domingo, 10 de janeiro de 2010

Mais um garoto é torturado em ritual macabro no oeste baiano


Com queimaduras no corpo, a criança de 3 anos foi levada para o mesmo hospital de Barreiras, onde o menino das agulhas, de Ibotirama, ficou internado vítima de um ritual semelhante

BARREIRAS - Com cicatrizes de queimadura nos pés e nas mãos, um menino de 3 anos contou aos avós que as marcas foram feitas durante um ritual de magia negra com a conivência dos próprios pais.
O padrinho do menino, que conduzia a cerimônia bestial, teria usado um cigarro aceso para queimar o corpo da criança.
O garoto foi levado ao Hospital Regional do município de Barreiras, oeste baiano, o mesmo hospital onde o menino das agulhas ficou internado, e confirmou as torturas sofridas a membros do Conselho Tutelar. Um policial mostrou um palito [cigarro] para a criança que, chorando muito, reconheceu o objeto da tortura.
Os pais e o padrinho, que comanda os rituais macabros num centro umbandista de Barreiras, serão ouvidos pela polícia nas próximas horas.

Bahia Dia a Dia

Advogado Carlos Barral em Salvador é preso acusado de pedofilia


No computador de Barral, que reside num bairro nobre da capital baiana, a polícia encontrou fotos de crianças nuas em poses eróticas

SALVADOR - Por volta das 6 horas da manhã desta sexta, 8, a Polícia Civil prendeu o advogado Carlos Eduardo Villares Barral sob a acusação de pedofilia. No computador de Barral, que reside na Mansão Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória, bairro nobre de Salvador, a polícia encontrou fotos de crianças nuas em poses eróticas.
A prisão temporária do advogado foi decretada pela juíza Ana Queila Loula, da 1ª Vara Criminal de Salvador, a pedido dos delegados Edenir Macedo e Jardel Perez.
Atualmente, Barral é advogado do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros de Salvador (Steps) e foi preso em novembro do ano passado por porte ilegal de arma.

Bahia Dia a Dia

Memória: desvendando os mecanismos que nos permitem lembrar e esquecer


A memória ajuda a definir quem somos. Na verdade, nada é mais essencial para a identidade de uma pessoa do que o conjunto de experiências armazenadas em sua mente. E a facilidade com que ela acessa esse arquivo é vital para que possa interpretar o que está à sua volta e tomar decisões. Cada vez que a memória decai, e conforme a idade isso ocorre em maior ou menor grau, perde-se um pouco da interação com o mundo. Mas a ciência vem avançando no conhecimento dos mecanismos da memória e de como fazer para preservá-la. Pesquisas recentes permitem vislumbrar o dia em que será uma realidade a manipulação da memória humana. Isso já está sendo feito em animais.
No ano passado, cientistas americanos e brasileiros mostraram ser possível apagar, em laboratório, certas lembranças adquiridas por cobaias. Melhor: tudo indica que as mesmas técnicas podem ser usadas também para conseguir o efeito inverso: ampliar a capacidade de reter fatos e experiências na mente. E, há duas semanas, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, detalharam como as proteínas estão relacionadas ao surgimento de lembranças nos neurônios. Como ocorreu com o DNA no século passado, os códigos fisiológicos que regulam a memória estão sendo decifrados.
"Estamos na transição de uma década voltada à investigação dos mistérios do funcionamento do cérebro para uma década dedicada à exploração de tratamentos para as disfunções cerebrais", escreveu o fisiologista Eric Kandel, prêmio Nobel de Medicina em 2000, em seu livro Em Busca da Memória – O Nascimento de uma Nova Ciência da Mente, publicado recentemente no Brasil pela editora Companhia das Letras. A neurociência é um campo tão promissor que, nos Estados Unidos, nada menos que um quinto do financiamento em pesquisas médicas do governo federal vai para as tentativas de compreender os mecanismos do cérebro.
Os estudos sobre a memória têm um lugar destacado nesse esforço científico. Afinal de contas, mantê-la em perfeito funcionamento tornou-se uma preocupação central nas sociedades modernas, em que dois fenômenos a desafiam: o primeiro é a exposição a uma carga diária excessiva de informações, que o cérebro precisa processar, selecionar e, se relevantes, reter para uso futuro; o segundo é o aumento da expectativa de vida, que se traduz em uma população mais vulnerável à doença de Alzheimer e a outros distúrbios associados à perda de memória.
O cérebro humano pesa, em média, 1,4 quilo e tem 100 bilhões de neurônios, que se comunicam por sinapses – estruturas por meio das quais as células cerebrais se conectam, transmitindo informações na forma de sinais químicos e elétricos. Existem trilhões de sinapses. Cada vez que o córtex cerebral recebe os dados sensoriais de uma nova experiência (um jantar, uma visita a um museu, uma situação de perigo), as sinapses formam certos padrões de comunicação entre os neurônios de diferentes áreas. Algumas redes de células organizam, então, tais informações, comparando-as a outras lembranças já existentes no cérebro, e, conforme a força e o padrão das sinapses, selecionam o que vai ser esquecido ou o que vai permanecer guardado por mais tempo.
Quando uma pessoa entra em um restaurante, por exemplo, tem contato com uma infinidade de dados: o rosto do garçom, a cor das paredes, o aroma dos pratos, a conversa na mesa ao lado, o gosto da comida e a textura do guardanapo. A maior parte desses detalhes é apagada da lembrança tão logo se pisa na rua. Mas há aqueles registros que permanecerão por dias, meses e até anos – muitos de maneira inconsciente. O sabor da comida, por exemplo, quando novamente experimentado, pode inundar a cabeça do indivíduo com lembranças da primeira visita àquele restaurante. A maneira como uma memória é recuperada do arquivo mental e as emoções associadas a ela determinam a sua durabilidade. Todo esse processo, aparentemente óbvio quando se parte da simples observação do comportamento humano, agora está sendo desvendado do ponto de vista bioquímico.

Veja.com

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...


"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.

AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS deseja apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.

Paz e Solidariedade,

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br

10 de janeiro de 2010 12:46

Informação enviada por e-mail

Que tal educar seu filho como se fosse cachorro?


Pais recorrem à técnicas do adestrador de cães Cesar Millan para disciplinar as crianças. E garantem que funcionam

O que leva pessoas aparentemente normais a adotar em casa, com seus filhos, formas de adestramento recomendadas por um treinador de cachorros? Nas últimas semanas essa pergunta vem sendo feita por veículos como o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian. Por meio de blogs, Twitter e redes sociais, a mídia anglo-saxã detectou uma onda de seguidores do programa de televisão O encantador de cães que dizem ter adotado técnicas de adestramento canino no cotidiano de seus filhos. No Brasil, o programa, apresentado pelo mexicano radicado nos Estados Unidos Cesar Millan, é veiculado no canal Animal Planet e, aparentemente, ainda não teve o mesmo efeito – ao menos por enquanto não se sabe de brasileiros que resolveram tratar seus filhos com a pedagogia pavloviana de esfregar o nariz sobre as poças de urina ou premiar com biscoitos as manifestações de obediência.
Bem, não são ordens como senta, levanta, deita ou dê a patinha que os pais americanos e europeus adeptos da canisterapia estão esbravejando para os filhos. Basicamente, o treinador Millan se apoia em três elementos para a “educação” de um cão: exercício, disciplina e afeto. Para ele, o mais importante é demonstrar quem está no comando. Se o cão não obedece, é porque ele não sabe quem é o chefe da matilha. Se ele é agressivo, a agressividade está diretamente ligada ao excesso de energia de seu dono. Com algum senso de humor, é possível perceber nas ideias de Millan as linhas gerais de um novo freudianismo, capaz de explicar, simultaneamente, a psicologia do animal e de seu cuidador.
A psicoterapeuta de crianças americana Brenna Hicks, autora do blog The Kid Counselor (A Conselheira de Crianças), afirma que adotou as ideias centrais de Millan, mesmo sabendo que um Canis lupus familiaris é muito diferente de um filhote de Homo sapiens. Em seu texto Raising kids: wisdom from the dog whisperer (Educando crianças: sabedoria de um encantador de cães), Brenna conta que, depois de assistir ao programa por causa de seus dois cachorros da raça beagle (Toby e Daisy), conseguiu encontrar aspectos em comum no comportamento de crianças e cachorros. Um deles seria a percepção sentimental. Ela diz que animais e pessoas são capazes de perceber como realmente nos sentimos em relação a eles, “mesmo se não expressarmos verbalmente nossos sentimentos”. Ou seja, se você está bravo, não adianta falar manso porque o cachorro e a criança vão notar. Ela ainda afirma que, tanto no treinamento de cachorros como na educação dos filhos, três princípios são fundamentais: determinação, respeito e segurança.

Para o Encantador de Cães, o essencial é mostrar quem
está no comando. Pais perdidos adoram essa ideia .

Assim como Brenna, a educadora inglesa Judy Reith começou a ver o programa por causa de seu cachorro – no caso dela, um terrier chamado Ollie. Agora, Judy usa as mesmas técnicas ensinadas pelo treinador Millan em seus três filhos de 18, 15 e 10 anos, entre elas a imposição de limites. “Os pais querem se tornar amigos dos filhos porque raramente os veem. Mas às vezes é preciso ser impopular e impor regras”, diz Judy. Nem todo mundo, claro, concorda que crianças e cachorros merecem a mesma pedagogia. O psicanalista inglês Aric Sigman, autor do livro The spoilt generation (Geração de mimados), diz que é “ridículo” pensar em educar filhos como cães. Ele até consegue traçar um paralelo entre o modo como alguns mamíferos tratam seus filhotes e a maneira com que as mulheres cuidam de seus bebês – mas as semelhanças terminam aí.
Sigman e outros especialistas suspeitam que os pais perderam tanta autoridade sobre os filhos que ficaram totalmente sem referências sobre seu comportamento – e por isso agarram qualquer tipo de receita, por mais maluca que seja. O psicanalista inglês também aponta outra explicação para a falta de controle desses pais: o desaparecimento da hierarquia familiar. Sem noção de autoridade, as crianças passaram a desrespeitar as mais elementares regras caseiras. É aí que entra o charme eficiente de Cesar Millan. Ao tratar com animais de inteligência inferior – os cachorros –, ele adota procedimentos simples e diretos, que tentam fixar na mente limitada dos cães uma única percepção essencial: quem manda neles. A produtora americana de televisão Jenny Hope diz que adota as lições de Millan tanto para o cachorro da família, Heide, como para seu filho Rowan, de 3 anos. “As crianças adoram limites, assim como os cachorros”, diz ela. É possível que também adorem biscoitos de cachorro, banhos mensais e um cantinho no chão da cozinha para dormir apenas quando tiverem vontade – mas os pais que cederem a essas predileções poderão ter problemas com o Juizado de Menores.
Para os especialistas, o fascínio das famílias por soluções fáceis para seus problemas educacionais é consequência de vários fenômenos: pais que geram tardiamente seus filhos, redução no número de crianças nas famílias, aumento no número de pais que criam seus filhos sozinhos e, finalmente, pai e mãe que trabalham fora e delegam a educação de seus filhos a terceiros, às vezes por tempo integral. Por chegarem cansados do trabalho e por ter pouco tempo de lazer com os filhos, eles sentem-se constrangidos em punir as crianças quando os limites são ultrapassados. Ou então procuram recompensá-las com presentes pelo tempo em que não estiveram com elas. A psicoterapeuta Brenna Hicks diz que esse sistema de recompensas não funciona com as crianças – nem serve para os cães.
Autora do romance I don’t know how she does it (Eu não sei como ela faz), cujo tema é o estresse da maternidade moderna, a escritora americana Allison Pearson tem outra explicação para a dificuldade dos pais com as crianças. “Somos de uma geração em que a obediência era inimiga do amor. Não queríamos que nossos filhos tivessem medo da gente.” Resgatar a autoridade não significa, como muita gente imagina, ser menos doce, sensível ou amoroso em relação à criança. Allison diz que há uma lição a ser aprendida com os adestradores: “Diferentemente de pais modernos, os treinadores de cães não acreditam que a disciplina seja uma coisa ruim”.

KÁTIA MELLO


Época

Detentos tatuam o branco dos olhos nos Estados Unidos


Presidiários e tatuagens é uma relação das mais antigas. A novidade agora é radicalizar: nos Estados Unidos, detentos estão tatuando o branco dos olhos. A moda bizarra seduziu David Boltjes, que cumpre pena de 4 anos de prisão por fraude em cartão de crédito. O preso usou um tom forte de vermelho e ficou com ares de Nosferatu.
É doloroso. É como se alguém estivesse espetando o fundo dos seus olhos", explicou David sobre o processo.
Já Paul Inman, condenado a 73 anos por conspiração para assassinato, agressão e incêndio criminoso, escolheu o azul para esconder o branco dos olhos. Os detalhes do processo de tatuagem são mantidos em segredo.
"É como a última fronteira. Ninguém tinha feito isso. Aposto que ninguém no mundo tem a mesma cor de olhos que eu", disse Paul à MSNBC.

Fernando Moreira


Leoa que era maltratada em circo dá à luz dois filhotes no interior de SP


SÃO PAULO - A leoa Carol do Santuário do Projeto de Proteção aos Grandes Primatas (GAP) deu à luz dois filhotes nesta terça-feira, mas apenas um sobreviveu. De acordo com informações da assessoria de imprensa do GAP, provavelmente a mãe dos filhotes dormiu em cima de um deles provocando a morte. O filhote que nasceu com 1,5 Kg e sobreviveu ainda não tem nome, pois os veterinários não conseguiram identificar o sexo do animal.
A leoa de 4 anos de idade está há quatro meses no santuário. Ela foi retirada de um circo do estado do Espírito Santo. Junto com Carol vieram para Sorocaba sua mãe Sarita e o leão Chimarrão. Eles eram mantidos no circo em uma jaula com péssimas condições.
A assessoria de imprensa explica que devido à urgência de abrigá-los foi necessário improvisar um recinto que ainda estava em fase final de construção. Por isso o macho e as fêmeas não puderam ser separados. Chimarrão não estava vasectomizado e nos poucos dias que estiveram juntos acredita-se que ele tenha engravidado a leoa Carol.


Fenahall abre as portas para artesanato do Brasil e do mundo

Evento segue até o dia 17 de janeiro, no Chevrolet Hall; entrada custa R$ 4 reais, a inteira, e R$ 2, a meia

A arte produzida no Brasil e em diversas partes do mundo pode ser vista em um único lugar até o próximo dia 17 de janeiro. É na Feira Nacional de Artesanato do Chevrolet Hall (Fenahall), em Olinda.
A Fenahall ocupa uma área de sete mil metros quadrados. São duzentos e trinta estandes repletos de opções para os apaixonados por artesanato. “Todo ano eu venho, mas sempre me surpreendo), disse a professora. Érica Fernanda Pierre.


A Feira abre espaço também para quem vem de longe. Nos corredores do Chevrolet Hall, o trabalho de artesãos estrangeiros atrai olhares curiosos dos visitantes. No estande da Turquia, copos de vários tipos, cores, cheios de detalhes na ornamentação. Do Paquistão, se destacam almofadas, tecidos...tudo sempre com muito brilho. Os peruanos trouxeram peças em cerâmica, uma tradição de centenas de anos.


Em relação ao ano passado, a Fenahall cresceu. O número de estandes saltou de cento e oitenta para duzentos e trinta. Para os expositores, uma oportunidade imperdível para fazer bons negócios.” Este evento representa o primeiro 13° salário do ano para o artesão”, disse a artesã Margô Silva.
Você pode conferir a Fenahall até o próximo dia 17, de segunda a sexta, das 16h às 22h, e aos sábados e domingos, das 14h até as 22h. A entrada custa R$ 4 reais, a inteira, e R$ 2, a meia.


pe360graus.com

Na Dianteira Do Conhecimento

Pesquisas brasileiras sobre câncer e doenças cardíacas e cerebrais colocam o País na vanguarda da medicina mundial


LABORATÓRIO
Excelência de pesquisadores brasileiros é reconhecida no Exterior

Uma profusão de trabalhos científicos realizados dentro dos laboratórios brasileiros está inscrevendo o País no primeiro time da medicina mundial. Neste momento, por exemplo, há cientistas envolvidos em testes com novas moléculas contra o câncer, no desenvolvimento de terapias com células-tronco e outros empenhados em decifrar as associações genéticas que contribuem para o surgimento de doenças neurodegenerativas. Alguns bons exemplos de projetos podem ser vistos na área do câncer. Neste ano, o Instituto do Câncer de São Paulo iniciará testes com substâncias promissoras ainda não experimentadas em humanos. Elas serão ministradas a portadores de tumores avançados e sem opções de tratamento. “São protocolos de pesquisa que requerem competência técnica e controle rigoroso no tratamento. E isso nós temos”, diz Paulo Hoff, diretor científico do instituto. Mais uma evidência da nossa credibilidade no setor é que muitos desses projetos de avaliação de drogas, que envolvem milhões de dólares, já são inteiramente desenhados por brasileiros.


DNA
Rizzo investiga causa genética do Alzheimer

“Antes, vinha tudo pronto de fora”, diz José Fernando Perez, criador da Recepta Biopharma – empresa de biotecnologia que atua em parceria com os setores público e privado no Brasil e entidades internacionais como o Instituto Ludwig, da Suíça. Nos próximos meses, a companhia conduzirá testes com quatro novas substâncias da classe dos anticorpos monoclonais – remédios desenvolvidos para eliminar apenas as células tumorais. Os efeitos de uma delas, a Rebmab 100, serão mensurados em 53 pacientes com câncer de ovário em estágio adiantado, atendidas em oito hospitais. Também será colocada à prova uma molécula da mesma família dessas terapias nascida nos laboratórios da Universidade de São Paulo e com ação sobre o glioblastoma, um tumor cerebral grave. O entendimento da biologia dos tumores é outra área de expertise nacional. Trata-se de uma reputação que começou a ser construída há uma década, com a criação do Projeto Genoma do Câncer. Um de seus frutos foi a formação do segundo banco de tumores do mundo: amostras de todos os tipos da doença estão guardadas em vários centros de pesquisas brasileiros.


BIOTECNOLOGIA
Na empresa de Perez, há pesquisas com novas drogas contra o câncer

Elas servem de base para muitos estudos, entre eles a análise dos genes expressos em cada uma. “E acabamos de criar uma rede de troca de informações que inclui Colômbia, Cuba, Equador e Peru”, diz Carlos Gil, do Instituto Nacional do Câncer. A iniciativa amplia as possibilidades de avaliar tumores de diferentes populações. Talvez dessa comparação venha a explicação para o fato de o câncer de colo de útero das brasileiras aparecer em idade precoce, por volta dos 21 anos. No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, a prioridade é descobrir o que torna mais ou menos agressivos tumores frequentes entre nós, como o de mama e o de intestino. É uma informação que salvará vidas no futuro. “Conseguimos R$ 10 milhões para levar adiante neste ano pesquisas sobre o tema”, diz Ricardo Brentani, presidente da instituição. A investigação de dados genéticos é também o caminho escolhido por um estudo do Instituto do Coração, em São Paulo, coordenado pelo pesquisador José Eduardo Krieger. Sua meta é identificar os genes ligados ao aparecimento de doenças cardiovasculares. Na primeira etapa do trabalho, Krieger examinou 100 famílias da cidade mineira de Baependi. A partir dos dados obtidos, foi calculado o risco hereditário de cada uma para ter colesterol ou pressão arterial elevados. Neste mês, os voluntários da pesquisa serão submetidos a testes para avaliar se apresentam algum processo de formação de placas que podem levar ao entupimento das artérias e terão a pressão medida por 24 horas. Em seguida, as informações serão combinadas com o sequenciamento do DNA de cada um dos participantes. “Esperamos encontrar no código genético as áreas relacionadas à manifestação da pressão alta, por exemplo”, diz o cientista. “No final deste ano teremos as primeiras conclusões.”


TESTE
Santos verificará se células-tronco recuperam movimentos

No Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, especialistas usarão uma abordagem inovadora contra as doenças neurodegenerativas. Eles se concentrarão em partes do DNA que até agora não se sabe para que servem, o chamado DNA lixo, para estudar o desenvolvimento da doença de Alzheimer, mal que afeta o raciocínio e a memória. “Acreditamos que só podem estar nessas sequências as chaves que controlam o início e a progressão de muitos processos do organismo”, afirma Luiz Vicente Rizzo, diretor do IEP, que desenvolve a pesquisa em parceria com o Instituto Weizzman, de Israel. Participam do estudo 30 voluntários com idade entre 49 e 80 anos com casos na família ou que já apresentam sinais da doença de Alzheimer. A varredura da fita de DNA de cada um deles será feita por um sequenciador recém-comprado pelo IEP por US$ 800 mil e capaz de analisar o DNA em 20 horas. Área crucial da medicina, as terapias com células-tronco tomam impulso no País com a formação de uma rede nacional de pesquisa. Por parte do governo, os recursos destinados neste ano a esse setor são de R$ 35 milhões, divididos entre oito laboratórios e 52 projetos de trabalho. Além disso, há os recursos as agências de fomento e secretarias estaduais. Um dos elos dessa corrente é o Centro de Biotecnologia e Terapia Celular, na Bahia. Ali, o pesquisador Ricardo Ribeiro dos Santos, da Fundação Oswaldo Cruz, fará testes para saber se o implante de células-tronco tiradas da medula óssea e do tecido adiposo é capaz de restaurar movimentos em pacientes que tiveram lesões na medula. Eles serão operados para receber cerca de 200 milhões de célulastronco no local afetado.
Em testes com animais, o experimento deu bons resultados. O controle urinário, por exemplo, melhorou bastante. “Se isso for reproduzido em humanos, já será um grande avanço”, diz Santos. Em outro braço dessa rede, na Universidade de São Paulo, a geneticista Lygia da Veiga Pereira está desenvolvendo linhagens brasileiras de células-tronco embrionárias – as que apresentam maior versatilidade para se transformar em qualquer tecido. “Elas serão uma contribuição inédita para o estudo do comportamento das células-tronco por causa da mistura genética de africanos, índios e europeus que caracteriza o brasileiro”, diz Lygia. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o cientista Stevens Rehen observa o que se passa durante a transformação das células embrionárias em neurônios. “O estudo desse processo pode ser um caminho para desvendar as origens de enfermidades que afetam o cérebro”, diz Rehen. O lamentável é que, ao mesmo tempo que registra avanços em todas essas frentes, a medicina brasileira ainda precisa encontrar soluções para problemas graves como a epidemia de dengue e o difícil acesso ao sistema de saúde.
Monica Tarantino

República Tcheca adota uma das leis de drogas mais liberais do mundo


Quantias permitidas para heroína são maiores do que na HolandaHá muito conhecidos pela política liberal de drogas, os tchecos ganham agora uma das leis mais avançadas do mundo. Desde o início do ano, é permitida a posse não só de haxixe e maconha, mas também de drogas mais pesadas.
Na República Tcheca vigora, desde 1° de janeiro de 2010, uma das legislações europeias de entorpecentes mais liberais do mundo. Mais até do que na Holanda, no tocante às quantidades e substâncias permitidas.
No país, sempre tido como especialmente liberal na questão de drogas, vigora desde a virada do ano uma nova legislação, especificando exatamente quais as quantidades e quais drogas podem ser portadas pelo cidadão para uso pessoal. Para o haxixe e a heroína, as quantidades estão bem acima do que é permitido, por exemplo, na Holanda.

Comercialização é crime
Conforme as novas determinações, é legal portar quatro ou cinco comprimidos de ecstasy ou de LSD, um grama de cocaína ou meio grama de heroína, três vezes mais do que o permitido na Holanda. O argumento para a liberalização é que dependência é, sobretudo, uma questão de saúde, não um crime.
Além disso, pela primeira vez é claramente definido o que é permitido e o que é proibido. A lei previa anteriormente a não punição para a posse de pequenas quantidades de drogas, sem detalhar o volume exato. As delimitações promovem uma maior segurança jurídica, na opinião de Jakub Frydrych, diretor da autoridade tcheca de combate às drogas.
"Se tomarmos o exemplo da maconha, a produção continua passível de punição, mas não a posse dela, contanto que a quantidade esteja dentro do limite. A liberalização não livra o traficante de punição. A comercialização da droga continua a ser um crime, independentemente da quantidade vendida", ressalta.

Lei não agrada a todos
Porém muitos estão decepcionados. O psicólogo Ivan Douda fundou em Praga 20 anos atrás a entidade de assistência a viciados em drogas Drop In. Em sua opinião, as novas regras são um passo na direção errada. "É óbvio que a polícia não tem capacidade para efetivamente controlar o mercado de drogas. Por isso, seria importante concentrar os gastos na política para entorpecentes em medidas preventivas."
Precisamente nesse ponto, a situação ainda é relativamente precária na República Tcheca. O país investe apenas uma fração do que gasta, por exemplo, a Holanda, por habitante e ano, em campanhas de informação e assistência.

"Melhor do que Amsterdã"
É possível que dentro de pouco tempo grupos de jovens peregrinos rumem para Praga, a fim de fumar seus cigarros de maconha ou consumir outras drogas sem serem perturbados pela polícia. Pois nos países vizinhos, como a Alemanha, Eslováquia, Hungria e Polônia, as legislações são bem mais restritivas.
"Somos agora melhores do que Amsterdã. Acho que vamos ganhar um monte de novos clientes, vindos do leste e do oeste", se empolga Martin Kmoch, gerente da casa noturna Ujezd, em Praga. Logo ao entrar no estabelecimento de atmosfera esfumaçada, sente-se o típico odor do haxixe, pesado e adocicado.
Talvez a nova lei abra uma nova perspectiva para Praga, depois que as estatísticas de turismo da capital tcheca alcançaram um ponto crítico em 2009.

Deutsche Welle


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