segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Colar de Âmbar



Colar de Âmbar - Como funciona?


Entrevista com Tamara Hiller sobre o Colar de Âmbar para aliviar as síntomas da primeira dentição do bebê

Perguntas feitas pela Folha de SP: Ha evidências que o colar de ãmbar funciona para aliviar as sintomas da dentição do bebe? Quais são as regras de uso? Tem especialistas que citam o risco de sufocamento, é verdade isso?

Tamara Hiller : Conheci o colar de âmbar durante o meu trabalho como parteira e educadora perinatal na Alemanha faz 15 anos. Foram as proprias mães que me comentaram dos beneficios e queriam saber onde comprar. Na Europa o uso do colar de âmbar em bebes é uma tradição muito velha, meus vovos já tinham um quando eles eram bebes. Ele não é um remedio novo e moderno, porem só agora que chega ao Brasil. A sua eficacia para aliviar as sintomas da dentição do bebe, como inchaço das gengivas, dor e febre é comprovado pelos milhares de bebes que já usaram. A substancia ativa, o acido succínico, se absorve em minusculas quantidades atraves da pele. Essa substância, e a sua influência benefica sobre o sistema imunologico humano já foi estudado e comprovado em estudos cientificas. As pedras de âmbar são leves e mornos ao toque, ficams muitos lindas na pele do bebe. Depois, como mãe virei fá tambem, minha filha usa o seu colar até hoje, e eu tenho um para mim também. Mesmo vendo ele só como joia fascinante e natural, já teria toda justificação para usar.

No meu trabalho com as novas mães, o que vejo como o principal beneficio, é uma nova atitude em relação a primeira dentição do bebe. Pois os primeros dentes marcam uma nova fase no desenvolvimento e deve correr com mais naturalidade possivel. Quando interferimos com farmaceuticos contra febre e dor, com o nosso panico materno e frequentes vistas ao pediatra, não reconhecemos e apoiamos o profundo processo fisiologico e emocional do bebe. Nos distraimos do que realmente importa, querendo só remediar as sintomas. A febre que acompanha a dentição, muitas vezes a primeira na vida do bebe, tem uma importancia muito grande para o desenvolvimento futuro de saúde e sistema imunologico do bebe e do adulto que vai crescer. Febre e dor são processos que querem ser acompanhados, acolhidos pela mãe, não sufocadas e interrompidas. A Homeopatia já sabe e ensina sobre estos processos. Alem da gente repassar nossa cultura moderna e perigosa de correr pelo uso de remedios, frente a qualquer desconforto e dor, isso pode até levar a um abuso de substancias na vida adulta.

Os proprios bebês nos dão as dicas do que precisam neste momento. Eles pedem mais colo e querem mamar mais, querem ficar recolhidos com mãe e pai. E as mães ficam espantadas, meu filho só quer mamar, ele só quer colo, ele acorda varias vezes por noite . Mas isso são processos naturais e saudaveis. A energia gasta em correr para comprar analgesicos, para correr ao pediatra, nas esperas na sala de emergencia da policlinica com um bebê com febre pode ser muito melhor gasto em deitar na cama junto a mamãe e dar de mamar. O bebê precisa ser reconfortado, e quando estamos com ele, e atendemos essa necessidade vemos como a situação se alivia. O colar de âmbar pode ajudar nestes processos suteis, de não interferir e apagar dor e febre, mas de apoiar o sistema imunologico do bebe a se curar ele mesmo, de uma maneira natural e sem efeitos colaterais. A tradição do colar nos lembra que a cura não vem dos expertas e drogas, ele deve vir de dentro do bebê, apoiado pelo nosso instinto ancestral como mães. Vejo que as mães que compram e usam o colar sabem disso. Se sentem lembradas da confiança interna de poder transitar por essa fase sem o uso de farmaceuticos, sem ter medo.

O colar deve ser usado em contato com a pele do bebê, por dentro da roupa ou pijama. As pedras se aquecem em contato com a pele e liberam quantidades minisculas de acido succinico dentro do corpo. O âmbar é uma resina fossil, do mar baltico. O bebe não consegue abrir o colar sozinho, na verdade, ele esquece que esta usando, não sente o colar, pois as pedras são leves, redondas e mornas. Para maior segurança, as pedras do colar são atadas com nós separados, caso o colar quebra, solta só uma pedra, e não todas. As pedras não apresentam risco quando foram engolidas sem querer, eles são atoxicas e pequenas demais para engasgar. O colar é curto, o que tambem diminui as chances do bebe se enganchar accidentalmente. Na Europa foi desenvolido um colar com um fecho de segurança, o qual vendemos exclusivamente no Brasil na Loja do Baby Sling , para excluir o risco de sufocamento. Quando força foi aplicada o fecho abre sozinho. Mesmo assim, se recomenda de não deixar o bebe sem supervisão de um adulto. E de não usar o colar em crianças já maiores, mais ativas, que já escalam arvores etc., e teriam mais chances de accidentes não previstos. O uso do colar em bebes entre 3 meses e dois anos é seguro.

Para saber se o âmbar do colar é verdadeiro, do mar baltico, e não uma imitação, podem se fazer as seguintes testes . Nos fizemos os testes com o colar que vendemos e damos garantia sobre a autenticidade do ãmbar.
No forum do site www.slingando.com mães e pais podem tirar dúvidas sobre o colar de ãmbar e trocar experiencias.

Pediatras e especialistas que falam do risco de sufocamento do colar, tem razão de que não pode se usar qualquer colar num bebe ou criança. O colar de ãmbar, que segue as normas europeias de segurança é feito especialmente para uso em bebes, e por isso ele é seguro. Ainda mais com o novo fecho de segurança que abre sozinho caso se enganche, não apresenta risco.

fonte: Tamara Hiller, www.slingando.com

domingo, 9 de outubro de 2016

Bebé retirado a mãe portuguesa pelos serviços sociais ingleses

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/lisa-monis/bebe-retirado-a-mae-portuguesa-pelos-servicos-sociais-ingleses?utm_campaign=ed-tvi24&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=-post

Decisão foi tomada esta sexta-feira à tarde. A TVI teve acesso a um vídeo em que Lisa Monis se despede do filho de oito meses


Imagens exclusivas recolhidas esta sexta-feira à tarde, em Inglaterra, mostram o momento em que uma mãe portuguesa de 27 anos se despede do bebé de oito meses, para o entregar aos serviços sociais ingleses.

No vídeo a que a TVI teve acesso, Lisa Monis despede-se do filho de oito meses. “Amanhã vão levar-te para longe de mim. A mãe só vai poder ver-te uma vez por mês”, diz Lisa, enquanto abraça o filho.

Um momento dramático para esta mãe portuguesa que foi obrigada a entregar o filho aos serviços sociais ingleses. A decisão foi tomada esta sexta-feira. Lisa foi apenas avisada poucos minutos antes de ter que entregar o filho. Lisa só poderá agora ver o filho uma vez por mês durante o próximo ano, sob vigilância dos serviços sociais ingleses.

Este é apenas um dos casos chocantes que vamos mostrar numa investigação TVI, este sábado e domingo no Jornal das 8. São crianças portuguesas, filhos e filhas de mães portuguesas que emigraram para o Reino Unido e ficaram sem os seus bebés, retirados abruptamente pelos serviços sociais ingleses. Na maior parte dos casos, sem que houvesse prova de maus tratos ou negligência. É um negócio de milhões que envolve agências privadas de adoções.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

VOCÊ ACORDA TODAS AS NOITES NO MESMO HORÁRIO? AQUI ESTÁ O SIGNIFICADO!

Luiza Fletcher

Existem sistemas e relógios internos inerentes aos seres humanos, que ajudam a governar nossas funções corporais. O nosso bem-estar espiritual e saúde física estão diretamente ligados.

Métodos medicinais tradicionais chineses prestam muita atenção para os padrões de colocação de energia e movimento para diferentes áreas do corpo em momentos diferentes. Dentro de seu ciclo de 24 horas, o seu corpo dedica energias diferentes para diferentes órgãos.

Se você vem acordando no mesmo horário de forma consistente, isso poderia significar que a alguma energia sua está sendo bloqueado ou mal direcionada. Isto perturba o equilíbrio natural. Seus órgãos precisam de energia para curar e operar.

Aqui está uma lista de horários e os órgãos aos quais estão associados. Muitos destes bloqueios devem ser visto fisicamente e emocionalmente. Você deve rever o que e quando tem comido, pois a alimentação pode ser razão para os seus sintomas.

21:00 às 23:00h
Este é o horário em que a maioria das pessoas tenta adormecer. Este é o tempo que o nosso sistema endócrino reequilibra e enzimas são reabastecidas. O sistema endócrino controla hormônios e metabolismo. Se tiver dificuldade em adormecer, neste horário, você pode estar preso em um modo de fuga ou luta.

Você ainda está mentalmente preso nos acontecimentos do dia ou já se prepara para os desafios de amanhã. Repita mantras positivos, e libere o que te causa tensão. Se você está comendo mal ou muito tarde, também pode criar bloqueios.

23:00 às 01:00h
Se você acordar muitas vezes neste horário, pode ser devido a ressentimentos que você carrega. Este é o tempo do ciclo de 24 horas em que a energia yin é transformada em yang. A energia Yang é altamente ativa, seu corpo deve armazenar esta energia para o dia seguinte. Reforce o amor próprio, fazendo o seu melhor para manter a calma e conservar energia.

01:00 às 03:00h
Este é um momento crucial para o processo de desintoxicação e renovação do corpo. Seu fígado está destruindo e liberando toxinas, enquanto produz sangue fresco.

Acordar neste horário é normalmente indicativo de raiva, frustração e formações negativas. Se você não está tratando essas toxinas espirituais, então o seu “fígado” espiritual está tentando chamar a atenção para estes problemas.

03:00 às 05:00h
Este é o horário em que seus pulmões estão em reparação e inundando seu corpo com oxigênio. Certifique-se de estar quente o suficiente para ajudar a facilitar as funções corporais. Se você acordar nesse horário, tente exercícios de respiração.

Problemas com os pulmões estão frequentemente relacionados a dor e tristeza.

05:00 às 07:00
Quaisquer toxinas liberadas e discriminadas no início da noite estão sendo removidas do sistema.

O intestino grosso é ativo durante este tempo. Ter uma dieta pobre ou comer muito tarde pode levar a problemas que irão acordá-lo neste momento.

Fonte: O Segredo

sábado, 1 de outubro de 2016

Ela Confia A Filha Ao Pai. 1 Hora Depois Seu Bebê Está Em Coma. O Motivo É Apavorante!

Cheyenne Rae Owensby é uma criança feliz, cheia de vida que chegou ao mundo em perfeita saúde. A menininha é a razão de viver de sua mãe, que não consegue imaginar a vida sem ela. Porém, tudo muda um dia quando Cheyenne vai visitar o pai.

Os pais de Cheyenne são separados e compartilham a guarda da filha. A cada 2 semanas, ela passa o fim de semana na casa do pai. Mas em um fim de semana como outro qualquer, um incidente terrível vira a vida de mãe e filha de cabeça para baixo. Apenas 1 hora depois de deixar a filha com o pai, a mãe de Cheyenne recebe um telefonema que ela jamais esquecerá.

Na época, Cheyenne tinha acabado de completar 8 meses. E como todos os bebês da sua idade, ela chora bastante. Quando ele não consegue acalmá-la, o pai de Cheyenne a pega no colo e a sacode, na esperança de que ela pare. Só que ele a sacode tão forte que seu pequeno crânio é fraturado e a pequena Cheyenne tem uma hemorragia cerebral.

Cheyenne é rapidamente transportada por helicóptero até o hospital mais próximo. A equipe médica então informa sua mãe, Amy, que ela não está respirando.

Desesperada, Amy chega ao local e tem um novo e terrível choque: sua filhinha poderá ficar em coma o resto de sua vida. “Eu comecei a chorar, a tremer de puro pânico e não conseguia parar de vomitar”, diz ela. “Eu rezei, pedi a Deus que a salvasse ou que me levasse no seu lugar. Quando vi Cheyenne na cama do hospital, ela estava coberta de ataduras, picada por várias agulhas e suas pernas estavam escuras por causa de uma trombose. A polícia me ligou mais tarde e disse que James, o pai de Cheyenne, tinha confessado que a sacudira”.

“O homem que eu amei, meu primeiro amor, meu colega de classe, um homem que eu havia conhecido toda a vida e com quem havia dividido 10 anos da minha vida, tinha feito isso com a NOSSA filhinha. Minha vida desmoronou” explicou.

O pai de Cheyenne admite o que fez. Ele diz que simplesmente “perdeu o controle”. James acabou sendo condenado a 20 anos de prisão. Mas enquanto ele é preso, Amy luta com unhas e dentes pela vida de sua filha. Seu quadro é tão grave que os médicos não têm muita esperança. Em sua opinião, na pior das hipóteses, Cheyenne não vai sobreviver, na melhor, vai viver o resto da vida em coma.

Então um milagre acontece. Apesar de ter tido metade do cérebro removido, Cheyenne recupera a consciência. Ela consegue articular sons e se mexer, mas o lado direito do seu pequeno corpo permanece paralisado. Mesmo assim, e apesar da deficiência, esta garotinha não perde sua alegria de viver.]

Cheyenne hoje tem 3 anos e vive uma vida feliz, apesar das dificuldades que ainda tem de superar no dia a dia. Mas ninguém que a vê sorrir imagina o que ela passou.

A mãe de Chayenne escreve regularmente no Facebook para informar familiares e amigos do progresso da filha. Hoje, ela faz questão de lembrar a todos: “Cuidado com quem você deixa seus filhos!”. Compartilhe esta história com quem você conhece para evitar que esta história se repita!

Fonte: diariodaweb

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Nasce o primeiro 'filho de três pessoas', graças a novo tratamento


Bebê de 5 meses tem material genético de pai, mãe e doadora. Entenda a técnica

RIO - Um menino de 5 meses é o primeiro bebê nascido a partir de uma técnica de fertilização que usa material genético de três pessoas. A notícia foi detalhada em uma reportagem da revista científica "New Scientist". A criança recém-nascida, identificada apenas como I.H. por questão de privacidade, tem a maior parte de seu DNA herdada de seu pai e sua mãe, mas uma pequena parcela de seu código genético vem de uma doadora.

A grande vantagem da controversa técnica é permitir que pais e mães com uma rara mutação genética tenham bebês saudáveis. Até hoje, essa forma de fertilização só foi aprovada no Reino Unido. Contudo, o primeiro bebê nascido a partir da técnica tem pais jordanianos, que receberam tratamento de uma equipe americana no México. Embriologistas ouvidos pela revista acham que esse nascimento pode acelerar a discussão e a aprovação da técnica em outros países do mundo.

"É revolucionário", disse à "New Scientist" o cientista Dusko Ilic, do King's College London.

Segundo a publicação, a mãe de I.H. carrega genes da síndrome de Leigh, uma doença letal que atinge o sistema nervoso em desenvolvimento. Os genes dessa doença ficam na mitocôndria, organela que fornece energia para a célula. A mitocôndia reúne 37 genes que são passados pelas mães a seus filhos. Estas informações genéticas ficam separadas da maior parte do DNA, localizada no núcleo da célula.

Cerca de 25% da mitocôndria da mãe do bebê têm a mutação problemática que causa a doença. Mesmo sendo saudável, ela teve dois filhos que nasceram com a síndrome de Leigh e morreram. Por isso, a mulher e seu marido buscaram a ajuda de médicos no New Hope Fertility Center (Centro de Fertilidade Nova Esperança), em Nova York.

Técnica evita que filhos herdem distúrbios mitocondriais da mãe - Divulgação/OHSU

Há poucas formas de realizar esse tratamento. O método aprovado no Reino Unido consiste em fertilizar o óvulo da mãe e da doadora com o esperma do pai. Antes que os óvulos fertilizados comecen a se dividir em embriões primários, cada núcleo é removido. Então, o núcleo do óvulo fertilizado da doadora é removido e substituído pelo núcleo do óvulo fertilizado da mãe. A partir daí, desenvolve-se um embrião com muito mais material genético dos pais do que da doadora.

Essa maneira, porém, não era apropriada para a família de jordanianos, uma vez que, por serem muçulmanos, eles se opõem à destruição de embriões. O especialista John Zhang, da clínica em Nova York, então, tomou uma rota diferente. Ele retirou o núcleo de um dós óvulos da mãe e inseriu o material no óvulo de uma doadora, cujo núcleo já tinha sido removido. O óvulo resultante, com o material nuclear de Shaban e o DNA mitocondrial da doadora, foi, então, fertilizado com o esperma do pai.

Foram criados cinco embriões, mas só um deles se desenvolveu corretamente. Este embrião foi implantado no útero de Shaban, e, nove meses depois, no último dia 6 de abril, nasceu o pequeno I.H.. Saudável. O feito será apresentado oficialmente no Congresso Científico da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Fonte: O Globo

ONU DISPONIBILIZA PLANOS DE AULA PARA PROFESSORES TRABALHAREM GÊNERO NA ESCOLA


A discussão sobre educação de gênero nas escola já é uma pauta discutida há algum tempo, porém o entendimento disso ainda é superficial. Não se leva em consideração que todas as nossas relações são pautadas pela maneira como nos enxergamos e enxergamos ao outro. Já existe educação de gênero nas escolas, mesmo que silenciosa, e ela não é inclusiva.

A ONU – Organização das Nações Unidas lançou, em parceria com a iniciativa O Valente não é Violento, organizou e publicou um currículo de gênero que pode ser implantado com facilidade nas escolas e mudar essa realidade. O projeto foi financiado pelo União Europeia e revisado pela área de Projetos de Educação da UNESCO.

A ideia é atingir alunos do ensino médio com debates,discussões e materiais que os façam refletir sobre as relações que criam entre si e como todas elas são influenciadas por papéis de gênero e amarras sociais.

As aulas falam sobre (1) Sexo, gênero e poder; (2) Violências e suas interfaces; (3) Estereótipos de gênero e esportes; (4) Estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia; (5) Estereótipos de gênero, carreiras e profissões: diferenças e desigualdades; e (6) Vulnerabilidades e prevenção. Os documentos trazem referências, bibliografia e até indicação de filmes que abordam as questões.

Todas as aulas estão disponíveis para download e os profissionais que quiserem discutir o currículo ou falar sobre sua aplicação podem entrar em contato com a instituição pelo e-mail ovalentenaoeviolento@gmail.com

Fonte: ondda.com

Bola de fogo é vista cruzando o céu da Austrália


Fenômeno foi visto na noite de ontem e assustou os moradores de Queensland.


Os moradores da parte central de Queensland, na Austrália, foram surpreendidos por um clarão no céu acompanhado de um forte tremor de terra na noite da última segunda-feira. “Um impacto proveniente de um meteoro parece a melhor explicação até o momento para o estrondo e o brilho do fenômeno”, afirmou David Parkinson, professor de cosmologia da Universidade de Queensland ao site local The Gladstone Observer.

Meteoros são produzidos por fragmentos de asteroides que, ao entrarem em contato com a atmosfera da Terra, deixam um rastro brilhante no céu – popularmente conhecido como estrela cadente. A incandescência é resultado do atrito do objeto com o ar, e a onda de choque pode eventualmente resultar em leves tremores.

Uma representante do departamento de pesquisas geológicas do governo australiano, Geosciences Australia, confirmou que houve um tremor na região próxima às 20h30 no horário local, e informou que não se tratava de um terremoto.

Moradores da região relataram o ocorrido nas redes sociais, afirmando que viram a bola de fogo cruzar o céu e logo depois sentiram um tremor em suas casas. De acordo com o Observer, a polícia local recebeu diversas ligações de pessoas afirmando terem visto a mesma coisa. Em uma página do Facebook, Jacques Reimers relata que estava na praia de Boyne Island quando viu o clarão no céu. No instante seguinte, ouviu o estrondo e sentiu o impacto em seu carro. “Foi uma experiência incrível”, afirmou.

Fonte: veja.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Psicologia e Comportamento Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI



Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP


Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições. Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu. Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno. Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.


Separação e responsabilidade


Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais. Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento. Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação. E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los. Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ‘não querem incomodar ninguém’, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da ‘falta de tempo’ torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

A irritação por precisar mudar alguns hábitos. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação. Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado. Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e celulares. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais. Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado. Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, a Bíblia, tudo aquilo que possa requerer reflexão. Ou somente uma leve distração. Os idosos leem o de que gostam. Adultos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo just in time – o que não significa exatamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento. Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa. Restam poucos interesses em comum a compartilhar. Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar. Idosos apreciam prosear. Adultos têm necessidade de dizer e de contar. A prosa poética e contemplativa ausentou-se do seu dia a dia. Ela não é útil, não produz resultados palpáveis.


A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz.


Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bemvindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas as gerações em conflito se infringem. Por vezes a estratégia de condutas desviantes dão certo, para os adolescentes conseguirem trazer seus pais para mais perto, enquanto os mais idosos caem doentes, necessitando – objetivamente – de cuidados especiais. Tudo isso, porém, tem um altíssimo custo. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de auto revelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais. Este é o modelo que se pode identificar. Muito mais grave seria não ter modelo. A questão é que as dores são tão mascaradas, profundas e bem alimentadas pelas novas tecnologias, inclusive, que todas as gerações estão envolvidas pelo desejo exacerbado de viver fortes emoções e correr riscos desnecessários, quase que diariamente. Drogas e violência toldam a visão de consequências e sequestram as responsabilidades. Na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio. Mais além, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade. E quando não se é mais nem tão jovem e, ainda não tão idoso que se necessite de cuidados permanentes por parte dos filhos? Temos aí a geração de pais desvalidos: pais órfãos de seus filhos vivos. E estes respondem, de maneira geral, ou com negligência ou, com superproteção. Qualquer das formas caracteriza maus cuidados e violência emocional.

Na vida dos mais velhos alguns dos limites físicos e mentais vão se instalando e vão mudando com a idade. Dos pais e dos filhos. Desobrigados que foram de serem solidários aos seus pais, os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem. Mantêm expectativas irrealistas e não têm pálida ideia do que é ter lutado toda uma vida para se auto afirmar, para depois passar a viver com dependências relativas e dar de frente com a grande dor da exclusão social. A começar pela perda dos postos de trabalho e, a continuar, pela enxurrada de preconceitos que se abatem sobre os idosos, nas sociedades profundamente preconceituosas e fóbicas em relação à morte e à velhice. Somente que, em vez de se flexibilizarem, uns e outros, os filhos tentam modificar seus pais, ensinando-lhes como envelhecer. Chega a ser patético. Então, eles impõem suas verdades pós-modernas e os idosos fingem acatar seus conselhos, que não foram pedidos e nem lhes cabem de fato.

De onde vem a prepotência de filhos adultos e netos adolescentes que se arrogam saber como seus pais e avós devem ser, fazer, sentir e pensar ao envelhecer? É risível o esforço das gerações mais jovens, querendo educa-los, quando o envelhecimento é uma obra social e, mais, profundamente coletiva, da qual os adultos de hoje – que justa, porém indevidamente – cultivam os valores da juventude permanente e, da velhice não fazem a mais pálida ideia. Além do que, também não têm a menor noção de como haverão eles próprios de envelhecer, uma vez que está em curso uma profunda mudança nas formas, estilos e no tempo de se viver até envelhecer naturalmente e, morrer a Boa Morte. Penso ser uma verdadeira utopia propor, neste momento crítico, mudanças definidas na interação entre pais e filhos e entre irmãos. Mudanças definidas e, de nenhuma forma definitivas, porém, um tanto mais humanas, sensíveis e confortáveis. O compartilhar é imperativo. O dialogar poderá interpor-se entre os conflitos geracionais, quem sabe atenuando-os e reafirmando a necessidade de resgatar a simplicidade dos afetos garantidos e das presenças necessárias para a segurança de todos.

Quando a solidão e o desamparo, o abandono emocional, forem reconhecidos como altamente nocivos, pela experiência e pelas autoridades médicas, em redes públicas de saúde e de comunicação, quem sabe ouviremos mais pessoas que pensam desta mesma forma, porém se auto impuseram a lei do silêncio. Por vergonha de se declararem abandonados justamente por aqueles a quem mais se dedicaram até então. É necessário aprender a enfrentar o que constitui perigo, alto risco para a saúde moral e emocional para cada faixa etária. Temos previsão de que, chegados ao ano de 2.035, no Brasil haverá mais pessoas com 55 anos ou mais de idade, do que crianças de até dez anos, em toda a população. E, com certeza, no seio das famílias. Estudos de grande envergadura em relação ao envelhecimento populacional afirmam que a população de 80 anos e mais é a que vai quadruplicar de hoje até o ano de 2.050. O diálogo, portanto, intra e intergeracional deve ensaiar seus passos desde agora. O aumento expressivo de idosos acima dos 80 anos nas políticas públicas ainda não está, nem de longe, sendo contemplado pelas autoridades competentes. As medidas a serem tomadas serão muito duras. Ninguém de nós vai ficar de fora. Como não deve permanecer fora da discussão sobre o envelhecimento populacional mundial e as estratégias para enfrentá-lo.


Fonte: Pazes

sábado, 17 de setembro de 2016

Bélgica aplica pela 1º vez eutanásia em um paciente menor de 18 anos

O médico belga Marc Van Hoey, presidente da associação Direito à morte, fala sobre a prática a jornalistas - Yves Logghe / AP


País europeu é o único que permite morte assistida em pessoas de todas as idades


Bruxelas - Um jovem de 17 anos morreu de forma assistida neste sábado, na Bélgica, na primeira aplicação de uma nova lei adotada pelo país em 2014, que permite a eutanásia em pessoas de todas as idades. A notícia é do jornal “Het Nieuwsblad”, que não divulgou a identidade nem a doença do paciente.

Wim Distelmans, presidente do Comissão Federal de Controle e Avaliação sobre a Eutanásia na Bélgica, disse em um comunicado enviado por e-mail que o primeiro caso foi relatado para a sua comissão por um médico local na semana passada.

A Bélgica legalizou a eutanásia em 2002, e dois anos depois fez uma emenda na lei que permitia a morte assistida por médicos a menores de idade, em casos extremos e e com consentimento explícito dos pacientes e dos pais. É o único país onde isso é permitido a pessoas de todas as idades. Na Holanda, uma lei permite a morte assistida apenas em crianças a partir de 12 anos, mas a aplicação da eutanásia ainda provoca polêmica. Um dos casos mais recentes é o de uma jovem de 20 anos, vítima de depressão e anorexia após sofrer um abuso sexual, que recebeu autorização para se submeter a eutanásia por injeção letal. O fato gerou revolta em países vizinhos.

Entre 2003 e 2013, quase 9 mil pessoas morreram de forma assistida na Bélgica, segundo dados Comissão Federal de Controle e Avaliação sobre a Eutanásia do país.

Fonte: O Globo



sábado, 10 de setembro de 2016

Ainda considerado tabu, suicídio pode ser prevenido com tratamento aos primeiros sintomas

Após receber tratamento, Érica Toledo superou a depressão e nunca mais pensou em suicídio
Crédito: Arquivo Pessoal


Últimos dados do Ministério da Saúde mostram que, a cada 45 minutos, uma pessoa se mata no país. No entanto, estudos da Organização Mundial de Saúde indicam que 90% dos suicídios poderiam ser evitados, se essas pessoas tivessem mais acesso a tratamentos.

Por Athos Moura

Em 2010, durante uma depressão profunda, a professora mineira Érica Toledo, de 39 anos, chegou a planejar o suicídio duas vezes. O casamento dela havia acabado e seu pai foi diagnosticado com Alzheimer. Hoje, Érica consegue falar sobre seus problemas, mas só depois de ter buscado tratamento.

"Foi a primeira vez que eu falei sobre isso. Eu não tinha com quem falar. Suicídio é um tabu na sociedade. Você não tem a menor abertura pra dizer isso, como você vai falar isso com alguém? Foi a primeira vez que falei sobre isso e a pessoa me ouviu sem preconceito. Aquilo foi libertador, foi catártico, sublimei tudo que tinha de negativo das minhas experiências de vida. Era possível seguir adiante. Nunca mais pensei nisso. Claro que tenho momentos de tristeza, mas me libertei de muita coisa", contou a professora.

Falar sobre suicídio é um tabu que precisa ser quebrado. É o que defendem especialistas e pessoas que já cogitaram se matar. O dia dez de setembro é o dia mundial de prevenção ao suicídio e, baseado nele, foi criada a campanha Setembro Amarelo, para alertar para o problema. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o Sistema de Informação de Mortalidade registrou 10.653 mortes por suicídio em 2014. É o mesmo que dizer que, a cada 45 minutos, uma pessoa se matou no país.

Mas esse dado podia ser menor. Um estudo da Organização Mundial de Saúde diz que, por ano, oitocentas mil pessoas se matam no mundo, mas 90% dessas vidas poderiam ser preservadas, caso recebessem tratamento adequado.

Ainda de acordo com a OMS, 36% dessas pessoas possuem problemas relacionados a transtornos afetivos, que são doenças como bipolaridade e depressão; 23% são dependentes químicos; e 10% possuem outros transtornos como ansiedade e esquizofrenia. O restante sofre de outras doenças.

O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, explica que é preciso ficar atento aos sinais de que a pessoa não está bem e ressalta que o tratamento é essencial para prevenir o suicídio.

"A gente acha que o mais importante é fazer a intervenção precoce. Mostrar para essas pessoas que nós temos inúmeros casos de sucesso de bom tratamento que fez a pessoa perder para sempre a ideia de suicídio. Não se tem ideia de suicídio sem se ter uma doença psiquiátrica. Portanto, se a pessoa tem acesso ao tratamento, ela vai perder a ideia de suicídio e vai perder a possibilidade de cometer suicídio", disse o psiquiatra.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio, Robert Paris, é um dos organizadores do Simpósio Internacional de Valorização da Vida, que acontece sempre em setembro, no Brasil, mas atrai pessoas de todo o mundo. Ele explica que o objetivo do encontro é criar redes regionais ou nacionais de prevenção, para auxiliar pessoas que estejam pensando em se matar.

"O que acontece nesse simpósio é uma troca de ideia, uma abertura de horizonte, para que a gente ache os caminhos para a prevenção de suicídio. Cada um dá a sua contribuição. O maior objetivo são formações de redes nacionais ou regionais de ações que possam efetivamente aumentar o apoio de quem procura ou deixar mais informações e lugares disponíveis para que se procure ajuda", alegou Robert.

Para os pesquisadores que participam do simpósio, um exemplo de mobilização da sociedade civil para a prevenção do suicídio é o Centro de Valorização da Vida, que desde 1962 atende pessoas em situação vulnerável. A sede fica em São Paulo, mas há outros 72 espaços de atendimento gratuito espalhados pelo Brasil, com dois mil voluntários.

A empresária Patrícia Fanteza é voluntária no Rio de Janeiro há 16 anos. Segundo ela, muitas pessoas apenas precisam ser ouvidas.

"A gente percebe que em geral as pessoas querem ser ouvidas. Elas querem poder falar de verdade aquilo que estão sentido sem esse medo e receio. Ou então às vezes até mesmo, a gente percebe uma tendência, mesmo que sem querer, das pessoas minimizarem um pouco. E quando elas encontram um espaço neutro, em geral, é como se ela tirasse um peso, como se aliviasse essa pressão", contou a voluntária.

O Centro de Valorização da Vida faz atendimento por telefone e em redes sociais. No âmbito do governo federal, o Ministério da Saúde informou que existem 2.328 Centros de Atendimento Psicossocial pelo país, onde o paciente recebe atendimento próximo da família, assistência médica especializada e cuidado terapêutico.

Fonte: CBN
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