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terça-feira, 29 de maio de 2012
Crianças quebram posto de saúde no interior paulista
Meninos tinham idade entre 6 e 9 anos; há uma semana, eles depredaram outro posto
Três meninos, com idades entre seis e nove anos, depredaram um posto de saúde em Serra Azul, região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Eles quebraram uma porta, estilhaçaram vidros e deixaram medicamentos e seringas espalhados pelo chão. Funcionários descobriram que a invasão havia sido feita por crianças em razão de um desenho deixado na parede.
Os meninos são os mesmos que, há uma semana, invadiram outro posto de saúde na cidade. Eles vão precisar fazer exames, porque manusearam seringas e agulhas. As crianças já foram devolvidas aos pais, que terão que arcar com o prejuízo.
R7
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Professora desenha alunos em moldes de jornal
Nas aulas de Matemática do 5º ano da Escola Humberto Cordeiro os jovens aprenderam sobre medidas em atividade prática onde todos foram contornados
Na Escola Municipal Humberto Cordeiro (Ponta Grossa), a professora da turma do 5º ano, Elaine Hauer Dias, utiliza o jornal em todas as aulas, inclusive quando o assunto é ‘Construção e Análise de Gráficos’, na disciplina de Matemática. Com isso, ela está conseguindo estimular a leitura como instrumento que viabilize o acesso à informação e melhor compreensão da realidade social, promovendo a reflexão e discussão do processo do conhecimento. “O trabalho contemplou os estilos de representações gráficas e abordou também a construção de hipóteses e soluções para problemas propostos, bem como novas formas de representação”, explica a professora.
Nesta atividade, Elaine pediu que todos deitassem em folhas de jornal onde foi feito o contorno do corpo de cada um e, em seguida, tiradas as medidas. Em seguida, foi criado um gráfico com nome e agrupamentos por aproximação de altura. Conhecendo sua altura, cada aluno pôde perceber e comparar com os demais a diferença que há entre eles. “Após o agrupamento houve várias manifestações referente à idade e a altura dos pais. Ao final da atividade todos levaram para casa o boneco para buscar informações e perceber, através da hereditariedade, a base de sua altura”, conta.
A aprendizagem contextualizada, defendida pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), visa que o aluno aprenda a mobilizar competências para solucionar problemas em contextos apropriados. Para Elaine, “a socialização dos resultados apurados mostrou a importância do uso de metodologias diferenciadas, proporcionando um aprendizado significativo em um ambiente onde o aluno reconheça as várias possibilidades de reformular novos conceitos para seu melhor desempenho e compreensão”.
JM News
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Polícia resgata Zeca, cachorro roubado em arrastão
Cão da raça Staffordshire Terrier tinha sido levado por criminosos no último dia 22, após roubo em condomínio na Aclimação
A Polícia Civil de São Paulo informou ter encontrado na tarde desta segunda-feira o cachorro Zeca, da raça Staffordshire Terrier, em uma favela no bairro Monte Kemmel. O animal tinha sido roubado durante um arrastão num condomínio na Aclimação, Zona Sul da capital, no último dia 22.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, os policiais da 4ª Delegacia do Patrimônio do Deic prenderam no sábado três suspeitos de participar do arrastão que estavam escondidos na favela do Violão, no Parque Novo Mundo, na Zona Norte. Os responsáveis pela operação também apreenderam um automóvel da marca Gol utilizado no roubo.
Zeca foi encontrado pelos policiais, nesta segunda-feira, próximo ao local onde os criminosos mantinham sua base de operações, no bairro do Monte Kemmel. O cachorro estava acompanhado de crianças.
Campanha - Depois do arrastão, o dono do cachorro, o personal trainer Cristiano Maffra, começou uma campanha para encontrar o animal. Um blog foi criado e a foto de Zeca foi compartilhada por diversas pessoas através do Facebook.
No último domingo, o programa Pânico na Band também aderiu à campanha e levou o dono do cachorro ao vivo ao palco para pedir a ajuda do público. Após o anúncio da polícia desta segunda-feira, Maffra escreveu em seu perfil na rede social: “Zeca voltando para casa!!!!!! Polícia achou nosso cão, Brasil!”.
Veja
Paciente com Mieloma Múltiplo não consegue comprar remédios para tratar câncer
Raimundo Bruzzi luta contra o Mieloma Múltiplo, uma doença que prejudica a imunidade. Estima-se que 30 mil brasileiros sofram com o mal, que ataca idosos, na maioria dos casos
Mieloma múltiplo é uma doença hematológica (do sangue) que se caracteriza pela proliferação descontrolada de células plasmáticas. A incidência da doença ocorre a partir da sétima década da vida, sendo rara antes dos 40 anos. Atinge, preferencialmente, o sexo masculino e os pacientes de raça negra.
Os portadores de mieloma têm uma produção aumentada de células plasmáticas e, portanto, um número aumentado dessas células na medula óssea, que pode variar de 10% a 90% – normalmente, as células plasmáticas constituem menos de 5% das células da medula óssea. Tais acúmulos de células plasmáticas são denominados plasmocitomas. O aumento das células plasmáticas pode acontecer na medula óssea (acúmulo intramedular) ou em outras localizações (acúmulo extramedular), portanto os pacientes com mieloma múltiplo podem apresentar plasmocitomas intra ou extramedulares.
Sinais e Sintomas
Anemia, fadiga e dores ósseas constituem a tríade que sugere o diagnóstico de mieloma múltiplo, embora outros achados sugiram também a doença, como fraturas patológicas, hipercalcemia, insuficiência renal e proteinúria de Bence-Jones.
Dor óssea: um sintoma característico do mieloma múltiplo é a dor que não responde a tratamento analgésico.
Fraturas ósseas: as fraturas ósseas costumam ser patológicas, o que significa que podem ocorrer por pequenos traumas. A dor óssea e as fraturas são os primeiros sintomas do mieloma múltiplo.
Hipercalcemia: é uma alteração da bioquímica do sangue caracterizada pelo aumento dos níveis de cálcio na corrente sanguínea. Se não for controlada, pode causar outros efeitos colaterais como, por exemplo, insuficiência renal.
Lesões osteolíticas: podem aparecer lesões ósseas disseminadas parecidas com a osteoporose, uma vez que as células plasmáticas ultrapassam 30% do valor normal. Essas lesões enfraquecem o osso, podendo provocar dor óssea e/ou fraturas patológicas.
Proteinúria de Bence-Jones: as células plasmáticas produzem anticorpos (imunoglobulinas) que fazem parte do sistema imunológico e que, na realidade, são proteínas. O aumento dessas proteínas pode ser detectado no sangue. As proteínas são denominadas proteínas M. Fragmentos dessas proteínas, denominadas proteínas de Bence-Jones, são evidenciados em exames de urina.
Muitos pacientes confirmam o diagnóstico de mieloma após a realização de exames de rotina de sangue e urina, nos quais são encontradas alterações mostrando níveis elevados de proteínas.
Alterações hematológicas: o aumento das células plasmáticas e do cálcio e o excesso de proteínas no sangue podem danificar os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, provocando anemia (diminuição de glóbulos vermelhos) e trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas), o que pode causar sangramentos, e também alterando o sistema imunológico, predispondo o paciente à infecções.
www.combateaocancer.com
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Dia 28 de Maio tem Mobilização Nacional pela Saúde da Mulher e Redução da Morte Materna
Data marca o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna; principal objetivo é chamar a atenção da sociedade brasileira para o problema das mortes maternas e ampliar o debate público sobre os direitos das mulheres.
Hoj, segunda-feira, 28 de maio, redes e organizações da sociedade civil de diversos estados estarão unidas em uma campanha nacional em prol dos direitos das mulheres à saúde e à maternidade segura. A Mobilização pela Promoção dos Direitos das Mulheres e Redução da Morte Materna, que é realizada desde 2009, contará este ano com atividades que vão desde seminários, oficinas, rodas de conversas e debates até a organização de marchas com distribuição de materiais relacionados aos temas.
As atividades estão sendo realizadas desde o início do mês, com encontros de preparação dos eventos que acontecerão nos estados de Alagoas, Bahia, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, entre outros.
Atividades programadas
Na Bahia, ocorrerão um seminário e uma vigília, organizada por mulheres feministas, ambos sobre a redução da morte materna, além da distribuição dos materiais durante a Marcha das Vadias, no centro da capital, Salvador. Para Deise Queiroz, da Articulação de Jovens Negras Feministas, a Mobilização é estratégica para reiterar o perfil das mulheres que perdem a vida por causas relacionadas à gravidez no estado. “A Bahia é um dos lugares que têm índices muitos expressivos de morte materna, apesar dos avanços que a política tem surtido. E, em sua maioria, é o perfil racial, social e econômico que mapeia quais são as mulheres que falecem”, destacou.
No Rio de Janeiro, jovens da Rede Estadual de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS realizarão uma oficina da temática; o terreiro Ilê Omolú e Oxum, localizado em São João de Meriti, realizará uma discussão ampliada sobre o tema. Ainda no Rio, estudantes universitários distribuirão os materiais da campanha pela redução da mortalidade materna na Estação de Metrô em São Cristóvão. Em São Paulo, será realizada no bairro do Campo Limpo uma atividade com foco em gestores/as de educação. Na Paraíba, uma roda de conversas vai movimentar a juventude e, no Rio Grande do Sul, haverá um seminário voltado para estudantes universitários.
Para Ângela Brito, da Rede Controle Social e Saúde da População Negra, a Mobilização é de “extrema importância para colocar as mulheres em evidência”. “As pessoas não têm acesso à educação, à informação, e essa falta influi diretamente na saúde (…) É preciso mostrar para essas mulheres quais são os seus direitos em relação à saúde e à doença”, disse a mobilizadora de Alagoas. Ela comentou ainda o fato de que, apesar do estado ser um dos menores do Brasil em extensão, é também um dos que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs), o que afeta a população tanto do ponto de vista cultural quanto socioeconômico.
Para saber se a sua cidade está participando, acesse o Mapa de Atividades da Mobilização no link http://bit.ly/Lmkx76 ou acompanhe as informações atualizadas sobre a ação na página do Facebook “Mobilização pelos direitos das mulheres e redução da morte materna”. Para mais informações e também para que a sua atividade seja incluída no mapa, envie os seus contatos (e-mails, telefones, organização que pertence, local/região) através da rede social ou porreducaomortematerna@gmail.com e promocaodosdireitos@gmail.com .
Mobilização
A Mobilização foi idealizada em 2009 pelo UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e pela Prefeitura do Município de Salvador, com apoio do Ministério da Saúde, e vem ganhando adesões desde então. Em 2010, a campanha contou também com a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e passou a ser apoiada pelo Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia e pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Este ano, após uma atividade realizada pelo UNFPA e a ONG Criola sobre saúde das mulheres, passaram a integrar a iniciativa a Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, RNAJVHA – Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids, Articulação Negras Jovens Feministas, CEAFRO - Educação para Igualdade Racial e de Gênero da Universidade Federal da Bahia, Odara – Instituto da Mulher Negra, Associação Cultural de Mulheres Negras – ACMUN, Rede Lai Lai Apejo: População Negra e Aids, Núcleo de Jovens de Criola em Magé, Fórum Nacional de Juventude Negra, Fórum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rede de Comunidade Saudável, Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, Rede Mulheres Negras do Paraná, Rede Nacional Afro-Atitudes, Sapatá – Rede Nacional de Promoção e Controle Social das Lésbicas Negras, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB e Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Participam também da Mobilização a Prefeitura do Município de Salvador e o Departamento Nacional de Saúde do SESC.
28 de maio
A Mobilização ocorre no 28 de maio, Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. O primeiro evento que marcou a data foi o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, que ocorreu na Holanda, em 1984. Três anos depois, na 5ª edição do Encontro, realizada na Costa Rica, foi proposto que, daquele momento em diante, fosse escolhido um tema relacionado à saúde da mulher para ações políticas, a serem realizadas sempre no 28 de maio. Desde então, a data tornou-se referência para a reflexão internacional sobre saúde da mulher.
No ano seguinte, em 1988, houve a Campanha de Prevenção da Mortalidade Materna, coordenada pela Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos e pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e Caribenhas, com envolvimento da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, do Brasil. A partir dessa ação, o governo brasileiro determinou, por meio da Portaria 663/94 do Ministério da Saúde, que o dia fosse instituído como data nacional para redução da morte materna.
Redução das mortes maternas: desafio para o Brasil e para o mundo
O relatório “Tendências sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010″, divulgado no último dia 16 de maio, mostra que entre 1990 e 2010 o número de mortes maternas por ano diminuiu de mais de 543 mil para 287 mil em todo o mundo, uma queda de 47%. Enquanto foram registrados grandes progressos em quase todas as regiões, existem muitos países, particularmente na África Subsaariana, que não irão alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de redução das mortes maternas em 75% entre 1990 e 2015.
De acordo com o documento, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Banco Mundial, a cada dois minutos uma mulher morre por complicações na gravidez. As quatro causas mais comuns de morte são hemorragias graves após o parto, infecções, hipertensão durante a gravidez e abortos inseguros, realizados em más condições. Noventa e nove por cento das mortes maternas ocorrem nos países em desenvolvimento; a maioria poderia ser evitada por meio de intervenções de eficácia comprovada.
Segundo o relatório, a estimativa de razão de morte materna no caso do Brasil caiu para 56 por 100 mil nascidos vivos; entre 1990 e 2010, o país registrou uma redução de 51% nas mortes maternas, superior à média mundial (47%) e latino-americana (41%) para o período, mas ainda insuficiente para alcançar a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5, de saúde materna, que estabelece uma redução de 75% em relação aos dados de 1990.
As estimativas apresentadas no Relatório “Tendências sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010” foram computadas segundo um modelo de regressão multinível de duas etapas, metodologia que permite a comparabilidade entre os vários países. Entretanto, tais estimativas não refletem necessariamente as estatísticas oficiais dos países, que podem usar métodos diferentes; no caso do Brasil, o Ministério da Saúde divulgou recentemente que o dado oficial para a razão de morte materna é de 68 por 100 mil nascidos vivos.
Embora o país apresente uma tendência de redução das mortes maternas bastante expressiva, é necessário seguir investindo na ampliação do acesso ao planejamento reprodutivo voluntário, na melhoria da qualidade da atenção pré-natal, na formação de profissionais para o atendimento adequado, humanizado e não discriminatório, no fornecimento de serviços e na ampliação do acesso aos cuidados obstétricos de emergência quando surgem complicações.
AFRICAS
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Preso pai acusado de abusar da própria filha
Mãe percebeu o comportamento estranho e fez a denúncia
RIO - Policiais da Delegacia da Criança e Adolescente e Vítima (DCAV) prenderam hoje Alexandre Paula de Abreu, de 40 anos, acusado de abusar sexualmente da filha. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pelo Juízo da 38ª Vara Criminal da Capital pelo crime de estupro de vulnerável.
Segundo o delegado Marcelo Braga Maia, a mãe da menina disse que havia notado que o companheiro apresentava um comportamento estranho em relação à filha e passou a observá-lo, quando então o viu acariciando a criança. A vítima foi ouvida por psicólogos e confirmou os abusos, dizendo ainda que o pai deu ordens a ela para que não contasse nada a ninguém.
Ainda segundo o delegado, Alexandre confessou o crime e disse ter perdido o controle. Ele alegou que estava contaminado por pornografia, pois assistia filmes com conteúdo sexual todas as noites.
Casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, como os sofridos pela apresentadora Xuxa Meneghel, são comuns, e as denúncias aumentam a cada ano. O Disque-Denúncia Nacional (Disque 100) recebeu, nos quatro primeiros meses deste ano, 30 mil ligações, sendo 11% delas sobre violência sexual contra crianças dentro do lar — um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Itamar Gonçalves, gerente de programas da Childhood Brasil, entidade que luta pela proteção da infância, em 38% dos casos, o pai da vítima é o responsável pelo abuso. O envolvimento de outros parentes e de pessoas conhecidas da família também é frequente.
O abuso sexual de crianças de 0 a 9 anos é o segundo tipo de violência mais frequente nessa faixa etária. O número de notificações só fica atrás dos registros de negligência e abandono. Levantamento do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada, mostra que, em 2011, foram registrados 14.625 casos de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra crianças menores de dez anos. A violência sexual representa 35% das notificações. Já a negligência e o abandono tem 36% dos registros.
Há duas semanas, em entrevista ao Fantástico, Xuxa contou que as violências só acabaram quando completou 13 anos e que os agressores era também próximos da família: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com sua avó e um professor. Xuxa disse ainda que, como a maioria das vítimas, a vergonha e o medo a impediram de procurar ajuda.
O Globo
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Advogado do goleiro Bruno acredita que julgamento do habeas corpus será logo: ‘Não há razão para ele permanecer preso’
Bruno de Souza ainda não assinou o registro do nascimento de Bruninho, seu filho com a modelo Eliza Samúdio. Segundo o advogado Rui Pimenta, o tabelião ainda não teve tempo de ir à Penitenciária Nelson Hungria, em Minas Gerais, onde o jogador está preso, com a papelada para o goleiro assinar.
- Isso acontece porque é um cartório muito movimentado, com muita documentação acumulada. Mas a assinatura deve ser feita ainda esta semana - disse Rui.
O advogado contou ainda aguardar que a data para o julgamento do habeas corpus - solicitado para o mandado de prisão pelo desaparecimento de Eliza Samúdio no Supremo Tribunal Federal (STF) - seja marcada. Ele acredita que isso deve acontecer logo:
- Não há razão para o Bruno permanecer preso. Logo, logo ele sairá da prisão e dará as entrevistas que todos vocês, da imprensa, tanto pedem.
Extra Online
Investigação da BBC desvenda sacrifício ritual de crianças em Uganda
Uma investigação da BBC revelou que rituais envolvendo o sacrifício de crianças em Uganda são muito mais frequentes do que se imaginava e, segundo autoridades do país, estariam aumentando.
Um curandeiro levou a equipe de jornalistas ao seu altar secreto e disse que tinha clientes que regularmente capturavam crianças e traziam seu sangue e órgãos para serem oferecidos aos espíritos.
Também falando à BBC, um ex-curandeiro que hoje faz campanha para o fim dos sacrifícios confessou, pela primeira vez, que matou 70 crianças, incluindo o próprio filho.
O governo de Uganda disse que a prática de sacrifícios humanos está aumentando no país.
Segundo o chefe da Força-Tarefa Contra o Tráfico e Sacrifício de Humanos, Moses Binoga, os crimes estão diretamente vinculados a um maior desenvolvimento e prosperidade e a uma crença cada vez maior de que a feitiçaria pode ajudar a pessoa a enriquecer rápido.
Depoimento
Segundo um curandeiro envolvido na prática, os clientes vão até ele em busca de dinheiro.
"Eles capturam filhos de outras pessoas e depois trazem sangue e órgãos direto para cá para oferecer aos espíritos", disse o homem à BBC.
"Eles trazem (as oferendas) em latas pequenas e as colocam sob a árvore de onde vêm as vozes dos espíritos".
Quando indagado com que frequência o sangue e os órgãos eram trazidos, o feiticeiro respondeu: "Em média três vezes por semana".
No altar, a reportagem da BBC viu um jarro com sangue e o que parecia ser um fígado de tamanho grande. Não foi possível determinar se se tratava ou não de material humano.
Durante as investigações, o altar deste curandeiro, situado na região norte de Uganda, foi queimado por militantes que fazem campanha contra os sacrifícios humanos.
O homem negou estar envlvido em ou ter incitado assassinatos, dizendo que os espíritos falam diretamente aos clientes.
Ele disse que recebe cerca de US$ 260 por consulta mas acrescentou que a maioria do dinheiro vai para seu "chefe".
O diretor da organização criada para combater os sacrifícios humanos, comissário-assistente Moses Binoga, da polícia de Uganda, disse conhecer o chefe mencionado pelo curandeiro.
Segundo o comissário, o homem estaria envolvido em cinco ou seis cartéis de proteção a curandeiros operando no país.
Binoga disse que em 2009 a polícia abriu 26 inquéritos sobre assassinatos onde havia sinais de sacrifícios rituais, em comparação com apenas três casos desse tipo em 2007.
"Também temos cerca de 120 crianças e adultos desaparecidos cujo destino ainda não foi estabelecido. Não podemos excluir a possibilidade de que tenhamr sido vítimas dos rituais de feitiçaria".
Entidades de campanha pela proteção de crianças dizem, no entanto, que o número é muito maior, já que alguns desaparecimentos não são comunicados à polícia.
Militância
O ex-curandeiro e hoje militante pelo fim dos sacrifícios humanos Polino Angela disse que conseguiu persuadir 2.500 pessoas a abandonar a prática desde que ele próprio deixou a atividade, em 1990.
Angela disse que foi iniciado em uma cerimônia no país vizinho Quênia. Na ocasião, um menino de 13 anos foi sacrificado.
"A criança foi cortada no pescoço com uma faca, depois, todo o comprimento, desde o pescoço até embaixo, foi aberto e a parte aberta foi colocada sobre mim", disse o ex-curandeiro.
Ao retornar a Uganda, o feiticeiro foi ordenado a matar seu próprio filho.
"Enganei minha esposa, me certifiquei de que todos tinham saído e de que estava à sós com meu filho. Uma vez que ele estava de bruços no chão, usei uma faca grande como uma guilhotina".
Hoje, Angela acredita estar se redimindo do que fez.
"Estive em todas as igrejas e sou conhecido como um guerreiro na luta para pôr fim à feitiçaria que envolve o sacrifício humano, acho que isso me ‘compensa’ e me exonera", disse Angela.
O ministro da Ética e Integridade do país, James Nsaba Buturo, disse que "punir retrospectivamente causaria problemas… se pudermos persuadir os ugandenses a mudar, acho muito melhor do que voltar ao passado".
Entidades de proteção à criança vêm tentando chamar a atenção para casos recentes de sacrifícios rituais e pedem que novas leis sejam criadas para regulamentar as atividades dos curandeiros.
Sobrevivente
Em um processo contra um suposto feiticeiro que deve ser julgado neste ano em Uganda, a polícia contará com o depoimento de um menino que sobreviveu ao sacrifício.
Mukisa tem três anos de idade e quase morreu após seu pênis ter sido decepado.
Ele sobreviveu graças à ação rápida dos cirurgiões e mais tarde disse à polícia que tinha sido mutilado por um vizinho que, segundo relatos, possui um altar de sacrifícios.
Falando à BBC, a mãe de Mukisa disse: "Toda vez que olho para ele, me pergunto como será seu futuro, um homem sem um pênis, e como ele será visto na comunidade".
Fonte: BBC
Blog Jeferson-Fabiano
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Criança diz que a professora enfiou sua cabeça na privada
Mãe de menina de 5 anos denuncia o suposto crime, que não teria sido o primeiro na creche
Rio - O suposto castigo sofrido por uma menina de 5 anos na Creche Comunitária Cidadão do Futuro, no bairro Porto da Pedra, em São Gonçalo, virou caso de polícia. Os pais registraram queixa na 73ª DP (Neves), acusando a professora da criança de ter enfiado a cabeça da garota dentro de um vaso sanitário, para puni-la por mau comportamento na última quarta-feira.
A mãe da menina, a funcionária pública Renata de Jesus Lima, de 37 anos, contou que no dia 23 notou que a filha — aluna do pré-escolar da creche, administrada por uma ONG — estava muito agitada. “Em casa, ela pedia para tirá-la da escola. Ao perguntar o motivo, falou: ‘A tia disse que eu fiz bagunça e botou minha cara dentro da privada para eu ver bactérias de perto’”.
Acompanhada do marido, Caíque de Oliveira, 33, Renata foi à creche. “A professora disse que minha filha era muito levada e que tinha mesmo que sofrer aquele tipo de castigo. Procurei a polícia na hora”, afirmou Renata. “Encaminhamos o assunto ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. Vamos processar a professora e a direção”, completou Caíque.
Outro possível crime, de abuso sexual, que teria sido praticado por uma professora contra um menino de 4 anos, no dia 7 deste mês, na mesma escola, também foi registrado na delegacia. O garoto teria sofrido lesão no pênis, supostamente puxado pela agressora.
Diretora da instituição nega a acusação
Procurada ontem pelo DIA, a diretora da creche, Luzia Simões, não foi encontrada. Em entrevista à TV Record, porém, negou que a menina tenha sofrido qualquer tipo de castigo e disse que “era tudo mentira” da aluna. “De maneira nenhuma uma professora cometeria essa barbaridade. A mãe esteve aqui e admitiu que a criança tem o hábito de mentir”, argumentou a diretora.
Os pais e algumas testemunhas já prestaram depoimentos. O delegado da 73ª DP, Luiz Antônio Ferreira, disse estar apurando rigorosamente indícios de dois tipos de crimes: de injúria e maus tratos, no caso da menina, e estupro de vulnerável, em relação ao garoto. “São duas acusações gravíssimas em menos de 20 dias. Agora vamos ouvir as professoras supostamente envolvidas e os diretores da creche”, avisou o delegado.
O DIA ONLINE
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Motorista de carro que perdeu roda na ponte será indiciado por homicídio culposo
Acidente provocou a morte de homem que seguia na pista em direção ao Rio. Uma faixa da via está fechada para perícia
RIO - O motorista do carro que soltou a roda, atingindo outro veículo na Ponte Rio-Niterói, na manhã desta segunda-feira, será indiciado por homicídio culposo, informou a Polícia Civil. Jorge Luiz Ferreira Flor, que dirigia o Kadett cinza, ano 1990, seguia para o Rio, às 5h15m, quando a roda traseira esquerda do seu veículo se soltou, atravessou a pista e atingiu o Fiat Uno azul, dirigido por Ricardo Daltro de Castro Filho, de 31 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma faixa da via está interditada para a realização de perícia.
Segundo a polícia, logo após o acidente, Jorge encostou seu veículo e foi em direção ao carro atingido, mas foi impedido por funcionários da Ponte, que já estavam atendendo à vítima. Em depoimento na 17ª DP (São Cristóvão), ele contou que havia feito reparos, trocando várias peças de seu carro, no último dia 24, em uma loja mecânica na localidade de Cabuçu, em Nova Iguaçu. Jorge vai responder em liberdade pelo crime de homicídio culposo. A Polícia Rodoviária Federal informou que os dois veículos estavam com a documentação em dia.
Duas pistas chegaram a ser interditadas e foram liberadas às 6h10m, após a retirada do corpo. O trânsito no sentido Rio ficou congestionado desde os acessos até a Reta do Cais, o que significou aproximadamente 12 quilômetros de trânsito parado - quase toda a extensão da via, que tem 13. Por volta das 10h, havia lentidão desde a descida do Vão Central até a saída para a Rodoviária Novo Rio e para o Elevado da Perimetral.
Mau tempo prejudica o trânsito e fecha aeroporto para pousos
Os motoristas tiveram que redobrar a atenção na via, não só pelo excesso de veículos como também pela visibilidade, que ficou muito ruim na manhã desta segunda-feira. O nevoeiro também prejudicou quem seguia pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá e pelo trecho da BR-040, na Serra. Quem passava pela BR-101 também teve que reduzir a velocidade por causa da neblina.
Por causa do mau tempo, o Aeroporto Santos Dumont está fechado para pousos e opera com auxílio de instrumentos para decolagens. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, as manobras de pousos e decolagens também estão sendo realizadas por auxílio de instrumentos.
Vazamento forma bolsões d’água na Avenida Ayrton Senna
Um grande vazamento formou bolsões d’água na pista central da Avenida Ayrton Senna, sentido Linha Amarela, na altura do Casa Shopping. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, o problema começou por volta das 5h30m. De acordo com a Cedae, o vazamento foi controlado às 8h, mas uma equipe ainda permanece no local efetuando o reparo na tubulação de 15 centímetros que se rompeu.
A concessionária informou que ainda não sabe o motivo do rompimento, que deverá ser conhecido, após avaliação técnica, apenas daqui a 30 dias. O abastecimento na região não foi afetado. Apesar de ter sido controlado o vazamento, a pista central continua molhada e os motoristas devem optar pela lateral.
E por conta de outro vazamento, que ocorreu ontem por volta das 23h, o asfalto na Rua das Laranjeiras cedeu, na altura da Rua General Glicério, sentido Cosme Velho. Uma faixa está interditada para o reparo e o tráfego segue lento.
O Globo
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