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sexta-feira, 20 de junho de 2014
Guarda municipal é afastado por agredir idosa na Urca
Agente derrubou celular da vítima, que fazia fotos de carro que estaria parado irregularmente
RIO - Um agente da Guarda Municipal foi afastado de suas funções, acusado de agredir, na quarta-feira, uma aposentada moradora da Urca. Conforme noticiado na quinta-feira no blog do jornalista Ancelmo Gois, no site do GLOBO, Regina Helena Raso Neto, de 65 anos, teria sido atacada logo após, com o telefone celular, fazer fotos de um carro da corporação supostamente estacionado em local proibido, enquanto guardas municipais multavam motoristas por parar em local proibido. A idosa filmou o momento em que o agente bateu no braço dela, derrubando o celular. Segundo o comando da Guarda Municipal, um processo disciplinar foi aberto na corregedoria para a demissão do agente.
O caso aconteceu na bifurcação da Rua João Luís Alves com a Avenida Portugal. Após a agressão, moradores cercaram o carro da Guarda Municipal em apoio à aposentada, perguntando se os agentes tinham alguma acusação contra a moradora. Avisaram ainda que todos iriam para a delegacia como testemunhas a favor da vítima. O guarda acusado imediatamente ligou o carro e deixou o local.
VÍTIMA RECLAMA DE DEBOCHE
Entrevistada pela coluna, Regina Helena contou que passava de bicicleta pela via quando viu o guarda multando seis motoristas, apesar de o carro oficial também estar estacionado em local proibido.
— Eu perguntei se ele podia estacionar em local proibido, e o guarda citou uma lei que lhe dá esse direito. Então eu disse que ia fotografar o carro, para saber se ele estava falando a verdade. Ele então saiu do carro e começou a me fotografar, como se eu fosse uma bandida, e a debochar de mim, dizendo “simpática, agora de lado”, e bateu no meu braço para jogar meu telefone no chão — contou Regina Helena.
O comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Fernandes, destacou que a cena registrada em vídeo não é a conduta esperada de seus agentes e que não tolera esse tipo de comportamento. Segundo ele, “a orientação, passada durante treinamentos e cursos de formação, é para que os guardas tratem todos os cidadãos com respeito, cortesia e dignidade, independente da situação”.
O Globo
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Mulher de acusado de matar zelador em São Paulo diz que vai pedir o divórcio
Atrás das grades, a advogada Ieda Martins anunciou o fim de 13 anos de união. A mulher do homem acusado de matar, esquartejar e queimar o corpo do zelador Jezi de Souza está presa acusada de envolvimento no assassinato do ex-marido. O Domingo Espetacular investigou os passos de Ieda e Eduardo desde o Rio de Janeiro e mostra revelações inéditas sobre o perfil do casal.
R7
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violência
Operação secreta descobre último refúgio do médico Roger Abdelmassih
Um dos homens mais procurados do Brasil, Roger Abdelmassih, condenado a quase 13 anos de prisão por uma série de estupros, continua foragido. O Domingo Espetacular seguiu as pistas no interior de São Paulo e acompanhou a rota de fuga do médico até países da Europa, onde ele se escondeu da polícia durante um ano.
R7
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caso abdelmassih
Por onde andará aproveitando a vida com sua nova família, Roger Abdelmassih ??????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Desaparecido, não creio...Com toda fortuna que fez tirando de suas pobres vítimas...está bem na frente de nosso nariz. Isso é certo!
Por que as pessoas que sabiam ou sabem onde se encontra não denunciam? Por medo, por $$$$$$$ ? Esse deve estar rolando até fora do país.
Quem o viu num cassino,foi à polícia, denunciou, voltou lá e nada foi feito.
E por isso as vítimas estão assustadas com o que poderá mandar fazer a elas...
Coragem gente, denunciem porque ele não é o que o atual sogro disse:"Um homem de Bem" !
A polícia só chega nos lugares por onde anda, uando já se foi e deixou rastros num certo lugar que deve ser seu esconderijo. Sabe-se lá lá dentro mesmo porque o espaço permite isso e lá mesmo deve ser o 'esconderijo'.
Devem estar rindo de todos como na foto acima.....
Por que as pessoas que sabiam ou sabem onde se encontra não denunciam? Por medo, por $$$$$$$ ? Esse deve estar rolando até fora do país.
Quem o viu num cassino,foi à polícia, denunciou, voltou lá e nada foi feito.
E por isso as vítimas estão assustadas com o que poderá mandar fazer a elas...
Coragem gente, denunciem porque ele não é o que o atual sogro disse:"Um homem de Bem" !
A polícia só chega nos lugares por onde anda, uando já se foi e deixou rastros num certo lugar que deve ser seu esconderijo. Sabe-se lá lá dentro mesmo porque o espaço permite isso e lá mesmo deve ser o 'esconderijo'.
Devem estar rindo de todos como na foto acima.....
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Fiscalização encontra crianças vendendo produtos para a Copa em Fortaleza
Treze crianças e adolescentes foram encontrados em situação de trabalho infantil, comercializando produtos para a Copa nas ruas de Fortaleza. A equipe de fiscalização, composta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/CE) e pela Superintendência Regional do Trabalho (SRTE/CE), realizou a ação nos cruzamentos de quatro avenidas da capital cearense.
Segundo os fiscais, foram identificadas cinco crianças, de 10 e 11 anos, e oito adolescentes, de 12 a 16 anos, vendendo, principalmente, bandeiras do Brasil. Com exceção de um adolescente, os outros afirmaram que seguem na escola mas que têm faltado às aulas. Por meio de entrevista com as crianças, levantou-se informações sobre as famílias e seus contextos. O relatório será enviado à Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome de Fortaleza para que seja realizado um acompanhamento da família e a inclusão em programas sociais.
promenino
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trabalho infantil
Pai vai buscar filho em protesto de black blocs em São Paulo
‘Você vai ter o seu direito quando trabalhar e ganhar o seu dinheiro, tá?’, gritou o pai. Jovem de 16 anos dizia que protestava por saúde e educação
SÃO PAULO - Um pai foi buscar o filho, que participava de um protesto de black blocs no Tatuapé, zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira, marcado por atos de vandalismo e confronto com a Polícia Militar. O jovem, identificado apenas como Renan, de 16 anos, foi surpreendido com a chegada do pai, em meio à manifestação. O rapaz, que argumentava que tinha o direito de protestar, foi arrastado pelo pai. As imagens foram registradas pelo cinegrafista da TV Globo Marcelo Campos.
- Deixa eu protestar. Eu não quero isso. Esse governo é errado - dizia o rapaz.
- Você vai ter o seu direito quando trabalhar e ganhar o seu dinheiro, tá? Eu sou seu pai, escuta o seu pai - falou o pai logo na chegada. - Ele é meu filho - argumentava o pai, retirando o filho, entre os manifestantes.
O pai tirou a camiseta do rosto do filho, dizendo “ você não é criado para isso. Eu trabalho para te sustentar, não é para você esconder a cara”.
- Eu quero escola, eu quero saúde. Deixa eu protestar. Minha avó quase morreu num hospital público. Você acha certo isso? Pelo amor de Deus, deixa eu correr atrás. Tanta gente morrendo. Deixa eu fazer a minha parte, ajudar um pouco. Eu sei que eu tenho 16 anos. Eu não vou me machucar, relaxa.
- Eu pago a sua escola. Eu e sua mãe trabalhamos para te sustentar. Vamos para casa, por favor, Renan. Você não vai mudar o mundo. Meu filho, você tem 16 anos, não é a hora agora. Eu te amo, cara. Você é meu filho. Eu estou pedindo demais? Renan, um passo de cada vez - implorava o pai, na presença de câmeras da imprensa.
No fim, ele foi convencido a ir para casa.
O Globo
SÃO PAULO - Um pai foi buscar o filho, que participava de um protesto de black blocs no Tatuapé, zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira, marcado por atos de vandalismo e confronto com a Polícia Militar. O jovem, identificado apenas como Renan, de 16 anos, foi surpreendido com a chegada do pai, em meio à manifestação. O rapaz, que argumentava que tinha o direito de protestar, foi arrastado pelo pai. As imagens foram registradas pelo cinegrafista da TV Globo Marcelo Campos.
- Deixa eu protestar. Eu não quero isso. Esse governo é errado - dizia o rapaz.
- Você vai ter o seu direito quando trabalhar e ganhar o seu dinheiro, tá? Eu sou seu pai, escuta o seu pai - falou o pai logo na chegada. - Ele é meu filho - argumentava o pai, retirando o filho, entre os manifestantes.
O pai tirou a camiseta do rosto do filho, dizendo “ você não é criado para isso. Eu trabalho para te sustentar, não é para você esconder a cara”.
- Eu quero escola, eu quero saúde. Deixa eu protestar. Minha avó quase morreu num hospital público. Você acha certo isso? Pelo amor de Deus, deixa eu correr atrás. Tanta gente morrendo. Deixa eu fazer a minha parte, ajudar um pouco. Eu sei que eu tenho 16 anos. Eu não vou me machucar, relaxa.
- Eu pago a sua escola. Eu e sua mãe trabalhamos para te sustentar. Vamos para casa, por favor, Renan. Você não vai mudar o mundo. Meu filho, você tem 16 anos, não é a hora agora. Eu te amo, cara. Você é meu filho. Eu estou pedindo demais? Renan, um passo de cada vez - implorava o pai, na presença de câmeras da imprensa.
No fim, ele foi convencido a ir para casa.
O Globo
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educação
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Mulher de publicitário suspeito de matar zelador deve ser presa no RJ por assassinato do ex-marido
Segundo a polícia, novos depoimentos possibilitaram os pedidos de prisão temporária
A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a prisão temporária da advogada Ieda Cristina Martins, de 42 anos. Ela é suspeita de ter participado da morte do ex-companheiro, o empresário José Jair Faria, em 2005. O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47, atual marido de Ieda, está preso desde que confessou ter matado o zelador Jezi Lopes de Souza, de 63, que trabalhava o prédio em que moravam, na zona norte de São Paulo.
O delegado responsável pelo inquérito da morte do empresário no Rio foi a São Paulo entregar os mandados de prisão de Ieda e Martins. Segundo o delegado, a prisão do publicitário, o encontro do cano de uma pistola 380, além de novos depoimentos de testemunhas, possibilitaram que a polícia tivesse elementos suficientes para pedir a prisão do casal.
O publicitário, que nunca prestou depoimento sobre o caso, deve ser ouvido nos próximos dias. Já Ieda, vai ficar presa por um tempo em São Paulo por conta das investigações da morte do zelador. Depois, ela será levada ao Rio.
A advogada foi ao 13º Distrito Policial prestar depoimento por volta das 16h desta segunda-feira (9). A polícia de São Paulo também deve pedir a prisão da advogada, mas ainda vai aguardar o resultado de um laudo. O exame pode mostrar que a bota usada por ela no dia da morte do zelador tem manchas de sangue. Isso poderia provar que ela ajudou o marido a matar a vitima.
Casal suspeito de matar zelador em SP extorquiu empresário assassinado no Rio em 2005; ouça
Zelador pode ter sido colocado ainda vivo dentro de mala, diz delegado
R7
A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a prisão temporária da advogada Ieda Cristina Martins, de 42 anos. Ela é suspeita de ter participado da morte do ex-companheiro, o empresário José Jair Faria, em 2005. O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47, atual marido de Ieda, está preso desde que confessou ter matado o zelador Jezi Lopes de Souza, de 63, que trabalhava o prédio em que moravam, na zona norte de São Paulo.
O delegado responsável pelo inquérito da morte do empresário no Rio foi a São Paulo entregar os mandados de prisão de Ieda e Martins. Segundo o delegado, a prisão do publicitário, o encontro do cano de uma pistola 380, além de novos depoimentos de testemunhas, possibilitaram que a polícia tivesse elementos suficientes para pedir a prisão do casal.
O publicitário, que nunca prestou depoimento sobre o caso, deve ser ouvido nos próximos dias. Já Ieda, vai ficar presa por um tempo em São Paulo por conta das investigações da morte do zelador. Depois, ela será levada ao Rio.
A advogada foi ao 13º Distrito Policial prestar depoimento por volta das 16h desta segunda-feira (9). A polícia de São Paulo também deve pedir a prisão da advogada, mas ainda vai aguardar o resultado de um laudo. O exame pode mostrar que a bota usada por ela no dia da morte do zelador tem manchas de sangue. Isso poderia provar que ela ajudou o marido a matar a vitima.
Casal suspeito de matar zelador em SP extorquiu empresário assassinado no Rio em 2005; ouça
Zelador pode ter sido colocado ainda vivo dentro de mala, diz delegado
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JOAQUIM BARBOSA NÃO DECLINOU O NOME, MAS SABEMOS DE QUEM SE TRATA... DO SEMI-ANALFABETO LULA.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
"Lamento profundamente que um ex-Presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça.
A Ação Penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente.
Pela primeira vez na história do Tribunal, todas as partes de um processo criminal puderam ter acesso simultaneamente aos autos, a partir de qualquer ponto do território nacional uma vez que toda a documentação fora digitalizada e estava disponível em rede. As cerca de 60 sessões do julgamento foram públicas, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, além de terem recebido cobertura jornalística de mais de uma centena de profissionais de veículos nacionais e estrangeiros.
Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa.
Acolhida a denúncia em agosto de 2007, o Ministério Público e os réus tiveram oportunidade de indicar testemunhas. Foram indicadas, no total, cerca de 600. Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal as provas que eram do seu respectivo interesse.
Além da prova testemunhal, foram feitas inúmeras perícias, muitas delas realizadas por órgãos e entidades situadas na esfera de mando e influência do Presidente da República, tais como:
- Banco Central do Brasil;
- Banco do Brasil;
- Polícia Federal;
- COAF;
Também contribuíram para o resultado do julgamento provas resultantes de trabalhos técnicos elaborados por órgãos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União e por Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Congresso Nacional.
Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome".
Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal
"Lamento profundamente que um ex-Presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça.
A Ação Penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente.
Pela primeira vez na história do Tribunal, todas as partes de um processo criminal puderam ter acesso simultaneamente aos autos, a partir de qualquer ponto do território nacional uma vez que toda a documentação fora digitalizada e estava disponível em rede. As cerca de 60 sessões do julgamento foram públicas, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, além de terem recebido cobertura jornalística de mais de uma centena de profissionais de veículos nacionais e estrangeiros.
Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa.
Acolhida a denúncia em agosto de 2007, o Ministério Público e os réus tiveram oportunidade de indicar testemunhas. Foram indicadas, no total, cerca de 600. Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal as provas que eram do seu respectivo interesse.
Além da prova testemunhal, foram feitas inúmeras perícias, muitas delas realizadas por órgãos e entidades situadas na esfera de mando e influência do Presidente da República, tais como:
- Banco Central do Brasil;
- Banco do Brasil;
- Polícia Federal;
- COAF;
Também contribuíram para o resultado do julgamento provas resultantes de trabalhos técnicos elaborados por órgãos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União e por Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Congresso Nacional.
Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome".
Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal
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quinta-feira, 5 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
Caso JK: Comissão Municipal da Verdade vai à Justiça contra Comissão Nacional
Professor Gilberto Bercovici defende inversão do ônus da prova
e que Estado prove que Juscelino Kubitschek não foi assassinado
O presidente da Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog (CMVVH), Gilberto Natalini, anunciou nesta terça-feira (3) que entrará com mandado de segurança para impedir a Comissão Nacional da Verdade (CNV) de transformar um documento preliminar sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em relatório definitivo.
Natalini quer que a CNV leve em consideração os depoimentos de pelo menos oito pessoas que testemunharam os acontecimentos que culminaram com a morte de JK e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, num "acidente de trânsito" na Rodovia Presidente Dutra, em 22 de agosto de 1976.
A CNVVH investigou a morte de JK e concluiu que ele sofreu um atentado político. A CNV considera a morte do ex-presidente consequência natural de um acidente, com base nas perícias criminais feitas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em plena ditadura militar.
Em audiência pública promovida nesta terça-feira pela CMVVH e o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o professor Gilberto Bercovici afirmou que a CNV tem de analisar a documentação e os depoimentos tomados pela CMVVH antes de concluir o caso. "Não faz sentido a Comissão Nacional assumir laudo da ditadura militar, provavelmente forjado, e decidir encerrar a discussão sobre a morte de JK", afirmou ele.
Bercovici elabora parecer sobre o assunto. O jurista defende que a inversão do ônus da prova, prevista no Direito brasileiro, tem de valer no caso JK. "A ditadura que torturou e matou não exitaria em fraudar um inquérito policial para encobrir o assassinato de JK. Cabe ao Estado provar que não houve um assassinato".
De acordo com o professor da Faculdade de Direito da USP, a CNV poderá ser contestada na Justiça por abuso de poder. "Até para que não haja dúvidas sobre o conjunto dos trabalhos da CNV, não se pode encerrar as investigações sobre a morte de JK com a desculpa de que não há tempo suficiente para aprofundá-las", declarou Bercovici. "Isso seria um desserviço à memória e à verdade".
Natalini, da CMVVH, deixou claro que não deseja abrir uma guerra contra a CNV, mas assegurou não aceitar que um inquérito da ditadura se sobreponha a uma investigação democrática. "Em vez da perícia da polícia da ditadura, eu fico com o testemunho de um homem negro e pobre", afirmou Natalini, referindo-se ao motorista de ônibus Josias Nunes de Oliveira, acusado injustamente de ter causado o acidente que provocou as mortes de JK e de Geraldo Ribeiro.
Bercovici, por sua vez, criticou a falta de consideração com a memória de JK. "Não há provas de que foi um acidente. Não aceitamos a história oficial, e sim queremos buscar a verdade efetiva dos fatos".
Informações: Gilberto Natalini (99654-9532) e Ivo Patarra (99603-5058)
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