segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Após chuva, mais de 150 cães são resgatados em Teresópolis



Casal encontrou com cadela depois de 4 dias em abrigo, neste domingo.
Animais são vacinados, vermifugados e recebem alimentação.

Muitos cães foram abandonados por moradores das cidades atingidas pelos alagamentos e deslizamentos de terra, desde terça-feira (11), quando uma forte chuva provocou destruição na Região Serrana do Rio de Janeiro. O pânico e o desespero para se salvar fizeram com que muitos animais de estimação fossem deixados para trás.
Em Teresópolis, cerca de 150 cachorros foram encontrados com ferimentos, soterrados ou presos nas casas atingidas. Esse foi o caso de Daniel Ferreira Mendonça e Maria Ferreira Yoros, que moram no Bairro Caleme, uma das áreas mais atingidas pela enxurrada em Teresópolis. “Saímos correndo de casa sob o risco de desabamento e a deixamos lá, pois não dava para levá-la junto.”
Mendonça disse que, depois de ter o acesso a sua casa liberada pela Defesa Civil, voltou para ver Dara, sua cadela de estimação. “Para nossa surpresa, ela não estava mais lá. Não Sabemos se fugiu ou a levaram embora”.
A sorte dele é que Dara foi levada por voluntários para o abrigo da Organização Não-Governamental (ONG) Estimação, no Bairro Meudon. “Viemos tentar a sorte e ela [Dara] estava lá. Quando nos viu, começou a chorar. Nem precisamos de documentos para provar que somos os donos dela, pois foi Dara que nos reconheceu no abrigo”, disse Maria.
Depois de quatro dias hospedada no abrigo para cães, Dara ganhou uma coleira nova, novos potes de água e comida e um saco de ração.

Adoção
Segundo o biólogo Guilherme Andreoli, do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, a maioria dos cães levados para o abrigo é colocado para adoção. “Já concretizamos mais de 20 adoções, mas precisamos que mais cães sejam adotados. Só houve um caso de um beagle abandonado, que foi adotado e o dono apareceu depois pedindo pelo cão. Aí o processo adotivo foi cancelado e o beagle voltou para seu antigo dono.”
Todos os animais, logo que chegam ao abrigo, passam por triagem para avaliação veterinária. “Temos voluntários da área médica veterinária, incluindo estudantes e professores, que fazem a análise de possíveis fraturas, lesões, ferimentos e estado geral de saúde do cão. Eles são vacinados e vermifugados. Em seguida, se for o caso, o animal faz raio-x ou é medicado até se recuperar totalmente”, disse Andreoli, que está ajudando a ONG Estimação.

Passeio antiestresse
Entre os trabalhos feitos pelos voluntários no cuidado com os cães abandonados está terapia anti-estresse. “É normal, até mesmo pelo que passaram, que os cães fiquem estressados, ainda mais agora que têm de conviver com outros cães que nunca tinham visto. Uma das saídas para isso ;e levar cada um dos cachorros para passear”, afirmou Andreoli.
A aposentada Clarice Trindade, 66 anos, veio do Rio de Janeiro para acompanhar a filha, que se voluntariou para cuidar dos cães abandonados, e de quebra passeou com vários cães pelo Bairro Meudon. “Já saí com seis cachorros. Eles ficam relaxadinhos. Eu fico feliz e o cachorro fica sem estresse.”
A voluntária Terezinha Gaia, 60 anos, descobriu, ao passear com uma cadela, o nome de sua nova companheira de coleira e a história dela. “A Bolinha, como é chamada pelos funcionários de uma loja de material de construção, dormia no prédio deste estabelecimento. Eles me disseram que ela tinha sumido no período da chuva.”
Segundo Terezinha, a cadela tinha tido filhotes há poucos meses e ainda estava amamentando a cria. No abrigo, ela virou ama de leite de oito filhotes abandonados. Bolinha está na fila de doação.
Para Rogério Franco, dono do Canil Bom Retiro, que também, funciona como hospedagem para cães, o importante é tirar os animais das ruas para evitar problemas de zoonoses. “O cuidado com esses animais evita doenças e problemas sanitários. Eu, por exemplo, não pude aceitar o pedido de donos de cães, que perderam suas casas, para abrigar o animal no meu canil. Não tenho água e isso é essencial para lavar o espaço usado pelo cachorro e também para manter a hidratação.”
Os abrigos pedem doações de ração úmida (daquelas em lata), ração comum, panos velhos, jornais, papelão, focinheiras, coleiras e cercadinhos de arame para separar os animais.

Veja como ajudar os animais
* Pelo Próximo e Clube do Totó

Postos de Coletas no Rio de Janeiro:
Flamengo: Rua Correa Dutra-99/loja5
Méier: Carla Bello -8829-9026
Copacabana: Loja Bicho Bacana- Rua Sta. Clara, 110
Lojas Patas & Penas: Botafogo, Urca e Norte Shopping
Gávea: loja Pet Gávea- R. Marquês de São Vicente
peloproximo.blogspot.com

* Suipa
Sociedade União Internacional Protetora Dos Animais – Banco Itaú
Agência: 0584
Conta Poupança: 54979-4 / 511 (complemento)
CNPJ é 00.108.055/0001-10
www.suipa.org.br

* Univida
Instituto Univida de Proteção Animal
Banco Itaú
Agência: 6542
Conta corrente: 06841-3
www.univida.org.br

* Estimação
Banco Bradesco
Agência: 2801
Conta Corrente: 5177-2
www.estimacao.org.br

* WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal)/Defensores dos Animais
CNPJ: 04.363.242/0001-09
Banco Bradesco
Agência: 0279
Conta-poupança: 172813-0
www.wspabrasil.org

Glauco Araújo


G1

Em carta a Dilma, Parlamento do Irã anuncia que não vai enforcar Sakineh


TEERÃ - O governo Irã suspendeu a pena de enforcamento contra Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e homicídio, cujo caso provocou uma mobilização global, disse uma deputada iraniana segundo nota divulgada nesta segunda-feira.
Sakineh foi inicialmente condenada a apedrejamento pelo crime de adultério, mas essa sentença foi suspensa devido à repercussão internacional. Ela continuava sob ameaça de morte por enforcamento, por ter sido considerada cúmplice no assassinato do marido.
Em carta à presidente brasileira, Dilma Rousseff, a deputada Zohre Elahian, presidente da comissão de direitos humanos do Parlamento iraniano, disse que a pena de enforcamento também foi suspensa, devido a apelos dos filhos de Sakineh.
"Embora a sentença de apedrejamento não tenha sido finalizada ainda, a sentença de enforcamento foi suspensa devido ao perdão (dos filhos dela)", disse a carta, segundo a agência estudantil de notícias Isna.
Sakineh foi condenada a dez anos de prisão. Ela foi presa em 2006.
Em julho do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo à Sakineh no Brasil. O governo do Irã rejeitou a oferta, elogiando o "caráter humano e sensível" de Lula, mas alegando que ele não estava de posse de todos os fatos.
O Brasil tem boas relações com o Irã, e no ano passado tentou mediar um acordo nuclear, rejeitado por potências ocidentais.
Pela lei islâmica em vigor no Irã, o adultério pode ser punido com a morte por apedrejamento, enquanto crimes como homicídio, estupro, assalto, apostasia e narcotráfico resultam em enforcamento.
O caso de Sakineh abalou ainda mais as relações entre o Irã e o Ocidente, já prejudicadas por causa do programa nuclear iraniano, que os EUA e seus aliados temem estar voltados para o desenvolvimento de armas nucleares. Teerã insiste no caráter pacífico das suas atividades.
A Anistia Internacional diz que o Irã é o segundo país que mais usa a pena de morte no mundo, atrás apenas da China. Em 2008, pelo menos 346 réus foram executados.
As autoridades iranianas rejeitam as acusações de abusos aos direitos humanos, e alegam estarem seguindo a lei islâmica.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Sobreviventes do tremor enfrentam aumento de casos de estupro no Haiti


Em fevereiro do ano passado, um mês depois do terremoto que destruiu o Haiti e a deixou desabrigada, a adolescente Sherlie Christoph, 19 anos, tinha saído de sua barraca para comprar água quando começou a chover.

Ela correu de volta para a tenda, no acampamento de Champs de Mars, no centro de Porto Príncipe, onde morava sozinha desde o terremoto de 12 de janeiro de 2010.
A mãe de Sherlie morreu no tremor, soterrada na casa em que viviam. A garota sobreviveu, mas ficou sozinha.
“Logo depois que entrei na barraca, um homem veio atrás de mim, pedindo abrigo da chuva. Eu disse que não e menti que morava com outras pessoas que logo iriam chegar”, diz.
“Ele entrou mesmo assim, apontou uma arma para mim e me estuprou. Me bateu antes e depois. Sofri de hemorragia durante dois meses”, afirma.
Hoje, quase um ano depois, ela continua vivendo sozinha em uma barraca em Champs de Mars. Sem emprego, sem dinheiro e sem família, passou a trabalhar como prostituta depois do estupro.
Quando questionada sobre o que espera do futuro, ela começa a chorar.
“Quando penso no que aconteceu, em como tudo mudou desde o terremoto, fico imaginando que se minha mãe não tivesse morrido, eu não estaria nessa situação”, diz.
“Talvez se eu tivesse alguém que cuidasse de mim, o estuprador não teria me atacado, e hoje eu não estaria assim.”

“Aumento dramático”
A história de Sherlie Christoph é um exemplo do aumento da violência sexual no Haiti registrado após o terremoto.
Segundo um relatório da Anistia Internacional, o risco de estupro e outras formas de violência sexual aumentou “dramaticamente” desde o tremor, que destruiu os poucos mecanismos de proteção existentes no Haiti.
Não há dados precisos sobre o número de casos. Uma das organizações locais de apoio às vítimas, a Kofaviv (Comissão de Mulheres Vítimas para Vítimas), calcula que recebeu mais de 250 casos de estupro nos primeiros cinco meses após o terremoto.
“De julho até dezembro, registramos outros 178 casos”, disse à BBC Brasil a coordenadora da Kofaviv, Malya Villard-Apollon, 50 anos, ela própria vítima de estupro três vezes.

Acampamentos
Villard-Apollon, assim como muitas das voluntárias da Kofaviv, foi forçada a morar em um acampamento após o terremoto, e diz que as condições nesses locais facilitam a ocorrência dos crimes.
“As mulheres ficaram mais vulneráveis. Antes viviam em uma casa. Agora, é fácil rasgar a lona das barracas com uma faca ou canivete. Qualquer um pode entrar”, afirma.
Ela diz que cerca de metade dos casos de estupro registrados pela Kofaviv em 2010 foram contra crianças. “Muitas crianças ficam sozinhas nas barracas”, afirma.
Villard-Apollon já havia sido estuprada em 1992 e em 2004. Em maio do ano passado, foi estuprada novamente, por um homem armado dentro da barraca em que vive no acampamento de Champs de Mars, em frente a outras pessoas que moram com ela.
Segundo a Anistia Internacional, a falta de policiamento e de iluminação e a superlotação nos acampamentos são fatores que facilitam a ação dos criminosos, geralmente membros de gangues.

Cicatriz
A Anistia Internacional diz ainda que o terremoto destruiu tribunais e delegacias de polícia, além do Ministério de Direitos das Mulheres, tornando mais difícil para as vítimas denunciar a agressão.
A maioria das mulheres entrevistadas para o relatório não reportou o crime, e as poucas que o fizeram não tiveram seus casos levados adiante pela polícia.
“O estupro deixa uma cicatriz moral. Ainda tenho pesadelos. O trabalho na Kofaviv me ajuda a suportar”, diz Villard-Apollon.
A entidade, criada em 2004, é formada por vítimas de violência sexual que promovem ações de apoio a outras vítimas e oferece atendimento médico e psicológico.
"Acompanhamos as vítimas ao hospital e, se quiserem denunciar o agressor, à delegacia", diz a voluntária Helia Sajeunesse, 50 anos.
Ela foi estuprada dentro de casa, em 2004, junto com a filha mais velha, então com 17 anos. Ambas ficaram grávidas do estuprador, e hoje têm duas filhas da mesma idade, seis anos.
No início deste ano, após o terremoto, a neta de Helia também foi vítima de estupro.
"Quando acontece algo assim, você pensa em suicídio. Se não fosse pelo meu trabalho aqui, estaria morta", diz.

Alessandra Corrêa



Tubarões surgem nas ruas de cidades australianas inundadas

Tubarões-touro foram vistos nas ruas inundadas de Goodna, a oeste de Brisbane, na Austrália

Animais foram vistos até 30 km longe do mar; país ainda procura 12 desaparecidos

Além dos crocodilos, as pessoas afetadas pelas enchentes no nordeste da Austrália agora temem também os tubarões, avistados até 30 km longe do mar, em áreas inundadas do Estado de Queensland.
A rádio ABC informou que vários habitantes do povoado de Goodna viram, neste sábado (15), dois tubarões-touro. Outro animal da mesma espécie apareceu na última quinta-feira (13) nas ruas submergidas de Brisbane, a terceira maior cidade do país.
O tubarão-touro não frequenta as profundezas e tolera a água doce, por isso, ocasionalmente visita alguns rios. O animal já atacou seres humanos no passado.
Enquanto isso, as autoridades de Queensland confirmam que há 17 mortos em virtude das inundações. Equipes continuam procurando 12 pessoas desaparecidas após as piores enchentes em mais de meio século.






Turistas brasileiros deixam Patagônia Chilena após acordo com grevistas

Saída de turistas do Parque Nacional Torres del Paine, no Chile (Foto: Leonardo Camargos / Arquivo pessoal)

Protesto contra aumentou do preço do gás bloqueou estradas na região.
Segundo cônsul, todos os brasileiros devem deixar o Chile neste domingo.


Os cerca de 140 turistas brasileiros que estavam impedidos de sair da Patagônia Chilena por uma greve de trabalhadores que bloquearam estradas para protestar contra o aumento do preço do gás no país, começaram a deixar a região.
De acordo com o cônsul-honorário do Brasil no Chile, Mario Babaic, os turistas começaram a deixar a região ainda no sábado, após um acordo feito pelo consulado com os manifestantes.
Aviões da Força Aérea do Chile e ônibus são usados para o transporte desses turistas até os aeroportos internacionais em Punta Arenas e em Santiago. A operação deve terminar neste domingo (16), segundo o cônsul.
Os turistas estavam no Parque Nacional Torres Del Paine e em Puerto Natales, no Chile. Segundo o jornalista Leonardo Camargos, que estava no parque, todos já estavam de malas prontas quando o ônibus chegou para buscá-los e os mochileiros tiveram prioridade para deixar a região. Os hóspedes do hotel onde ele estava saíram por último.
O acordo foi fechado com o movimento grevista, que começou após o governo chileno anunciar o aumento de quase 17% no gás. O produto é essencial para que os moradores da região consigam aquecer suas residências por conta do frio. Segundo Babaic, a greve não terminou. Uma reunião deve ser realizada neste domingo (16) para definir as negociações.
A região sofre com baixas temperaturas durante boa parte do ano, e o gás sempre recebeu, tradicionalmente, generosos subsídios do governo. Mais de mil turistas de diversas nacionalidades estavam na região. As autoridades chilenas afirmaram que há possibilidade de desabastecimento caso as barricadas não sejam desfeitas.


Consumo de açaí contaminado causa surto no interior do Amazonas


MANAUS – A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) confirmou, nesta sexta-feira (14), um surto de Doença de Chagas no município de Carauari. A cidade registrou 12 pessoas com diagnóstico confirmado por exames laboratoriais. De acordo com o secretário Wilson Alecrim os pacientes tiveram quadro agudo da doença. O problema é causado pelo parasita Trypanosoma Cruzi, presente nas fezes do barbeiro ou de besouros de palmeiras.
Todas as pessoas afetadas moram em assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado na Estrada do Riozinho, na zona rural de Carauari. Investigação epidemiológica, realizada pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), apontou o consumo de açaí contaminado, preparado artesanalmente, como a causa provável da transmissão da doença. O grupo teria consumido a bebida em um evento familiar.
A equipe da FVS apurou que o açaí consumido pelas famílias foi produzido na casa de uma delas, de forma artesanal e sem cuidados de higiene. A família relatou que os caroços de açaí não foram previamente lavados, foram machucados direto com as mãos e a água utilizada para sua diluição foi coletada direto da chuva. “A manipulação inadequada dos frutos do açaí e de outros alimentos pode levar à transmissão do protozoário para as pessoas, por via oral”, explicou Alecrim.
Relatório apontou que os pacientes pertencem a duas famílias e entre eles quatro são menores de 14 anos e oito são adultos. O consumo do açaí contaminado ocorreu no dia 17 de dezembro e 11 dias depois surgiram os primeiros casos suspeitos. Doze das 14 pessoas que consumiram a bebida, apresentaram sintomas de febre, dor de cabeça e muscular, tontura, fraqueza e falta de ar e foram atendidas no Hospital Regional de Carauari. Os pacientes tiveram quadro agudo da doença, receberam assistência médica e estão em tratamento no próprio município.
A manipulação inadequada do açaí já provocou surtos em outros municípios do estado. No ano de 2007, foi registrado um surto no município de Coari, onde 27 pessoas contraíram a doença e em 2010 em Santa Isabel do Rio Negro, com 17 doentes.

Cuidados
Para solucionar o problema de transmissão da doença através do consumo do açaí, a FVS desenvolve um trabalho educativo, de conscientização das populações rurais, com a distribuição de cartilha informativa sobre os perigos que a manipulação incorreta do fruto podem acarretar para a saúde das pessoas. “A cartilha ensina como proceder para evitar a contaminação, com todo o passo-a-passo da manipulação e com ilustrações para que as pessoas possam compreender melhor e aplicá-las”, explica o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque. (IP)



Polícia: pais usuários de crack entregam bebê por R$ 50 no RS


Um bebê de 5 meses que teria sido entregue pelos pais, suspostos usuários de crack, em troca de R$ 50 foi localizado por policiais de Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul. Segundo informações divulgadas neste sábado pela Polícia Civil, a criança foi encaminhada para uma casa de acolhimento.
Ainda segundo a polícia, uma denúncia anônima levou os agentes da Delecacia de Proteção à Criança e ao Adolescente até uma mulher que dizia ser a mãe do bebê. De acordo com a denúncia, ela havia afirmado à família estar grávida de um menino, mas apareceu em casa com uma menina aparentando 2 meses. A suspeita ainda teria afirmado que havia dado à luz em outra cidade.
A investigação teve acesso a fotos da mulher aparentando estar grávida, mas apurou que ela não estivera em trabalho de parto recentemente. A suspeita, então, disse aos policiais que soube de uma moradora do bairro Vila Jardim que, por ser dependente de drogas, queria entregar sua filha para alguém. A suspeita afirmou ter procurado a suposta usuária de drogas, que lhe entregou o bebê e perguntou se ela tinha algum dinheiro. A suspeita disse ter entregue R$ 50 à mulher.
Após estas informações, a polícia localizou os pais biológicos da menina. Segundo os policiais, a mãe acusou o companheiro de ter dado a criança e, em depoimento, o homem assumiu ter entregue o bebê para um casal. Ele afirmou que a mulher não tinha condições de criar a menina porque vivia sob efeito de drogas e álcool.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o que aconteceu. Até o momento, ninguém foi preso.

AMOR VERDADEIRO


Cão acompanha o túmulo da dona há dois dias no cemitério de Teresópolis, na região serrana do Rio, após tragédia que atingiu a cidade


R7

Prefeitura de Teresópolis abre processo de adoção de órfãos da tragédia na região serrana


Ginásio Pedrão será aberto às 9h para realizar o processo

A Defesa Civil e a Prefeitura da Teresópolis abrem neste domingo (16) no ginásio Pedrão, na Várzea, o processo de cadastramento para casais interessados em adotar crianças que ficaram órfãs na tragédia que arrasou a região serrana do Estado do Rio de Janeiro na última semana. O procedimento será iniciado às 9h.
O ginásio Pedrão é o mesmo utilizado para abrigar de maneira provisória grande parte das vítimas das enchentes. Centenas de pessoas se aglomeram no local. A maioria perdeu parentes na enxurrada e há crianças que foram salvas e ainda não encontraram os responsáveis.

Tragédia das chuvas
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
No final da noite de sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.



Motorista de carro de som que fez alerta em Areal teve casa destruída



Wallace dos Santos ganhou o apelido de 'Anjinho'.
Alerta permitiu que moradores saíssem de suas casas antes da enchente.

O motorista encarregado de fazer o alerta em Areal, na Região Serrana do RJ, sobre a cheia dos rios Preto e Piabanha, não teve tempo de tirar nada da própria casa que foi levada pela correnteza.
Wallace dos Santos usou o carro de som da rádio comunitária. Ele teve apenas duas horas, tempo suficiente para que os moradores saíssem de casa sãos e salvos.
“Alguns amigos me falaram para não ir tão longe. Mas a intenção era salvar as pessoas independente do que pudesse acontecer”, conta (veja vídeo ao lado).
No reencontro com os moradores da comunidade ribeirinha, ele ganhou abraços e um apelido: agora ele é conhecido agora como ‘Anjinho’.
A enchente do Rio Preto atingiu Areal durante o dia na quarta-feira. Quando o prefeito viu o rio subindo rapidamente, ligou para a cidade de São José do Vale do Rio Preto, que fica rio acima, e descobriu que a água havia invadido a cidade. Foi então que decidiu gravar um alerta para os moradores de Areal.
"A prefeitura municipal de Areal informa: alerta máximo. Em virtude das chuvas, solicitamos que os moradores das margens dos rios Preto e Piabanha fiquem de alerta máximo e se retirem para lugar seguro, pois o leito estará subindo nos próximos minutos", dizia a gravação.
A iniciativa simples e barata permitiu que várias famílias saíssem de suas casas a tempo. Oitenta casas foram destruídas. Há quase 300 desabrigados. Muita gente perdeu móveis, roupas, tudo que tinha. Mas, na cidade de quase 10 mil habitantes, não se perdeu uma única vida no meio dessa enorme tragédia.
Parte dos moradores de Areal está isolada depois da abertura de uma cratera na ponte que liga o Bairro da Ilha à Rua Afonsina. O comércio está fechado e o hospital sem médicos. O atendimento a feridos e doentes está concentrado em postos de saúdes.
Desde a noite de terça-feira (11), mais de 600 pessoas morreram na Região Serrana com as chuvas que castigaram principalmente as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.
Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades. Esta já é a maior tragédia climática da história país.

G1

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