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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Combate ao trabalho infantil é lembrado no dia 12 de junho
As estatísticas mostram que, apesar dos esforços, o trabalho infantil ainda faz milhões de vítimas. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho - OIT estima-se que 215 milhões de crianças são afetadas no mundo inteiro. No Brasil são 4,2 milhões.
As atividades laborais a que se submetem ass crianças são as mais variadas. Agricultura, carvoaria e comércio são apenas alguns exemplos. A maioria das meninas, com idade até 16 anos, está envolvida com trabalho doméstico
A situação se torna ainda mais preocupante se forem traçadas algumas linhas de correlação entre o trabalho infantil e suas consequências negativas. É que o trabalho infantil esatá diretamente relacionado a doenças e acidentes, podendo ser encarado como uma grave questão de saúde pública. Pesquisas realizadas pela OIT revelam que a cada minuto uma criança sofre acidente de trabalho, doença ou traumas psicológicos.
O grande índice de doenças e acidentes com crianças deve-se a imaturidade física e mental. A criança, por contar com reduzida visão periférica, baixo desenvolvimento de reflexos, pouca força muscular, além de outras características, está mais sujeita a toda a sorte de danos, por força das condições ambientais de trabalho.
Também é fácil se visualizar a correlação entre trabalho infantil e trabalho escravo, uma vez que tais fenômenos podem fazer parte de um mesmo circulo vicioso. Muitas vezes a criança é introduzida no ambiente de trabalho para realizar trabalho penoso, outras para auxiliar seus pais. Quando alcançam a maturidade não possuem condições de obter trabalho digno e acabam repetindo o destino que foi reservado aos seus pais.
O trabalho infantil impede a formação educacional e profissional. A criança que hoje trabalha, dificilmente escapará do subemprego ou da indigência de amanhã. No RN, situação preocupa.
Dados da OIT revelam que 12,94% das crianças nordestinas encontram-se envolvidas em trabalho em situação ilegal. Este percentual equivale a 49,54% de todo o trabalho infantil detectado no Brasil. O RN ocupa a 8ª pior entre os estados, na faixa etária dos 10 aos 14 anos de idade (27.399) e o 7º na faixa dos 05 a 09 anos (2.936). No nordeste, só fica atrás do Piauí, Ceará e Bahia.
No RN, o trabalho infantil tem incidência nas feiras livres, nos matadouros, na agricultura e pecuária de subsistência e no trabalho doméstico.
A colheita e beneficiamento de castanha também faz uso da mão de obra infantil. Em algumas cidades do RN a atividade de concentra em novembro e fevereiro, meses em que a evasão escolar aumenta significativamente.
A fabricação da farinha de mandioca nas chamadas "casas de farinha" é outro foco de uso da mão de obra de crianças, situação que é de difícil enfrentamento.
Geralmente as casas de farinha são instaladas em locais ermos e circundadas por um verdadeiro cinturão de pobreza. As crianças são levadas pelos próprios pais na esperança de aumentar a renda familiar. Ademais, não havendo creches nestas localidades é comum ver as casas de farinha com a presença de crianças acompanhando seus pais e inseridas na rotina de trabalho.
Segundo a Coordenadora Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador (Foca-RN), Marinalva Cardoso, até 1º de junho de 2012, a equipe do Projeto de Erradicação do Trabalho Infantil realizou 88 ações de fiscalização, afastando cerca de 152 crianças e adolescentes em situação de risco.
Migração do trabalho infantil dificulta fiscalização
Na zona rural, o trabalho infantil ainda se reveste de um forte traço cultural. Tradicionalmente, o trabalho, independente da idade, é considerado, equivocadamente, como parte do processo formador de caráter e responsabilidade.
Por sua vez, nos grandes centros, outra distorção fomenta o trabalho doméstico infantil. O empregador falsamente acredita que ao dar ocupação à criança ou adolescente o estaria ajudando na obtenção de experiência profissional e renda, livrando-o da marginalidade. As estatísticas desmentem esta crença
Constata-se, também, que a maioria das meninas trabalhadoras são mães solteiras ou grávidas. Após a rejeição de suas famílias, muitas se sujeitam a todo o tipo de condição para conseguir sobreviver.
Segundo dados da OIT, desde o ano de 2005, o perfil do trabalho infantil está se modificando. O trabalho rural tem se transferido para os grandes centros. Além do trabalho doméstico, a mendicância, o trabalho na rua e a exploração sexual e para o tráfico de drogas tem arregimentado cada vez mais crianças e adolescentes.
Para o Procurador Regional do Trabalho, Xisto Tiago de Medeiros Neto, essa migração do trabalho infantil apresenta novos desafios à fiscalização uma vez que as crianças e adolescentes são ocultadas nas residências e contam com a condescendência de uma população que é mal informada dos danos que o trabalho causa às crianças.
"Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o combate ao trabalho infantil é uma missão inafastável e urgente do Estado e da sociedade, por determinação constitucional. Assim, além da fiscalização dos órgãos estatais e das políticas públicas a cargo do governo, também é essencial que a sociedade se conscientize e repudie o trabalho infantil e denuncie", pondera o Procurador Regional do Trabalho Xisto Tiago.
Fonte: ASCOM PRT 21ª Região/ Rio Grande do Norte
Tribuna do Norte
Americano é preso por bater com um cinto em enteado que não conseguia agarrar bola
Anthony Sanchez, diretor de uma agência reguladora na Califórnia, nos Estados Unidos, pediu demissão depois que o vizinho publicou na internet um vídeo no qual ele aparece batendo no enteado com um cinto. Sanchez se irritou porque o menino não conseguia segurar a bola de beisebol arremessada por ele.
O vizinho entregou o vídeo para investigações na semana passada. Durante a filmagem, o homem ainda briga com Sanchez, por ele estar batendo na criança.
- Eu também sou pai! - gritou o vizinho, indignado. - Por que você não vem até aqui e me ensina a pegar a bola também? - desafiou.
Sanchez foi preso na sexta-feira, sob suspeita de abuso infantil. Ele deixou o cargo de diretor da agência, para o qual foi eleito. A instituição supervisiona a distribuição de água e eletricidade nas cidades de Imperial e Coachella, na Califórnia.
Extra Online
domingo, 10 de junho de 2012
Governo de São Paulo adota medidas para aprimorar busca de crianças desaparecidas no estado
São Paulo – A exigência de identificação por fotografia digitalizada de crianças e adolescentes que se matricularem ou renovarem a matrícula nas instituições de ensino é uma das medidas previstas e faz parte da campanha do governo paulista, lançada na semana passada, para melhorar o sistema de busca de crianças e adolescentes desaparecidos no estado.
A campanha, que envolve as secretarias de Segurança Pública, Justiça e Defesa da Cidadania; Educação; Saúde, Desenvolvimento Social; e dos Direitos das
Pessoas com Deficiência, também pretende conscientizar a população sobre a importância da comunicação rápida do desaparecimento, sem a necessidade de aguardar o prazo de 24 horas para que a notificação seja feita.
“Muitas vezes, uma dificuldade que ocorre com relação a desaparecimento de crianças e adolescentes é que a família sequer tem uma foto atualizada da criança. Se todo ano isso for um requisito, e as escolas já tiverem uma foto da criança e esta foto estar sempre atualizada no banco de dados da escola, isso vai colaborar com relação às famílias que não têm fotos atualizadas das crianças”, disse Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo e vice-presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O governo paulista também anunciou que vai utilizar a tecnologia de progressão de idade ou de envelhecimento digital, que faz uma simulação de como estas crianças desaparecidas estariam nos dias atuais. É um processo semelhante ao que já vem sendo usado há alguns anos pela Polícia Civil no Paraná.
Apesar de elogiar estas ações, Alves disse ainda considerar as medidas insuficientes. Uma de suas reclamações é que a campanha deixou de lado a divulgação de fotos dos desaparecidos em locais públicos.
“Essa campanha não traz grande novidade. Nossa expectativa é que, além de divulgar o material da campanha não só no âmbito preventivo nas estações de metrô, por exemplo, seria importante também divulgar fotos das crianças que estão realmente desaparecidas atualmente no estado de São Paulo. E isso não está previsto. Gostaríamos que, em todas as edições do Diário Oficial do Estado e também nos próprios transportes públicos, essas fotos fossem divulgadas para poderem colaborar com a busca, localização e identificação de crianças e adolescentes desaparecidos”, ressaltou.
Além disso, Alves citou que a campanha não se preocupou em criar delegacias especializadas nos municípios paulistas para lidar com o problema. “Também gostaríamos que tivesse as delegacias especializadas da criança e do adolescente vinculada em cada delegacia seccional, para que elas pudessem atender adequadamente as famílias das crianças e adolescentes que desaparecem”, disse.
Durante ato em solidariedade às pessoas desaparecidas ocorrido ontem (1º) na Assembleia Legislativa entidades reclamaram da falta de preparo dos agentes públicos e de um sistema interligado de informações para lidar com o problema.
“Precisaríamos realmente ter um cadastro estadual de pessoas desaparecidas, o que ainda não foi lançado. Precisaríamos de um cadastro automático, ou seja, a partir do momento em que se fez o boletim de ocorrência e a família levou a foto da pessoa [desaparecida], isso imediatamente iria para um sistema, um cadastro estadual. Mas isso até agora não foi anunciado e não fez parte desse pacote que foi lançado pelo governo”, alertou.
Em 2010, o governo federal criou um Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, mas ele também não está totalmente integrado com as delegacias de todo o país. “Nem o cadastro nacional ainda tem essa integração. E o governo federal justifica que os estados não encaminham informações para que exista o sistema que integre todos os estados”, completou.
No Brasil, atualmente, cerca de 40 mil crianças e adolescentes desaparecem a cada ano. Desse total, 9 mil são crianças e adolescentes que desaparecem em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 16% dos desaparecimentos são de crianças e adolescentes que apresentam algum tipo de deficiência.
Em caso de desaparecimento, a campanha orienta para que se acione imediatamente o telefone 190. Segundo o governo, é importante descrever todos os detalhes que identifiquem a pessoa desaparecida. Se possível, com fotos recentes ou documentos que possam identificá-la. Não é necessário esperar o prazo de 24 horas para comunicar um desaparecimento. Mais informações podem ser obtidas em http://www.policiacivil.sp.gov.br/programa/.
Fonte: Agência Brasil - 02/06/2012
promenino
Mulher de 87 anos mata homem a tiros no centro de Caxias do Sul

Ele invadiu a residência dela na esquina entre as ruas Do Guia Lopes e Sinimbu
Uma mulher de 87 anos matou um arrombador que invadiu o apartamento dela, na esquina das ruas Do Guia Lopes e Sinimbu, no Centro de Caxias do Sul. O homem levou três tiros e morreu enquanto era socorrido. A invasão aconteceu por volta das 17h deste sábado.
A hipótese da Polícia Civil é de que o arrombador tenha entrado pelos fundos do prédio, após pular do telhado para o poço de luz. A identidade do morto ainda não está confirmada. Supostamente, a intenção dele era furtar objetos da residência.
A mulher entregou um revólver calibre 38 e prestou depoimento à noite no plantão da 2ª Delegacia de Pronto-atendimento (2ª DPPA). Como a princípio o caso se trata de legítima defesa, ela responderá ao inquérito em liberdade. As circunstâncias da morte ainda não estão totalmente esclarecidas.
Segundo familiares da idosa, o homem abriu a janela que dava acesso a uma sala. Naquele momento, a mulher estava sozinha no apartamento e dormia em um dos quartos. O arrombador teria circulado por alguns minutos na moradia. Em seguida, ele entrou no quarto e acordou a idosa. O invasor tentou acalmá-la e deixou o quarto pouco depois.
— Só me pedia para ficar calma. Não entendi o que estava acontecendo — relatou a mulher.
O homem continuou caminhando pelo apartamento. Assustada e sonolenta, a mulher levantou, pegou um revólver no roupeiro e seguiu o arrombador. O homem já havia aberto a porta da sala e tentava destrancar um portão que separa o hall do apartamento das escadas.
A hipótese é de que o homem pretendia fugir com os bens da idosa pela portaria do prédio. Ao perceber a mulher por perto, o arrombador teria tentado atacá-la. A idosa reagiu e atirou contra o peito do invasor. O homem caiu e, mesmo ferido, tentou investir contra ela. A mulher atirou mais duas vezes na perna dele. Apavorada, ela se refugiou na moradia e telefonou para familiares.
A Brigada Militar (BM) foi acionada em seguida. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou reanimar o arrombador, mas ele não resistiu. Peritos encontraram uma faca e um molho de chaves da moradia nas mãos do invasor. Ele não portava documentos.
O revólver era mantido no apartamento como herança de família e estava municiado. Parentes da idosa afirmam que ela nunca havia usado a arma.
Zero Hora
sábado, 9 de junho de 2012
Caso Yoki: Polícia parou carro de mulher com o corpo do executivo
Marcos e Elize se conheceram em um site utilizado por garotas de programa
SÃO PAULO – A Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo chegou a parar o carro de Elize Araújo Matsunaga, de 30 anos, uma Pajero TR4, no dia 20 de maio, mesma data em que a técnica em enfermagem e bacharel em direito se livrou dos sacos plásticos onde colocou as partes do corpo do marido, o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, de 40 anos, morto e esquartejado por ela no dia anterior. Elize seguia de carro para o Paraná, onde nasceu e pretendia jogar os sacos plásticos, mas foi abordada por policiais rodoviários em Capão Bonito, no interior paulista, que receberam a informação de que um “radar inteligente” detectou que o licenciamento do veículo estava vencido. A Pajero, porém, não foi revistada – as malas com os sacos plásticos estavam no porta-malas - e Elize acabou liberada após receber uma multa.
A mulher de Marcos viajou por mais de 200 quilômetros, mas desistiu de ir até o Paraná por conta da filha de um ano, que estava com uma das babás. Elize e Marcos se conheceram em 2004, em um site utilizado por garotas de programa, e começaram a conversas após o executivo demonstrar interesse pelas fotos expostas de Elize. Eles estavam casados há dois anos.
A polícia considera o caso praticamente encerrado. O delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que o inquérito deve ser concluído nos próximos dias. Elize foi presa na segunda-feira. Na quarta-feira, a Justiça prorrogou o pedido de prisão temporária de 5 dias para mais 15 dias, tempo considerado “suficiente” para a polícia concluir a investigação. Elize deve ficar no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Itapevi, na Grande São Paulo, até o término do prazo. A polícia vai pedir a prisão preventiva dela. Com isso, ela deverá ficar presa até o julgamento.
- O caso está praticamente fechado. Ficam faltando somente alguns laudos da perícia, que devem ser enviados nesta semana próxima. Temos 15 dias ainda, baseado na prorrogação da prisão temporária dela decretada pela Justiça, para trabalhar nesse inquérito. Não há necessidade de uma nova reconstituição, aquela já feita (de quarta para quinta-feira) foi bastante esclarecedora. Também não devem ser realizadas novas perícias no apartamento do casal – disse Carrasco, ontem.
A arma do crime, uma pistola calibre 380, já foi apreendida e periciada. Faltam ainda serem encontradas a faca utilizada no esquartejamento e as três malas de viagem com rodinhas onde foram dispostos os sacos plásticos com partes do corpo do empresário. À polícia, Elize diz ter deixado as malas dentro de uma caçamba de lixo, na Zona Oeste da capital paulista. Disse também ter descartado a faca e a CPU de um computador nas lixeiras de dois shoppings distintos da capital paulista. Desse computador ela teria enviado uma mensagem à família de Marcos após o crime, através do e-mail dele, dizendo que o empresário ‘estava bem’. Aos familiares do marido, Elize contou que o casal teve uma discussão, e Marcos saiu de casa. O irmão do empresário registrou boletim de ocorrência no dia 22, três dias após o crime, na delegacia antissequestro (a família suspeitou desse tipo de crime), no Palácio da Polícia, centro de São Paulo.
- As malas são de boa qualidade. Quem as achou deve ter pego. É provável que nós não as encontremos – disse o delegado Carrasco.
O Globo
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sexta-feira, 8 de junho de 2012
Chinesa de seis anos tem corpo coberto por pele preta e não consegue fazer amigos
A menina Liu Jiangli, de seis anos, nasceu com um revestimento de pele preta e grossa em seu rosto e por mais de 60% do corpo. A mãe de Liu a abandonou quando a menina tinha apenas dois anos de idade. Pouco depois, seu pai a deixou na creche e nunca mais voltou. A escola colocou anúncios no jornal, buscando parentes de Liu. Foi apenas seis meses após o primeiro anúncio que a avó de uma das primas de Liu apareceu para buscar a menina.
Desde então, Liu Mingying tem tomado conta da menina, mas se preocupa que ela sempre será discriminada por sua aparência. A pequena Liu não consegue fazer amigos e outras crianças se assustam ou implicam com ela. Não existe uma explicação oficial para a condição de Liu, apesar de ser parecida com a hipertricose universalis, que deixa a pessoa coberta de pelos por todo o corpo.
Os textos e fotos são do jornal inglês The Sun
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Babá acusada de torturar menino com deficiência física e mental é presa
Crime foi em 2005; criança acabou morrendo no ano seguinte
Policiais da Delegacia de Imbariê (62ª DP), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, prenderam na última quarta-feira (6) a babá Sílvia dos Santos acusada de torturar Pedro Pinheiro Fabbri, 7 anos, que sofria de deficiência física e mental.
Ela foi flagrada em Curitiba, capital do Estado do Paraná, por dois agentes da delegacia da baixada.
O crime foi praticado em 2005 e a criança acabou morrendo com uma lesão no pâncreas, em 2006.
Em 2008, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Sílvia a cinco anos e sete meses de prisão por torturar Pedro.
A criança era portadora de uma doença chamada displasia cortical não lisencefálica, que não permitia que ela falasse e andasse.
As agressões foram flagradas por uma câmera de vídeo instalada pelos pais da criança na casa da família, na Tijuca, zona norte do Rio.
A gravação de oito horas mostra imagens da babá batendo no menino com violência, enfiando um pano em sua boca e fazendo o menino engolir o próprio vômito.
R7
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Casal obriga filhos a viver em casa repleta de lixo na Inglaterra
Um casal da cidade de Hartlepool, na Inglaterra, foi condenado após obrigar suas crianças a viver em meio ao lixo. Móveis quebrados, roupas, restos de comida se espalhavam por toda a casa, e as crianças eram obrigadas a dormir juntas em uma cama, porque a outra estava quebrada e coberta por materiais inutilizados.
Policiais chegaram até a casa após serem contactados pela escola. Lá, descobriram o estado deplorável em que as crianças eram obrigadas a viver. Além da sujeira e da bagunça, a casa ainda oferecia riscos, por conter materiais como espelhos quebrados pelo chão e nas escadas, conforme afirmou o promotor Guy Prest:
- Havia cacos de espelho espalhados pela escada, resultado de uma briga entre os pais, que não havia sido retirado. A mãe afirmou que ela não havia limpado o local porque ela não queria ser incomodada por nada.
Os pais, que não tiveram seus nomes divulgados por questões legais, admitiram negligência no tribunal e foram condenados a um ajuste de conduta sobre supervisão das autoridades, além de terem que pagar cerca de R$ 550 pelos custos do processo. Qualquer deslize pode acarretar penas mais severas. A mãe alegou que sofre de depressão e é viciada em jogo. Ela se recusava a cozinhar e a família vivia basicamente de comida entregue por restaurantes.
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Filha de casal dormia em quarto durante morte de executivo, diz polícia
Elize Matsunaga confessou ter matado e esquartejado diretor da Yoki.
Advogado diz que babá estava no imóvel na manhã do esquartejamento.
A filha do casal Matsunaga, de 1 ano, estava no apartamento na noite em que ocorreu a morte do diretor-executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, em 19 de maio, de acordo com a Polícia Civil. A criança estava dormindo em um dos quartos quando o executivo levou um tiro na cabeça após discutir com sua mulher, a bacharel em direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, segundo confissão dela à polícia. Peritos realizaram uma reconstitução do crime na noite desta quarta-feira (6).
A babá havia sido dispensada por Elize horas antes do crime. "A nova babá chegou às 5h e não percebeu nada", afirmou nesta quinta-feira (7) o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco. Em nenhum momento os vizinhos foram procurados pela bacharel em direito, afirma Carrasco.
A criança acordou por volta das 6h30, segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio D'Urso. Neste horário, a nova babá já havia chegado e estava no quarto para cuidar da menina. "No momento em que houve o disparo, estavam os três no apartamento”, disse D’Urso, referindo-se ao casal e à filha.
“Depois que chegou essa babá, na manhã do dia seguinte, é que a Elize foi para o quarto onde estava Marcos [diretor da Yoki]. Foi aí que, até segundo a própria confissão, ela começou o esquartejamento”, disse D'Urso.
A criança ficou com a babá no apartamento durante as 12 horas em que Elize esteve fora do prédio, no dia 20 de maio, afirma o advogado. A bacharel, que também é técnica em enfermagem, saiu levando três malas contendo as partes do corpo do diretor-executivo.
A polícia não divulgou se já colheu o depoimento das duas babás - a que foi dispensada no dia 19 de maio e a que chegou na manhã do dia 20. Nesta quinta-feira (7), ainda de acordo com o advogado D'Urso, a filha do casal estava no apartamento onde ocorreu o crime, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. “Como já houve a perícia, o apartamento foi liberado”, disse. A criança estava no local sob os cuidados de uma tia materna e passava bem.
O advogado afirmou que os familiares de Marcos ainda não pararam para discutir se irão pedir a guarda da criança. Segundo D’Urso, eles estão aguardando o final das investigações policiais para pensar no assunto.
Reconstituição
Após prestar depoimento durante oito horas na sede do DHPP e ter confessado ser autora do homicídio e esquartejamento, Elize foi levada ao edifício onde morava com Marcos e a filha. Ela chegou ao local por volta das 20h55 de quarta-feira (6). Peritos já estavam no apartamento para seguir com o trabalho iniciado na noite de segunda (5), quando utilizaram o luminol, um reagente químico, para procurar manchas de sangue na cozinha, no quarto do casal e na área de serviço. Desta vez, os reagentes foram utilizados nos cômodos apontados por Elize.
Os peritos levaram um boneco para auxiliar na reconstituição do crime, que teve início pouco depois das 21h e terminou às 0h30, de acordo com o delegado do DHPP, Mauro Dias. Aos peritos, Elize indicou o local onde alvejou o marido, por onde o arrastou e onde realizou o esquartejamento. Em todos os pontos indicados, os peritos encontraram vestígios de sangue humano, segundo o perito criminal Ricardo da Silva Salada.
"Todos os locais estavam coerentes com os vestígios encontrados. Ela atirou nele na sala e depois o arrastou até um quarto de hóspede, uma distância de 15 metros. O luminol indicou por onde ela foi arrastado e depois onde o esquartejou, no banheiro da empregada. A versão dela foi comprovada com reagentes. Um destes reagentes comprovou que se trata de sangue humano. Agora o exame de DNA deverá comprovar que é o sangue do Marcos. Com a simulação, temos a comprovação de toda a dinâmica do crime", disse Salada.
Segundo o perito criminal, a arma utilizada no crime, uma pistola .380, estava em uma gaveta na sala onde ocorreu o homicídio. Elize teria se emocionado em alguns momentos da reconstituição. "Mas creio que muito mais por preocupação do que vai ocorrer com a filha. Em termos de arrependimento, não me pareceu", disse. Pouco antes da 1h da madrugada de quinta, Elize saiu em um carro da Polícia Civil e foi levada para a delegacia de Itapevi, na Grande São Paulo.
O delegado do DHPP Mauro Dias acompanhou a reconstituição e a conclusão do trabalho da perícia, finalizado totalmente às 2h30, no apartamento. "Ela apontou e detalhou tudo sobre o que ocorreu no dia dos fatos. Inclusive, carregou malas com pesos aproximados com os dias do crime. Agora vamos em busca de provas que confirmem ou não a versão dela", disse Dias.
A polícia retirou do apartamento 30 armas, entre elas pistolas, fuzis e até submetralhadora, que faziam parte da coleção do diretor-executivo da Yoki, por uma medida de segurança. "É para a tranquilidade dos moradores. As armas vão ser guardadas no cofre do DHPP e consultaremos o Exército sobre qual o procedimento a ser tomado. As armas são todas regularizadas e autorizadas para uso de colecionador", afirmou Dias.
Imagens divulgadas
Polícia Civil divulgou na noite desta quarta as imagens das câmeras de segurança de um prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, que mostram o que aconteceu antes e após a morte do diretor-executivo da Yoki.
As imagens do edifício onde o casal morava mostram Marcos entrando no prédio no dia 19, mas não registram sua saída. No dia seguinte, a gravação mostra Elize saindo do elevador, levando três malas com rodinhas. E mostra também a volta dela, 12 hora depois, sem as malas (confira a cronologia na arte ao lado).
Traição
Durante o interrogatório nesta quarta, que durou cerca de oito horas, Elize disse à polícia que matou o marido com um tiro na cabeça após discutir com ele por causa de uma suposta traição, segundo Carrasco, diretor do DHPP. A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo executivo e que, por isso, atirou.
"Não houve premeditação, houve uma briga”, disse o diretor do DHPP. Questionado sobre o fato de nenhum vizinho ter ouvido o som do disparo, Carrasco respondeu que o apartamento, além de ter uma área grande (é um triplex), tem janelas antirruído.
A Justiça concedeu a prorrogação da prisão de Elize por mais 15 dias. A mulher contou em depoimento que, após atirar no executivo, arrastou o corpo até um quarto, onde usou uma faca de 30 centímetros para esquartejá-lo. “Por ser conhecedora de anatomia humana, por ter feito um curso de enfermagem, ela pegou uma faca e cortou nas juntas, nas cartilagens”, disse Carrasco.
A ausência de sangue, segundo o delegado, deveu-se ao tempo passado entre a morte e o desmembramento. “Ele já estava com rigidez cadavérica. O sangue estava coagulado.” Segundo relato dela à polícia, as partes foram colocadas em três malas e espalhadas em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo.
A pistola usada no crime vai ser periciada e já está com os policiais. Segundo Carrasco, a mulher contou que a arma foi um presente do marido. Ambos praticavam tiro e o empresário tinha uma coleção de armamentos. O delegado acrescentou que Matsunaga, assustado com as notícias de arrastões em condomínios, deixava por precaução armas espalhadas pelo apartamento e que uma delas foi a que o matou.
Em depoimento, Elize disse ter feito tudo sozinha. Para Carrasco, sua versão é convincente. “Não tenho dúvida da autoria nem da materialidade. Acredito que ela agiu sozinha." A babá da filha do casal que havia sido dispensada também deve depor.
Desde o dia em que foi presa, o G1 tenta contato com o advogado de Elize.
Detetive particular
A polícia tenta identificar o detetive particular que foi contratado por Elize para investigar se o excutivo a traía. Ele é procurado para que seja intimado a prestar depoimento sobre seu trabalho. Policiais informaram à equipe de reportagem do G1 que o profissional seguiu o executivo e comprovou a infidelidade dele. Fotos e relatórios sobre três supostas amantes foram enviadas para a bacharel. No computador da vítima, peritos da Polícia Técnico-Científica identificaram acessos a sites de prostituição.
G1
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
Criança acorda durante o próprio velório no Pará
Caso está sendo investigado pela Polícia Civil; menino morreu após o episódio
A Polícia Civil investiga o caso de um menino de dois anos que acordou durante o próprio velório em Icoaraci, distrito de Belém (PA). O garoto foi dado como morto pelo Hospital Abelardo Santos. A causa da morte foi insuficiência respiratória, broncopneumonia e desidratação.
Durante o velório, na madrugada do sábado (2), o pai disse que a criança acordou e falou que queria água. Antes disso, parentes do garoto chegaram a comentar que parecia que ele ainda respirava.
A família levou o menino até uma unidade de saúde próxima ao local do velório, mas a criança já teria chegado à unidade morta. De acordo com o pai, Antônio Santos, o médico fez uma nova avaliação e garantiu que realmente o menino estava morto.
Ele foi enterrado no fim da tarde do sábado. A família tentou adiar o sepultamento para ver se ele levantava novamente. O pai conta que o menino estava com pneumonia e teria tido uma parada cardiorrespiratória durante a noite, quando já estava no hospital. O atestado de óbito mostra que ele faleceu às 19h40. O hospital ainda ajudou no funeral da criança, já porque a família não tinha condições de pagar pelos custos do enterro.
A Secretaria Estadual de Saúde disse que a criança chegou em estado grave ao hospital e foram feitos todos os procedimentos de reanimação, porém ele não resistiu. A secretaria confirma as informações prestadas na declaração de óbito.
R7
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