabelecendo mais facilmente grupos de amigos.

Solidão
Os maiores medos enfrentados nessa etapa da vida são a falta de recursos financeiros, a solidão e as doenças. Os idosos, de modo geral, não acreditam que contarão com a ajuda dos filhos na velhice e tendem a carregar um certo amargor por isso.
De acordo com o levantamento, eles consideram o porteiro seu melhor amigo. “Os idosos vêem neles alguém que está lá na hora em que eles precisam, que pode ajudá-los com tarefas extras como levar as compras do supermercado e em quem podem confiar”, fala o diretor-executivo.
Levando em consideração essa realidade, o Bradesco Seguros e Previdência irá lançar em novembro o projeto piloto do programa Amigo do Idoso. A iniciativa começará nos bairros de Higienópolis, em São Paulo, e Copacabana, no Rio de Janeiro.
Pelo Programa de Aperfeiçoamento Profissional de Porteiros de Condomínios, os profissionais serão capacitados para lidar e ajudar os idosos. O curso, que será gratuito, terá 16 horas de duração e classes de até 30 porteiros. As primeiras turmas devem ser iniciadas em janeiro.

Quem sou eu?
Ser idoso para 53% dos mais velhos é ter que lidar com doenças físicas. Para 44% é ser mais experiente, para 33% ter mais tempo e para 20% ter que lidar com maus tratos e desrespeito, aponta outra pesquisa do Bradesco Seguro e Previdência, realizada com 1, 2 mil entrevistados.
A maioria concorda que o idoso não é respeitado no Brasil, 80% dizem que “a sociedade ainda não está preparada para o idoso”.
Para 59% dos idosos, os parentes acabam mesmo se esquecendo deles. Os que mais concordam com essa frase são os homens (62%) e a classe C (64%).
A falta de dinheiro (37%), de tempo (29%) e de saúde (20%) são os principais motivos apontados que impedem os idosos de fazerem mais o que gostam. Segundo a pesquisa, 37%querem viajar mais a lazer, 4% querem sair para dançar ou ir à academia, enquanto 3% querem trabalhar



Época Negócios

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

17 passos para enfrentar uma grande perda


Muitas situações na vida nos trazem a sensação de um mal irreparável, geralmente envolvendo perdas ou grandes mudanças: doenças, morte de alguém, mudança de cidade, de emprego, condição social, separação, perda de um sonho ou ideal e outras. As situações mais dolorosas referem-se à perda de um ente querido.
As pessoas ficam com a sensação de terem sido roubadas em algo a que tinham direito. Passam por um processo doloroso que envolve sofrimento, medo, revolta, raiva, culpa, depressão, isolamento, desinteresse pelas atividades costumeiras ou excesso de atividades (fuga); apresentam sintomas físicos e psicológicos de estresse, podendo até vir a adoecer.

Seguem-se algumas sugestões que podem ajudar nesta fase difícil :-

1-Fale sobre sua perda e sua dor
Nos primeiros meses muitos têm esta necessidade, deixe que os outros saibam que este assunto não deve ser evitado e que lhe faz bem falar sobre isto, abrir-se com alguém de confiança, ajuda no entendimento e na aceitação. Quando os amigos entendem o processo, percebem que ouvindo e compartilhando o sofrimento, estão ajudando; e você vai se sentir melhor desabafando. Entretanto, em algumas situações, ou com algumas pessoas, quando não quiser falar sobre o assunto, também diga isto claramente.

2-Enfrente o sentimento de culpa
Quando se perde alguém importante é difícil sentir que se fez o bastante. Discutir este sentimento com alguém compreensivo e de confiança vai ajudar a distinguir a culpa real e irreal e, aos poucos, esta começa a diminuir. Não pode se sentir responsável por não prever os acontecimentos, ou culpa como se tivesse tido a intenção de prejudicar alguém. Além do mais, temos que aceitar a realidade de que ninguém é perfeito, fazemos o possível de acordo com nossa capacidade.

3-Trabalhe os sentimentos de raiva e revolta
Estes sentimentos existem em face de uma grande perda; é importante percebê-los e expressar os sentimentos de raiva e amargura. Não adianta negá-los ou envergonhar-se deles, são normais e irão desaparecendo com o tempo e a aceitação do fato.

4-Idealização
Há uma fase em que a pessoa pensa em suas falhas como pai, mãe, filho, cônjuge, irmão, namorado ou amigo... e vê a pessoa que se foi como um ser perfeito. Com o tempo, começará a vê-la como um ser humano real, com suas qualidades e defeitos, assim como todos nós.

5-Não se isole
Mesmo que não se sinta à vontade para compartilhar seu sofrimento e prefira ficar sozinho, precisa buscar a companhia de outras pessoas. Amigos e familiares que o estimem podem ajudar muito. Não se esqueça que não está só; muitos o estimam, querem lhe dar amor e conforto, assim como precisam do seu amor e atenção. Isto consola , renova suas forças e ajuda na construção de novos objetivos e, com o tempo, a recuperar a alegria de viver. Estas pessoas podem fazer muito por você e você por elas.

6-Mudança de valores

Diante da morte ou de uma grande perda, a pessoa tende a repensar seus valores, a reavaliar seus objetivos de vida; deixar de lado coisas que anteriormente valorizava e que agora percebe que são insignificantes e/ou fúteis, e a valorizar aspectos que percebe serem realmente mais importantes.

7-“Nunca mais serei o mesmo”...

É freqüente haver um grande sofrimento neste pensamento que pode ser real, mas isto não significa que nunca mais possa ser feliz. Embora esta idéia possa parecer inaceitável no período do sofrimento, as transformações podem nos enriquecer. Geralmente é isto que acontece, quando a pessoa aceita trabalhar e superar a fase de mágoa e revolta, decidindo que pode e deve viver o melhor possível.

8-Evite decisões importantes ou grandes mudanças
O primeiro ano após a perda, geralmente não é um período adequado para tomar decisões importantes ou fazer grandes mudanças, a menos que as circunstâncias o exijam. Uma pessoa amargurada tem a capacidade de julgamento diminuída. Se algumas mudanças forem necessárias e inadiáveis, peça a ajuda de alguém competente e não envolvido emocionalmente com os problemas.

9-Reserve períodos e local para lembranças
Não fique o tempo todo pensando e vendo objetos da pessoa que se foi. Coloque alguns pertences dela numa caixa ou armário, não os deixe espalhados.Tente reservar algum período específico do dia (no início), da semana ou do mês, para pensar na pessoa e no seu luto, quando também poderá rever os objetos. Evite fazer isto o resto do tempo, pois nada de bom e útil se consegue com a tristeza contínua.

10-Prevendo dias e datas difíceis
É útil saber que vai sentir-se mais triste, solitário e infeliz em certos dias e datas do que em outros, isto mesmo após já ter-se passado algum tempo e com a vida mais estabilizada. Estes dias especiais geralmente envolvem datas de aniversário, Natal, passagem de ano, Páscoa e outros, onde a falta da pessoa se faz mais presente. Planeje passá-los com amigos ou familiares, pois é provável que fique mais triste, choroso e deprimido que em outras ocasiões. Não se isole, é bom que esteja em companhia de pessoas que o estimem.

11-A crença de que a vida transcende nossa estada na terra e num Ser Superior
Desde a antiguidade, a maioria dos povos de todas as regiões do globo,com culturas e religiões diferentes, acredita na imortalidade da alma ou espírito e na existência de um Deus ou “Algo Superior”. Isto é quase que uma intuição que nascemos com ela. Mesmo que não seja religioso, esta crença traz consolo. Pensar que a pessoa não acabou, mas apenas deixou seu corpo e transferiu-se para um tipo de vida diferente, em outro plano, faz com que as pessoas sintam-se melhor diante da perda; e significará que a separação é temporária, não definitiva.

12-Culpa por sentir-se bem
É comum as pessoas não se permitirem alegria após uma grande perda, não aceitando convites de amigos, ou evitando atividades agradáveis. Não lute para continuar sendo ou parecendo infeliz. Perceba que sentir-se contente, ter novos objetivos, não é deslealdade nem significa que não ama ou está esquecendo o ente querido.

13-Reajuste-se à vida e ao trabalho
Tirar alguns dias ou semanas para reequilibrar-se e, depois, uma folga ocasional, quando necessário, é perfeitamente normal. Mas as atividades devem ser retomadas assim que for possível, pois são importantes no processo de recuperação. Seja paciente consigo mesmo, porque nos primeiros meses sua capacidade física e mental podem não ser as mesmas.

14-Liberte-se de expectativas irreaisAcreditar que a vida deveria ser diferente, não envolvendo escolhas dolorosas, sofrimentos e perdas é irreal e só traz revolta, o que só prejudica. Tornando nossas expectativas quanto a nós mesmos, aos outros e à vida mais realistas, fica mais difícil nos frustrarmos e mais fácil nos adaptarmos.

15-Integrando a perda
As pessoas não “têm” que ser “vítimas”, qualquer que seja a perda, por pior que tenha sido. Situações de muito sofrimento podem ser transformadas em aprendizado. É preciso deixar de lado as perguntas centradas no passado (que é imutável) e no sofrimento (“Por que isso aconteceu comigo”?) e começar a fazer perguntas que abrem as portas para o futuro:- “Agora que isto aconteceu o que posso e devo fazer? O que posso aprender com isto? O que posso fazer para Ser e sentir-me melhor?”

16-Pesar excessivamente longo

Quando um sofrimento excessivo consome alguém por mais de um ano, geralmente o problema principal não é a perda em si, mas algum outro aspecto que precisa ser entendido. Muitas vezes isto ocorre quando havia uma dependência excessiva em relação à pessoa que se foi, quando a culpa por algum motivo é um componente muito forte na situação, problemas emocionais pessoais ativados ou reforçados pela perda ou outras razões significativas. Amigos, conselheiros ou um psicólogo podem ser necessários neste caso.

17-Procure ajuda profissional, se necessário.
A maioria dos que procuram ajuda de psicoterapeuta não são doentes mentais, são pessoas comuns enfrentando problemas, passando por uma crise e muitas delas sofrendo uma perda. Um profissional da área é alguém com quem você pode dividir seu sofrimento, sua revolta, seu medo, suas lembranças dolorosas, sua culpa e seus conflitos; que pode compreendê-lo e ajudá-lo.

No início do pesar, uma das formas mais comuns de manifestar o sofrimento é resistir a crescer com ele. A vida pode ser prejudicada ou fortalecida por uma perda. Ninguém permanece o mesmo. Cada situação é única e só a própria pessoa pode buscar e encontrar respostas relativas ao “outro eu” e à outra vida que vão emergir.Cada pessoa decide se vai ou não crescer com essa experiência dolorosa , e quando.

Maria José G. S Nery- Psicóloga Clínica
Fonte: Psiqweb
Clique AQUI para ler o texto na íntegra

‘Padres não são pedófilos, são gays atraídos por adolescentes’

“Não se deve falar em pedofilia, mas de homossexuais atraídos por adolescentes”, disse o arcebispo Silvano Tomasi (foto), representante do Vaticano nas Nações Unidas, em resposta à UIHE (União Internacional Humanística e Ética).
Keith Porteous Wood, representante da UIHE, tinha criticado no Conselho dos Direitos Humanos da ONU a Igreja Católica por não comunicar às autoridades policiais as denúncias contra padres pedófilos. Disse que, na maioria dos casos, os sacerdotes acusados de crime sexual são transferidos de paróquia sem que sejam punidos.
Tomassi falou que os padres denunciados pertencem, entre 80% a 90%, a uma minoria que pratica a ebofilia. “Ou seja, eles têm relações com rapazes entre os 11 e os 17 anos.” As informações são do Correio da Manhã, de Portugal.
O arcebispo citou estudo do Christian Science Monitor segundo o qual nos Estados Unidos as congregações protestantes são as mais afetadas pela pedofilia, e não as católicas. Mas ele não disse que, naquele país, há muito mais fiéis protestantes (e consequentemente congregações) do que católicos.
No Canadá, depois de ter sido expedida a ordem de prisão, o bispo Raymond Lahey, 69, se entregou hoje à polícia.
No dia 15 de setembro, ao desembarcar no aeroporto de Ottawa, Lahey (foto) foi flagrado com pornografia infantil em seu laptop, conforme relatam as agências internacionais.
No dia 10 de setembro, a Justiça aprovou acordo pelo qual a Igreja Católica se compromete a pagar a vítimas de padres pedófilos indenização no total de 15 milhões canadenses, o equivalente a cerca de R$ 24,6 milhões.
O negociador do acordo foi Lahey.


Paulopes Weblog

Menino de 11 anos é espancado com arreio pelo pai e rejeitado pela mãe na Bahia


SALVADOR - Um menino de 11 anos vive um drama na Bahia. Ele foi espancado com um arreio de cavalo, em São Gonçalo dos Campos, a 108 km de Salvador. O pai Joel Santiago, acusado de ser o agressor, está preso e a mãe não quer o filho de volta. Nesta quinta, o menino deixou o hospital onde estava internado, em Feira de Santana, e foi levado para a sede do Conselho Tutelar da cidade.
M.C.M teve as mãos amarradas e foi espancado com arreio, inclusive no rosto, no último dia 24. O motivo seria o sumiço de R$ 200 da casa do pai. Segundo o presidente do Conselho Tutelar da cidade, Domingos de Santana Filho, o garoto conseguiu se soltar quando o pai saiu para trabalhar. Ele encontrado praticamente desmaiado pelos vizinhos em uma mata, próximo a sua casa. Bastante machucado, M. foi levado para o Hospital Clériston Andrade. No ano passado, Santiago já teria dado socos no filho depois de uma discussão.
M. poderia ter recebido alta na última terça, mas teve de permanecer no hospital, correndo risco de contrair infecção hospitalar, porque não tinha para onde ir.
Os conselheiros procuraram a mãe do menor para que ela os autorizasse a pegar o menino no hospital e tentar convencê-la a ficar com o filho, mas ela não quis o menino de volta. Ao saber que poderia ir para a casa da mãe, M. teria se desesperado.
- Ele gritou muito pedindo para não ir. Ficamos até emocionados - disse o presidente do Conselho Tutelar, Domingos de Santana Filho.
Segundo o presidente do Conselho Tutelar de São Gonçalo, a mãe de M. também é acusada de negligência e abandono. Ela tem outros 5 filhos e diz que não tem condições financeiras para ficar com o garoto, que morava com o pai desde o ano passado.
Diante do problema, os conselheiros assinaram termo de responsabilidade sobre a guarda do menino para retirá-lo do hospital. Um quarto foi preparado para abrigá-lo na sede do Conselho Tutelar.
O menino disse que não quer ficar nem com a mãe, nem com o pai. Ele queria ficar com um irmão de 13 anos, que vive nas ruas de Feira de Santana, mesma cidade onde moram a mãe e outros irmãos. A família moraria na casa de parentes.
Santana Filho disse que o menor vai ficar sob a responsabilidade da Secretaria de Ação Social, hospedado no abrigo Palácio do Menor, até a decisão da Promotoria e do juiz da Infância e Juventude.
- O juiz poderá encaminhá-lo para a adoção - diz o conselheiro.
Santana Filho disse que Santiago só ficou com M. porque queria que ele ajudasse na roça do sítio onde ele próprio trabalha. O pai deve responder pelos crimes de tortura e espancamento de menor.

Wagner Gomes, O Globo, Bahia



O Globo

Laudo aponta que sufocamento provocou morte de menina que entrou em micro-ondas em Santa Catarina


FLORIANÓPOLIS - O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina divulgou nesta quinta-feira o laudo da morte da menina encontrada morta dentro de um micro-ondas em São José, na Grande Florianópolis, em setembro. Os peritos concluíram que Terezinha Aparecida dos Santos, de 7 anos, cabia no aparelho doméstico, o que reforça a suspeita dos investigadores de que a morte, em 13 de setembro, teria sido um acidente e a menina morreu sufocada.
O delegado Rodolfo Cabral, da Central de Polícia, aguardava o laudo pericial para finalizar o inquérito, que deve ser entregue à Justiça na próxima semana. Segundo ele, a perícia indicou que a morte da criança foi uma fatalidade. Segundo o laudo, não houve agressão física e o estudo social feito sobre a família e depoimentos de vizinhos apontaram para a hipótese de um acidente.
Como o corpo havia sido retirado do micro-ondas pelos familiares antes da chegada da equipe de peritos, a polícia precisou da comprovação técnica para confirmar que a menina caberia dentro do equipamento. Cabral adiantou que não vai indiciar os pais da criança.
Para descobrir se a menina caberia dentro do micro-ondas, peritos do Instituto de Criminalística, do IGP, fizeram três simulações. Na primeira, usaram um boneco que simula o corpo de uma criança, cedido pelo Corpo de Bombeiros. Eles tentaram colocá-lo dentro de uma caixa, com as proporções do micro-ondas, mas a inexistência de articulações e parte dos membros do modelo impediram a simulação.
Os especialistas também tentaram recriar a ação com um software de computação gráfica, sem sucesso. A reprodução do incidente só foi possível com uma criança com o porte físico semelhante ao da vítima e uma caixa de papelão com as medidas do eletrodoméstico.
- Concluímos que a criança cabe dentro do aparelho e, dependendo da posição, poderia até ocupar apenas metade do volume do compartimento interno do micro-ondas - explica André Farias, gerente do Instituto de Criminalística.
O micro-ondas era de um modelo antigo, equipado com um dispositivo externo para o destravamento da porta, o que segundo Farias, teria impedido que a menina conseguisse sair de dentro do aparelho. O laudo apontou asfixia como a causa da morte.
No dia da morte, Terezinha desapareceu às 10h. A mãe percebeu quando chamou a menina para tomar banho. Procurou na vizinhança e nada de informações. O corpo foi encontrado por volta das 14h no micro-ondas que estava em uma casa de bonecas. Ela morava com a família em um sítio no Morro do Alemão, Bairro Potecas, em São José.



O Globo

Comércio ilegal de cães e gatos: Tripoli pede mais fiscalização à Subprefeitura de Pinheiros


O vereador Roberto Tripoli (PV) solicitou à Subprefeitura de Pinheiros maior rigor no combate ao comércio ilegal de cães e gatos, realizado abertamente em ruas do entorno do Parque Vila Lobos e da Cobasi-Jaguaré, principalmente aos sábados, domingos e feriados. Os filhotes são expostos em porta-malas de veículos, sob o sol intenso, ou em gaiolas colocadas no chão. A situação fere frontalmente a Lei do Comércio de Cães e Gatos (14.143/07), de autoria de Tripoli, que proíbe vendas de cães e gatos em ruas, avenidas, praças e outras áreas públicas. E conforme o decreto que regulamentou esta lei, cabe às Subprefeituras coibirem este comércio ilegal em suas respectivas áreas de jurisdição.
Em ofício, o vereador alertou ao Subprefeito Nevoral Alves Bucheron que este comércio fere não somente a lei municipal, mas também afronta a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), que em seu artigo 32 criminaliza maus-tratos a animais. Os filhotes são submetidos ao forte calor ou frio, sem a devida proteção, muitas vezes sem água e comida também, horas a fio, evidenciando os maus-tratos.
O vereador Tripoli lembra que “não tem mais cabimento aceitarmos que filhotes fiquem sofrendo dentro de porta-malas, sendo vendidos sem castrar, sem os devidos cuidados, pois essas compras sem critérios e envolvendo animais não esterilizados geram mais abandono, procriação sem controle, muito sofrimento para os animais, perigos para a saúde pública e para o ambiente. A lei do comércio foi aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo Prefeito e, portanto, os poderes Legislativo e Executivo da Capital sinalizaram que, aqui em nossa cidade, não queremos o comércio sem controle de filhotes e, ainda mais, animais sem castrar”, frisa o ambientalista.
Quem vende filhotes de cães e gatos na cidade, deve fazê-lo no próprio canil ou em estabelecimentos regularizados, e os animais devem ser castrados, microchipados, vacinados e entregues com nota fiscal e manual de orientação. E só podem ser vendidos depois de 60 dias de vida. As pet shops e outros estabelecimentos que comercializam esses animais, conforme o decreto regulamentador da lei, devem ser fiscalizados pelo Centro de Controle de Zoonoses.
As pessoas que optam por comprar um animal com raça definida devem prestar atenção à origem do filhote, pois muitos criadores inescrupulosos produzem animais com sérios problemas genéticos, que geram doenças graves e desvios comportamentais, acarretando sofrimento para cães e gatos e gastos excessivos para os proprietários. Esta semana, a TV Globo exibiu reportagem sobre a possível ligação entre cruzamentos indevidos e deficiências visuais, que podem induzir pit bulls a comportamentos violentos.

COMO DENUNCIAR
As feiras ilegais de cães e gatos, realizadas em ruas, avenidas, praças devem ser denunciadas para as respectivas Subprefeituras (todas possuem uma praça de atendimento à população) ou através do 156.
Pet shops e outros estabelecimentos que comercializam cães e gatos de forma irregular, sem castrar ou microchipar, sem vacinas, sem nota fiscal e sem o manual de orientações podem ser denunciados também ao 156. O reclamante também pode enviar mensagem para o CCZ, solicitando o cumprimento da legislação vigente: zoonoses@prefeitura.sp.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .
É importante sempre anotar exatamente o local da irregularidade, exatamente qual a irregularidade, para registrar a denúncia. E também anotar o protocolo, quando usar o 156, para poder cobrar depois.


(Regina Macedo / jornalista ambiental)



Informativo do Gabinete do Vereador Roberto Tripoli (PV)

Metade dos nascidos hoje em países ricos chegará aos 100 anos, diz estudo


Pesquisa dinamarquesa em 30 países sugere ainda menos limitações físicas em idade avançada.

- Mais de metade das crianças nascidas em países ricos desde o ano 2000 chegará aos cem anos, caso a tendência de aumento da expectativa de vida atual continue, segundo um estudo publicado na revista científica Lancet.
A pesquisa, do Centro de Pesquisa sobre o Envelhecimento da University of South Denmark, analisou dados de 30 países que mostram que a expectativa de vida vem crescendo desde 1840 e que não há sinais de interrupção na tendência.
De acordo com o estudo, em 1950, a probabilidade de se viver até os 80 ou 90 anos era de 15% para mulheres e de 12% para homens. Em 2002, esses valores aumentaram para 37% e 25%, respectivamente.
"Se a expectativa de vida estivesse chegando a um limite, alguma desaceleração do progresso provavelmente ocorreria", disse Kaare Christensen, que liderou o estudo.

Mais e melhor
Os dados levantados pelos pesquisadores sugerem ainda que, além de viver mais, também se viverá melhor, com menos problemas físicos e limitações.
De acordo com o estudo, entre 30% e 40% das pessoas que vivem dos 92 aos cem anos são independentes.
Os dados corroboram os resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos com idosos acima dos cem anos.
Uma pesquisa com pessoas com idades entre 110 e 119 anos indicou que, mesmo na idade avançada, 40% eram independentes ou precisavam de pouca ajuda para realizar atividades como comer, tomar banho, trocar de roupas, entre outras.
Segundo Christensen, há uma tendência de adiamento nas limitações e deficiências físicas causadas por saúde precária, apesar do aumento no número de doenças crônicas.
O pesquisador afirma que isso se deve, principalmente, aos diagnósticos precoces e tratamentos aprimorados, que reduzem o impacto de algumas doenças.
O presidente da Faculdade de Saúde Pública da Grã-Bretanha, Alan Maryon-Davis, afirmou que os resultados ressaltam a importância da prevenção.
"Você pode questionar as previsões, mas o que importa é que a prevenção realmente é melhor do que a cura", disse.
"Não estamos adicionando anos às nossas vidas, mas, sim, vidas aos nossos anos", afirmou Maryon-Davis.

BBC Brasil



Polícia é culpada em caso de mãe que matou filha e se suicidou


Depois de dois anos, resultado de inquérito conclui que polícia teve culpa por não ajudar a família, que sofria abusos dos vizinhos. Discussão chegou até a Conferência Anual do Partido Trabalhista do Reino Unido

A conclusão de um inquérito policial sobre um crime que ocorreu há quase dois anos se tornou o centro de um intenso debate na Grã-Bretanha sobre o papel do Estado na proteção das famílias contra comportamentos antissociais de vizinhos. Fiona Pilkington, de 38 anos, matou a filha deficiente, Francesca Hardwick, de 18 anos, e se suicidou colocando fogo no carro, em 2007, depois de suportar por uma década a intolerância de crianças e adolescentes do bairro em que morava.
O inquérito, cujo resultado foi divulgado na segunda-feira (28), afirma que a polícia britânica falhou em proteger a família. O assunto chegou até a Conferência Anual do Partido Trabalhista do Reino Unido, que ocorre em Brighton, de domingo (27) a quinta-feira (1). "Nós não vamos ficar parados e ver a vida da maioria legal perturbada pelo comportamento de uma minoria sem lei", está escrito no discurso do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, programado para o encontro partidário desta terça (29). "Porque a maioria trabalhadora está ficando cada vez mais irritada - com razão - com a minoria que vai falar sobre os seus direitos, mas nunca assume as responsabilidades", diz o texto.
Mãe solteira, Fiona deixou um diário com o registro dos abusos sofridos por ela, Francesca, e por seu outro filho, Anthony (que sofre com uma grave dislexia), no bairro em que moravam na cidade de Loughborough, em Hinckley e Bosworth. Durante dez anos um grupo de jovens delinquentes da região atormentou a família, urinando e jogando pedras, ovos e farinha na casa. O inquérito também apurou que a gangue obrigava Fransceca, que tinha a idade mental de quatro anos, a levantar sua camisola. Anthony, hoje com 19 anos, foi raptado e apanhou diversas vezes.
Na segunda-feira (28), Chris Eyre, chefe de polícia de Leicestershire, condado no qual ficam Hinckley e Bosworth, pediu desculpas por falhar em ajudar Fiona e sua família. Informações levantadas pelo inquérito mostram que houve erro da polícia na forma como o caso foi tratado. Fiona teria entrado com pelo menos 33 chamadas na polícia local, que não deu atenção, acreditando que a mulher exagerava na reação.
"Nossas ações não conseguiram satisfazer as necessidades da família e, olhando para trás, há coisas que nós teríamos feito diferente", disse Eyre. Na semana passada, Tim Butterworth oficial de Hinckley e Bosworth responsável por lidar com comportamentos antissociais, afirmou "não ter preocupações" com esse caso. Segundo o Conselho responsável pela região, não há registro dos problemas.

Rio de Janeiro vence e será a sede das Olimpíadas de 2016


RIO - O Rio de Janeiro será a sede das Olimpíadas de 2016. A Cidade Maravilhosa derrotou suas concorrentes - Madri (em segundo lugar), Chicago, primeira eliminada com o menor número de votos, e Tóquio, segunda eliminada - e foi escolhida na cerimônia realizada em Copenhague, Dinamarca, como o local onde serão realizados os Jogos Olímpicos. Depois de uma apresentação emocionada da candidatura , com destaque às belezas cariocas e aos benefícios que a primeira Olimpíada na América do Sul traria à cidade, foi a vez da comemoração e da festa. O resultado foi anunciado às 13h50m (horário de Brasília).
Após o anúncio da vitória, as autoridades brasileiras presentes em Copenhague se abraçaram emocionadas, chorando. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o craque Pelé, o escritor Paulo Coelho, entre outros, comemoraram o anúncio e partiram para o abraço. Na Praia de Copacabana, o público que torcia reunido pela vitória da cidade comemorou com muita animação.
A apresentação carioca teve início às 7h05m (de Brasília). O primeiro a falar em nome do Rio de Janeiro foi João Havelange, patrono da campanha e decano da entidade.
- Queria convidar a todos a uma Olimpíada em minha cidade no ano de meu centésimo aniversário - disse Havelange, sob aplausos.
No discurso de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016, feito em francês e inglês, foram exibidas imagens de práticas esportivas no país e uma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os principais chefes de Estado do mundo. Foi mostrado ainda um gráfico lembrando que a América do Sul nunca recebeu uma edição dos Jogos Olímpicos, ao contrário dos demais continentes.
Em seguida, foi apresentado um vídeo com as belezas do Rio de Janeiro. Ao fundo uma versão em inglês, e depois em português, de "Aquele abraço", canção de Gilberto Gil.
Após o discurso do governador Sérgio Cabral, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, falou sobre as garantias financeiras da candidaturas.
Juntos, Cabral e Eduardo Paes, prefeito do Rio, apresentaram aos membros do COI onde ficariam as instalações para as Olimpíadas e as demais melhorias de infraestrutura.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o único a discursar em português, caprichou no aspecto emocional em seu discurso.
- Para os outros, é apenas mais uma Olimpíada. Para nós, será uma oportunidade sem igual. É um continente que nunca recebeu os Jogos Olímpicos. Chegou a hora de corrigir esse desequilíbrio - afirmou Lula.

Na parte final, Nuzman voltou a discursar em Copenhague, lembrando os esforços da candidatura durante o processo e classificou como corajosa a atitude dos membros do COI quando optaram por levar a Olimpíada a países pela primeira vez. Até Pierre de Coubertin, idealizador da Era Moderna dos Jogos (a partir de 1896), foi lembrado.



.Arqueólogos descobrem salão de banquetes giratório de Nero



Arqueólogos em Roma descobriram na última terça-feira o que acreditam ser as ruínas de um salão giratório para banquetes do imperador romano Nero.
Acredita-se que a estrutura girava em torno de um pilar central, noite e dia, para imitar o movimento da Terra e impressionar convidados.
Os cientistas acreditam que o salão era movimentado por um mecanismo sob o chão, provavelmente impulsionado por uma corrente de água constante.
O salão teria sido parte do Palácio Dourado, construído por Nero no século um da era cristã.
A equipe de arqueólogos também acredita que o teto do salão tinha painéis de marfim que se abriam, espalhando perfume e flores sobre os convidados.
O imperador cometeu suicídio no ano em que o local terminou de ser construído.


BBC Brasil

Nova boneca: ela á linda, loura com olhos de mel e mendiga


A boneca sem-teto, Gwen Thompson, tem biografia, mas o seu preço não é de classe baixa. Foto: Divulgação.

É isso mesmo. Gwen Thompson, a boneca sem-teto, tem biografia e tudo mais. O pai a abandonou, sua mãe perdeu o emprego e foi morar com a filha dentro de um carro.
A idéia é ensinar as crianças americanas que nem toda menina que nasce nos EUA tem berço de ouro. Ou seja, é sociologia lúdica.
Não é de hoje que o fabricante American Girl, baseado em Wisconsin, lança bonecas que pretendem ir muito além das brincadeiras de crianças. E as épocas em que cada boneca “vive” também tem teor histórico.

A biografia das bonecas:
Josefina Montoya é uma mexicana que perde a mãe em 1824 e é criada pela tia Dolores.
Rebecca Rubin é uma nova-iorquina vinda de família judeo-russa, que vive em 1914.
Addy Walker vive a recém concedia alforria dos escravos nos EUA.
E Molly McIntire não vê a hora da primeira I Guerra Mundial acabar para ver seu pai retornar pra casa, entre outras.

Pode até ser bastante educativo. Só que não dá para deixar de pensar no que todas essas bonecas têm em comum: elas estão todas mortas. Mas, sabe como é, imaginação de criança voa longe. Nesse caso, para o passado.
No entanto, as biografias bem boladas têm um preço. A mendiguinha sai por US$ 95. Se a cliente quiser comprar o livro com todo o “passado” da boneca existe um livro que sai por US$ 19. Resumindo: é boneca feita para criança, mas para adulto colecionar.
Segundo a filial da TV Fox em Boston, os ativistas que trabalham com a população sem-teto aprovaram a inicitiva, dizendo que já estava na hora de alguém trazer o problema da mendicância para o grande público. Já alguns pais acharam que Gwen Thompson não passa de uma idéia de mau gosto.

Eduardo de Oliveira


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