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sábado, 28 de janeiro de 2017

Mãe boazinha, filhos folgados, adultos relaxados

Ana Maria Ribas Bernardelli - 20 jan, 2017

O que é mais mportante para uma mãe: manter a casa em ordem, ou deixar os filhos à vontade, sem disciplina, e sem ordem? A resposta adequada seria: manter a casa em ordem, e esperar que os filhos fiquem à vontade sob disciplina e ordem. Basta que eles sejam educados para isso.

O que é mais importante para uma mulher: um marido satisfeito, feliz, relaxado, à custa de cuecas jogadas pelo banheiro, e toalhas molhadas sobre a cama, ou um parceiro ordeiro e colaborativo? A resposta adequada seria: um marido feliz, satisfeito, ordeiro e colaborativo, que ajude a manter a casa longe do caos.

A verdade é que há situações que não se excluem, pelo contrário, se complementam.

Esse é um tema nada excludente. Filhos e maridos devem colaborar com a mínima ordem reinante sob pena de se tornarem abusivos fora do convívio familiar. Não há felicidade na desordem. Não pode haver tolerância com a desordem organizada sistematicamente como se a desordem fosse a ordem.

A criança que cresce sem envolvimento com a ordem, aprenderá a envolver-se com a desordem. O adulto que foi criança e não guardou o brinquedo que usou, terá grandes possibilidades de vir a ser pouco colaborativo, daquele tipo que levanta da mesa na casa da tia sem retirar e lavar o seu prato, ou sem arrumar a sua cama.

Não é de nenhum tratado filosófico que retirei essas conclusões; é da vida, da experiência, da análise prática.

Todas as crianças que são deixadas sem a disciplina da ordem criam uma desordem amplificada, depois de adultos. As casas que habitam são uma bagunça. As tarefas que deveriam ser resolvidas diariamente passam a ser desempenhadas em prazos dilatados por semanas, meses, e anos. A louça é lavada quando não há mais lugar sobre a pia e embaixo da pia. As roupas vão para a máquina, quando a última calcinha vai para o corpo. Tudo é abusivamente acumulado.

Não há regras que possam valer para quem foi criado sem regra alguma.

Há nos desordeiros domésticos uma forte tendência para se tornarem acumuladores, aqueles indivíduos que guardam todo tipo de lixo fora e dentro deles. Começam por não catalogar objetos que, sem lugar definido, se misturam sob as mais diversas categorias. Livros no chão fazem companhia a chinelos jogados, documentos espalhados, travesseiros abandonados pelo caminho. As mais diversas coisas e coisinhas cujo destino é incerto, somam-se às coisas maiores que se acumulam na superfície.

A Teoria do Caos prevê a grosso modo que, se uma casa for deixada limpa, arejada, arrumada, com todos os objetos em seus devidos lugares, basta um tempo relativamente curto para que o abandono se encarregue de instalar o caos.

O que quero dizer com isso? Quero dizer que todas as forças do Universo decaído trabalham a favor do caos.

Não é preciso que eu e você façamos coisa alguma para que o caos se instale. Basta que não o façamos.

Dentro de pouco tempo, a poeira fina se depositará sobre a superfície em camadas sedimentadas, as aranhas farão suas teias, o mofo se expandirá sobre as áreas que guardam algum vestígio de umidade e tudo- absolutamente tudo- entrará em processo de desintegração e morte.

A vida cobra a sua e a minha colaboração para que o universo se mantenha em cadência de ritmo, harmonia, e perfeita intencionalidade da ordem.

Algumas mães parecem ignorar essa necessidade e não colocam os seus filhos na cadeia da ordem. Preferem que eles se juntem à cadeia da desordem.

É a pior coisa que uma mãe pode fazer.

Mães muito “boazinhas” se tornam incubadoras de adultos porcalhões e relaxados. Mães muito “boazinhas”, inconscientemente, esperam que seus filhos as amem mais por isso, e, no devido tempo, cobrarão que esse “amor” lhes seja devolvido.

Mães “muito boazinhas” são um dilema existencial para carregar, mais tarde. Choramingam o tempo todo dizendo quão boas foram para os seus filhos, e exatamente por terem criado filhos irresponsáveis, bagunceiros e relaxados, não receberão de volta nem o amor, e nem a ordem minimamente necessária, que a última etapa de vida pede, para que se morra em paz.

Dia desses, fui testemunha de um fato bastante humano e convincente: Diante do quarto do menino que apresentava um cenário bagunçado, a mãe o mandou tomar banho, e enquanto ele tomava o banho, ela entrou no quarto e confiscou o Ipad.

Ao sair, o menino perguntou:

– Mãe você pegou o meu Ipad?

– Peguei. O Ipad só volta quando o seu quarto estiver tão organizado como você o recebeu pela manhã.”

Assim aconteceu por dois dias. Não foi preciso mais do que dois dias para que o hábito se instalasse.

Haveria três caminhos: fazer tudo pelo filho; repetir todos os dias a mesma cantilena, elevando a voz; exercer autoridade acompanhada do seqüestro de um privilégio ao qual ele se acostumara: o uso do Ipad.

Penso que ela fez uma ótima escolha.

Então, é isso: mães eduquem os seus filhos para a manutenção da ordem. É um benefício que fará grande diferença na vida adulta e é tão importante que até o ar, o céu, o sol, o mar, as árvores, as plantas, os rios, os peixes, os animais, os homens de boa vontade, a Terra, e o Universo agradecem.

Fonte: CONTI outra

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Não existe criança difícil, difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas

Por Raquel Brito

Não existe criança difícil, o difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas, ocupadas, sem paciência e com pressa. Existem pais, professores e tutores que se esquecem de um dos compromissos mais importantes da educação de uma criança: o de oferecer aventuras infantis.

Este é um problema tão real que, por vezes, podemos ficar preocupados pelo simples fato de uma criança ser inquieta, barulhenta, alegre, emotiva e enérgica. Há pais e profissionais que não querem crianças, querem robôs.

O normal é que uma criança corra, voe, grite, experimente, e faça do seu ambiente um parque de diversões. O normal é que uma criança, pelo menos nas idades prematuras, se mostre como ela é, e não como os adultos querem que ela seja.

Mas para conseguir isso, é importante entender duas coisas fundamentais:

A agitação não é uma doença: queremos um autocontrole que nem a a natureza nem a sociedade fomenta.
Fazemos uma favor às crianças se as deixarmos ficar aborrecidas e evitarmos a superestimulação.
Doenças? Medicação para as crianças? Por quê?

Mesmo estando muito na moda no setor de saúde e escolar, a verdadeira existência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é muito questionável, pelo menos da forma exata como está concebido. Atualmente considera-se que este transtorno é uma caixa onde se amontoam casos diversos, que vão desde problemas neurológicos até problemas de comportamento ou de falta de recursos e habilidades para encarar o dia a dia.

As estatísticas são esmagadoras. Segundo dados do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV- TR (DSM-IV TR), a prevalência do TDAH nas crianças é de 3 a 7 casos por cada 100 meninos e meninas. O que preocupa é que a hipótese biológica subjacente a isto é simplesmente isso, uma hipótese que é comprovada por ensaio e erro com raciocínios que começam por “parece que isto ocorre porque…“.

Enquanto isso, estamos supermedicando as crianças que vivem conosco porque elas mostram comportamentos perturbadores, porque não nos mostram atenção e porque parecem não pensar quando realizam as suas tarefas. É um tema delicado, por isso temos que ser devidamente cautelosos e responsáveis, consultando bons psiquiatras e psicólogos infantis.

Partindo desta base, devemos destacar que não existe um exame clínico nem psicológico que determine de forma objetiva a existência do TDAH. Sem dúvida os exames são realizados com base em impressões e realização de provas distintas. O diagnóstico é determinado com base no momento em que são realizadas e na impressão subjetiva destas provas. Inquietante, não é?

Não podemos esquecer que estamos medicando as crianças com anfetaminas, antipsicóticos e ansiolíticos, os quais podem causar consequências nefastas no desenvolvimento neurológico delas. Não sabemos qual vai ser a repercussão deste medicamento e muito menos do uso excessivo do mesmo. Um medicamento que apenas vai reduzir a sintomatologia, mas que não reverte de forma alguma o problema.

Parece uma selvageria, mas… Por que isso continua? Provavelmente um dos motivos é o financeiro, pois a indústria farmacêutica move bilhões graças ao tratamento farmacológico administrado às crianças. Por outro lado está a filosofia do “melhor isto do que nada”. O autoengano da pílula da felicidade é um fator comum em muitas patologias.


Deixando de lado rótulos e diagnósticos que, na proporção em que se dão, tornam-se questionáveis, devemos colocar os freios e ter consciência de que muitas vezes os que estão doentes são os adultos, e que o principal sintoma é a má gestão das políticas educativas e das escolas.

Cada vez mais especialistas estão tomando consciência disto e procuram impor restrições a pais e a profissionais que sentem a necessidade de colocar a etiqueta de TDAH em problemas que, muitas vezes, provêm principalmente do meio familiar e da falta de oportunidades dadas à criança para desenvolver as suas capacidades.

Como afirma Marino Pérez Álvarez, especialista em Psicologia Clínica e professor de Psicopatologia e Técnicas de Intervenção na Universidade de Oviedo, o TDAH nada mais é que um rótulo para comportamentos problemáticos de crianças que não têm uma base científica neurológica sólida como é regularmente apresentada. Ele existe como um rótulo infeliz que engloba problemas ou aspetos incômodos que efetivamente estão dentro da normalidade.

“Não existe. O TDAH é um diagnóstico que carece de identidade clínica, e a medicação, longe de ser propriamente um tratamento, é na realidade doping”, afirma Marino. Generalizou-se a ideia de que o desequilíbrio neurológico é a causa de vários problemas, mas não há certeza de que ele seja causa ou consequência. Isto é, os desequilíbrios neuroquímicos também podem ser gerados na relação com o que rodeia a criança.
Ou seja, a pergunta adequada é a seguinte: o TDAH é ciência ou ideologia? Convém sermos críticos e olharmos para um mundo que fomenta o cerebrocentrismo e que procura as causas materiais de tudo sem parar para pensar sobre o que é a causa e o que é a consequência.
Partindo desta base, deveríamos pensar em quais são as necessidades e quais são os pontos fortes de cada criança e de cada adulto suscetível a ser diagnosticado. Abordar isto de maneira individual proporcionará mais saúde e bem-estar, tanto dos pequenos como da sociedade em geral. Então, a primeira coisa que devemos fazer é uma análise crítica de nós mesmos.

Fonte: A Soma de Todos Afetos

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NUNCA MANDE UMA CRIANÇA ENGOLIR O CHORO!

Conheço um rapaz que, quando criança, às vezes fazia travessuras e consequentemente apanhava da sua mãe, mas quando reagia à surra como qualquer criança, ou seja, chorando, sua mãe lhe dizia “Engole esse choro!” e o menino calava reprimindo toda tristeza e raiva.

Essa situação se repetiu muitas vezes durante sua infância e sua mãe, sem saber, formou um homem incapaz de lidar com os próprios sentimentos, que reprimia suas emoções e não conseguia falar sobre nada que o deixasse magoado.

Esse rapaz cresceu acumulando muito lixo emocional porque não se dava o direito de demonstrar o que sentia, nem mesmo derramar uma lágrima, na verdade ele engoliu tanto choro que sua alma estava morrendo por afogamento.

A história desse garoto está acontecendo agora em famílias no mundo inteiro. Quantas crianças nesse exato momento estão chorando por algum motivo e de repente ouvem um grito ensurdecedor de seus pais mandando-lhes engolir o choro!

É realmente essencial permitir que uma pessoa chore porque, segundo a ciência, o choro está relacionado ao instinto de defesa humano e é também uma forma de comunicação que pode expressar dor, sofrimento, alegria e até prazer.

Segundo a professora de psicologia da Universidade do Rio de Janeiro, Luciana Rizo, chorar faz bem a saúde, entretanto é necessário trabalhar a forma de expressão desse choro.

Os pais devem entender que o choro é uma válvula de escape para a criança, o único meio com que ela conta em alguns momentos para comunicar o que está sentindo e reprimir isso é como vedar uma panela de pressão, uma hora vai explodir e todo mundo pode sofrer as consequências…

Ás vezes, o motivo de a criança estar chorando é aparentemente insignificante, mas o que muitos pais não percebem é que seu filho não está chorando exatamente por ser obrigado a tomar banho ou comer determinado alimento naquele momento, mas por uma série de coisas que aconteceram antes naquele mesmo dia ou no dia anterior como uma briga entre eles, uma repreensão muito dura ou algo que lhe causou ressentimento.

A melhor maneira de reagir ao choro de uma criança é “escutar” o choro dela, simplesmente escutar, ficar do lado, junto, apoiando, deixando fluir aquele momento, sem tentar consolá-la com um doce ou brinquedo para desviar sua atenção. Deixe que ela sinta o gosto de suas lágrimas.

Na medida em que a criança cresce, é importante também ensinar-lhe a entender seus sentimentos, diferenciar o que é tristeza, alegria, raiva, medo e outros mais específicos para que ela possa expressar suas emoções também com palavras.

Uma dica relevante para lidar com uma criança que está chorando é demonstrar empatia, descrevendo seus sentimentos, como por exemplo, dizendo “Eu sei como você está triste, quando eu era criança minha mãe também disse que não compraria um brinquedo que pedi e por isso fiquei muito triste também”.

Referências: Douradonews – marianabassanpsicologia

Fonte: O Segredo

sábado, 5 de novembro de 2016

QUANDO O PAI ESQUECE O FILHO DO PRIMEIRO CASAMENTO

Jader Menezes

Um homem que se finge de burro é mais burro do que um burro honesto.

O que me dói é ver um pai casar de novo e esquecer o filho do primeiro casamento. Esquecer. Nenhum cartão de Natal ou presente debaixo da lareira.

É que ganhou um herdeiro do segundo casamento, está envolvido na escolha do enxoval, no anúncio do jornal, em fumar charuto com o sogro e com aquela vaidade suprema de ostentar para sua esposa que é experiente e sabe segurar a criança.

Ele apaga a casa anterior — com o que havia dentro dela — e se apega à casa recente. Entende que sua criança ou adolescente cresceu o suficiente para não depender mais dele. Nenhum filho cresce o suficiente para ser órfão de repente, não importa a idade.

Aquele filho a quem amava e criava com zelo, a quem aconselhava e trocava as fraldas passa a existir somente como uma pensão, uma linha do seu contracheque. Não pergunta. Não telefona. Não se encontra fora de hora. Está muito ocupado criando um bebê. O que dá para entender é que ele não ama o filho, mas a mulher com quem se encontra no momento. Faz qualquer coisa para agradá-la, inclusive negar a paternidade do primeiro casamento.

É do tipo ou tudo ou nada, ligado à figura masculina patriarcal, que oferece e tira conforme suas vantagens. Não é bem um pai, mas um latifundiário emocional, desconfiado, sob permanente ameaça de invasão de suas terras.

Mãe é diferente, sempre se elogia quando menciona seu filho. Mareja os olhos ao mexer na gaveta das camisas, coleciona bilhetes e desenhos, inventa uma porção de neologismos no abraço. Não se guarda para depois, para um melhor momento, está disposta a conversar pressentimentos e costurar recordações.

ma se omitir no momento do desabafo. É comedido demais para estar vivo. Troca de personalidade, de residência, de amor, o que precisar, no sentido de prevenir a sobrecarga de problemas. Para namorar, ele some por meses (exatamente o contrário da mãe, que administra o final de semana com o apoio da babá e da avó). Homem ainda não conseguiu conciliar sua vida profissional com a afetiva. Não é capaz de unir nem a vida afetiva pregressa com a vida afetiva atual. Cuida de um afeto por vez.

Pai não forma sindicato, não cria associação. Continua defendendo que ninguém tem o direito de se meter na vida dele e converte em inimigos os amigos que insinuam sua indisposição filial.

Ele se separou de uma mulher, não do seu filho, mas culpa o filho porque não consegue completar uma frase com a ex. Parte do princípio de que ajudando o filho está ajudando a ex. Gostaria de matá-la, mas então se mata para o filho.

Ou entende que seu filho deve procurá-lo, cria paranoias e neuroses para aliviar sua culpa. Age como um ressentido, fala mal do filho do primeiro casamento para a mulher do segundo casamento, alegando ingratidão. E a mulher do segundo casamento concorda com o absurdo porque está preocupada com o nenê e deseja a exclusividade do marido. E não entende que um irmão depende do outro irmão, que uma família não cresce por empréstimos.

Homem tem que aprender a sofrer em público, sofrer por um filho o que sofre por uma dor de cotovelo, apanhar das cólicas e da coriza, desabar numa mesa de bar, beber interurbanos, fechar a rua e o sobrenome para encurtar distâncias, chorar nas apresentações escolares, fingir abandono a cada despedida, para só assim mostrar que pai, pai mesmo, nunca será dispensável.


Autor: Fabricio Carpinejar via Blog

Fonte: O Segredo


































segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ENSINE ÀS CRIANÇAS O VALOR DAS COISAS, NÃO O PREÇO

Luiza Fletcher • 22 de outubro de 2015

Ensine às crianças a serem felizes, e não ricas. Deixe-as saber que o valor de uma pessoa não é o que ela tem ou é por fora, mas por dentro. Ensine-as a desenvolverem boas estratégias e habilidades que irão ajudá-las a compreenderem o mundo.

Este ensinamento de valores e emoções será a base de seu sucesso como indivíduo e como sociedade. Assim, se uma criança pode estabelecer limites e respeitar a si mesma, saberá fazer o mesmo com os demais.

Portanto, se queremos colher devemos semear no tempo certo.

Para isso, podemos aproveitar seu pouco conhecimento e não prejudicar sua inocência; por exemplo, para uma criança que ainda não compreende a gestão do dinheiro, vale mais a pena uma moeda do que uma cédula. Por quê? Porque moedas as divertem, podem rodar, simular uma compra, etc.

Em outras palavras, tudo o que faz as crianças felizes são as coisas que as fornecem carinho, diversão e sustento. Somos nós que lhes ensinamos que que o valor está no preço e não em intenções, possibilidades ou afeto.

Obviamente, geralmente fazemos sem querer, damos mais importância ou relevância para o que julgamos como poderoso, bonito ou “divertido”.

Em última análise, o objetivo é que a criança entenda que as pessoas é que tem valor em sua vida, não seus pertences. Da mesma forma, devem entender que o mais importante por trás de tudo o que têm é a intenção e esforço.

Felicidade não tem nada a ver com coisas materiais


É difícil não cometer erros ao longo do caminho, quando vivemos em um mundo que se move muito quando se trata de dinheiro. No entanto, partimos da premissa de que todos nós queremos que elas sejam felizes acima de tudo, o que é uma grande vantagem na educação e valores emocional.

Assim, como a verdadeira felicidade é alcançada com carinho, experiências compartilhadas, amor e compreensão, é essencial ajudarmos nossos filhos a darem tudo de si para entender que as recompensas estão no interior.

Oferecemos algumas ideias simples para incentivá-los a aprender com o valor das pequenas coisas:


1. Elabore uma caixa de tesouros da rua
É muito importante que a criança tenha uma caixa com coisas que acham atraentesem suas caminhadas nas ruas e parques. Assim, a idéia é que tenham um lugar no qual recolher os paus, pedras, pinhas, folhas que chamaram sua atenção.

Neste sentido, isso ajuda-as não apenas no nível sensorial, mas cognitivo. Você pode fazer artesanato, construir contos ou histórias, inventar jogos … as possibilidades estão ao alcance da sua mão.

2. Quando quiser dar um presente, que seja manual
Estamos tão acostumados a ir à loja para comprar coisas, que nem mesmo cartões postais ou de aniversário são feitos à mão. Os trabalhos manuais nos ajudam a acabar com esse vício materialista, premiando sempre o esforço através de gratidão e felicidade dos outros.

3. Personalize as coisas com um toque pessoal
O desenvolvimento de um estilo pessoal torna cada coisa única, irrepetível e insubstituível. Isto é, se um brinquedo estragar poderá ser substituído, mas o significado não será o mesmo.

Chaves para inspirar o valor do esforço


– A criança deve “conquistar” prêmios. Não adequado comprar por comprar (ou dar por dar) simplesmente porque queremos, porque nos pedem ou porque sentimos vontade. Tudo deve adquirir um significado mais positivo além do material.

– Pregar o exemplos. Se as crianças verem que você se esforça e que valoriza o que merece, entenderam que é algo positivo e praticarão mais facilmente.

– Faça com que se sintam bem e recompense os seus esforços. Ou seja, simplifique os valores e os coloque como protagonistas sempre que puder, pois ao sentirem identificação, o aprendizado será melhor.

– Sempre é positivo incorporar histórias, pois são ferramentas muito úteis na implementação de valores e fazê-las pensarem e adaptarem os seus sentimentos para si e para o mundo real.

“Lembre-se que se não estamos felizes com o que temos, não seremos felizes com o que nos falta, pois o verdadeiro valor e a melhor recompensa está naquilo que pertence à nossa essência e guardado no armário do nosso coração.”


Fonte: O Segredo






quinta-feira, 6 de outubro de 2016

VOCÊ ACORDA TODAS AS NOITES NO MESMO HORÁRIO? AQUI ESTÁ O SIGNIFICADO!

Luiza Fletcher

Existem sistemas e relógios internos inerentes aos seres humanos, que ajudam a governar nossas funções corporais. O nosso bem-estar espiritual e saúde física estão diretamente ligados.

Métodos medicinais tradicionais chineses prestam muita atenção para os padrões de colocação de energia e movimento para diferentes áreas do corpo em momentos diferentes. Dentro de seu ciclo de 24 horas, o seu corpo dedica energias diferentes para diferentes órgãos.

Se você vem acordando no mesmo horário de forma consistente, isso poderia significar que a alguma energia sua está sendo bloqueado ou mal direcionada. Isto perturba o equilíbrio natural. Seus órgãos precisam de energia para curar e operar.

Aqui está uma lista de horários e os órgãos aos quais estão associados. Muitos destes bloqueios devem ser visto fisicamente e emocionalmente. Você deve rever o que e quando tem comido, pois a alimentação pode ser razão para os seus sintomas.

21:00 às 23:00h
Este é o horário em que a maioria das pessoas tenta adormecer. Este é o tempo que o nosso sistema endócrino reequilibra e enzimas são reabastecidas. O sistema endócrino controla hormônios e metabolismo. Se tiver dificuldade em adormecer, neste horário, você pode estar preso em um modo de fuga ou luta.

Você ainda está mentalmente preso nos acontecimentos do dia ou já se prepara para os desafios de amanhã. Repita mantras positivos, e libere o que te causa tensão. Se você está comendo mal ou muito tarde, também pode criar bloqueios.

23:00 às 01:00h
Se você acordar muitas vezes neste horário, pode ser devido a ressentimentos que você carrega. Este é o tempo do ciclo de 24 horas em que a energia yin é transformada em yang. A energia Yang é altamente ativa, seu corpo deve armazenar esta energia para o dia seguinte. Reforce o amor próprio, fazendo o seu melhor para manter a calma e conservar energia.

01:00 às 03:00h
Este é um momento crucial para o processo de desintoxicação e renovação do corpo. Seu fígado está destruindo e liberando toxinas, enquanto produz sangue fresco.

Acordar neste horário é normalmente indicativo de raiva, frustração e formações negativas. Se você não está tratando essas toxinas espirituais, então o seu “fígado” espiritual está tentando chamar a atenção para estes problemas.

03:00 às 05:00h
Este é o horário em que seus pulmões estão em reparação e inundando seu corpo com oxigênio. Certifique-se de estar quente o suficiente para ajudar a facilitar as funções corporais. Se você acordar nesse horário, tente exercícios de respiração.

Problemas com os pulmões estão frequentemente relacionados a dor e tristeza.

05:00 às 07:00
Quaisquer toxinas liberadas e discriminadas no início da noite estão sendo removidas do sistema.

O intestino grosso é ativo durante este tempo. Ter uma dieta pobre ou comer muito tarde pode levar a problemas que irão acordá-lo neste momento.

Fonte: O Segredo

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Mulher adota 6 irmãs de uma vez só para que elas ficassem juntas


Mulher adota 6 irmãs de uma vez só para que elas ficassem juntas

A coisa mais triste para irmãos que passam pelo processo de adoção é saber que um dia eles podem ser separados. Afinal, não é todo mundo que tem condições financeiras e emocionais para adotar mais de uma criança.

Mas, nunca se pode perder a esperança quando existem pessoas como a norte-americana Lacey Dunkin.

Em 2011, ela adotou seis irmãs de uma vez só, incluindo uma recém-nascida, para que elas não fossem separadas e tivessem seus corações partidos pela distância umas das outras.

“Elas [filhas] me trazem muita alegria e caos, mas a vida seria tão vazia, sem graça e chata sem elas. É uma honra ser mãe, elas derretem meu coração”, explicou Lacey.

Fonte: Razões para acreditar

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

APROXIME-SE DOS SEUS FILHOS, NÃO SE DISTANCIE!

APROXIME-SE DOS SEUS FILHOS, NÃO SE DISTANCIE!
"A mente é maravilhosa"

Com o estilo de vida que levamos, cada vez nos encontramos mais ocupados e sem tempo para nos dedicar a nós mesmos e às pessoas que mais amamos. Nesse contexto encontram-se nossos filhos, os principais afetados que veem como seus pais vão se distanciando cada vez mais deles.

Quando pensamos em ter filhos, analisar se vamos poder fornecer a eles uma estabilidade econômica e encontrar uma resposta afirmativa é importante na hora de dar esse grande passo. Mas nos esquecemos de que antes da estabilidade econômica temos que analisar se podemos e estamos dispostos a compartilhar tempo de qualidade com eles. Podemos dar um quarto impressionante com muitos e muitos brinquedos, cheios de livros com ilustrações fantásticas, mas se não há com quem brincar ou quem leia para eles, não fará diferença.
Um filho dá um monte de alegrias mas também nos traz muitos desafios. Perguntas e mais perguntas, para as quais por vezes não temos resposta, mas que de alguma maneira temos que responder. Para isso temos que ouvi-los, conhecê-los e transmitir para eles nosso carinho, fazê-los entender que podem contar conosco. Isso pode se dar já com seus avós, com seus irmãos, seus tios, sua babá se houver. Mas o mais importante é o reconhecimento dos pais.

Ter filhos não nos torna pais automaticamente, assim como ter um piano não nos torna pianistas.

A síndrome dos pais ausentes nos filhos

Talvez pensemos que tudo o que falamos até então não seja tão grave assim, ou é isso que queremos acreditar. A verdade é que podemos estar provocando em nossos filhos uma síndrome chamada síndrome do pai ausente, em que ainda que o pai esteja presente, encontra-se inacessível emocionalmente.

Só nossa presença não basta para nossos filhos

Devemos estar ali para eles, falar, compreendê-los, compartilhar coisas, sonhar juntos. É muito importante ter isso em mente se não queremos que nossos filhos comecem a desenvolver condutas que não nos agradam, como essas a seguir:

Problemas para respeitar as regras ou a autoridade em todos os âmbitos.
Incapacidade para fazer um trabalho até o fim.
Indisciplina e falta de iniciativa.
Condutas abusivas com os companheiros.
Falta de sinceridade.
Ainda que não acreditemos, todos esses problemas que tentamos resolver por meio de gritos ou castigo têm uma só origem: nós mesmos. Estamos fazendo as coisas de uma forma muito ruim, e não nos damos conta. Não devemos ser pais ausentes, devemos ser pais presentes.

Não se mate trabalhando para dar tudo do bom e do melhor para o seu filho. Quando eles crescerem não se lembrarão dos presentes e dos brinquedos, mas sim dos momentos que passaram com você.


O desenvolvimento cerebral pode ser afetado


Os problemas anteriormente descritos já são graves e difíceis de resolver, mas você sabia que o desenvolvimento cerebral de nossos filhos pode ser gravemente afetado por nosso comportamento distante? Isso não é uma afirmação aleatória, é o resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Sichuan.

Nesse estudo chegou-se à conclusão de que as crianças que passam muito tempo sem seus pais, sem manter um contato verdadeiro e próximo com eles, sem estabelecer um vínculo emocional, sem passar tempo juntos de verdade, manifestam um atraso no desenvolvimento cerebral.

O cérebro permanece imaturo. As áreas relacionadas com as emoções não se desenvolvem do jeito devido e, por isso, há uma resposta deficiente em relação a esses estímulos aos quais as crianças não foram expostas.

Mas podemos pensar que isso só tem a ver com as emoções, quando realmente tem a ver com muito mais. O estudo também descobriu que ter pais ausentes pode provocar graves problemas de aprendizagem, assim como um quociente intelectual muito menor.

“Dê a mão ao seu filho cada vez que tiver a oportunidade. Chegará ao momento em que nunca deixará de fazê-lo”
-H. Jackson Brown-

Em algumas ocasiões, não há nenhuma diferença entre um pai que passa tempo com seus filhos e aquele que quase nunca os vê. O importante é saber se aproximar deles, compartilhar coisas, falar e prestar atenção. O problema dos adultos é que consideramos que nossas preocupações são mais importantes quando, na realidade, não há nada mais importante que estar ali para nossos filhos.

Não são só os problemas que, como vimos, podem surgir da distância, mas também o valioso tempo que estamos perdendo e a irresponsabilidade que é não estar lá para ensinar aos nossos filhos como dar seus primeiros passos nesse mundo. Pensemos um momento em quando éramos pequenos, não precisávamos de pais presentes?

Fonte: O Segredo




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mãe publica carta após filho com Down ser excluído de festa

Jennifer disse que o filho não tem sido chamado para comemorações


Menino foi o único da turma que não foi convidado para aniversário


Jennifer disse que o filho não tem sido chamado para comemorações

"É uma carta aberta ao pai que achou 'ok' convidar toda a classe para o aniversário de seu filho, exceto meu filho... Estou compartilhando isso, porque penso que é uma lição valiosa para todos e que estou tentando educar e defender mais", escreveu.

Ao longo de seu desabafo, a mãe afirma que a ausência de seu filho entre os convidados do evento não foi um descuido, mas, sim, uma decisão intencional da família.

Segundo a mãe, filho foi alvo de preconceito - Reprodução Facebook
"A única razão pela qual você decidiu que era 'ok' não convidar meu filho para a festa de aniversário do seu filho é o fato dele ter Síndrome de Down", afirmou Jennifer, que diz que em diversas ocasiões o filho já falou sobre o amigo que fez aniversário, o que demonstra que eles tinham uma boa convivência.

"Ter Síndrome de Down não significa que você não quer ter amigos", diz a mãe.

Jennifer conta que o fato fez com que ela percebesse que seu filho não havia sido convidado para grande parte das festas no último ano. Na carta, a mãe afirma que o pai está desinformado sobre a doença, pois, caso contrário, não teria excluído seu filho. Jennifer diz ainda que não está brava com os pais da criança, mas que considera esta uma ótima oportunidade para que conheçam seu filho melhor. Por fim, Jennifer diz que todos cometem erros, mas que sempre há oportunidade de melhorar.

Fonte: O Globo

terça-feira, 7 de junho de 2016

Uma doença pouco conhecida que pode ser confundida com preguiça

Prolongar o tempo na cama por mais alguns minutinhos, logo após acordar, ou tirar algumas horas no fim de semana para relaxar, sem fazer nada, é um comportamento comum e sadio. Mas quando o desejo de permanecer deitado é constante, pode ser sinal de um distúrbio: a clinomania.

O problema é caracterizado pelo desejo incontrolável de ficar deitado, dormindo ou não. E requer acompanhamento médico.

O diagnóstico não é simples e, geralmente, é feito por exclusão. “Como a clinomania pode ser facilmente confundida com outros males, como depressão e síndrome da fadiga crônica, é preciso fazer uma avaliação cuidadosa do quadro do paciente. Só após concluir que não se trata de nenhuma doença orgânica é que diagnosticamos o distúrbio”, explica Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba (SP).

Quem sofre de depressão também pode apresentar dificuldade na hora de sair da cama, mas por conta da melancolia, do desânimo e da falta de energia que são característicos da doença.

Já no caso da fadiga crônica, segundo o psiquiatra Sergio Tamai, conselheiro da Associação Brasileira de Psiquiatria, o que contribui para que o paciente permaneça deitado é um cansaço persistente, que vem acompanhado por sintomas como dores musculares, cefaleia e fraqueza.

O clinomaníaco, por outro lado, sente-se muito confortável na cama, tem uma vontade imensa de ficar deitado e pode permanecer assim por dias –principalmente se o tempo estiver chuvoso e nublado– sem sofrer com os sinais clínicos que marcam as outras doenças.

Porém, conforme afirma o psiquiatra Almir Ribeiro Tavares, coordenador do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Psiquiatria, a clinomania pode se estabelecer em associação com outras doenças.

“Muitos quadros produzem cansaço e fadiga e podem levar o paciente a enxergar o descanso como um tratamento. Só que, com o tempo, o que era apenas um repouso programado tem chances de se tornar clinomania”, explica.

O distúrbio pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, mas mulheres entre 20 e 40 anos são mais suscetíveis. Uma explicação possível pode ser a alteração hormonal a que essas mulheres se submetem todos os meses, conforme explica Tamai. Idosos também são considerados mais vulneráveis à doença.

Leia mais: Deixa ela dormir! Mulheres precisam de mais sono do que os homens, diz a ciência
“Com a vida tranquila, sem muitas atividades e ocupações, os idosos se dão o luxo de deitar durante o dia. Mas o hábito pode se tornar nocivo e progredir para a clinomania”, afirma Tavares. “O ser humano não nasceu para ficar deitado. O organismo precisa estar sempre em movimento, caso contrário, uma série de funções é prejudicada”, diz o especialista.

A boa notícia é que o distúrbio tem cura. Após o diagnóstico, o paciente pode buscar o auxílio de um psicólogo, psiquiatra, neurologista ou médico especialista em distúrbios do sono. “Alguns quadros exigem o uso de medicamentos mas, em outros, apenas o acompanhamento psicológico, a prática de exercícios físicos e as mudanças comportamentais são suficientes para resolver o problema”, declara Yonekura.

Fonte: Fãs da Psicanálise

terça-feira, 24 de maio de 2016

PARA VER DEZ VEZES: GAROTINHA FALA SOBRE SEU IRMÃO ADOTIVO COM SÍNDROME DE DOWN


Em um relato repleto de amor e sinceridade, esta garotinha fala sobre a história de seu irmão adotivo e sua Síndrome de Down.

“Meu irmão nasceu com Síndrome de Down. Quando ele nasceu da barriga da sua primeira mãe, o médico disse que ele tinha Síndrome de Down. E a mãe disse que não poderia ficar com ele. Minha mãe já tentou me explicar, mas eu não consigo entender! Mas que seja! Eu estou muito feliz que ele é meu irmão.”

Fonte: Psicologia Acessível

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Jovem vítima de abuso sexual por 10 anos recebe autorização para eutanásia


Redação Atualizado em 12 de maio de 2016 às 14:37

Uma jovem holandesa vítima de abuso sexual durante dez anos morreu após receber autorização da Justiça de seu país para se submeter à eutanásia por meio de uma injeção letal.

Conforme informou a Comissão de Eutanásia da Holanda nesta semana, a garota preferiu a eutanásia do que continuar a lidar com os danos psicológicos causados pelo abuso que sofreu dos 5 até os 15 anos de idade.

Fonte: Catraca Livre

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Juíza atacada em fórum de SP cria curso para tratamento de agressores


Tatiane Moreira Lima ficou refém de um homem dentro do Fórum do Butantã.
'Se a gente não trabalhar com o agressor a violência não termina', afirma.


Juíza atacada em fórum de SP cria curso para tratamento de agressores
Tatiane Moreira Lima ficou refém de um homem dentro do Fórum do Butantã.
'Se a gente não trabalhar com o agressor a violência não termina', afirma.

A juíza Tatiane Moreira Lima, que ficou refém de um homem durante mais de 30 minutos dentro do Fórum do Butantã, em 30 de março, vai abrir um curso para tratamento de agressores. O projeto piloto começa a partir de agosto, no mesmo fórum (veja acima entrevista da juíza ao Fantástico sobre o ataque).
Os alunos serão homens agressores que enfrentam processos na Vara da violência doméstica, que não sejam reincidentes, e que geralmente respondam por ameaça, lesão corporal ou vias de fato (briga). Crimes mais graves, como estupro, estão fora do padrão estabelecido para os candidatos.
Será formada uma turma com 20 integrantes. Serão 12 aulas. O curso vai ser ministrado por psicólogos e assistentes sociais do fórum. A juiza vai dar a aula inaugural e coordenar o curso.

Os agressores seräo selecionados para participar por meio de entrevista. O curso não é obrigatório, mas uma recomendação. Caso o agressor frequente todas as aulas ele pode ter um benefício que é uma possível diminuição da pena, caso venha a ser condenado.
"A gente percebe através de outras experiências que, quando ele frequenta esse curso, há uma mudança de postura desse homem dentro da família. Ele começa a entender melhor o papel dele, entende o papel da mulher, e percebe que não é com violência que as coisas funcionam", disse a juiza ao G1.
"Acho super importante a gente trabalhar com esse elo, porque muita gente trabalha com a vítima. Se a gente não trabalhar também com agressor a violência não termina", afirmou. "A vítima pode até dar um basta, mas o agressor pode constituir uma nova família e tudo continua."

Recuperada do ataque

A juíza diz que se recuperou bem do incidente no fórum. A magistrada ficou meia hora refém nas mãos do vendedor Alfredo José dos Santos, que ameaçou incendiá-la. O agressor exigiu que ela gravasse um vídeo no celular dizendo que ele era inocente das acusações de bater na ex-mulher. O homem, que é réu num processo, culpava equivocadamente Tatiane por ter tirado dele a guarda do filho. Esse processo, porém, não estava com ela, mas sim com outra magistrada.
As imagens das ameaças e da prisão de Alfredo foram gravadas por policiais militares. Logo após a Polícia Militar (PM) deter o homem, num momento de distração dele, as cenas foram compartilhadas pelo aplicativo WhatsApp, viralizando nas redes sociais.

"Graças a Deus estou bem, exercendo minhas atividades. Não fiquei afastada por nem um dia sequer. Graças a Deus recuperada, recebendo muito carinho", diz.
"A recuperação se deu muito em razão do apoio que eu recebi, tanto de colegas quanto de minha própria instituição, como de outras instituições, o Ministério Público, tribunais de Justiça do Brasil inteiro. Recebi mensagens carinhosas de muitas pessoas, visitas de pessoas religiosas. Esse carinho todo tem me ajudado a continuar e a fazer o que gosto de fazer."
A juíza deve ser homenageada na Câmara Municipal de São Paulo nesta quinta-feira com o diploma de honra ao mérito, proposto pelo vereador Nelo Rodolfo (PMDB) por seu trabalho em defesa das mulheres.

Fonte: G1

terça-feira, 3 de maio de 2016

Atitudes restritivas dos pais pode prevenir o uso de álcool por menores de idade?

O consumo de álcool por menores de idade implica sérios riscos para a saúde, com maior chance de abuso e dependência de álcool e outras substâncias no futuro, para acidentes de trânsito e mortes prematuras. Entre as medidas preventivas ao consumo precoce de álcool, destaca-se uma vertente promissora, cujo foco são pais de adolescentes, com ações realizadas especialmente em escolas. Acredita-se que a alteração do comportamento, normas e atitudes dos pais pode impactar positivamente na redução do consumo de álcool por adolescentes.

A estratégia elaborada pelo programa Örebro Prevention Programme (OPP) consiste em reuniões com pais e professores com 30 minutos de duração, realizadas semestralmente em escolas. Nessas reuniões é indicado que os pais adotem postura de tolerância zero para o consumo de álcool pelos adolescentes, deixando claro para os menores de idade quais são as regras e possíveis sanções aplicadas caso o combinado não seja cumprido. O programa demonstrou resultados positivos em estudos anteriores para a prevenção do uso nocivo de álcool, reduzindo a frequência de episódios de embriaguez.

Com o objetivo de entender o mecanismo responsável pelo sucesso do OPP, o presente estudo analisou qual seria o papel das atitudes restritivas dos pais na obtenção dos resultados positivos, os quais foram redução dos episódios de embriaguez e o retardamento do beber regular (ao menos um episódio de embriaguez por mês). Para isso, 653 adolescentes com idade entre 12 e 13 anos e 524 pais preencheram questionários no início do estudo, após 18 meses e 30 meses. Além disso, variáveis que pudessem confundir os resultados, como gênero, status imigratório, qualidade de relacionamento com pais e uso de álcool por pais e colegas foram incluídas nas análises.

As atitudes dos pais foram classificadas conforme quatro opções, desde “muito lenientes” (consideram natural a curiosidade dos filhos para experimentar álcool e acreditam que fazem uso responsável) até “muito rigorosas” (consideram que menores de idade jamais podem consumir de álcool e nem deveriam se preocupar com isso). Os adolescentes responderam quantas vezes consumiram álcool até se sentirem alcoolizados no último mês, o que foi acompanhado ao longo do estudo para observar mudanças no padrão daqueles que iniciaram o hábito de beber mensalmente. Os adolescentes também responderam com qual frequência observam os pais e colegas consumirem álcool e sobre a qualidade de relacionamento com os pais. Para comparações de resultados, um grupo de pais recebeu a intervenção, isto é, participou das reuniões, e o outro não recebeu.

Constatou-se que no grupo sem intervenção os adolescentes evoluíram com mais episódios de embriaguez, enquanto no grupo com intervenção, adolescentes reduziram a frequência de episódios de embriaguez ou iniciaram mais tardiamente. Como resultado principal, cerca de 50% do resultado positivo do programa foi atribuído às atitudes restritivas dos pais, o que representa um papel robusto. Por outro lado, demais mecanismos adjacentes podem ser fonte de futuras pesquisas. Por exemplo, de forma interessante, os pais que receberam a intervenção mantiveram mais atitudes restritivas ao longo do tempo, enquanto o grupo que não recebeu evoluiu com menos atitudes restritivas frente ao uso de álcool por seus filhos. Além disso, foi observado que pais imigrantes ou que possuem má relação com filho tendem a adotar posturas menos restritivas. Talvez, pais que vivenciam relacionamento ruim com os filhos se sintam menos empoderados e tenham menor expectativa em relação a eles.

Conclui-se que atitudes mais restritivas dos pais, em vigência da intervenção do OPP, criaram ambiente desfavorável ao consumo de álcool e foram assim eficientes na prevenção do uso nocivo, ao reduzir e retardar o consumo de álcool por menores de idade.

Fonte: CISA

sábado, 16 de abril de 2016

As crianças amadas se tornam adultos que sabem amar

Nossas primeiras experiências com o mundo marcam o início do nosso desenvolvimento emocional. Na infância se tece uma rede que conectará nossa mente e nosso corpo, o que determinará em grande parte o desenvolvimento da capacidade de sentir e de amar.


Neste sentido, nosso crescimento emocional dependerá dos nossos primeiros intercâmbios emocionais, que nos ensinarão o que ver e o que não ver no mundo emocional e social no qual nos encontramos.

Assim, o campo da nossa infância nos permite semear o amor de maneira natural, o que determinará que a capacidade de amar e de sermos amados cresça de maneira saudável e nos ajude a nos desenvolvermos no futuro.

“Somos seres emocionais que aprendem a pensar, não máquinas pensantes que aprendem a sentir”
Stanisla Bachrach

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome
As amostras de carinho e afeto elevam a autoestima das crianças e as ajudam a construir uma personalidade emocionalmente adaptada e inteligente. Ou seja, o nosso amor as ajuda a lidar com os medos naturais que surgem nas diferentes idades, fomentando um grau de sensibilidade saudável.

As crianças têm uma confiança natural em si mesmas. De fato, nos surpreende que frente a desvantagens insuperáveis e fracassos repetidos elas não desistam. A persistência, o otimismo, a automotivação e o entusiasmo são qualidades inatas das crianças.

Percebermos isso nos ajuda a sermos conscientes do quão importante é amarmos nossos filhos e educá-los em relação ao respeito, empatia, expressão e compreensão dos sentimentos, controle da impaciência, capacidade de adaptação, amabilidade e independência.

O que podemos fazer para criar crianças felizes e saudáveis?
O temperamento de uma criança reflete um sistema de circuitos emocionais inatos específicos no cérebro, um esquema de sua expressão emocional presente e futura, e de seu comportamento. Estes podem ser adequados ou não, por isso a educação deve se tornar um apoio e um guia para elas.

Para alcançar uma saúde emocional ideal, devemos mudar a forma como se desenvolve o cérebro das crianças. A ideia é que através do amor e da educação emocional estimulemos certas conexões neuronais saudáveis.

Ou seja, todas as crianças e todos os adultos partem de certas características determinadas que devem ser administradas em conjunto para que possamos alcançar o bem-estar físico e emocional.
Por exemplo, quando uma criança é tímida por natureza os adultos que se encontram ao seu redor a protegem exageradamente, fazendo com que ela se torne ansiosa com o passar do tempo.


A educação emocional requer uma certa “desaprendizagem” adulta. Uma criança tímida deve aprender a dar nome às suas emoções e a enfrentar o que a perturba, não deve sentir que cortamos suas asas porque ela é vulnerável.

Um adulto deve demonstrar empatia sem reforçar suas preocupações, propondo, por sua vez, novos desafios emocionais que a permitam evoluir. Deve-se proteger a saúde emocional da criança através do desenvolvimento de suas características naturais.
amada

As chaves básicas de uma educação emocional saudável

1. Os especialistas costumam recomendar que ajudemos as crianças a falarem de suas emoções como uma maneira de compreender a si mesmas e os demais. Entretanto, as palavras só dão conta de uma pequena parte (10%) do verdadeiro significado que obtemos através da comunicação emocional.

Por essa razão, não podemos ficar só na verbalização; devemos ensiná-las a compreender o significado da postura, das expressões faciais, do tom de voz e de qualquer tipo de linguagem corporal. Isso será muito mais efetivo e completo para o seu desenvolvimento.

2. Há anos vem se promovendo o desenvolvimento da autoestima de uma criança através do elogio constante. Entretanto, isso pode fazer mais mal do que bem. Os elogios só ajudarão as nossas crianças a se sentirem bem consigo mesmas se eles estiverem relacionados a ganhos específicos e ao domínio de novas aptidões.

3. O estresse é um dos grandes inimigos da infância. Entretanto, é um inconveniente com o qual elas têm que conviver, por isso protegê-las em excesso é uma das piores coisas que podemos fazer. devem aprender a enfrentar estas dificuldades naturais de tal forma que desenvolvam novos caminhos neurais que as permitam se adaptar ao meio no qual vivem.
Não podemos tentar criar nossas crianças em um mundo da Disney de inocência e ingenuidade. O estresse e a inquietação fazem parte do mundo real e da experiência humana, tanto quanto o amor e o cuidado.
Se tentarmos eliminar esses obstáculos, impediremos que elas tenham a oportunidade de aprender e desenvolver capacidades realmente importantes que as ajudem a enfrentar desafios e decepções que são inevitáveis na vida.

Fonte: Revista PAZES

quinta-feira, 24 de março de 2016

CODEPENDÊNCIA


CODEPENDÊNCIA: UM FENÔMENO RELEVANTE TCC – O termo codependência é polêmico e se refere a um processo de dependência basicamente emocional, mas com reflexos no físico e social, instalada a partir da convivência com um dependente de substâncias psicoativas (SPA) ou com problemas de comportamento.

CARMEN MONARI – R.A. 1126083

JAQUELINE GIRALDI DA SILVA – R.A. 1101503

MARIA CRISTINA PACHECO BORGES RIGHETTI

Um fenômeno relevante

Trabalho de conclusão de curso para obtenção do grau do título de Graduação em Serviço Social apresentado à Universidade Paulista – UNIP

Em termos gerais, a codependência é descrita como uma relação disfuncional, na qual o familiar passa a se preocupar mais com o dependente do que consigo mesmo. Com o tempo, esse padrão de pensamentos e comportamentos pode se tornar compulsivo e prejudicial, como se a pessoa se tornasse dependente do dependente.

É um processo de adoecimento que se desenvolve geralmente na família, mas que pode afetar outros sistemas, onde as trocas afetivas estão comprometidas.

De acordo com Zampiere (2004a), a codependência pode se manifestar no indivíduo, como um transtorno de personalidade ou como patologia de um sistema. Segundo a autora, a codependência não é reconhecida como doença, mas admitida como construção social.

A teoria sistêmica afirma que, todas as pessoas que compõem a unidade familiar têm um papel na maneira como funciona a família, como se relacionam os membros entre si e na forma como o sintoma aparece. (BOWEN, 1974 apud TANAJURA; FERREIRA, 2012).

Os codependentes enfrentam problemas de toda ordem: físicos, psicológicos, sociais, financeiros, etc. e apesar da controvérsia em relação a sua definição, é inegável o papel na recuperação de um dependente. Inicialmente apresenta-se como uma resposta doente ao processo, podendo promover o avanço da adicção através dos comportamentos facilitadores. Muitos profissionais compartilham a ideia de que o núcleo familiar deve ser trabalhado sempre que um de seus membros apresentar um problema que cause impacto na estrutura familiar. codependência

O termo codependência foi inicialmente utilizado para referir-se aos familiares de dependentes do álcool, mas atualmente generalizou-se para outros problemas de personalidade e relações disfuncionais como pais agressivos e autoritários; crianças e adolescentes com problemas de comportamento; indivíduos perturbados emocionalmente; doentes crônicos (esclerose múltipla, insuficiência renal, câncer, esquizofrenia, Alzheimer); pessoas em relacionamentos com indivíduos irresponsáveis; compulsivos por sexo, jogo, trabalho, comida, etc.; enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais.

Boyd (2000, p. 17) coloca que cada pessoa “pode se tornar codependente não apenas em relação a pessoas que lhe são mais próximos afetivamente, como até a pessoas de quem não gosta, como o chato do vizinho”.

CODEPENDÊNCIA UM FENÔMENO RELEVANTE TCC


O presente estudo procura se ater à questão da codependência gerada pelo convívio com um dependente químico e espera contribuir positivamente, já que a literatura apresenta uma grande lacuna sobre o tema, carecendo de rigor científico, fato este corroborado pela pesquisa de Pereira e Sobral (2012), que ressaltam ser este tema muito importante para se pensar em programas eficientes de tratamento da adicção.

O Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 2013, revelou que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico e mais de 10 milhões de familiares e amigos de dependentes em cocaína e crack sofrem do martírio da codependência.

De acordo com a Federação do Amor Exigente (FAE), que reúne 920 grupos de apoio aos familiares de usuários de drogas, por trás de um dependente, há pelo menos outras quatro pessoas que também precisam de tratamento.

Um estudo desenvolvido pelo Ligue 132, em 2007, avaliou que 71% dos familiares que buscaram ajuda do serviço apresentaram atitudes codependentes em relação aos usuários de drogas.

O tema escolhido propõe um olhar especial para aqueles que cuidam de alguém cuja dependência física e/ou psicológica é intensa, dificultando e até prejudicando a relação entre ambos e, em consequência, afetando todas as outras relações sociais. Busca esclarecer a questão do comportamento dos familiares que vivenciam a doença e comprova, pela relevância, a necessidade da intervenção junto à família do indivíduo dependente químico.

Fonte: CONTROLESOCIAL

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Foto controversa de bebê com algema e cassetete causa polêmica nas redes sociais


“Há uma forte inadequação na situação”, comentou o especialista em educação Mário Sérgio Cortella, em entrevista à rede CBN de rádio, sobre a foto de um bebê publicada nas redes sociais oficiais da Polícia Militar de São Paulo, vestindo o fardamento e segurando um cassetete e uma algema, acompanhada da mensagem #podeconfiarpmesp.


Após a polêmica levantada pela imagem, que recebeu comentários de reprovação e de aprovação, a PM explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que tomou a decisão de tirá-la do ar. De acordo com a nota, “as fotos publicadas nas redes oficiais são enviadas, como em inúmeras outras situações anteriores publicadas, por internautas ou selecionadas por outras mídias sociais, de caráter público”.

Na opinião de Cortella, não seria de se estranhar se a criança estivesse vestida com o uniformes e outras representações, como de bombeiro ou médico, mas não com as armas que ela carrega, que enaltecem símbolos de repressão e não a característica original da instituição: servir e proteger. Cassetete, como lembrou o educador, é uma palavra de origem francesa, que significa quebrar a cabeça.

Segundo comentário do advogado Ariel de Castro Alves ao portal G1, a exibição da imagem viola o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “A criança é colocada em uma situação constrangedora, vexatória. Foi exposta com uma arma, ainda que não seja uma arma de fogo, mas usadas para reprimir, como o cassetete, e a algema para prender”. Ele pedirá ao setor de Direitos Humanos do Ministério Público de São Paulo que analise o caso.

“Não são brinquedos. Fazem parte dos instrumentos de trabalho da corporação. Houve uma utilização indevida. Foi claramente entregue por um adulto que faz parte da corporação”, completou o advogado.

Se a intenção era acrescentar honra à corporação ou restabelecer a confiança da população no trabalho da PM, como ressaltou o educador Mário Sérgio Cortella, então que a foto não fosse utilizada de forma oficial sem uma autorização adequada [não se sabe exatamente como a foto chegou até eles] nem produzida de forma exagerada. Além disso, o momento escolhido para a divulgação, no qual os movimentos de rua têm sido reprimidos violentamente, é no mínimo infeliz.

“Ficou imaginando como se compôs a cena”, reflete Cortella, a partir da expressão triste da criança na imagem. “Não posso deixar de lembrar que precisamos pensar duas vezes antes de dar alguns passos quando a situação envolve crianças”, completa, lembrando as redes sociais favorecem o exibicionismo e a espetacularização. "É preciso cautela."

Uma questão de comunicação

Na opinião do consultor em mídias sociais Fernando Souza, estamos falando de uma corporação militar, que é naturalmente vista como rígida e inflexível. É natural, portanto, que ela procure usar o espaço das redes sociais para comunicar um elemento humano. “É um canal de um para um. Colocar a criança vestida com o uniforme é uma forma de exercer seu orgulho, entre seus próprios pares”, avaliou.

Para a psicóloga Sônia Roman, como a criança nesta idade não tem condições de discernir sobre a situação, é importante que se estabeleça um cuidado maior. “Não se sabe aonde isso vai dar, se vai prejudicar o seu desenvolvimento ou não, mas perguntar ‘Por que a imagem estava ali? Como aconteceu?’ seria importante antes de estabelecer qualquer juízo sobre a situação”, acredita.

Ela afirma, porém, que pode ser um caso de carência de informação, de repertório. “Na ânsia de se orgulhar daquilo que faz, aquele soldado pode não ter condições de avaliar que aquilo não é bom. Só não é bom aos olhos do crítico, que tem mais repertório para perceber nuances”, argumenta. “As pessoas estão carentes de saber o que deve ou não ser feito. De jogar o cigarro no chão a usar a vaga do idoso, tudo é muito grosseiro e inadequado, pois faltam às pessoas princípios de ética e valores”. Para Sônia, é importante lembrar que a falta de educação e de conhecimento é o principal indutor do erro. Portanto, “educar, educar, educar”, em sua opinião, é a única forma de melhorar a sociedade.

Fonte: promenino

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A força da arte na conscientização sobre os danos do trabalho infantil

Dois Josés. Dois mineiros. E uma história que cruzou o tempo. O primeiro nasceu em 1942, com o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), personificando aqueles que perdem, mas resistem. É o protagonista de um dos mais famosos versos da literatura brasileira: “E agora, José?”

O segundo José veio ao mundo neste ano, pelas mãos do estudante Mateus Augusto dos Santos. Aos 15, o morador da área rural de Espera Feliz – município de 24 mil habitantes distante 272 km de Itabira, cidade natal de Drummond – escreveu o poema “Rumo à Colheita” (confira ao lado) durante uma atividade na escola. A ideia era questionar as consequências do trabalho na infância.

Seu talento acaba de ser reconhecido. A escola do campo na qual concluiu o 9o ano atua em parceria com o Projeto MPT na Escola, que leva às salas de aula e às equipes escolares do país formações e debates sobre o trabalho infantil e os direitos da infância garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Filho dos meeiros Aparecida e Pedro, separados, ambos trabalhadores da lavoura de café sem oportunidades de finalizar os estudos, Mateus ganhou o primeiro lugar na categoria poesia.

Pela primeira vez, a premiação teve caráter nacional. Colégios representaram as regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com projetos artísticos que, além da poesia, produziram esquetes teatrais, músicas e pinturas. Duas escolas do Ceará e duas de Minas Gerais (uma delas a espera-felizense Escola Municipal Álvaro de Sá Barbosa, onde Mateus estuda) foram contempladas com R$ 50 mil cada, valor dividido entre autores, escolas, coordenadores municipais do projeto e educadores. Ao todo, 32 jurados participaram da etapa nacional do prêmio, sendo oito por categoria. Na modalidade música, a equipe vencedora foi a da Escola Municipal Maria Isabel Queiroz, de Patrocínio (MG).

“Eu escrevi sem conhecer o poema do Carlos Drummond de Andrade, que é tão bonito! Tentei explicar o que se passa na vida de quem tem de trabalhar e deixar a escola”, conta o jovem poeta, incentivado pelos professores de história e português a se arriscar nas letras. Para a secretária municipal de Educação de Espera Feliz, Adriana Muller Dimas e Souza, o orgulho é grande, não só pelo prêmio, mas por tudo o que ele agrega à comunidade.

“O MPT na Escola é um projeto que descortina horizontes”, ressalta Adriana. “Temos a intenção de inscrever todas as escolas da cidade no projeto, para que realizem atividades e capacitações durante o ano letivo, como já fazemos em seis delas. Além de esclarecer os riscos que o trabalho infantil causa para o desenvolvimento físico e psicológico, as famílias também participam do processo, tornam-se mais cautelosas em relação aos mitos relacionados ao assunto.”

Pedagogia da esperança

“É preciso destacar a quantidade e a qualidade dos trabalhos inscritos na etapa nacional, principalmente nos estados do Ceará, com 208, Minas Gerais, com 93, Paraná com 49 e São Paulo, com 46”, afirma Antonio de Oliveira Lima, procurador do Trabalho no Ceará e idealizador do MPT na Escola. A melhor pintura foi de uma aluna da Escola João Hudson Saraiva, do município de Uruburetama (CE). A estudante Livia Barroso criou o quadro “As duas faces da infância” .

“Fico muito feliz ao sentir o engajamento de toda a comunidade escolar no processo”, destaca Lima, satisfeito com o elevado número de pessoas envolvidas desde as formações até a fase final da premiação. Uma das visitas especiais, ele comenta, aconteceu no município cearense de Aracati, vencedor na modalidade esquete teatral. A peça João e Maria foi criada e encenada na Escola de Ensino Fundamental Antonieta Cals, de Fortaleza (CE):

Apaixonado por futebol, Mateus, flamenguista de sorriso tímido, tem plena consciência de que o valor do poema não é só financeiro. “Lá em casa, minha mãe ensinou que eu e meus irmãos precisávamos estudar. O trabalho não pode atrapalhar nunca os estudos”, contou ao Promenino, coincidentemente no dia de sua formatura do 9o ano.

“Gosto de escrever, mas quero mesmo é ser piloto de helicóptero. Sempre achei bonito e paro para ver quando sobrevoam a lavoura, sabe? Acabei de fazer minha primeira viagem de avião [ao receber a premiação, no Ceará] e foi legal demais ver tudo lá de cima. Não tenho nenhum medo, não.”

Quem não tem medo de voar, Mateus, pode ser tudo o que quiser.

Fonte: Promenino Fundação Telefônica

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

JOELHOS – VEJA COMO SE CURAR DEFINITIVAMENTE DE PROBLEMAS NOS JOELHOS PELA LINGUAGEM DO CORPO/METAFÍSICA DA SAÚDE:

Saúde, metafísica, Perfeito

Simbolizam suas atitudes para com você mesmo, no presente.
Eles deveriam equilibrar o seu passado (coxas) com o seu futuro (pernas).
Pessoas que não conseguem aceitar opiniões alheias, e agem como crianças para defender seu espaço, mostram que precisam amadurecer mais para poder compreender novas formas de se defender contra aqueles que se lhe opõem.
Faltar com respeito para consigo mesmo deixando de realizar seus objetivos ou suportando todas as contrariedades, domésticas ou profissionais, também não é uma maneira correta de comunicar-se. A anulação pessoal só acontece quando a pessoa não conhece outros meios de se expressar e acredita que já tentou de tudo para mudar uma situação desagradável que a aflige.
Se você se sente ferido em seus sentimentos e em seu orgulho porque está fazendo coisas que contrariam seu verdadeiro modo de ser, se está se desrespeitando ao forçar uma situação por não saber como corrigi-la e vive com o coração repleto de críticas e desapontamentos, saiba que seus meniscos, ligamentos e ossos do joelho serão afetados. Eles irão inflamar e poderá até ocorrer estiramento ou rompimento dos ligamentos, mesmo que seja provocado por algum acidente.

Nós somos conduzidos, cegamente, pelo nosso inconsciente, para o bem ou para o mal, conforme o que acreditamos ou pensamos constantemente.
As pessoas que não se dobram aos outros e teimam em sustentar as suas opiniões acabam somatizando um joelho que não dobra, que não flexiona e é extremamente dolorido. A análise de nossa conduta mais secreta é, realmente, um trabalho difícil que requer sinceridade e lealdade com relação a nós mesmos.
Para revertermos o quadro de doenças, dores, etc., para a saúde e a felicidade, devemos reconhecer nossas emoções diárias e não somente nossos pensamentos, para que possamos trabalhar na mudança do nosso interior.
Linguagem do Corpo Vol 1 – Cristina Cairo.

Fonte: O Segredo









































































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