quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Cura do Câncer- FINALMENTE !

É POR ISTO QUE A NOTÍCIA ESTÁ RESERVADA A PEQUENOS CÍRCULOS.

Um médico italiano descobriu algo simples, que considera a cura
do câncer.
Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido
de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua
terapia.
O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas.. Isso já
era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratado como uma
infecção oportunista por fungos - Candida albicans.
Esse médico achou muito estranho que todos os tipos de câncer
tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores
mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.
Então, pode estar ocorrendo o contrário - pensou ele.
A causa do câncer pode ser o fungo. E, para tratar esse fungo,
usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece: bicarbonato de sódio
Assim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de
sódio, não apenas ingerível, mas metodicamente controlado sobre os
tumores.
Resultados surpreendentes começaram a acontecer.
Tumores de PULMÃO, PRÓSTATA E INTESTINO DESAPARECIAM COMO UM PASSE DE MÁGICA , junto com as aftas.
Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje
comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do
tratamento.
No site estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonato de
sódio sobre os tumores.
Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e
barato.
Foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui
por aqui.
QUE SE CONSIGA MESMO!


fonte:http://www.curenaturalicancro.com ( em inglês)

Aleitamento Natural X Mamadeira

Quem não lembra com saudade e emoção dos momentos sublimes que passamos ao lado de nossos bebês, durante sua amamentação? Seus lábios perfeitamente encaixados, sua sucção vigorosa, rítmica, suas mãozinhas tocando nosso seio com carinho. e o que falar do seu adormecer tranquilo, de sua expressão serena, reflexo de sua satisfação plena.
O leite materno é como um organismo perfeito em si; seu valor para o desenvolvimento infantil tem sido amplamente enfatizado. entretanto, além da importância nutricional e psicológica conferida ao aleitamento natural, outros fatores confirmam sua excelência.
Quando o seio é oferecido ao bebê, ele o apreende e suga certo número de vezes, fornecendo um volume de leite na boca que desencadeia outro reflexo, o da deglutição, sendo o alimento levado ao estômago até a criança atingir a sensação de plenitude alimentar. Uma vez satisfeito, dorme profundamente.
E o que acontece com este mecanismo harmonioso, se oferecemos ao bebê a mamadeira? No geral, com um bico comum, tão comprido, que chega até a garganta e com um furo aumentado, faz com que o líquido entre diretamente no trato digestivo, sem a pré digestão que se realiza com a saliva.
Enquanto no peito o bebê regula a quantidade de leite, comprimindo e descomprimindo o mamilo, na mamadeira é obrigado a utilizar a ponta da língua para parar a saída do líquido. Isto implicará em um treinamento inadequado da deglutição.
Além disso, a força exercida na sucção do peito é maior do que na mamadeira, promovendo um exercício completo da musculatura facial e induzindo a um desenvolvimento ósseo adequado.
e o que fazer quando a mamadeira se torna necessária? Primeiramente deve-se optar pelo bico ortodôntico, que mais se assemelha ao bico materno, puxando-o ligeiramente para fora, para estimular a sucção. A postura da criança deverá ser mais verticalizada, para evitar dificuldades respiratórias. O corpo do bebê deve estar em contacto com a mãe, alternado os lados de seu colo, tentando reproduzir a situação do aleitamento natural.
As amamentações no peito ou na mamadeira deveriam persistir no máximo até nove meses, pois, nesta idade a criança já tem a presença de alguns dentes e é capaz de usar a colher e o copo. este fato é de extrema importância para o estímulo à mastigação, à percepção gustativa e ao desenvolvimento crânio-facial harmônico.
Quando a criança satisfaz a fome, mas não a necessidade de sucção, pode entrar em ação a chupeta ortodôntica. não se deve oferecê-la a qualquer sinal de desconforto ou para acalmar seu choro; esse caminho só levará ao hábito. Após alguns minutos de sucção, ela deve ser retirada.
o uso indiscriminado da chupeta e da mamadeira é que pode trazer malefícios. sabendo usá-los, estes ”dispositivos” podem ser um grande aliado das mães e crianças.

Não bata, eduque!



“A palmada é um recurso utilizado em todas as classes sociais.” Em 99% dos lares brasileiros, as crianças já levaram pelo menos uma palmada na vida”, diz o psicólogo Cristiano da Silveira Longo, que defendeu tese na USP sobre punição corporal.
No livro “Mania de Bater”, as psicólogas Maria Amélia Azevedo e Viviane Nogueira de Azevedo realizaram uma ampla pesquisa com 984 crianças de diversas classes sociais. Mais de 50% das crianças revelaram ter apanhado em casa. O estudo concluiu que a palmada é a tática punitiva preferida dos pais.
A palmada, considerada por muitos inofensiva, interrompe o comportamento considerado inadequado, mas a médio e longo prazo não educa. Não mostra o que deve ser feito, apenas o que não deve e, portanto, enfoca o erro e não ensina o certo. É um ato, por vezes, incoerente, pois em algumas situações a criança apanha para aprender que não deve bater. O círculo completa-se com a violência psicológica que normalmente acompanha a palmada. São frases depreciativas como: “você faz tudo errado”, que podem levar a criança a se convencer disso e gerar mais comportamentos negativos.
A palmada deixa cicatrizes como baixa auto-estima, agressividade, medo, insegurança e sensação de impotência. A criança experimenta dor, humilhação, tristeza, angústia, ódio, raiva e vergonha. "Toda palmada é um ato violento e a pouca força que os pais acreditam aplicar num tapa nem sempre é a mesma percebida pela criança", diz Longo. Ele ressalta que as seqüelas podem ou não aparecer em conseqüência de aspectos como o equilíbrio do ambiente familiar, a freqüência com que a criança apanha e sua personalidade. É claro que, quando batem em seus filhos, os pais não querem simplesmente humilhá-los. A palmada é dada com a melhor das intenções: educar a criança para que ela conheça seus limites e se torne um adulto responsável. Só que há outras formas de educar.
Segundo pesquisas atuais, os filhos de pais autoritativos são os mais otimistas, têm menos sintomas de depressão e ansiedade, têm melhores habilidades sociais, melhor auto-estima, entre outros (artigos das pesquisas podem ser encontrados no site www.nac.ufpr.br). Os pais autoritativos combinam comportamentos de exigência, em cumprimento de regras e estabelecimento de limites, com comportamentos de responsividade, dando retorno às demandas dos filhos e possibilitando-lhes maior autonomia e auto-afirmação. De um lado há uma posição de controle e poder e de outro uma posição de compreensão. . Não é suficiente ser apenas exigente ou apenas responsivo. Os pais precisam ser firmes e manter certa autoridade e ao mesmo tempo perceber o que os filhos precisam, entendendo que eles também possuem exigências. Ao mesmo tempo em que os pais precisam ser respeitados em seus papéis, eles também devem respeitar os direitos dos filhos. Assim, se os pais fazem exigências, mas são responsivos, não punem a criança fisicamente em nome desse respeito.
A “palmadinha que não dói ”pode provocar o efeito inverso: fazer com que a criança perca o respeito por seus pais. “A criança sente-se castigada, mas não chega a ter medo da punição, o que equivale a um passe livre para transgredir”, diz a psicóloga infantil Ana Esther Cunha. A palmada pode iniciar uma espiral de violência que conduz os pais às surras e aos espancamentos. "Quando a palmadinha já não surte efeito, a dose da agressão aumenta para intimidar a criança", diz Ana Esther. "A conseqüência é o medo que estimula a criança a mentir", acrescenta a psicóloga Raquel Caruso Whitaker, do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento.
Em seu trabalho, Cristiano da Silveira Longo listou os principais argumentos utilizados pelos pais que lançam mão da palmada, entre eles, a necessidade de impor respeito com resultados imediatos, a crença de que a criança não tem maturidade de escutar e entender e a tentativa de evitar que ela se torne um adulto autoritário e desagradável. Há os que se acham no direito de bater porque são os provedores da criança. Mas, de acordo com especialistas, os motivos são outros. Os pais batem porque estão estressados por trabalho, trânsito, problemas financeiros ou pelo acúmulo de problemas com a criança. "Pais batem porque são inseguros e autoritários", diz a terapeuta familiar Verônica Cezar Ferreira. Para ela, educar dá trabalho e o adulto precisa ser firme e coerente, o que não é sinônimo de braveza nem de rigidez.
Os especialistas sugerem que façam combinados com o filho. São como contratos, que devem ser acertados antes dos confrontos. Se seu filho teima em criar problemas na hora de vestir-se para a escola, converse antes com ele, explique a importância da pontualidade e decida em conjunto qual será a conseqüência caso o acordo não seja cumprido. O castigo deve ser sempre compatível com a idade e relacionado à transgressão cometida. Deve ser aplicado imediatamente após o ocorrido e de curta duração, para que ambos os lados consigam levá-lo até o fim.

O QUE EDUCA É AMOR, CARINHO E RESPEITO!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estresse também atinge crianças e pode evoluir para a depressão

Pais precisam identificar sinais da doença, que pode surgir a partir de dificuldades familiares ou na escola

Tão comum em adultos, o estresse também pode atingir as crianças. O estresse é uma arma do corpo que surge em qualquer tipo de ambiente ou situação hostil e, portanto, não tem idade para se manifestar. A melhor maneira é preveni-lo desde cedo, para que o problema não fique ainda mais grave.
Se o estresse no adulto tem a fonte nas relações de trabalho, no excesso de tarefas ou nas dificuldades familiares, na criança a origem da doença não é tão diferente, e concentra-se muitas vezes no ambiente escolar e familiar.
A competitividade e a exigência do colégio, uma briga com os colegas, a mudança de casa, escola, cidade, as brigas dos pais, a chegada de um novo irmão são apenas alguns dos possíveis motivos apontados para o estresse infantil.
Para que o estresse não atinja o rendimento da criança em suas atividades, e para que ela não fique irritada ou chorando constantemente, é fundamental que os pais identifiquem o problema e transmitam, em primeiro lugar, seu apoio afetivo. O próximo passo é procurar tratamento especializado, para que o estresse não se desenvolva em depressão.


Refeição em família faz bem à saúde física e mental, indicam estudos

São Paulo - Apesar de o hábito das refeições em família ser considerado importante - com benefícios para saúde física e mental comprovados em pesquisas, esse ritual está saindo de cena no Brasil. É o que mostra levantamento recente realizado pela Unilever em diversos países, intitulada O Poder das Refeições. Na pesquisa nacional, descobriu-se que 49% das paulistanas entrevistadas jantam em família todos os dias. Em contrapartida, 69% dos brasileiros dizem que se alimentam enquanto assistem à TV.
Ora, com a TV ligada, a refeição compartilhada perde seus principais benefícios, como estimular a união e cumplicidade entre pais e filhos e aumentar a qualidade da alimentação. Estudos internacionais revelam muito mais ganhos. A conversa que acontece ao redor da mesa contribui ainda para o desenvolvimento social e cognitivo das crianças, e para a ampliação de seu vocabulário.
Uma pesquisa do governo do Reino Unido concluiu que as crianças que fazem regularmente as refeições com os pais têm quase o dobro de chance de tirar notas boas na escola, comparadas àquelas que não desfrutam desse hábito. E adolescentes que adotam esse ritual apresentam menores probabilidades de se envolverem em brigas ou de serem suspensos da escola. Também ficariam menos vulneráveis ao uso de drogas, sexo sem proteção e depressão.
Além do aspecto psicológico, a refeição em família traz ganhos à saúde. A nutricionista Lara Natacci diz que é durante a refeição em família que mais se presta atenção à qualidade alimentar. “Geralmente, o ritual proporciona uma alimentação mais saudável. Além disso, as pessoas comem menos e mais lentamente do que quando estão diante da TV ou sozinhas”, ressalta a especialista, que também é professora do curso de pós-graduação da Universidade de São Paulo, na área de Promoção de Saúde.
Com menos pressa, saboreia-se mais o alimento, e é dado mais tempo ao cérebro para que emita o sinal de que a fome cessou. A nutricionista explica que a sensação de saciedade leva 20 minutos para chegar ao cérebro. Ou seja, quem engole tudo rápido acaba comendo mais do que o necessário, por não dar chance para que essa comunicação aconteça. “Por isso, a refeição à mesa também pode evitar problemas como obesidade, além de outros distúrbios alimentares”, afirma.

Ciça Vallerio


terça-feira, 14 de abril de 2009

Exercícios físicos contra os tombos na terceira idade

Quedas já são a sexta causa de mortes de idosos no Brasil, daí a importância de fortalecer músculos e melhorar o equilíbrio

Rio - Fazer exercícios físicos para fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e aumentar a flexibilidade é prática fundamental na terceira idade. Com isso, são reduzidos os riscos de quedas, a sexta causa de mortes de idosos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. O Rio também está atento ao problema: no segundo semestre, começam as obras da primeira Praça do Idoso/Estação de Prevenção de Quedas do Rio, em Copacabana.
O projeto, da Secretaria Municipal de Envelhecimento e Qualidade de Vida, prevê a instalação de aparelhos para exercícios de ombro, antebraço e punho, reforço de marcha e da musculatura de pernas, entre outros. Os cariocas poderão usar o espaço gratuitamente.
A Universidade Aberta da Terceira Idade, da Uerj, já conta com a Oficina de Prevenção Antiqueda, com aulas grátis. “As atividades melhoram o equilíbrio e a força. Além disso, ensino a maneira correta para se levantar, pois muitos não moram com a família e precisam erguer-se sozinhos”, diz a professora Teresa Duarte.
Para o geriatra do Hospital Badim, Luiz Eduardo Sampaio, a musculação também é importante aliado para evitar os tombos. “O evento mais marcante no envelhecimento é a perda da massa muscular, que acarreta problemas como falta de força, cansaço e diminuição do equilíbrio”, diz.
O aposentado Walter Pereira dos Santos, 70, descobriu a independência após aderir às aulas na Uerj. Ele teve um AVC em 1996, e ficou anos sem falar e andar. “Hoje eu ando, pego ônibus, faço comida e ainda subo em árvores para catar frutas”, garante. Seu xará Walter de Freitas, 81, está na oficina há quatro anos.
“Melhorei muito a agilidade para abaixar e levantar. Antes ficava muito parado e sentia muitas dores nas articulações. Quando caía, precisava de ajuda. Hoje não dependo de ninguém para isso. Sou mais feliz”, afirma.

OUTRAS FORMAS DE PREVENÇÃO

PERIGOS DOMÉSTICOS

Cerca de 50% dos tombos ocorrem em casa, segundo a Sociedade Brasileira de Otologia. E 25% deles são resultado de perigos domésticos, como pisos escorregadios, pouca luminosidade e disposição inadequada de móveis. O grande vilão é trajeto quarto-banheiro, principalmente à noite, quando o idoso está mais lento.

CASA MAIS SEGURA

Além dos exercícios físicos, também é preciso adaptar a residência do idoso para evitar os tombos. Algumas providências importantes são: colocar tapetes antiderrapantes e bancos no chuveiro; instalar barras de apoio no vaso sanitário, chuveiro e corredores; manter uma luz acesa durante a noite, para o caso de o idoso se levantar da cama; evitar tapetes e quinas nos móveis; evitar animais pequenos soltos dentro de casa que podem fazer o idoso tropeçar.

EVITANDO RISCOS

É muito importante que o idoso tente evitar situações de risco para quedas. Entre elas, estão andar no chão molhado, subir em escadas ou bancos, usar calçados escorregadios ou saltos altos, se sentar ou se levantar muito rápido.

CAUTELA COM REMÉDIOS

Idosos costumam precisar fazer uso de medicamentos. Mas não devem, de maneira nenhuma, utilizar os produtos sem recomendação do médico. Isso porque muitas substâncias presentes nos medicamentos são imensos fatores de risco para as quedas: elas alteram o equilíbrio e podem fazer cair a pressão arterial.


Diabetes 'pode afetar memória e concentração'


O fracasso em controlar o diabetes tipo 2 pode ter efeitos de longo prazo no cérebro, segundo uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Os cientistas acreditam que episódios graves de hipoglicemia - que ocorre quando os níveis de açúcar no sangue ficam muito baixos - podem levar a perdas de memória, lógica e concentração.
O estudo, apresentado em uma conferência organizada pela ONG Diabetes UK, analisou testes de habilidade mental feitos em mais de mil voluntários com idades entre 60 e 75 anos.
As 113 pessoas que haviam sofrido hipoglicemia grave anteriormente tiveram notas mais baixas que os demais.
A chefe da pesquisa, Jackie Price, afirmou que há algumas conclusões possíveis a partir do estudo: ou os episódios de hipoglicemia podem levar ao declínio cognitivo ou o declínio cognitivo torna mais difícil que as pessoas controlem o diabetes, o que causaria mais episódios de hipoglicemia.
"Uma terceira explicação pode ser que um outro fator desconhecido esteja causando tanto a hipoglicemia como as perdas de habilidade mental", afirmou a médica.
"Estamos fazendo novas pesquisas para tentar identificar qual das explicações é mais provável."
Para o diretor da organização Diabetes UK, Iain Frame, o estudo reforça indicações anteriores de que a falta de controle do diabetes afeta o funcionamento do cérebro.
"Já sabemos que diabetes tipo 2 aumento o risco do desenvolvimento do Mal de Alzheimer, que é um tipo de demência, e essa pesquisa oferece uma nova peça para este complicado quebra-cabeças", diz Frame.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

São Paulo tem pelo menos mil crianças fora da escola


Lista dos conselhos tutelares relaciona 1.027 nomes, de nove regiões, e será enviada à Promotoria para propor abertura de ação na Justiça

Passados dois meses do início do ano letivo, mais de mil crianças estão sem vagas no ensino fundamental em São Paulo, aponta levantamento dos conselhos tutelares da cidade.
Conselheiros, Defensoria Pública Estadual e ONGs apontam déficit nas escolas municipais e estaduais, principalmente por conta da diminuição do número de colégios com o "turno da fome" (período das 11h às 15h, uma hora a menos que o normal das aulas, para abrigar mais alunos na escola). Não houve, afirmam, construção de unidades de forma compatível.
A razão para a fila, porém, não é clara. A prefeitura diz que houve aumento de procura pelas suas escolas neste ano e que trabalha com o Estado para encontrar lugares. A responsabilidade de oferta na cidade é dividida pelas redes do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e do governador José Serra (PSDB).
A prefeitura nega, contudo, que faltem vagas. O governo estadual informou que tem lugares em todas regiões que foram apontadas como deficitárias.
Segundo a Folha apurou, o sistema integrado de distribuição de matrículas da prefeitura e do Estado ficou dois meses quase parado, por conta de desentendimentos entre as gestões (voltou em março). Ambas as instâncias buscam diminuir o número de alunos por sala.
O ensino fundamental é a única etapa obrigatória do ensino no país, segundo a Constituição. O descumprimento da obrigação pode levar ao afastamento dos gestores públicos (governador, prefeito e secretários de Educação).

Levantamento
Devido às reclamações sobre falta de vagas neste ano, os conselhos tutelares fizeram uma lista única com os nomes das famílias que foram ao órgão.
A relação foi fechada na quarta-feira, com 1.027 nomes, de nove regiões, e será enviada ao Ministério Público. Eles pedirão abertura de ação para atendimento às requisições.
A maioria das famílias pediu vaga entre dezembro e janeiro. As regiões que mais apresentaram demanda foram Cidade Ademar (300) e Grajaú (191).
Especialistas que acompanham a oferta de vagas dizem que não havia registro de déficit no ensino fundamental desde o início desta década. O problema estava restrito às creches e pré-escolas.
"Reduziram o "turno da fome" sem se preocupar em construir escolas de forma proporcional", disse a coordenadora da comissão de educação dos conselhos tutelares da cidade, Maria da Conceição Barbosa Brito. "Estamos em abril e a situação não foi resolvida. Os alunos podem perder o ano."
Pressionados politicamente a acabar com o turno intermediário, prefeitura e Estado intensificaram a diminuição do modelo. Só na rede municipal, o número de unidades com o "turno da fome" caiu de 329 (em 2005) para 69 (neste ano). O fim do período foi uma promessa de campanha de Kassab.
"Passamos a receber muitas reclamações de falta de vagas no fundamental, etapa em que os governos dizem não haver déficit", disse o defensor público Flávio Frasseto, que abriu procedimento investigatório.
"Quando a vaga aparece, o aluno é colocado longe de casa, o que é ilegal", disse Frasseto. Ele cita lei federal do ano passado que obriga o poder público a matricular a criança na escola mais próxima de sua casa.
Bruna dos Santos Lopes de Souza, 13, de Americanópolis (zona sul), busca vaga desde dezembro. "Não sabemos mais o que fazer", afirmou a ajudante de produção Gleide da Silva, 37, tia da jovem. O pedido de matrícula foi feito na escola municipal Cacilda Becker.
Após três meses de espera, Gleide conta que foi oferecida uma vaga em uma escola estadual a 4 km de sua casa. "Não tem transporte escolar, a mãe dela não pode pagar condução e demora muito para chegar. Não tem condição de aceitar", disse. Por isso, Bruna segue na fila.
"Faltou planejamento para o fim do terceiro turno", disse Salomão Ximenes, da ONG Ação Educativa. "O período intermediário é prejudicial, porque os alunos estudam menos horas. Mas não se pode acabar sem a respectiva oferta de vagas."

Fonte: FÁBIO TAKAHASHI
Folha de São Paulo

domingo, 12 de abril de 2009

O país estuprado

Escrito por Dr.Campos Júnior
Médico, professor titular da UnB e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria dicampos@terra.com.br

Muito se fala. Pouco se faz. A violência triunfa soberana todos os dias. Os requintes aprimoram-se, avançam em criatividade mórbida. O susto e o pânico irmanam-se na incredulidade. Rostos estupefatos juntam-se nas fotos. Olhares de desespero delimitam feições patéticas. O medo condiciona comportamentos. O pavor incontido contagia os gestos. O horror corrompe os ambientes, desequilibra pessoas, alimenta o metabolismo da tragédia. Não há um só dia em que a degradação humana deixe de comparecer ao noticiário da imprensa brasileira. É o crime, nas mais diversas versões e terríveis falências da ética, a mostrar presença constante no âmago de uma sociedade que se recusa a pensar. Da miséria à fome, da pedofilia à corrupção política, da facada ao estupro, passando pela bala perdida, não há limite para a maldade que cerca o cidadão deste país. Boa parte das famílias já experimentou a dor lancinante, a humilhação inesquecível de ver entes queridos mortos, mutilados ou violentados pela sanha da delinquência que se alastra nas cidades. As vítimas visadas são as mais fracas, mulheres e crianças. Prostituição infantil, pedofilia e estupro estão na ordem do dia, na pauta dos jornais, na agenda dos criminosos. Enquanto isso, as discussões de autoridades encarregadas dos destinos do país permanecem centradas nas sístoles e diástoles da economia. É o único assunto que lhes interessa no momento. A formação da cidadania em bases educativas, morais e éticas respeitáveis fica para depois, à distância, em segundo plano. A saúde financeira, abalada pela anemia dos investidores, é a preocupação prioritária, mesmo com todas as desigualdades sociais que não se desfazem há mais de 500 anos. A maioria das crianças brasileiras, nascidas em berço pobre, cresce sem proteção, em locais desfavoráveis, exposta a todos os riscos imagináveis, além daqueles não imagináveis que surpreendem diariamente pela perversidade inaudita. A sobrevivência de seres nas fases mais tenras da vida depende do trabalho dos pais, que ficam obrigados a se ausentar de casa. Sem alternativa, deixam os filhos entregues à própria sorte, sob os cuidados de irmãos igualmente menores ou de babás vizinhas sem qualquer preparo para tamanha responsabilidade. Faltam creches e pré-escolas onde essas crianças possam ser acolhidas, estimuladas, nutridas e educadas apropriadamente, como aquelas nascidas em berço esplêndido. Desprotegidas, vivem à mercê do acaso. Vulneráveis, são alvos de crueldades devastadoras. Abandonadas, mergulham no fundo do poço. Esquecidas, perdem-se nos descaminhos da marginalidade. Humanas, são tratadas como vira-latas. Chegam à juventude sem identidade, sem referências, sem amanhã. Têm como dimensão existencial apenas o hoje. Duro, adverso, hostil, injusto. Por seu lado, o modelo econômico em vigor transforma todas as atividades em negócio. O sexo tornou-se forte objeto de consumo. A indústria do setor agiganta-se. Cria mercado em todas as faixas etárias. Promove erotização precoce, veste as meninas com trajes de mulher em idade fértil, ensina-lhes os gestos sensuais e as maquiagens de modelo. A internet favorece a carreira dos consumidores do mercado que prostitui e violenta crianças. Estupradores andam soltos em busca da vítima mais próxima. De preferência as mais frágeis, incapazes de reagir. Assim se forma o cenário propício aos abusos de toda ordem, com os quais as famílias ainda não atingidas habituam-se. Não reagem. A educação infantil de qualidade para todos, caminho ideal para reduzir comportamentos antissociais, é proposta que não sensibiliza porque levaria a uma sociedade igualitária. Não há PAC para privilegiar a infância carente. Os investimentos só se fazem em obras e projetos que não reduzem o fosso entre ricos e pobres. Nunca se desrespeitou tanto a infância, período nobre da espécie destinado ao desenvolvimento do cérebro, evolução que só se alcança pela ternura lúdica do brincar, pelo calor do afeto verdadeiro, pela linguagem da imaginação criativa, pelo estímulo da compreensão generosa. Negar às crianças pobres o direito de acesso à educação infantil qualificada é violência de impacto mental e social comparável à do estupro. Agride o ser humano na estrutura mais profunda da personalidade em formação. Equivale a violar a nação no íntimo de sua integridade infantil florescente, envergonhando-a com cicatrizes sociais incuráveis. É o Brasil estuprado pela violência da iniquidade que não se resolve com as medidas protelatórias de sempre.

Sean afirma na Justiça que quer ficar no Brasil

RIO - O menino Sean, que é disputado na Justiça por seu pai, o americano David Goldman, e pelo padrasto, o brasileiro João Paulo Lins e Silva , disse sete vezes que prefere ficar no Brasil a voltar para os Estados Unidos, revela reportagem de Paula Autran, publicada este domingo pelo jornal O Globo.
Sean foi ouvido por três peritas e uma assistente da União para uma avaliação psicológica, a pedido da Justiça Federal.
Leia a reportagem completa no jornal O Globo deste domingo ou no Globo Digital (conteúdo exclusivo para assinantes)
Leia também: Americano diz que família brasileira mentiu sobre seu interesse pelo filho
Blog Brasil com Z: Lula compara caso Sean ao de Elian Gonzalez


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