terça-feira, 24 de maio de 2011

O campeão brasileiro de trotes contra a Polícia


A Polícia Militar que trabalha de forma ostensiva e busca a preservação da ordem pública, atua com rondas pelas cidades, abordagens, blitz e ainda com atendimentos de ocorrências via 190. Em média, 70% das ocorrências são via denuncias, mas nem sempre elas são verdadeiras, são os chamados trotes, que além de prover perda de tempo aos policiais e prejuízo ao erário público, pode deixar de salvar vidas ou de se prender perigosos bandidos.
Um trote pode ocupar de 1 a 3 minutos do atendente e se uma viatura for encaminhada a essa ocorrência inexistente, serão perdidos entre 10 e 20 minutos. Esse tempo é precioso para quem realmente está precisando da ajuda policial.
O problema do trote contra a Polícia que também fora tratado no programa televisivo FANTÁSTICO da Rede Globo, em 22//04/2011, mostrou essa situação criminosa em vários estados do nosso país com índices superiores a 30% das ligações ao 190 e destacou o maior passador de trotes do Brasil, o campeão em trotes contra a Polícia, um sergipano.
Tal caso inusitado refere-se ao cidadão Jose Uilson dos Santos, cujo Inquérito Policial estava sob a minha responsabilidade, mas já fora encaminhado à Justiça. Consta da documentação acostada aos autos que o suspeito teria efetuado 206.449 ligações para o 190 da PM, no período aproximado de um ano. É bem verdade que tal número exorbitante, apesar de ser oficial e fornecido pelo CIOSP não é de todo composto de trote, vez que, em boa percentagem, os atendentes aos reconhecerem a voz do criminoso, desligavam o telefone sem lhes dar atenção, mas, contudo tais ligações eram contabilizadas como sendo trotes. Assim, com certeza, esse número pode ser abatido em mais de 60% para ser mais exato, o que não deixa de ser um recorde de trotes efetuado por uma só pessoa em citado tempo.
A sua detenção somente ocorreu no dia em que o suspeito deixou de usar o telefone celular para ligar de um aparelho público e, ao efetuar 22 ligações para o 190 fora rastreado, localizado e preso em flagrante delito pela Polícia Militar, em 03 de março de 2011.
Depois da sua prisão e soltura, ocorridos no mesmo dia, em entendimento e decisão do Delegado plantonista, em virtude de ser o crime tipificado como de menor potencial ofensivo, o suspeito ficou alguns dias sem dar um trote sequer. Entretanto, a partir de 25 de março passado, voltou a delinqüir no mesmo crime, desta feita em menor intensidade, ligando de aparelhos de telefonia celular pré-paga ou de telefones públicos diversos.
O delinquente, quando detido, confessou e confirmou a sua autoria delitiva, inclusive na imprensa, discorrendo que começou a passar trotes para a Polícia a partir de março de 2010, a título de brincadeira e que sentia prazer em ouvir os atendentes do CIOSP sempre o alertar para o problema que TROTE ERA CRIME. Alegou que o seu objetivo principal com os milhares de trotes efetuados era fazer o maior número de ligações possíveis para mostrar aos seus colegas que poderia atingir o recorde de 80.000 telefonemas falsos, recorde esse, que certamente fora atingido e até ultrapassado, levando-se em conta os 40% das 206.449 ligações como sendo efetivamente consideradas trotes, conforme expliquei anteriormente.
Assim, o citado cidadão responde pelo crime capitulado no artigo 340 do Código Penal que trata, especificamente, da comunicação que é falsamente levada ao conhecimento da autoridade que seria competente para apurar o delito ou a contravenção penal se fossem verdadeiros, cuja pena ao seu transgressor é de detenção de 1 a 6 meses, ou multa.
Objetiva o tipo penal, manter o bom andamento da administração da justiça, no sentido de garantir-lhe seja suas diligências desenvolvidas somente no que realmente for necessário, asseverando a eficiência dos trabalhos e mantendo o prestígio relativo aos serviços prestados, não perdendo tempo com investigações ou diligencias inúteis em função de fatos irreais.
É de fácil entendimento que o passador de trotes também praticou o crime continuado capitulado no artigo 71 do Código Penal o que lhe dá um aumento de pena de um sexto a dois terços, vez que, configura-se tal conduta, quando o agente pratica dois ou mais crimes da mesma espécie, mediante ação ou omissão, animado pelas condições de tempo, espaço, circunstâncias, modos de execução, que o estimulam a reiterar a mesma ilicitude, de maneira a constituir todas elas um só conjunto delitivo. No caso em tela o suspeito praticou milhares de crimes da mesma espécie comprovando o entendimento do legislador.

Da lição do esdrúxulo sergipano campeão de trotes que trás, acima de tudo, grave prejuízo para a própria sociedade, resta comprovada, que campanhas educativas e preventivas no sentido de evitar esse crime contra a administração da Justiça, devem ser constantes em todo o Brasil, pois além de tudo, demonstrou o delinquente com sua reprovável ação, não ter consideração alguma com a força pública ou leis do nosso país, mas total desprezo.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) -
archimedes-marques@bol.com.br

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quatro em cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai, diz pesquisa

São Paulo – Uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP) revela que o combate e a prevenção de abusos sexuais a crianças precisam ser feitos, principalmente, dentro de casa. Segundo o estudo, quatro de cada dez crianças vítimas de abuso sexual foram agredidas pelo próprio pai e três, pelo padrasto.

Os resultados foram obtidos após a análise de 205 casos de abusos a crianças ocorridos de 2005 a 2009. As vítimas dessas agressões receberam acompanhamento psicológico no HC e tiveram seu perfil analisado pelo Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do hospital.

Segundo Antonio de Pádua Serafim, psicólogo e coordenador da pesquisa sobre as agressões, em 88% dos casos de abuso infantil, o agressor faz parte do círculo de convivência da criança.

O pai (38% dos casos) é o agressor mais comum, seguido do padrasto (29%). O tio (15%) é o terceiro agressor mais comum, antes de algum primo (6%). Os vizinhos são 9% dos agressores e os desconhecidos são a minoria, representando 3% dos casos.

“É gritante o fato de o pai ser o maior agressor. Ele é justamente quem deveria proteger”, afirmou Serafim, sobre os dados da pesquisa, que ainda serão publicados na Revista de Psiquiatria Clínica da Faculdade de Medicina da USP. “As crianças são vítimas dentro de casa.”

A pesquisa coordenada pelo psicólogo mostra também que 63,4% das vítimas de abuso são meninas. Na maioria dos casos, a criança abusada, independentemente do sexo, tem menos de 10 anos de idade.

Para Serafim, até pela pouca idade das vítimas, o monitoramento das mães é fundamental para prevenção dos abusos. Muitas crianças agredidas não denunciam os agressores.

Elas, porém, dão sinais de abusos em seu comportamento, segundo Serafim. Por isso, as mães devem estar atentas às mudanças de humor das crianças. “Uma mudança brusca é a maior sinalização de abuso”, disse.

Fonte:Agência Brasil, Vinicius Konchinski, Edição: Lílian Beraldo - 18/05/2011


prómenino

Justiça do Paraná autoriza aborto terapêutico


Gestante sofre de doença cardíaca grave

A Justiça do Paraná autorizou a realização de um aborto terapêutico. A gestante tem doença cardíaca grave, o que coloca mãe e filho em risco. A decisão é da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

O Ministério Público precisou intervir, porque um juiz substituto do município de Terra Boa tinha julgado o processo extinto, sem análise do mérito. Para ele, seria desnecessária a autorização judicial para realizar o aborto, porque nesse, caso especificamente, a lei permite.

Mas o promotor do município considerou que “nenhum médico irá realizar o procedimento abortivo sem estar devidamente amparado por uma autorização judicial; ainda que haja norma penal autorizadora nesse sentido, há necessidade premente de se expedir um alvará para tanto e evitar, ao menos, a morte da gestante” – traz a nota oficial. Daí veio o recurso.

Mesmo com a reforma da decisão da primeira instância, o relator da segunda instância, desembargador Campos Marques, considerou “irrepreensível” o entendimento do juiz: "(...) No que diz respeito ao aspecto legal, a decisão do magistrado singular é irrepreensível, pois, de fato, o médico não necessita de autorização para promover o aborto terapêutico, basta que haja um diagnóstico mostrando que 'não há outro meio de salvar a vida da gestante'".

O despacho traz ainda: "No caso, não há dúvida que a sra. (...) está grávida e que, em razão de ser portadora de "cardiomiopatia dilatada grave, com etiologia idiopática", enfrenta uma gestação de alto risco, tanto para o feto como para ela. É perfeitamente a hipótese prevista no artigo 128, inciso I, do Código Penal, pois, dizendo que as condições de saúde da gestante vêm piorando e que tal estado será "progressivo e letal", fica claro que o aborto é a única hipótese de salvar a vida da sra. (...)".


Jornale

Crime do motel: perícia constata que Verônica teria, sim, condições de arrastar sozinha corpo de Fábio do quarto até a garagem


Peritos que participaram no sábado da reconstituição do assassinato de Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, morto no dia 14 de maio num motel em Itaipu, em Niterói, disseram ao “Fantástico”, da TV Globo, que a estudante Verônica Verone de Paiva, de 18, assassina confessa do empresário, teria, sim, força suficiente para arrastar sozinha o corpo da vítima do quarto até a garagem. Para simular o corpo de Fábio, os policiais utilizaram na reconstituição um saco de areia com o mesmo peso do empresário — 90 quilos.

O corpo de Fábio foi localizado por funcionários do estabelecimento, com parte do corpo debaixo da escada que leva a garagem à suíte.

— O gerente do hotel logo que foi avisado encontrou o corpo com as pernas viradas, encostado, com a cabeça arriada, com a mão para baixo e a calça também arriada — contou ao “Fantástico” o advogado do motel, Adelson Vasquez.

Família da vítima com medo
O dia seguinte à reconstituição do assassinato de Fábio foi de medo e revolta para a família da vítima. A advogada Rosimayre Barroso, irmã do empresário, não saiu de casa e teme se tornar alvo de represálias. Segundo ela, um homem que acompanhava a irmã de Verônica teria anotado a placa de seu carro, anteontem, durante a reconstituição.

— Ela ameaçou e cumpriu. É amiga de traficantes. Estou com medo — desabafou Rosimayre, que está à base de remédios.

Marido de Rosimayre, o empresário Carlos Rogério Alves, sente falta do cunhado. Durante a entrevista concedida ao EXTRA, próximo à churrasqueira e à piscina de sua casa, locais frequentados por Fábio, ele revelou que o cunhado era chamado de Mr. Bean, personagem do comediante inglês Rowan Atkinson, por estar sempre sorrindo e contando piadas.

Fábio ia à casa onde Carlos e Rosimary moram com os dois filhos aos domingos, para participar do churrasco da família. O empresário chegava na casa da família por volta das 14h, com os dois filhos, e alegrava o ambiente.

— Ele não era só meu cunhado. Era meu amigo. E deixou dois filhos pequenos. Era uma alegria que a gente não vai ter mais... — disse Carlos.


Extra Online

Filhote de veado em extinção é encontrado em cativeiro



Animal estava há cerca de 30 dias sob os cuidados de uma família na zona rural de Erval Grande, no Norte do Estado

Um filhote de veado-virá (Mazama gouazoubira), que se encontra na lista das espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção, foi encontrado em cativeiro em uma propriedade rural no município de Erval Grande, Norte do Estado. A patrulha do Grupo de Polícia Ambiental (GPA) da Brigada Militar de Nonoai chegou ao local por meio de denúncia na sexta-feira.

Segundo o comandante do GPA, sargento Alencar Fontana, o dono da propriedade disse ter encontrado o filhote sozinho próximo a uma estrada vicinal em suas terras e que resolveu levar o animal para casa a fim de protegê-lo. O pequeno cervídeo já estava sob os cuidados da família há aproximadamente 30 dias, mas nenhum comunicado tinha sido feito à polícia ambiental ou a outro órgão de meio ambiente.

De acordo com a Brigada Militar, o infrator responderá a termo circunstanciado, com base no artigo 29 da Lei dos Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605/98) por ter capturado e mantido em cativeiro espécie da fauna silvestre sem a devida licença da autoridade competente. Para o crime é prevista pena de detenção de seis meses a um ano e multa.

O filhote foi entregue pela Brigada Militar ao Ibama, que o encaminhou ao hospital veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF). Segundo a médica veterinária Joana Chagas, o animal é macho, deve ter entre dois e 2,5 meses de vida e pesa três quilos. Ele recebe mamadeira três vezes por dia, num total de meio litro de leite, e já começa a se alimentar de frutas, legumes e pasto. O animal está convivendo com outros dois filhotes fêmeas, sendo um da mesma espécie e o outro um veado-mateiro.

Ele deverá permanecer sob os cuidados veterinários até os seis meses de idade e depois ficará no zoológico da UPF, pois, segundo a veterinária Joana Chagas, o filhote não tem condições de ser reintroduzido na natureza.

— Ele é muito jovem e receberá amamentação pela equipe durante um período prolongado. Nesses casos, o animal perde o seu instinto natural e relaciona o ser humano a sua fonte de alimento e segurança, não podendo ser solto na natureza, onde seria alvo fácil dos predadores — explica.


ZERO HORA

Conteúdos de programas voltados para crianças são tema de debate


Conteúdos de programas voltados para crianças são tema de debate

Workshop, que conta com o apoio do UNICEF, será transmitido ao vivo pela Internet no dia 26 de maio

Brasília, 9 de maio – O programa Vila Sésamo e a TV Cultura realizarão no próximo dia 26 de maio, a partir das 9h, um workshop para tratar de questões relacionadas à infância que devem ser abordadas nas diferentes mídias para ações educacionais.

A iniciativa tem o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e será transmitida ao vivo por meio do site http://www.tvcultura.com.br/criancasdobrasil. Os internautas poderão enviar mensagens em tempo real e participar da discussão no dia do evento.

A partir da apresentação da situação das crianças no Brasil, serão organizadas discussões para o levantamento de temas e propostas de ação no contexto do programa Vila Sésamo e de acordo com as necessidades da realidade das crianças brasileiras de até 6 anos de idade. Trata-se, portanto, de uma oportunidade de refletir e pautar um programa de tevê pública, além de levantar outras ações educacionais relacionadas à série.

E você pode participar! Clique aqui e envie sua opinião até o dia 18 de maio. O resultado dessa consulta pública servirá como base das discussões do evento.

Sobre o programa Vila Sésamo – O programa foi criado originalmente nos Estados Unidos pela Children’s Television Workshop, atual Sesame Workshop, para crianças de até 6 anos de idade, sendo adaptado ou coproduzido em diversos países desde a década de 1970. Em cada país, procura contemplar a realidade local, com conteúdos educativos e de entretenimento que atendam às características e especificidades do público infantil de 3 a 6 anos de idade. No Brasil, teve sua primeira veiculação entre 1972 e 1977, retornando às telas da TV Cultura em outubro de 2007.

Fonte: Unicef Brasil


prómenino

Em fita inédita de 1966, Bob Dylan relata vício em heroína

Gravação foi redescoberta durante as pesquisas para versão atualizada da biografia do cantor

Uma entrevista com o cantor Bob Dylan feita em 1966 e divulgada somente agora traz a confirmação de algo que por anos ficou no campo da especulação: que ele foi dependente de heroína no início dos anos 1960.

"Eu me livrei de uma dependência de heroína em Nova York. Eu tive uma dependência muito, muito forte por um tempo. Gastava US$ 25 por dia (equivalente a cerca de US$ 180 hoje) e consegui me livrar", disse Dylan.

A declaração foi feita durante entrevista de duas horas concedida ao amigo e jornalista Robert Shelton, durante um voo entre as cidades de Lincoln, no Nebraska, e Denver, no Colorado, em meio a uma turnê pelos Estados Unidos.

A gravação foi redescoberta durante as pesquisas para a publicação de uma versão atualizada da biografia de Shelton, No Direction Home, publicada originalmente em 1986. A nova publicação deve coincidir com a comemoração dos 70 anos de Dylan.

"Havia boatos ao longo dos anos de que Bob Dylan estava envolvido com heroína, mas eu certamente nunca havia escutado ele mesmo dizendo isso", comenta Mick Brown, jornalista cultural do diário The Daily Telegraph e que já entrevistou o cantor diversas vezes.

"É extraordinário que ele pudesse ter falado sobre isso de maneira tão franca", afirma.

Morte
Durante a entrevista com Shelton, Dylan também fala de maneira tranquila sobre a morte e sobre seu desejo de morrer após começar a ser chamado de "gênio" pelo público.

"A morte para mim não é nada... a morte para mim não significa nada desde que eu possa morrer rapidamente. Muitas vezes eu soube que eu poderia ter morrido rápido e eu poderia facilmente ter ido e acabado com isso", diz ele.

"Eu admito ter essa coisa suicida... mas eu já atravessei isso", afirma.

Para alguém que, quase cinco décadas depois, continua gravando discos e fazendo shows, Dylan parece surpreendentemente desdenhar de seu trabalho, especialmente de suas letras.

"Eu não levo isso muito a sério", diz ele. "Sei que isso não vai me ajudar um pouco mais a chegar ao céu, cara. Não vai me tirar da fornalha ardente", afirma.

"Isso não vai prolongar minha vida e não vai me fazer feliz", diz ele.

Feliz
Shelton pergunta então a Dylan o que o faria feliz. "Estou feliz", responde Dylan. Mas ele continua a dizer que a felicidade é "uma espécie de palavra barata". E retorna ao tema do suicídio.

"Eu não sou o tipo de gato que vai cortar uma orelha se não puder fazer alguma coisa. Eu sou o tipo de gato que somente se suicidaria", diz ele.

"Eu daria um tiro no cérebro quando as coisas ficassem ruins. Eu pularia de uma janela ... cara, eu iria me matar. Você sabe que eu posso pensar na morte abertamente, cara", completa o músico.

'Descobridor'

A entrevista de Dylan a Shelton dá uma ideia interessante sobre o estado de espírito de Dylan na época.

Em março de 1966, ele já era uma superestrela global. Ele era considerado um músico de protesto, um poeta e um profeta - uma das vozes mais importantes de sua geração. Atrás dos palcos, ele parecia ter dificuldades em lidar com a atenção e com a expectativa das pessoas.

Mas ele confiava em Robert Shelton, o homem apontado como seu "descobridor".

Shelton era um crítico musical em 1961 quando viu Dylan tocar e escreveu um texto descrevendo-o como "uma nova face brilhante na música folk". No dia seguinte, Dylan recebeu a oferta de assinar um contrato.

Os dois ficaram amigos próximos, e Dylan deu a Shelton um acesso sem precedentes ao seu círculo mais próximo de amigos e familiares.

Além da nova versão da biografia de Shelton, as fitas com as entrevistas concedidas por Dylan serão também usadas em um filme.


Estadão

Casos de dengue no Rio superam em 51% total de 2010



Os casos de dengue na cidade do Rio de Janeiro chegaram a 45.320, número que supera em apenas cinco meses 51% do total de notificações confirmadas (29.922) para todo o ano de 2010, de acordo com as informações divulgadas nesta segunda-feira (23) pela Secretaria Municipal de Saúde.

Além disso, dois bairros da cidade, Pedra de Guaratiba, na zona oeste, e em Bonsucesso, na zona norte, registram índices da doença em níveis já considerados como surto ou epidemia.

As taxas de incidência de dengue nesses dois bairros alcançaram patamar acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes, índice utilizado pela prefeitura do Rio para configurar como surto da doença ou epidemia.

Como os dois bairros citados possuem menos de 100 mil habitantes, as taxas, mesmo projetadas com base em cálculos estatísticos, não são consideradas precisas pela Secretaria Municipal de Saúde.

A prefeitura aconselha que os bairros sejam agrupados como as regiões administrativas, de forma a verificar uma população superior a 100 mil habitantes. Caso não seja possível agregar as regiões, a comparação deve ser feita com base na série histórica de anos em que houve epidemia.

A doença reemergiu no município do Rio de Janeiro em 1986, a partir deste ano a doença se tornou endêmica apresentando anos epidêmicos. A média das taxas de incidência em anos não epidêmicos é de 27 casos a cada 100 mil habitantes, já a média dos anos epidêmicos é de 470 casos a cada 100 mil habitantes.

Mortes

Apenas nos primeiros cinco meses de 2011, o número de mortes por dengue no Rio de Janeiro registrou um aumento de 62% em relação a todo o ano de 2010. Até a última quarta-feira (18), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 70 mortes, contra 43 contabilizadas entre janeiro e dezembro do ano passado.

Levando-se em conta a última semana, foram quatro mortes. A média de pessoas com suspeita da doença no Estado chega a 639 por dia, resultando em um total de 95.931 casos.

As mortes foram registradas nos seguintes municípios: Nova Iguaçu (7), Duque de Caxias (5), Magé (2), Cabo Frio (1), São Gonçalo (8), Maricá (1), Mesquita (1), Rio de Janeiro (26), São João do Meriti (4), São José do Vale do Rio Preto (1), Bom Jesus de Itabapoana (1), Itaocara (2), Itaperuna (1), Rio das Ostras (2), Barra Mansa (1), Belford Roxo (2), Campos dos Goytacazes (2), Angra dos Reis (1), Queimados (1), Seropédica(1) e Barra Mansa (1).

Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro observa epidemia nos seguintes municípios: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde ressalta que continua sendo observada a redução no número de notificações nos seguintes municípios: Bom Jesus de Itabapoana, Seropédica, Magé, Santo Antônio de Pádua, Mangaratiba, Cantagalo, Quissamã, Mesquita e Guapimirim.

Jovens têm mais riscos
A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.

O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.

- As pessoas que nasceram no final da década de 80 não têm imunidade. É uma população muito grande suscetível ao vírus.

Segundo Chieppe, do total de casos investigados pela secretaria apenas 4% tiveram complicações e 1% foram considerados graves.

Outra preocupação é com os municípios da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, cidades onde a grande densidade populacional aumenta o risco de contaminação da dengue, que atinge seu pico nos meses de março e abril.

O Rio de Janeiro está entre os 16 estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

R7

Polícia encontra bebê morto e irmãos desnutridos em casa de Nova Iguaçu


Rio - O bebê de 5 meses encontrado morto por policiais militares em uma casa de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, nesta segunda-feira, teria morrido asfixiado com o próprio catarro. De acordo com a Polícia Civil, a mãe contou em depoimento que saiu de casa para avisar ao pai sobre a morte do bebê, que nasceu prematuro. Ela teria deixado as outras duas crianças sob os cuidados de uma vizinha, que teria recebido os PMs.

O bebê tinha problemas de deslocamento de córnea e bronquite.

Entenda o caso
Policiais militares encontraram, nesta manhã, um bebê de 5 meses morto, além dos irmãos de 3 e de 5 anos sozinhos, em uma casa na Rua Operário, no bairro Lagoinha, em Nova Iguaçu.

Segundo vizinhos, as crianças choraram durante três dias porque estavam sozinhas e sem comer. Eles teriam ficado revoltados com a situação dos menores e chamaram a polícia. No entanto, a mãe nega esta versão em depoimento. Ela afirma que acordou às 5h para amamentar o bebê, que já estava morto.

Os policiais entraram na residência e constataram o óbito do recém-nascido. De acordo com a polícia, a mãe é separada do pai das crianças.


O DIA ONLINE

Estudo identifica tribo amazônica que 'não conhece conceito de tempo'


Pesquisadores brasileiros e britânicos identificaram uma tribo amazônica que, segundo eles, não tem noção do conceito abstrato de tempo.

Chamada Amondawa, a tribo não tem as estruturas linguísticas que relacionam tempo e espaço – como, por exemplo, na tradicional ideia de “no ano que vem”.

O estudo feito com os Amondawa, chamado “Língua e Cognição”, mostra que, ainda que a tribo entenda que os eventos ocorrem ao longo do tempo, este não existe como um conceito separado.

A ideia é polêmica, e futuras pesquisas tentarão identificar se isso se repete em outras línguas faladas na Amazônia.

O primeiro contato dos Amondawa com o mundo externo ocorreu em 1986, e, agora, pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Grã-Bretanha) e da Universidade Federal de Roraima começaram a analisar a ideia de tempo da forma como ela aparece no idioma falado pela tribo.

“Não estamos dizendo que eles são ‘pessoas sem tempo’ ou ‘fora do tempo’”, explicou Chris Sinha, professor de psicologia da língua na Universidade de Portsmouth.

“O povo Amondawa, como qualquer outro, pode falar sobre eventos e sequências de eventos”, disse ele à BBC. “O que não encontramos foi a noção de tempo como sendo independente dos eventos que estão ocorrendo. Eles não percebem o tempo como algo em que os eventos ocorrem.”

Tanto que a tribo não tem uma palavra equivalente a “tempo”, nem mesmo para descrever períodos como “mês” ou “ano”.

As pessoas da tribo não se referem a suas idades – em vez disso, assumem diferentes nomes em diferentes estágios da vida, à medida que assumem novos status dentro de sua comunidade.

Mas talvez o mais surpreendente seja a sugestão dos pesquisadores de que não há interconexão entre os conceitos de passagem do tempo e movimento pelo espaço. Ideias como um evento que “passou” ou que “está muito à frente” de outro são comuns em muitas línguas, mas tais construções linguísticas não existem entre os Amondawa.

“Isso não significa que (as construções) estão além das capacidades cognitivas da tribo”, prosseguiu Sinha. “Apenas não são usadas no seu dia-a-dia.”

Quando os Amondawa aprenderam português – que está se tornando mais comum entre eles -, eles facilmente incorporam a noção do tempo em sua linguagem.

A hipótese dos pesquisadores é de que a ausência do conceito de tempo se origina da ausência da “tecnologia do tempo” – por exemplo, sistemas de calendário e relógios. Isso, por sua vez, pode estar relacionado ao fato de que, como muitas tribos, o sistema numérico detalhado dos Amondawa é limitado.

Termos absolutos
Tais argumentos não convencem Pierre Pica, linguista teórico do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), que foca seus estudos em uma outra língua amazônica, conhecida como Mundurucu.

“Relacionar número, tempo e espaço por uma simples ligação causal parece sem sentido, com base na diversidade linguística que conheço”, disse ele à BBC News.

Pica diz que o estudo sobre os Amondawa “tem dados muito interessantes”, mas argumentos simplificados.

Sociedades pequenas como os Amondawa tendem a usar termos absolutos para relações espaciais normais – por exemplo, referir-se à localização específica de um rio que todos na comunidade conhecem bem, em vez de usar uma palavra genérica para rios.

Em outras palavras, enquanto os Amomdawa podem ver a si mesmos se movendo através de arranjos temporais e espaciais, seu idioma talvez não reflita isso de uma maneira óbvia.

Novos estudos devem aprofundar o conhecimento sobre o assunto, diz Sinha.

“Queremos voltar (à tribo) e verificar (a teoria) novamente antes que a língua desapareça – antes que a maioria da população comece a aprender desde cedo a usar sistemas de calendário.”


BBC Brasil
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