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sábado, 16 de junho de 2012
Rio Grande do Sul é líder em mortes por câncer de pulmão no Brasil
Fumo está ligado a 80% dos casos
O câncer de pulmão mata pelo menos 2.843 pessoas por ano, entre homens e mulheres, no Rio Grande do Sul. O número (registrado pelo Ministério da Saúde em 2009) é 40,4% maior do que de mortes causadas por acidente de trânsito (2.025, em 2011) e 71,5% maior do que de homicídios (1.657, também no ano passado).
No mundo, as estatísticas são ainda mais alarmantes. Por dia, o equivalente a toda a população de Porto Alegre — cerca de 1 milhão e meio de pessoas — perdem a vida pelo mesmo motivo. O Rio Grande do Sul lidera o ranking brasileiro de casos, sendo o Estado com maior números de mortes — 23 por cada cada 100 mil habitantes.
O oncopneumologista Guilherme Costa, coordenador da Comissão de Câncer de Pulmão da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) afirma que uma das prováveis causas para os altos índices seja o clima frio da região sulista.
— Em baixas temperaturas, é comum que as pessoas procurem formas de se aquecer, e o fumo é uma delas — diz o especialista.
O presidente da Fundação Sul-Americana para o Desenvolvimento de Novos Medicamentos Contra o Câncer e vice-presidente da Sociedade Latino-Americana de Cancerologia, Gilberto Schwartsmann, concorda que a relação com o fumo é responsável pela esmagadora maioria dos casos diagnosticados, e que há um forte apelo da indústria tabagista para banir as campanhas de conscientização.
— A indústria do tabaco faz um forte lobby e subsidia uma série de ações em Brasília para neutralizar as campanhas — afirma.
Considerada rara no início do século XX, a doença se tornou um grave problema de saúde pública nos últimos 50 anos. O impacto é tanto que leva o estado brasileiro a investir, por ano, quase R$ 21 bilhões. A conclusão é da pesquisadora Márcia Pinto, da Fiocruz, que fez um estudo mapeando os custos de doença relacionadas ao tabaco. A pesquisadora explica que esse valor é financiado pela sociedade, com o pagamento de seus impostos:
— Esses custos são financiados por quem fuma e quem não fuma. Esse valor poderia ser investido, por exemplo, na ampliação do acesso das crianças a vacinas ou na compra de quimioterápicos para o SUS.
Como o estudo é pioneiro no país, não há comparativo local para saber se o valor é elevado demais. Sabe-se apenas que, em países como China e Estados Unidos, os investimentos são próximos a US$ 30 bilhões por ano.
Impacto na saúde e na economia
A expectativa da pesquisadora é de que o governo possa dar seguimento à pesquisa e invista na atualização dos dados. Outra proposta é incluir na próxima pesquisa os custos indiretos do tabagismo, relativos à perda da produtividade do fumante ou ex-fumante no mercado de trabalho.
— O fumante que se aposenta precocemente, ou sai do mercado, ou deixa de produzir riqueza para o país — explica Márcia.
A pesquisadora também concorda que a forte presença da indústria do tabaco no Rio Grande do Sul pode ter influência na adoção de medidas de controle anti-tabagismo. Porém, apesar das estatísticas negativas, é preciso considerar o fato de que, com as medidas de controle como a proibição de publicidade na televisão e no verso das carteiras de cigarro, bem como a restrição do fumo em locais fechado, fez cair o número de fumantes no Brasil.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), nos anos 80, 32% dos adultos fumavam, e em 2007, esse número caiu para 17%. A expectativa é que a cada ano baixe 0,3% o numero de fumantes.
— Isso vai fazer que tenha uma redução importante nos casos de câncer de pulmão, se as pessoas continuarem aderindo as campanhas — alerta Schwartsmann.
Doença poderia ser rara
Não há medida mais eficaz para evitar o câncer de pulmão do que não fumar, já que o consumo de derivados do tabaco está na origem de mais de 80% dos casos da doença. Ou seja: se não fosse o fumo, essa poderia ser uma enfermidade rara. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão.
Manter alto consumo de frutas e verduras também é recomendado. Deve-se evitar, ainda, a exposição a certos agentes químicos (como o arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente em indústrias.
Exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão também favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer.
Números
:: Brasil
Estimativas de novos casos: 27.320, sendo 17.210 homens e 10.110, mulheres (2012)
Número de mortes: 21.069, sendo 13.293 homens e 7.776 mulheres (2009)
O sistema de saúde brasileiro gasta R$ 1 bilhão e 600 milhões de reais por ano no Brasil no tratamento da doença.
A cada 100 novos diagnósticos de câncer de pulmão, 85 morrem nos dois anos subsequentes ao diagnóstico, e isso tem relação com três fatores importantes:
1) De todos os tipos de câncer, o de pulmão é o que mais mata em todo o mundo.
2) Anualmente, o câncer de pulmão mata o equivalente a toda população de Porto Alegre, 15 milhões de pessoas.
3) 55% dos casos ocorrem em países em desenvolvimento.
:: Mundo
— O tabagismo causa 130 mil óbitos por ano.
— Mais de 300 pessoas morrem em consequência das doenças relacionadas ao tabagismo.
— Um fumante vive seis anos menos do que quem não fuma.
:: Comparação com causas de morte no RS
— Homicídio 1.657 (SSP/2011)
— Acidente de trânsito no Estado 2.025 (Detran/2011)
— Câncer de pulmão 3.600 (Inca/2007)
:: Estimativa de novos casos em 2012
RS
Homens: 2.780
Mulheres: 1.400
PORTO ALEGRE
Homens: 370
Mulheres: 260
Fonte: Inca - Estimativa 2012
VIDA
Polícia investigará versão do namorado da irmã de Angela Bismarchi
Segundo ele, Angelina atirou contra o peito durante briga com o ex-marido
O delegado responsável pelas investigações sobre as mortes de Angelina Filgueiras dos Santos, de 42 anos, - irmã da peoa Angela Bismarchi - e do ex-marido dela, Márcio Luiz Dias da Fonseca, afirma que ainda faltam depoimentos para que a primeira versão do crime seja confirmada. De acordo com o titular da Delegacia de Itaipu (81ª DP), Gabriel Ferrando, o que foi contado pelo namorado de Angelina, o engenheiro Jolmar Vagner Alves Milato, de 40 anos, precisa ser confrontado com depoimentos de vizinhos, familiares e de uma adolescente de 16 anos que estaria na casa no momento do crime.
A jovem , que seria sobrinha de Angelina, está muito abalada com o ocorrido e anda não conseguiu falar com a polícia. Os investigadores buscam também possíveis imagens de câmeras de segurança da rua onde Angelina morava, em Itaipu, bairro da região oceânica de Niterói, na região metropolitana do Rio.
Angelina teria atirado contra o próprio peito após desarmar o ex-marido, segundo relatou à polícia o namorado dela. Em depoimento, Jolmar, que estava com Angelina quando o ex dela chegou armado, disse que, depois de Angelina ter se ferido, tomou a arma e matou Fonseca. Ele alega legítima defesa.
Jolmar não foi indiciado, mas deve responder por homicídio. Após prestar depoimento, ele foi liberado por não ter antecedentes criminais e por ter se apresentado espontaneamente.
A polícia investiga se o ex-marido foi até a casa de Angelina para tentar uma reconciliação. Ele havia invadido a casa onde Angelina vivia através da garagem, usando um controle remoto que ainda tinha guardado. Na ocasião, ele a encontrou no quarto com o atual namorado. O ex-marido estava armado e começou uma briga com o casal. Inicialmente, a hipótese considerada para a morte de Angelina era de disparo acidental durante luta corporal. Entretanto, o namorado disse à polícia que, durante a briga, a escrivã da Polícia Federal ameaçou se matar.
A perícia foi realizada na casa onde ocorreu o crime ainda durante a madrugada deste sábado (16), mas o laudo só deve ser liberado em 30 dias, de acordo com o delegado Gabriel Ferrando.
- O namorado de Angelina foi ouvido e pela apresentação espontânea e aparente legítima defesa foi liberado, mas as investigações prosseguem para determinar a legitimidade do fato. A autoria já está definida.
R7
Sábado é dia de vacinação contra a poliomielite
Agência Brasil
Postos de saúde abrem neste sábado (16) em todo o país para vacinar menores de 5 anos contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Pais e responsáveis devem levar o cartão de vacinação da criança para atualização das doses.
Ao todo, 115 mil unidades de vacinação vão funcionar das 8h às 17h. A imunização também será feita em escolas, shopping centers e igrejas. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 13,5 milhões de crianças. O número representa 95% do público-alvo definido, de 14,1 milhões.
A campanha vai até o dia 6 de julho. Ao todo, 350 mil profissionais de saúde deverão participar da ação, que contará ainda com 42 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. Serão distribuídas 23 milhões de doses em todo o país.
De acordo com o Ministério da Saúde, os investimentos com a campanha somaram R$ 37 milhões, repassados aos estados e municípios, sendo R$ 16 milhões apenas com a aquisição da vacina.
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o Brasil realiza a campanha desde 1980 e não registra casos de poliomielite há 23 anos. Em 1994, o país recebeu o certificado de erradicação da transmissão da doença.
Entretanto, 16 países ainda registram casos e, em três deles, a situação é endêmica: Afeganistão, Paquistão e Nigéria.
GAZETA DIGITAL
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Irmã de Ângela Bismarchi morre após briga passional em Niterói
RIO – Uma briga passional terminou com duas pessoas mortas em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, na noite da sexta-feira. Um capitão de fragata da Marinha entrou na casa da ex-mulher e a encontrou com o atual namorado. Após uma briga corporal entre os homens, a mulher, que é irmã da ex- modelo Ângela Bismarchi, foi baleada no peito. Em seguida, o namorado atirou contra o ex-marido de sua companheira.
O caso aconteceu por volta das 22h. Márcio Luiz Dias Fonseca, de 48 anos, invadiu a casa de Angelina Filgueiras dos Santos, de 42 anos, armado. Angelina, que morava na Rua 15, estava acompanhada do namorado, Gilmar Wagner Alves Milato, de 40 anos.
Segundo depoimento de Gilmar, único sobrevivente, Márcio se envolveu em uma luta corporal com ele. Enquanto os homens brigavam, Angelina pegou a arma e apontou para o próprio peito. Ela disse que atiraria caso a dupla não parasse de lutar. Como as trocas de socos e ponta pés continuou, ela teria atirado em seu peito. Gilmar contou ainda que como estava levando a pior, correu, pegou a arma e atirou em Márcio.
Angelina foi encaminhada ainda com vida para o Hospital municipal Mario Monteiro, também em Piratininga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Márcio morreu na casa da ex-mulher. O namorado de Angelina também foi levado para o Hospital Mario Monteiro. Policiais militares do 12º BPM (Niterói) estiveram no local e conduziram Gilmar até a 81ª DP (Itaipu), onde está detido.
Ângela Bismarchi está confinada no programa A Fazenda, da Rede Record. Seu marido, o cirurgião plástico Wagner de Moraes esteve no hospital para liberar o corpo da cunhada.
Extra Online
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Caso Yoki: MP vai pedir que Elize fique presa até o julgamento
Promotor tem cinco dias para denunciar mulher de empresário à Justiça
SÃO PAULO – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai pedir à Justiça, na semana que vem, que a técnica em enfermagem e bacharel em Direito Elize Araújo Matsunaga - que confessou ter matado e esquartejado o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, diretor executivo e neto do fundador da empresa de alimentos Yoki - fique presa até o julgamento. Elize foi indiciada nesta quinta-feira por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e meio cruel) e ocultação de cadáver. Junto ao inquérito entregue à Justiça, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Elize - a prisão temporária dela vence no próximo dia 21. Agora, o Ministério Público (MP), que tem cinco dias oferecer denúncia contra a técnica em enfermagem.
- O caso dela se ajusta rigorosamente àquilo que é a prisão preventiva, a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a efetiva aplicação da lei penal. Tudo isso é verificado, e não o crime em si, mas todo o desenrolar e, principalmente, os antecedentes e a situação da pessoa que cometeu o delito - disse o promotor de Justiça José Carlos Cosenzo, à TV Globo.
O inquérito policial que investiga o assassinato do empresário tem 551 páginas e foi encaminhado ao 5º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. A decisão de transferi-lo para a capital paulista foi do juiz Théo Assuar Gragnano, da Vara Criminal de Cotia, município onde partes do corpo do empresário foram encontradas. O mesmo magistrado foi quem decretou, na semana passada, a prisão temporária de Elize, que confessou ter cometido o crime no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, também na Zona Oeste.
De acordo com o despacho de Gragnano, os elementos indicam que o homicídio aconteceu em São Paulo e apenas o crime de ocultação de cadáver foi praticado em Cotia. “Os dois delitos são evidentemente conexos (artigo 76, inciso II do Código de Processo Penal) e, sendo assim, tem preponderância, na determinação da competência, o lugar da infração à qual for cominada a pena mais grave”, afirmou o magistrado na decisão.
O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo indica que a causa mortis do executivo, assassinado no último dia 19 de maio, foi um traumatismo craniano associado a asfixia por sangue em consequência de uma decapitação. Até então, a suspeita era de que Marcos tivesse morrido em decorrência de um tiro de pistola calibre 380 disparado pela mulher.
O laudo também mostra que o tiro disparado contra Marcos foi dado à curta distância, e de cima para baixo, o que não sustentaria a versão de Elize dada à polícia, já que a vítima estaria sentada – Elize é mais baixa que o empresário e disse que atirou após ser agredida e humilhada pelo marido, durante uma discussão do casal.
O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, contratado pela família Matsunaga, acredita que Elize alvejou o marido e depois o decapitou, causando a morte por asfixia. Na confissão, a técnica em enfermagem disse que esquartejou o marido somente dez horas após o tiro. Apesar de a Polícia Civil ter relatado o inquérito à Justiça nesta quinta-feira, as investigações continuam, garantiu o advogado, que acredita em premeditação e até na suposta participação de uma outra pessoa no crime.
O Globo
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Para os cientistas, humanidade tem três opções: mitigar, adaptar ou sofrer
Solução para problemas ambientais do planeta virão da união entre cientistas, sociedade e tomadores de decisão, conclui fórum científico da Rio+20
Para a comunidade científica reunida no Rio de Janeiro durante a Rio+20, a humanidade tem três opções para enfrentar as consequências das mudanças ambientais: mitigar, ou seja, atenuar os danos causados ao ambiente; adaptar-se ao ritmo da natureza, aprendendo a conviver com ela e criando uma economia sustentável (o caminho mais desejável); ou sofrer com as consequências do aquecimento global e com o desaparecimento das espécies.
A análise representa a conclusão do Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. O encontro terminou nesta sexta-feira e foi organizado Conselho Internacional de Ciência (ICSU, na sigla em inglês). As conclusões do fórum serão compiladas em um discurso de dois minutos que será endereçado aos chefes de estado no dia 20 de junho pelo presidente do ICSU, o químico tailandês Yuan-Tseh Lee, vencedor do prêmio Nobel de Química em 1986. De tão curto, Lee brincou que terá de conduzir o discurso "como um narrador de jogo de futebol."
Os cientistas afirmam que há 30 anos há evidências de que a atividade humana tem efeitos sobre alterações do clima e o desaparecimento de espécies. "É virtualmente certo que haverá aumento na frequência e magnitude das temperaturas extremas", diz Steven Wilson, diretor-executivo do ICSU. "Há consenso de que as chuvas, secas e outros desastres naturais vão acontecer com maior frequência."
Trabalho em equipe - Para a comunidade acadêmica, será preciso integrar as áreas da ciência, que hoje atuam dispersas, com um sistema global de pensamento, comunicação, educação e engajamento entre os cientistas, sociedade e os tomadores de decisão. "Precisamos realizar estudos e observações contínuas", diz Wilson. Atualmente, vários dados sobre o comportamento do planeta são de estudos isolados e não estão padronizados, o que dificulta tirar conclusões precisas.
A principal sugestão do fórum para integrar as diferentes áreas da sociedade em pesquisas científicas que ajudem a humanidade a se adaptar ao planeta é o Future Earth. O programa foi anunciado na quinta-feira como uma iniciativa global para centralizar e coordenar pesquisas interdisciplinares ao longo de 10 anos com um único propósito: entender os desafios do desenvolvimento sustentável e dar sugestões práticas de como superá-los.
Para o sueco Johan Rockström, um dos coordenadores do Future Earth, "a humanidade terá que reinventar a prosperidade para viver no Antropoceno", nome dado ao período mais recente da história do planeta, em que as atividades humanas começaram a ter um impacto significativo no clima e no funcionamento dos ecossistemas. "Somos a primeira geração a ter consciência de que estamos verdadeiramente colocando o futuro da civilização em risco", diz. "A transição para o mundo sustentável é necessária, possível e desejável."
Veja
A análise representa a conclusão do Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável. O encontro terminou nesta sexta-feira e foi organizado Conselho Internacional de Ciência (ICSU, na sigla em inglês). As conclusões do fórum serão compiladas em um discurso de dois minutos que será endereçado aos chefes de estado no dia 20 de junho pelo presidente do ICSU, o químico tailandês Yuan-Tseh Lee, vencedor do prêmio Nobel de Química em 1986. De tão curto, Lee brincou que terá de conduzir o discurso "como um narrador de jogo de futebol."
Os cientistas afirmam que há 30 anos há evidências de que a atividade humana tem efeitos sobre alterações do clima e o desaparecimento de espécies. "É virtualmente certo que haverá aumento na frequência e magnitude das temperaturas extremas", diz Steven Wilson, diretor-executivo do ICSU. "Há consenso de que as chuvas, secas e outros desastres naturais vão acontecer com maior frequência."
Trabalho em equipe - Para a comunidade acadêmica, será preciso integrar as áreas da ciência, que hoje atuam dispersas, com um sistema global de pensamento, comunicação, educação e engajamento entre os cientistas, sociedade e os tomadores de decisão. "Precisamos realizar estudos e observações contínuas", diz Wilson. Atualmente, vários dados sobre o comportamento do planeta são de estudos isolados e não estão padronizados, o que dificulta tirar conclusões precisas.
A principal sugestão do fórum para integrar as diferentes áreas da sociedade em pesquisas científicas que ajudem a humanidade a se adaptar ao planeta é o Future Earth. O programa foi anunciado na quinta-feira como uma iniciativa global para centralizar e coordenar pesquisas interdisciplinares ao longo de 10 anos com um único propósito: entender os desafios do desenvolvimento sustentável e dar sugestões práticas de como superá-los.
Para o sueco Johan Rockström, um dos coordenadores do Future Earth, "a humanidade terá que reinventar a prosperidade para viver no Antropoceno", nome dado ao período mais recente da história do planeta, em que as atividades humanas começaram a ter um impacto significativo no clima e no funcionamento dos ecossistemas. "Somos a primeira geração a ter consciência de que estamos verdadeiramente colocando o futuro da civilização em risco", diz. "A transição para o mundo sustentável é necessária, possível e desejável."
Veja
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Meninas suspeitas de arrancar coração de garota riram durante depoimento
Fabíola Corrêa, 12 anos, foi encontrada morta em matagal na semana passada
A conclusão do inquérito sobre a morte de Fabíola Santos Corrêa, 12 anos, assassinada por duas amigas em um matagal e encontrada sem o coração na última quinta-feira (07) em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana, apontou o possível envolvimento de traficantes no crime.
Segundo o delegado Enrique Solla, responsável pelo caso, o crime foi cometido por duas garotas de 13 anos que, assim como Fabíola, namoravam traficantes de uma gangue da região. Ainda, segundo Solla, as adolescentes não demonstraram arrependimento durante o depoimento, chegando a rir em alguns momentos.
Uma das meninas confessou o crime para a polícia, e disse que a intenção delas era "dar um susto" em Fabíola para que, caso ela fosse pega por membros da gangue rival, não contasse detalhes do envolvimento das garotas com o tráfico de drogas.
Requintes de crueldade
Fabíola foi levada para o matagal, e jogada no chão. Uma das adolescentes contou que encostou uma faca no pescoço da vítima, que tentou se defender. Na briga, a garota acabou sofrendo um corte no pescoço e caiu. Com a situação fora de controle, as outras adolescentes resolveram matá-la ali mesmo. Fabíola ainda foi agredida com um golpe de barra de ferro na cabeça.
Segundo o delegado, a adolescente contou também que, com Fabíola já caída, as duas abriram o peito da garota e arrancaram o coração dela, que ainda batia. A intenção seria levar o órgão como uma espécie de prova para contar às mães que as meninas estavam sendo ameaçadas por traficantes.
As duas adolescentes foram levadas para o Centro de Internação Provisória São Jerônimo, no bairro Horto, região Leste da capital.
Arenápolis News
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Adolescente é espancada e tem cabelo cortado no meio da rua em Niterói
As três agressoras, menores de idade, usaram um celular para gravar a violência
Por causa de ciúmes, uma adolescente de 17 anos foi espancada por três menores de idade no meio da rua, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. As agressoras gravaram toda a ação através de um celular.
A violência aconteceu em março, mas o vídeo só foi divulgado recentemente. A menina levou tapas, teve o cabelo cortado e sofreu ameaças de ter o olho furado por uma tesoura.
Segundo a vítima, ela era amiga do namorado de uma das agressoras, o que motivou o espancamento. As menores já foram identificadas e prestarão depoimento na Delegacia de Itaipu (81ª DP), onde o caso foi registrado, junto aos familiares.
R7
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Debatedores da Rio+20 exibem diversidade nos trajes e nos gestos
Centro de Convenções já vem sendo chamado de Nações Unidas do Riocentro
RIO — O futuro da Terra está no centro da pauta comum e, embora separados por alguns metros de distância, os debatedores da Rio+20 exibem uma diversidade que mostra bem a imensa diferença cultural — e de expectativas — que fazem do Centro de Convenções da Barra o que muitos já chamam de Nações Unidas do Riocentro.
De um lado, diplomatas sisudos negociam cada vírgula do documento final da conferência no Pavilhão 5. Do outro, véus, turbantes e estampas coloridíssimas disputam a atenção com incontáveis — e cinzentas — reivindicações políticas e ambientais no Pavilhão T do Riocentro. Em plenários semivazios, a indumentária de muitos homens e mulheres rouba a cena no território das organizações não governamentais.
— Precisamos aparecer. Mostrar que a verdadeira chave para o problema está aqui, e não lá (no Pavilhão 5) — diz a camaronesa Rosaline Menga, exibindo uma túnica vermelha e um chamativo turbante.
Integrante da ONG Voz das Mães Africanas, ela veio ao Rio defender soluções para engajar as mulheres de seu continente na agricultura familiar sustentável. Rosaline não esconde uma ponta de decepção quando perguntada sobre a consciência ambiental em Camarões. Ela conta que o povo não tem consciência da gravidade da situação em um país que já perdeu boa parte de suas riquezas naturais:
— Nosso verde já foi extinto, o solo está afetado e a água, contaminada. Estamos aqui para que mulheres e jovens tenham a chance de aprender, plantar e recuperar.
Já Bartolo Ushigua, dirigente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), veio de Quito para dizer não à economia verde.
— Somos contra o que se chama economia verde hoje. Não se deve entregar às empresas os recursos do planeta. Defendemos uma política que mantenha o equilíbrio entre os seres humanos e a Natureza, em que há elementos sagrados para nós, índios.
O Globo
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