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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Hojé é comemorado o Dia Mundial dos Animais de Rua
Hoje, 4 de abril é comemorado o Dia Mundial dos Animais de Rua. No dia 4 de outubro se comemora o dia de São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais.
São Francisco de Assis viveu na Itália entre os séculos XII e XIII. Durante a juventude levava a vida como um rico filho de comerciante. Então, converteu-se e passou a trabalhar com um grupo de discípulos (que ficaram conhecidos como franciscanos), todos devotos da pobreza evangélica.
O santo tinha uma relação muito especial com os animais. Há alguns anos o Papa João Paulo II decretou São Francisco de Assis como o padroeiro da ecologia, pelo reconhecido amor a todas as criaturas.
Francisco de Assis foi sepultado em 4 de outubro de 1226 e canonizado em 1228. Em comemoração à data, durante este mês várias entidades de proteção animal organizam eventos sobre bem-estar animal e cerimônia de bênção aos animais.
Dias dos animais
Com o passar do tempo, o homem passou a olhar o animal de forma humana, já que os mesmo sentem dor, medo, angústia, como qualquer pessoa.
Em dias atuais, ainda podemos presenciar atos desumanos e maus tratos aos bichos. Atos estes que vêm chamando a atenção de defensores de animais e também do poder público. As redes sociais também se tornaram um grande aliado no combate aos maus tratos.
Devemos aproveitar esta data para refletir sobre a importância e o bem que esses animais fazem e trazem para as nossas vidas. Alguns são até considerados como filhos pelo fato de darem um carinho incondicional aos seus donos
Quem ama os animais cuida, portanto nesta data e se possível todos os dias, alimente um cão de rua, apadrinhe uma castração, dê um lar temporário ou adote. Em caso de maus tratos nunca deixa de denunciar.
São Carlos
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Perícia conclui que namorada de jogador se suicidou, diz delegada
Exame inocenta o atacante Rafael Silva, da Portuguesa.
Laudos do IC apontam que adolescente se jogou de prédio em 2011.
O conjunto de laudos feitos por peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico Científica de São Paulo concluíram que Flávia Anay de Lima, de 16 anos, namorada do jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20 anos, cometeu suicídio no ano passado ao se jogar sozinha do 15º andar do prédio onde vivia com o atacante, na Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada ao G1 nesta terça-feira (3) pela delegada seccional Elisabete Sato, titular da 5ª Seccional Leste. A reportagem não conseguiu localizar os parentes da jovem ou o advogado da família dela para comentar o assunto. A assessoria de imprensa da Portuguesa informou que o atacante está atualmente emprestado ao Noroeste, em Bauru, no interior paulista, e que ele não quer comentar o caso.
“O conjunto dos laudos demonstram que ele fala a verdade, que a namorada se jogou. O laudo necroscópico também não demonstrou ter havido participação do rapaz. O laudo entende que ela se jogou”, disse a delegada, que investigava o caso como morte suspeita a apurar. “Agora a idéia é que relatemos o inquérito como suicídio”.
O G1 apurou que o resultado do exame de um dos laudos informa que ocorreu uma discussão entre o casal, motivada por ciúmes, dentro do apartamento no dia 31 de julho de 2011, na Vila Carrão. O atleta chegou de carro ao edifício. Em seguida, subiu de elevador. Dez minutos depois, Flávia chegou a pé e também pegou o elevador em direção ao apartamento.
Num primeiro momento, a adolescente arremessou um objeto em direção a Rafael, atingido na cabeça - oferimento provocou um sangramento. Em seguida, a garota tentou pular da janela do quarto e o namorado a impediu, puxando-a pela camisa, que rasgou em suas mãos.
Ainda pela dinâmica interpretada pelos peritos, ela saiu do cômodo, bateu a porta e correu para a sacada na varanda. A descrição da queda confere com o que o atleta também relatou em seu depoimento à polícia. Ele afirmou ter visto Flávia de lado, com uma das pernas para fora do gradil. Em seguida, ela levantou a outra perna e se lançou de costas e caiu.
Gravações das câmeras do circuito de segurança do prédio mostram Rafael dentro do elevador depois da queda da namorada. As cenas do prédio foram gravadas às 2h27 de domingo (31). Ele havia descido para ver a jovem no chão. Após 23 minutos, Rafael entrou no elevador e parecia desesperado. Flávia já havia caído do 15º andar. Ele sai do elevador rapidamente assim que a porta se abre, anda pelo saguão e vê o corpo de Flávia caído no chão. A polícia chegou às 3h15 e constatou que Flávia estava morta.
Família da jovem
O teor dos documentos do Instituto de Criminalística inocentam o atleta, eximindo-o de qualquer responsabilidade pela morte de Flávia. Na época da morte da jovem, familiares dela disseram à Polícia Civil que ela "jamais" se mataria e levantaram suspeita de que o jogador poderia ter assassinado a namorada.
A mãe da adolescente afirmou na época que, 15 dias antes de morrer, Flávia pediu socorro. “Ela falou assim para mim: ‘mãe, vem logo porque ele está me batendo’. Porque ele queria sair de casa, mas, pelo estado de alcoolismo dele, ela não queria deixar por medo de acontecer um acidente com ele”, afirmou Luara Adriana de Lima, de 38 anos.
De acordo com o advogado Ademar Gomes, que representa a família de Flávia, os parentes relataram que a adolescente aparecia sempre machucada.
Discussão
Em entrevista ao Fantástico exibida no dia 14 de agosto do ano passado, Rafael contou o que ocorreu na madrugada do dia 31 de julho. Segundo ele, houve uma discussão que começou na porta de um bar. Flávia apareceu de surpresa. “Parei lá e, depois de dez minutos, o cara lá que olha os carros na rua me chamou. Falou: ‘sua mulher está quebrando o seu carro’. E veio me agredir. Para evitar confusão, virei as costas. Peguei o carro e fui embora”, contou.
O jogador da Portuguesa disse que a discussão continuou dentro do apartamento e que ele começou a arrumar as malas para sair de casa. Segundo Rafael, ao saber da separação, Flávia jogou uma caixa de som na cabeça dele. “Ela chegou em casa toda eufórica, me agredindo e foi no que deu tudo nisso, que aconteceu essa fatalidade”, lembrou.
Rafael Silva começou nos times de base da Portuguesa e se tornou profissional há dois anos. Na carreira, ele diz que tudo ia bem. O que não acontecia na vida pessoal. “A Flávia tinha um ciúme muito possessivo, muito doentio. Ela discutia, levantava a voz”, contou. Questionado se perdeu a cabeça alguma vez, ele negou. “Jamais levantei a mão para ela.”
O atacante da Portuguesa disse que são dele as manchas de sangue achadas no elevador e no apartamento, inclusive as das mãos no azulejo do banheiro. De acordo com Rafael, o sangue é do ferimento na cabeça, provocado pela caixa de som. O material foi analisado pela perícia.
Ele disse que não se sente culpado. “Não me sinto culpado, não. Porque o que eu pude fazer por ela, eu fiz", alegou Rafael, que prestou depoimento em janeiro deste ano à polícia.
G1
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Tasso da Silveira: lembrança difícil de apagar
Às vésperas de completar um ano, massacre em escola de Realengo vira tabu entre alunos e professores
RIO - Todas as manhãs, Nilson de Oliveira Rocha, de 43 anos, faz vigília das 7h às 11h30m no quarteirão da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste, para garantir o bem-estar da filha Renata, de 14, uma das 24 crianças baleadas por Wellington de Menezes de Oliveira, em 7 de abril passado. Às vésperas de o massacre completar um ano, a aluna, atualmente no 9º ano do Ensino Fundamental, não mudou de escola porque todos os amigos dela continuaram no colégio, onde 12 estudantes morreram.
— Apenas uma menina, entre 30 alunos, passou para o turno da tarde — conta o pai, cuja história já havia sido marcada pela violência anteriormente. Há três anos, seu filho Adelson foi vítima de bala perdida dentro de casa. O esforço singelo de Nilson, que até perdeu o emprego para ajudar Renata a superar o trauma e prosseguir com os estudos, é recompensado toda vez que sua filha cruza o portão na hora da saída e dá um sorriso, o que se tornou mais raro depois do massacre.
Costumeiros pesadelos envolvendo armas fazem a garota relembrar o tiroteio promovido por Wellington. O assassino entrou em duas salas do 8º ano — a primeira foi a 1.803, em que a jovem estudava — armado com dois revólveres que eram recarregados com speedloaders. Renata foi atingida pelas costas. A bala atravessou seu corpo e, por pouco, não causou danos sérios à coluna cervical. Depois da recuperação, ela iniciou sessões semanais com um terapeuta , além da fisioterapia para tratar o pé direito, que sofreu luxação durante a corrida desesperada pela vida. A menina é levada para os tratamentos por carros da Prefeitura, que também paga R$ 700 mensais à família.
— Na volta às aulas, os professores falavam para a gente esquecer o que aconteceu. Mas todo mundo brinca menos, tem menos alegria no colégio agora — afirma a garota.
Na tentativa de ajudar os 1.162 alunos da Tasso da Silveira a superarem o trauma, a prefeitura reformou totalmente a escola. Um prédio novo foi construído ao lado do antigo, e agora ambos são rodeados por grades no lugar de muros. O que mais chama atenção é um painel com desenhos e mensagens de solidariedade e esperança deixadas por alunos, professores e inspetores. Apesar de parte dele estar em uma praça fora das dependências do colégio, permanece impecavelmente conservado e sem pichações.
— Não é um prédio novo que nos fará esquecer o que aconteceu. É como se fechassem os olhos para questões importantes, como a remuneração dos professores e o bullying, que continua acontecendo, e abrissem para coisas insignificantes. Não me orgulho de ver a escola reformada — alega Nilson, afirmando que a Guarda Municipal só está presente nos arredores por pressão dos pais.
Passado um ano da tragédia, a comunidade escolar parece preferir o silêncio para lidar com o passado. Além de repórteres do GLOBO não terem sido autorizados pela Secretaria municipal de Educação a entrar na Tasso da Silveira, sob a alegação de que o diretor Luiz Marduk estava de férias, o episódio também é tabu entre os professores, que evitaram conversar com a equipe de reportagem.
Aulas especiais para superar o trauma de alunos
Coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Unidades Escolares (Niap) — órgão da prefeitura que montou uma equipe especial para prestar atendimento psicológico ao colégio de Realengo —, Mércia Oliveira afirma que, desde o ano passado, professores recebem orientação especial de como conduzir o assunto do massacre dentro e fora de sala:
— Não incentivamos ninguém a provocar o tema. A proposta é retomar as aulas, a rotina normal. É para isso que todos vão à escola. Se algum aluno quiser dar um relato particular em sala, a melhor maneira é parar para ouvir. Se o professor não souber como proceder, deve procurar a nossa ajuda. Professores e alunos precisam saber que não estão sozinhos — enfatiza Mércia, completando: — Responder a esse tipo de lembrança não é fácil.
Três psicólogos, dois assistentes sociais e dois professores investem em projetos lúdicos para tentar apagar as marcas deixadas pelo massacre, que afeta de forma diferente cada estudante e parente de vítima. Síndrome do pânico, baixo desempenho escolar, insônia e depressão são alguns dos efeitos relatados.
Esta reportagem foi publicada no vespertino para tablet "O Globo a Mais"
O Globo
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Brasil diz que só revogará exigências para turistas espanhóis se o país fizer o mesmo
Novas regras, que ampliam exigências para desembarque no País, valem a partir de hoje
O governo pode suspender a lista de novas exigências para a entrada de espanhóis no Brasil desde que o país europeu faça o mesmo em relação aos brasileiros que queiram ingressar em seu território.
Segundo a diretora do Departamento de Comunidades Brasileiras do Ministério das Relações Exteriores, Luiza Lopes da Silva, a decisão de revogar as medidas, adotadas nesta segunda-feira (2), está dentro do “princípio diplomático da reciprocidade”.
— Há quatro anos estamos tentando negociar com os espanhóis. A partir de agora, quaisquer medidas são definidas a partir da reciprocidade. Estamos, inclusive, abertos a voltar à estaca zero, como era antes: quando exigíamos apenas o passaporte do espanhol para entrar no Brasil.
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A diplomata disse que, em janeiro, as autoridades de Madri foram informadas sobre a decisão do governo brasileiro de fazer uma série de exigências para os espanhóis que queiram entrar no País.
— Não queremos que um espanhol seja inadmitido no Brasil por falta de informação. Por isso avisamos em janeiro, com várias semanas de antecedência, para que todos saibam exatamente o que devem fazer para vir para o Brasil.
Desembarcaram na madrugada de hoje, no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, os primeiros espanhóis submetidos às novas exigências. Na tentativa de evitar transtornos e dificuldades, os turistas e seus amigos buscaram cumprir todas as exigências.
A turismóloga brasileira Camila Shimamuri, que aguardava a chegada do noivo, a cunhada e uma amiga espanhóis, disse que providenciou todos os documentos exigidos pelas autoridades brasileiras.
O esforço de Camila foi recompensado, pois o noivo, o espanhol Juan Antonio Labari disse que conseguiu passar pela migração apresentando todos os documentos sem dificuldades. Segundo Labari, todo o procedimento ocorreu normalmente.
— Não foi diferente em nada das outras vezes. Pediram os documentos, passamos pelo raio X. Não me pediram a carta-convite nem me perguntaram nada. Não demorou muito, mas tinha muita fila. Passar na alfândega foi tranquilo. Agora é que vem o nervosismo.
Apesar do alívio do noivo, Camila disse que sua tranquilidade foi motivada pela precaução em buscar atender a todas as exigências do governo brasileiro.
— Como eles vão ficar [hospedados] em casa, fizemos as cartas-convites [para todos], que é uma das exigências a partir de agora.
A turismóloga relatou ainda que em várias ocasiões em que foi visitar o noivo na Espanha passou por dificuldades e apuros.
— [Na Espanha] me pediram a carta [-convite] e fizeram várias perguntas, mas liberaram.
Ao chegar da Grã-Bretanha via Espanha, a estudante e auxiliar de limpeza brasileira Patricia Armani disse não ter observado procedimento algum diferente em relação aos espanhóis que estavam no mesmo voo que ela.
— Acho que eles [alfândega] estão mais chatos, mas não percebi nada.
Para Patricia, a lei da reciprocidade deve ser adotada também em relação a outros países.
— Moro em Londres e, às vezes, é difícil para um brasileiro chegar lá. A sobrinha de uma amiga minha, por exemplo, foi barrada e não deram motivo aparente para isso. Isso não acontece só na Espanha. Acho que o Brasil deveria adotar a mesma medida com esses países que estão dificultando [a entrada de brasileiros], como a Inglaterra [Grã-Bretanha], por exemplo. O Brasil deve endurecer mesmo.
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Brasil participa do Dia Mundial de Conscientização do Autismo
São Paulo - Um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor vai ganhar uma iluminação especial no início da noite desta segunda-feira, em tons de azul, para marcar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção sobre a necessidade do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Além do monumento carioca, serão iluminados em azul o Teatro Amazonas, em Manaus; o Congresso Nacional, em Brasília; o Empire State Building, em Nova York (Estados Unidos) e o Big Ben, em Londres (Inglaterra). As informações são da Agência Brasil.
AE
Notícias UOL
domingo, 1 de abril de 2012
'Supercampeã' entra em Harvard e em mais 5 universidades americanas
Tábata Amaral, de 18 anos, concluiu ensino médio com bolsa de estudos.
Filha de dona de casa, superou dificuldades financeiras e realizou sonho.
Há cinco anos, a estudante Tábata Cláudia Amaral de Pontes, de 18 anos, moradora de São Paulo, estabeleceu uma meta: estudar na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. De lá para cá, pegou firme nos estudos, foi destaque em olimpíadas estudantis dentro e fora do Brasil e aprendeu a falar inglês. O resultado oficial do esforço chegou na última quinta-feira (29), Tábata foi aceita em Harvard e em outras cinco universidades americanas. São elas: Caltech, Columbia, Princeton, Yale, e Pennsylvania.
Harvard é uma das universidades mais conceituadas do mundo e as outras cinco em que a brasileira foi aceita também seguem entre as mais bem colocadas em ranking mundial de reputação divulgado em 15 de março. A seleção é feita pelo Scholastic Assessment Test (SAT, Teste de Avaliação Escolar), uma espécie de 'Enem americano,' que também é aplicado no Brasil aos interessados em disputar vagas nos Estados Unidos. Para conquistar a vaga também é necessário fazer o teste de proficiência em inglês, o Toefl (Test of English as a Foreign Language).
"Quando soube [da aprovação em Harvard] comecei a chorar muito, perguntava se podia mudar o resultado. Eram duas da manhã, liguei para minha mãe, meu pai ficou super emocionado. Chorei duas horas seguidas", diz Tábata. O aviso foi feito via telefone por um representante da universidade, porém o resultado só foi oficializado na última quinta-feira.
A garota agradece ao fato de ter tido acesso ao resultado de Harvard antes do previsto. Três dias depois que soube da aprovação, o pai morreu. Se soubesse somente na última quinta-feira, não teria como ter contato a ele. "Foi muita sorte. Ele acreditou em mim e eu cumpri minha promessa. Ele ficou muito feliz, nem conseguiu mais dormir naquela noite. Que bom que deu tempo de falar, de qualquer forma ele saberia do céu, mas foi bom contar", afirma.
A jovem foi aluna do Colégio Etapa, em São Paulo, como bolsista. Como sua mãe que trabalhava como vendedora de flores e o pai que era cobrador de ônibus não tinham como arcar com suas despesas de transporte e alimentação, o Etapa passou a custear um quarto em um hotel próximo à escola na Avenida Vergueiro, além de pagar as refeições da estudante. Atualmente, como já concluiu o ensino médio tornou-se funcionária do colégio: é professora de química e astronomia dos alunos que participam de olimpíadas.
Para estudar nos Estados Unidos também terá bolsa de estudos e ajuda de custo. Lá as bolsas são distribuídas de acordo com as condições socioecônomicas do estudante aceito e não por mérito, por isso a garota diz que não estar preocupada com a questão financeira.
Tábata estuda física na Universidade de São Paulo (USP). Como não sabia se seria aceita nos Estados Unidos, garantiu a vaga assim que foi aprovada no vestibular deste ano. Ainda não sabe por qual universidade americana vai substituir a USP, mas não esconde sua preferência por Harvard. Ela foi convidada por algumas universidades para uma visita e deve ir para os Estados Unidos na segunda quinzena de abril antes do período de matrículas. "É bem provável que escolha Harvard, mas quero pensar direitinho. Quero conhecer as universidades que me convidaram, visitar laboratórios, pensar na minha vida e digerir o que aconteceu. Na volta tomarei uma decisão bem tomada."
Astrofísica e socióloga
Apesar de ser craque nas ciências exatas, Tábata não dispensa a formação na área de humanas. A jovem quer mesclar os estudos entre astrofísica e ciências sociais. Ciência porque se diz apaixonada, e é por meio dela que consegue descobrir o mundo, e a sociologia porque quer trabalhar com educação, ajudar pessoas e retribuir as oportunidades que teve na vida.
Para isso, pensa em seguir carreira como pesquisadora, criar um centro de pesquisas de astrofísica e atender alunos de escolas públicas. Tábata afirma qualquer estudante pode chegar onde ela chegou. "Estabeleci um sonho 'meio grande' há cinco anos, e fiz de tudo para conseguir. Na verdade, no final não acreditava. Dá trabalho, mas não é impossível."
História com as olimpíadas
As cerca de 30 medalhas das olimpíadas conquistadas na vida de "atleta" estão guardadas na casa dos pais na Vila Missionário, Zona Sul de São Paulo, onde também estão os dois baús repletos de presentes que trocou com os participantes das olimpíadas na China, Turquia e Polônia, e em várias cidades brasileiras. Ela também coleciona moedas e notas em papel.
A primeira medalha foi uma de prata que veio aos 12 anos, em 2005, quando ela fez sua estreia nos torneios estudantis com a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). No ano seguinte, ganhou o ouro e bolsa de estudos da escola Etapa.
A vontade de aprender vem junto com a de ensinar. Há três anos, Tábata criou o Vontade Olímpica de Aprender (VOA), um projeto que visa incentivar estudantes de escolas públicas nas olimpíadas. As aulas ocorrem sempre aos domingos de manhã em uma escola pública na Vila Mariana. Atualmente são cerca de 180 alunos.
"O VOA é meu xodó e o projeto vai continuar sem mim. Quero convencer ex-alunos a se tornarem professores. E vou ajudar pela internet, não quero me desligar", diz.
G1
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Procuradora cobra no Senado solução para haitianos presos na fronteira
A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gilda Carvalho, cobrou nesta quinta-feira que o governo brasileiro acolha os 273 haitianos que estão há 78 dias na cidade de Iñapari, na fronteira com o Estado do Acre, à espera de ingressar no país.
O grupo estava a caminho do Brasil quando, no dia 12 de janeiro, o governo editou uma resolução para ordenar o fluxo de imigrantes haitianos e passou a condicionar a entrada deles à posse de vistos.
Como havia partido antes da medida e viajava sem a permissão, o grupo foi barrado na fronteira, onde aguarda desde então. Em Iñapari, conforme mostrou reportagem da BBC Brasil, dormem em praças e dependem de doações para se alimentar.
"Até porque o Brasil está no Haiti, por meio da Minustah (Missão da ONU para Estabilização do Haiti), deveria ter dado informações suficientes para que o deslocamento dessas pessoas não tivesse ocorrido. Como não houve informação adequada, me parece que há uma obrigação de abrigar esses que estão na fronteira", disse a procuradora do Ministério Público à BBC Brasil .
Carvalho diz participar de negociações no governo para que a fronteira seja aberta ao grupo. Na última quinta-feira, o caso foi mencionado por Gilda Carvalho em audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Segundo ela, o direito humanitário justifica que se encontre uma solução para os haitianos que estão em Iñapari. "Sabemos que o Brasil está vivendo um cenário de pleno emprego para quem tem qualificação, o que é o caso desses haitianos, segundo levantamos. Não vejo como o Brasil não possa colaborar".
A procuradora também diz buscar uma solução para o impasse em torno de 343 haitianos que entraram no país pouco antes de vigorar a resolução, em janeiro. O grupo está desde então em Tabatinga, no Amazonas, onde aguarda pela regularização de sua situação migratória.
"É uma cidade muito carente, que não tem trabalho nem para os brasileiros nem para os haitianos. Mas eles estão confiantes de que se encontrará uma solução e então poderão viajar a outras regiões do país".
Para evitar novas obstruções na fronteira, ela diz ter pedido ao governo brasileiro que divulgue no Haiti, em todos os meios de comunicação, a sua nova política migratória.
Pela resolução nº 97/2012 do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), definiu-se que a embaixada do Brasil no Haiti passaria a conceder cem vistos de trabalho ao mês para haitianos que quisessem morar no país. Paralelamente, a Polícia Federal passou a barrar haitianos sem visto nas fronteiras.
Em visita ao Haiti em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff também cobrou, em discurso, que a medida fosse mais divulgada. No entanto, nem mesmo o site da embaixada brasileira em Porto Príncipe faz qualquer menção ao tema.
Solução imediata
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a permanência dos haitianos na fronteira com o Peru exige solução imediata.
"Existem 3,5 milhões de brasileiros no exterior, e o país fica impedindo a entrada de 273 haitianos? Esta é a política humanitária do governo", diz Buarque à BBC Brasil.
O senador afirmou que procuraria o Ministério das Relações Exteriores para tratar do caso e que buscaria apoio entre congressistas para solucionar o impasse.
"Quando uma turista brasileira é barrada na Espanha, parece que o mundo vai acabar. Enquanto isso, deixamos quase 300 haitianos dormindo numa praça."
A BBC Brasil procurou o CNIg para tratar do caso, mas não houve resposta. Na terça-feira, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça afirmou que os haitianos na fronteira deveriam buscar representações diplomáticas brasileiras naquele país para conseguir um visto.
No entanto, muitos dos haitianos contatados pela BBC Brasil em Iñapari afirmam que gastaram quase todas as suas economias na viagem e que não poderiam arcar com novos deslocamentos.
Para chegar à fronteira, o grupo enfrentou uma longa viagem desde a capital haitiana, Porto Príncipe. A rota se iniciou com um voo até a República Dominicana, seguido por outro até o Panamá e mais um até o Equador.
De Quito, capital equatoriana, os haitianos seguiram de ônibus à Colômbia e, finalmente, ao Peru, de onde viajaram até a fronteira com o Brasil. O deslocamento levou quatro dias e consumiu, segundo alguns deles, o equivalente a R$ 3 mil.
BBC Brasil
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Cariocas se reúnem para Hora do Planeta na zona sul do Rio
Arcos da Lapa, Cristo Redentor e as orlas de Copacabana e Ipanema ficaram às escuras
Os principais monumentos e pontos turísticos do Rio apagaram suas luzes às 20h30 deste sábado (31) para participar da Hora do Planeta 2012.
Os Arcos da Lapa, no centro, o Cristo Redentor e as orlas de Copacabana e Ipanema, na zona sul, ficaram às escuras por alguns minutos.
Na praia Vermelha, na zona sul, um grupo de cariocas se reuniu para acompanhar a Hora do Planeta do Rio.
O evento aconteceu em mais de 120 cidades em todo mundo. A ideia nasceu em 2007 com uma iniciativa da cidade de Sidney, na Austrália, para sinalizar aos governantes sobre a necessidade de que providências sejam tomadas para minimizar as mudanças climáticas no planeta.
R7
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