quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Porque você tem que tirar os sapatos antes de entrar na minha casa

Camila Furtado

Um dos melhores hábitos que adquiri morando na Alemanha foi o de não usar mais sapatos da rua em casa. A primeira vez que tive contato com essa prática foi há 13 anos quando eu ainda morava em Barcelona, cheguei numa festa na casa de uns suecos, toda produzida e pimba! Foi só dar um passos para dentro de casa que o anfitrião pediu para eu literalmente descer do salto. Logo me dei conta que aquele negócio de tirar os sapatos não era só uma mania de sueco louco, todos meus amigos da Europa do norte tinham o mesmo costume.

Quando deixei a vida de estudante na Espanha e me mudei para Alemanha percebi rápido que a prática de tirar os sapatos ia me poupar muito trabalho na vida. Em uma casa onde sapato da rua não entra, uma vassoura faz milagres. O chão se conserva limpo por muito mais tempo, e você não precisa ficar passando pano o tempo inteiro. Admito, incorporei o hábito por pura preguiça.

Depois que as crianças nasceram a regra do sapato começou a fazer mais sentido ainda, afinal quem quer o filho esfregando a cara no mesmo chão que acaba de pisar uma sola de sapato imundo? Para quem o bom senso não é suficiente, existem vários estudos científicos de universidades renomadas mostrando que na sola dos nossos sapatos mora a escória em termos de germes e bactérias.

Minhas visitas do Brasil geralmente precisam de um lembrete, mas os locais não entram em uma casa sem antes perguntar se devem tirar os sapatos. As crianças principalmente, estão super acostumadas. Nos jardins de infância (e até em algumas escolas primárias), eles têm os sapatos para usar fora e os sapatos para dentro, geralmente uma pantufa ou Crocs, dependendo da estação do ano.

Alguns podem achar meio exagerado, da mesma maneira que eu achei esquisito ter que tirar os sapatos antes de entrar na casa do meu amigo sueco há 13 anos atrás, mas hoje em dia, me dá até nervoso ver sapatos sujos sapateando na minha casa. Independente das bactérias, da falta de tempo para ficar passando pano no chão, eu acho que tirar os sapatos antes de entrar na nossa casa, e na casa dos outros, é um sinal de respeito. É como se a casa fosse um local sagrado, onde definitivamente não cabe sola nojenta da rua. Quando você - pelo menos pergunta - se deve tirar os sapatos antes de entrar em uma casa, você mostra que estima o fato de estar entrando em uma espaço íntimo, limpo e cuidado por alguém. (Pois é... limpo e cuidado pelo próprio dono da casa).

Enfim, essa é minha opinião e não estou aqui para convencer ninguém a nada, mas para quem ainda não adotou a prática mas quer tentar, uma boa idéia é comprar um banquinho bem bacana, com espaço para guardar os sapatos embaixo e deixar perto da porta da entrada. Assim todo mundo pode sentar, tirar e colocar seus sapatos com conforto. Deixar os chinelos que são usados em casa à mão também é fundamental, afinal quem quer (ainda mais no inverno) andar descalço pela casa? Se você já tem o chinelinho ali do lado, já coloca assim que chegar em casa e já manda a mensagem para os pés: "Estamos em casa, relaxe!" Ah... e não esqueça de uns pares de chinelos extras para as visitas. Aqui em casa, a gente tem tanta havaiana, em tantos tamanhos, que qualquer visita acha uma que cabe.

Fonte:Tudo sobre minha mãe

Cão morre enforcado, com fome e sede após dona ir para praia em Campos

Um cachorro morreu de sede e fome na tarde desta segunda-feira (11), em uma casa na rua Eudoxo de Brito Falcão, no Parque Nova Brasília, em Campos. Agonizando, o animal ainda se enforcou na coleira tentando encontrar sombra e água. Segundo vizinhos, a dona do animal o deixou no quintal sem assistência e foi para a praia, onde passou o final de semana e só retornou no final da tarde de hoje.

Revoltado, um vizinho fotografou os maus-tratos e procurou a redação do jornal Notícia Urbana para divulgar a crueldade. Nas redes sociais, uma jovem escreveu. “Isso aconteceu hoje aqui em Campos… A dona do cão foi veranear e deixou o cachorro no sol. Ele morreu com sede, fome e enforcado. Ela ainda não chegou, não sei o que fazer e a quem recorrer!”, desabafou.

Em apenas uma hora, a postagem teve centenas de curtidas, comentários e compartilhamentos.

Cabe ressaltar que praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime e a pena varia de detenção, de três meses a um ano, e multa.

Fonte: Notícia Urbana

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A força da arte na conscientização sobre os danos do trabalho infantil

Dois Josés. Dois mineiros. E uma história que cruzou o tempo. O primeiro nasceu em 1942, com o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), personificando aqueles que perdem, mas resistem. É o protagonista de um dos mais famosos versos da literatura brasileira: “E agora, José?”

O segundo José veio ao mundo neste ano, pelas mãos do estudante Mateus Augusto dos Santos. Aos 15, o morador da área rural de Espera Feliz – município de 24 mil habitantes distante 272 km de Itabira, cidade natal de Drummond – escreveu o poema “Rumo à Colheita” (confira ao lado) durante uma atividade na escola. A ideia era questionar as consequências do trabalho na infância.

Seu talento acaba de ser reconhecido. A escola do campo na qual concluiu o 9o ano atua em parceria com o Projeto MPT na Escola, que leva às salas de aula e às equipes escolares do país formações e debates sobre o trabalho infantil e os direitos da infância garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Filho dos meeiros Aparecida e Pedro, separados, ambos trabalhadores da lavoura de café sem oportunidades de finalizar os estudos, Mateus ganhou o primeiro lugar na categoria poesia.

Pela primeira vez, a premiação teve caráter nacional. Colégios representaram as regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com projetos artísticos que, além da poesia, produziram esquetes teatrais, músicas e pinturas. Duas escolas do Ceará e duas de Minas Gerais (uma delas a espera-felizense Escola Municipal Álvaro de Sá Barbosa, onde Mateus estuda) foram contempladas com R$ 50 mil cada, valor dividido entre autores, escolas, coordenadores municipais do projeto e educadores. Ao todo, 32 jurados participaram da etapa nacional do prêmio, sendo oito por categoria. Na modalidade música, a equipe vencedora foi a da Escola Municipal Maria Isabel Queiroz, de Patrocínio (MG).

“Eu escrevi sem conhecer o poema do Carlos Drummond de Andrade, que é tão bonito! Tentei explicar o que se passa na vida de quem tem de trabalhar e deixar a escola”, conta o jovem poeta, incentivado pelos professores de história e português a se arriscar nas letras. Para a secretária municipal de Educação de Espera Feliz, Adriana Muller Dimas e Souza, o orgulho é grande, não só pelo prêmio, mas por tudo o que ele agrega à comunidade.

“O MPT na Escola é um projeto que descortina horizontes”, ressalta Adriana. “Temos a intenção de inscrever todas as escolas da cidade no projeto, para que realizem atividades e capacitações durante o ano letivo, como já fazemos em seis delas. Além de esclarecer os riscos que o trabalho infantil causa para o desenvolvimento físico e psicológico, as famílias também participam do processo, tornam-se mais cautelosas em relação aos mitos relacionados ao assunto.”

Pedagogia da esperança

“É preciso destacar a quantidade e a qualidade dos trabalhos inscritos na etapa nacional, principalmente nos estados do Ceará, com 208, Minas Gerais, com 93, Paraná com 49 e São Paulo, com 46”, afirma Antonio de Oliveira Lima, procurador do Trabalho no Ceará e idealizador do MPT na Escola. A melhor pintura foi de uma aluna da Escola João Hudson Saraiva, do município de Uruburetama (CE). A estudante Livia Barroso criou o quadro “As duas faces da infância” .

“Fico muito feliz ao sentir o engajamento de toda a comunidade escolar no processo”, destaca Lima, satisfeito com o elevado número de pessoas envolvidas desde as formações até a fase final da premiação. Uma das visitas especiais, ele comenta, aconteceu no município cearense de Aracati, vencedor na modalidade esquete teatral. A peça João e Maria foi criada e encenada na Escola de Ensino Fundamental Antonieta Cals, de Fortaleza (CE):

Apaixonado por futebol, Mateus, flamenguista de sorriso tímido, tem plena consciência de que o valor do poema não é só financeiro. “Lá em casa, minha mãe ensinou que eu e meus irmãos precisávamos estudar. O trabalho não pode atrapalhar nunca os estudos”, contou ao Promenino, coincidentemente no dia de sua formatura do 9o ano.

“Gosto de escrever, mas quero mesmo é ser piloto de helicóptero. Sempre achei bonito e paro para ver quando sobrevoam a lavoura, sabe? Acabei de fazer minha primeira viagem de avião [ao receber a premiação, no Ceará] e foi legal demais ver tudo lá de cima. Não tenho nenhum medo, não.”

Quem não tem medo de voar, Mateus, pode ser tudo o que quiser.

Fonte: Promenino Fundação Telefônica

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

1º de Janeiro - Dia Mundial da Paz


Maria Célia Carrazzoni e Carmen Monari desejam a todos e ao mundo MUITA PAZ !!!!!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Criança que caiu de 5º andar de prédio continua internada na UTI

Criança caiu da janela de apartamento que está no quinto andar de prédio (Foto: Reprodução/TV Globo)

Menina de 5 anos caiu na Zona Leste de SP; estado de saúde é grave.
Polícia investiga circunstâncias da queda, que teria sido acidental.

A menina de 5 anos que na terça-feira (29) caiu do 5º andar de um prédio na Zona Leste de São Paulo, segue internada nesta quinta-feira (31). De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Santa Marcelina, a criança está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da sua unidade, em Itaquera. O estado de saúde dela é considerado grave, mas estável.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda da garota. Em princípio, a informação inicial é a de que a menina teria caído acidentalmente do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim. A criança estaria estaria sozinha no momento da queda.

A mãe da menina chegou ao local do acidente enquanto a Polícia Militar (PM) prestava socorro à criança. Ela teria dito que foi ao mercado enquanto a filha dormia.

Elas são as únicas moradoras do apartamento.

O Hospital Santa Marcelina informou que a menina deu entrada na unidade por volta das 13h40 de terça-feira em "estado gravíssimo". Às 18h30, ela foi operada. A assessoria não informou qual cirurgia foi feita.

Polícia
De acordo com a 7ª Delegacia Seccional, de Itaquera, a garota teria caído da janela de seu quarto. Nele, foi encontrado um banco, colocado em cima do colchão da menina e ao lado do parapeito da janela, e uma tesoura infantil, que teria sido usada para cortar a rede de proteção.

Uma faca de serra foi encontrada no chão da sala de estar do apartamento, onde a rede de proteção das janelas também apresentava um corte.

O caso foi registrado no 65°Distrito Policial (DP), em Artur Alvim.

Mãe

A mãe da menina disse que a queda foi acidental. “Não há possibilidade nenhuma de ninguém ter entrado no meu apartamento. Uma coisa que fique bem clara: foi uma travessura de criança”, disse a auxiliar de escritório Cristiane Arantes.

Ela prestou depoimento na quarta-feira (30) na Polícia Civil, um dia após a queda.

A garota caiu no jardim do prédio, que fica na Avenida Padre Estanislau de Campos, em Artur Alvim, na Zona Leste, na tarde de terça. Ela teve afundamento de crânio e foi levada ao hospital em estado gravíssimo. Lá, passou por cirurgia.

A mãe contou à polícia que saiu para comprar comida e deixou a filha dormindo “Quando eu voltei minha filha já estava no jardim, caída.” Segundo a perícia, a TV do quarto de onde a menina caiu estava ligada e havia uma tesoura escolar em cima da cama, bem embaixo da janela. A tela de proteção estava cortada. A principal suspeita é que a menina tenha cortado a rede ao perceber que estava sozinha.

O delegado que cuida do caso disse que ouviu aproximadamente dez testemunhas, inclusive o ex-marido de Cristiane, pai da menina. Todos deixaram claro a relação amorosa que existe entre mãe e filha. O caso está sendo tratado como queda acidental, mas a polícia ainda vai investigar se houve negligência por parte da mãe.

Fonte: G1

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

JOELHOS – VEJA COMO SE CURAR DEFINITIVAMENTE DE PROBLEMAS NOS JOELHOS PELA LINGUAGEM DO CORPO/METAFÍSICA DA SAÚDE:

Saúde, metafísica, Perfeito

Simbolizam suas atitudes para com você mesmo, no presente.
Eles deveriam equilibrar o seu passado (coxas) com o seu futuro (pernas).
Pessoas que não conseguem aceitar opiniões alheias, e agem como crianças para defender seu espaço, mostram que precisam amadurecer mais para poder compreender novas formas de se defender contra aqueles que se lhe opõem.
Faltar com respeito para consigo mesmo deixando de realizar seus objetivos ou suportando todas as contrariedades, domésticas ou profissionais, também não é uma maneira correta de comunicar-se. A anulação pessoal só acontece quando a pessoa não conhece outros meios de se expressar e acredita que já tentou de tudo para mudar uma situação desagradável que a aflige.
Se você se sente ferido em seus sentimentos e em seu orgulho porque está fazendo coisas que contrariam seu verdadeiro modo de ser, se está se desrespeitando ao forçar uma situação por não saber como corrigi-la e vive com o coração repleto de críticas e desapontamentos, saiba que seus meniscos, ligamentos e ossos do joelho serão afetados. Eles irão inflamar e poderá até ocorrer estiramento ou rompimento dos ligamentos, mesmo que seja provocado por algum acidente.

Nós somos conduzidos, cegamente, pelo nosso inconsciente, para o bem ou para o mal, conforme o que acreditamos ou pensamos constantemente.
As pessoas que não se dobram aos outros e teimam em sustentar as suas opiniões acabam somatizando um joelho que não dobra, que não flexiona e é extremamente dolorido. A análise de nossa conduta mais secreta é, realmente, um trabalho difícil que requer sinceridade e lealdade com relação a nós mesmos.
Para revertermos o quadro de doenças, dores, etc., para a saúde e a felicidade, devemos reconhecer nossas emoções diárias e não somente nossos pensamentos, para que possamos trabalhar na mudança do nosso interior.
Linguagem do Corpo Vol 1 – Cristina Cairo.

Fonte: O Segredo









































































terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O verão 'mais quente dos últimos anos' começou: não morra de calor

Previsão é de temperaturas ultrapassando facilmente os 40ºC por vários dias seguidos. Saiba como se prevenir; médicos explicam os riscos mais graves que o calor traz.

Morrer de calor é uma das expressões mais usadas no Brasil, sobretudo no verão. Num país tropical em que as temperaturas passam com frequência dos 30ºC - e, na estação mais quente, chegam aos 40ºC - não é de se espantar que muita gente esteja sempre "morrendo de calor".
Mas será que é possível mesmo morrer de calor?
O professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva explica que, embora seja raro, isso pode acontecer sim.
"Estudos mostram que durante as ondas de calor há um aumento da mortalidade, sobretudo de idosos e bebês, que têm menos capacidade de adaptação e, muitas vezes, dependem dos cuidados alheios para se proteger", explica o especialista.
Quando está quente, suamos como uma forma de regular a temperatura do corpo: o suor é uma das reações ordenadas pelo cérebro par fazer declinar a temperatura da pele e, consequentemente, do sangue circulando nos vasos sanguíneos superficiais.
O sangue refrescado corre pelo corpo, baixando a temperatura do organismo.
Entretanto, quando está quente demais, a tendência é que haja cada vez mais vasos de regulação térmica abertos no nosso corpo, para que suemos mais. O primeiro problema óbvio desse suor excessivo é a desidratação.
Alguns idosos - por conta de outras condições comuns à idade avançada, que danificam mecanismos de controle do corpo – podem perder uma quantidade significativa de água sem sentir sede. Quando perdemos muita água e não repomos líquido, junto com a desidratação podem surgir também outros problemas.
Com muitos vasos da pele dilatados ao mesmo tempo, por exemplo, a pressão sanguínea cai – o que pode levar a vertigem e tonturas, por exemplo. Com a pressão mais baixa, a tendência é que o coração comece a bater mais rápido numa tentativa de elevar a pressão e equilibrar o organismo.
O coração sobrecarregado e a menor quantidade de líquidos circulando deixa o sangue mais denso, o que aumenta também a chance de ocorrer algum tipo de obstrução – ou trombo. E também de uma parada cardíaca.
Em situações normais, a própria variação natural da temperatura ao longo do dia se encarrega de regular esse processo, evitando o superaquecimento do corpo.
Mesmo num verão quente, as noites sempre tendem a ser mais frescas que os dias, regulando naturalmente a temperatura corporal.
O grande problema, como explica o climatologista Carlos Nobre, atualmente à frente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), são as ondas de calor extremas e prolongadas, quando essa variação de temperatura ao longo do dia é tão mínima que não dá conta de regular a temperatura do corpo, provocando o superaquecimento.
"O pico de temperatura elevada, mesmo que acima dos 40ºC, não é o grande problema", explica Nobre.
"O risco é quando, ao longo de pelo menos três dias consecutivos, a temperatura máxima passa dos 36ºC e a mínima não cai abaixo de 21ºC. Quando isso ocorre, o corpo não consegue se resfriar de forma apropriada, o que pode levar a paradas cardíacas e derrames."
Fresco e hidratado
A forma de prevenir tais problemas é tão óbvia quanto intuitiva: se manter sempre hidratado e refrescado – por meio de ar-condicionado, ventilador, banho frio.
A adaptação das cidades às temperaturas altas é uma ajuda valiosa. Centros urbanos com árvores (e sombra), arquitetura que valorize a circulação de ar, a proximidade da praia, instalações refrigeradas, por exemplo, ajudam a minimizar os efeitos do calor excessivo e evitar problemas maiores.
Vale lembrar que estamos às vésperas de um verão que promete ser um dos mais quentes de todos os tempos no país, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40ºC por vários dias seguidos nos locais tradicionalmente mais quentes, como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins.
Segundo meteorologistas, os termômetros podem registrar um calor até 4ºC acima da média.
Isso porque estamos diante de uma combinação inédita de fenômenos: a elevação da temperatura média do planeta por conta do aquecimento global (que já é de quase 1ºC) somada a um fenômeno El Niño dos mais intensos já registrados.
O fenômeno está relacionado ao aquecimento das águas do Pacífico Sul e, em geral, à elevação das temperaturas globais. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o El Niño deste ano pode ser um dos quatro mais intensos dos últimos 65 anos.
O El Niño também costuma causar chuvas mais intensas. Se, por um lado, as chuvas são importantes para baixar a temperatura, por outro, o calor com umidade tende a ser percebido com mais intensidade. A sensação térmica aumenta.
Não custa nada estar preparado para morrer de calor apenas metaforicamente e manter a saúde neste verão.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Número de deslocados no mundo pode passar de 60 milhões em 2015

Criança do Iêmen se refugia em campo improvisado na capital da Somália, Mogadíscio - FEISAL OMAR / REUTE

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-deslocados-no-mundo-pode-passar-de-60-milhoes-em-2015-18320609#ixzz3ugjuXg00
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Pedidos de asilos aumentam quase 80%. Mais de quatro mil pessoas foram forçadas a fugir de seus países por dia


RIO — O número de refugiados em todo o mundo ultrapassou 20 milhões de pessoas, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira pela agência de refugiados da ONU, que adverte para “níveis assombrosos de sofrimento humano” em países em conflito. Segundo o documento, que reúne dados de janeiro a junho de 2015, mais de quatro mil pessoas foram forçadas a fugir de seus países por dia nesse período. E o número de pedidos de asilo saltou quase 80%. A guerra na Síria — que completa cinco anos em março do próximo ano — continua sendo o motivo do maior fluxo de novos refugiados e deslocados internos em massa.

Considerando outras populações de refugiados e de deslocados internos sob o mandato de outras agências humanitárias, as estatísticas indicam que o ano de 2015 ultrapassará a marca dos 60 milhões de pessoas forçadas a deixar seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições.

O relatório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados revela crescimentos nas três principais categorias de deslocamento, que deverão bater recorde em 2015: refugiados, solicitantes de refúgio e deslocados internos (pessoas forçadas a fugir dentro de seus próprios países). Quase um milhão de pessoas cruzaram o mar Mediterrâneo como refugiados e imigrantes neste ano.

“O deslocamento forçado afeta profundamente a nossa realidade e as vidas de milhões de seres humanos, sejam aqueles forçados a fugir quanto os que oferecem abrigo e proteção”, alertou o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Nunca houve uma necessidade tão nítida de tolerância, compaixão e solidariedade para com as pessoas que perderam tudo”.

A população de refugiados no mundo, que há um ano totalizava 19,5 milhões pessoas, chegou a 20,2 milhões em meados de 2015. É a primeira vez, desde 1992, que a marca dos 20 milhões é ultrapassada. Os pedidos de asilo aumentaram cerca 78% (totalizando 993,6 mil casos) na comparação com o mesmo período do ano passado. E o número de pessoas deslocadas dentro de seus próprios países aumentou de cerca de 2 milhões, chegando a um total estimado de 34 milhões.

Os números de novos refugiados também cresceram de forma alarmante: cerca de 839 mil pessoas em apenas seis meses, o equivalente a uma taxa média de quase 4.600 pessoas forçadas a fugir dos seus países todos os dias.

A Turquia é o país que mais acolhe refugiados no mundo, somando 1,84 milhão em 30 de junho de 2015. O Líbano, por sua vez, acolhe mais refugiados em relação ao tamanho de sua população, com uma relação de 209 refugiados por mil habitantes. O total global de pessoas sob os cuidados do Acnur e de outras agências será divulgado em meados de 2016.

Fonte: O Globo



sábado, 12 de dezembro de 2015

Os rios que carregam esperança para o Doce

Cursos d’água limpos são fonte de renovação e de espécies para áreas destruídas pelo desastre Mulher fotografa córrego que deságua no Rio Gualaxo do Norte: águas transparentes perto de toda a destruição causada pela tragédia da Samarco - Marcia Foletto/27-11-2015

RIO — Num bosque que sobrevive em meio às encostas desmatadas corre um riacho. Coisa pequena, nem nome oficial tem. Mas se tornou joia na terra devastada pelo maior desastre ambiental do Brasil. Com águas transparentes, ele é um instante de natureza a menos de cinco quilômetros do arruinado distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Voluntários que ajudam pessoas afetadas gostariam que se chamasse Esperança. Pois é nos rios limpos como ele que especialistas depositam as esperanças de recuperar a Bacia do Doce.

Ela não está morta. Mas precisa de sangue novo, da água dos afluentes não afetados. Não basta deixar jorrar. É preciso proteger, desassorear e monitorar rios como o Piranga, o Gualaxo do Sul e o Santo Antônio, afluentes estratégicos para a salvação do Rio Doce devido à qualidade das águas e da biodiversidade. O trabalho já era necessário antes de 5 de novembro. Agora é vital.

O córrego da esperança, no distrito de Santa Rita Durão, deságua perto do lugar onde foi encontrado o corpo de uma das vítimas da tragédia. Como elas, também desaparece sob a lama de rejeitos. Despeja a água limpa.


O Gualaxo do Norte consegue fácil a classificação de rio mais destruído do Brasil. Seu leito é lama de rejeitos. Não há vida. A cor é o ocre da oxidação do minério de ferro. As pedras ejetadas pela barragem se misturam a metais pesados e agrotóxicos.

— Ele já tinha todo tipo de poluição por mineração e agricultura antes do desastre. E não tem mais vida — explica o consultor ambiental Fábio Vieira, autor de numerosos trabalhos sobre a Bacia do Rio Doce, inclusive do guia de peixes da região.

Vieira diz que no Gualaxo do Norte a destruição é de 100%. A tsunami revirou um rio que já acumulava metais pesados como chumbo, arsênio, manganês e mercúrio, de muitos anos de mineração de ouro.


— Ele foi o primeiro a ser atingido e será o último a ser recuperado — destaca.

O Gualaxo do Norte despeja seu fardo no Carmo, que ao se juntar ao Piranga forma o Doce. Segundo Vieira, o Rio Doce precisa de remédios diferentes ao longo dos cerca de 800 quilômetros até o mar. A zona crítica vai do local do rompimento da Barragem de Fundão, na região acima de Bento Rodrigues, até a represa de Candonga, que reteve boa parte dos rejeitos. Ao longo de cerca de 100 quilômetros, a lama serpenteia os fundos de vales. Lá, córregos como o riacho sem nome de Santa Rita Durão continuarão a despejar suas águas limpas em vão por muito tempo.

— Do Gualaxo do Norte a Candonga está o horror. Essa área é crítica para intervenção direta — frisa Vieira.

DEZ ÁREAS CRÍTICAS

Eduardo Figueiredo, do Comitê da Bacia do Rio Doce, concorda.


— Candonga é um marco divisor. Nessa região é preciso intervenção intensa, retirar a lama, recuperar leito e margens de rios — afirma Figueiredo.

Espécies de peixes que vivem na Bacia do Rio Doce - Editoria de Arte

Uma análise do comitê da Bacia do Rio Doce antes do desastre já havia mapeado dez áreas críticas para a recuperação do Doce, diz Figueiredo:

— Nos últimos três anos, o Doce teve recordes seguidos de escassez hídrica. Já havia gravíssimo assoreamento. A situação era péssima. Some a isso o desastre e veja o tamanho do desafio para a recuperação.

A receita para isso não mudou. Mudaram a urgência e o tamanho do problema.

— É necessário proteger e recuperar nascentes, conter a erosão — acrescenta.

A dinâmica do desastre ainda está em curso, observa Marcos Freitas, coordenador geral do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais:

— Teremos que ver como os rejeitos se distribuirão pelos rios. O problema precisa de intervenção agora e de planos de médio e longo prazo.

Fonte: O Globo


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